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GRANDOLA VILA MORDAÇA


« O povo é quem mais ordena » sim, está bem, assim seja.
E que seja sempre, mesmo quando o que o povo ordenou desagrada àqueles que berram e gritam povo é quem mais ordena como se eles, ali, naquele momento, fossem O Povo ou tivessem mandato para o representar.
 « O povo é quem mais ordena » em democracia, em cidadania, com urbanidade, tolerância e respeito. Respeito.

Que vão à Assembleia e cantem a "Grândola"; marcada uma posição que saiam, como manda a lei a quem perturbar, interromper ou impedir os trabalhos parlamentares. E pronto.
Andar por aí aos berros, cantando a "Grândola", o hino da Mocidade Portuguesa, um êxito do José Cid ou um faduncho-chanson do Carlos do Carmo, não ajuda, não respeita, não marca coisa alguma - é uma destabilização prepotente na tentativa de criar um "facto político" que não representa nada. Nem isso nem andar a mostrar o rabo. Não é que me choque, estou-me nas tintas, mas vem-me à ideia uma frase que uma vez ouvi a um amigo durante um almoço:
«Quando alguém puxa dos galões para mostrar a razão, não mostra a razão, mostra os galões».  Pois é, cada um mostra o que tem...

José Manuel Fernandes, uma vez mais, disse, a respeito destes cantadeiros silenciadores, que se lembrou de Voltaire na sua frase: "Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las.". Pois.
Disse também que ainda não se esqueceu do "Caso República".... Achei graça, eu não me lembrei de Voltaire mas lembrei-me do "Caso República" - o jornal afecto ao PS e dirigido por Raul Rego,  que foi fechado em Maio de 1975 após reuniões da "comissão de trabalhadores" que disseram discordar da linha editorial do jornal. 
É verdade, o jornal foi fechado à força perante os protestos da massa popular que se manifestava na rua, impedida de chegar às portas por chaimites atravessados  cortando a rua. 
 É verdade,isto passou-se quando Portugal tinha por primeiro-ministro Vasco Gonçalves, presidindo a um governo provisório e não eleito. Não eleito na altura, nem antes, nem depois.

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José Manuel Fernandes, 20 Fev. Facebook:
Hoje lembrei-me de Voltaire. Do que ele disse: "Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las." Porque encontrei, nos jornais e aqui pelo Facebook ou pelo Twitter, demasiada gente a criticar o Relvas (indivíduo que defendo há mais de um ano que deve demitir-se e que acho implicar um ónus moral para o Governo) e a esquecer-se de que aquilo que fez aquele grupo de radicais é intolerável numa democracia. Uma coisa é um protesto, outra é impedir alguém de falar. Isso é autoritarismo populista, e só lamento ter visto demasiados jornalistas - que deviam defender antes do mais a liberdade de expressão - a reportarem o caso de forma simpática. Eu ainda me lembro de como este tipo de "mobilização de massas" em "nome do povo" acabou com o velho República e expulsou a sua redacção...

E o artigo do Expresso que tanto irritou os comunistas, que publicaram esbracejos e insultos?
É muito difícil para os comunistas respeitarem aqueles que deles divergem, particularmente quando são eles o objecto da divergência

«O fascismo do "Grândola Vila Morena" »

Henrique Raposo


«Sophia de Mello Breyner cunhou uma expressão engraçada para classificar as tácticas inquisitoriais dos companheiros de estrada do PCP: o "fascismo do anti-fascismo". Esta intolerância de esquerda foi criada antes do 25 de Abril e, como é óbvio, conheceu o seu esplendor no PREC. Mas, volta e meia, a agressividade dos virtuosos reemerge. Nos últimos dias, por exemplo, têm caído alguns pinguinhos: meninos e meninas têm usado "Grândola Vila Morena" como forma de calar outras pessoas. Uma música criada para promover a liberdade de expressão foi assim transformada numa arma contra a liberdade de expressão. Os novos cantadeiros do "Grândola Vila Morena" dizem que são anti-fascistas. Bom, sobre isso nada sei, mas sei que são bons aprendizes de fascistas. Têm todas as sementes do bicho. Em primeiro lugar, revelam uma total intolerância em relação ao outro lado; há que malhar na "direita" (assim mesmo: a "direita", um bloco compacto, monolítico, desumanizado, desprezível e espezinhável).
Em segundo lugar, respiram e transpiram ódio, um ódio que escorre pelos cartazes, pelos rostos, pelas vozes. E, de forma mui fascista, esta malta tem orgulho nesse ódio. Aquilo que os define é o amor que têm pelo seu ódio, adoram odiar a "direita" ou seja lá o que for. Esta elevação do ódio à categoria de virtude é a marca do fascista, seja ele castanho ou vermelho.
Em terceiro lugar, temos a consequência lógica das duas premissas anteriores: o culto da violência. Se a "direita" é espezinhável, se não vale a pena ouvir o outro lado, se o ódio é uma virtude que confere uma legitimidade superior, então a violência é legítima e não faz mal dar uns carolos no Relvas. Aliás, só faz bem dar uns tabefes no Relvas. Para terminar, só queria dizer que gosto bastante deste PREC cantado. É que assim já não tenho de recorrer à história para explicar a profunda intolerância das extremas-esquerdas portuguesas . Agora basta-me apontar para o presente. Ela, a intolerância progressista e revolucionária, está aí, anda por aí. Até peço uma coisa: aumentem o volume da violência, continuem a mostrar que não sabem viver em democracia, que não sabem aceitar opiniões contrárias, continuem a ameaçar, continuem a ser fascistazinhos de vão de escada.»


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TÓZÉ GESTOR EMPRESARIAL

Ontem à noite, na à "SIC", o TóZé foi entrevistado pelo José Gomes Ferreira sobre assuntos económicos.

A dada altura o jornalista / economista perguntou-lhe se considerava que possuía experiência profissional empresarial para governar o país.

E respondeu o TóZé:

«Claro que tenho, o meu pai tinha um pequeno comércio em Penamacor em onde eu dava uma ajuda»

Não sei do que gosto mais, se da ingenuidade - não lhe quero chamar inconsciência para não ser antipática - da resposta, se da autoconfiança do TóZé nos seus predicados

Estou muito mais descansada, se o TóZé vier a ser o nosso primeiro, em gestão empresarial estamos garantidos; 

Oxalá ele tenha conhecimentos e experiência comparáveis nos outros domínios necessários porque inteligente  já ele mostrou que é.


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A TIA... A AVÓ... PARA QUANDO A MÃEZINHA?

 < (RECORTE DO D.N. DE 27 JANEIRO)











«Vai moralizar a tua avó», gosto! 
Vê-se que a senhora deputada, "cuja palavra faz fé" e "responsável pelos seus actos", segue a linha socrática do:
«Mansa era a tua tia» (Sócrates dixit e Louçã ouviu, assim como toda a A.R.).  
Assim sim, gosto de gente leal às suas causas, e mais, respeitadora da Instituição da Família.
Se a prática alastra ao grupo parlamentar do PS não haverão primas que cheguem.

O TELÉLÉ, O GALO E EU

O meu telemóvel passou-se, deixou de marcar o que eu queria e passou a marcar o que bem lhe apetecia. Eu marco 6 e ele dá-me um 5; eu marco "contactos" e ele dá-me o relógio.
Isso foi o ecrã que desconfigurou, explicaram-me.
Pode ser, mas os botões que eu carrego é bom que tenham um comportamento em conformidade e previsível, seja o TM ou a torradeira. Pronto acabou-se, sai da minha vida, fui comprar outro.

Lá trouxe o fiel objecto para casa, na sexta-feira passada.
No sábado tive mais o que fazer e no domingo lá tratei de pôr o bicho a funcionar para estar operacional na segunda-feira. (Um homem nunca seria capaz deste interregno)
Tenho um irreverente desrespeito por manuais de instruções, só os abro quando a coisa está mesmo muito complicada e já tentei  que me fartei gastando mais tempo do que a minha paciência abarca. Ora bem, para ligar um TM não é preciso fazer um curso na NASA.
Liguei o bicho, acertei data e hora, explorei um bocadinho, meti-o na mala e fui à minha vida. Ok.
Entretanto, como o meu filho entrou de férias, desliguei tudo o que pudesse ter uma função de "Despertar" - do telemóvel à televisão. Um sossego.

Pois. Mas hoje eu precisava de me levantar cedo. Lá peguei no TM e marquei o despertar para a hora que queria. Como sou muito avessa a acordar cedo e já me tinha desprogramado até depois do Ano Novo, escolhi um toque de alarme um tanto agreste para ACORDAR mesmo - imagine-se: um galo a  cócórócóquejar! E adeus, boa noite, até amanhã.

Hoje cedo o galaró lá cócórócóquejou irritantemente à hora certa. Grunnfffff.
Parei-o e esperei que voltasse a irritar-me 5 minutos depois. Certo. E só mais 5 minutos... (É um clássico). À terceira levantei-me a rosnar e dispus-me a parar o alarme de vez. Ah pois, mas como? Toquei em tudo o que é botão, tecla, ecrã... Qual quê, passados 5 minutos lá vinha o galaró. À beira da fúria, procurei o manual de instruções ( que coisa ridícula, socorrermo-nos de um manual para desligar um despertador, se isto consta a minha reputação nunca mais será a mesma).
Não havia manual. NÃO TENHO MANUAL!.
Só um papelucho com instruções de iniciação (ó sorte, para quê?) e o endereço Internet para fazer o download do manual de instruções. Bolas, já estou atrasada... A fúria tomou conta de mim. Arranquei-lhe a bateria. Atão, calaste-ti ou não calaste-ti?
Mas por que raio fui eu comprar um bicho de tecnologia XPTO-Android-#G-e-mais-o-raio-que-o-parta?

Eu só queria um coiso que fizesse e recebesse chamadas e mensagens, com um despertador e uma máquina fotográfica razoável. Ah, e um Bluecoiso para o ligar no carro.

Ainda na semana passada dei praticamente 200 euros por um micro-motor para abrir a janela do carro porque o original morreu. Que raio, quando é que inventam uma manivela de andar à roda para subir e descer os vidros?
E um relógio que não precise de pilha? Podiam inventar uma coisa parecida com os brinquedos de corda, estão a ver a ideia?

Vão por mim, nunca, mas nunca, liguem um despertador sem terem a certeza absoluta de que sabem como desliga-lo.


AS BRONCAS DO TÓ-ZÉ

Eles nem sequer nunca estiveram no governo... Têm lá gente para fazer propostas...

Meia dúzia de voluntários?

Eles nem sequer têm pessoal no partido, é a senhora dos telefones que abre a porta e tira as fotocópias...

IRREFUTÁVEL

O cão ladra
O meu filho grita com o cão:
- CALA-TE.
O cão ladra mais alto, está a refilar com o meu filho.
O meu filho sente-se gozado e grita mais alto:

- ESTÁS A OUVIR? CALA-TE

Eu digo, à beira da desistência:
- Não sei qual de vocês é mais cansativo...
E o meu filho, coisinha mai-linda-de-sua-mãe, responde:
- Não sabes? Mas eu posso dar-te essa informação, de borla!
O mais cansativo é o cão, cansa-te a ti, a mim e ao outro cão. Eu só te canso a ti.

POIS!

(Esta foto foi há pouco, quando acabei com a discussão e mandei tudo para a cama, os 3.)


UMA MEDIDA INTELIGENTE

Quando tiverem 45 minutos disponíveis, ou para fazer tempo enquanto esperam por algo, aqui está uma boa sugestão de como adiantar as compras, socializar um pouco e passar um tempinho divertido.
Este acabou por ir aos 25 euros; eu não posso, estou em contensão, prometi-me não ultrapassar os 18... por caixa.
Tenho pena do pessoal das caixas mas estes estão mesmo a pedir uns "engarrafamentos" generalizados.Ir buscar "mais umas coisinhas" para chegar aos, ou passar dos, 20 euros não me parece uma boa ideia.


RESSACA EMOCIONAL


HOJE ESTOU ASSIM
NÃO ME DIGAM NADA
SAIAM-ME DA FRENTE
DEIXEM-ME ESTAR


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FAZIAS-ME O OBSÉQUIO?

Ó Zé,

Queria pedir-te um favorzito:
se não te importasses, podias pedir a demissão do "governo de gestão"?

Uma vez que, segundo vocês, não podem fazer nada de nada, a malta que não vos grama - vulgo "os responsáveis pela crise / como puderam fazer isto ao país?" - escusava de continuar a levar convosco... Vocês vingavam-se e saiam mais cedo...

Isso é que era "porreiro, pá!"

É que isto assim não dá gozo, nem sossego.

Grata pela atençãozinha,
Alex.


post scriptum - e até fazia bem ao Teixeira, o homem só pode estar com um esgotamento.


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ACONTEÇA O QUE ACONTECER (Teixeira dixit)

O Teixeira botou faladura; dali nada vem de bom, já se sabe.
Falou e disse:

«Aconteça o que acontecer, tudo faremos - e estamos preparados para o fazer - para cumprir os objectivos orçamentais»
(A rapaziada tem em mente)
« medidas adicionais necessárias para corrigir a situação e garantir o cumprimento desses objectivos»


Será que o Teixeira está finalmente a pensar em cortar na Despesa? Sim, já cortou mas não é nesses cortes que estou a pensar;

Não me refiro aos cortes na saúde que põem a populaça a pagar mais para além da bestialidade que já paga para a Segurança Social, quer queira quer não, que é como quem diz, quer use quer tenha seguro de saúde para não morrer à espera.
Não me refiro aos cortes na educação que têm causado grande balburdia para já não falar daquela medida infame de fechar escolas primárias e infantários porque tinham menos de 21 alunos
Enfim, não vale a pena alargar-me, já me perceberam... não me refiro aos cortes na Despesa que caiem em cima dos já esfolados pelo aumento da receita. Particulares e empresas (e por empresas não quero dizer a PT, a Galp, a EDP e outras mulas oportunistas)

Refiro-me a cortes na despesa "à séria", "à brava", como se impõe.
Assim uma coisa como o que aconteceu com a extinção de 170 cargos dirigentes no âmbito do Instituto da Segurança Social. Foi uma boa amostra embora, ao que parece, uns quantos destes "dirigentes", por certo imprescindíveis, transitem para organismos particulares mas se mantenham a receber com participação pelo Estado.
Enfim... não se pode ter tudo, assim a coisa iria bem encaminhadita mas parece que a moda não está a pegar. Sabem... é muito favorzinho, muito segredinho que tem de se cuidar, não é fácil andar a pôr os amigalhaços de algumas ocasiões na rua da amargura. Não é fácil e é perigoso...
Também me refiro aos cortes na marmelada. Sim, cortar com as bestialidades que custam as marmeladas estatais extra-ordenados - que nos ordenados os desgraçados que se encontram a braços com o Executivo, o Legislativo e outros "ivos", já cortaram, simbolicamente, os fabulosos 5%.

No fundo, poupando palavras, refiro-me a cortes na Despesa semelhantes àqueles que os comuns mortais pagantes da Receita já vêem fazendo e continuam a fazer até não perceberem onde mais podem cortar sem ficarem nus - porque esfomeados já muitos andam, os que dizem e os que nem sonham dizer.

Será que é isto que o Teixeira tem em mente?

O Teixeira ainda afincou:
«O que me parece é que os mercados querem acção e resultados nas três frentes: na frente orçamental, do crescimento e no reforço do sector financeiro»
Parece-lhe...

Será que o Teixeira se refere a um plano para, finalmente, incentivar as empresas portuguesas a investir por cá sem se depenarem por isso?

Hum... desconfio...

E será que o Teixeira não desconfia que se continua a protelar o aperto da Despesa à custa dos apertos com a Receita o BCE, que já não leva cá o burgo minimamente a sério, demonstra por A + B que (afinal) quem manda aqui não é mesmo o Teixeira, nem sequer o dono do Teixeira?
Oh valha-nos Santo António, um é megalómano e inconsequente, o outro é burro, fidelissimamente burro, e agora estão a ter mais ideias para "resolver a crise nacional", «aconteça o que acontecer».
Estamos feitos, vistam os coletes.

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HOMENS...

Hoje o LR tinha um "trabalho de casa" um pouco complicado e estive a ajuda-lo para que ficasse feito antes da meia-noite. O duche atrasou e atrasou o jantar.

Antes de, finalmente, ir para a cozinha dar conta de um desgraçado frango morto e desfiado, enfiei a cabeça entre o LR e o Canal Disney e fiz-me ouvir a custo:

-" Vai tirar a tralha de cima da mesa e arrumar a mochila que dentro de cinco minutos tenho o jantar pronto".

Atirei com o bicho desfiado para uma saladeira, misturei uns verdes, umas batatas palha de pacote, uns cubos de queijo pré-cortado e umas amêndoas, dei-lhe duas voltas com molho de cocktail e já está.

Quando voltei à sala, de saladeira na mão, a tralha continuava em cima da mesa e o LR impávido e hipnotizado pelo Canal Disney.
Rosnei:

- "Eu não te disse que demorava 5 minutos para trazer o jantar? Olha-me esta mesa..."

Ainda impávido e sem desviar o olhar da TV responde-me o Infante:
- "Julguei que isso dos cinco minutos era retórico..."

Retórico?!?!

Ele lá se mexeu, a custo; eu voltei à cozinha em busca de pratos, talheres e afins.
Posto tudo na mesa reparei que entre os afins não constavam copos nem água... Mais uma voltinha.

Quando regressei o bom do Infante tinha-se sentado à mesa, pegado no garfo e preparava-se para dar conta da salada de frango. Não me contive:

- " Ouve lá ó cavalheiro, eu ainda não me sentei e muito menos comecei a comer..."

- " Tens razão mamã mas eu não estou a comer, estava só a saborear e digo-te, está di-vi-nal; uma salada feita por mãos de deusa... Di-vi-nal! Vá senta-te que vais gostar."

É mesmo macho, não há dúvidas.

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GRUNNFFF... `INDÁGORA É MEIO-DIA

Grunnfff... Já vou no segundo...

Hoje... Desconfio... que nem assim...

E ainda estou tão longe da "hora do pânico* "...

* (leia-se:) chegada a casa - o sofá ali, com uma mantinha... a cama lá mais adiante e...
os trabalhos de casa da criança, (e os meus... espera aí que já vai), o cão aos pulos, os banhos, a tagarelice, o cão aos pulos, o telefone, a cozinha, o frigorífico, o fogão, o telefone, o cão aos pulos, a tagarelice e o canal Disney, o jantar, o cão a chorar por comida de gente, o jantar, o põe a televisão mais baixo, o lava-os-dentes-vai-te-deitar-mas-ainda-aí-estás, o cão na minha cama-sai-daí, o muito que há a vencer até à vitória horizontal...


PÂNICO, digo-vos eu.





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UMA NOITE REVIVALISTA

Ontem fui para a cama a cair de sono (mas mesmo a cair de sono), não tive sequer coragem de fazer o "lanchinho da manhã" para o meu filho morder durante o intervalo das 10 horas - presenteei-o com uma embalagem de cereais XPTO daquelas com que as criancinhas se lambuzam nos anúncios dirigidos a mães modernas ( e preguiçosas) e vai disto.

Lavei os dentes, meti-me lençóis abaixo ao som da Euronews - queria ver o boletim meteorológico que é curto e certeiro - e em menos de 5 minutos carreguei no botão mágico, sorri para o quentinho e para o silêncio.
Mas de repente... PLIN! Pois, PLIN!. Olhinhos bem abertos, plin-plin.
E comecei a pensar em comida... a virar-me, a revirar-me... a pensar em coisas chatas...
OK. Carreguei outra vez no botão mágico, sentei-me, acendi um cigarro e comecei o "zapping" idiota. "Zapping" 1, ascendente, "zapping" 2, descendente... Hups! O que é isto?

Era o Scolari abraçado às bandeiras, a portuguesa e a brasileira, no meio do campo a chorar como um miúdo; o Scolari abraçado ao Ricardo, aquele fabuloso guarda-redes que tirou as luvas e se foi a ela; o Scolari aos pulos de braços no ar a correr de cá para lá ao longo da linha lateral como se fosse um enorme urso enjaulado.
Ah, bons tempos...

Eu gosto muito do Scolari. Além de ser um treinador e pêras é homem que sabe assentar um tabefe bem a tempo em fedelhos malcriados, e sabe dizer o que pensa, e sabe fazer uma equipa acreditar em si e um país acreditar nela e até, por um tempo efémero, acreditar em si próprio.
As imagens do Scolari levaram para longe as reviravoltas e os pensamentos chatos, levantaram-me os cantos da boca e fizeram-me saudades... saudades do Scolari, saudades do tempo em que os portugueses tinham algumas alegrias, nem que fosse só nas semanas em que estávamos a jogo.

Mas havia outra coisa que me estava a chamar a atenção, não eram só a imagens que me absorviam... a voz em off... Raios, eu conheço esta voz, esta entoação (tudo isto decorria tendo a RTP2 em pano de fundo) .
Elevei um pouco o volume do som quase inaudível e ouvi uma conversa informal entre dois homens, um português e um brasileiro, sobre o Scolari, as emoções, as distâncias e as proximidades, as mútuas influências entre Portugal e o Brasil. Logo mudou a imagem e apareceram dois tipos sentados a cavaquear no conforto tropical de uma sala envidraçada e mobilada com bambus. Um era um jornalista brasileiro que desconheço, o outro era o Carlos Fino.O Carlos Fino, na RTP? Hum...
Eu gosto do Carlos Fino. E sorri outra vez.

Tive saudades do jornalismo informal do Carlos Fino, da espontaneidade com que se atrevia a "fazer poesia" nos textos do "telejornal", da sua "objectividade pessoal" e da sua "honestidade subjectiva", da emotividade transbordante e das abordagens filtradas pelo seu raciocínio rigorosamente analítico, do muito que punha de si no que fazia com aquela marcada preocupação de não faltar à verdade (que lhe valeu uns enxertos...), da predisposição para o novo, a experimentação, a aventura.
Já não se fazem jornalistas assim - podem ser melhores ou piores mas assim não há mais. Bons tempos...

(Percebi no fim do programa que afinal não se tratava de dois jornalistas mas de um jornalista, brasileiro, e do conselheiro de imprensa da Embaixada de Portugal no Brasil)

E sono? Sono nada. Plim-plim, piscavam-me os olhos sem réstia de sono, nem de pensamentos chatos. Antes assim.

Mais um "zapping" - "2001, Odisseia no espaço"... E acerto logo na parte de que gosto mais: o ecran fica negro e aparece em letras garrafais: "Jupiter and beyond the infinite". São os últimos minutos do filme; fascinantes. Uma, e outra e mais outra vez, sempre fascinantes. O bendito filme está com mais de 40 anos (1968) e parece irreal a forma como não envelhece - visualmente, tematicamente, cientificamente e.... misteriosamente. Sempre com um novo detalhe, um pormenor de luz, um olhar novo. Uma osmose de luxo: Clarke e Kubrick ou Kubrick e Clarke. Um privilégio.

(Deixo a sequência com música de fundo dos Pink Floyd; tivessem deixado o original "Assim falava Zaratustra", de R. Strauss e estaria perfeito.)



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Claro que depois disto já se consegue conciliar o sono, certo?
Hum... Não...

Depois disto levantei-me e fui fazer um "cachorro quente" com muita mostarda e batata palha. Pois. ( o que querem, raramente arranjo tempo para almoçar - no verdadeiro sentido do termo - quem me conhece sabe que se não me alimento desapareço, o que, se por alguns lados seria um alívio por outros, mais importantes, seria uma perda irremediável).

Heis-me no ponto alto da noite: a parte em que estou quentinha no meu edredon com um "cachorro quente" numa mão e o telecomando na outra em busca do filme perfeito para tanta mostarda. E encontrei.
A série perfeita em menos de 30 segundos de busca - cheguei mesmo a tempo para a reunião inicial, mesmo a tempo de ouvir o saudoso Phil dizer: " And let's be carefull out there!"
(Eu gosto do Phill. E também gosto do Frank Furillo, da lindissima Joyce e do Nick, gosto muito do Nick quando ele morde nos criminosos).
Ah, bons tempos... quando se fumava nas esquadras, os hamburguers não eram de soja e a malandragem ia dentro sem se pensar três vezes se poderia processar os "bons" e sem perfis psicológicos complicados.



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No final do "cachorro quente", de mais um cigarrito e da "Balada", estava também quase no fim da noite. Suspirei para o relógio, escorreguei de semi-sentada para muito deitada e pensei que talvez não fosse mau dormir duas horas e picos, profundamente, com muitas memórias de bons tempos. Perfeitos.


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OS PUTOS


Passos Coelho questionado sobre um cenário de chumbo do Orçamento e tendo em conta a promessa do Governo de que se demitiria nessas circunstâncias

"Eu tenho um plano B, com certeza. Imaginou que eu não tivesse um plano B? Acha que o país acabava? Acha que os portugueses iam ficar sem soluções?".

Ai que alívio Pê, ainda bem que você tem um Plano B e que não vai deixar o país acabar.
PS- Pê... veja se s'enxerga, tá?


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José Sócrates negou em Bruxelas que Portugal tenha sido «pressionado pelos parceiros europeus para corrigir rapidamente a sua situação orçamental» e recordou que «mais de metade dos países que estão à volta daquela mesa e que são da Zona Euro estão, [assim como Portugal], em défice excessivo. A Alemanha está em défice excessivo».

Ó José, você desculpe mas essa é como dizer que quer Portugal quer a Alemanha têm problemas de sustentação económica na Indústria. O que me assusta é se você acredita mesmo que os défices excessivos são comparáveis, seja de que ponto de vista for


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Meninos, acabaram-se as birras!
Falem e entendam-se como se fossem adultos.

«Enquanto Presidente da República tenho obrigação de voltar a dizer que a actual situação financeira do pais é muito grave e não se compadece com atitudes que levem a uma crise política»

«Ninguém pode demitir-se das suas responsabilidades. Por isso espero convictamente que se chegue a um entendimento».
Cavaco Silva ao país depois da reunião do Conselho de Estado

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A HORA H

23H 43 - 29 Out.

Acordo entre PS e PSD sobre o OE assinado este sábado, às 11h00, no Parlamento


Já não bastava ter de assinar esta coisa e ainda marcam a treta para um sábado, pela alvorada das 11h; parece um
"Compre antes que esgote"

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E ficamos sem saber qual era o "Plano B" do Pê...
Não sei se vou conseguir dormir.

Até amanhã às 11h, quando eles estiverem todos de trombas.





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O CONTROLO DA CRISE


As tabelas de IRS propostas pelo Orçamento para 2011,
comparativas com as de 2010

Animem-se que amanhã já é sexta-feira...

CLICK PARA AUMENTAR

















Exmo. Senhor Primeiro-ministro,
Exmo. Senhor Ministro das Finanças,
Chegados a esta fase talvez não seja mau lembrar Vs Exas. de que os presos e os mortos não descontam para o IRS nem pagam impostos.
Terá a Vossa proposta de Orçamento tido esta pequena contrariedade em consideração?


JUSTIFICAÇÃO DE FALTAS

Têm algumas almas mais sensíveis estranhado a minha falta de assiduidade aqui ao Real Gana, especialmente em dias tão frutíferos como aqueles que estamos vivendo no nosso cantinho nacional.

Vai José e diz: «quando um Governo não tem Orçamento também não tem condições para governar» «Quem provocar uma crise orçamental provocará uma crise política».

Todo o país comenta - mas não eu...

As contas não batem certo com nada
(ainda haverá quem esperasse que batessem certo fosse com o que fosse que tivesse sido apresentado anteriormente pelo executivo vigente?).
Há um buraco do tamanho da légua da Póvoa e ninguém explica
(a verdade é que há coisas que, per si, não têm explicação).

Depois vem José e diz que nunca disse.
(Houve quem explicasse que José é bipolar. Pode ser isso...)
E a oeste, algo de novo?

Ah sim, de novinho a estrear temos 23% de IVA.
Cá por mim acho que se deviam deixar de fitas e punham desde já essa coisa do IVA a 25%
que saía a conta mais arredondada e sabíamos logo quanto é que estávamos a dar para o BONI (Buraco Orçamental Não Identificado): um par de peúgas 20 euros, 5 deles - mil paus - p'ró BONI... . Prontus, a gente entende-se logo, agora isso dos 23% é uma confusão que só dificulta a vida ao povo, por causa da conta... de resto a malta aguenta, percebe, paga e, como é bom de ver, nem refila, muito menos pede as contas do livrinho do Deve/Haver.

Bem, voltando ao que interessa, acontecem estas e outras, muitas outras, e eu caladinha.

"Então Alex, estás bem?", perguntaram as almas sensíveis preocupadas.

Não, não estou.
Foi o meu malvado dente que tantas amarguras me tem dado desde meados de Agosto.
Já a 28/08, a meio de um "post", comentei de passagem:

Além de uma "Telha" que me deu, não muito grande, mas q.b., deu-me também uma maléfica dor de dente que me tem corroído até à alma.
Disse-me o Sr. Dr. que «nesse não se abre nem se mexe, medica-se e aguarda-se».
Eu... caladinha que nem um rato, vociferando para dentro e cortando o silêncio de vez em quando com uns "Ais" e uns "Uis" com o seu quê de sexys.
De então para cá a coisa equilibrou com doses cavalares de antibióticos e adjuvantes costumeiros mas a maléfica dor voltou sem timidez alguma.
Na sexta-feira passada lá fui eu cheia de coragem cortar o mal pela raiz, literalmente.
Foi uma estreia... Quatro picas de anestésico depois e muitas lágrimas a galgarem-me os olhos sempre fechados, o Dr, com evidente embaraço anunciou-me:
"O seu dente já cá está fora... mas... (suspiro engasgado) têm aí um quisto colado ao nervo que já lhe está a danificar o maxilar..."
Gelei. "E tem de ser hoje?", perguntei eu respirando devagar e limpando as lágrimas. Pois, tinha de ser, não fosse o bicho infectar.

Liberta do dente, do quisto, dos resquícios do quisto e uma raspagem depois, meti-me no carro e rezei para conseguir chegar a casa sem embater em nenhum dos "cavalinhos azuis" que via a voarem em torno da minha cabeça.
Às vezes estar vivo dói que se farta.

Zé Sócrates? Orçamento? República?
"Let me be" qu'eu t'ou a ver cavalinhos azuis... amarelos... cor-de rosa...
Ainda tenho dores, ainda ando a "chutar" anti-inflamatórios como se tivesse a envergadura de um estivador, ainda quero é que me deixem estar.
Mais cavalinho menos cavalinho isto há-de passar.


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OUTONO, OUTRA VEZ?



E ainda há quem diga que não há rigor no nosso país...
Ainda o Outono não cumpriu 24 horas já há pouco dei comigo a fechar janelas; chuva cai que Deus a dá. Como se não me bastasse o recomeço do ano escolar e a absoluta certeza de que a chuva não trará o final da "silly season"
Isto não ajuda nada ao meu estado de estravasamentos vários, a melancolia outonal não me vem nada a calhar, o apelo das castanhas assadas ali mais adiante me comove e, ainda por cima não tenho lareira.
Decididamente acho que estou no filme errado

Há por aí alguém que me arranje uma boleiazita
para o hemisfério sul oriental faxavôr?


TERAPÊUTICA OCUPACIONAL

Sim voltei, já voltei, contrariada mas voltei.

Mal entrei no avião da TAP e encarei com o arzinho circunspecto dos portugueses, aquelas caras postas por quem se leva muito a sério, deu-me logo vontade de correr escada abaixo e ir trocar o bilhete por outro que me levasse para mais, mais longe.
A sério, não é pedantismo, dolorosamente deixei de me sentir bem no meu país.
Em Portugal o ar está pesado, as pessoas sisudas e socialmente amorfas.
Quando se sai sente-se mais, quando se regressa é claustrofóbico.

Deu-me um "amoc" tal durante esta semana que comecei a pensar se deveria ir ao psiquiatra ou se à bruxa. Acabei no AKI de nariz empinado para as prateleiras das tintas e dos "efeitos especiais", gastei um balurdio e lá vim para casa carregada de "munições" para virar a casa do avesso - chama-se a isto "terapia ocupacional" e devo avisar os mais conservadores de que não se deve praticar quando se está num estado de espírito como aquele em que me encontro: gera opções pouco convencionais e alterações bastante radicais... Das paredes aos moveis está tudo em fase de metamorfose

Vai daí, o blog que se lixe, o sono que se lixe, o povo que se lixe; comecei numa ponta e só irei parar quando esvaziar esta energia altamente concentrada em elevado risco de explosão. Felizmente que o cão não tem casota senão nem essa passava sem barrela profunda e maquilhagem nova

Moral da história, eu voltar voltei mas ainda não estou totalmente cá, parte de mim está numa dimensão paralela em acirrada resistência à realidade quotidiana. Acho que isto vai demorar um bom bocado até porque os ecos longínquos que me vão chegando do que se passa na Terra, mais concretamente na "nossa terra", não ajudam...


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O POSTAL, ILUSTRADO

Um dia tivemos um aspirador, por pouco tempo mas tivemos
Depois o aspirador avariou-se
Então arranjaram-nos uma vassoura... do mal o menos, parece.

Então quiseram convencer-nos de que ter uma vassoura era uma coisa formidável e a vida está difícil e não dá para mais.
Aliás, o melhor é proibir os aspiradores que consomem energia, sacos e/ou água, são ruidosos, poluem o ar e sabe-se lá mais o quê.
Mas quem nos quer convencer tem lá por casa um aspirador electrónico, daqueles sem ruído e que aspiram sozinhos dando a volta à casa sem dar trabalho algum senão o click.
E nós de vassoura. Cheios de sorte, heim...



O problema de sair do nosso rectângulo nacional e de cheirar o ar de um país democrático, civilizado q.b. (nem estou a falar dos Nórdicos, não é preciso tanto, basta o arzinho filtrado pelos Pirenéus além Ibéricos militantes) é que nos relembramos, no mínimo constatamos, que passamos a vida a ser bem lixados com a "síndrome da vassoura".

O problema de sairmos de Portugal é voltarmos.

Eu vivo a "rosnar" contra a falta de respeito pelo cidadão português;
Aqui no Real Gana já "rosnei" variadíssimas vezes, desde um dos primeiros "posts" até muitos outros como aquele em que desabafo a minha elevada indiferença relativamente à Lei.
Eu sou assim e já é tarde para mudar, tardíssimo para me mudarem
(Bem sei que "o cidadão" não se dá ao respeito e tem uma fraca noção de cidadania mas não é razão para que disso se tire tanto proveito elitista social e político.)


Não me refiro, agora, à macro-política, às polítiquices nacionais, aos problemas económicos, laborais, etc., etc até dizer chega. Refiro-me aos direitos, liberdades e garantias do cidadão comum que estão, ou deveriam estar, presentes nos aspectos mais básicos e quotidianos da vida.
E não estão.
Refiro-me à qualidade de vida naquilo que está relacionado com o urbanismo, com o humanismo (acabo sempre por vir bater a esta tecla).
Nós, portugueses vivemos assim, muitos sem darem por isso e outros até acreditando que vivemos em liberdade, numa democracia real e humanista.
O tanas!
Há mesmo quem acredite que vive na Europa - a começar pelo Zé Sousa, mais conhecido por Sócrates, que se tem na grande conta de líder europeu; coitado... E coitados de nós portugueses. Europeus, my ass.

Fomos dos primeiros a adoptar as chapas de matrícula automóveis que viriam a circular pela Europa. Ah pois, nessas merdas somos rápidos, muito evoluídos, muito Olá Bruxelas.
Baixamos a taxa legal de alcoolemia dos condutores enquanto o diabo esfrega um olho. Pois... Por Portugal ninguém anda c'os copos a conduzir... é proibido!

Proíbir dá muito menos trabalho do que educar, do que sensibilizar e, sobretudo, do que habituar a pensar (hábito que alias tem variadíssimos contras e depressa se pode tornar num vício)

Proibimos de fumar em tudo o que é local público, até nos parques de estacionamento o que me parece ridículo, mas deixa-se aberta a hipótese de pagar elevadíssimas taxas para "zonas de fumadores" . O tabaco mata mas rende que se farta.
(Não resolvemos a violência nas escolas que fechamos desterrando as crianças para longe de casa mas essa é outra questão, fumar é que faz mal, sobretudo ao pé das crianças)

Proibimos a circulação de animais (cães em particular) por tudo quanto é sítio, desde muitos parques a transportes, lojas, restaurantes, e o diabo a sete.
Um destes dias será proibido florescer em zonas pavimentadas, o que, como se sabe, é muitíssimo inconveniente.
A "ASAE" reina, está em perfeita sintonia com o status quo nacional, é um êxito; proibiu-se mesmo o uso de colheres de pau nos restaurantes (há pachorra?), tudo muito higiénico, quem manda é a Lei, asséptica.
O lixo está por todo o lado (e já agora...), inclusivamente nos parques florestais como Monsanto ou S. Domingos de Benfica, para só falar do que sei e vejo - apesar de haver a pretensão de desapropriação de terrenos que não sejam limpos "por risco de incêndio" .
As "casas de banho" públicas são, na sua larga maioria, infectas, mesmo (sobretudo?) as de serviços estatais e, por falar em "casas de banho", vem-me à memória aquele "manifesto anti-corrupção" que incita a malta a denunciar os colegas de trabalho, em defesa da nação claro, mesmo que depois se balde aos impostos como puder.
(Para quem não conheça ou não se lembre desta obra-prima que forja no íntimo de cada um a justeza e firmeza de carácter - para além de ser um documento hilariante - aqui fica o link porque nada como uma boa gargalhada para animar a vida do bom português)

E podia continuar por aqui abaixo sem mais me calar.
Para quê? Diria algo de novo? Ora...


Vou dar uma volta, vou ver as pessoas que, depois de saírem dos empregos ainda têm tempo e vontade para fazer coisas antes de se meterem em casa.
Vou petiscar qualquer coisita que me faça aumentar o nível de colesterol, beber um bom copo e saborear a alegria de ver as pessoas a passearem os seus cães ao fim do dia, sem ninguém que as azucrine, sem terem de os ir pôr a casa ou fechar no carro para irem às compras, jantar num restaurante ou usufruírem da sua cidade no seu melhor.
Há um mundo onde animais e fumadores têm direitos. Têm, mesmo, e não "ainda têm".



Estou farta de que me proíbam, imponham, dirijam.
E chamam a isso civismo.
Que tacanhez de criatividade e cultura.

Vou arejar.
Até onde não seja proibido pisar a relva
Inté...


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PS- Festinhas ao Steiner.
Que feliz ele estaria no meio de gente que não se enjoa por ter cães por perto; ele, que nunca se enjoa de ter gente por perto

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NOTÍCIAS COM DEDICATÓRIA (e actualização)

Tenho andado muito caladinha, e não só por aqui.
(Ouvem-se vozes de "Apoiado" e "Muito bem" vindas da "geral")

Além de uma "Telha" que me deu, não muito grande, mas q.b., deu-me também uma maléfica dor de dente que me tem corroído até à alma.
Disse-me o Sr. Dr. que «nesse não se abre nem se mexe, medica-se e aguarda-se».
Eu... caladinha que nem um rato, vociferando para dentro e cortando o silêncio de vez em quando com uns "Ais" e uns "Uis" com o seu quê de sexys.

Porém... hoje não resisto a dar uma notícia, em particular a alguns dedicados amigos que tanto me têm enviado "e-mails" e outras mensagens virtuais (pois, que longe da vista longe da mão...) com dedicação inexcedível.
Então aqui vai:

Hoje adicionei-me a um grupo no "Facebook" que tem por designação

«Eu vou-me rir tanto se o glorioso Benfica deste ano não ganhar nada»

e tem como imagem de apresentação uma bonita foto da "Mãe de todos os frangos"

Confesso que pessoalmente não necessito de tanto, quero dizer, de tão pouco, ou seja, que o Glorioso não ganhe «nada» para me rir; até pode ganhar qualquer coisita que eu riu-me na mesma - poderia ganhar uns edredons de penas para se proteger dos baldes de água fria e até aproveitar algum recheio para cobrir os pobres frangos de tão depenadinhos que são.
Não sei, digo eu.

Antes de vos deixar por agora, e seguindo uma sugestão de divulgação deste grupo a que acabo de aderir, aqui fica um "link" à Tabela de Classificação Geral da Liga".
Não teço comentários que é para não dizerem que sou mázinha.


Actualização após a jornada de Domingo, 28/08


Consta que todas as famílias dos jogadores do Vitória Futebol Clube de Setúbal, incluindo primos dos próprios e de cônjuges até ao 3º grau, receberiam como prémio de consolação caso o Vitória perdesse o jogo de hoje, dois frangos assados por semana, e por agregado familiar, por período equivalente à duração do actual Campeonato da Liga fornecidos pelo Aviário "O Robertinho da Luz". Como diz um advogado que conheço, ouvi dizer, não sei...
Ah, mas lá que a vida anda difícil isso anda

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PS- Aqueles que melhor me conhecem talvez estejam a pensar que foi desta que me "passei" de vez ou, no mínimo, os anti-inflamatórios estão a dar-me a volta ao miolo. Talvez...
No entanto também é possível que seja apenas a minha pobre cabecinha a entrar em negação sistemática face à situação política, económica e social portuguesa. Sobretudo a social. Não comento. Não comento. Não comento.

E o mundo... O mundo? Fichez moi la paix, t'ou c'a telha, não muito grande mas q.b.




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