.

.
.
.
.
.
Mostrar mensagens com a etiqueta Eleições. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Eleições. Mostrar todas as mensagens

ELEIÇÕES E VITÓRIAS

Para começar, a abstenção foi uma vergonha, outra vez.

Pois, já sei, são todos iguais, não muda nada, blá-blá-blá.

A outra, a bruxa invejosa, disse que «Se se suspendesse a democracia por seis meses...» e caiu o Carmo e a Trindade;
Se acabassem as eleições, porque "são todos iguais, não muda nada, blá-blá-blá", era o fim do mundo, vinha tudo para a rua gritar pelos seus direitos.
MAS, como há eleições, é um dado adquirido, não vale a pena votar.
Ó raça...

A CDU, leia-se, o PC, ganhou as eleições; até aqui nada de novo, ganha sempre desde o 25 de Abril de 1975, por uma razão ou por outra mas sempre absolutamente lógica.
O Dr. Pinto também ganhou as eleições; desconfio que o Dr. Pinto também é dos tais que nunca perde. 
A mim, que sou curtinha de vistas, faz-me aflição alguém conseguir votar num tipo com aquela cara, aquele ar... Não me venham dizer que quem vê caras não vê corações, vê sim, se olhar atentamente. Mas pronto, sempre há uma vantagem: o pessoal de Bruxelas que leve com ele, só lhes faz é bem. Há muito deputado europeu que vai dormir para o parlamento. Acabou-se, durmam em casa, nos jardins, no carro.

O B.E. surpreendeu-me, esperava uma subida. O Pinto lixou tudo.

O Tó-Zé falou na «Derrota histórica dos partidos do governo» ou coisa parecida (obviamente não o ouvi)
Ó Tó-Zê... se te estivesse na pele, longe vá o agoiro, estaria um bocadinho preocupada...


O Pedro tomou posse no primeiro dia de Verão de 2011, ou seja, dentro de dias fará 3 anos.
Coube-lhe a árdua e ingrata tarefa de gerir um país falido, respeitando os compromissos com a Troika (que o outro, o meu José, nunca chamaria mas teve mesmo de chamar) pondo em prática as medidas anti-popularistas às quais não há por onde fugir...

E o partido da tua devoção só tem mais 123 mil votos???
123 451 Tó-Zê??? Ó homem isso é menos que duas lotações do Estádio da Luz, que leva 65 647 almas.
Devo confessar que fiquei surpreendida, esperava um maior descalabro.
E depois há a abstenção... Houve abstenção à esquerda? Com certeza, claro que houve, mas, como é sabido, a esquerda é bem mais activa e militante do que a direita, e movida, sempre, pela revolta. Estou em crer que a maior parte do "partido do não-estou-para-isso-são-todos-iguais-tenho-mais-o-que-fazer" tende à direita...             

Põe-te a pau, Tó-Zé, põe-te a pau que eles andam aí a rondar-te, mesmo dentro do teu partido, e essa tua cara não ajuda nada. Bem sei que o Dr. Pinto foi eleito, mas esse tem cara de rufia malcriado, tu, Tó-Zé, és a perfeita imagem da vítima de "bullying", só apetece dar-te estalos. 
Também temo pelo Batatinha... lá em Bruxelas... com o Dr.Pinto... Não sei não...      


SÓ GANHA A VIDA A TRABALHAR QUEM NÃO SABE FAZER MAIS NADA

Sobre os dados oficiais do exercício em Bruxelas  destes rapazes dos partidos mais votados não faço comentários, seria uma redundância



Mas até apostava que o batatinha vai ter votos com fartura, "é preciso castigar o governo"
Nós, portugueses, perdoamos tudo, menos quem faz o amargo que é preciso.
Nós, portugueses, somos bons, a dar tiros nos pés.

.

AS GRAÇOLAS DO MÁRIO

Pronto, está bem, a gente habitua-se a tudo e também já me habituei a este: quando abre a boca ou entra mosca ou sai asneira. Só ainda não tenho a certeza de o que acontece com mais frequência: se entrar a intrépida mosca - a avaliar pelo elevado número de bocejos que o homem evidência, muitíssimo contagiosos, diga-se de passagem - se sair a irreprimível asneirola.
Sempre que o Mário Soares bota faladura lembro-me do Rei de Espanha e, convém distinguir porque ambas as possibilidade seriam plausíveis, não é por causa das trombas dos elefantes, é devido àquela apropriadíssima tirada histórica: «Por que no te callas?»

Bastou o Monsieur Hollande, personagem de banda desenhada não menos inverosímil do que o Monsieur Sarkozy, ter ganho as eleições em França por uns estrondosos 3,2%, para que uma parte mais entusiasta das linhas do nosso PS desatasse aos pulos evocando «A vitória da alternativa à austeridade»

Francamente não estou a ver o filme, será que estes tipos acreditam mesmo no que estão a dizer? Não creio, não são assim tão estúpidos, não lhes concedo a benesse de acreditar nesta falta de entendimento da realidade.

Inevitavelmente a França tem vindo, a pequenos passos, a resvalar para dentro das linhas da crise económica europeia. Monsieur Sarkozy pode ser chanfrado mas, obviamente, não entrou em política de austeridade para chatear o "François-Peuple" (primo gaulês do luso Zé.Povo). É uma chatice mas é verdade, a Europa, mais a sul de que o resto, está economicamente debaixo de água, mais ou menos profundamente, e à tona reina o fogo, nem os "Very-British" escapam a esta dura realidade.
De repente aparece um Monsieur Hollande montado no seu cavalo branco empunhando a rubra rosa e pronto, acabou-se a política de austeridade. Mas isto é credível? Será que ainda há quem brinque a sério à Independência Nacional, pelo menos no que concerne à economia europeia?

Na segunda-feira de manhã, no rescaldo das eleições francesas, acordei ao som de umas felizes almas que festejavam na praça da Bastilha a sua vitória eleitoral. Até aqui tudo bem. Mas diziam as felizes almas: «Estamos livres, a França está livre! Acabou a austeridade!». Ó céus, pensei eu, mas que grande trambulhão estas almas vão dar das suas ilusões abaixo. Pelo menos nisto, nós portugueses, já vamos lá muito à frente.

Agora aparece o Mário e sai-se com esta:
«Partido Socialista já não está obrigado a respeitar o acordo da troika; essa obrigação já não é necessária porque François Hollande vai provocar mudanças na Europa.»
Pois, pois vai, vai cunhar moeda falsa e vende-la aos chineses... Só se for assim...
Tive um arrepio, veio-me logo à mente o nosso José a dizer que as dívidas não são para pagar, são para gerir. Que gente...

O Soares é fixe:

  • meteram-nos dinheiro nas unhas para sobrevivermos; 
  • fizemos um acordo que se não for cumprido compromete (leia-se acaba com o resto)  a nossa credibilidade, e viabilidade, económicas; 
  • estamos a fazer um esforço quase impossível para manter os nossos compromissos e regressar aos mercados de cabeça erguida; 
  • e agora vem este e diz que já não vale porque o outro ganhou as eleições algures e a malta pode borrifar-se no assunto porque mudou tudo.
Estão a ver a lógica?

 Não haverá por aí alguém capaz de se responsabilizar por lhe dar as gotas a horas?


.

BYE BYE JOSÉ


O PSD TEVE A SUA VITÓRIA; SE VERÁ SE FOI OU NÃO UMA GRANDE VITÓRIA

O PS TEVE UMA ENORME DERROTA

A ENORME MASSA ABSTENCIONISTA DO POVO PORTUGUÊS, EM PARTICULAR EM ELEIÇÕES COMO AS QUE ACABAMOS DE VIVER, AINDA NÃO SE COMPENETROU DE QUE A DEMOCRACIA NÃO É UM BEM ADQUIRIDO, É UM EMPENHAMENTO QUOTIDIANO E RESPONSAVEL.
A DEMOCRACIA NÃO É APENAS FEITA DE DIREITOS, É TAMBÉM, E NA MESMA MEDIDA, FEITA DE DEVERES.
E, NO QUE TOCA AOS DEVERES... OS OUTROS QUE VARRAM A ESCADA, EU CÁ TRATO DA MINHA CASA... É PENA.


.

OH SENHOR ENGENHEIRO...SENHOR ENGENHEIRO...


Hoje em Santarém, a minha cidade favorita deste nosso Portugal, não foi um dia feliz para todos...



foto RFM 31/05/2011




«Sair à rua tem os seus custos. Ouve-se o que se quer, e o que não se quer: “Ó senhor engenheiro, diga-me uma coisa: porque é que a minha reforma por invalidez está congelada há dois anos? E ele vai a fugir! Ele virou-me as costas! Então como é que eu vou votar nele?”, perguntava um homem que acompanhava o percurso da campanha socialista em Santarém.

O engenheiro voltou costas às queixas. Não se pode agradar a todos, concluiu José Sócrates: “Claro está, governar é também desagradar e eu espero que todos os portugueses compreendam que o Governo teve de tomar muitas medidas difíceis ao longo deste último ano e meio, mas fê-lo para defender o seu país”, rematou o líder socialista.

Na micro passeata em Santarém, de 100, 200 metros, a organização da campanha andou sempre zelosa em não fazer chegar críticas ao candidato.»

In RFM - 31 Maio 2011

Há, do ládo direito da página onde se encontra esta notícia um arquivo audio onde se pode ouvir este episódio acima relatado que recomendo. Ao vivo é outra coisa:

«- Oh senhor engenheiro, senhor engenheiro... diga-me uma coisa... oh pá! estão-me a empurrar... então eu quero falar com ele... diga-me uma coisa, por que é que a minha reforma está congelada há dois anos? Por que é que a minha reforma está congelada há dois anos? Por invalidez... E ele vai a fugir...

- Tem de tirar daqui o cigarro!

- Tá bem eu apago o cigarro... Diga-lhe a ele... Então ele virou-me as costas...Então como é que eu vou votar nele?»


.

NÃO COMPLICAR O QUE É SIMPLES

Ontem à noite tocou o telefone:

- "Olá, está tudo bem contigo?"

- "Está tudo bem, respondi, porquê?"

- "Há três dias que não escreves nada no blog... mas não é isso... há que tempos que não acarinhas o Sócrates... "P'rá-í" há oito dias puseste aquela inspirada imagem do Sócrates-agressor mas, estive a ver, desde dia 4 que não lhe dedicas um tempinho mais profundo..."

Ri-me, com vontade.

- "Bem... é que existe vida para além do Sócrates, embora complicada existe."

E blá-blá-blá.

Hoje estava a tomar o meu café matinal quando o té-lé-lé recebeu uma mensagem, e passo a citar:

«Emigraste? Andam os homens em debates e tu nada, nem uma palavra. Estás bem?»

Mau... pensei eu.

Vamos lá a ver se a gente se entende.

Não tenho falado do Sócrates, nem dos debates, nem das múltiplas acusações pessoais e partidárias porque, francamente, não me interessam nada, nem um bocadinho. Do que vou ouvindo e lendo, muito pela rama, não há nada de novo, só mais do mesmo. De vez em quando oiço, ou leio, uma barbaridade que sobressai de entre as barbaridades costumeiras mas a verdade é que não se aprende nada, só mais do que já se sabe.
E se já se sabe quem quiser, ou precisar, que faça a revisão da matéria, eu dispenso, orais e escritas.

Para falar com franqueza custa-me até a entender como é que alguém com dedo e meio de testa se dá ao trabalho de ouvir os debates, só por gozo ou masoquismo, porque para tirar conclusões não dá, já era. Realmente não posso deixar de dar razão à opinião, um quanto desbocada, do Eduardo Catroga.

Quem nesta altura do campeonato quem ainda não percebeu o que está em causa nestas eleições bem pode "agarrar na trouxa e zarpar". Não tem nada a ver com programas, nem com politiquices partidárias, nem sequer com os afectos positivos e negativos de cada um. Nestes aspectos a coisa nunca foi tão simples:

Ou querem levar com o Sócrates durante mais uns tempos ou não querem levar com o Sócrates outra vez, tudo o resto é conversa, tudo o resto é campanha. Curto e duro é assim.

Depois podemos tornear a questão com uns floreados para dar um certo ar de "isso não é assim tão simples", fica sempre bem a quem desejar parecer mais entendido na matéria. Claro que há questões circunstanciais, claro que há formas diferentes de abordar os múltiplos problemas de que somos reféns, claro que há o mais à esquerda ou mais à direita (embora esta classificação seja cada vez mais obtusa e desprovida de significado real) mas tudo isto são questões menores, a escolha não bate aí; quanto às "questões circunstanciais", essas só serão abordáveis após os portugueses votarem, até lá só existem enquanto objectos constitucionais e incógnitas.

Pessoalmente vou votar em alguém que não me convence, vou passar um cheque em branco e ter esperança... Não vou ficar à espera do pior, de que "se espalhem ao comprido". Uma coisa sei que não quero:
Não quero o Sócrates nem mais um bocadinho, nem sequer para ter o gosto de o ver "espalhar-se ao comprido"(sim ainda mais, até o seu marketing enganador mas eficaz não lhe deixar mais saídas); Esse gajo não. E se não quero tenho de fazer por isso, racionalmente, afectos à parte. Tudo o resto são... Como é ó Catroga? Ah pois, isso.

A escolha é simples, a motivação é forte, como chegar lá também não é complicado.



.

OS FILHOS DA TERRA

ou A VANTAGEM DE JOGAR EM CASA,
quando lá em casa gostam de nós

Só por curiosidade...


José Manuel da Mata Vieira Coelho
Um filho de Gaula, Santa Cruz, Madeira
39,01% - 36,32% - 45,75%


Aníbal António Cavaco Silva
Um filho de Boliqueime, Loulé, Faro
52,27% - 62,88% - 74,40%



Manuel Alegre de Melo Duarte
Um filho de (freguesia??) Águeda, Aveiro
17,55% - 21,01%




Defensor Moura, um filho de Viana do Castelo ( freguesia??)






_________________________

Francisco José de Almeida Lopes, um filho de Vinhó, Gouveia, Guarda
O melhor que conseguiu - 7,09% na sua freguesia, Vinhó (4,59% Gouveia; 3,80% Guarda)
Um honroso 4 em 6, abaixo de Fernando Nobre
(Deve ser por causa do vinhó...)


Fernando Nobre nasceu em Angola, não dá para comparar.

________________________

Outras perspectivas...

Vilar de Maçada, Concelho de Alijó
(Freguesia que saltou para a fama por ter abrigado a vinda ao mundo daquele que será provavelmente o seu maior "filho da terra": José Sócrates Pinto de Sousa)

« Não houve autocarro porque ninguém o pediu »
Presidente da Câmara de Alijó, 24/01

Então ó malta, lá porque não foi preciso pedir das outras vezes não quer dizer que não tivessem de pedir agora, um autarca tem mais em que pensar em vésperas de eleições, não é só pensar em como é que a malta vai votar à vila, ou até se a malta quererá ir votar. Pois pedissem.





.