«A revolução em Portugal», 1974
(Centro de Documentação 25 de Abril - Universidade de Coimbra)
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Publicado por Alex à(s) quarta-feira, abril 25, 2012 0 comentários

O Space Shuttle Discovery subiu pela primeira vez em direcção aos céus a 30 de Agosto de 1984. Acumulou o maior número de dias de voo no espaço, 352, percorreu um total de 241 milhões de quilómetros, transportou o maior número de astronautas para o espaço, 246, colocou em órbita o primeiro telescópio espacial Hubble, em 1990.
O Discovery foi o terceiro dos cinco "Shuttles" filhos da NASA (Columbia - o primeiro da frota, foi lançado a 12 de Abril de 1981 - o Challenger,o Discovery, o Atlantis - o penultimo a ser lançado mas o último a voar, tendo fechado as missões a 21 de Julho de 2011 - e o Endeavour).
Estas naves "vai-vem" transportaram astronautas para/em órbita repetidamente, lançaram, recolheram e repararam satélites, foram pioneiras em pesquisas de vanguarda no espaço e foram as bases de construção da maior estrutura existente no espaço - a Estação Espacial Internacional.
Hoje o Discovery virou peça de museu como um "dinossauro" mais; foi transportado do Kennedy Space Center no dorso de um Boeing 747 transformado, o NASA 905 (o mesmo que havia feito a entrega do Discovery Kennedy Space Center em Novembro de 1983) para o Smithsonian's National Air and Space Museum Steven F. Udvar-Hazy Center em Chantilly, Va.
A despedir-se do Discovery estiveram muitos amigos seus: astronautas, equipes de especialistas e inúmeros colaboradores da NASA que ao longo dos anos deram o seu melhor para manter esta super-resistente e especialíssima nave apta para o impecável cumprimento das suas fantásticas missões.
Muitos viram-na partir de lágrimas nos olhos
Eu, aqui no meu cantinho, emociono-me também.
E pergunto-me: quando uma peça de engenharia tão especial como esta vira bicho de museu o que nos trará o futuro da exploração e construção espacial? Ora aí está algo que pago à vida para ver.
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Publicado por Alex à(s) quarta-feira, abril 18, 2012 0 comentários
Hoje o Google acordou assim, homenageando os 110 anos dos "Amarelos" de Lisboa. Muito simpático...
«A Carris inaugurou há 110 anos a rede de eléctricos de Lisboa, um transporte emblemático da capital que viu a sua importância decrescer ao longo do tempo, mas ainda serve 20 milhões de pessoas por ano.
Foi a 31 de Agosto de 1901 que o primeiro eléctrico de Lisboa começou a circular, na então chamada Linha Marginal Ocidental, que ligava o Cais do Sodré e Algés (concelho de Oeiras), o trajecto mais antigo que ainda é percorrido.
Hoje, esta mesma Linha 15, que liga a Praça da Figueira e Algés, é a mais emblemática da rede de eléctricos de Lisboa
Também emblemática é a Linha 28, considerada um ex-líbris da cidade, inaugurada em 1914 e que liga o Martim Moniz e Campo de Ourique, percurso habitual entre turistas que visitam a capital.
A expansão da rede continuou nos anos 1920 e em 1958 foi inaugurada a última extensão, entre o Alto de S. João e a Rua Madre de Deus através da Av. Afonso III.
Nesse mesmo ano, a rede de eléctricos totalizava uma extensão de 145 quilómetros, divididos por 39 carreiras.
Hoje em dia, a frota de rede de eléctricos da Carris é constituída por 65 carros eléctricos, três ascensores (com seis veículos) e o Elevador de Santa Justa (com duas cabines).» In "Sol"- 31/08/11
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Publicado por Alex à(s) quarta-feira, agosto 31, 2011 4 comentários
Não sei avaliar bem a perspectiva que aqueles que têm hoje 20/25 anos, ou daí para menos, terão do "Programa Mercury", do "Programa Apollo" e de figuras como John Kennedy ou John Glenn mas estou convencida de que para eles são factos e personagens quase tão longínquos quanto a primeira viagem de circum-navegação ou Fernão de Magalhães; Se digo quase é porque são factos e personagens mais difundidos pelos "Odisseia" ou "Discovery Channel" do que Fernão e os barcos, porque ainda hoje a sua "pegada" marca os acontecimentos a jusante da Conquista do Espaço que tão rapidamente se fizeram, e estão fazendo, história nos nossos noticiários, no nosso quotidiano, na nossa Ciência.
Pessoalmente "caí de quatro" quando, contas feitas, me apercebi de que fez esta semana, a 25 de Maio, 50 anos que o então presidente John Kennedy lançou publicamente o desafio de, em menos de 10 anos, ser cumprido o objectivo de colocar um homem na Lua e devolve-lo à Terra são e salvo.
Toda a estrutura tecnológica e científica foi direccionada para o programa espacial.
Agora, passado exactamente meio século sobre esse compromisso, neste mesmo dia 25 de Maio, dois astronautas do "shuttle" Endeavour davam o seu terceiro passeio pelo espaço, o penúltimo desta última missão da Endeavour - que terminará a 30 deste mês e regressará à Terra a 1 de Junho para não mais voar.
O Programa Space Shuttle, já com 30 anos, encerrará a 8 de Julho quanto a Atlantis fizer o seu regresso à Terra
Foi tudo muito rápido, é o que sinto; o fim da "saga Space Shuttle"* é como o acordar de um sonho que gostaria de sonhar mais um bocadinho
Columbia - 1981
Discovery - 1984
Atlantis - 1985
Challenger - 1986
Endeavour - 1992
Publicado por Alex à(s) sexta-feira, maio 27, 2011 2 comentários
A Irmandade Muçulmana, principal força de oposição no Egipto, é uma organização que remonta à Segunda Guerra Mundial, com um passado ligado à Alemanha nazi.Publicado por Alex à(s) sexta-feira, fevereiro 04, 2011 0 comentários
L'appel du 18 Juin, 1940 - Le général De Gaulle
« Les chefs qui, depuis de nombreuses années, sont à la tête des armées françaises, ont formé un gouvernement.
Ce gouvernement, alléguant la défaite de nos armées, s'est mis en rapport avec l'ennemi pour cesser le combat.
Certes, nous avons été, nous sommes, submergés par la force mécanique, terrestre et aérienne, de l'ennemi.
Infiniment plus que leur nombre, ce sont les chars, les avions, la tactique des Allemands qui nous font reculer. Ce sont les chars, les avions, la tactique des Allemands qui ont surpris nos chefs au point de les amener là où ils en sont aujourd'hui.
Mais le dernier mot est-il dit ? L'espérance doit-elle disparaître ? La défaite est-elle définitive ? Non !
Croyez-moi, moi qui vous parle en connaissance de cause et vous dis que rien n'est perdu pour la France. Les mêmes moyens qui nous ont vaincus peuvent faire venir un jour la victoire.
Car la France n'est pas seule ! Elle n'est pas seule ! Elle n'est pas seule ! Elle a un vaste Empire derrière elle. Elle peut faire bloc avec l'Empire britannique qui tient la mer et continue la lutte. Elle peut, comme l'Angleterre, utiliser sans limites l'immense industrie des Etats-Unis.
Cette guerre n'est pas limitée au territoire malheureux de notre pays. Cette guerre n'est pas tranchée par la bataille de France. Cette guerre est une guerre mondiale. Toutes les fautes, tous les retards, toutes les souffrances, n'empêchent pas qu'il y a, dans l'univers, tous les moyens nécessaires pour écraser un jour nos ennemis. Foudroyés aujourd'hui par la force mécanique, nous pourrons vaincre dans l'avenir par une force mécanique supérieure. Le destin du monde est là.
Moi, Général de Gaulle, actuellement à Londres, j'invite les officiers et les soldats français qui se trouvent en territoire britannique ou qui viendraient à s'y trouver, avec leurs armes ou sans leurs armes, j'invite les ingénieurs et les ouvriers spécialistes des industries d'armement qui se trouvent en territoire britannique ou qui viendraient à s'y trouver, à se mettre en rapport avec moi.
Quoi qu'il arrive, la flamme de la résistance française ne doit pas s'éteindre et ne s'éteindra pas.
Demain, comme aujourd'hui, je parlerai à la Radio de Londres. »
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Publicado por Alex. à(s) sexta-feira, junho 18, 2010 0 comentários
Já uma vez escrevi por aqui, muito sumariamente, o que penso de António Barreto; foi já há muito tempo, em Outubro de 2007, a propósito de um artigo seu, «Sócrates, o ditador», que publiquei na integra.
« "Holocausto em Angola" não é um livro de história. É um testemunho. O seu autor viu tudo, soube de tudo.»
Publicado por Alex à(s) domingo, junho 06, 2010 0 comentários
As últimas horas do Atlantis
23/05 19:43 CET
O vaivém Atlantis desacoplou-se da estação espacial internacional depois daquela que foi a última missão no espaço após três décadas ao serviço da NASA e da humanidade.
A manobra foi realizada a meio da tarde sobre o Oceano Pacífico e a Austrália.
O regresso a terra está previsto para quarta-feira depois de um voo circular sobre a ISS destinado a fotografar a Estação.
Na missão de 12 dias a tripulação do Atlantis instalou seis novas baterias de 170 quilos ISS com uma longevidade de cinco a seis anos. As anteriores estavam em funcionamento há quase uma década.
Neste último voo da Atlantis foi também instalado o módulo russo Rassvet que permite a acoplagem dos vaivéns russos Soyuz e Progress que vão substituir a frota da NASA até cerca de 2015, altura em que estará pronto um novo vaivém da agência espacial norte-americana.
Depois desta missão a Atlantis vai para o museu, tal como o Discovery, em Setembro, e o Endeavour em Novembro.
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NASA TV
TRIBUTE TO ATLANTIS
THE LEGACY OF ATLANTIS
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Publicado por Alex à(s) segunda-feira, maio 24, 2010 0 comentários
Para o meu querido primo João Tadeu, a quem ficou prometida esta versão de "Non Nobis" e "Te Deum" ao fim da tarde de dia 1 de Fevereiro.
...e para todos os outros que a compreendam com o coração.
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Publicado por Alex à(s) quinta-feira, fevereiro 04, 2010 0 comentários
O que me lixa não é que se comemorem os 100 anos da república, cada um é para o que nasce e "chacun s'amuse à ça façon".
O que me lixa é que se comemore o centenário da república como se a instauração da dita correspondesse à realização da vontade democrática do povo português; como se estivessem a celebrar 100 anos de democracia, ou lá que raio de sucedâneo de democracia é esta coisa em que vivemos actualmente.
A nossa suposta democracia é uma jovem prestes a completar 36 anos que, talvez por acumular erros de juventude e devido à sua descuidada cultura e educação, para já não falar de uma capacidade financeira que a tem vindo a comprometer na sua ética e na sua independência, apresenta um aspecto desgastado, e pouco atraente.
Será por isso que agora tendem a confundi-la com uma centenária?
A república tem 100 anos e Portugal cumprirá este ano 867.
Quase tudo o que foi importante se passou nos primeiros 767
O que se fez destes últimos 100 anos em Portugal que faça deste país uma presença respeitável no mundo? Uma referência? Uma opinião ou um exemplo a ter em conta?
(aquele vergonhoso programa de televisão sobre "Os 100 maiores portugueses" foi uma boa amostra...)
E não me venham falar das conquistas do povo na sua Liberdade, que é curta nos anos e encurtada no respeito, nos seus Direitos, que expressos ou não na Constituição, são de menos em menos observados, cumpridos e, uma vez mais, respeitados.
Não me falem de igualdade e, menos ainda, de fraternidade; não me falem porque atiro-me para o chão a rir e a chorar ao mesmo tempo e terão de chamar uma ambulância e vestir-me um casaquinho branco daqueles com muitas persilhas e fivelas.
Já sei, já sei, "a monarquia peca à partida porque o rei não é eleito, o rei é filho do rei".
Tenha um republicano uma empresa e vá lá eleger um director-geral que reúna o consenso do seu eleitorado, que seja supra-partidarices, e que tenha a educação e a formação apropriadas às suas funções... Uma gaita!
A ingenuidade tem limites e, quando não tem, é o descalabro empresarial.
Quem tem uma empresa quer ver à sua frente alguém que saiba da poda, que conheça os bons e maus caminhos, que saiba ler relatórios e contas, que saiba aferir das várias necessidades, o resto é conversa. Depois que se elejam representantes, comissões, etc, etc. mas não pode ser o Senhor porteiro, que conhece toda a gente, é um gajo porreirissimo e que conhece os cantos à casa que o bom senso fará eleger responsável pela empresa.
"Mas nada garante que o rei será um bom governante..."
O rei não é um governante numa monarquia moderna; O rei é a personificação do seu país, para isso é educado, é a estabilidade que permanece com tudo o que constitui uma Nação, não personifica nem se altera nas mutações normais e decorrentes da vida do Estado.
Obviamente que não falo contra o sistema democrático e eleitoral, longe de mim, defendo-o com unhas e dentes. Não é o sistema democrático que está em causa.
Não é possível um presidente da república ser consensual, ser apartidário, ser, de facto, o representante de toda uma nação. E não é presidente da república quem está, de facto, preparado para o ser, quem tem a educação e a formação para o ser; É quem é eleito, num acto político e, também, afectivo.
Vivemos de "Pai da nação em Pai da nação" como um povo orfão que vai mudando de pai adoptivo; um padrasto que serve vários interesses e, com muita sorte, até poderá defender os do povo que o elegeu durante o tempo que durar. E se o deixarem, caso não se trate de um regime presidencial.
Então e um rei, é sempre bom e consensual? Não, não é, mas também não é essa a sua função. Para governar e legislar existem governos e parlamentos. Os poderes Executivo, Legislativo e Judicial não se prendem de forma alguma com um regime republicano ou monárquico, são questões totalmente independentes, como questões independentes são as da Democracia ou da Autocracia.
O rei é educado fora do ambiente partidário; o rei não vota, o rei não se candidata, o rei não precisa de ser eleito nem de se subjugar a essa necessidade e interesses.
O rei é educado tendo como ideologia o seu país e o seu povo, a união da sua nação.
O rei não vai ser presidente de uma qualquer empresa pública, ou privada, não vai pedir nem aceitar um "job dos boys". O rei não vai ser primeiro-ministro, ou segundo ou terceiro, nem deputado, nem presidente da câmara ou da junta, ou do Sporting ou do Benfica.
O rei é a bandeira de um país mas com uma consciência e uma voz. O rei permanece como símbolo da nação e do povo quando as eleições modificam as legislaturas entre as esquerda e a direita, entre a boa ou má gestão do senhor A ou do senhor B.
Ah pois, então e os privilegiados? A nobreza... os marqueses, os condes, etc?
Privilegiados? Os marqueses, os condes, etc? Não me gozem!
Há alguém que seja privilegiado por ser conde ou duque, que se encontre acima da lei, acima dos direitos e deveres de cidadão, em qualquer uma das monarquias democráticas europeias?
(Aliás, deixemo-nos de redundâncias porque não existe qualquer monarquia europeia que não seja consolidadamente democrática; já das repúblicas não se poderá dizer o mesmo).
Privilegiados, sim existem, em todo lado, uns por conquista ou herança - legitimantente adquiridas - outros...
Outros de que nem vale a pena falar, nós por cá vêmo-los às dúzias, impunes e divertidos proclamando a sua inocência e inimputabilidade aos quatro ventos, democraticamente descarados, eleitos, nomeados.
Comemorem lá o centenário da republica, é verdade faz 100 anos, mas não a venham identificar com as conquistas democráticas, não atirem areia aos olhinhos do Zé Povo que já anda cegueta há que tempos.
E já agora, não se esqueçam de que a república não nasceu de uma revolução de cravos ou rosas; nem rosas e cravos se lhe seguiram.
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In "centenário da república.org"
Presos Políticos na 1ª República – Protesto Internacional
«Em 1912 e 1913 a República Portuguesa ocupou largo espaço na imprensa europeia, mas não com as manifestações de admiração nem com os louvores que os seus propagandistas haviam ambicionado. A velha guarda do movimento republicano, que sempre sonhara com o reconhecimento internacional dos seus ideais “humanitários”, via-se forçada a reconhecer que a imagem da república, nos círculos europeus, estava muito longe do desejado. As notícias sobre maus tratos infligidos aos presos políticos tinham transposto fronteiras e conquistado as atenções da opinião pública nos países com mais ascendente sobre a nação lusa.»
LER MAIS...
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Publicado por Alex à(s) segunda-feira, fevereiro 01, 2010 0 comentários
HÁ QUE DERRUBÁLOS
When TIME sent photographer Anthony Suau to cover the opening of the border between East and West Berlin, he knew it would be the story of a lifetime - In www.time.com
Publicado por Alex à(s) segunda-feira, novembro 09, 2009 0 comentários
Passou o dia 20 de Julho, passaram 40 anos sobre a primeira alunagem.
Por aqui, no Real Gana, não falei disso mas fiquei a roer-me;
Não falei, ou melhor dizendo, não escrevi uma linha sobre o assunto porque estava, mesmo, mesmo, de férias, tão desligada do mundo quanto as circunstâncias e a mente mo proporcionaram.
Também é verdade que andava a "trabalhar sem rede" - wwn. working without net - o que, como toda a gente sabe, é perigosissímo - sobretudo quando há leões na pista - hum... private joke... (Lembras-te Victor? Coitada da Marlene, já o pai dela tinha morrido assim...) e foi dia de (outro) aniversário lá no nosso burgo.
Mas estou a divagar... Acho que as gotas não me andam a fazer efeito.
Dizia eu, fiquei a roer-me por não assinalar aqui o 40º aniversário da missão Apollo 11.
Dia 20 de Julho, há 40 anos, a minha Mãe arrancou-me da cama a meio da madrugada, sob uma tremenda excitação: "Vá acorda, anda ver os astronautas a chegarem à Lua" e, em vez de me levar para a varanda, dei comigo a estremunhar na sala, cheia de amigos dos meus pais e quase às escuras para se conseguir ver melhor aquelas imagens um tanto fantasmagóricas. Passados alguns minutos não tinha vestígios de sono, tinha os olhos bem abertos a beberem deliciados aquelas imagens espantosas que se passavam "lá em cima", num outro planeta e que, estranhamente, nada tinham de inacreditável - " Eu estou aqui e eles estão na Lua... vindos de aqui... Isso significa que qualquer outra pessoa pode lá estar, até eu... ou mais longe... obviamente É POSSÍVEL!"
Não sei se me ficou um trauma por me terem arrancado do sono, ainda hoje reajo muito mal, mas desde muito novinha que tenho um enorme fascínio pela generalisticamente chamada "Conquista do Espaço", expressão um bocadinho megalómana, parece-me, mas, dada a grandeza e grandiosidade do empreendimento, perdoa-se.
Quando andava no liceu era uma péssima aluna de Física; depois apareceu aquela fantástica "Cosmos" de Carl Sagan... Esse Professor fora de série que nasceu a saber explicar e despertar a sede de Conhecimento, o voo da imaginação, a interligação racional da parte com o todo - tornava tudo fácil e tangível, tinha uma capacidade quase mágica de demonstrar a interligação de todas as coisas: a Física, a Química, a Biologia, a Matemática, a Filosofia, a História com a Astrofísica, com a Terra, com o Espaço, com a Vida.
A minha "Viagem de Sonho"? À NASA, sem dúvida, um mês, com um cartão de livre trânsito. Melhor do que isso? Só se fosse a bordo do Space Shuttle, e olhem que eu enjôo...
A "Conquista do Espaço", mais concretamente, a ida à Lua, foi, na minha humilde opinião, a maior "pedrada no charco" da Idade Moderna, de longe. As inovações e criatividade que daí advieram, e se desenvolveram, não tiveram precedentes na história humana. Da tecnologia à investigação bioquímica abriram-se novos mundos: os materiais, os medicamentos (em especial a maior parte dos antibióticos com que hoje contamos), a informática, as tele-comunicações, todos os outros tipos de engenharia, etc., etc.
E não só... Não só de Ciência e tecnologia vive o Homem
Houve uma revolução do pensamento, na abordagem do "Futuro" - o "Futuro" passou a estar conceptualmente ligado à ideia de expansão espacial, como hoje está tão negativamente ligado à ideia de sobrevivência. Mas mesmo a nossa actual noção de que a sobrevivência é uma relação de causa/efeito na qual a parte e o todo têm papeis inter-dependentes, jogam um jogo no qual não há vencedores e vencidos, encontrará a jusante aquela imagem paradigmática, fotografada pela tripulação da Apollo 8, em que todos podemos ver, pela primeira vez, a Nossa Casa, mais pequena do que julgavamos. "O MUNDO É REDONDO" ganhou um significado novo, ainda simbólico mas mais real, simultaneamente pessoal e social - a Humanidade é una e habita toda no mesmo lugar.
Depois de fotografada a Terra "encolheu".
A World Wide Web é, sem dúvida, a maior promotora da noção de globalidade mundial e humana, da globalização em si, mas não foi esta que a plantou e fez germinar; A "Consciência Global" nasceu desta imagem.
De então para cá progredimos enormemente, nem tudo é mau no nosso planeta. Fomos mais longe, enviamos as nossas fotografias, a nossa música e outros detalhes da nossa cultura para os confins da galáxia sonhando com um eventual encontro com outra civilização da nossa família galáctica, comprovando assim a nosso engenho mas sobretudo a nossa capacidade de Sonhar, de Ter Esperança, de Acreditar. Fotografamos estrelas, planetas do sistema solar, nubelosas e maravilhamentos insuspeitos; estudamos "em campo" as características e possibilidades de Marte; construímos a Estação Espacial Europeia em órbita aonde nos deslocamos "de avião", a qual reparamos e criamos através de "passeios no Espaço"; colocamos satélites que nos munem de novíssimas possibilidades - nem todas boas... nem todas más, algumas óptimas.
Mais teríamos feito, ou pelo menos há mais tempo, não foram os "cortes orçamentais" que dedicaram fundos a outras causas indubitavelmente menos apelativas para a humanidade; Mesmo assim, e espero que seja um sinal do mudar dos tempos, projectamo-nos agora para uma nova odisseia lunar, e mais além, já para 2018 e recomeçamos a fazer brilhar os nossos sonhos, depois do Mercury, do Apollo, do Discovery e tantos outros, no vanguardista projecto Constellation.
Provavelmente eu já não irei à Lua ou a Marte... parece que lá também não se pode fumar (não sei porquê, não me venham com a treta de que polui a atmosfera). Não faz mal, eu fascino-me mesmo por cá.
O que acho giro é que o meu filho já me disse que vai para o Espaço; sempre quis ser astronauta, assim directo, sem passar por polícia, cowboy ou bombeiro. Enquanto for pequeno quer ser super-heroi e quando for grande vai ser astronauta e ponto final.
Ok... Espero que consiga, está provado que é possível.
http://pt.euronews.net/2009/07/09/da-terra-para-a-lua/
http://www.nasa.gov/externalflash/apollo40jpl/
http://www.nasa.gov/mission_pages/constellation/main/index.html
http://www.google.com/moon/
Publicado por Alex à(s) terça-feira, agosto 04, 2009 3 comentários
Publicado por Alex à(s) terça-feira, março 10, 2009 0 comentários


NASA's Kepler mission to seek other Earth-like planets is undergoing final preparations for liftoff Friday, March 6, from Pad 17-B at Cape Canaveral Air Force Station in Florida.
The spacecraft launch aboard a Delta II rocket has two windows of opportunity Friday, from 10:49 to 10:52 p.m. and 11:13 to 11:16 p.m. EST.
Kepler is designed to find the first Earth-size planets orbiting stars in habitable zones -- regions where water could pool on the surface of the planets. Liquid water is believed to be essential for the formation of life. "This mission attempts to answer a question that is as old as time itself -- are other planets like ours out there?" said Ed Weiler, associate administrator for NASA's Science Mission Directorate at NASA Headquarters in Washington. "It's not just a science question - it's a basic human question."
.../... After a commissioning period lasting about two months, Kepler will begin its job of staring at more than 100,000 stars for three-and-one-half years, looking for planets. Its isolated perch behind Earth will give the telescope an unobstructed view of a single, very large patch of sky near the Cygnus and Lyra constellations.
"We will monitor a wide range of stars; from small cool ones, where planets must circle closely to stay warm, to stars bigger and hotter than the sun, where planets must stay well clear to avoid being roasted," said William Borucki, science principal investigator for the mission at NASA's Ames Research Center at Moffett Field, Calif. Borucki has been working on the mission for 17 years.
"Everything about the mission is optimized to find Earth-size planets with the potential for life, to help us answer the question - are Earths bountiful or is our planet unique?"
Kepler will find planets by looking for periodic dips in starlight. Planets that happen to pass directly in front of their stars from Earth's point of view cause the stars to dim by almost imperceptible amounts. Kepler's powerful camera, the largest ever flown in space, can see the faintest of these "winks."
"Trying to detect Jupiter-size planets crossing in front of their stars is like trying to measure the effect of a mosquito flying by a car's headlight," said Fanson. "Finding Earth-sized planets is like trying to detect a very tiny flea in that same headlight.
" If the mission does find Earth-sized planets in the habitable zones of stars, it should find them first around stars that are smaller than our sun. This is because the habitable zone is closer for small stars; planets circling in this region would take less time to complete one lap and, theoretically, less time for Kepler to find them and for other ground-telescopes to confirm their existence. Any Earth-size planets orbiting in the habitable zones of stars like our sun - the true Earth analogs - would take at least three years to be confirmed.
Kepler is a NASA Discovery mission. Ames is the home organization of the science principal investigator and is responsible for the ground system development, mission operations and science data analysis. NASA's Jet Propulsion Laboratory in Pasadena, Calif., manages the Kepler mission development. Ball Aerospace & Technologies Corp. of Boulder, Colo., is responsible for developing the Kepler flight system and supporting mission operations. For more information about the Kepler mission, visit: http://www.nasa.gov/kepler
JOHANNES KEPLER - ENCYCLOPAEDIA BRITANNICA

SIC/LUSA
A NASA prepara para sexta-feira, 6 de Março, o lançamento do primeiro telescópio espacial destinado a procurar planetas semelhantes à Terra, com possibilidades de conterem vida e orbitarem estrelas situadas na nossa vizinhança galáctica.
O lançamento do telescópio Kepler, de 1,03 toneladas, está previsto para as 22h49 locais (3h49 de sábado em Lisboa), na base militar de Cabo Canaveral, na Florida, a bordo de um foguetão Delta II.
Trata-se da primeira missão da NASA concebida para detectar planetas, rochosos como a Terra, que orbitem estrelas de que não estejam muito próximas nem muito afastadas, de modo que as temperaturas possam manter a água em estado líquido à superfície, condição considerada essencial ao desenvolvimento da vida.
Colocada em torno do Sol, a sonda fará "um recenseamento planetário de grande importância para a compreensão da frequência do aparecimento dos planetas da mesma categoria de tamanho que a Terra na nossa galáxia (a Via Láctea)", explicou Jon Morse, director da divisão de astrofísica da NASA.
Permitirá também "preparar futuras missões que detectarão directamente e estabelecerão as características desses planetas em órbita de estrelas próximas", acrescentou o astrofísico.
O telescópio espacial recebeu o nome em homenagem ao astrónomo alemão do século XVII Johannes Kepler, a quem se deve a descoberta de que os planetas descrevem elipses em torno do Sol e não círculos perfeitos.
A missão Kepler, orçada em 600 milhões de dólares (477 milhões de euros), deverá perscrutar durante pelo menos três anos e meio mais de 100 mil estrelas semelhantes ao Sol situadas na região de Cisne e Lira da Via Láctea.
A sonda deverá encontrar nessa "minúscula região" centenas de planetas do tamanho da Terra, ou maiores, e mais ou menos afastados da sua estrela.
Se houver muitos planetas de tipo terrestre na zona considerada habitável do seu sistema solar, o telescópio poderá descobrir dezenas deles, segundo os responsáveis do projecto.
Pelo contrário, se não os encontrar, isso poderá querer dizer que a Terra é uma excepção no Universo, segundo William Borucki, responsável científico da missão.
BOA VIAGEM, «KEPLER»
SIC/LUSA
Publicado por Alex à(s) sexta-feira, março 06, 2009 0 comentários
Porque vem absolutamente a propósito dos meus desabafos sobre a Informação jornalística que chega até nós, comuns mortais, que deixei no post anterior, quero fazer referência a uma cena, ou,mais especificamente,a um diálogo de um filme.
(Por vezes, quando deparamos com verdadeira poesia, vemos retratados nas palavras escritas, pensamentos e sentimentos nossos que nunca conseguimos verbalizar; de repente estão ali, como se alguém nos tivesse lido a cabeça ou o peito.)
Pois quando vi o “JFK” de Oliver Stone ( pub.1991), que de poético não tem nada, tive um desses momentos:
Quase no fim do filme o representado Jim Garrison – irrepreensivelmente por Kevin Cosner – vai a Washington para um “encontro à cegas” com um General X de quem não sabe o nome.
O tal General diz a Garrison que não desista de levar a tribunal, de tentar provar, a sua Teoria da Conspiração. Explica-lhe os antecedentes que motivaram o assassinato de JFK , o que foi suprimido do Relatório Warren, os negócios de armas e helicópteros, a intervenção em revoluções e eleições em diversas partes do mundo do Poder oculto, verdadeiro.
Revi várias vezes esta cena que num “flash” me fez entender aquela sensação de as coisas não batiam certo, ou batiam demasiadamente certo, que sentia ao ver um telejornal.
Para mim chega, não quero comprar a versão A nem a versão B.
Mais tarde, pouco antes da sua morte (1995) Garrison confirmou a veracidade desse encontro, disse o nome do General X e confirmou, como já houvera feito ainda nos anos 60, esse lado oculto dos acontecimentos que vieram a estender-se ao longo de toda a guerra do Vietname. Alguns são hoje factos reconhecidos mas, como é sobejamente sabido, a Teoria da Conspiração ainda agora, quase meio século depois, continua sendo oficialmente apenas uma teoria. Oficialmente continua sendo Lee Oswald o único assassino de John Kennedy , e logo a seguir levou com um balázio emudecedor para não ser parvo.
Telejornal? Tenham dó…
O Filme, para quem não viu é a não perder, mesmo.
Quem viu, se não odiou por razões políticas, é a rever quanto mais não seja por homenagem a esse monstro de coragem e verticalidade que foi Jim Garrison, e pela impecável pesquisa e investigação subjacente ao trabalho de Oliver Stone.
UMA REVELADORA ENTREVISTA DE JIM GARRISON À"PLAYBOY", NA INTEGRA EM:
http://www.jfklancer.com/Garrison2.html
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Publicado por Alex. à(s) segunda-feira, julho 09, 2007 0 comentários