MARCELO - O PRIMEIRO TIRO NO PÉ
«Fico contente por a coisa se ter despachado à primeira volta, não fosse eu ver-me na contingência de ter de ir votar num personagem de carácter mais do que dúbio e andar 5 anos a rosnar de mim para comigo.»Não é preciso ser bruxa para saber que Marcelo vai arranjar caldos do arco-da-velha, dizer-se e desdizer-se como sempre se disse e desdisse no que toca às politicas, polítiquices, e outros factos políticos; ele é assim, velhaco E dansarino.
Esta semana não correu lá muito bem para o tio Marcelo, estão a começar a aparecer coisinhas para o chatear, para interromper o clima de doçura que tem temperado com o governo.
Primeiro veio aquela coisa dos subsídios às escolas privadas... Que coisa incómoda para Marcelo, espartilhante mesmo. Por um lado a farpa do PC ao governo de Costa, por outro aquilo que Marcelo entende perfeitamente e defende na sua privadíssima alma... Que desagradável.
Depois a questão do Acordo Ortográfico. É óbvio que Marcelo o considera uma aberração; é óbvio e ele não faz segredo disso.
Marcelo preparou-se para envergar o fatinho de super-heroi nacional e, de acordo com a grande maioria dos portugueses , erguer a sua espada em defesa da língua lusa.
As reacções não se fizeram esperar, ouviram-se palmas, gritos de "apoiado" e "muito bem" nas bancadas das redes sociais. Por exemplo no grupo do Facebook «Em acção contra o acordo ortográfico» , com mais de 72 000 membros, houve uma onda de esperança que se manifestou num sólido apoio ao Presidente da República.
Hoje Marcelo deu um tiro no pé. A desilusão é mais do que muita, a revolta fala de traição. Creio que terá sido o primeiro valente tiro no pé.
«Marcelo Rebelo de Sousa reacendeu a polémica do Acordo Ortográfico, colocando-o na agenda política, mas agora recua, sublinhando que se trata de “um não tema”. »
«O Presidente da República aproveitou a visita a Moçambique, na semana passada, para realçar que o facto de haver países que não ratificaram o Acordo Ortográfico (AO), nomeadamente Moçambique e Angola, poderia ser um bom pretexto para “repensar o tema”
Agora, Marcelo considera que o AO “é um não tema”, “uma não questão”, conforme declarações recolhidas pela Rádio Renascença, após a Assembleia Geral da COTEC Portugal, organização da qual é presidente honorário.
A posição do Presidente da República surge, num tom apaziguador, depois do desconforto que gerou em Cabo Verde e em Angola e na própria CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), onde o secretário executivo Murade Murargy salientou que “não há volta atrás no AO”.»In: http://zap.aeiou.pt/marcelo-ateou-fogueira-mas-agora-recua-acordo-ortografico-e-nao-tema-112417
É um "não tema"? Uma "não questão"?
Que raio é isso de um "não tema" quando aquela aberração está a ser imposta por vontades férreas aos portuguêses, que não querem por cá essa mmm.... Pois, isso.
Pior. Quem é esse Murade Murargy cá neste nosso mundo português para vir dizer que “não há volta atrás no AO”? E mais disse:
«Penso que é um debate desnecessário neste momento. As pessoas são livres de falar sobre isso, mas não há nenhuma controvérsia em relação ao Acordo Ortográfico”»

Um debate desnecessário? Por quê? Para quem?
Não há controvérsia? NÃO HÁ? Onde?
E, o pior de tudo, Marcelo consente.
O Presidente da República Portuguesa consente.
PORQUÊ?
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EM MEIA DÚZIA DE PALAVRAS;
- O PRESIDENTE DA REPÚBLICA PORTUGUESA DISSE QUE QUER REVER O A.O.
- UM MURADE MOÇAMBICANO QUALQUER DISSE QUE NÃO HÁ VOLTA ATRÁS
- O PRESIDENTE DA REPÚBLICA PORTUGUESA CALOU-SE
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Publicado por Alex. à(s) quarta-feira, maio 11, 2016 0 comentários
O HABITO NÃO FAZ O MONGE, SEJA LÁ QUEM FOR O MONGE
Quando vi o resultado das eleições em Londres fiquei como o copo do outro: por um lado meio cheio, por outro meio vazio...
O anterior Mayor de Londres tem em mim um efeito hipertensor, como se não bastasse aquele ar desgrenhado, vagamente debochado, que - azar dos azares - lembra um Donald Trump feito à pressa, deu-lhe para se ensimesmar com aquela tragédia bairrista do Brexit em trejeitos de arruaceiro e nem a alma se lhe aproveita. Poderia ao menos ter a salvaguarda de envergar um carisma British conservador mas nem isso, o homem está nu de um mínimo de classe. Convenhamos, o pobre Boris não teria cabimento em episódio algum de Downton Abbey, pelo menos dentro de casa, fosse upstairs ou downstairsOk, chega de Boris, o homem é past tense, mas estou convencida que o candidato conservador, Zac Goldsmith, rapaz bem apessoado, foi irrecuperavelmente prejudicado pela performance do seu co-partidário Mayor.
Ou talvez não... E era aqui que queria chegar ao falar de copos pela metade.
Ocorrem-me variadíssimas pessoas, pensantes e aceitavelmente despreconceituosas, que teriam posto a priori um imediato entrave ao candidato trabalhista por uma única razão, existissem ou não outras: Sadiq Khan foi apresentado, antes de tudo o mais, como "o primeiro candidato muçulmano Câmara de Londres"...
Muçulmano ganhou presentemente uma carga emocional, e social, inegável; nem é preciso que estejamos a considerar tolerâncias, religiões ou filosofias de vida, basta o medo. A ameaça radical é muito real, o desejo de conquista absoluta é difundido de forma omnipresente. O "nós ou eles" está torna-se manifesto num nacionalismo desumano mas facilmente explicável.
Pois. Ameaçada também, e de que maneira, está a capacidade de raciocínio ocidental. Reagimos em auto-defesa, somos confrontados com a nossa fragilidade face à absoluta ausência de escrúpulos, a forma como pensávamos torna-se nublosa - é a lei da sobrevivência, puro instinto.
Pois. Mas não pode ser. A bem do lado positivo e luminoso da humanidade não podemos deixar que assim seja. A nossa vertente humana e racional está muitíssimo mais ameaçada dos que as nossas vidas, é essa que é urgente e fundamental que saibamos salvaguardar.
Quem é Sadiq Khan? De onde vem? Quais são as suas raízes?
Sabem? Eu não sabia.
Acabei de ler um artigo de opinião, editorial do D.N., por Ana Sousa Dias, que me colocou face ao copo meio cheio. Pois é, o hábito não faz o monge, seja quem for o monge, seja qual for o hábito.
Para além de compreender isto, por vezes, é preciso ter a coragem moral para pensar e agir de acordo com o que compreendermos. Que não nos falte.
«Sadiq Khan não foi eleito mayor de Londres por ser muçulmano, insistem hoje os jornais ingleses, como quem ralha ao resto do mundo por todos sublinharem esse lado do homem que se juntou ao Partido Trabalhista aos 15 anos. E têm razão, porque Sadiq foi escolhido por propor a construção de casas a preços acessíveis, o congelamento do preço dos transportes públicos e o não ao brexit, e fez uma campanha pela positiva. E porque lhe são reconhecidas a qualidade política e a capacidade de diálogo, características que o principal opositor evidentemente mostrou não possuir. E porque a capital britânica quer recuperar a identidade de cidade da abertura, da tolerância e da diversidade. Mas a verdade é que Londres elegeu um muçulmano que combate o extremismo, que foi alvo de uma fatwa por defender o casamento homossexual e que quis prestar juramento no interior de uma catedral anglicana. A questão religiosa está lá e pelo lado mais luminoso. O filho de um motorista de autocarros e de uma costureira, imigrantes paquistaneses, recebeu 1,3 milhões de votos e de imediato se mostrou pronto a zurzir o poder conservador e também o recente líder trabalhista, desaparecido dos holofotes desde domingo.
De Sadiq, o "Citizen Khan", como já foi chamado, há uma outra história ou um outro pai para contar: Naz Bokhari. Nascido no Paquistão em 1937, foi o primeiro muçulmano a dirigir uma escola pública no Reino Unido. Foi nessa escola, em Tooting, no sul pobre de Londres, que Sadiq aprendeu que era possível chegar longe independentemente da cor da pele e da origem social. Naz não se afirmava por ser um professor muçulmano mas por ser um bom professor, e como tal foi reconhecido no país e na comunidade educativa até à morte, em 2011. "Não é o que tu fazes ao longo da vida que realmente importa, é a herança que deixas para as gerações seguintes que faz a diferença", dizia o velho mestre. Deixou uma herança, de facto, através da fundação que se dedica a promover a educação de excelência. E deixou Sadiq Khan, também ele uma prova da herança de Naz.»
Publicado por Alex. à(s) segunda-feira, maio 09, 2016 0 comentários
A EQUIDADE DOS "CIDADÃES" TRABALHADORES
Perdoem-me o incómodo da pergunta mas o princípio da equidade só vale para o género sexual de cidadães?
Então e servicinho no sector público, sustentado por todos nós, públicos e privados - menos por uns e mais por outros - o tempo vale mais por quê?
São menos 10 anos de descontos!!!
São menos 5 anos de trabalho!!!
Ou será que o trabalho , e descontos, suplementares exigidos ao sector privado é "Trabalho voluntário"? É dinheiro "da treta"?
Parece.me que sim porque esta equidade de direitos dos trabalhadores é, de facto, uma grandecíssima treta
Não sei se m'aguento com tanta igualdade democrática, tanta justa cidadania
«A porta-voz do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, afirmou este domingo em Coimbra que o trabalho voluntário "é uma treta", considerando que este só pode existir "depois de haver pleno emprego" no país.»
"Trabalho voluntário é uma treta" http://www.jn.pt/nacional/interior/trabalho-voluntario-e-uma-treta-5130643.html#ixzz46CvIxFz5
Querida Catarina,
por que não experimenta a ir uma semanita fazer trabalho voluntário, por exemplo, no I.P.O.? Aconselho-lhe o serviço de pediatria. Não conta para a reforma mas essa a menina já tem garantida
Depois venha cá falar-me de tretas, ok?
Publicado por Alex. à(s) segunda-feira, abril 18, 2016 0 comentários
TÁZAQUITÁZALIVARUM-ESTALO
Em verdade, em verdade vos digo que, em algumas situações, um bom par de estalos é um argumento; não será um grande argumento mas é uma declaração suficiente. Há no entanto uma ressalva a ser feita: um par de estalos não é coisa que se ofereça, ou bem que se dá ou mais vale estar calado, e quieto, porque por escrito pior um pouco.
Pois, mas não, "o filho do Soares" é assim, rancoroso e birrento, puto malcriado que reage mal, muito mal, a críticas. O melhor que se pode esperar deste puto arrogante quando criticado é uma qualquer frase ofendida começada por "Isso é muito injusto". Sei do que falo, ao vivo e a cores...
E uma segunda ressalva: quando se é ministro, mesmo "filho do outro", não é nada conveniente andar a oferecer porrada, nem sequer bengaladas, muito menos publicamente e (g'anda gaffe) a jornalistas.
Já estou como dizia o outro: "dêtésto-pobri".
Moral da história: não passam ainda 24horas sobre este lamentável episódio já uma petição para a demissão de João Soares tem 14.955 assinaturas. C'um raio, ainda nem chegou aos telejornais da noite...
No meio dos milhares, sim milhares, de comentários que fizeram a este e a posteriores posts do rapazola há um que não resisto a trazer até aqui; só pela gargalhada que dei.
Pela parte que me toca só tenho uma sugestão a fazer: Joãozito, mostra qu'és'homem, levanta o rabo da cadeira e vai dar os pares de estalos prometidos aos respectivos destinatários. Iss'é-qu'era!!!
Publicado por Alex. à(s) quinta-feira, abril 07, 2016 2 comentários
DIREITOS DAS MULHERES OU MULHERES A DIREITO?
Já me expliquei aqui, muito bem explicadinha, por que me faz brotoeja esta coisa do dia da mulher. Há dois anos tomei-me de razões e expus a minha frustração relativamente a este dia (AQUI); Em termos gerais encontra-se resumido no parágrafo abaixo:
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| Humanos, habitantes da Terra |
O desrespeito pelos Direitos da Mulher, seja lá isso o que for, não é em nada diferente do desrespeito pelos Direitos HUMANOS, do Ser Humano. Seja a violência, o direito de voto, a igualdade salarial, o o direito à educação ou tantas outras questões cujas violações são aberrantes, são violações de Direitos das Pessoas enquanto tal, não das mulheres ou dos homens. São problemas humanos.
O QUE É QUE AS MULHERES QUEREM?
De um modo geral as mulheres querem o mesmo que os homens, ou seja, as pessoas querem todas mais ou menos as mesmas coisas, variando mais as nuances de importância que atribuem - mais a isto e menos àquilo - do que propriamente a espécie de aspirações que têm.
Ao longo da vida já ouvi muitos homens dizer os maiores disparates acerca daquilo que pensam que as mulheres querem. Sei que há pessoas com os desejos e as aspirações mais dispares da "normalidade", coisas difíceis de imaginar, há gente para tudo mas se pretendermos generalizar não deveremos ir por aí.
Uma das coisas que mais me chocou foi a opinião de um amigo com quem almoçava, homem crescido e vivido, que se saiu muito honestamente com esta:
«As mulheres querem os homens até terem os filhos que pretendem, depois disso toleram-nos».Errado, as mulheres, muito menos hoje em dia, não "querem" um homem para ter filhos, e ainda menos precisam de o tolerar depois disso.
Não é isso que as mulheres querem.
Outro disparate, muito divulgado em piadas amargas e conversas de caserna, é:
«as mulheres querem é um gajo que pague as contas».Errado. As mulheres, como os homens, querem poder pagar as contas. Não nego que ainda vão havendo mulheres que preferem ser sustentadas a sustentar-se; é uma questão educacional e que vai abrangendo cada vez menos mulheres; a maior parte das mulheres sustenta-se e não é por isso que deixam de querer, ou passam a querer, um homem nas suas vidas.
O último dos disparates que vou referir é o simplista:
«as mulheres precisam de se sentir amadas, admiradas e protegidas».Isto não estará errado se tivermos em conta que se aplica a quase toda a gente independentemente do seu sexo, à excepção dos eremitas e pouco mais; se considerarmos como uma necessidade fundamentalmente das mulheres estamos a afastar-nos da realidade. Além disso, enquanto "necessidade fundamental", o caminho mais curto para perder esse tipo de suposto "amor e admiração" é a convivência intima com o amante admirador - qualquer mulher, por mais burrinha que seja, sabe isto - o "pedestal" dificilmente resiste à ramela matinal. Quanto ao "protegidas"... já lá vamos.
Não tenho qualquer formação que me permita mergulhar fundo no tema, tenho apenas mais anos vividos e convividos do que aqueles que, por certo, me restam. Isto é: já aprendi mais até aqui do que virei a aprender, pelo menos neste capítulo.
Dizia Aristóteles, e não constitui surpresa, que o homem, leia-se ser humano, é um animal social; quer isto dizer que a humanidade é uma espécie gregária, tende a viver socialmente, em conjunto.
Depois há a questão do sexo e da biologia. Aqui dá-se a tal divisão que leva, na maior parte dos casos, as mulheres a partilharem mais intimamente as suas vidas com homens e vice-versa. Essa é uma divisão física e biológica - importante, fundamental para a sobrevivência da espécie - que condiciona mas não define o lado não físico do que as mulheres querem.
O que as mulheres querem querem-no de qualquer ser humano, homem ou mulher.
É verdade senhores, por mais que vos custe.
Uma coisa é o parceiro sexual ideal, outra é o parceiro ideal e, entre um e outro, atrevo-me a dizer, as mulheres na sua majoríssima parte, se tiverem de optar, preferem o parceiro ideal ao sexo fabuloso.
Na sua busca por um companheiro que preencha as suas aspirações as mulheres procuram o mesmo que procuram numa boa amiga, adicionando a atracção sexual, a relação física e, algumas, não sei se muitas ou poucas, uma complementaridade social.
As mulheres querem alguém que as possa ver com as ramelas matinais sem as olhar de forma diferente. Querem poder ser quem são, com lágrimas e gargalhadas, medos e conquistas, segredos e confissões, sem que isso lhes traga insegurança ou julgamento; sem terem de disfarçar, fingir ou esconder; sem terem de ser perfeitas, bem humoradas e desejáveis sempre que o cavalheiro está presente. Querem ser a mesma pessoa que são quando estão sós, sem os cuidados inerentes à exposição social. A isto chama-se intimidade, amizade e confiança.
Confiança...
As mulheres querem alguém que seja capaz de quebrar lanças por elas. É isto o fundamental, mais do que tudo.
Não querem um ninja nem um agente treinado do FBI, querem que a pessoa com quem partilham a sua vida esteja a seu lado para o que der e vier, que não lhes falhe se precisarem de ajuda, que não se "arme em mais forte" se elas precisarem de ajuda.
Disse acima que de "serem protegidas" falaria adiante. Todas as pessoas, pelo menos de vez em quando, têm situações ou momentos em que precisam, ou gostariam, de se sentir protegidas. As mulheres não querem paternalismos - não são crianças - querem sentir que não estão sós quando optaram por não estar sós.
Poucas coisas decepcionarão tanto uma mulher quanto a ausência de uma atitude perante uma situação que a requeira. E poucas coisas conquistarão mais o seu reconhecimento e afecto do que uma atitude inequívoca no momento certo.
Esta protecção tem mais a ver com saber, e constatar, que alguém quebra lanças por nós do que com a protecção do macho guerreiro. Quem perceber isto percebe o fundamental, mas perceber não basta.
As mulheres, como os homens, têm as suas futilidades mas as das mulheres são as suas, as que fazem parte da sua maneira de ser mulher e que varia de mulher para mulher, são marcas da sua individualidade. Podem querer usar sapatos de salto alto e não é por isso que devam ser olhadas como predadoras em busca de caça ou despertar a desconfiança ciumenta. Podem gostar de blusas cor-de-rosa às florzinhas com rendas e folhinhos, serem niquentas com os filhos e com a casa e não é por isso que serão menos competentes e profissionais do que um fato-e-gravata-relógio-telemóvel.
Muitas mulheres, sobretudo as mais novas, preocupam-se muito com a aparência; é natural, é pela sua aparência que não maioritariamente lidas e julgadas, muito mais do que os homens. E os homens são uns tontos que se deixam manobrar pela aparência com uma previsibilidade quase infalível. Uma coisa vos garanto, na hora da verdade não é pela aparência que as mulheres querem ser tidas em consideração. O «és tão bonita» pode ser agradável, dependendo de como é dito pode até soar mal, mas nunca é satisfatório, mesmo quando parece.
E depois, já a outro nível, as mulheres querem respeito e reconhecimento. Quem não quer?
Querem que a sua opinião seja ouvida e levada em conta sem que as olhem como se fossem umas crianças parvas falando do que não sabem
Claro que há mulheres que parecem umas crianças parvas falando do que não sabem, mas isso não é exclusivo das mulheres, é uma síndrome disseminada pela humanidade.
As mulheres querem ser levadas a sério quando sabem que o merecem, não buscam condescendência nem um estatuto diferente.
Querem a sua liberdade individual de entrar e sair, pôr e dispor, decidir e escolher como qualquer adulto de pleno direito. Fico parva quando ainda oiço «vamos ver... vou perguntar ao meu marido se posso...» ou pior «nem pensar, o meu namorado matava-me se eu...». A certidão de nascimento de uma menina não tem anexo um título de propriedade transmissível.
Querem o reconhecimento do seu esforço, da sua dedicação, da sua presença, do seu trabalho, da sua inteligência, da sua personalidade... e dos seus iguais direitos de individuo humano, maior e capaz. Mesmo em casa, sobretudo em casa ou numa relação que se pretenda boa e duradoura.
Tudo isto de que falo não são desejos exclusivos das mulheres, óbvio, mas são factores que incontornavelmente entram na equação do que as mulheres pretendem dos homens, das pessoas.
É difícil? Não me parece mas a verdade é que a aplicação deste entendimento fica largamente aquém do desejável, quanto mais da realidade.
Estão tantas delas habituadas a ser consideradas seres "frágeis", como idosos, crianças, diabéticos ou doentes mentais, que não só aceitam esta separação de direitos como muitas, muitíssimas há que o celebram... e com alegria.
Publicado por Alex. à(s) quarta-feira, março 09, 2016 0 comentários
SE FOSSEM BONS VENDIAM-SE
Na China é de uma maneira, na Turquia é de outra, na Rússia coiso e tal...
Por cá a questão não se põe, vivemos em liberdade num país democrático.
A Internet espraia-se sem restrições pelos computadores portugueses em todo o território nacional. Óptimo! Importante. Fundamental.
Mas há uns tipos que não se destacam pelo sentido de humor, não têm estaleca para, ao serem gozados, rirem-se de si próprios e da tão rápida quanto imaginativa capacidade dos portugueses para inventarem graçolas a propósito de tudo e de nada.
O Costa, interjeitado pelas críticas ao Orçamento, teve um mau momento - mais um mau momento - em que aconselhou o bom povo a andar de transportes públicos, a deixar de fumar e a não recorrer ao crédito...
Obviamente que as reacções não se fizeram esperar mas a malta até aguentou a coisa com muito nível; em vez de o mandar ver se chove, de forma mais ou menos agressiva, dedicou ao infeliz catadupas de graçolas - algumas deliciosas - sob o tema "#conselhos do Costa".
Aaahhh mas o Costa não gosta de ser gozado. Está bem, ninguém gosta, mas uns aguentam as críticas, defendem-se, encaixam, passam adiante; outros não. O Costa é dos que não, nem um bocadinho. Para o Costa as críticas à sua pessoa são injustas, são de quem não percebe nada, são complots contra a sua pessoa. O Costa tem raivinhas encapotadas, não as mostra mas à "volta cá te espero"...
Por ridículo que pareça, por estranho que seja, por má imagem que dê, a verdade é que a conta do Twitter "#os conselhos do Costa" foi suspensa...
Foi sim!
«O gabinete do primeiro-ministro assegura ao Observador que não foi apresentada qualquer queixa formal junto do Twitter – nem sequer sabiam da conta ou da suspensão.»Não sabiam?!?! Espantoso! Deviam ser os únicos... para além de que o pessoal do Gabinete de Imprensa devia de levar uma boa achega, cambada de incompetentes.
Mas pronto, «não foi apresentada qualquer queixa formal».
Hum... Não deviam de dizer isto assim, há para aí gente que será bem capaz de pensar que claro que não foi uma queixa formal, foi um telefonemazito de pé-d'orelha que acabou com um convite " a ver se vamos almoçar um dia destes"...
Pois, não deviam de dizer isto assim.
Por outro lado, não devem ter com quem almoçar no Facebook, a página continua aberta: https://www.facebook.com/conselhosdocosta/?fref=ts
Claro que se pode evocar: "Falsificação de identidade é uma violação das regras do Twitter." Pode mas é ridículo e estrategicamente errado. Não só não havia qualquer perigo de alguém confundir a tal página com uma do Costa (aquela tinha imensa graça) como o Twitter está pejado de páginas "falsas" das mais variadas personalidades, políticas e não só, e ninguém parece ligar a isso.
Ri-dí-cu-lo!
«A conta“Pedro, o PM”, um retrato satírico do ex-primeiro-ministro, criado em 2012 e em tudo semelhante ao perfil fictício de António Costa, nunca esteve identificado como sendo falso. E chegou a somar 6.310 seguidores, sem nunca ter sido sancionada ou suspensa.»Pois é... Costa, queres um conselho?
Está bem, agora não, estás traumatizado.
«Twitter. Suspensa conta que gozava com Costa»
355.713 PARTILHAS In Observador«Era uma conta satírica e de paródia ao primeiro-ministro. Agora, o Twitter decidiu suspender o perfil fictício de Costa. Autores da página não foram notificados. PS garante que não denunciou a conta.»
Publicado por Alex. à(s) sexta-feira, fevereiro 12, 2016 0 comentários
NÃO VOU LEVAR ISTO A SÉRIO - 5
Citando o Exmo. Senhor ministro da educação:
"Sabemos que o SUCESSO escolar é o grande entrave ao progresso das qualificações, à mobilidade social e também ao paliar das desigualdades."Poderia agora dedicar algum do meu latim a comentar sobre a evidência de que o Exmo. Senhor ministro da educação é uma cavalgadura. Poderia... mas não seria a mesma coisa. Assim chega perfeitamente e até gosto da parte do "paliar das desigualdades.". Não consta deste vídeo mas também gostei da seguinte argumentação apresentada no decorrer desta palhaçada:
"E é preciso, acima de tudo, voltar para trás, ter a consciência de que a escola não tem de treinar para exame."
"Ó Srª deputada quem governa somos nós e é assim que nós queremos e pronto"I rest my case...
Publicado por Alex. à(s) quinta-feira, janeiro 14, 2016 0 comentários
NÃO VOU LEVAR ISTO A SÉRIO - 4
Querida Catarina, estás parva de todo
(Para os mais distraídos, o texto do "Tweet" abaixo não é brincadeira, é mesmo da querida Catarina)
Pela parte que me toca não me escandaliza que acabem os exames do 4º ano,
embora me pareça que serão mais benéficos do que malignos exactamente pela razão contrária à evocada pela querida Catarina: parece-me uma boa ideia que as que crianças de 9/10 anos sejam submetidas a exames
- que não são no final do ano lectivo,
- que representam uma baixa percentagem na avaliação global,
- que as preparam para os exames que enfrentarão dois anos lectivos mais tarde.
Para primeiro parto legislativo da nova maioria é notável, há que dar prioridade ao que é prioritário...
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Publicado por Alex. à(s) segunda-feira, novembro 30, 2015 2 comentários
NÃO VOU LEVAR ISTO A SÉRIO - 3
a remissão do alívio...
Publicado por Alex. à(s) sábado, novembro 28, 2015 0 comentários
OS VANGUARDISTAS CADUCOS
Não digo nada, sobre o dia de hoje nada há a dizer. Do Costa não falo, dá-me nauseas.
Mas vale a pena ouvir a intervenção do deputado Carlos Abreu Amorim
na apresentação do programa do XX Governo constitucional
Verdades como punhos, até doi.
E vai doer mais, a todos os portugueses, aos que sabem que vai doer e aos outros, os que aguardam o momento da montada da pileca do poder.
Como referiu Carlos Amorim, hoje, 9 de Novembro, completam-se 26 anos sobre a queda do muro de Berlim. Torna-se obvio que muita gente ainda não entendeu, nem vai entender, o que motivou a queda desse Muro da Vergonha, não tem a menor noção do que foi festejado, do riso às lágrimas, por aqueles que se viram "desemparedados".
Os marxistas, leninistas ou não, os socia/listas, europeístas ou não, cristalizararam num "Estado-social" que não resulta, não evolui, desvirtuado de valores humanos individuais que não progride nem deixa progredir, economicamente caduco e embutido de descrédito pessoal. Só conta o que o Estado decide, que decide por todos, porque "é assim que deve ser pela salvaguarda do bem comum". O adjectivo mais meigo que tenho para os descrever é Retrógrados; ilusionistas da vanguarda sócio-política.
Não me venham falar de Liberdade, só conhecem uma: a sua liberdade de Poder, tudo o resto, todos os outros, que se lixem.
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Publicado por Alex. à(s) segunda-feira, novembro 09, 2015 0 comentários
SE EU FOSSE PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Antes que o Cavaco fale venho para aqui desabafar; assim posso dizer tudo o que me passe pela cabeça sem estar condicionada por o que quer que seja Cavaco decida.
O que quer que seja Cavaco decida já vem tarde.
Cavaco sempre teve esta tendência irritante, pelo menos para mim, que gosto de gente que é clara nas suas atitudes e capaz de dar um bom murro na mesa, de esperar pelo fim do jogo para fazer os seus prognósticos... Cavaco aposta numa "salvaguarda da dignidade" do presidente da república que tem prolongado desnecessaria e repetidamente situações dúbias, insustentáveis e prejudiciais para o país. Foi assim no tempo do Zé Sócrates, foi assim com a primeira fase do governo de coligação - e Passos Coelho teve a calma e a presença de espírito suficientes para não atirar a toalha ao chão - e, uma vez mais, recolhe-se à contemplação do "processo democrático" num deixa andar asténico e calculista.
(Não sei se é a Maria-presidenta que lhe diz: "Filho, deixa-os andar, não te metas, salvaguarda a tua dignidadezinha". Pois, não sei, mas não me custaria acreditar)
Ainda sem o apuramento dos quatro deputados eleitos pelos emigrantes há duas formações partidárias com força representativa: a coligação PSD/CDS, com 36,84% - que provavelemente chegará aos 37% mesmo sem irmos à "picuinhice" de fazermos as contas aos 5 deputados do PSD eleitos pelos Açores e Madeira equivalentes a 1,50% - e o PS, de momento com 32,36%.
E falemos claro, o resto é conversa; O Bloco com 10% e o PC com 8%. Não foi na esquerda que os portugueses votaram.
Como disse acima, o que quer que seja Cavaco decida já vem tarde.
Cavaco tinha a obrigação de pôr os pontos nos ii's, de ser claro, de colocar a votação apurada em cima da mesa.
Se eu fosse presidente da república...
Os portugueses não votaram contra a U.E,, não votaram contra a presença na NATO, não votaram contra o Euro, não votaram pela tomada do país pelo "poder popular" marxista-leninista. Aliás nunca o fizeram.
Mas Cavaco, egocentrico como sempre, permitiu que a equação fosse feita à margem da sua não assumida responsabilidade.
Venha o que vier, um governo de gestão ou um governo à esquerda, querido Aníbal, quando fores já vais tarde.
O Costa tem sido bem claro e contornante: por um lado quer sossegar a populaça e vai afirmando:
«estar preparado para formar um governo anti-austeridade, suportado por uma coligação alargada de esquerda. Esse governo compromete-se a manter Portugal no euro e a respeitar os compromissos internacionais do país.»Ou seja, um governo totalmente fora das linhas programáticas dos 18% que não se importa de levar a reboque DESDE QUE seja ele o primeiro-ministro, ambição que aliás nem tem a pretenção de disfarçar:
«António Costa assume ao Financial Times que as negociações com o Partido Comunista e com o Bloco de Esquerda "estão mais avançadas" do que com a coligação PSD / CDS. "Não estamos a fazer bluff, estamos a agir de boa fé", sublinha. Por isso, "seria melhor ter um governo liderado pelo PS".»Então e a malta que quer "manter Portugal no euro e respeitar os compromissos internacionais do país", e que até votou na coligação vencedora?
Esses que se lixem, são coisas da "democracia", é a vida, o mundo é dos espertos.
Parabéns Costa, valeu a pena tanto dito por não dito, borrifares-te para quem te quis na CML e a traição aos teus companheiros. Não foste eleito mas tens lutado que nem um lobo para poderes ligar à tua mãe: "Mãezinha, estou a ligar-te do meu gabinete, o gabinete do primeiro-ministro. Vês mãezinha, vinguei-me dos miúdos que me chamavam badocha na escola."
Estiveste bem Aníbal, mais uma vez estiveste bem. Vê lá não tropeces em algum degrau à saída.
Aqui para nós que ninguém nos ouve, olha que nunca me enganaste.
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Publicado por Alex. à(s) quarta-feira, outubro 14, 2015 0 comentários





























