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SINAL DE VIDA...

Tenho estado ausente... de aqui, do blog, e só.

Os "meus" blogistas são, de um modo geral, uns chatos, nunca me deixam comentários, ou são tímidos, enviam-mos por e-mail. Porém...

Agora que estive uns dias alheada cá da página recebi alguns telefonemas e até "SMS´s" a perguntar se eu estou bem, que há uns dias que não "apareço no blog".

Confesso que fiquei surpreendida (o que nos tempos que vão correndo já não é fácil), lembrei-me de quando os amigos tocavam à porta de casa dos meus pais porque eu não aparecia no café... (Lembras-te Manel?)

A assinalar uma, incontornável, diferença: é que nessa época, por muito insignificantes ou antagónicas que fossem as opiniões, toda a gente as manifestava vivamente, ninguém guardava o seu sarcasmozinho entre dentes nem a sua gargalhada só para si. É agradável constatar que "há vida do outro lado do computador" e, melhor ainda, que a minha ausência é notada.

Respondendo às perguntas motivadas pelo meu breve silêncio, tenho a dizer que uma imagem vale por mil palavras; aqui vai (e em particular para ti, Sandra, por outra razão...)


ESTA FOI O PEDRO QUE ME MANDOU...

SE ALGUÉM PROCURAR EMPREGO CURTIDO E DINÂMICO...



Jovem!

Queres curtir um cabriolet?

Queres andar a muito mais do que 120Km p/hora?

Queres pisar traços contínuos sem ser incomodado e muito menos multado?

Queres andar de carro sem cinto de segurança?

Vem realizar o teu sonho!

Junta-te a nós!

Alista-te!

Uma hora de almoço bem aproveitada

ou um fim de tarde bem esgalhado...
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"Leonardo da Vinci - o Génio" no Museu da Ciência até dia 22 de Junho

A exposição "Leonardo da Vinci - O Génio" encontra-se em Lisboa, no espaço do antigo Picadeiro do Colégio dos Nobres, no Museu da Ciência - Museus da Politécnica - desde o dia 13 de Março.
Esta exposição, que contém dezenas de modelos em tamanho real, construídos a partir de desenhos de da Vinci, a par de outras peças inspiradas na vida e obra do pintor, pode ser visitada até dia 22 de Junho, os sete dias da semana, das 10h00 às 20h00.


Os mais pequenos encontrarão um espaço especialmente concebido para eles.

A área de exposição encontra-se dividida em 8 temas:


  • Leonardo

  • Pintura / Anatomia

  • Música

  • Máquinas aquáticas

  • Máquinas de Guerra

  • Máquinas Terrestres

  • Máquinas de vôo

  • Construção e Engenharia

Agora não deixem para dia 23... de Junho...

Para uma voltinha informativa fica o link:

http://www.leonardodavinciogenio.com/


A geração do ecrã
Alice Vieira , Escritora


Desculpem se trago hoje à baila a história da professora agredida pela aluna, numa escola do Porto, um caso de que já toda a gente falou, mas estive longe da civilização por uns dias e, diante de tudo o que agora vi e ouvi (sim, também vi o vídeo), palavra que a única coisa que acho verdadeiramente espantosa é o espanto das pessoas.
Só quem não tem entrado numa escola nestes últimos anos, só quem não contacta com gente desta idade, só quem não anda nas ruas nem nos transportes públicos, só quem nunca viu os "Morangos com açúcar", só quem tem andado completamente cego (e surdo) de todo é que pode ter ficado surpreendido
Se isto fosse o caso isolado de uma aluna que tivesse ultrapassado todos os limites e agredido uma professora pelo mais fútil dos motivos - bem estaríamos nós! Haveria um culpado, haveria um castigo, e o caso arrumava-se. Mas casos destes existem pelas escolas do país inteiro. (Só mesmo a srª ministra - que não entra numa escola sem avisar…- é que tem coragem de afirmar que não existe violência nas escolas…)
Este caso só é mais importante do que outros porque apareceu em vídeo, e foi levado à televisão, e agora sim, agora sabemos finalmente que a violência existe!
O pior é que isto não tem apenas a ver com uma aluna, ou com uma professora, ou com uma escola, ou com um estrato social. Isto tem a ver com qualquer coisa de muito mais profundo e muito mais assustador.
Isto tem a ver com a espécie de geração que estamos a criar.
Há anos que as nossas crianças não são educadas por pessoas. Há anos que as nossas crianças são educadas por ecrãs. E o vidro não cria empatia. A empatia só se cria se, diante dos nossos olhos, tivermos outros olhos, se tivermos um rosto humano.
E por isso as nossas crianças crescem sem emoções, crescem frias por dentro, sem um olhar para os outros que as rodeiam.
Durante anos, foram criadas na ilusão de que tudo lhes era permitido.
Durante anos, foram criadas na ilusão de que a vida era uma longa avenida de prazer, sem regras, sem leis, e que nada, absolutamente nada, dava trabalho.
E durante anos os pais e os professores foram deixando que isto acontecesse.
A aluna que agrediu esta professora (e onde estavam as auxiliares-não-sei-de-quê, que dantes se chamavam contínuas, que não deram por aquela barulheira e nem sequer se lembraram de abrir a porta da sala para ver o que se passava?) é a mesma que empurra um velho no autocarro, ou o insulta com palavrões de carroceiro (que me perdoem os carroceiros), ou espeta um gelado na cara de uma (outra) professora, e muitas outras coisas igualmente verdadeiras que se passam todos os dias.
A escola, hoje, serve para tudo menos para estudar.
A casa, hoje, serve para tudo menos para dar (as mínimas) noções de comportamento.
E eles vão continuando a viver, desumanizados, diante de um ecrã
E nós deixamos.

Alice Vieira no JN






"O último relatório de segurança escolar divulgado pelo Governo respeita ao ano lectivo 2006/07. Segundo os dados do Observatório da Segurança em Meio Escolar, divulgados em Dezembro de 2007 pelo CM, registaram-se 7028 ocorrências nesse ano lectivo (3495 no exterior das escolas), quando no ano anterior tinham sido 10 964. Do total de ocorrências registadas pela PSP e GNR, dois por cento (141) respeitavam a situações de posse ou uso de arma. Foram ainda registados 1424 casos de agressão ou tentativa de agressão, das quais 1092 a alunos, 185 a professores e 147 a funcionários das escolas. Foram ainda registados actos de violência contra 55 viaturas."

(Edgar Nascimento com A.L.N., J.V. e S.C. em Alunos andam armados, Correio da Manhã)


«(...) Alunos com canivetes, alguns que utilizaram "armas a fingir" e outros que "levam espingardas do pai, que é caçador", foram situações avançadas por Maria de Lurdes Rodrigues, para quem este problema se trata de "um conjunto de casos muito variado".
Na opinião da ministra, "a maior parte dos casos são nas imediações da escola, não são no seu interior

(...) Pinto Monteiro disse que "há alunos levam pistolas de 6,35 e 9 mm para as escolas... para não falar de facas, que essas são às centenas"(...) »
(Lusa/RTP)


SEGUNDA-FEIRA...
MUDOU A HORA...
RECOMEÇARAM AS AULAS...
HHAAAAAAAAA!

FREE TIBET


Sei que em diversas partes do planeta ocorrem, neste mesmíssimo momento, cenários de violência e sofrimento que talvez se possam classificar como sendo mais graves do que o que está a ocorrer no Tibete. Aceito, nem discuto. No entanto o que se está a passar no Tibete, com os monges e monjas, com um povo que foi ocupado, sem qualquer tentativa de justificação por parte da China (que traía um "acordo" assinado sob sérias e credíveis ameaças), e que tem vindo a resistir tão pacificamente quanto é humanamente possível fazê-lo, está a afectar-me ao ponto de me angustiar muito para além das imagens, das notícias (e falta delas), da constatação.


Sei que os monges são pessoas, são seres humanos como os outros, mas desde tenra idade são educados e treinados pela aplicação de várias técnicas, na estrita observância da tolerância, da compaixão, do pacifismo, da noção de carma e da sua relação causa/efeito.
Quando os monges "perdem a cabeça" que esperança resta ao mundo? É de ir ás lágrimas, é um sufoco.


Desde o início dos protestos que tenho buscado notícias, fotografias e vídeos "extra-noticiários" na net, com alguns resultados mas absolutamente aquém de satisfatórios, todos sabemos por quê.


Hoje cheguei ao ponto: não consigo, ou não quero, ficar quieta. Obviamente que tenho a noção de que as minhas míseras acções não alteram coisa alguma - se contribuírem para alterar, um bocadinho, o meu "estado de Alma" , e, quem sabe, o meu carma, já (me) ajuda. Também acredito que a consciência colectiva, tem o seu peso pesado no desenrolar dos acontecimentos, assim como não é passivo o acto de observar - não é romantismo, é física quântica.



O que encontrei de mais relevante?



  • Há uma "Playlist" no YouTube que é colocada pela Euronews onde se encontram os vídeos, e outras imagens, da rubrica "no comment" (no comment tv para as buscas) inteiramente dedicada aos acontecimentos no Tibete ou ligados à "Libertação do Tibete". Fica o Link:

  • http://www.youtube.com/view_play_list?p=A4FBC279F5F9FB26

  • Há uma Petição, para aprovação pela Assembleia da República, de uma moção que condena a violação dos Direitos Humanos e pela Liberdade Política e Religiosa no Tibete. Fica o Link:

  • http://www.petitiononline.com/Tibete08/petition.html

  • Há uma página da Casa do Tibete que tem como "fachada" uma lista de "sites" (de links) de interesse para obter informações e fazer pesquisa, inclusive duas ligações ao "Governo Tibetano no Exílio". Fica o Link:

  • http://www.inforquali.pt/casatibete/links.php






Por último, deixo abaixo um dos vídeos que mais me tocou.Encontrei-o no You Tube fazendo a busca por "Free Tibet"; há vários que merecem ser vistos, em especial os de depoimentos. Este foi feito em Setembro de 2006 e mostra a chegada à fronteira do Tibete, pelo alto dos Himalaias, do Lama Khamtrul Rinpoche. Duração: 3.03 min.




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Em 1950, o Partido Comunista chinês tomou conta da China. Tropas comunistas invadiram a cidade de Chamdo, localizada na fronteira oriental (leste) do Tibete. Em pouco tempo, as tropas chinesas tomaram a sede do governo local. No dia 11 de Novembro de 1950, o governo tibetano manifestou-se contra a agressão chinesa na Organização das Nações Unidas (ONU). Mas a Assembleia Geral da ONU adiou a discussão do problema.
Em 17 de Novembro de 1950, o 14º Dalai Lama assumiu a posição de Chefe de Estado do Tibete. O líder dos tibetanos tinha 16 anos de idade quando assumiu a liderança política e espiritual de seu país.


A 23 de Maio de 1951, uma delegação tibetana foi a Pequim para negociar a situação do Tibete. O governo chinês ameaçou invadir o Tibete de forma mais agressiva, caso a delegação tibetana se recusasse a assinar um acordo. O tratado estabelecia que o Tibete seria uma região autónoma da China sob o domínio tradicional do Dalai Lama. Na prática, o Tibete permanecia sob o controle da Comissão Comunista da China.
Em Setembro de 1951, o Tibete foi tomado pelas forças comunistas de Mao Zedong A ocupação chinesa do Tibete foi marcada pela destruição sistemática de mosteiros, pela opressão religiosa, pelo fim da liberdade política e pelo aprisionamento e assassinato de civis em massa. Ao governar o Tibete, as autoridades chinesas comunistas introduziram reformas agrárias e reduziram significantemente o poder das ordens dos mosteiros, apesar da forte oposição do povo tibetano.
Os tibetanos revoltaram-se frequentemente contra a presença de forças chinesas em seu país. A 10 de Março de 1959, organizaram uma grande revolta contra a China. Neste Levantamento Nacional Tibetano, ocorrido em Lhasa, a resistência nacional contra a China atingiu seu auge mas a reacção chinesa foi violenta: milhares de tibetanos foram mortos, aprisionados ou exilados.


Temendo pela sua sobrevivência, e pela do budismo tibetano, o Dalai Lama foi diversas vezes aconselhado a deixar o Tibete, acabando por sair de Lhasa a 17 de Março de 1959 fugindo para a Índia através dos Himalaias.



“Sou um adepto fervoroso da doutrina da não violência, que foi ensinada pela primeira vez pelo Buda, sendo depois praticada pelo santo e líder Mahatma Gandhi”
S.S. o Dalai Lama

http://www.dalailama.com/

PARA O LUIS RICARDO

COMO PROMETIDO AQUI FICA UMA PRENDA NO BLOG.
DO POCOYO PARA O PIRILI
E BEIJINHOS DA MÃE


2001 A Space Odyssey Orbital

A MÚSICA NÃO É A ORIGINAL, O QUE É PENA, MAS TEM UM CHEIRO DAQUELA GENIAL SEQUENCIA FINAL, AQUELE ESPANTOSO "OLHAR" INFINITO, QUE UNE O FIM AO PRINCIPIO E QUE É O "MEU" SIMBOLO DO MARAVILHAMENTO, A ESSÊNCIA DE ARTHUR C. CLARKE

ARTHUR C. CLARKE



ARTHUR C. CLARKE, COM 90 ANOS, FALECEU HOJE, DIA 19 (HORA LOCAL) NO SRI LANKA ONDE VIVEU DESDE 1956


TENHO-O COMO UM DOS HOMENS MAIS INFLUENTES DA "ERA ESPACIAL", UM DOS SERES HUMANOS MAIS AVANÇADOS RELATIVAMENTE À SUA ÉPOCA QUE A TERRA CONHECEU.


CHEGOU O DIA DA SUA VIAGEM ÀS ESTRELAS, ESTOU CERTA DE QUE O SAUDARÃO




VALE, MESMO, O TEMPO DE EXPLORAR O SITE DA FUNDAÇÃO

OUTRA INFORMAÇÃO BEM TRABALHADA EM YAHOO.COM NEWS

A PROPÓSITO DE PRIMAVERA...


"Só tirando o velho sobra espaço para o novo"

Se alguém duvidar da verdade encerrada pelo princípio entrópico bastará observar umas fotos diárias do desenvolvimento da entropia doméstica para fazer a sua verificação científica. O Caos é sorrateiro e desenvolve-se exponencialmente. Um a semana de preguiça, cansaço ou de um estado menos alerta e zás, a desorganização selvagem transforma qualquer doce lar numa selva de tralha e trapos
Como se isto não chegasse acresce que todos temos caixas e gavetas com objectos, fotos e papeis, recordações. Viver deixa rastros e arrastamos connosco, de uma casa para outra, caixas com marcas de quem fomos, e de quem nos tornamos, como testemunhos da nossa história.

E começam os acúmulos. Ninguém está a salvo da desorganização, é rápida e silenciosa, entranha-se sem que nos apercebamos. De vez em quando há que tomar medidas drásticas a fim de evitar a absoluta necessidade do uso de uma catana.
A Primavera tem vindo a ser, por tradição desde os tempos das nossas avozinhas, a época eleita para deitar braços a essas filosóficas tarefas
Como não sou grande fã destas actividades (só dos resultados) fiz uma pesquisa na net e recolhi algumas sugestões francamente úteis. Embora não faça bem o meu género achei que seria um acto de grande generosidade retoca-las e partilha-las com o meu povo.

Aqui ficam e não me gozem.


Para começar

- Conserte ou deite fora tudo aquilo que estiver partido ou rasgado o mais rápido possível.
Não guarde coisas muito desgastadas pelo o uso e que continuam ali entulhadas ocupando espaço
- Nos armários, inicie a organização retirando as roupas e acessórios que não usa
- Guarde coisas semelhantes juntas: arrume roupas no armário de acordo com a cor e fique só com as que realmente utiliza. - Na cozinha e casa de banho a regra é a mesma: cada coisa no lugar certo e se ainda não tem um lugar certo invente-o, assim não perde tempo quando procurar algo.
- Não adie a arrumação, limpeza e organização, transferindo a angústia para o futuro.
- Não junte tralhas nos cantos e nas gavetas, coisas que não servem para nada – folhetos velhos de propaganda, canetas e lápis que não escrevem e mais cem mil coisas que “ficam para a próxima”. Deite fora num arremesso de coragem
Método das três caixas: guardar, deitar fora e doar.
Coloque as três caixas (ou sacos) num local que lhe dê jeito. Ponha tudo o que está fora do sítio numa das três caixas. Quando acabar, a do lixo vai obviamente para o lixo, a de doações vai para o carro para ser levada
Não retire para fora coisas que não possa resolver no prazo de 1 hora.
Prepare-se para 1h de cada vez, quantas vezes quiser – assim quanto o cansaço vencer não ficará com um monte de coisas por fazer, o que desmotiva qualquer mortal

Caixas de entrada

Pode ter duas caixas de entrada – uma para a casa e uma para o trabalho.
Os papéis chegam à sua escrivaninha e aterram em um sem número de lugares. Recados de telefone, anotações e o infindável correio…
Tenha uma caixa de entrada para toda essa papelada. Uma vez por dia (ou uma vez por semana ou qualquer outra periodicidade que se adeqúe a si), processe a caixa de entrada para esvazia-la. Pegue cada item da caixa de entrada e decida que fazer com ele imediatamente: rasgue, delegue, arquive, ponha na sua lista de afazeres, ou faça agora. Não deixe essas decisões para depois. P/ EX. - Sexta-feira é dia de deitar papel fora.

A maior parte de pessoas tem um hábito de colocar coisas ou papeis sobre a mesa ou na escrivaninha com a intenção “de guardá-lo depois”. Bem, é assim que as coisas começam a ficar confusas e desorganizadas. Em vez disso, guarde agora. Só vai lhe tomar alguns segundos, e este hábito o ajudará muito na limpeza e organização depois. Quando se aperceber de que está a deixar alguma coisa para guardar depois, faça um esforçozinho e guarde logo. Em pouco tempo, essa atitude será natural.

- Limpe consoante vai usando. Explicando com um exemplo: lave os pratos após usá-los ou coloque-os na máquina, e aproveite para secar o lava loiças – se deixar a louça acumular, a tarefa vai ficando mais intimidante e até mesmo mais difícil. Dividir para conquistar é um princípio que vale até mesmo para a organização doméstica!

- Organize devagar. Comece por gavetas e armários; depois escolha uma divisão da casa, faça tudo ao seu ritmo e observe as mudanças acontecendo na sua vida, será motivador. Mas não esqueça: Não tire para fora coisas que não possa resolver no prazo de 1 hora.

Se a Sala de TV é onde a família se reúne e onde o nível de desorganização cresce a cada dia, com brinquedos para todos os lados, casacos, cadernos escolares, laptops, sapatos, etc. procure usar o seguinte truque: informe às crianças que a TV não será ligada até que todos os itens estejam em seus devidos lugares: brinquedos na caixa de brinquedos, roupas penduradas no armário, cadernos no quarto, sapatos na sapateira. Sem choro nem vela. Depois de alguns dias de reclamação, essa regra vai funcionar como um passe de magia e logo o “cenário de guerra” acaba. Pense nisso!

Onde está o controlo remoto? Perdido entre as almofadas do sofá? Enfiado na caixa de brinquedos? Está na hora de começar o seu programa preferido e a família inteira anda à procura do controlo...uma ideia é usar uma tira de velcro e prendê-lo num só lugar. Se na sua casa há vários controlos coloque uma pequena caixa sem tampa ou cesto num sítio acessível para todos os controles. O último que usar a TV é responsável por colocá-lo lá. Fim de papo!

Roupas – assim que mudar de roupa tome providências: a que usou vai pendurada para arejar ou vai para o cesto – nada de roupa em cima dos móveis, na sala ou no chão da casa de banho. Essa regra serve para as crianças também! Ajude-as no princípio mas depois delegue a tarefa!
A ideia é aliviar e não sobrecarregarDeixe a roupa que vai usar no dia seguinte separada. A das crianças também. Poupará minutos preciosos, e algum stress, em frente ao guarda-roupa buscando o que vestir logo cedo. Se o clima mudar, o mais que poderá acontecer é mudar uma peça.

Aqui ficam meia dúzia de sugestões para maior efectividade na organização da casa, aplicáveis do menor apartamento de solteiro até a maior casa de família

1. Tenha lugares certos para os objectos que você usa regularmente

Não importa se é só você que o usa ou se é compartilhado: não há por que não saber onde está o carregador do telemóvel! Deixe-o sempre na mesma tomada, ou junto a ela, com o cabo bem fixado, se quiser escondido atrás de um móvel

Na mesma linha, que tal ter um chaveiro bonitinho, bem visível e acessível para as chaves de uso não diário, réplicas, ou, em alternativa, numa gaveta com pequenas divisórias.

Quanto às chaves de uso diário, pare de se perguntar todas as manhãs – onde pus as chaves? – arranje uma bandeja, uma pequena caixa ou gaveta para as colocar assim que entra em casa; também serve para os malfadados óculos escuros que teimam em se esconder

E o guarda-chuva – já parou para pensar o quanto é prático ter um gancho ou cabide para deixá-los pendurados na lavandaria?
A cada vez que quer enviaruma carta tem de procurar pela casa os envelopes, os selos e o carimbo de remetente? Solução? Estes 3 itens são usados sempre em conjunto: tenha-os sempre juntos num sítio definido.


Quando que falta a electricidade... vale a pena ter a tranquilidade de saber onde está a lanterna, ou as velas (com fósforos ou um isqueiro que não saia dali, senão não adianta). Uma boa compra é uma daquelar lampadar de emergência que acendem quando há corte de corrente, desde que esteja sempre ligada e garregada, claro.

2. Tire do caminho o que raramente usa

As panelas de fondue, a panela de pressão, são coisas que se usam pouquíssimo. Faz sentido mantê-las num sítio da cozinha que ocupa o espaço de coisas de uso frequente? Não faz, claro. Arranje uma boa caixa de plástico com tampa hermética e guarde as panelas uma dentro da outra num local que possa não ser muito acessível mas que não lhe causará incómodo digno de nota – em cima de um armário ou numa prateleira alta.
Esta fórmula é válida para qualquer tipo de utensílio de uso raro, na cozinha ou fora dela, obviamente. Coloquei na estante também um pote opaco para guardar as moedas que insistem em estar no meu bolso quando eu chego em casa, e a cada vez que o pote enche, faço uma doação das moedas para alguma instituição aqui de perto.

3. Coloque no seu caminho o que não pode esquecer

É prático e útil ter uma bandeja de saída
perto da porta de casa (bem visível) para deixar qualquer coisa que precise ver quando sair – uma conta para pagar, um relatório que preciso levar para o trabalho, uma prenda para dar nesse dia, etc.
Para ajudar a que a verificação da bandeja não seja, por sua vez, esquecida, para que se torne num hábito, o melhor é coloca-la junto ao lugar das chaves ou do telemóvel.
Algumas pessoas colocam um quadro de avisos e lembretes perto da porta, mas qualquer zona de passagem obrigatória funciona.

4.Objectos estratégicos: não concentre, espalhe

Há objectos que se usam por todo o lado em casa: tesoura, óculos, caneta e papel, isqueiro e sei lá mais o quê. Considere a hipótese de te vários espalhados pela casa onde lhe fazem falta. Embora minha caixa de ferramentas fique guardada num sítio específico, frequentemente não muito “à mão”, pode-se ter um alicate universal e uma chave de parafusos, que resolvem uns 80% dos problemas corriqueiros num local prático como uma gaveta da escrivaninha ou coisa parecida.

5. Coloque cestos de lixo perto dos locais onde o lixo é produzido

Se o arquivo fica mais perto do que o cesto de lixo, vai perceber que arquivará vários papéis que poderiam ir para o lixo. Tenha um cesto perto de onde abre sua correspondência.

6. Estruture seus arquivos pessoais

Toda a gente tem contas pagas, (sim, e para pagar...) recibos, notas fiscais, receitas, garantias, manuais de instruções e outros papéis que raramente são necessários – mas quando precisa deles, é preciso despender uma boa dose de calma e esforço até encontrá-los.
Faça dossiers pequenos e específicos. São mais fáceis de manipular do que um grande com vários separadores, resistem melhor à preguiça.
Arranje caixas de arquivo para os manuais que mereçam ser guardados, e para quantas outras tralhas de que não consiga separar-se.


UM FELIZ E FÉRTIL EQUINÓCIO

PS - Equinócio da Primavera 2008
........20 de Março às 5h48m
........Fonte:Observatório Astronómico de Lisboa

Rei ou Presidente?
10 de Março de 2008

República ou Monarquia?
Paulo Teixeira Pinto, presidente da Causa Real, enfrenta António Reis, Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano.
Ética republicana ou ideais monárquicos? O que divide hoje os dois regimes? As experiências europeias…Fundamentos e valores políticos…Paulo Teixeira Pinto, Gonçalo Ribeiro Telles, António Reis, Medeiros Ferreira e um conjunto alargado de personalidades monárquicas e republicanas


Não é meu intuito escrever um “artigo de opinião” sobre o que ontem à noite foi dito no “Prós e Contras” que teve por mote “Rei ou Presidente?”.
Primeiro porque opiniões há muitas e não me apetece armar-me em palerma com tiques de doutrinária do povo que me lê (Huauu! Esta foi fixe). Parto do terráqueo princípio de que cada um saberá muito bem o que pensar das coisas. Quanto a discuti-las, isso sim, mas não é aqui nem assim. Para se conversar é necessário, pelo menos, um interlocutor, mais ainda quando se discutem ideias oponíveis. Pretendo apenas deixar um brevíssimo comentário ao que, contas feitas, me ficou do programa.

Ficou mais mas não me parece particularmente proveitoso fazer o rol do que penso sobre que disseram os vários intervenientes, quem quis ouviu ou pode ainda ouvir.
“De passagem” posso dizer que o monárquico Luís Coimbra me surpreendeu, pela positiva. Há largos anos que não o ouvia tão racional.
Também o republicano António Costa Pinto esteve francamente bem; não concordo com tudo o que disse mas foi inteligente, mostrou-se sensível a muito disparate que por aí esteve pelo centenário do regicídio, lógico.
Elegi como “Bronco da Noite” o Daniel Oliveira, não por ser republicano, e deixa-o lá estar, mas por ser bronco; ele acha fútil o parlamento discutir uma coisa que se passou há 100 anos... E porquê? “Porque no parlamento só se discute política. No parlamento só se fazem propostas de pesar, sobre qualquer coisa, por causa da política presente, ninguém no parlamento faz propostas de pesar sobre outra coisa que não seja a política do momento. Isto é assim, pode ser bom, pode ser mau mas é assim” . Aí está um bom argumento! Isto tendo começado a sua elucidativa intervenção dizendo que Portugal teve de olhar para os 48 anos de ditadura, foi obrigado a isso, teve de construir a partir d’aí” (SIC) Daí, segundo Daniel, a futilidade...Hum !
Gostei francamente de ouvir o António Sousa Cardoso dizer, a propósito da derrota eleitoral sofrida pelo Partido Republicano com 7% dos votos: “Há uma coisa que eu garanto aqui, é que os monárquicos portugueses não restaurarão a monarquia através de uma revolução violenta como os republicanos o fizeram nessa altura”.

O debate foi um bom princípio, mas só, e válido enquanto princípio; Venha o que falta!

Não me pareceu que os republicanos apresentassem um só argumento de peso, sustentável num debate sério e fundamentado no conhecimento da historia, alicerçado em factos irrefutáveis – as economias mais prósperas, as sociedades menos problemáticas, os regimes democráticos mais estáveis e o encontro real, na prática, de direitos, liberdades e garantias consignados em qualquer código Humanista, encontram-se em Países que se desenvolveram sob uma vigência monárquica.
E mais...
Se for dada oportunidade a um povo de constatar e compreender o que se encontra a montante das qualidades de um Monarca, de uma Pessoa como, por exemplo, e por ser um excelente e próximo exemplo, o Senhor D. Duarte, e a jusante da sua praxis, serão vencidas as doutrinas falsamente libertadoras que se desenvolveram, também elas, num passado já longínquo, pretendendo acusar o regime monárquico de ser a causa de toda a miséria, atraso e desgraça. Inflamaram a inveja dos que pouco ou nada possuíam tapando-lhes as mentes com riquezas e privilégios fidalgos. Instigaram com belíssimas promessas de Liberdade, Igualdade e Fraternidade...
Vejamos onde estamos hoje. A Liberdade e a Igualdade vão sobrevivendo, por vezes a muito custo, muitas vezes vividas; a Fraternidade... bem uns são mais irmãos do que outros e a maioria não sabe quem é o pai.
Quanto à Humildade, que supostamente será condição de “um governo pelo povo e para o povo”, que terá de ser o terreno fértil de onde poderão florescer as três graciosas conquistas populares e democráticas, essa nem sequer ficou no tinteiro esperando ser, algum dia, escrita por punho verdadeiro em documento sério, essa, dizia , evaporou-se.

Melhor do que eu o poderei fazer, exprimiu-o Paulo Teixeira Pinto nas suas palavras de encerramento:
“Não conheço ninguém na classe política em Portugal que tenha um atributo, para não dizer uma virtude, tão rara que é uma palavra em desuso, que é a da humildade, não conheço ninguém que a tenha dom tão elevado como o Senhor D. Duarte, e digo isto não para o elogiar mas para lembrar que a humildade vem da característica do que é Húmus, do que fertiliza. É desse exemplo de humildade que eu acredito que no futuro haverá possibilidade de voltarmos a discutir isto numa base diferente.”

Relativamente ao argumento final expresso por António Reis – e que me pareceu o seu argumento definitivo – de que a ausência de um Órgão de Topo eleito, o Presidente, seria como a ausência de "um fecho de abóbada de qualquer regime democrático (...) existindo assim um deficit democrático por não legitimarem (os Estados Monárquicos) democraticamente o mais alto cargo público de uma sociedade que é o de Chefe de Estado" (SIC)
Pergunto-me se não passará pela cabeça de António Reis que o "edifício democrático" não precisa de "abobada" alguma que o converta num edifício do qual será ausente a Luz natural, que tanto se busca, que o encerrará aos sons do mundo que o rodeia. Quanto a mim nem "portas" deveria ter, muito menos "tecto" – É bom que os habitantes deste edifício, homens e mulheres que constituem o universo social, político e inteligente, saibam, sem disfarces, quando "está de chuva"... Talvez o Grão-Mestre passe demasiado tempo "entre colunas".

O que é imprescindível ao edifício democrático é um “cimento” que mantenha unidas as diversas “pedras” que o constituem, os diversos “materiais” empregues e as diversas “teorias” subjacentes à sua construção e manutenção. Um “cimento” alheio à(s) politica(s) e à saudável rotatividade democrática, nascido em comunhão com o seu povo. Se os nobres pertencem ao Rei, o Rei pertence ao povo e esta é uma pertença de Alma, de Destino, não é, nem pode ser, eleitoral.

Como momento alto, não posso deixar de referir ainda outras palavras “de toque” de Paulo Teixeira Pinto:
“É muito difícil, para não dizer impossível, usar algum argumento contra um Preconceito. Nós estamos no território dos preconceitos muito mais do que no território dos argumentos”

Esta parece-me a grande questão: “monarquia, o quê, voltar para trás?” Se for vencido o preconceito, batalha árdua e ofensiva de interesses inconfessos, os argumentos serão facilmente compreendidos por um povo fartinho de ver uma classe política que vive na “reinação” dos seus “incensuráveis” privilégios. E a coisa não é de agora...

O programa, na integra, está disponível na RTP dividido em 3 partes/ videos

1ª parte - http://ww1.rtp.pt/multimedia/index.php?tvprog=20236

2ª parte - http://ww1.rtp.pt/multimedia/index.php?tvprog=20236

3ª parte - http://ww1.rtp.pt/multimedia/index.php?tvprog=20236

A MONARQUIA... SUL AMERICANA

Se falarem mal só pode ser inveja
Não são todos que se podem gabar de escolher um sucessor e de o ver no trono, vulgo - cadeira do poder - confirmado por unanimidade... Não há nada como Real...mente!
Já agora, o Fidel tem filhos? E o Raul? E no caso de ambos serem progenitores como se estabelece a sucessão? Há que resolver estas coisas atempadamente a bem da estabilidade do povo.
A Esquerda-Caviar que me desculpe mas o que eu curto mesmo é a Esquerda-Festiva: Um bom Bolero e uma fresca Cuba LIBRE

SURPRESA...!

Existe um «mal-estar» na sociedade portuguesa que, a manter-se, poderá originar uma «crise social de contornos difíceis de prever», alertou, esta quinta-feira, a Associação para o Desenvolvimento Económico e Social (SEDES).

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Associação para o Desenvolvimento Económico e Social

TOMADA DE POSIÇÃO - FEVEREIRO 2008
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1) UM DIFUSO MAL ESTAR

Sente-se hoje na sociedade portuguesa um mal estar difuso, que alastra e mina a confiança essencial à coesão nacional.

Nem todas as causas desse sentimento são exclusivamente portuguesas, na medida em que reflectem tendências culturais do espaço civilizacional em que nos inserimos. Mas uma boa parte são questões internas à nossa sociedade e às nossas circunstâncias. Não podemos, por isso, ceder à resignação sem recusarmos a liberdade com que assumimos a responsabilidade pelo nosso destino.


Assumindo o dever cívico decorrente de uma ética da responsabilidade, a SEDES entende ser oportuno chamar a atenção para os sinais de degradação da qualidade da vida cívica que, não constituindo um fenómeno inteiramente novo, estão por detrás do referido mal estar.

2) DEGRADAÇÃO DA CONFIANÇA NO SISTEMA POLÍTICO

Ao nível político, tem-se acentuado a degradação da confiança dos cidadãos nos representantes partidários, praticamente generalizada a todo o espectro político.

É uma situação preocupante para quem acredita que a democracia representativa é o regime que melhor assegura o bem comum de sociedades desenvolvidas. O seu eventual fracasso, com o estreitamento do papel da mediação partidária, criará
um vácuo propício ao acirrar das emoções mais primárias em detrimento da razão e à consequente emergência de derivas populistas, caciquistas, personalistas, etc.

Importa, por isso, perseverar na defesa da democracia representativa e das suas instituições. E desde logo, dos partidos políticos, pilares do eficaz funcionamento de uma democracia representativa. Mas há três condições para que estes possam cumprir adequadamente o seu papel.

Têm, por um lado, de ser capazes de mobilizar os talentos da sociedade para uma elite de serviço; por outro lado, a sua presença não pode ser dominadora a ponto de asfixiar a sociedade e o Estado, coarctando a necessária e vivificante diversidade e o dinamismo criativo; finalmente, não devem ser um objectivo em si mesmos...

É por isso preocupante ver o afunilamento da qualidade dos partidos, seja pela dificuldade em atrair e reter os cidadãos mais qualificados, seja por critérios de selecção, cada vez mais favoráveis à gestão de interesses do que à promoção da qualidade cívica. E é também preocupante assistir à tentacular expansão da influência partidária – quer na ocupação do Estado, quer na articulação com interesses da economia privada – muito para além do que deve ser o seu espaço natural.

Estas tendências são factores de empobrecimento do regime político e da qualidade da vida cívica. O que, em última instância, não deixará de se reflectir na qualidade de vida dos portugueses.

3) VALORES, JUSTIÇA E COMUNICAÇÃO SOCIAL

Outro factor de degradação da qualidade da vida política é o resultado da combinação de alguma comunicação social sensacionalista com uma justiça ineficaz. E a sensação de que a justiça também funciona por vezes subordinada a agendas políticas.

Com ou sem intencionalidade, essa combinação alimenta um estado de suspeição generalizada sobre a classe política, sem contudo conduzir a quaisquer condenações relevantes. É o pior dos mundos: sendo fácil e impune lançar suspeitas infundadas, muitas pessoas sérias e competentes afastam-se da política, empobrecendo-a; a banalização da suspeita e a incapacidade de condenar os culpados (e ilibar inocentes) favorece os mal-intencionados, diluídos na confusão. Resulta a desacreditação do sistema político e a adversa e perversa selecção dos seus agentes.

Nalguma comunicação social prolifera um jornalismo de insinuação, onde prima o sensacionalismo. Misturando-se verdades e suspeitas, coisas importantes e minudências, destroem-se impunemente reputações laboriosamente construídas, ao mesmo tempo que, banalizando o mal, se favorecem as pessoas sem escrúpulos.

Por seu lado, o Estado tem uma presença asfixiante sobre toda a sociedade, a ponto de não ser exagero considerar que é cada vez mais estreito o espaço deixado verdadeiramente livre para a iniciativa privada. Além disso, demite-se muitas vezes do seu dever de isenta regulação, para desenvolver duvidosas articulações com interesses privados, que deixam em muitos um perigoso rasto de desconfiança.

Num ambiente de relativismo moral, é frequentemente promovida a confusão entre o que a lei não proíbe explicitamente e o que é eticamente aceitável, tentando tornar a lei no único regulador aceitável dos comportamentos sociais. Esquece-se, deliberadamente, que uma tal acepção enredaria a sociedade numa burocratizante teia legislativa e num palco de permanente litigância judicial, que acabaria por coarctar seriamente a sua funcionalidade. Não será, pois, por acaso que
é precisamente na penumbra do que a lei não prevê explicitamente que proliferam comportamentos contrários ao interesse da sociedade e ao bem comum. E que é justamente nessa penumbra sem valores que medra a corrupção, um cancro que corrói a sociedade e que a justiça não alcança.

4) CRIMINALIDADE, INSEGURANÇA E EXAGEROS

A criminalidade violenta progride e cresce o sentimento de insegurança entre os cidadãos. Se é certo que Portugal ainda é um país relativamente seguro, apesar da facilidade de circulação no espaço europeu facilitar a importação da criminalidade organizada. Mas a crescente ousadia dos criminosos transmite o sentimento de que a impune experimentação vai consolidando saber e experiência na escala da violência.

Ora, para além de alguns fogachos mediáticos, não se vê uma acção consistente, da prevenção, da investigação e da justiça, para transmitir a desejada tranquilidade.

Mas enquanto subsiste uma cultura predominantemente laxista no cumprimento da lei, em áreas menos relevantes para as necessidades do bom funcionamento da sociedade emerge, por vezes, uma espécie de fundamentalismo utra-zeloso, sem sentido de proporcionalidade ou bom-senso.

Para se ter uma noção objectiva da desproporção entre os riscos que a sociedade enfrenta e o empenho do Estado para os enfrentar, calculem-se as vítimas da última década originadas por problemas relacionados com bolas de Berlim, colheres de pau, ou similares e os decorrentes da criminalidade violenta ou da circulação rodoviária e confronte-se com o zelo que o Estado visivelmente lhes dedicou.

E nesta matéria a responsabilidade pelo desproporcionado zelo utilizado recai, antes de mais, nos legisladores portugueses que transcrevem para o direito português, mecânica e por vezes levianamente, as directivas de Bruxelas.

5) APELO DA SEDES

O mal-estar e a degradação da confiança, a espiral descendente em que o regime parece ter mergulhado, têm como consequência inevitável o seu bloqueamento. E se essa espiral descendente continuar, emergirá, mais cedo ou mais tarde, uma crise social de contornos difíceis de prever.

A sociedade civil pode e deve participar no desbloqueamento da eficácia do regime – para o que será necessário que este se lhe abra mais do que tem feito até aqui –, mas ele só pode partir dos seus dois pólos de poder: os partidos, com a sua emanação fundamental que é o Parlamento, e o Presidente da República.

As últimas eleições para a Câmara de Lisboa mostraram a existência de uma significativa dissociação entre os eleitores e os partidos. E uma sondagem recente deu conta de que os políticos – grupo a que se associa quase por metonímia “os partidos” – são a classe em que os portugueses menos confiam.

Este estado de coisas deve preocupar todos aqueles que se empenham verdadeiramente na coisa pública e que não podem continuar indiferentes perante a crescente dissociação entre o conceito de “res pública” e o de intervenção política!

A regeneração é necessária e tem de começar nos próprios partidos políticos, fulcro de um regime democrático representativo. Abrir-se à sociedade, promover princípios éticos de decência na vida política e na sociedade em geral, desenvolver processos de selecção que permitam atrair competências e afastar oportunismos, são parte essencial da necessária regeneração.

Os partidos estão na base da formação das políticas públicas que determinam a organização da sociedade portuguesa. Na Assembleia ou no Governo exercem um mandato ratificado pelos cidadãos, e têm a obrigação de prestar contas de forma permanente sobre o modo como o exercem.

Em geral o Estado, a esfera formal onde se forma a decisão e se gerem os negócios do país, tem de abrir urgentemente canais para escutar a sociedade civil e os cidadãos em geral. Deve fazê-lo de forma clara, transparente e, sobretudo, escrutinável. Os portugueses têm de poder entender as razões que presidem à formação das políticas públicas que lhes dizem respeito.

A SEDES está naturalmente disponível para alimentar esses canais e frequentar as esferas de reflexão e diálogo que forem efectiva e produtivamente activadas.

Sedes, 21 de Fevereiro de 2008
O Conselho Coordenador

(Vitor Bento (Presidente), M. Alves Monteiro, Luís Barata, L. Campos e Cunha, J. Ferreira do Amaral, Henrique Neto, F. Ribeiro Mendes, Paulo Sande, Amílcar Theias)
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PS desdramatiza
conclusões da SEDES
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O PS desdramatizou, esta sexta-feira, as conclusões da SEDES, que alertam para uma possível «crise social», resultante de um «mal-estar» na sociedade.
Para Vitalino Canas, o processo reformador tem impactos, mas também resultados.
.../...
Questionado sobre a intervenção partidária na ocupação do Estado, outra conclusão da SEDES, o representante socialista disse que a influência dos partidos era muito superior há 20 anos, quando Portugal tinha uma «economia nacionalizada».
O socialista António Vitorino, ouvido pela TSF, também destacou a importância de ver os resultados do processo reformador, em vez dos impactos «a curto prazo».
«Quando se fazem reformas que podem contender com interesses instalados ou rotinas», como a reforma da Administração Pública, «as pessoas por vezes reagem negativamente a alguns aspectos, mas o que interessa é ver a questão no seu conjunto», disse.
O ex-comissário europeu sublinhou que «as marcas de modernidade que foram imprimidas durante estes três anos» em que o PS esteve no Governo «vão criar condições para que o futuro dos portugueses seja melhor, ainda que no curto prazo crie algumas alterações».Na opinião de António Vitorino, para construir um futuro melhor é necessário «apelar à auto-estima, à mobilização da sociedade e à confiança nas próprias capacidades» dos portugueses
Publicado a 22 de Fevereiro 08 às 08:03 - in TSF on line

Eclipse total da Lua - Visível esta madrugada em Portugal

A Terra vai atravessar-se entre o Sol e a Lua esta madrugada. Se as nuvens não o impedirem, o fenómeno astronómico será visível a partir das 00h35 (hora de Lisboa), num momento em que a Lua cheia estará bastante alta no céu, em boas condições para se observar a sua ocultação.

A Lua ficará com um tom avermelhado durante o eclipse, que atingirá a sua expressão máxima às 3h26, com a Lua a mergulhar completamente na sombra da Terra. "O disco lunar estará sempre visível, com várias tonalidades entre o cinzento e o avermelhado, devido às radiações luminosas projectadas por partículas da atmosfera terrestre", explicou à agência Lusa fonte do Observatório Astronómico de Lisboa (OAL).



A Lua vai entrar sucessivamente na penumbra (00h35) e na sombra (1h43) até começar o eclipse total, que decorrerá entre as 3h01 e as 3h52.
Nas fases seguintes, a Lua sairá da sombra às 5h09 e da penumbra às 6h17, altura em que o seu disco estará de novo totalmente visível, embora a sua imagem comece a dissolver-se com o nascimento de um novo dia. O começo da fase de sombra será visível em África, na Europa, no Oceano Atlântico, na América Central e do Sul, e na América do Norte, com excepção da zona ocidental. Quanto ao final do fenómeno, só poderá ser visto na Europa ocidental e na orla mais ocidental de África, no Oceano Atlântico, no continente americano e na metade leste do Oceano Pacífico.

Este eclipse tem a particularidade de a Lua não atravessar a sombra da terra pelo meio, mas sim um pouco abaixo do diâmetro central e paralelo à orbita da Lua, o que tornará menor a fase de ocultação total.

Os últimos eclipses totais da Lua visíveis em Portugal ocorreram a 3 de Março de 2007 (entre as 22h44 e as 23h58) e a 28 de Outubro de 2004 (entre as 3h23 e as 4h45).



NASA Beams Beatles Into Space - Target:Polaris, 431 light years away

MEU PAI COSTUMAVA DIZER-ME QUE "DENTRO DE POUCOS ANOS" NINGUÉM OUVIRIA OS BEATLES, AINDA QUE TIVESSEM GRAÇA; CLARO QUE O CONCEITO DE "POUCOS ANOS" É MUITO SUBJECTIVO...
É POSSIVEL QUE POR AÍ ALGURES NUM UNIVERSO O MEU PAI CONSIGA OUVI-LOS... TUDO É POSSÍVEL.
OS BEATLES E A NASA, HÁ COISAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ?

Este é um "post" invulgarmente comprido mas, mesmo restringido em factos e, sobretudo, em muitas considerações, não deu para ser mais curto, por isso o dividi numa espécie de mini-capítulos.

É um desabafo pessoal e uma história ou vice-versa. Desta vez gostaria de ler alguns comentários, por certo compreenderão.






A VIDA A PRETO E BRANCO
A história de um dia de S. Valentim
Tenho ouvido inúmeras vezes, desde muito novinha, o comentário, ou mesmo a “acusação” : “ não és como as outras pessoas”, “não és uma pessoa normal”, “tens a cabeça arrumada de acordo com um esquema muito próprio”, “ jogas com um baralho muito teu”, etc. etc. etc. Há contextos em que entendo por quê, outros há, a maior parte – digo eu, nunca pensei no assunto o suficiente – em que não sei mesmo de onde vem a atribuição, tão recorrente, da diferença ou, nos casos mais simpáticos, da originalidade.
Em verdade, em verdade penso que sou razoavelmente normal, pelo menos no sentido da não-diferenciação da maioria das pessoas que me rodeiam; faço uma vida bastante comum e não me é particularmente difícil encontrar eco para os meus pensamentos ou preocupações, independentemente das diferenças naturais e saudáveis de opinião ou interesses, claro está. Reconheço que no que toca a Regras sou bastante arrevesada – penso que cada caso é um caso, as situações e contextos diferem constantemente e, sobretudo, há que considerar em primeiro lugar as Pessoas e as suas circunstâncias. Aceito o conceito de “regra geral” mas tenho sérias dificuldades em lidar com o “tem de ser assim porque é assim que é” ou com regras que se estabelecem para “facilitar a vida” e que acabam por se tornar espartilhos da vontade, do prazer, da imaginação e até da afectividade. O tédio é o castrador-mor da alegria, e de muitas outras emoções saudáveis, do raciocínio e da criatividade.
Vem esta pequena divagação a propósito de uma conversa urgente que a, suposta, ”educadora” de infância do meu filho, de 5 anos, teve comigo esta manhã
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Recuando um pouco:
No passado natal o meu filho Luís comentou com alguém, que me contou em inconfidência, que queria pedir ao Pai Natal uma prenda para me dar no dia dos namorados – a minha mãe é a minha namorada porque é a pessoa de quem mais gosto e que gosta mais de mim – explicou. A coisa enterneceu-me mas não voltei a pensar no assunto.
Há dias um amigo nosso deu 5 euros ao Luís para ele pôr no mealheiro. Passado um dia ou dois o Luís perguntou-me se 5 euros dava para comprar uma prenda bonita; respondi como bem entendi e não liguei a pergunta a outra coisa para além da curiosidade ou a tentativa de entender quanto valem 5 euros. Noutra ocasião saiu-lhe: “O Pai Natal acha que os meus sonhos não são importantes” (SIC) Então lembrei-me...
Já esta semana, quando começou o “bombardeamento” de publicidade tendo por alvo o “Dia dos Namorados”, o Luís perguntou-me se eu não gostava do “relógio dos namorados” ( campanha da Swatch) enquanto passava o anúncio na TV. Respondi-lhe que não sabia, ainda não o tinha visto bem. Acto contínuo foi buscar uma revista, folheou e mostrou-me a foto, com um grande coração encarnado. Olhei, sorri-lhe e disse que sim, que era muito giro. (E é). Nessa noite ouvi o Luís a “conversar “ com o homem-aranha dizendo que queria dar o relógio dos namorados à mãe mas que não sabia se tinha dinheiro que chegasse no mealheiro e que ia falar com um amigo nosso para lhe pedir que fosse com ele à loja. Fechei a porta da casa de banho e sentei-me na borda da banheira a pensar no desejo do meu filho. Lembrei-me de mim com a idade dele, de por vezes desejar oferecer uma prenda especial à minha mãe ou ao meu pai mas nunca conseguia ir além dos desenhos ou do costumeiro cinzeiro de barro pintado.

Ontem, quando íamos a caminho da escola o Luís disse-me que ia fazer dois cartões de S. Valentim: um para o melhor amigo e outro para a mãe. Fixe, disse eu. Pois... rematou ele com um suspiro.
Repensei e decidi-me.
Fui à ourivesaria cá do bairro, contei a história sumariamente, comprei o relógio e disse que o Luís iria busca-lo ao fim da tarde do dia seguinte. Depois fiquei a pensar como conseguir que o Luís fosse buscar a sua prenda “sem eu saber”. Após algumas congeminações... O“ Pai Natal” escreveu um bilhete ao Luís dizendo que não se tinha esquecido dos seus desejos e sonhos, que sabia o quanto ele queria dar uma prenda à mãe e que tinha pedido a um duende para tratar disso. Dizia também que era só pedir à mãe para passar pela “loja das jóias” ao pé de casa e mostrar o bilhete, a prenda estava lá e depois mandavam a conta para o Pólo Norte. Posto isto só me restava fazer chegar o bilhete ao Luís e arranjar quem lho lesse...
Quando fui busca-lo à escola voltei a contei a história, o mais abreviadamente possível, a uma das funcionárias que tomam conta das crianças no refeitório e após a saída das educadoras, mostrei-lhe o bilhete “do Pai Natal” e perguntei-lhe se não se importava de lho ler, colaborando na mentira. Ela, rindo, prontificou-se a colaborar.

Hoje, 14 Fev. de manhã...
Ah, hoje de manhã foi a derrocada! Quando me despedia do Luís junto ao portão do recreio da pré-primária apareceu uma empregada da limpeza a esbracejar, seguida de uma ajudante das educadoras – Ai Mãe-do-Luis não se vá embora que a Dona Cila, a denominada “educadora”, precisa falar-lhe com urgência, até já lhe ligou para o telemóvel. O que é que este fez agora, pensei... A dúvida foi rápida porque a Dona Cila veio ao meu encontro, vagamente sorrindo um daqueles sorrisos que se põem quando somos assaltados por uma tremenda cólica intestinal e acabámos de dar de caras com alguém de quem não seria oportuno fugir a sete pés, como o tipo a quem devemos um amável favor ou a chatíssima mãe do nosso melhor amigo. Depois de encontrar um gabinete vazio (ah pois, foi preciso um gabinete...) disparou com enorme decisão: - “ Fulana disse-me que lhe pediu para ler ao Luís um cartão do Pai Natal por causa de uma prenda do dia dos namorados. Não me leve a mal mas nós cá no colégio não festejamos o dia dos namorados”. Contive-me! Isto é, quase me contive, mas balbuciei com estupefacção: - “ Ah, eu também não...”, disse tão a sério quanto consegui. Ela pretendeu não dar pelo sarcasmo. Julguei que ia ouvir uma prece anti-consumista mas nem isso. O que ouvi a seguir é-me absolutamente inenarrável; ainda que tentasse não conseguiria repetir tanta parvoíce. Sei que a frase mais repetida foi um significativo, e revelador, “Não me leve a mal”. Tratava-se, obviamente de uma questão pessoal – de ”Educadora para com a idiota da mãe, que sou eu. Pois que as crianças fazem “cartões de S. Valentim para os amigos, isso sim mas namorados é para mais tarde, e as mães não são namoradas, e "no S. Valentim "desenvolvemos várias actividades plásticas dirijidas aos amigos" (e eu que me passo com "as actividades", "os eventos" e outras modernices afins). Respondi, que sabia, o Luís ia fazer um para o melhor amigo e outro para mim. Com algum custo e muita paciência, não lhe notando as tentativas para me manter caladinha, consegui explicar-lhe os antecedentes da história. –“Pois, dizia a “Educadora”, mas não envolva o Colégio nisso; com certeza terá alguém que possa ler o cartão... Além disso nem é lógico, por que é que o Pai Natal havia de mandar uma carta para aqui?” Esta matou-me! – “Lógico? Mas o Pai Natal, ou as fadas ou o Peter Pan têm alguma coisa de lógico? O maravilhoso e o mágico não são lógicos, não acha?” Pum! A Cila Pim, a Cila Pum. Vou escrever um manifesto anti-Cila, pensava eu para não lhe dizer mais nada nem ouvir um último “não me leve a mal” Eu? Não...
E acabou a conversa. Perguntou-me se eu queria levar o cartãozinho... Claro que sim, respondi sorrindo. Senti uma alegria pacífica ao aperceber-me de que aquela senhora e eu não vivemos no mesmo mundo, perdoem-me a imodéstia.
Do facto de se tratar de uma mentira, criada por mim e corroborada por uma funcionária da escola, óbice que eu teria aceite e que aliás antecipei, nem uma palavra, atrevo-me a dizer, nem um pensamento; se o Luís viesse a descobrir que o tínhamos enganado, a perda de confiança que daí poderia advir nunca passou por aquela santa cabeça.
O cartãozinho, para que conste, é exactamente assim:

O Cartão

Querido Luís Ricardo,
Tenho estado com atenção aos teus desejos e aos teus sonhos, sei que tens muita vontade de oferecer uma prenda à tua Mãe no dia dos namorados.
Por uma vez, pedi a um dos meus duendes para tratar desse assunto
Leva esta carta à loja de jóias que há na Graça, onde tu vives, e dizes que foi o Pai Natal que te disse para ires lá buscar a prenda da tua Mãe. Não te preocupes, é só pedires e entregam-te logo, sem problemas e sem te pedirem dinheiro, depois mandam-me a conta.
Só tens de dizer à tua Mãe que precisas passar na loja de jóias para veres uma coisa.
Porta-te bem, Beijinhos do
***********************Pai Natal
14 de Fevereiro de 2008

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Final Feliz.
A dona do café ao lado de casa, que conhece o Luís desde bebé, explicou-lhe que tinha aparecido um senhor baixinho de orelhas esquisitas, que até fazia lembrar um gnomo, e tinha deixado um bilhete para ele porque não estava ninguém em nossa casa. Leu-o e respondeu-lhe às perguntas com uma enorme paciência. Depois o Luís pediu-me para o levar à loja, e pediu-me também para não entrar. Foi lá sozinho, saiu de olhos arregalados e saco na mão. Fez mais umas partes engraçadíssimas até me anunciar, já em casa, que aquilo era a minha prenda. A felicidade dele ao verificar que dentro do pacote estava a prenda que ele queria mesmo dar-me, não uma outra qualquer, valeu tudo e o mais que fosse. Mais, uma coisa que ele gostou tanto, desta vez, com os seus “egoístas” 5 anos, não a queria para ele mas para a dar.
Também me disse: - "Mamã temos de comprar um flor à São do café porque ela ajudou-me"

Moral da História.

O consumismo é exacerbado nestas datas. O dinheiro não é tudo e um cartão bonito que nos deu trabalho a fazer é valioso


Não podermos, por uma vez, oferecer um sonho, aos 5 anos, porque não temos dinheiro não me parece particularmente positivo, como não me parece particularmente positivo começar a sonhar com “quando eu tiver dinheiro vou realizar os meus sonhos” ou, talvez pior, “não vale a pena sonhar, não vai acontecer”.

A Vida às vezes é cinzenta e a estreiteza de vistas torna-a a preto e branco. Pensem de mim o que quiserem, encaixem–me ou não em parâmetros de “normalidade” mas dentro de mim a Vida é a cores, tem sonhos, magia e, ainda, sobrevive a capacidade de me maravilhar. Doa a quem doer.
Quanto à Dona Cila, um raio que a parta: talvez acordasse com a descarga eléctrica, talvez ruissem os muros que lhe limitam a visão periférica.
Anexo
Não sei se devia fazer isto, sinto que vai agravar o meu carma, mas estou-me a sentir vingada, por um lado, e angelical, por outro.
Acabo de receber um comentário da minha amiga Sandra (falo dela aí abaixo, em Outubro, pelo dia dos anos dela) e, tratando-se de uma das pessoas que tem estatuto de Autora neste blog, permissão dela e minha, não resisto (nem quero, isto aqui chama-se Real Gana por alguma razão) a anexar o comentário dela como publicação. É perfido, cultural e, como sempre, de um sentido de humor que me toca até às cócegas.
Além do mais pode ser que ela volte a presentear-nos por cá.
r r r r r r r r r r r r r r r r r r r r r r
"Ora então Feliz Dia de S. Valentim, querida amiga!!!
Nenhum namorado te poderia ter oferecido um dia mais original, vês?

[A propósito, quem é que raio se chama CILA??? Ora um moderno e conceituado dicionário oferece importantes significados para o termo, dos quais aqui reproduzirei apenas a parte mais interessante para o caso em apreço:

"Cila-brasileira: planta da família das Narcíseas (Pancratium guyanensis);
Cila-vermelha: variedade da cila europeia (Urginea maritima), com raízes vermelhas e bolbo castanho-avermelhado, USADA PRINCIPALMENTE EM VENENO PARA RATOS; As escamas do bolbo dessa planta, bem como de outra espécie desse género (Urginea indica), do Oriente, (…), são usadas como EXPECTORANTE, (…) e DIURÉTICO."]

Como vês, os dicionários são ferramentas didácticas de incomensurável valor... E a explicação supra, oferecida pelo dito, ajuda-nos a compreender algumas coisas; senão, vejamos: esta rapariga, destituída de prefixo e castrada da penúltima vogal, daquela que, acredito, tenha sido a sua graça de baptismo, é também aquela que, nos seus dias mais emotivos, o máximo a que poderá aspirar (sim, porque “sonhos” já vimos que não serão o forte dela…) é vir a ser ingrediente de veneno para ratos(!!!!), e nos dias normais, ser usada como expectorante e diurético…Deste modo, conclui-se que daquela criatura não vem nada de bom: ou excreções (mais ou menos líquidas, expelidas por orifícios diferenciados), ou, em última instância, puro veneno…

Sabes que mais? A Pata Que a Pôs!!! Essa criatura mesquinha, infeliz, triste e pobre nunca poderá compreender o significado de um SONHO, MUITO MENOS DOS SONHOS DE UMA CRIANÇA! É castrada, não apenas no prefixo e na penúltima vogal do nome; tem a alma castrada e, para isso, não há remédio…

Que o teu filho sonhe durante muitos anos, que mantenhas a tua capacidade de lhe ires alimentando os sonhos, minha querida, e que as "Cilas" que a vida nos vai trazendo se mantenham sempre longe de ambos…E, claro, não te esqueças de comprar uma flor à ajudante "honoris causa" do duende!!!
Um grande beijinho,
Sandra"
- publicado por Sandra,
com um empurrãozinho à boca-de-cena

CHAT

As "conversas" ao estilo "chat" metem-me medo. Pessoalmente entro em depressão quando leio tanto K, tanta abreviatura de qd, tb, dok, ck e outras tantas que nem conheço. Admito que todos nós, a menos que morramos muito cedo, chegamos a uma altura da vida em que, por mais evoluídas e "abertas" que sejam as nossas cabecinhas, nos tornamos antiquados, por vezes rezingões, numa palavra – cotas. Até aqui tenho vindo a encontrar justificações aceitáveis para os meus conservadorismos, parece-me, mas a verdade é que não me podia estar mais "nas tintas" relativamente ao carácter "aceitável", ou não, das minhas justificações. Há coisas às quais espero nunca ceder, particularmente à idiotice, esteja ela "in" ou "out", seja ela um passaporte para a linguagem "cool" ou uma condenação.


Uma destas noites estive em "chat via Messenger" com alguém que vive do outro lado do mundo. A experiência não foi nova mas havia muito tempo que não o fazia. Conheço pessoas, algumas muito próximas, que vivem noutros Continentes e, aqui há uns anos, "conversávamos via Messenger" com alguma frequência. Depois... as vidas mudam, falamos mais ao telefone, etc.

Como estava a dizer, uma destas noites estive na "conversa via Messenger"... e o resultado espantou-me, já não me lembrava de que é possível, sem k's, sem abreviaturas enervantes, com graça. Não resisto, com a licença de quem é devida, a deixar aqui um bocadinho. Clikem com os vossos amigos na rede, é uma curte!


1 – Olá! Diz-me se estás ai… Estás?

1 - Não estás?


2 – Olá… Estou… a tentar saber se estou aqui.


1 – Ah… Queres tele-transportar a tua mente até aqui?

2 – Está bem… espera, tenho de parar de escrever e estalar os dedos para o conseguir.

2 – Pronto, já aí estou. Consegues “ver-me”?


1 – Perfeitamente. Pareces-me bem esta noite.

2 – Estou bem mas ainda não consigo ver-te claramente, tenho de habituar os olhos à tua luz. Expõe-te um pouco mais, sim?

1 – Sabes que não me é fácil…

2 – Será que albergas em ti um vampiro?

1 – Provavelmente, como todos nós… uns mais vampiros do que outros… Não tens vontade, ou necessidade, de vampirizar de vez em quando?

2 – Hum… Tenho de pensar… Se considerar “vampirizar” como – alimentar-me de – então “vampirizo”; se considerar como – sugar encapotadamente – , então creio absolutamente que não.

1 – E de que te alimentas tu quando "vampirizas"?

2 – Do mesmo que todos nós, provavelmente, ou muitos de nós, talvez melhor dizendo.
Neste momento estás a vampirizar-me respostas que não quero dar-te; se as queres tens de procura-las.

1 – Gosto particularmente de "vampirizar" respostas…

2 – Não te posso levar a mal mas terás de compreender se resisto a dar-tas; ainda agora reconhecias que não te é fácil expores-te.

1 – É verdade mas tu consegues fazê-lo com enorme à-vontade, por vezes até só para provocação de uma similar reacção alheia, se para tanto houver inteligência e coragem...

2 – Seja. E se bem te entendi, agradeço. Mas o que disse não foi que não quero dar-te respostas para não me expor, nem tão pouco o meu pensamento passou por aí. Não quero dar-te respostas porque é uma maneira de “vampirizar” a tua atenção, caso a tua curiosidade (te) o justifique.

1 – "Vampirizas" atenção...

2 – Como quase todos nós... mas não a sugo. Aliás tenho sérias dificuldades em suportar esse tipo de vampirismo, mesmo quando o compreendo. Há situações que me comovem mas, e contra mim falo, só me apetece fugir.
Pronto, ganhaste uma resposta, agora é a minha vez.


1 – A tua vez de ganhares o direito a uma resposta, se bem te entendo...

2 – Claro!

1 – E qual é a pergunta?

2 – Ah-ha! Não posso fazer-ta, teria de expor-me de novo

1 – Chegámos a um impasse?

2 – Não creio, basta seres Tu a fazer uma nova pergunta...

1 – E se for um insulto vingativo?

2 – Também resulta (como poderás ter acabado de te aperceber, já tardiamente) mas fica-te mal.

P – Fico-me por um pensamento... E se queres uma nova pergunta:

2 - Então? Esta coisa a piscar no ecrã começa a hipnotizar-me...

1 - A ideia é essa... aqui vai: Qual é a pergunta que gostavas que te fizesse?

2 – Eu ? Eu gostava que me fizesses uma pergunta determinada?

1 – Pediste-me uma pergunta...

2 – Uma que tenhas a bailar-te na cabeça para me fazeres.

1 – Eu? Eu tenho perguntas a bailarem-me na cabeça para ti?

2 – Não?

1 – Sim.

Várias, algumas já velhas, algumas que tenho de relembrar de vez em quando porque não as quero esquecer. Algumas ficaram desde o dia em que te conheci.


1 – Ainda aí estás?

2 – Bem, e por que não as fazes? Eu só pedi uma...


1 – Não as faço, agora, porque tu não responderias, e muito menos como eu gostaria que as respondesses – tu “dizes” muito do que dizes com o olhar; não “dizes” diferente, dizes de uma forma que não se escreve.

2 – Como toda a gente...

1 – Sim, mas em ti é notório, é uma forma de te expressares. Há pessoas que usam muito as mãos quando falam, outras usam muito a entoação, etc. Tu usas os olhos... muitas vezes nem precisas falar, um olhar e ficou dito.


2 – Fico à espera de um encontro olhos nos olhos.
Tu fazes-me as tuas velhas perguntas e eu não digo uma palavra mas prometo-te que não desvio o olhar

Já falta pouco para o Sol nascer por aqui, está na hora de os vampiros se recolherem...


1 – Como se tu fosses capaz de não dizer uma palavra... Só por aposta!
Vai e fica em paz.



Respira, também por mim, esta tarde no Terreiro do Paço; depois lança um sopro ao Tejo, como se fossem rosas brancas.