Foi a música que me conquistou;
Depois a "imagem da música"
E a voz... que incrível voz
Canta: Brandi Carlile
O Tema: The Story
E já agora... uma excelente cerveja
Super Bock - Super Anúncio
Publicado por Alex à(s) quinta-feira, junho 19, 2008 0 comentários
PARECE IMPOSSIVEL, COITADO DO HOMEM!
José está chateado e com muita razão!
Depois de tanto trabalhinho, tanto empenho, depois daquele abraço ao Manel (sim, o Manel presidente da comissão) quando, perdido de contentamento lhe escapou aquele tão sincero, e significativo,
"PORREIRO PÁ", então agora os irlandeses lixam o esquema da unanimidade.
Não se faz isto AO JOSÉ!
Eu acho que os irlandeses deviam reconsiderar e fazer uma segunda volta ao referendo. Era o mínimo, a bem da carreira política de um tipo que, à conta disto, talvez, já não fique na História de Portugal. E da Europa. (para ser modesta, vá)
E mais, razão tinha José quando achou que isso dos referendos só serve para arranjar chatices. Imagine-se, um referendo... Quando se tem uma maioria há que aproveita-la até ao último dia: ratificação na Assembleia e já está, aprova-se o Tratado. Submeter o Tratado ao julgamento do povo? Essa agora, o povo sabe lá o que estabelece o Tratado. Nem vai saber; nem vale a pena perder tempo a tentar explicar. Aprovou-se está aprovado. E agora os ignorantes dos irlandeses...
Não, não é piada e se fosse era de mau gosto, coitado de José.
Olhem lá o relato:
"Foi Mota Amaral quem lançou o tema esta quinta-feira, quando questionou o primeiro-ministro, durante o debate quinzenal no Parlamento, sobre o referendo ao Tratado de Lisboa, na República da Irlanda, mas a discussão continuou mais tarde, com a deputada dos Verdes.
«Por que não pediu aos irlandeses para votarem sim ao Tratado de Lisboa», como fez o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, ou o presidente francês Sarkozy?, questionou o deputado social-democrata.
JoséSócrates respondeu ao antigo Presidente da Assembleia da República e a frase acabou por gerar uma disputa animada entre o primeiro-ministro e a deputada Heloísa Apolónia.
«O Tratado de Lisboa é absolutamente fundamental para o Governo, é fundamental na minha carreira política. Como é que o senhor deputado lhe pode ter ocorrido que o referendo na Irlanda me era indiferente», disse Sócrates a Mota Amaral.
«Então foi por isso que foi negado um referendo aos portugueses? Para não pôr em causa a carreira política do engenheiro José Sócrates?», questionou a deputada Heloísa Apolónia, ouvindo do primeiro-ministro uma resposta dura.
«Está a fazer julgamentos desses? Não me julgo à sua medida; eu não faço nada em prol da minha carreira política. O que eu disse foi como é que a alguém poderia passar pela cabeça que não tinha preocupações sobre o que estava a acontecer com o referendo? Considerei que o tratado foi um marco na minha carreira política».
in "Portugal Diário - IOL"
http://diario.iol.pt/politica/governo-parlamento-jose-socrates-tratado-de-lisboa-irlanda-verdes/962085-4072.html
Sua...
Publicado por Alex à(s) sábado, junho 14, 2008 0 comentários
UM VIDEO ARRASADOR
Sobre Freddie Mercury e, mais especificamente sobre Freddie Mercury e Montserrat Caballe, julguei que já tinha visto ou ouvido tudo o que de significativo há.
Enganei-me, redondamente.
Por mero acaso caí em cima deste vídeo; De boca aberta para respirar, afogada em surpresa e emoção, olhar a transbordar, olhando e ouvindo, olhando e ouvindo.
Compromisso é isto, amar é isto, a maior parte do que resta é muito pouco.
É arrasador pela distancia, pelo lugar, pela canção, pela letra da canção. E pela intensão, pela promessa (insensivelmente impedida nos Olímpicos de 92) teimosamente cumprida. E pela linguagem gestual, pelo apelo ao entendimento humano do público de um estádio esgotado.
Há poucas coisas mais nobres do que uma promessa mantida, sem as desculpas do tempo ou a justificação do, irremediável, "espaço" de separação.
Com, muitas, saudades do fantástico Mercury e uma, total, admiração por Caballe.
Foi na final da Taça UEFA, em 1999.
Oito anos após a morte de Freddie Mercury, Barcelona: "If God is willing we will meet again... someday"
Mesmo considerando que Mercury terá sabido em 1986 que estava doente, a verdade é que depois de Ver este video, filmado 13 anos depois, toda a letra (escrita em 86) ganha um outro significado, entre outros aspectos, indubitavelmente premonitório.
O video está disponivel no You Tube mas, com muita pena minha, não está autorizado o "Sharing"; Deixo o link e acreditem que vale a pena ir até lá ver, ouvir e voltar.
www.youtube.com/watch?v=DwxFwmkxPu8
I had this perfect dream 
-Un sueño me envolvió
This dream was me and you
-Tal vez estás aquí
I want all the world to see
-Un instinto me guiaba
A miracle sensation
My guide and inspiration
Now my dream is slowly coming true
The wind is a gentle breeze
-Él me hablo de ti
The bells are ringing out
-El canto vuela
They're calling us together
Guiding us forever
Wish my dream would never go away
Barcelona - It was the first time that we met
Barcelona - How can I forget
The moment that you stepped into the room you took my breath away
Barcelona - La música vibró
Barcelona - Y ella nos unió
And if God willing we will meet again someday
Let the songs begin
-Déjalo nacer
Let the music play-
Make the voices sing
-Nace un gran amor
Start the celebration
-Ven a mí
And cry
- Grita
Come alive
-Vive
And shake the foundations from the skies
Shaking all our lives
Barcelona - Such a beautiful horizon
Barcelona - Like a jewel in the sun
Por ti seré gaviota de tu bella mar
Barcelona - Suenan las campanas
Barcelona - Abre tus puertas al mundo
If God is willing
-If God is willing
If God is willing
Friends until the end
Viva - Barcelona
Publicado por Alex à(s) sexta-feira, junho 13, 2008 0 comentários
Publicado por Alex à(s) quinta-feira, junho 12, 2008 0 comentários
PERGUNTA ESTÚPIDA...
Esta noite estava a ver a minha meia-horita de Euronews e, ao considerar a sequência das noticias, tive um insight:Publicado por Alex à(s) quinta-feira, junho 12, 2008 0 comentários
CHECO-MATE!
Ora bem, dois joguinhos já cá cantam 
- Os Checos são uns sarrafeiros.
Vocês viram aquele checo ordinário que atirou o português ao chão e, ao saltar-lhe por por cima, fez pontaria com os pitons ao antebraço do desgraçado? (lá se foi a minha tentativa de me comportar linguisticamente...)- O Ronaldo sabe, e quer, jogar em equipa.
E não me venham dizer que é alienação. Não me considero nada alienada, nem estou nada esquecida do interminável rol de alvaridades que nos rodeia mas, se alguma coisa me lavou a angústia de um dia de filas intermináveis à beira de bombas de combustível, mortos e feridos, supermercados deprimentes e mais todo o resto que assombra a alma Lusa foi esta exibição de rapazes que, na sua maioria talvez nem tenha partido para a vida com as vitaminas em dia e as oportunidades no bolso.
Publicado por Alex à(s) quarta-feira, junho 11, 2008 1 comentários
PUBLICIDADE
Um querido amigo meu abriu, finalmente, um blog.
...............................................
A IMPERMANÊNCIA
DAS COISAS

Publicado por Alex à(s) quarta-feira, junho 11, 2008 1 comentários
Publicado por Alex. à(s) segunda-feira, junho 02, 2008 2 comentários
1 DE JUNHO,


Publicado por Alex. à(s) domingo, junho 01, 2008 2 comentários
As Gajas, Oh pá, Essas Cabras
Sentados à mesa ao lado da minha, separada por uma divisória em vidro fosco, estavam dois machos, colegas ou amigos, nunca deu para perceber, comemorando a dor de corno de um deles.
Um queixava-se, o outro concordava em monossílabos ou repetindo a frase tema da última lufada de desabafos.
“Aquela gaja fez-me sair de casa dos meus pais e levou-me a viver com ela por pura manipulação. Ah, nunca me encostou à parede, nã, é muita’esperta... Queres cá ficar a dormir hoje? Isto dia sim dia também, ‘tás-a-ver? Dá cá a tua roupa que eu vou fazer uma máquina... E eu a ir.”
“A gaja é tão cabra que nunca me pediu um tusto, néria. Uma vez fui ao supermercado comprar umas coisas que gosto de ter no frigorífico: queijos, patés, cerveja, essas merdas. Quando lá cheguei diz a gaja toda dengosa – isso já dá uma ajudinha prá conta do gás e da água... – É que a malta às vezes estava muito tempo no duche, ‘tás-a-ver? A gaja queria era guardá-las para mas mandar a cara. É muita’esperta.”
“Oh pá é isso que me irrita nas gajas, tens de estar sempre em guarda pá; estão sempre a ver de que lado é que nos põem a anilha. Ah pois! Mas se fosse com ela a gaja também não gostava. "
"A semana passada ficou toda eriçada porque eu cheguei a casa e ela estava com um gajo na sala, de perninha estendida no sofá a beberem copos. Oh pá isto eram p’rá-í umas onze e tal da noite, já tinha acabado o futebol há que tempos... E a gaja julgou que eu ia ficar ali a fazer sala com eles. ‘Tás mesmo a ver-me... O gajo também não esteve lá mais dez minutos, percebeu muito bem que eu não sou parvo. E a gaja toda eriçada que eu tinha sido malcriado e que já conhece o gajo há duzentos anos e blá-blá-blá. Ficou foi lixada porque já não contava que eu aparecesse, é o que é."
"Foi quando a gaja se mostrou... puxou dos galões e disse não queria mandar em ninguém mas que ningém mandava nela, que não precisava destas cenas p’ra nada e quem não está bem muda-se. Oh pá, estava toda convencida que me tinha na mão, a cabrona...”
“Vieste-te embora... Oh pá eu fazia o mesmo, o que não falta aí são gajas à solta”, dizia o outro, não para consolar mas para se solidarizar com aquele acto heróico...
“Não pá, deixei-a dormir sozinha pr’ácalmar e fiquei a ver televisão no sofá."
"Andou dois dias de trombas mas na sexta-feira já estava porreira, ou fez que estava. Depois no sábado disse-me que ia almoçar com a Gisela. Eu estava a ler o semanário e deixei-me ficar. Depois a gaja estava ao telemóvel, na casa de banho, percebes, a combinar ir aquele italiano de Oeiras. Oh pá, dei-lhe meia hora e fui tirar as teimas. E lá estava a gaja com a Gisela numa galhofa até que apareceu um gajo todo sorrisos e beijinhos nas meninas, daqueles gajos que só de olhar já tresandam a perfume, todo loiro, todo ginásio... Eu já o tinha topado porque o gajo parou um BM mesmo ao pé do meu carro. Oh pá passei-me! (...)Estive dois dias sem lhe aparecer, oh pá a pensar. Eu não sou gajo de bater em gajas mas palavra que só me apetecia pregar-lhe um estalo. A gaja nem o telefone me atende.”
“Ontem voltei para falar com a gaja. Oh pá, eu sei que a gaja estava em casa mas armou-se em mula. A cabrona mudou a fechadura, e pôs um papel A4 na porta a dizer – Podes ir buscar as tuas coisas a casa do Miguel , VAI MORRER LONGE.”
E diz o amigo – “Ouve lá, essa Gisela é aquela magrinha de olhos grandes que tem os putos no Manel Bernardes?"
“É, é essa cabra que faz de chaperon ao fim de semana, a gaja que era toda querida comigo... Por quê?”
“Oh pá, esse gajo loiro, assim todo atleta, que tem um BM azul é o marido da Gisela; costumo encontrar o gajo quando vou buscar a Joana ao colégio...”
Pediram a conta.
Oh pá, não há pachorra! Gajos.
Publicado por Alex à(s) quinta-feira, maio 29, 2008 3 comentários
POR FALAR EM EUROVISÃO
Não sei se foi a melhor, mas é, talvez, a minha favorita, a que não esqueci embora pouco mais a tenha voltado a ouvir
Pena que não tenha uma boa orquestração, a voz merecia, a canção também.
Jacques Zegers representava a Belgica em 1984 e ficou em 5º lugar .
Avanti, avanti la vie, traverse la mémoire des hommes
Du cœur et des poings, avanti, peut-être referas-tu Rome
Avanti, avanti la vie, sois un oiseau sans barreaux, va
Des ailes et du bec, avanti, mais vole plus haut que les chats
Le train des jours roule dans ta tête
Tant de détours souvent te guettent
Avanti, avanti la vie, n'écoute pas toutes les lois
Tu en crèverais, avanti, toutes les libertés grondent en toi
(Avanti, avanti la vie) Ni valet, ni roi
(sois poète sans bourreaux, va) Chante aussi fort que tu pourras
(De l'encre et des mots, avanti) Avanti ta vie
(ecris le fou du fond de toi)
Le train du temps parfois s'arrête
Profites-en, change de tête
Avanti, avanti la vie, aide-toi, le ciel t'aidera
Lève-toi et marche, avanti, un autre l'a dit avant moi
(Avanti, avanti la vie) Avanti ta vie
(traverse la mémoire des hommes)
Du cœur et des poings, avanti (Du cœur et des poings, avanti)
Peut-être referas-tu Rome
Jacques Zegers - Henri Seroka
Publicado por Alex à(s) sexta-feira, maio 23, 2008 4 comentários
PARA A CIRANDA

É GUIMARÃES; lá está após o primeiro minuto do filme que te deixo, aí abaixo .
Falta o cavalo...
Quanto a ESTREMOZ, deixo as fotos que consegui;
de facto nada tem de semelhante, os arcos são assentes em colunetas.
(Tenho uma foto, tirada aí, pendurada no meu quarto, mesmo frente aos olhinhos, mesmo assim... Baralhações de noites em que resisto a ir dormir por saber que não vou conseguir )
.


Publicado por Alex à(s) quarta-feira, maio 21, 2008 2 comentários
Não resisti...tive de enviar
Publicado por João Carlos à(s) segunda-feira, maio 19, 2008 4 comentários
Os combustíveis aumentam, vergonhosamente
A comida aumenta, preocupantemente
O Sócrates mantém-se, impunemente
Espera-se que sejam desenterrados… Vivos?
E agora já não há espera, só perda e dor
“Ficar sem nada” tem uma dimensão desumanamente real
Burma tornou-se num verdadeiro cenário dantesco

Destruição, fome, doença, dor…
O indescritível, o inimaginável
E ainda a prepotência de quem acredita que tem o direito de recusar a entrada de ajuda humanitária nos terrenos do inferno.
E isto são apenas as “notícias de abertura”, as de “primeira página”…
Não tenho escrito nada no Blog… Pois não, não me apetece
Estou deprimida
Publicado por Alex à(s) segunda-feira, maio 19, 2008 1 comentários
Publicado por Alex à(s) domingo, maio 18, 2008 1 comentários
Tá explicado!
Ora cliquem lá aí no linkezinho e vão já perceber, tudinho
http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=345564&headline=98&visual=25&tema=27
Publicado por Alex à(s) segunda-feira, maio 12, 2008 0 comentários
E assim continua o Tibete...
(De uma Agência de Comunicação da Grã-Bretanha)
Eis os 'monges' que têm sido responsáveis pela violência, em Lassa! A difundir!
Publicado por João Carlos à(s) segunda-feira, maio 05, 2008 2 comentários
HOJE É DIA DA MÃE 
Almocei com a minha Mãe e com o meu filho, sou uma mullher de sorte.
Depois...
Fui jogar futebol com o meu filho, num campo de raguebi todinho só para nós...
Aquilo é muito maior do que eu julgava...
(Se amanhã derem pela minha falta procurem-me nos cuidados intensivos...)
Publicado por Alex à(s) domingo, maio 04, 2008 1 comentários
SOBRE A AMIZADE,
OU
A QUEM SERVIR A CARAPUÇA...
Não me venham cá falar de amor, pensando que de amor romântico ou de paixão se faz a nossa vida afectiva porque a paixão não se cimenta no amor, nem em coisa alguma: é areia, mais ou menos molhada, mais ou menos vidrada, ou, para utilizar uma imagem mais comum, é fogo de palha, com mais ou menos palha subjacente.
Por vezes existe, mesmo, aquela profunda ligação entre as pessoas, entre as almas, que designamos por Amor – a que os leitores de Alberoni, e de outros “estilistas” das emoções sentimentais, convencionaram chamar “amor romântico”. A verdade é os amigos também se amam (é essa a parte lixada) – para o melhor e o pior – e, ao contrário do casamento, às vezes nem a morte, do dito, os separa, sendo o "divórcio" entre Amigos legalmente menos burocrático mas emocionalmente tão ou mais complicado... é como um funeral sem corpo: o fantasma permanece em torno da nossa vida ao longo de muito tempo, muito tempo.
Mas isto dos amigos é lixado! 
Quando começo a pensar no que distingue os Amigos daqueles que não se podem considerar como tal, esbarro sempre com o meu racionalismo. De facto, racionalmente, não consigo sistematizar uma classificação que me sirva, como um livro tão ecléctico que parece não ter lugar adequado em qualquer das prateleiras da biblioteca.
Vem isto a propósito de um dilema que me tem acompanhado ao longo da vida adulta e que agora, sabe Deus (e sei eu) por quê, me volta a assaltar: O que devemos ou não perdoar, ou talvez melhor dizendo, tolerar aos Amigos?
Se são Amigos têm um estatuto especial que lhes permite atitudes, erros, deslizes que não admitiríamos a um qualquer comum mortal afectivo e, naturalmente, usaremos de maior tolerância, de alguma condescendência se necessário, de toda a compreensão. Sim, está certo.
Mas há um reverso desta face...
Se são amigos, e porque o são, exige-se mais... bilateralmente, de nós e deles.
Se são amigos têm um estatuto especial e há coisas que não podem ser toleradas, com as quais não pode ser usada a mesma condescendência que se poderia aplicar a um qualquer mortal afectivo, que não são compreensíveis à luz de uma relação de amizade séria, verdadeira.
Parece-me que a resposta reside numa interiorização, a tempo inteiro, a corpo inteiro, e de todo o coração, da noção de Respeito. Um respeito profundo, enraizado, que faça parte indissociável de uma relação de amizade, sempre, a todas as horas, sob todos os ângulos, ignorando todos os pretextos, desculpas ou conveniências. Não é, nem se prende com, a presença; É mais, é mais difícil, é mais raro e valioso, é mais reconfortante. É a única espada com vitória garantida sobre a hipocrisia e a mentira, é o único cálice de confiança sempre disponível e renovada.
Não pretendo inferir que a Amizade é feita de respeito, apenas defendo que sem este, consciente, profundo e permanente, a amizade perde a maiúscula, é superficial e quebradiça, é transitória. Até pode ter graça mas é potencialmente perigosa, sobretudo para quem nela se apoiar. Todas as outras variáveis que a vão construindo – como a empatia, a confiança, a vivência, os comuns interesses, a compreensão, a generosidade, a lealdade, a cumplicidade, etc., etc. – assim como o tempo que esta leva a construir e, sobretudo, a revelar-se, estarão sempre em equilíbrio instável entre a rocha e o abismo. Sem respeito, a afectividade é nervosa, frequentemente enrolada em cinismo, gera fraqueza mental e emocional, gera impaciência e descrédito, noites brancas e pensamentos negros.
É urgente que o faça? Não, de todo – o solúvel dilui-se... Mas sei que, mais tarde ou mais cedo, um dia acordarei virada para um lado diferente e já não me importará estabelecer qualquer fronteira, nem de que lado da linha deve ficar a tolerância, será indiferente. Eu sei, já passei por lá... Mais de uma vez.
Publicado por Alex à(s) sábado, maio 03, 2008 4 comentários
- Uma adolescente de 16 anos pode fazer livremente um aborto mas não pode por um piercing.
- Um cônjuge para se divorciar, basta pedir; um empregador para despedir um trabalhador que o agrediu precisa de uma sentença judicial que demora 5 anos a sair.
- Na escola um professor é agredido por um aluno. O professor nada pode fazer, porque a sua progressão na carreira a está dependente da nota que dá ao seu aluno.
- Um jovem de 18 anos recebe €200 do Estado para não trabalhar; um idoso recebe de reforma €236 depois de toda uma vida do trabalho.
- Um marido oferece um anel à sua mulher e tem de declarar a doação ao fisco. O mesmo fisco penhora indevidamente o salário de um trabalhador e demora 3 anos a corrigir o erro.
- O Estado que gasta 6 mil milhões de euros no novo Aeroporto da Ota recusa-se a baixar impostos porque não tem dinheiro.
- Nas zonas mais problemáticas das áreas urbanas existe 1 polícia para cada 2.000 habitantes; o Governo diz que não precisa de mais polícias.
- Numa empreitada pública, os trabalhadores são todos imigrantes ilegais, que recebem abaixo do salário mínimo e o Estado não fiscaliza. Num café, o proprietário vê o seu estabelecimento ser encerrado só porque não tinha uma placa a dizer que é proibido fumar.
- Um cão ataca uma criança e o Governo faz uma lei. Um professor é sovado por um aluno e o Governo diz que a culpa á das causas sociais.
- O IVA de um preservativo é 5%. O IVA de uma cadeirinha de automóvel, obrigatória para quem tem filhos até aos 12 anos, é 21%.
- Numa entrevista à televisão, o Primeiro-Ministro define a Política como 'A Arte de aprender a viver com a decepção'. Estaremos, como Portugueses, condenados a aprender a viver com este Primeiro-Ministro?
Enviado por SANDRA
in Jornal Meia Hora, edição de 28 de Março
Autor: Pedro Mota Soares,
Publicado por Alex à(s) segunda-feira, abril 28, 2008 0 comentários
SINAL DE VIDA...
Tenho estado ausente... de aqui, do blog, e só.
Os "meus" blogistas são, de um modo geral, uns chatos, nunca me deixam comentários, ou são tímidos, enviam-mos por e-mail. Porém...
Agora que estive uns dias alheada cá da página recebi alguns telefonemas e até "SMS´s" a perguntar se eu estou bem, que há uns dias que não "apareço no blog".
Confesso que fiquei surpreendida (o que nos tempos que vão correndo já não é fácil), lembrei-me de quando os amigos tocavam à porta de casa dos meus pais porque eu não aparecia no café... (Lembras-te Manel?)
A assinalar uma, incontornável, diferença: é que nessa época, por muito insignificantes ou antagónicas que fossem as opiniões, toda a gente as manifestava vivamente, ninguém guardava o seu sarcasmozinho entre dentes nem a sua gargalhada só para si. É agradável constatar que "há vida do outro lado do computador" e, melhor ainda, que a minha ausência é notada.
Respondendo às perguntas motivadas pelo meu breve silêncio, tenho a dizer que uma imagem vale por mil palavras; aqui vai (e em particular para ti, Sandra, por outra razão...)
Publicado por Alex à(s) segunda-feira, abril 28, 2008 1 comentários
ESTA FOI O PEDRO QUE ME MANDOU...
SE ALGUÉM PROCURAR EMPREGO CURTIDO E DINÂMICO...
Jovem!
Queres curtir um cabriolet?
Queres andar a muito mais do que 120Km p/hora?
Queres pisar traços contínuos sem ser incomodado e muito menos multado?
Queres andar de carro sem cinto de segurança?
Vem realizar o teu sonho! 
Junta-te a nós!
Alista-te!
Publicado por Alex à(s) quarta-feira, abril 16, 2008 2 comentários
Uma hora de almoço bem aproveitada
ou um fim de tarde bem esgalhado...
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"Leonardo da Vinci - o Génio" no Museu da Ciência até dia 22 de Junho
A exposição "Leonardo da Vinci - O Génio" encontra-se em Lisboa, no espaço do antigo Picadeiro do Colégio dos Nobres, no Museu da Ciência - Museus da Politécnica - desde o dia 13 de Março.
Esta exposição, que contém dezenas de modelos em tamanho real, construídos a partir de desenhos de da Vinci, a par de outras peças inspiradas na vida e obra do pintor, pode ser visitada até dia 22 de Junho, os sete dias da semana, das 10h00 às 20h00.
Os mais pequenos encontrarão um espaço especialmente concebido para eles.
A área de exposição encontra-se dividida em 8 temas:
- Leonardo
- Pintura / Anatomia
- Música
- Máquinas aquáticas
- Máquinas de Guerra
- Máquinas Terrestres
- Máquinas de vôo
- Construção e Engenharia

Agora não deixem para dia 23... de Junho...
Para uma voltinha informativa fica o link:
Publicado por Alex à(s) quinta-feira, abril 10, 2008 1 comentários
A geração do ecrã
Alice Vieira , Escritora
Desculpem se trago hoje à baila a história da professora agredida pela aluna, numa escola do Porto, um caso de que já toda a gente falou, mas estive longe da civilização por uns dias e, diante de tudo o que agora vi e ouvi (sim, também vi o vídeo), palavra que a única coisa que acho verdadeiramente espantosa é o espanto das pessoas.
Só quem não tem entrado numa escola nestes últimos anos, só quem não contacta com gente desta idade, só quem não anda nas ruas nem nos transportes públicos, só quem nunca viu os "Morangos com açúcar", só quem tem andado completamente cego (e surdo) de todo é que pode ter ficado surpreendido
Se isto fosse o caso isolado de uma aluna que tivesse ultrapassado todos os limites e agredido uma professora pelo mais fútil dos motivos - bem estaríamos nós! Haveria um culpado, haveria um castigo, e o caso arrumava-se. Mas casos destes existem pelas escolas do país inteiro. (Só mesmo a srª ministra - que não entra numa escola sem avisar…- é que tem coragem de afirmar que não existe violência nas escolas…)
Este caso só é mais importante do que outros porque apareceu em vídeo, e foi levado à televisão, e agora sim, agora sabemos finalmente que a violência existe!
O pior é que isto não tem apenas a ver com uma aluna, ou com uma professora, ou com uma escola, ou com um estrato social. Isto tem a ver com qualquer coisa de muito mais profundo e muito mais assustador.
Isto tem a ver com a espécie de geração que estamos a criar.
Há anos que as nossas crianças não são educadas por pessoas. Há anos que as nossas crianças são educadas por ecrãs. E o vidro não cria empatia. A empatia só se cria se, diante dos nossos olhos, tivermos outros olhos, se tivermos um rosto humano.
E por isso as nossas crianças crescem sem emoções, crescem frias por dentro, sem um olhar para os outros que as rodeiam.
Durante anos, foram criadas na ilusão de que tudo lhes era permitido.
Durante anos, foram criadas na ilusão de que a vida era uma longa avenida de prazer, sem regras, sem leis, e que nada, absolutamente nada, dava trabalho.
E durante anos os pais e os professores foram deixando que isto acontecesse.
A aluna que agrediu esta professora (e onde estavam as auxiliares-não-sei-de-quê, que dantes se chamavam contínuas, que não deram por aquela barulheira e nem sequer se lembraram de abrir a porta da sala para ver o que se passava?) é a mesma que empurra um velho no autocarro, ou o insulta com palavrões de carroceiro (que me perdoem os carroceiros), ou espeta um gelado na cara de uma (outra) professora, e muitas outras coisas igualmente verdadeiras que se passam todos os dias.
A escola, hoje, serve para tudo menos para estudar.
A casa, hoje, serve para tudo menos para dar (as mínimas) noções de comportamento.
E eles vão continuando a viver, desumanizados, diante de um ecrã
E nós deixamos.
Alice Vieira no JN
"O último relatório de segurança escolar divulgado pelo Governo respeita ao ano lectivo 2006/07. Segundo os dados do Observatório da Segurança em Meio Escolar, divulgados em Dezembro de 2007 pelo CM, registaram-se 7028 ocorrências nesse ano lectivo (3495 no exterior das escolas), quando no ano anterior tinham sido 10 964. Do total de ocorrências registadas pela PSP e GNR, dois por cento (141) respeitavam a situações de posse ou uso de arma. Foram ainda registados 1424 casos de agressão ou tentativa de agressão, das quais 1092 a alunos, 185 a professores e 147 a funcionários das escolas. Foram ainda registados actos de violência contra 55 viaturas."
(Edgar Nascimento com A.L.N., J.V. e S.C. em Alunos andam armados, Correio da Manhã)
«(...) Alunos com canivetes, alguns que utilizaram "armas a fingir" e outros que "levam espingardas do pai, que é caçador", foram situações avançadas por Maria de Lurdes Rodrigues, para quem este problema se trata de "um conjunto de casos muito variado".
Na opinião da ministra, "a maior parte dos casos são nas imediações da escola, não são no seu interior
(...) Pinto Monteiro disse que "há alunos levam pistolas de 6,35 e 9 mm para as escolas... para não falar de facas, que essas são às centenas"(...) »
(Lusa/RTP)
Publicado por Alex à(s) quarta-feira, abril 09, 2008 1 comentários
Publicado por Alex à(s) segunda-feira, março 31, 2008 2 comentários
FREE TIBET

Sei que em diversas partes do planeta ocorrem, neste mesmíssimo momento, cenários de violência e sofrimento que talvez se possam classificar como sendo mais graves do que o que está a ocorrer no Tibete. Aceito, nem discuto. No entanto o que se está a passar no Tibete, com os monges e monjas, com um povo que foi ocupado, sem qualquer tentativa de justificação por parte da China (que traía um "acordo" assinado sob sérias e credíveis ameaças), e que tem vindo a resistir tão pacificamente quanto é humanamente possível fazê-lo, está a afectar-me ao ponto de me angustiar muito para além das imagens, das notícias (e falta delas), da constatação.
Sei que os monges são pessoas, são seres humanos como os outros, mas desde tenra idade são educados e treinados pela aplicação de várias técnicas, na estrita observância da tolerância, da compaixão, do pacifismo, da noção de carma e da sua relação causa/efeito.
Quando os monges "perdem a cabeça" que esperança resta ao mundo? É de ir ás lágrimas, é um sufoco.
Desde o início dos protestos que tenho buscado notícias, fotografias e vídeos "extra-noticiários" na net, com alguns resultados mas absolutamente aquém de satisfatórios, todos sabemos por quê.
Hoje cheguei ao ponto: não consigo, ou não quero, ficar quieta. Obviamente que tenho a noção de que as minhas míseras acções não alteram coisa alguma - se contribuírem para alterar, um bocadinho, o meu "estado de Alma" , e, quem sabe, o meu carma, já (me) ajuda. Também acredito que a consciência colectiva, tem o seu peso pesado no desenrolar dos acontecimentos, assim como não é passivo o acto de observar - não é romantismo, é física quântica.
O que encontrei de mais relevante?
- Há uma "Playlist" no YouTube que é colocada pela Euronews onde se encontram os vídeos, e outras imagens, da rubrica "no comment" (no comment tv para as buscas) inteiramente dedicada aos acontecimentos no Tibete ou ligados à "Libertação do Tibete". Fica o Link:
- http://www.youtube.com/view_play_list?p=A4FBC279F5F9FB26
- Há uma Petição, para aprovação pela Assembleia da República, de uma moção que condena a violação dos Direitos Humanos e pela Liberdade Política e Religiosa no Tibete. Fica o Link:
- http://www.petitiononline.com/Tibete08/petition.html
- Há uma página da Casa do Tibete que tem como "fachada" uma lista de "sites" (de links) de interesse para obter informações e fazer pesquisa, inclusive duas ligações ao "Governo Tibetano no Exílio". Fica o Link:
- http://www.inforquali.pt/casatibete/links.php

Por último, deixo abaixo um dos vídeos que mais me tocou.Encontrei-o no You Tube fazendo a busca por "Free Tibet"; há vários que merecem ser vistos, em especial os de depoimentos. Este foi feito em Setembro de 2006 e mostra a chegada à fronteira do Tibete, pelo alto dos Himalaias, do Lama Khamtrul Rinpoche. Duração: 3.03 min.
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Em 1950, o Partido Comunista chinês tomou conta da China. Tropas comunistas invadiram a cidade de Chamdo, localizada na fronteira oriental (leste) do Tibete. Em pouco tempo, as tropas chinesas tomaram a sede do governo local. No dia 11 de Novembro de 1950, o governo tibetano manifestou-se contra a agressão chinesa na Organização das Nações Unidas (ONU). Mas a Assembleia Geral da ONU adiou a discussão do problema.
Em 17 de Novembro de 1950, o 14º Dalai Lama assumiu a posição de Chefe de Estado do Tibete. O líder dos tibetanos tinha 16 anos de idade quando assumiu a liderança política e espiritual de seu país.
A 23 de Maio de 1951, uma delegação tibetana foi a Pequim para negociar a situação do Tibete. O governo chinês ameaçou invadir o Tibete de forma mais agressiva, caso a delegação tibetana se recusasse a assinar um acordo. O tratado estabelecia que o Tibete seria uma região autónoma da China sob o domínio tradicional do Dalai Lama. Na prática, o Tibete permanecia sob o controle da Comissão Comunista da China.
Em Setembro de 1951, o Tibete foi tomado pelas forças comunistas de Mao Zedong A ocupação chinesa do Tibete foi marcada pela destruição sistemática de mosteiros, pela opressão religiosa, pelo fim da liberdade política e pelo aprisionamento e assassinato de civis em massa. Ao governar o Tibete, as autoridades chinesas comunistas introduziram reformas agrárias e reduziram significantemente o poder das ordens dos mosteiros, apesar da forte oposição do povo tibetano.
Os tibetanos revoltaram-se frequentemente contra a presença de forças chinesas em seu país. A 10 de Março de 1959, organizaram uma grande revolta contra a China. Neste Levantamento Nacional Tibetano, ocorrido em Lhasa, a resistência nacional contra a China atingiu seu auge mas a reacção chinesa foi violenta: milhares de tibetanos foram mortos, aprisionados ou exilados.
Temendo pela sua sobrevivência, e pela do budismo tibetano, o Dalai Lama foi diversas vezes aconselhado a deixar o Tibete, acabando por sair de Lhasa a 17 de Março de 1959 fugindo para a Índia através dos Himalaias. 
“Sou um adepto fervoroso da doutrina da não violência, que foi ensinada pela primeira vez pelo Buda, sendo depois praticada pelo santo e líder Mahatma Gandhi”
S.S. o Dalai Lama
http://www.dalailama.com/
Publicado por Alex à(s) terça-feira, março 25, 2008 0 comentários
PARA O LUIS RICARDO
COMO PROMETIDO AQUI FICA UMA PRENDA NO BLOG.
DO POCOYO PARA O PIRILI
E BEIJINHOS DA MÃE
Publicado por Alex à(s) terça-feira, março 25, 2008 3 comentários
2001 A Space Odyssey Orbital
A MÚSICA NÃO É A ORIGINAL, O QUE É PENA, MAS TEM UM CHEIRO DAQUELA GENIAL SEQUENCIA FINAL, AQUELE ESPANTOSO "OLHAR" INFINITO, QUE UNE O FIM AO PRINCIPIO E QUE É O "MEU" SIMBOLO DO MARAVILHAMENTO, A ESSÊNCIA DE ARTHUR C. CLARKE
Publicado por Alex à(s) quarta-feira, março 19, 2008 0 comentários
ARTHUR C. CLARKE
VALE, MESMO, O TEMPO DE EXPLORAR O SITE DA FUNDAÇÃO
OUTRA INFORMAÇÃO BEM TRABALHADA EM YAHOO.COM NEWS
Publicado por Alex à(s) quarta-feira, março 19, 2008 1 comentários
A PROPÓSITO DE PRIMAVERA...
Se alguém duvidar da verdade encerrada pelo princípio entrópico bastará observar umas fotos diárias do desenvolvimento da entropia doméstica para fazer a sua verificação científica. O Caos é sorrateiro e desenvolve-se exponencialmente. Um a semana de preguiça, cansaço ou de um estado menos alerta e zás, a desorganização selvagem transforma qualquer doce lar numa selva de tralha e trapos
Como se isto não chegasse acresce que todos temos caixas e gavetas com objectos, fotos e papeis, recordações. Viver deixa rastros e arrastamos connosco, de uma casa para outra, caixas com marcas de quem fomos, e de quem nos tornamos, como testemunhos da nossa história.
A Primavera tem vindo a ser, por tradição desde os tempos das nossas avozinhas, a época eleita para deitar braços a essas filosóficas tarefas
Como não sou grande fã destas actividades (só dos resultados) fiz uma pesquisa na net e recolhi algumas sugestões francamente úteis. Embora não faça bem o meu género achei que seria um acto de grande generosidade retoca-las e partilha-las com o meu povo.
Aqui ficam e não me gozem.
Para começar
- Conserte ou deite fora tudo aquilo que estiver partido ou rasgado o mais rápido possível.
Não guarde coisas muito desgastadas pelo o uso e que continuam ali entulhadas ocupando espaço
- Nos armários, inicie a organização retirando as roupas e acessórios que não usa
- Guarde coisas semelhantes juntas: arrume roupas no armário de acordo com a cor e fique só com as que realmente utiliza. - Na cozinha e casa de banho a regra é a mesma: cada coisa no lugar certo e se ainda não tem um lugar certo invente-o, assim não perde tempo quando procurar algo.
- Não adie a arrumação, limpeza e organização, transferindo a angústia para o futuro.
- Não junte tralhas nos cantos e nas gavetas, coisas que não servem para nada – folhetos velhos de propaganda, canetas e lápis que não escrevem e mais cem mil coisas que “ficam para a próxima”. Deite fora num arremesso de coragem
Método das três caixas: guardar, deitar fora e doar.
Coloque as três caixas (ou sacos) num local que lhe dê jeito. Ponha tudo o que está fora do sítio numa das três caixas. Quando acabar, a do lixo vai obviamente para o lixo, a de doações vai para o carro para ser levada
Não retire para fora coisas que não possa resolver no prazo de 1 hora.
Prepare-se para 1h de cada vez, quantas vezes quiser – assim quanto o cansaço vencer não ficará com um monte de coisas por fazer, o que desmotiva qualquer mortal
Caixas de entrada
Pode ter duas caixas de entrada – uma para a casa e uma para o trabalho.
Os papéis chegam à sua escrivaninha e aterram em um sem número de lugares. Recados de telefone, anotações e o infindável correio…
Tenha uma caixa de entrada para toda essa papelada. Uma vez por dia (ou uma vez por semana ou qualquer outra periodicidade que se adeqúe a si), processe a caixa de entrada para esvazia-la. Pegue cada item da caixa de entrada e decida que fazer com ele imediatamente: rasgue, delegue, arquive, ponha na sua lista de afazeres, ou faça agora. Não deixe essas decisões para depois. P/ EX. - Sexta-feira é dia de deitar papel fora.
A maior parte de pessoas tem um hábito de colocar coisas ou papeis sobre a mesa ou na escrivaninha com a intenção “de guardá-lo depois”. Bem, é assim que as coisas começam a ficar confusas e desorganizadas. Em vez disso, guarde agora. Só vai lhe tomar alguns segundos, e este hábito o ajudará muito na limpeza e organização depois. Quando se aperceber de que está a deixar alguma coisa para guardar depois, faça um esforçozinho e guarde logo. Em pouco tempo, essa atitude será natural.
- Limpe consoante vai usando. Explicando com um exemplo: lave os pratos após usá-los ou coloque-os na máquina, e aproveite para secar o lava loiças – se deixar a louça acumular, a tarefa vai ficando mais intimidante e até mesmo mais difícil. Dividir para conquistar é um princípio que vale até mesmo para a organização doméstica!
- Organize devagar. Comece por gavetas e armários; depois escolha uma divisão da casa, faça tudo ao seu ritmo e observe as mudanças acontecendo na sua vida, será motivador. Mas não esqueça: Não tire para fora coisas que não possa resolver no prazo de 1 hora.
Se a Sala de TV é onde a família se reúne e onde o nível de desorganização cresce a cada dia, com brinquedos para todos os lados, casacos, cadernos escolares, laptops, sapatos, etc. procure usar o seguinte truque: informe às crianças que a TV não será ligada até que todos os itens estejam em seus devidos lugares: brinquedos na caixa de brinquedos, roupas penduradas no armário, cadernos no quarto, sapatos na sapateira. Sem choro nem vela. Depois de alguns dias de reclamação, essa regra vai funcionar como um passe de magia e logo o “cenário de guerra” acaba. Pense nisso!
Onde está o controlo remoto? Perdido entre as almofadas do sofá? Enfiado na caixa de brinquedos? Está na hora de começar o seu programa preferido e a família inteira anda à procura do controlo...uma ideia é usar uma tira de velcro e prendê-lo num só lugar. Se na sua casa há vários controlos coloque uma pequena caixa sem tampa ou cesto num sítio acessível para todos os controles. O último que usar a TV é responsável por colocá-lo lá. Fim de papo!
Roupas – assim que mudar de roupa tome providências: a que usou vai pendurada para arejar ou vai para o cesto – nada de roupa em cima dos móveis, na sala ou no chão da casa de banho. Essa regra serve para as crianças também! Ajude-as no princípio mas depois delegue a tarefa!
A ideia é aliviar e não sobrecarregarDeixe a roupa que vai usar no dia seguinte separada. A das crianças também. Poupará minutos preciosos, e algum stress, em frente ao guarda-roupa buscando o que vestir logo cedo. Se o clima mudar, o mais que poderá acontecer é mudar uma peça.
Aqui ficam meia dúzia de sugestões para maior efectividade na organização da casa, aplicáveis do menor apartamento de solteiro até a maior casa de família
1. Tenha lugares certos para os objectos que você usa regularmente
Não importa se é só você que o usa ou se é compartilhado: não há por que não saber onde está o carregador do telemóvel! Deixe-o sempre na mesma tomada, ou junto a ela, com o cabo bem fixado, se quiser escondido atrás de um móvel
Na mesma linha, que tal ter um chaveiro bonitinho, bem visível e acessível para as chaves de uso não diário, réplicas, ou, em alternativa, numa gaveta com pequenas divisórias.
E o guarda-chuva – já parou para pensar o quanto é prático ter um gancho ou cabide para deixá-los pendurados na lavandaria?
A cada vez que quer enviaruma carta tem de procurar pela casa os envelopes, os selos e o carimbo de remetente? Solução? Estes 3 itens são usados sempre em conjunto: tenha-os sempre juntos num sítio definido.
Quando que falta a electricidade... vale a pena ter a tranquilidade de saber onde está a lanterna, ou as velas (com fósforos ou um isqueiro que não saia dali, senão não adianta). Uma boa compra é uma daquelar lampadar de emergência que acendem quando há corte de corrente, desde que esteja sempre ligada e garregada, claro.
2. Tire do caminho o que raramente usa
As panelas de fondue, a panela de pressão, são coisas que se usam pouquíssimo. Faz sentido mantê-las num sítio da cozinha que ocupa o espaço de coisas de uso frequente? Não faz, claro. Arranje uma boa caixa de plástico com tampa hermética e guarde as panelas uma dentro da outra num local que possa não ser muito acessível mas que não lhe causará incómodo digno de nota – em cima de um armário ou numa prateleira alta.
Esta fórmula é válida para qualquer tipo de utensílio de uso raro, na cozinha ou fora dela, obviamente. Coloquei na estante também um pote opaco para guardar as moedas que insistem em estar no meu bolso quando eu chego em casa, e a cada vez que o pote enche, faço uma doação das moedas para alguma instituição aqui de perto.
3. Coloque no seu caminho o que não pode esquecer
É prático e útil ter uma bandeja de saída perto da porta de casa (bem visível) para deixar qualquer coisa que precise ver quando sair – uma conta para pagar, um relatório que preciso levar para o trabalho, uma prenda para dar nesse dia, etc.
Para ajudar a que a verificação da bandeja não seja, por sua vez, esquecida, para que se torne num hábito, o melhor é coloca-la junto ao lugar das chaves ou do telemóvel.
Algumas pessoas colocam um quadro de avisos e lembretes perto da porta, mas qualquer zona de passagem obrigatória funciona.
4.Objectos estratégicos: não concentre, espalhe
Há objectos que se usam por todo o lado em casa: tesoura, óculos, caneta e papel, isqueiro e sei lá mais o quê. Considere a hipótese de te vários espalhados pela casa onde lhe fazem falta. Embora minha caixa de ferramentas fique guardada num sítio específico, frequentemente não muito “à mão”, pode-se ter um alicate universal e uma chave de parafusos, que resolvem uns 80% dos problemas corriqueiros num local prático como uma gaveta da escrivaninha ou coisa parecida.
5. Coloque cestos de lixo perto dos locais onde o lixo é produzido
Se o arquivo fica mais perto do que o cesto de lixo, vai perceber que arquivará vários papéis que poderiam ir para o lixo. Tenha um cesto perto de onde abre sua correspondência.
6. Estruture seus arquivos pessoais
Toda a gente tem contas pagas, (sim, e para pagar...) recibos, notas fiscais, receitas, garantias, manuais de instruções e outros papéis que raramente são necessários – mas quando precisa deles, é preciso despender uma boa dose de calma e esforço até encontrá-los.
Faça dossiers pequenos e específicos. São mais fáceis de manipular do que um grande com vários separadores, resistem melhor à preguiça.
Arranje caixas de arquivo para os manuais que mereçam ser guardados, e para quantas outras tralhas de que não consiga separar-se.
UM FELIZ E FÉRTIL EQUINÓCIO
Publicado por Alex à(s) quarta-feira, março 19, 2008 1 comentários
Rei ou Presidente?
10 de Março de 2008
República ou Monarquia?
Paulo Teixeira Pinto, presidente da Causa Real, enfrenta António Reis, Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano.
Ética republicana ou ideais monárquicos? O que divide hoje os dois regimes? As experiências europeias…Fundamentos e valores políticos…Paulo Teixeira Pinto, Gonçalo Ribeiro Telles, António Reis, Medeiros Ferreira e um conjunto alargado de personalidades monárquicas e republicanas
Não é meu intuito escrever um “artigo de opinião” sobre o que ontem à noite foi dito no “Prós e Contras” que teve por mote “Rei ou Presidente?”.
Primeiro porque opiniões há muitas e não me apetece armar-me em palerma com tiques de doutrinária do povo que me lê (Huauu! Esta foi fixe). Parto do terráqueo princípio de que cada um saberá muito bem o que pensar das coisas. Quanto a discuti-las, isso sim, mas não é aqui nem assim. Para se conversar é necessário, pelo menos, um interlocutor, mais ainda quando se discutem ideias oponíveis. Pretendo apenas deixar um brevíssimo comentário ao que, contas feitas, me ficou do programa.
Ficou mais mas não me parece particularmente proveitoso fazer o rol do que penso sobre que disseram os vários intervenientes, quem quis ouviu ou pode ainda ouvir.
“De passagem” posso dizer que o monárquico Luís Coimbra me surpreendeu, pela positiva. Há largos anos que não o ouvia tão racional.
Também o republicano António Costa Pinto esteve francamente bem; não concordo com tudo o que disse mas foi inteligente, mostrou-se sensível a muito disparate que por aí esteve pelo centenário do regicídio, lógico.
Elegi como “Bronco da Noite” o Daniel Oliveira, não por ser republicano, e deixa-o lá estar, mas por ser bronco; ele acha fútil o parlamento discutir uma coisa que se passou há 100 anos... E porquê? “Porque no parlamento só se discute política. No parlamento só se fazem propostas de pesar, sobre qualquer coisa, por causa da política presente, ninguém no parlamento faz propostas de pesar sobre outra coisa que não seja a política do momento. Isto é assim, pode ser bom, pode ser mau mas é assim” . Aí está um bom argumento! Isto tendo começado a sua elucidativa intervenção dizendo que Portugal teve de olhar para os 48 anos de ditadura, foi obrigado a isso, teve de construir a partir d’aí” (SIC) Daí, segundo Daniel, a futilidade...Hum !
Gostei francamente de ouvir o António Sousa Cardoso dizer, a propósito da derrota eleitoral sofrida pelo Partido Republicano com 7% dos votos: “Há uma coisa que eu garanto aqui, é que os monárquicos portugueses não restaurarão a monarquia através de uma revolução violenta como os republicanos o fizeram nessa altura”.
O debate foi um bom princípio, mas só, e válido enquanto princípio; Venha o que falta!
Não me pareceu que os republicanos apresentassem um só argumento de peso, sustentável num debate sério e fundamentado no conhecimento da historia, alicerçado em factos irrefutáveis – as economias mais prósperas, as sociedades menos problemáticas, os regimes democráticos mais estáveis e o encontro real, na prática, de direitos, liberdades e garantias consignados em qualquer código Humanista, encontram-se em Países que se desenvolveram sob uma vigência monárquica.
E mais...
Se for dada oportunidade a um povo de constatar e compreender o que se encontra a montante das qualidades de um Monarca, de uma Pessoa como, por exemplo, e por ser um excelente e próximo exemplo, o Senhor D. Duarte, e a jusante da sua praxis, serão vencidas as doutrinas falsamente libertadoras que se desenvolveram, também elas, num passado já longínquo, pretendendo acusar o regime monárquico de ser a causa de toda a miséria, atraso e desgraça. Inflamaram a inveja dos que pouco ou nada possuíam tapando-lhes as mentes com riquezas e privilégios fidalgos. Instigaram com belíssimas promessas de Liberdade, Igualdade e Fraternidade...
Vejamos onde estamos hoje. A Liberdade e a Igualdade vão sobrevivendo, por vezes a muito custo, muitas vezes vividas; a Fraternidade... bem uns são mais irmãos do que outros e a maioria não sabe quem é o pai.
Quanto à Humildade, que supostamente será condição de “um governo pelo povo e para o povo”, que terá de ser o terreno fértil de onde poderão florescer as três graciosas conquistas populares e democráticas, essa nem sequer ficou no tinteiro esperando ser, algum dia, escrita por punho verdadeiro em documento sério, essa, dizia , evaporou-se.
Melhor do que eu o poderei fazer, exprimiu-o Paulo Teixeira Pinto nas suas palavras de encerramento:
“Não conheço ninguém na classe política em Portugal que tenha um atributo, para não dizer uma virtude, tão rara que é uma palavra em desuso, que é a da humildade, não conheço ninguém que a tenha dom tão elevado como o Senhor D. Duarte, e digo isto não para o elogiar mas para lembrar que a humildade vem da característica do que é Húmus, do que fertiliza. É desse exemplo de humildade que eu acredito que no futuro haverá possibilidade de voltarmos a discutir isto numa base diferente.”
Relativamente ao argumento final expresso por António Reis – e que me pareceu o seu argumento definitivo – de que a ausência de um Órgão de Topo eleito, o Presidente, seria como a ausência de "um fecho de abóbada de qualquer regime democrático (...) existindo assim um deficit democrático por não legitimarem (os Estados Monárquicos) democraticamente o mais alto cargo público de uma sociedade que é o de Chefe de Estado" (SIC)
Pergunto-me se não passará pela cabeça de António Reis que o "edifício democrático" não precisa de "abobada" alguma que o converta num edifício do qual será ausente a Luz natural, que tanto se busca, que o encerrará aos sons do mundo que o rodeia. Quanto a mim nem "portas" deveria ter, muito menos "tecto" – É bom que os habitantes deste edifício, homens e mulheres que constituem o universo social, político e inteligente, saibam, sem disfarces, quando "está de chuva"... Talvez o Grão-Mestre passe demasiado tempo "entre colunas".
O que é imprescindível ao edifício democrático é um “cimento” que mantenha unidas as diversas “pedras” que o constituem, os diversos “materiais” empregues e as diversas “teorias” subjacentes à sua construção e manutenção. Um “cimento” alheio à(s) politica(s) e à saudável rotatividade democrática, nascido em comunhão com o seu povo. Se os nobres pertencem ao Rei, o Rei pertence ao povo e esta é uma pertença de Alma, de Destino, não é, nem pode ser, eleitoral.
Como momento alto, não posso deixar de referir ainda outras palavras “de toque” de Paulo Teixeira Pinto:
“É muito difícil, para não dizer impossível, usar algum argumento contra um Preconceito. Nós estamos no território dos preconceitos muito mais do que no território dos argumentos”
Esta parece-me a grande questão: “monarquia, o quê, voltar para trás?” Se for vencido o preconceito, batalha árdua e ofensiva de interesses inconfessos, os argumentos serão facilmente compreendidos por um povo fartinho de ver uma classe política que vive na “reinação” dos seus “incensuráveis” privilégios. E a coisa não é de agora...
O programa, na integra, está disponível na RTP dividido em 3 partes/ videos
1ª parte - http://ww1.rtp.pt/multimedia/index.php?tvprog=20236
2ª parte - http://ww1.rtp.pt/multimedia/index.php?tvprog=20236
3ª parte - http://ww1.rtp.pt/multimedia/index.php?tvprog=20236
Publicado por Alex à(s) terça-feira, março 11, 2008 0 comentários



















