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AOS VITORIOSOS DO CLUBE DA GALINHÔLA DEPENADA

Dedicado aos meus amigos lampiões que tão profusamente me presentearam com o seu apoio, carinho e compreensão, ontem e hoje, após o jogo Sporting/Benfica
A todos o meu muito obrigada, estou comovida com tanta amabilidade de quem tão bem sabe ganhar.




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LIVRE ARBÍTRIO

O "Espírito de Natal" está connosco todos os dias,
Podemos ou não vê-lo;
Podemos ou não senti-lo;
Podemos ou não ser a parte individual de um mundo um bocadinho melhor.
A isto chama-se Livre Arbítrio
e é o que nos define enquanto Seres Humanos.

FELIZ NATAL

 

TENTEM VER ISTO SEM FICAR DE BOCA ABERTA.

2,12 metros
Sem sela. Sem estribos. Sem esporas.
Quem sabe sabe, quem é bom é bom,
e estes são os dois espantosos: Robert Whitaker e Casino
Um record mundial que demonstra a bons entendedores
o que não é preciso para se conseguir o máximo de um cavalo



DESCUBRA AS DIFERENÇAS

Passos impede expulsão de estudantes 
que exigiam a sua demissão 

 Económico com Lusa   - In "Diário Económico"

Oito estudantes universitários exibiram hoje uma tarja pedindo a demissão do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, enquanto este discursava na abertura de um seminário internacional organizado pelo Sistema de Informações da República (SIRP), na reitoria da Universidade Nova.

Poucos minutos depois do início do discurso de Passos Coelho, os oito jovens, sentados nas últimas filas do auditório da reitoria, levantaram-se e, em silêncio, abriram uma tarja com a palavra "demite-te".

A equipa de seguranças de Passos começou por tentar interromper o protesto e retirar a faixa, mas foi o próprio primeiro-ministro a parar o seu discurso e a pedir que não o fizessem.
"Pedia ao Serra [um dos elementos da sua segurança] que deixasse os senhores ostentarem o cartaz sem nenhum problema, porque vivemos, felizmente, numa situação de boa saúde da nossa democracia, e não vemos nenhuma razão para que os senhores não possam ostentar as faixas que entenderem", afirmou Pedro Passos Coelho, continuando depois a sua intervenção.

Os estudantes universitários mantiveram a tarja durante o resto do discurso de Passos e abandonaram o auditório quando já falava o orador seguinte, Adriano Moreira.

Ao abandonar o edifício da reitoria da Universidade Nova de Lisboa, questionado pelos jornalistas sobre se tinha sido difícil concentrar-se com o protesto, o primeiro-ministro respondeu apenas: "Não, não foi nada difícil".

À chegada às instalações da Universidade Nova, em Campolide, o chefe do Governo tinha sido recebido por uma pequena manifestação de estudantes, que protestavam com várias frases e cartazes contra Passos Coelho, os cortes na educação e contra a 'troika'.

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PRIMEIRO ESTE:
LINK: 
Estudantes interrompem Passos Coelho com faixa: "Demite-te" - País - Notícias - RTP

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AGORA ESTE:
 

ALEGADAMENTE, É MAIS UM TRASTE

«DIAP põe sob lupa os negócios da ANF» 03/12/2012

«O Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa está a analisar novos documentos sobre os negócios da Associação Nacional das Farmácias (ANF). Em causa estão suspeitas de alegados favores do Governo de José Sócrates à ANF, liderada por João Cordeiro, em 2010, avança o Correio da Manhã.
.../...
Nas escutas realizadas a Armando Vara percebe-se que ‘a pedra no sapato' de João Cordeiro seria o então secretário de Estado da Saúde Francisco Ramos, da equipa da ministra Ana Jorge. Essas conversas revelam que o presidente da ANF considerava que Ana Jorge "não percebia um corno" da questão dos preços dos medicamentos e que Francisco Ramos só atrasava o diploma ao levantar sucessivos problemas. Do seu lado, e a tentar fazer aprovar o decreto que seria favorável às farmácias, estavam o então secretário de Estado do Comércio, Fernando Serrasqueiro, e o secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro, Filipe Baptista. 
          .../...
O processo de investigação inicial surgiu no âmbito das escutas do processo Face Oculta, onde foram apanhadas conversas entre Armando Vara e João Cordeiro, tendo sido extraída uma certidão para abrir uma investigação que foi arquivada e que agora poderá ser reaberta.»

 SEM COMENTÁRIOS

O "NÃO GOSTO DE TI" COMO TÁCTICA DE ENGATE

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O semanário "Sol"  publicou ontem a seguinte notícia na sequência do congresso do PCP:


«Comunistas querem Governo de esquerda, mas deixam fortes críticas ao PS»

Se há coisa que admiro no Partido Comunista, e não única, é a sua capacidade de permanecer igual a si mesmo independentemente da realidade politico-social em que se encontre. Já de Álvaro Cunhal se dizia «pode-se perguntar-lhe o que se quiser que ele responde sempre o que lhe apetece». Pois é, esta rapaziada é mesmo assim.

Nas últimas legislativas, de 5 de Junho de 2011, o Partido comunista teve 7,91% do eleitorado, correspondendo a  441.852 votos. Não sei se a rapaziada terá presente que é esta a representatividade que têm na legislatura actualmente em vigor.

Mas vamos mais longe na aritmética para ver se a gente se entende:

O PS teve 28,06% do eleitorado, correspondendo 1.568.168 votos

Ora bem, a soma da percentagem PS/PCP resulta em 35,97%, ou seja, 2 010 020 votos.
O PSD sozinho teve 38,65% , ou seja 2.159.742 votos
A coligação com o CDS-PP ( 11,70% -  653.987 votos) representa 50,35% - 2 795 729 votos

Pergunto eu, o PCP quer um governo de esquerda por alma de quem?

Porque lhes apetece... Pois, compreendo, mas não chega, a menos que assumam que eles é que sabem o que é bom para o povo, que o povo não percebe nada do que devia escolher, a democracia que se lixe, escolhem eles pelo povo.
Sendo assim está bem, estamos conversados. E poupamos uma data de massa nessa mania das eleições.

Não, não estranho nada disto, em 1975 já era viva e crescidinha o suficiente para perceber o que se passava à minha volta - o que, para mal dos meus pecados que já me vão pesando, não é verdade para uma boa fatia do actual eleitorado, arremessadores de pedregulhos incluídos.
Não quero viver outro PREC, não me venham falar em "ditadura do proletariado" outra vez. Proletariado uma ova, se com 7,91% esta rapaziada se quer impor assim, com as rédeas do país, mesmo que "compartilhadas com a esquerdinha caviar", bem podíamos mudar de continente.

E diz no "Sol",
Eleito por unanimidade (ora pois) para um terceiro mandato como secretário-geral, Jerónimo de Sousa disse que está disponível para o “diálogo” com outras forças, mas deixou um aviso: “Ninguém peça ou exija ao PCP que deixe de ser o que é”.
Não Jerónimo, ninguém pede ao PCP que deixe de ser o que é, é uma impossibilidade absoluta. Quando se chega ali parou - no tempo, na mentalidade, na democracia.

Também não passa despercebida a posição do PCP face ao Bloco de Esquerda, malta que os aborrece, rouba-lhes protagonismo e uma fatiazita apetecível de votos. São uns chatos, o PCP não deseja de forma alguma dar-lhes importância, poder então muito menos.
 O PCP quase ignorou o Bloco de Esquerda no Congresso, à excepção de uma crítica deixada pelo deputado Agostinho Lopes, que advertiu que “é uma ilusão” pensar que a saída para a crise europeia passa pelo federalismo como “querem o PS e o Bloco de Esquerda”.

E vale a pena ligar ao que esta rapaziada diz?
Vale.
Não por eles, que não trazem novidades nem alteram em nada o seu discurso, já toda a gente o sabe trautear, vale pelo convite subjacente...
Em terra de cego quem tem um olho é rei, mas só se o usar; se for atrás da cegueira envolvente de nada serve. E poucas coisas cegam tanto quanto a ânsia de poder...
Qual de entre vós se encontra absolutamente convicto de que o PS não seria capaz de corresponder ao convite do PCP com um sorriso maroto?

Não estou esquecida  (não sofro de lapsos de memória selectivos) de que foi o PS a grande força motriz contra os governos provisórios do camarada Vasco Gonçalves, do II ao V,que lá se foi embora a contra-gosto a 25 de Novembro de 75. É verdade, mas nessa altura era o tempo do Carlucci, o PS era outro, ainda não tinha havido legislativas e aquilo a que agora se chama "a direita" ainda não tinha ganho corpo; na altura O PPD/PSD ainda não tinha força e muitos dos que passaram a votar  PSD estavam nas fileiras eleitorais do PS. O fervor revolucionário ainda estava fresquinho e na ordem do dia.
O PS actual é outro, é um PS com oposição à direita e não à esquerda e isto muda todo o discurso... e não só.
É bom, é essencial, que se mantenha isto em mente.
Não seria a primeira vez que o PS delinearia o seu projecto político à socapa e nos presentearia com uma coligação pós-eleitoral surpreendente.
Estou à espera de uma coligação PS/PCP? À priori não, mas não acho impossível, já vi coisas tão estranhas... Como uma coligação PS/CDS...
Vindo dali acredito em tudo.

O artigo AQUI


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O PAI DA PÁTRIA E OS SEUS COMPANHEIROS DE LUMINÁRIAS NA TESTA

Ontem foi publicada uma missiva que 70 iluminados, encabeçados pelo sábio ancião que tanto sabe acerca de salvar a pátria, que me levantou uma singela dúvida: será que algum deles acredita realmente naquele rol de frugalidades distorcidas que constituem o conteúdo da dita? Talvez o sábio ancião acredite, sempre foi um tipo que acreditou no que lhe deu jeito consoante a época. Talvez um ou outro acredite, de entre os signatários há uns quantos que apresentam um tão aguçado espírito crítico e uma tal capacidade analítica que lhes permite acreditar... Em quê? Acreditar, de um modo geral, alheio ao específico e ao circunstancial, tendo por base aquilo que lhes foi impingido como "politicamente correcto" . Os outros... Os outros sabem muito bem das suas conveniências, das suas militâncias, dos seus grupelhos, das suas posições políticas de oposição sistemática não permeável a qualquer tipo de racionalidade que seja contrária aos seus interesses, por mais  óbvio que seja que do poço seco não se tira água.

Esta carta contém frases indubitavelmente lapidares, verdadeiras pérolas da dialéctica político-social. Um mimo! Ou como diz o meu amigo do blog Atributos, uns pândegos.

Como já cá ando há anos suficientes para não me irritar com verborreias de malta pândega, não levo a sério o que de sério nada tem. Confesso que dei umas boas gargalhadas ao ler a tal cartinha que não me é dirigida - na forma - mas que outro destinatário não tem senão o encurralado povo português, a ver se pega o apelo à raiva, ao descontrolo, ao golpe de Estado que nos levaria directos ao buraco negro onde estivemos a cair.
Encurralado sim, mas por quem? Pela Troika? Pelo Passos Coelho? Pelo Gaspar? Não brinquem comigo  sem declararem que estão a brincar; brincar a fingir que é a sério é de mau gosto, além de imaturo. Para não dizer mais.

A primeira declaração que me caiu no goto e libertou a primeira gargalhada diz assim:

«À data das últimas eleições legislativas já estava em vigor o Memorando de Entendimento com a Troika, de que foram também outorgantes os líderes dos dois Partidos que hoje fazem parte da Coligação governamental.
O País foi então inventariado à exaustão. Nenhum candidato à liderança do Governo podia invocar desconhecimento sobre a situação existente.»
 A comunicação do governo de Sócrates sobre as (concluídas) negociações com a Troika, em Bruxelas foi a em Abril de 2011. Haviam começado em Fevereiro e Sócrates só discursou sobre o "bom Acordo" conseguido em Maio.

Todos nós sabemos, os que se querem lembrar e os que se querem esquecer, que até José aparecer na TV ladeado pelo Teixeira (com umas trombas memoráveis), não havia crise nem derrapagem económica - foi um raio de uma coisa que aconteceu de um dia para o outro - uma certa manhã acordámos assim, falidos, sem pilim para os salários do mês seguinte (Maio 2011)

As eleições legislativas foram a 5 de Junho de 2011...
Conclua-se...

«Nenhum candidato à liderança do Governo podia invocar desconhecimento sobre a situação existente.» ??????????????
Pergunto eu, algum português corriqueiro - leia-se, não próximo do governo - podia evocar conhecimento do real estado das finanças de Portugal?
Todos sabíamos, os que sabíamos e os que diziam que não existia, que estávamos num enorme e profundo buraco, já não era possível esconder com discursos, mas alguém tinha conhecimento da real dimensão do buraco? Aahhh, memóriazinhas traiçoeiras!
Menos de um mês antes do início das negociações com o FMI Sócrates dava murros na mesa dizendo que não iria pedir ajuda externa que a derrapagem estava controlada. Não me gozem...
«Os eleitores foram intencionalmente defraudados. Nenhuma circunstância conjuntural pode justificar o embuste.»
Perdoem-me mas estou baralhada, esta frase da missiva refere-se a quem? Quem é que intencionalmente defraudou os portugueses? De que embuste?
Nem gasto mais tempo ou palavras a explicar a pergunta, se alguém não percebeu não irá perceber agora.
«O Governo, num fanatismo cego que recusa a evidência, está a fazer caminhar o País para o abismo.»
Lá estamos outra vez...  Os 70 iluminados referem-se a quem? A que governo? Deve ser ao de José...
Quem é que se viu obrigado a ir pedir ajuda externa, apesar da sua afirmação de que nunca o faria porque  seria «uma indignidade para Portugal» (!!!) e o fez a ferros, porque Portugal já não tinha forma alguma de subsistir?
Foi Passos Coelho que num ano e meio nos colocou nessa situação?
Em menos de um ano e meio Portugal voltou aos mercados reconquistando a confiança dos mercados estrangeiros, relançou as exportações, pela primeira vez começou a equilibrar a balança de importações, viu aprovadas a sequêntes tranches de empréstimo sem as ver perigar.
Custa? Custa, muito. E nem estamos a meio caminho mas, por mais que nos custe, a recuperação da economia tem de passar pela reestruturação do aparelho do Estado, ou estaremos sempre sujeitos ao ciclo vicioso em que nos encontramos há décadas.

Mexer no aparelho de Estado não é, de forma alguma uma política eleitoralista, não agrada a ninguém, nem a quem mexe nem a quem vê mexer mas é absolutamente imprescindível  - apesar de ser cultivada pela oposição a impermeabilidade a esta evidência.
«O Governo, num fanatismo cego que recusa a evidência»? Ó sorte... Não é por demais evidente que temos de nos cingir a uma austeridade sem tréguas se quisermos voltar a ter um país capaz de sobreviver na Europa?
Sim camaradas, no Estado não se mexe, não dá votos nem "jobs" . Nunca se mexeu, custe o que custar, pague-se o que se pagar, o Estado é uma vaca sagrada. Esquelética e moribunda mas sagrada. Não me lixem!
«.../...  sob pena de, pelo interesse nacional, ser seu dever retirar as consequências políticas que se impõem, apresentando a demissão ao Senhor Presidente da República, poupando assim o País e os Portugueses ainda a mais graves e imprevisíveis consequências
Pelo interesse nacional? Não tenho conhecimento de que tivesse vindo a público qualquer carta destes iluminados, ou de outros, a exigir a mudança de política do Zé Sócrates ou a sua demissão... Verdade se diga, as consequências da sua política de esbanjamento, favoritismo e ocultação da realidade, essa sim, um embuste de um admirável embusteiro (justifico para os mais desmemoreádos no fim do post *1), não eram de todo imprevisíveis. Só não viu chegar a actual situação quem tapou os olhos ou era ceguinho.

Que legitimidade têm os subscritores desta carta, nas provas dadas, na sua sapiência para "exigirem" - como é dito na nossa opinativa comunicação social - a demissão de um governo eleito maioritariamente, com um orçamento aprovado na Assembleia da República, doa a quem doer. Este governo é legitimo e eleito democraticamente, como eleito e legítimo foi o governo do Zé Sócrates
Aguentem-se, como eu me aguentei; É o preço da democracia e, ao que parece, estes pândegos  não querem, não querem, não querem. Já o Otelo sofre da mesma doença alérgica.
A pândega está a acabar, a massa para as Fundações, mesmo para a do pai da pátria, foi-se. É uma chatice mas talvez tenham de andar de "Renault Clio"

Este governo, por muito duro que seja, está a fazer o que há muito deveria ter sido feito. Há quem entenda isto, há quem não entenda e há quem, entendendo ou não, se esteja nas tintas, quer é que o governo caia, que reine a esquerda festiva mesmo que o povo não vote nela,  que volte um estilo de vida que não é comportável mas é muito mais confortável. Eu não estou aí, tenho um filho e quero que ele tenha um país.
«Exmo. Senhor Primeiro-Ministro,
Os signatários estão muito preocupados com as consequências da política seguida pelo Governo.»
Queridos Signatários,
Chegam muito atrasados...
Quanto à esperança, a que vocês dizem não ter é a que a mim me resta.


O embuste: *1

A cartinha, para quem quiser ler, está AQUI



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SOBRE A MANIPULAÇÃO SOCIAL

 No blog MALOMIL
João Tinoco

Domingo, 18 de Novembro de 2012
A manipulação da raiva. 

Vale a pena ir ler, devagar, na pausa para o café



SÃO MUITOS ANOS A VIRAR FRANGOS...

Hoje o jantar vai ser assim:
  1. Bifes ou peitos de frango
  2. Queijo creme  (baixo teor de gordura é melhor porque escorre menos)
  3. Salsa, cebolinho, manjericão
  4. Tiras de bacon
  • Bate-se no frango para ficar espalmadinho
  • Pica-se o 3
  • Mistura-se com o 2
  • Barra-se o 1 sem parcimónia
  • Enrola-se com o 4
Forno a 200º cerca de 25/30 min.
A meio tempo convém virar o frango...
Já está.

Come-se sem complexos de culpa

Mais fácil só torradas com manteiga.
(e a manteiga faz tão mal quanto o bacon e dá muito menos gozo)


Experimentem e depois digam quem é amiguinha.



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BBbbbrrrrrrrrrrrrrr

I MAKE MY STATEMENT 
(está um frio do caraças e vai piorar)





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AS BRONCAS DO TÓ-ZÉ

Eles nem sequer nunca estiveram no governo... Têm lá gente para fazer propostas...

Meia dúzia de voluntários?

Eles nem sequer têm pessoal no partido, é a senhora dos telefones que abre a porta e tira as fotocópias...

NÃO DANIFIQUES O PATRIMÓNIO PÚBLICO

HOJE HÁ MANIF.....




UM CRIME POR 500 EUROS

Há umas 3 semanas andou por aí uma notícia sobre uma cavalgadura psicopata que acorrentou um cãozito ao pára-choques do carro e o arrastou pela rua até o deixar abandonado num parque de estacionamento

Encontrado por uma enfermeira, Ana Beatriz Loureiro,  que saía de um supermercado quando foi abordada por duas estudantes que assistiram a cena. O cão foi levado para o Hospital Veterinário da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), onde tem vindo a ser tratado.


“Confirmei logo. Pessoas contaram o que viram, disseram que apitaram, avisaram o motorista, mas ele nada fez. Entrou em um parque e simplesmente abandonou o cão”, conta Ana Beatriz.
Para documentar o horror, a enfermeira fotografou o rasto de sangue nas ruas em que Sparky foi arrastado e os ferimentos do animal. Com a chegada da polícia e o consentimento das autoridades, Ana levou-o para um hospital veterinário e criou uma página no Facebook para recolher fundos para ajudar a pagar o internamento e tratamentos.

Entretanto a PSP já sabe quem é o condutor do carro
Durante o arrastamento do podre bicho duas estudantes da Universidade de Trás-os-Montes anotaram o número da matricula que entregaram à PSP.

Segundo o comissário Soares, do comando da PSP de Vila Real, esses dados foram passados ao veterinário municipal, tribunal e à Sociedade Protectora dos Animais.

“Depois de identificado o veículo, a investigação seguiu no sentido de identificar o condutor e de produzir prova para o incriminar”.

Nesta altura, o processo encontra-se com o veterinário municipal, que o encaminhará para a Direcção-Geral de Veterinária,  entidade que punirá o responsável.

 “De acordo com nossa Lei, um animal é uma coisa e, como tal, o máximo que pode acontecer ao condutor é uma multa”,
explicou o comissário, esclarecendo: 
 “Deverá rondar os 500 euros Segundo a legislação, a multa pode ir até aos 3640 euros mas, por norma, o Estado aplica o valor mínimo”

Moral da história:

Um animal é uma coisa, como uma pedra ou um fardo de palha
  (E depois somos supostos respeitar a lei...  Digo eu...
A lei não se dá ao respeito!)

Se uma cavalgadura destas é capaz,
  1. de abandonar um cão
  2. de o transportar fora do carro preso
  3. de o arrastar pela rua  com todas as consequencias, para o cão, de que tem forçosamente consciência
  4. se o faz à luz do dia, numa zona frequentada por pessoas que testemunham e não se importa com o facto

Pergunta:
Tendo em conta tudo isto, não é absolutamente claro que este personagem é um criminoso?
Não é  absolutamente claro que este tipo é socialmente perigoso e uma besta perturbada?

Solução: 
500 euros de multa
(a falta de selo de inspecção automóvel são 250 euros por cada vez que se é apanhado)

Se sobre os 500 euros acrescesse um valentissimo encherto de porrada ,ou mesmo uma voltinha preso ao lado de fora de um automóvel... Ah, então já acharia muito mais em conformidade com o comportamento deste tarado.

Dão-me licença que diga dois ou três palavrões?
Obrigada.





ACTUALIZAÇÂO

CONTRASTES


 QUE A VIDA TE TRAGA O DOBRO DO QUE TU DÁS


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SEM TIRAR NEM PÔR

 DA PRIMEIRA À ÚLTIMA PALAVRA






«Tenho grande admiração pela nossa polícia. Estiveram mais de uma hora a enfrentar pedradas e insultos, a terem de conter um grupo de manifestantes determinado em provocá-los até ao limite. E depois avançaram com contenção, depois de avisarem que o iriam fazer. São assim as forças da ordem de uma democracia. Só lamento que não tenham conseguido evitar os vandalismos e a destruição de propriedade pública e privada. A pequeníssima minoria que provocou os distúrbios tem também de ser contida pelos que se querem manifestar pacificamente, como é seu inalienável direito.»

José Manuel Fernandes - jornalista - 14 Nov. 12


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"PEDRAS DA GREVE GERAL"

Alguém, com graça
e com muita rapidez,
como é apanágio dos portugueses,
publicou esta imagem

É uma sugestão original a ter em conta...

Este Natal, ofereça "Pedras da Greve Geral". 
Atiradas por gente única. Temos dezenas. 
Escolha o seu favorito/a. 
Ofereça uma das poucas prendas possíveis, antes do fim do do mundo...

 

VÊ S'APRENDES Ó PROFESSOR

Este vídeo não é novo, é daquela época antes das últimas eleições (digo assim para não ferir susceptibilidades, sabem que eu não gosto...) , quando Portugal estava "reduzido a lixo" por aqueles tipos da Finança Internacional.
Sabe bem rever, faz bem relembrar porque anda por aí muito português que está esquecido de por onde passamos há bem pouco tempo, e pode ser que seja instrutivo para quem anda a fazer fitas que não têm ponta por onde se lhes pegue... Nunca é tarde.



Esta coisa dos filmes lembra-me os intervalos e estes lembram-me os anúncios;
Recordam-se deste?























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A PERMANENCIA DA CONSCIÊNCIA

Não vou tecer qualquer comentário sobre esta questão; é um tema sobre o qual sou capaz de conversar, trocar ideias, opiniões, mas escrever sobre este assunto não é coisa que se possa fazer de ânimo leve nem em linhas mais ou menos contadas.
Trouxe aqui esta informação , se assim se pode chamar, por ser uma questão que nos toca a todos - ou deveria - nenhum de nós sabe se um dia terá de enfrentar uma situação destas, enquanto doente ou enquanto observador.
Sabemos muito pouco sobre a consciência, os seus limites, o seu "prolongamento", e menos ainda sobre a sua sobrevivência, ou não.
O que aqui deixo é "um grão de areia" mas, a quem interesse, é uma ponta da linha para puxar neste emaranhadíssimo novelo.


«Doente em estado vegetativo há 12 anos 
consegue comunicar com os médicos» 

«Um homem que se acreditava estar em estado vegetativo há mais de uma década conseguiu comunicar-se através de um exame de ressonância magnética - algo inédito e que pode obrigar a reescrever os manuais de medicina»
«Esta é a primeira vez que um doente com lesões cerebrais graves e incapaz, até aqui, de qualquer comunicação, pode transmitir uma informação sobre o seu próprio estado aos médicos. 
Depois de sofrer um acidente de carro, há 12 anos, Scott Routley ficou num estado que foi considerado vegetativo, sem mostrar qualquer sinal de consciência ou capacidade de comunicar.
O canadiano, 39 anos, foi agora submetido a uma série de perguntas enquanto a sua actividade cerebral era avaliada através de uma ressonância magnética. E conseguiu passar aos médicos a informação de que não tem dores.
"Scott conseguiu mostrar que tem uma mente consciente e pensante. Examinámo-lo várias vezes e o seu padrão de actividade cerebral mostra que está claramente a escolher responder às nossas perguntas. Acreditamos que ele sabe quem é e onde está",
explica o neuro-cientista britânico Adrian Owen, líder da equipa do Instituto da Mente e do Cérebro, da Universidade de Western Ontario.
"Poder questionar um paciente sobre algo importante para eles tem sido o nosso objectivo há muitos anos. No futuro poderemos perguntar o que podemos fazer para melhorar a sua qualidade de vida. Podem ser coisas simples, como o entretenimento ou as vezes ao dia que são lavados e alimentados",
acrescentou, exultante, em declarações à BBC.
O neurologista que tem acompanhado Routley, Bryan Young, admite que os resultados da ressonância magnética transformam todas as conclusões que têm sido aceites ao logo dos anos sobre este tipo de doentes.
"Ele tinha o quadro clínico de um doente vegetativo típico",  relembra.»
In "Visão" on line - 13 Nov.2012
Nota: Este texto foi corrigido de Acordês para Português

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Link ao artigo completo na BBC News/Health
Transmissões televisivas BBC:
  • Fergus Walsh presents The Mind Reader: Unlocking My Voice - a Panorama Special BBC One, Tuesday, 13 November, at 22:35 GMT
  • BBC World News on Saturday, 17 November, at 09:10 GMT , and 
  • Sunday, 18 November, at 02:10 & 15:10 GMT
Após estas datas ficará disponível on line durante alguns dias no BBC Panorama

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Na página da BBC/Health de Fergus Walsh, o correspondente médico da BBC, encontra-se um artigo deste autor, que passou mais de um ano seguindo doentes com danos cerebrais em Inglaterra e no Canadá, escrito para a apresentação do programa a apresentar pelo programa Panorama/BBC, no qual se propõe abordar questões como as seguintes:
«O que significa o estado vegetativo?
Acordar de um coma, abrir os olhos e, ainda assim, não apresentar tomada de conhecimento aparente?
Qual  o impacto nas famílias destes doentes, não sabendo se os seus entes queridos os reconhecem e se as palavras que dizem são compreendidas ou caiem no vazio?»
«What does it mean to be vegetative? 
To wake from a coma, open your eyes and yet have no apparent awareness?
What is the impact on the families of such patients, not knowing if their loved ones recognise them and whether the words they speak are understood or fall into a void?»

No pequeno, mas interessantíssimo vídeo que publico abaixo, Fergus Walsh fala com o Professor Adrian Owen, o neurocientista britânico que chefia a equipa do Instituto da Mente e do Cérebro, da Universidade de Western Ontario, que tem vindo a seguir Scott Routley, o doente referido no artigo da BBC e publicado pela Visão. Aqui explica, e mostra, a diferença entre um cérebro saudável, um em estado vegetativo e um em que, apesar do indivíduo ser mantido fisiologicamente vivo em suporte artificial,  apresenta morte cerebral

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E por fim, assim à laia de motivação para aprofundar o conhecimento sobre esta matéria e sobre o trabalho do  Professor Adrian Owen, que ele tem vindo a diversificar e a aplicar em vários campos das patologias cerebrais cognitivas, como, por exemplo, a doença de Alzheimer.



SOL NA EIRA E CHUVA NO NABAL

O jornalista Paulo Gaião escreveu, ainda no dia 25 de Outubro, um artigo no "Expresso" denominado:

 «O filme de Marcelo vai ser um fiasco na Alemanha» ..........................está AQUI
(obviamente... mas pelo menos parece que está a ser um êxito de bilheteira cá no nosso burgo).

Não acertou no conteúdo do filme, julgou que seguiria uma linha mais histórica; só fez um bingo ao dizer que iria lembrar os alemães o quanto já os apoiamos, mas convenhamos que adivinhar tal conteúdo não era nada fácil, há ideias que só passam mesmo pela cabeça do Marcelo.
Pois mas agora não vou falar mais do filme, já tomei dois Alka-Seltzer e não quero abusar.

Estou a referir o artigo do Paulo Gaião porque a dada altura, já quase no fim, ele diz algo que estou cansada de pensar e até de dizer em conversa e que me parece fundamental ter em mente quando se aborda o incontornável tema da carga fiscal:
«Hoje, queremos fugir ao programa da troika. Fixámo-nos na questão do aumento brutal dos impostos mas muitos dos que hoje protestam seriam dos primeiros a vir para a rua se o governo  cortasse a fundo na despesa pública e atirasse 150 mil funcionários (públicos) para o desemprego.»
Ah pois é!
Ninguém contesta que a contribuição em impostos - do IRS ao IVA passando por todos os outros, individuais e colectivos - é uma carga avassaladora; nem mesmo o ministro das Finanças tentou sequer dourar a pílula quando anunciou "um brutal aumento de impostos". Mas...
Quando se fala da taxa de desemprego - que ao pé da espanhola é uma menina - não é sequer contestável que o governo tem, na medida do quase impossível, tentado conte-la e se tem recusado a libertar o Estado dos cerca de 150 mil funcionários públicos excedentes.
Excedentes esses que todos nós estamos a pagar, públicos e privados, indivíduos e empresas.
Quem berra nas ruas não berra por este despedimento a fim de não sobrecarregar tanto a carga fiscal. Berra por Sol na eira e chuva no nabal. Pois, não dá...

Não sei se o coronel Otelo teve isto em mente quando se dispôs a fazer ameaças no fim de semana passado como se a resolução do problema da carga fiscal estivesse ali à mão de semear. Também não sei se ele teve em mente que aquilo que disse, sendo ele um militar, constitui um crime. Sei que sonha com uma revolução para depor um governo inequivocamente eleito. Sei que sonha em montar, outra vez, o cavalo do poder e ser o Grande Libertador da Pátria, o Che Guevara nacional mas ele ainda não disse como é que resolvia o problema; havia de ser bonito de se ver. Megalomanias...
O coronel Otelo anda a pedir chuva, anda... no nabal.



BOM POVO ALEMÃO, TENHAM PENA DE NÓS!

Anda por aí um grande sururu por causa de um vídeo feito pelo Marcelo Rebelo de Sousa e pelo Rodrigo Moita de Deus que o Marcelo foi apresentar na sua intervenção semanal na TVI. segundo Marcelo afirmou « "as autoridades" (?) alemãs teriam impedido que o vídeo fosse apresentado em Berlim este fim de semana por razões políticas» (ver artigo no final deste post)
Eu não sabia de nada porque, sendo rapariga de mucosas delicadas, raramente me dá para ouvir o Marcelo, só quando ele me apanha desprevenida.
Esta manhã quando abri o Facebook levei um autêntico banho de emersão no tal vídeo; Isso e fotografias em homenagem  à Ângela Merkel.
Quando fui ver o meu correio electrónico lá estava... Houve uma boa alma que me enviou o tal vídeo não fosse a coisa escarpar-me e eu ficar desprovida da importantíssima informação. Claro que nesta altura já me tinha dado ao trabalho de ver, e de ouvir, sobretudo ouvir, a peça.
Dispunha-me a seguir adiante e a dar ao facto a importância que me merecia.
Depois vi um comentário da minha queridíssima prima Paula, rapariga arreigada e de pouco calar, que tinha recebido a tal peça pela mesma boa alma que me presenteara.




 E a Paula diz assim:

«Podíamos ter feito algo tão ou mais informativo e talvez menos "intrusivo". O vídeo feito pela Câmara de Cascais estava bem feito, apenas falava de nós e não por "comparação" com ninguém. Valemos por nós .... no vídeo até parece que os alemães "superiores" somos nós. Pessoalmente não gostei! Somos capazes de fazer muito melhor!
 Beijos a todos »
 Paula G.
...e pensei: Espera aí, afinal não sou a única delinquente da família. E resolvi responder à Paula, e a quem mais pudesse estar interessado na minha opinião.
Escrevi-lhe mais ou menos assim:

Pois é Paula, estou contigo.
O Marcelo é, sempre foi, um construtor de "factos políticos" já não me lembro quem assim o apelidou mas acertou na mouche.  Inteligente, culto e advogado, pior: Prof. de Direito, com uma ascendência política do pioriu em termos dialecticos, é um gajo perigoso. Sempre foi ( caso alguém de memória mais leve já se tenha esquecido da confusão construída em torno das "Opções Inadiáveis".)
 O Marcelo não é um malandro no sentido corrente do termo, o Marcelo é um Senhor Malandro, homem de ocultas intenções, sempre.
Este vídeo foi, supostamente, feito com com o objectivo de:  «mostrar aos alemães como se vive e trabalha em Portugal, o impacto das medidas da Troika no país e para melhorar a imagem de Portugal junto da população alemã». Pois. 
Santa paciência, não se engole. Este vídeo foi feito com objectivos completamente diferentes daqueles que oficialmente propõe e publicado mesmo a tempo de dar raia em cima da visita da Chanceler alemã a Portugal. Coincidências...
Depois de o ver com toda a atenção mais de uma vez não posso deixar de pensar que se trata de uma mensagem descaradamente demagógica embora inteligentemente construída.
Então mas não é verdade? É, à primeira vista é verdade.
Então mas diz alguma mentira? Não, à primeira vista não diz.
Pois! Se quisermos fazer todos de conta que a meias verdades e as omissões conscientes são Verdades. Mas não são.
Aquilo que é omitido e o que é dito como se fosse assim, só assim, serve plenamente os objectivos com que o vídeo foi feito, sobretudo escrito, e nós, todos nós, os que queremos puxar a brasa a determinadas sardinhas - como as sardinhas do Marcelo - e os outros, os que não estão nem aí, sabemos bem, intrinsecamente bem, que a verdade, toda a verdade e nada mais do que a verdade, não é esta. Não sendo uma mentira está longe de corresponder à realidade. Nós, portugueses, sabemos, o Marcelo também sabe mas isso não tem qualquer importância. A realidade, que é outra, é deglutida e pintada com as cores dos autores da pintura; como dizia o outro das botas: «Em política, o que parece, é»

Em política, o que parece, não é, mas parece mesmo, digo eu.

 Abstenho-me de qualquer outro comentário, não vale a pela entrar por aí.
  • Não vale a pena comentar a afirmação de que de 1974  para agora passamos de uma taxa de analfabetismo de 33% para uma média igual à da U.E.
  • Não vale a pena comentar a afirmação de que erradicamos os bairros da lata.
  • Não vale a pena comentar a afirmação de que por vezes gastamos dinheiro em coisas desnecessárias.
  • Não vale a pena comentar a afirmação de que temos um dos melhores parques automóveis da Europa do qual 41,3% é alemão... (contando com os Opel Corsa, claro)
  • Muito menos vale a pena comentar a afirmação de que instalamos uma das maiores redes de abastecimento de carros eléctricos da Europa (g´anda negociata hein!), ainda que praticamente não existam tais automóveis em Portugal; e por quê?
  • Não vale a pena comentar a afirmação de que ainda estamos à espera de que a Alemanha nos venda os carros eléctricos. (Os malandros não os querem vender...)
  • Não vale a pena comentar a afirmação de que gastámos mil milhões de euros em dois submarinos, alemães, de última geração.(Foi para lhes fazer um jeito, claro está)
  • Não vale a pena comentar que que no último ano e meio cortamos assombrosamente na despesa de Estado com repercussões em salários pensões e serviços - está visto e sabido que a culpa, sim, a grande culpa é da Troika e, como é evidente, dos alemães, não nossa.
  • Talvez valesse a pena comentar que foi, de facto, o maior corte de Despesa do Estado desde 1974 mas seria necessário explicar por que foi realizado só agora... Pois, não vale a pena... Não dá jeito nenhum. Até por que depois talvez se começasse a explicar também o que levou a tão brutal aumento de impostos... Não tem cabimento, não vale mesmo a pena...
  • Sobretudo não vale a pena comentar como é que nós trabalhando mais anos do que os alemães e mais horas, ganhando nós muito menos do que os alemães e pagando comparativamente mais impostos, mesmo assim conseguimos produzir muito menos do que os alemães e ter uma produção e uma economia incomparavelmente inferiores às dos alemães. Sobretudo isto não vale a pena comentar
  • O que vale a pena é mostrar como somos bonzinhos, bem comportados e solidários com os nossos comparsas europeus, isso sim.
E o Marcelo, não sabe? Sabe... O Marcelo sabe muito...

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«Embaixada da Alemanha nega que tenha impedido divulgação de vídeo de Marcelo»

Embaixada alemã nega censura a vídeo de Marcelo 
Expresso - 12 Nov. 12


A embaixada da Alemanha em Portugal garante que jamais tentou impedir a transmissão do vídeo sobre Portugal, promovido por Marcelo Rebelo de Sousa.

Ler mais AQUI


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VERDES E ROÍDOS

Se há coisa que me chateia à face da Terra é a dor-de-cotovelo: só vem de quem é pequeno mas se julga maior, de quem é complexado, de quem não compreende a verdadeira natureza do poder, de quem é rasca, pindérico de alma. A dor-de cotovelo é um drama nacional que grassa e cresce como erva daninha.


Quando a Manuela Ferreira Leite foi candidata a primeiro-ministro nas legislativas que lhe assistiram, passo a expressão, o Pedro Passos Coelho fartou-se de lhe morder a nuca. Não achei nada bonito, na altura achei até muito feio, para usar uma expressão que não me leve a alongar sobre o assunto.
Continuo a não achar bonito mas hoje pergunto-me quais as razões que o levaram a proceder assim e fico-me com a interrogação.

Ferreira Leite não aguenta ver "um puto" que conseguiu fazer o que ela ficou longe de conseguir: vencer Sócrates nas eleições, chefiar um governo. Não aguenta e rosna, com garras e dentes. Não é o sofrimento popular que a tira do sério e a leva a dizer coisas, de compostura duvidosa, que ficam mal a quem se pretende liderático. Manuela quer arrasar e, quando arrasa, não vê nada senão o seu alvo, arrasa indiscriminadamente, o povo que saiba que VAI MORRRRER! De fome, de frio, de calor, de estafa, de deseperança mas VAI MORRRRER!


Do Cavaco nada, ou quase nada, me surpreenderá. O Cavaco vem de origens humildes, tudo bem.
Tudo bem? Não, não para ele. O Cavaco quer estar acima, precisa sentir-se acima; precisa provar que venceu, que se licenciou com a mais alta classificação do seu ano, que se doutorou na Universidade de York. Pois, não chega. Há coisas que não vão lá com cursos nem com dinheiro, nem tão pouco com as hierarquias sociais; uma das coisas que exigem é humildade, e essa, Cavaco renega-a por necessidade interior, é um falso manso, um sonso. Cavaco não é honesto, é honestozinho, bom pai de família, trabalhador. Honesto vem do carácter, honestozinho vem de uma educação judaico-cristã-pequeno-burguesa.
Cavaco pouco diz, espera que haja quem diga. Calou-se com Sócrates durante anos e agora salta-lhe a tampa de Pai-de-família-que-exige-respeito e dá-lhe para falar. Fora de tom, fora de horas, fora de propósito. E farta-se de dizer disparates por mais que o faça com um ar compostinho e bem intencionado. Cavaco não grama quem não o olha de baixo para cima, dá-lhe conta das boas intenções. Enfim, cada um tem os seus dramas pessoais...

O PS é um reino de oportunistas bajuladores que mantêm a face perante o líder, é o líder quem distribui as cartas e talvez ainda calhe bom jogo. É, mais do que qualquer dos outros, o partido dos "Jobs for the boys" - quando não há jobs em distribuição gera-se alguma acalmia, o líder sobressai, à excepção de quem quer a cadeira do líder, claro.


O PSD é um reino de invejosos. Dos que lá estão há muito tempo restam aqueles que tiveram estômago para lá se aguentarem; gente à séria, da velha guarda, deixou as hostes partidárias há muito, muitos deles quando Cavaco ascendeu, e Cavaco bem fez por isso. Compreende-se...

No PSD há uma nova geração, com bons e maus mas apenas tolerados, obrigatoriamente, pelos restos dos "barões do PPD".
Esta nova geração não é obediente e discreta como, por exemplo, António Capucho foi no seu tempo. Esta nova geração, bem ou mal,  quebra as amarras aos seus mentores, uma chatice! E não olha de baixo para cima por dá cá aquela palha, a antiguidade não é um posto. Nem Ângelo Correia, tipo de mente aberta, nem Marcelo Rebelo de Sousa, que não conhece lealdades, levam isto com bom modo, fartam-se de espernear cada um para seu lado e estão muito bem acompanhados. Cavaco lambe-se quando ninguém está a olhar.
Lamentável.


E o CDS/PP? Lembra-me uma musiqueta de Verão que andou aí na berra:
«Follow the lider, lider, lider, follow the lider, Let's Go»
Seguir o líder sim, é bonito, mas discretamente. Se o líder mandar discordar, pontualmente, discorda-se. Paulo Portas é um tipo invulgarmente inteligente ao que acrescenta uma educação muito acima da pimpineira nacional. É um bom maestro, mantém tudo bem orquestrado e os instrumentos prontos a entrar na altura certa. Não sei bem o que nele é mais relevante, se a inteligência, se a ambição, mas suspeito que seja a segunda e isso leva-o a resvalar... O chico-esperto que há nele leva-o a esquecer que nem todos os outros são parvos. Mais... há sempre alguém que chega para nos pôr no lugar.
O Paulo Portas é tema que tem pano para mangas... Por agora não me chega a linha para tanto.


Como é bom de se ver, hoje deu-me para deixar a oposição em paz, à excepção daquelas míseras quatro linhas dedicadas ao PS, só por amabilidade.

É que enquanto que as verborreias e desacatos vindos da oposição, por mais convictos ou demagógicos que sejam, fazem parte de um jogo político tão velho quanto o desejo pelo poder e as tácticas da sua conquista, as críticas expostas por membros dos partidos governamentais são, salvo raríssimas excepções, expressões de inveja mal disfarçada e traiçoeirismos de quem não conseguiu lá chegar mas almeja sordidamente apenas o insucesso alheio, doa a quem doer, prejudique-se o que se prejudicar, mesmo que seja o país.

Então não se pode discordar?
Pode e, em muitas circunstâncias, deve-se; mas utilizem-se os canais próprios em sede própria; diga-se o que houver a dizer, exponham-se razões, apresentem-se alternativas e soluções - viáveis.
Quando se opta por fazer o Carnaval nos meios de comunicação social, quando se persegue um protagonismo crítico sem qualquer espírito construtivo, sem qualquer outro conteúdo que não seja a crítica, o descrédito e a auto-promoção, não se vai a parte alguma. Mas é pena - bem podiam ir àquela parte...

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Na sequência deste estado de espírito...
Entre Manuela e Aníbal troca-se "uma carapuça" que serve a muito boa gente.

Vale a pena dar uma leitura a um artigo publicado no "Expresso" com o sugestivo título:
«Manuela Ferreira Leite não se importou em 2002 que estivéssemos todos mortos em 2012» 

A Cavaco dedica-lhe o mimo de lembrar de um artigo seu, que deu que falar na época de António Guterres: "O Monstro" - sobre a despesa do Estado sob Guterres:
« "Muitas pessoas pensam que os serviços fornecidos pelo Estado não custam nada porque sofrem de ilusão fiscal e não se apercebem de que as despesas têm sempre de ser financiadas com impostos, presentes ou futuros".   »
De Ferreira Leite  Ferreira Leite cita a sua frase lapidar, no mais próprio sentido do termo, quando a bela dama disse  que é uma ilusão pensarmos que consolidamos as nossas contas nos prazos definidos pela  troika. (e ela reza todos os dias para que tal não aconteça)
« "Estamos a tentar passar um atestado de estupidez aos credores"»
O artigo, de Paulo Gaião (22 Out.), termina assim:
«As reformas estruturais que Ferreira Leite podia ter iniciado em quase três anos de ministério das Finanças nem esboçadas foram.   
Na altura, não lhe interessou que pudéssemos estar todos mortos em 2012...    »
Artigo completo AQUI


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MOMENTO

Uma foto descarregada do telemóvel de um novaiorquino para o facebook (TRETA!)


«This is an amazing shot of New York today with the Frankenstorm bearing down.»

ESTA É UMA DAS FOTOS FALSAS DIVULGADAS NA NET 

AQUI, Ó:  
http://www.meteorologynews.com/2012/10/29/fake-hurricane-sandy-photos-already-spreading-across-web/


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MUDANÇA DE HORA, A VINGANÇA!

Não não, não vou mudar o despertador, 
vou deixá-lo tocar, rir-me nas trombas dele e dormir mais uma hora 




IRREFUTÁVEL

O cão ladra
O meu filho grita com o cão:
- CALA-TE.
O cão ladra mais alto, está a refilar com o meu filho.
O meu filho sente-se gozado e grita mais alto:

- ESTÁS A OUVIR? CALA-TE

Eu digo, à beira da desistência:
- Não sei qual de vocês é mais cansativo...
E o meu filho, coisinha mai-linda-de-sua-mãe, responde:
- Não sabes? Mas eu posso dar-te essa informação, de borla!
O mais cansativo é o cão, cansa-te a ti, a mim e ao outro cão. Eu só te canso a ti.

POIS!

(Esta foto foi há pouco, quando acabei com a discussão e mandei tudo para a cama, os 3.)


ROMNEY, O ESTRATEGA.

Talvez Mitt Romney pense que ao acabar a guerra no Iraque o pais desapareceu do mapa; ou talvez o considere deslocado mais para oriente. Seja lá por que for Mitt Romney fez desaparecer o Iraque do sítio onde é suposto estar; só assim se compreende que tenha resolvido que o Irão faz fronteira com a Síria e, por isso, esta é muito importante para o Irão pois é a sua passagem de serventia, o seu caminho aberto, para o mar. Daqui atrevo-me a inferir que, segundo Mitt Romney, o Irão não tem costa maríítima...


Não, não estou a inventar! Durante o terceiro debate entre Romney e Obama, ontem à noite, o inimitável Romney saiu-se com esta:
«A Síria constitui uma oportunidade para nós porque tem um papel determinante no Médio Oriente, especialmente nesta conjuntura. A Síria é o único aliado do Irão no mundo árabe, por ser a única saída para o mar. É a via para armar o Hezbollah no Líbano, que ameaça os nossos aliados israelitas. Por isso, remover Al Assad do poder é uma prioridade para nós.»In Euronews, 24 Out. 12

Não há dúvida que este rapaz é de "Olhão"... ou talvez melhor dizendo, de "BigEye", sim senhor. De uma cajadada matou vários coelhos. Não só acabou com o incómodo Iraque como afirmou aquilo que me parece uma refinada argolada de política internacional:

Ao dizer:
«A Síria constitui uma oportunidade para nós porque tem um papel determinante no Médio Oriente...»  
e acrescentando ainda (como se fizesse falta),
«É a via para armar o Hezbollah no Líbano, que ameaça os nossos aliados israelitas. Por isso, remover Al Assad do poder é uma prioridade para nós.»,
Romney disse aquilo que pensa mas não terá pensado bem o que disse... Embora não ignorando por completo a selvática situação que grassa na Síria há já quase dois anos, da qual disse "É um desastre humanitário", sobre Assad nem uma palavra, o que Romney transmitiu foi que o sacrilégio que se vem passando na Síria é (desculpem) cagativo, o que interessa é que constitui uma oportunidade. ( no vídeo aos 2m20s+ -)
Há coisas que se podem pensar, isso vai da alma de cada um mas, em política, não se podem dizer, muito menos alguém com pretensões a presidente dos E.U.A.

Já agora, e por curiosidade, o que Obama disse sobre a Síria começou assim:
«What we see taking place in Syria is heartbraking and that's why we are gonna do everything we can to help the opposition»
e depois segui explicando que quando se refere a ajudar a oposição tem de saber exactamente quem está a ajudar, por armas nas mãos dos rebeldes não é coisa que possa fazer sem certezas - e não só ( no vídeo aos 1m50s+ -)
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Romney representa de facto uma certa face da América, uma espécie de mistura de Archie Bunker e de Alf, a coisa do outro mundo, mas com menos graça; qualquer um deles seria capaz de confessar não perceber por que não se abrem as janelas dos aviões... If you see what I mean.

E mais não digo, muito menos comento






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CHINESICES

O comércio chinês na Europa é de nos deixar com os olhos em bico.
Se não nos cuidamos acabaremos todos a comer com pauzinhos; tenho cá para mim que o chinês não guerreia, infiltra-se e ocupa, devagarinho, sem grande estrilho.
São muitos e variados os estratagemas utilizados nestas conquistas silenciosas - comerciais, económicas e o que mais conseguirem - e lhes permitirmos.

Agora acabei de me aperceber de mais uma "inocente" estratégia que, alíás, já me vinha fazendo confusão há muito tempo:
Estou fartinha de me deparar com produtos descaradamente "Made in China" marcados com o logótipo "C E" europeu. Não estão só nas lojas chinesas, estão por todo o lado, nos super-mercados abundam.
Recebi um e-mail que , finalmente, me explicou este mistério.

Existem dois símbolos "C E" que aparecem nas embalagens comercializadas

O original,  marcação imposta pela Comunidade Europeia: "C E" - que significa a sua conformidade com a legislação comunitária;

o estranhamente semelhante "CE",  que significa China Export (Exportação Chinesa)

Ele há coincidências do caraças, não é?

Como distingui-los?
Não é difícil, basta só um pouquinho de atenção para que a nossa "Esperteza Saloia" bata aos pontos a "Esperteza Chinesa", olhem só:

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ME CHINESE VERY CLEVER! 


ACIMA DAS NUVENS BRILHA O SOL

Neste nosso cantinho à mar plantado, terra de fado e de destino marcado, a sacro-santa comunicação social faz eco da desgraça que vai lavrando e germinando no coração dos portugueses. Só reflete a desgraça, a dificuldade, o peso da vida. Na nossa comunicação social não há dias de Sol, só manhãs de nevoeiro em que vários candidatos permanentes a D. Sebastião se fazem anunciar  dizendo saber caminho, que mantêm secreto, e Velhos do Restelo que anunciam a nossa morte iminente.

Muito de vez em quando lá consegue aflorar à superficie uma ou outra notícia ensolarada que tenta iluminar o rasto obscuro dos profetas das desgraça; e, quase sempre é deglutida pelas sombras sabiamente projectadas por essas almas que insistem em que acreditemos que somos todos defuntos sem esperança ou salvação.

Antes que a notícia desapareça por entre as trevas reforçadas a cada dia por aqueles que nos dizem já num purgatório inevitável deixo-a aqui gravada antes de os próximos notíciarios a fazerem desaparecer para os confins da memória.

« Onze países da União Europeia 
fecharam 2011 com défice acima de Portugal »
22 Outubro 2012 | 10:20 - Negócios on line

« Portugal tinha, no final de 2011, a terceira dívida pública mais elevada entre todos os países da União Europeia. Quando ao défice Portugal surge melhor, já que são onze os países que surgem com um desequilíbrio orçamental superior a 4,4% do PIB. »

«Portugal fechou 2011 com um défice orçamental de 4,4% do PIB, o que representa uma redução face aos 9,8% verificados em 2010, de acordo com os dados hoje publicados pelo Eurostat, que mostram que Portugal é o 12º País da região com o desequilíbrio orçamental mais elevado.

Quanto à dívida pública, Portugal surge bem pior no “ranking” europeu, já que apresenta o terceiro valor mais elevado entre os 27 países da União Europeia. A dívida pública portuguesa fechou 2011 nos 184,7 mil milhões de euros, o que representa 108,1% do PIB. Só a Grécia (170,6%) e a Itália (120,7%) surgem pior que Portugal, sendo que a Irlanda surge logo depois de Portugal, com uma dívida pública de 106,4% do PIB.»

E mais: 

 Visão - 22 out (Lusa) --

O saldo conjunto das balanças corrente e de capital foi positivo nos primeiros oito meses do ano, tendo Portugal registado um excedente de 751 milhões de euros face ao exterior, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).

Este dado é uma novidade relativamente às últimas décadas, em que o saldo com o exterior era sistematicamente negativo. Nos primeiros oito meses do ano passado, registou-se um défice de 7321 milhões de euros (para o ano inteiro, o saldo foi de -8976 milhões). Em 2009, o défice tinha atingido os 17 mil milhões de euros.

A balança corrente inclui exportações e importações de bens e serviços e o saldo de rendimentos e transferências. Para o mês de julho, pela primeira vez desde que há memória (os dados do BdP começam em 1996), esta balança teve um saldo positivo, embora de forma quase residual (4 milhões de euros). Em agosto, contudo, o saldo voltou a ser negativo, um défice de 220 milhões.»

Dá para entender?
Será preciso fazer um desenho?


Não pretendo acreditar, menos ainda "fazer acreditar", que estamos à beira de viver dias ensolarados,  pretendo apenas fazer eco do que é sistematicamente abafado:
a situação de sacrifício e dificuldades acrescidas que vivemos em Portugal não é uma terra queimada e salgada de onde a vida não tem chance de resurgir, é uma terra fertil que todos precisamos arar, plantar e regar, não pisar e revolver como se nada estivesse germinando.



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MOSTRA-ME A TUA PÁGINA E DIR-TE-EI QUEM ÉS

Tenho-me confrontado variadíssimas vezes com perguntas e opiniões de amigos sobre a minha resistência, mais do que resistência, rejeição, à publicação de dados pessoais, inclusive fotografias, nas redes sociais - concretamente no Facebook.
Face ao à-vontade com que vejo gente normal e ajuizada publicar fotos suas, dos seus filhos, das suas casas, vezes chego a perguntar-me se serei paranoica...
Não sou uma pessoa desconfiada, nem sequer particularmente cuidadosa com o que digo, mas há alguns aspectos em que vida me ensinou a não ser tão confiante quanto a minha personalidade aberta e comunicativa me levaria a ser; e estranho a facilidade com que as pessoas acreditam na segurança e na confidêncialidade.

Há tempos fui a um jantar de antigos colegas de liceu; tiraram-se inúmeras fotografias que vieram a ser partilhadas nas respectivas páginas do Facebook. Compreende-se perfeitamente: foi a partilha de momentos agradáveis passados entre ex-colegas que, na sua maior parte, cresceram juntos - amigos de calções. Inevitavelmente lá apareci numas quantas... Ninguém morre por isso, pensei. A questão não é essa, a questão é que de alguma forma estava a prevaricar relativamente a uma decisão que tomei. Acabei apenas por retirar as "etiquetas" com o meu nome que identificavam as fotos numa atitude talvez lida como antipática, presumida ou paranoica. Espero que não mas paciência.

"Toda a gente põe fotos no facebook, qual é o mal?"
Mal? Nenhum.
Infelizmente não vivemos num mundo de gente normal em que o "mal" é coisa do "além".
A ideia de que «Informação é poder» é distorcida e retorcida das formas mais maliciosas e inimagináveis para o comum dos mortais que vivem o seu dia a dia corriqueiramente.
Se há situação que faço o possível por evitar é dizer "nunca me passou pela cabeça que...". Não é uma atitude doentia de desconfiança permanente, é apenas tentar não ser inconsequente, ter uma noção racional - não medrosa ou doentia - das repercussões que actos inocentes, mas descuidados, poderão ter.

 Frequentemente fico de pasmada com algumas fotos que vejo no Facebook, em especial quando se trata de crianças e adolescentes. E, conjuntamente com estas fotos, a quantidade de informação disponibilizada.

Há cerca de um ano resolvi fazer uma pequena experiência com um caso concreto que me é afectivamente próximo mas com o qual não interfiro minimamente.
Peguei num papel e numa caneta e comecei a anotar toda a informação que encontrei na página de uma adolescente muito giraça, naquela idade em que nos dá para estar em comunicação diária ( se não horária) com amigos e colegas com quem vivemos o nosso dia a dia.

Nada na página daquela rapariguinha leva a pensar que busque sarilhos nem sequer que se esteja "nas tintas" para a discrição.
Publicava as fotografias de que mais gostava - claro, qual é a miúda que não gosta de se ver, e que a vejam, bonita? - em algumas só, noutras com amigos, algumas em fato de banho - as férias e os dias de sol são irresistíveis - algumas em casa outras na escola ou nos locais onde se encontra com os amigos.
As fotos de casa davam uma ideia aproximada do nível social dos seus habitantes, como é evidente. As da casa, do telemóvel em cima da mesa, as bijutarias, roupas, relógios, férias, óculos de sol, locais frequentados, aspecto dos amigos, etc. Enfim, um bloco informativo ali mesmo para quem o quisesse ler...

Em poucos minutos eu sabia o nome completo da menina, a zona onde vivia, o seu nível sócio-económico, quando nasceu, onde estudava, onde costumava ir e mais ou menos a que horas, o nome dos melhores amigos, dos irmãos e dos pais, onde estudam os irmãos, quem eram amigos dos pais, onde passou férias - inclusivamente a rua e o prédio do apartamento de férias, de que tipo de roupas, músicas e locais gostava, os animais de estimação, o e-mail...
E mais umas série de coisas interessantes, mais do que as suficientes para iniciar uma conversa de rua ou de café que facilmente levaria a um relacionamento simpático, colhidas de trocas de comentários sobre os mais diversos assuntos entre esta menina e os seus amigos.
Em poucos minutos sabia eu e mais os perto de 800 amigos ( !!!!) que tinham acesso à sua página "reservada" ; 800 mais os amigos dos amigos que passassem lá por casa à hora em que os amigos visionavam a página desta rapariguinha.

Assustador? Não? Eu acho que sim.

Já tinha abordado AQUI no Blog esta questão da insegurança na Internet, não falando do Facebook  (e outras redes como o Twitter, o Hi-five, etc.) mas sobre a passagem de informações em chats, mesmo nos ditos "privados", e na altura publiquei uma história real bem elucidativa.

Sobre este assunto, a título de diversão e de chamada de atenção vale a pena ver este imaginativo vídeo






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