INFORMAR v/s ENFORMAR
A comunicação social tem de facto uma capacidade demolidora que raia os limites da perversidade
Acima de tudo dão-se as más notícias - aquelas que chateiam e assustam a populaça. Se não forem muito más enfatizam-se
As boas notícias... são discretas, tímidas e não se repetem a todo o serviço noticioso
Se possível atribui-se às boas notícias um título chamativo e perverso - resulta sempre: a populaça só lê as gordas e desata logo a dizer mal mesmo sem saber o que se passa.
É o caso de uma notícia divulgada hoje que, apesar de me parecer indiscutivelmente boa, está a ser comentada da forma mais idiota e descabida que se possa conceber, graças a um título manhoso que a encabeça.
Já lá vamos...
Como quase todas as mães, e alguns pais, quando tive de me separar do meu filho para voltar a trabalhar, tão pequenino e tão indefeso, foi uma dor de alma, foi mesmo muito mau, muito difícil. Saía de casa de lágrima no olho e não via a hora de voltar.
Apesar de tudo fui uma privilegiada: aproveitei os quatro meses da lei na integra, porque consegui trabalhar até à véspera do parto, e juntei um mês de férias; ou seja, só voltei a trabalhar quando o bebé já tinha cinco meses. Outro dos privilégios que tive foi poder contar com uma empregada da maior confiança, inteligente e mãe, que cuidava do meu bebé em minha casa - sem cresches, sem transportes, sem exposições desnecessárias, sem estranhos. Dentro da dor de alma que, quase sempre, implica essa abrupta separação fui uma afortunada.
Por essa altura, por coincidência ou por eu tomar mais atenção ao tema, falava-se muito nos países que estendem a licença de parto aos primeiros anos da vida dos bebés permitindo a um dos pais, ou aos dois alternadamente, cuidar dos seus filhos até à idade em que entram nos jardins de infância. Nunca tive tanta pena de não viver num país humanamente civilizado como nessa época.
Voltado atrás...
«"Hoje uma mulher que pretenda ser mãe, mais do que a disponibilidade financeira, reclama por disponibilidade para uma maior dedicação. Se tempo tivesse para os acompanhar teria mais filhos”. »
«“Queremos usar verbas europeias para suportar a empregabilidade parcial”. Uma mãe ou um pai pode vir mais cedo para casa, pode eventualmente vir a trabalhar apenas meio-dia que o Estado suporta o restante”.»
Alguém, que não seja militantemente "do contra" discorda disto?Claro que não é a mesma coisa que estender a três anos a licença de parto mas, dadas as circunstâncias económicas que atravessamos, parece-me uma excelente medida.
E qual foi o título escolhido para dar esta notícia? Pasmai:
e em sub-título:
«Governo quer criar part-times para que haja tempo de 'fazer filhos' O ministro da Solidariedade e Segurança Social, Pedro Mota Soares, fez saber que o Executivo liderado por Pedro Passos Coelho está a estudar a hipótese de usar verbas comunitárias para suportar postos de trabalho a tempo parcial e, com isto, incentivar a natalidade no País.»Pode ser que seja eu que tenha uma mente perversa mas o que eu retiro daqui é:
" Podem trabalhar menos tempo desde que vão para casa fazer meninos"
Nem mais nem menos.

Obviamente que o que Mota Soares disse foi que o governo quer criar part-times, cuja diferença de remuneração será suportada pelo Estado, para que uma mãe ou um pai possam ter mais disponibilidade para cuidar dos filhos.
Isto é mau?
Publicado por Alex. à(s) quinta-feira, abril 04, 2013 2 comentários
UMA NOTÍCIA demasiado DISCRETA
«O Sistema Nacional de Compras Públicas, que abrange as aquisições para o
funcionamento de todos os ministérios, alcançou poupanças superiores a
25 milhões de euros em 2012, refere o relatório da Entidade de Serviços
Partilhados da Administração Pública, citado pela Lusa.Segundo o documento, a que a agência Lusa teve acesso, a secretaria-geral do Ministério da Defesa foi a entidade com a maior poupança global no ano passado, ultrapassando os 10 milhões de euros (10.430.649ME).
A segunda entidade com uma maior redução de gastos foi a secretaria-geral do Ministério das Finanças, com 4.448 milhões de euros.
No total, a Defesa e as Finanças representam 65% das poupanças conseguidas.
As treze entidades que o relatório aponta (de outros ministérios como a Saúde, Administração Interna, Justiça, Solidariedade, Economia ou Agricultura) realizaram uma poupança global de 25.775 milhões de euros.
Os gastos com papel, consumíveis de impressão e serviços de voz e dados em local fixo (comunicações) representaram a maior poupança entre todos os ministérios, alcançado uma redução de cerca de 9 milhões de euros.
Já os gastos com o serviço móvel terrestre (telemóveis) revelaram em 2012 uma poupança global de 3.803 milhões de euros.
A poupança com serviços como vigilância, segurança e refeições confeccionadas foi também superior a 3 milhões de euros, de acordo com o documento da Entidade de Serviços Partilhados da Administração Pública (ESPAP).
Os serviços com menores poupanças são as viagens e alojamento (135 mil euros) e as plataformas electrónicas de contratação pública (28 mil euros).
A ESPAP foi criada em 2012 e tem por missão «assegurar o desenvolvimento e a prestação de serviços partilhados no âmbito da Administração Pública, bem como conceber, gerir e avaliar o sistema nacional de compras», apoiando «a definição de políticas estratégicas nas áreas das tecnologias de informação e comunicação do Ministério das Finanças».
«Uma das principais orientações estratégicas da ESPAP traduz-se no contributo para o reequilíbrio das contas públicas, consubstanciado no curto prazo na geração de poupanças e, no médio prazo, num melhor controlo e optimização da despesa de compras de bens e serviços transversais e da gestão de veículos do Estado», pode ler-se no relatório.
O relatório abrange todas as adjudicações efectuadas no período 01 de Janeiro de 2012 até 31 de Dezembro de 2012.»
«O Estado nunca gastou, em 36 anos, menos do que recebeu. E o que faltava (défice) foi coberto com emissão de moeda ou de dívida. Como deixámos de poder emitir moeda, ficou a emissão de dívida. Da qual abusámos. Ora como já não temos quem nos financie, ou cortamos despesa corrente do Estado (v.g. salários) ou vamos à falência. Ninguém sustenta um Estado que mantém "direitos" à custa de dívida … porque não tem economia para os pagar.» Camilo Lourenço, 2 de Abril
.
Publicado por Alex à(s) quinta-feira, abril 04, 2013 0 comentários
CHAMEM-ME UMA AMBULÂNCIA
QUE MEU DEU UM ATAQUE DE RISO
Anónio José Seguro, sim, Anónio, é assim que é referido o Tó-Zé-prós'amigos no artigo original, declamou hoje na A.R.
Com aquela carinha que Deus lhe deu (está provado que Deus tem sentido de humor) o Anónio saiu-se com esta:
Por acaso tenho andado a pensar há uns dias que realmente a Primavera já não é o que era...
Pateta mas alegre
«há uma Primavera a despontar, há um Abril a nascer em Portugal»
E mais esta, que me parece um iogurte fora de prazo, era boa há uns tempos mas agora já ninguém a come:
«Exigir pesados sacrifícios aos portugueses nunca foi problema para este Governo, mas na hora de mostrar resultados refugiou-se em desculpas e escondeu-se atrás da crise internacional que antes tinha renegado e agora lhe dá jeito referir»Ele está a falar de que governo, exactamente?
Desconfio que o Anónio tem um problema de identificação espaço-temporal
«Pela primeira vez desde 1975, Portugal desce no índice de desenvolvimento humano, [é]um país pobre e endividado»Pela primeira vez desde 75? O gajo marou... Então e quando em Abril de 2010 deixou de haver com que pagar à função pública? Então por que é que o camarada Zé Sócrates foi pedir o resgate que disse que nunca pediria e que estamos agora a pagar acumulando déficit a cada dia que passa? Isto para já não falar das estreitas relações entre o primeiro-ministro Mário Soares e o FMI em 1978 e de novo em 1983.
Agora estou na dúvida... Não sei se gosto mais daquela da Primavera a despontar se desta do porto de abrigo:
«Esta é uma moção de esperança, um porto de abrigo para os portugueses. Essa alternativa é apresentada pelo PS.»Mas haverá alguém, no seu perfeito juízo, que olhe para o Anónio (só estou a falar do Anónio...) e veja nele o capitão de um porto de abrigo? Só se forem os boys que estão à espera dos jobs . Quando penso naquele gajo como "capitão de um porto de abrigo" só me ocorrem expressões idiomáticas absolutamente impróprias para serem aqui expressamente referidas.
A dada altura o Tó-Zé saiu-se com uma digna de Zé Sócrates. A sério, deve estar em estágio para segunda-feira quando lhe caírem as atoardas que o novo "comentador político" da RTP1 largar em serviço no domingo á noite... Tanto sentido de humor saídinho daquela boquinha de prata plaqué tem de ser fruto de muito estudo e dedicação, muitas horas a virar folhas dos discursos do outro José. Desculpem... Do José, porque "José" não há "outro".
O Anónio disse assim:
Mais uma vez fiquei confusa... Sempre apostaram na via do crescimento económico e no investimento??? Hum...
Talvez a resposta resida na segunda parte da frase: «mesmo quando parecia ser crime falar em investimento». Ou seja, a aposta de membros do governo, e outros servidores do Estado, no investimento em si mesmos à conta dos cargos ocupados e dos dinheiros públicos parece de facto crime à luz da lei... Mas talvez não seja... Eles andam aí na maior como se crime não fosse. Seria disso que o Tó-Zé esteve a falar? Não sei, acho esquisito, não percebo que mais possa ser... Mas que tem graça, ah lá isso tem.
E heis-me chegada à parte hilariante, aquela em que comecei a sentir dores na barriga de tanto gargalhar - aquele tipo tem mesmo muita piada - ora vejam lá:
«Parava com o corte de quatro mil milhões" na segurança social, educação e na saúde dos portugueses. Aumentaria o salário mínimo e as pensões mais baixas, cortaria o IVA da restauração para 13%, faria um plano de reabilitação urbana e criaria um banco de fomento, "a par da estabilização do quadro fiscal.»E rematou:
Ó céus, não há quem aguente!
.
Publicado por Alex à(s) quarta-feira, abril 03, 2013 0 comentários
SERÁ QUE O BICHO FEROZ ENDOIDOU?
Por curiosidade fui ver o que tinha escrito do dia a seguir a José ter ganho as eleições pela segunda vez, em Setembro de 2009, não tanto para fazer revisões sobre a situação do país, essas tenho-as bem presentes mas antes para relembrar o que dizia da inefável figura nesse dia.
Sobre o José aqui falava assim:
José é esperto, espertíssimo. José tem uma imensa ginástica mental, é exímio em flick-flaks mentais, tem o treino e a presença de um bom mentiroso que não se deixa apanhar em pequenas traições espelhadas na mudança de expressão facial ou de pequenas hesitações na voz. José começa uma frase com um "veja bem..." e dá a volta ao tema.
José é bom a antecipar cenários, joga com as ideias dos adversários, manipula-as como um ilusionista brinca com duas ou três bolinhas entre os dedos fazendo-as girar diante dos nossos olhos. E nós apercebemo-nos do que se passa mas ele já girou as ditas, bolinhas ou ideias, a seu bel prazer. Com uma enorme "lata", sem perder a pose, José deixa sair boca fora a maior enormidade, qualquer "está-se-mesmo-ver" com o ar mais cândido ou indignado, dependendo da fase que atravessa. É claro que também depende do adversário e isto deve ser tido em conta, por todos, sobretudo por José. E é...
Soares, e até Manuel Alegre, foram ao beija-mão. A vida está difícil, por um lado e daqui às presidenciais vai um saltinho, por outro. Se José está a subir nas sondagens não convém nada irrita-lo, a Moura Guedes que o diga...
José é uma eficiente e bem oleada máquina de auto-promoção e de auto-defesa, subreptício no ataque. É, mas falha. Falha porque, para além de ser uma eficiente máquina José é, muito obviamente, humano e, como humano, José peca, muito.
José pecou no seu passado, continua a pecar e não vai parar. José é um pecador nato.
José é soberbo, orgulhoso e birrento. José é um autoritário que tenta disfarçar-se de consensual - não consegue. José foi eleito o mais sexy dos não-sei-o-quê (ele há gente para tudo) e fingiu não ligar importância; mas é o líder que fala da sua barriguinha. José vive para a sua auto-imagem, que acarinha e constroi; isto fragiliza-o, não suporta críticas e quando não consegue fugir-lhes ou refutá-las faz como um miúdo pequeno: põe um ar pesaroso e apela ao coração: "eu dei o meu melhor, eu dou sempre o meu melhor". E quem dá o que pode...
Não José, não chega.
José apresentava-se como sento muit'a bom, agora José queixa-se de que era tão bonzinho e os maus fizeram-lhe maldades. José está mais cheio de ódio do que alguma vez esteve, tem sede, quer vingança, sente-se acossado e quer rasgar, esfacelar os seus inimigos.
José é hoje um animal mais feroz do que alguma vez foi mas, para sua desgraça, não é feroz como os amimais ferozes, é feroz como um animal ferido e enlouquecido: o sangue frio e a brilhante capacidade de tourear que tinha deram lugar a uma irreprimível vontade de atacar por o terem ferido.
José está mais fixo no ataque e muito menos atento ao terreno que pisa, está tão mais preocupado em defender-se e acusar que descuida os trémulos alicerces do que traz para dizer - do que tem, compulsivamente, a dizer - mesmo que no momento acabe por expor uma fraca argumentação da sua verdade na precipitação de um discurso preparado. O pseudo-filósofo, homem do mundo e da grande Cultura precisa falar de Narrativas, precisa de citar O Inferno de Dante e o seu personagem principal (?).
José está inseguro, quer esconder "o Sapatilhas" que foi e que ainda lá está acochado num canto da sua história.
Dizia eu, em 2009, que José «tem o treino e a presença de um bom mentiroso que não se deixa apanhar em pequenas traições espelhadas na mudança de expressão facial ou de pequenas hesitações na voz». Talvez por falta de microfones, presenças na A.R. e uma pesarosa falta de atenção pública e mediática, José perdeu esse treino; manteve as corridinhas matinais em volta do quarteirão mas, talvez à custa de tanto ruminar pensamentos em solilóquio, deixa agora transparecer espanto e fúria, emoções e pensamentos que tão bem costumava mascarar.
José veio para se vingar, para fazer sangue... mas está fragilizado por não ter conseguido, nem após dois anos, suportar a sua derrota.
Cuidado José, há leões na pista... Vai aos treinos, rapaz, vai aos treinos e toma as gotas
.
.
Publicado por Alex à(s) sábado, março 30, 2013 0 comentários
MAIS UM PULHECO PROFISSIONAL DA MINHA ESTIMAÇÃO
MAIS UM QUE JÁ DEVE UNS ANOS À SOMBRA
HOJE SÓ ME APARECEM É PULHAS A VIR À TONA
A comunicação social parece o caneiro de Alcântara nos seus tempos de plena serventia
Notícias ao Minuto - 8 de Março
«O antigo ministro da Saúde de Cavaco Silva, Arlindo de Carvalho, está acusado de ter ficado ilegitimamente com mais de 80 milhões de euros do Banco Português de Negócios (BPN), noticia esta sexta-feira o jornal i.
O despacho de acusação do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), a que o i teve acesso, revela que Arlindo de Carvalho, ex-ministro da Saúde de Cavaco Silva, e José Neto, seu sócio e antigo também governante, seriam dois dos ‘testas-de-ferro’ do esquema comandado pelo presidente do BPN, José Oliveira Costa, para esconder os investimentos e a aquisição de património pelo grupo BPN/SLN.
Na edição de hoje, o jornal adianta que o antigo ministro de Cavaco e o seu sócio são acusados pelo Ministério Público de terem recebido ilegitimamente mais de 80 milhões de euros.
Os dois arguidos no processo BPN terão ganho 46 milhões de euros de financiamento do BPN e 32,4 milhões de financiamento do Banco Insular, que nunca foram pagos, explica o i, acrescentando que, além disso, os dois terão recebido ainda cerca de 2 milhões pela aquisição de imóveis a Ricardo Oliveira, outro dos alegados ‘testa-de-ferro’ igualmente acusado no processo, mais 889 mil euros de juros creditados “indevidamente” numa conta pessoal que tinham no BPN.
Os dois são acusados de um crime de burla qualificada, abuso de confiança e fraude fiscal qualificada, em co-autoria. »
Só não percebo por que é que em tão pouco parágrafo precisam dizer três vezes que é "um antigo ministro de Cavaco", para já não falar no título em letras gordas mas esse deixei-o lá ficar no pasquim. Não que me incomode mas parece-me despropositado, um gotejar de odiozinho pessoal. Cada um sabe como ter brio profissional.
Talvez seja por saberem que o nosso povo é um cadexinho esquecido...
Já agora, perguntem-lhe também pelo património da malograda Universidade Moderna, pode ser que ele saiba...
.
Publicado por Alex à(s) quinta-feira, março 28, 2013 0 comentários
ATÉ ONDE CHEGA O DESCARAMENTO?
MESMO NO ALÉM A CUIDAR DO POVO
ISTO SIM É SABER MARKETING!
Venezuela - Quinta feira, 14 de Março de 2013«Nicolás Maduro sugere que Chávez influenciou escolha do Papa»
«O presidente interino da Venezuela, Nicolás Maduro, sugeriu hoje em tom jocoso uma subtil influência do falecido Presidente Hugo Chávez na eleição do primeiro papa latino-americano.
"Sabemos que o nosso comandante está de pé e face a face com Cristo", disse Maduro, despoletando uma coro de gargalhadas durante uma iniciativa política, e apenas oito dias após a morte de Chávez, que se manteve 14 anos no poder.
"Algo deve ter tido influência para que um papa sul-americano fosse nomeado. Alguma nova mão aproximou-se de Cristo, e disse: Chegou o tempo da América do Sul. Isso é o que penso", declarou o sucessor de Chávez, que concorre pelo partido no poder às presidenciais de Abril.»
Pois é, está (é) Maduro mas ainda não caiu da árvore...
.
Publicado por Alex. à(s) quarta-feira, março 27, 2013 0 comentários
DON'T STRESS
Obviamente não "o" estou a ouvir, era só o que me faltava mas já me chegou por mais de uma pessoa ( mais do que duas, mais do que três...) a opinão de que o tipo ensandeceu.
Não vale a pena ficar nervoso;
Para aqueles 25 minutos semanais...
Publicado por Alex. à(s) quarta-feira, março 27, 2013 0 comentários
BOICOTE INDIVIDUAL.
Se não concordam com esta decisão demonstrem-no; cortem as audiências RTP durante essas emissões
Se não conseguirem vencer a curiosidade mórbida de rever e ouvir José, gravem, mas não vejam a RTP durante a emissão.
https://www.facebook.com/events/127614764089488/127620950755536/?notif_t=plan_mall_activity
Publicado por Alex à(s) quinta-feira, março 21, 2013 0 comentários
PRIVATIZEM-NA, RAPIDAMENTE!
Já me farto de pagar à conta deste gajo,
era só o que me faltava era também lhe pagar para outros o ouvirem.
Querem ouvi-lo?
Entrevistem-no
Convidem-no para jantar
Telefonem-lhe
E não me venham com o pseudo-argumento da "liberdade de expressão"
Ele que se expresse à vontade
mas não me gozem.
Lá vai José andar cheio de preocupações...
«No dia em que se soube que o antigo primeiro-ministro, José Sócrates, vai ‘regressar’ como comentador num programa semanal na RTP, o director de informação da televisão pública, Paulo Ferreira, esclarece, em declarações à Rádio Renascença, que a “decisão editorial” foi tomada pela “direcção de informação da RTP”.Não estou a perceber nada desta gaita! O director de informação da televisão pública não pode confirmar nem desmentir esse tipo de detalhes? Por quê?
“O trabalho foi nosso, mas quando chega a um momento de decisão final comunica-se superiormente que isso vai acontecer, até porque depois há contingências contratuais que podem ou não vincular a empresa e que, obviamente, têm de ser avaliadas”, explica Paulo Ferreira.
Face a este esclarecimento, o responsável da RTP foi questionado sobre se a colaboração de Sócrates vai ser paga. “O que posso dizer é que, obviamente, a direcção de informação sabe quais são os seus limites orçamentais e gere o seu orçamento dentro das regras e do momento actual de dificuldade da RTP”, salienta Paulo Ferreira, que perante a insistência na pergunta, diz apenas não poder “confirmar nem desmentir (…) esse tipo de detalhes”.» In "Notícias ao Minuto"
Detalhes?
Para mim não é um "detalhe" se estou ou não a pagar ao Zé Sócrates. Pagar por pagar prefiro pagar-lhe a pensão após um julgamento, assim como assim é o que todos nós temos feito, temos-lhe pago a pensão mas em Paris.
http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2013N37935
.
Publicado por Alex à(s) quinta-feira, março 21, 2013 0 comentários
NÃO VAMOS LÁ DE LUVA BRANCA
Há dias li que o governo norueguês proibiu a Arábia Saudita, assim como empresários muçulmanos, de financiar mesquitas e a sua construção, enquanto subsistir a proibição de construção de igrejas e outros templos religiosos no seu país.
«Seria um paradoxo e anti-natural aceitar essas fontes de financiamento de um país onde não existe liberdade religiosa», disse o ministro dos Negócios Estrangeiros norueguês, e acrescentou: «Noruega levará este assunto ao Conselho da Europa onde defenderá esta decisão baseada na mais estrita reciprocidade com a Arábia Saudita». (Janeiro 2013)
Percebo a posição da Noruega e a sua noção de «reciprocidade» mas... Mas é aí mesmo que bate a questão, na «reciprocidade».
Se na Arábia Saudita, e não só, não existe liberdade religiosa, nos países ocidentais existe e, pela parte que me toca, orgulho-me disso. O alinhamento na ausência de liberdade religiosa não faz de nós melhores, muito pelo contrário. Já oiço o argumento rebativo: "há liberdade religiosa mas não deve haver para aqueles que não a respeitam", uma espécie de "toma lá do teu xarope a ver se gostas"... Percebo. Percebo mas mantenho as minhas dúvidas acerca da ética, e eficácia, desta resolução: Nós não somos assim, eles é que são. Alterarmos a nossa posição por causa da deles parece-me um alinhamento por baixo e isso nunca é bom.
Compreenderia se isto viesse a condicionar a emigração - leia-se, ocupação - que os muçulmanos radicais estão a fazer para os territórios "infiéis". A Europa está repleta de muçulmanos que impõem de forma absurda os seus costumes e tradições, que estabelecem fronteiras bairristas onde a lei que vigora é a deles. Isto não é tolerável, a Tolerância nada tem de coincidente com esta prática crescente. Porém não é por não construírem mesquitas que os fundamentalistas muçulmanos deixarão de pretender ocupar o ocidente, continuarão as suas práticas onde bem lhes aprouver, a impor os seus códigos e a fazer muitos bebés nascidos na Europa mas educados a bem da causa do Islão.
![]() |
| LONDRES |
Falando de fundamentalistas, faço um "intercalado" e já cá volto, desta vez não a Arábia Saudita mas o Irão...
Há dias o presidente do Irão, Mahmoud Ahmadinejad, foi ao funeral de Chavez e, segundo se vê em vídeo, tocou o ombro da mãe de Chavez - uma mulher não pertencente à sua família e, ainda para mais, infiel. Caiu o Carmo e a Trindade nas ostes fundamentalistas iranianas, os "ayatolas" lá do sítio entraram em alvoroço, Ahmadinejad pecou!
Logo Ahmadinejad apareceu numa foto consolando a mãe de Chavez durante o funeral, já não apenas um toque no ombro mas um abraço, que não aparece em qualquer vío nem se percebe onde possa ter ocurrido... (Prestando atenção ao vídeo vê-se um homem, talvez guarda-costas, tocando no presidente iraniano como que a avisa-lo "estás a esticar-te...")
Não é preciso ser uma águia para ver que a foto está retocadíssima: o fundo foi apagado, algumas pessoas "esborratadas" e nota-se perfeitamente o recorte.
Logo apareceu outra foto e a história complicou-se...
Diz a malta de Ahmadinejad que a foto com a senhora é uma montagem usando a foto abaixo ao centro; Dizem os religiosos fundamentalistas no Irão (Conselho dos Guardiães) que a montagem foi feita pelos amigos do presidente usando a foto que está abaixo à esquerda...
A foto da esquerda não tem "mãozinha", que é obviamente a mesma em ambas as fotos ; O comparsa dos óculos envelheceu imenso da esquerda para o centro; A camisa que aparece entre os dois é a mesma, com as rugas no mesmíssimo sítio, tal como a pequena ruguita no colarinho do presidente; Também as rugas de expressão Ahmadinejad são exactamente as mesmas, até os cabelitos fora da linha capilar.
Por mim é para o lado que durmo melhor, quanto mais eles se lixarem entre si melhor eu durmo, a questão não é essa. A questão é: O Irão é talvez o país fundamentalista islâmico mais perigoso actualmente, a sua escalada nuclear não é algo que possa ser visto com desdém. Sendo Mahmoud Ahmadinejad a boa prenda que tem demonstrado ser até à exaustão, o que pode o ocidente esperar dos comparsas mais "papistas do que o papa" que se escondem na sombra fundamentalista religiosa iraniana? Obviamente Ahmadinejad não lhes chega por muito que nos possa sobrar...
Findo o "intercalado" e voltando atrás...
Como pensarão os Senhores do Mundo Ocidental resolver problemas com gente que vive num outro mundo e que pensa e age de forma tão fechada, determinada, radical e que se move entre a ocupação e a aniquilação?
Não os deixando construir mesquitas? Estamos a brincar, só pode ser.
Por mais que o lamente, sou uma humanista inveterada, parece-me que é mais do que tempo de pegar o boi pelos cornos. Há que estabelecer regras muito restritas e bem pensadas no que concerne à imigração muçulmana e aos direitos e deveres destes na Europa e, até já, nos Estados Unidos; Mesmo a Austrália já tem problemas graves.
Particularmente os países francófonos têm já entre mãos uma ocupação que não tende a acabar bem. Não são problemas culturais nem religiosos, são problemas originados por extremistas, fanáticos, que não reconhecem outra lei que não a sua, que consideram que o mundo lhes pertence - só a eles - e, que em mais casos do que transparece, servem de berço e abrigo a células terroristas.
Intervir no Mali não chega, é o solo que pisamos que está ameaçado.
Não se vai lá com "reprocidade", isso é um ralhete com meiguice. É necessário fazermos valer a nossa cultura, a nossa forma de viver social e individualmente e de não aceitar imposições que nos são aberrantes. Quem não estiver bem que se mude mas AQUI NÃO.
Até quando vamos tolerar isto em condescendência civilizada? Até fazermos perigar a nossa civilização? É tempo de agir.
.
Publicado por Alex à(s) quarta-feira, março 20, 2013 0 comentários
MASSACRE!
Apelo a todos aqueles que gostam de animais que partilhem esta petição, por favor!
Por estes patudos nada mais se pode fazer, mas podemos indignar-nos, revoltar-nos e tentar impedir que outros tenham o mesmo fim.
Os cães foram abatidos sem aparente razão válida, sem terem hipóteses de serem salvos já que as associações/particulares que iam ao canil cuidar destes animais e os divulgavam para FAT's ou adopções não foram avisados do eminente abate colectivo. Só souberam depois quando nada havia a fazer.
PETIÇÃO:
Exigimos a responsabilização e esclarecimento sobre o abate de todos os animais do canil municipal de Óbidos
![]() | |
| QUEM NÃO SE IMPORTA COM OS ANIMAIS DEIXA MUITO A DESEJAR COM SER HUMANO |
.
Publicado por Alex à(s) segunda-feira, março 18, 2013 0 comentários
AS SANDÁLIAS DO PESCADOR
Tenho um desmedido respeito pela religião, pela existência espiritual.
A travessia humana da vida não deve, quanto a mim humilde grão de poeira, ser feita sem considerar a possibilidade de existência da alma; a humana e não só mas nós, humanos, temos uma responsabilidade acrescida pois acrescidas são as nossas faculdades. Creio que temos o dever, para com nós próprios, de pensar sobre quem somos, de onde viemos, o que fazemos aqui e para onde vamos. Não creio que o princípio da causalidade se aplique apenas ao mundo físico. Creio também que a "Sincronicidade: um princípio de conexões acausais", no sentido mais junguiano da expressão, existe e que contém subjacente uma conexão inteligente e não casual - a vida assim mo tem ensinado.
![]() |
| clik aumenta |
Posto isto...
O meu filho perguntou-me ontem à noite, quando passavam na TV algumas imagens do Papa, por que é que eu, não sendo católica, tinha dado tanta importância à sua eleição e tinha feito tanta questão de ouvir o seu primeiro discurso.
Respondi-lhe mais ou menos isto:Quer as pessoas queiram quer não o Papa é uma pessoa da maior importância social , com um enorme poder temporal e espiritual; é uma referência para cerca de 1,2 bilião de pessoas no mundo. A pessoa que o Papa é, inegavelmente, reflete-se no mundo, na acção e presença da Igreja, na relação inter-religiões, na própria evolução de grande parte da humanidade.
Só por fundamentalismo obtuso é possível negar a importância do Papa no mundo e ignora-lo é cortar um capítulo fundamental da História.
Sobre o actual Papa, poucos minutos haviam passado sobre a sua eleição, já circulavam as informações mais contraditórias sobre a sua pessoa; em minutos surgiu, de geração espontânea, um verdadeiro exército de especialistas sobre a vida do cardeal Bergoglio. Achei espantoso!
Sobre o actual Papa não tenho opinião formada; o tempo, as suas acções, as suas decisões, o seu pontificado dirá. Aguardo.
Mas em verdade, em verdade vos digo, as minhas perspectivas são elevadas e do, tão pouco, que até agora pude observar nada me faz temer, muito pelo contrário, parece-me uma presença benéficamente diferente, inteligente e promissora. Seria já tempo...
«Na noite em que foi eleito, o novo Papa ligou ao núncio apostólico em Buenos Aires para lhe pedir que comunicasse aos bispos, e estes depois aos fiéis argentinos, que não se deslocassem a Roma para a inauguração do Pontificado no próximo dia 19. Sugeriu antes que o dinheiro das viagens fosse canalizado para os pobres, em gestos de solidariedade e caridade.
Quem conhece o Papa diz que esta não é uma atitude extraordinária nele, é antes natural no seu comportamento, faz parte do seu estilo. O Papa obviamente não quer impedir os argentinos de vir a Roma, mas prefere aconselhá-los a mostrar o seu carinho de uma outra forma.
Já em Fevereiro de 2001, quando foi feito cardeal por João Paulo II, Jorge Mario Bergoglio tinha pedido exactamente o mesmo aos católicos que gostariam de o acompanhar. Resultado: o então cardeal argentino tinha uma das mais pequenas delegações presentes nesse consistório.
2. Posso sentar-me?
Ainda alojado na Casa de Santa Marta, enquanto o apartamento Papal é preparado, toma as refeições com os outros cardeais. Quando chega mais tarde, simplesmente procura um lugar livre numa mesa para se sentar, tal como todos os outros.
3. Eu vou de autocarro
Depois de ter saudado o povo na varanda da basílica de São Pedro, já como Papa Francisco, recusa o carro oficial. O cardeal Timothy Dolan descreve assim esse momento à cadeia de televisão americana CBS:
"Há cinco ou seis autocarros para levar os cardeais de volta à Casa Santa Marta. Via ali o carro do Santo Padre e a escolta, a segurança, as motas. Pensei que tudo tinha voltado à normalidade, que o carro do Papa teria voltado ao serviço. Nós fomos de autocarro. Outros cardeais esperaram para saudar o Papa. E quando chega o último autocarro, adivinhem quem desce? O Papa Francisco. E imagino-o a dizer ao motorista: 'Sem problemas, eu vou com os rapazes de autocarro'".
Esta sexta-feira de manhã, depois da audiência, voltou a seguir de autocarro, com todos os outros cardeais, como provam as fotografias tirada no interior do veículo.
Também quando saiu pela primeira vez do Vaticano, esta quinta-feira, para se deslocar à Basílica de Santa Maria Maior, dispensou a segurança apertada e o aparato de viaturas habitual. Não quis uma comitiva e seguiu num carro simples, preterindo o que é disponibilizado pela gendarmeria, a polícia do Vaticano.
4. Queria pagar a conta, por favor
No regresso ao Vaticano depois da sua primeira iniciativa como Papa - rezar a Nossa Senhora - quis fazer uma paragem no caminho. Foi à Casa do Clero, onde esteve hospedado, para ir buscar as suas malas e pagar a conta. Segundo o porta-voz do Vaticano, queria dar o exemplo daquilo que todos os padres e cardeais devem fazer.
5. Como está a sua família?
Uma vez na Casa do Clero fez questão de cumprimentar todos os funcionários. Este é o sítio onde costuma estar hospedado sempre que vem a Roma, por isso ali conhece as pessoas há vários anos. Quem assistiu ao momento descreve-o como muito comovente. O Papa Francisco lembrava-se dos nomes de cada um e a todos foi perguntando pelas suas famílias e situações pessoais.
Lá se foi o protocolo!
6. Um abraço e dois beijos
No encontro com todos os cardeais, esta sexta-feira de manhã, foi muito caloroso, afectuoso e, sobretudo, descontraído.
Os cardeais alinhavam-se em fila para o cumprimentar, mas, no caso dos cardeais da China e do Vietname, foi o Papa que beijou o seus anéis, em sinal de respeito pelo sofrimento dos católicos naqueles países. Abraçava também alguns cardeais e cumprimentava a maioria com dois beijos.
Quando o cardeal sul-africano Napier lhe ofereceu uma pulseira de borracha amarela e verde, de uma campanha da Igreja daquele país, colocou-a de imediato no pulso direito.
7. Que Deus vos perdoe por me terem escolhido
Também junto dos cardeais, a quem chama "irmãos" e aos quais se refere como "uma comunidade baseada na amizade", brinda nestes termos depois da eleição, ao jantar: "Que Deus vos perdoe pelo que fizeram".
8. Dispenso o ouro e os sapatos vermelhos
Continua a usar os sapatos pretos que trouxe de casa, não adoptou o calçado vermelho habitual e disponível no seu tamanho no momento em que se preparou para aparecer vestido de branco depois da eleição. Continua a utilizar a cruz simples de metal que usava ainda antes de ser bispo, recusou a cruz de ouro e pedras preciosas.
9. Improviso
Em todos os momentos públicos em que falou, improvisou sempre. Improvisou na primeira homilia, na Capela Sistina. Uma homilia muito simples, acessível e em italiano, ao contrário de Bento XVI, que fez a sua em latim. E de pé, no ambão, não na cadeira Papal. Voltou a improvisar na homilia da missa desta manhã, na Capela de Santa Marta, e no encontro com os cardeais.
10. Curvo-me perante a vossa oração
Logo quando é anunciado como Papa e aparece perante os fiéis na Praça de São Pedro, começa por dar alguns sinais de que o seu comportamento não será igual ao de outros chefes da Igreja Católica. Não usou a capa vermelha dos pontífices e estava simplesmente de branco, tal como São Pio V, o Papa dominicano que não quis trocar o hábito branco da sua ordem e assim deu início à tradição das vestes brancas papais.
Quis ter ao seu lado o cardeal vigário de Roma na varanda, algo inédito, não falou formalmente em latim. Também de forma original, pediu que rezassem por ele enquanto se inclinava perante a multidão. Pôs toda a gente a rezar as orações primárias da Igreja: um Pai Nosso, uma Ave Maria e um Glória.»
.
Publicado por Alex. à(s) segunda-feira, março 18, 2013 1 comentários
NATÁLIA
A única Deusa que conheci
Faz hoje 20 anos que voltou para casa
Era um ser extraordinário
Na pouca convivência que tive o privilégio de ter com ela ensinou-me várias coisas importantes que nunca esqueci e que, de alguma forma, moldaram algumas caracteristicas que se incorporaram na minha maneira de ser, de estar, de ver a vida.
Quando a Natália se deparava com algum assunto que a interessava (e quase tudo a interessava) mas do qual não sabia grande coisa não se ficava pelo "não sei"; Abria enciclopédias, comprava livros, fazia perguntas... Às vezes vezes penso como seria a Natália com um "Google" nas pontas dos dedos... Feliz, sem dúvida.
Certo dia, no meio de um comício, eu estava a fazer "cordão de segurança" não porque se apresentasse qualquer perigo mas apenas para delimitar um espaço. A Natália levantou-se e veio direita a mim com um ar zangado, de testa franzida, agarrou-me por um braço e disse-me:
«Venha comigo porque quero explicar-lhe duas ou três coisas que a menina já tem mais do que idade para saber. Primeiro: as mulheres não são homens e não fazem as coisas que compete aos homens fazer se souberem ser mulheres. Faz favor de não andar de cavalo para burro. E esta não é uma questão de época, é uma questão de sabedoria, percebeu? Segundo...»Eu percebi. Esta e outras coisas inesquecíveis que me disse.
Tenho saudades dela, sei que nunca mais encontrarei uma pessoa assim, era única.
Um enorme e caloroso abraço Natália, lá onde estiver... aprendendo e sentindo, sempre
| O sol nas noites e o luar nos dias |
De amor nada mais resta que um Outubro
e quanto mais amada mais desisto:
quanto mais tu me despes mais me cubro
e quanto mais me escondo mais me avisto.
E sei que mais te enleio e te deslumbro
porque se mais me ofusco mais existo.
Por dentro me ilumino, sol oculto,
por fora te ajoelho, corpo místico.
Não me acordes. Estou morta na quermesse
dos teus beijos. Etérea, a minha espécie
nem teus zelos amantes a demovem.
Mas quanto mais em nuvem me desfaço
mais de terra e de fogo é o abraço
com que na carne queres reter-me jovem.
Natália Correia
Poesia Completa
Publicações Dom Quixote
1999
|
.
Publicado por Alex à(s) sábado, março 16, 2013 0 comentários
3 PAPAS
![]() |
| À ESQUERDA O CARDEAL RATZINGUER (PAPA BENTO XVI), AO CENTRO O CARDEAL BERGOGLIO (ACTUAL PAPA FRANCISCO) COM O PAPA JOÃO PAULO II |
Publicado por Alex à(s) quinta-feira, março 14, 2013 0 comentários
AINDA AS CENAS DA COMUNICAÇÃO SOCIAL
Chega a ser ridícula a confusão que a comunicação social, propositadamente, lançou no final da semana passada acerca das declarações de Passos Coelho sobre a redução do salário mínimo. A comunicação social com a preciosa ajuda das declarações políticas de quem ou ouve mal ou percebe pouco... Os "factos políticos", como diz o tal Marcelo que nunca se distancia muito do seu título académico de Professor a todas as horas, não surgem sozinhos nem do nada, há sempre uma alminha penada a dar o seu sopro intriguista.
Teoria, e prática, económica: A redução de salários é um meio para baixar o desempregoNão é preciso uma licenciatura em economia para perceber isto.
O que o primeiro-ministro disse foi que, face à necessidade de criar emprego, o mais sensato seria a descida do salário mínimo nacional , dando como exemplo o que foi feito na Irlanda.
E SEGUIU DIZENDO...
O governo afastou essa hipótese porque o valor do salário mínimo em Portugal é tão baixo, que dificilmente consegue garantir o mínimo imposto pela dignidade da pessoa humana.
Citando:
«Mas a Irlanda tinha um nível de salário mínimo substancialmente superior ao nosso. .../...Foi por isso que o anterior Governo não incluiu essa cláusula (no memorando de entendimento), e foi também por isso que o actual Governo não o fez.»Estamos entendidos, parece-me.
Neste mesmo dia, pelas 4 horas da tarde (ainda não tinham saído jornais nem chegado a hora dos "telejornais") entrei no bar da escola onde está o meu filho e diz-me a impagável funcionária:
«Isto está bonito, agora o Passos Coelho vai baixar os ordenados mínimos!»
Kééé???
«Não foi isso que ele disse», retorqui eu perante o pânico da senhora
«Foi sim, disse na Assembleia, fui eu que ouvi há bocado na rádio»
E pronto, estava o baile armado. Não no bar da escola, aí foi pacífico, estava o baile armado no país inteiro e a orquestra filarmónica entrou à hora do "telejornal" acompanhada por vários tenores de afinação dúbia e esganiçada de comoção
Dá muito gozo fazer isto? Dá algum, dá o gozo do desgaste e da intrigalhada. A semente que fica na cabecinha do Zé Povo e da Maria Povinho é: " O Passos Coelho queria baixar os ordenados mínimos mas a oposição fez um sarapatel e ele andou para trás". Dois pontos para o Casa-Pia!
A este propósito diz, e bem, o cada vez mais odiado Camilo Lourenço:
«O que se passou na semana passada em torno desta questão mostra um país de mão no coldre, que dispara para tudo o que mexe ao menor ruído. As perguntas, essas, vêm depois… Não é bom sinal. Até porque nós, comunicação social, em vez de servirmos de catalisador para uma discussão civilizada e serena deste e de outros problemas, parecemos mais interessados em fazer manchetes artificiais. Para surfar ondas populistas? Não sei. Mas que o país não ganha nada com isto, não restam grandes dúvidas.»É precisa muita pachorra...
.
Publicado por Alex à(s) quarta-feira, março 13, 2013 0 comentários
AINDA ME LEMBRO DO QUE FIZESTE NO VERÃO DE 77
Que Soares apele encapotadamente, ou nem tanto, à insurreição como se não tivesse a menor noção das consequências que a instigação à violência poderia ter em termos sociais e económicos - não refiro sequer as políticas;
Que Soares não consiga conter a sua raiva pessoal desde que lhe ficaram atravessados os resultados eleitorais;
Que Soares esperneie e estrebuche para conseguir ainda fazer ouvir a sua voz de auto-proclamado Grand-Seigneur da democracia nacional (democracia esta que é válida se estiver de acordo com as suas mutantes ideias);
Tudo isto eu entendo, não acho digno nem normal, mas entendo.
O que eu acho espantoso é que lhe emprestem microfones e papel de jornal como se o próprio e irrepreensível Grande Oráculo de Delfos tivesse falado e dito.
Só me faltava, nesta altura do campeonato, ainda ter de gramar os vómitos de fel desta Pitonisa malfadada.
Português sofre...
.
Publicado por Alex à(s) terça-feira, março 12, 2013 0 comentários
TÉCNICA DE AUTO-DEFESA
Meninas, aprendam e pratiquem.
(Aquele palerma que anda a pedi-las há que tempos serve perfeitamente para experimentar, mas sejam amáveis, perguntem sempre primeiro: «Queres ver uma técnica de auto-defesa que ando a treinar?»; e treinem)
Publicado por Alex à(s) segunda-feira, março 11, 2013 0 comentários
O TERREIRO DO PAÇO ENCOLHEU!
Quando eu era criança muitas vezes ouvia-se dizer assim:
«É verdade, até vem no jornal»ou assim:
«É verdade, até passou na televisão»Claro que já na altura nem sempre era Verdade mas agora já ninguém diz estas coisas a menos que queira conversa da treta ou seja completamente parvo.
Eu bem gostava de ter respeito pelos jornalistas mas acontece que, mesmo segundo diversas opiniões avalizadas, não sou completamente parva; sou um bocadinho, às vezes, e de um modo geral não me importo, de vez em quando até me dá jeito.
Sei que há "jornalistas" e Jornalistas mas a comunicação social usa e abusa do seu poder sem ética, sem respeito. Faz das pessoas parvas a seu bel prazer manipulando os factos como quem brinca com fantoches e, enquanto isso brinca consigo própria, com a sua liberdade e credibilidade.
No tempo da outra senhora a comunicação social era um fantoche do poder mas não lhe restavam grandes opções; por vezes contornava o lápis azul mas não era fácil, nem particularmente aconselhável.
Actualmente a comunicação social é o fantoche mais querido dos contra-poderes e o mais grave é que o faz por amor à fantochada, não por falta de liberdade de imprensa. O que faz fá-lo por falta de brio profissional, de consciência ética, por falta de dignidade de classe. Serve supostos ideais políticos e não o Direito à Informação
As palavras de ordem da comunicação social dos nossos dias não são Informar e Contextualizar, como me parece que seria desejável;
As palavras de ordem da comunicação social dos nossos dias são Vender, Manipular, Destabilizar, Veicular e Obstruir.
Ficamos a saber, mais ou menos, que o tio matou a sobrinha em Alguidares de Baixo e que dois rufias assaltaram a bomba de gasolina de Pézinhos de Cima, de resto...
Vá-se lá saber para que lado tocava o vento na Redacção nesse dia... E quem estava de serviço... E ao serviço de quem.
.
Publicado por Alex à(s) domingo, março 10, 2013 0 comentários
O QUE É QUE AS MULHERES QUEREM?
Lá veio ele, o tal dia da mulher...
Já me expliquei aqui, muito bem explicadinha, por que me faz brotoeja esta coisa do dia da mulher. Há dois anos tomei-me de razões e expus a minha frustração relativamente a este dia; em termos gerais encontra-se resumido no parágrafo abaixo:
(Este post, na integra, AQUI)
O desrespeito pelos Direitos da Mulher, seja lá isso o que for, não é em nada diferente do desrespeito pelos Direitos HUMANOS, do Ser Humano. Deixem-se de tretas - seja a violência, o direito de voto, a igualdade salarial, o o direito à educação ou tantas outras questões aberrantes, são violações de Direitos das Pessoas enquanto tal, não das mulheres ou dos homens. São problemas humanos.
Claro que tenho o maior respeito pela justa luta pela igualdade de direitos, só não aceito que essa luta seja feminina, se o for alguma coisa está completamente errada à partida.
Então se já estava dito, por que vim aqui fazer "chover no molhado"? Reforçar a ideia?
Não, nada disso, não ando cá para convencer seja quem for a pensar como eu... Se toda a gente pensasse já era formidável, e quanto mais diversas as opiniões melhor, acredito no "baralha e volta a dar", é criativo.
Hoje ia eu no carro levar o meu infante à escola e lá estava a converseta na rádio: as mulheres para aqui, e as mulheres para ali, e das mulheres, e das mulheres, e das mulheres. Grunfff, pensei eu e, dos baixios do meu humor matinal, rosnei em voz alta:
"Se um dia percebessem o que as mulheres querem isso é que era um Nobel! Um Óscar! Um Pulitzer!"Responde-me o meu infante do alto da sua decana sabedoria sentado na sua cadeira-auto:
- Ora, isso é impossível, as mulheres estão sempre a mudar de ideias, nunca sabem o que querem... Mãe, o que é um "Polizer", é uma espécie de Óscar dos polícias?Engoli uma gargalhada como pude, não o quero inibir de perguntar seja o que for e sua excelência gosta pouco que se riam dele. Lá lhe expliquei o que é um Pulitzer e quando ia começar o discurso "...e isso de as mulheres nunca saberem o que querem"... o chico-esperto, com uma voz interessada e meiga feitinha à medida, perguntou:
- Mas afinal o que é que as mulheres querem ? Tu deves saber...Suspirei, olhei para o meu infante pelo retrovisor, voltei a suspirar, baixei o volume do rádio...
- Luís, tem dó, são 8h e 20 da manhã... Não comeces já
- Aah pois, afinal sempre é complicado, muit´a complicado...
- Não é complicado, de um modo geral as pessoas querem todas as mesmas coisas, homens e mulheres
- Mas sem ser de um modo coiso, tu estavas a dizer que se percebessem as mulheres ganhavam um prémio...
- Olha, eu prometo que tento explicar-te o que as mulheres querem mas não agora no carro nem às 8 e tal da manhãQuem não conhece o Luís pode julgar que estou a inventar mas quem o conhece sabe bem que estes "bate-boca" são o aguenta-te aí de cada dia, mesmo às 8 horas da manhã. A verdade é que fiquei com a promessa feita e a criança, literalmente, nos braços; preciso de organizar as ideias...
- Prometes? ... e depois eu escrevo um livro a explicar e ganho o prémio "Polizer"..
O QUE É QUE AS MULHERES QUEREM?
Tal como disse ao meu filho, de um modo geral as mulheres querem o mesmo que os homens, ou seja, as pessoas querem todas mais ou menos as mesmas coisas variando mais as nuances de importância que atribuem mais a isto e menos àquilo do que propriamente a espécie de aspirações que têm.
Ao longo da vida já ouvi muitos homens dizerem os maiores disparates acerca daquilo que pensam que as mulheres querem. Sei que há pessoas com desejos e aspirações mais dispares da "normalidade", que mal se podem imaginar, há gente para tudo, mas se pretendermos generalizar não deveremos ir por aí.
Uma das coisas que mais me chocou foi a opinião de um amigo com quem almoçava, homem crescido e vivido, que se saiu muito honestamente com esta:
«As mulheres querem os homens até terem os filhos que pretendem, depois disso toleram-nos».Errado, as mulheres, muito menos hoje em dia, não "querem" um homem para ter filhos, e ainda menos precisam de os tolerar depois disso. Não é isso que as mulheres querem.
Outro disparate, muito divulgado em piadas amargas e conversas de caserna, é:
«as mulheres querem é um gajo que pague as contas».Errado. As mulheres, como os homens, querem poder pagar as contas. Não nego que ainda vão havendo mulheres que preferem ser sustentadas a sustentar-se; é uma questão educacional e que vai abrangendo cada vez menos mulheres; a maior parte das mulheres sustentam-se a si mesmas e não é por isso que deixam de querer, ou não, um homem nas suas vidas.
O último dos disparates que vou referir é o simplista:
«as mulheres precisam de se sentir amadas, admiradas e protegidas».Isto não estará errado se tivermos em conta que toda a gente se quer sentir amada e admirada; se o considerarmos como uma necessidade premente das mulheres estamos a afastar-nos da realidade. Além disso, e de um modo geral, enquanto "necessidade premente", o caminho mais curto para perder esse tipo de suposto amor e admiração é a convivência intima com o amante admirador - qualquer mulher, por mais burrinha que seja, sabe isto - o "pedestal" dificilmente resiste à ramela matinal. Quanto ao "protegidas"... já lá vamos.
Não tenho qualquer formação que me permita mergulhar fundo no tema, tenho apenas mais anos vividos e convividos do que aqueles que, indubitavelmente, me restam. Isto é: já aprendi mais até aqui do que virei a aprender, pelo menos neste capítulo.
Já o disse Aristóteles, e não constitui surpresa, que o homem, leia-se ser humano, é um animal social; quer isto dizer que a humanidade é uma espécie gregária, tende a viver socialmente, em conjunto.
Depois há a questão do sexo e da biologia. Aqui dá-se a tal divisão que leva, de um modo geral, as mulheres a partilharem mais intimamente as suas vidas com homens e vice-versa. Essa é uma divisão física e biológica - importante, fundamental para a sobrevivência da espécie - que condiciona mas não define o lado não físico do que as mulheres querem.
O que as mulheres querem querem-no de qualquer ser humano, homem ou mulher.
É verdade senhores, por mais que vos custe.
Uma coisa é o parceiro sexual ideal, outra é o parceiro ideal, e entre um e outro, atrevo-me a dizer, as mulheres na sua majoríssíma parte, quando querem optar, preferem o parceiro ideal ao sexo fabuloso.
Na sua busca por um companheiro que preencha as suas aspirações as mulheres procuram o mesmo que procuram numa boa amiga, adicionando a atracção sexual, a relação física e, algumas, não sei se muitas ou poucas, uma complementaridade social.
As mulheres querem alguém que as possa ver com as ramelas matinais sem as olhar de forma diferente. Querem poder ser quem são, com lágrimas e gargalhadas, medos e conquistas, segredos e confissões sem que isso lhes traga insegurança ou julgamento; sem terem de disfarçar, fingir ou esconder; sem terem de ser perfeitas, bem humoradas e desejáveis sempre que o cavalheiro está presente. Querem ser a mesma pessoa que são quando estão sós, sem os cuidados inerentes à exposição social. A isto chama-se intimidade, amizade e confiança.
Confiança... As mulheres querem alguém que seja capaz de quebrar lanças por elas. Não querem um ninja nem um agente super-treinado do FBI, querem que a pessoa com quem partilham a sua vida esteja ao seu lado para o que der e vier, que não lhes falhe se precisarem de ajuda, que não se "arme em mais forte" se elas precisarem de ajuda.
Disse acima que de "serem protegidas" falaria adiante. Todas as pessoas, pelo menos de vez em quando, têm situações ou momentos em que precisam, ou gostariam, de se sentir protegidas. As mulheres não querem paternalismos - não são crianças - querem sentir que não estão sós quando optaram por não estar sós.
Poucas coisas decepcionarão tanto uma mulher quanto a ausência de uma atitude perante uma situação que a requeira. E poucas coisas conquistarão mais o seu reconhecimento e afecto do que uma atitude inequívoca no momento certo.
Esta protecção tem mais a ver com saber, e constatar, que alguém quebra lanças por nós do que com a protecção do macho guerreiro. Quem perceber isto percebe o fundamental, mas perceber não basta.
As mulheres, como os homens, têm as suas futilidades mas as das mulheres são as suas, as que fazem parte da sua maneira de ser mulher e que varia de mulher para mulher, são marcas da sua personalidade individual. Podem querer usar sapatos de salto alto e não é por isso que devam ser olhadas como predadoras em busca de caça ou despertar a desconfiança ciumenta. Podem gostar de blusas cor-de-rosa às florzinhas, serem niquentas com os filhos e com a casa que não é por isso que serão menos competentes e profissionais do que um fato-e-gravata-relógio-telemóvel.
Muitas mulheres, sobretudo as mais novas, preocupam-se muito com a aparência; é natural, é pela sua aparência que não maioritariamente julgadas, muito mais do que os homens. E os homens são uns tontos que se deixam dominar pela aparência com uma previsibilidade quase infalível. Uma coisa vos garanto, na hora da verdade não é pela aparência que as mulheres querem ser tidas em consideração. O «és tão bonita» pode ser agradável, às vezes soa mal, mas nunca é satisfatório, mesmo quando parece.
E depois, já a outro nível, as mulheres querem respeito e reconhecimento. Quem não quer?
Querem que a sua opinião seja ouvida e levada em conta sem que as olhem como se fossem umas crianças parvas falando do que não sabem
Claro que há mulheres que parecem umas crianças parvas falando do que não sabem, mas isso não é exclusivo das mulheres, é uma síndrome disseminada pela humanidade.
As mulheres querem ser levadas a sério quando sabem que o merecem, não buscam condescendência nem um estatuto diferente.
Querem a sua liberdade individual de entrar e sair, pôr e dispor, decidir e escolher como qualquer adulto de plenos direitos. Fico parva quando ainda oiço «vamos ver... vou perguntar ao meu marido se posso...» ou pior «nem pensar, o meu namorado matava-me se eu...». A certidão de nascimento de uma menina não tem anexo um título de propriedade transmissível.
Querem o reconhecimento do seu esforço, da sua dedicação, da sua presença, do seu trabalho, da sua inteligência, da sua personalidade... e dos seus iguais direitos de individuo humano, maior e capaz. Mesmo em casa, sobretudo em casa ou numa relação que se pretenda boa e duradoura.
Tudo isto de que falo a este outro nível não são desejos exclusivos das mulheres, óbvio, mas são factores que incontornavelmente entram na equação do que as mulheres pretendem dos homens, das pessoas.
É difícil? Não me parece mas a verdade é que a aplicação deste entendimento fica largamente aquém do desejável, quanto mais da realidade.
.
Publicado por Alex à(s) sábado, março 09, 2013 0 comentários















































