.

.
.
.
.
.

AS VÍTIMAS DA NOSSA AMORALIDADE

É lamentável que um grande laboratório como o AstraZeneca não encontre outra forma de testar compostos medicamentosos sem ter de utilizar cães - os amigos da humanidade por excelência. 
Os Beagles são cães particularmente meigos, inteligentes e sociaveis. Eu sei, tenho um que é, como a maior parte dos cães, uma fonte inesgotável de doçura, companheirismo, alegria e devoção

Tomo regularmente um medicamento fabricado por este laboratório, um produto de facto formidável, com provas mais do que dadas e que se vende aos milhões há muitos anos. Embora não se encontre disponível, no nosso país, fabricado sob outra mar
ca de outro laboratório, encontra-se à venda o genérico fabricado pela Ratiopharm , nas suas várias dosagens,  e pela Stada, na dosagem mais comercializada; só a forma injectável não é substituível
Podem encontrar AQUI:
http://www.astrazeneca.pt/areas-terapeuticas/Medicamentos

a listagem de medicamentos AstraZeneca vendidos em Portugal; se poderem substituí-los por apresentações genéricas, ou de outras marcas, seria uma óptima ideia, e peçam aos vossos médicos para o fazerem.


A razão apresentada pela AstraZeneca para não suspender a experiências laboratoriais nos Beagles?
É preciso ter lata pois os Beagles são conhecidos em Inglaterra, pelo menos, desde o reinado de Helizabeth I, mas foi a seguinte, apresentada pelo senhor Head of Corporate Affairs for AstraZeneca, na Suécia, na carta dirigida à Beagle freedom project:

«because these dogs have been purpose-bred for research, the best solution is to continue to utilise them for research at AstraZeneca facilities and by third parties acting on our behalf.”

Disagree? Everyone who supports the BFP has seen a hundred examples of “purpose-bred for research” beagles go on to thrive with loving families. 
To suggest they are incapable of a normal life is cynical and naive. 
Send a polite email to AstraZeneca explaining these are not just test-tubes but dogs no different than our own! 
E-mail: kontakt@astrazeneca.com

É COM ALÍVIO QUE INFORMO: HOJE DEIXEI DE SER UTENTE DA ASTRAZENECA
_________________________ 
APELO DA 


The Beagles of AstraZeneca
 
For the last 10 days the Beagle Freedom Project has been in behind the scenes talks over the fate of the 400 beagles at the pharmaceutical breeding center in Sweden. 
After trading letters, emails, and phone calls we felt very close to saving at least some of the dogs from further testing. 

Sadly today we must report that AstraZeneca has denied this opportunity and condemned the beagles. Everyone at the BFP is devastated, but undeterred. 
We are NOT giving up hope yet. Stay tuned for details on how you can HELP us HELP those dogs!


_______________________________

RESGATES  PELA 
Beagle Freedom Project

Os dois primeiros, só dois...
Nunca tinham estado em liberdade nem posto as patas na relva.

«On December 23, 2010, ARME rescued two Beagles from a medical testing laboratory. These dogs had never seen the outdoors, walked on grass or felt a gentle touch. We captured their first steps into a kind world. They had also been de-barked and fed only “laboratory chow.” ARME will continue with these rescues when it can.»



Em Novembro de 2011
40 Beagles viajaram de Espanha para Los Angeles para serem libertados e adoptados
Muitas emoções...

«On November 23, 2011, We saved 40 beagles from a laboratory in Spain where they had lived their entire lives and flew them to us to Los Angeles, CA.
Many had tattoos not just in one ear, but in both, indicating they had come from more than one laboratory. Many of these angels landed with teeth rotten, bleeding and falling out and tumors. Some had to have surgery – many had to have teeth pulled.
They are all doing exceptional now and have all gone into their forever homes!»




Para quem tiver "estômago" fica um vídeo bastante esclarecedor acerca de alguns dos testes, pior, do tipo de vida (???), a que estes doces animais são sujeitos durante anos, dia após dia, nos laboratórios.

ATENÇÃO, NÃO RECOMENDÁVEL PARA CRIANÇAS



É DADO? NÃO PRESTA

Se um violionista, por exemplo, der um concerto num grande teatro em Boston, ou Nova Iorque, ou Sidney, ou qualquer outra grande metrópole;
Se os lugares para esse concerto custarem uma média de 100 dólares US;
Será natural presumir que se trata de um músico consagrado, alguém que, muito provavelmente, valerá a pena ouvir.
Imaginemos que alguém nos oferecia um lugar de borla para um concerto assim, seria de aproveitar, certo?

Certo talvez, mas não é evidente... Isto das "borlas"  tem os seus quês e por quês

Acabei de ler uma pequena história que me deixou pensativa... Creio que merece ser contada aqui e lida com atenção.

No final deixo dois vídeos:
o primeiro ilustra esta história publicada no Washington Post, (o som, naturalmente, não é grande coisa)
o segundo mostra o mesmo violinista tocando um excerto de um concerto de  Mendelssohn, uma das minhas peças para violino preferidas.

_________________________

«A Violinist in the Metro»

«A man sat at a metro station in Washington DC and started to play the violin; it was a cold January morning. He played six Bach pieces for about 45 minutes. During that time, since it was rush hour, it was calculated that thousand of people went through the station, most of them on their way to work.

Three minutes went by and a middle aged man noticed there was musician playing. He slowed his pace and stopped for a few seconds and then hurried up to meet his schedule.

A minute later, the violinist received his first dollar tip: a woman threw the money in the till and without stopping continued to walk.

A few minutes later, someone leaned against the wall to listen to him, but the man looked at his watch and started to walk again. Clearly he was late for work.

The one who paid the most attention was a 3 year old boy. His mother tagged him along, hurried but the kid stopped to look at the violinist. Finally the mother pushed hard and the child continued to walk turning his head all the time. This action was repeated by several other children. All the parents, without exception, forced them to move on.

In the 45 minutes the musician played, only 6 people stopped and stayed for a while. About 20 gave him money but continued to walk their normal pace. He collected $32. When he finished playing and silence took over, no one noticed it. No one applauded, nor was there any recognition.

No one knew this but the violinist was Joshua Bell, one of the best musicians in the world. He played one of the most intricate pieces ever written with a violin worth 3.5 million dollars.

Two days before his playing in the subway, Joshua Bell sold out at a theater in Boston and the seats average $100.

This is a real story. Joshua Bell playing incognito in the metro station was organized by the Washington Post as part of an social experiment about perception, taste and priorities of people. The outlines were: in a commonplace environment at an inappropriate hour: Do we perceive beauty? Do we stop to appreciate it? Do we recognize the talent in an unexpected context?

One of the possible conclusions from this experience could be:

If we do not have a moment to stop and listen to one of the best musicians in the world playing the best music ever written, how many other things are we missing?»


"A.O." : A EXPLICAÇÃO DO ÓBVIO

 Uma vez mais, e não demais, VGM expõe aquilo que qualquer Português com um mínimo de bom senso e bom gosto compreende.

O que não se compreende são as águas mornas em que Portugal se vai deixando boiar nesta questão, já absurda, do tal suposto "Acordo ortográfico", que não existe em parte alguma senão, sem força de lei mas com prepotência, na pátria da língua portuguesa.

Fomos dos primeiros países europeus a adoptar as matriculas automóveis europeias, numa urgência modernista; somos muito "práfrentex". Lastimável é que não tenhamos sentido essa urgência em questões bem mais importantes, fundamentais.
Os bons cobres da União Europeia, que entraram a fundo perdido, serviram toda a espécie de "urgências" mas não as fundamentais - para essas ficamos sempre à espera de um puxão de orelhas que nos meta na ordem, enquanto podemos disparatar, disparatamos.

Vão lá dizer aos britânicos, ou até aos espanhóis, que na América do Norte ou na América do Sul há mais gente a falar e a escrever inglês e castelhano para ver se eles entram em acordos deformantes das suas línguas... Um absurdo. Obviamente.

Nós, muito "práfrentex", e cheios de vontade de demonstrar o quanto respeitamos os povos que se exprimem na nossa língua,  vamos logo de arquinho e balão na primeira marcha de regabofe.
Respeitamos muito os povos que se exprimem na nossa língua, só não respeitamos a nossa língua, nem o povo português.

Resta-nos então esperar que alguém, dos outros povos, resolva por nós o absurdo que criamos e deixamos continuar?
Pois, parece que sim.
Que vergonhaça! Que triste figura!

_______________________________________

«O cadáver adiado»

VASCO GRAÇA MOURA
 2 Janeiro 2013 - In "Diário de Notícias"

«No Brasil, tratava-se fundamentalmente de sacrificar o trema e o acento agudo em meia dúzia de casos. E ninguém se resignava às regras absurdas de emprego do hífen... Com isso, bastou o abaixo-assinado de uns 20 mil cidadãos para se adiar a aplicação de uma coisa trapalhona denominada Acordo Ortográfico (AO). Os políticos ouviram a reclamação, estudaram-na e assumiram-na, e a sr.ª Rousseff decidiu.

Em Portugal, o número de pessoas que tomaram posição contra o AO já ultrapassava as 120 mil em Maio de 2009. Hoje, e considerando tanto o Movimento contra o AO de então como a actual Iniciativa Legislativa de Cidadãos (ILC) com a mesma finalidade, esse número é incomparavelmente mais elevado.

Portugal bem pode propor a todos os quadrantes ideológicos e parlamentares da sua classe política que se assoem agora a este cruel guardanapo.

Faltou-lhes a coragem de respeitar as opiniões autorizadas, a capacidade de reflectir com lucidez sobre o assunto, a vontade cívica de se informarem em condições.
Acabaram a produzir este lindo serviço, com a notável excepção do relatório Barreiras Duarte, aprovado por unanimidade na Comissão Parlamentar de Ética, Sociedade e Cultura (Abril de 2009), mas que não teve qualquer efeito prático.

A CPLP, ao engendrar o torpe segundo protocolo modificativo do AO, violou sem escrúpulos o direito internacional e traiu a língua portuguesa. Não serve. Mostrou total inconsciência, incompetência, incapacidade e oportunismo na matéria.

Agora, é evidente que, de três, uma: ou o Brasil vai propor uma revisão do AO, ou tratará de a empreender pro domo sua sem ouvir os outros países de língua portuguesa, ou fará como em 1945, deixando-o tornar-se letra morta por inércia pura e simples.

No primeiro caso, mostra-se a razão que tínhamos ao insistir na suspensão do AO, a tempo, para revisão e correcção. A iniciativa deveria ter sido portuguesa e muitos problemas teriam sido evitados.

No segundo caso, mostra-se além disso que continuamos a ser considerados um país pronto a agachar-se à mercê das conveniências alheias. Com a desculpa, a raiar um imperialismo enjoativo, da "unidade" da língua, em Portugal haverá sempre umas baratas tontas disponíveis para se sujeitarem ao que quer que o Brasil venha a resolver quanto à sua própria ortografia. Foi o que se passou em 1986 e 1990.

No terceiro caso, mostra-se ainda que ficaremos reduzidos a uma insignificância internacional que foi criada por nós mesmos.

Mas, em qualquer dos casos, a situação será muito diferente da actual.

O Acordo Ortográfico não ficará incólume e as suas regras serão revistas e modificadas. Ninguém esconde no Brasil esta necessidade de revisão e correcção, tão cultural, social e politicamente sentida que está na base do adiamento decretado.

Se as regras vão ser modificadas, e quanto a este ponto não pode subsistir qualquer espécie de dúvida, será um absurdo absoluto que se mantenha a veleidade de as aplicar em Portugal na sua forma presente.

Não se pode querer contestar oficial ou, sequer, oficiosamente a existência de três grafias, nada menos de três, como resultado grotesco de uma tentativa sem pés nem cabeça de uniformização delas em todos os países que falam português: a brasileira, a angolana e moçambicana e a irresponsável que é a portuguesa.

Torna-se imperativo o reconhecimento oficial de que a única ortografia que está em vigor em Portugal é a que já vigorava antes das desastrosas pantominas que foram empreendidas pelo Governo Sócrates.

No meio desta vergonha, o mais simples é:
  • a) reconhecer-se que o AO nunca entrou em vigor por falta de ratificação de todos os estados signatários; pressuposto essencial da sua aplicação que é o vocabulário ortográfico comum que nem sequer foi iniciado;
  • c) suspender-se tudo o que se dispôs em Portugal quanto à aplicação do AO, nomeadamente no plano das escolas, dos livros escolares e dos serviços do Estado;
  • d) tomar-se a iniciativa de negociações internacionais com vista a uma revisão e correcção do AO por especialistas dignos desse nome. 
  •  
O Acordo Ortográfico é tão mal feito que nem o Brasil o aceita... Logo à nascença, já era um cadáver adiado. Com vénia de Fernando Pessoa, agora não se pode deixar que, sem a necessária revisão, ele procrie seja o que for.»


.

2012 ACABOU-SE. UFF... ESTE JÁ FOI




De 2013... bem... o primeiro, o segundo... dias que já passaram...
Ok, vamos a isto.


.

FELIZ ANO NOVO

O QUE ESTÁ FEITO NÃO NOS RESTA FAZER.
O QUE NOS FALTA AINDA PERCORRER
QUE SEJA COM VONTADE, ALEGRIA E CARÁCTER.

UM ANO CHEIO EM QUE OS BONS MOMENTOS ADOCEM OS MENOS BONS
VAMO-NOS A 2013 DE PEITO ABERTO.


VAMOS AGREDIR CRIANCINHAS?

Um estupor , com 22 anos, queimou com um cigarro e um aquecedor um bebé de dois anos. Pegou num cigarro e queimou-lhe os olhos, os lábios e os pés, pontapeando-o, partiu-lhe o braço esquerdo, agrediu-o várias vezes na cabeça  e atirou-o contra a parede, causando-lhe uma fractura craniana e queimaduras de primeiro e de segundo grau.

O bebé esteve 113 dias de convalescença. Sim, 3 meses e meio!
Este gajo é padrasto do menino e tinha ficado a a tomar conta dele para a mãe ir trabalhar

Para o tribunal, ficaram provados todos os factos constantes na acusação do Ministério Público  em relação ao menor, mas o colectivo de juízes absolveu o arguido do crime de violência doméstica sobre a companheira, do qual também estava acusado.

 Explicou o presidente do colectivo de juízes da 8ª Vara Criminal de Lisboa:
«O que o senhor fez foi de uma enorme crueldade e de uma malvadez inqualificável. Além disso, mostrou indiferença perante os factos cometidos e não revelou arrependimento pelos mesmos. A tese de que a criança caiu e bateu com a cabeça na banheira, quando lhe estava a dar banho, não convenceu»
No decorrer deste julgamento, o arguido viria a ser condenado, noutro processo, a uma pena suspensa de três anos por roubo qualificado. 

 E o que é que aconteceu a este canalha, que se encontrava em prisão preventiva ao abrigo deste processo ?

 O tribunal condenou-o hoje  a uma pena suspensa, de três anos e nove meses e,  e, após a leitura do acórdão, foi libertado

 O juiz acrescentou que a pena aplicada não foi unânime entre o colectivo, pois um dos três juízes - que votou vencido - defendia uma pena de prisão efectiva. 
 
A moldura penal do crime de violência doméstica perpetrado sobre menores é de dois a cinco anos de prisão.  
 
O tribunal teve em consideração o depoimento da mãe da criança e não valorizou os testemunhos do avô, assim como de alguns vizinhos.

MAS O QUE É ISTO?

É preciso matar a criança para ser preso?
É preciso a mãe, ou outra pessoa, tomar a justiça em suas mãos para que esta seja feita?
«O que o senhor fez foi uma crueldade e de uma malvadez»??? Como se fosse deixar o bebé sem comer um dia inteiro?
Não! O que o senhor fez foi um CRIME horrendo, cujas consequências foram as que se sabem as as que, provavelmente estarão por vir.

"O Ministério Público vai interpor recurso para o Tribunal da Relação de Lisboa relativamente à suspensão da execução da pena de prisão aplicada ao arguido, uma vez que entende que lhe deve ser aplicada uma pena de prisão efectiva", explicou a Procuradoria-Geral da República, numa resposta escrita enviada hoje à agência Lusa.

Estamos entregues aos vermes que se alimentam de cadáveres, pois que os bichos que vivem à superfície não merecem tal fama
Pergunto-me, os dois senhores juízes que votaram a pena suspensa terão filhos?
E se alguém fizesse a esse filhos metade do que foi feito a este bebé, como reagiriam?

.

O TELÉLÉ, O GALO E EU

O meu telemóvel passou-se, deixou de marcar o que eu queria e passou a marcar o que bem lhe apetecia. Eu marco 6 e ele dá-me um 5; eu marco "contactos" e ele dá-me o relógio.
Isso foi o ecrã que desconfigurou, explicaram-me.
Pode ser, mas os botões que eu carrego é bom que tenham um comportamento em conformidade e previsível, seja o TM ou a torradeira. Pronto acabou-se, sai da minha vida, fui comprar outro.

Lá trouxe o fiel objecto para casa, na sexta-feira passada.
No sábado tive mais o que fazer e no domingo lá tratei de pôr o bicho a funcionar para estar operacional na segunda-feira. (Um homem nunca seria capaz deste interregno)
Tenho um irreverente desrespeito por manuais de instruções, só os abro quando a coisa está mesmo muito complicada e já tentei  que me fartei gastando mais tempo do que a minha paciência abarca. Ora bem, para ligar um TM não é preciso fazer um curso na NASA.
Liguei o bicho, acertei data e hora, explorei um bocadinho, meti-o na mala e fui à minha vida. Ok.
Entretanto, como o meu filho entrou de férias, desliguei tudo o que pudesse ter uma função de "Despertar" - do telemóvel à televisão. Um sossego.

Pois. Mas hoje eu precisava de me levantar cedo. Lá peguei no TM e marquei o despertar para a hora que queria. Como sou muito avessa a acordar cedo e já me tinha desprogramado até depois do Ano Novo, escolhi um toque de alarme um tanto agreste para ACORDAR mesmo - imagine-se: um galo a  cócórócóquejar! E adeus, boa noite, até amanhã.

Hoje cedo o galaró lá cócórócóquejou irritantemente à hora certa. Grunnfffff.
Parei-o e esperei que voltasse a irritar-me 5 minutos depois. Certo. E só mais 5 minutos... (É um clássico). À terceira levantei-me a rosnar e dispus-me a parar o alarme de vez. Ah pois, mas como? Toquei em tudo o que é botão, tecla, ecrã... Qual quê, passados 5 minutos lá vinha o galaró. À beira da fúria, procurei o manual de instruções ( que coisa ridícula, socorrermo-nos de um manual para desligar um despertador, se isto consta a minha reputação nunca mais será a mesma).
Não havia manual. NÃO TENHO MANUAL!.
Só um papelucho com instruções de iniciação (ó sorte, para quê?) e o endereço Internet para fazer o download do manual de instruções. Bolas, já estou atrasada... A fúria tomou conta de mim. Arranquei-lhe a bateria. Atão, calaste-ti ou não calaste-ti?
Mas por que raio fui eu comprar um bicho de tecnologia XPTO-Android-#G-e-mais-o-raio-que-o-parta?

Eu só queria um coiso que fizesse e recebesse chamadas e mensagens, com um despertador e uma máquina fotográfica razoável. Ah, e um Bluecoiso para o ligar no carro.

Ainda na semana passada dei praticamente 200 euros por um micro-motor para abrir a janela do carro porque o original morreu. Que raio, quando é que inventam uma manivela de andar à roda para subir e descer os vidros?
E um relógio que não precise de pilha? Podiam inventar uma coisa parecida com os brinquedos de corda, estão a ver a ideia?

Vão por mim, nunca, mas nunca, liguem um despertador sem terem a certeza absoluta de que sabem como desliga-lo.


TARDIO MAS A TEMPO

Não conheço a Isabel Jonet, conheço um pouco dos resultados do trabalho da Instituição que dirige.
Revoltou-me que, por um deslize absolutamente humano dos que podem tocar a qualquer um, tenha caído em cima da senhora o Carmo e a Trindade por via de um punhado de iluminados inconsequentes, ou desumanos, profusamente difundidos pelo "aqui d'El Rei" da comunicação social.

A ressaca não se fez esperar: comecei a ouvir pelas esquinas o opinativo:

«Ai este ano não dou, afinal andam a roubar com'ó-z'outros»;

Gente bem informada que baseou a sua racionalíssima decisão num título de jornal ou numa notícia em primeira mão ouvida ao balcão do café.

Revolta-me que os que nada fazem não se contenham, muito pelo contrário, em deitar abaixo aqueles que, com muito esforço, conseguem dar - DAR - a sua melhor ajuda, por pequena que pareça. NÃO - SE - FAZ!

VPV falou e disse, e muito bem.
Quanto aos outros, de esquerda, de direita ou às riscas, o raio que os parta.





AOS VITORIOSOS DO CLUBE DA GALINHÔLA DEPENADA

Dedicado aos meus amigos lampiões que tão profusamente me presentearam com o seu apoio, carinho e compreensão, ontem e hoje, após o jogo Sporting/Benfica
A todos o meu muito obrigada, estou comovida com tanta amabilidade de quem tão bem sabe ganhar.




.

LIVRE ARBÍTRIO

O "Espírito de Natal" está connosco todos os dias,
Podemos ou não vê-lo;
Podemos ou não senti-lo;
Podemos ou não ser a parte individual de um mundo um bocadinho melhor.
A isto chama-se Livre Arbítrio
e é o que nos define enquanto Seres Humanos.

FELIZ NATAL

 

TENTEM VER ISTO SEM FICAR DE BOCA ABERTA.

2,12 metros
Sem sela. Sem estribos. Sem esporas.
Quem sabe sabe, quem é bom é bom,
e estes são os dois espantosos: Robert Whitaker e Casino
Um record mundial que demonstra a bons entendedores
o que não é preciso para se conseguir o máximo de um cavalo



DESCUBRA AS DIFERENÇAS

Passos impede expulsão de estudantes 
que exigiam a sua demissão 

 Económico com Lusa   - In "Diário Económico"

Oito estudantes universitários exibiram hoje uma tarja pedindo a demissão do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, enquanto este discursava na abertura de um seminário internacional organizado pelo Sistema de Informações da República (SIRP), na reitoria da Universidade Nova.

Poucos minutos depois do início do discurso de Passos Coelho, os oito jovens, sentados nas últimas filas do auditório da reitoria, levantaram-se e, em silêncio, abriram uma tarja com a palavra "demite-te".

A equipa de seguranças de Passos começou por tentar interromper o protesto e retirar a faixa, mas foi o próprio primeiro-ministro a parar o seu discurso e a pedir que não o fizessem.
"Pedia ao Serra [um dos elementos da sua segurança] que deixasse os senhores ostentarem o cartaz sem nenhum problema, porque vivemos, felizmente, numa situação de boa saúde da nossa democracia, e não vemos nenhuma razão para que os senhores não possam ostentar as faixas que entenderem", afirmou Pedro Passos Coelho, continuando depois a sua intervenção.

Os estudantes universitários mantiveram a tarja durante o resto do discurso de Passos e abandonaram o auditório quando já falava o orador seguinte, Adriano Moreira.

Ao abandonar o edifício da reitoria da Universidade Nova de Lisboa, questionado pelos jornalistas sobre se tinha sido difícil concentrar-se com o protesto, o primeiro-ministro respondeu apenas: "Não, não foi nada difícil".

À chegada às instalações da Universidade Nova, em Campolide, o chefe do Governo tinha sido recebido por uma pequena manifestação de estudantes, que protestavam com várias frases e cartazes contra Passos Coelho, os cortes na educação e contra a 'troika'.

____________________________________

PRIMEIRO ESTE:
LINK: 
Estudantes interrompem Passos Coelho com faixa: "Demite-te" - País - Notícias - RTP

_______________________________

AGORA ESTE:
 

ALEGADAMENTE, É MAIS UM TRASTE

«DIAP põe sob lupa os negócios da ANF» 03/12/2012

«O Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa está a analisar novos documentos sobre os negócios da Associação Nacional das Farmácias (ANF). Em causa estão suspeitas de alegados favores do Governo de José Sócrates à ANF, liderada por João Cordeiro, em 2010, avança o Correio da Manhã.
.../...
Nas escutas realizadas a Armando Vara percebe-se que ‘a pedra no sapato' de João Cordeiro seria o então secretário de Estado da Saúde Francisco Ramos, da equipa da ministra Ana Jorge. Essas conversas revelam que o presidente da ANF considerava que Ana Jorge "não percebia um corno" da questão dos preços dos medicamentos e que Francisco Ramos só atrasava o diploma ao levantar sucessivos problemas. Do seu lado, e a tentar fazer aprovar o decreto que seria favorável às farmácias, estavam o então secretário de Estado do Comércio, Fernando Serrasqueiro, e o secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro, Filipe Baptista. 
          .../...
O processo de investigação inicial surgiu no âmbito das escutas do processo Face Oculta, onde foram apanhadas conversas entre Armando Vara e João Cordeiro, tendo sido extraída uma certidão para abrir uma investigação que foi arquivada e que agora poderá ser reaberta.»

 SEM COMENTÁRIOS

O "NÃO GOSTO DE TI" COMO TÁCTICA DE ENGATE

.
.
.
O semanário "Sol"  publicou ontem a seguinte notícia na sequência do congresso do PCP:


«Comunistas querem Governo de esquerda, mas deixam fortes críticas ao PS»

Se há coisa que admiro no Partido Comunista, e não única, é a sua capacidade de permanecer igual a si mesmo independentemente da realidade politico-social em que se encontre. Já de Álvaro Cunhal se dizia «pode-se perguntar-lhe o que se quiser que ele responde sempre o que lhe apetece». Pois é, esta rapaziada é mesmo assim.

Nas últimas legislativas, de 5 de Junho de 2011, o Partido comunista teve 7,91% do eleitorado, correspondendo a  441.852 votos. Não sei se a rapaziada terá presente que é esta a representatividade que têm na legislatura actualmente em vigor.

Mas vamos mais longe na aritmética para ver se a gente se entende:

O PS teve 28,06% do eleitorado, correspondendo 1.568.168 votos

Ora bem, a soma da percentagem PS/PCP resulta em 35,97%, ou seja, 2 010 020 votos.
O PSD sozinho teve 38,65% , ou seja 2.159.742 votos
A coligação com o CDS-PP ( 11,70% -  653.987 votos) representa 50,35% - 2 795 729 votos

Pergunto eu, o PCP quer um governo de esquerda por alma de quem?

Porque lhes apetece... Pois, compreendo, mas não chega, a menos que assumam que eles é que sabem o que é bom para o povo, que o povo não percebe nada do que devia escolher, a democracia que se lixe, escolhem eles pelo povo.
Sendo assim está bem, estamos conversados. E poupamos uma data de massa nessa mania das eleições.

Não, não estranho nada disto, em 1975 já era viva e crescidinha o suficiente para perceber o que se passava à minha volta - o que, para mal dos meus pecados que já me vão pesando, não é verdade para uma boa fatia do actual eleitorado, arremessadores de pedregulhos incluídos.
Não quero viver outro PREC, não me venham falar em "ditadura do proletariado" outra vez. Proletariado uma ova, se com 7,91% esta rapaziada se quer impor assim, com as rédeas do país, mesmo que "compartilhadas com a esquerdinha caviar", bem podíamos mudar de continente.

E diz no "Sol",
Eleito por unanimidade (ora pois) para um terceiro mandato como secretário-geral, Jerónimo de Sousa disse que está disponível para o “diálogo” com outras forças, mas deixou um aviso: “Ninguém peça ou exija ao PCP que deixe de ser o que é”.
Não Jerónimo, ninguém pede ao PCP que deixe de ser o que é, é uma impossibilidade absoluta. Quando se chega ali parou - no tempo, na mentalidade, na democracia.

Também não passa despercebida a posição do PCP face ao Bloco de Esquerda, malta que os aborrece, rouba-lhes protagonismo e uma fatiazita apetecível de votos. São uns chatos, o PCP não deseja de forma alguma dar-lhes importância, poder então muito menos.
 O PCP quase ignorou o Bloco de Esquerda no Congresso, à excepção de uma crítica deixada pelo deputado Agostinho Lopes, que advertiu que “é uma ilusão” pensar que a saída para a crise europeia passa pelo federalismo como “querem o PS e o Bloco de Esquerda”.

E vale a pena ligar ao que esta rapaziada diz?
Vale.
Não por eles, que não trazem novidades nem alteram em nada o seu discurso, já toda a gente o sabe trautear, vale pelo convite subjacente...
Em terra de cego quem tem um olho é rei, mas só se o usar; se for atrás da cegueira envolvente de nada serve. E poucas coisas cegam tanto quanto a ânsia de poder...
Qual de entre vós se encontra absolutamente convicto de que o PS não seria capaz de corresponder ao convite do PCP com um sorriso maroto?

Não estou esquecida  (não sofro de lapsos de memória selectivos) de que foi o PS a grande força motriz contra os governos provisórios do camarada Vasco Gonçalves, do II ao V,que lá se foi embora a contra-gosto a 25 de Novembro de 75. É verdade, mas nessa altura era o tempo do Carlucci, o PS era outro, ainda não tinha havido legislativas e aquilo a que agora se chama "a direita" ainda não tinha ganho corpo; na altura O PPD/PSD ainda não tinha força e muitos dos que passaram a votar  PSD estavam nas fileiras eleitorais do PS. O fervor revolucionário ainda estava fresquinho e na ordem do dia.
O PS actual é outro, é um PS com oposição à direita e não à esquerda e isto muda todo o discurso... e não só.
É bom, é essencial, que se mantenha isto em mente.
Não seria a primeira vez que o PS delinearia o seu projecto político à socapa e nos presentearia com uma coligação pós-eleitoral surpreendente.
Estou à espera de uma coligação PS/PCP? À priori não, mas não acho impossível, já vi coisas tão estranhas... Como uma coligação PS/CDS...
Vindo dali acredito em tudo.

O artigo AQUI


.

O PAI DA PÁTRIA E OS SEUS COMPANHEIROS DE LUMINÁRIAS NA TESTA

Ontem foi publicada uma missiva que 70 iluminados, encabeçados pelo sábio ancião que tanto sabe acerca de salvar a pátria, que me levantou uma singela dúvida: será que algum deles acredita realmente naquele rol de frugalidades distorcidas que constituem o conteúdo da dita? Talvez o sábio ancião acredite, sempre foi um tipo que acreditou no que lhe deu jeito consoante a época. Talvez um ou outro acredite, de entre os signatários há uns quantos que apresentam um tão aguçado espírito crítico e uma tal capacidade analítica que lhes permite acreditar... Em quê? Acreditar, de um modo geral, alheio ao específico e ao circunstancial, tendo por base aquilo que lhes foi impingido como "politicamente correcto" . Os outros... Os outros sabem muito bem das suas conveniências, das suas militâncias, dos seus grupelhos, das suas posições políticas de oposição sistemática não permeável a qualquer tipo de racionalidade que seja contrária aos seus interesses, por mais  óbvio que seja que do poço seco não se tira água.

Esta carta contém frases indubitavelmente lapidares, verdadeiras pérolas da dialéctica político-social. Um mimo! Ou como diz o meu amigo do blog Atributos, uns pândegos.

Como já cá ando há anos suficientes para não me irritar com verborreias de malta pândega, não levo a sério o que de sério nada tem. Confesso que dei umas boas gargalhadas ao ler a tal cartinha que não me é dirigida - na forma - mas que outro destinatário não tem senão o encurralado povo português, a ver se pega o apelo à raiva, ao descontrolo, ao golpe de Estado que nos levaria directos ao buraco negro onde estivemos a cair.
Encurralado sim, mas por quem? Pela Troika? Pelo Passos Coelho? Pelo Gaspar? Não brinquem comigo  sem declararem que estão a brincar; brincar a fingir que é a sério é de mau gosto, além de imaturo. Para não dizer mais.

A primeira declaração que me caiu no goto e libertou a primeira gargalhada diz assim:

«À data das últimas eleições legislativas já estava em vigor o Memorando de Entendimento com a Troika, de que foram também outorgantes os líderes dos dois Partidos que hoje fazem parte da Coligação governamental.
O País foi então inventariado à exaustão. Nenhum candidato à liderança do Governo podia invocar desconhecimento sobre a situação existente.»
 A comunicação do governo de Sócrates sobre as (concluídas) negociações com a Troika, em Bruxelas foi a em Abril de 2011. Haviam começado em Fevereiro e Sócrates só discursou sobre o "bom Acordo" conseguido em Maio.

Todos nós sabemos, os que se querem lembrar e os que se querem esquecer, que até José aparecer na TV ladeado pelo Teixeira (com umas trombas memoráveis), não havia crise nem derrapagem económica - foi um raio de uma coisa que aconteceu de um dia para o outro - uma certa manhã acordámos assim, falidos, sem pilim para os salários do mês seguinte (Maio 2011)

As eleições legislativas foram a 5 de Junho de 2011...
Conclua-se...

«Nenhum candidato à liderança do Governo podia invocar desconhecimento sobre a situação existente.» ??????????????
Pergunto eu, algum português corriqueiro - leia-se, não próximo do governo - podia evocar conhecimento do real estado das finanças de Portugal?
Todos sabíamos, os que sabíamos e os que diziam que não existia, que estávamos num enorme e profundo buraco, já não era possível esconder com discursos, mas alguém tinha conhecimento da real dimensão do buraco? Aahhh, memóriazinhas traiçoeiras!
Menos de um mês antes do início das negociações com o FMI Sócrates dava murros na mesa dizendo que não iria pedir ajuda externa que a derrapagem estava controlada. Não me gozem...
«Os eleitores foram intencionalmente defraudados. Nenhuma circunstância conjuntural pode justificar o embuste.»
Perdoem-me mas estou baralhada, esta frase da missiva refere-se a quem? Quem é que intencionalmente defraudou os portugueses? De que embuste?
Nem gasto mais tempo ou palavras a explicar a pergunta, se alguém não percebeu não irá perceber agora.
«O Governo, num fanatismo cego que recusa a evidência, está a fazer caminhar o País para o abismo.»
Lá estamos outra vez...  Os 70 iluminados referem-se a quem? A que governo? Deve ser ao de José...
Quem é que se viu obrigado a ir pedir ajuda externa, apesar da sua afirmação de que nunca o faria porque  seria «uma indignidade para Portugal» (!!!) e o fez a ferros, porque Portugal já não tinha forma alguma de subsistir?
Foi Passos Coelho que num ano e meio nos colocou nessa situação?
Em menos de um ano e meio Portugal voltou aos mercados reconquistando a confiança dos mercados estrangeiros, relançou as exportações, pela primeira vez começou a equilibrar a balança de importações, viu aprovadas a sequêntes tranches de empréstimo sem as ver perigar.
Custa? Custa, muito. E nem estamos a meio caminho mas, por mais que nos custe, a recuperação da economia tem de passar pela reestruturação do aparelho do Estado, ou estaremos sempre sujeitos ao ciclo vicioso em que nos encontramos há décadas.

Mexer no aparelho de Estado não é, de forma alguma uma política eleitoralista, não agrada a ninguém, nem a quem mexe nem a quem vê mexer mas é absolutamente imprescindível  - apesar de ser cultivada pela oposição a impermeabilidade a esta evidência.
«O Governo, num fanatismo cego que recusa a evidência»? Ó sorte... Não é por demais evidente que temos de nos cingir a uma austeridade sem tréguas se quisermos voltar a ter um país capaz de sobreviver na Europa?
Sim camaradas, no Estado não se mexe, não dá votos nem "jobs" . Nunca se mexeu, custe o que custar, pague-se o que se pagar, o Estado é uma vaca sagrada. Esquelética e moribunda mas sagrada. Não me lixem!
«.../...  sob pena de, pelo interesse nacional, ser seu dever retirar as consequências políticas que se impõem, apresentando a demissão ao Senhor Presidente da República, poupando assim o País e os Portugueses ainda a mais graves e imprevisíveis consequências
Pelo interesse nacional? Não tenho conhecimento de que tivesse vindo a público qualquer carta destes iluminados, ou de outros, a exigir a mudança de política do Zé Sócrates ou a sua demissão... Verdade se diga, as consequências da sua política de esbanjamento, favoritismo e ocultação da realidade, essa sim, um embuste de um admirável embusteiro (justifico para os mais desmemoreádos no fim do post *1), não eram de todo imprevisíveis. Só não viu chegar a actual situação quem tapou os olhos ou era ceguinho.

Que legitimidade têm os subscritores desta carta, nas provas dadas, na sua sapiência para "exigirem" - como é dito na nossa opinativa comunicação social - a demissão de um governo eleito maioritariamente, com um orçamento aprovado na Assembleia da República, doa a quem doer. Este governo é legitimo e eleito democraticamente, como eleito e legítimo foi o governo do Zé Sócrates
Aguentem-se, como eu me aguentei; É o preço da democracia e, ao que parece, estes pândegos  não querem, não querem, não querem. Já o Otelo sofre da mesma doença alérgica.
A pândega está a acabar, a massa para as Fundações, mesmo para a do pai da pátria, foi-se. É uma chatice mas talvez tenham de andar de "Renault Clio"

Este governo, por muito duro que seja, está a fazer o que há muito deveria ter sido feito. Há quem entenda isto, há quem não entenda e há quem, entendendo ou não, se esteja nas tintas, quer é que o governo caia, que reine a esquerda festiva mesmo que o povo não vote nela,  que volte um estilo de vida que não é comportável mas é muito mais confortável. Eu não estou aí, tenho um filho e quero que ele tenha um país.
«Exmo. Senhor Primeiro-Ministro,
Os signatários estão muito preocupados com as consequências da política seguida pelo Governo.»
Queridos Signatários,
Chegam muito atrasados...
Quanto à esperança, a que vocês dizem não ter é a que a mim me resta.


O embuste: *1

A cartinha, para quem quiser ler, está AQUI



.

.

SOBRE A MANIPULAÇÃO SOCIAL

 No blog MALOMIL
João Tinoco

Domingo, 18 de Novembro de 2012
A manipulação da raiva. 

Vale a pena ir ler, devagar, na pausa para o café



SÃO MUITOS ANOS A VIRAR FRANGOS...

Hoje o jantar vai ser assim:
  1. Bifes ou peitos de frango
  2. Queijo creme  (baixo teor de gordura é melhor porque escorre menos)
  3. Salsa, cebolinho, manjericão
  4. Tiras de bacon
  • Bate-se no frango para ficar espalmadinho
  • Pica-se o 3
  • Mistura-se com o 2
  • Barra-se o 1 sem parcimónia
  • Enrola-se com o 4
Forno a 200º cerca de 25/30 min.
A meio tempo convém virar o frango...
Já está.

Come-se sem complexos de culpa

Mais fácil só torradas com manteiga.
(e a manteiga faz tão mal quanto o bacon e dá muito menos gozo)


Experimentem e depois digam quem é amiguinha.



.

BBbbbrrrrrrrrrrrrrr

I MAKE MY STATEMENT 
(está um frio do caraças e vai piorar)





.

AS BRONCAS DO TÓ-ZÉ

Eles nem sequer nunca estiveram no governo... Têm lá gente para fazer propostas...

Meia dúzia de voluntários?

Eles nem sequer têm pessoal no partido, é a senhora dos telefones que abre a porta e tira as fotocópias...

NÃO DANIFIQUES O PATRIMÓNIO PÚBLICO

HOJE HÁ MANIF.....




UM CRIME POR 500 EUROS

Há umas 3 semanas andou por aí uma notícia sobre uma cavalgadura psicopata que acorrentou um cãozito ao pára-choques do carro e o arrastou pela rua até o deixar abandonado num parque de estacionamento

Encontrado por uma enfermeira, Ana Beatriz Loureiro,  que saía de um supermercado quando foi abordada por duas estudantes que assistiram a cena. O cão foi levado para o Hospital Veterinário da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), onde tem vindo a ser tratado.


“Confirmei logo. Pessoas contaram o que viram, disseram que apitaram, avisaram o motorista, mas ele nada fez. Entrou em um parque e simplesmente abandonou o cão”, conta Ana Beatriz.
Para documentar o horror, a enfermeira fotografou o rasto de sangue nas ruas em que Sparky foi arrastado e os ferimentos do animal. Com a chegada da polícia e o consentimento das autoridades, Ana levou-o para um hospital veterinário e criou uma página no Facebook para recolher fundos para ajudar a pagar o internamento e tratamentos.

Entretanto a PSP já sabe quem é o condutor do carro
Durante o arrastamento do podre bicho duas estudantes da Universidade de Trás-os-Montes anotaram o número da matricula que entregaram à PSP.

Segundo o comissário Soares, do comando da PSP de Vila Real, esses dados foram passados ao veterinário municipal, tribunal e à Sociedade Protectora dos Animais.

“Depois de identificado o veículo, a investigação seguiu no sentido de identificar o condutor e de produzir prova para o incriminar”.

Nesta altura, o processo encontra-se com o veterinário municipal, que o encaminhará para a Direcção-Geral de Veterinária,  entidade que punirá o responsável.

 “De acordo com nossa Lei, um animal é uma coisa e, como tal, o máximo que pode acontecer ao condutor é uma multa”,
explicou o comissário, esclarecendo: 
 “Deverá rondar os 500 euros Segundo a legislação, a multa pode ir até aos 3640 euros mas, por norma, o Estado aplica o valor mínimo”

Moral da história:

Um animal é uma coisa, como uma pedra ou um fardo de palha
  (E depois somos supostos respeitar a lei...  Digo eu...
A lei não se dá ao respeito!)

Se uma cavalgadura destas é capaz,
  1. de abandonar um cão
  2. de o transportar fora do carro preso
  3. de o arrastar pela rua  com todas as consequencias, para o cão, de que tem forçosamente consciência
  4. se o faz à luz do dia, numa zona frequentada por pessoas que testemunham e não se importa com o facto

Pergunta:
Tendo em conta tudo isto, não é absolutamente claro que este personagem é um criminoso?
Não é  absolutamente claro que este tipo é socialmente perigoso e uma besta perturbada?

Solução: 
500 euros de multa
(a falta de selo de inspecção automóvel são 250 euros por cada vez que se é apanhado)

Se sobre os 500 euros acrescesse um valentissimo encherto de porrada ,ou mesmo uma voltinha preso ao lado de fora de um automóvel... Ah, então já acharia muito mais em conformidade com o comportamento deste tarado.

Dão-me licença que diga dois ou três palavrões?
Obrigada.





ACTUALIZAÇÂO

CONTRASTES


 QUE A VIDA TE TRAGA O DOBRO DO QUE TU DÁS


.

SEM TIRAR NEM PÔR

 DA PRIMEIRA À ÚLTIMA PALAVRA






«Tenho grande admiração pela nossa polícia. Estiveram mais de uma hora a enfrentar pedradas e insultos, a terem de conter um grupo de manifestantes determinado em provocá-los até ao limite. E depois avançaram com contenção, depois de avisarem que o iriam fazer. São assim as forças da ordem de uma democracia. Só lamento que não tenham conseguido evitar os vandalismos e a destruição de propriedade pública e privada. A pequeníssima minoria que provocou os distúrbios tem também de ser contida pelos que se querem manifestar pacificamente, como é seu inalienável direito.»

José Manuel Fernandes - jornalista - 14 Nov. 12


.

"PEDRAS DA GREVE GERAL"

Alguém, com graça
e com muita rapidez,
como é apanágio dos portugueses,
publicou esta imagem

É uma sugestão original a ter em conta...

Este Natal, ofereça "Pedras da Greve Geral". 
Atiradas por gente única. Temos dezenas. 
Escolha o seu favorito/a. 
Ofereça uma das poucas prendas possíveis, antes do fim do do mundo...

 

VÊ S'APRENDES Ó PROFESSOR

Este vídeo não é novo, é daquela época antes das últimas eleições (digo assim para não ferir susceptibilidades, sabem que eu não gosto...) , quando Portugal estava "reduzido a lixo" por aqueles tipos da Finança Internacional.
Sabe bem rever, faz bem relembrar porque anda por aí muito português que está esquecido de por onde passamos há bem pouco tempo, e pode ser que seja instrutivo para quem anda a fazer fitas que não têm ponta por onde se lhes pegue... Nunca é tarde.



Esta coisa dos filmes lembra-me os intervalos e estes lembram-me os anúncios;
Recordam-se deste?























.

A PERMANENCIA DA CONSCIÊNCIA

Não vou tecer qualquer comentário sobre esta questão; é um tema sobre o qual sou capaz de conversar, trocar ideias, opiniões, mas escrever sobre este assunto não é coisa que se possa fazer de ânimo leve nem em linhas mais ou menos contadas.
Trouxe aqui esta informação , se assim se pode chamar, por ser uma questão que nos toca a todos - ou deveria - nenhum de nós sabe se um dia terá de enfrentar uma situação destas, enquanto doente ou enquanto observador.
Sabemos muito pouco sobre a consciência, os seus limites, o seu "prolongamento", e menos ainda sobre a sua sobrevivência, ou não.
O que aqui deixo é "um grão de areia" mas, a quem interesse, é uma ponta da linha para puxar neste emaranhadíssimo novelo.


«Doente em estado vegetativo há 12 anos 
consegue comunicar com os médicos» 

«Um homem que se acreditava estar em estado vegetativo há mais de uma década conseguiu comunicar-se através de um exame de ressonância magnética - algo inédito e que pode obrigar a reescrever os manuais de medicina»
«Esta é a primeira vez que um doente com lesões cerebrais graves e incapaz, até aqui, de qualquer comunicação, pode transmitir uma informação sobre o seu próprio estado aos médicos. 
Depois de sofrer um acidente de carro, há 12 anos, Scott Routley ficou num estado que foi considerado vegetativo, sem mostrar qualquer sinal de consciência ou capacidade de comunicar.
O canadiano, 39 anos, foi agora submetido a uma série de perguntas enquanto a sua actividade cerebral era avaliada através de uma ressonância magnética. E conseguiu passar aos médicos a informação de que não tem dores.
"Scott conseguiu mostrar que tem uma mente consciente e pensante. Examinámo-lo várias vezes e o seu padrão de actividade cerebral mostra que está claramente a escolher responder às nossas perguntas. Acreditamos que ele sabe quem é e onde está",
explica o neuro-cientista britânico Adrian Owen, líder da equipa do Instituto da Mente e do Cérebro, da Universidade de Western Ontario.
"Poder questionar um paciente sobre algo importante para eles tem sido o nosso objectivo há muitos anos. No futuro poderemos perguntar o que podemos fazer para melhorar a sua qualidade de vida. Podem ser coisas simples, como o entretenimento ou as vezes ao dia que são lavados e alimentados",
acrescentou, exultante, em declarações à BBC.
O neurologista que tem acompanhado Routley, Bryan Young, admite que os resultados da ressonância magnética transformam todas as conclusões que têm sido aceites ao logo dos anos sobre este tipo de doentes.
"Ele tinha o quadro clínico de um doente vegetativo típico",  relembra.»
In "Visão" on line - 13 Nov.2012
Nota: Este texto foi corrigido de Acordês para Português

---------------------------------------------

Get Adobe Flash player

Link ao artigo completo na BBC News/Health
Transmissões televisivas BBC:
  • Fergus Walsh presents The Mind Reader: Unlocking My Voice - a Panorama Special BBC One, Tuesday, 13 November, at 22:35 GMT
  • BBC World News on Saturday, 17 November, at 09:10 GMT , and 
  • Sunday, 18 November, at 02:10 & 15:10 GMT
Após estas datas ficará disponível on line durante alguns dias no BBC Panorama

 ----------------------------------------

Na página da BBC/Health de Fergus Walsh, o correspondente médico da BBC, encontra-se um artigo deste autor, que passou mais de um ano seguindo doentes com danos cerebrais em Inglaterra e no Canadá, escrito para a apresentação do programa a apresentar pelo programa Panorama/BBC, no qual se propõe abordar questões como as seguintes:
«O que significa o estado vegetativo?
Acordar de um coma, abrir os olhos e, ainda assim, não apresentar tomada de conhecimento aparente?
Qual  o impacto nas famílias destes doentes, não sabendo se os seus entes queridos os reconhecem e se as palavras que dizem são compreendidas ou caiem no vazio?»
«What does it mean to be vegetative? 
To wake from a coma, open your eyes and yet have no apparent awareness?
What is the impact on the families of such patients, not knowing if their loved ones recognise them and whether the words they speak are understood or fall into a void?»

No pequeno, mas interessantíssimo vídeo que publico abaixo, Fergus Walsh fala com o Professor Adrian Owen, o neurocientista britânico que chefia a equipa do Instituto da Mente e do Cérebro, da Universidade de Western Ontario, que tem vindo a seguir Scott Routley, o doente referido no artigo da BBC e publicado pela Visão. Aqui explica, e mostra, a diferença entre um cérebro saudável, um em estado vegetativo e um em que, apesar do indivíduo ser mantido fisiologicamente vivo em suporte artificial,  apresenta morte cerebral

Get Adobe Flash player


E por fim, assim à laia de motivação para aprofundar o conhecimento sobre esta matéria e sobre o trabalho do  Professor Adrian Owen, que ele tem vindo a diversificar e a aplicar em vários campos das patologias cerebrais cognitivas, como, por exemplo, a doença de Alzheimer.



SOL NA EIRA E CHUVA NO NABAL

O jornalista Paulo Gaião escreveu, ainda no dia 25 de Outubro, um artigo no "Expresso" denominado:

 «O filme de Marcelo vai ser um fiasco na Alemanha» ..........................está AQUI
(obviamente... mas pelo menos parece que está a ser um êxito de bilheteira cá no nosso burgo).

Não acertou no conteúdo do filme, julgou que seguiria uma linha mais histórica; só fez um bingo ao dizer que iria lembrar os alemães o quanto já os apoiamos, mas convenhamos que adivinhar tal conteúdo não era nada fácil, há ideias que só passam mesmo pela cabeça do Marcelo.
Pois mas agora não vou falar mais do filme, já tomei dois Alka-Seltzer e não quero abusar.

Estou a referir o artigo do Paulo Gaião porque a dada altura, já quase no fim, ele diz algo que estou cansada de pensar e até de dizer em conversa e que me parece fundamental ter em mente quando se aborda o incontornável tema da carga fiscal:
«Hoje, queremos fugir ao programa da troika. Fixámo-nos na questão do aumento brutal dos impostos mas muitos dos que hoje protestam seriam dos primeiros a vir para a rua se o governo  cortasse a fundo na despesa pública e atirasse 150 mil funcionários (públicos) para o desemprego.»
Ah pois é!
Ninguém contesta que a contribuição em impostos - do IRS ao IVA passando por todos os outros, individuais e colectivos - é uma carga avassaladora; nem mesmo o ministro das Finanças tentou sequer dourar a pílula quando anunciou "um brutal aumento de impostos". Mas...
Quando se fala da taxa de desemprego - que ao pé da espanhola é uma menina - não é sequer contestável que o governo tem, na medida do quase impossível, tentado conte-la e se tem recusado a libertar o Estado dos cerca de 150 mil funcionários públicos excedentes.
Excedentes esses que todos nós estamos a pagar, públicos e privados, indivíduos e empresas.
Quem berra nas ruas não berra por este despedimento a fim de não sobrecarregar tanto a carga fiscal. Berra por Sol na eira e chuva no nabal. Pois, não dá...

Não sei se o coronel Otelo teve isto em mente quando se dispôs a fazer ameaças no fim de semana passado como se a resolução do problema da carga fiscal estivesse ali à mão de semear. Também não sei se ele teve em mente que aquilo que disse, sendo ele um militar, constitui um crime. Sei que sonha com uma revolução para depor um governo inequivocamente eleito. Sei que sonha em montar, outra vez, o cavalo do poder e ser o Grande Libertador da Pátria, o Che Guevara nacional mas ele ainda não disse como é que resolvia o problema; havia de ser bonito de se ver. Megalomanias...
O coronel Otelo anda a pedir chuva, anda... no nabal.



BOM POVO ALEMÃO, TENHAM PENA DE NÓS!

Anda por aí um grande sururu por causa de um vídeo feito pelo Marcelo Rebelo de Sousa e pelo Rodrigo Moita de Deus que o Marcelo foi apresentar na sua intervenção semanal na TVI. segundo Marcelo afirmou « "as autoridades" (?) alemãs teriam impedido que o vídeo fosse apresentado em Berlim este fim de semana por razões políticas» (ver artigo no final deste post)
Eu não sabia de nada porque, sendo rapariga de mucosas delicadas, raramente me dá para ouvir o Marcelo, só quando ele me apanha desprevenida.
Esta manhã quando abri o Facebook levei um autêntico banho de emersão no tal vídeo; Isso e fotografias em homenagem  à Ângela Merkel.
Quando fui ver o meu correio electrónico lá estava... Houve uma boa alma que me enviou o tal vídeo não fosse a coisa escarpar-me e eu ficar desprovida da importantíssima informação. Claro que nesta altura já me tinha dado ao trabalho de ver, e de ouvir, sobretudo ouvir, a peça.
Dispunha-me a seguir adiante e a dar ao facto a importância que me merecia.
Depois vi um comentário da minha queridíssima prima Paula, rapariga arreigada e de pouco calar, que tinha recebido a tal peça pela mesma boa alma que me presenteara.




 E a Paula diz assim:

«Podíamos ter feito algo tão ou mais informativo e talvez menos "intrusivo". O vídeo feito pela Câmara de Cascais estava bem feito, apenas falava de nós e não por "comparação" com ninguém. Valemos por nós .... no vídeo até parece que os alemães "superiores" somos nós. Pessoalmente não gostei! Somos capazes de fazer muito melhor!
 Beijos a todos »
 Paula G.
...e pensei: Espera aí, afinal não sou a única delinquente da família. E resolvi responder à Paula, e a quem mais pudesse estar interessado na minha opinião.
Escrevi-lhe mais ou menos assim:

Pois é Paula, estou contigo.
O Marcelo é, sempre foi, um construtor de "factos políticos" já não me lembro quem assim o apelidou mas acertou na mouche.  Inteligente, culto e advogado, pior: Prof. de Direito, com uma ascendência política do pioriu em termos dialecticos, é um gajo perigoso. Sempre foi ( caso alguém de memória mais leve já se tenha esquecido da confusão construída em torno das "Opções Inadiáveis".)
 O Marcelo não é um malandro no sentido corrente do termo, o Marcelo é um Senhor Malandro, homem de ocultas intenções, sempre.
Este vídeo foi, supostamente, feito com com o objectivo de:  «mostrar aos alemães como se vive e trabalha em Portugal, o impacto das medidas da Troika no país e para melhorar a imagem de Portugal junto da população alemã». Pois. 
Santa paciência, não se engole. Este vídeo foi feito com objectivos completamente diferentes daqueles que oficialmente propõe e publicado mesmo a tempo de dar raia em cima da visita da Chanceler alemã a Portugal. Coincidências...
Depois de o ver com toda a atenção mais de uma vez não posso deixar de pensar que se trata de uma mensagem descaradamente demagógica embora inteligentemente construída.
Então mas não é verdade? É, à primeira vista é verdade.
Então mas diz alguma mentira? Não, à primeira vista não diz.
Pois! Se quisermos fazer todos de conta que a meias verdades e as omissões conscientes são Verdades. Mas não são.
Aquilo que é omitido e o que é dito como se fosse assim, só assim, serve plenamente os objectivos com que o vídeo foi feito, sobretudo escrito, e nós, todos nós, os que queremos puxar a brasa a determinadas sardinhas - como as sardinhas do Marcelo - e os outros, os que não estão nem aí, sabemos bem, intrinsecamente bem, que a verdade, toda a verdade e nada mais do que a verdade, não é esta. Não sendo uma mentira está longe de corresponder à realidade. Nós, portugueses, sabemos, o Marcelo também sabe mas isso não tem qualquer importância. A realidade, que é outra, é deglutida e pintada com as cores dos autores da pintura; como dizia o outro das botas: «Em política, o que parece, é»

Em política, o que parece, não é, mas parece mesmo, digo eu.

 Abstenho-me de qualquer outro comentário, não vale a pela entrar por aí.
  • Não vale a pena comentar a afirmação de que de 1974  para agora passamos de uma taxa de analfabetismo de 33% para uma média igual à da U.E.
  • Não vale a pena comentar a afirmação de que erradicamos os bairros da lata.
  • Não vale a pena comentar a afirmação de que por vezes gastamos dinheiro em coisas desnecessárias.
  • Não vale a pena comentar a afirmação de que temos um dos melhores parques automóveis da Europa do qual 41,3% é alemão... (contando com os Opel Corsa, claro)
  • Muito menos vale a pena comentar a afirmação de que instalamos uma das maiores redes de abastecimento de carros eléctricos da Europa (g´anda negociata hein!), ainda que praticamente não existam tais automóveis em Portugal; e por quê?
  • Não vale a pena comentar a afirmação de que ainda estamos à espera de que a Alemanha nos venda os carros eléctricos. (Os malandros não os querem vender...)
  • Não vale a pena comentar a afirmação de que gastámos mil milhões de euros em dois submarinos, alemães, de última geração.(Foi para lhes fazer um jeito, claro está)
  • Não vale a pena comentar que que no último ano e meio cortamos assombrosamente na despesa de Estado com repercussões em salários pensões e serviços - está visto e sabido que a culpa, sim, a grande culpa é da Troika e, como é evidente, dos alemães, não nossa.
  • Talvez valesse a pena comentar que foi, de facto, o maior corte de Despesa do Estado desde 1974 mas seria necessário explicar por que foi realizado só agora... Pois, não vale a pena... Não dá jeito nenhum. Até por que depois talvez se começasse a explicar também o que levou a tão brutal aumento de impostos... Não tem cabimento, não vale mesmo a pena...
  • Sobretudo não vale a pena comentar como é que nós trabalhando mais anos do que os alemães e mais horas, ganhando nós muito menos do que os alemães e pagando comparativamente mais impostos, mesmo assim conseguimos produzir muito menos do que os alemães e ter uma produção e uma economia incomparavelmente inferiores às dos alemães. Sobretudo isto não vale a pena comentar
  • O que vale a pena é mostrar como somos bonzinhos, bem comportados e solidários com os nossos comparsas europeus, isso sim.
E o Marcelo, não sabe? Sabe... O Marcelo sabe muito...

________________________


«Embaixada da Alemanha nega que tenha impedido divulgação de vídeo de Marcelo»

Embaixada alemã nega censura a vídeo de Marcelo 
Expresso - 12 Nov. 12


A embaixada da Alemanha em Portugal garante que jamais tentou impedir a transmissão do vídeo sobre Portugal, promovido por Marcelo Rebelo de Sousa.

Ler mais AQUI


.



.