.

.
.
.
.
.

A TIA... A AVÓ... PARA QUANDO A MÃEZINHA?

 < (RECORTE DO D.N. DE 27 JANEIRO)











«Vai moralizar a tua avó», gosto! 
Vê-se que a senhora deputada, "cuja palavra faz fé" e "responsável pelos seus actos", segue a linha socrática do:
«Mansa era a tua tia» (Sócrates dixit e Louçã ouviu, assim como toda a A.R.).  
Assim sim, gosto de gente leal às suas causas, e mais, respeitadora da Instituição da Família.
Se a prática alastra ao grupo parlamentar do PS não haverão primas que cheguem.

VAMOS VER, NÃO CUSTA NADA



 Cada visualização é um contributo para a educação destas meninas;  
Ajudar nãocusta nada.
Vamos lá saber porquê. 


Se quiserem partilhar dirijam-se ao link:
http://portal.sliderocket.com/BBVXH/Hoshyar-Foundation

AUDACES FORTUNA JUVAT




  24 de Março de 1936 - 27 de Janeiro de 2012


O CORONEL JAIME NEVES
Jaime Nogueira Pinto
In "MAME SUMÉ" - nº60 - Junho1995

O Coronel Jaime Neves serviu no Ultramar onde adquiriu justa fama de ser um oficial corajoso, criativo e com grandes capacidades de chefia, qualidades atestadas em missões operacionais. Militar, mas também e sobretudo, homem de guerra.
O Coronel Jaime Neves iniciou a sua carreira militar servindo na Índia Portuguesa. Em Angola, como capitão, comandou a Companhia 365 de Caçadores Especiais. Fez depois o curso de Comandos, também em Angola, e pertenceu à Segunda Companhia da qual farão parte como Alferes, José Gonçalves, Victor Ribeiro, futuros fundadores  e Presidentes da Direcção da Associação de Comandos e homens com um papel muito importante em 1975, no 25 de Novembro.
Em Moçambique, Jaime Neves comandou a 28ª Companhia de Comandos e, mais tarde, quando este se constituiu, o Batalhão de Comandos de Moçambique. É precedido por este currículo que vai, a partir do Verão de 1974, comandar o Regimento de Comandos da Amadora, uma unidade chave e que se tornará mais importante, à medida que as sequelas militares do PREC - indisciplina, saneamentos políticos, promoções de aviário, manipulação ideológica dos soldados e graduados - vão tornando as unidades militares cada vez mais apaisanadas e por isso mesmo de pouca ou nenhuma confiança, em termos de cumprimento da sua missão principal - a defesa da pátria, da sua independência e da sua liberdade.
Oficial patriota, Jaime Neves colaborou por algum tempo com o MFA, mas foi-se afastando à medida que se acentuaram no movimento, como dominantes, as linhas de radicalização esquerdistas e anti-nacional, através da aliança progressiva com o PCP e de uma descolonização irresponsável e vergonhosa, quer para os interesses portugueses quer para os interesses das populações dos territórios então descolonizados. Já no 28 de Setembro, Jaime Neves tinha o seu pessoal pronto e preparado, para fazer cumprir a lei. E teria sem dúvida removido as barricadas comunistas, caso para tal tivesse recebido ordens ou instruções de quem de direito. Que nunca chegaram.
Durante 1975, procurou fazer do Regimento de Comandos, uma boa unidade militar, enquadrada por oficiais e quadros com experiência militar de combate em África e com espírito de patriotismo, lealdade e camaradagem. O que não era fácil nesta época, em que, bem pelo contrário, algumas unidades militares se transformaram em bandos ou clientelas partidárias armadas.
Mas conseguiu-o. Deste modo, quando a resistência popular, iniciada no Norte do País, se foi estendendo para o Sul, intimidando o Partido Comunista e os radicais do MFA e fazendo-os pensar duas vezes nas hipóteses de êxito do assalto comunista ao poder, o Regimento de Comandos funcionou como uma ponta de lança, firme e forte, de resistência nacional, na área de Lisboa.
Jaime Neves desempenhou um papel fundamental ao longo do Verão de 1975, não só mantendo os Comandos como uma força disciplinada e não tocada pelo radicalismo subversivo, como estabelecendo, com os elementos da então criada Associação de Comandos, uma boa articulação que vai permitir através das duas companhias de antigos militares, "convocados", constituir uma força experimentada que actuará, decisivamente, no 25 de Novembro.

_______________________________


"Não me arrependo de nada"

Jaime Neves foi um dos militares mais polémicos pós-25 de Abril. Conotado com a direita, a esquerda militar nunca lhe perdoou o 25 Novembro e a sua intervenção, essencial para pôr fim processo revolucionário. Trinta e quatro anos depois volta à baila com a sua promoção a general. Numa entrevista vida, recorda os momentos mais difíceis deste conturbado período histórico.

FAZE O FAVOR DE NÃO BAIXAR OS BRAÇOS

AJUDEMO-NOS A NÓS MESMOS E, ESPECIALMENTE, AS NOSSAS CRIANÇAS

-----------------------

TUDO O QUE NECESSÁRIO PARA ASSINAR ESTA CARTA ABERTA ENCONTRA-SE NO "LINK" ABAIXO, ASSIM COMO O EXTENSO TEXTO  DA MESMA
...E A CARTEIRA DOS DOCUMENTOS. NÃO CUSTA NADA
VALE PELA DIGNIDADE E RESPEITO PELA LÍNGUA PORTUGUESA, A NOSSA

https://docs.google.com/spreadsheet/viewform?formkey=dG13TnlWRk10UXd0cDJvZTViS0picWc6MQ#gid=0

______________________ 

O QUE IRÁ SER PRECISO PREENCHER

Listagem de Subscritores da Carta Aberta ao Ministro da Educação

Subscrição de uma Carta Aberta ao Ministro da Educação a respeito do Acordo Ortográfico. 
Para se manterem actualizados sobre as iniciativas anti-Acordo Ortográfico adiram ao grupo Em aCção contra o Acordo Ortográfico: https://www.facebook.com/groups/462696313775747/
*Obrigatório




__________________________ 


A subscrição da Carta Aberta ao Ministro da Educação e Ciência, a respeito do Acordo Ortográfico, continua!

Se AINDA NÃO subscreveu, preencha os seus dados aqui:


Se já subscreveu, convide os seus amigos! Não perca a oportunidade! Somos muitos! Agora que o Brasil adiou e mostra desinteresse, que Angola não quer, fica Portugal sozinho?


Quadro de lemas:
http://pt.scribd.com/doc/119613751/Quadro-Comparativo-de-Lemas

Listagem de subscritores actualizada até às 23:59:59 do dia anterior

«O objectivo é chegar às 4000 assinaturas, para que seja discutida obrigatoriamente, em sede de comissão, na Assembleia da República.»


«Fundamentação:

1. A exemplo da iniciativa de há uns meses, em que depositámos na secretária de cada Deputado à Assembleia da República uma carta arrazoada e circunstanciada contra o Acordo Ortográfico de 1990 (AO90).

2. Ter esta iniciativa tido apenas uma ou outra resposta de manifesto interesse, embora possa ter por certo contribuído para que o Grupo Parlamentar do PCP tenha vindo a propor a constituição de Grupo de Trabalho para Acompanhamento da Aplicação do dito.

3. Ter o Brasil acabado de decretar, pela mão da Presidente, o adiamento para 1 de Janeiro de 2016 da vigência plena do AO90 naquele país

em virtude da pressão exercida por académicos, senadores e professores (os quais, no entanto, por inspiração de Ernani Pimentel, professor, e do seu movimento "Acordar melhor", que preconiza mudanças ainda mais radicais foneticogénicas da escrita).


4. Não ter o AO90 sido ainda homologado por Angola nem por Moçambique, mostrando o primeiro destes países uma oposição e circunspecção que devem fazer corar de vergonha os defensores do monstro em Portugal, por assumirem uma postura mais defensora de uma língua que assumiram como própria, sendo a da antiga potência colonizadora.

5. Não estarem os restantes países de língua portuguesa a aplicar o aberrante AO90 com grande entusiasmo.

6. Se arriscar Portugal a ficar "orgulhosamente só" na aplicação de um acordo que não é acordo, e a que existam três grafias oficiais do Português: a brasileira de 1943, a portuguesa de 1945 em África, a de AO90 em Portugal. O que constituiria um tremendo pontapé no prestígio da nossa língua e do nosso país.

Impõe-se pressionar quem de direito e de múnus em Portugal a que reajam, abandonem o torpor burocrático, o "porque sim" e tomem uma posição, façam o que sempre se têm escusado a fazer: o diagnóstico dos estrangulamentos e constrangimentos a que a aplicação do AO90 tem dado azo (cf. a DECLARAÇÃO DE LUANDA dos Ministros da Educação da CPLP, de 30 de Março de 2012). E que mais ainda: suscitem a única posição que permite salvar a face, a honra, a língua e a independência nacionais de Portugal e dos restantes países lusófonos: a revogação do AO90.

Nesse sentido, são todos convidados e encorajados a participar nesta iniciativa, a subscrição de uma Carta Aberta ao Sr. Ministro de Educação e Ciência (comprometido com a Declaração de Luanda), e eventualmente a outros responsáveis governamentais, como o Sr. Ministro dos Negócios Estrangeiros e Sr. Secretário de Estado da Cultura.

Nunca como hoje as circunstâncias foram tão favoráveis. Daí a urgência, a necessidade absoluta de manter a pressão, de os cidadãos ajudarem os governantes a governar.»

Rui Miguel Duarte
Autor e primeiro subscritor da Carta Aberta

É VERDADE, PALAVRA DE DEPUTADO!

Eu quero lá saber se a senhora que foi apanhada a conduzir "com os copos" é deputada.

Há uns anos, não tantos assim, cá pelo nosso burgo, e não só, conduzia-se animadamente depois de beber uns copos e toda a gente achava isso muito normal; só não se achava "normal" que alguém conduzisse "bêbado". Claro que esta gradação tem pano para mangas...

Eu não sou santa, e tenho sérias dúvidas sobre uma vaga hipótese de alguma vez vir a ser beatificada, quando era mais nova conduzi muitas vezes com mais um grau no sangue do que deveria ser... Felizmente não me dava para o disparate, para pisar no pedal entusiasticamente, antes pelo contrário e, felizmente nunca provoquei nenhum problema, nem a mim nem a ninguém.

E era aqui que queria chegar

De há uns bons anos a esta parte que não conduzo se tiver bebido uns copos, ou por outra, se sei que vou conduzir simplesmente não bebo para além do perfeitamente, absolutamente, razoável. E não é por causa dos senhores do balão, é porque a minha mentalidade mudou, cresci, tenho noção da responsabilidade e das possíveis consequências. Continuo a não ser santa mas compreendi que beber não é inócuo. Compreendi  eu e muito boa gente; Felizmente na última década ou coisa assim, a taxa de condutores alcoolizados tem vindo a baixar drasticamente. Acho lamentável que nem todos os que se fazem à estrada, com a sua vida, a daqueles que transportam e a daqueles com quem se cruzam, nas mãos, literalmente, não compreendam que o álcool no sangue modifica os seus comportamentos e as suas reacções.

Eu quero lá saber se a senhora que foi apanhada a conduzir "com os copos" é deputada, o que eu sei é que é alguém que não leva a sério a vida e a segurança alheia, nem a sua.
Deputada ou não é-me irrelevante.

--------------------------------------------------- 

Mas adiante porque não foi para falar de copos que vim cá hoje, e da senhora deputada ainda menos.
O que me trouxe aqui foram as declarações do presidente do Conselho de Administração da Assembleia da República, Couto dos Santos. Se não fosse ele a falar pensaria que se tratava de fino humor sarcástico.

A tal senhora deputada deu umas faltas a reuniões plenárias posteriores à sua detenção pela PSP. Justificou a senhora dizendo que tinha estado doente.
Não apresentou qualquer atestado médico porque, ou até porque, as normas parlamentares não obrigam a que os senhores deputados o façam.

Remetendo para uma resolução sobre o regime de presenças e faltas ao plenário, aprovada em 2009 ( Ora 2009...2009... Ah, sim, 2009...)  ,  que estabelece que:
 “a palavra dos deputados faz fé, não carecendo por isso de comprovativos adicionais”

Os senhores deputados são os principezinhos do funcionalismo público, os paradigmas da Verdade e da Honra, claro.

Vai daí e vem de lá o Couto dos Santos, mui respeitável senhor presidente do Conselho de Administração da Assembleia da República , defender que  não faz sentido obrigar os deputados a apresentarem atestados médicos em caso de doença porque são “responsáveis pelos seus actos” e é preciso ter “confiança em quem elegemos”.



Só para rir...
Oh infeliz ocasião, oh infeliz oportunidade para se sair com uma piada destas!

 ---------------------------
Ouvi dizer, não sei... que a senhora deputada nem soprou para o balãozito quando foi mandada parar na Operação Stop pelo senhor agente da PSP;
Ouvi dizer, não sei... mas parece que a senhora disse logo:
«Ó senhor agente leve-me daqui  porque eu estou com 2,41% de álcool no sangue e deve deter-me. Não precisa fazer qualquer teste porque a minha palavra de deputada faz fé, não carecendo por isso de comprovativos adicionais»
 -------------------

Então a senhora que não necessita de apresentar atestado "porque a sua palavra faz fé" tinha sido detida pela PSP por conduzir ilegalmente com excesso de álcool ( e um excesso que não era exactamente insignificante) e vem o outro, dias depois,  dizer que os deputados, (ou seja, a tal senhora), .são  responsáveis pelos seus actos” e é preciso ter “confiança em quem elegemos”.
Valha-me Santo António!

Espero que, ao menos, o  mui respeitável senhor presidente do Conselho de Administração da Assembleia da República não tenha conduzido a sua viatura após ter prestado estas tão esclarecedoras declarações.
Finalmente entendi por que são necessários tantos motoristas ao serviço da A.R.


.

AFINAL HÁ ESPANHOIS COM PINTA

(ALÉM DA RAÍNHA, MAS ESSA NASCEU GREGA...)

«Corredor nega-se a vencer prova após líder parar antes da chegada.»

«O atleta queniano, Abel Mutai, medalha de ouro nos 3000m  obstáculos por 4 vezes em Londres, estava prestes a ganhar a corrida quando, ao entrar numa pista onde acreditava que o final tinha chegado, relaxou o ritmo e começou a cumprimentar o público, acreditando ter vencido a prova.
O 2º, logo atrás, Ivan Fernandez Anaya, vendo que ele estava errado e tinha parado cerca de 20 metros antes da bandeira da chegada, não quis aproveitar a oportunidade para acelerar e vencer.
Ele permaneceu às suas costas e. gesticulando para que o queniano compreendesse a situação, quase empurrando-o. levou-o até o fim, deixando-o vencer a prova como iria acontecer se ele não se tivesse enganado sobre o fim do percurso.

Ivan Fernandez Anaya, um jovem corredor de 24 anos que é considerado um atleta de muito futuro (campeão da Espanha nos 5.000 metros, na categoria há 2 anos) ao terminar a prova, disse:

"Ainda que me tivessem dito que ganharia uma vaga na Selecção Espanhola para disputar o Campeonato Europeu, não me teria aproveitado . Acho que é melhor o que  fiz do que se tivesse vencido nessas circunstâncias." »
 PINTAROLA!





.

QUE "LOUCURA" SERIA A TUA?

A Coca-Cola apresentou mais uma campanha bem original.
Desta vez a marca dá a conhecer pessoas que praticam de facto as acções que nos são mostradas, não se trata apenas de representações publicitárias.
"Loucuras"  praticadas a bem da comunidade:  a jardineira secreta, o anónimo que dá 1000 dólares por dia a um desconhecido na rua e Jeff Waldman que instala baloiços em lugares inesperados em San Francisco.
Vale o tempo de ver
Vale o tempo de pensar que "loucura" seriamos capazes de fazer para melhorar o dia de alguém
Vale o tempo de por em prática a nossa ideia "louca"

Sejamos ousadamente, generosamente, "loucos"



.

AS VÍTIMAS DA NOSSA AMORALIDADE

É lamentável que um grande laboratório como o AstraZeneca não encontre outra forma de testar compostos medicamentosos sem ter de utilizar cães - os amigos da humanidade por excelência. 
Os Beagles são cães particularmente meigos, inteligentes e sociaveis. Eu sei, tenho um que é, como a maior parte dos cães, uma fonte inesgotável de doçura, companheirismo, alegria e devoção

Tomo regularmente um medicamento fabricado por este laboratório, um produto de facto formidável, com provas mais do que dadas e que se vende aos milhões há muitos anos. Embora não se encontre disponível, no nosso país, fabricado sob outra mar
ca de outro laboratório, encontra-se à venda o genérico fabricado pela Ratiopharm , nas suas várias dosagens,  e pela Stada, na dosagem mais comercializada; só a forma injectável não é substituível
Podem encontrar AQUI:
http://www.astrazeneca.pt/areas-terapeuticas/Medicamentos

a listagem de medicamentos AstraZeneca vendidos em Portugal; se poderem substituí-los por apresentações genéricas, ou de outras marcas, seria uma óptima ideia, e peçam aos vossos médicos para o fazerem.


A razão apresentada pela AstraZeneca para não suspender a experiências laboratoriais nos Beagles?
É preciso ter lata pois os Beagles são conhecidos em Inglaterra, pelo menos, desde o reinado de Helizabeth I, mas foi a seguinte, apresentada pelo senhor Head of Corporate Affairs for AstraZeneca, na Suécia, na carta dirigida à Beagle freedom project:

«because these dogs have been purpose-bred for research, the best solution is to continue to utilise them for research at AstraZeneca facilities and by third parties acting on our behalf.”

Disagree? Everyone who supports the BFP has seen a hundred examples of “purpose-bred for research” beagles go on to thrive with loving families. 
To suggest they are incapable of a normal life is cynical and naive. 
Send a polite email to AstraZeneca explaining these are not just test-tubes but dogs no different than our own! 
E-mail: kontakt@astrazeneca.com

É COM ALÍVIO QUE INFORMO: HOJE DEIXEI DE SER UTENTE DA ASTRAZENECA
_________________________ 
APELO DA 


The Beagles of AstraZeneca
 
For the last 10 days the Beagle Freedom Project has been in behind the scenes talks over the fate of the 400 beagles at the pharmaceutical breeding center in Sweden. 
After trading letters, emails, and phone calls we felt very close to saving at least some of the dogs from further testing. 

Sadly today we must report that AstraZeneca has denied this opportunity and condemned the beagles. Everyone at the BFP is devastated, but undeterred. 
We are NOT giving up hope yet. Stay tuned for details on how you can HELP us HELP those dogs!


_______________________________

RESGATES  PELA 
Beagle Freedom Project

Os dois primeiros, só dois...
Nunca tinham estado em liberdade nem posto as patas na relva.

«On December 23, 2010, ARME rescued two Beagles from a medical testing laboratory. These dogs had never seen the outdoors, walked on grass or felt a gentle touch. We captured their first steps into a kind world. They had also been de-barked and fed only “laboratory chow.” ARME will continue with these rescues when it can.»



Em Novembro de 2011
40 Beagles viajaram de Espanha para Los Angeles para serem libertados e adoptados
Muitas emoções...

«On November 23, 2011, We saved 40 beagles from a laboratory in Spain where they had lived their entire lives and flew them to us to Los Angeles, CA.
Many had tattoos not just in one ear, but in both, indicating they had come from more than one laboratory. Many of these angels landed with teeth rotten, bleeding and falling out and tumors. Some had to have surgery – many had to have teeth pulled.
They are all doing exceptional now and have all gone into their forever homes!»




Para quem tiver "estômago" fica um vídeo bastante esclarecedor acerca de alguns dos testes, pior, do tipo de vida (???), a que estes doces animais são sujeitos durante anos, dia após dia, nos laboratórios.

ATENÇÃO, NÃO RECOMENDÁVEL PARA CRIANÇAS



É DADO? NÃO PRESTA

Se um violionista, por exemplo, der um concerto num grande teatro em Boston, ou Nova Iorque, ou Sidney, ou qualquer outra grande metrópole;
Se os lugares para esse concerto custarem uma média de 100 dólares US;
Será natural presumir que se trata de um músico consagrado, alguém que, muito provavelmente, valerá a pena ouvir.
Imaginemos que alguém nos oferecia um lugar de borla para um concerto assim, seria de aproveitar, certo?

Certo talvez, mas não é evidente... Isto das "borlas"  tem os seus quês e por quês

Acabei de ler uma pequena história que me deixou pensativa... Creio que merece ser contada aqui e lida com atenção.

No final deixo dois vídeos:
o primeiro ilustra esta história publicada no Washington Post, (o som, naturalmente, não é grande coisa)
o segundo mostra o mesmo violinista tocando um excerto de um concerto de  Mendelssohn, uma das minhas peças para violino preferidas.

_________________________

«A Violinist in the Metro»

«A man sat at a metro station in Washington DC and started to play the violin; it was a cold January morning. He played six Bach pieces for about 45 minutes. During that time, since it was rush hour, it was calculated that thousand of people went through the station, most of them on their way to work.

Three minutes went by and a middle aged man noticed there was musician playing. He slowed his pace and stopped for a few seconds and then hurried up to meet his schedule.

A minute later, the violinist received his first dollar tip: a woman threw the money in the till and without stopping continued to walk.

A few minutes later, someone leaned against the wall to listen to him, but the man looked at his watch and started to walk again. Clearly he was late for work.

The one who paid the most attention was a 3 year old boy. His mother tagged him along, hurried but the kid stopped to look at the violinist. Finally the mother pushed hard and the child continued to walk turning his head all the time. This action was repeated by several other children. All the parents, without exception, forced them to move on.

In the 45 minutes the musician played, only 6 people stopped and stayed for a while. About 20 gave him money but continued to walk their normal pace. He collected $32. When he finished playing and silence took over, no one noticed it. No one applauded, nor was there any recognition.

No one knew this but the violinist was Joshua Bell, one of the best musicians in the world. He played one of the most intricate pieces ever written with a violin worth 3.5 million dollars.

Two days before his playing in the subway, Joshua Bell sold out at a theater in Boston and the seats average $100.

This is a real story. Joshua Bell playing incognito in the metro station was organized by the Washington Post as part of an social experiment about perception, taste and priorities of people. The outlines were: in a commonplace environment at an inappropriate hour: Do we perceive beauty? Do we stop to appreciate it? Do we recognize the talent in an unexpected context?

One of the possible conclusions from this experience could be:

If we do not have a moment to stop and listen to one of the best musicians in the world playing the best music ever written, how many other things are we missing?»


"A.O." : A EXPLICAÇÃO DO ÓBVIO

 Uma vez mais, e não demais, VGM expõe aquilo que qualquer Português com um mínimo de bom senso e bom gosto compreende.

O que não se compreende são as águas mornas em que Portugal se vai deixando boiar nesta questão, já absurda, do tal suposto "Acordo ortográfico", que não existe em parte alguma senão, sem força de lei mas com prepotência, na pátria da língua portuguesa.

Fomos dos primeiros países europeus a adoptar as matriculas automóveis europeias, numa urgência modernista; somos muito "práfrentex". Lastimável é que não tenhamos sentido essa urgência em questões bem mais importantes, fundamentais.
Os bons cobres da União Europeia, que entraram a fundo perdido, serviram toda a espécie de "urgências" mas não as fundamentais - para essas ficamos sempre à espera de um puxão de orelhas que nos meta na ordem, enquanto podemos disparatar, disparatamos.

Vão lá dizer aos britânicos, ou até aos espanhóis, que na América do Norte ou na América do Sul há mais gente a falar e a escrever inglês e castelhano para ver se eles entram em acordos deformantes das suas línguas... Um absurdo. Obviamente.

Nós, muito "práfrentex", e cheios de vontade de demonstrar o quanto respeitamos os povos que se exprimem na nossa língua,  vamos logo de arquinho e balão na primeira marcha de regabofe.
Respeitamos muito os povos que se exprimem na nossa língua, só não respeitamos a nossa língua, nem o povo português.

Resta-nos então esperar que alguém, dos outros povos, resolva por nós o absurdo que criamos e deixamos continuar?
Pois, parece que sim.
Que vergonhaça! Que triste figura!

_______________________________________

«O cadáver adiado»

VASCO GRAÇA MOURA
 2 Janeiro 2013 - In "Diário de Notícias"

«No Brasil, tratava-se fundamentalmente de sacrificar o trema e o acento agudo em meia dúzia de casos. E ninguém se resignava às regras absurdas de emprego do hífen... Com isso, bastou o abaixo-assinado de uns 20 mil cidadãos para se adiar a aplicação de uma coisa trapalhona denominada Acordo Ortográfico (AO). Os políticos ouviram a reclamação, estudaram-na e assumiram-na, e a sr.ª Rousseff decidiu.

Em Portugal, o número de pessoas que tomaram posição contra o AO já ultrapassava as 120 mil em Maio de 2009. Hoje, e considerando tanto o Movimento contra o AO de então como a actual Iniciativa Legislativa de Cidadãos (ILC) com a mesma finalidade, esse número é incomparavelmente mais elevado.

Portugal bem pode propor a todos os quadrantes ideológicos e parlamentares da sua classe política que se assoem agora a este cruel guardanapo.

Faltou-lhes a coragem de respeitar as opiniões autorizadas, a capacidade de reflectir com lucidez sobre o assunto, a vontade cívica de se informarem em condições.
Acabaram a produzir este lindo serviço, com a notável excepção do relatório Barreiras Duarte, aprovado por unanimidade na Comissão Parlamentar de Ética, Sociedade e Cultura (Abril de 2009), mas que não teve qualquer efeito prático.

A CPLP, ao engendrar o torpe segundo protocolo modificativo do AO, violou sem escrúpulos o direito internacional e traiu a língua portuguesa. Não serve. Mostrou total inconsciência, incompetência, incapacidade e oportunismo na matéria.

Agora, é evidente que, de três, uma: ou o Brasil vai propor uma revisão do AO, ou tratará de a empreender pro domo sua sem ouvir os outros países de língua portuguesa, ou fará como em 1945, deixando-o tornar-se letra morta por inércia pura e simples.

No primeiro caso, mostra-se a razão que tínhamos ao insistir na suspensão do AO, a tempo, para revisão e correcção. A iniciativa deveria ter sido portuguesa e muitos problemas teriam sido evitados.

No segundo caso, mostra-se além disso que continuamos a ser considerados um país pronto a agachar-se à mercê das conveniências alheias. Com a desculpa, a raiar um imperialismo enjoativo, da "unidade" da língua, em Portugal haverá sempre umas baratas tontas disponíveis para se sujeitarem ao que quer que o Brasil venha a resolver quanto à sua própria ortografia. Foi o que se passou em 1986 e 1990.

No terceiro caso, mostra-se ainda que ficaremos reduzidos a uma insignificância internacional que foi criada por nós mesmos.

Mas, em qualquer dos casos, a situação será muito diferente da actual.

O Acordo Ortográfico não ficará incólume e as suas regras serão revistas e modificadas. Ninguém esconde no Brasil esta necessidade de revisão e correcção, tão cultural, social e politicamente sentida que está na base do adiamento decretado.

Se as regras vão ser modificadas, e quanto a este ponto não pode subsistir qualquer espécie de dúvida, será um absurdo absoluto que se mantenha a veleidade de as aplicar em Portugal na sua forma presente.

Não se pode querer contestar oficial ou, sequer, oficiosamente a existência de três grafias, nada menos de três, como resultado grotesco de uma tentativa sem pés nem cabeça de uniformização delas em todos os países que falam português: a brasileira, a angolana e moçambicana e a irresponsável que é a portuguesa.

Torna-se imperativo o reconhecimento oficial de que a única ortografia que está em vigor em Portugal é a que já vigorava antes das desastrosas pantominas que foram empreendidas pelo Governo Sócrates.

No meio desta vergonha, o mais simples é:
  • a) reconhecer-se que o AO nunca entrou em vigor por falta de ratificação de todos os estados signatários; pressuposto essencial da sua aplicação que é o vocabulário ortográfico comum que nem sequer foi iniciado;
  • c) suspender-se tudo o que se dispôs em Portugal quanto à aplicação do AO, nomeadamente no plano das escolas, dos livros escolares e dos serviços do Estado;
  • d) tomar-se a iniciativa de negociações internacionais com vista a uma revisão e correcção do AO por especialistas dignos desse nome. 
  •  
O Acordo Ortográfico é tão mal feito que nem o Brasil o aceita... Logo à nascença, já era um cadáver adiado. Com vénia de Fernando Pessoa, agora não se pode deixar que, sem a necessária revisão, ele procrie seja o que for.»


.

2012 ACABOU-SE. UFF... ESTE JÁ FOI




De 2013... bem... o primeiro, o segundo... dias que já passaram...
Ok, vamos a isto.


.

FELIZ ANO NOVO

O QUE ESTÁ FEITO NÃO NOS RESTA FAZER.
O QUE NOS FALTA AINDA PERCORRER
QUE SEJA COM VONTADE, ALEGRIA E CARÁCTER.

UM ANO CHEIO EM QUE OS BONS MOMENTOS ADOCEM OS MENOS BONS
VAMO-NOS A 2013 DE PEITO ABERTO.


VAMOS AGREDIR CRIANCINHAS?

Um estupor , com 22 anos, queimou com um cigarro e um aquecedor um bebé de dois anos. Pegou num cigarro e queimou-lhe os olhos, os lábios e os pés, pontapeando-o, partiu-lhe o braço esquerdo, agrediu-o várias vezes na cabeça  e atirou-o contra a parede, causando-lhe uma fractura craniana e queimaduras de primeiro e de segundo grau.

O bebé esteve 113 dias de convalescença. Sim, 3 meses e meio!
Este gajo é padrasto do menino e tinha ficado a a tomar conta dele para a mãe ir trabalhar

Para o tribunal, ficaram provados todos os factos constantes na acusação do Ministério Público  em relação ao menor, mas o colectivo de juízes absolveu o arguido do crime de violência doméstica sobre a companheira, do qual também estava acusado.

 Explicou o presidente do colectivo de juízes da 8ª Vara Criminal de Lisboa:
«O que o senhor fez foi de uma enorme crueldade e de uma malvadez inqualificável. Além disso, mostrou indiferença perante os factos cometidos e não revelou arrependimento pelos mesmos. A tese de que a criança caiu e bateu com a cabeça na banheira, quando lhe estava a dar banho, não convenceu»
No decorrer deste julgamento, o arguido viria a ser condenado, noutro processo, a uma pena suspensa de três anos por roubo qualificado. 

 E o que é que aconteceu a este canalha, que se encontrava em prisão preventiva ao abrigo deste processo ?

 O tribunal condenou-o hoje  a uma pena suspensa, de três anos e nove meses e,  e, após a leitura do acórdão, foi libertado

 O juiz acrescentou que a pena aplicada não foi unânime entre o colectivo, pois um dos três juízes - que votou vencido - defendia uma pena de prisão efectiva. 
 
A moldura penal do crime de violência doméstica perpetrado sobre menores é de dois a cinco anos de prisão.  
 
O tribunal teve em consideração o depoimento da mãe da criança e não valorizou os testemunhos do avô, assim como de alguns vizinhos.

MAS O QUE É ISTO?

É preciso matar a criança para ser preso?
É preciso a mãe, ou outra pessoa, tomar a justiça em suas mãos para que esta seja feita?
«O que o senhor fez foi uma crueldade e de uma malvadez»??? Como se fosse deixar o bebé sem comer um dia inteiro?
Não! O que o senhor fez foi um CRIME horrendo, cujas consequências foram as que se sabem as as que, provavelmente estarão por vir.

"O Ministério Público vai interpor recurso para o Tribunal da Relação de Lisboa relativamente à suspensão da execução da pena de prisão aplicada ao arguido, uma vez que entende que lhe deve ser aplicada uma pena de prisão efectiva", explicou a Procuradoria-Geral da República, numa resposta escrita enviada hoje à agência Lusa.

Estamos entregues aos vermes que se alimentam de cadáveres, pois que os bichos que vivem à superfície não merecem tal fama
Pergunto-me, os dois senhores juízes que votaram a pena suspensa terão filhos?
E se alguém fizesse a esse filhos metade do que foi feito a este bebé, como reagiriam?

.

O TELÉLÉ, O GALO E EU

O meu telemóvel passou-se, deixou de marcar o que eu queria e passou a marcar o que bem lhe apetecia. Eu marco 6 e ele dá-me um 5; eu marco "contactos" e ele dá-me o relógio.
Isso foi o ecrã que desconfigurou, explicaram-me.
Pode ser, mas os botões que eu carrego é bom que tenham um comportamento em conformidade e previsível, seja o TM ou a torradeira. Pronto acabou-se, sai da minha vida, fui comprar outro.

Lá trouxe o fiel objecto para casa, na sexta-feira passada.
No sábado tive mais o que fazer e no domingo lá tratei de pôr o bicho a funcionar para estar operacional na segunda-feira. (Um homem nunca seria capaz deste interregno)
Tenho um irreverente desrespeito por manuais de instruções, só os abro quando a coisa está mesmo muito complicada e já tentei  que me fartei gastando mais tempo do que a minha paciência abarca. Ora bem, para ligar um TM não é preciso fazer um curso na NASA.
Liguei o bicho, acertei data e hora, explorei um bocadinho, meti-o na mala e fui à minha vida. Ok.
Entretanto, como o meu filho entrou de férias, desliguei tudo o que pudesse ter uma função de "Despertar" - do telemóvel à televisão. Um sossego.

Pois. Mas hoje eu precisava de me levantar cedo. Lá peguei no TM e marquei o despertar para a hora que queria. Como sou muito avessa a acordar cedo e já me tinha desprogramado até depois do Ano Novo, escolhi um toque de alarme um tanto agreste para ACORDAR mesmo - imagine-se: um galo a  cócórócóquejar! E adeus, boa noite, até amanhã.

Hoje cedo o galaró lá cócórócóquejou irritantemente à hora certa. Grunnfffff.
Parei-o e esperei que voltasse a irritar-me 5 minutos depois. Certo. E só mais 5 minutos... (É um clássico). À terceira levantei-me a rosnar e dispus-me a parar o alarme de vez. Ah pois, mas como? Toquei em tudo o que é botão, tecla, ecrã... Qual quê, passados 5 minutos lá vinha o galaró. À beira da fúria, procurei o manual de instruções ( que coisa ridícula, socorrermo-nos de um manual para desligar um despertador, se isto consta a minha reputação nunca mais será a mesma).
Não havia manual. NÃO TENHO MANUAL!.
Só um papelucho com instruções de iniciação (ó sorte, para quê?) e o endereço Internet para fazer o download do manual de instruções. Bolas, já estou atrasada... A fúria tomou conta de mim. Arranquei-lhe a bateria. Atão, calaste-ti ou não calaste-ti?
Mas por que raio fui eu comprar um bicho de tecnologia XPTO-Android-#G-e-mais-o-raio-que-o-parta?

Eu só queria um coiso que fizesse e recebesse chamadas e mensagens, com um despertador e uma máquina fotográfica razoável. Ah, e um Bluecoiso para o ligar no carro.

Ainda na semana passada dei praticamente 200 euros por um micro-motor para abrir a janela do carro porque o original morreu. Que raio, quando é que inventam uma manivela de andar à roda para subir e descer os vidros?
E um relógio que não precise de pilha? Podiam inventar uma coisa parecida com os brinquedos de corda, estão a ver a ideia?

Vão por mim, nunca, mas nunca, liguem um despertador sem terem a certeza absoluta de que sabem como desliga-lo.


TARDIO MAS A TEMPO

Não conheço a Isabel Jonet, conheço um pouco dos resultados do trabalho da Instituição que dirige.
Revoltou-me que, por um deslize absolutamente humano dos que podem tocar a qualquer um, tenha caído em cima da senhora o Carmo e a Trindade por via de um punhado de iluminados inconsequentes, ou desumanos, profusamente difundidos pelo "aqui d'El Rei" da comunicação social.

A ressaca não se fez esperar: comecei a ouvir pelas esquinas o opinativo:

«Ai este ano não dou, afinal andam a roubar com'ó-z'outros»;

Gente bem informada que baseou a sua racionalíssima decisão num título de jornal ou numa notícia em primeira mão ouvida ao balcão do café.

Revolta-me que os que nada fazem não se contenham, muito pelo contrário, em deitar abaixo aqueles que, com muito esforço, conseguem dar - DAR - a sua melhor ajuda, por pequena que pareça. NÃO - SE - FAZ!

VPV falou e disse, e muito bem.
Quanto aos outros, de esquerda, de direita ou às riscas, o raio que os parta.





AOS VITORIOSOS DO CLUBE DA GALINHÔLA DEPENADA

Dedicado aos meus amigos lampiões que tão profusamente me presentearam com o seu apoio, carinho e compreensão, ontem e hoje, após o jogo Sporting/Benfica
A todos o meu muito obrigada, estou comovida com tanta amabilidade de quem tão bem sabe ganhar.




.

LIVRE ARBÍTRIO

O "Espírito de Natal" está connosco todos os dias,
Podemos ou não vê-lo;
Podemos ou não senti-lo;
Podemos ou não ser a parte individual de um mundo um bocadinho melhor.
A isto chama-se Livre Arbítrio
e é o que nos define enquanto Seres Humanos.

FELIZ NATAL

 

TENTEM VER ISTO SEM FICAR DE BOCA ABERTA.

2,12 metros
Sem sela. Sem estribos. Sem esporas.
Quem sabe sabe, quem é bom é bom,
e estes são os dois espantosos: Robert Whitaker e Casino
Um record mundial que demonstra a bons entendedores
o que não é preciso para se conseguir o máximo de um cavalo



DESCUBRA AS DIFERENÇAS

Passos impede expulsão de estudantes 
que exigiam a sua demissão 

 Económico com Lusa   - In "Diário Económico"

Oito estudantes universitários exibiram hoje uma tarja pedindo a demissão do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, enquanto este discursava na abertura de um seminário internacional organizado pelo Sistema de Informações da República (SIRP), na reitoria da Universidade Nova.

Poucos minutos depois do início do discurso de Passos Coelho, os oito jovens, sentados nas últimas filas do auditório da reitoria, levantaram-se e, em silêncio, abriram uma tarja com a palavra "demite-te".

A equipa de seguranças de Passos começou por tentar interromper o protesto e retirar a faixa, mas foi o próprio primeiro-ministro a parar o seu discurso e a pedir que não o fizessem.
"Pedia ao Serra [um dos elementos da sua segurança] que deixasse os senhores ostentarem o cartaz sem nenhum problema, porque vivemos, felizmente, numa situação de boa saúde da nossa democracia, e não vemos nenhuma razão para que os senhores não possam ostentar as faixas que entenderem", afirmou Pedro Passos Coelho, continuando depois a sua intervenção.

Os estudantes universitários mantiveram a tarja durante o resto do discurso de Passos e abandonaram o auditório quando já falava o orador seguinte, Adriano Moreira.

Ao abandonar o edifício da reitoria da Universidade Nova de Lisboa, questionado pelos jornalistas sobre se tinha sido difícil concentrar-se com o protesto, o primeiro-ministro respondeu apenas: "Não, não foi nada difícil".

À chegada às instalações da Universidade Nova, em Campolide, o chefe do Governo tinha sido recebido por uma pequena manifestação de estudantes, que protestavam com várias frases e cartazes contra Passos Coelho, os cortes na educação e contra a 'troika'.

____________________________________

PRIMEIRO ESTE:
LINK: 
Estudantes interrompem Passos Coelho com faixa: "Demite-te" - País - Notícias - RTP

_______________________________

AGORA ESTE:
 

ALEGADAMENTE, É MAIS UM TRASTE

«DIAP põe sob lupa os negócios da ANF» 03/12/2012

«O Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa está a analisar novos documentos sobre os negócios da Associação Nacional das Farmácias (ANF). Em causa estão suspeitas de alegados favores do Governo de José Sócrates à ANF, liderada por João Cordeiro, em 2010, avança o Correio da Manhã.
.../...
Nas escutas realizadas a Armando Vara percebe-se que ‘a pedra no sapato' de João Cordeiro seria o então secretário de Estado da Saúde Francisco Ramos, da equipa da ministra Ana Jorge. Essas conversas revelam que o presidente da ANF considerava que Ana Jorge "não percebia um corno" da questão dos preços dos medicamentos e que Francisco Ramos só atrasava o diploma ao levantar sucessivos problemas. Do seu lado, e a tentar fazer aprovar o decreto que seria favorável às farmácias, estavam o então secretário de Estado do Comércio, Fernando Serrasqueiro, e o secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro, Filipe Baptista. 
          .../...
O processo de investigação inicial surgiu no âmbito das escutas do processo Face Oculta, onde foram apanhadas conversas entre Armando Vara e João Cordeiro, tendo sido extraída uma certidão para abrir uma investigação que foi arquivada e que agora poderá ser reaberta.»

 SEM COMENTÁRIOS

O "NÃO GOSTO DE TI" COMO TÁCTICA DE ENGATE

.
.
.
O semanário "Sol"  publicou ontem a seguinte notícia na sequência do congresso do PCP:


«Comunistas querem Governo de esquerda, mas deixam fortes críticas ao PS»

Se há coisa que admiro no Partido Comunista, e não única, é a sua capacidade de permanecer igual a si mesmo independentemente da realidade politico-social em que se encontre. Já de Álvaro Cunhal se dizia «pode-se perguntar-lhe o que se quiser que ele responde sempre o que lhe apetece». Pois é, esta rapaziada é mesmo assim.

Nas últimas legislativas, de 5 de Junho de 2011, o Partido comunista teve 7,91% do eleitorado, correspondendo a  441.852 votos. Não sei se a rapaziada terá presente que é esta a representatividade que têm na legislatura actualmente em vigor.

Mas vamos mais longe na aritmética para ver se a gente se entende:

O PS teve 28,06% do eleitorado, correspondendo 1.568.168 votos

Ora bem, a soma da percentagem PS/PCP resulta em 35,97%, ou seja, 2 010 020 votos.
O PSD sozinho teve 38,65% , ou seja 2.159.742 votos
A coligação com o CDS-PP ( 11,70% -  653.987 votos) representa 50,35% - 2 795 729 votos

Pergunto eu, o PCP quer um governo de esquerda por alma de quem?

Porque lhes apetece... Pois, compreendo, mas não chega, a menos que assumam que eles é que sabem o que é bom para o povo, que o povo não percebe nada do que devia escolher, a democracia que se lixe, escolhem eles pelo povo.
Sendo assim está bem, estamos conversados. E poupamos uma data de massa nessa mania das eleições.

Não, não estranho nada disto, em 1975 já era viva e crescidinha o suficiente para perceber o que se passava à minha volta - o que, para mal dos meus pecados que já me vão pesando, não é verdade para uma boa fatia do actual eleitorado, arremessadores de pedregulhos incluídos.
Não quero viver outro PREC, não me venham falar em "ditadura do proletariado" outra vez. Proletariado uma ova, se com 7,91% esta rapaziada se quer impor assim, com as rédeas do país, mesmo que "compartilhadas com a esquerdinha caviar", bem podíamos mudar de continente.

E diz no "Sol",
Eleito por unanimidade (ora pois) para um terceiro mandato como secretário-geral, Jerónimo de Sousa disse que está disponível para o “diálogo” com outras forças, mas deixou um aviso: “Ninguém peça ou exija ao PCP que deixe de ser o que é”.
Não Jerónimo, ninguém pede ao PCP que deixe de ser o que é, é uma impossibilidade absoluta. Quando se chega ali parou - no tempo, na mentalidade, na democracia.

Também não passa despercebida a posição do PCP face ao Bloco de Esquerda, malta que os aborrece, rouba-lhes protagonismo e uma fatiazita apetecível de votos. São uns chatos, o PCP não deseja de forma alguma dar-lhes importância, poder então muito menos.
 O PCP quase ignorou o Bloco de Esquerda no Congresso, à excepção de uma crítica deixada pelo deputado Agostinho Lopes, que advertiu que “é uma ilusão” pensar que a saída para a crise europeia passa pelo federalismo como “querem o PS e o Bloco de Esquerda”.

E vale a pena ligar ao que esta rapaziada diz?
Vale.
Não por eles, que não trazem novidades nem alteram em nada o seu discurso, já toda a gente o sabe trautear, vale pelo convite subjacente...
Em terra de cego quem tem um olho é rei, mas só se o usar; se for atrás da cegueira envolvente de nada serve. E poucas coisas cegam tanto quanto a ânsia de poder...
Qual de entre vós se encontra absolutamente convicto de que o PS não seria capaz de corresponder ao convite do PCP com um sorriso maroto?

Não estou esquecida  (não sofro de lapsos de memória selectivos) de que foi o PS a grande força motriz contra os governos provisórios do camarada Vasco Gonçalves, do II ao V,que lá se foi embora a contra-gosto a 25 de Novembro de 75. É verdade, mas nessa altura era o tempo do Carlucci, o PS era outro, ainda não tinha havido legislativas e aquilo a que agora se chama "a direita" ainda não tinha ganho corpo; na altura O PPD/PSD ainda não tinha força e muitos dos que passaram a votar  PSD estavam nas fileiras eleitorais do PS. O fervor revolucionário ainda estava fresquinho e na ordem do dia.
O PS actual é outro, é um PS com oposição à direita e não à esquerda e isto muda todo o discurso... e não só.
É bom, é essencial, que se mantenha isto em mente.
Não seria a primeira vez que o PS delinearia o seu projecto político à socapa e nos presentearia com uma coligação pós-eleitoral surpreendente.
Estou à espera de uma coligação PS/PCP? À priori não, mas não acho impossível, já vi coisas tão estranhas... Como uma coligação PS/CDS...
Vindo dali acredito em tudo.

O artigo AQUI


.

O PAI DA PÁTRIA E OS SEUS COMPANHEIROS DE LUMINÁRIAS NA TESTA

Ontem foi publicada uma missiva que 70 iluminados, encabeçados pelo sábio ancião que tanto sabe acerca de salvar a pátria, que me levantou uma singela dúvida: será que algum deles acredita realmente naquele rol de frugalidades distorcidas que constituem o conteúdo da dita? Talvez o sábio ancião acredite, sempre foi um tipo que acreditou no que lhe deu jeito consoante a época. Talvez um ou outro acredite, de entre os signatários há uns quantos que apresentam um tão aguçado espírito crítico e uma tal capacidade analítica que lhes permite acreditar... Em quê? Acreditar, de um modo geral, alheio ao específico e ao circunstancial, tendo por base aquilo que lhes foi impingido como "politicamente correcto" . Os outros... Os outros sabem muito bem das suas conveniências, das suas militâncias, dos seus grupelhos, das suas posições políticas de oposição sistemática não permeável a qualquer tipo de racionalidade que seja contrária aos seus interesses, por mais  óbvio que seja que do poço seco não se tira água.

Esta carta contém frases indubitavelmente lapidares, verdadeiras pérolas da dialéctica político-social. Um mimo! Ou como diz o meu amigo do blog Atributos, uns pândegos.

Como já cá ando há anos suficientes para não me irritar com verborreias de malta pândega, não levo a sério o que de sério nada tem. Confesso que dei umas boas gargalhadas ao ler a tal cartinha que não me é dirigida - na forma - mas que outro destinatário não tem senão o encurralado povo português, a ver se pega o apelo à raiva, ao descontrolo, ao golpe de Estado que nos levaria directos ao buraco negro onde estivemos a cair.
Encurralado sim, mas por quem? Pela Troika? Pelo Passos Coelho? Pelo Gaspar? Não brinquem comigo  sem declararem que estão a brincar; brincar a fingir que é a sério é de mau gosto, além de imaturo. Para não dizer mais.

A primeira declaração que me caiu no goto e libertou a primeira gargalhada diz assim:

«À data das últimas eleições legislativas já estava em vigor o Memorando de Entendimento com a Troika, de que foram também outorgantes os líderes dos dois Partidos que hoje fazem parte da Coligação governamental.
O País foi então inventariado à exaustão. Nenhum candidato à liderança do Governo podia invocar desconhecimento sobre a situação existente.»
 A comunicação do governo de Sócrates sobre as (concluídas) negociações com a Troika, em Bruxelas foi a em Abril de 2011. Haviam começado em Fevereiro e Sócrates só discursou sobre o "bom Acordo" conseguido em Maio.

Todos nós sabemos, os que se querem lembrar e os que se querem esquecer, que até José aparecer na TV ladeado pelo Teixeira (com umas trombas memoráveis), não havia crise nem derrapagem económica - foi um raio de uma coisa que aconteceu de um dia para o outro - uma certa manhã acordámos assim, falidos, sem pilim para os salários do mês seguinte (Maio 2011)

As eleições legislativas foram a 5 de Junho de 2011...
Conclua-se...

«Nenhum candidato à liderança do Governo podia invocar desconhecimento sobre a situação existente.» ??????????????
Pergunto eu, algum português corriqueiro - leia-se, não próximo do governo - podia evocar conhecimento do real estado das finanças de Portugal?
Todos sabíamos, os que sabíamos e os que diziam que não existia, que estávamos num enorme e profundo buraco, já não era possível esconder com discursos, mas alguém tinha conhecimento da real dimensão do buraco? Aahhh, memóriazinhas traiçoeiras!
Menos de um mês antes do início das negociações com o FMI Sócrates dava murros na mesa dizendo que não iria pedir ajuda externa que a derrapagem estava controlada. Não me gozem...
«Os eleitores foram intencionalmente defraudados. Nenhuma circunstância conjuntural pode justificar o embuste.»
Perdoem-me mas estou baralhada, esta frase da missiva refere-se a quem? Quem é que intencionalmente defraudou os portugueses? De que embuste?
Nem gasto mais tempo ou palavras a explicar a pergunta, se alguém não percebeu não irá perceber agora.
«O Governo, num fanatismo cego que recusa a evidência, está a fazer caminhar o País para o abismo.»
Lá estamos outra vez...  Os 70 iluminados referem-se a quem? A que governo? Deve ser ao de José...
Quem é que se viu obrigado a ir pedir ajuda externa, apesar da sua afirmação de que nunca o faria porque  seria «uma indignidade para Portugal» (!!!) e o fez a ferros, porque Portugal já não tinha forma alguma de subsistir?
Foi Passos Coelho que num ano e meio nos colocou nessa situação?
Em menos de um ano e meio Portugal voltou aos mercados reconquistando a confiança dos mercados estrangeiros, relançou as exportações, pela primeira vez começou a equilibrar a balança de importações, viu aprovadas a sequêntes tranches de empréstimo sem as ver perigar.
Custa? Custa, muito. E nem estamos a meio caminho mas, por mais que nos custe, a recuperação da economia tem de passar pela reestruturação do aparelho do Estado, ou estaremos sempre sujeitos ao ciclo vicioso em que nos encontramos há décadas.

Mexer no aparelho de Estado não é, de forma alguma uma política eleitoralista, não agrada a ninguém, nem a quem mexe nem a quem vê mexer mas é absolutamente imprescindível  - apesar de ser cultivada pela oposição a impermeabilidade a esta evidência.
«O Governo, num fanatismo cego que recusa a evidência»? Ó sorte... Não é por demais evidente que temos de nos cingir a uma austeridade sem tréguas se quisermos voltar a ter um país capaz de sobreviver na Europa?
Sim camaradas, no Estado não se mexe, não dá votos nem "jobs" . Nunca se mexeu, custe o que custar, pague-se o que se pagar, o Estado é uma vaca sagrada. Esquelética e moribunda mas sagrada. Não me lixem!
«.../...  sob pena de, pelo interesse nacional, ser seu dever retirar as consequências políticas que se impõem, apresentando a demissão ao Senhor Presidente da República, poupando assim o País e os Portugueses ainda a mais graves e imprevisíveis consequências
Pelo interesse nacional? Não tenho conhecimento de que tivesse vindo a público qualquer carta destes iluminados, ou de outros, a exigir a mudança de política do Zé Sócrates ou a sua demissão... Verdade se diga, as consequências da sua política de esbanjamento, favoritismo e ocultação da realidade, essa sim, um embuste de um admirável embusteiro (justifico para os mais desmemoreádos no fim do post *1), não eram de todo imprevisíveis. Só não viu chegar a actual situação quem tapou os olhos ou era ceguinho.

Que legitimidade têm os subscritores desta carta, nas provas dadas, na sua sapiência para "exigirem" - como é dito na nossa opinativa comunicação social - a demissão de um governo eleito maioritariamente, com um orçamento aprovado na Assembleia da República, doa a quem doer. Este governo é legitimo e eleito democraticamente, como eleito e legítimo foi o governo do Zé Sócrates
Aguentem-se, como eu me aguentei; É o preço da democracia e, ao que parece, estes pândegos  não querem, não querem, não querem. Já o Otelo sofre da mesma doença alérgica.
A pândega está a acabar, a massa para as Fundações, mesmo para a do pai da pátria, foi-se. É uma chatice mas talvez tenham de andar de "Renault Clio"

Este governo, por muito duro que seja, está a fazer o que há muito deveria ter sido feito. Há quem entenda isto, há quem não entenda e há quem, entendendo ou não, se esteja nas tintas, quer é que o governo caia, que reine a esquerda festiva mesmo que o povo não vote nela,  que volte um estilo de vida que não é comportável mas é muito mais confortável. Eu não estou aí, tenho um filho e quero que ele tenha um país.
«Exmo. Senhor Primeiro-Ministro,
Os signatários estão muito preocupados com as consequências da política seguida pelo Governo.»
Queridos Signatários,
Chegam muito atrasados...
Quanto à esperança, a que vocês dizem não ter é a que a mim me resta.


O embuste: *1

A cartinha, para quem quiser ler, está AQUI



.

.

SOBRE A MANIPULAÇÃO SOCIAL

 No blog MALOMIL
João Tinoco

Domingo, 18 de Novembro de 2012
A manipulação da raiva. 

Vale a pena ir ler, devagar, na pausa para o café