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IDE-VOS CATAR, IDE.


Manifestantes pedem demissão do Governo em frente ao Parlamento« Centenas de manifestantes, na maioria trabalhadores da função pública, exigiram, esta segunda-feira, a demissão do Governo em frente ao Parlamento, num protesto convocado por vários sindicatos afectos à CGTP.

Os manifestantes concentraram-se no Largo Camões às 15 horas e desfilaram até à Assembleia da República, onde decorre, durante a tarde, a votação das propostas de requalificação na Função Pública e o aumento do horário de trabalho para 40 horas semanais, que a Assembleia da República aprovou na especialidade.»   -   In A Bola - 29/07/13 
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«A proposta do Governo sobre o aumento do horário de trabalho no Estado de 35 para 40 horas semanais foi hoje aprovada na especialidade e será objecto, esta tarde, da votação final global.
No âmbito da proposta de Lei n.º 153/XII/2.ª (GOV), o período normal de trabalho diário dos trabalhadores do Estado passa de sete para oito horas por dia. No total, os funcionários terão um aumento do horário de trabalho de 35 para 40 horas semanais já este ano.
Esta proposta, aprovada na generalidade a 11 de Julho e hoje votada na especialidade na comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública, contou com os votos favoráveis dos deputados da maioria PSD/CDS-PP. Votaram contra os deputados dos grupos parlamentares do PS, do PCP e do BE.
Estas alterações, bem como o aumento dos descontos para a ADSE e as rescisões no Estado, serão integradas na nova Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas que o executivo começou a discutir com as estruturas sindicais da função pública no mês de Julho e que tenciona implementar em Janeiro de 2014. As propostas de lei sobre o sistema de requalificação dos funcionários públicos e de aumento do horário de trabalho para as 40 horas semanais foram consideradas inconstitucionais pelos sindicatos da função pública.»  - In Sol - 29/07/13
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 Sistema de requalificação de funcionários públicos,
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«Ao abrigo da nova lei, o Governo impõe um novo regime de mobilidade especial que prevê um período máximo de 12 meses. Terminado este período, os trabalhadores poderão optar por ficar em lista de espera para uma eventual colocação, mas sem receberem qualquer rendimento, ou optar pela cessação do contrato de trabalho sendo que, neste caso, terão direito à atribuição do subsídio de desemprego.
Quanto à remuneração durante este processo, estabelece a proposta do executivo que o trabalhador receba o equivalente a dois terços, 66,7% nos primeiros seis meses e a metade enquanto permanecer nessa situação, incidindo sobre a remuneração base mensal referente à categoria, escalão, índice ou posição e nível remuneratórios, detidos à data da colocação em situação de requalificação.»
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«Estas alterações, bem como o aumento dos descontos para a ADSE e as rescisões no Estado, serão integradas na nova Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas que o executivo começou a discutir com as estruturas sindicais da função pública no início de Julho que tenciona implementar em Janeiro de 2014.» In Sol - 29/07/13
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 Os funcionários públicos menos qualificados que aderirem ao programa de rescisões por acordo – que estará aberto entre Setembro e Novembro – e os seus familiares poderão continuar a beneficiar da ADSE- In Jornal de Negócios - 29/07/13
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Não me vou alongar em comentários às propostas de lei discutidas hoje, na especialidade no Parlamento; acho que não vou sequer comentar, apenas perguntar:

1º - Por que é que os senhores funcionários públicos só devem trabalhar 35horas semanais, em vez das 40horas que são exigidas aos comuns mortais assalariados do sector privado, aquele que sustenta esta estranha nação?

2º - De um modo geral as pessoas estão de acordo em que não há que aumentar mais a receita mas que é fundamental diminuir a despesa do Estado; Há mais de dois anos que é falado  o excesso de cerca de 100 mil funcionários públicos, que até agora se tem evitado dispensar. Quando se apresenta um projecto-lei que visa  a diminuição da despesa do Estado racionalizando o número excessivo de funcionários a oposição (obviamente) vota contra? Então como se faz?
E o projecto-lei de mobilidade laboral? Acaso, no mercado de trabalho privado, cada um não tem de ir trabalhar onde lhe oferecem emprego? Tem o Estado a obrigação de garantir aos seus funcionários emprego na localidade da preferência do trabalhador e não onde ele pode ser necessário?


Ide-vos catar, ide, que o vosso catar tem graça e
o Estado já está cheio de piolhos e pulgas
para as próximas décadas

O DIA FORA DO TEMPO

Há muitos, muitos anos, na base de grande peninsula da América Central, existiu uma civilização notável sob muitos aspectos, os Maias, que se regiam por um calendário lunar: as 13 luas de ciclos de 28 dias, prefazendo um total de 364 dias, e mais um - o Dia Fora do Tempo - que completava o ciclo de um ano de 365 dias.
O ano terminava a 24 de Julho e a 26 de Julho recomeçava com o nascimento astronômico de Sirius, que se eleva no horizonte juntamente com o Sol. Entre estes o dia 25 era o dia consagrado à análise do ano findo, à meditação, à dádiva de graças, a libertar o que já não é necessário e a agradecer tudo o que foi recebido 


Também no antigo Egipto o dia 26 de Julho marcava o início de um novo ano.
A ligação dos egípcios à estrela Sírius é bem conhecida, quer do ponto de vista astronómico como no seu panteão de divindades.

 O Faraó era representado nos céus pela constelação de Órion


Durante sete dias, entre 23 e 27 de Julho a divindade principal homenageada era Ísis, a principal deusa do panteão egípcio, que se espelhava na esposa e irmã do Faraó cuja representação nos céus é a estrela Sírius.
Sendo a estrela fixa mais brilhante do céu, Sírios é, há muito tempo, vista como elo de ligação, o acesso a um estado de consciência mais elevado que auxiliaria a aceleração da evolução do  planeta e da humanidade cuja energia fundamental está associada ao Princípio Feminino do Divino, à energia da deusa Ísis.




Assim seja.

QUAL SERÁ A TUA IDADE?

Há pouco mais de um par de meses deixei aqui um texto , do escritor colombiano Santiago Gamboa, sobre as mulheres com mais de quarenta e poucos anos que achei pleno de  simplicidade realista e bem observada. Escrevi uma pequena introdução tocando o elevado preço do envelhecimento; dizia eu:  

Um homem nunca entenderá como é duro para uma mulher envelhecer; é o elevadíssimo preço que se paga por uma vida mais longa, mas o que obtemos por esse elevadíssimo preço é de facto qualidade. Poucas mulheres honestamente trocariam o que a maturidade lhes vendeu pelo aspecto que tinham aos vinte ou aos trinta anos.

Esta tarde recebi um SMS telefónico enviado por um longínquo amigo de há muitos anos, mais de vinte, quase trinta, com uma citação de Confúcio, só e apenas, sem mais.
Não estranhei, vindo de quem vem... Aliado à vertiginosa aproximação do meu aniversário natalício.

Disse assim Confúcio:
«Qual seria a tua idade se não soubesses quantos anos tens?»
Deixou-me a pensar... Mas foi mais do que isso.
Todos, ou quase, conhecemos aquela sensação de satisfação ao encontrar escrito,  por alguém com mais facilidade em se expressar do que nós, uma coisa que pensamos ou sentimos mas que não conseguimos verbalizar numas poucas palavras claras e coerentes.

Foi isso. Mas foi mais do que isso.

Para facilitar, de uma forma mais consciente ou menos consciente, tendo a atribuir às pessoas a idade que elas aparentam. Há que ter em conta que isto só pode ser aplicado a pessoas que já tenham idade para "serem responsáveis pela cara que têm". Teenagers, juniores ou seniores, não entram nesta dúbia classificação. Além de mais, o que torna mais dúbio este esboço de método, é que o que "está dentro" difícilmente se acorda com o que "está à vista", há que ter o olhar mais profundo. Os facilitismos são escorregadios.

A beleza e a inteligência desta pergunta de Confúcio é que engloba o ser e o parecer que cada um de nós contém e os faz emergir ao ponto de vista próprio. É uma fórmula simples para compreendermos a nossa verdadeira idade, se utilizada  honesta e conscientemente.

Costumo dizer que não acredito que tenho a idade que tenho; acho mesmo que provavelmente não tenho... Pois, mas como explicar(-me) isto? Ao que parece Confúcio explica... (Sim, está bem, talvez Freud também explique mas é uma complicação)
Não se trata de uma resistência frustrada ao envelhecimento, é que quando olho para a maior parte das pessoas que nasceram pelos mesmos anos que eu não me revejo, não me reconheço nelas. Por quê?

À excepção de umas boas dezenas de colegas com quem cresci, desde a idade em que entrámos para a escola até ao final do liceu, em ambiente de desusada liberdade de expressão e estimulado livre-pensamento,  dentro de regras disciplinares não opressivas mas claramente presentes e não passíveis de grande elasticidade, são raros, e muitíssimo bem vindos, aqueles com quem me consigo identificar geracionalmente - mais novos ou mais velhos.

Quer isto dizer que aqueles em quem nos reconhecemos, em termos geracionais, são aqueles com quem criamos laços de tenra idade? Não creio. Tenho amigos da minha idade muito mais "velhos" do que eu, os quais, obviamente, não cresceram comigo.

Quer isto dizer que aquilo que marca a forma como iremos amadurecer e envelhecer se delinía no tipo de educação que recebemos e no meio em que crescemos? Vou mais por aí.

Se assim é parece-me que estamos a criar gerações de velhos precoces: o nível de responsabilidade, falta de tempo lúdico, distantes relações afectivas que vimos impondo às actuais tenras gerações contém uma carga de tal forma pesada que dificilmente tenderá a gerar jovens, seja lá de que idade for.

«A vida é para levar a sério»... Hum... Será que o sábio Confúcio concordaria com isto?


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TROCADILHO SIMPÁTICO

A CAPA DO JORNAL INGLÊS DE HOJE 
 


Uma das coisas que mais gosto nos ingleses é que, na sua maioria, não sofrem de complexos de classe; percebem perfeitamente que um rei nãda tem de comum com um "patrão", um rei existe para servir o seu povo acima de quaisquer interesses político-partidarios.

DESCONFIO QUE O CAMILO ANDA A LER-ME...

Já algumas vezes aqui publiquei palavras do contestadíssimo e insultadíssimo Camilo Lourenço, com quem muitas vezes concordo, outras, não tantas, discordo e de economia, evidentemente, não discuto, pela mesmíssima razão pela qual os sapateiros não devem tocar rabecão.

Passou-me agora sob os olhos o artigo do Camilo que saiu ontem no "Jornal de Negócios" e estou cá desconfiada de que ele anda a ler-me... Até já chama TóZé àquele Zézinho que sucedeu a José... (Aah o meu José, ai se eu te pegasse...)

Ora vejam lá:

As voltas do Vira...
«Afinal o Tó Zé não vai ficar na História. Acobardou-se perante a ameaça da bolorenta dupla Soares-Alegre. Mas não está sozinho. A acompanhá-lo tem o Aníbal, o político que mais eleições ganhou em Portugal, mas não é Político. Como se viu nesta crise. Com eles está também o "irrevogável" Paulo, o Político que se afogou na sua própria vaidade. Neste vale de lágrimas, safa-se Passos Coelho que, apesar de alguns erros, ainda consegue por o país acima do partido de que é originário. Com tanta incompetência que por aí vai alguém se admira de não sermos um país desenvolvido?»
Subscrevo estas palavras que bem poderiam ser minhas, de uma ponta à outra passando pelo meio.

(Se ao menos o Camilo não fosse do Benfica, isso é que era!)


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SÓ AO ESTALO!

Imagine-se uma casa num sítio onde não passam carros, nem aviões, por onde passa uma pessoa ou outra de vez em quando.
Um sítio onde uma criança pode andar sem vigilância permanente e acurada; onde os cães andam à vontade, dentro e fora, fora e dentro sem pedir licença.

Uma casa com uma TV tão pequena que nem dá vontade de olhar
Uma casa onde há tempo e disposição para ler, preguiçar, respirar; onde há flores e árvores à volta...

Só por um bocadinho, uns dias, uma quebra no tempo e na correria, no "tenho de...".

Depois regressa-se.
O trabalho ali a olhar-nos como se não pudesse passar sem nós.

Inocentemente liga-se a TV, o computador, vai-se tomar um café e somos surpreendidos por um jornal, um noticiário no rádio do carro...

 Está tudo doido! Tomam a jogatana política por realidade social, a nuvem por Juno.
Não é possível chegar a um acordo de salvação nacional. Não é possível? Mas andamos a brincar às casinhas e aos parlamentos, ou quê? Como não é possível? Aqueles meninos não deixam?
Deixem-se de merdelices. Nem que digam agora que sim e depois façam que não - não faz mal, não seria a primeira vez, nem a segunda, nem sequer a última.
Entendam-se!

Quero ir-me embora outra vez, agarrar-me ao livro que ficou a um pouco mais de meio e fazer de conta que a realidade é a que me apetece. Ou só eu é que não posso?


O PREÇO DE UMA BIRRA

«A Bolsa nacional perdeu 2,4 mil milhões de euros na sessão mais "negra" desde Abril de 2010. Mesmo que se evitem eleições, a confiança sofreu golpe.»

 Desde que o presidente do CDS/PP, Paulo Portas, anunciou o pedido de demissão do Governo, terça-feira à tarde, os juros a 10 anos acumularam uma subida de 107,1 pontos base. Durante a sessão desta quarta-feira, a “yield” chegou a avançar 138,6 pontos base para 8,106%.
 «Os juros da dívida pública portuguesa estão a renovar máximos de Novembro após duas sessões consecutiva em que acumulou uma subida de mais de 100 pontos base.»

 «As fortes perdas das acções da banca esta quarta-feira demonstram a percepção do impacto negativo que a indefinição política terá no sector financeiro»

«Como já é patente pela reacção inicial dos mercados existe risco evidente que os ganhos de credibilidade financeira de Portugal sejam postos em causa pela instabilidade política", afirma na mesma nota.
"A acontecer tal seria especialmente grave para os portugueses, nomeadamente porque se anunciavam já sinais de alguma recuperação económica", acrescentou o presidente da Comissão Europeia.»
 «A agência de “rating” Moodys diz que as demissões ministeriais criam incerteza política e incerteza em torno da política orçamental em Portugal daqui para a frente»

 Música para o Paulo :
 

O INCANSÁVEL HUMOR LUSO

In Imprensa Falsa
Qualquer semelhança com a coincidência é pura realidade
Terça-feira, 02 de Julho de 2013

Portugueses até vão para a rua mas depois lembram-se de Seguro e voltam para dentro


Não é verdade que os portugueses sejam um povo calmo e sereno. Na verdade, os portugueses até estão sempre prontos para uma boa revolução, só que depois pensam melhor.

Nos últimos tempos, a maioria dos portugueses tem andado numa azáfama, para cima e para baixo. Vêem qualquer coisa, uma notícia, um discurso, passam-se completamente da cabeça e metem-se a caminho da rua para se manifestarem, mas entretanto lembram-se de Tozé Seguro, começam a imaginá-lo em São Bento, e voltam logo para dentro.

«Então, querido, não te ias revoltar?», perguntava Simplícia, esta terça-feira ao início da noite. «Ia, sim, Simplícia, mas quando ia partir a 

primeira montra lembrei-me do Seguro», explicou Simplício. 

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AS FACES DE TÓ-ZÉ
FUTURO PRIMEIRO MINISTRO
@RealGana
 
    
 

     Agora a sério...

A malta vai mesmo votar neste gajo, sabem...

DESABAFOS


O PORTAS PIM, O PORTAS PUM!

Está visto, o Paulinho queria o Ministério das Finanças para o CDS/PP
Mas a vida não é assim, a vida é madrasta e não nos dá sempre o que a gente quer... Paulinho não está habituado, não tem madrasta, é muito filho da sua mãe... Aah, pois que é!

Diz-se assim na "Negócios on line":

«A gota de água foi a escolha de Maria Luís Albuquerque para substituir Vítor Gaspar, que apresentou ontem a sua demissão. Paulo Portas queria um novo responsável nessa pasta capaz de operar uma verdadeira mudança de política e não uma solução de continuidade, como considera ser a que corresponde à promoção da ainda secretária de Estado do Tesouro que tem tomada de posse marcada em Belém para as 17h00.»
É óbvio que Vítor Gaspar indicou a secretária de Estado do Tesouro, Maria Luís Albuquerque:

«O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, havia já acertado a data de saída do ministro das Finanças, Vítor Gaspar, há semanas, bem como decidido o nome da secretária de Estado do Tesouro, Maria Luís Albuquerque, para herdar a pasta»  in Diário de Notícias - 2 Julho

É óbvio que Paulinho se passou dos carretos.
É óbvio que Passos Coelho não cedeu e, a meu ver, muitíssimo bem.

É óbvio que Paulinho, a bem da nação, está pronto a negociar com o PS a sua participação numa maioria parlamentar.

O resto, como sempre, que se lixe.
Podemos lixar-nos todos, menos ele.
Mas cuidado Paulinho, a vida é madrasta, mesmo para aqueles que são muito filhos da sua mãezinha...

Tenho de parar de escrever imediatamente ou acabaria dizendo os quês e os comos  ditados na linguagem que me está assoberbando a cabeça e não me ficaria bem; não quero envergonhar os meus pais que, com tanto esforço,  me incutiram  princípios de boa educação.
Paro  aqui, de resto a Imprensa - estrangeira - já diz tudo.


ACTUALIZAÇÃO - 19H 50 .

OU SERÁ QUE A COISA AINDA É MAIS PORCA??? 
«O gabinete de Pedro Passos Coelho afirmou à TSF que o comunicado divulgado por Paulo Portas esta tarde não reflecte o envolvimento que o ministro dos Negócios Estrangeiros teve no processo de escolha da equipa do ministério das Finanças.»   A notícia no "Negócios on line"
Repescando palavras aqui escritas a 19 de Junho último:
Ontem (18 Junho) o camarada Paulo Portas fez uma impecavelmente bem discursada prática deste tipo de actuação. De dar vómitos, naúseas, tremuras e tonturas.
Como é que um tipo que tem os pés no governo e que, ciclicamente, vem dar o seu pézinho de dança no baile do «Eu não concordo mas tenho de deixar passar a bem da estabilidade governativa», não tem a menor sombra de vergonha ao proclamar uma série de medidas que, sabe ele muitíssimo bem, não foram, nem serão tão depressa implementadas, pela simples razão de que não há meios para o fazer?
Como?
O Paulinho é malandreco, ansioso, mas não é parvo. Traquinas mas nada parvo mesmo.
Mas, até hoje, aquela cabecinha tão capaz, não conseguiu ser número um em parte alguma à excepção do seu CDS/PP...
O tal CDS que era do borra-botas do Freitas quando o Paulinho militava na JSD, onde, claro, também nunca foi número um.
.../...
 Não tem tido quem lhe faça sombra no CDS, é um facto, mas não chega. Não chegou para  ter sido mais do que o número dois, ou três,  com o PS, não chegou para deixar de ser apenas o número dois (mais outra vez) com o PSD, e menos ainda chega para ser o número um sózinho.
O Paulinho não se conforma...   Faz mil tropelias, puxa tapetes devagarinho só para fazer tremer sem cair, apresenta-se como o homem que compreende e está do lado do povo, muito mais do que quem lhe faz sombra.
 I rest my case

 VIVA EU! HÁ MAIS ALGUMA COISA? - Maio 29, 2011

 PAULO, O VORAZ - Junho 03, 2011




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A ESQUERDA FESTEJA A VITÓRIA DA DIREITA !!!

A ala direita do governo está em festa
Paulo Portas, persistente e tenaz, passados os santos populares, festeja toda a corte celestial; as suas preces foram ouvidas.

Gaspar fartou-se (como eu o compreendo...)

A esquerda festeja esta vitória da direita...
Ele há coisas...

Compreende-se. Quanto mais falhas houver a apontar ao cumprimento exigido a Portugal maior é a festança. Pois, mais quando o mar bate na rocha que se amola é o mexilhão
Não faz mal, até faz bem - quem viveu 1975 sabe muito bem o que é a "política de terra queimada - estamos em pleno PREC


Deitai os foguetes, mas não se esqueçam de quem vai apanhar as canas



VIVÁ GREVE!

Não tinha ainda passado por aqui para abordar a última greve geral, de há três dias, porque andei com a cabeça virada para coisas mais sérias e muitíssimo ocupada mas agora resolvi dedicar uns minutos à dita greve porque gostei.

É verdade, gostei mesmo, cada vez que há uma greve geral eu gosto mais. Só não escrevo uma carta para a Intersindical porque era tempo perdido, sei que não me ligariam nenhuma: o rancor que lhes corre nas veias é exponencialmente superior a qualquer incitação motivadora que lhes possa dirigir.

Reconheço que é um método que sai caro, muito caro, a este nosso sacrificado país mas parece-me que a colheita vale o esforço da sementeira.

Gostei de ver os piquetes de greve aos portões da Carris (quem controla os transportes dirige as idas para os locais de trabalho) não deixando trabalhadores entrar para fazerem o seu serviço, não deixando autocarros sair para transportarem as pessoas que os aguardavam às dezenas nas paragens.
Também gostei de ver a polícia transportando os arreigados "piqueteiros" - quatro polícias pegando em cada "piqueteiro" e resolve-se sem violência e sem a tão desejada vitimização.

Gostei imenso daquele grupelho de "democratas", com direitos mais importantes do que os direitos dos "outros", que se dedicaram a cortar uma das vias de acesso à ponte 25 de Abril. Isto sim, é respeito pelos direitos dos cidadãos e pela democracia!

E que agradável que foi ouvir as entrevistas ao pessoal que andava, ou se deitava, pelas lusas praias a dizer que estava em greve e aproveitava o dia de calor abrasador para um descanso  feito de Sol e mar como se manda nos canhanhos. Também havia a versão «Não pude ir trabalhar, não tinha transportes... Olhe vim para a praia». Ahh a greve é uma festa!
Assim sim, «o povo é sereno, é só fumassa», como dizia o Almirante Pinheiro de Azevedo... Que também disse, quando cercado na Assembleia: «Eu quero que os trabalhadores vão barda-merda»...

Já menos agradável, mas positivamente significativo para a sub-reptícia questão que aqui abordo, foi o que me disse um incansável funcionário das Finanças do bairro fiscal que me toca, que me respondeu assim na véspera da greve: «Não sei quando lhe posso resolver isso, experimente passar por cá na segunda-feira; Amanhã há greve, quer a gente queira, quer não queira, a última vez puseram-nos cá uma bomba que não feriu ninguém por milagre, estavam os funcionários a entrar para trabalhar... E na sexta-feira, já se sabe, é uma barafunda para já não falar dos que vão estar doentes...»

As pessoas estão com falta de dinheiro, cheias de preocupações, muitas delas por sentirem perigar os seus postos de trabalho; querem que as coisas corram bem nas suas empresas empregadoras porque, caso contrário, correrá mal para todos...
E depois vêm uns tipos que, para fazer vingar as suas politiquices de "bota-abaixo", dê por onde der, custe a quem custar, fazem greves exigindo o impossível, destabilizando, chateando, baseados em razões estafadas e sofismadas.
A bem de quê?

Venha mais uma, com muitos piquetes e cortes de estradas, ameaças e imposições. Talvez , mais depressa do que pensam provem do vosso xarope amargo e revoltado.


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NÚMEROS FIDEDIGNOS NA COMUNICAÇÃO SOCIAL

Repescando, por razões vindas de mundos diferentes, o parágrafo de abertura do meu penúltimo post (17 Junho), dizia eu assim:

Contava-me o meu o meu pai que, durante o mandato da primeira Assembleia Nacional Constituinte republicana, "eleita" em 1911, houve um senhor deputado que resolvia os problemas económicos do país facilmente com o dinheiro que advinha do "jogo" (casinos e afins). Já não me lembro do nome do homem e muito menos das percentagens que atribuiria a cada sector mas a ideia vale por si. O tal deputado resolvia, e invento totalmente números e sectores, atribuir 25% à Defesa, 20% à saúde, mais 20% à educação, 30% para obras públicas, 40% para despesas directas do Estado, mais... A dada altura o presidente da Assembleia terá interrompido o sábio deputado e referido que, pelas suas contas, já haviam sido ultrapassados os 100%... Resposta pronta do animal: « Aah Senhor Presidente, mas é que isto do jogo dá muito...»
 Talvez não devesse ter chamado "animal" ao tal deputado... Afinal o homem teria provavelmente razão... Chego à conclusão, pela mesma via que ele, que de facto "Isto do jogo dá muito"... E em percentagens ainda dá mais.
Ora atentai por uns segundos aí no boneco abaixo que representa como que um fac simile de uma sondagem, por acaso desportiva.... da SIC. E somai, meus amigos, somai...
A votação ainda estava em curso... Não sei o resultado final mas confesso que fiquei curiosa

Será que vão aplicar esta metodologia estatística nas próximas adesões a greves, intenções de voto, resultados eleitorais, etc., ou a coisa só dará mesmo para "jogo"?

ERA UM ANTI-ALÉRGICO FÁXAVÔR

Se há coisinha que me dá brotoeja é ouvir os líderes políticos e sindicais reivindicarem e prometerem medidas que todos gostaríamos de ver implementadas mas que pertencem à categoria dos "desejos impossíveis"; não se fazem omeletes sem ovos.

Seria óptimo baixar os impostos, claro que seria...
Seria óptimo garantir cuidados de saúde a toda a população;
Seria óptimo promover um ensino gratuito, com escolas disseminadas pelas populações com turmas racionalmente dimensionadas;
Seria óptimo ter uma rede de estradas sem portagens e transportes públicos a preços que não pesassem na carteira dos utilizadores
Seria óptimo aumentar o ordenado mínimo nacional...
Ou seja, seria óptimo viver num país cujo o Estado pudesse servir os contribuintes sem os sobrecarregar para sobreviver.

Seria óptimo, quem não concorda com isto?

Pois, mas não dá e todos sabemos que não dá. Não dá o óptimo, nem o bom, nem sequer o satisfatório. Se começar a dar o menos mau já é uma festa.

Todos sabemos que não dá, a começar por essa raça de politiqueiros profissionais que berram e gritam, reivindicam e prometem o impossível, o impraticável.
Quando prometem e reivindicam não o fazem a bem da nação, a bem do povo mas, obviamente, a bem do aumento das suas possibilidades de conquista de votos, de poder, de empatia.
Bem... em última análise é a bem do povo, dirão se confrontados na intimidade, porque se o povo votar "como deve de ser", ou seja, neles, saberão fazer o que é melhor para o povo, ainda que não seja possível fazer aquilo que seria óptimo... mas isso, realmente, não é possível e eles sabem, oh se sabem...

Este tipo de prática politiqueira é particularmente visível no PC, mas não só... Ah pois, não só.

Ontem o camarada Paulo Portas fez uma impecavelmente bem discursada prática deste tipo de actuação. De dar vómitos, naúseas, tremuras e tonturas.
Como é que um tipo que tem os pés no governo e que, ciclicamente, vem dar o seu pézinho de dança no baile do «Eu não concordo mas tenho de deixar passar a bem da estabilidade governativa», não tem a menor sombra de vergonha ao proclamar uma série de medidas que, sabe ele muitíssimo bem, não foram, nem serão tão depressa implementadas, pela simples razão de que não há meios para o fazer?
Como?
O Paulinho é malandreco, ansioso, mas não é parvo. Traquinas mas nada parvo mesmo.
Mas, até hoje, aquela cabecinha tão capaz, não conseguiu ser número um em parte alguma à excepção do seu CDS/PP...
O tal CDS que era do borra-botas do Freitas quando o Paulinho militava na JSD, onde, claro, também nunca foi número um.

E depois?

Depois houve alguém, digo eu, que topava o Freitas de ginjeira e que já não podia nem cheira-lo, que terá dito qualquer coisa deste estilo: «Ó Paulinho, você não gostava de tirar o tapete ao Freitas e de ir mandar no CDS?»
Tirar o tapete ao Freitas...  Ir mandar no CDS... Então não?
O Paulinho gostava, e lá foi ele, impulsionado por quem sabe mais, de política e de poder, a dormir do que esta malta toda acordada.  (De quem falo? Ora... Isso não digo, não vá isto ser tudo imaginação minha, mas considerar um Político de direita que sabe muito a dormir e se mantém afastado das lideranças e intrigas... Parece-me que é canja!)

Perante isto o Paulinho acreditou em si, e fez bem; acreditou que poderia ser "O Líder", mas fez mal.

Não tem tido quem lhe faça sombra no CDS, é um facto, mas não chega. Não chegou para  ter sido mais do que o número dois, ou três,  com o PS, não chegou para deixar de ser apenas o número dois (mais outra vez) com o PSD, e menos ainda chega para ser o número um sózinho.
O Paulinho não se conforma...   Faz mil tropelias, puxa tapetes devagarinho só para fazer tremer sem cair, apresenta-se como o homem que compreende e está do lado do povo, muito mais do que quem lhe faz sombra.
Vá lá Paulinho, já estás crescido, cria juízo e vergonha: Não se pode querer passar a vida inteira com um pé no comboio e outro no cais, não é honrado nem credível por muito gozo que dê a excitação do «Espera aí que já te lixo». Chuta adrenalina para a veia se for preciso mas pára de fazer estas figuras, digo eu que nem sequer te quero mal, pessoalmente, politicas à parte, até te acho um tipo interessante, embora não te quisesse para amigo.


A MAGIA DOS NÚMEROS


Contava-me o meu o meu pai que, durante o mandato da primeira Assembleia Nacional Constituinte republicana, "eleita*" em 1911, houve um senhor deputado que resolvia os problemas económicos do país facilmente com o dinheiro que advinha do "jogo" (casinos e afins). Já não me lembro do nome do homem e muito menos das percentagens que atribuiria a cada sector mas a ideia vale por si. O tal deputado resolvia, e invento totalmente números e sectores, atribuir 25% à Defesa, 20% à saúde, mais 20% à educação, 30% para obras públicas, 40% para despesas directas do Estado, mais... A dada altura o presidente da Assembleia terá interrompido o sábio deputado e referido que, pelas suas contas, já haviam sido ultrapassados os 100%... Resposta pronta do animal: « Aah Senhor Presidente, mas é que isto do jogo dá muito...»

De vez em quando lembro-me desta história... Quando as manifs. no Terreiro do Paço com 1/4 de lotação são supostas têm mais manifestantes do que a lotação da praça cheia, ou quando as adesões às greves apresentam um número superior à soma dos trabalhadores em funções com aqueles ausentes

 Hoje, essa espantosa greve dos professores em dia de exames teve, segundo a Federação Nacional da Educação (FNE) terá havido uma adesão  «acima dos 80 por cento» e «Vai ao encontro dos números da Fenprof».

Por outro lado,  o secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário afirmou que setenta e seis por cento dos alunos realizaram o exame de Português;
Todos os alunos de latim fizeram exame, tal como os portadores de deficiência auditiva profunda ou severa;
Em 74% das escolas, os exames realizaram-se a 100%.

Ou é da minha vista ou há  qualquer coisa na discordância  destes números que não bate certo.
Não estou sequer a insinuar que os números apresentados pelo governo são mais fiáveis, ou menos, do que os apresentados pelos sindicatos mas, desta vez, tratando-se de exames nacionais, não pode haver discussão:  as provas estão à vista em cada folha de teste entregue.

Ah mas o Ministério da Educação convocou professores substitutos, dizem os sindicatos.
Está bem, mesmo que assim seja, substitutos ou não, são professores, com tanto direito à greve quanto qualquer outro, né? É.

Para rematar a «Piada Louca da Semana»:

A FNE lembrou que a greve não foi feita de propósito para ser nesta data.
«A greve é neste momento, porque foi nesta altura que o Governo apresentou propostas que são muito más e que têm a ver com um desprestígio da profissão e dos profissionais.»

Pois claro, "eles" é que foram muito maus mesmo à beira dos exames... Mas alguém neste nosso rectângulozinho lhe passaria pela cabeça que poderia ser "de propósito"? Jamais! Os educadores dos filhos da nação são para se levar a sério... Alguma vez fariam uma coisa dessas? Por o governo sob chantagem utilizando os seus educandos? Nunca!
Felizmente somos todos parvos.

* A Assembleia Nacional Constituinte foi eleita num sufrágio em que só houve eleições em cerca de metade dos círculos eleitorais. Não havendo mais candidatos do que lugares a preencher em determinada circunscrição eleitoral, aqueles eram proclamados "eleitos" sem votação.

O sufrágio universal foi afastado, tendo votado apenas os cidadãos alfabetizados e os chefes de família , maiores de 21 anos.


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SERÁ POR SERMOS "RACIONAIS"?

Estou firmemente convencida de que as crianças, educadas juntas, em harmonia e em paz, resolveriam os grandes problemas inter-sociais e inter-culturais da humanidade, desde que - e este é um ENORME "desde que" - os seus educadores, em boa fé, fossem capazes e estivessem decididos a transmitir que a humanidade partilha um ADN comum, uma herança cósmica comum, um futuro planetário comum, criando uma vivência disto que ultrapassasse na vida a mera aprendizagem dos bancos de escola.
 A humanidade é una, única e irrepetível, existam ou não outras formas de vida no universo; é uma só ainda que formada por um arco-íris de seres, nas suas etnias, culturas, religiões, crenças e ideias. Mas... Mas que em momento algum devessem essas diferenças ser mais importantes do que as semelhanças e o comum habitat.
Sei que temos de nos defender  mas esta defesa seria bem mais simples se conseguíssemos criar laços mais fortes do que as nossas diferenças - só assim nos poderíamos sentir menos ameaçados e os reais perigos diminuiriam.

Os outros animais parecem compreender isto bem mais facilmente do que nós quando educados juntos, em harmonia e em paz. Espantosamente são até capazes de se relacionar connosco, que tanta dificuldade temos em nos relacionar de um modo geral, entre nós e com eles, não abordando já as atrocidades que comentemos, com eles e entre nós.

De onde me veio agora toda esta conversa ingénua e ilusória?
Vejam o vídeo, por favor.
É por isso que eu gosto tanto deles, conservam uma pureza de alma - sim, de Alma - que nós perdemos algures no meio da nossa "racionalidade"


UMA PESSOA EXTRAORDINÁRIA

Quando a simplicidade, a inteligência e o carácter se encontram numa mesma pessoa o resultado pode ser surprêndente

SANTOS POPULARES NA MINHA TERRA DO CORAÇÃO

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SANTO ANTÓNIO NO MEU BAIRRO

Ainda há bocadinhos de Portugal no Estado português
Ainda se encontram resquícios de Lisboa na amalgama urbana e descaracterizada da capital.

O meu bairro hoje está em festa, numa azáfama desde manhã.
Não há onde estacionar um carro, a polícia, estranhamente, desistiu de castigar prevaricadores e até anda a ajudar a montar pequenas esplanadas nos sítios mais estranhos: em cada canto há duas ou três mesas para servir sardinhas. O cheiro vindo dos assadores invade as casas e a música que sai de cada tasca mistura-se no ar numa guerrilha alegre de ruas e becos. Penduram-se fitas farfalhudas de cores garridas que atravessam as ruas de prédio a prédio, construindo tectos e abóbadas de festa, para indicar onde vão dançar os arraiais e assar sardinhas e febras para comer no pão. De todo o lado nascem mesas, cadeiras, assadores, colunas de som, barris de cerveja e grades de vinho tinto, transportados por gente bem disposta que esqueceu a vida quotidiana, o cansaço e a resmunguice. Dizem-se brejeirices, combinam-se encontros para "logo à noite", pedem-se favores e emprestam-se ferramentas. Vá-se lá saber como mas anda boa disposição e alegria no ar; trabalha-se com ânimo e disponibiliza-se boa-vontade.

Confesso que não sou "muito lisboeta", embora seja alfacinha de gema, nada e criada, mas gosto tanto da noite de Santo António...
Gosto de ver os miúdos das marchas infantis de mão na anca rodando os quadris, cheios de uma raça que nem sabem de onde lhes veio, mas está lá.
Gosto dos cumprimentos bem dispostos dos vizinhos no meio da rua porque hoje somos do mesmo bairro, somos mais vizinhos do que em qualquer outro dia do ano.
Hoje sentamo-nos às mesmas mesas, em bancos corridos, à porta das tascas onde durante o ano tomamos café sem nos falarmos ou oferecendo um sorriso posto num "bom-dia" automático. Hoje partilhamos pão e vinho tinto do jarro da mesa - o Santo António traz-nos uma espécie de Páscoa bairrista nessa partilha

Hoje, nos bairros que vivem em Lisboa  há séculos e não uns recém-chegados de história compostinha, a alma de Lisboa está viva e é mais uma alma de mais uma província do nosso Portugal. Gosto disso.

Eu até vinha para casa tomar um duche que me lavasse a alma das chatices e do cansaço e me deixasse com a paz de nada para fazer para além de um hamburguer no pão e umas batatas fritas quentinhas e salgadas...
Mas fui ali à tasca da São tomar um café antes de vir para casa...
Toda aquela animação mexeu comigo; um convite para bailar uma marcha feito pelo bisavô mais querido cá do bairro; e as cores, e a música, e aquela vizinhança a trabalhar tão contente... As sardinhas no gelo e no sal...  O tinto honesto vindo do Ribatejo... As mesas corridas com toalhas aos quadradinhos azuis e brancos...

Então até logo, vou pôr a minha saia rodada e o meu lenço florido.


Os meus amigos e vizinhos que prepararam a sardinhada:

A EQUIPA
O MESTRE-ASSADOR
O RESULTADO

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TEM GRAÇA E NÃO OFENDE

Não acho graça nenhuma à indisciplina escolar, "no meu tempo" nunca passei por isso e os meus professores, dos mais formais aos mais companheirões, não admitiam parvoeiras. Alguns, quando já eramos mais crescidinhos, admitiam brincadeiras oportunas e pontuais e daí nunca adveio indisciplina nem faltas de educação; saber distinguir entre uma boa e oportuna piada e uma declaração pública de desrespeito e idiotice não é uma coisa má, muito pelo contrário, faz muita falta, aos jovens e aos menos jovens...

Deparei-me há pouco com um mini-vídeo que me fez gargalhar de surpresa e graça, como se costuma dizer, "tem graça e não ofende".
Olhem lá...





É D'HOMEM!



«O juiz Rui Teixeira, que conduziu a instrução do processo ‘Casa Pia ’e que agora está
colocado no Tribunal de Torres Vedras, não quer os pareceres técnicos sociais com o novo Acordo Ortográfico. Os pareceres (relatórios sobre a situação social dos envolvidos em julgamentos) são elaborados pela Direcção Geral de Reinserção Social.

Em Abril, a DGRS recebeu um pedido de relatório social acompanhado de uma nota:

 “Fica advertida que deverá apresentar as peças em Língua Portuguesa e sem erros ortográficos decorrentes da aplicação da Resolução do Conselho de Ministros 8/2011 (…) a qual apenas vincula o Governo e não os Tribunais”.

Os serviços da DGRS pediram um esclarecimento e Rui Teixeira respondeu:

 “Não compete aos Tribunais ensinar Leis aos serviços do Estado. É de presumir que a DGRS tenha um serviço jurídico e se não o tiver o Ministério da Justiça tem-no de certeza”

"A Língua Portuguesa não é resultante de um tal «acordo ortográfico» que o Governo quis impor aos seus serviços',  acrescentando,  "nos tribunais, pelo menos neste, os factos não são fatos, as actas não são uma forma do verbo atar, os cágados continuam a ser animais e não algo malcheiroso e a Língua Portuguesa permanece inalterada até ordem em contrário", 

escreve o Correio da Manhã. »

"Diário de Notícias" - 26 Maio, 2013

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Esta louvável atitude, embora com mais graça e mais incisiva não é, no entanto, nova: em 2012, um juiz do 2º Juízo Cível do Tribunal Judicial de Viana do Castelo escrevia assim:





MUDAI DE BRUXA, MUDAI.

É melhor mudarem de bruxa, essa enganou-se. 



 Não, não sou apoiante do Porto...
Os meus amigos lampiões que me desculpem mas estavam a pedi-las.
Levaram os santo campeonato a chagar os melões dos outros... Agora comam-los


Não é para isto que uma mãe traz um filho ao mundo

É impressionante, quase inacreditável. Algumas destas pessoas, diria mesmo que a maioria, transformaram-se até ao quase irreconhecível. Não creio que estas transformações possam ser apenas físicas, em nenhum deles.
Entre a primeira e a terceira fotos distam apenas sete meses; parece-me que as mais impressionantes serão as segundas. As transformações do olhar são as que mais me tocam...
Não é para isto que uma mãe traz um filho ao mundo.

(Clicar no canto inferior direiro para aumentar a imagem)

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Soldiers' portraits before, during and after war 
Photographer Lalage Snow's powerful series of triptychs titled We Are The Not Dead depict the faces of British servicemen before, during and after their deployment to Afghanistan, spanning a period of seven months
The images are as striking as they are revealing, highlighting not only the physical transformations but the emotional ones, as well.

Lalage Snow is a photographer, journalist and filmmaker currently based in Kabul, Afghanistan.


We Are The Not Dead - Images by Lalage Snow


IRÁ A EDP ENTRAR EM ESTADO DE CHOQUE?

Pode ser que eu não tenha razão, definitivamente o meu "negócio" não são os números, mas uma das muitas coisas que me faz brotoeja no mercado nacional são as exorbitantes tarifas, e taxas, da EDP face aos seus lucros, tendo em conta que a electricidade é um bem essencial, em casa e nas empresas, particularmente as fabris. Confesso que me traria um sorrisinho ao canto da boca ver a EDP ter de repensar as suas tarifas devido a uma liberalização do mercado.

Sei que ainda é cedo, até 2015 ainda muita corrente eléctrica passará pelos fios de alta tensão mas a informação disponibilizada pela eventual concorrência é ainda muito escassa e pouco divulgada, a própria concorrência parece-me escassa relativamente ao enorme mercado em termos nacionais.

Passou-me sob o nariz um artigo que não responde ao essencial - creio que nesta altura ainda ninguém responde satisfatoriamente - mas dá resposta a muitas dúvidas, direitos e obrigações; Preços? Mais euro menos euro, não vejo nada no horizonte que me possa mudar a cara quando olho para a factura, venha ela de onde vier.


 «Tudo sobre o mercado livre de electricidade»
In "Sol"  - 2 de Maio, 2013

«Com a extinção das tarifas reguladas da electricidade a 31 de Dezembro de 2012, substituídas pelas tarifas transitórias, os consumidores terão três anos para poderem escolher um operador do mercado livre.

O calendário definido pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) fixa duas fases para a extinção das tarifas reguladas, sendo que desde 1 de Janeiro de 2013 acabaram as tarifas para todos os consumidores de electricidade e gás natural, isto é, com potência contratada até 10,35 kVA no caso da electricidade e um consumo anual até 500 m3 no caso do gás natural.

Tire as suas dúvidas:

O que significa o fim das tarifas reguladas?
O fim das tarifas reguladas significa que os preços de venda de electricidade e de gás natural aos consumidores deixam de ser fixados pela ERSE, passando a ser definidos pelas empresas presentes no mercado. Até agora, para fornecimento de eletricidade, há ofertas da EDP Comercial, da Galp, da Endesa, da Iberdrola e da Gas Natural Fenosa.

O que é o mercado liberalizado?
O mercado considera-se liberalizado quando vários comercializadores podem concorrer livremente em preços e condições comerciais, observando as regras da concorrência, a lei geral e os regulamentos aplicáveis. Outras actividades, como o transporte e a distribuição de electricidade e gás natural, vão continuar a ser reguladas e os seus operadores serão obrigados a fornecer os serviços aos operadores finais em condições de transparência e não discriminação.

Quando se conclui o processo de liberalização?
A conclusão do processo de liberalização dos sectores energéticos da electricidade e do gás natural significa que todos os consumidores deverão escolher um novo comercializador de electricidade e gás disponível no mercado no máximo até 31 de Dezembro de 2015. Os consumidores já hoje podem fazer a sua migração do mercado regulado de electricidade (no qual estão a maioria dos consumidores portugueses, cerca de cinco milhões de clientes) para o mercado liberalizado (que tem actualmente 1,5 milhões de clientes).
Desde 01 de Janeiro de 2013 que, caso o consumidor opte pela tarifa liberalizada, não poderá voltar à tarifa regulada. No entanto, dentro do mercado livre, pode optar pelas várias ofertas e mudar de comercializador quantas vezes pretender. Quando assina um contrato de fornecimento de electricidade e de gás nenhum deles tem um compromisso de fidelização.

O consumidor vai pagar para mudar da tarifa regulada para a tarifa liberalizada ou, quando estando na liberalizada, terá encargos para mudar de operador?
Não. Todos os processos de mudança são gratuitos, sendo accionados assim que o consumidor contactar e contratar um novo fornecedor de energia. A ERSE alerta que os portugueses devem estar atentos às ofertas comerciais das várias empresas fornecedoras de electricidade e gás natural que estão a operar no mercado, em princípio, mais competitivas que o regulado.

Quais os passos para mudar de comercializador?
Um consumidor que pretenda mudar de comercializador de energia eléctrica ou de gás natural, quer seja no âmbito da extinção de tarifas reguladas, quer seja pela procura de melhores condições de fornecimento, deverá seguir três passos fundamentais: consultar os comercializadores, comparar e escolher preços, condições de pagamento, prazos, promoções, etc. A ERSE tem um simulador na sua página de internet.

Quanto custa a mudança de comercializador?
A mudança de comercializador não tem custos para o consumidor e deverá ocorrer no prazo máximo de três semanas.

Qual a duração do processo de mudança de comercializador?
Após a celebração do contrato de fornecimento com o comercializador escolhido, este inicia todos os procedimentos necessários, sendo que será feita em cerca de cinco dias úteis. Após a concretização da mudança, o antigo comercializador está em condições de emitir a última factura de energia (factura de fecho) e o novo comercializador começa a fornecer com as condições negociadas com o consumidor.

Para concretizar a mudança de comercializador o consumidor precisa de alterar algum equipamento ou alguma característica das instalações?
Não. A mudança de comercializador é uma mera transferência de relacionamento comercial, pelo que no processo de mudança não são alterados equipamentos ou características da instalação de consumo, tais como, a potência contratada ou o escalão de consumo.

A quem posso recorrer em caso de reclamação ou dúvida?
A comercialização de energia eléctrica e de gás natural está sujeita a regulação da ERSE, no que respeita às condições e práticas comerciais junto dos clientes. Em caso de reclamação ou dúvida na aplicação dos seus direitos, poderá recorrer à ERSE ou a organismos de defesa do consumidor.

O fornecimento de electricidade ou gás natural pode ser interrompido na mudança de comercializador?
Não. A mudança de comercializador pressupõe a existência de novo contrato de fornecimento de electricidade ou de gás natural. Após a assinatura do novo contrato, o novo comercializador trata de todos os aspectos técnicos relacionados com a transferência da relação contratual. Até à data de concretização da mudança de comercializador, o fornecimento de electricidade e gás natural mantém-se com o anterior comercializador.

Vale a pena mudar para o mercado livre se tiver uma tarifa bi-horária?
Em princípio não porque as ofertas no mercado livre não oferecem qualquer desconto sobre a tarifa regulada. No entanto, se pretender uma factura única, em que agrupa o gás e a electricidade, já poderá compensar.

O que vai acontecer depois de 31 de Dezembro de 2015? Se não mudar para o mercado livre fico sem electricidade?
Sim. Segundo o que está estipulado, quem não fizer a sua alteração de contrato para o mercado livre, o consumidor ficará sem fornecimento de electricidade ou gás a 1 de Janeiro de 2016.

A electricidade vai ficar mais barata durante o processo de liberalização?
Não, a não ser que aconteça uma queda brutal do preço do petróleo e do gás natural nos mercados internacionais. A ERSE vai rever os preços das tarifas reguladas de três em três meses, sendo que as empresas a actuar no mercado estão a aplicar descontos sobre as tarifas reguladas. Se o preço sobe na tarifa regulada, implicitamente sobe no mercado livre, embora com um desconto.»


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ZERO DESPERDÍCIO

FINALMENTE!

PARABÉNS PELA INICITIVA E PELA ADESÃO


«Se vir o selo "Zero Desperdício" num restaurante, supermercado ou hotel então é porque está num estabelecimento que aderiu ao nosso movimento.
Ou seja, todos os excedentes alimentares em perfeitas condições de higiene e segurança são recolhidos por instituições de solidariedade social que os distribuem pelas famílias que mais precisam.
Assim, já sabe, o selo identifica um parceiro Zero Desperdício!»


«PORTUGAL NÃO SE PODE DAR AO LIXO»
«Cerca de 360 mil portugueses passam fome. Enquanto isso, estima-se que todos os dias 50 mil refeições são desperdiçadas de norte a sul do país. »

«O movimento Zero Desperdício está a aproveitar os bens alimentares que antes acabavam no lixo – comida que nunca saiu da cozinha, comida cujo prazo de validade se aproxima do fim, ou comida que não foi exposta nem esteve em contacto com o público – fazendo-os chegar a pessoas que dela necessitam. 
Ao entrar num estabelecimento com o selo Zero Desperdício, tem a certeza de que todas essas refeições são aproveitadas e encaminhadas para a mesa de alguém. Uma iniciativa em que os estabelecimentos e os seus clientes participam sem gastarem um cêntimo.»

http://www.zerodesperdicio.pt/

. https://www.facebook.com/zerodesperdicio


CADA UM É PARA O QUE NASCE

DESDE QUE TENHA RENDIMENTOS PARA TAL

 

O nosso José viajou sozinho em classe executiva de Paris para Lisboa... Pessoalmente não estranho, uma pessoa sabe lá se "aquilo" é contagioso... Pode ser que tenha tido oportunidade de fumar um cigarrito à sucapa.

«Passos em económica e Sócrates em executiva» 
 Expresso - 14 de Maio, 2013


«Pedro Passos Coelho teve na tarde desta terça-feira uma inesperada companhia no voo da TAP que o transportou de regresso a Lisboa, depois da apresentação em Paris do relatório da OCDE sobre Portugal: nada mais, nada menos do que o mais famoso estudante português na cidade-luz, José Sócrates.
Mas, além dos cumprimentos de circunstância à partida e de uma breve troca de palavras à chegada, o primeiro-ministro não terá tido oportunidade de trocar impressões com o ex-primeiro-ministro sobre a reforma do Estado.

Tão perto e tão longe, o primeiro viajou em classe económica, obrigado pela regra que impôs a todo o governo no início do mandato. Livre de tais constrangimentos, o ex-primeiro e comentador dominical da RTP viajou em executiva. Onde, aliás, era o único passageiro.»

COMO UM SONHO PROFÉTICO

O autronauta Chris Hadfield, da Agência Espacial Canadiana, após passar cinco meses no espaço como comandante da E.E.I. fez uma despedida em grande com a espectacular gravação  do super-êxito de David Bowie "Space Oddity" ( 1969 - quando as estações espaciais eram ficção e sonhos) que ganhou contornos de canção profética um pouco ao jeito das obras de Arthur C. Clarke, salvaguardando as devidas distâncias



Já anteriormente este Coronel havia publicado um video com fotos suas tiradas a bordo da Estação Espacial com o fundo musical original de "Space Oddity" cantada por Bowie. Um Comandante criativo sem dúvida, um homem polifacetado que é tido como o mais "cool" dos astronautas inter pares


















DAVID BOWIE - SPACE ODDITY - 1969 ORIGINAL VIDEO




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DESCULPEM QUALQUER COISINHA, SIM?

Eu portei-me bem, a sério

Até fui ver o jogo, por minha sugestão, com um bom amigo benfiquista a um restaurante de um outro benfiquista simpático; Estava rodeada de "lampiões", aquilo mais parecia um galinheiro,  e portei-me impecavelmente.

Não mandei SMS's provocatórios nem mensagens... E havia muito, muitíssimo, quem as merecesse: levei o campeonato inteirinho a aturar as maiores baboseiras e,até, arrogâncias, a benfiquistas, fartei-me de ver fotos com Leões esmurrados e em estado de coma.

Ontem portei-me bem e hoje fui discreta e silenciosa, aparte um ou outro comentário com um ou outro correligionário sportinguista no "facebook" acerca do silêncio quase sepulcral que flutuava por aquela rede social desde a noite de ontem; até se sentia uma espécie de bruma fantasmagórica...


Portei-me bem, já passa das 22h...
Mas agora já não me aguento, já me escaqueirei a rir... Não dos meus amigos benfiquistas, Deus me livre, sei bem como caiem mal as gargalhadas de adversários insensíveis quando sentimos o peso da derrota sobre o nosso humor.
Escaqueirei-me a rir quando via a "Tia Eva", Senhora hungara fan de futebois, dar largas à sua boa disposição rechonchuda ao lembrar o derby de ontem. Impagável!

BOAS CAUSAS, BOM MARKETING

ESTE É O TIPO DE MARKETING QUE ME LEVARIA A ENTRAR NUM RESTAURANTE.

DEMAGOGIA OU GENEROSIDADE TANTO ME FAZ,
INTERESSA-ME O RESULTADO PRÁTICO

É IMORAL A QUANTIDADE DE COMIDA QUE DIARIAMENTE VAI PARA O LIXO
(onde pessoas a vão buscar)

Uma política de empresa deste tipo pode poupar muito em publicidade com iguais ou melhores resultados

Mas há outras formas de aplicar a ideia que não ficam atrás desta

É só uma questão de imaginação e boa vontade, o êxito segue-se.