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CADA UM É PARA O QUE NASCE

Tenho evitado falar do no ex-José-primeiro porque não há nada de novo a dizer e porque já teve protagonismo de sobra (agora só se fosse mesmo o julgamento que se impõe mas que não se faz) mas hoje não resisto, não posso deixar passar mais esta sua historieta, esta demostração de absoluta coerência de comportamento.

Lá estava José a comentar na RTP1 - obviamente não vi mas alguém me contou a bronca - quando resolveu prestar a sua homenagem a Eusébio (há oportunidades que não se podem desperdiçar...). Lá contou que é do Benfica desde pequenino (de momento é o que está a render...) e por causa do Eusébio, claro.

E então?
Então era o dia do jogo entre Portugal e a Coreia no campeonato do mundo de 1966.

Photo: Há indivíduos geniais. Outros são apenas ... mentirosos compulsivos!

Não é que ele aos 9 anos de idade se tornou benfiquista graças ao Eusébio? Ia para escola num célebre dia de 1966 quando Portugal perdia por 3-0 contra a Coreia. Ao chegar à escola ficou radiante porque Portugal tinha dado a volta ao resultado e ganhava por 5-3. É ele próprio quem conta na RTP na peça que segue em comentário.

Precisamos é de mais portugueses como ele para levar o país para... (não me ocorre o termo certo, sorry!). Pois é, já em pequenino ia para a escola nas férias (dia 23 de Julho) e ao Sábado! Imagine-se... Mais tarde veio a dedicar-se ao estudo ao ponto de fazer exames ao Domingo! Um exemplo!
Bolas! Outra vez não!
Quando o pequeno Zézinho, então com 9 anos, saiu de casa para ir à escola, contou ele, Portugal estava a perder por 3-0. Enquanto andava foi ouvindo alegres gritos de «Golo!» pelas janelas por onde ia passando.
Quando chegou à escola ficou muito contente: Portugal ganhava 5-3.

E então qual é a bronca?
Bem...
O jogo entre Portugal e a Coreia, em 1966, teve lugar no dia 23 de Julho, quando os meninos estavam de férias, e, além disso, foi um sábado...

Considerando que Zézinho tinha 9 anos, terá sido o dia em que foi fazer o exame da 4ª classe?

Sem comentários.

URUBUS? NÃO OBRIGADA

Há uma raça de gente que tem vindo a ter um papel crescentemente activo no mundo e aqui, pelo nosso belíssimo rectângulo. A sua influência faz-se notar de forma incontornável; a única fuga possível seria fecharmo-nos em casa sem jornais, televisão, rádio, vizinhos, e mesmo assim...
Refiro-me aos profetas da desgraça, aos arautos da tragédia, aos velhos do Restelo e todos os arredores, aos péssimistas, aos urubus, aos militantes do quanto pior melhor, aos revanchistas, aos que consideram que "se não é como eu quero não há-de ser para ninguém".

É a má notícia que vende, dizem. Talvez... São os desastres que abrandam o tráfego nas estradas, é um facto. Há nos humanos uma necessidade de dramatismo que os leva a querer experimentar o medo, o beco sem saída, o futuro negro. Gostam de contar histórias de desgraça, há mesmo os que se deliciam com filmes de terror. Será um vício em adrenalina? Será a necessidade de sentirem, e mostrarem, que «eles são maus e eu não sou assim»? A questão ultrapassa-me.

2013 foi um ano complicado, é inegável, mas foi um ano mau? Duvido. Duvido pela mesmíssima razão que assiste a uma ida ao dentista: retira-se o dente, limpa-se o abcesso... Dói? Dói, às vezes dói que se farta, assusta, põe-nos tensos dos pés à cabeça mas a manutenção de um dente infectado adoece todo o nosso organismo podendo mesmo matar-nos.

Os profetas da desgraça estiveram muito activos durante 2013, os arautos da tragédia não tiveram mãos a medir. Agora, há que continuar o tão produtivo trabalho e capar a esperança desde os primeiros dias do novo ano.

... Felizmente, no meio desse incansável exército, de vez em quando levantam-se vozes com a capacidade de se fazerem ouvir; ainda que por poucos, ainda que por horas. Renegam essas visões tenebrosas com a força de um fósforo num quarto escuro. É pouco, eu sei, mas por momentos podemos confirmar que não estamos fechados à chave com um monstro, podemos vislumbrar que há uma saída, podemos perceber que os profetas da desgraça, os difusores da tragédia, que ouvimos, que nos prendem a atenção, nos detêm, nos angustiam, nos vão vencendo sopro a sopro, frase a frase.

Pessoalmente, preciso de ir ouvindo essas poucas vozes que nos falam do lado positivo da vida, das coisas, da sociedade - são como lufadas de ar fresco no meio de difusores de podridão - confirmam-me que não sou a única que vê um horizonte para lá do nevoeiro. Não espero por D. Sebastião mas sei que quando o Sol se põe não desaparece da Terra.

A este propósito deixo uma crónica que vale o trabalho e o tempo da ler. Não se trata de uma visão optimista pintada com cores agradáveis, é antes um reflexo que os espelhos embaciados e borolentos se recusam a reflectir.

BOM ANO, cheio de Luz e Esperança viva.
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«O mundo não está assim tão mal, 

e Portugal também não»

JOSÉ MANUEL FERNANDES  - 03/01/2014


«O mundo vai mal. Eis uma frase de que poucos discordarão. E a maioria até acrescentará que Portugal ainda vai pior. A evidência parece tão evidência, que foi assim mesmo que Mário Soares, um incorrigível optimista, titulou o artigo que publicou no último dia de 2013. Mas… e se não for verdade? E se, ao contrário do que é percepção comum, o mundo estiver melhor à entrada de 2014 do que estava à entrada de 2013?

 Eu, que tendo mais depressa a ser um incorrigível pessimista, vou agora ser fiel a um dos meus outros instintos, o de contrariar a percepção comum. Para concluir que esta pode ser profundamente enganadora. A começar por essa ideia de que tudo vai de mal a pior. Irá mesmo? Será que no final de 2013 a humanidade está mais pobre, mais doente, menos culta, menos pacífica? 

 A resposta a estas dúvidas é simples: não, não está. Em 2013 a riqueza média por habitante deste planeta atingiu o seu valor mais elevado de sempre, 12,7 mil dólares. Essa riqueza ficou menos mal repartida do que estava antes, pois o crescimento foi maior nos países mais pobres, o que lhes permitiu aproximarem-se dos países mais ricos. A esperança de vida está a aumentar em praticamente todos os países do mundo, fruto dos avanços da medicina mas também de uma melhor alimentação e de melhores condições de vida. Há mais crianças nas escolas, sobretudo em África e na Ásia, e, imaginem, até há mais jornais a serem lidos. 

 Extraordinários avanços científicos continuaram a fazer recuar as fronteiras do desconhecido e a tornar possível o tratamento de doenças tidas por incuráveis. Tal como produtos inovadores continuaram a tornar acessíveis muitos bens e serviços que antes só estavam ao alcance de alguns. Hoje já há mais indianos do que americanos a usarem telemóvel e em 2013 o total de passageiros a fazer voos de avião chegou aos 3,1 mil milhões, o que corresponde a mais de 40% da população mundial.

 O mundo não é local perfeito, o bem que se deseja para a Humanidade estará sempre um passo além do possível, continua a haver demasiadas guerras, demasiada pobreza, demasiada opressão para que possamos distrair-nos um segundo que seja do esforço por melhorar a vida de todos e de cada um, mas tudo isso não nos deve levar a olhar para o mundo apenas com as lentes da nossa depressão e da nossa ansiedade. 2013 não foi um mau ano e 2014 será melhor para a grande maioria dos seres humanos, e isso é que importa.

 Se algo tem caracterizado a forma como olhamos para a nossa crise é a tendência para carregarmos nos tons sombrios e para procurarmos encontrar sempre o lado mais negativo de qualquer evolução dos nossos assuntos públicos. Lendo o que por aí se escreve e ouvindo o que se diz nas televisões, já ocorreram inúmeras “rupturas sociais”, o país “recuou 50 anos”, a pobreza “está por todo o lado”, a fome tornou-se uma realidade omnipresente e “a desigualdade aumentou” porque, ao lado da “miséria crescente”, “há cada vez mais milionários”. É certo que tem faltado, para tornar este quadro lógico, a explosão social violenta que tantos prognosticaram, mas isso vai ficando por conta dos nossos brandos costumes.

Com maior ou menor compreensão, ou revolta, com as políticas de austeridade, este foi o retrato que todos mais ou menos interiorizaram. E que muito poucos tentaram verificar olhando para as estatísticas. Até que surgiu, esta semana, a perplexidade com alguns indicadores.

O tema apareceu no blogue de Pedro Magalhães, Margens de Erro, num post intitulado “As consequências sociais da austeridade – algumas dúvidas”. Não posso aqui resumir todo o conteúdo desse texto, que é muito interessante e deve ser lido na íntegra, com todos os seus gráficos (http://www.pedro-magalhaes.org/duvidas/), pelo que fico pelo essencial. E o essencial é que Pedro Magalhães, quando começou a recolher dados para comparar as condições de vida nos países mais afectados pela crise com as atitudes dos seus cidadãos face à democracia, deparou-se com números surpreendentes. Números que, como reconhece, “não reflectem bem o que esperava encontrar”.

 Em causa estiveram várias análises comparadas envolvendo seis países (Portugal, Espanha, Grécia, Irlanda, Itália e Chipre): a evolução do risco de pobreza e de exclusão social, a evolução do número de pessoas a viverem em condições de grave privação material e a evolução da desigualdade social. Todos os gráficos apontaram para uma mesma conclusão: enquanto na generalidade dos outros países todos os indicadores sociais se degradaram muito depressa e de forma muito acentuada, isso não estava a acontecer em Portugal pelo menos até 2012, o último ano com dados estatísticos publicados. Daí a perplexidade de Pedro Magalhães: “O que explica que Portugal tenha, pelo menos à luz destes indicadores, escapado ao mesmo grau de aumento da pobreza e da privação material que se verificou nos restantes países, ou que as consequências em termos de desigualdade de rendimentos tenham sido mais graves em Espanha, Grécia ou até Itália?” Será que “as nossas políticas de austeridade foram mais ‘targeted’ de forma não afectar tanto os segmentos mais desfavorecidos, em comparação com os outros países da ‘austeridade’?”

Este texto suscitou um interessante debate na blogosfera, com outros autores a sugerirem deficiências nos indicadores utilizados – deficiências que de facto existem, mas não explicam tudo – ou a adiantarem algumas explicações possíveis. Infelizmente não dei por o debate ter chegado à comunicação social tradicional, o que é pena, pois estou certo que muitos ficariam tão surpreendidos com aqueles dados como ficou Pedro Magalhães.

 Julgo que uma parte da surpresa tem origem na forma enviesada e pouco objectiva, mas muito melodramática, como temos noticiado e comentado a nossa crise e a nossa austeridade. Na verdade o que aqueles dados parecem indicar – e sublinho o parecem por uma questão de rigor e honestidade intelectual, pois faltam elementos para 2013, o nosso ano mais difícil – é que os “cortes” afectaram em Portugal sobretudo as classes de rendimentos médios ou mais elevados, o que fez diminuir o rendimento disponível mas não afectou de forma dramática os rendimentos mais baixos. De resto basta lembrarmo-nos que os cortes salariais e os cortes nas pensões foram progressivos e que, no caso dos reformados, mais de quatro em cada cinco, os mais pobres, não viram sequer o seu rendimento afectado, para suspeitarmos que esses dados reflectem afinal escolhas de políticas públicas.

 Mesmo assim, como há outros factores que influenciam, e muito, a evolução de indicadores sociais como os referidos por Pedro Magalhães, o principal dos quais será o desemprego, é cedo para podermos responder às questões que coloca, em especial a de saber se a nossa austeridade foi ou não melhor calibrada do que a de outros países da Europa do Sul. Mesmo assim fica a evidência contra-intuitiva de que as coisas não terão corrido tão mal como se tem proclamado. Ou como esperaria quem apenas ouvisse as queixas de quem sofreu os cortes e nos quis fazer crer, porventura até com a melhor das intenções, de que a sua razão de queixa não era em causa própria mas em nome de quem está no fundo da escala social. 

 Nada disto transforma num mar de rosas a situação que vivemos, apenas ajuda a ser-se mais objectivo e rigoroso. Nada disto nos salvou do difícil ano de 2013, ou salvará de um 2014 que continuará a ser difícil. Mas tudo isto ajuda-nos a perceber melhor essa outra realidade que também começou a surpreender-nos na segunda metade do ano passado, a viragem na evolução do desemprego e nos principais indicadores económicos. Ou seja, há um retrato que se compõe e que nos permite ser um pouco menos pessimistas. Aproveitemo-lo. »

 Jornalista, jmf1957@gmail.com

"LISBON LAW" VS RFM

Eu sei que sou um bocado "gozona", um grande bocado... Também sou tolerante, muitíssimo tolerante, particularmente no que toca à vida e opções de cada um.
No entanto...
Ser tolerante, não pretender impor um determinado ponto de vista, o nosso, não implica ausência de espírito crítico; isso não é ser tolerante, é ser idiota.

Há uma semana, ou duas, apareceu pelos comentários da redes sociais um vídeo promocional de um escritório de advogadas vocacionadas, dizem elas, para a recuperação de créditos. Vocacionadas para isso e muito mais, digo eu sem qualquer intenção insultuosa.

Curiosamente, quando o vídeo apareceu o que me chamou a atenção não foram as intrépidas advogadas mas uma notícia no "Público".
Lida a notícia e visto o vídeo pareceu-me a que os factos noticiados, ou seja, as queixas na Ordem dos Advogados foram bem mais lamentáveis do que aquilo de que se queixavam: um vídeo, quanto a mim, despropositado, a raiar o ridículo mas ofensivo não.
Francamente, há coisas com as quais não vale a pena - ou o tempo - gasto a comentar ou criticar, muito menos a apresentar queixas infundadas, arcaicas e de um puritanismo desajustado. Se as dras. querem passar uma imagem de "Lisbon Law, What Else", ao melhor estilo Fox Life, é lá com elas, cada um dá a corda que lhe parece melhor e, se tropeçar nela, o trambolhão é seu.

Expõe a notícia que «alguns colegas» ( e mais não diz...) consideram o vídeo ofensivo: «As roupas acima do joelho e os saltos altos compõem o resto de um retrato considerado ofensivo por vários advogados.» (Vários? quem, quantos???)
Acima do joelho? Os saltos altos? Não me lixem... que pinderiquice burguesinha.
É isso que encontram para dizer????? Espantoso! Que falta de categoria!

Na altura o comentário que deixei na página de uma prima minha que "postou" o vídeo e a notícia foi apenas:

LISBON LAW, a estrear numa sala perto de si.
Estas senhoras, perdão, senhoras dras. , vêem muita TV mas o problema é delas, não é, de todo, meu e a O.A. estaria a querer mandar naquilo em que não manda. Hábitos antigos
 E nunca mais me lembrei do assunto, das senhoras dras., dos queixosos (que se me aparentam um quanto primários e esverdeados)

Aah... Mas hoje vi um outro vídeo promocional, de uma equipa da RFM, que me relembrou a coisa. Este sim, ao contrário dos "vários advogados" (???) que apresentaram a queixa à Ordem, este soube pegar no tal vídeo e toca-lo por onde merece, aproveitando ainda para fazer uma outra promoção com graça e espírito crítico. Sem falsos puritanismos de virgem ofendida.

Deixo os dois vídeos
Divirtam-se.



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MAIS UM RECOMEÇO

A VIDA TEM AS SUAS CORES PRÓPRIAS,
UMAS DAS QUAIS GOSTAMOS,
OUTRAS QUE NEM POR ISSO.
CABE A CADA UM DE NÓS PINTAR A VIDA COM AS CORES QUE PREFERE; O QUEIXUME E O AZEDUME NÃO ALTERAM COISA ALGUMA

FELIZ ANO NOVO


O PAI NATAL DEIXOU A RENAS E FOI DE AVIÃO...

O Natal não se faz de compras mas faz-se de alegrias, surpresas, carinhos e milagres. E de abraços, emoções, momentos felizes.

Dar (e assim receber) felicidade, sorrisos e desejos é uma atitude louvável e que todos os dias se pode ter; Mas no Natal tem um gostinho muito especial, um brilho bem diferente.
Comercialão ou não - deixemos a intelectualidade dar lugar às emoções - vejam lá esta alegre e recompensadora ideia posta em prática.
A publicidade feita com doçura, sentimentos e magia.

LÁ VAMOS NÓS OUTRA VEZ

Desde que me lembro de ser gente, e já vão umas décadas maduras, só não tive uma Árvore de Natal duas vezes: num ano em que não "fiz o natal" em casa e no ano passado - quando a um enorme cansaço se reuniu o facto de ter um cachorro que, como bom saloio, é maluco por coisas a brilhar, sejam bolas, fitas ou qualquer outro objecto que lhe provoque a curiosidade... e o natal presta-se a essas saloíces e outras luzinhas.


Este ano vou atrever-me, embora esteja certa de que um dia vou chegar e ver o meu cão grande todo enfeitado e o pequeno a rir-se de barriga pró ar.

Depois de um domingo dedicado à "agricultura natalícia" e à escolha de objectos apropriados lá me atirei à efémera tarefa de meter o natal cá em casa. Desconfio que vai ser trabalhito para me ocupar a semana inteira: o frio que me sobrecarrega leva-me a energia e a paciência mas tem de ser.

Tem de ser... este ano muito especialmente.
Todos os anos, em particular este último par, se diz «Este ano não há prendas, só para as crianças»... Pois. São as crianças, a família mais próxima, os amigos mais chegados, umas visitas que se fazem ou que se recebem, um carinho aqui, uma gracinha ali...
Mas este ano creio mesmo que as gracinhas e as ternuras vão ter de se manifestar de forma bem mais "Natalícia" e menos material. Digo eu, que só sei de mim...

Francamente acho que isto não é mau; más serão as razões subjacentes mas não tanto as consequências.
É bom que o Natal seja mais reencontro e partilha de tempo e companhia - com menos laços e fitas e papel de embrulho - com mais dar de si a quem realmente queremos e estimamos. E ter isto em mente a cada momento em que se celebre o natal, seja por opção ou à força do poder da conta bancária.

Tem de ser... este ano muito especialmente.
Vou enfeitar a casa, a porta de entrada, as janelas, a mesa, vou pôr luzes e velas acesas no coração, na cara, em todas as noites quando me for deitar
... E no Real Gana também.

Aprendi um pouco tarde, mas muitíssimo a tempo, que isto de «Ser Feliz» é uma atitude, uma decisão que se toma, todos os dias.

Um FELIZ NATAL a todos.

O HOMEM DO IMPOSSÍVEL

Não quero deixar passar em silêncio a morte de Nelson Mandela mas pouco ou nada resta a dizer: o estrondo que a morte deste invulgaríssimo homem provocou no mundo inteiro deixa chega para silenciar repetitivas palavras.

Na memória, na admiração, o que me fica é a admirável capacidade de, nas situações mais dramáticas e revoltantes, nunca ter saído da boca de Mandela um apelo à violência, à revolta da raiva e do ódio, que teria, indubitavelmente, libertado o inferno na África do Sul.
E fica-me também a constatação de um milagre: só por milagre um homem com a grandeza de alma de Mandela encontra, no mesmo espaço, no mesmo tempo e em posição de poder adequada, um interlocutor à altura como foi o presidente De Klerk.

Quando pessoas assim se juntam numa causa o impossível desiste.

FI-NAL-MEN-TE!!!

SERÁ QUE O NOSSO PAÍS SE VAI MESMO CIVILIZAR?
ESTE É UM BOM SINAL. ABRE A POSSIBILIDADE DE AGIR.
Mas é, ainda, pouco mais do que um bom sinal de um percurso de civismo humano.
Ainda não conheço a nova lei mas, ou muito me engano (e não engano) ou não chega, desde já sobra uma palavra: "domésticos". Então e os outros?



«Maus-tratos a animais domésticos 
passam a ser crime» 
«Parlamento aprova criminalização dos maus tratos a animais domésticos»
«O Parlamento aprovou esta sexta-feira um projecto de lei do PSD que criminaliza os maus tratos a animais de companhia e um diploma apresentado pelo PS para um regime sancionatório, que também alarga os direitos das associações zoófilas.
A votação destas iniciativas legislativas dividiu a bancada do CDS-PP, que teve liberdade de voto sem que tivesse sido definida uma posição oficial, conforme explicou o líder parlamentar centrista, Nuno Magalhães. 
O projecto de lei do PS foi aprovado com os votos a favor do PS, do BE, do PEV e do deputado do CDS-PP João Rebelo, os votos contra dos deputados do CDS-PP Raul Almeida, Margarida Neto, Abel Baptista e José Lino Ramos, e a abstenção do PSD, do PCP e dos restantes deputados do CDS-PP. 
O projecto de lei do PSD foi aprovado com os votos favoráveis do PSD, do PS, do BE, do PEV e do deputado do CDS-PP João Rebelo, os votos contra dos deputados centristas Raul Almeida, Margarida Neto, Abel Baptista e José Lino Ramos, as abstenções do PCP e dos deputados do CDS-PP Nuno Magalhães, Artur Rego, Michael Seufert, Cecília Meireles e Isabel Galriça Neto.»
In «TVI24 online» 6 Dez. 2013



APOLOGIES UMA GAITA... QUE MARAVILHA É O ALCIDES.

Yes, yes, yes, mas isso é cumbersa

Pela saúde do bom humor, que não se contenta com tretas e desculpas esfarrapadas, não deixem de ouvir o telefonema do Alcides para a Pepsi.
A Relações-públicas, mantendo um certo nível - a bem da verdade - bem tentou driblar a bola e/ou passa-la a outro... Mas o Alcides estava lá.
Assim sim, grande Alcides!

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MEIO SÉCULO SEM RESPOSTAS


«.../... For the simple reason that a number of the men who killed the President were former employees of the CIA involved in its anti-Castro underground activities in and around New Orleans. The CIA knows their identity. So do I... and our investigation has established this without the shadow of a doubt. Let me stress one thing, however: We have no evidence that any official of the CIA was involved with the conspiracy that led to the President's death.» 
Jim Garrison, 10 Out.1967

Link: A TEORIA DA CONSPIRAÇÃO
Entrevista de Jim Garrison à "Playboy, 10 Out.1967

Link: http://news.yahoo.com/jfk-assassination-anniversary-50-years-later/?cache=clear
10 Artigos publicados hoje, 22 Nov 13, na "Yahoo News"


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CONFESSO, SOU PIÉGAS

O primeiro golo de Portugal, marcado por Ronaldo, foi um golo fixe, como já vi muitos.

O SEGUNDO GOLO DE PORTUGAL, MARCADO PELO MEU MENINO, PELO NOSSO MENINO, FEZ COM QUE ME CHEGASSE UMA LAGRIMITA AOS OLHOS
Achei que aquele golo não ia ser possível: frente ao guarda redes, a tão pouca distância e com o matulão sueco a lançar-se às pernas de Ronaldo prontinho para a falta.

O TERCEIRO GOLO DE PORTUGAL, MARCADO PELO MEU MENINO, PELO NOSSO MENINO, FEZ-ME DAR UM SALTO DO SOFÁ, INCRÉDULA OLHANDO AQUELE ÂNGULO IMPROVÁVEL... VI A BOLA CHUTADA A UMA VELOCIDADE DE CORRIDA MALUCA E VI-A ENTRAR COMO SE FOSSE EM "CÂMARA LENTA". AAAHHH!  ROLARAM-ME LÁGRIMAS PELA CARA.

HUAU!





Golos de Ronaldo carimbam passaporte português para o Brasil - Desporto - Notícias - RTP


Curiosidades
A frase de um derrotado:

«Um Mundial sem mim não tem qualquer interesse»
 Ibrahimovic - 19/11/2013
Pronto, está bem, não se fala mais nisso, mesmo que ainda haja "Mundial" é como se não houvesse.(Hi-hi-hi)
Mas NÓS estamos lá, não é Ronaldo?

ACTUALIZAÇÃO

Só para os meus amigos, e a minha mãe, saberem que há uns ainda piores do que eu quando são invadidos pelas emoções futebolísticas da nossa Selecção (e do nosso menino); Não deixem de ouvir o relato do cavalheiro da Antena 3

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Útil nas mais diversas circunstâncias...

Confesso que, perante a insistência da TV Cabo, em me fazer as ofertas mais mirabolantes após eu os ter mandado ver se estava a chover e, em boa hora, os ter substituído pela Vodafone, um dia fartei-me, mesmo,  de tanta oferta e amabilidade: quando a desgraçada me ligou a perguntar se estava a falar comigo respondi-lhe em tom esganiçado: «Ai não, então você não sabe? A senhora foi presa... deu-lhe uma fúria e esfaqueou o técnico da TV Cabo, foi aqui uma grande desgraça, havia sangue espirrado por todo o lado, o homem ainda está em coma...».

Após esta estreia já utilizei "Modo Prisão" noutras circunstâncias semelhantes embora de forma menos pormenorizada - a senhora da TV Cabo foi uma excelênte audiência.

 A fórmula de actuação do vídeo abaixo segue o mesmo tipo de resolução radical mas com uma graça e inspiração dificilmente ultrapassáveis.
Não deixem de ver, pode vir a ser útil nas mais diversas circunstâncias.

 
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Goodnight Lou, it's time to say goodbye



 Não era um anjo, nem de perto nem de longe; 
enquanto artista, tinha o seu muito quê irresistível




Num instante mas com carinho

Diz aqui o relógio do computador que são 00h34. O meu filho veio agora mesmo dar-me o beijo de boa-noite antes de se ir deitar e disse-me assim:

«Passou o dia todo e não arranjaste um bocadinho para pôr os parabéns ao Steiner no blog, tu que sabes que ele dava a vida por nós... É um aniversário muito importante, a partir de hoje ele é oficialmente adulto...»
Ok, ok, ok. Pronto! Tens razão. Ok.  Vai dár-lhe uma daquelas guloseimas que lhe fazem mal que eu trato disso num instante.
«Num instante mas com carinho, sim mãe?»
Num instante passaram quatro anos... Desde o dia em que uma enorme bola de pêlo com patas e olhos, nascida na longínqua Hungria horas depois de o nosso Merlin nos ter deixado,  veio parar aos nossos braços. Um dia feliz.

É bom, muito bom, tê-lo por cá, na nossa família, é um ser de primeiríssima água.


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O DIABO E O QUERUBIM

Abstendo-me de fazer qualquer comentário, a fim de preservar o nível mínimo exigível num blog que se pretende livre de vulgaridades de gosto duvidoso no que respeita à traiçoeira arte do linguajar.
Limito-me a deixar a declaração proferida hoje por Mário Soares e a titular a fotografia abaixo exposta

"Nunca ninguém julgou, todos roubaram, mas nunca julgou, como é sabido. Porque é o Presidente da República não é julgado?" 
Mário Soares,16 Out. 2013

COM TRÊS PALAVRINHAS APENAS...

Não sou exactamente a fan nº1 deste senhor mas que ele sabe pôr o dedo na ferida é um facto:


"A Constituição deixa Governos irresponsáveis levar o País à falência mas não deixa um Governo responsável tomar medidas para o evitar"
Eduardo Catroga
16 Outubro 2013, 13:13 por Jornal de Negócios 

NÃO SOU O QUE QUISERAM MAS SOU O QUE QUERIAM

PERCEBERAM?

Querídíssimo José teve uma epifanea:  descobriu que é de direita!
Isto de passar uma temporada em Paris afecta qualquer um...
José está afectado, deliriou-se!
«Em entrevista ao jornal Expresso, o ex-primeiro-ministro e antigo secretário-geral do PS diz que se posiciona à direita no espectro político português. Segundo a edição online do jornal, que revela nesta quarta-feira um curtíssimo resumo, José Sócrates garante mesmo que é "o chefe democrático que a direita sempre quis ter".»
Eu diria mesmo mais:
José é o chefe que a direita sempre quis ter,
o que nunca quis ter,
o que a esquerda lamenta ter perdido (?),
o que a esquerda classificou como o adeus-ó-vai-te-embora,
aquele pelo qual a extrema-direita clama,
o tal que preencheria as preces da extrema-esquerda.
É o tudo em um, como um champô fatéla de super-mercado.
José, tu és o nosso champô fatéla, o nosso melhor ubipolítico (artista com o dom da ubiquidade ideológica)

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ISTO HOJE NÃO CORREU MAL

FACTO Existem figuras do regime angolano sob investigação pela justiça portuguesa, entre as quais o procurador-geral de Angola, João Maria de Sousa, o presidente do banco Atlântico, Carlos Silva, e as filhas do presidente José Eduardo dos Santos.
FACTO -  As “investigações a figuras angolanas ainda se encontram em curso no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) não existindo, por agora, nenhuma decisão final”.
FACTO -  O “Estado angolano, num processo em que é assistente, constituiu como seu representante o escritório de advogados PLMJ, no qual Rui Machete foi consultor até assumir funções como ministro do Estado e dos Negócios Estrangeiros”.
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José Eduardo Santos:
 «Só com Portugal, as coisas não estão bem. Têm surgido incompreensões ao nível da cúpula e o clima político actual, reinante nessa relação, não aconselha à construção da parceria estratégica antes anunciada».
 Após o discurso de Eduardo dos Santos, o ministro das Relações Exteriores de Angola, Georges Chikoti, disse que: 
«É necessário que os portugueses façam algum esforço para melhorar as relações com Angola .../... que as relações com Portugal podiam ser melhores, mas têm surgido dificuldades que impedem o estabelecimento de relações estratégicas.»
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Isabelinha das Farturas
 Santos de casa não fazem milagres
Será que lhes passa pela cabeça que o governo vai mandar arquivar as investigações que estão decorrendo em torno de figuras protegidas pelo regime angolano para «fazer algum esforço para melhorar as relações com Angola»?

Queiram Vócências desculpar o incómodo mas não basta ter dinheiro, vestir do muito bom e do melhor, fazer compras nas melhores lojas de griffe europeias da Av. da Liberdade, oferecer pópós topo de gama aos putos para eles se pavonearem pela noite do circuito Lisboa/Cascais despejando garrafas de champagne Cristal como se fosse pirulito; não bastam estas nem as outras, que passam pelos bancos, pelas off-shores, pelas acções empresariais que lavam mais branco e pelos cabeleireiros de luxo que desfrisam mais liso.

Queiram Vócências desculpar o incómodo mas não basta, como dizia aquela senhora, embora glosando sobre um tema não relacionado com a "cúpula", há une petite difference, e, deixem-se de parvoíces, não é na cor.
Vive cette petite difference!
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O dia hoje não correu mal: 
Portugal ganhou 3 a 0 ao Luxemburgo
O presidente angolano está de birra porque não lhe fazem as vontades.
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Há já quatro anos, durante a reinação de José, o Sócrates...
Sem comentários.

UM PEDIDO PESSOAL EM DEFESA DE QUEM NÃO SE PODE DEFENDER

Quem por aqui me segue com regularidade sabe que não sou muito de "ir em grupos", de publicitar e abraçar petições públicas, algumas das quais defendendo justas e nobres causas. Posso fazê-lo pessoalmente, por aqui nem tanto.
À excepção da(s) petição(ões) que repudiam esse monstro mal parido e vergonhoso intitulado "Acordo Ortográfico" não abracei mais nenhuma; posso ter aqui publicado uma ou outra, oferecendo uma informação ou um link, é provável, considerando que este blog  já vai tendo uns anitos, mas de momento não me lembro;  a única de que fiz «Causa Própria» foi de facto a que se recusa a aceitar o inaceitável "A.O.".

Hoje trago aqui uma outra causa, uma causa que também faço muito minha porque me revolta até às entranhas constatar a impunibilidade em que permanecem aqueles que maltratam, torturam e matam animais se encontram totalmente desprotegidos perante a lei.

Os animais estão desprotegidos e quem os quer proteger encontra-se impotente para o fazer. 
Esses crimes são inconsequêntes para os criminosos, têm consequências inenarráveis para as suas indefesas vítimas.


A União Zoofila publicou o texto que abaixo transcrevo, apoiando a Associação Animal
É um pedido justo e simples, toma o tempo de um "copiar/colar" para um e-mail dirigido aos endereços listados

A vós, que passam a visitar-me de quando em vez, e a todos os que, tendo animais ou não, amando os animais ou não, têm uma conceito de JUSTIÇA, peço, pessoalmente, que percam gastem 5 minutos do vosso tempo enviando esta mensagem.

Pode não ter efeito algum? Pode, mas não cruzamos os braços.
Obrigada.
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O próximo dia 25 de Outubro pode ser efectivamente o Dia do Animal em Portugal.Os deputados eleitos por nós, cidadãos portugueses, vão apreciar um projecto-Lei de Protecção dos Animais.

Nós, que acolhemos as vítimas, queremos que os agressores parem e acreditamos que será apenas possível travá-los se os maus tratos a animais forem, à semelhança do que já acontece em outros países europeus, considerados crime em Portugal e quem os pratica julgado. 
Por isso, subscrevemos o pedido da associação ANIMAL . Escrevam aos deputados "e peçam-lhes para que no próximo dia 25 de Outubro defendam o máximo número possível de medidas sugeridas pelo Projecto-Lei “Lei de Protecção dos Animais”, ao qual tiveram acesso durante o decorrer da Campanha “Um Passo em Frente - Por uma Nova Lei de Protecção dos Animais em Portugal”. Com a aprovação das medidas que sugeriu, o objectivo da ANIMAL é que, finalmente, se estabeleça um grau elevado e abrangente de protecção legislativa para os animais de Portugal. 

Ao enviar estas mensagens, estará a oferecer uma determinante ajuda para que os esforços de campanha e contacto com os grupos parlamentares que a ANIMAL está a desenvolver sejam bem sucedidos, a bem dos animais que nascem, vivem e morrem neste país.



A MENSAGEM:

Exmas. Senhoras,
Exmos. Senhores,

1) Considerando que é dever dos humanos respeitar os animais e assegurar que estes beneficiem de legislação que os proteja de forma adequada e eficaz;

2) considerando que esse dever é cada vez mais reconhecido e prezado, não só na sociedade portuguesa como em todo o mundo, e que tem levado governos, parlamentos e municípios de várias regiões do mundo a tomarem avançadas medidas legislativas e práticas de protecção dos animais; 

3) considerando que, embora este seja um dever do Estado Português, este não tem cumprido nem materializado este dever de modo minimamente satisfatório, tendo, até aqui, votado os animais a um abandono e a uma indiferença cruéis, permitindo, por acções e omissões, que muitos e graves males contra estes sejam cometidos num ambiente de quase total impunidade; 

4)considerando que o Estado Português, quer por não ter tomado medidas legislativas adequadas, eficazes, modernas e pró-activas, quer por não ter sequer conduzido uma acção satisfatória de fiscalização, prevenção e punição relativamente a infracções às leis vigentes de protecção dos animais, quer por não ter ainda proibido práticas cruéis, inaceitáveis e absolutamente desnecessárias, quer ainda por ter envolvido alguns dos seus organismos, entre os quais os municípios, em práticas cruéis contra animais, tem originado graves problemas que afectam os animais em Portugal; 

5) considerando que o estudo de opinião “Valores e Atitudes face à Protecção dos Animais em Portugal”,realizado em Maio de 2007 pelo Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES) do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), com base num questionário efectuado entre Fevereiro e Março de 2007 pela Metris GfK, deixou claro o modo como a maioria dos portugueses – muito significativa, em muitos aspectos, e esmagadora, em tantos outros – entende que os animais em Portugal estão, em termos reais, muito desprotegidos e devem, em diversas áreas, ser urgente e fortemente protegidos pelo Estado Português, 

Venho pedir a V. Exas. que defendam a implementação de uma Nova Lei de Protecção dos Animais, que considere todos os pontos, ou o maior número de pontos possível, do Projecto-Lei apresentado pela Associação ANIMAL.

Acreditando que V. Exas. terão, no próximo dia 25 – aquando da discussão em Sessão Plenária da petição de apoio ao Projecto-Lei acima referido –, uma atitude que reflectirá o meu pedido, despeço-me,

Com os melhores cumprimentos,
De V. Exas,

Nome:
Cidade/País:
E-mail:

 ENDEREÇOS: 

bloco.esquerda@be.parlamento.pt,
gp_pcp@pcp.parlamento.pt, 
gp_pp@pp.parlamento.pt, 
gp_ps@ps.parlamento.pt, 
gp_psd@psd.parlamento.pt, 
pev.correio@pev.parlamento.pt

conhecimento (Cc) a   «campanhas@animal.org.pt », 
de modo a que a ANIMAL possa saber o número de mensagens enviadas:

Por favor, envie sempre todas as mensagens - usando os contactos acima - para os Grupos Parlamentares 




A VIDA É: UMA SURPRESA

Da vida pode-se dizer quase tudo: que é maravilhosa, que é uma chatice, que é curta, que chega para nos fartarmos, e dezenas de "etc.'s" por aí fora. Consoante os momentos, as situações e, claro, as pessoas,  tudo isto é verdade, dentro do turbilhão em que nos enreda; a vida vai-se vestindo de cabra ou de santa, de bruxa ou de fada, de negro ou de arco-iris, representando os actos que precisamos viver. Estou convencidíssima de que Einstein tinha toda a razão quando disse que Deus não joga aos dados, por muito, tanto, que assim pareça, digo eu.

Se há coisa com a qual todos concordaremos é que a vida é surpreendente: um desenrolar de situações inesperadas, reviravoltas impensáveis, factos improváveis, ilusões e desilusões, gargalhadas do destino sobre os "Sempre" e os "Nunca", a transformação em fumo dos planos mais bem concebidos e delineados, com um fim que não se sabe se é "FIM" nem tão pouco quando chega.

A vida é para se ir vivendo de peito e mente abertos, com um ou outro acautelamento e dois dedos de testa.

Hoje, particularmente hoje e eu cá sei por quê, fui à procura de um vídeo no qual a Senhora Brandi Carlile canta a versão original de «The Story», servindo de tema musical a um fabuloso anúncio da SuperBock . Encontrei. (Vídeo I)

E encontrei também uma surpresa:
Imaginem que vão andando rua abaixo e deparam com realização ao vivo de um programa de TV;
imaginem também que há várias pessoas que vão cantar tentando a sua sorte no difícil mundo do showbizz;
E agora imaginem que, de entre essas pessoas, vos sai ao caminho esta maravilhosa "fera" com este vozeirão... (Vídeo II)

Estariam à espera? Pois é, a vida tem destas coisas, e de outras...





NO MELHOR PANO CAI A NÓDOA

Qual segundo resgate, qual quê, há esperança para Portugal: 
os E.U.A. fecharam... 
E nós continuamos, despreocupados a mandar bocas e a marcar grandes "marchas" exigindo aumento de salários.
Ah g´anda país o nosso que dá para tudo e continua aberto!

EM PORTUGUÊS, MESMO


SEM REVISÃO E ACORDO ORTOGRÁFICO!!! FIXE!

O DIA NEGRO DO TÓ-ZÉ

Ainda não percebi bem se o Tó-Zé é mais idiota do que mal-intencionado se antes pelo contrário, é mais mal-intencionado do que idiota.
... Mas desconfio de que é antes pelo contrário, ninguém chega a manda-chuva do Largo do Rato sendo assim tão idiota
Lá andava o Tó-Zé pelas arruadas a fazer pela vida quando, bem aconselhado, por certo, se sai a dizer que «hoje (23 Set.) é um dia negro para Portugal» porque, ao contrário do previsto, «Portugal não regressou aos mercados».

"Este é um dia negro para o nosso país - e digo isto com tristeza. O PS avisou que a estratégia escolhida pelo Governo era errada, porque o país está a empobrecer, os portugueses passam por enormes sacrifícios impostos pelo Governo, e o Governo falhou""Este é de facto um dia de grande preocupação para os portugueses e espero que o primeiro-ministro assuma esse fracasso, reconhecendo os erros""O primeiro-ministro deve explicar isso aos portugueses, não pode dizer que os mercados não o compreendem. Foi a sua política de empobrecimento que falhou e o país exige uma explicação"
E quando perguntaram ao Tó-Zé sobre a necessidade uma concertação estratégia política e social de médio prazo para que Portugal evite ser alvo de um segundo resgate financeiro este respondeu (?) que:
 "a questão fundamental é o Governo reconhecer que a sua estratégia falhou".

(pira-te daí, dessa pergunta, depressa Tó-Zé, se dizes a verdade mereces castigo)

Será que o Tó-Zé não percebeu mesmo o que se passou de facto? Ninguém o avisou? Ou estaria o Tó-Zé a fumegar negro para os olhos dos portugueses porque não estava nada à espera desta contrariedade -  que Portugal pagasse a dívida cujo prazo expirou a 23 de Setembro sem andar outra vez aí de mão estendida a pedir mais um empréstimo e a acumular mais divida?
Ninguém te explicou, Tó-Zé, por que é que Portugal não foi aos mercados?  Ou ficaste tão chateado que quiseste tapar o Sol com fumos negros?

Ó sua cavalgadura, Portugal não foi aos mercados porque não precisou. Ponto.

Provavelmente estavas à espera de que lá fosse o país herdado do teu camarada José, o Sócrates, pedir mais um empréstimo de 5,75 mil milhões de euros para pagar a dívida, contraída em 1998, que venceu dia 23 de Setembro.
Pois, mas não foi assim. O Vitor Gaspar não é rapaz para deixar os seus créditos por mãos alheias - por muito que custe a quem não o grama porque não quer pagar o que deve (Como dizia o outro José, as dívidas públicas não são para pagar).
Quando se demitiu, o Vitinho deixou o dinheirinho, os tais 5,75 mil milhões de euros, no Tesouro para o dia 23 de Setembro.

Não Tó-Zé, não foi um dia negro para Portugal, talvez tenha sido para ti, se houver memória.




DE TORTURA SABE O "INGINHÊRO"

Uma boa notícia: parece que Lula da Silva sabe escrever! Aguarde-se até fins de Outubro e poder-se-à ler o prefácio que elaborou para o livro de José, o Sócrates.

O livro de José, o propriamente dito, é uma adaptação da sua tese de mestrado defendida em Julho passado na Sorbonne (há coisas fantásticas, não há?) preparada entre croissants e o Bois de Boulogne durante o seu exílio estudantil (alguma vez havia de viver essa experiência...) em Paris.

Um mestrado é uma coisa boa, se não servir para mais nada servirá, pelo menos para legitimar uma licenciatura. Rapaz desenvencelhado este José!

A tese versa sobre a tortura nos regimes democráticos que, segundo ele «ganhou um novo peso nas discussões de filosofia moral dos países anglo-saxónicos após os atentados de 11 de Setembro de 2001 nos Estados Unidos.»
Não sei se também se debruçará sobre a tortura em que deixou os portugueses quando foi para Paris.

Prefácio o livro já tem; vou escrever a José oferecendo-me para lhe escrever o epílogo. Ah que gosto eu teria em escrever o epílogo a José!

Ah,  já me ia esquecendo e seria uma pena não ficar registado: esta obra prima de José - e digo "prima" por ser a primeira, em termos qualitativos acredito que o melhor ainda estará para vir, com este rapaz é sempre assim - tem o patrocínio da Fundação Mário Soares. Irresistível!


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NEM VOU COMENTAR

NEM VOU COMENTAR, NEM VOU COMENTAR, NEM VOU COMENTAR

mas não resisto a expôr uma pequena dúvida: será que eles, antes de se fazerem à estrada, estariam mesmo bem mortos?


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O TRIBUNAL CONSTITUCIONAL É PORREIRO, PÁ

Não há nada como ter um Tribunal Constitucional a zelar pelos interesses do povo, ou pelo menos pelos interesses de parte do povo... É difícil agradar a todos, pois claro.
Se o T.C. estivesse submetido a escrutínio popular eu gostaria de saber qual o resultado...

O Decreto-lei da Mobilidade é inconstitucional «por violar a "garantia da segurança no emprego" e o "princípio de proporcionalidade constantes dos artigos 53 e 18 número dois da Constituição da República Portuguesa"»; evidentemente, não serve os interesses do povo, ou de parte do povo. Está dito.

Se um qualquer Zé-português for empregado pelo o sector privado vai trabalhar onde for considerado necessário e enquanto for necessário. As empresas não são filiais da Santa Casa da Misericórdia, existem para dar lucro ou, pelo menos, para não dar prejuízo.

E se o Zé-português trabalhar para o Estado?
Ah, bem, aí o Estado que lhe garanta o emprego, quer seja necessário ou não, quer haja trabalho quer não e, se der prejuízo paciência, os outros Zés e Marias que se aguentem, está em causa  «o despedimento sem justa causa, que é ilegal em Portugal». Sem justa causa? SEM JUSTA CAUSA?



Assim posto é tão cretino que só pode ser demagogia, minha.
Demagogia uma gaita, é assim mesmo que o zeloso T.C. considera ser do interesse dos portugueses. (De quais portugueses? Dos que pagam os seus impostos?)

A colocação na requalificação pode ocorrer «por motivos de desequilíbrio económico-financeiro estrutural e permanente do órgão/serviço e após demonstração em relatório fundamentado e na sequência de processo de avaliação, que os seus efectivos se encontram desajustados face ás actividades que prossegue e aos recursos financeiros que estruturalmente lhe possam ser afectos».

Temos o país como temos mas não há justa causa para mexer no que é imperioso que seja mexido?

Segundo o T.C. o diploma da requalificação violava o principio da garantia da segurança de emprego garantido aos funcionários públicos que tinham o vínculo por nomeação (vitalício) quando transitassem para a modalidade de Contrato de Trabalho em Funções Pública.

Vínculo vitalício... Mas isto é normal? Alguém, com dois dedos de juízo, se tiver uma empresa contrata um funcionário constituindo um vínculo vitalício? Só o Estado, claro, que conta com os cobres alheios.


Após o chumbo do TC à admissão da a cessação do vínculo após 1 ano em que o funcionário no "regime de requalificação" não tenha conseguido uma recolocação,
quais são as  alterações transmitidas como «orientações» aos deputados da maioria parlamentar, para que estes proponham a alteração do diploma? 

A coisa funcionará (?) assim:

Uma determinada instituição estatal é considerada supérflua ou economicamente insustentável e é encerrada. Os seus funcionários transitam para outra instituição estatal... ou não. E se não?

Se não, durante o primeiro ano, continuarão recebendo 60% da sua remuneração anterior, até um limite de 1.257,6 euros e, após esse período, receberão 40% do seu salário, até um limite máximo de 838,4 euros, mas o salário mínimo nacional será sempre garantido como limite mínimo, caso esta percentagem represente um valor abaixo. Até quando? Até à sua reforma.

E se estes funcionários se empregarem no sector privado?
Mesmo assim o S.M.N. será sempre assegurado, actualmente 485 euros, e o que receber no sector privado, pala além deste mínimo, será é deduzido àquilo que recebe do Estado..
É bom!

Só uma perguntinha, quanto é que NOS custa manter estes funcionários sem trabalharem?

De já longa data é do conhecimento público que, em termos financeiros, e não só, o Estado emprega um excedente de cerca de 100 a 120 mil funcionários.
Quem os paga? Todos nós.
E se não houver com que os pagar?
Não faz mal, pede-se um novo resgate europeu, pago por todos nós, prolongando uma situação que nenhum de nós quer. Mas pronto, vamos vivendo.

A culpa? É do governo, se não conseguir impedir um novo resgate.
O Tribunal Constitucional, que tem vindo a mostrar-se o maior e melhor órgão da oposição, não tem nada com isso, só está a zelar por nós.
Porreiro pá!

COINCIDÊNCIAS DE UM RAIO

Encontrei no Facebook o seguinte link que me chamou a atenção:


Quando tentei abrir para lar o resto não foi possível, apareceu-me uma página de "Erro no servidor"
Depois tentei ir directa, saindo do Facebook para o site indicado na publicação:

«www.liberdadeeeconomica.com»

o resultado foi o mesmo:

A coisa irritou-me, um bocadinho.
Depois de várias voltas e teimosias consegui chegar a bom porto e aqui fica a notícia:
«Em outubro de 2012, Julie Keith, uma mãe do Oregon (EUA), enregelou-se: num pacote para Halloween “Made in China” que ela comprara na loja Kmart havia uma carta escondida meticulosamente. Grafada num inglês trêmulo, a mensagem
falava de um cenário de horror. O autor estava preso num campo de trabalho forçado no norte da China, trabalhando 15 horas diárias durante toda a semana sob o látego de desapiedados guardas.»
“Se você comprar este produto, por favor, mande esta carta para a Organização Mundial de Direitos Humanos” – leu Julie.“Milhares de pessoas na China, que sofrem a perseguição do Partido Comunista, ficar-lhe-ão gratas para sempre”.
« Entrementes, o autor – Zhang, 47 – conseguiu sair da fábrica-prisão. Como muitos outros ex-detidos, ele descreveu o universo carcerário socialista marcado por abusos estarrecedores, espancamentos frequentes e privação de sono de prisioneiros acorrentados semanas a fio em posições doridas. A morte de colegas por suicídio ou doenças fazia parte do pão quotidiano.
Corrobora-o Chen Shenchun, 55, que passou dois anos num desses campos: “Às vezes os guardas puxavam-me pelos cabelos, colavam na minha pele barras ligadas à eletricidade, até que o cheiro de carne queimada enchia a sala”, disse.
A maioria dos escravos-operários de Masanjia foi presa por causa de sua crença. Mas o regime os mistura com prostitutas, drogados e activistas políticos. As violências se concentram naqueles que se recusam a renegar sua fé.
Nem os responsáveis do campo de concentração, nem a Sears Holdings, dona da loja Kmart, quiseram atender pedidos de entrevista. Julie repassou a carta para um órgão governamental americano, mas a administração Obama adopta uma atitude de subserviência diante das práticas inumanas chinesas. Por exemplo, um funcionário disse que o esclarecimento deste caso levaria muito tempo. O que equivale mais ou menos dizer que ele nunca será esclarecido.
Como aconteceu com Zhang…
Da próxima vez que o leitor for comprar algum produto chinês, pense na tragédia que pode estar levando para sua casa.»
 Fonte: The Huffington Post e Daily Mail
Tradução: Instituto Plinio Corrêa de Oliveira
Texto revisto de "acordês" para português
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 O que me espanta não é a denuncia de escravatura na China, essa não será novidade para ninguém; o que acho espantoso é a dificuldade criada à leitura de uma notícia, que não me parece ser recente (refere Outubro de 2012) ao ponto de ser "barrarda" numa rede social e ser adicionada uma mensagem de erro a um servidor privado.

Ou então sou eu que ando a ver muitos filmes...

PODEM SER 10 MILHÕES DE EUROS

«Campanha pede um euro para os bombeiros portugueses»

Foi lançada uma campanha solidária no Facebook, que apela aos portugueses para que amanhã, sábado, dia 31, se dirijam à corporação de bombeiros da sua área de residência e deixem um euro 


«A ideia do criador do evento na rede social, Pedro Fonseca, é que o dinheiro conseguido seja usado para que os corpos de combeiros "comprem carros-tanque, mangueiras, material de protecção e de comunicação, ou o que quer que faça falta."

"Vamos ajudar nós aqueles que têm como um dos lemas a seguinte frase: "Não sabemos se voltamos, mas vamos sempre"

O promotor da iniciativa relevou, no Facebook, já ter enviado um email às associações de bombeiros a pedir que a informação sobre a campanha fosse enviada às corporações para que
tenham uma caixa ou alguém disponível para receber os donativos.»


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ANO DE AUTÁRQUICAS, POIS.



Não tem importância, é só a demissão da provedora responsável pelo canil e gatil da CML
Que inconveniência... pôs a "boca no trombone"!
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«HOJE TORNO PÚBLICA A MINHA JÁ APRESENTADA DEMISSÃO»
Provedora Municipal dos Animais de Lisboa

Hoje, dia 13 de Agosto de 2013, passam apenas 57 dias da minha tomada de posse enquanto Provedora Municipal dos Animais de Lisboa, nomeada pelo Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Dr. António Costa.

Nestes 57 dias, o sucesso que consegui obter no âmbito da missão que tomei em mãos é incomparavelmente inferior às dificuldades, às inverdades, a ausência de emergência, à inexistência de urgência que circunda a Casa dos Animais de Lisboa, as suas paredes actuais e aquelas que já há muito deviam estar erguidas. Os seus dirigentes e outra gente. As salas de quarentena que persistem em ser feitas de fumos de palco, as bactérias e vírus que se espalham gatil afora, e outras canil adentro.

 O que consegui foi um pouco para além do óbvio, e que tão pouco caberia a um “tradicionalíssimo provedor”: tirar algumas fotos e divulga-las pelo mais céleres dos meios actuais – o facebook -, dar informações legais a quem me as solicitou, procurar dar abrigo para animais abandonados, e pressionar muito, muitíssimo – trabalho que não se vê e, consequentemente, não existe para quem procura muito a cegueira. Conseguimos, num dia épico de 40º à sombra, fazer prevalecer a vida de um animal sobre a propriedade privada. Uso o plural porque sem um grupo de elementos da Polícia Municipal, seu Chefe e seu Comandante, dotados dos aparelhos de sensibilidade que deviam ser funcionais em todos os humanos e não são, e da coragem dos destemidos, sem eles, o Corujinha jazeria provavelmente morto há mais de um mês. Sem um dado Encarregado da Casa dos Animais de Lisboa o Corujinha jazeria morto, depois de uma doença contraída na Casa dos Animais de Lisboa que apenas podemos saber ser “provavelmente” uma parvovirose. Porque análises de sangue é coisa que não vi ali sucederem. Nunca. Nem quando nove gatos recolhidos da mesma casa, com o delicioso ar felino de pequenos bebés e aparência saudável, começaram a morrer fulminantemente em casa dos adotantes, a contagiar dramaticamente os gatos próximos, com diagnósticos concretos de calicivírus por médicos veterinários analistas da exames de sangue. A resposta, quando questionada, da equipa veterinária da CAL, foi “panleucopenia”, embora sem certezas porque, para não ser diferente, não se analisou sangue ou animais. Para quê? Afinal, estamos apenas a falar do canil e do gatil que alberga os animais da capital do país.

Desde o início afirmei e julguei existente, manifesto e intenso o respaldo do Presidente da CML, promotor das mudanças traduzidas no afastamento da anterior Directora do Canil/Gatil Municipal, Dra. Luísa Costa Gomes e nomeação do actual Director da Casa dos Animais de Lisboa, Dr. Veríssimo Pires; na criação da figura do Provedor Municipal dos Animais de Lisboa e consequente nomeação da minha pessoa para essa missão e; na criação de um Grupo de Trabalho presidido pela Sra. Bastonária da Ordem dos Médicos Veterinários, por elemento, veterinário naturalmente, indicado pela dita Ordem, pelo responsável pelo Departamento Municipal que tutela a Divisão responsável pela Casa dos Animais de Lisboa, pelo Director da mesma e por mim, na condição óbvia de Provedora. Esse respaldo não apenas não foi manifesto ou intenso, como foi totalmente anulado pelo afastamento do Senhor Presidente do assunto. Esse respaldo tornou-se para mim patentemente fugaz face ao paternalismo demonstrado pela Direção da CAL. Finalmente, tornou-se para mim claro que o meu sítio não é ou será alguma vez aquele em que se constitui um Grupo de Trabalho que alia peritos e os serviços municipais, sob o crédito e a batuta institucional da pessoa que ocupa a louvável posição de Bastonária da Ordem dos Médicos Veterinários, para um mês e meio depois ver essa figura institucional numa lista partidária candidata à vereação da Câmara Municipal de Lisboa. A promiscuidade que este acto indicia, noutras circunstâncias inocente, destrói completamente a credibilidade de um Grupo de Trabalho que se queria independente, analista ao ínfimo das práticas actuais da Casa dos Animais e recomendador rigoroso das boas práticas que devem marcar o futuro. “À mulher de César não basta ser, há que parecer”, já se diz há séculos. No dia em que soube deste encaixe de lista, a minha decisão entretanto já tomada tornou-se sólida como a pedra mais dura.
Eu acumulei o odioso de ser a cara dada pela Casa dos Animais de Lisboa, quando esta tem Direcção serena; o odioso dos anos em que nada se fez pelo canil/gatil municipal e ali se fizeram coisas impróprias de designação civilizada; o odioso de encarnar um demónio eleitoralista, porque há eleições autárquicas a 29 de Setembro. Tenho costas largas e pelos animais abrigados na CAL acumularia três vezes o odioso que me ofereceram. Se alguma coisa mudasse com urgência. Se eu visse mudança, cheirasse confiança, ouvisse certezas dignas, tateasse cães e gatos saudáveis. Jarra eleitoral não sou. E pouco me interessam os actos eleitorais, se o candidato é pessoa que aprecio ou não. Sempre disse a quem me nomeou que gostando pessoalmente de quem gostasse, gosto muitíssimo mais dos animais. Cada vez mais, friso.
Quando pessoas próximas souberam de antemão que tinha aceite esta missão, rapidamente me alertaram com preocupação para a areia na engrenagem do interior da organização camarária – que considero insustentável, disfuncional e auto proclamatória de nadas –, mas também para os ódios, mesquinhez, inveja e outros tantos adjectivos que pairam sobre a dita “causa animal”. Não estavam errados, até porque essas pessoas conhecem bem o dito universo. Povoado por grandes pessoas, de amplo coração, mas infelizmente ultrapassados em número por pessoas lamentavelmente pequenas, tacanhas e seriamente empenhadas em promover o insucesso alheio.
A quantidade de deseducados e candidatos a donos absolutos da verdade é tão grande que por vezes temo pelos animais que dizem amar e proteger, e que são tantas vezes repositórios de candidaturas à santidade e de desequilíbrios emocionais humanos graves. Lá está, o verdadeiro animal predador, aqui, é o ser humano. E o verdadeiro sabotador dos direitos e protecção dos animais são aqueles que mais batem com a mão no peito clamando conhecimento de causa, ao interessarem-se senão pela sua verdade, pelo seu quintal, pelo português hábito de dizer mal desinformada e gratuitamente. Tive o enorme desprazer de conhecer ou saber da existência de tal gente. Que provavelmente encomendam em correria foguetes para celebrar a minha demissão. Desproporcionados face ao fogo-de-artifício gigantesco que descreve o bem-estar de nunca mais ter de saber da sua existência e não ter qualquer dever de as ter por perto. O feminino não é género alheio à descrição.
Conheci também das melhores pessoas do mundo, e essas levo-as comigo, para a minha vida pessoal. Críticas, sugestivas, que sabem bem mais que eu mas não apregoam o seu generoso conhecimento, e que realmente ignoram o humano do lado para se focarem em quem interessa: os animais. Encontrei, também, nos funcionários da Casa dos Animais de Lisboa pessoas dedicadas, amantes dos animais que ali se encontram, desamparadas na fama formada sem proveito de serem reais bestas. Foram meus colegas, trabalhei com eles de igual para igual – coisa que efectivamente somos. Mudaram de atitude? Sentiram também que alguém mudou de atitude para com eles. E isso faz muita diferença.
Enquanto escrevo esta mensagem pública, estou em contacto com uma rapariga aflita com dois gatinhos recém-nascidos, que associação nenhuma consegue ajudar a acolher e tratar; com uma senhora que se torna minha comadre, pois juntas acolhemos a partir de hoje uma ninhada de uma mamã gata ferida por um cão, que findo o aleitamento terá de ser amputada pelo veterinário que cuida dos meus “miúdos”, que são a minha família; com um senhor que quer ir de férias e para isso “dá” a uma desconhecida após contacto telefónico, os gatos que tem desde 2009. Em nenhum destes casos me valho senão das minhas possibilidades. Não confio nas condições da ala do gatil da CAL para acolher estes gatinhos. De há duas semanas a esta parte, sou incapaz de promover ou sugerir tal coisa seja a quem for.
Custa-me sair, na medida em que uma batalha enorme aparentemente ganha era apenas uma patranha. Nem toda a boa vontade do mundo chega. Nem todo o querer do universo chega. Nem as mudanças lentas chegam. Quando tudo jaz, afinal, na ponta da caneta de um homem só.
As únicas vidas que me interessam, neste processo de agonia lenta e enorme frustração, são as dos animais. Graças a uma mudança efectiva, posso visitá-los, fotografá-los, mimá-los dentro do horário em que a Casa dos Animais tem portas abertas a visitantes. Levarei uma muda de roupa, que largarei em seguida, para não repetir o risco de transportar vírus para a minha família. Também eu senti na pele o que é ter uma bebé que amo em risco de vida, porque eu transportei comigo a doença que quase a levou. É um número, para além da impotência a que me reconheci remetida afinal desde sempre, que torna “irrevogável”, como é moda dizer-se, a minha demissão: 17. Dezassete gatos falecidos na sequência de doença e contágio, sequência fatal tremenda que começou numa sala da CAL e terminou em cadáveres de gatos que nunca tiveram senão a fortuna de serem amados pelos seus donos. Dezassete cadáveres. Com nome, família, casa e as muitas saudades que deixam. Mas afinal, terá sido só panleucopenia, diz-se lá do Monsanto.
Em geral, as pessoas esperam de uma pessoa que exerça uma tarefa pública, um distanciamento gélido a que se convencionou chamar “cunho institucional”. Se tal pessoa não agir de acordo com o protocolo institucionalizado, não passará de um “baldas” sem decoro. Impróprio. Desadequado. Que não leva a sério o que tem em mãos. Eu sou informal. Sou disponível para as pessoas. Sou aguerrida. Características, aliás, subjacentes ao convite para Prover pelos animais de Lisboa.
Os juízos ficam para quem pratica o desporto de julgar no tribunal doméstico. Para os obcecados, que os há. E para as candidaturas da verdade absoluta. Não sei, com franqueza, se haverá Provedor seguinte. É sorte que não posso desejar a alguém. Mas receber queixas e reencaminhá-las é o expectável de quem se siga. Para incomodar sonoramente, para mais em tempo eleitoral, já houve esta. Que não se repita o erro de não dominar a voz de quem sirva de “Ouvidor”!
Não abandono animais. Mas abandono pessoas e projectos que não são genuínos. Espero que haja grande esforço em provar que eu estava errada. Que tudo o que aqui aponto mude no próximo mês, e que eu engula as palavras escritas. Não as engolirei, porque sei-as tremendamente verdadeiras. Mas nada me importo desse esforço pelo meu descrédito, se tal servir os interesses dos animais que vivem na CAL e cá fora. Porque na verdade, tudo jaz, afinal, na ponta da caneta de um homem só.