Foi um sofrimento, uma exaustão, uma prova de fé.
Não não, não falo deles, dos nossos meninos, falo de mim!
Um jogo... vá, pois tem de ser;
Um prolongamento... começa ser tradicional;
Mas outra vez os penalties?!?!
É muito! É um despautério, uma violência!
Fiz figuras parecidas com as que fez o nosso capitão... Mas ele estava em campo, eu estava na tasca... Sorte a minha, emborquei um whisky entre a defesa de Rui Patrício e o remate final do Quaresma quase sem dar por isso.
Eu, que sou uma rapariga tão comedida perante as seriedades da vida, confesso que não me aguento à bronca com os futebóis da Selecção, vem-me o "Levantai hoje de novo o esplendor de Portugal" às veias e não há quem me ature.
Pronto, este já está, estamos entre o quatro melhores, que pintaróla!
"JÁ MARCHAREM"
Publicado por Alex. à(s) sábado, julho 02, 2016 0 comentários
« LET EUROPE ARISE ! »
19 de Setembro de 1946
Universidade de Zurique
Winston Churchill dirigiu-se aos países europeus, incluindo a Alemanha, para fazer um apelo à formação de uma organização regional para a segurança e cooperação na Europa
Diz ele logo no primeiro parágrafo do seu discurso:
If Europe were once united in the sharing of its common inheritance there would be no limit to the happiness, prosperity and glory which its 300 million or 400 million people would enjoy. Yet it is from Europe that has sprung that series of frightful nationalistic quarrels, originated by the Teutonic nations in their rise to power, which we have seen in this 20th century and in our own lifetime wreck the peace and mar the prospects of all mankind.
E um pouco mais à frente:
But I must give you warning, time may be short. At present there is a breathing space. The cannons have ceased firing. The fighting has stopped. But the dangers have not stopped. If we are to form a United States of Europe, or whatever name it may take, we must begin now.
Terminando assim:
Therefore I say to you "Let Europe arise!"
Sem comentários.
Publicado por Alex. à(s) sábado, junho 25, 2016 1 comentários
A GRÃ-BRETANHA DE SCHRODINGER
Este acordo é celebrado por maioria qualificada pelo Conselho, em nome da UE, após aprovação do Parlamento Europeu.
Os Tratados deixam de se aplicar ao país que efectua o pedido desde a entrada em vigor do acordo ou, o mais tardar, dois anos após a notificação de saída. O Conselho pode decidir prolongar este período.
Qualquer país que saia da UE poderá solicitar a respetiva reintegração, devendo voltar a submeter-se ao procedimento de adesão»
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Angela Merkel está preocupada, e com toda a razão. Além de tudo o que preocupa a Europa, a chanceler alemã foi o único lider europeu que teve a coragem de fazer o que devia humanamente ser feito face à desgraça, à dramática desgraça, dos refugiados em fuga de uma existência insustentável. E está a sair-lhe caro, muito caro, porque muita gente não percebe, não quer perceber, que os terroristas entram na Europa com ou sem refugiados. Aliás, já cá estão, com nacionalidades e passaportes europeus. O medo irracional gera a pior das cobardias: a ausência de solidariedade humana, e, já agora para quem lhe sirva a carapuça, a ausência de solidariedade cristã.
Matteo Renzi também tentou, ali mesmo à beira do Mediterrâneo com pessoas a morrerem-lhe nas praias, mas faltam-lhe os euros, sobra-lhe corrupção e também está a ser castigado: das recentes autárquicas à queda da bolsa em Itália, a segunda maior queda de hoje, tudo o demonstra.
Quero eu dizer, entre o "Remain" e o "Leave", Europa à parte, o que se vai revelar de facto melhor para a Grande Ilha, ser uma ilha ou pertencer a uma comunidade continental? Depois de birras, individualismos e nacionalismos como será viver "orgulhosamente I, Me and Myself"?
Pois, não se sabe, o "gato" ainda não foi observado, é o Reino do Princípio da Incerteza.
(A CGTP já hoje vomitou que os resultados do referendo britânico são:
« ...uma profunda derrota para interesses do grande capital, e acrescenta, confirma a rejeição das políticas federalistas e neoliberais impostas na União Europeia».
Impostas? Mas já alguém por cá legitimou nas urnas a "rejeição das políticas federalistas e neoliberais" da União Europeia?Nas últimas eleições a percentagem dos anti-europeus, feitas as somas, situava-se nos 18%. Não se habituam à democracia estes gajos... )
E Cameron vai-se embora... Não que faça grande falta, em última análise foi ele que começou este sarilho e deu um tiro no pé. A questão é outra... "Atrás de mim virá quem bom me fará", diz o povo. Aquele pessoal do "Brexit" é um bocado alucinado, inconsequente. Esses ingleses têm no ADN aquela vontade, que se tem vindo a tornar cada vez mais desfasada da evolução do mundo, que os leva a ter o volante à direita e a circular pela esquerda, entre outras coisas. A bem de quê? Francamente não facilita...Não me passa pela cabeça que, depois deste disparate, o prime-minister venha a ser um tipo como aquela espécie de Trump-feito-à-pressa, refiro-me ao alucinado Boris Johnson. God save the Brits!
Enfim, nem tudo é mau, ir a Inglaterra vai sair mais barato e até pode ser que baixe por cá o preço do whisky. E pode ser que aquela bruxa má, o lider do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, também se demita após lamentável campanha que fez, com um pé dentro e outro fora.
Como disse hoje o presidente do Conselho Europeu, o polaco Donald Tusk,"O que não nos mata, torna-nos mais fortes". Assim seja.
Publicado por Alex. à(s) sexta-feira, junho 24, 2016 0 comentários
MICROFONES HÁ MUITOS, SEUS PALERMAS!
O repórter classificou o comportamento de Ronaldo como "inaceitável"...
Teve sorte, Ronaldo é um tipo calmo.
Os repórteres sabiam que podiam gravar e transmitir imagens mas não estavam autorizados a fazer perguntas. Azar, este teve a "resposta" que mereceu.
Inaceitáveis são as palavras que se têm ouvido na comunicação social nestes últimos dias, não valem um calcanhar de Ronaldo.
Publicado por Alex. à(s) quarta-feira, junho 22, 2016 0 comentários
GET IT? DON´T BREXIT
Ainda na onda do marketing político, desta vez nada subliminar, antes absolutamente óbvio e explícito;
As melhores ideias são quase sempre as mais simples e esta é clara: não olhem apenas para o que dão, reparem no que recebem - mensagem que qualquer pateta entende, ou poderá entender, se não resolver bloquear as "little grey cells" num nacionalismo bairrista.
Ora vejam lá...
Made by:"Brickwall" http://brickwall.uk.com/
Publicado por Alex. à(s) quarta-feira, junho 15, 2016 0 comentários
SUBLIMINARIDADES PUBLICITÁRIAS
Desde muito nova que tenho uma paixão por publicidade, em particular pela comunicação de ideias e conceitos de forma não explicita, através de imagens, de mensagens simbólicas, intuíveis ou mesmo subliminares; atingir um alvo sem "apontar a arma" directamente, dando a volta por um caminho menos óbvio e mais criativo, mais imaginativo.
E dentro da publicidade "lato senso" deliciam-me as manigâncias do marketing político. Não me refiro, obviamente, a discursos, promessas, críticas e/ou demagogias mas sim a pequenos pormenores que, a maior parte das vezes, escapam à nossa consciência mas que ficam a germinar, cumprem o fim para que foram criados, sem ruído
Cá pela nossa terra faz-se muito boa publicidade (sim, e da outra também) comercial, já a política é uma verdadeira lástima, excepçãozinha aqui, excepçãozinha ali - uma excepçãozinha por campanha é uma sorte, por vezes uns, por vezes outros, normalmente uns mais do que outros - e a subtileza não é, de todo, o nosso forte. Há pormenores de imagem estúpida e continuamente descurados, por vezes pergunto-me se será de propósito ou por teimosia
Vem este relambório a propósito de uma gracinha que vi esta madrugada quando fui espreitar os resultados da "super-tuesday" das primárias do Partido Democrata lá dos States.
De facto, quando o tema são os pormenores, e não só, claro está, das campanhas e aparições públicas de candidatos, os americanos são exímios, chegam a ser exacerbadamente exímios, mas indubitavelmente eficazes.
Sobre o que me exaltou o sorriso e a admiração (admiração não no sentido de "surpresa" mas de "admirável", entenda-se) não vou tecer comentários, deixo à vossa inteira observação das duas imagens abaixo: a que surgiu nos ecrans e a que exemplifica subtilmente o "dois-em-um" pretendido.
Apenas uma pequena ressalva para aqueles menos habituados ou versados no linguajar inglês: não nos esqueçamos de que US significa United States tanto quanto US significa NÓS.
Aqueles que captarem entendem-me e os que não captarem que não se importem, a mensagem fica lá, a menos que não pesquem mesmo nadica de inglês.
I rest my case.
Publicado por Alex. à(s) quarta-feira, junho 08, 2016 0 comentários
O MAIS ENCANTADOR MARIALVA
Sabia que este dia havia de chegar e, quando pensava nisso sentia saudades
Que descanse em paz no lugar dos homens de alma nobre.
«O que é a aristocracia?
A aristocracia tanto pode estar no povo como noutra coisa qualquer. (...) O aristocrata é aquele que sobressaiu.»
Publicado por Alex. à(s) domingo, maio 29, 2016 0 comentários
A IGNORÂNCIA NÃO É UMA VIRTUDE
Excerto do discurso de Obama aos finalistas da Rutgers University, ontem, 15/05
(+ aos 20:00; Creio que se ouvirem tudo não darão o vosso tempo por mal gasto, é uma excelênte aula de ciência política democrática - p/ex: aos +37:00)
Até o mais bem humorado dos presidentes tem momentos em que lhe é impossível esconder que há coisas que chateiam a humanidade.
- "The world is more interconnected than ever before, and it's becoming more connected every day. Building walls won't change that"
- "To help ourselves, we've got to help others. Not pull up the drawbridge and try to keep the world out"
- "Isolating or disparaging Muslims, suggesting they should be treated differently when it comes to entering this country ... it would alienate the very communities at home and abroad who are most important in fighting the war against extremism, it also runs counter to American values."
- "Facts, evidence, reason, logic and understanding of science, those are good things. These are qualities you want in people making policy."
- "We traditionally have valued those things, but if you were to listen to today's political debate, you might wonder where this strain of anti-intellectualism came from"
- "Let me be clear as I can be: In politics and in life, ignorance is not a virtue. It's not cool to not know what you're talking about."
Publicado por Alex. à(s) segunda-feira, maio 16, 2016 0 comentários
O "NÃO TEMA" DO OUTRO
O "não tema / não questão" do mais elevado representante da nação portuguesa
Publicado por Alex. à(s) sexta-feira, maio 13, 2016 0 comentários
MARCELO - O PRIMEIRO TIRO NO PÉ
«Fico contente por a coisa se ter despachado à primeira volta, não fosse eu ver-me na contingência de ter de ir votar num personagem de carácter mais do que dúbio e andar 5 anos a rosnar de mim para comigo.»Não é preciso ser bruxa para saber que Marcelo vai arranjar caldos do arco-da-velha, dizer-se e desdizer-se como sempre se disse e desdisse no que toca às politicas, polítiquices, e outros factos políticos; ele é assim, velhaco E dansarino.
Esta semana não correu lá muito bem para o tio Marcelo, estão a começar a aparecer coisinhas para o chatear, para interromper o clima de doçura que tem temperado com o governo.
Primeiro veio aquela coisa dos subsídios às escolas privadas... Que coisa incómoda para Marcelo, espartilhante mesmo. Por um lado a farpa do PC ao governo de Costa, por outro aquilo que Marcelo entende perfeitamente e defende na sua privadíssima alma... Que desagradável.
Depois a questão do Acordo Ortográfico. É óbvio que Marcelo o considera uma aberração; é óbvio e ele não faz segredo disso.
Marcelo preparou-se para envergar o fatinho de super-heroi nacional e, de acordo com a grande maioria dos portugueses , erguer a sua espada em defesa da língua lusa.
As reacções não se fizeram esperar, ouviram-se palmas, gritos de "apoiado" e "muito bem" nas bancadas das redes sociais. Por exemplo no grupo do Facebook «Em acção contra o acordo ortográfico» , com mais de 72 000 membros, houve uma onda de esperança que se manifestou num sólido apoio ao Presidente da República.
Hoje Marcelo deu um tiro no pé. A desilusão é mais do que muita, a revolta fala de traição. Creio que terá sido o primeiro valente tiro no pé.
«Marcelo Rebelo de Sousa reacendeu a polémica do Acordo Ortográfico, colocando-o na agenda política, mas agora recua, sublinhando que se trata de “um não tema”. »
«O Presidente da República aproveitou a visita a Moçambique, na semana passada, para realçar que o facto de haver países que não ratificaram o Acordo Ortográfico (AO), nomeadamente Moçambique e Angola, poderia ser um bom pretexto para “repensar o tema”
Agora, Marcelo considera que o AO “é um não tema”, “uma não questão”, conforme declarações recolhidas pela Rádio Renascença, após a Assembleia Geral da COTEC Portugal, organização da qual é presidente honorário.
A posição do Presidente da República surge, num tom apaziguador, depois do desconforto que gerou em Cabo Verde e em Angola e na própria CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), onde o secretário executivo Murade Murargy salientou que “não há volta atrás no AO”.»In: http://zap.aeiou.pt/marcelo-ateou-fogueira-mas-agora-recua-acordo-ortografico-e-nao-tema-112417
É um "não tema"? Uma "não questão"?
Que raio é isso de um "não tema" quando aquela aberração está a ser imposta por vontades férreas aos portuguêses, que não querem por cá essa mmm.... Pois, isso.
Pior. Quem é esse Murade Murargy cá neste nosso mundo português para vir dizer que “não há volta atrás no AO”? E mais disse:
«Penso que é um debate desnecessário neste momento. As pessoas são livres de falar sobre isso, mas não há nenhuma controvérsia em relação ao Acordo Ortográfico”»

Um debate desnecessário? Por quê? Para quem?
Não há controvérsia? NÃO HÁ? Onde?
E, o pior de tudo, Marcelo consente.
O Presidente da República Portuguesa consente.
PORQUÊ?
.
EM MEIA DÚZIA DE PALAVRAS;
- O PRESIDENTE DA REPÚBLICA PORTUGUESA DISSE QUE QUER REVER O A.O.
- UM MURADE MOÇAMBICANO QUALQUER DISSE QUE NÃO HÁ VOLTA ATRÁS
- O PRESIDENTE DA REPÚBLICA PORTUGUESA CALOU-SE
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Publicado por Alex. à(s) quarta-feira, maio 11, 2016 0 comentários
O HABITO NÃO FAZ O MONGE, SEJA LÁ QUEM FOR O MONGE
Quando vi o resultado das eleições em Londres fiquei como o copo do outro: por um lado meio cheio, por outro meio vazio...
O anterior Mayor de Londres tem em mim um efeito hipertensor, como se não bastasse aquele ar desgrenhado, vagamente debochado, que - azar dos azares - lembra um Donald Trump feito à pressa, deu-lhe para se ensimesmar com aquela tragédia bairrista do Brexit em trejeitos de arruaceiro e nem a alma se lhe aproveita. Poderia ao menos ter a salvaguarda de envergar um carisma British conservador mas nem isso, o homem está nu de um mínimo de classe. Convenhamos, o pobre Boris não teria cabimento em episódio algum de Downton Abbey, pelo menos dentro de casa, fosse upstairs ou downstairsOk, chega de Boris, o homem é past tense, mas estou convencida que o candidato conservador, Zac Goldsmith, rapaz bem apessoado, foi irrecuperavelmente prejudicado pela performance do seu co-partidário Mayor.
Ou talvez não... E era aqui que queria chegar ao falar de copos pela metade.
Ocorrem-me variadíssimas pessoas, pensantes e aceitavelmente despreconceituosas, que teriam posto a priori um imediato entrave ao candidato trabalhista por uma única razão, existissem ou não outras: Sadiq Khan foi apresentado, antes de tudo o mais, como "o primeiro candidato muçulmano Câmara de Londres"...
Muçulmano ganhou presentemente uma carga emocional, e social, inegável; nem é preciso que estejamos a considerar tolerâncias, religiões ou filosofias de vida, basta o medo. A ameaça radical é muito real, o desejo de conquista absoluta é difundido de forma omnipresente. O "nós ou eles" está torna-se manifesto num nacionalismo desumano mas facilmente explicável.
Pois. Ameaçada também, e de que maneira, está a capacidade de raciocínio ocidental. Reagimos em auto-defesa, somos confrontados com a nossa fragilidade face à absoluta ausência de escrúpulos, a forma como pensávamos torna-se nublosa - é a lei da sobrevivência, puro instinto.
Pois. Mas não pode ser. A bem do lado positivo e luminoso da humanidade não podemos deixar que assim seja. A nossa vertente humana e racional está muitíssimo mais ameaçada dos que as nossas vidas, é essa que é urgente e fundamental que saibamos salvaguardar.
Quem é Sadiq Khan? De onde vem? Quais são as suas raízes?
Sabem? Eu não sabia.
Acabei de ler um artigo de opinião, editorial do D.N., por Ana Sousa Dias, que me colocou face ao copo meio cheio. Pois é, o hábito não faz o monge, seja quem for o monge, seja qual for o hábito.
Para além de compreender isto, por vezes, é preciso ter a coragem moral para pensar e agir de acordo com o que compreendermos. Que não nos falte.
«Sadiq Khan não foi eleito mayor de Londres por ser muçulmano, insistem hoje os jornais ingleses, como quem ralha ao resto do mundo por todos sublinharem esse lado do homem que se juntou ao Partido Trabalhista aos 15 anos. E têm razão, porque Sadiq foi escolhido por propor a construção de casas a preços acessíveis, o congelamento do preço dos transportes públicos e o não ao brexit, e fez uma campanha pela positiva. E porque lhe são reconhecidas a qualidade política e a capacidade de diálogo, características que o principal opositor evidentemente mostrou não possuir. E porque a capital britânica quer recuperar a identidade de cidade da abertura, da tolerância e da diversidade. Mas a verdade é que Londres elegeu um muçulmano que combate o extremismo, que foi alvo de uma fatwa por defender o casamento homossexual e que quis prestar juramento no interior de uma catedral anglicana. A questão religiosa está lá e pelo lado mais luminoso. O filho de um motorista de autocarros e de uma costureira, imigrantes paquistaneses, recebeu 1,3 milhões de votos e de imediato se mostrou pronto a zurzir o poder conservador e também o recente líder trabalhista, desaparecido dos holofotes desde domingo.
De Sadiq, o "Citizen Khan", como já foi chamado, há uma outra história ou um outro pai para contar: Naz Bokhari. Nascido no Paquistão em 1937, foi o primeiro muçulmano a dirigir uma escola pública no Reino Unido. Foi nessa escola, em Tooting, no sul pobre de Londres, que Sadiq aprendeu que era possível chegar longe independentemente da cor da pele e da origem social. Naz não se afirmava por ser um professor muçulmano mas por ser um bom professor, e como tal foi reconhecido no país e na comunidade educativa até à morte, em 2011. "Não é o que tu fazes ao longo da vida que realmente importa, é a herança que deixas para as gerações seguintes que faz a diferença", dizia o velho mestre. Deixou uma herança, de facto, através da fundação que se dedica a promover a educação de excelência. E deixou Sadiq Khan, também ele uma prova da herança de Naz.»
Publicado por Alex. à(s) segunda-feira, maio 09, 2016 0 comentários
TO BREXIT OR NOT TO BREXIT...

A propósito da bota que Cameron calçou para ir impor-se à Europa e que agora está a ter uma trabalheira para descalçar...
Mas sem esquecer um pequeno detalhe: o finíssimo British sence of humour subjacente à auto-crítica
Publicado por Alex. à(s) sábado, maio 07, 2016 0 comentários
UM POST POUCO DELICADO MAS SINCERO
Se não tivesse prometido à minha mãe que não usaria expressões impróprias, nem português vernáculo, aqui no blog, dizia-vos o que é que eu gostava de ir fazer ao túnel mesmo antes da inauguração... Até convidava os amigos e oferecia o papel, cor-de-rosa.
Que porcaria de gente!
Costa convidou e Sócrates disse sim.
Vai à inauguração do Túnel do Marão
05 DE MAIO DE 2016 - 21:34«O antigo primeiro-ministro José Sócrates vai estar presente na cerimónia de inauguração Túnel do Marão. O convite partiu do Governo.
Passos Coelho também foi convidado, mas disse não.»
Publicado por Alex. à(s) sexta-feira, maio 06, 2016 0 comentários
QUANDO OS INIMIGOS SÃO AMIGALHAÇOS
A campanha de Hillary publicou hoje um video.
Hillary não aparece, nada diz, nenhum democrata se pronuncia. Nem um só slogan do partido democrata.
A campanha de Hillary publicou hoje um video dando voz aos republicanos, ex-candidatos à presidencia para este ano de 2016 e de Mitt Romney, candidato republicano nas presidenciais de 2012.
Um minuto e dezoito segundos de referencias ao Donald, provável candidato republicano de 2016 se a convenção republicana não conseguir uma surpresa para "deitar a casa abaixo" - mas, dizem as más línguas, parece que não está fácil, parece que nenhum "presidenciável" se quer chegar à frente. Bota difícil de descalçar a que estes tipos arranjaram...
Com um opositor assim nem vale a pena gastar recursos de marketing para expôr razões, os próprios republicanos fornecem o material, em doses muito acima das necessárias.
Assim gosto. Gostei tanto que acho que vou fazer o jantar assobiando o "Stars and stripes forever"
Republicans agree: Donald Trump is reckless, dangerous, and divisive. https://t.co/fUkISvxMmc— Hillary Clinton (@HillaryClinton) 5 de maio de 2016
Publicado por Alex. à(s) quinta-feira, maio 05, 2016 0 comentários
Ó CARLOS, ENTÃO LÁ POR CASA, TODOS BEM?
Carlos César, devo confessar, não é rapaz da minha particular simpatia e, devo ainda acrescentar, não está esta total ausência de qualquer pontinha de afecto ligada a diferenças de visão política; pois não é por aí, nem chega a ser por aí, começa logo na minha falta de compaixão por aquele ar abrutalhado, aquela pesporrência alvar de "menino carlinhos", o puto das anedotas de escola primária.
Diz assim na revista Sábado on line:
«São cinco: além do líder parlamentar socialista, Carlos César, há outros quatro "césares" na administração pública e em cargos públicos. Aliás, toda a família: a mulher foi nomeada pelo Governo regional, o filho foi eleito pelo PS regional, a nora nomeada por uma secretária do governo regional, o irmão escolhido pelo ex-ministro da Cultura do actual Governo. »E continua... quem tiver curiosidade pode ler o resto AQUI
O que acho notável já nem é que o Sr.Carlos trate da família enquanto pode, isso parece-me ser apenas um acto de coerência tendo em conta de onde vem; o que acho giro é o silêncio sepulcral das bancadas que tanto se exasperam revolucionariamente contra os compadrios e na defesa dos interesses do povo. Então, pá, não andam a ler as notícias?
Como uma desgraça nunca vem só, e esta coisa da internet às vezes é uma chatice, a talho de foice nas "notícias relacionadas" vem a Google levantar a confortável camada de poeira que tinha enterrado uma indiscrição do semanário Expresso em Novembro de 2012...
Essa reza assim:
« Em Portugal, os escândalos têm prazos e critérios incompreensíveis. No verão, o Tribunal de Contas disse que o governo regional dos Açores gastou 27.400 euros numa viagem da mulher de Carlos César, o outro Alberto João. De Junho a Novembro, com a exceção de uma coluna de Camilo Lourenço, não vi nada sobre este assunto. Entretanto, o governo regional mudou, mas as perguntas continuam em cima da mesa: por que carga de água a mulher do presidente dos Açores tem uma actividade protocolar à parte? Para quê? Por que razão andamos a gastar dinheiro em viagens oficiais da mulher do presidente de um mero governo regional? Até parece piada.»E segue a abelhuda notícia, com tudo muito bem explicadinho, continhas feitas e tudo AQUI
Publicado por Alex. à(s) quinta-feira, abril 28, 2016 0 comentários
HAPPY 90TH BIRTHDAY MA'AM
Uma majestosa torre de força
Uma vida que atravessou vários mundos, no espaço e nos tempos
A entrega absoluta, e vitalícia, a um dificílimo papel que não lhe era, em princípio, atribuído desde Fevereiro de 1952 quando tinha apenas 25 anos
Uma mulher de invulgar fibra
Publicado por Alex. à(s) quinta-feira, abril 21, 2016 0 comentários
A EQUIDADE DOS "CIDADÃES" TRABALHADORES
Perdoem-me o incómodo da pergunta mas o princípio da equidade só vale para o género sexual de cidadães?
Então e servicinho no sector público, sustentado por todos nós, públicos e privados - menos por uns e mais por outros - o tempo vale mais por quê?
São menos 10 anos de descontos!!!
São menos 5 anos de trabalho!!!
Ou será que o trabalho , e descontos, suplementares exigidos ao sector privado é "Trabalho voluntário"? É dinheiro "da treta"?
Parece.me que sim porque esta equidade de direitos dos trabalhadores é, de facto, uma grandecíssima treta
Não sei se m'aguento com tanta igualdade democrática, tanta justa cidadania
«A porta-voz do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, afirmou este domingo em Coimbra que o trabalho voluntário "é uma treta", considerando que este só pode existir "depois de haver pleno emprego" no país.»
"Trabalho voluntário é uma treta" http://www.jn.pt/nacional/interior/trabalho-voluntario-e-uma-treta-5130643.html#ixzz46CvIxFz5
Querida Catarina,
por que não experimenta a ir uma semanita fazer trabalho voluntário, por exemplo, no I.P.O.? Aconselho-lhe o serviço de pediatria. Não conta para a reforma mas essa a menina já tem garantida
Depois venha cá falar-me de tretas, ok?
Publicado por Alex. à(s) segunda-feira, abril 18, 2016 0 comentários
TÁZAQUITÁZALIVARUM-ESTALO
Em verdade, em verdade vos digo que, em algumas situações, um bom par de estalos é um argumento; não será um grande argumento mas é uma declaração suficiente. Há no entanto uma ressalva a ser feita: um par de estalos não é coisa que se ofereça, ou bem que se dá ou mais vale estar calado, e quieto, porque por escrito pior um pouco.
Pois, mas não, "o filho do Soares" é assim, rancoroso e birrento, puto malcriado que reage mal, muito mal, a críticas. O melhor que se pode esperar deste puto arrogante quando criticado é uma qualquer frase ofendida começada por "Isso é muito injusto". Sei do que falo, ao vivo e a cores...
E uma segunda ressalva: quando se é ministro, mesmo "filho do outro", não é nada conveniente andar a oferecer porrada, nem sequer bengaladas, muito menos publicamente e (g'anda gaffe) a jornalistas.
Já estou como dizia o outro: "dêtésto-pobri".
Moral da história: não passam ainda 24horas sobre este lamentável episódio já uma petição para a demissão de João Soares tem 14.955 assinaturas. C'um raio, ainda nem chegou aos telejornais da noite...
No meio dos milhares, sim milhares, de comentários que fizeram a este e a posteriores posts do rapazola há um que não resisto a trazer até aqui; só pela gargalhada que dei.
Pela parte que me toca só tenho uma sugestão a fazer: Joãozito, mostra qu'és'homem, levanta o rabo da cadeira e vai dar os pares de estalos prometidos aos respectivos destinatários. Iss'é-qu'era!!!
Publicado por Alex. à(s) quinta-feira, abril 07, 2016 2 comentários
"TWO OF A KIND"
Irresistível!!!
Foi em 2010 mas agora é que dava um jeitaço
Começo a achar que a provável candidatura de António Guterres afinal não é assim tão má.
O primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, afirmou hoje que apoiaria uma eventual candidatura do Presidente do Brasil, Lula da Silva, ao cargo de secretário geral da ONU.
"Estaria na primeira fila desse apoio. Temos apoiado, em primeiro lugar, o Brasil no Conselho de Segurança da ONU, como membro permanente", afirmou Sócrates, em entrevista publicada pelo jornal Folha de São Paulo.
"O Presidente Lula é uma grande figura da política mundial. Não sou apenas seu admirador e seu amigo, como tenho certeza de que ele é jovem demais para se retirar da política. Tenho certeza de que ele desempenharia muito bem qualquer cargo internacional", salientou.
"Lula tem um capital político tão importante no mundo que seria um grande desperdício não o aproveitar. Não deixarei de insistir com ele para que não se retire da política activa ao nível mundial", afirmou.
"O Presidente Lula mostrou ao mundo que a esquerda no Brasil pode governar e pode governar com responsabilidade. O trabalho que ele fez foi absolutamente notável, quer do ponto de vista da afirmação do Brasil como uma grande potência política e económica", disse.
"Quero um país competitivo e moderno, mas com justiça social e igualdade. O que diferencia hoje as duas grandes famílias políticas, esquerda e direita? É o encaminhamento da igualdade. E, para isso, o Estado tem uma tarefa, como aliás teve na última crise", salientou.
"Muitos de nós que desvalorizaram a acção do Estado só se lembraram do Estado nessa última crise, em que foi preciso a acção do Estado para conter aquilo que foi a desregulação completa dos mercados financeiros", disse.
José Sócrates sublinhou que o "político, socialista ou não, tem de lidar com a realidade e responder à realidade" e que "o mais importante para a esquerda é que seja realista".
"Toda aquela esquerda que achou que devia comportar-se apenas com retórica e idealismo fracassou. Isso não serviu a ninguém, muito menos para os que precisam da esquerda para melhorarem suas condições de vida", afirmou.
Pelo menos numa coisa José tem toda a razão: Quer ele quer Lula souberam bem usar a esquerda para a melhoria das suas condições de vida.
E é bonito ver isto, José bem sabe como os amigos são para as ocasiões...
Se Lula da Silva fosse secretário-geral da ONU por certo encontraria um lugarzito para José entre os vice-secretários; nada como ter gente de confiança por perto, amigos do peito, amigos que entendam "da coisa"
Ele há coisas...
Publicado por Alex. à(s) quinta-feira, março 17, 2016 0 comentários
DIREITOS DAS MULHERES OU MULHERES A DIREITO?
Já me expliquei aqui, muito bem explicadinha, por que me faz brotoeja esta coisa do dia da mulher. Há dois anos tomei-me de razões e expus a minha frustração relativamente a este dia (AQUI); Em termos gerais encontra-se resumido no parágrafo abaixo:
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| Humanos, habitantes da Terra |
O desrespeito pelos Direitos da Mulher, seja lá isso o que for, não é em nada diferente do desrespeito pelos Direitos HUMANOS, do Ser Humano. Seja a violência, o direito de voto, a igualdade salarial, o o direito à educação ou tantas outras questões cujas violações são aberrantes, são violações de Direitos das Pessoas enquanto tal, não das mulheres ou dos homens. São problemas humanos.
O QUE É QUE AS MULHERES QUEREM?
De um modo geral as mulheres querem o mesmo que os homens, ou seja, as pessoas querem todas mais ou menos as mesmas coisas, variando mais as nuances de importância que atribuem - mais a isto e menos àquilo - do que propriamente a espécie de aspirações que têm.
Ao longo da vida já ouvi muitos homens dizer os maiores disparates acerca daquilo que pensam que as mulheres querem. Sei que há pessoas com os desejos e as aspirações mais dispares da "normalidade", coisas difíceis de imaginar, há gente para tudo mas se pretendermos generalizar não deveremos ir por aí.
Uma das coisas que mais me chocou foi a opinião de um amigo com quem almoçava, homem crescido e vivido, que se saiu muito honestamente com esta:
«As mulheres querem os homens até terem os filhos que pretendem, depois disso toleram-nos».Errado, as mulheres, muito menos hoje em dia, não "querem" um homem para ter filhos, e ainda menos precisam de o tolerar depois disso.
Não é isso que as mulheres querem.
Outro disparate, muito divulgado em piadas amargas e conversas de caserna, é:
«as mulheres querem é um gajo que pague as contas».Errado. As mulheres, como os homens, querem poder pagar as contas. Não nego que ainda vão havendo mulheres que preferem ser sustentadas a sustentar-se; é uma questão educacional e que vai abrangendo cada vez menos mulheres; a maior parte das mulheres sustenta-se e não é por isso que deixam de querer, ou passam a querer, um homem nas suas vidas.
O último dos disparates que vou referir é o simplista:
«as mulheres precisam de se sentir amadas, admiradas e protegidas».Isto não estará errado se tivermos em conta que se aplica a quase toda a gente independentemente do seu sexo, à excepção dos eremitas e pouco mais; se considerarmos como uma necessidade fundamentalmente das mulheres estamos a afastar-nos da realidade. Além disso, enquanto "necessidade fundamental", o caminho mais curto para perder esse tipo de suposto "amor e admiração" é a convivência intima com o amante admirador - qualquer mulher, por mais burrinha que seja, sabe isto - o "pedestal" dificilmente resiste à ramela matinal. Quanto ao "protegidas"... já lá vamos.
Não tenho qualquer formação que me permita mergulhar fundo no tema, tenho apenas mais anos vividos e convividos do que aqueles que, por certo, me restam. Isto é: já aprendi mais até aqui do que virei a aprender, pelo menos neste capítulo.
Dizia Aristóteles, e não constitui surpresa, que o homem, leia-se ser humano, é um animal social; quer isto dizer que a humanidade é uma espécie gregária, tende a viver socialmente, em conjunto.
Depois há a questão do sexo e da biologia. Aqui dá-se a tal divisão que leva, na maior parte dos casos, as mulheres a partilharem mais intimamente as suas vidas com homens e vice-versa. Essa é uma divisão física e biológica - importante, fundamental para a sobrevivência da espécie - que condiciona mas não define o lado não físico do que as mulheres querem.
O que as mulheres querem querem-no de qualquer ser humano, homem ou mulher.
É verdade senhores, por mais que vos custe.
Uma coisa é o parceiro sexual ideal, outra é o parceiro ideal e, entre um e outro, atrevo-me a dizer, as mulheres na sua majoríssima parte, se tiverem de optar, preferem o parceiro ideal ao sexo fabuloso.
Na sua busca por um companheiro que preencha as suas aspirações as mulheres procuram o mesmo que procuram numa boa amiga, adicionando a atracção sexual, a relação física e, algumas, não sei se muitas ou poucas, uma complementaridade social.
As mulheres querem alguém que as possa ver com as ramelas matinais sem as olhar de forma diferente. Querem poder ser quem são, com lágrimas e gargalhadas, medos e conquistas, segredos e confissões, sem que isso lhes traga insegurança ou julgamento; sem terem de disfarçar, fingir ou esconder; sem terem de ser perfeitas, bem humoradas e desejáveis sempre que o cavalheiro está presente. Querem ser a mesma pessoa que são quando estão sós, sem os cuidados inerentes à exposição social. A isto chama-se intimidade, amizade e confiança.
Confiança...
As mulheres querem alguém que seja capaz de quebrar lanças por elas. É isto o fundamental, mais do que tudo.
Não querem um ninja nem um agente treinado do FBI, querem que a pessoa com quem partilham a sua vida esteja a seu lado para o que der e vier, que não lhes falhe se precisarem de ajuda, que não se "arme em mais forte" se elas precisarem de ajuda.
Disse acima que de "serem protegidas" falaria adiante. Todas as pessoas, pelo menos de vez em quando, têm situações ou momentos em que precisam, ou gostariam, de se sentir protegidas. As mulheres não querem paternalismos - não são crianças - querem sentir que não estão sós quando optaram por não estar sós.
Poucas coisas decepcionarão tanto uma mulher quanto a ausência de uma atitude perante uma situação que a requeira. E poucas coisas conquistarão mais o seu reconhecimento e afecto do que uma atitude inequívoca no momento certo.
Esta protecção tem mais a ver com saber, e constatar, que alguém quebra lanças por nós do que com a protecção do macho guerreiro. Quem perceber isto percebe o fundamental, mas perceber não basta.
As mulheres, como os homens, têm as suas futilidades mas as das mulheres são as suas, as que fazem parte da sua maneira de ser mulher e que varia de mulher para mulher, são marcas da sua individualidade. Podem querer usar sapatos de salto alto e não é por isso que devam ser olhadas como predadoras em busca de caça ou despertar a desconfiança ciumenta. Podem gostar de blusas cor-de-rosa às florzinhas com rendas e folhinhos, serem niquentas com os filhos e com a casa e não é por isso que serão menos competentes e profissionais do que um fato-e-gravata-relógio-telemóvel.
Muitas mulheres, sobretudo as mais novas, preocupam-se muito com a aparência; é natural, é pela sua aparência que não maioritariamente lidas e julgadas, muito mais do que os homens. E os homens são uns tontos que se deixam manobrar pela aparência com uma previsibilidade quase infalível. Uma coisa vos garanto, na hora da verdade não é pela aparência que as mulheres querem ser tidas em consideração. O «és tão bonita» pode ser agradável, dependendo de como é dito pode até soar mal, mas nunca é satisfatório, mesmo quando parece.
E depois, já a outro nível, as mulheres querem respeito e reconhecimento. Quem não quer?
Querem que a sua opinião seja ouvida e levada em conta sem que as olhem como se fossem umas crianças parvas falando do que não sabem
Claro que há mulheres que parecem umas crianças parvas falando do que não sabem, mas isso não é exclusivo das mulheres, é uma síndrome disseminada pela humanidade.
As mulheres querem ser levadas a sério quando sabem que o merecem, não buscam condescendência nem um estatuto diferente.
Querem a sua liberdade individual de entrar e sair, pôr e dispor, decidir e escolher como qualquer adulto de pleno direito. Fico parva quando ainda oiço «vamos ver... vou perguntar ao meu marido se posso...» ou pior «nem pensar, o meu namorado matava-me se eu...». A certidão de nascimento de uma menina não tem anexo um título de propriedade transmissível.
Querem o reconhecimento do seu esforço, da sua dedicação, da sua presença, do seu trabalho, da sua inteligência, da sua personalidade... e dos seus iguais direitos de individuo humano, maior e capaz. Mesmo em casa, sobretudo em casa ou numa relação que se pretenda boa e duradoura.
Tudo isto de que falo não são desejos exclusivos das mulheres, óbvio, mas são factores que incontornavelmente entram na equação do que as mulheres pretendem dos homens, das pessoas.
É difícil? Não me parece mas a verdade é que a aplicação deste entendimento fica largamente aquém do desejável, quanto mais da realidade.
Estão tantas delas habituadas a ser consideradas seres "frágeis", como idosos, crianças, diabéticos ou doentes mentais, que não só aceitam esta separação de direitos como muitas, muitíssimas há que o celebram... e com alegria.
Publicado por Alex. à(s) quarta-feira, março 09, 2016 0 comentários







































