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LE PRESIDENT SOLEIL

OVAL OBAMA
OVAL TRUM
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In  Observador - 14/11/16

«A casa oficial de Donald Trump fica na 5ª avenida de Nova Iorque, na Trump Tower
Fica no 66º andar, tem três pisos e é inspirada no Palácio de Versailles.

O tom predominante é o dourado e o estilo o rococó, que marcou o séc. XVIII francês. Aliás, a maior parte dos pormenores são mesmo em ouro de 24 quilates e há candelabros e molduras com… diamantes.»
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Não tenho nada contra gente rica, muito pelo contrário, acho que devia de haver mais.

Não comento, por certo há quem me entenda.


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BARACK & JOE AFTERMATH

Não tenho a menor dúvida de que o sentido de humor é uma faceta da inteligência.
Pelo "Twitter" brinca-se assim para ir engolindo o raio do sapo


LEONARD COHEN

21 de Setembro de 1934 - 10 de Novembro de 2016


A hat and the sexyest voice

THE COOLEST GUY ON THE BLOCK



AND THE OTHER GUY...



Se tivesse banda-sonora poderia ser "Surrender":

T - «This was a meeting that was going to last for maybe 10 or 15 minutes and we were just going to get to know each other. We had never met each other. I have great respect. The meeting lasted for almost an hour and a half and it could have, as far as I'm concerned, it could have gone on for a lot longer.
.../... I very much look forward to dealing with the president in the future, including counsel. He explained some of the difficulties, some of the high-flying assets and some of the really great things that have been achieved»

Ora bistes!?!

AS 270 SOMBRAS DA DEMOCRACIA

Já não estamos em 1787.
Já passamos a primeira década do séc.XXI.
A comunicação e informação tornou-se global,
instantânea e individualmente acessível.

Eu, portuguesinha, não tenho nada com isso mas sofro desta mania de ter de entender o sentido das coisas:
Que sentido faz presentemente a manutenção de um Colégio Eleitoral em
detrimento do voto popular directo?
(sim, está bem, mas agora apetece-me fingir que sou completamente parva)

Aconteceu em 2000  (Buch 47,9% : Gore 48,4%) , já tinha acontecido antes por duas vezes e este ano voltou a acontecer (Trump 47,5% ; Clinton 47,8%  +283.289 v)
Trump teve uma grande vitória, huge! Teve?
Teve, de acordo com as regras, claramente estabelecidas e válidas para todos os candidatos-
Estas regras permitem a verdadeira expressão do voto popular?
Muitas vezes sim, outras vezes não; às vezes lá calha, desta vez não calhou.
...mas se eu fosse americana estava a fazer uma fogueirinha com aquelas páginazinhas da Bill Of Rights

Como perguntava ontem à noite um Prof. de ciências políticas muito pertinentemente:

With 92% of the total votes counted Hillary has 200,000 more votes nationwide than Trump.
Imagine if Trump lost and had more votes?!


Conseguem imaginar? Pois... RIGGED ELECTIONS!!!

Eu, portuguesinha, estou mais contente do que nunca por não ser americana;  e por cá podemos ter um primeiro-ministro que não foi eleito mas, pelo menos, sabemos exactamente por quanto ele perdeu as eleições.

SI NON È VERO È BENE TROVATO

Guys, temos de arranjar uma maneira de ocupar os media este fim de semana, é fundamental, temos de retirar a atenção à gaja

Segue-se uma "brainstorm"de disparates e propostas absurdas.
Até que alguém tem uma ideia brilhante, se for bem representada...

Um atentado! Quer, dizer, um risco de atentado iminente não concretizado!
Yeh!

Amanhã, ao fim da tarde no comício de Reno, para sair nos noticiários da noite, está lá a imprensa toda...
Quando chega aquela parte do discurso:
I'm gonna built a great wall
I'm gonna create thousands of jobs
It's gonna be a huge success
We gonna live wonderful times,
o gajo levanta o cartaz a dizer "Republicans Against Trump" e arma a confusão;
nessa altura dois gajos, um da cada lado, gritam GUN!
And then what?
What? Ó pá, quando os tipos dos serviços secretos ouvem gritar GUN ficam possessos, só há que ter a certeza de que eles ouvem.
Então e o gajo do cartaz, vai preso?
T'ás parvo? O gajo do cartaz vai ser revistado e interrogado e depois deixam-no ir, é só um tipo a exercer a sua liberdade de expressão, a vítima de um engano
E se o magoam?
Comes with the job, a recompensa sobra prá conta.

Depois de ver umas 45 vezes o momento em que os agentes dos Serviços Secretos agarram o Donald cheguei à conclusão de que não vai ganhar um Oscar, duvido mesmo de que seja nomeado...


 Vídeo da assistência no final do post.
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Poucas horas depois do comício em Reno, Nevada:

A Secret Service spokesperson said in a statement there was a commotion in the crowd and an "unidentified individual" shouted "gun," though no weapon was found after a "thorough search." 
...Austyn Crites, was then immediately detained and led out by a throng of police officers, Secret Service agents and SWAT officers armed with assault rifles to a side room.
A law enforcement official later told CNN no charges were filed against Crites.


After he was released from custody, Crites told reporters the incident started off when he raised a "Republicans Against Trump" sign.
“When I pulled out the sign, people around me were trying to grab the sign,” Crites told reporters, “And so all that was occurring was booing, of course. That’s what you would expect.” 
Crites said he was then assaulted by a group of people around him before anyone shouted anything about a gun. 
Several attendees told CNN they initially heard a person yell there was someone with a gun.
"... a guy in a red shirt just rushed right next to me, screaming, 'There is a guy with a gun,'" Shimon Cohen told CNN.
But asked if he saw a gun, he said, "No, I did not." 
Nota: No vídeo abaixo queiram atentar no "guy in a red shirt" com um boné azul e um auricular de tm na orelha direita que surge à esquerda do ecran por volta do 1:08; Já agora também podem reparar no loiro com barba e t-shirt escura, à direita,  que volta o olhar na direcção do primeiro (1:09) e segue observando até se pirar. 
Posso jurar que só vi as imagens da assistência depois de ter "considerado a hipótese" que descrevo acima mas se não perceberem por que a considero e por que valerá a pena atentar nas imagens têm duas opções: ou consideram que eu tenho a mania das conspirações e não pensam mais nisso, ou lêem umas coisas sobre linguagem corporal
A second person, Milton Zerman, said he "was watching Trump speak and I heard someone scream, "This guy has a gun," so I looked toward the guy he was talking about. It didn't look to me that he had a gun -- or at least I didn't see a gun -- but people were screaming that he did have a gun and immediately after that Trump was taken off stage.Trump was unharmed and returned to the stage minutes later to finish his speech. 
Donald Trump Jr., the nominee's oldest son, retweeted a supporter who wrote: "Hillary ran away from rain today. Trump is back on stage minutes after assassination attempt." - In CNN politics report
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NÃO FAZ MAL PENSAR NISTO

Caiu-me sob o nariz um poster que se encontra colocado na casa-de-banho das senhoras num bar em Lincolnshire, Inglaterra. No tal poster explica-se que se disponibiliza ajuda a quem sentir que se encontra numa situação de perigo ou mera desconfiança relativamente ao(s) seu(s) acompanhantes dentro do bar; nesse caso pode dirigir-se ao balcão e perguntar pela "Angela"; esta palavra-código alerta os funcionários para a situação e será chamado um táxi ou acompanharão a pessoa até ao exterior de forma discreta mantendo o(s) acompanhante(s) "debaixo de olho" dentro do bar.



É verdade que raramente se encontrará uma "Angela", ou qualquer prima dela, pelos bares e discotecas mas esta iniciativa lembra que a qualquer momento nos podemos dirigir à casa-de-banho e chamar um táxi pelo telemóvel ou escrever numa folha de papel-higiénico "Por favor chamem-me um táxi" ou "Preciso de ajuda para sair daqui sozinha e discretamente".


É, eu sei que parece evidente mas perante uma situação confrangedora nem sempre se consegue pensar na via mais fácil e mais segura.
O simples "Vou-me embora" pode despoletar reacções indesejadas das quais a mais frequente é o "Acompanho-te a casa" e o sequente diálogo chato que pode acabar mal; A simples "Saída-porta-fora" sozinha também não será a melhor das ideias, sobretudo numa situação de perigo, pressão ou ameaça.


Nota: 
"The #NoMore campaign, held from Sept. 26 to Oct. 2, was designed to raise awareness for ending sexual violence and abuse, support and empower victims, and help spread the word on the various support services the organization provides."
“The ‘Ask for Angela’ posters are part of our wider #NoMore campaign, which aims to promote a culture change in relation to sexual violence and abuse, promote services in Lincolnshire, and empower victims to make a decision on whether to report incidents,”
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LER PODE SER PERIGOSO (MAS É MAIS PERIGOSO NÃO LER)

Sem quaisquer comentários, absolutamente desnecessários,
sobre um artigo que é uma fonte jorrante de informação


José Manuel Fernandes 
no "Macroescópio" do Observador - 19 Out.2016

 
Esta segunda-feira participei numa conferência com Luís Amado (que foi ministro da Defesa e ministro dos Negócios Estrangeiros em vários governos do PS) para debater o mundo com que António Guterres terá de lidar como secretário-geral das Nações Unidas. Até entrar no auditório da AESE Business School, que organizava o encontro, eu julgava ser uma pessoa especialmente pessimista – sobretudo pessimista quando, olhando para o mundo perigoso em que vivemos, procurava pensar sobre o nosso futuro comum. Bastaram-me alguns minutos a ouvir Luís Amado para perceber que, se calhar, sou afinal um optimista. É que nunca ouvira ninguém dizer, preto no branco, que atravessamos aquele que é, provavelmente, o período mais perigoso para as relações internacionais, e para a paz no Mundo, desde o fim da II Guerra Mundial. Não vou aqui resumir os argumentos desenvolvidos nessa conferência, antes parto da simples constatação desse pessimismo para vos sugerir algumas leituras que, não sendo apocalípticas, suscitam suficientes inquietações para que deixemos de olhar apenas para o umbigo das nossas discussões domésticas e demos alguma atenção ao que se passa em redor. E também à circunstância de encontrar cada vez mais pessoas que, nos mais diferentes órgãos de informação, falam em “regresso aos anos de 1930” ou mesmo em “III Guerra Mundial”.
 
Um dos centros das tensões que cruzam o nosso planeta é, como tem sido nas últimas décadas, o Médio Oriente. Só que agora a zona de maior fricção deixou de ser a gerada como conflito israelo-palestiniano para passar a ser a complexa guerra civil – ou guerras civis – que têm vindo a destruir a Síria e o Iraque. Por isso a minha primeira sugestão de leitura é um texto da Spiegel, Battle for Aleppo: How Syria Became the New Global War, onde se coloca a questão que não pode deixar de ser colocada: “Could escalation between Moscow and Washington be on the horizon?”Eis alguns dos sinais inquietantes da actual escalada: “Because Russia is taking part in Assad's air strikes on civilians, the US last week withdrew from all peace talks. In response, Russia pulled out of a deal for the disposal of surplus weapons-grade plutonium -- which can be seen as an indirect threat to use atomic weapons.” Quanto à situação em Aleppo, esta ilustração da mesma Spiegel é bem ilustrativa da forma complexa como se alinham as diferentes frentes de batalha:
 

(Se não virão ainda, não deixem de ver este pequeno video, legendado pelo Observador, bem revelador do grau de destruição de Aleppo e que foi filmado por uma câmara instalada num drone.)
 
Na Spectator, Paul Wood vai directo à interrogação com que abri esta newsletter: Could the conflict in Syria lead to world war three? Relations between America and Russia are now worse than at any time since the Cold War. Misto de reportagem e análise, é um texto que parte do drama de Aleppo, a cidade mártir, para depois discutir as diferentes hipóteses de intervenção dos Estados Unidos e chegar à conclusão que “The Russian military has now announced that it is sending a battery of the S300 air defence missiles to Syria. This is not world war three, but it is starting to look like a new Cold War. Hillary Clinton’s no-fly zone rests on the belief that Vladimir Putin will deflate like a punctured balloon when challenged. But what if he does not?
 
Vale a pena falar um pouco mais desta tensão e, também, do que representa e do que prossegue Vladimir Putin. No Washington Post George F. Will tem uma leitura sombria: Vladimir Putin is bringing back the 1930s. Duplamente sombria: “In many worrisome ways, the 1930s are being reprised. In Europe, Russia is playing the role of Germany in fomenting anti-democratic factions. In inward-turning, distracted America, the role of Charles Lindbergh is played by a presidential candidate smitten by Putin and too ignorant to know the pedigree of his slogan “America First.” Para sustentar o seu ponto de vista este colunista cita por diversas vezes um livro que também recomendo e cujo título diz (quase) tudo: “Authoritarianism Goes Global” (edições  da Universidade Johns Hopkins). Um
 
Um dos editores deste livro é um académico conhecido pelos seus estudos sobre a democracia, Larry Diamond (os outros são Marc F. Plattner e Christopher Walker), pelo que sigo para um texto deste autor hoje publicado na The Atlantic: It Could Happen Here. O “aqui” são os Estados Unidos e o que podia acontecer é um solavanco na democracia, e logo na democracia que tem servido como referência de solidez, resiliência e respeito pela Constituição. O autor parte das tensões criadas pela candidatura de Donald Trump sublinhando que “Democracies fail when people lose faith in them and elites abandon their norms for pure political advantage”. De facto, como se escrevia num outro trabalho da The Atlantic, Democracy Depends on the Consent of the Losers e aquilo que Trump tem vindo a dizer a que pode não aceitar facilmente uma derrota nas urnas.
 
Mas nem sequer é necessário que o candidato republicano abra uma crise constitucional para que os próximos meses criem um relativo vazio de poder no que toca à capacidade de acção dos Estados Unidos. É isso mesmo que sublinha Gideon Rachman, do Financial Times, em A distracted America in a dangerous world: The next three months will be a perilous time from Mosul to the South China Sea. Depois de analisar com as diferentes crises podem evoluir até um novo Presidente dos Estados Unidos tome posse em Janeiro de 2017, o autor olha criticamente para o legado de Obama: “As Mr Obama prepares to pack his bags in the White House, he may look back wryly at the foreign-policy goals that he set eight years ago. There was to be a “reset” that would lead to better relations with Russia. There would also be a new and closer working relationship with China. And there would be an end to war in the Middle East. None of those policies has come to fruition. Instead, Mr Obama will be fortunate if he can negotiate his last three months in office without presiding over a major international crisis.”
 
No Wall Street Journal é-se ainda mais crítico no que se refere à política síria desta Administração, escrevendo Daniel Henninger que Aleppo Is Obama’s Sarajevo. É um texto ácido: “We will wait for Mr. Obama’s memoirs to discover the moral calculus behind his abandonment of Syria’s rebels. We suspect the math will go something like this: I spent all my political capital on the Iran nuclear deal, forestalling a long-term apocalypse in return for the near-term disorders in the region. Well, the world has paid a high near-term price—in cash, security and moral capital—for one nuclear deal with Iran. That includes Aleppo.”
 
Dir-se-á: mas temos Mossul. Ao menos de lá vêm notícias mais optimistas, o Daesh está finalmente na defensive, a coligação com o apoio dos Estados Unidos já está nos subúrbios dessa importante cidade. O Observador já procurou clarificar o que está em causa num Explicador preparado pelo Miguel Santos – À reconquista de Mossul. O que está em jogo? – e a Economist, na sua coluna The Economist explains, era clara: Why the battle for Mosul is a turning point. É um texto que nos recordava a importância estratégica que a cidade sempre teve ao longo dos milénios: “Ever since Sennacherib made the city his capital in 700 BC, whoever ruled it has dominated the region—be they Assyrians, Babylonians, Arabs, Ottoman sultans or the British empire. It remains strategically important in the 21st century: regional powers regard a post-IS Mosul, if not as a jewel to conquer, at least as a place to deny to rivals.”
 
Contudo é prudente não lançar foguetes antes de tempo. Mosul will be liberated, but Iraq’s future hangs in the balance, escreve David Gardner no Financial Times. A questão que o autor levanta é que o Iraque continuará a ser um país fragmentado e toda a região continuará instável e dividida por conflitos sectários mesmo que se consiga expulsar os jihadistas de Mossul. Em síntese: “The territory of Isis’s vainglorious caliphate is being eaten away. It will lose Mosul. But until the issues of how to govern liberated territories and protect their inhabitants are properly addressed, a jihadi organisation that can combine a range of tactics from regular warfare to terrorism will still be able to change shape and survive.”
 
Peço desculpa por hoje estar a regressar muitas vezes ao Financial Times, mas como este Macroscópio já vai relativamente longo e apenas aflorámos alguns dos factores da actual instabilidade a nível global, queria acabar por hoje com uma referência a Philip Stephens e ao seu texto How the west has lost the world. É uma síntese interessante de como o mundo tal como o conhecemos pode estar a acabar e, sobretudo, sobre como a nova ordem (ou desordem) mundial já não será construída em torno do Ocidente. Em síntese: “The world is at a hinge point. The post-cold war settlement, organised around unchallenged US power, western-designed global institutions and multilateral rules and norms, has been eroded. The rule of power is chafing against the rule of law, nationalism against internationalism. Some think that the simple fact of economic interdependence will save the day — conflict would throw up only losers. But the dynamic can operate in the other direction. It is no accident that the International Monetary Fund’s latest annual report cites political risk as the biggest threat to the world economy. The liberal economic system depends above all on global security order.”

 
Tempos perigosos, tempos de decisões difíceis, tempos em que sentimos que deixámos de conhecer as regras do jogo. Luís Amado mostrou-se, repito, muito pessimista na sua conferência na AESE, e nela tocou em muitas outras frentes para além das referidas neste Macroscópio. O leitor fará o seu juízo, mas asseguro-lhe que folhear a imprensa internacional não nos deixa com vontade de festejar.
 
Tenham bom descanso e boas leituras. 


RÚSSIA, PALADINA DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO.

Não sei se alguém que passe por aqui já se deu à pachorra de ouvir as emissões da Russia Today - RT - , canal de informação do Estado russo em língua inglesa. É muito instrutivo...

Tenho uma amiga russa, mulher inteligente de quarenta e tal anos, que vive em Lisboa há quase uma década e com quem estou com alguma frequência. Tem sido uma espécie de "case studie" ouvir, observar a evolução das suas opiniões políticas, a sua ideia do mundo, a sua opinião sobre a Rússia, os EUA, a Europa, ao longo deste tempo. Sente-se extremamente revoltada com a versão da "verdade" que lhe foi dada por lá às colheradas durante a maior parte da sua vida. Este Verão esteve na Rússia durante cerca de um mês... Quando voltou fui busca-la ao aeroporto e pouco depois estávamos sentadas à mesa a palrar; e diz-me ela - "Ao fim de três dias já estava farta de lá estar, é muito difícil aguentar tanta propaganda distorsíva, é muito revoltante, e as pessoas não têm a menor noção, os ocidentais são uns assassinos opressores".

Quando se ouve a Russia Today, presente na maioria dos pacotes oferecidos pelos operadores de TV por cabo,  percebe-se o que ela quer dizer, e há a acrescentar que o emitido pela RT é a versão soft para capitalista ocidental ver.

Claro que nada disto é novidade mas uma coisa é saber, outra é deleitarmo-nos com as mensagens supostamente subliminares que aquela rapaziada pretende impingir e o ar cândido ou injustiçado com que pretendem vender-nos aquilo em que fingem acreditar. Uns miminhos a qualquer hora do dia ou da noite!
Por mera coincidência a RT tem, entre outras guloseimas, um "chat-show" apresentado, via net, claro, pelo heroi da WikiLeaks, o angelical Julian Assange.

clicar p/ aumentar
Hoje a RT está em pé de guerra, literalmente.
O banco NatWest, onde se encontra sediada uma das mais importantes contas bancárias da RT e que faz parte do grupo Royal Bank of Scotland, resolveu fechar as contas com este seu cliente. Assim, pura e simplesmente:
“We have recently undertaken a review of your banking arrangements with us (NatWest) and reached the conclusion that we will no longer provide these facilities,” it said. The decision was final, the letter added. In "The Guardian"- 17/10/16
O Tesouro britânico diz que não ter a menor relação com o assunto.
Membros do parlamento russo, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo e oficiais dos Direitos Humanos condenaram veemente esta ocorrência.
Ao abrigo dos Direitos Humanos e da Liberdade de Expressão aguardam-se as represálias sobre a BBC em Moscovo.

E a parte mais gira: A editora-chefe da RT diz que está a ser desrespeitada a Liberdade de Expressão. Ó pá... que injustiça!
Editora-chefe esta que publica alarve e repetidamente:
"Russia’s military intervention in Syria as a campaign against terrorists, and reflects Moscow’s official position that no civilians have been killed by Russian jets."
Isto sim, é a liberdade de expressão, e de informação, levada ao extremo; e é verdade que dizem isto, eu já ouvi.

Como também ouvi, ainda hoje, a RT dizer que o exército de resistência a Assad são os guerrilheiros terroristas al-Nusra (filial síria da Al Qaeda), que estes tinham morto mais não sei quantos cívis quando estavam em fuga e, vai daí, a força aérea russa os tinha bombardeado.
Nesta altura não existe presença da al-Nusra em Alepo, quem os eliminou foram as tropas rebeldes e, como é óbvio, estas não estão em fuga. http://edition.cnn.com/videos/world/2016/10/17/intv-amanpour-molham-ekaidi-syria.cnn

Nos últimos anos o NatWest tem vindo a encerrar várias contas de clientes russos. Atiça-me a curiosidade, gostaria de saber quais...

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XEQUE AO OCIDENTE

Esta semana recebi dois e-mails, de pessoas que não se conhecem entre si, que me perguntavam por que não escrevo sobre a guerra na Síria, sobre o que se passa em Alepo.


Alepo - Foto U.N.2016
Porque o que se passa na Síria "não se passa na Síria".
Porque me doi na alma.
Porque aquele holocausto, como todos os outros, é imparável.
Porque não existe interesse político em resolver a situação por outra via que não a militar.
Porque nem sequer se pretende qualquer trégua que permita aliviar a fome, a doença, a morte, a desumanidade.

No dia 9 (passado domingo) e ontem, dia 12, foram disparados misseis cruzeiro do território do Yemen contra navios da marinha norte americana, estacionados no Mar Vermelho, pelos rebeldes Houthis, armados pelo Irão, que apoia Assad.
Estes ataques aconteceram na sequencia de um bombardeamento do Yemen feito pela Arábia Saudita, aliada dos E.U.A no combate à ISIS e namorada por Putin.
Hoje a marinha norte americana disparou mísseis Tomahawk que atingiram as origens dos ataques de que foram alvo...

Hoje a Royal Air Force recebeu ordens para evitar contacto com a aviação russa em territórios Iraquiano e Sírio no âmbito da Operação Shader - operação a decorrer nesses territórios que tem por alvo domínios da ISIS - mas recebeu também luz verde para poder abater aviões russos que assumam posições de ataque à RAF...

Ontem a CNN transmitiu a primeira parte de uma entrevista de Christiane Amanpour  a Sergey Lavrov, o M.N.E. russo, gravada esta semana.

Quando Amanpour perguntou a Lavrov se ainda acredita que possa haver uma solução diplomática para a Síria este respondeu - quase diria deixou escapar, perante o olhar de espanto da muitíssimo bem informada Amanpour - que no próximo sábado, dia 15, haverá uma reunião restrita com "os países que têm influência directa sobre o que se passa no terreno, 3 ou 4 potências regionais (Irão, Arábia Saudita, Qatar, Turquia) para uma "business-like discussion", nada do tipo "General Assembly debate" , poderá mostrar-se  "mais instrumental" do que conversações com os EUA

No passado sábado o Kremlin comunicou aos militares russos e aos funcionários do Estado que deviam repatriar as suas famílias. Os oficiais superiores foram aconselhados a vender as suas propriedades e a encerrar contas bancárias no estrangeiro.
Seguiu-se o posicionamento de mísseis com capacidade nuclear junto à fronteira com a Polónia (com capacidade para atingir Berlim).
Ontem Putin cancelou a visita a França e o seu encontro com Hollande

A Rússia revê alianças, assume posições militares provocatórias no terreno, fecha posições políticas, enviabiliza meios diplomáticos, bombardeia a bel-prazer populações e acções humanitárias, veta propostas de cessar fogo.
A Rússia quer guerra, a Síria é um mero pormenor, uma peça importante no tabuleiro de xadrez sacrificada em nome de um xeque-mate mundial
Não há sanções, diplomacias nem boa-vontade, o rei está em xeque, o rei somos todos nós.


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PARA BAIXO TODOS OS SANTOS AJUDAM

Quando se bate no fundo e se gosta do fundo está tudo bem, pois que se fique por lá. Parece que há casos perdidos e outros haverá que são tratáveis mas será que vale o tempo e o investimento? O que é preciso é ser feliz; se são felizes assim deixai-os estar.


Se a coisa fosse minimamente espontânea seria já bastante má mas há um site que oferece umas massas giras a quem:
vestir uma t-shirt a dizer "BILL CLINTON RAPE" e aparecer, por um mínimo de 5 segundos na TV - 1000us dólares 
ou
seja ouvido a gritar "Bill Clinton is a rapist", envergando a t-shirt, na TV   
 A t-shirt é vendida por 19,95 dólares (é carote mas é um bom investimento) e não é obrigatório que seja essa, pode ser uma similar
.../...payouts to anyone who can do one of the following while on local or national television:
a) $1k for visual: Wear Infowars “Bill Clinton Rape” shirt on television for at least 5 seconds
b) $5k for visual/audio: Anyone who can be vocally heard saying “Bill Clinton is a rapist” while wearing the shirt or displaying similar imagery.
The contest will continue through the election, or until $100,000 in prizes have been given out. Prizes to be awarded at Infowars’ discretion.
É espantoso!!! Há gente que pode ter o pézinho a gangrenar e não se apercebe de maneira alguma de que deu um tiro no pé

Dois destes felizes contemplados apareceram ontem num comício democrata onde falava Obama; e digo "felizes" porque, não me restam quaisquer dúvidas, se fossem uns malucos que aparecessem com este tipo de intenções num comício republicano, na melhor das hipóteses, teriam sido expulsos ao estalo por uns latagões primos de taxistas lisboetas


Obama, mais uma vez esteve bem, muito bem; sem perder a pose, nem o seu magnífico sentido de humor, rematou:

“Is somebody hollering again? You know what? Here’s the deal. Try to get your own rally. You gotta get your own rally. See, if you can’t get your own rally, don’t come mess up somebody else’s rally.
This is the great thing about politics in America, folks will just do all kinds of stuff. It takes all kinds. Those are folks who were auditioning for a reality show. I heard some booing. Don’t boo – vote. It doesn’t really matter if some man runs across here and gets his 5 minutes of fame. What matters is who votes.”
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NO SURPRISE THERE


Vá lá, agora uma pergunta fácil:
O que acontece quando o Dônálde diz ser um gentleman?

PIOR A EMENDA QUE O SONETO

Quanto eu julgava que esta história já não seria passível de "valor acrescentado", vem a mulher dar explicações porque se sente injustiçada, incompreendida.
Agora sim, após um "tweet" compreendemos todos:


As taxas sobre os rendimentos já existe (e de que maneira)
Se o número de milionários aumentasse seria um excelente sinal
Mariana, filha, não existe classe média com boas condições económicas num país sem riqueza. 
Vê se percebes uma evidência: é o sector privado que dinamiza a economia, o Estado é uma lontra gulosa. Se não quiseres ver, não vejas, chama-se a isso obtusidade de esquerda, mas pára de te enterrar em disparates

SEM VERGONHA


António Barreto - "Sem emenda"
O problema é que não há ricos. Ou antes, não há ricos que cheguem. Os que tinham dinheiro já o puseram a recato. E o dinheiro já não chega. Por conseguinte, vamos aos que se seguem, todos os que têm alguma coisa. Passam a ser todos ricos. Por exemplo, para já, aos que têm património de mais de 500 mil euros... Faz-se uma lei sem saber quantas pessoas, quantas casas, qual o rendimento... Não se faz a mínima ideia, o governo não define o que é um rico nem um pobre. É quem convém. E se não chega, arranjar-se-á mais, com os impostos indirectos, antes de se passar aos directos. E a tudo o que vive. Tudo o que tem ou ganha qualquer coisa. Até se chegar aos remediados. Até deixar de haver ricos. Mesmo que então já só haja pobres...
Helena Matos - "Vergonha? Disse Vergonha?"
Para a esquerda radical, de que a deputada faz parte, a riqueza não se gera, caça-se. Em algum lado a presa/riqueza há-de estar: antes nacionalizava-se e ocupava-se. Agora taxa-se. Alguma vez a esquerda radical concebeu outra forma de governo e de financiamento que não passe pelo confisco?
Na verdade, como acontece com os fanáticos de todos os tempos, eles são os donos das palavras e nunca são confrontados com a barbárie implícita aos seus atos mas tão só com a bondade das intenções que apregoam. Esta gente, cujas ideias só geraram pobreza, totalitarismo e atraso, esta gente que nunca criou um posto de trabalho, que vive do Estado e para controlar o Estado, goza, com a conivência de todos nós, do direito a falar em nome de todos aqueles cujas vidas literalmente desgraçam.
Blog "Blasfémias" - Vitor Cunha - "É uma tristeza, é o que é"
Os imbecis que nos governam, os toscos que os apoiam, o rol de idiotas chapados com formação académica que os aclamam e os média, que os tratam sem insultarem as respectivas mães – culpadas, certamente, por amamentarem estas criaturas até ao doutoramento -, geram uma tristeza tão contagiosa, açambarcadora e deprimente que suga qualquer hipótese de humor sobre toda a tragédia que é o Portugal do século XXI.

KOSTACHU

Hoje, em mais um momento de profunda inspiração de grande figura de Estado, o tipo que está a fazer de primeiro-ministro mandou a oposição "caçar Pokemons"; a sério, não é piáda, é verdade.

«Numa alusão indireta às previsões económico-financeiras do PSD, António Costa declarou que "quem anda à procura de encontrar o diabo mais vale dedicar-se à caça de pokémons»

Puxa pá, que classe!!!

Ó Kostachu, não te importas mandas o Centenachu instalar a aplicação no TM dele... Enquanto for brincar não dirá publicamente «estar a fazer tudo para evitar um resgate»
E a possível subida dos "impostos indirectos"? É para comprarem IPhones novos?

QUE PINTAROLA!

Ontem, domingo, houve um incêndio que parou por completo o trânsito na A1- Porto/Lisboa durante cinco horas.
Ontem, domingo, as temperaturas variaram pelo país mas situavam-se acima dos 35ºC; dentro de um carro ao Sol estariam por certo bem acima disso.

A Lucinda Borges e o Paulo Pereira, um casal de Avanca, perto de Estarreja,
contam:
- "Estávamos em casa e, como moramos perto da autoestrada, vimos que estava uma grande confusão. Pensámos que era um acidente e fomos tentar ajudar. Assim que chegámos ao local vimos crianças, idosos e grávidas e não hesitámos em ajudar. Aquele cenário mexeu com os dois"  
A Lucinda e o Paulo distribuíram gratuitamente pelas pessoas que estavam presas no trânsito mais de mil litros de àgua compraram do seu bolso




Disse a Lucinda:
"As pessoas estavam desesperadas pela falta de ajuda e estranharam que duas pessoas aparecessem com água".
"O maior agradecimento que podemos ter foi a sensação de bem-estar por poder ajudar todas aquelas pessoas. Se morresse agora, ficava satisfeita pela ajuda que dei. Estava a ser um domingo normal e terminou desta forma. Nunca vou esquecer"

As pessoas que foram ajudadas também não irão esquecer.
Aliás, seria bom que qualquer  pessoa que tome conhecimento desta história de um domingo quente não a esquecesse, quanto mais não fosse, para ter presente que muitas vezes - nem sempre mas muitas vezes - temos a possibilidade fazer muito mais do que olhar e lamentar.

Lucinda e Paulo, que pintarola de gente!

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CHUCKLER - IMI COM SOL E VISTA


DA SÉRIE "MAIS DEPRESSA QUE UM COXO"

 HÁ COISAS QUE ME FAZEM MUITA CONFUSÃO...



Ó DONALD, TU TENS OU NÃO UMA RELAÇÃO COM O VLADIMIR?


(pois, disseste e repetiste que tens mas não tens;
tens muita pena, dava-te muito jeito e ainda não
perdeste a esperança. E o Putin já tem dores de
barriga de tanto rir à tua conta)



MSNBC - Entrevista de Thomas Roberts em Moscovo por ocasião de um concurso Miss Universo em
2013
When asked about his relationship with Putin Trump told Roberts:
“I do have a relationship, and I can tell you that he’s very interested in what we’re doing here today. He’s probably very interested in what you and I are saying today and I’m sure he’s going to be seeing it in some form. But I do have a relationship with him and I think it’s very interesting to see what’s happened.”
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2014 
 National Press Club luncheon on May 27, 2014.
TRUMP - " I own Miss Universe, I was in Russia, I was in Moscow recently and I spoke, indirectly and directly, with President Putin, who could not have been nicer, and we had a tremendous success. The show was live from Moscow and we had tremendous success there and it was amazing, but to do well, you have to get the other side to respect you, and he does not respect our president, which is very sad."
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2016

George Stephanopoulos  (This Week @abc news)
George Stephanopoulos (ABC news) perguntou hoje, 31/07/16, a Trump qual natureza da sua relação com Putin
Trump - “I have no relationship with Putin. I have no relationship with Putin.I don't think I've ever met him. I never met him. I don't think I've ever met him"
 Stephanopoulos - "You would know it if you did, wouldn't you?"   
Trump - "I think so. Yeah, I think so. So I've... I don't think I've ever met him. I mean, if he's in the same room or something, but I don't think so"
Stephanopoulos - “But if you have no relationship with Putin, then why did you say, in 2013, ‘I do have a relationship,’ in 2014, ‘I spoke…’” 
Trump - “Because he has said nice things about me over the years. I remember years ago, he said something, many years ago, he said something very nice about me.” 
When asked by Stephanopoulos why he would say he had no relationship with Putin after saying for years that he did, Trump answered that it depends on the meaning of “relationship.” “Well, I don’t know what it means by having a relationship,” Trump said.
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George Stephanopoulos  (This Week @abc news) 31/07/16

G.S. abc - Disse não ter quaisquer investimentos na Rússia mas deve algum dinheiro a indivíduos ou instituições russas?
Trump - Não. A primeira coisa que fiz com a Rússia, comprei uma casa em Palm Beach que estava em falência, era de uma pessoa falida, comprei-a aos bancos. Comprei-a por cerca de 40 milhões de dólares, vendi-a por 100 milhões de dólares a um russo. Isto foi provavelmente há cinco anos

Ok, quem foi o russo que comprou a casinha?
Dmitry Rybolovlev, nascido em 66,  este rapaz começou, em1992 por ser o primeiro cidadão russo a obter do Ministério das Finanças autorização para negociar em seguradoras; em 1994 fundou um banco e adquiriu várias quotas industriais. Daí para a frente, ainda que com alguns amargos de boca, a vida não lhe tem corrido mal.
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George Stephanopoulos asked Trump to clarify a comment he made in a recent news conference indicating he was looking at whether Crimea should officially be considered Russian territory.
At the news conference, Trump said he "would be looking at" the possibility of lifting sanctions against Russia tied to its annexation of Crimea, which the U.S. government refuses to accept.
"He's (Putin) not going into Ukraine, OK, just so you understand," Trump said, "You can mark it down. You can put it down.”
Asked further about Russia's current presence in Ukraine, of which Crimea is part, Trump then acknowledged Russia was already in Ukraine "in a certain way."
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The Washington Post, 17/06/2016

A spokesman for the Russian Embassy said that Ambassador Sergey I. Kislyak’s attendance at the Trump speech should not be considered an indication that Russia is partial to Trump. “There is no preference,” the spokesman said.
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In 2013, Trump found a new Russian partner for a Moscow real estate project, Aras Agalarov

The Agalarovs are wealthy developers who have received several contracts for state-funded construction projects, a sign of their closeness to the Putin government. Putin awarded the elder Agalarov the “Order of Honor of the Russian Federation,” a prestigious designation.

After the 2013 pageant, the Agalarovs said they developed a deeper relationship with Trump.
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1 Carter Page, a Trump foreign policy adviser, once ran the Moscow office of Merrill Lynch, including advising the Russian energy giant Gazprom, according to his biography posted on his employer’s website.

Page did not respond to questions from The Post. In an interview this year with Bloomberg News, he hinted that Trump’s election could be a boost for some of his Russian associates who have been hurt by U.S. sanctions imposed after Russia’s intervention in Ukraine. “There’s a lot of excitement in terms of the possibilities for creating a better situation,”
2An adviser who helped run Trump’s efforts in the New York primary, Michael Caputo, lived in Russia in the 1990s.

Caputo also had a contract for several months in 2000 with the Russian conglomerate Gazprom Media to improve Putin’s image in the United States.
3Campaign chairman Paul Manafort has done multimillion-dollar business deals with pro-Russian oligarchs and was a longtime adviser to the Russia-aligned Ukrainian president.
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- Um tipo que é candidato e nomeado pelo Partido Republicano
- Que se diz "conservador"
- Tido por conservadores republicanos como um "ultra-conservador" inaceitável
- Com sérias dificuldades em aceitar o aconselhamento alheio à sua vontade
- Por que se rodeia de gente ligada à Rússia?
- E como apareceu essa gente a ligar-se a ele?
- Por que faz questão de pôr em causa a ligação dos EUA à NATO?
- Por que insiste em bajular Putin no meio de uma campanha conservadora?
- Por que não publica declarações de impostos como todos os outros nomeados?
- Por que se dirige concretamente à Rússia para que faça um ataque informático a Hillary?

Será que os republicanos não se apercebem de que há um elefante na sala?


Como diria o tio-avó Wiliam:
"Algo está podre no reino da Dinamarca"

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BUSTED!!!

OBAMA AND HILLARY, IT WAS PLAGIARISM!


A ESCOLHA

Se não se tivesse já tornado óbvio ao longo dos últimos seis ou nove meses bastariam estas últimas duas semanas para constatar o inegável: existem duas Américas (EUA) sobrepostas, dois mundos habitados por dois tipos de seres humanos completamente diferentes.
Não estou, apenas, a referir-me a dois partidos políticos, isso é de somenos importância, mas sim a formas de pensar, de agir, de sentir e de interagir que ultrapassam as fronteiras da filiação partidária e se reflete nos valores pessoais.

Claro que não são uns todos maus e os outros todos bons, seria uma infantilidade tentar sequer pôr a questão dessa maneira mas colectivamente gera-se uma atmosfera em torno de uns e de outros que evidencia no todo o carácter predominante das partes.

O ambiente, a energia, se preferirem, na assistência e nos palcos das convenções do Partido Republicano e do Partido Democrático dificilmente poderia ser mais diferente; Como disse, são dois mundos habitados por dois tipos de seres. Esta divergência facilita muitíssimo as coisas, poder-se-ia até ignorar temporariamente os candidatos, a escolha é outra: em qual dos mundos se quer viver. Queiramos ou não é esta a questão que nos define pessoal e socialmente, tudo o resto são questões conjunturais encabeçadas pelos protagonistas do momento.

E esta não é uma questão que defina apenas os dois mundos americanos: quando olhamos e vemos, ouvimos e pensamos, avaliamos e ajuizamos, definimos em nós qual o mundo a que pertencemos. Não lá nem cá, em nós.


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.../... (Trump) tells our NATO allies that stood by our side after 9/11 that they have to pay up if they want our protection.

Well, America’s promises do not come with a price tag. We meet our commitments. We bear our burdens.
.../...
America is already great. America is already strong. And I promise you, our strength, our greatness, does not depend on Donald Trump. In fact, it doesn’t depend on any one person. And that, in the end, may be the biggest difference in this election -- the meaning of our democracy.
.../...
Our power doesn’t come from some self-declared savior promising that he alone can restore order as long as we do things his way. We don’t look to be ruled.
.../...
America has never been about what one person says he’ll do for us. It’s about what can be achieved by us, together -- through the hard and slow, and sometimes frustrating, but ultimately enduring work of self-government.

Barack Obama - DNC - 28 Jul. 2016

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Quanto ao outro personagem saiu-se com esta:
Donald Trump, after hearing speeches at the Democratic convention this week, said Thursday he wanted to "hit a number of those speakers so hard, their heads would spin."
"They'd never recover,"
he said. 
@CNN


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I rest my case...

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NÃO HÁ SANÇÕES

FÉRIAS FELIZES, À VOLTA CÁ VOS ESPERO


O Costa disse que não era preciso um "Plano B"
Lá em Bruxelas disseram: "Ó Costa, tu vê lá, isso vai dar borrasca, pensa lá bem.."
O Costa repetiu que não era preciso um "Plano B"

Depois veio a novela das sanções...

Hoje o Costa está em festa: Não há multas para Portugal e Espanha
O Costa está contente, faz boa figura mas não sei se vai fazer festa lá em casa...Parece que assim de momento não dá muito jeito, tem muitas contas para fazer.

Eu também estou contente, não é já que vão voltar a mexer nos nossos bolsos.
Não é já, já...

Mas há que estarmos minimamente atentos ao que diz o relatório...
O Costa diz muitas coisas mas não cita o relatório.

Brussels, 27.7.2016 COM(2016) 520 final
Recommendation for a COUNCIL DECISION
giving notice to Portugal to take measures for the deficit reduction judged necessary in order to remedy the situation of excessive deficit
Diz lá assim na página conclusiva:

HAS ADOPTED THIS DECISION:
Article 1 
1. Portugal shall put an end to the present excessive deficit situation by 2016. 

2. Portugal shall reduce the general government deficit to 2.5% of GDP in 2016. This target does not include the impact of the direct effect of potential bank support. This improvement in the general government deficit is consistent with an unchanged structural balance with respect to 2015, based on the Commission 2016 spring forecast. Portugal shall also use all windfall gains to accelerate the deficit and debt reduction

 3. In addition to the savings already included in the Commission 2016 spring forecast, Portugal shall adopt and fully implement consolidation measures for the amount of 0.25% of GDP in 2016. In particular, Portugal shall implement fully the consolidation measures incorporated in the 2016 Budget, including the additional expenditure control in the procurement of goods and services highlighted in the Stability Programme. Portugal shall complement those savings with further measures of a structural nature to achieve the recommended structural effort.

4. Portugal shall stand ready to adopt further measures should risks to the budgetary plans materialise. Fiscal consolidation measures shall secure a lasting improvement in the general government balance in a growth-friendly manner.

5. To ensure a durable improvement of public finances, Portugal shall strictly implement the Budget Framework Law and the Commitment Control Law and further improve revenue collection and expenditure control. Portugal shall present a clear schedule and implement steps to fully clear arrears and improve efficiency in the health care system, to reduce the reliance of the pension system on budget transfers and to ensure fiscal savings in the restructuring of State-owned enterprises.

Article 2 
The Council establishes the deadline of 15 October 2016 for Portugal to take effective action and to submit a report to the Council and the Commission on action taken in response to the Council notice. The report shall include the targets for the government expenditure and revenue and specify the discretionary measures on both the expenditure and the revenue side, as well as information on the actions being taken in accordance with Article 1(5).

(Relatório oficial AQUI)
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TÁ-ZA-VÊRI-Ó JÁ-M'ENTENDES?

Então vamos lá em busca do "Plano C" que o "B" está à vista que não faz falta nenhuma
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O Costa ao jornal Público:
“Mantemos um registo de diálogo positivo e sem dramas, mas recorreremos com base no mesmo argumento que os nórdicos têm utilizado, que é o de que vamos cumprir as regras, mas vamos discutir quais as regras e se as cumprimos ou não”
Ó Costa... pois, ou cumprimos ou não, ninguém nos obriga... 
Quanto a "discutir quais as regras" não sei se leste, se atentaste, mas ia jurar que estão escritas, e assinadas, no Tratado Orçamental.
Ou queres fazer uma petição a exigir a "repetição do jogo"?