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DIREITOS DAS MULHERES OU MULHERES A DIREITO?

Ontem foi Dia da Mulher (sim, outra vez)
Retomo dois post anteriores, baralho e volto a dar.

Já me expliquei aqui, muito bem explicadinha, por que me faz brotoeja esta coisa do dia da mulher. Há dois anos tomei-me de razões e expus a minha frustração relativamente a este dia
(AQUI); Em termos gerais encontra-se resumido no parágrafo abaixo:

Humanos, habitantes da Terra
O desrespeito pelos Direitos da Mulher, seja lá isso o que for, não é em nada diferente do desrespeito pelos Direitos HUMANOS, do Ser Humano. Seja a violência, o direito de voto, a igualdade salarial, o o direito à educação ou tantas outras questões cujas violações são aberrantes, são violações de Direitos das Pessoas enquanto tal, não das mulheres ou dos homens. São problemas humanos. 

 O QUE É QUE AS MULHERES QUEREM?

De um modo geral as mulheres querem o mesmo que os homens, ou seja, as pessoas querem todas mais ou menos as mesmas coisas, variando mais as nuances de importância que atribuem -  mais a isto e menos àquilo - do que propriamente a espécie de aspirações que têm.

Ao longo da vida já ouvi muitos homens dizer os maiores disparates acerca daquilo que pensam que as mulheres querem. Sei que há pessoas com os desejos e as aspirações  mais dispares da "normalidade", coisas difíceis de imaginar, há gente para tudo mas se pretendermos generalizar não deveremos ir por aí.

Uma das coisas que mais me chocou foi a opinião de um amigo com quem almoçava, homem crescido e vivido, que se saiu muito honestamente com esta:
«As mulheres querem os homens até terem os filhos que pretendem, depois disso toleram-nos».
Errado, as mulheres, muito menos hoje em dia, não  "querem" um homem para ter filhos, e ainda menos precisam de o tolerar depois disso. 
Não é isso que as mulheres querem.

Outro disparate, muito divulgado em piadas amargas e conversas de caserna, é:
«as mulheres querem é um gajo que pague as contas». 
Errado. As mulheres, como os homens, querem poder pagar as contas. Não nego que ainda vão havendo mulheres que preferem ser sustentadas a sustentar-se; é uma questão educacional e que vai abrangendo cada vez menos mulheres; a maior parte das mulheres sustenta-se e não é por isso que deixam de querer, ou passam a querer, um homem nas suas vidas.

O último dos disparates que vou referir é o simplista:
«as mulheres precisam de se sentir amadas, admiradas e protegidas». 
Isto não estará errado se tivermos em conta que se aplica a quase toda a gente independentemente do seu sexo, à excepção dos eremitas e pouco mais; se considerarmos como uma necessidade fundamentalmente das mulheres estamos a afastar-nos da realidade. Além disso, enquanto "necessidade fundamental", o caminho mais curto para perder esse tipo de suposto "amor e admiração" é a convivência intima com o amante admirador - qualquer mulher, por mais burrinha que seja, sabe isto - o "pedestal" dificilmente resiste à ramela matinal. Quanto ao "protegidas"... já lá vamos.

Não tenho qualquer formação que me permita mergulhar fundo no tema, tenho apenas mais anos vividos e convividos do que aqueles que, por certo, me restam. Isto é: já aprendi mais até aqui do que virei a aprender, pelo menos neste capítulo.

Dizia Aristóteles, e não constitui surpresa, que o homem, leia-se ser humano, é um animal social; quer isto dizer que a humanidade é uma espécie gregária, tende a viver socialmente, em conjunto.
Depois há a questão do sexo e da biologia. Aqui dá-se a tal divisão que leva, na maior parte dos casos, as mulheres a partilharem mais intimamente as suas vidas com homens e vice-versa. Essa é uma divisão física e biológica - importante, fundamental para a sobrevivência da espécie - que condiciona mas não define o lado não físico do que as mulheres querem.

O que as mulheres querem querem-no de qualquer ser humano, homem ou mulher. 
É verdade senhores, por mais que vos custe. 
Uma coisa é o parceiro sexual ideal, outra é o parceiro ideal e, entre um e outro, atrevo-me a dizer, as mulheres na sua majoríssima parte, se tiverem de optar, preferem o parceiro ideal ao sexo fabuloso.
Na sua busca por um companheiro que preencha as suas aspirações as mulheres procuram o mesmo que procuram numa boa amiga, adicionando a atracção sexual, a relação física e, algumas, não sei se muitas ou poucas, uma complementaridade social.

As mulheres querem alguém que as possa ver com as ramelas matinais sem as olhar de forma diferente. Querem poder ser quem são, com lágrimas e gargalhadas, medos e conquistas, segredos e confissões, sem que isso lhes traga insegurança ou julgamento; sem terem de disfarçar, fingir ou esconder; sem terem de ser perfeitas, bem humoradas e desejáveis sempre que o cavalheiro está presente. Querem ser a mesma pessoa que são quando estão sós, sem os cuidados inerentes à exposição social. A isto chama-se intimidade, amizade e confiança.

Confiança... 
As mulheres querem alguém que seja capaz de quebrar lanças por elas. É isto o fundamental, mais do que tudo. 

Não querem um ninja nem um agente treinado do FBI, querem que a pessoa com quem partilham a sua vida esteja a seu lado para o que der e vier, que não lhes falhe se precisarem de ajuda, que não se "arme em mais forte" se elas precisarem de ajuda.
Disse acima que de "serem protegidas" falaria adiante. Todas as pessoas, pelo menos de vez em quando, têm situações ou momentos em que precisam, ou gostariam, de se sentir protegidas. As mulheres não querem paternalismos - não são crianças - querem sentir que não estão sós quando optaram por não estar sós.

Poucas coisas decepcionarão tanto uma mulher quanto a ausência de uma atitude perante uma situação que a requeira. E poucas coisas conquistarão mais o seu reconhecimento e afecto do que uma atitude inequívoca no momento certo. 
Esta protecção tem mais a ver com saber, e constatar, que alguém quebra lanças por nós do que com a protecção do macho guerreiro. Quem perceber isto percebe o fundamental, mas perceber não basta.


As mulheres, como os homens, têm as suas futilidades mas as das mulheres são as suas, as que fazem parte da sua maneira de ser mulher e que varia de mulher para mulher, são marcas da sua individualidade. Podem querer usar sapatos de salto alto e não é por isso que devam ser olhadas como predadoras em busca de caça ou despertar a desconfiança ciumenta. Podem gostar de blusas cor-de-rosa às florzinhas com rendas e folhinhos, serem niquentas com os filhos e com a casa e não é por isso que serão menos competentes e profissionais do que um fato-e-gravata-relógio-telemóvel.

Muitas mulheres, sobretudo as mais novas, preocupam-se muito com a aparência; é natural, é pela sua aparência que não maioritariamente lidas e julgadas, muito mais do que os homens. E os homens são uns tontos que se deixam manobrar pela aparência com uma previsibilidade quase infalível. Uma coisa vos garanto, na hora da verdade não é pela aparência que as mulheres querem ser tidas em consideração. O «és tão bonita» pode ser agradável, dependendo de como é dito pode até soar mal,  mas nunca é satisfatório, mesmo quando parece.

E depois, já a outro nível, as mulheres querem respeito e reconhecimento. Quem não quer?

Querem que a sua opinião seja ouvida e levada em conta sem que as olhem como se fossem umas crianças parvas falando do que não sabem
Claro que há mulheres que parecem umas crianças parvas falando do que não sabem, mas isso não é exclusivo das mulheres, é uma síndrome disseminada pela humanidade.
As mulheres querem ser levadas a sério quando sabem que o merecem, não buscam condescendência nem um estatuto diferente. 

Querem a sua liberdade individual de entrar e sair, pôr e dispor, decidir e escolher como qualquer adulto de pleno direito. Fico parva quando ainda oiço «vamos ver... vou perguntar ao meu marido se posso...» ou pior «nem pensar, o meu namorado matava-me se eu...». A certidão de nascimento de uma menina não tem anexo um título de propriedade transmissível.

Querem o reconhecimento do seu esforço, da sua dedicação, da sua presença, do seu trabalho, da sua inteligência, da sua personalidade... e dos seus iguais direitos de individuo humano, maior e capaz. Mesmo em casa, sobretudo em casa ou numa relação que se pretenda boa e duradoura.

Tudo isto de que falo não são desejos exclusivos das mulheres, óbvio, mas são factores que incontornavelmente entram na equação do que as mulheres pretendem dos homens, das pessoas.

É difícil? Não me parece mas a verdade é que a aplicação deste entendimento fica largamente aquém do desejável, quanto mais da realidade.

Quanto às mulheres... Ainda que a geografia cultural tenha aqui um papel predominante, haverá a ressalvar que em muitos casos,  concretamente no nosso país, a discriminação sexual é fruto da própria mentalidade das mulheres e da aceitação como "normal" de comportamentos violadores da sua liberdade e dignidade: todos nós conhecemos mulheres cujos maridos "não as deixam" isto ou aquilo. Não deixam? Estas mulheres reconhecem este tipo de "autoridade" baseando-se em quê? Já não são "filhas", são mulheres, mães, trabalhadoras, Pessoas, como os seus maridos.
Estão tantas delas habituadas a ser consideradas seres "frágeis", como idosos, crianças, diabéticos ou doentes mentais, que não só aceitam esta separação de direitos como muitas, muitíssimas há que o celebram... e com alegria.

O PRINCÍPIO DO FIM DA CABALA NEGRA

Vicissitudes de um "preso político"
(Vídeo - 8/03/16)
23 milhões antes de deixar o governo.
Diga-se tudo mas não digam que José não sabia "fazer dinheiro"


DECLARAÇÕES (sob juramento) DE UM POBRE PROVINCIANO

«"É assim. Ele é meu amigo e é um homem de posses. E eu sou um pobre provinciano que andou na política durante uns anos"»

«Esta é uma das frases mais expressivas usadas por José Sócrates para tentar explicar aos magistrados da Operação Marquês que sempre viveu com dificuldades de dinheiro durante o interrogatório a que foi sujeito após a detenção »
In http://www.ionline.pt/499848
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GRAVAÇÕES DO INTERROGATÓRIO DO 
JUIZ CARLOS ALEXANDRE
AO PROVINCIANO QUE DIZ QUE É POBRE

PARTE 1 - SÓCRATES, O GENEROSO



E eu, que lhe fui tão dedicada, aqui no blog, durante os seus anos de ouro?
Para mim néria. Provinciano ingrato!


PARTE 2 - SÓCRATES, O CRAVA





PARTE 3 - SÓCRATES, O GRANDE EMPRESÁRIO

INVERDADES? CHAMAM-SE MENTIRAS

José Matos Correia questiona António Costa no debate do Orçamento do Estado
22 Fev. 2016

Abstenho-me de fazer comentários
Quem rosnar rosnou,
quem perceber percebeu.

A gerigonça que se entenda

 

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O ÚLTIMO VÓMITO DE CAVACO

Faz hoje 3 anos, a 20 Fev. 2013, a propósito das alucinadas condecorações que o Cavaco distribui a bel-prazer, escrevia eu aqui:
 Não percebo muito bem que raio se passará no Palácio de Belém, se será do ar condicionado, se de algum vento estranho que venha do mar mas estou convencida de que anda por ali algum vírus ou bactéria de incubação longa que ataca os neurónios. (.../...)
De onde terá vindo a Cavaco esta ideia peregrina de condecorar com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo o estupor do Pinto Monteiro? 
Várias vezes me pronunciei aqui em desfavor do Cavaco, mais pelas suas - graves - omissões do que pelos seus feitos, que são poucos.
O Cavaco presenciou, caladinho, as coisas mais incríveis feitas pelo Sócrates. Só mesmo no finzinho da reinação de José é que Cavaco se quis amar em Homem e lá discursou uns blá-blás indignados. tarde e a más horas.

Durante a época mais difícil do governo de Passos Coelho Cavaco não conseguiu esconder despeitos e invejas e foi dando alfinetadas e puxões de tapete, subrepticiamente,  como sempre: a última coisa que Cavaco é capaz de ser é frontal; foi criando instabilidade e testando ao rubro a paciência e determinação do primeiro-ministro. Passos Coelho teve uma calma heroica.

Após as últimas legislativas borrou completamente a pintura... Não se notará muito no cômputo geral, a obra feita é uma boa borrada.
Dias antes de Portugal ser presenteado com o actual governo vim para aqui desabafar:
O que quer que seja Cavaco decida já vem tarde.
Cavaco sempre teve esta tendência irritante, pelo menos para mim, que gosto de gente que é clara nas suas atitudes e capaz de dar um bom murro na mesa, de esperar pelo fim do jogo para fazer os seus prognósticos... Cavaco aposta numa "salvaguarda da dignidade" do presidente da república que tem prolongado desnecessária e repetidamente situações dúbias, insustentáveis e prejudiciais para o país.Mas Cavaco, egocêntrico como sempre, permitiu que a equação fosse feita à margem da sua não assumida responsabilidade.
Venha o que vier, um governo de gestão ou um governo à esquerda, querido Aníbal, quando fores já vais tarde.
Na ausência da possibilidade de ser mantido um governo minoritário Cavaco tinha a obrigação de deixar absolutamente claro que exigia um entendimento entre os dois partidos mais votados; que diabo!

Ingenuamente pensei que as borradas de Cavaco tinham chegado ao fim. Enganei-me, redondamente.
«António de Albuquerque de Sousa Lara foi condecorado esta quinta-feira pelo Presidente da República com a Ordem do Infante D. Henrique, destinada a “quem houver prestado serviços relevantes a Portugal, no país e no estrangeiro”.»
Que a Maria de Lurdes Rodrigues seja condecorada é indecoroso, como que a tapar os processos judiciais com o brilho da medalhita, mas o Sousa Lara???

O Sousa Lara é um pulheco, um gajo com tantas caras quantas as que precisar para se dar bem com gregos e troianos e quantos mais vierem que lhe possam vir a ser úteis ou com quem não queira criar antagonismos.
Na sua "biografia" disponível na Wikipedia consta que é Cavaleiro de Graça e Devoção da Ordem Soberana e Militar de Malta e Comendador da Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém, entre outras; É estranho que tenha sido esquecido que é, ou foi, maçon regular, em época que lhe foi favorável ser pessoa grata na famigerada "Casa do Sino".

Pessoalmente estou-me tão nas tintas para que o energúmeno seja cavaleiro de Ordens católicas ou maçon dos quatro costados, quanto para o veto e fez ao livro do do Saramago;  o que acho notável é que o tenha sido simultaneamente e se esqueça sempre da parte inconveniente. Isto é uma boa, embora pequena, amostra da dignidade e carácter do sujeito.

Não sei se o Lara tem amigos, tenho algumas dúvidas, sei que tem relações proveitosas, muitas; sei que é amabilíssimo pela frente e mordaz no momento seguinte, sei que se ri de quem considera ser-lhe inferior - o que, obviamente, é quase (?) toda a gente.  Pois que goze mais esta sua medalhita, vinda de onde vem creio que o gozo será efémero.

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MAS ALGUÉM LEVA ISTO A SÉRIO?

É obra conseguir condensar tanta pataquada, tanta "contrapartida" em tão pouco tempo; até a língua se lhe enrola no palavriado do marketing.

A minha favorita na categoria «Tens muita lata» é:

  • «Nós baixamos o IVA da restauração, mas em contrapartida aumentamos os impostos especiais sobre o consumo».
Na categoria « Se queres azul por que pintas de amarelo?» elejo esta:
  • Queremos que as nossas finanças públicas sejam  sólidas, com menos deficit e com menos dívida
 

 Caso vos apeteça jogar ao "Verdadeiro/Falso" queiram fazer uma visitinha ao blog "O Insurgente" que, numa sucinta dúzia de linhas sumariza a questão.

Eu vou até ali ao "Expresso" dar mais umas gargalhadas com um artigo entitulado:


cujo "teaser" começa assim:
«António Costa é claro: “Não queremos nem pretendemos excluir ninguém do diálogo político”. Ao Expresso, o PM diz que é preciso “respeitar o luto da direita”»

e acaba assim:
«“Pressões acrescidas”, não as sente. Continua a fazer puzzles, que lhe “dão tempo em vez de lho consumirem.”»

Desafia Passos para consensos políticos??? 
Mas este gajo não se enxerga?
Onde tinha o Costa metido os consensos políticos quando Passos encetou conversações para formar um governo com o partido vencedor das eleições com 36,86% em vez dos 18,44% em quem ele preferiu apoiar-se?
Xou....... Ninguém responde...

Costa, queres bolota? Trepa, trepa que tens jeito para isso, Piparote!



SE FOSSEM BONS VENDIAM-SE

Na China é de uma maneira, na Turquia é de outra, na Rússia coiso e tal...
Por cá a questão não se põe, vivemos em liberdade num país democrático.
A Internet espraia-se sem restrições pelos computadores portugueses em todo o território nacional. Óptimo! Importante. Fundamental.

Mas há uns tipos que não se destacam pelo sentido de humor, não têm estaleca para, ao serem gozados, rirem-se de si próprios e da tão rápida quanto imaginativa capacidade dos portugueses para inventarem graçolas a propósito de tudo e de nada.

O Costa, interjeitado pelas críticas ao Orçamento, teve um mau momento - mais um mau momento - em que aconselhou o bom povo a andar de transportes públicos, a deixar de fumar e a não recorrer ao crédito...
Obviamente que as reacções não se fizeram esperar mas a malta até aguentou a coisa com muito nível; em vez de o mandar ver se chove, de forma mais ou menos agressiva, dedicou ao infeliz catadupas de graçolas - algumas deliciosas - sob o tema "#conselhos do Costa".

O Twitter foi invadido por "twittadas" alusivas ao tema, seguiu-se o Facebook e nem os jornais deixaram ignorar a coisa. Em semana de carnaval foi um fartote de bons e variados conselhos dedicados à poupança.

Aaahhh mas o Costa não gosta de ser gozado. Está bem, ninguém gosta, mas uns aguentam as críticas, defendem-se, encaixam, passam adiante; outros não. O Costa é dos que não, nem um bocadinho. Para o Costa as críticas à sua pessoa são injustas, são de quem não percebe nada, são complots contra a sua pessoa. O Costa tem raivinhas encapotadas, não as mostra mas à "volta cá te espero"...

Por ridículo que pareça, por estranho que seja, por má imagem que dê, a verdade é que a conta do Twitter "#os conselhos do Costa" foi suspensa...
Foi sim!
«O gabinete do primeiro-ministro assegura ao Observador que não foi apresentada qualquer queixa formal junto do Twitter – nem sequer sabiam da conta ou da suspensão.»
Não sabiam?!?! Espantoso! Deviam ser os únicos...  para além de que o pessoal do Gabinete de Imprensa devia de levar uma boa achega, cambada de incompetentes.
Mas pronto, «não foi apresentada qualquer queixa formal».
Hum... Não deviam de dizer isto assim, há para aí gente que será bem capaz de pensar que claro que não foi uma queixa formal, foi um telefonemazito de pé-d'orelha que acabou com um convite " a ver se vamos almoçar um dia destes"...
Pois, não deviam de dizer isto assim.
Por outro lado, não devem ter com quem almoçar no Facebook, a página continua aberta: https://www.facebook.com/conselhosdocosta/?fref=ts

Claro que se pode evocar: "Falsificação de identidade é uma violação das regras do Twitter." Pode mas é ridículo e estrategicamente errado. Não só não havia qualquer perigo de alguém confundir a tal página com uma do Costa (aquela tinha imensa graça) como o Twitter está pejado de páginas "falsas" das mais variadas personalidades, políticas e não só, e ninguém parece ligar a isso.
Ri-dí-cu-lo!
«A conta“Pedro, o PM”, um retrato satírico do ex-primeiro-ministro, criado em 2012 e em tudo semelhante ao perfil fictício de António Costa, nunca esteve identificado como sendo falso. E chegou a somar 6.310 seguidores, sem nunca ter sido sancionada ou suspensa.»
Pois é... Costa, queres um conselho?
Está bem, agora não, estás traumatizado.


«Twitter. Suspensa conta que gozava com Costa»

355.713 PARTILHAS                           In Observador
«Era uma conta satírica e de paródia ao primeiro-ministro. Agora, o Twitter decidiu suspender o perfil fictício de Costa. Autores da página não foram notificados. PS garante que não denunciou a conta.»

O FIM DA AUSTERIDADE!!!

KÊ???

Aaahhh, finalmente percebi o que queriam dizer com "O fim da austeridade"


«As subvenções vitalícias atribuídas a políticos fora do activo vão disparar de 700 mil euros para quase 19 milhões de euros este ano. 
O valor consta da proposta de Orçamento do Estado para 2016, e resulta da decisão do Tribunal Constitucional, que obriga à reposição das verbas cortadas nos dois últimos anos

«Há cerca de um mês, o Tribunal Constitucional declarou a inconstitucionalidade das normas do Orçamento do Estado para 2015 que alteraram o regime das subvenções vitalícias a ex-titulares de cargos políticos, que as faziam depender do nível de rendimento.»
In RTP notícias - 7 Fev. 2016 (vídeo)

No entanto... Porém... Apesar de...Todavia,... Contudo,... Não obstante,.. 
A 29 de Março de 2013...
«José Cardoso da Costa* foi um dos constitucionalistas que defenderam o Orçamento, no âmbito do processo de fiscalização da constitucionalidade. Miguel Nogueira de Brito, Xavier de Basto e Vieira de Andrade também deram parecer favorável.» In Jornal de Negócios
* Catedrático jubilado de Coimbra, juiz do Tribunal Constitucional durante 20 anos e seu presidente entre 1989 e 2003

Não sei porquê mas está a querer parecer-me que o Tribunal Constitucional se dá melhor com este Executivo de "fim de austeridade" . Deve ser devido à intransigência na defesa dos interesses do povo português...
                                                                                           
Entretanto, coerentemente...

«As despesas dos gabinetes dos 60 membros que compõem o primeiro governo liderado por António Costa totalizam os 58,2 milhões de euros este ano, de acordo com os mapas informativos que acompanham a proposta de Orçamento do Estado (OE) de 2016. Este montante representa um aumento de 6,7 milhões de euros em relação ao valor orçamentado em 2015, o último ano do executivo de Passos Coelho, com 56 membros.»

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NÃO VOU LEVAR ISTO A SÉRIO - 6

O NOTICIÁRIO NACIONAL COMO É VISTO CÁ EM CASA




João Galamba apresenta Orçamento de Estado!
Monday, 1 February 2016

O SÉCULO REPUBLICANO

Contam-se pelos dedos de uma mão, e sobram dedos, as vezes que re-publiquei aqui um post. Este "veio hoje ter comigo" no "see your memories of this day" (ou coisa parecida) do Facebook. Porque hoje é hoje1 de Fevereiro, reli-o. Foi escrito em 2010 quando decorriam as comemorações do centenário da república; Hoje, uma semana após umas eleições presidenciais nas quais, pela primeira vez votei em branco, redobro as minhas palavras por sentir as razões redobradas.

CEM ANOS SEM REI

O que me lixa não é que se comemorem os 100 anos da república, cada um é para o que nasce e "chacun s'amuse à ça façon".
O que me lixa é que se comemore o centenário da república como se a instauração da dita correspondesse à realização da vontade democrática do povo português; como se estivessem a celebrar 100 anos de democracia, ou lá que raio de sucedâneo de democracia é esta coisa em que vivemos actualmente.
A nossa suposta democracia é uma jovem prestes a completar 36 anos que, talvez por acumular erros de juventude e devido à sua descuidada cultura e educação, para já não falar de uma capacidade financeira que a tem vindo a comprometer na sua ética e na sua independência, apresenta um aspecto desgastado, e pouco atraente.
Será por isso que agora tendem a confundi-la com uma centenária?

A república tem 100 anos e Portugal cumprirá este ano 867.
Quase tudo o que foi importante se passou nos primeiros 767

O que se fez destes últimos 100 anos em Portugal que faça deste país uma presença respeitável no mundo? Uma referência? Uma opinião ou um exemplo a ter em conta?

(aquele vergonhoso programa de televisão sobre "Os 100 maiores portugueses" foi uma boa amostra...)

E não me venham falar das conquistas do povo na sua Liberdade, que é curta nos anos e encurtada no respeito, nos seus Direitos, que expressos ou não na Constituição, são de menos em menos observados, cumpridos e, uma vez mais, respeitados.
Não me falem de igualdade e, menos ainda, de fraternidade; não me falem porque atiro-me para o chão a rir e a chorar ao mesmo tempo e terão de chamar uma ambulância e vestir-me um casaquinho branco daqueles com muitas persilhas e fivelas.

Já sei, já sei, "a monarquia peca à partida porque o rei não é eleito, o rei é filho do rei".

Tenha um republicano uma empresa e vá lá eleger um director-geral que reúna o consenso do seu eleitorado, que seja supra-partidarices, e que tenha a educação e a formação apropriadas às suas funções... Uma gaita!
A ingenuidade tem limites e, quando não tem, é o descalabro empresarial.
Quem tem uma empresa quer ver à sua frente alguém que saiba da poda, que conheça os bons e maus caminhos, que saiba ler relatórios e contas, que saiba aferir das várias necessidades, o resto é conversa. Depois que se elejam representantes, comissões, etc, etc. mas não pode ser o Senhor porteiro, que conhece toda a gente, é um gajo porreiríssimo e que conhece os cantos à casa que o bom senso fará eleger responsável pela empresa.
"Mas nada garante que o rei será um bom governante..."
O rei não é um governante numa monarquia moderna; O rei é a personificação do seu país, para isso é educado, é a estabilidade que permanece com tudo o que constitui uma Nação, não personifica nem se altera nas mutações normais e decorrentes da vida do Estado.

Obviamente que não falo contra o sistema democrático e eleitoral, longe de mim, defendo-o com unhas e dentes. Não é o sistema democrático que está em causa.

Não é possível um presidente da república ser consensual, ser apartidário, ser, de facto, o representante de toda uma nação. E não é presidente da república quem está, de facto, preparado para o ser, quem tem a educação e a formação para o ser; É quem é eleito, num acto político e, também, afectivo.

Vivemos de "Pai da nação em Pai da nação" como um povo orfão que vai mudando de pai adoptivo; um padrasto que serve vários interesses e, com muita sorte, até poderá defender os do povo que o elegeu durante o tempo que durar. E se o deixarem, caso não se trate de um regime presidencial.

Então e um rei, é sempre bom e consensual? Não, não é, mas também não é essa a sua função. Para governar e legislar existem governos e parlamentos. Os poderes Executivo, Legislativo e Judicial não se prendem de forma alguma com um regime republicano ou monárquico, são questões totalmente independentes, como questões independentes são as da Democracia ou da Autocracia.

O rei é educado fora do ambiente partidário; o rei não vota, o rei não se candidata, o rei não precisa de ser eleito nem de se subjugar a essas necessidades e interesses.
O rei é educado tendo como ideologia o seu país e o seu povo, a união da sua nação.

O rei não vai ser presidente de uma qualquer empresa pública, ou privada, não vai pedir nem aceitar um "job dos boys". O rei não vai ser primeiro-ministro, ou segundo ou terceiro, nem deputado, nem presidente da câmara ou da junta, ou do Sporting ou do Benfica.

O rei é a bandeira de um país mas com uma consciência e uma voz. O rei permanece como símbolo da nação e do povo quando as eleições modificam as legislaturas entre as esquerda e a direita, entre a boa ou má gestão do senhor A ou do senhor B.

Ah pois, então e os privilegiados? A nobreza... os marqueses, os condes, etc?

Privilegiados? Os marqueses, os condes, etc? Não me gozem!

Há alguém que seja privilegiado por ser conde ou duque, que se encontre acima da lei, acima dos direitos e deveres de cidadão, em qualquer uma das monarquias democráticas europeias?

(Aliás, deixemo-nos de redundâncias porque não existe qualquer monarquia europeia que não seja consolidadamente democrática; já das repúblicas não se poderá dizer o mesmo).

Privilegiados, sim existem, em todo lado, uns por conquista ou herança - legitimantente adquiridas - outros...
Outros de quem nem vale a pena falar, nós por cá vemo-los às dúzias, impunes e divertidos proclamando a sua inocência e inimputabilidade aos quatro ventos, democraticamente descarados, eleitos, nomeados.

Comemorem lá o centenário da república, é verdade faz 100 anos, mas não a venham identificar com as conquistas democráticas, não atirem areia aos olhinhos do Zé Povo que já anda cegueta há que tempos.
E já agora, não se esqueçam de que a república não nasceu de uma revolução de cravos ou rosas; nem rosas e cravos se lhe seguiram.


PROGNÓSTICO APÓS O ACTO

Perguntaram-me por que não escrevi nem uma palavra sobre as "presidenciais, sus muchachos e muchachas"; remeti a resposta para depois do acto.

Fico contente por a coisa se ter despachado à primeira volta, não fosse eu ver-me na contingência de ter de ir votar num personagem de carácter mais do que dúbio e andar 5 anos a rosnar de mim para comigo.

Caso se me tivesse posto alguma dúvida sobre as minhas deslavadas opções  - coisa que não se pôs -  as declarações do "Rasputine" na passada sexta-feira ter-me-iam confirmado que não haveria lugar para remoques na minha obsessivamente analítica consciência:

 "o Governo está a fazer o que deve, que é continuar um caminho do Estado português de redução do défice, para fazer terminar o processo de défices excessivos".
Verdade se diga, não acredito por um minuto que o "Fazedor-de-Factos-Políticos" pense o que disse... Então por que disse? Bem podia ter ficado calado. Podia, mas ele é assim, diz o que pensa... ser melhor dizer a dado momento... para alcançar os propósitos que persegue. E diverte-se com o assunto, está-lhe na alma de intriguista.
É um bom jogador de xadrez este rapaz, tem uma soberba capacidade para olhar e interiorizar o tabuleiro como um todo  -  apenas superada pela sua vontade compulsiva de brincar ao xeque-mate. Como agora o rei é ele pode ser que se acalme mas é duvidoso, não lhe dá gozo.

Nem pastelinhos de camarão,
nem croquetes de vitela,
nem sequer uns pasteis de Belém...
Nada na ementa que me compusesse o estômago, nada que comesse por bom
Lá teve se ser, vagamente amargo, absolutamente seco,optei pelo branco, de um trago, e não penso mais nisso.

A PARTE QUE TEMOS DE LEVAR A SÉRIO

Não quero tecer comentários nem alongar-me sobre o assunto, de há uns anos a esta parte tornei-me tendencialmente hipertensa.
(É do mau feitio, dizem as más línguas).
Deixemos então as palavras, que tendem a azedar, e tomemos os números fornecidos pelo IGCP



Há que ter calma, o governo, ou lá o que é esta coisa, tomou posse apenas há uns dias mais do que mês e meio (26Nov.2015), ainda a procissão vai na praça...

 O Estado aumenta em 12,1 mil milhões de euros as necessidades de financiamento até 2019 e atira 6,6 mil milhões de dívida do FMI para pagar depois da legislatura 
Custo médio da dívida do FMI - 4,7% 
Juros da nossa dívida a dez anos no mercado - 2,6% 

(Fazei as continhas, fazei...)

 Olhando para a segunda linha da tabela:  "Défice do subsector Estado", percebe-se que em quatro anos o Governo de António Costa prevê ter défices superiores ao previsto pelo Governo anterior de 11 mil milhões.

- Em quatro anos, o Estado prevê endividar-se em 71,1 mil milhões; 
- Em Setembro último previa ir aos mercados buscar apenas 59 mil milhões. 

- Nestes mesmos quatro anos, o Estado previa pagar antecipadamente ao FMI 16,9 mil milhões de euros, 
- Agora prevê devolver apenas 10,3 mil milhões.

(Por outro lado... Não fazei continhas, sede felizes, gozai os feriaditos, trabalhai 35 horas semanais e por aí fora e coiso e tal, sempre, sempre ao lado do povo até à bancarrota final)

NÃO VOU LEVAR ISTO A SÉRIO - 5

Citando o Exmo. Senhor ministro da educação:

"Sabemos que o SUCESSO escolar é o grande entrave ao progresso das qualificações, à mobilidade social e também ao paliar das desigualdades."
"E é preciso, acima de tudo, voltar para trás, ter a consciência de que a escola não tem de treinar para exame."
Poderia agora dedicar algum do meu latim a comentar sobre a evidência de que o Exmo. Senhor ministro da educação é uma cavalgadura. Poderia... mas não seria a mesma coisa. Assim chega perfeitamente e até gosto da parte do "paliar das desigualdades.". Não consta deste vídeo mas também gostei da seguinte argumentação apresentada no decorrer desta palhaçada:
"Ó Srª deputada quem governa somos nós e é assim que nós queremos e pronto"
I rest my case...



BOWIE - UMA VIDA TRANSBORDANTE


ENDLESS BOWIE - Alex@RealGana

Bowie, a despedida...

Na passada sexta-feira, dia 8, passou na BBC uma pequena peça dedicada ao 69º aniversário de Bowie e ao simultâneo lançamento do seu último álbum "Blackstar".
Fiquei perplexa, aterrorizada, ao olhar as imagens, a música desapareceu; o sofrimento que transmitem é de tal forma brutal que não consegui seguir o desenrolar das músicas sem me violentar.
Violento, é o adjectivo que encontro para a sensação de sofrimento dos dois vídeo-clips de lançamento do álbum. Bowie está doente, pensei,  estará a morrer?
(Aconteceu-me o mesmo a primeira vez que vi o clip de "I'm going slightly mad" dos Queen: dois dias depois Mercury morria)

Transcrevo abaixo palavras que encontrei on line sem mais comentários
«Released only four days ago, the video for single ‘Lazarus’ was Bowie’s parting shot, opening with a blindfolded, fragile-looking Bowie laying in bed. His first words “look up here, I’m in heaven/I’ve got scars that can’t be seen” are now obviously an admission of his ill health, rather than just a fantastical musing on mortality. It soon becomes obvious that the bed he's in is a hospital one and Bowie begins to float above it, signifying his transmutation to the other side – whatever, or wherever that may be. Watching it now, it’s a statement as bold as it is bleak. »Read more at:How David Bowie told us he was dying in the 'Lazarus' video -  http://www.nme.com/blogs/nme-blogs/how-david-bowie-told-us-he-was-dying-in-the-lazarus-video?utm_source=facebook&utm_medium=social

Deixo também os links para os dois clips de lançamento de "Blackstar", não os desejo publicar aqui. Se os virem e ouvirem creio que me entenderão.
Apenas um momento de alívio no final de "Lazarus":
  "Just like that blue bird, I'll be free"... 
É quase um alívio que Bowie esteja agora para lá desta vida

Lazarus - https://youtu.be/y-JqH1M4Ya8
Blackstar - https://youtu.be/kszLwBaC4Sw

Link: David Bowie no Cinema 

Proíbido Ler - 24Nov.2014


Sixty-six facts about David Bowie

In BBC News 11Jan.2015

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QUANDO SE FECHA UMA PORTA...

CONVÉM VER SE NÃO SE ENTAIPOU A JANELA...


Segundo o Jornal de Notícias, estarão para ser nomeados os próximos detentores dos cargos de Provedor de Justiça, de presidente do Conselho Económico e Social, os membros da Entidade Reguladora da Comunicação Social, dez dos treze juízes do Tribunal Constitucional e sete vogais do Conselho Superior de Magistratura.

Estas nomeações terão de ser aprovadas por uma maioria de dois terços dos 230 deputados eleitos
Dois terços dos 230 deputados são 153 deputados
A tal maioria que detém o parlamento compõe-se de 122 deputados

Ou é da minha lamentável aritmética ou creio que estarão 31 deputados em falta...


Acho que começo a entender aquela expressão idiomática tão portuguesa:
"Estás metido num grande 31".

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MAIS ATENTADOS DE MORTE DO QUE DIAS PARA MATAR

Quando, a 7 de Janeiro deste alucinado 2015,  o ataque terrorista à "Charlie Hebdo" fez 12 mortos, incluindo os dois assassinos, e cinco feridos graves, o mundo susteve a respiração. Chefes de Estado desfilaram sob o peso de uma consciência acrescida de que a violência letal no mundo tinha subido mais um patamar, um novo paradigma de terrorismo tinha despertado.

Creio que quase todos perdemos a conta aos atentados suicidas, muitos dos quais levados a cabo por meninas-bomba, e às incursões selvagens do Boko Haram em numerosos territórios africanos; perdemos a conta aos atentados e ao insano número de vítimas.

Thousands died in Baga Town after recent Boko Haram attack.
São incontáveis os "ataques aterrorizadores de rua" que ocorrem diariamente em Israel, dos atropelamentos em massa às facadas aleatórias, a "roleta russa" instalou-se





Os atentados de Paris do passado dia 13 de Novembro fizeram-nos entender à saciedade que estamos perante um fenómeno de horror que não é ocasional, que não é esporádico, que não é algo com que possamos viver e ir torneando.

Fecharam-se fronteiras, declaram-se estados de emergência, levantaram caças-bombardeiro, reuniram-se consensos, articularam-se respostas operativas. Compreendeu-se que os sonhos idealistas do Espaço Schengen foram sonhados numa época que já não é, de forma alguma, aquela que estamos vivendo. Fomos brutalmente confrontados com uma realidade que ultrapassou há muito o nível do "incómodo".

Mas na quarta-feira, durante a noite de quarta para quinta-feira, quando presenciava o desenrolar de cenas de guerrilha urbana após mais um massacre colectivo, desta vez em San Bernardino, nos arredores de Los Angeles, vi-me face a um gráfico que nem nas minhas congeminações mais negras - mais assimiláveis por uma ficção cientifica de serie B do que por qualquer análise quantitativa factual - poria a hipótese de a verdade ser tão negra, de se traduzir em números tão absurdos.


 
Este calendário, referente apenas aos E.U.A. , não apresenta o número de vítimas em tiroteios colectivos mas sim o número de ocorrências de tiroteios colectivos por dia que vitimaram mais de 4 pessoas; ou seja, se o número de vítimas for "apenas" de 3 ou menos, essa ocorrência nem se encontra aqui registada.

Em 336 dias ocorreram 355 tiroteios colectivos que originaram mais de 4 vítimas. 
Há mais tiroteios colectivos do que dias no ano.

Dia 2 de Dezembro ocorreram dois: um em Savannah, que fez 4 vítimas, outro em San Bernardino que resultou em 14 mortos e 17 feridos graves.
Quando a realidade é assim tão negra, quotidianamente, já não se vivem dias negros, vive-se nas trevas.
Vive-se nas trevas quando a ocorrência de atentados, tiroteios e mortes violentas se tornam uma rotina, quando começamos a ouvir e ver esses horrores e reagimos como se fizessem já parte da normalidade.

... Não me venham falar de extremismos religiosos: o mundo está cheio de psicopatas assassinos, raivosos, frustrados, que usam as suas pseudo-convicções religiosas como justificação para soltarem todo o ódio que abrigam, toda a incapacidade de lidarem com o mundo, com as suas pequeninas vidinhas, toda a incapacidade de se adaptarem às lutas reais e difíceis a que a vida nos obriga.
Não é uma questão de religião, é uma questão de fraqueza e ódio com a religião por álibi. A loucura e o Mal agem justificando-se em nome de Deus.

NÃO VOU LEVAR ISTO A SÉRIO - 4

Querida Catarina, estás parva de todo

(Para os mais distraídos, o texto do "Tweet" abaixo não é brincadeira, é mesmo da querida Catarina)


Pela parte que me toca não me escandaliza que acabem os exames do 4º ano,
embora me pareça que serão mais benéficos do que malignos exactamente pela razão contrária à evocada pela querida Catarina: parece-me uma boa ideia que as que crianças de 9/10 anos sejam submetidas a exames
  • que não são no final do ano lectivo, 
  • que representam uma baixa percentagem na avaliação global,
  • que as preparam para os exames que enfrentarão dois anos lectivos mais tarde.
Já os exames de 6º, 9º e 12º me parecem imprescindíveis por várias razões, a primeira das quais porque são a única forma de garantir que os alunos de Braga têm os mesmos critérios de avaliação que os de Faro, que os alunos do ensino público são submetidos à mesma avaliação de os do ensino privado.

Para primeiro parto legislativo da nova maioria é notável, há que dar prioridade ao que é prioritário...

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NÃO VOU LEVAR ISTO A SÉRIO - 3

A 1ª sessão do Parlamento com o novo Governo:
a remissão do alívio...

- NÃO houve acordo entre a esquerda sobre a reversão dos processos de sub-concessão dos transportes públicos; não foi votado;
- NÃO houve acordo entre a esquerda sobre a extinção da sobretaxa do IRS; não foi votado;
- NÃO houve acordo entre a esquerda sobre a extinção da contribuição extraordinária de solidariedade (CES); não foi votado;
- NÃO houve acordo entre a esquerda sobre o fim dos cortes nos salários da função pública; não foi votado;

AAAAHHH, MAS

- SIM, houve acordo entre a esquerda para acabar com o exame do 4ºAno do ensino primário
e foi votado; 

Indubitavelmente uma grande vitória de esquerda


Devido à falta de acordo entre o PS e os restantes partidos da esquerda, todas as propostas de alívio da austeridade acabaram por não ser votadas nesta sexta-feira.


Das propostas sonantes que a esquerda levou ao Parlamento para serem votadas esta sexta-feira de manhã, nomeadamente sobre as primeiras medidas…
PUBLICO.PT

NÃO VOU LEVAR ISTO A SÉRIO - 2


Isto é que é ser educado: deixar uma residência nas melhores condições para que o novo ocupante se sinta confortável, verdadeiramente "chez soi".


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NÃO VOU LEVAR ISTO A SÉRIO


PALAVRAS PARA QUÊ?

Vês Mãezinha, eu não te disse que com mais votos ou com menos votos ia ser primeiro-ministro?




E já agora...
O mais sorridente dos futuros ministros, o simpatiquíssimo Mário Sen-tino,, em plena Declaração de Intenções na A.R. relativas ao programa financeiro com que obsequiará o país
(Convém ir conhecendo a linguagem política desta rapaziada para que não ocorram interpretações erróneas)


AUX ARMES CITOYENS

Já vencemos exércitos maiores, mais poderosos e organizados

 

«O Governo francês confirmou que foi dado início a um bombardeamento a uma das cidades mais importantes do Estado Islâmico.»

«Aviões franceses largaram hoje 20 bombas no reduto do auto-proclamado Estado Islâmico em Raqqa, no leste da Síria. Na mesma nota, citada pela France-Presse, o ministro da Defesa afirma que foram destruídos um centro de controlo e de comando, um centro de recrutamento jihadista, um campo de treino e um depósito de munições do Estado Islâmico. » 15Nov..2015

Não é Allepo nem Beirute


Fuga pelas trazeiras do teatro Bataclan - Paris, 13 Nov. 2014


Posted by Mediatakeout on Saturday, 14 November 2015
https://www.facebook.com/mediatakeout/videos/1147089655322980/

Fuga pelas trazeiras do teatro Bataclan - Paris, 13 Nov. 2014

A HUMANIDADE ESTÁ EM GUERRA





SINTRA - CASTELO DOS MOUROS

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