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LER PODE SER PERIGOSO (MAS É MAIS PERIGOSO NÃO LER)

Sem quaisquer comentários, absolutamente desnecessários,
sobre um artigo que é uma fonte jorrante de informação


José Manuel Fernandes 
no "Macroescópio" do Observador - 19 Out.2016

 
Esta segunda-feira participei numa conferência com Luís Amado (que foi ministro da Defesa e ministro dos Negócios Estrangeiros em vários governos do PS) para debater o mundo com que António Guterres terá de lidar como secretário-geral das Nações Unidas. Até entrar no auditório da AESE Business School, que organizava o encontro, eu julgava ser uma pessoa especialmente pessimista – sobretudo pessimista quando, olhando para o mundo perigoso em que vivemos, procurava pensar sobre o nosso futuro comum. Bastaram-me alguns minutos a ouvir Luís Amado para perceber que, se calhar, sou afinal um optimista. É que nunca ouvira ninguém dizer, preto no branco, que atravessamos aquele que é, provavelmente, o período mais perigoso para as relações internacionais, e para a paz no Mundo, desde o fim da II Guerra Mundial. Não vou aqui resumir os argumentos desenvolvidos nessa conferência, antes parto da simples constatação desse pessimismo para vos sugerir algumas leituras que, não sendo apocalípticas, suscitam suficientes inquietações para que deixemos de olhar apenas para o umbigo das nossas discussões domésticas e demos alguma atenção ao que se passa em redor. E também à circunstância de encontrar cada vez mais pessoas que, nos mais diferentes órgãos de informação, falam em “regresso aos anos de 1930” ou mesmo em “III Guerra Mundial”.
 
Um dos centros das tensões que cruzam o nosso planeta é, como tem sido nas últimas décadas, o Médio Oriente. Só que agora a zona de maior fricção deixou de ser a gerada como conflito israelo-palestiniano para passar a ser a complexa guerra civil – ou guerras civis – que têm vindo a destruir a Síria e o Iraque. Por isso a minha primeira sugestão de leitura é um texto da Spiegel, Battle for Aleppo: How Syria Became the New Global War, onde se coloca a questão que não pode deixar de ser colocada: “Could escalation between Moscow and Washington be on the horizon?”Eis alguns dos sinais inquietantes da actual escalada: “Because Russia is taking part in Assad's air strikes on civilians, the US last week withdrew from all peace talks. In response, Russia pulled out of a deal for the disposal of surplus weapons-grade plutonium -- which can be seen as an indirect threat to use atomic weapons.” Quanto à situação em Aleppo, esta ilustração da mesma Spiegel é bem ilustrativa da forma complexa como se alinham as diferentes frentes de batalha:
 

(Se não virão ainda, não deixem de ver este pequeno video, legendado pelo Observador, bem revelador do grau de destruição de Aleppo e que foi filmado por uma câmara instalada num drone.)
 
Na Spectator, Paul Wood vai directo à interrogação com que abri esta newsletter: Could the conflict in Syria lead to world war three? Relations between America and Russia are now worse than at any time since the Cold War. Misto de reportagem e análise, é um texto que parte do drama de Aleppo, a cidade mártir, para depois discutir as diferentes hipóteses de intervenção dos Estados Unidos e chegar à conclusão que “The Russian military has now announced that it is sending a battery of the S300 air defence missiles to Syria. This is not world war three, but it is starting to look like a new Cold War. Hillary Clinton’s no-fly zone rests on the belief that Vladimir Putin will deflate like a punctured balloon when challenged. But what if he does not?
 
Vale a pena falar um pouco mais desta tensão e, também, do que representa e do que prossegue Vladimir Putin. No Washington Post George F. Will tem uma leitura sombria: Vladimir Putin is bringing back the 1930s. Duplamente sombria: “In many worrisome ways, the 1930s are being reprised. In Europe, Russia is playing the role of Germany in fomenting anti-democratic factions. In inward-turning, distracted America, the role of Charles Lindbergh is played by a presidential candidate smitten by Putin and too ignorant to know the pedigree of his slogan “America First.” Para sustentar o seu ponto de vista este colunista cita por diversas vezes um livro que também recomendo e cujo título diz (quase) tudo: “Authoritarianism Goes Global” (edições  da Universidade Johns Hopkins). Um
 
Um dos editores deste livro é um académico conhecido pelos seus estudos sobre a democracia, Larry Diamond (os outros são Marc F. Plattner e Christopher Walker), pelo que sigo para um texto deste autor hoje publicado na The Atlantic: It Could Happen Here. O “aqui” são os Estados Unidos e o que podia acontecer é um solavanco na democracia, e logo na democracia que tem servido como referência de solidez, resiliência e respeito pela Constituição. O autor parte das tensões criadas pela candidatura de Donald Trump sublinhando que “Democracies fail when people lose faith in them and elites abandon their norms for pure political advantage”. De facto, como se escrevia num outro trabalho da The Atlantic, Democracy Depends on the Consent of the Losers e aquilo que Trump tem vindo a dizer a que pode não aceitar facilmente uma derrota nas urnas.
 
Mas nem sequer é necessário que o candidato republicano abra uma crise constitucional para que os próximos meses criem um relativo vazio de poder no que toca à capacidade de acção dos Estados Unidos. É isso mesmo que sublinha Gideon Rachman, do Financial Times, em A distracted America in a dangerous world: The next three months will be a perilous time from Mosul to the South China Sea. Depois de analisar com as diferentes crises podem evoluir até um novo Presidente dos Estados Unidos tome posse em Janeiro de 2017, o autor olha criticamente para o legado de Obama: “As Mr Obama prepares to pack his bags in the White House, he may look back wryly at the foreign-policy goals that he set eight years ago. There was to be a “reset” that would lead to better relations with Russia. There would also be a new and closer working relationship with China. And there would be an end to war in the Middle East. None of those policies has come to fruition. Instead, Mr Obama will be fortunate if he can negotiate his last three months in office without presiding over a major international crisis.”
 
No Wall Street Journal é-se ainda mais crítico no que se refere à política síria desta Administração, escrevendo Daniel Henninger que Aleppo Is Obama’s Sarajevo. É um texto ácido: “We will wait for Mr. Obama’s memoirs to discover the moral calculus behind his abandonment of Syria’s rebels. We suspect the math will go something like this: I spent all my political capital on the Iran nuclear deal, forestalling a long-term apocalypse in return for the near-term disorders in the region. Well, the world has paid a high near-term price—in cash, security and moral capital—for one nuclear deal with Iran. That includes Aleppo.”
 
Dir-se-á: mas temos Mossul. Ao menos de lá vêm notícias mais optimistas, o Daesh está finalmente na defensive, a coligação com o apoio dos Estados Unidos já está nos subúrbios dessa importante cidade. O Observador já procurou clarificar o que está em causa num Explicador preparado pelo Miguel Santos – À reconquista de Mossul. O que está em jogo? – e a Economist, na sua coluna The Economist explains, era clara: Why the battle for Mosul is a turning point. É um texto que nos recordava a importância estratégica que a cidade sempre teve ao longo dos milénios: “Ever since Sennacherib made the city his capital in 700 BC, whoever ruled it has dominated the region—be they Assyrians, Babylonians, Arabs, Ottoman sultans or the British empire. It remains strategically important in the 21st century: regional powers regard a post-IS Mosul, if not as a jewel to conquer, at least as a place to deny to rivals.”
 
Contudo é prudente não lançar foguetes antes de tempo. Mosul will be liberated, but Iraq’s future hangs in the balance, escreve David Gardner no Financial Times. A questão que o autor levanta é que o Iraque continuará a ser um país fragmentado e toda a região continuará instável e dividida por conflitos sectários mesmo que se consiga expulsar os jihadistas de Mossul. Em síntese: “The territory of Isis’s vainglorious caliphate is being eaten away. It will lose Mosul. But until the issues of how to govern liberated territories and protect their inhabitants are properly addressed, a jihadi organisation that can combine a range of tactics from regular warfare to terrorism will still be able to change shape and survive.”
 
Peço desculpa por hoje estar a regressar muitas vezes ao Financial Times, mas como este Macroscópio já vai relativamente longo e apenas aflorámos alguns dos factores da actual instabilidade a nível global, queria acabar por hoje com uma referência a Philip Stephens e ao seu texto How the west has lost the world. É uma síntese interessante de como o mundo tal como o conhecemos pode estar a acabar e, sobretudo, sobre como a nova ordem (ou desordem) mundial já não será construída em torno do Ocidente. Em síntese: “The world is at a hinge point. The post-cold war settlement, organised around unchallenged US power, western-designed global institutions and multilateral rules and norms, has been eroded. The rule of power is chafing against the rule of law, nationalism against internationalism. Some think that the simple fact of economic interdependence will save the day — conflict would throw up only losers. But the dynamic can operate in the other direction. It is no accident that the International Monetary Fund’s latest annual report cites political risk as the biggest threat to the world economy. The liberal economic system depends above all on global security order.”

 
Tempos perigosos, tempos de decisões difíceis, tempos em que sentimos que deixámos de conhecer as regras do jogo. Luís Amado mostrou-se, repito, muito pessimista na sua conferência na AESE, e nela tocou em muitas outras frentes para além das referidas neste Macroscópio. O leitor fará o seu juízo, mas asseguro-lhe que folhear a imprensa internacional não nos deixa com vontade de festejar.
 
Tenham bom descanso e boas leituras. 


RÚSSIA, PALADINA DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO.

Não sei se alguém que passe por aqui já se deu à pachorra de ouvir as emissões da Russia Today - RT - , canal de informação do Estado russo em língua inglesa. É muito instrutivo...

Tenho uma amiga russa, mulher inteligente de quarenta e tal anos, que vive em Lisboa há quase uma década e com quem estou com alguma frequência. Tem sido uma espécie de "case studie" ouvir, observar a evolução das suas opiniões políticas, a sua ideia do mundo, a sua opinião sobre a Rússia, os EUA, a Europa, ao longo deste tempo. Sente-se extremamente revoltada com a versão da "verdade" que lhe foi dada por lá às colheradas durante a maior parte da sua vida. Este Verão esteve na Rússia durante cerca de um mês... Quando voltou fui busca-la ao aeroporto e pouco depois estávamos sentadas à mesa a palrar; e diz-me ela - "Ao fim de três dias já estava farta de lá estar, é muito difícil aguentar tanta propaganda distorsíva, é muito revoltante, e as pessoas não têm a menor noção, os ocidentais são uns assassinos opressores".

Quando se ouve a Russia Today, presente na maioria dos pacotes oferecidos pelos operadores de TV por cabo,  percebe-se o que ela quer dizer, e há a acrescentar que o emitido pela RT é a versão soft para capitalista ocidental ver.

Claro que nada disto é novidade mas uma coisa é saber, outra é deleitarmo-nos com as mensagens supostamente subliminares que aquela rapaziada pretende impingir e o ar cândido ou injustiçado com que pretendem vender-nos aquilo em que fingem acreditar. Uns miminhos a qualquer hora do dia ou da noite!
Por mera coincidência a RT tem, entre outras guloseimas, um "chat-show" apresentado, via net, claro, pelo heroi da WikiLeaks, o angelical Julian Assange.

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Hoje a RT está em pé de guerra, literalmente.
O banco NatWest, onde se encontra sediada uma das mais importantes contas bancárias da RT e que faz parte do grupo Royal Bank of Scotland, resolveu fechar as contas com este seu cliente. Assim, pura e simplesmente:
“We have recently undertaken a review of your banking arrangements with us (NatWest) and reached the conclusion that we will no longer provide these facilities,” it said. The decision was final, the letter added. In "The Guardian"- 17/10/16
O Tesouro britânico diz que não ter a menor relação com o assunto.
Membros do parlamento russo, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo e oficiais dos Direitos Humanos condenaram veemente esta ocorrência.
Ao abrigo dos Direitos Humanos e da Liberdade de Expressão aguardam-se as represálias sobre a BBC em Moscovo.

E a parte mais gira: A editora-chefe da RT diz que está a ser desrespeitada a Liberdade de Expressão. Ó pá... que injustiça!
Editora-chefe esta que publica alarve e repetidamente:
"Russia’s military intervention in Syria as a campaign against terrorists, and reflects Moscow’s official position that no civilians have been killed by Russian jets."
Isto sim, é a liberdade de expressão, e de informação, levada ao extremo; e é verdade que dizem isto, eu já ouvi.

Como também ouvi, ainda hoje, a RT dizer que o exército de resistência a Assad são os guerrilheiros terroristas al-Nusra (filial síria da Al Qaeda), que estes tinham morto mais não sei quantos cívis quando estavam em fuga e, vai daí, a força aérea russa os tinha bombardeado.
Nesta altura não existe presença da al-Nusra em Alepo, quem os eliminou foram as tropas rebeldes e, como é óbvio, estas não estão em fuga. http://edition.cnn.com/videos/world/2016/10/17/intv-amanpour-molham-ekaidi-syria.cnn

Nos últimos anos o NatWest tem vindo a encerrar várias contas de clientes russos. Atiça-me a curiosidade, gostaria de saber quais...

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XEQUE AO OCIDENTE

Esta semana recebi dois e-mails, de pessoas que não se conhecem entre si, que me perguntavam por que não escrevo sobre a guerra na Síria, sobre o que se passa em Alepo.


Alepo - Foto U.N.2016
Porque o que se passa na Síria "não se passa na Síria".
Porque me doi na alma.
Porque aquele holocausto, como todos os outros, é imparável.
Porque não existe interesse político em resolver a situação por outra via que não a militar.
Porque nem sequer se pretende qualquer trégua que permita aliviar a fome, a doença, a morte, a desumanidade.

No dia 9 (passado domingo) e ontem, dia 12, foram disparados misseis cruzeiro do território do Yemen contra navios da marinha norte americana, estacionados no Mar Vermelho, pelos rebeldes Houthis, armados pelo Irão, que apoia Assad.
Estes ataques aconteceram na sequencia de um bombardeamento do Yemen feito pela Arábia Saudita, aliada dos E.U.A no combate à ISIS e namorada por Putin.
Hoje a marinha norte americana disparou mísseis Tomahawk que atingiram as origens dos ataques de que foram alvo...

Hoje a Royal Air Force recebeu ordens para evitar contacto com a aviação russa em territórios Iraquiano e Sírio no âmbito da Operação Shader - operação a decorrer nesses territórios que tem por alvo domínios da ISIS - mas recebeu também luz verde para poder abater aviões russos que assumam posições de ataque à RAF...

Ontem a CNN transmitiu a primeira parte de uma entrevista de Christiane Amanpour  a Sergey Lavrov, o M.N.E. russo, gravada esta semana.

Quando Amanpour perguntou a Lavrov se ainda acredita que possa haver uma solução diplomática para a Síria este respondeu - quase diria deixou escapar, perante o olhar de espanto da muitíssimo bem informada Amanpour - que no próximo sábado, dia 15, haverá uma reunião restrita com "os países que têm influência directa sobre o que se passa no terreno, 3 ou 4 potências regionais (Irão, Arábia Saudita, Qatar, Turquia) para uma "business-like discussion", nada do tipo "General Assembly debate" , poderá mostrar-se  "mais instrumental" do que conversações com os EUA

No passado sábado o Kremlin comunicou aos militares russos e aos funcionários do Estado que deviam repatriar as suas famílias. Os oficiais superiores foram aconselhados a vender as suas propriedades e a encerrar contas bancárias no estrangeiro.
Seguiu-se o posicionamento de mísseis com capacidade nuclear junto à fronteira com a Polónia (com capacidade para atingir Berlim).
Ontem Putin cancelou a visita a França e o seu encontro com Hollande

A Rússia revê alianças, assume posições militares provocatórias no terreno, fecha posições políticas, enviabiliza meios diplomáticos, bombardeia a bel-prazer populações e acções humanitárias, veta propostas de cessar fogo.
A Rússia quer guerra, a Síria é um mero pormenor, uma peça importante no tabuleiro de xadrez sacrificada em nome de um xeque-mate mundial
Não há sanções, diplomacias nem boa-vontade, o rei está em xeque, o rei somos todos nós.


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PARA BAIXO TODOS OS SANTOS AJUDAM

Quando se bate no fundo e se gosta do fundo está tudo bem, pois que se fique por lá. Parece que há casos perdidos e outros haverá que são tratáveis mas será que vale o tempo e o investimento? O que é preciso é ser feliz; se são felizes assim deixai-os estar.


Se a coisa fosse minimamente espontânea seria já bastante má mas há um site que oferece umas massas giras a quem:
vestir uma t-shirt a dizer "BILL CLINTON RAPE" e aparecer, por um mínimo de 5 segundos na TV - 1000us dólares 
ou
seja ouvido a gritar "Bill Clinton is a rapist", envergando a t-shirt, na TV   
 A t-shirt é vendida por 19,95 dólares (é carote mas é um bom investimento) e não é obrigatório que seja essa, pode ser uma similar
.../...payouts to anyone who can do one of the following while on local or national television:
a) $1k for visual: Wear Infowars “Bill Clinton Rape” shirt on television for at least 5 seconds
b) $5k for visual/audio: Anyone who can be vocally heard saying “Bill Clinton is a rapist” while wearing the shirt or displaying similar imagery.
The contest will continue through the election, or until $100,000 in prizes have been given out. Prizes to be awarded at Infowars’ discretion.
É espantoso!!! Há gente que pode ter o pézinho a gangrenar e não se apercebe de maneira alguma de que deu um tiro no pé

Dois destes felizes contemplados apareceram ontem num comício democrata onde falava Obama; e digo "felizes" porque, não me restam quaisquer dúvidas, se fossem uns malucos que aparecessem com este tipo de intenções num comício republicano, na melhor das hipóteses, teriam sido expulsos ao estalo por uns latagões primos de taxistas lisboetas


Obama, mais uma vez esteve bem, muito bem; sem perder a pose, nem o seu magnífico sentido de humor, rematou:

“Is somebody hollering again? You know what? Here’s the deal. Try to get your own rally. You gotta get your own rally. See, if you can’t get your own rally, don’t come mess up somebody else’s rally.
This is the great thing about politics in America, folks will just do all kinds of stuff. It takes all kinds. Those are folks who were auditioning for a reality show. I heard some booing. Don’t boo – vote. It doesn’t really matter if some man runs across here and gets his 5 minutes of fame. What matters is who votes.”
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NO SURPRISE THERE


Vá lá, agora uma pergunta fácil:
O que acontece quando o Dônálde diz ser um gentleman?

PIOR A EMENDA QUE O SONETO

Quanto eu julgava que esta história já não seria passível de "valor acrescentado", vem a mulher dar explicações porque se sente injustiçada, incompreendida.
Agora sim, após um "tweet" compreendemos todos:


As taxas sobre os rendimentos já existe (e de que maneira)
Se o número de milionários aumentasse seria um excelente sinal
Mariana, filha, não existe classe média com boas condições económicas num país sem riqueza. 
Vê se percebes uma evidência: é o sector privado que dinamiza a economia, o Estado é uma lontra gulosa. Se não quiseres ver, não vejas, chama-se a isso obtusidade de esquerda, mas pára de te enterrar em disparates

SEM VERGONHA


António Barreto - "Sem emenda"
O problema é que não há ricos. Ou antes, não há ricos que cheguem. Os que tinham dinheiro já o puseram a recato. E o dinheiro já não chega. Por conseguinte, vamos aos que se seguem, todos os que têm alguma coisa. Passam a ser todos ricos. Por exemplo, para já, aos que têm património de mais de 500 mil euros... Faz-se uma lei sem saber quantas pessoas, quantas casas, qual o rendimento... Não se faz a mínima ideia, o governo não define o que é um rico nem um pobre. É quem convém. E se não chega, arranjar-se-á mais, com os impostos indirectos, antes de se passar aos directos. E a tudo o que vive. Tudo o que tem ou ganha qualquer coisa. Até se chegar aos remediados. Até deixar de haver ricos. Mesmo que então já só haja pobres...
Helena Matos - "Vergonha? Disse Vergonha?"
Para a esquerda radical, de que a deputada faz parte, a riqueza não se gera, caça-se. Em algum lado a presa/riqueza há-de estar: antes nacionalizava-se e ocupava-se. Agora taxa-se. Alguma vez a esquerda radical concebeu outra forma de governo e de financiamento que não passe pelo confisco?
Na verdade, como acontece com os fanáticos de todos os tempos, eles são os donos das palavras e nunca são confrontados com a barbárie implícita aos seus atos mas tão só com a bondade das intenções que apregoam. Esta gente, cujas ideias só geraram pobreza, totalitarismo e atraso, esta gente que nunca criou um posto de trabalho, que vive do Estado e para controlar o Estado, goza, com a conivência de todos nós, do direito a falar em nome de todos aqueles cujas vidas literalmente desgraçam.
Blog "Blasfémias" - Vitor Cunha - "É uma tristeza, é o que é"
Os imbecis que nos governam, os toscos que os apoiam, o rol de idiotas chapados com formação académica que os aclamam e os média, que os tratam sem insultarem as respectivas mães – culpadas, certamente, por amamentarem estas criaturas até ao doutoramento -, geram uma tristeza tão contagiosa, açambarcadora e deprimente que suga qualquer hipótese de humor sobre toda a tragédia que é o Portugal do século XXI.

KOSTACHU

Hoje, em mais um momento de profunda inspiração de grande figura de Estado, o tipo que está a fazer de primeiro-ministro mandou a oposição "caçar Pokemons"; a sério, não é piáda, é verdade.

«Numa alusão indireta às previsões económico-financeiras do PSD, António Costa declarou que "quem anda à procura de encontrar o diabo mais vale dedicar-se à caça de pokémons»

Puxa pá, que classe!!!

Ó Kostachu, não te importas mandas o Centenachu instalar a aplicação no TM dele... Enquanto for brincar não dirá publicamente «estar a fazer tudo para evitar um resgate»
E a possível subida dos "impostos indirectos"? É para comprarem IPhones novos?

QUE PINTAROLA!

Ontem, domingo, houve um incêndio que parou por completo o trânsito na A1- Porto/Lisboa durante cinco horas.
Ontem, domingo, as temperaturas variaram pelo país mas situavam-se acima dos 35ºC; dentro de um carro ao Sol estariam por certo bem acima disso.

A Lucinda Borges e o Paulo Pereira, um casal de Avanca, perto de Estarreja,
contam:
- "Estávamos em casa e, como moramos perto da autoestrada, vimos que estava uma grande confusão. Pensámos que era um acidente e fomos tentar ajudar. Assim que chegámos ao local vimos crianças, idosos e grávidas e não hesitámos em ajudar. Aquele cenário mexeu com os dois"  
A Lucinda e o Paulo distribuíram gratuitamente pelas pessoas que estavam presas no trânsito mais de mil litros de àgua compraram do seu bolso




Disse a Lucinda:
"As pessoas estavam desesperadas pela falta de ajuda e estranharam que duas pessoas aparecessem com água".
"O maior agradecimento que podemos ter foi a sensação de bem-estar por poder ajudar todas aquelas pessoas. Se morresse agora, ficava satisfeita pela ajuda que dei. Estava a ser um domingo normal e terminou desta forma. Nunca vou esquecer"

As pessoas que foram ajudadas também não irão esquecer.
Aliás, seria bom que qualquer  pessoa que tome conhecimento desta história de um domingo quente não a esquecesse, quanto mais não fosse, para ter presente que muitas vezes - nem sempre mas muitas vezes - temos a possibilidade fazer muito mais do que olhar e lamentar.

Lucinda e Paulo, que pintarola de gente!

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CHUCKLER - IMI COM SOL E VISTA


DA SÉRIE "MAIS DEPRESSA QUE UM COXO"

 HÁ COISAS QUE ME FAZEM MUITA CONFUSÃO...



Ó DONALD, TU TENS OU NÃO UMA RELAÇÃO COM O VLADIMIR?


(pois, disseste e repetiste que tens mas não tens;
tens muita pena, dava-te muito jeito e ainda não
perdeste a esperança. E o Putin já tem dores de
barriga de tanto rir à tua conta)



MSNBC - Entrevista de Thomas Roberts em Moscovo por ocasião de um concurso Miss Universo em
2013
When asked about his relationship with Putin Trump told Roberts:
“I do have a relationship, and I can tell you that he’s very interested in what we’re doing here today. He’s probably very interested in what you and I are saying today and I’m sure he’s going to be seeing it in some form. But I do have a relationship with him and I think it’s very interesting to see what’s happened.”
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2014 
 National Press Club luncheon on May 27, 2014.
TRUMP - " I own Miss Universe, I was in Russia, I was in Moscow recently and I spoke, indirectly and directly, with President Putin, who could not have been nicer, and we had a tremendous success. The show was live from Moscow and we had tremendous success there and it was amazing, but to do well, you have to get the other side to respect you, and he does not respect our president, which is very sad."
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2016

George Stephanopoulos  (This Week @abc news)
George Stephanopoulos (ABC news) perguntou hoje, 31/07/16, a Trump qual natureza da sua relação com Putin
Trump - “I have no relationship with Putin. I have no relationship with Putin.I don't think I've ever met him. I never met him. I don't think I've ever met him"
 Stephanopoulos - "You would know it if you did, wouldn't you?"   
Trump - "I think so. Yeah, I think so. So I've... I don't think I've ever met him. I mean, if he's in the same room or something, but I don't think so"
Stephanopoulos - “But if you have no relationship with Putin, then why did you say, in 2013, ‘I do have a relationship,’ in 2014, ‘I spoke…’” 
Trump - “Because he has said nice things about me over the years. I remember years ago, he said something, many years ago, he said something very nice about me.” 
When asked by Stephanopoulos why he would say he had no relationship with Putin after saying for years that he did, Trump answered that it depends on the meaning of “relationship.” “Well, I don’t know what it means by having a relationship,” Trump said.
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George Stephanopoulos  (This Week @abc news) 31/07/16

G.S. abc - Disse não ter quaisquer investimentos na Rússia mas deve algum dinheiro a indivíduos ou instituições russas?
Trump - Não. A primeira coisa que fiz com a Rússia, comprei uma casa em Palm Beach que estava em falência, era de uma pessoa falida, comprei-a aos bancos. Comprei-a por cerca de 40 milhões de dólares, vendi-a por 100 milhões de dólares a um russo. Isto foi provavelmente há cinco anos

Ok, quem foi o russo que comprou a casinha?
Dmitry Rybolovlev, nascido em 66,  este rapaz começou, em1992 por ser o primeiro cidadão russo a obter do Ministério das Finanças autorização para negociar em seguradoras; em 1994 fundou um banco e adquiriu várias quotas industriais. Daí para a frente, ainda que com alguns amargos de boca, a vida não lhe tem corrido mal.
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George Stephanopoulos asked Trump to clarify a comment he made in a recent news conference indicating he was looking at whether Crimea should officially be considered Russian territory.
At the news conference, Trump said he "would be looking at" the possibility of lifting sanctions against Russia tied to its annexation of Crimea, which the U.S. government refuses to accept.
"He's (Putin) not going into Ukraine, OK, just so you understand," Trump said, "You can mark it down. You can put it down.”
Asked further about Russia's current presence in Ukraine, of which Crimea is part, Trump then acknowledged Russia was already in Ukraine "in a certain way."
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The Washington Post, 17/06/2016

A spokesman for the Russian Embassy said that Ambassador Sergey I. Kislyak’s attendance at the Trump speech should not be considered an indication that Russia is partial to Trump. “There is no preference,” the spokesman said.
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In 2013, Trump found a new Russian partner for a Moscow real estate project, Aras Agalarov

The Agalarovs are wealthy developers who have received several contracts for state-funded construction projects, a sign of their closeness to the Putin government. Putin awarded the elder Agalarov the “Order of Honor of the Russian Federation,” a prestigious designation.

After the 2013 pageant, the Agalarovs said they developed a deeper relationship with Trump.
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1 Carter Page, a Trump foreign policy adviser, once ran the Moscow office of Merrill Lynch, including advising the Russian energy giant Gazprom, according to his biography posted on his employer’s website.

Page did not respond to questions from The Post. In an interview this year with Bloomberg News, he hinted that Trump’s election could be a boost for some of his Russian associates who have been hurt by U.S. sanctions imposed after Russia’s intervention in Ukraine. “There’s a lot of excitement in terms of the possibilities for creating a better situation,”
2An adviser who helped run Trump’s efforts in the New York primary, Michael Caputo, lived in Russia in the 1990s.

Caputo also had a contract for several months in 2000 with the Russian conglomerate Gazprom Media to improve Putin’s image in the United States.
3Campaign chairman Paul Manafort has done multimillion-dollar business deals with pro-Russian oligarchs and was a longtime adviser to the Russia-aligned Ukrainian president.
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- Um tipo que é candidato e nomeado pelo Partido Republicano
- Que se diz "conservador"
- Tido por conservadores republicanos como um "ultra-conservador" inaceitável
- Com sérias dificuldades em aceitar o aconselhamento alheio à sua vontade
- Por que se rodeia de gente ligada à Rússia?
- E como apareceu essa gente a ligar-se a ele?
- Por que faz questão de pôr em causa a ligação dos EUA à NATO?
- Por que insiste em bajular Putin no meio de uma campanha conservadora?
- Por que não publica declarações de impostos como todos os outros nomeados?
- Por que se dirige concretamente à Rússia para que faça um ataque informático a Hillary?

Será que os republicanos não se apercebem de que há um elefante na sala?


Como diria o tio-avó Wiliam:
"Algo está podre no reino da Dinamarca"

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BUSTED!!!

OBAMA AND HILLARY, IT WAS PLAGIARISM!


A ESCOLHA

Se não se tivesse já tornado óbvio ao longo dos últimos seis ou nove meses bastariam estas últimas duas semanas para constatar o inegável: existem duas Américas (EUA) sobrepostas, dois mundos habitados por dois tipos de seres humanos completamente diferentes.
Não estou, apenas, a referir-me a dois partidos políticos, isso é de somenos importância, mas sim a formas de pensar, de agir, de sentir e de interagir que ultrapassam as fronteiras da filiação partidária e se reflete nos valores pessoais.

Claro que não são uns todos maus e os outros todos bons, seria uma infantilidade tentar sequer pôr a questão dessa maneira mas colectivamente gera-se uma atmosfera em torno de uns e de outros que evidencia no todo o carácter predominante das partes.

O ambiente, a energia, se preferirem, na assistência e nos palcos das convenções do Partido Republicano e do Partido Democrático dificilmente poderia ser mais diferente; Como disse, são dois mundos habitados por dois tipos de seres. Esta divergência facilita muitíssimo as coisas, poder-se-ia até ignorar temporariamente os candidatos, a escolha é outra: em qual dos mundos se quer viver. Queiramos ou não é esta a questão que nos define pessoal e socialmente, tudo o resto são questões conjunturais encabeçadas pelos protagonistas do momento.

E esta não é uma questão que defina apenas os dois mundos americanos: quando olhamos e vemos, ouvimos e pensamos, avaliamos e ajuizamos, definimos em nós qual o mundo a que pertencemos. Não lá nem cá, em nós.


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.../... (Trump) tells our NATO allies that stood by our side after 9/11 that they have to pay up if they want our protection.

Well, America’s promises do not come with a price tag. We meet our commitments. We bear our burdens.
.../...
America is already great. America is already strong. And I promise you, our strength, our greatness, does not depend on Donald Trump. In fact, it doesn’t depend on any one person. And that, in the end, may be the biggest difference in this election -- the meaning of our democracy.
.../...
Our power doesn’t come from some self-declared savior promising that he alone can restore order as long as we do things his way. We don’t look to be ruled.
.../...
America has never been about what one person says he’ll do for us. It’s about what can be achieved by us, together -- through the hard and slow, and sometimes frustrating, but ultimately enduring work of self-government.

Barack Obama - DNC - 28 Jul. 2016

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Quanto ao outro personagem saiu-se com esta:
Donald Trump, after hearing speeches at the Democratic convention this week, said Thursday he wanted to "hit a number of those speakers so hard, their heads would spin."
"They'd never recover,"
he said. 
@CNN


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I rest my case...

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NÃO HÁ SANÇÕES

FÉRIAS FELIZES, À VOLTA CÁ VOS ESPERO


O Costa disse que não era preciso um "Plano B"
Lá em Bruxelas disseram: "Ó Costa, tu vê lá, isso vai dar borrasca, pensa lá bem.."
O Costa repetiu que não era preciso um "Plano B"

Depois veio a novela das sanções...

Hoje o Costa está em festa: Não há multas para Portugal e Espanha
O Costa está contente, faz boa figura mas não sei se vai fazer festa lá em casa...Parece que assim de momento não dá muito jeito, tem muitas contas para fazer.

Eu também estou contente, não é já que vão voltar a mexer nos nossos bolsos.
Não é já, já...

Mas há que estarmos minimamente atentos ao que diz o relatório...
O Costa diz muitas coisas mas não cita o relatório.

Brussels, 27.7.2016 COM(2016) 520 final
Recommendation for a COUNCIL DECISION
giving notice to Portugal to take measures for the deficit reduction judged necessary in order to remedy the situation of excessive deficit
Diz lá assim na página conclusiva:

HAS ADOPTED THIS DECISION:
Article 1 
1. Portugal shall put an end to the present excessive deficit situation by 2016. 

2. Portugal shall reduce the general government deficit to 2.5% of GDP in 2016. This target does not include the impact of the direct effect of potential bank support. This improvement in the general government deficit is consistent with an unchanged structural balance with respect to 2015, based on the Commission 2016 spring forecast. Portugal shall also use all windfall gains to accelerate the deficit and debt reduction

 3. In addition to the savings already included in the Commission 2016 spring forecast, Portugal shall adopt and fully implement consolidation measures for the amount of 0.25% of GDP in 2016. In particular, Portugal shall implement fully the consolidation measures incorporated in the 2016 Budget, including the additional expenditure control in the procurement of goods and services highlighted in the Stability Programme. Portugal shall complement those savings with further measures of a structural nature to achieve the recommended structural effort.

4. Portugal shall stand ready to adopt further measures should risks to the budgetary plans materialise. Fiscal consolidation measures shall secure a lasting improvement in the general government balance in a growth-friendly manner.

5. To ensure a durable improvement of public finances, Portugal shall strictly implement the Budget Framework Law and the Commitment Control Law and further improve revenue collection and expenditure control. Portugal shall present a clear schedule and implement steps to fully clear arrears and improve efficiency in the health care system, to reduce the reliance of the pension system on budget transfers and to ensure fiscal savings in the restructuring of State-owned enterprises.

Article 2 
The Council establishes the deadline of 15 October 2016 for Portugal to take effective action and to submit a report to the Council and the Commission on action taken in response to the Council notice. The report shall include the targets for the government expenditure and revenue and specify the discretionary measures on both the expenditure and the revenue side, as well as information on the actions being taken in accordance with Article 1(5).

(Relatório oficial AQUI)
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TÁ-ZA-VÊRI-Ó JÁ-M'ENTENDES?

Então vamos lá em busca do "Plano C" que o "B" está à vista que não faz falta nenhuma
..................................

O Costa ao jornal Público:
“Mantemos um registo de diálogo positivo e sem dramas, mas recorreremos com base no mesmo argumento que os nórdicos têm utilizado, que é o de que vamos cumprir as regras, mas vamos discutir quais as regras e se as cumprimos ou não”
Ó Costa... pois, ou cumprimos ou não, ninguém nos obriga... 
Quanto a "discutir quais as regras" não sei se leste, se atentaste, mas ia jurar que estão escritas, e assinadas, no Tratado Orçamental.
Ou queres fazer uma petição a exigir a "repetição do jogo"?



НОВЫЙ ЛУЧШИЙ ДРУГ TRUMP

(LINK para os curiosos)

Ou, A última Teoria da Conspiração

Isto de mudar de ares às vezes expõe-nos a ventos que nos trazem conversas novas, de outros cantos, ouvidas ao longe sem quase serem perceptíveis. A bem dizer nem são ventos, leves brisas... A bem dizer nem são conversas, são insinuações. A bem dizer nem são perceptíveis, são intuídas. Provavelmente nem existiram, não passam de imaginação minha. Como disse uma vez a um professor que tentava fazer-me uma prova oral: "Na ausência de conhecimento há que demonstrar imaginação". Não liguem, nem leiam, isto sou só eu a exorcizar os disparates que me passam pela cabeça.


Então não é que fui imaginar que o Donald andava metido em negócios com a máfia russa? Ou não seria a máfia? E se fosse a própria Rússia?

Pode  lá ser, um tipo que só quer o bem dos felow americans, um nacionalista de gêma. America first (and the world won't last).

Nem sei onde fui buscar tal absurdo. Talvez me tenha ficado a moer a cabeça aquela coisa de o Donald se recusar a apresentar as suas declarações de rendimentos. Por quê? O homem brada aos quatro ventos "I am very rich!"
Pois é. Ele é.

Hilary, que tem sido acusada de tudo e mais alguma coisa, publicou as declarações de rendimentos dos últimos 32 anos, as suas e as do marido.
Há meio século que todos o fazem.
O Donald não pode, está a ser auditado, diz ele. (Sim, e o que tem uma coisa com a outra? Não é ilegal, não viola qualquer segredo de justiça... Não percebo e parece que não sou só eu).
«Both Bill and Hillary Clinton have released 32 years worth of tax returns. The last Republican nominee for president released two years of returns showing that the multi-millionaire paid a 13% tax rate, waiting until late October before the election before proving then-Democratic Senate Majority leader Harry Reid’s public statements that Romney had paid little or no taxes for a decade. Ironically, Romney’s father George began the tradition of extensive release of taxes in Presidential races back in the 1960s.» 
Fonte: George Will, colunista internacional conservador 
Membro do Partido Republicano até Junho 2016


Também pode ter sido por deparar várias vezes com aquele sabidão chamado Paul Manafort no écran da minha impecável televisão durante a convenção republicana. O Paul é um dos poucos tipos a quem o Donald dá ouvidos no que toca à estratégia de campanha e foi por ele contratado. Não sei se fez bem...
Paul trabalhou em 2005 com Akhmetov, magnata ucraniano do aço, apoiante e financiador de Yanukovych, o primeiro ministro ucraniano aliado de Putin que em 2014 fugiu para a Rússia e que também foi seu cliente.  - A ex- primeiro-ministro Yulia Tymoshenko processou oficialmente Paul por este ter, alegadamente - como é bem dizer- canalizado umas massas valentes de Yanukovych para os EUA; tudo mentira, claro, coitado do Yanukovych. Entretanto Yulia Tymoshenko foi presa.
Como raio foi Paul aos domínios, e à confiança, deste e de outros ricaços ucranianos pró-russos? Dizem as más-línguas que é um protegido de Oleg Deripaska, um multi-bilionário russo, rico mas seríssimo, óbvio, que se dá bem com Putin, curiosamente.

Provavelmente não passa de uma enorme e infeliz coincidência que na véspera do arranque da convenção democrata uns hackers russos tenham penetrado o sistema do Partido Democrático e publicado e-mails procurando lançar uma grossa entrigalhada entre os apoiantes de Bernie Sanders e os de Hillary. A montanha pariu um rato: A campanha de Sanders já declarou, e documentou, que não houve qualquer fraude nas eleições primárias democratas. Shut up.


Bernie’s Press Secretary To Supporters:


We Lost Fair & Square, 
ZERO Election Fraud


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Richard Barger, oficial chefe de informação da ThreatConnect, empresa de ciber-inteligência referiu o seguinte sobre o recente ataque informático:
“We’ve been looking at this very closely from both the technical and non-technical spheres. Based on our analysis, we strongly feel Guccifer2 (o hacker) is linked to a Russian information operations campaign and is not the independent Romanian hacker that he claims to be.”
The apparent link to Russian intelligence raises troubling implications for U.S. foreign relations and national security. Russia has not to date tried to interfere in U.S. elections, but if this is a deliberate effort by the Kremlin to meddle, it is worrisome.

Michael G. Vickers, sub-secretário da Defesa para a Inteligência (leia-se CIA) de 2011 a 2015, refere: 
 “An effort by the Russians to release intelligence in advance of a U.S. election is likely unprecedented. What is really new here is the attempt to influence the politics of the United States. That is the problem.”

Só pode ser coincidência... Qual seria o interesse dos russos - leia-se Putin s.f.f. - em ver Trump na Casa Branca em vez de Clinton? O Donald até é um rapaz bem mais "às direitas".

Convenhamos em que Trump tem dito algumas graves barbaridades no que toca à NATO e à relação dos EUA com os seus aliados europeus da NATO.
CLEVELAND — Donald J. Trump, on the eve of accepting the Republican nomination for president, explicitly raised new questions on Wednesday about his commitment to automatically defending NATO allies if they are attacked, saying he would first look at their contributions to the alliance. 
Asked about Russia’s threatening activities, which have unnerved the small Baltic States that are among the more recent entrants into NATO, Mr. Trump said that if Russia attacked them, he would decide whether to come to their aid only after reviewing if those nations have “fulfilled their obligations to us.”  
The United States created the 28-nation alliance, and Article 5 of the NATO treaty, signed by President Truman, requires any member to come to the aid of another that NATO declares was attacked. It has been invoked only once: NATO pledged to defend the United States after the Sept. 11, 2001, attacks.  
In "The New York Times"

Trump não é um problema dos americanos, infelizmente.

Durmam em paz, isto é tudo desinformação, as declarações do Donald são invenção e o resto é imaginação de uma mulher que não tem mais o que fazer, a euzinha.

"I ALONE CAN FIX IT"

Depois de esta madrugada ter ouvido o discurso em que Trump aceitou, humildemente (sic) e com grande sacrifício pessoal e profissional (sic Ivanka), a nomeação pelo Partido Republicano à candidatura a presidente dos Estados Unidos, cheguei a várias conclusões:

  • Os EUA transformaram-se um país do terceiro mundo,
  • tem as estradas em ruínas e as pontes a desabar (sic),  
  • um desemprego galopante,
  • está em estado de guerra cívil,
  • as fábricas estão vazias,
  • não tem potencial ou força bélica,
  • os americanos vivem com "vales-alimentares" (sic "americans are on food stamps").
  • Vive-se o legado de Hilary: morte, destruição, terrorismo e fraqueza (sic)
  • A situação é pior do que alguma vez foi. (sic)
  • Ninguém conhece melhor o sistema político do que ele, Donald e por isso  ele é o único que pode reedifica-lo
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Há mais factos expostos por Trump que demonstram que os EUA estão à beira do abismo, melhor dizendo, num profundo buraco e em espiral descendente  mas o discurso teve uma duração de 75 minutos e, após uma resistência estoica, achei que já tinha exercitado ao ponto de masoquismo a minha tolerância ideológica.


"Nobody knows the system better than me, 
which is why I alone can fix it," 
____________________
The most important difference between our plan and that of our opponents, is that our plan will put America first. 
Americanism, not globalism, will be our credo.
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«Every day I wake up determined to deliver a better life for the people all across this nation that had been ignored, neglected and abandoned.

I have visited the laid-off factory workers, and the communities crushed by our horrible and unfair trade deals. These are the forgotten men and women of our country, and they are forgotten, but they will not be forgotten long. These are people who work hard but no longer have a voice. »

«I am your voice.»
«I have embraced crying mothers who have lost their children because our politicians put their personal agendas before the national good.»

«I have joined the political arena so that the powerful can no longer beat up on people that cannot defend themselves.»

PS -  quem não acreditar nestas e quiser ler outras deixo o link ao discurso integral (boa sorte...) com interessantes notas de verificação de factos em link

E por falar em VERIFICAÇÃO DE FACTOS vale francamente o tempo gasto por AQUI
.

CONTINUA O BAILE

Não quero falar do "golpe de Estado" do tarado otomano
Não me interessa falar do Congresso do Partido Republicano (oiço só as anedotas mais logo na CNN)
Está esgotado tudo o que se possa acrescentar à última insanidade terrorista em Nice
... e por aí fora.

Já que continua o "baile" vou dando ouvidos à música

Ouro e bronze para Portugal na Taça da Europa de judo de Gdynia
 David Reis - eliminatórias da categoria de -66 quilos - ouro
João Martinho - categoria de -81 quilos - bronze
Maria Siderot -48 quilos - bronze

Junior Open Championship

Pedro Lencart - primeiro português a vencer a prova mista em Ayershire, Escócia




E para fechar em beleza:

O Moscatel Roxo de Setúbal, da Adega de Pegões, alcançou o título de Melhor do Mundo na 16ª edição do Muscat du Monde, em França.
20 países - 230 vinhos
Ao todo foram atribuídas 29 medalhas de ouro, sendo que para Portugal vieram mais cinco
Moscatel Roxo de Setúbal - Casa Ermelinda Freitas, 2009; 
Moscatel Roxo de Setúbal Superior 10 Anos – SIVIPA ; 
Moscatel de Setúbal – Adega de Pegões; 
Moscatel de Setúbal 2012 – Venâncio da Costa Lima 
Contemporal 2010 Moscatel Roxo de Setúbal – Adega de Pegões.

Especial para o Laurus nobilis

Após a emocionante vitória portuguesa no Campeonato de Hoquei em patins não podia deixar de lhe comunicar  esta nova lusa vitória
Ao contrário de Maradona nem precisaram de uma ajudinha da "mão de Deus"


Padres portugueses voltam 
a ganhar europeu de futsal

«A selecção nacional de futsal do clero sagrou-se na quinta-feira campeã europeia, num torneio onde só participam equipas compostas por padres, repetindo o feito do ano passado, na Áustria. 
O torneio deste ano decorreu na Eslováquia e a selecção nacional de padres obteve o título, após vencer a congénere polaca por 2-1.»
http://www.maisfutebol.iol.pt/europeu-padres/05-02-2016/padres-portugueses-voltam-a-ganhar-europeu-de-futsal
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E já agora, para ir somando:

Teresa Bonvalot - campeã da Europa de surf, juniores
Sopelana, Espanha.


.

?

Nice, Daca, Bagdad, Mogadishu, Bruxelas, Istanbul, Orlando, ... , ... , ...


Deus ?

Se existe, na Terra não está

UM VERÃO DE OURO

Só após o início do Verão de 2016, Portugal também ganhou o Europeu de Futebol; também mas não só... Assim de repente algumas vitórias lusas, e o Verão ainda é jovem.

Europeus de Atletismo
Patrícia Mamona - campeã da Europa do triplo salto
Sara Moreira - medalha de ouro na prova da meia-maratona e
Jéssica Augusto - medalha de bronze
Tsanko Arnaudov ( português) medalha de bronze no lançamento do peso
Ana Dulce Félix - Taça da Europa da distância, meia-maratona, para a qual contam os registos das três melhores de cada país, tendo fechado a equipa lusa no 12.º posto, dando o triunfo colectivo a Portugal.


Europeus de Canoagem
Fernando Pimenta - duas medalhas de ouro, em K1 1000 e 5000
Campeonato Mundial Universitário de Canoagem.
A dupla Maria Cabrita e Francisca Laia em 500 metros e a segunda nos 200 metros a solo da portuguesa olímpica (F.L.)

Campeonato do Mundo de Maratonas BTT
Tiago Ferreira - ouro

Concurso Mundial para Jovens Bailarinos em Nova Iorque
1300 jovens - 32 países
António Casalinho (12 anos) - Ouro

Europeu de Basquetebol Feminino sub-20
Equipa portuguesa - Medalha de Ouro

Campeonato Europeu Natação Juniores
Tamila Holub - 1500m livres - Ouro

Campeonato do Mundo de Ginástica Acrobática
Joana Moreira e Rita Ferreira - Pares femininos, grupo 12-18 - Ouro
Henrique Branco e Tomás Filipe - Pares masculinos, grupo 12-18 - Bronze

Ciclismo - Europeu de Lisboa
Portugal . sete medalhas na competição de Age Groups, distância olímpica.
Campeões da Europa dos respectivos Age Groups:
Diogo Nóbrega (AG 18-19), 
Katarina Larsson (AG 30-34)  
Márcio Neves (AG 30-34) .
Bronze:
Rodrigo Baltazar (AG 35-39)
Miguel Fragoso (AG 50-54) 
Carlos Cabrita (AG 60-64) 
Maria Medeiro (AG 18-19)

Até a vitória no Campeonato Intenacional de Colombofilia, no qual paticiparam dezenas de países com um total de 900 pombinhos os portugueses arrecadaram

É preciso ter asas!

HEROES JUST FOR ONE DAY

RESUMO EURO 2016 - BBC : PER-FEI-TO!

 

PARDONNEZ-MOI MAS NÃO RESISTO

A melhor atitude dos franceses no rescaldo do Euro 2016 foi colocarem aquela petição on line requerendo a repetição do jogo final. Que gozo me deu!!!


Não sei se será grande ideia, ainda ontem à noite revi os últimos 20 minutos e o Éder voltou a marcar...

PARABÉNS À RTP PELA SUA PUBLICAÇÃO



UMA VITÓRIA ESPECIAL

Está bem, amanhã eu calo-me com os futebóis mas hoje ainda estou a cair em mim e a regozijar-me com uma merecidíssima e sofrida vitória.
Empatamos com quem empatou connosco, vencemos uns outros e nenhum nos derrotou.

Sinto muitas coisas que não consigo verbalizar, como disse, ainda estou a cair em mim. Não é só o futebol, o euro 2016, a vitória, a Selecção, é muito mais do que isso.
É o nosso país pequenino ser Grande, é a capacidade de acreditar, de manter o sonho a ser sonhado, de lutar sem desistir, de não vacilar perante o descrédito alheio.
É saber vencer sem fanfarronices, sem violências de conquistador arrogante, é festejar sem agredir nem humilhar.

Esta é uma vitória importante para nós, portugueses, porque nos lembra de que somos capazes, tão capazes quanto quaisquer outros, bastando para isso que nos lancemos à obra de cabeça erguida, sem queixumes sobre a dor que a luta da vida implica. E que lutemos, juntos, como onze milhões em campo.
Em tempos idos conquistamos mundos, hoje precisamos reconquistar a nossa fé em nós próprios, no nosso país, nas nossas capacidades e possibilidades,
Sim, conseguimos, se a tal nos propusermos.

Obrigada rapazes por nos trazerem este orgulho de sermos exactamente quem somos, nem mais nem menos.

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Deixo aqui algumas palavras que Pepe disse ontem pouco depois do final do campeonato que me tocaram especialmente pelas emoções e sinceridade que deixam transparecer:

"Foi complicado, porque nós perdemos o nosso principal jogador, o jogador em quem tínhamos depositado a nossa fé. Era o jogador que podia marcar golos. Quando soubemos que ele não estava mais em campo, tentei passar a mensagem aos meus companheiros, tínhamos de ganhar por ele."

"Ontem, antes do jogo, dissemos que íamos lutar, dar tudo pela nossa nação, iríamos trabalhar e ser humildes. Dentro de campo cada um é o treinador, o mister planeia uma tática, uma ideia, mas nós dentro de campo temos de fazer da melhor maneira possível, o mérito está também nos jogadores, no espírito de sacrifício que tivemos, na humildade."

"Eu acho que essa vitória foi de pura humildade, porque nós representamos o povo português, o povo é isso, humildade, trabalho. Tentámos representar o nosso país da melhor forma possível. Nós tínhamos um objetivo, este jogo era muito importante para Portugal, o povo, os emigrantes e para nós também enquanto futebol português. Não é por acaso, é fruto de muito trabalho, tivemos um foco e esse foco foi conseguido."

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OBRIGADA SELECÇÃO

MESMO SEM O NOSSO CAPITÃO RONALDO
MESMO COM UM ÁRBITRO MIOPE
MESMO CONTRA A "EQUIPA DA CASA"
MESMO INSULTADOS E HUMILHADOS

FOMOS ENORMES
QUE NINGUÉM DUVIDE QUE FOMOS 11 MILHÕES EM CAMPO