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CONVÉM LEMBRAR

Estou preocupada...
Será que o Tó Seguro (Tótó para os amigos) faz escutas secretas? Será que consegue entrar no PC do Ministro das Finanças?
Esta de ele dizer que vai chumbar um OGE que ainda ninguém conhece e, supostamente, ele também não, mesmo que o governo volte atrás com a baixa da TSU,  franziu-me as sobrancelhas...

Mais. Tendo em conta que os donos da massa que nos alimenta disseram ontem em Bruxelas que ou a rapaziada por cá tem juízo e cumpre com o prometido e exigido (redução do déficit) ou temos o caso muito mal parado, pergunto-me:
Será que o Tó espera que o OGE seja aprovado sim, para evitar a "Grande Bronca", mas diz que não para fazer um bonito eleitoralista? Será que ele é capaz de uma coisa dessas? (pois, os anjos que me respondam...)

Claro que há sempre aquela opção "que se lixe a troika"...
Podemos sempre optar por nos virarmos sozinhos.
(As taxas de juro já recomeçaram a subir...)

Convém lembrar que a maior parte do que consumimos é importada e não estou a falar da Burbury's, da Nike nem dos chocolates belgas; estou a pensar em comida, em combustíveis e outros bens essenciais. Para já não referir de onde vem, de facto, o dinheirinho com que são pagos os funcionários públicos e os pensionistas.
Aqui para nós que ninguém nos ouve não há nada que me faça acreditar que o Tó quer "que se lixe a troika", nem o Tó nem a grande maioria das pessoas que no sábado se manifestaram contra a troika, pelo menos aquelas que tenham uma mínima noção do que se passaria em Portugal se a troika nos mandasse lixar.

O Tribunal  Constitucional pronunciou-se contra os cortes dos subsídios e o Presidente da República manifestou as suas reservas.

O governo substituiu os cortes pela baixa da TSU como medida  para reduzir o défice de 2013, com o prejuízo de 3/4 da receita que conseguiria com os subsídios - uma diferença de 500 milhões de receita contra 2.000 milhões.
Convém lembrar que esta diferença acarreta uma maior austeridade para cumprir o défice de 2013.
Eu acho preferível não ter subsídio a encarar mais austeridade mas cada um sabe de si.

A famigerada alteração da TSU é essencial?
Não, não me parece, desde que uma alternativa seja encontrada e acordada.
E a alternativa existe?
Existe, claro. A palavra de ordem é REDUZIR A DESPESA, já sabemos. Pois.

Não tenhamos a ingenuidade de acreditar que a redução de Despesa se resolve com a redução dos salários dos ministros, dos deputados e outros bichos afins. Não vai lá com a substituição dos BMW's por Fiat's 600 nem mesmo por bilhetes do Metro.
A redução da Despesa significa a diminuição substancial do aparelho do Estado, ou seja, com a dispensa dos funcionários que o Estado tem a mais e a eliminação de instituições que custam milhões sem produção equivalente. Traduzido em português corrente, despedimentos em barda e aumento drástico do desemprego.
Convém lembrar que se o governo optar por esta medida (e, pessoalmente, não vejo como a poderá continuar a evitar) vai haver outra manif. contra a miséria e os despedimentos. A Intersindical já tem os estandartes prontos para sair à rua.

Moral da história:

Ontem de manhã estava a tomar o meu primeiro café com um casal meu amigo e, para além do jogo do Sporting que lá se safou, falamos por alto da manif., do Paulo Portas. A dada altura a minha amiga, rapariga desperta e sensata, sai-se com esta:


- « Eu sou muito estúpida, eu devia era ter votado no Sócrates...»
- « Desculpa lá», espantei-me eu, «devias ter votado no Sócrates quando e porquê?»
- « Pois devia, como diz o povo e o povo sabe, quem comeu a carne que roa os ossos. O Sócrates é que devia ter ganho as últimas eleições e agora estava a aguentar-se com este sarilho todo e a malta na rua contra a troika e a arrear no governo. Isso é que ele merecia e eu gostava de ver. Depois então já poderia vir o salvador da pátria como virá depois do trabalho sujo feito».
Ora nem mais. Isso é que era bonito de se ver. Eu também devia ter votado no Sócrates.


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UM ANO MUITO NOVO

Começa a ser ridícula a maneira tímida como muito boa gente deseja "Bom Ano"; fazem-no com um arzinho tímido não vá alguém pensar que se trata de uma ironia cínica, fazem-no quase a pedir desculpa, com um subtil sorrizinho sofredor. Chega a ser irritante para as mucosas.

Lembra-me aquelas pessoas que durante muito tempo se sentem mal, sabem que alguma coisa não esta nada bem mas que têm medo de ir ao médico "não vá descobrir-se qualquer coisa". Um dia as coisas dão para o torto e vão ao médico numa situação de urgência. Lá se confirma que há alguma coisa que não está mesmo nada bem. Pronto.
Inicia-se um tratamento complicado, caro e prolongado; podia não ser tão dramático se o tratamento tivesse sido começado mais cedo mas nada está perdido - haja bom senso e persistência que a recuperação é possível. Ninguém disse que é fácil mas é possível.
Perante isto há duas atitudes: ou se segue o tratamento complicado, caro e prolongado ou se vocifera contra este porque não resolve o caso rapidamente e ainda por cima leva o paciente a sentir-se ainda pior, mais frágil, menos apto.
Pois é, há tratamentos assim mas não se podem suspender nem evitar; há que segui-los e, após determinado período, obteremos os resultados. E isso é bom, é um "Bom Ano".

Ninguém, em posse das suas faculdades mentais, pensa que 2012 irá ser um ano fácil, obviamente não vai. Porém um ano economicamente difícil não tem de ser "um ano mau". Será melhor para uns e pior para outros, como sempre. E será de uma enorme ingenuidade, ou má fé, partir do princípio de que será forçosamente melhor para quem "tem mais" e pior para quem "tem menos", as coisas não funcionam assim.
Salvaguardando as mais dramáticas e cinematográficas excepções, o "Ter" por si só não define a fronteira entre um bom e um mau ano. Há muito quem não tenha e se aguente na corda-bamba, há muito quem tenha e que sofra enormes descalabros. Não vale a pena ir por aí, é um beco sem saída racional.

2012 vai ser um ano complicado, para os portugueses, para os europeus, para o mundo; vai ser um ano de profundas mudanças estruturais e conceituais; vai ser um ano de "terapêutica" amarga. Pois vai, e então?
A situação que nos trouxe até aqui já não suportava mais encobrimento nem adiamento, foi exposta. Isto é mau? Não creio, trata-se de uma mudança paradigmática. É difícil, é complicado, é incerto mas não é mau - a continuidade acarretaria uma "morte certa".

Uma parte da humanidade terá um bom ano e outra parte terá um mau, sempre foi assim e este ano não será diferente. Desejar um "Bom Ano" não é um sacrilégio nem um irónico acto de cinismo, deixemos-nos de complexos parvos. Qualquer um de nós poderá ter um bom ou um mau ano, é a incógnita do futuro, é a vida. Como sempre há pressupostos que ajudam e outros que antes pelo contrário mas não há certezas, nem varinhas mágicas, nem bolas de cristal.


Os nossos sonhos, desejos, esperanças, continuam a valer o que sempre valeram: uma projecção de Luz e alento nas nossas vidas.
A força, a integridade, o ânimo, o bom senso, a lucidez, a perseverança, a vontade, a motivação, a coragem, são caracteristicas que vêem agora o seu valor "acrescentado".
De tudo isto depende em grande parte a possibilidade de termos um "Bom Ano", pela parte que me toca é o que desejo a todos vós.

2012 tem uma marca de "Recomeço", aproveitemo-lo bem, de peito aberto face à vida.

NATAL 2011, UM NATAL COMO DEVE SER

A programação neuro-linguística é uma coisa lixada.
Pode ser muito útil, não duvido, mas quando é gerada uma penetração inconsciente através da repetição pode ser pérfida.

Estes últimos, vá lá, dois anos que vivemos em Portugal embruteceram as pessoas ainda mais do que o habitual.
A crise, a crise, a crise. "Estamos todos tramados, não há saída, é o fim". Ó raça... A mentalidade burguesa gera a pior mentalização em massa que pode ocorrer a um povo.

Este ano "decidiu-se" que não há Natal. A frase anda por aí à solta, nas bocas e, pior, nos corações.

Porquê? Porque o dinheiro é curto, porque houve um corte nos subsídios de natal, porque a vida está difícil em muitos aspectos?
E daí? A mim parecem-me razões acrescidas para que tenhamos natal, um natal feito de momentos tão felizes quanto possível que quebrem a rotina e a vivência diárias.

Pela primeira vez na minha vida cheguei ao dia 23 de Dezembro sem ter feito Árvore de Natal. Ela tem estado ali, coitada, com meia dúzia de bolas pingonas com um ar triste como um grito surdo a pedir ajuda para brilhar e fazer sorrir.
O meu filho resolveu que este ano era ele quem enfeitava a árvore. Pois... aquilo dá uma grande trabalheira e, verdade seja dita, a forma pouco experiente como ele prende os enfeites não resiste à primeira abanadela que o cão faz com a sua espanejante cauda. E eu deixei-me ir, chego cansada, tenho muitas coisas "prioritárias" e outras tretas.
Ontem caí em mim. Olhei para aquele testemunho de substituição da vida pela sobrevivência que se erguia na minha frente sob a forma de uma árvore pingona e caí em mim. Que tristeza, como pude "deixar andar" até chegar aqui? Não está ninguém doente, não aconteceu nenhuma desgraça, temos tudo o que precisamos, e muito para além disso, não há guerra, não houve nenhum terramoto, os nossos amigos e família estão bem... POR QUE RAIO NÃO HÁ ÁRVORE DE NATAL?????????

Por que raio rodopia em torno de cabeças baixas um «Este ano não há Natal» como se o natal não dependesse de cada um de nós. O NATAL DEPENDE DE CADA UM DE NÓS. E não é uma frase feita, um chavão, é exactamente assim, das poucas coisas com projecção social que depende exactamente de cada um.
Levamos a vida inteira a dizer que o natal é a família, os amigos, a solidariedade, os encontros e reencontros e blá-blá-blá. Bonito! Ao primeiro corte no subsídio, às reais dificuldades - ou pelo menos fragilizadas facilidades - praguejamos que não há natal "este ano".
Ora bolas para tanto espírito natalício. Este ano, mais do que em muitos, há quem precise que seja e se viva, de facto, o natal, pelas razões mais diversas, pelos motivos mais diferentes.

Pois fiquem sabendo que eu faço tenções de ter um belíssimo natal, provavelmente até melhor do que muitos porque este natal me fez cair em mim de uma forma muito mais consciente. Com menos prendas, pois será e muito, mas muito, sinceramente estou-me completamente nas tintas. Sabem o que é que eu quero mesmo? Estar com aqueles que me são importantes, dar umas boas gargalhadas com muita vontade, beber um bom e reconfortante copo, partilhar uma ceia em volta de uma mesa onde não se senta o interesseirismo nem o "tem de ser".
Quero ver a excitação e a alegria estampada na cara do meu filho, que sabe que este ano as prendas serão menos mas que é um miúdo feliz porque tem família e amigos para partilharem o natal com ele e tem coisas boas para comer e uma casa quentinha onde estar. Ele sabe... e está tão contente por ser natal e por ir estar com as pessoas como em qualquer outro ano. «Hão-de vir dias mais ricos mãe, eu gosto sempre do natal...»
Como tenho a possibilidade de fazer o que mais quero posso ter um Feliz Natal, um a sério, que não é o dia da troca de embrulhos.

Já fiz a minha Árvore, mesmo cansada, mesmo com dores nas costas a bramarem que o dia foi comprido e cheio; ainda não tem luzinhas nem neve e falta o meu filho colocar-lhe a estrela grande lá em cima mas já tem a companhia do Pai Natal e de uma rena bebé.
Sinto-me muito melhor, dei um chuto na parvoeira. Chega de tretas
O natal não é "quando um homem quiser" (que frase tão estúpida...) , é só uma vez por ano, é agora e vem de dentro.

FELIZ NATAL!

INSTANTÂNEOS

Não sou particularmente adepta ou admiradora de "modas" mas esta coisa das "Flash Mob" é uma nova moda a que acho imensa graça; é alegre, surpreendente, imaginativo.

Há tempos coloquei aqui no RealGana duas das primeiras de que tive conhecimento que tenham ocorrido em Portugal (Esta, mesmo antes do Natal de 2009 e mais Esta , dias depois, na véspera da passagem d'ano) - foram no aeroporto de Lisboa e tiveram piada, a segunda mais do que a primeira porque foi feita numa altura em que o aeroporto estava bastante cheio e as pessoas descontrairam mais, aderiram mais mas se fosse num aeroporto de Londres, por exemplo, estou certa que saia mundo e meio a dançar. Por cá foi giro mas tímido por parte de quem observava: bater o pé ou cantarolar ainda vá mas mais do que isso já é demais para este nosso povo que se leva tão a sério.

Vem isto a propósito de um "Flash Mob" que ocorreu em Novembro passado na Gare do Oriente, em Lisboa. Dizem os organizadores em "rodapé" do vídeo publicado:

«Quando menos se esperava, 4 cantores líricos juntaram-se na Gare do Oriente e alto e bom som deram voz à DPOC. Uma acção que surpreendeu e marcou o dia mundial da DPOC, a 16 de Novembro. O momento, que durou alguns minutos, foi da responsabilidade da Sociedade Portuguesa de Pneumologia e da Fundação Portuguesa do Pulmão.»

Acabei há pouco de ver este "mini-espectáculo" e fiquei tristíssima: não é que seja, em si um espectáculo triste, nada disso, é até bem agradável, particularmente a "Senhora da limpeza" que canta no final, mas ao prestar atenção às pessoas que iam passando, independentemente de algumas até mostrarem um arzinho agradado, a cena é testemunho de uma profunda tristeza. Já não é só a timidez, a inibição dos sérios portuguesinhos, é muito pior do que isso: é um alheamento, uma alienação generalizada, um "estou-me nas tintas para tudo", a desistência. A reacção mais conseguida foi o sacar do telemóvel para filmar, para mostrar mais tarde que houve um momento assim, de resto, quanto a viver o momento... parece não haver "vida" para tanto.

Poucas coisas me chocam tanto quanto a desistência. Quando as pessoas se comportam como se estivessem num beco sem saída ou retorno e não querem ver a estrada a percorrer que se estende diante delas; o suicídio (recusa de viver) por omissão. Foi isso que vislumbrei neste vídeo. Será que sou eu que "ando a ver coisas"?

Aqui fica.




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FRIA INJUSTIÇA

Há exactamente 31 anos, mais ou menos por esta hora (21h), caiu-me a alma aos pés.
Não é saudosismo, é um sentimento de injustiça;
Quem morre no auge da paixão, pelo seu país e por um amor que não quer esconder, morre injustiçado.




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EXCESSO DE BAGAGEM

Não tenho vindo até aqui, há mais de uma semana que estou de férias, ao que parece...
Estou de férias mas ainda não me apercebi totalmente do facto, não nasci equipada com um botão de "ligar/desligar"; ainda não me compenetrei de que esta espécie de limbo em que me tenho vindo a movimentar durante esta última semana, corresponde àquilo a que se designa por "férias"; mais de uma semana já passou como um "click", um "click" estranho, em câmara-lenta, e só hoje consegui acordar a uma hora "normal" para férias, só agora começo a desligar o "despertador" da ansiedade, do medo de acordar tarde.

Começou pela saída de casa que foi uma perfeita loucura: um dia estava a trabalhar, a saltar de um lado para o outro fazendo mil coisas necessárias, a entrar e a sair do carro como se brincasse às ventoinhas; no outro, sem transição ou 24 horas de sossego mínimo, estava a atirar com tralha para dentro das malas tentando convencer-me de que tinha uma noção suficiente do que estava a fazer. As roupas, ou sapatos, as bugigangas e artigos de higiene, meus e da criança, as duas mochilas de "brinquedos imprescindíveis", a comida do cão, as tigelas, a escova, os ossos, os medicamentos - dele e meus e da criança e para os imponderáveis acontecimentos.
Lá pelas sete e muito da tarde, depois de assegurar a sobrevivência das plantas, dos peixes e dos pássaros, deixei-me convencer pelos olhos silenciosos do meu filho a partir, exausta.
Parti depois de um enorme e sincero abraço: "Sempre vamos agora mãe? A sério? És a melhor mãe que existe"

Isto de "ser a melhor mãe que existe" tem custos...

Quando abri as malas e comecei a arrumar as tralhas nos armários verifiquei, sem espanto, diga-se, que tinha rebocado comigo um conjunto de espécimes citadinos nada a propósito e que a maior parte daquilo que realmente me faz falta ficou em casa à minha espera. Creio que é o que se poderá chamar um bloqueio do quotidiano. Paciência, ninguém morre disto.

Mas esta coisa das bagagens e das tralhas que transportamos connosco fez-me pensar...

Ao longo da vida vamos acumulando bagagem - alguma, mais cedo ou mais tarde, deixaremos quieta num canto, esquecida ou preservada, outra porém transportamos connosco, sempre, por vontade ou por hábito, por necessidade ou afecto, consciente ou inconscientemente.

Uma coisa é inegável: a bagagem pesa.

Algumas das "coisas" que transportamos têm o peso reconfortante dos cobertores numa noite fria do pino do Inverno ou oferecem-nos a segurança de uma botija de oxigénio extra quando mergulhamos nas profundezas, sejam estas quais forem; outras ainda trazem-nos à memória o peso doce de um filho adormecido ao nosso colo.
Mas muita da "bagagem" que transportamos connosco sobrecarrega-nos com pesos que nos recusamos a largar como se ao fazê-lo estivessemos a cometer alguma espécie de traição, a nós ou a outrém, ou ainda algum acto irracionalmente incauto. O que teimamos em não querer esquecer, o que nos recusamos a deixar partir, o que atiramos para detrás das costas mas retemos por lá arrumadinho numa mochila invisível.
O bom e o mau que compõem as 365 páginas de cada ano da nossa vida, umas mais preenchidas outras quase em branco, estão lá, no nosso livro, impressas sem rasuras ou emendas; depois podemos dar-lhes as voltas que quisermos, reescrever capítulos inteiros, inventar outros desfechos, adicionar ou retirar personagens - mas é bom que tenhamos em mente que se trata de outras páginas correspondentes a outros dias, o que ficou para trás "não se perde nem se ganha, apenas poderá transformar-se", a maior parte das vezes uma transformação meramente ilusória; na vida, como em quase tudo, a transformação advém da evolução, não apenas de um acto de vontade.
Muita da "bagagem" que transportamos com tanto apego feito de amores, ódios, saudades, medos, vitórias, palavras por dizer e outras que gostaríamos de ter calado, e de milhentas outras nuances de vida, são na verdade pesos mortos que muitas vezes nos arrastam o passo, nos retêm em terra, povoam os nossos sonhos ocupando o espaço do "mais longe, mais alto".
Na vida os "ses" pouco ou nada contam, apenas servem, na melhor das hipóteses, como exercícios de raciocínio criativo.

Não é útil nem eficaz sobrecarregar-mos a alma com aquilo que já não faz parte de nós. E a questão é exactamente esta: abrigado em nós ou deixado algures, em algum recanto do caminho, largado com desprezo ou depositado com todo o carinho, tudo o que vivemos até ao momento presente faz parte da nossa vida, para o melhor e para o pior, não desaparece, não é apagado. Se é importante, recordado ou esquecido, estará entranhado em nós, se pelo contrário, não passa de uma gota de água no oceano será diluído e insignificante, ainda que exista.

O que faz hoje parte de nós é feito do pedaços da nossa vida, claro, mas não precisamos de nos sobrecarregar transportando-a permanentemente connosco.

Não trairemos o nosso amigo se deixarmos partir o momento em que nos vimos pela última vez nesta vida.
Não esqueceremos as palavras que precisávamos ter dito sobre um qualquer assunto que nos parece inacabado.
Não reporemos a justiça onde esta faltou no dia em que sentimos uma revolta surda que ainda nos mói o coração.
Os nossos amigos, os que o são, serão sempre nossos , por muitos telefonemas que não façamos, por muitas ausências que tenhamos, por muitos anos ou vidas que se entreponham;
Os outros, os que se vão esfumando, deixemo-los ir sem mágoas, guardemos as páginas que nos deixaram e fechemos o livro.
E mais quantas enumeradas situações que ensombram a nossa Paz de Espírito, enublecem a nossa alegria, inquietam as nossas noites despertas.

Tudo estará lá, no livro da nossa vida, no dia em que precisarmos, não é necessário viajarmos com a "biblioteca às costas"; 365 páginas por ano é muito volume, basta-nos um pequeno caderno em branco para irmos preenchendo a cada dia, com palavras novas. E liberdade de Ser
O resto... o resto é espuma e pó.


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PARA QUEM NÃO ACREDITA EM MILAGRES

De vez em quando a vida coloca-nos perante algo que nos lembra o que é de facto "ter problemas" e mais do que isso, o que é dar-lhes a volta pelo lado luminoso.
Nunca me convenci de que os problemas da vida, mesmo os graves, justificam que se possa enverredar pelos caminhos obscuros; podem explicar mas não justificam.

Não vale a pena dizer mais nada, a história está toda aí...




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G'ANDA IDEIA!



Pensamento do dia:

"Pôr o Sócrates a gerir os 78 mil milhões
é como promover o Bibi a chefe dos escuteiros"




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COINCIDÊNCIAS E COEXISTÊNCIAS

Faz hoje exactamente 30 anos... Mal posso acreditar. Apercebi-me quando li que já passaram 30 anos sobre o atentado contra o Papa João Paulo II em Roma

Há coisas que nos ficam gravadas na memória nem sabemos bem como ou porquê; o 13 de Maio de 1981 foi um desses dias, lembro pormenores com uma clareza tal que "é impossível" que repouse sobre elas 30 anos de pó da vida.

Esse dia, por razões mais pessoais do que aquelas que não me importo de expor aqui, evoca-me na memória aquela teoria, suponho que demasiado optimista mas ainda assim suficientemente atraente para que pensemos nela com alguma seriedade, dos "seis graus de separação" ("Six degrees of separation").

Talvez estejamos de facto muito mais perto uns dos outros do que supomos, talvez existam de facto entre as pessoas ligações que são estranhas às leis da física tal como as conhecemos. Obedecerão a leis essas ligações, não penso que não, mas não as dominamos, não suspeitamos sequer de como poderão influenciar as nossas vidinhas, de como nos acompanham ao longo do tempo manifestando aqui e ali a sua presença de forma tão subtil que dificilmente damos por elas.

Há pouco, como há 30 anos, num momento tão subtil quanto um pensamento fugaz, por alguns minutos, talvez nem isso, a separação entre "realidades" desfez-se como se um breve raio de luz tivesse galgado as nuvens espessas do espaço-tempo para brilhar só um instante e todos os "graus de separação" se fundiram num niilismo intangível. Este momento só existe para mim, em mim, só eu é que o Sei. E Sei.
Felizmente não estava demasiado ocupada, ou atenta, ou desatenta, o ensonada, ou vigilante. Estava apenas, o que é raro. E, ao conseguir parar um pensamento, que nem sei se era meu, se apenas me atravessava a mente, surpreendi aquele pequeno raio de luz fora do seu mundo atravessando o meu. Olhei o relógio de parede... 30 anos... exactamente. Outra vez.


Agora apetecia-me recostar-me no meu sofá envolvente, encolhendo as pernas e afundando as costas, pegar num livro escrito por um Mestre muito sábio que tivesse por título: "O Sentido de Humor das Coincidências" mas não sei se já foi escrito.

Se algum dia eu for um Mestre sábio vou escrevê-lo.


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VOTOS DE ANO NOVO


Este ano, nas horas que antecederam a Noite de Natal, fiz uma coisa muito feia: em desespero de tempo e cansaço meti o telemóvel numa gaveta, virei costas e nunca mais me lembrei de semelhante objecto.
Ontem, porque saí, fui busca-lo e assustei-me com o número de chamadas não atendidas e de mensagens... Senti-me mal... Hups! Desliguei o bicho e meti-o na mala para o caso de precisar dele.

Só hoje voltei a olhar para o acusador objecto como quem pega num assunto sério a que tem de dar solução. Mas não está fácil...
Estive, finalmente, a ouvir as minhas mensagens de Natal...



Desculpem-me os meus amigos telefonicamente abandonados, e não só porque o pessoal dos e-mails também não teve muito melhor tratamento, mas este ano faltou-me o tempo, a cabeça e, confesso, até o meu habitual espírito natalício.

(Vou ligar-vos, um a um, nada de SMS's em série, dêem-me um desconto...)



Então fiquei aqui sentada a pensar nos votos de Natal, nos desejos de Ano Novo que ouvi...
E os meus?


Pela ordem mais aleatória que se possa conceber começaram a vir-me à cabeça uma dúzia de desejos de Novo Ano


Que todos os Mr, e Ms, Scrooge do mundo tenham encontros com os seus fantasmas passados, presentes e futuros todas as 365 noites do ano ( e em 2012 lhes aconteça o mesmo na noite de 29 de Fevereiro)

Que o José se vá embora que estou farta dele e desconfio que não sou só eu

A paz mundial, claro, para que as "Misses" de todos os tempos vejam finalmente os seus sonhos realizados. E eu também ficava contente, confesso.

Que os gajos que batem nas mulheres sejam todos apanhados numa esquina e que levem um valentíssimo enxerto que culmine numa violação feroz. (não nunca nenhum gajo me bateu mas a coisa enoja-me)

Que todos os gajos e gajas que maltratam crianças, seja de que forma for, sejam apanhados numa esquina e que levem um valentíssimo enxerto que culmine numa violação feroz. (não, nunca fui maltratada mas a coisa enfurece-me)

Que todas as associações que cuidam, de facto, de crianças tenham os meios económicos e humanos para o fazer

Que todos os gajos e gajas que maltratam animais, seja de que forma for, sejam apanhados numa esquina e que levem um valentíssimo enxerto e os deixem fechados numa jaula uns com os outros

Que todas as associações que cuidam, de facto, de animais tenham os meios económicos e humanos para o fazer

Que os terroristas islâmicos entrem todos no paraíso
Os terroristas não islâmicos se encontrem com os islâmicos no paraíso

Que todos os velhos possam viver os seus últimos anos de acordo com a dignidade com que viveram a sua maturidade

Que Justiça se passe sempre a escrever com maiúscula e que Portugal seja pioneiro

Que ganhem vergonha e juízo e mandem "Acordo ortográfico" para casa da mãe


Que a comida que existe no mundo seja melhor distribuída

Que os solos aráveis sejam arados e não se tornem campos de golf ou outras maluqueiras

Que os meios clínicos - técnicos, estruturais e humanos - sejam disponibilizados a todos os seres em função da gravidade e sofrimento inerentes à sua condição

Que a Educação e o desenvolvimento cultural sejam entendidos como bens de primeira necessidade à evolução da espécie humana e não apenas "direitos fundamentais" declarados e ultrapassados.

Que todos os Amigos se revelem de acordo com o que realmente são

Que a sorte proteja os audazes e desnude os cobardes,
que ilumine os solidários e confronte os egoístas

E todos os outros desejos,
ideias e sonhos
que só me assaltam
quando estou quase a adormecer


Para mim? Ora, nada de especial;

que:

o meu filho seja feliz
a minha mãe seja feliz
os meus amigos estejam bem
e "os outros" não me venham à memória
mais tempo para ler
e para os amigos
mais energia
mais dinheiro
rejuvenescer em alegria
uma grande quinta com uma casa, um hotel e uma vinha e cavalos
5 cães, dentro de casa
um zoo doméstico lá fora


um orfanato-escola
boas pessoas para lá trabalharem




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UMA NOITE REVIVALISTA

Ontem fui para a cama a cair de sono (mas mesmo a cair de sono), não tive sequer coragem de fazer o "lanchinho da manhã" para o meu filho morder durante o intervalo das 10 horas - presenteei-o com uma embalagem de cereais XPTO daquelas com que as criancinhas se lambuzam nos anúncios dirigidos a mães modernas ( e preguiçosas) e vai disto.

Lavei os dentes, meti-me lençóis abaixo ao som da Euronews - queria ver o boletim meteorológico que é curto e certeiro - e em menos de 5 minutos carreguei no botão mágico, sorri para o quentinho e para o silêncio.
Mas de repente... PLIN! Pois, PLIN!. Olhinhos bem abertos, plin-plin.
E comecei a pensar em comida... a virar-me, a revirar-me... a pensar em coisas chatas...
OK. Carreguei outra vez no botão mágico, sentei-me, acendi um cigarro e comecei o "zapping" idiota. "Zapping" 1, ascendente, "zapping" 2, descendente... Hups! O que é isto?

Era o Scolari abraçado às bandeiras, a portuguesa e a brasileira, no meio do campo a chorar como um miúdo; o Scolari abraçado ao Ricardo, aquele fabuloso guarda-redes que tirou as luvas e se foi a ela; o Scolari aos pulos de braços no ar a correr de cá para lá ao longo da linha lateral como se fosse um enorme urso enjaulado.
Ah, bons tempos...

Eu gosto muito do Scolari. Além de ser um treinador e pêras é homem que sabe assentar um tabefe bem a tempo em fedelhos malcriados, e sabe dizer o que pensa, e sabe fazer uma equipa acreditar em si e um país acreditar nela e até, por um tempo efémero, acreditar em si próprio.
As imagens do Scolari levaram para longe as reviravoltas e os pensamentos chatos, levantaram-me os cantos da boca e fizeram-me saudades... saudades do Scolari, saudades do tempo em que os portugueses tinham algumas alegrias, nem que fosse só nas semanas em que estávamos a jogo.

Mas havia outra coisa que me estava a chamar a atenção, não eram só a imagens que me absorviam... a voz em off... Raios, eu conheço esta voz, esta entoação (tudo isto decorria tendo a RTP2 em pano de fundo) .
Elevei um pouco o volume do som quase inaudível e ouvi uma conversa informal entre dois homens, um português e um brasileiro, sobre o Scolari, as emoções, as distâncias e as proximidades, as mútuas influências entre Portugal e o Brasil. Logo mudou a imagem e apareceram dois tipos sentados a cavaquear no conforto tropical de uma sala envidraçada e mobilada com bambus. Um era um jornalista brasileiro que desconheço, o outro era o Carlos Fino.O Carlos Fino, na RTP? Hum...
Eu gosto do Carlos Fino. E sorri outra vez.

Tive saudades do jornalismo informal do Carlos Fino, da espontaneidade com que se atrevia a "fazer poesia" nos textos do "telejornal", da sua "objectividade pessoal" e da sua "honestidade subjectiva", da emotividade transbordante e das abordagens filtradas pelo seu raciocínio rigorosamente analítico, do muito que punha de si no que fazia com aquela marcada preocupação de não faltar à verdade (que lhe valeu uns enxertos...), da predisposição para o novo, a experimentação, a aventura.
Já não se fazem jornalistas assim - podem ser melhores ou piores mas assim não há mais. Bons tempos...

(Percebi no fim do programa que afinal não se tratava de dois jornalistas mas de um jornalista, brasileiro, e do conselheiro de imprensa da Embaixada de Portugal no Brasil)

E sono? Sono nada. Plim-plim, piscavam-me os olhos sem réstia de sono, nem de pensamentos chatos. Antes assim.

Mais um "zapping" - "2001, Odisseia no espaço"... E acerto logo na parte de que gosto mais: o ecran fica negro e aparece em letras garrafais: "Jupiter and beyond the infinite". São os últimos minutos do filme; fascinantes. Uma, e outra e mais outra vez, sempre fascinantes. O bendito filme está com mais de 40 anos (1968) e parece irreal a forma como não envelhece - visualmente, tematicamente, cientificamente e.... misteriosamente. Sempre com um novo detalhe, um pormenor de luz, um olhar novo. Uma osmose de luxo: Clarke e Kubrick ou Kubrick e Clarke. Um privilégio.

(Deixo a sequência com música de fundo dos Pink Floyd; tivessem deixado o original "Assim falava Zaratustra", de R. Strauss e estaria perfeito.)



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Claro que depois disto já se consegue conciliar o sono, certo?
Hum... Não...

Depois disto levantei-me e fui fazer um "cachorro quente" com muita mostarda e batata palha. Pois. ( o que querem, raramente arranjo tempo para almoçar - no verdadeiro sentido do termo - quem me conhece sabe que se não me alimento desapareço, o que, se por alguns lados seria um alívio por outros, mais importantes, seria uma perda irremediável).

Heis-me no ponto alto da noite: a parte em que estou quentinha no meu edredon com um "cachorro quente" numa mão e o telecomando na outra em busca do filme perfeito para tanta mostarda. E encontrei.
A série perfeita em menos de 30 segundos de busca - cheguei mesmo a tempo para a reunião inicial, mesmo a tempo de ouvir o saudoso Phil dizer: " And let's be carefull out there!"
(Eu gosto do Phill. E também gosto do Frank Furillo, da lindissima Joyce e do Nick, gosto muito do Nick quando ele morde nos criminosos).
Ah, bons tempos... quando se fumava nas esquadras, os hamburguers não eram de soja e a malandragem ia dentro sem se pensar três vezes se poderia processar os "bons" e sem perfis psicológicos complicados.



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No final do "cachorro quente", de mais um cigarrito e da "Balada", estava também quase no fim da noite. Suspirei para o relógio, escorreguei de semi-sentada para muito deitada e pensei que talvez não fosse mau dormir duas horas e picos, profundamente, com muitas memórias de bons tempos. Perfeitos.


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O INVENTOR DE COISAS IMPOSSÍVEIS

Não é muito frequente falar aqui da minha vida, entre outras razões, porque estou francamente convencida de que é assunto pouco ou nada interessa à maioria das pessoas que por aqui passam e, àquelas a quem, legitimamente, possa interessar vão sabendo de mim por vias privadas e mais aconselháveis.
De vez em quando lá calha falar de qualquer coisa mais íntima ou, talvez melhor dizendo, mais pessoal, tratando-se normalmente de um qualquer desabafo, um post sobre, ou para, algum amigo, alguma coisa que conto por se prender de alguma forma com questões que nos tocam a todos.

Há pouco passeava eu pelas ondas do "YouTube" em busca de um vídeo específico qu
ando um outro, que não procurava, me encontrou. A imagem parada que lhe servia de capa despertou-me a atenção, mais do que o título. O título beliscou-me a curiosidade. E "cliquei no play".
Dois minutos e poucos segundos depois tinha sido conquistada - diria mesmo arrebatada - pelo pequeno texto que se vai desenhado sobre uma sequência de imagens de maior ou menor inspiração, não exactamente, na sua maioria, as que eu escolheria mas isso não se firma com qualquer importância; cumprem a sua função de ajudar a contar uma história em poucas palavras.

"Mas o que é isto?" bailava-me nos olhos muito abertos de espanto. Revi.
Aquilo era como a "a minha versão" dos "príncipes encantados" (e sedutores) com que as meninas sonham em alguma fase da pré adolescência, ou até mais adiante se forem muito sonhadoras (após os 20 anos já não é ser sonhadora, é ser parva)


A minha versão ali sumarizada em meia dúzia de linhas, de pontos, de ideogramas difusos.

Foi quando me veio à cabeça aquela conversa, quase sempre bem intencionada, que não leva a parte alguma - nem conclusão, minha ou de quem pergunta - sobre a «importância de ter um "namorado"», sobre o porquê da minha "solteirice impenitente", que é «uma pena», que é «um disparate», que é um «desperdício» (gosto particularmente desta última abordagem ecológica).

Já expliquei a quem me pediu (ou a algumas das pessoas que me pediram) que o defeito é meu, que sou uma mulher complicada, com exigências difíceis no que toca ao que quero e muitíssimo difíceis no que toca ao que não quero.
Como disse por aqui há dias, a propósito de nem me lembro o quê, já são muitos anos a "virar frangos"; já vi muita "galinha depenada" e muito "galaró" a cantar de alto e a estatelar-se em voo picado.


Aquilo que eu acho graça, graça a sério, não está no "mercado", esgotou-se, partiu-se a matriz.
Não acreditam?
É verdade...



Se encontrarem um "Inventor de coisas impossíveis, conhecedor de segredos" que, além disto, seja suficientemente seguro de si para ser capaz de partilhar Conhecimento, e suficientemente maduro para saber ver a magia da inocência, digam-me; ou dêem-lhe o meu número de telefone (o e-mail, também pode ser).
Se não encontrarem não fiquem tristes e, lá no fundo, vão compreender-me.


Agora, após estes breves momentos de invulgar abertura da alma em território não vedado, vou retornar à sanidade possível e costumeira. Se quiserem, fiquem com dois minutos dos meus sonhos inocentes encontrados numa coincidente página da Internet.





«One strange day
a curious young woman
found at her door

an invitation

and a glowing box

She was wary of it

for it kept changing

What she found inside
puzzled her

and when she looked through it

she saw a man looking back at her
He asked her to follow him

and she wandered into his world
He was an inventor
of impossible things

and had the key

to many mysteries

and knowledge of secrets

He was a seer

of unseen worlds

He had many guises

and could appear

anywhere

He taught her
all he knew

and how to travel
to other worlds
and in all directions of time

He taught her about illusions
and about Truth
and how to see

the magic of innocence

But without word
he left
Nothing made sense

Who was she?

What was real?

Find me!

- How?
- Use your magic

- I have no magic

- You do

Remember

Like this

Trust your heart

Find me!
Steady

Listen

Trust
»
..............................Maribel Dobson



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"E-READING E-BOOK TO E-FRIEND"

Tenho um (virtual) amigo que está triste; está triste sem lamúrias, sem chantagens, ao dizer que está triste - constata, comunica - a vida tem destas coisas.

E eu (virtualmente) pego num livro que conheço bem, escondido dentro de um outro livro, e leio-lho devagar, entrecortando a leitura a pequenos goles de um vinho do porto de alma quente porque o calor, como o frio, é osmótico.


Dou um gole, respiro fundo, até ao estômago, solto o ar, ponho os óculos do sonho e começo a ler:








Quotations From "The Messiah's Handbook"
"Reminders for the Advanced Soul"

inside
"Illusions - The Adventures of a Reluctant Messiah"
by Richard Bach - 1977

(Illusions - Link para leitura on line ou download PDF - inglês original)



Perspective - Use It or Lose It. If you turned to this page, you're forgetting that what is going on around you is not reality. Think about that.



Remember where you came from, where you're going, and why you created the mess you got yourself into in the first place.



You are led through your lifetime by the inner learning creature, the playful spiritual being that is your real self. Don't turn away from possible futures before you're certain you don't have anything to learn from them.
You're always free to change your mind and choose a different future, or a different past.



Learning is finding out what you already know. Doing is demonstrating that you know it. Teaching is reminding others that they know just as well as you. You are all learners, doers, and teachers.



Your only obligation in any lifetime is to be true to yourself. Being true to anyone else or anything else is not only impossible, but the mark of a false messiah.



Your conscience is the measure of the honesty of your selfishness. Listen to it carefully.



The simplest questions are the most profound.
    Where were you born?
    Where is your home?
    Where are you going?
    What are you doing?
Think about these once in awhile, and watch your answers change.



Your friends will know you better in the first minute you meet than your acquaintances will know you in a thousand years.



The bond that links your true family is not one of blood, but of respect and joy in each other's life.
Rarely do members of one family grow up under the same roof.



There is no such thing as a problem without a gift for you in its hands. You seek problems because you need their gifts.



Imagine the universe beautiful and just and perfect.
    Then be sure of one thing:
    The Is has imagined it quite a bit better than you have.
    The original sin is to limit the Is. Don't.



A cloud does not know why it moves in just such a direction and at such a speed, it feels an impulsion....this is the place to go now.
But the sky knows the reason and the patterns behind all clouds, and you will know, too, when you lift yourself high enough to see beyond horizons.



You are never given a wish without being given the power to make it true. You may have to work for it, however.



Argue for your limitations, and sure enough, they're yours.



If you will practice being fictional for a while, you will understand that fictional characters are sometimes more real than people with bodies and heartbeats.



The world is your exercise-book, the pages on which you do your sums.
It is not reality, although you can express reality there if you wish. You are also free to write nonsense, or lies, or to tear the pages.



Every person, all the events of your life, are there because you have drawn them there. What you choose to do with them is up to you.



In order to live free and happily, you must sacrifice boredom. It is not always an easy sacrifice.



The best way to avoid responsibility is to say, "I've got responsibilities."



The truth you speak has no past and no future. It is, and that's all it needs to be.



Here is a test to find whether your mission on earth is finished: If you're alive, it isn't.



Don't be dismayed at good-byes. A farewell is necessary before you can meet again.
And meeting again, after moments or lifetimes, is certain for those who are friends.



The mark of your ignorance is the depth of your belief in injustice and tragedy. What the caterpillar calls the end of the world, the master calls a butterfly.



You're going to die a horrible death, remember. It's all good training, and you'll enjoy it more if you keep the facts in mind.
Take your dying with some seriousness, however. Laughing on the way to your execution it not generally understood by less advanced lifeforms, and they'll call you crazy.


Everything above may be wrong!

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MOODY BLUES

«Moody's corta rating de oito bancos portugueses»

«A agência de notação financeira Moody's cortou hoje o rating de oito bancos portugueses: cinco descem um nível e a outros três são cortados dois níveis, na sequência do corte em dois níveis do rating da dívida pública portuguesa

Em comunicado, a agência indica que o rating da Caixa Geral de Depósitos, do Santander Totta, do Banco Espírito Santo (BES), do Banco BPI e do Espírito Santo Financial Group foi revisto em baixa em um nível.

O Banco Comercial Português (BCP), o Montepio Geral e o Banif sofreram, por sua vez, um corte de dois níveis.

O rating atribuído ao Banco Português de Negócios, de Baa3/Prime-3 a ser analisado para um possível corte, manteve-se inalterado.

«O corte no rating da dívida dos oito bancos portugueses reflete a capacidade reduzida do Governo em apoiar os bancos», afirma a vice presidente adjunta, e responsável pela avaliação dos bancos portugueses na Moody's, Maria-Jose Mori, no comunicado.» in "Sol"

Não nos punhamos a pau e veremos como elas nos mordem...

PARA BOM ENTENDEDOR...

Como tristezas (blues) não pagam dívidas
(alegrias também não mas a malta curte),
viro-me para outro lado, muito "Moody", "Blues" q.b., e que me faz pensar...
Aah... pensar não é dizer...
(quem pensa não fala, quem fala não pensa, ou coisa parecida).
Vá, sorri...
e não penses nas contas, bancárias
O álbum é o "Octave", o ano 1978... Boa colheita.




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É PRECISO TER VACA

RECONHEÇO, JOGARAM MELHOR
parecia que havia 22 espanhóis para 11 alemães

RECONHEÇO, FOI UM GRANDE GOLAÇO
desta vez nem estava fora de jogo

Raios os partam, até dia 11 só bebo sumo de laranja

Que campeonato... e para mais ainda não se calaram as malvadas vuvuzelas. Quem as inventou vai arder no inferno... por toda a eternidade. Grunuuunnnnffffffffffffff.

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PARA OS MEUS AMIGOS,

E PARA TODOS VÓS


Porque "para a próxima penso nisso" nem sempre chega a tempo


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DECLARAÇÃO ORTOGRÁFICA



Neste blog um facto vai continuar a ser um facto, contra o qual não se aceitarão argumentos, e não uma roupinha que se muda consoante o estado de tempo, a situação ou estado de espírito.

Neste blog um acto vai continuar a ser um acto e não uma prática impraticável em que não ato nem desato

Neste blog pára vai continuar a ser para parar e não para ... o que cada um bem entender

Neste blog hei-de continuar a usar hifen e um para-quedas é para proteger mas não se confunde com uma rede de circo que lá foi colocada para as quedas; e...
E uma contra-senha só o será continuando a ter hifen, contrassenha neste blog não dá passagem nem acreditação.

Neste blog a Primavera vai continuar a ter honras de nome próprio e não será tratada como uma qualquer primavera daquelas já muito arrimadas...

E mais, neste blog sempre que apareça um cagado não estará a ser referido um animal semelhante a uma tartaruga (desde que não se atente nas patas); eventualmente estará a ser referido um animal... mas não um réptil; provavelmente será um desses vermes parasitários que tanto populam pelo nosso abandalhado país.


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WISH YOU WERE HERE, PAULO










SERÁ QUE O PAULO ESTÁ DISPOSTO

A METER OS PUTOS NA BARRACA?



IN SOL - 6a-feira, 29 Janeiro 2010
«Durão Barroso convenceu Paulo Rangel a candidatar-se à liderança do PSD, que só aceitou avançar perante o desinteresse de Marcelo Rebelo de Sousa.
Entretanto, Aguiar-Branco ainda não tomou uma decisão e Passos Coelho é o único candidato assumido, avança a edição do SOL desta sexta-feira.»

«O SOL apurou que, com Marcelo Rebelo de Sousa definitivamente afastado da corrida à sucessão de Manuela Ferreira Leite, o ex-líder do PSD e presidente da Comissão Europeia tem tido um papel decisivo na ponderação daquele que foi o cabeça-de-lista dos sociais-democratas nas eleições europeias, incentivando-o a entrar na corrida.»

«Ao longo das últimas semanas, Durão Barroso e Paulo Rangel têm mantido vários encontros – pelo facto de o eurodeputado social-democrata integrar a equipa do Parlamento Europeu que está a negociar directamente com o presidente da Comissão Europeia (CE) o novo acordo-quadro que rege as relações institucionais com a CE – e, à margem das conversas oficiais, o tema da liderança do PSD foi abordado por diversas vez entre ambos.»

I WISH... (qu' é como quem diz, dava-me um gozo do caraças)

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O ESPIRITO DE NATAL

QUANTO PERDEMOS NÓS DO QUE SOMOS
NA BUSCA DO QUE TANTO QUEREMOS TER?



(Obrigada Francisco)