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SOMOS (do ex- ) PRIMEIRO ?

Nem de propósito, se fosse combinado não me saía tão bem.

Não é para "voltar à carga", até porque o contexto é outro, mas dizia eu há 3 dias, aí mais abaixo:

.../... A RTP, televisão pública, em particular: desde que puseram lá "aquele comentador" domingueiro, que em vez de ir botar faladura perante um tribunal tem antena nacional para opinar ao desbarato .../...
Hoje um cidadão, numa emissão de TV privada de audiência baixa queixava-se assim: (aguardar uns segundos pelo vídeo)



Falavam de traumas de infância... pois, pode ser.

Também há dois dias (21 Nov.) José Manuel Fernandes dedicou umas linhas à RTP num artigo com o título "Esse despautério sem fim que é a RTP"
 e a dada altura diz assim:
"Infelizmente este episódio também mostra o erro deste Governo, e engano de Miguel Poiares Maduro em particular, quando achou que os problemas da RTP se resolviam afastando-a das interferências do governo por via de um Conselho Geral Independente. Está à vista de todos como, na terra de ninguém que assim se criou, a RTP faz gato-sapato de todos e segue em frente. A empresa tornou-se numa espécie de república autónoma, em completa autogestão, ao serviço exclusivo da oligarquia que a domina. Não responde a nada nem a ninguém, apesar de ser alimentada pelas nossas taxas. Pagamos e, supostamente, calamos: é essa a sua noção de relação com aqueles que são, em última análise, os seus accionistas. Com a perversidade de dar cirurgicamente palco a muitos figurões do regime (o principal dos quais com direito a tempo de antena semanal ao domingo; "
Soma e segue


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COISA QUE NÃO FEZ

Uma verdade inconveniente
 para quem já batia palmas de contentamento


E pergunto agora:

Fonte anónima acusa criminalmente um cidadão, que até é primeiro ministro... Não há investigação?

É legal fazer denuncias anónimas. Também é legal lesar e denegrir o bom nome de um cidadão, que até é primeiro ministro?

Porque não exigiu a Assembleia da República o esclarecimento público das acusações, não anónimas, processos e escutas de que foi alvo o anterior primeiro ministro? Eu continuo expectante.

Tendo existido de facto, como tudo leva a crer que sim, uma passagem de informações das Finanças a jornalistas, sobre declarações de rendimentos de um cidadão, que até é primeiro ministro, por que nenhum deputado se insurgiu exigindo o esclarecimento dessa violação de privacidade por parte do Estado?

Já estão todos esclarecidos ou querem com mais molho?

MAIS TEMPO?!?!?!

Bem sei que poderia encher o blog com protestos e não serviria de coisa alguma mas eu tenho este feitiozinho que me leva a não calar - não adianto mas desabafo. Não preciso de ouvidos atentos, nem de leitores cooperantes, para dar livre curso às palavras. Sou assim, desde pequena que falo sozinha e escrevo para mim; maluqueiras...

Hoje tenho o meu rosnar virado para a bancada parlamentar do CDS

Em Maio de 2013, ou seja, há sensivelmente 14 meses, deram entrada no parlamento dois projectos, um do PS e outro do PSD, sobre a criminalização dos maus tratos a animais, abandono incluído. TEMOS ESTADO À ESPERA...

Actualmente a lei considera os animais como "coisas", os maus tratos só são actos ilícitos quando considerados como danos "provocados em coisa alheia" e só penalizáveis se lesarem o direito de propriedade do dono do animal. Se o "animal" for o dono (vulgo a besta do dono) dispõe da sua "coisa" com bem lhe apetecer.

Venha quem vier não me parece que este tipo de legislação seja de alguma forma sustentável num país que se pretende civilizado, para não falar sequer dos humanos que lá vivem - e legislam.

Encurtando razões, os tais projectos-lei seriam votados na especialidade ontem, quarta-feira, e a votação final global teria lugar hoje, quinta-feira.

Pois era... mas não foi...

Por quê? Porque não conseguiram coordenar ambos os projectos, do PS e do PSD? Não, pasme-se, não foi por isso...

O texto comum do PSD e do PS – apresentado comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais foi adiado para a próxima semana a pedido do CDS por necessitar de mais tempo para analisar o texto de substituição que coordena os dois projectos iniciais PS/PSD.
MAIS TEMPO??? Depois de 14 meses, mais tempo?
«Ah mas é que... agora é só um projecto...» 
Estamos a brincar, não estamos? Ou estamos com uma birra porque "o projecto não é nosso e sabe-se lá se tem pretensões inconvenientes"?
Para a próxima semana... 
Pois, para a próxima semana também não.  Se quisermos ser muito optimistas passará para a última sessão plenária antes das férias, a 25 de Julho. Pessoalmente até sou uma optimista mas não sou completamente parva...

Prevejo uma discussão lá mais para Setembro, depois das férias e dos abandonos que a cada ano impunemente se repetem, para recomeçar a legislar com calma e descontracção. E, depois, com calma, será enviado ao Presidente da República para promulgação, descontraidamente...

TÓ-ZÉ É FIXE, mas um cadexinho ilusório

Vi as cinco propostas que o Tó-Zé apresentou ontem na Assembleia ao governo para recuperar a economia. Espantoso! Pessoalmente até estou de acordo com as medidas em si, são obviamente desejáveis. A saber:

  1. Aumento do salário mínimo 
  2. Acabar com a CES repondo as reformas dos idosos 
  3. Pagar todas as dívidas do Estado (esta é a minha favorita)
  4. Reduzir o IVA para os 13% (da restauração, mas as notícias não referem esta especificidade)
  5. Apostar no investimento público
Citando: «São estas as cinco medidas através das quais o PS acredita ser possível combater o desemprego e acabar com o "retrato negro do País".» 
In "Económico" - 3 Jul. 2014 - Video aqui

C'um caraças! Então não é que o rapaz sabe o que é bom que se faça?
Os outros, os que não percebem que fazer isto é bom para o país, são todos parvos.

Claro que há que ter em conta a pequena diferença entre "Fazer isto" e "Ter meios para fazer isto"...

Se o Tó-Zé, pegar num bloco de apontamentos, numa caneta e considerar:
  1. A Despesa do Estado 
  2. A Receita do Estado (mesmo antes do IVA a 13%, o fim da CES, o aumento do S.M.N. e a liquidação de todas as dívidas)
  3. Um O.G.E. viável, (que, além do mais,consiga consagrar)
  4. Uma verba destinada ao investimento público
... e depois disto conseguir demonstrar que é realizavel sem que o país volte a mergulhar nas profundezas da insolvência, vulgo "Crise económica - Ó-Troika-empresta-aí-que-eu-estou-sem-cheta";

... eu juro que retiro tudo o que disse sobre o Tó-Zé e passo a considera-lo um génio mágico, por agora acho que o chavalo é um pândego!

Citando: «São estas as cinco medidas através das quais o PS acredita ser possível combater o desemprego e acabar com o "retrato negro do País".» 
In "Económico" - 2 Jul. 2014

Mas estes putos não se enxergam?

DIZ-ME O QUE "TWITTAS" DIR-TE-EI QUEM ÉS

Há uns dias andou por aí um forróbódó nos jornais e nas redes sociais porque uns cavalheiros do PS, federação de Braga, andaram ao estalo. Cá por mim acho que toda a gente tem o direito de andar ao estalo e não há que discriminar  os militantes do PS, muito menos de Braga, terra de águas frias e sangue quente. Não é um bom sintoma no que toca à camaradagem que por lá reinará mas não é o fim do mundo nem  assunto para excitar tantas mentes opinantes; até o diabólico Professor Marcelo gastou palavras e tempo para referir o assunto. Referir, disse eu, não dissecar, analisar ou qualquer outro exercício racional que se debruçasse sobre o fulcro da questão - nem o Marcelo nem ninguém que me passasse sob os olhos.
E é isto que acho espantoso!
Eu quero lá saber que uns tipos do PS andem ao estalo, até acho graça, animado, o que me confunde é que ninguém tenha tirado conclusões acerca de por que é que andaram ao estalo. A notícia foi dada, foi, a "talho de foice", mas não me apercebi de que alguém tivesse dissertado acerca da pouca vergonha que motivou o acalorado encosto de coletes.

O senhor deputado deputado João Galamba publicou, na sua página oficial do Twitter, os resultados da votação  de uma moção sobre a realização do congresso do PS. Segundo o Galamba os resultados de tal votação seriam: 43 votos a favor e 2 contra e 26 teriam abandonado a sala.
Segundo o Galamba e mais ninguém porque a votação não teve lugar, não passou de imaginação do Joãozinho-a-twittar.
E vai daí?

Vai daí o PS emitiu um comunicado para as redacções noticiosas (21 de Junho) no qual dizia  ter tido conhecimento “de alegadas agressões físicas a um funcionário no interior do edifício sede da Federação Distrital do Partido Socialista de Braga, razão pela qual mandatou o Gabinete Jurídico e Contencioso para, nos termos da lei, instaurar o correspondente processo de averiguações interno, por forma a apurar a veracidade dos factos e os seus responsáveis”.
Pronto, está bem, é suposto as reuniões não acabarem ao estalo, mesmo as do PS.
Então e o Galambas? Ninguém liga nenhuma ao Galambas?

O Galambas inventou a votação de uma moção, inventou os resultados, inventou até que uns quantos saíram da sala, publicou o seu invento e não tem direito a "processo de averiguações interno"?
Mais. O Galambas não tem direito a parangonas titulares nos jornais, como teve a cena de estalo, fazendo jus à sua criatividade?

Não entendo, acho injusto, coitado do Galambas, o homem que se fartou de trabalhar na Comissão Parlamentar de Ética durante a reinação do Zé Sócrates.


CHAMEM-ME O INEM S.F.F.

Relato mas não comento

As coisas que se fica a saber no Facebook:


O original (originalíssimo) da notícia (?) AQUI
A esta hora ainda devem estar por aí nos copos a comemorar esta grande vitória


ESQUIZOFRENIA OU MOBILIDADE NEURÓNICA?



Tó-Zé, o Seguro: 
“Portugal, à semelhança da Irlanda, deve regressar aos mercados de forma limpa“. 
04 Janeiro 2014


Tó-Zé, o Seguro:

“Se a Europa empurrar Portugal para uma saída limpa não está a ser solidária.” 
17 Fevereiro 2014

Válha-me Deus!!! Será que há dois dele???

COM TRÊS PALAVRINHAS APENAS...

Não sou exactamente a fan nº1 deste senhor mas que ele sabe pôr o dedo na ferida é um facto:


"A Constituição deixa Governos irresponsáveis levar o País à falência mas não deixa um Governo responsável tomar medidas para o evitar"
Eduardo Catroga
16 Outubro 2013, 13:13 por Jornal de Negócios 

ISTO HOJE NÃO CORREU MAL

FACTO Existem figuras do regime angolano sob investigação pela justiça portuguesa, entre as quais o procurador-geral de Angola, João Maria de Sousa, o presidente do banco Atlântico, Carlos Silva, e as filhas do presidente José Eduardo dos Santos.
FACTO -  As “investigações a figuras angolanas ainda se encontram em curso no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) não existindo, por agora, nenhuma decisão final”.
FACTO -  O “Estado angolano, num processo em que é assistente, constituiu como seu representante o escritório de advogados PLMJ, no qual Rui Machete foi consultor até assumir funções como ministro do Estado e dos Negócios Estrangeiros”.
_______________________________ 

José Eduardo Santos:
 «Só com Portugal, as coisas não estão bem. Têm surgido incompreensões ao nível da cúpula e o clima político actual, reinante nessa relação, não aconselha à construção da parceria estratégica antes anunciada».
 Após o discurso de Eduardo dos Santos, o ministro das Relações Exteriores de Angola, Georges Chikoti, disse que: 
«É necessário que os portugueses façam algum esforço para melhorar as relações com Angola .../... que as relações com Portugal podiam ser melhores, mas têm surgido dificuldades que impedem o estabelecimento de relações estratégicas.»
_____________________________ 

Isabelinha das Farturas
 Santos de casa não fazem milagres
Será que lhes passa pela cabeça que o governo vai mandar arquivar as investigações que estão decorrendo em torno de figuras protegidas pelo regime angolano para «fazer algum esforço para melhorar as relações com Angola»?

Queiram Vócências desculpar o incómodo mas não basta ter dinheiro, vestir do muito bom e do melhor, fazer compras nas melhores lojas de griffe europeias da Av. da Liberdade, oferecer pópós topo de gama aos putos para eles se pavonearem pela noite do circuito Lisboa/Cascais despejando garrafas de champagne Cristal como se fosse pirulito; não bastam estas nem as outras, que passam pelos bancos, pelas off-shores, pelas acções empresariais que lavam mais branco e pelos cabeleireiros de luxo que desfrisam mais liso.

Queiram Vócências desculpar o incómodo mas não basta, como dizia aquela senhora, embora glosando sobre um tema não relacionado com a "cúpula", há une petite difference, e, deixem-se de parvoíces, não é na cor.
Vive cette petite difference!
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O dia hoje não correu mal: 
Portugal ganhou 3 a 0 ao Luxemburgo
O presidente angolano está de birra porque não lhe fazem as vontades.
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Há já quatro anos, durante a reinação de José, o Sócrates...
Sem comentários.

O TRIBUNAL CONSTITUCIONAL É PORREIRO, PÁ

Não há nada como ter um Tribunal Constitucional a zelar pelos interesses do povo, ou pelo menos pelos interesses de parte do povo... É difícil agradar a todos, pois claro.
Se o T.C. estivesse submetido a escrutínio popular eu gostaria de saber qual o resultado...

O Decreto-lei da Mobilidade é inconstitucional «por violar a "garantia da segurança no emprego" e o "princípio de proporcionalidade constantes dos artigos 53 e 18 número dois da Constituição da República Portuguesa"»; evidentemente, não serve os interesses do povo, ou de parte do povo. Está dito.

Se um qualquer Zé-português for empregado pelo o sector privado vai trabalhar onde for considerado necessário e enquanto for necessário. As empresas não são filiais da Santa Casa da Misericórdia, existem para dar lucro ou, pelo menos, para não dar prejuízo.

E se o Zé-português trabalhar para o Estado?
Ah, bem, aí o Estado que lhe garanta o emprego, quer seja necessário ou não, quer haja trabalho quer não e, se der prejuízo paciência, os outros Zés e Marias que se aguentem, está em causa  «o despedimento sem justa causa, que é ilegal em Portugal». Sem justa causa? SEM JUSTA CAUSA?



Assim posto é tão cretino que só pode ser demagogia, minha.
Demagogia uma gaita, é assim mesmo que o zeloso T.C. considera ser do interesse dos portugueses. (De quais portugueses? Dos que pagam os seus impostos?)

A colocação na requalificação pode ocorrer «por motivos de desequilíbrio económico-financeiro estrutural e permanente do órgão/serviço e após demonstração em relatório fundamentado e na sequência de processo de avaliação, que os seus efectivos se encontram desajustados face ás actividades que prossegue e aos recursos financeiros que estruturalmente lhe possam ser afectos».

Temos o país como temos mas não há justa causa para mexer no que é imperioso que seja mexido?

Segundo o T.C. o diploma da requalificação violava o principio da garantia da segurança de emprego garantido aos funcionários públicos que tinham o vínculo por nomeação (vitalício) quando transitassem para a modalidade de Contrato de Trabalho em Funções Pública.

Vínculo vitalício... Mas isto é normal? Alguém, com dois dedos de juízo, se tiver uma empresa contrata um funcionário constituindo um vínculo vitalício? Só o Estado, claro, que conta com os cobres alheios.


Após o chumbo do TC à admissão da a cessação do vínculo após 1 ano em que o funcionário no "regime de requalificação" não tenha conseguido uma recolocação,
quais são as  alterações transmitidas como «orientações» aos deputados da maioria parlamentar, para que estes proponham a alteração do diploma? 

A coisa funcionará (?) assim:

Uma determinada instituição estatal é considerada supérflua ou economicamente insustentável e é encerrada. Os seus funcionários transitam para outra instituição estatal... ou não. E se não?

Se não, durante o primeiro ano, continuarão recebendo 60% da sua remuneração anterior, até um limite de 1.257,6 euros e, após esse período, receberão 40% do seu salário, até um limite máximo de 838,4 euros, mas o salário mínimo nacional será sempre garantido como limite mínimo, caso esta percentagem represente um valor abaixo. Até quando? Até à sua reforma.

E se estes funcionários se empregarem no sector privado?
Mesmo assim o S.M.N. será sempre assegurado, actualmente 485 euros, e o que receber no sector privado, pala além deste mínimo, será é deduzido àquilo que recebe do Estado..
É bom!

Só uma perguntinha, quanto é que NOS custa manter estes funcionários sem trabalharem?

De já longa data é do conhecimento público que, em termos financeiros, e não só, o Estado emprega um excedente de cerca de 100 a 120 mil funcionários.
Quem os paga? Todos nós.
E se não houver com que os pagar?
Não faz mal, pede-se um novo resgate europeu, pago por todos nós, prolongando uma situação que nenhum de nós quer. Mas pronto, vamos vivendo.

A culpa? É do governo, se não conseguir impedir um novo resgate.
O Tribunal Constitucional, que tem vindo a mostrar-se o maior e melhor órgão da oposição, não tem nada com isso, só está a zelar por nós.
Porreiro pá!

IDE-VOS CATAR, IDE.


Manifestantes pedem demissão do Governo em frente ao Parlamento« Centenas de manifestantes, na maioria trabalhadores da função pública, exigiram, esta segunda-feira, a demissão do Governo em frente ao Parlamento, num protesto convocado por vários sindicatos afectos à CGTP.

Os manifestantes concentraram-se no Largo Camões às 15 horas e desfilaram até à Assembleia da República, onde decorre, durante a tarde, a votação das propostas de requalificação na Função Pública e o aumento do horário de trabalho para 40 horas semanais, que a Assembleia da República aprovou na especialidade.»   -   In A Bola - 29/07/13 
_____________________________________
«A proposta do Governo sobre o aumento do horário de trabalho no Estado de 35 para 40 horas semanais foi hoje aprovada na especialidade e será objecto, esta tarde, da votação final global.
No âmbito da proposta de Lei n.º 153/XII/2.ª (GOV), o período normal de trabalho diário dos trabalhadores do Estado passa de sete para oito horas por dia. No total, os funcionários terão um aumento do horário de trabalho de 35 para 40 horas semanais já este ano.
Esta proposta, aprovada na generalidade a 11 de Julho e hoje votada na especialidade na comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública, contou com os votos favoráveis dos deputados da maioria PSD/CDS-PP. Votaram contra os deputados dos grupos parlamentares do PS, do PCP e do BE.
Estas alterações, bem como o aumento dos descontos para a ADSE e as rescisões no Estado, serão integradas na nova Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas que o executivo começou a discutir com as estruturas sindicais da função pública no mês de Julho e que tenciona implementar em Janeiro de 2014. As propostas de lei sobre o sistema de requalificação dos funcionários públicos e de aumento do horário de trabalho para as 40 horas semanais foram consideradas inconstitucionais pelos sindicatos da função pública.»  - In Sol - 29/07/13
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 Sistema de requalificação de funcionários públicos,
.../...
«Ao abrigo da nova lei, o Governo impõe um novo regime de mobilidade especial que prevê um período máximo de 12 meses. Terminado este período, os trabalhadores poderão optar por ficar em lista de espera para uma eventual colocação, mas sem receberem qualquer rendimento, ou optar pela cessação do contrato de trabalho sendo que, neste caso, terão direito à atribuição do subsídio de desemprego.
Quanto à remuneração durante este processo, estabelece a proposta do executivo que o trabalhador receba o equivalente a dois terços, 66,7% nos primeiros seis meses e a metade enquanto permanecer nessa situação, incidindo sobre a remuneração base mensal referente à categoria, escalão, índice ou posição e nível remuneratórios, detidos à data da colocação em situação de requalificação.»
.../...
«Estas alterações, bem como o aumento dos descontos para a ADSE e as rescisões no Estado, serão integradas na nova Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas que o executivo começou a discutir com as estruturas sindicais da função pública no início de Julho que tenciona implementar em Janeiro de 2014.» In Sol - 29/07/13
 --------------------------------------------- 
 Os funcionários públicos menos qualificados que aderirem ao programa de rescisões por acordo – que estará aberto entre Setembro e Novembro – e os seus familiares poderão continuar a beneficiar da ADSE- In Jornal de Negócios - 29/07/13
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Não me vou alongar em comentários às propostas de lei discutidas hoje, na especialidade no Parlamento; acho que não vou sequer comentar, apenas perguntar:

1º - Por que é que os senhores funcionários públicos só devem trabalhar 35horas semanais, em vez das 40horas que são exigidas aos comuns mortais assalariados do sector privado, aquele que sustenta esta estranha nação?

2º - De um modo geral as pessoas estão de acordo em que não há que aumentar mais a receita mas que é fundamental diminuir a despesa do Estado; Há mais de dois anos que é falado  o excesso de cerca de 100 mil funcionários públicos, que até agora se tem evitado dispensar. Quando se apresenta um projecto-lei que visa  a diminuição da despesa do Estado racionalizando o número excessivo de funcionários a oposição (obviamente) vota contra? Então como se faz?
E o projecto-lei de mobilidade laboral? Acaso, no mercado de trabalho privado, cada um não tem de ir trabalhar onde lhe oferecem emprego? Tem o Estado a obrigação de garantir aos seus funcionários emprego na localidade da preferência do trabalhador e não onde ele pode ser necessário?


Ide-vos catar, ide, que o vosso catar tem graça e
o Estado já está cheio de piolhos e pulgas
para as próximas décadas

DESCONFIO QUE O CAMILO ANDA A LER-ME...

Já algumas vezes aqui publiquei palavras do contestadíssimo e insultadíssimo Camilo Lourenço, com quem muitas vezes concordo, outras, não tantas, discordo e de economia, evidentemente, não discuto, pela mesmíssima razão pela qual os sapateiros não devem tocar rabecão.

Passou-me agora sob os olhos o artigo do Camilo que saiu ontem no "Jornal de Negócios" e estou cá desconfiada de que ele anda a ler-me... Até já chama TóZé àquele Zézinho que sucedeu a José... (Aah o meu José, ai se eu te pegasse...)

Ora vejam lá:

As voltas do Vira...
«Afinal o Tó Zé não vai ficar na História. Acobardou-se perante a ameaça da bolorenta dupla Soares-Alegre. Mas não está sozinho. A acompanhá-lo tem o Aníbal, o político que mais eleições ganhou em Portugal, mas não é Político. Como se viu nesta crise. Com eles está também o "irrevogável" Paulo, o Político que se afogou na sua própria vaidade. Neste vale de lágrimas, safa-se Passos Coelho que, apesar de alguns erros, ainda consegue por o país acima do partido de que é originário. Com tanta incompetência que por aí vai alguém se admira de não sermos um país desenvolvido?»
Subscrevo estas palavras que bem poderiam ser minhas, de uma ponta à outra passando pelo meio.

(Se ao menos o Camilo não fosse do Benfica, isso é que era!)


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O PORTAS PIM, O PORTAS PUM!

Está visto, o Paulinho queria o Ministério das Finanças para o CDS/PP
Mas a vida não é assim, a vida é madrasta e não nos dá sempre o que a gente quer... Paulinho não está habituado, não tem madrasta, é muito filho da sua mãe... Aah, pois que é!

Diz-se assim na "Negócios on line":

«A gota de água foi a escolha de Maria Luís Albuquerque para substituir Vítor Gaspar, que apresentou ontem a sua demissão. Paulo Portas queria um novo responsável nessa pasta capaz de operar uma verdadeira mudança de política e não uma solução de continuidade, como considera ser a que corresponde à promoção da ainda secretária de Estado do Tesouro que tem tomada de posse marcada em Belém para as 17h00.»
É óbvio que Vítor Gaspar indicou a secretária de Estado do Tesouro, Maria Luís Albuquerque:

«O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, havia já acertado a data de saída do ministro das Finanças, Vítor Gaspar, há semanas, bem como decidido o nome da secretária de Estado do Tesouro, Maria Luís Albuquerque, para herdar a pasta»  in Diário de Notícias - 2 Julho

É óbvio que Paulinho se passou dos carretos.
É óbvio que Passos Coelho não cedeu e, a meu ver, muitíssimo bem.

É óbvio que Paulinho, a bem da nação, está pronto a negociar com o PS a sua participação numa maioria parlamentar.

O resto, como sempre, que se lixe.
Podemos lixar-nos todos, menos ele.
Mas cuidado Paulinho, a vida é madrasta, mesmo para aqueles que são muito filhos da sua mãezinha...

Tenho de parar de escrever imediatamente ou acabaria dizendo os quês e os comos  ditados na linguagem que me está assoberbando a cabeça e não me ficaria bem; não quero envergonhar os meus pais que, com tanto esforço,  me incutiram  princípios de boa educação.
Paro  aqui, de resto a Imprensa - estrangeira - já diz tudo.


ACTUALIZAÇÃO - 19H 50 .

OU SERÁ QUE A COISA AINDA É MAIS PORCA??? 
«O gabinete de Pedro Passos Coelho afirmou à TSF que o comunicado divulgado por Paulo Portas esta tarde não reflecte o envolvimento que o ministro dos Negócios Estrangeiros teve no processo de escolha da equipa do ministério das Finanças.»   A notícia no "Negócios on line"
Repescando palavras aqui escritas a 19 de Junho último:
Ontem (18 Junho) o camarada Paulo Portas fez uma impecavelmente bem discursada prática deste tipo de actuação. De dar vómitos, naúseas, tremuras e tonturas.
Como é que um tipo que tem os pés no governo e que, ciclicamente, vem dar o seu pézinho de dança no baile do «Eu não concordo mas tenho de deixar passar a bem da estabilidade governativa», não tem a menor sombra de vergonha ao proclamar uma série de medidas que, sabe ele muitíssimo bem, não foram, nem serão tão depressa implementadas, pela simples razão de que não há meios para o fazer?
Como?
O Paulinho é malandreco, ansioso, mas não é parvo. Traquinas mas nada parvo mesmo.
Mas, até hoje, aquela cabecinha tão capaz, não conseguiu ser número um em parte alguma à excepção do seu CDS/PP...
O tal CDS que era do borra-botas do Freitas quando o Paulinho militava na JSD, onde, claro, também nunca foi número um.
.../...
 Não tem tido quem lhe faça sombra no CDS, é um facto, mas não chega. Não chegou para  ter sido mais do que o número dois, ou três,  com o PS, não chegou para deixar de ser apenas o número dois (mais outra vez) com o PSD, e menos ainda chega para ser o número um sózinho.
O Paulinho não se conforma...   Faz mil tropelias, puxa tapetes devagarinho só para fazer tremer sem cair, apresenta-se como o homem que compreende e está do lado do povo, muito mais do que quem lhe faz sombra.
 I rest my case

 VIVA EU! HÁ MAIS ALGUMA COISA? - Maio 29, 2011

 PAULO, O VORAZ - Junho 03, 2011




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VIVÁ GREVE!

Não tinha ainda passado por aqui para abordar a última greve geral, de há três dias, porque andei com a cabeça virada para coisas mais sérias e muitíssimo ocupada mas agora resolvi dedicar uns minutos à dita greve porque gostei.

É verdade, gostei mesmo, cada vez que há uma greve geral eu gosto mais. Só não escrevo uma carta para a Intersindical porque era tempo perdido, sei que não me ligariam nenhuma: o rancor que lhes corre nas veias é exponencialmente superior a qualquer incitação motivadora que lhes possa dirigir.

Reconheço que é um método que sai caro, muito caro, a este nosso sacrificado país mas parece-me que a colheita vale o esforço da sementeira.

Gostei de ver os piquetes de greve aos portões da Carris (quem controla os transportes dirige as idas para os locais de trabalho) não deixando trabalhadores entrar para fazerem o seu serviço, não deixando autocarros sair para transportarem as pessoas que os aguardavam às dezenas nas paragens.
Também gostei de ver a polícia transportando os arreigados "piqueteiros" - quatro polícias pegando em cada "piqueteiro" e resolve-se sem violência e sem a tão desejada vitimização.

Gostei imenso daquele grupelho de "democratas", com direitos mais importantes do que os direitos dos "outros", que se dedicaram a cortar uma das vias de acesso à ponte 25 de Abril. Isto sim, é respeito pelos direitos dos cidadãos e pela democracia!

E que agradável que foi ouvir as entrevistas ao pessoal que andava, ou se deitava, pelas lusas praias a dizer que estava em greve e aproveitava o dia de calor abrasador para um descanso  feito de Sol e mar como se manda nos canhanhos. Também havia a versão «Não pude ir trabalhar, não tinha transportes... Olhe vim para a praia». Ahh a greve é uma festa!
Assim sim, «o povo é sereno, é só fumassa», como dizia o Almirante Pinheiro de Azevedo... Que também disse, quando cercado na Assembleia: «Eu quero que os trabalhadores vão barda-merda»...

Já menos agradável, mas positivamente significativo para a sub-reptícia questão que aqui abordo, foi o que me disse um incansável funcionário das Finanças do bairro fiscal que me toca, que me respondeu assim na véspera da greve: «Não sei quando lhe posso resolver isso, experimente passar por cá na segunda-feira; Amanhã há greve, quer a gente queira, quer não queira, a última vez puseram-nos cá uma bomba que não feriu ninguém por milagre, estavam os funcionários a entrar para trabalhar... E na sexta-feira, já se sabe, é uma barafunda para já não falar dos que vão estar doentes...»

As pessoas estão com falta de dinheiro, cheias de preocupações, muitas delas por sentirem perigar os seus postos de trabalho; querem que as coisas corram bem nas suas empresas empregadoras porque, caso contrário, correrá mal para todos...
E depois vêm uns tipos que, para fazer vingar as suas politiquices de "bota-abaixo", dê por onde der, custe a quem custar, fazem greves exigindo o impossível, destabilizando, chateando, baseados em razões estafadas e sofismadas.
A bem de quê?

Venha mais uma, com muitos piquetes e cortes de estradas, ameaças e imposições. Talvez , mais depressa do que pensam provem do vosso xarope amargo e revoltado.


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A MAGIA DOS NÚMEROS


Contava-me o meu o meu pai que, durante o mandato da primeira Assembleia Nacional Constituinte republicana, "eleita*" em 1911, houve um senhor deputado que resolvia os problemas económicos do país facilmente com o dinheiro que advinha do "jogo" (casinos e afins). Já não me lembro do nome do homem e muito menos das percentagens que atribuiria a cada sector mas a ideia vale por si. O tal deputado resolvia, e invento totalmente números e sectores, atribuir 25% à Defesa, 20% à saúde, mais 20% à educação, 30% para obras públicas, 40% para despesas directas do Estado, mais... A dada altura o presidente da Assembleia terá interrompido o sábio deputado e referido que, pelas suas contas, já haviam sido ultrapassados os 100%... Resposta pronta do animal: « Aah Senhor Presidente, mas é que isto do jogo dá muito...»

De vez em quando lembro-me desta história... Quando as manifs. no Terreiro do Paço com 1/4 de lotação são supostas têm mais manifestantes do que a lotação da praça cheia, ou quando as adesões às greves apresentam um número superior à soma dos trabalhadores em funções com aqueles ausentes

 Hoje, essa espantosa greve dos professores em dia de exames teve, segundo a Federação Nacional da Educação (FNE) terá havido uma adesão  «acima dos 80 por cento» e «Vai ao encontro dos números da Fenprof».

Por outro lado,  o secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário afirmou que setenta e seis por cento dos alunos realizaram o exame de Português;
Todos os alunos de latim fizeram exame, tal como os portadores de deficiência auditiva profunda ou severa;
Em 74% das escolas, os exames realizaram-se a 100%.

Ou é da minha vista ou há  qualquer coisa na discordância  destes números que não bate certo.
Não estou sequer a insinuar que os números apresentados pelo governo são mais fiáveis, ou menos, do que os apresentados pelos sindicatos mas, desta vez, tratando-se de exames nacionais, não pode haver discussão:  as provas estão à vista em cada folha de teste entregue.

Ah mas o Ministério da Educação convocou professores substitutos, dizem os sindicatos.
Está bem, mesmo que assim seja, substitutos ou não, são professores, com tanto direito à greve quanto qualquer outro, né? É.

Para rematar a «Piada Louca da Semana»:

A FNE lembrou que a greve não foi feita de propósito para ser nesta data.
«A greve é neste momento, porque foi nesta altura que o Governo apresentou propostas que são muito más e que têm a ver com um desprestígio da profissão e dos profissionais.»

Pois claro, "eles" é que foram muito maus mesmo à beira dos exames... Mas alguém neste nosso rectângulozinho lhe passaria pela cabeça que poderia ser "de propósito"? Jamais! Os educadores dos filhos da nação são para se levar a sério... Alguma vez fariam uma coisa dessas? Por o governo sob chantagem utilizando os seus educandos? Nunca!
Felizmente somos todos parvos.

* A Assembleia Nacional Constituinte foi eleita num sufrágio em que só houve eleições em cerca de metade dos círculos eleitorais. Não havendo mais candidatos do que lugares a preencher em determinada circunscrição eleitoral, aqueles eram proclamados "eleitos" sem votação.

O sufrágio universal foi afastado, tendo votado apenas os cidadãos alfabetizados e os chefes de família , maiores de 21 anos.


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OS REVESES DAS CONCORDÂNCIAS

Nem tudo o que brilha é ouro,
nem tudo o que parece é,
e por aí fora...

A discordância entre Pedro Passos Coelho e Paulo Portas... Hum...
Esta divergência que agitou hoje as águas, e os lamaçais, entre os activos políticos e a ávida comunicação social pode ser a evidência de agitadas correntes profundas, como poderá ser um mero ondular superficial após umas pedritas atiradas ao charco
Não sei, digo eu...
Não é só o Prof. Marcelo que gosta de construir, ou constituir, factos políticos.

Não percebo bem aquelas caras de "G'anda bronca" com que abriram os telejornais, mas é natural, há tanta coisa que eu não percebo bem, sobretudo nos telejornais.
Pois. Mas eu gosto de uma agitaçãozinha, gosto de uma discordância saudável...
E também gosto, depois, de ver os chicos--espertos a engolirem os sapinhos todos.

A discordância é boa, trás luz e ideias, anima as hostes, afirma pluralidade e aguça o engenho.
Às vezes a discordância nem o é, trata-se apenas de um mero exercício técnico ou tático.
Um governo, mesmo que, de coligação não tem de ser um espelho da irmandade "Dupond et Dupont" das histórias do Tintin. Essa versão pode até tornar-se bastante ridícula e inverosímil, como adiante demonstrarei.

Esperemos para ver... Não vale a pena pintar já a manta


Dizia, lá mais acima, que adiante demonstraria como a concordância se pode tornar bastante ridícula e inverosímil... Atentai pois no vídeo abaixo e vejam lá se os cânticos a uma só voz não se podem  tornar hilariantes.  Viva a discórdia!




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COMENTÁRIOS INTELIGENTES À ENTREVISTA QUE EU NÃO VI

Excertos de um texto publicado por António José Saraiva a 8 de Abril no Sol
É bom para uma sexta-feira, ainda é a sério mas já dá vontade de rir

A LIBERDADE DE EXPRESSÃO

Sócrates atacou os que criticaram o seu regresso à TV, dizendo que o queriam calar, que pretendiam impedi-lo de se defender, que tal era antidemocrático e mostrava «o carácter dessa gente». Ele seria incapaz de fazer o mesmo a alguém.

Neste ponto da entrevista, senti um sobressalto: mas, afinal, quem pressionou a TVI para afastar Manuela Moura Guedes? Quem manobrou para pôr José Manuel Fernandes fora do Público? E Mário Crespo fora da SIC? Quem enviou Rui Pedro Soares a Madrid para comprar a TVI, em nome da PT, com vista a mudar-lhe a orientação? Quem deu instruções a Armando Vara, então administrador do BCP, para fechar o SOL?
Sócrates desencadeou uma ofensiva sem precedentes contra vários órgãos de comunicação social, e agora tem o desplante de se queixar de que não queriam deixá-lo falar? Ainda por cima, ele sabe perfeitamente que, em cima da sua secretária em Paris, há pedidos de entrevista de toda a imprensa portuguesa. Queriam amordaçá-lo? Não brinquemos com coisas sérias.


O P.R.

Mas, no ataque a Cavaco, Sócrates não se ficou por aqui (caso das escutas em Belém). Adiantou que o Presidente tinha uma atitude em relação ao seu Governo, e tem outra relativamente a este. Mas Sócrates estará bem informado do que se passa em Portugal? Onde estaria quando Cavaco pronunciou o célebre discurso de Ano Novo em que falou da «espiral recessiva»? Ou quando enviou o Orçamento para o TC com observações assassinas para o Governo de Passos Coelho sobre os cortes nas pensões?


O ERRO

... depois de negar todas as acusações que lhe têm sido feitas, esgrimindo números que ‘provam’ que ele nem governou nada mal, Sócrates reconheceu ter cometido um erro. Fez-se suspense. Ficámos todos à espera que ele fosse apontar uma medida mal pensada, algo que explicasse o facto de o país estar à beira da bancarrota quando ele saiu. Então, disse:

– Sim, cometi um erro. Se voltasse atrás, não o tinha feito. O erro foi formar um Governo
minoritário. Tive de enfrentar permanentemente um Parlamento hostil.

Afinal, o erro de Sócrates não foi bem um erro – foi um acto de coragem. Do qual ele acabou sendo a vítima. Um herói incompreendido. Quase um mártir.

(E A VÍTIMA ) . Este tom perpassou por toda a entrevista. Sócrates nunca foi um carrasco – foi sempre uma vítima. Uma vítima da oposição, que chumbou o PEC IV. Uma vítima do Presidente da República, que conspirou contra ele. Uma vítima dos mercados, que agiram com ganância e foram responsáveis pelo aumento da dívida. Uma vítima ‘dessa gente’ que o queria agora calar.


O OMITIDO

A verdade é que há demasiadas interrogações no percurso de José Sócrates. Foi a coincineração da Cova da Beira, os mamarrachos da Câmara da Guarda, o diploma da Universidade Independente, o Freeport, o Face Oculta, o Tagus Parque…
A propósito: de nada disto se falou na entrevista. 





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INFORMAR v/s ENFORMAR

A comunicação social tem de facto uma capacidade demolidora que raia os limites da perversidade
Acima de tudo dão-se as más notícias - aquelas que chateiam e assustam a populaça. Se não forem muito más enfatizam-se
As boas notícias... são discretas, tímidas e não se repetem a todo o serviço noticioso
Se possível atribui-se às boas notícias um título chamativo e perverso - resulta sempre: a populaça só lê as gordas e desata logo a dizer mal mesmo sem saber o que se passa.

É o caso de uma notícia divulgada hoje que, apesar de me parecer indiscutivelmente boa, está a ser comentada da forma mais idiota e descabida que se possa conceber, graças a um título manhoso que a encabeça.

Já lá vamos...

Como quase todas as mães, e alguns pais, quando tive de me separar do meu filho para voltar a trabalhar, tão pequenino e tão indefeso, foi uma dor de alma, foi mesmo muito mau, muito difícil. Saía de casa de lágrima no olho e não via a hora de voltar.
Apesar de tudo fui uma privilegiada: aproveitei os quatro meses da lei na integra, porque consegui trabalhar até à véspera do parto, e juntei um mês de férias; ou seja, só voltei a trabalhar quando o bebé já tinha cinco meses. Outro dos privilégios que tive foi poder contar com uma empregada da maior confiança, inteligente e mãe, que cuidava do meu bebé em minha casa - sem cresches, sem transportes, sem exposições desnecessárias, sem estranhos. Dentro da dor de alma que, quase sempre, implica essa abrupta separação fui uma afortunada.
Por essa altura, por coincidência ou por eu tomar mais atenção ao tema, falava-se muito nos países que estendem a licença de parto aos primeiros anos da vida dos bebés permitindo a um dos pais, ou aos dois alternadamente, cuidar dos seus filhos até à idade em que entram nos jardins de infância. Nunca tive tanta pena de não viver num país humanamente civilizado como nessa época.

Voltado atrás...

O ministro da Solidariedade e Segurança Social, Pedro Mota Soares, disse:
«"Hoje uma mulher que pretenda ser mãe, mais do que a disponibilidade financeira, reclama por disponibilidade para uma maior dedicação. Se tempo tivesse para os acompanhar teria mais filhos”. »
«“Queremos usar verbas europeias para suportar a empregabilidade parcial”. Uma mãe ou um pai pode vir mais cedo para casa, pode eventualmente vir a trabalhar apenas meio-dia que o Estado suporta o restante”.»


Alguém, que não seja militantemente "do contra" discorda disto?
Claro que não é a mesma coisa que estender a três anos a licença de parto mas, dadas as circunstâncias económicas que atravessamos, parece-me uma excelente medida.



E qual foi o título escolhido para dar esta notícia? Pasmai:

«Governo quer criar part-times para que haja tempo de 'fazer filhos'»
e em sub-título:
«Governo quer criar part-times para que haja tempo de 'fazer filhos' O ministro da Solidariedade e Segurança Social, Pedro Mota Soares, fez saber que o Executivo liderado por Pedro Passos Coelho está a estudar a hipótese de usar verbas comunitárias para suportar postos de trabalho a tempo parcial e, com isto, incentivar a natalidade no País.»
Pode ser que seja eu que tenha uma mente perversa mas o que eu retiro daqui é:
" Podem trabalhar menos tempo desde que vão para casa fazer meninos"
Nem mais nem menos.


Obviamente que o que Mota Soares disse foi que o governo quer criar part-times, cuja diferença de remuneração será suportada pelo Estado, para que uma mãe ou um pai possam ter mais disponibilidade para cuidar dos filhos.

Isto é mau?


CHAMEM-ME UMA AMBULÂNCIA

 QUE MEU DEU UM ATAQUE DE RISO


Anónio José Seguro, sim, Anónio, é assim que é referido o Tó-Zé-prós'amigos no artigo original, declamou hoje na A.R.
Com aquela carinha que Deus lhe deu (está provado que Deus tem sentido de humor) o Anónio saiu-se com esta:
Pateta mas alegre

«há uma Primavera a despontar, há um Abril a nascer em Portugal»
Por acaso tenho andado a pensar há uns dias que realmente a Primavera já não é o que era...

E mais esta, que me parece um iogurte fora de prazo, era boa há uns tempos mas agora já ninguém a come:
«Exigir pesados sacrifícios aos portugueses nunca foi problema para este Governo, mas na hora de mostrar resultados refugiou-se em desculpas e escondeu-se atrás da crise internacional que antes tinha renegado e agora lhe dá jeito referir»
Ele está a falar de que governo, exactamente?
Desconfio que o Anónio tem um problema de identificação espaço-temporal
«Pela primeira vez desde 1975, Portugal desce no índice de desenvolvimento humano, [é]um país pobre e endividado»
Pela primeira vez desde 75? O gajo marou... Então e quando em Abril de 2010 deixou de haver com que pagar à função pública? Então por que é que o camarada Zé Sócrates foi pedir o resgate que disse que nunca pediria e que estamos agora a  pagar acumulando déficit a cada dia que passa? Isto para já não falar das estreitas relações entre o primeiro-ministro Mário Soares e o FMI em 1978 e de novo em 1983.

Agora estou na dúvida... Não sei se gosto mais daquela da Primavera a despontar se desta do porto de abrigo:
«Esta é uma moção de esperança, um porto de abrigo para os portugueses. Essa alternativa é apresentada pelo PS.»
Mas haverá alguém, no seu perfeito juízo, que olhe para o Anónio (só estou a falar do Anónio...) e veja nele o capitão de um porto de abrigo? Só se forem os boys que estão à espera dos jobs . Quando penso naquele gajo como "capitão de um porto de abrigo" só me ocorrem expressões idiomáticas absolutamente impróprias para serem aqui expressamente referidas.

A dada altura o Tó-Zé saiu-se com uma digna de  Zé Sócrates. A sério, deve estar em estágio para segunda-feira quando lhe caírem as atoardas que o novo "comentador político" da RTP1 largar em serviço no domingo á noite... Tanto sentido de humor saídinho daquela boquinha de prata plaqué tem de ser fruto de muito estudo e dedicação, muitas horas a virar folhas dos discursos do outro José. Desculpem... Do José, porque  "José" não há "outro".
O Anónio disse assim:


Mais uma vez fiquei confusa... Sempre apostaram na via do crescimento económico e no investimento??? Hum...
Talvez a resposta resida na segunda parte da frase: «mesmo quando parecia ser crime falar em investimento». Ou seja, a aposta de membros do governo, e outros servidores do Estado, no investimento em si mesmos à conta dos cargos ocupados e dos dinheiros públicos parece de facto crime à luz da lei... Mas talvez não seja... Eles andam aí na maior como se crime não fosse. Seria disso que o Tó-Zé esteve a falar? Não sei, acho esquisito, não percebo que mais possa ser... Mas que tem graça, ah lá isso tem.


E heis-me chegada à parte hilariante, aquela em que comecei a sentir dores na barriga de tanto gargalhar - aquele tipo tem mesmo muita piada - ora vejam lá:
«Parava com o corte de quatro mil milhões" na segurança social, educação e na saúde dos portugueses. Aumentaria o salário mínimo e as pensões mais baixas, cortaria o IVA da restauração para 13%, faria um plano de reabilitação urbana e criaria um banco de fomento, "a par da estabilização do quadro fiscal.»
E rematou:
 «O PS defende disciplina orçamental»

Com esta não fui só eu que me ri, na bancada do governo tudo gargalhou, Victor Gaspar desmanchou-se completamente.
Ó céus, não há quem aguente!

Depois disto calo-me, que mais poderia dizer? Gand'a nóia?


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PRIVATIZEM-NA, RAPIDAMENTE!

Já me farto de pagar à conta deste gajo,
era só o que me faltava era também lhe pagar para  outros o ouvirem.

Querem ouvi-lo?
Entrevistem-no
Convidem-no para jantar
Telefonem-lhe

E não me venham com o pseudo-argumento da "liberdade de expressão"
Ele que se expresse à vontade
mas não me gozem.

 
Lá vai José andar cheio de preocupações... 

«No dia em que se soube que o antigo primeiro-ministro, José Sócrates, vai ‘regressar’ como comentador num programa semanal na RTP, o director de informação da televisão pública, Paulo Ferreira, esclarece, em declarações à Rádio Renascença, que a “decisão editorial” foi tomada pela “direcção de informação da RTP”.
“O trabalho foi nosso, mas quando chega a um momento de decisão final comunica-se superiormente que isso vai acontecer, até porque depois há contingências contratuais que podem ou não vincular a empresa e que, obviamente, têm de ser avaliadas”, explica Paulo Ferreira.
Face a este esclarecimento, o responsável da RTP foi questionado sobre se a colaboração de Sócrates vai ser paga. “O que posso dizer é que, obviamente, a direcção de informação sabe quais são os seus limites orçamentais e gere o seu orçamento dentro das regras e do momento actual de dificuldade da RTP”, salienta Paulo Ferreira, que perante a insistência na pergunta, diz apenas não poder “confirmar nem desmentir (…) esse tipo de detalhes”.» In "Notícias ao Minuto"
Não estou a perceber nada desta gaita! O director de informação da televisão pública não pode confirmar nem desmentir esse tipo de detalhes? Por quê? 
Detalhes?
Para mim não é um "detalhe" se estou ou não a pagar ao Zé Sócrates. Pagar por pagar prefiro pagar-lhe a pensão após um julgamento, assim como assim é o que todos nós temos feito, temos-lhe pago a pensão mas em Paris.


http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2013N37935

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