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NÃO COMPLICAR O QUE É SIMPLES

Ontem à noite tocou o telefone:

- "Olá, está tudo bem contigo?"

- "Está tudo bem, respondi, porquê?"

- "Há três dias que não escreves nada no blog... mas não é isso... há que tempos que não acarinhas o Sócrates... "P'rá-í" há oito dias puseste aquela inspirada imagem do Sócrates-agressor mas, estive a ver, desde dia 4 que não lhe dedicas um tempinho mais profundo..."

Ri-me, com vontade.

- "Bem... é que existe vida para além do Sócrates, embora complicada existe."

E blá-blá-blá.

Hoje estava a tomar o meu café matinal quando o té-lé-lé recebeu uma mensagem, e passo a citar:

«Emigraste? Andam os homens em debates e tu nada, nem uma palavra. Estás bem?»

Mau... pensei eu.

Vamos lá a ver se a gente se entende.

Não tenho falado do Sócrates, nem dos debates, nem das múltiplas acusações pessoais e partidárias porque, francamente, não me interessam nada, nem um bocadinho. Do que vou ouvindo e lendo, muito pela rama, não há nada de novo, só mais do mesmo. De vez em quando oiço, ou leio, uma barbaridade que sobressai de entre as barbaridades costumeiras mas a verdade é que não se aprende nada, só mais do que já se sabe.
E se já se sabe quem quiser, ou precisar, que faça a revisão da matéria, eu dispenso, orais e escritas.

Para falar com franqueza custa-me até a entender como é que alguém com dedo e meio de testa se dá ao trabalho de ouvir os debates, só por gozo ou masoquismo, porque para tirar conclusões não dá, já era. Realmente não posso deixar de dar razão à opinião, um quanto desbocada, do Eduardo Catroga.

Quem nesta altura do campeonato quem ainda não percebeu o que está em causa nestas eleições bem pode "agarrar na trouxa e zarpar". Não tem nada a ver com programas, nem com politiquices partidárias, nem sequer com os afectos positivos e negativos de cada um. Nestes aspectos a coisa nunca foi tão simples:

Ou querem levar com o Sócrates durante mais uns tempos ou não querem levar com o Sócrates outra vez, tudo o resto é conversa, tudo o resto é campanha. Curto e duro é assim.

Depois podemos tornear a questão com uns floreados para dar um certo ar de "isso não é assim tão simples", fica sempre bem a quem desejar parecer mais entendido na matéria. Claro que há questões circunstanciais, claro que há formas diferentes de abordar os múltiplos problemas de que somos reféns, claro que há o mais à esquerda ou mais à direita (embora esta classificação seja cada vez mais obtusa e desprovida de significado real) mas tudo isto são questões menores, a escolha não bate aí; quanto às "questões circunstanciais", essas só serão abordáveis após os portugueses votarem, até lá só existem enquanto objectos constitucionais e incógnitas.

Pessoalmente vou votar em alguém que não me convence, vou passar um cheque em branco e ter esperança... Não vou ficar à espera do pior, de que "se espalhem ao comprido". Uma coisa sei que não quero:
Não quero o Sócrates nem mais um bocadinho, nem sequer para ter o gosto de o ver "espalhar-se ao comprido"(sim ainda mais, até o seu marketing enganador mas eficaz não lhe deixar mais saídas); Esse gajo não. E se não quero tenho de fazer por isso, racionalmente, afectos à parte. Tudo o resto são... Como é ó Catroga? Ah pois, isso.

A escolha é simples, a motivação é forte, como chegar lá também não é complicado.



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APELO À PORRADA PORQUE A JUSTIÇA NÃO CHEGOU LÁ


MAS O QUE É ISTO?


Não vou publicar aqui a notícia na sua totalidade, não sou sequer capaz de a ler em voz alta
Estou estupefacta


«Psiquiatra absolvido de violação de paciente grávida»
In "SOL" - 12 de Maio, 2011- Andreia Félix Coelho
O Tribunal da Relação do Porto considerou que o psiquiatra João Villas Boas não cometeu o crime de violação contra uma paciente sua, grávida de 34 semanas, pois os actos não foram suficientemente violentos, apesar de este forçar a vítima a ter sexo com base em empurrões e puxões de cabelo.

O tribunal deu como provado os factos, que têm início com a vítima a começar a chorar na consulta e com o médico a pedir para esta se deitar na marquesa. (.../...)
Continua... AQUI

O ACÓRDÃO COMPLETO DO TRIBUNAL DA RELAÇÃO DO PORTO ENCONTRA-SE AQUI

Do qual extraí apenas o seguinte:

No acórdão recorrido o tribunal colectivo considerou provado que os factos decorreram em três momentos distintos, ou seja:

1 – “… a ofendida começou a chorar, tendo-lhe o arguido dito para se deitar na marquesa (ou divã) – ao que esta acedeu; o arguido começou então a massajar-lhe o tórax e os seios e a roçar partes do seu corpo no corpo da ofendida”;

2 – “Esta levantou-se do dito divã e sentou-se no sofá; o arguido foi então escrever uma receita; quando voltou com ela, aproximou-se da ofendida, exibiu-lhe o seu pénis erecto e meteu-lho na boca, para tanto agarrando-lhe os cabelos e puxando-lhe para trás a cabeça, enquanto lhe dizia “estou muito excitado” e “vamos, querida, vamos”;

3 – “A ofendida reagiu, levantou-se e tentou dirigir-se para a porta de saída; no entanto o arguido … agarrou-a, virou-a de costas, empurrou-a na direcção do sofá fazendo-a debruçar-se sobre o mesmo, baixou-lhe as calças (de grávida) e introduziu o pénis erecto na vagina, até ejacular”.


Segue um extenso relato e descrição do ocorrido, as justificações do Tribunal e a conversa costumeira que não tira nem acrescenta

A saber, os juízes foram:
  • Eduarda Maria de Pinto e Lobo
  • José Manuel da Silva Castela Rio
  • José Manuel Baião Papão (vencido conforme declaração de voto que junto)
Deste último, José Manuel Baião Papão, a voz discordante, pode ler-se, no final do Acórdão a sua declaração de voto da qual não sou sequer capaz de extrair qualquer texto; este merece de facto ser lido na integra. (link acima)


Deixo duas perguntas, uma que gostaria de fazer aos juízes Eduarda Lobo e José Rio:

Se, um destes dias, a Senhora assistente neste processo perdesse a cabeça e desse um tiro certeiro neste psiquiatra tarado, presumo que os senhores juízes a condenariam; estou certa?

A outra pergunta deixo-a a quem saiba a morada, de residência ou profissional, deste tarado:

Não há por aí alguém que se disponha a pregar um valentíssimo enxerto de porrada neste gajo?


Haja Deus!


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O QUE OS PORTUGUESES PRECISAM LEMBRAR...

Circula pela net um vídeo que voa sobre alguns feitos dos portugueses. Teoricamente terá sido feito para os finlandeses, para que este saibam que não somos exactamente uma "tribo latina" semi-selvagem que povoa a costa mais ocidental da Europa.

Foi apresentado nas "Conferencias do Estoril 2011" e recebido com agrado de portugueses e estrangeiros.

Deixo aqui duas versões:
O vídeo " Portugalnomics: Ep. 1 - What the Finns need to know about Portugal." na sua versão original e completa;
e a versão mais curta que inclui a sua breve apresentação, algumas reacções dos presentes enquanto estava a decorrer e a reacção final.







Provavelmente os finlandeses não sabem o que neste vídeo é dado a saber

E os portugueses, sabem? Talvez... mas parece-me que estão muito esquecidos ou que simplesmente "não querem saber".

Portugal pode "lá" chegar, se tiver a coragem de sair da inércia em que tem vivido como "vítima de maus tratos que não apresenta queixa contra os seus agressores"


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O DISCURSO DE JOSÉ - A CONVERSA...

LEIAM SEMPRE AS letras pequeninas...


José deixou o povo muito mais descansado.
Isto afinal não vai se assim tão mau quanto estávamos à espera...
Há subsídio de férias; há subsídio de natal, para todos, mesmo everybody, reformados inclusive.
Só cortam nas reformas acima de 1500 euros e não acima de 600 como "alguém", um jornal disse José, andou por aí a espalhar. Uns malandros que assustaram as pessoas que agora, sim agora, respiram de alívio. Mais, até se aumentarão as mínimas.
E nenhum despedimento na Função Pública, nem sequer cortes salariais, nem privatização da CGD, nada dessas maluqueiras.
E não serão necessárias mais medidas orçamentais para 2011. Disse e repetiu. He pá, bestial! Para 2011 já está!
Depois... bem, depois logo se vê, isso agora não interessa nada


Prontus, isto é exigente mas prontus... Isto até é assim a modos que um PEC IV; «é certo que, nalguns casos, com um maior aprofundamento, é certo que, nalguns casos, com maior detalhe, e é certo também que algumas medidas são novas e ainda que haverá uma serie de procedimentos de análise e de monitorização que são habituais neste tipo de programas»As medidas para o mercado de trabalho também são mais ou menos as mesmas já negociadas, «com desenvolvimentos, é certo»É certo... É certinho, como o Sol...
Desta vez José não disse que o Orçamento está a correr bem, para não dizer muito bem, mas disse que «o governo conseguiu um bom acordo», para 3 anos... Ora, só 3 anos e estamos safos?

Afinal o FMI não era assim tão mau, parece mesmo que até é bom.
Afinal só é preciso disciplina e trabalho, de impostos a subir, comparticipações a descer, deduções a desaparecer, nem uma palavrinha; é só fartura.
Aquela parte de que é uma «indignidade para Portugal» ficou na gaveta
E a parte do discurso em que José afirma que não está disponível para governar com o FMI? Escapou-me completamente... Falta de atenção minha, só pode ser...

Ok, só nos falta ler o que está escrito nas letrinhas pequeninas e o que é o maior aprofundamento, o maior detalhe, e as algumas medidas novas, sem esquecer os desenvolvimentos das medidas laborais, é certo... De resto estamos todos muito mais aliviadinhos com este bom acordo que o governo conseguiu.

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Ouvi dizer, não sei, que até Kadhafi telefonou a José mal este tinha acabado o discurso



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CONTRA O "ACORDO" ORTOGRÁFICO, EU NÃO DESISTO

Devido à marcação de eleições antecipadas, no passado dia 7 o Presidente da República assinou o decreto de dissolução da Assembleia da República

Uma vez que não existe presentemente um parlamento constituído, de acordo com o previsto na lei que regula as Iniciativas Legislativas de Cidadãos, vulgo "Petição", em termos de tramitação, será necessário esperar pela realização de eleições a fim de que estas sejam discutidas e votadas.

Presumindo que após as eleições antecipadas a recomposição do Parlamento em nova Legislatura não ocorrerá certamente antes do próximo Verão, será prolongado em conformidade o prazo para a recepção de subscrições da ILC pela revogação da entrada em vigor do “acordo ortográfico”

Assim, a data-limite para a recepção de assinaturas passa a ser o próximo dia 15 de Setembro de 2011.

Quem seja contra e ainda não tenha assinado não será por falta de tempo que não o fará



MAS ATENÇÃO

Segundo informação dos “Serviços de Apoio Técnico e Secretariado” da Assembleia da República, uma ILC apenas pode ser subscrita de forma tradicional, isto é, em papel.

Assim sendo, as assinaturas da nossa ILC serão recolhidas de maneira extremamente simples.

Faça “download” para o seu computador do impresso de subscrição em processador de texto (Word) ou o impresso para imprimir e preencher à mão (pdf), preencha-o conforme as instruções nele indicadas e envie-o por correio normal para o endereço

Apartado 53
2776-901 Carcavelos

Em alternativa, pode também preencher, imprimir, assinar, digitalizar e enviar por email um impresso específico para este efeito. Veja pormenores e forma de execução deste procedimento NESTA PÁGINA.

Para preencher o impresso de subscrição, precisa de saber qual é o seu número de Eleitor e Freguesia/Concelho onde se recenseou.

Se não sabe, é fácil. Entre no endereço http://www.recenseamento.mai.gov.pt/ e «Indique o Nome ou Número de Identificação e Data de Nascimento». Pode também obter esses dados enviando um SMS para o número 3838 com o texto

RE (espaço)N.º Id. Civil (espaço) Data de Nascimento(AAAAMMDD)
{ por exemplo, RE 1234567 19751014 }

Se quiser colaborar ainda mais activamente com esta Causa, pode também fazer “download” do impresso para preenchimento manual (em formato “.doc” ou em formato “.pdf”), fotocopiá-lo e distribuí-lo.

Caso se queira disponibilizar para recolher assinaturas no seu local de trabalho, ou entre familiares, amigos e conhecidos, temos também um impresso com espaço para 14 assinaturas em cada página. Bastará remeter-nos um simples email para ilcao_assinaturas@cedilha.net e nós enviar-lhe-emos esse ficheiro e as respectivas normas e indicações para a recolha.


NÃO DEIXEMOS DE PROTESTAR EM SEDE PRÓPRIA CONTRA ESTE "ACORDO" APENAS POR COMODISMO, O "PREÇO" SERÁ DEMASIADO ELEVADO;
PROTESTAR QUANDO SE LÊ O JORNAL OU EM CONVERSA COM OS AMIGOS É LEGÍTIMO, MAS NÃO CHEGA.

VAMOS LÁ, ASSINAR E DIFUNDIR, AGORA



http://www.facebook.com/ILCAO90

25 DE ABRIL, SEMPRE? REVOLUÇÃO JÁ!



Isto das comemorações do 25 de Abril já está tal e qual como as comemorações do 1º de Dezembro, e outras.

A 1 de Dezembro temos um feriado que se destina às comemorações da Independência Nacional. Pois, mas a Independência Nacional já era.

A 1 de Dezembro, e a 25 de Abril, comemoramos acontecimentos importantes, fundamentais da nossa história, que nos marcaram, que não se extinguiram mas que são Passado; demasiadamente Passado - de Presente têm a memória, o significado e a esperança esvaíram-se como as areias do tempo.

Quanto ao 25 de Abril já lá vou...

O 1º de Dezembro...
Não pretendo dizer, não penso, que não se deva comemorar o 1º de Dezembro, longe disso;
faz bem lembrar que houve um tempo em que fomos capazes de nos levantar e resolver uma situação contra-natura que nos asfixiava e humilhava. Houve um tempo...
Pergunto-me o que comemora realmente o Estado Português a 1 de Dezembro.
Uma volta discretamente dada, de há cem anos a esta parte para varrer para debaixo da enorme alcatifa, precariamente colada ao solo, os anos que mediaram entre 1143 e 1910, aproveitando aquele marco de 1640, ultrapassado pela direita baixa e desrespeitado por todos os lados mas convenientemente mantido sem ofender ninguém.

Com o 5 de Outubro passa-se o outro tanto: comemora-se, em feriado consagrado, a implantação da república.
Cem anos depois dessa implantação comemora-se uma república corrupta, sulcada profundamente pela injustiça, criminal e social, recheada de incompetência, autoritarismo de várias espécies, promessas demagógicas, rebaldarias governativas, repressões diversas e por aí fora. Do bom que houve nada sugere que não adviria em monarquia, claro que sim, não foram consequências de regime mas fruto da evolução dos tempos, deixemo-nos de tretas.

Pessoalmente, e sei que não estou em maioria, quando chega o 5 de Outubro prefiro recordar a fundação de Portugal - se há algo a consagrar que seja o germe, a concepção que gerou Portugal, a nação individual e diferente de todas as outras o. E que foi grande, influente, aventureira, corajosa, orgulhosa, inovadora. Foi... Hoje é uma sombra preguiçosa e conivente que disfarça a vergonha na arrogância, na inconsciência, na amoralidade.

Como é óbvio há muito quem pense que não vale a pena estar a gastar um feriado com tais valores, recordações e sentimentos.
Tenho frequentemente ouvido, a propósito da não comemoração da fundação de Portugal a 5 de Outubro de 1143, já "têm" o 1º de Dezembro.
Já têm? "Têm"?
Não comento, as ilações são claras - e se acaso não forem para alguns não seriam os meus comentários que valeriam a compreensão da gravidade e consequências de tal mentalidade. Seremos, segundo creio, o único país, dito civilizado, que não consagra um dia à sua fundação substituindo-o pelos festejos da implantação, imposta, de um regime. É notável.

Ah mas também há o 10 de Junho... É o dia de Portugal... Não me gozem! O 10 de Junho, anteriormente dedicado a Camões, aquele que consagrava a língua portuguesa no mundo, foi depois partilhado com os povos de língua oficial portuguesa. Seja. Pronto, é bonito. E heis-nos chegados aos "bué", e outras aberrações, nos dicionários da língua portuguesa. Daí a este crime sem nome que é o "acordo" ortográfico foi um saltinho. "Deixa-me rir, essa história não é tua..."

Fechando a volta, porque comparo as comemorações do 25 de Abril com as comemorações do 1º de Dezembro e outras?

O 25 de Abril festeja a queda de um regime republicano ditatorial, caduco, opressivo, falso e injusto. Os militares fizeram uma revolução para devolver o poder político ao povo, pôr termo à guerra do Ultramar, fundar uma democracia, instaurar a liberdade e melhores condições de vida para todos os portugueses. Adiante.
Presentemente, apenas 37 anos depois, esta democracia balzaquiana sucumbiu aos encantos do poder pessoal sabiamente distribuído pelos amigalhaços.
A mentira caiu na rua, espalhou-se pelos quatro cantos do país e além fronteiras; a negociata prolifera, incólume e compensadora; a liberdade, enquanto direito social, sofre ciclicamente golpes sangrentos nos flancos da imprensa, da informação, da justiça, da transparência, da gestão, por todos os flancos; a liberdade, enquanto direito privado sofre de todas as maleitas que lhe advêm da degradação social e emagrece anémica privada de sustento económico - do cidadão à empresa todos sentem os seus direitos emagrecidos, se não na lei e na arrogância inegavelmente na sobrevivência, nas possibilidades, na edificação do futuro, na dignidade. O nosso futuro, o dos nossos filhos, o dos empreendimentos a que nos dedicamos consagrando-lhes vida, sonhos e sacrifícios encontram-se comprometidos.



25 de Abril sempre? Sim, claro, JÁ.

Que bom fora que aproveitando o dia se fizesse já hoje uma nova revolução para devolver a dignidade a Portugal.














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TCHIN-THIM!!!

«Alemães dão Óscar do Vinho a enóloga portuguesa»


«A enóloga Filipa Pato, venceu o Óscar do Vinho pela melhor produtora do ano, uma distinção atribuída pela prestigiada publicação gourmet alemã Feinschmecker, tornando-se na primeira e mais nova mulher portuguesa a receber esta distinção.

Produtora de vinhos da região das Beiras, Filipa Pato, com 36 anos e dez anos de experiência na área, foi a melhor das seis enólogas nomeadas para o título, por ser a que «mais impressionou pela excelência e pelo carácter inovador dos seus vinhos», refere uma nota divulgada pela revista alemã.

«Este ano, pela primeira vez, fomos nomeadas seis mulheres e havia uma candidata muito forte que faz um vinho de grande referência em Itália e por isso nunca pensei que fosse ganhar. É um reconhecimento muito importante para o nosso projeto na Bairrada mas também para Portugal», disse Filipa Pato em entrevista à agência Lusa.

A sua jovialidade não a intimida, bem como o facto de ser mulher, já que as nomeações para os Óscares do Vinho deste ano mostram bem que as mulheres estão a dominar cada vez mais as adegas.

«Isso mostra a abertura do sector do vinho para as mulheres e não é por acaso que este é um dos sectores mais evoluídos de Portugal. Todo este equilíbrio entre homem e mulher é fundamental para um vinho equilibrado», sustentou.

Filha do enólogo Luís Pato, Filipa cresceu a brincar nas vinhas, nos campos e lagares, cujo cheiro característico ainda hoje recorda com nostalgia.

Esteve na Austrália, mas foi nas castas portuguesas, nomeadamente do Dão e da Bairrada, que dedicou toda a sua atenção, com o objectivo de «trabalhar essas uvas da melhor forma possível para que o vinho fosse cada vez melhor».

Tradição e inovação são duas palavras-chave da sua produção. «Tentamos sempre fazer a união entre a tradição e modernidade, tentamos manter a boa tradição e ao mesmo tempo inovar, porque o que hoje é inovação, amanhã pode ser tradicional», disse.

Com vinhas alugadas no Dão e Bairrada, Filipa admite ter o sonho de um dia ter as suas próprias vinhas, embora considere que «o mais importante é perceber a vinha e tratá-la bem».

Filipa mudou recentemente o nome da sua produção para «FPato», para o caso de os seus filhos, à semelhança do que aconteceu consigo, seguirem as pisadas da mãe.

Filipa criou ainda em 2007 o projecto «Vinhos Doidos», em parceria com o marido, William Wouters, que comercializa dois vinhos, o «Bossa» e o «Nossa», uma inspiração do Brasil.

«Bossa» é um vinho de exportação para festas e convívios e o «Nossa» pertence a uma só vinha da Bairrada, «muito bom para vinhos brancos» e que, segundo Filipa, traduz-se na concretização de um sonho, já que é um vinho «mais estruturado, mais complexo, com melhor capacidade de envelhecimento e que vai bem com vários tipos de comida».
Lusa / SOL 22-Abril-2011

Filipa Pato - Enóloga : site "Vinhos autênticos sem maquilhagem"


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QUANDO O RIDÍCULO VIRA NORMA

Hoje entrei num local que possui diversos departamentos; a dada altura dirigi-me a um acesso separado por duas grandes portas de vidro onde estava escrito "Recepção", em pseudo-português e em inglês, ou seja:



Não sei se assim, sem ser ao vivo e excluído o elemento surpresa, consigo transmitir o que senti mas de repente a mensagem que me chegou correcta foi a que estava escrita em inglês, a outra palavra pareceu-me, ao primeiro olhar, desprovida de sentido, um erro de um descuido desleixado.

Para mal dos pecados dos portugueses infelizmente não é desprovida de sentido, o sentido está lá, subtil, escondido, perverso, falsamente modernista e verdadeiramente prostituído mas está lá, está infiltrado por todo lado, apressado, prematuro, intencional.

É um sentido que se pretende único: orelhas moucas - as vozes dos burros não chegam aos céus - têm prepotentemente tentado conter toda e qualquer "inversão de marcha", por mais petições de mil milhentas assinaturas que cheguem ao parlamento, imposição é a palavra de ordem deste "acordo".

O nível a que chegaram os portugueses no desamor à sua língua, à sua pátria, à sua identidade enquanto nação chega a ser ridículo, tão tristemente ridículo.

Não sofro de oposição à mudança, de resistência ao que é novo, antes pelo contrário, mas esta perversão que é o suposto "acordo ortográfico" é uma imposição das "Edites Estrelas" deste país - que onde põem a pata não volta a crescer a erva; deixam apenas marcas de destruição em atitudes de uma prepotência pindérica e convencida, que auto-proclamam de evolução. Metem-me nojo. Asco.
Gente asquerosa na sua falta de franqueza no que toca às verdadeiras razões que a move, na importância que admite ser o seu lugarzinho na história da língua e cultura, no verdadeiro móbil do seu crime.


Já quase esquecido este episódio das portas de vidro grafadas, depois de jantar fui ver os meus "e-mails" e, nem de propósito, encontrei esta pérola de um "so very british sense of humor"...
É uma caricatura... Será?
Ao que está a ser feito à língua portuguesa assenta que nem uma luva.




«The European Commission has just announced an agreement whereby English will be the official language of the European Union rather than German, which was the other possibility.

As part of the negotiations, the British Government conceded that English spelling had some room for improvement and has accepted a 5- year phase-in plan that would become known as "Euro-English".


In the first year, "s" will replace the soft "c"..
Sertainly, this will make the sivil servants jump with joy. The hard "c" will be dropped in favour of "k". This should klear up konfusion, and keyboards kan have one less letter.

There will be growing publik enthusiasm in the sekond year when the troublesome "ph" will be replaced with "f"..
This will make words like fotograf 20% shorter.


In the 3rd year, publik akseptanse of the new spelling kan be expekted to reach the stage where more komplikated changes are possible.

Governments will enkourage the removal of double letters which have always ben a deterent to akurate speling.

Also, al wil agre that the horibl mes of the silent "e" in the languag is disgrasful and it should go away.


By the 4th yer people wil be reseptiv to steps such as replasing "th" with "z" and "w" with "v".

During ze fifz yer, ze unesesary "o" kan be dropd from vords kontaining "ou" and after ziz fifz yer, ve vil hav a reil sensi bl riten styl.

Zer vil be no mor trubl or difikultis and evrivun vil find it ezi TU understand ech oza. Ze drem of a united urop vil finali kum tru.

Und efter ze fifz yer, ve vil al be speking German like zey vunted in ze forst plas.»



Viu? Protugues pra que? Fas tempu qe montes de gent em meiu mund fala sa linga e toda gent sintende, né? Dexa de fidalgices trapaçadas, u imperiu cabô patrao.



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O SILÊNCIO DA ESTUPEFACÇÃO


O chavascal é tanto,
a vitimização tão aguda,
feitas novas contas a queda é tão absurda,
feitas novas leis, mesmo antes da votação do PEC4, a lata tão inconcebível,

que não me resta nada a dizer,
confesso que não tenho folgo para tanto.

O estado da Nação emudece-me de estupefacção.

Fico-me à espera do Conselho de Estado.
Vou ali já venho...


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E SE VIEREM AS ELEIÇÕES?



ISTO É IMPORTANTE MAS MUITO CHATO;

VEM CONTRARIAR A TESE SOCRÁTICA DE QUE EXISTE UM BICHO PAPÃO ESCONDIDO NOS BRAÇOS DAS ELEIÇÕES ANTECIPADAS




Dívida pública

«Moody´s matém rating em caso de eleições antecipadas se o novo Governo garantir a redução do défice»
16.03.2011 - 14:51 Lusa
«A agência Moody’s deverá manter a nota da dívida (rating) de Portugal mesmo no caso de o país ir para eleições antecipadas, caso daí resulte um Governo maioritário comprometido com a redução do défice, disse à agência Lusa o vice-presidente da Moody’s, Anthony Thomas.»

«Questionado sobre se eventuais eleições antecipadas, decorrentes da crise política que se vive em Portugal, podem levar a um novo corte do rating em Portugal, o responsável pela notação de Portugal garantiu que “não”.

“A questão-chave é saber o que vai acontecer depois das eleições. Se destas sair um Governo maioritário que mantenha o compromisso da consolidação orçamental, não há motivo para alterar o rating”, afirmou Anthony Thomas, vice-presidente da agência de notação financeira Moody’s e analista-chefe para Portugal.

A Moody’s cortou ontem a nota da dívida de longo-prazo de Portugal em dois níveis, de A1 para A3, mantendo-o ainda sob perspectiva negativa.

O responsável garantiu que a agência tem acompanhado o debate político que está a acontecer em Portugal, com o PSD a opor-se às novas medidas de austeridade anunciadas na sexta-feira pelo Executivo, e que está “expectante” quanto aos resultados, mas afirmou que tal não terá “grande impacto” na nota da dívida desde que se mantenha o “compromisso” para a consolidação orçamental.

“Nós não olhamos para as flutuações diárias, para as boas ou más notícias que surgem num dia, mas para a tendência”, afirmou.

Aliás, segundo Anthony Thomas, foi precisamente “a partilha de uma visão [entre o Governo e o PSD] de que o défice tem de ser controlado que fez com que o rating de Portugal se mantivesse em nível A”, tal como vem referido no relatório que justifica o corte da notação de Portugal.

Novas medidas de austeridade revelam que anteriores eram insuficientes

A agência de notação financeira Moody’s considerou ainda que as novas medidas de austeridade vêm garantir o cumprimento do défice mas também revelam que as medidas anteriormente tomadas não eram suficientes, disse Anthony Thomas.

“O anúncio das medidas pelo Governo [português] é sinal de que ainda não tinha sido feito o suficiente para conseguir atingir as metas de consolidação orçamental para este ano, 2012 e 2013”, afirmou. Segundo o responsável, estas medidas, que “vão ajudar o Governo a alcançar a consolidação orçamental”, implicam também “o enfraquecimento da economia”. Ainda assim, o responsável evita a palavra crise: “Daí a falar de uma crise económica vai outro passo”, acrescentou.

Para Anthony Thomas, este ano a economia portuguesa vai passar por um “processo de ajustamento” ao diminuir a sua dependência da procura interna e a apostar no sector exportador.
A agência de notação financeira Moody’s anunciou na terça-feira a redução do rating da dívida de longo-prazo de Portugal em dois níveis para A3, invocando uma conjuntura económica incerta face ao programa de austeridade do Governo, mantendo ainda o outlook negativo.»


DEPOIS DISTO SÓ FALTA QUE O GRUPO MAIORITÁRIO VOLTE A SER O DA ABSTENÇÃO...




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MANIFESTO

Cabe-nos a nós, portugueses, cuidar do nosso país, compreendermos de uma vez que somos responsáveis pela sua vida presente e futura.
Cabe-nos a nós, portugueses, não deixarmos que seja quem for se aproprie da nossa intenção, vontade, acção e liberdade.

Vivemos, constitucionalmente, numa democracia representativa;
Cabe-nos a nós, portugueses,
exigir as mudanças que podemos impor,
exigir o cumprimento dos compromissos assumidos pelos nossos representantes,
exigir que o serviço público, que pagamos a peso de ouro, seja Serviço Público e não um repositório sem fundo para obter empregos, favores, aliados dúbios e poder pessoal.

Cabe-nos a nós, portugueses, a mais ninguém.

Se virarmos as costas, ainda que em insulto,
e considerarmos que não uma há solução na democracia representativa,
se nos demitirmos do nosso poder e da nossa responsabilidade
resta-nos um futuro de culpabilização alheia pela nossa inoperância
,

e a ditadura de uma minoria que nunca desiste, sedenta de poder, ávida na sua prepotência por nós legitimada.

Cabe-nos a nós, portugueses, agirmos ou continuar-mos a aumentar a "maioria abstencionista", profeta da desgraça, que se desculpa dizendo que não vale a pena porque "são todos iguais".
Cabe-nos a nós, portugueses, construir a diferença e mantê-la.

Quem elege também demite quando não serve.

Haja alma


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JOSÉ SÓCRATES VAI À MERDA. (Post politicamente incorrecto)

Exmos. Leitores,

Abri este blog no dia 9 de Julho de 2007.

Desde então, por muito que me sinta indignada com o que se passa no meu país. nunca parti para o insulto; variadíssimas vezes dei a minha opinião - desagradável, desagradabilíssima mesmo - face às práticas do executivo de José Sócrates. Nunca, até hoje, utilizei linguagem menos própria em nenhum dos "posts" publicados. Aqueles que me conhecem bem talvez estranhem, por vezes até talvez tremam... Aqueles que me conhecem sabem que tenho o hábito de chamar os bois pelos nomes... E quando um boi não é apenas boi, é corno, há que lhe chamar corno. Quando um tipo merece que o mandem à merda é aí que merece que o mandem, não vale a pena entrar em paráfrases de falsos punhos de renda e mandar o tal tipo ao cócó.

O executivo, e a minoria situacionista - sim minoria, façam contas e somem, dividam, mas por uma vez percebam: o PS foi o partido mais votado mas não representa a maioria do povo votante - estão muito exacerbados com o discurso do Presidente da República, esse sim, eleito à primeira volta pela maioria do povo votante, em sufrágio directo.

Parecem o Américo Tomás a falar do futebol para afastar um ou outro tema do qual era uma chatice falar; e não se falava.

Agora fala-se do "novo pacote" e do discurso do Presidente da República.

Estou-me a passar.

Não, estou-me a passar com esta merda

O que é que querem, responsabilizar o Presidente da República pela manifestação convocada para amanhã?

Não, não vim aqui defender a posição do Presidente da República: o homem tem razão, leiam o seu discurso de Tomada de Posse se se derem ao trabalho e, de cabeça aberta se possível, verão que o homem disse o que havia a dizer, tardiamente mas disse.

Assumam-se e maldigam as redes sociais, maldigam o Facebook, instrumento manipulado pela malandragem que tomou de ponta este executivo e não olha a meios para levar a sua avante. Pois.

Assumam que estão mesmo à rasca, mesmo, sem ser para fazer graça ou aproveitar trocadilhos.

E se não estão à rasca deviam estar: pela primeira vez desde o dia 25 de Abril de 1974 está convocada uma manif. totalmente, absolutamente, à margem dos poderes institucionalizados, dos poderes partidários.
E também à margem do poder do Presidente da República, como é óbvio, como todos sabem. Todos, situacionistas, executivo, todos.
Os nervos vêem daí, o resto é conversa, histérica e estéril, de quem não aceita critícas nem perdas. Que raiva!

Após o 25 de Abril deram-se algumas, poucas, manifestações pluri-partidárias; a "Grande Manif da Alameda" foi convocada, à priori, "sem bandeiras de partidos", só nacionais. Não foi assim que depois aconteceu mas o espírito estava lá, no entanto as convocatórias foram partidárias, pluri-partidárias.

Se não estão à rasca deviam estar - deviam ter consciência do que têm vindo a fazer às pessoas; do que estão fazendo uma vez mais, sem que isso resolva coisa alguma.
Resolve, momentaneamente, as satisfações que há a dar ao Banco Central Europeu. E Só. Nada mais. Quem vende, e vende, e revende a Dívida Pública, quem compra empréstimos , com a taxa de juros a que nos têm sujeitado, sabe, ou devia saber num momento raro de lucidez, que não vai haver maneira de a pagar de acordo com o que se pretende fazer acreditar - "quem vier atrás de mim que feche a porta", diz o povo, e bem.

Se não estão à rasca deviam estar; se não estão é porque faz parte da praxis: "o povo que se lixe, eles sabem lá o que é que querem, estão a ser manipulados. Estas bestas ( o povo) não percebem que não há outra hipótese, que estamos a fazer o que é imprescindível?"

Durante anos ouvi, e disse, que o Presidente da República se calava, se calava demais, que não tomava posições, que não dava um murro na mesa.
Cavaco Silva não deu um murro na mesa, pelo menos ainda não deu.
Cavaco Silva chamou os bois pelos nomes, educadamente. Tomou uma posição e falou verdade. Aguentem-se. Não foi demagogia, não dourou a pílula nem, finalmente, optou por "não se meter no assunto". Falou verdade. Que chatice!

Cavaco apelou à juventude? Ainda bem, pois que apele, é bem tempo de que esta acorde, que saia da Playstation, do portátil, e de todas as outras coisas que ocupam o lugar do tempo dos futebois de Américo Tomás. E que berre e grite e esperneie e se revolte - com aquela revolta pura e verdadeira da qual só os mais jovens são capazes. Que se revolte contra o enfeudamento do seu futuro, das suas potencialidades, dos seus direitos por nascimento: nasceram pessoas livres e assim devem permanecer. Lutem. Berrem, porque quem tem uma dívida às costas como a que os jovens portugueses têm, tem todo o direito de berrar.

Apelou à juventude em vésperas de uma manifestação convocada, essencialmente, via Facebook? Pois foi, olhou à sua volta e viu o que ocorria; e falou; e dirigiu-se às pessoas.
Óptimo, ainda bem, até que enfim. Isto é falta de imparcialidade? Uma gaita, isto é dizer:

«Façam ouvir a vossa voz. Este é o vosso tempo. Mostrem a todos que é possível viver num País mais justo e mais desenvolvido, com uma cultura cívica e política mais sadia, mais limpa, mais digna. Mostrem às outras gerações que não se acomodam nem se resignam.»
Isto é um mau conselho? É ser parcial? Na boca de Barack Obama soaria muito bem, na boca de Cavaco Silva é meter o bedelho intempestivamente.

"Isto é que é uma gaita, só faltava agora este gajo a dizer aos jovens que façam ouvir a sua voz, que mostrem não se acomodar nem se resignar... uma cultura cívica e política mais sadia, mais limpa, mais digna? Mas o que é que ele quer, não sabia continuar calado?"
Pois é José, é muit'a chato... que descaramento.

O José Sócrates não falou nem ouviu, não teve tempo, teve de ir prestar contas para Bruxelas. Azarito.
O José Sócrates nem sequer tem página no Facebook... Ou por outra, ter tem, mas não são bem dele, são-lhe dedicadas... Quem quiser que as procure, não quero entrar por aí, nem tenho tempo para isso.

O José Sócrates está chateado, acha que o Presidente da República não foi imparcial.
Pois não, não foi e não tem de ser. Não deve ser. O Presidente da República foi tão, ou mais, eleito quanto o primeiro-ministro.
O Presidente da República foi inconveniente para este executivo, foi parcial- tomou o partido do seu povo. Gaita!

O Presidente da República recorreu a dados oficiais, a declarações e análises do Banco de Portugal e, estruturadamente, colocou a realidade preto no branco.

O que digo não é cego nem sectário, não sou grande admiradora de Cavaco Silva - mas por razões que não vêm ao caso - do que vem ao caso digo que o homem falou verdade inconvenientemente;
e digo "finalmente", já o deveria ter feito, a sua responsabilidade nesta farsa advém do seu silêncio. Pois que não seja tarde para remediar a falta.

O José Sócrates está chateado. É natural, no lugar dele eu também estaria.
Estaria mais do que chateada, estaria à rasca.

O raio que o parta.
O José Sócrates escusa de se revoltar contra o Cavaco, escusa de insultar o povo manipulado, ignorante e estúpido.
A grande gaita não é apenas a "impopularidade" das medidas do novo pacote de austeridade - essas o Zé-povo até é capaz de as aguentar ( que remédio).
A grande gaita é que o povo ignorante e estúpido lê nas entrelinhas a impossibilidade de reaver a sua vida normal, o bom futuro dos seus filhos, o reconhecimento do seus direitos.
O povo ignorante e estúpido e manipulado sabe que está a ser sacrificado em nome de uma política descuidada, megalómana, idolátra, que foi varrendo para debaixo do tapete a realidade crescente de uma ruptura económica e financeira.

O povo ignorante, estúpido e manipulado dá mostras de estar revoltado por ter sido enganado, repetidamente enganado, por se ter deixado enganar. Finalmente.

O José Sócrates pode agarrar-se aos elogios de Bruxelas; pois que se agarre, pouco mais lhe resta a que se agarrar.
O Banco Central Europeu não tem de cuidar dos portugueses, tem de cuidar do Euro. E fá-lo.

O José Sócrates tem obrigação de cuidar dos portugueses, de Portugal. Não o fez, não o faz.
O José Sócrates cuida da sua imagem - ou julga que o faz - junto do BCE, junto da CE, junto da Tia Angela; luta por se manter onde está, pela sua soberania, que a de Portugal já era.

José Sócrates vai à merda.


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HÁ QUANTO TEMPO NÃO VAIS A UMA MANIF?


O QUÊ:

PROTESTO DA "GERAÇÃO À RASCA "

PROTESTO APARTIDÁRIO, LAICO E PACÍFICO.

QUANDO:
SÁBADO 12 DE MARÇO 2011 - 15H
ONDE:
LISBOA:
AV. DA LIBERDADE ---------> ROSSIO

PORTO:
PÇA. DA BATALHA --------> PÇA. D.JOÃO I
(mais localidades no final do post)

QUEM:
«Nós, desempregados, “quinhentoseuristas” e outros mal remunerados, escravos disfarçados, subcontratados, contratados a prazo, falsos trabalhadores independentes, trabalhadores intermitentes, estagiários, bolseiros, trabalhadores-estudantes, estudantes, mães, pais e filhos de Portugal.»

«Este protesto pretende promover o debate cívico sobre o problema da precariedade em Portugal.
Para sermos abertos a todos, independentemente das convicções pessoais de cada um, o movimento dissocia-se de quaisquer reivindicações que não as presentes no Manifesto, o único documento associado ao nosso Protesto.
Apelamos a todos os cidadãos que se revejam no espírito do manifesto a juntarem-se a nós.»
PORQUÊ (Manifesto):
«Nós, desempregados, “quinhentoseuristas” e outros mal remunerados, escravos disfarçados, subcontratados, contratados a prazo, falsos trabalhadores independentes, trabalhadores intermitentes, estagiários, bolseiros, trabalhadores-estudantes, estudantes, mães, pais e filhos de Portugal.

Nós, que até agora compactuámos com esta condição, estamos aqui, hoje, para dar o nosso contributo no sentido de desencadear uma mudança qualitativa do país. Estamos aqui, hoje, porque não podemos continuar a aceitar a situação precária para a qual fomos arrastados. Estamos aqui, hoje, porque nos esforçamos diariamente para merecer um futuro digno, com estabilidade e segurança em todas as áreas da nossa vida.

Protestamos para que todos os responsáveis pela nossa actual situação de incerteza - políticos, empregadores e nós mesmos – actuem em conjunto para uma alteração rápida desta realidade, que se tornou insustentável.

Caso contrário:

a) Defrauda-se o presente, por não termos a oportunidade de concretizar o nosso potencial, bloqueando a melhoria das condições económicas e sociais do país. Desperdiçam-se as aspirações de toda uma geração, que não pode prosperar.

b) Insulta-se o passado, porque as gerações anteriores trabalharam pelo nosso acesso à educação, pela nossa segurança, pelos nossos direitos laborais e pela nossa liberdade. Desperdiçam-se décadas de esforço, investimento e dedicação.

c) Hipoteca-se o futuro, que se vislumbra sem educação de qualidade para todos e sem reformas justas para aqueles que trabalham toda a vida. Desperdiçam-se os recursos e competências que poderiam levar o país ao sucesso económico.

Somos a geração com o maior nível de formação na história do país. Por isso, não nos deixamos abater pelo cansaço, nem pela frustração, nem pela falta de perspectivas. Acreditamos que temos os recursos e as ferramentas para dar um futuro melhor a nós mesmos e a Portugal.

Não protestamos contra as outras gerações. Apenas não estamos, nem queremos estar à espera que os problemas se resolvam. Protestamos por uma solução e queremos ser parte dela.»

«PEDIMOS QUE TRAGAM UMA FOLHA A4 COM O VOSSO MOTIVO PARA ESTAREM PRESENTES E UMA PROPOSTA DE SOLUÇÃO.
AS FOLHAS SERÃO RECOLHIDAS E ENTREGUES NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA.»

http://geracaoenrascada.wordpress.com/

geracaoarasca@gmail.com
geracaoarasca.porto@gmail.com


Braga – Avenida Central, junto ao chafariz

Castelo Branco – Alameda da Liberdade (Passeio Verde)

Coimbra – Praça da República

Faro – Largo S. Francisco

Funchal – Praça do Município

Guimarães – Largo da Oliveira

Leiria – Fonte Luminosa

Ponta Delgada – Portas da Cidade

Viseu – Rossio, em frente à Câmara Municipal



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E SE...
VAMOS PÔR
O GOVERNO À RASCA?



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E PODIA SER PIOR...


Ele há coisas...
Então não querem lá ver que:

A confiança dos portugueses no seu Governo é a menor num conjunto de 24 países de todo o Mundo.
Se há um ano 27% dos portugueses confiavam no seu Governo, agora apenas 9% responde positivamente.
Esta é apenas uma das conclusões contidas no Barómetro de Confiança Edelman 2011 (Edelman Trust Barometer) , um estudo internacional que acaba de ser apresentado esta manhã, em Lisboa.
.../...

As conclusões a nível internacional foram apresentadas recentemente no Fórum de Davos
, mas só hoje está a ser revelado o resultado do inquérito realizado em Portugal junto de uma amostra com aquele perfil e com idades compreendidas entre os 25 e 64 anos.
In JN online 7 Fev.11

Mas calma, podia ser pior...
Ao que parece o povo indonésio ainda está mais bem servido de Líder governamental do que nós; no que toca a representante do governo Portugal situou-se em penúltimo.

Isto, além de dar uma certa sensação de conforto, tem um lado positivo: às vezes sinto-me a ficar sem recursos, porque quem resiste a viver no nosso sacrificado país já pouco mostra temer... Pelo menos ainda posso dizer: "Luísinho, se não comes a sopa mando-te para a Indonésia".

Na mesma linha, Portugal "é o segundo país que atribui menos credibilidade a um representante do Governo ou regulador", sendo apenas superado pela Indonésia, numa tabela liderada pelo Brasil.
In MSN News/Lusa, 7/Fev.11


"O Primeiro-ministro vê sinais "animadores" e pede confiança no Governo."
(in DN - Mensagem de Natal 2010)
E não, não é uma foto-montagem,
o manequim vestindo Armani é mesmo o nosso confiante Primeiro (Foto DN)
Cá para mim este rapaz, desde que largou as sapatilhas, passou ao lado de uma grande carreira que nos deixaria a todos, e até talvez a ele, muito mais felizes.

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CONTAS DE RESCALDO À MANEIRA DA CASA

Recebi um e-mail de uma Senhora minha prima (Olá N...) que me trazia o texto abaixo prantado, a quase totalidade de um "post" do "blogger" do «República do Caústico»

Diz assim:

«Votos de protesto»

João Maria Condeixa, 24/1/11

«Não acredito que ninguém no seu perfeito juízo tenha votado em José Manuel Coelho com vista à sua eleição e tenho a ideia que a grande maioria dos votos de Nobre lhe foram atribuídos, não por lhe reconhecerem capacidades para o cargo, mas por personificar uma candidatura fora do sistema.

No fundo foram dois canais de votos de protesto que somados representam 18.6%, ou seja, 782 482 votos. Se a estes somarmos 4.26% brancos e 1,93% de nulos, ficamos com 1.028.000 votos de protesto, ainda que alguns nulos sejam de monárquicos. Um milhão e 28 mil eleitores (!) a reclamarem melhores políticos e políticas, o que num universo de 4.489.904 pessoas que foram votar representa 23%.»

Ao que eu respondi - ao e-mail da N..., claro - mais ou menos assim:

Feitas as contas temos os "Protestantes" situados um pouco acima de Alegre e um tanto abaixo de Cavaco; Não altera nada senão talvez para Alegre...
(isto partindo do princípio não linear de que se trata de "votos de protesto")

E agora adiciono o seguinte:

Só não entendo muito bem a ressalva feita no expresso:
«...ficamos com 1.028.000 votos de protesto, ainda que alguns nulos sejam de monárquicos.»
Embora alguns monárquicos prefiram escrever "Viva o Rei", e outras coisas parecidas, nos boletins de voto, não creio que careçam de ressalva, é um protesto tão bom quanto qualquer outro (por mim diria até que melhor do que muitos outros)
Também há monárquicos que votam em branco; por protesto.
Também há monárquicos que se abstêm de votar num candidato a Presidente da República. Por coerente protesto.
Mas um protesto contra o regime republicano, não outro, já que estamos a ver as coisas pelo prisma da diferenciação do voto dos monárquicos

Não constava no meu e-mail mas este "post" de João Condeixa termina assim:
«Com uma abstenção a bater recordes e a posicionar-se nos 53,37% e 23% de votos de protesto já descritos, não devíamos estar a falar no estado de saúde da democracia - como já é hábito e se tornou cliché - mas sim no estado de saúde político daqueles que trabalham sob a sua égide. É que a primeira está viva e recomenda-se, agora os seus protagonistas, esses, definham a cada acto eleitoral que passa. Sinal de que há uma geração por acabar. Só espero que não tenha feito escola..»

Primeiro, não estou convencida, mesmo nada convencida, de que os tais 53,37% de abstenção sejam "abstenção de protesto", antes fossem, teria um significado mais racional e menos vergonhoso.

- Aparte aqueles que não votaram porque boicotaram as eleições como "forma de luta" escolhida para os seus fins mais ou menos justos,
- aparte os que não votaram porque seus abençoados Cartões de Cidadão lhes boicotaram a vontade
- e mais os não sei quantos que não tiveram transporte autárquico, como vi hoje num qualquer "telejornal" que vociferava - sem som mas com muito "rodapé", valha-nos isso - no restaurante onde almocei.
A dada altura já não conseguia ler mais "rodapés", como aquele "Não votou porque lhe disseram que já tinha votado"; tinha os olhos rasos de lágrimas... de tanto rir (sim, eu sei que não tem graça mas é o meu jeito de lidar com as inevitáveis manifestações de pobreza cívica nacional). Senti-me num qualquer pequeno país da América Latina - cheguei mesmo a adiantar que o nosso próximo acto eleitoral será supra-visionado pelas tropas da O.N.U.

Estou convencida sim de que a grande maioria dos não votantes não se inscrevem nos "Protestantes" mas antes nos "Não estou p'ra isso e está um frio do caraças" e outros nos "Votar p'ra quê?". Sem protesto, por alienação pura e dura. (sobretudo dura)


Segundo, essa boa fé em que a nossa Democracia "está viva e recomenda-se" gostaria eu de a ter. Viva está mas não me parece nada recomendável. Esta campanha eleitoral deu bem testemunho desse "estado de espírito".

Quanto aos "protagonistas", não me parece que sejam os que se submeteram ontem a sufrágio que gozem da justeza dessa generosa qualificação de "protagonistas da nossa democracia"; Creio que esses são outros, uns mais expostos outros mais ocultos e, infelizmente, a "fazerem escola", alarvemente.
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«O problema é que, com mais ou menos votos, as eleições são legitimas e aos que não votam resta acatar sem protesto as decisões dos políticos.
Estava na altura da maioria silenciosa perceber que em democracia o melhor mesmo é fazer-se ouvir»
Raquel Abecassis
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A propósito ou talvez não:


«Comissão Nacional de Eleições admitiu ontem à tarde que a confusão instalada nas mesas de voto iria "aumentar, com certeza, a abstenção". Governo rejeita a tese
AQUI

E AQUI
«Eleitores por todo o país aguardavam hoje (23/01) à tarde em longas filas, com cartão de cidadão na mão, para obter um novo número de recenseamento, que, em alguns casos, sofreu alterações desde as últimas eleições. O problema foi agravado pelas falhas nos serviços electrónicos disponibilizados pelo Governo para facilitar o processo. Face à demora e à falta de informações, algumas pessoas terão mesmo desistido de votar.»


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A FRASE DA NOITE

Foi dia de eleições.
Uma vergonha, eu sinto vergonha.

Vergonha, uma vez mais, pelo nível de abstenção.
(não comento mais esta vergonha, deixo um vídeo abaixo que falará por mim*)

Uma vergonha o que se passou com os "cartões de cidadão" nas assembleias de voto. A burocracia escondida sob a capa da informática; a incompetencia, o impensável na era do simplex, do "Magalães". Um "Magalhães" por freguesia, ligado à net, teria feito muita diferença. Deixem-se de merdas.
(graças dou pelo meu cartãozinho de eleitor e pelo meu B.I. ainda não caducado)

Uma vergonha por aqueles que não sabem, não querem, ou não estão para isso, que tentam resolver os seus (reais) problemas locais - muitos dos quais se poderiam resolver, justamente, ao "estalo" se preciso fosse (ou seja...) - mas resolveram não votar, não deixar votar, boicotar eleições.
Não é assim que se vai lá. Não é assim. Não é eficaz. Não é democrático. É uma profunda falta de respeito pelos direitos dos concidadãos. Mas é também uma profunda falta de noção de Cidadania. Paciência...
Andem ao estalo se tiverem coragem e punhos mas assim... não vão lá, ninguém vai a parte alguma

Posto isto, elejo como frase da noite a que foi dita por José Sócrates, às 21h30 enquanto secretário-geral do PS:

«Foi com orgulho que todos os socialistas estiveram a seu lado (de Manuel Alegre) durante a campanha»

Bolas José, o PS, e o Bloco de Esquerda e outras franjas, só representam 19.7 %- mais trolaró menos trolaró - dos totais dos votantes nacionais?
Ó José, esta não te saiu nada bem...



*
Aos não votantes




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AINDA SOB O 1º DE DEZEMBRO

Para se ser independente é necessário ter a maturidade e o entendimento do que é que a independência acarreta; é precisa a vontade, e a coragem, para conquistar a independência. Para se ser independente, queiramos ou não assumir uma visão menos romântica e mais racional, há que ser responsável pela auto-subsistência; para se ser economicamente autónomo é imprescindível a criação de riqueza, a produção de bens, o equilíbrio positivo entre a receita e a despesa, a cuidada gestão que privilegie a boa prática sobre a conveniência.

A injecção de capital em momentos de necessidade pode ajudar a manter os meios que nos permitem ser independentes mas, obviamente, criam riscos, mais ou menos calculados, à nossa autonomia.

Sem a garantia e o investimento nos meios que nos permitem criar riqueza, sem o desenvolvimento desse trabalho, a situação de dependência tende a tornar-se irreversível.

Sem um forte sentimento de identidade nacional, órfãos e pouco ou nada confiantes, com um amor-próprio ferido, para onde vamos?


“Depois de 100 anos de República, nós voltamos à situação dramática em que nos encontrávamos no começo da República, que estava também num regime praticamente falido, foi por isso que os militares deram o golpe em 28 de maio de 1926.

A segunda República, o Estado Novo, também não satisfez os portugueses. Daí um terceiro golpe militar, em 1974”.

Cada um desses golpes militares, 1910, 1926 e 1974, provocaram grandes perturbações, grandes atrasos na nossa economia, até situações de perseguição e perturbações políticas gravíssimas”.

Chegou a altura de percebermos que as revoluções trazem mais problemas do que vantagens.
Portugal precisa de uma revolução cultural, não é de uma revolução militar que passa, por exemplo, por uma completa revisão dos programas de todos os níveis e sistemas de ensino no país".

“Temos que nos adaptar às novas circunstâncias em que vive hoje o mundo. Os privilégios de sermos europeus e de termos um nível de vida muito mais elevado do que outros povos, trabalhando menos do que outros, não podem ser mantidos. Temos que produzir para poder ter os privilégios de um Estado social e de uma situação melhor”

1º de Dezembro de 2010
D.Duarte de Bragança.


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DISPARIDADES MAIS DO QUE NUMÉRICAS

O secretário de Estado da Administração Pública Gonçalo Castilho dos Santos, pelo lado do Governo, faz um balanço da greve e diz que teve uma adesão estimada de 23% nos funcionários públicos. Números que ficam longe dos que são avançados pelos sindicatos, que reclamam uma adesão de mais de três milhões.

23%? - Decididamente esta rapaziada não sabe fazer contas.
Se tivessem atirado para os 46% se calhar o Zé-Povo até acreditava.

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Pode bem ser que não venha a propósito, pode ser que sim, não resisto a dedicar umas curtas linhas a este rapazola Secretário de Estado da Administração Pública Gonçalo Castilho dos Santos;
nem sequer é necessário dar-
me ao trabalho de utilizar palavras minhas, usarei apenas as dele, e chega, e sobra.

28 Out. 2008 - "Correio da Manhã"
"clique" para ler que vale a pena


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CGTP/UGT

"É a greve geral com mais impacto que realizámos até hoje"

A greve geral na Função Pública
está a ter uma adesão de
85%, segundo os sindicatos,
enquanto o Governo aponta para 19,4%.

(Lusa
)

Sindicatos dizem que mais de três milhões de portugueses aderiram à greve

O secretário geral da UGT, João Proença, disse que a greve geral de hoje é a maior de sempre e ultrapassa a adesão registada há 22 anos, aquando da última paralisação conjunta.

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A greve é um direito que assiste aos trabalhadores e é uma oportunidade que os portugueses têm de manifestar a sua insatisfação”

“É hora de todos darem as mãos e do povo português não se contentar com o dia do voto.

É preciso muito mais que o voto. O povo terá que estar alerta e, porventura, ter uma participação mais crítica, com propostas e com manifestação de desejos de modo mais espontâneo e natural”

Um dia de greve é muito pouco. O povo português terá que se habituar a uma Democracia mais participada e mais responsável e manifestar-se não apenas nesta conjuntura mas também diante de determinadas leis que são prejudiciais para a sociedade

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, D. Jorge Ortiga, Arcebispo de Braga.




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A BEM DA NAÇÃO, E NÃO SÓ

Conheço e dou-me com pessoas de todos os quadrantes políticos, e ainda bem.


Algumas das pessoas que encontro "do outro lado da barricada" política são pessoas de quem sou amiga; Rege essa classificação o respeito pelo CARÁCTER que essas pessoas especiais me merecem, e aquele que eu possa merecer-lhes.
Não me tenho dado mal com o sistema.

Recebi um e-mail de um amigo que se identifica com o Partido Socialista desde há muitos anos com a seguinte introdução :


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Passando a agressividade contida, que não tem importância face à franqueza óbvia, qualidade que muito aprecio, aqui abaixo fica o texto que me foi enviado.

Não entendi totalmente a dúvida sobre se eu seria capaz de "pôr isto no blog"
(dúvida essa já anteriormente manifestada por este mesmo amigo e sempre ultrapassada pela publicação dos textos enviados)
Já por diversas vezes tenho manifestado, neste cantinho virtual, o meu apreço e/ou profunda estima pelo meu país e por muitos portugueses de quem nos podemos orgulhar.
... A menos que o "isto" fosse um desejo sub-consciente de que eu aqui transcrevesse a sua opinião sobre este blog...
Ok, já cá canta.

Tivesse o Chico manifestado a sua descrença sobre a possibilidade de eu publicar aqui um artigo a dizer que Portugal está muito bem entregue, que temos um governo de gente séria, que a corrupção não grassa impune pela coisa pública, etc, etc, etc, e eu compreenderia tal descrença apoiando-a com o meu silêncio bloguista.

Falar bem dos portugueses, dos seus feitos, das suas capacidades, do seu engenho, dá-me gosto, em especial quando vemos uma lista como a enviada na qual 99% dos casos se referem ao esforço de portugueses privados, indivíduos e empresas.

E tanto gosto que não acrescento nada à lista; com esta nota positiva não quero falar de um outro país que todos conhecemos. Todos.

Custa-me publicar o acrescento feito por um Luís Pirão, como um todo por razão que não estou disposta a justificar e, em particular, a parte em que ele diz:

Eu conheço um país que tem uma capital com eventos culturais fantásticos
que fazem frente a qualquer cidade do mundo. (???)
Que tem potencialidades turísticas ilimitadas com restaurantes para todas as carteiras (!!!) e com comida deliciosa, assim como alojamento para todas as bolsas e de razoável qualidade
(!!!). Basta ir a Londres e ver toda a gente a comer sandwiches no jardim pois a alimentação atingiu preços exorbitantes nos restaurantes.

Sim, e nos anos 60 tínhamos a Amália, o Eusébio...

Não comento.

PS - Querido Chico, para a próxima, quando adjectivares "o blog", por favor põe "ANTI-SÓCRATES" a bold, ok? Fica-me melhor ainda.


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«EU CONHEÇO UM PAÍS...
Por: Nicolau Santos, Director - adjunto do Jornal Expresso, In Revista "Exportar"

Eu conheço um país que tem uma das mais baixas taxas de mortalidade mundial de recém-nascidos, melhor que a média da UE.
Eu conheço um país onde tem sede uma empresa que é líder mundial de tecnologia de transformadores.
Eu conheço um país que é líder mundial na produção de feltros para chapéus.
Eu conheço um país que tem uma empresa que inventa jogos para telemóveis e os vende no exterior para dezenas de mercados.
Eu conheço um país que tem uma empresa que concebeu um sistema pelo qual você pode escolher, no seu telemóvel, a sala de cinema onde quer ir, o filme que quer ver e a cadeira onde se quer sentar.
Eu conheço um país que tem uma empresa que inventou um sistema biométrico de pagamento nas bombas de gasolina.
Eu conheço um país que tem uma empresa que inventou uma bilha de gás muito leve que já ganhou prémios internacionais.
Eu conheço um país que tem um dos melhores sistemas de Multibanco a nível mundial, permitindo operações inexistentes na Alemanha, Inglaterra ou Estados Unidos.
Eu conheço um país que revolucionou o sistema financeiro e tem três Bancos nos cinco primeiros da Europa.
Eu conheço um país que está muito avançado na investigação e produção de energia através das ondas do mar e do vento.
Eu conheço um país que tem uma empresa que analisa o ADN de plantas e animais e envia os resultados para os de toda a EU.
Eu conheço um país que desenvolveu sistemas de gestão inovadores de clientes e de stocks, dirigidos às PMES.
Eu conheço um país que tem diversas empresas a trabalhar para a NASA e a Agência Espacial Europeia.
Eu conheço um país que desenvolveu um sistema muito cómodo de passar nas portagens das auto-estradas.
Eu conheço um país que inventou e produz um medicamento anti-epiléptico para o mercado mundial.
Eu conheço um país que é líder mundial na produção de rolhas de cortiça.
Eu conheço um país que produz um vinho que em duas provas ibéricas superou vários dos melhores vinhos espanhóis.
Eu conheço um país que inventou e desenvolveu o melhor sistema mundial de pagamento de pré-pagos para telemóveis.
Eu conheço um país que construiu um conjunto de projectos hoteleiros de excelente qualidade pelo Mundo.

Eu Luís Pirão, acrescento mais uns pontos à lista do Nicolau Santos:
- Eu conheço um país que é segundo em net de banda larga na Europa.
- Eu conheço um país que tem uma capital com eventos culturais fantásticos que fazem frente a qualquer cidade do mundo. Que tem potencialidades turísticas ilimitadas com restaurantes para todas as carteiras e com comida deliciosa, assim como alojamento para todas as bolsas e de razoável qualidade. Basta ir a Londres e ver toda a gente a comer sandwiches no jardim pois a alimentação atingiu preços exorbitantes nos restaurantes.
- Eu conheço um país com uma história ímpar que ligou todos os continentes comercialmente pela primeira vez na história da humanidade no século XVI.
- Eu conheço um país que tem a sua selecção de futebol neste mês de Maio no 3.º lugar do ranking mundial em mais de 200 nações, só o Brasil e a Espanha estão à frente com poucos pontos de diferença.
- Eu conheço um país que conquistou meio mundo no século XVI com base no respeito pelos outros povos, com base nas trocas comerciais, com base na diplomacia.
- Eu conheço um país que venceu os seus compatriotas espanhóis pela força de vontade de um homem chamado Nuno Álvares Pereira e que permitiu a paz para a nação se lançar nos descobrimentos marítimos.

Eu José Lopes, acrescento mais uns pontos à lista do Nicolau Santos e do Luís Pirão:
- Eu conheço um País que está a criar um medicamento que previne e combate a obesidade.
- Eu conheço um País que produz os melhores sapatos do mundo.
- Eu conheço um País que produz os fatos usados na Fórmula 1 e nos astronautas da NASA.
- Eu conheço um País que produz o melhor software de GPS do mundo.
- Eu conheço um País que faz os melhores lasers do mundo, utilizados na medicina e na indústria aeroespacial.
- Eu conheço um País que tem um monumento que tem 6 orgãos, sendo o único no mundo (Convento Mafra).
- Eu conheço um País que produz os adereços utilizados pela indústria cinematográfica de Hollywood.
- Eu conheço um País que tem a maior variedade gastronómica do mundo.
- Eu conheço um País que criou a única palete de cores para leitura de daltónicos.
O leitor, possivelmente, não reconheceu neste país aquele em que vive...
PORTUGAL !!!
Mas é verdade.Tudo o que leu acima foi feito por empresas fundadas por portugueses, desenvolvidas por portugueses, dirigidas por portugueses, com sede em PortugaL, que funcionam com técnicos e trabalhadores portugueses.
Chamam-se, por ordem, Efacec, Fepsa, Ydreams, Mobycomp, GALP, SIBS, BPI, BCP, Totta, BES, CGD, Stab Vida, Altitude Software, Out Systems, WeDo, Quinta do Monte d'Oiro, Brisa Space Services, Bial, Activespace Technologies, Deimos Engenharia, Lusospace, Skysoft, Portugal Telecom Inovação, Grupos Vila Galé, Amorim, Pestana, Porto Bay e BES Turismo.
Há ainda grandes empresas multinacionais instalada no País, mas dirigidas por portugueses, com técnicos portugueses, de reconhecido sucesso junto das casas mãe,como a Siemens Portugal, Bosch, Vulcano, Alcatel, BP
Portugal e a Mc Donalds (que desenvolveu e aperfeiçoou em Portugal um sistema que permite quantificar as refeições e tipo que são vendidas em cada e todos os estabelecimentos da cadeia em todo o mundo ) .
É este o País de sucesso em que também vivemos, mas nós só falamos do País que está mal, daquele que não acompanhou o progresso. É tempo de mostrarmos ao mundo os nossos sucessos e nos orgulharmos disso.
Vamos mudar a nossa mentalidade para ajudarmos o nosso país que tanto precisa de nós, vamos dar o primeiro passo e falar coisas positivas e optimistas.»


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OS PUTOS


Passos Coelho questionado sobre um cenário de chumbo do Orçamento e tendo em conta a promessa do Governo de que se demitiria nessas circunstâncias

"Eu tenho um plano B, com certeza. Imaginou que eu não tivesse um plano B? Acha que o país acabava? Acha que os portugueses iam ficar sem soluções?".

Ai que alívio Pê, ainda bem que você tem um Plano B e que não vai deixar o país acabar.
PS- Pê... veja se s'enxerga, tá?


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José Sócrates negou em Bruxelas que Portugal tenha sido «pressionado pelos parceiros europeus para corrigir rapidamente a sua situação orçamental» e recordou que «mais de metade dos países que estão à volta daquela mesa e que são da Zona Euro estão, [assim como Portugal], em défice excessivo. A Alemanha está em défice excessivo».

Ó José, você desculpe mas essa é como dizer que quer Portugal quer a Alemanha têm problemas de sustentação económica na Indústria. O que me assusta é se você acredita mesmo que os défices excessivos são comparáveis, seja de que ponto de vista for


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Meninos, acabaram-se as birras!
Falem e entendam-se como se fossem adultos.

«Enquanto Presidente da República tenho obrigação de voltar a dizer que a actual situação financeira do pais é muito grave e não se compadece com atitudes que levem a uma crise política»

«Ninguém pode demitir-se das suas responsabilidades. Por isso espero convictamente que se chegue a um entendimento».
Cavaco Silva ao país depois da reunião do Conselho de Estado

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A HORA H

23H 43 - 29 Out.

Acordo entre PS e PSD sobre o OE assinado este sábado, às 11h00, no Parlamento


Já não bastava ter de assinar esta coisa e ainda marcam a treta para um sábado, pela alvorada das 11h; parece um
"Compre antes que esgote"

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E ficamos sem saber qual era o "Plano B" do Pê...
Não sei se vou conseguir dormir.

Até amanhã às 11h, quando eles estiverem todos de trombas.





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