E ainda dizem que na vida não há almoços de borla...
Senhor Candidato dê-me música que eu gosto...
"The show mus go on...", canta José
Mas à noite, no escurinho da sua cama, que música soará na imparável cabeça de José?
"I can get no satisfaction"?
Amor, ao Poder, a quanto obrigas...
E para não passar pela cabeça de ninguém que isto foi "só desta vez", ou que sou eu que "ando à pesca", vejam lá AQUI, ou AQUI onde vale a pena atentar na foto
E ainda há 30 e tal % de portugueses que votam neste gajo,
uns porque precisam conservar os almoços,
outros porque comem tudo o que se lhes dá a provar,
outros ainda porque não querem a esquerda mas temem nos seus pesadelos mais enraizados o "papão da direita",
como se ESTE papão não nos tiesse já papado a todos.
G'anda noia!
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A INTERNACIONALIZAÇÃO
Publicado por Alex à(s) domingo, maio 29, 2011 0 comentários
BEST ACTOR IN A LEADING ROLE

A entoação; as pausas para engolir em seco; as pausas para entrarem as palmas; a voz embargada "Eu lembro-me bem do Seixal..."; A boca contorcida recusando a lágrima teimosa...
Este gajo não tem limites? Não. Este gajo não tem limites.
E o Carlos Silva... que se encheu de coragem e foi tirar o 12ºano... Best Actor in a Supporting Role - Nem Teixeira dos Santos faria melhor.
Haja alguma coisa em que este gajo tenha futuro
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Publicado por Alex à(s) sexta-feira, maio 20, 2011 0 comentários
NÃO COMPLICAR O QUE É SIMPLES
Ontem à noite tocou o telefone:
- "Olá, está tudo bem contigo?"
- "Está tudo bem, respondi, porquê?"
- "Há três dias que não escreves nada no blog... mas não é isso... há que tempos que não acarinhas o Sócrates... "P'rá-í" há oito dias puseste aquela inspirada imagem do Sócrates-agressor mas, estive a ver, desde dia 4 que não lhe dedicas um tempinho mais profundo..."
Ri-me, com vontade.
- "Bem... é que existe vida para além do Sócrates, embora complicada existe."
E blá-blá-blá.
Hoje estava a tomar o meu café matinal quando o té-lé-lé recebeu uma mensagem, e passo a citar:
«Emigraste? Andam os homens em debates e tu nada, nem uma palavra. Estás bem?»
Mau... pensei eu.
Vamos lá a ver se a gente se entende.
Não tenho falado do Sócrates, nem dos debates, nem das múltiplas acusações pessoais e partidárias porque, francamente, não me interessam nada, nem um bocadinho. Do que vou ouvindo e lendo, muito pela rama, não há nada de novo, só mais do mesmo. De vez em quando oiço, ou leio, uma barbaridade que sobressai de entre as barbaridades costumeiras mas a verdade é que não se aprende nada, só mais do que já se sabe.
E se já se sabe quem quiser, ou precisar, que faça a revisão da matéria, eu dispenso, orais e escritas.
Para falar com franqueza custa-me até a entender como é que alguém com dedo e meio de testa se dá ao trabalho de ouvir os debates, só por gozo ou masoquismo, porque para tirar conclusões não dá, já era. Realmente não posso deixar de dar razão à opinião, um quanto desbocada, do Eduardo Catroga.
Quem nesta altura do campeonato quem ainda não percebeu o que está em causa nestas eleições bem pode "agarrar na trouxa e zarpar". Não tem nada a ver com programas, nem com politiquices partidárias, nem sequer com os afectos positivos e negativos de cada um. Nestes aspectos a coisa nunca foi tão simples:
Ou querem levar com o Sócrates durante mais uns tempos ou não querem levar com o Sócrates outra vez, tudo o resto é conversa, tudo o resto é campanha. Curto e duro é assim.
Depois podemos tornear a questão com uns floreados para dar um certo ar de "isso não é assim tão simples", fica sempre bem a quem desejar parecer mais entendido na matéria. Claro que há questões circunstanciais, claro que há formas diferentes de abordar os múltiplos problemas de que somos reféns, claro que há o mais à esquerda ou mais à direita (embora esta classificação seja cada vez mais obtusa e desprovida de significado real) mas tudo isto são questões menores, a escolha não bate aí; quanto às "questões circunstanciais", essas só serão abordáveis após os portugueses votarem, até lá só existem enquanto objectos constitucionais e incógnitas.
Pessoalmente vou votar em alguém que não me convence, vou passar um cheque em branco e ter esperança... Não vou ficar à espera do pior, de que "se espalhem ao comprido". Uma coisa sei que não quero:
Não quero o Sócrates nem mais um bocadinho, nem sequer para ter o gosto de o ver "espalhar-se ao comprido"(sim ainda mais, até o seu marketing enganador mas eficaz não lhe deixar mais saídas); Esse gajo não. E se não quero tenho de fazer por isso, racionalmente, afectos à parte. Tudo o resto são... Como é ó Catroga? Ah pois, isso.
A escolha é simples, a motivação é forte, como chegar lá também não é complicado.
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Publicado por Alex à(s) quarta-feira, maio 18, 2011 0 comentários
A DÚVIDA...
Encontrei-me com um vídeo que contém várias abordagens, para início de discurso, de José em noites eleitorais e foi então que tomei consciência do que me vem corroendo de curiosidade e de algum nervosismo. É a dúvida. Aquela dúvida que só poderei ver saciada lá pela hora de jantar do próximo dia 5 de Junho (eu janto tarde...)
Sei que não adianta roer as unhas mas bem que eu gostava de saber se, na noite de 5 de Junho, José quererá dirigir-se logo às pessoas ou se primeiro se dirigirá aos senhores jornalistas, é essa a minha dúvida.
Julgarão que estou a brincar mas estou a falar muito a sério, é que fará toda a diferença.
Oxalá apareça cheínho de salamaleques para com os senhores jornalistas, se ele quiser falar às pessoas estamos todos lixados...
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Publicado por Alex. à(s) quarta-feira, maio 11, 2011 0 comentários
O DISCURSO DE JOSÉ - A CONVERSA...
LEIAM SEMPRE AS letras pequeninas...
José deixou o povo muito mais descansado.
Isto afinal não vai se assim tão mau quanto estávamos à espera...
Há subsídio de férias; há subsídio de natal, para todos, mesmo everybody, reformados inclusive.
Só cortam nas reformas acima de 1500 euros e não acima de 600 como "alguém", um jornal disse José, andou por aí a espalhar. Uns malandros que assustaram as pessoas que agora, sim agora, respiram de alívio. Mais, até se aumentarão as mínimas.
E nenhum despedimento na Função Pública, nem sequer cortes salariais, nem privatização da CGD, nada dessas maluqueiras.
E não serão necessárias mais medidas orçamentais para 2011. Disse e repetiu. He pá, bestial! Para 2011 já está!
Depois... bem, depois logo se vê, isso agora não interessa nada
Prontus, isto é exigente mas prontus... Isto até é assim a modos que um PEC IV; «é certo que, nalguns casos, com um maior aprofundamento, é certo que, nalguns casos, com maior detalhe, e é certo também que algumas medidas são novas e ainda que haverá uma serie de procedimentos de análise e de monitorização que são habituais neste tipo de programas»As medidas para o mercado de trabalho também são mais ou menos as mesmas já negociadas, «com desenvolvimentos, é certo»É certo... É certinho, como o Sol...
Desta vez José não disse que o Orçamento está a correr bem, para não dizer muito bem, mas disse que «o governo conseguiu um bom acordo», para 3 anos... Ora, só 3 anos e estamos safos?
Afinal o FMI não era assim tão mau, parece mesmo que até é bom.
Afinal só é preciso disciplina e trabalho, de impostos a subir, comparticipações a descer, deduções a desaparecer, nem uma palavrinha; é só fartura.
Aquela parte de que é uma «indignidade para Portugal» ficou na gaveta
E a parte do discurso em que José afirma que não está disponível para governar com o FMI? Escapou-me completamente... Falta de atenção minha, só pode ser...
Ok, só nos falta ler o que está escrito nas letrinhas pequeninas e o que é o maior aprofundamento, o maior detalhe, e as algumas medidas novas, sem esquecer os desenvolvimentos das medidas laborais, é certo... De resto estamos todos muito mais aliviadinhos com este bom acordo que o governo conseguiu.
Ouvi dizer, não sei, que até Kadhafi telefonou a José mal este tinha acabado o discurso

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Publicado por Alex à(s) quarta-feira, maio 04, 2011 4 comentários
O DISCURSO DE JOSÉ - A PREPARAÇÃO
Publicado por Alex à(s) terça-feira, maio 03, 2011 2 comentários
SOBERBO!!!
NÃO QUERO QUE HAJA NO MUNDO
GAJO MAIS MENTIROSO DO QUE EU
A primeira regra é: não dizer mentiras.
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Publicado por Alex à(s) quinta-feira, abril 21, 2011 0 comentários
SERÁ QUE FOI REMATADO?
«José Sócrates colocado à venda num site de leilões»
«"Vende-se primeiro-ministro de Portugal". Motivo: "Liquidação do país". É assim que é apresentado um anúncio num site de leilões português, que coloca José Sócrates à venda.»
Mariana Cabral (www.expresso.pt)Terça feira, 19 de Abril de 2011
«Costuma dizer-se que tudo à está à venda na Internet. Desde casas a roupa interior de celebridades ou torradas com a cara de Jesus Cristo, tudo serve para ganhar uns trocos. E, agora... até José Sócrates está à venda.A brincadeira surgiu hoje no site português Leiloes.net e começou a disseminar-se, claro, pelas redes sociais.
"Vende-se primeiro-ministro de Portugal."
Motivo: "Liquidação do país (alternativa a empréstimo do FMI)", explica o anúncio.
Mas não se pense que a compra é barata. Afinal, estamos em crise, pelo que José Sócrates custa a módica quantia de... €75 mil milhões. Ou seja, quase tanto quanto o resgate solicitado ao FMI/União Europeia/Banco Central Europeu.
Artigo "usado" mas "licenciado com distinção num domingo.
Mas, se isso lhe parece muito, o anunciante - identificado apenas como "anocas2011" - faz questão de enumerar as qualidades de José Sócrates:
"Boa aparência, com guarda-fatos e teleponto incluído. Excelente marketeer, até garantir a venda de gelo no Pólo Norte ou areia na praia. Desenrascado, persistente e com boa imagem do lado esquerdo e lado direito."
O anunciante diz que o "artigo à venda" já está "usado", mas oferece os portes de envio e continua a listar "qualidades":
"Licenciado com distinção num domingo e boa capacidade para idiomas como o castelhano e inglês."
Caso esteja interessado nesta "pechincha", o anunciante informa que tem até ao dia 3 de maio para licitar.
E assim Portugal já poderá não precisar de recorrer a ajuda externa...»
O anúncio foi hoje retirado mal começou a circular pela net...
Será que o produto foi rematado?
Não é justo, não era apenas uma venda, era um leilão... Com as ganas que aí andam por certo haveria muito que se empenhasse em (para) licitar.
Quanto à "anocas2011", a anunciante, vai daqui uma salva de palmas: haja quem leve tudo isto no gozo merecido - ainda que estejamos "à rasca" sejamos "pobretes mas alegretes".
Boa malha Anocas2011!
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Publicado por Alex à(s) quarta-feira, abril 20, 2011 0 comentários
Ahhggg José...
Não sei qual é o fundamento desta notícia mas
1º - Não estou a ver que um semanário nacional de grande informação se atrevesse a publicar uma bronca destas sem saber que se trata de um facto; saber mesmo - não apenas acreditar
2º - Apesar da comunicação social social valer o que vale, acredito incomparavelmente mais no semanário "Sol" de olhos fechados do que em Sócrates de olhos abertos.
Quando José Sócrates assinou em Bruxelas, no passado dia 11 de Março, o acordo com as medidas do PEC 4 ficou também estabelecido que a esse acordo se seguiria um pedido de ajuda externa a Portugal no valor de 80 mil milhões de euros, apurou o SOL junto de elementos da Comissão Europeia (CE) envolvidos nas negociações.
O compromisso assumido pelo primeiro-ministro português com o Banco Central Europeu (BCE), a CE e o grupo Euro começou a ser negociado no final de Fevereiro e passou pelo encontro, a 2 de Março, em Berlim, de Sócrates e Teixeira dos Santos com a chanceler alemã Angela Merkel.
.../...
O anúncio das medidas do PEC 4, no mesmo dia 11 de Março em que foi oficializado em Bruxelas, apanhou o país de surpresa. E deixou antever - pela forma como o primeiro-ministro marginalizou ostensivamente o PR e a Oposição do processo - que dificilmente o PEC 4 recolheria o imprescindível apoio maioritário na AR. E que estava próxima a abertura da crise política.
Ciente de que a negociação do PEC 4 tinha implícito, num segundo momento, o pedido a Bruxelas da ajuda de 80 mil milhões de euros, Sócrates apostou tudo no bluff político e na estratégia de ruptura que permitisse culpabilizar a Oposição, e em especial o PSD, pela queda do Governo e pelo recurso à ajuda financeira da Europa.
Luís Gonçalves In "Sol"- 8/04/11
E no dia 6, nas horas que antecederam o anúncio ao país que ia ser apresentado em Bruxelas um pedido de financiamento externo "Financial Times" noticiava que já existiam contactos entre o executivo português e Bruxelas a fim de ser formalizado um pedido de ajuda externa a Portugal.
Contactado pelo Diário de Notícias o Gabinete do Primeiro-Ministro declarou:
Como é que José esperava sair-se desta?
Decididamente o homem endoidou.
PARA JOSÉ
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Publicado por Alex à(s) sexta-feira, abril 08, 2011 0 comentários
E SE ENTRA O FMI EM S.BENTO DA CONTA ABERTA?

«As despesas
de Sócrates
durante a crise»
Por Ana Taborda, Maria Henrique Espada e Vítor Matos
Publicado na revista "Sábado"
de 21 Outubro de 2010
«GASOLINA, TELEMÓVEL E OUTROS
Em 2011 Sócrates prevê gastar € 159.400 em combustíveis e lubrificantes. Em 2005, no Orçamento do Estado (OE) ainda aprovado por Pedro Santana Lopes, do PSD, as despesas previstas eram de € 95 mil, menos € 64 mil do que o valor estimado para este ano. De acordo com o OE para 2011, o pessoal do gabinete de Sócrates vai gastar praticamente o mesmo em gasolina do que em contribuições para a Segurança Social: são € 436,7o de combustível por dia.
Para despesas de comunicações, no próximo ano, Sócrates tem disponíveis € 177 mil, e quase 80% deste valor será gasto em telemóveis - são € 139.468 por ano, ou € 382 por dia.
As despesas previstas para alojamento, transporte e alimentação, em Portugal ou no estrangeiro, podem chegar aos € 135 mil em 2011,
a que se somam € 101 mil em refeições confeccionadas para consumir no Palácio de São Bento (€ 276 diários).
Já para material de escritório, que inclui resmas de papel, lápis, agrafadores e furadores, estão orçamentados € 29 mil e
para despesas com prémios, condecorações e ofertas € 18 mil.
Os motoristas e os carros
Desde que tomou posse, a 26 de Outubro de 2009, Sócrates já nomeou 20 motoristas para servirem em exclusivo o seu gabinete. E muitos não são funcionários públicos, o que pode implicar uma despesa mais elevada para o Estado. Dez saíram da PSP e cinco de outras entidades públicas. Os restantes têm origens diversas (a consultora Deloitte Touche, um sindicato, os bombeiros de Colares ou uma empresa de revestimentos).
O primeiro a ser nomeado, ainda em 2009, foi requisitado ao PS, onde era motorista há anos. Chegou a fazer campanhas pelo partido e conduziu Ferro Rodrigues quando este era líder socialista. Mantém o ordenado do lugar de origem, sendo pago por dotação do gabinete do primeiro-ministro, uma prerrogativa que não se aplica a outros nomeados do sector privado.
Não se sabe ao certo quais os automóveis que estes motoristas conduzem nem quantos carros há ao todo ao serviço de José Sócrates, uma vez que o gabinete do primeiro-ministro não revela estes dados.
Mas sabe-se que há 448 automóveis na presidência do Conselho de Ministros, que, além da equipa de Sócrates, inclui a do ministro Pedro Silva Pereira. Recentemente, foi comprado mais um: um Mercedes S 450 blindado no valor de € 134 mil, especialmente dedicado a transportar altas individualidades estrangeiras.
Segundo noticiou o jornal Sol, a nova viatura deverá ser usada na Cimeira da NATO, que terá lugar em Lisboa a 19 e 20 de Novembro, para transportar o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso.
E isto quando apenas o primeiro-ministro e o seu chefe de gabinete têm direito, por lei, a viatura para uso pessoal, conduzida por um funcionário.
Em combustíveis, o gabinete de Sócrates prevê gastar € 436,70 por dia, o equivalente a um ordenado mínimo.
Numa resposta a uma auditoria do Tribunal de Contas (TC) publicada em 2007 sobre os gastos dos gabinetes dos primeiros-ministros entre 2003 e 2005 (Durão Barroso, Pedro Santana Lopes e José Sócrates), o actual chefe do Governo informou que "não atribui aos seus membros os benefícios suplementares de uso de viatura, cartão de crédito e pagamento de despesas com telefone móvel e fixo". Portanto, é suposto os 20 motoristas servirem apenas duas pessoas.
Enquanto em Portugal a lei não estabelece um limite ao número de automóveis para "uso pessoal" do primeiro-ministro, no Reino Unido o Governo impôs
restrições: quase todos os ministros perderam o direito a motorista e a viatura exclusiva, tendo sido aconselhados a deslocarem-se para o ministério em automóveis particulares. O Governo britânico anunciou ainda que nos próximos quatro anos vai reduzir 25% das despesas do Cabinet Office, que coordena a maioria da actividade da administração central. JUSTIFICAÇÕES...
Contactado pela SÁBADO, o gabinete do primeiro-ministro não respondeu à maior parte das questões, especialmente as relacionadas com a contratação dos 20 motoristas e com os gastos correntes. No entanto, garantiu que houve uma redução de 9,7% das despesas em relação a 2005.
Num primeiro email, adiantou um valor errado do orçamento para 2011. Num segundo email, reconheceu o erro, mas manteve a redução da despesa. No entanto, os valores usados pelo gabinete de Sócrates para o orçamento de 2005 referem-se supostamente ao orçamento com os reforços adicionados e com os cortes subtraídos, sendo por isso diferentes dos dados disponíveis no site da Direcção-Geral do Orçamento (DGO) e não sendo comparáveis com a previsão de orçamento para 2011.
Os assessores e adjuntos
Desde que foi reeleito, em Outubro de 2009, José Sócrates nomeou 71 pessoas para o seu gabinete. A maioria já trabalhava em São Bento há anos, tratando-se, na prática, de renomeações para formalizar a constituição da equipa.
O chefe de gabinete, Guilherme Dray, tem direito, por lei, ao salário mais elevado entre os que acompanham o chefe do Governo: € 3.547,40 ilíquidos por mês (o mesmo de um secretário de Estado) mais € 1.522,50 de despesas de representação num total de € 5.069,90 mensais. Se o OE for aprovado, a remuneração-base do chefe de gabinete de Sócrates desce 8,96%, para os € 3.229,40. No entanto, o despacho que nomeia Guilherme Dray não especifica se é, de facto, este o seu salário, uma vez que está em comissão de serviço e pode ter optado pelo seu vencimento de origem na Faculdade de Direito de Lisboa.
Não é a primeira vez que o homem que manda na agenda do primeiro-ministro se cruza com José Sócrates: Guilherme Dray foi seu adjunto no Ministério do Ambiente; e logo a seguir à vitória do PS nas eleições de 2005 foi nomeado chefe de gabinete de Mário Lino, então ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações.
A Venezuela foi um dos países que visitou mais vezes: acompanhou as negociações para a exportação do computador Magalhães e os negócios da Galp naquele país.
Em 2011, José Sócrates prevê gastar € 2,67 milhões só em despesas com o pessoal de São Bento. Em resposta à SÁBADO sobre as nomeações, a assessoria do PM apenas informa "que o número de lugares legalmente previsto para o Gabinete do PM é de 46, sendo que apenas estão preenchidos 44". Houve 71 nomeações publicadas em Diário da República.
A seguir a Guilherme Dray, a categoria mais bem paga nos quadros de São Bento é constituída pelos assessores: recebem € 3.015 (que devem descer para € 2.777,30 com o novo Orçamento), mais € 904 de despesas de representação, num total de € 3.681 brutos mensais. Ao todo, José Sócrates tem 10 assessores, o máximo permitido por lei, mas a residência oficial não forneceu à SÁBADO qualquer organograma, mapa de pessoal com remunerações, nem explicou por que razão o quadro de 10 assessores está preenchido, mas há três, além destes, com "estatuto equiparado a assessor".
Os adjuntos de Sócrates têm um salário 5% mais baixo do que o dos assessores. Luís Bernardo é o adjunto de comunicação e está na residência oficial desde 2005.
O gabinete de imprensa de Sócrates tem ainda um terceiro elemento, contratado a 4 de Dezembro passado: Teresa Pina, ex-jornalista da SIC.
No total, com todo o seu pessoal o primeiro-ministro gasta € 2,67 milhões - sendo mais de 10%, € 273.792, em despesas de representação.
Os eventos e os jardins
No gabinete do primeiro-ministro "não se gasta em publicidade ou eventos", explicou um assessor de imprensa de Sócrates à SÁBADO. Todavia, na resposta oficial, São Bento refere que "não recorre por norma a ajustes directos", mas aponta quatro excepções: "Aluguer de uma sala, aquisição de serviços de catering e de audiovisual e aquisição de bens para oferta a entidades estrangeiras".
Em Fevereiro deste ano foram pagos € 9.107 directamente do gabinete pelo aluguer do Pavilhão Atlântico para comemorar os primeiros 100 dias do Governo.
E, além deste, há outros eventos em que Sócrates é o protagonista, mas a conta é paga pela presidência do Conselho de Ministros (PCM). Foi o que aconteceu há cerca de um mês: a 20 de Setembro, o primeiro-ministro esteve no CCB, de manhã, para apresentar a Agenda Digital, um pacote de medidas na área das novas tecnologias. Aproveitou para deixar claro que a difícil conjuntura económica e financeira exigia dos decisores políticos "vontade firme" e "juízos claros" na definição de prioridades.
A PCM pagou, só para o aluguer do espaço e sem contabilizar outras despesas, € 17.727.
Mas José Sócrates não gasta só em espaços alugados, também investe na residência oficial. Em 2000, quando se tornou ministro adjunto de António Guterres e ganhou direito a ter gabinete em São Bento, uma das primeiras medidas que tomou foi a redecoração do seu gabinete. Admirador de design moderno, escolheu uma mesa Tokyo, da TemaHome, uma marca portuguesa de vanguarda, e um candeeiro de tecto de Ingo Maurer, o Birds, Birds, Birds, um clássico do design com uma série de lâmpadas com asas acopladas. Guterres adorou a remodelação: levava lá os convidados nacionais e estrangeiros para exibir a modernidade do gabinete. O espanhol José María Aznar foi um dos visitantes.Cinco anos depois, ao ocupar o cargo de primeiro-ministro, Sócrates não redecorou o gabinete, mas passou a investir em alterações e na manutenção da residência oficial.
Em 2009, já em plena crise, foram gastos € 33.950 em cuidados dos jardins, um pouco menos do que os € 44.100 gastos em 2008.
Para este ano, o valor da manutenção não consta da base de dados do Governo sobre ajustes directos, mas a 24 de Março foram pagos € 6 mil a uma arquitecta paisagista para "assistência técnica na área do paisagismo".
Já o valor gasto em arranjos florais para a residência oficial do primeiro-ministro triplicou de um ano para o outro: € 63 mil adjudicados para 2010 (€ 1.204 por semana), quando em 2009 o mesmo serviço custara € 19.200.
O interior da residência tem passado por sucessivos melhoramentos. Em 2008, gastaram-se € 11.341 na substituição da caixilharia da cave,
€ 4.959 na beneficiação da portaria e da esquadra da PSP e
€ 50.275 na instalação de painéis solares.
No ano passado, a remodelação e a substituição do sistema de abastecimento de água à cisterna e rede de rega do jardim custaram € 9.930,
o sistema de bombagem para recirculação e tratamento da água do lago € 12.826 e
a beneficiação das redes de água e eléctrica mais € 9.565.
No total, para os itens apurados pela SÁBADO, em 2008 foram gastos € 108.400 na residência, um valor que não consta das despesas do gabinete.
COMPARAÇÃO COM ESPANHA
José Luís Zapatero, presidente do Governo de Espanha, governa um país cinco vezes maior do que Portugal e, por ano, ganha menos € 20 mil do que José Sócrates.
Em 2009, antes dos cortes orçamentais, Sócrates recebeu € 8.010 ilíquidos por mês, incluindo as despesas de representação previstas na lei.
No mesmo período, Zapatero (que não tem direito a despesas de representação) recebeu € 6.570 ilíquidos mensais, ou seja, menos € 1.439 por mês do que o primeiro-ministro de Portugal (o valor do salário anual de Zapatero foi dividido em 14 prestações para ser comparado com o de Sócrates, pois em Espanha Zapatero só recebe 12 meses e não tem 13.º mês nem subsídio de férias).
Uma fonte oficial da embaixada espanhola em Lisboa explicou à SÁBADO que o Governo de Espanha é que paga as chamadas "despesas de representação" ao presidente do Governo, como refeições, hotéis ou deslocações, e que os ministros não têm direito a esses pagamentos extraordinários.
No caso de Portugal, o salário do primeiro-ministro é composto por duas parcelas: 75% do vencimento do Presidente da República, mais um abono mensal para despesas de representação no valor de 40% do respectivo vencimento. Mas não deixa de ser o Governo a pagar-lhe as deslocações e estadias oficiais.
Quando, em Maio deste ano, as agências de rating e os parceiros europeus obrigaram Portugal e Espanha a fazerem cortes, Zapatero reduziu em 15% o próprio salário e o dos membros do Governo, para justificar politicamente a redução de 5% do vencimento dos funcionários públicos.
No mesmo mês, Sócrates aprovou o chamado PEC2, com a concordância do PSD. Mas só depois de uma imposição de Pedro Passos Coelho aceitou cortar 5% no salário dos políticos. Nas entrevistas que deu a seguir ao anúncio do pacote de austeridade, o primeiro-ministro disse não concordar com a decisão, mas classificou a medida como tendo um "carácter simbólico" que resultava "da negociação com outro partido"
Agora, Sócrates prevê cortar mais 10% no seu salário (uma medida prevista no OE para 2011), mas, mesmo assim, continuará a ganhar mais do que Zapatero: no próximo ano, o primeiro-ministro receberá € 95.886 (incluindo despesas de representação) contra apenas € 78.184 brutos do chefe do Governo espanhol. São mais € 17.702 por ano, ou mais € 1.265 por mês (€ 6.849 mensais de Sócrates contra € 5.584 do espanhol).»

RESUMINDO:
EM OUTUBRO DE 2010
O GABINETE DE JOSÉ SÓCRATES
GASTAVA UMA MÉDIA DE 11.391 € POR DIA
O GABINETE DE JOSÉ SÓCRATES... DEPOIS OS MINISTROS(+16) E SECRETÁRIOS DE ESTADO COM SEUS RESPECTIVOS SÉQUITOS JÁ É OUTRA HISTÓRIA...
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Publicado por Alex à(s) quinta-feira, abril 07, 2011 0 comentários
NÃO HÁ DESCRIÇÃO, nem discrição
AS PREOCUPAÇÕES DE JOSÉ NA HORA H...
eles são maus... são muito maus
(E o que acham que José diz logo a seguir a cortarem o som?
Ora atentem lá nos lábios do homem... Parece-me que foi uma sorte terem cortando o som mesmo a tempo, nem o Pinheiro de Azevedo teve essa sorte.)
Depois disto desapareceu e só voltou 40 minutos mais tarde...
Terá estado à espera de que as gotas fizessem efeito?
Um dia negro...
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Publicado por Alex à(s) quinta-feira, abril 07, 2011 4 comentários
SERÁ SÓCRATES CAPAZ DE TER MENTIDO?
«O conselheiro de Estado António Bagão Félix acusou o Primeiro-ministro de mentir ao afirmar que a possibilidade de Portugal pedir um empréstimo intercalar antes das eleições não foi discutida na última reunião do Conselho de Estado.
Bagão Félix disse que só por surdez ou distracção é que o José Sócrates poderia ter dito que essa hipótese não foi discutida, acrescentando que, não sendo Sócrates surdo nem distraído, resta a hipótese de ser mentiroso.»
«Nesta troca de acusações sobre quem está a mentir, sucederam-se os alinhamentos:Em declarações à Renascença, António Capucho confirmou a versão do antigo ministro das Finanças: “Eu já disse publicamente e repito que cubro a parada do doutor Bagão Félix. Acho que ele está a falar verdade”.
Capucho diz que toda esta “lamentável” situação foi criada pelo Primeiro-ministro e acusa José Sócrates e o PS de estarem “de cabeça perdida”, de assumirem “atitudes que não são próprias de homens de Estado”.»
«Por sua vez, os socialistas Almeida Santos e Carlos César disseram que é o Primeiro-ministro quem tem razão.»
«Confrontado com estes dados, o antigo Presidente Mário Soares fez questão de lembrar que, no Conselho de Estado, a “regra de ouro” é a do silêncio.“Eu não vou falar do que se passou no Conselho de Estado, porque é regra que os conselheiros vão para ali para falar ao Presidente e não para o público”, disse Soares.»
In "Página 1"- 6 Abril,11
A Alice, cidadã honorária do País das Maravilhas, disse que todos têm razão:
Embora se possa ter falado da possibilidade ser pedido um empréstimo intercalar antes das eleições durante a última reunião do Conselho de Estado de Portugal, Sócrates não estará eventualmente a mentir porque:"na reunião de Conselho de Estado do país em que Sócrates vive, e que passa muito bem sem empréstimos desde que ele volte a ganhar as eleições, não se discutiu tal assunto que seria aliás completamente absurdo e até anacrónico, para usar uma expressão muito querida ao ministro dos Negócios Estrangeiros do país de Sócrates"
E já agora...
Um artigo curto expressa uma opinião clara:
O relato, de uma reunião supostamente secreta, era suficientemente vago sob o tipo de medida concreta e suficientemente claro sobre o facto de ter sido debatida.
Das quase duas dezenas de individualidades presentes ninguém, prudentemente, desmentiu.
Até que segunda-feira, à noite, o Primeiro-ministro disse, numa entrevista televisiva, que no encontro nunca ouvira falar de tal coisa.
Antes, José Sócrates esforçara-se por garantir que não havia um PEC IV, porque nunca houvera um PEC III, perante os dois entrevistadores boquiabertos.
Para o Primeiro-ministro, não existiam “sucessivos pacotes de austeridade” impostos aos portugueses porque a uns chamava "documentos de rotina" e a outros “antecipação das medidas do orçamento”.
Há muito que o Primeiro-ministro faz orelhas moucas às vozes de bom senso.
Bagão Felix diz que mentiu. Eu acredito que tenha dito apenas a sua verdade, cada vez mais longe da realidade.
À hora a que falava à RTP, os principais banqueiros concertados tinha já decidido não voltar
a comprar dívida. Porque não querem? Não, porque não podem!
Ainda assim, insistia que um pedido de ajuda não era inevitável.
Ao mesmo tempo, Carlos Santos Ferreira desmentia-o no canal do lado. E, ontem, foi a vez de Ricardo Salgado. Um empréstimo intercalar (seja isso o que for…) “é urgente já! E é grave senão for feito”.
Desta vez, todos ouvimos. Não foi numa reunião secreta. Foi à TVI!
Será, que o Primeiro-ministro ouviu?»
Graça Franco
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Publicado por Alex à(s) quarta-feira, abril 06, 2011 0 comentários
LIE TO ME
DIA DAS MENTIRAS,
O REAL GANA APRESENTA
UM "CASE STUDY"*

It is based on an in-depth investigation of a single individual, group, or event. Case studies may be descriptive or explanatory.

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Publicado por Alex à(s) sexta-feira, abril 01, 2011 0 comentários
FAZIAS-ME O OBSÉQUIO?
Ó Zé,
Queria pedir-te um favorzito:
se não te importasses, podias pedir a demissão do "governo de gestão"?
Uma vez que, segundo vocês, não podem fazer nada de nada, a malta que não vos grama - vulgo "os responsáveis pela crise / como puderam fazer isto ao país?" - escusava de continuar a levar convosco... Vocês vingavam-se e saiam mais cedo...
Isso é que era "porreiro, pá!"
É que isto assim não dá gozo, nem sossego.
Grata pela atençãozinha,
Alex.
post scriptum - e até fazia bem ao Teixeira, o homem só pode estar com um esgotamento.
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Publicado por Alex à(s) quinta-feira, março 31, 2011 2 comentários
A VERSÃO OFICIAL
O autocarro do Executivo entrou na auto-estrada da recuperação económica seguido pela camioneta do Grupo parlamentar do PS.
Hoje durante uma longa tarde na AR, hoje ao princípio da noite em S. Bento, uns e outros, parlamentares e executivo, contaram o que aconteceu:
- Nós entramos na auto-estrada, em bom andamento e tudo corria de acordo com o planeado, então desataram todos a vir contra nós fora-de-mão; parece que está tudo doido... tudo em coligação negativa...
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Publicado por Alex à(s) quarta-feira, março 23, 2011 11 comentários
A GOTA DE ÁGUA
Depois das inúmeras mentiras que valeram a um primeiro-ministro com "o rei na barriga" o cognome de Pinócrates, os últimos dias têm sido uma verdadeira lástima. Uma lástima não para Sócrates, esse aguenta na sua habitual pesporrência como se não devesse explicações a ninguém; uma lástima pela vergonha e pela real situação económica, não de Sócrates mas dos portugueses.
Depois de tanta "abertura para negociar até ao último momento", vem o outro lá de fora e diz que não há nada a negociar, que não é negociável, foi assim que se decidiu e está decidido; o governo português que meta a viola no saco...
24 horas depois... Veio um porta-voz do Manel (sim, o amigo Durão Barroso, amigo ainda não se percebeu muito bem de quem mas amigo) e disse (o porta-voz, não o Manel que já sabe muito desde que anda a trabalhar lá fora) que afinal não é bem assim, o Sr. Juncker, presidente do Eurogrupo, exagerou... Pode haver negociações, pronto, eles dão licença...
E podem dar à vontade, assim como assim ninguém está interessado à parte do executivo... Deixa, faz-se o jeito ao homem que ficou outra vez mal na fotografia.
Mas o que é isto?
Depois do buraco do BPN, escondido com o enorme rabo de fora, 2 Mil Milhões em trocos...
O Gabinete de Estatística da União Europeia quer saber onde e como foi aplicado o dinheiro das transferências do Estado para as empresas de transportes sem contrato de gestão, como a CP, a REFER e os Metros de Lisboa e Porto.
E quer saber porquê? Ora pois, lá vem mais do mesmo...
«Bruxelas põe em causa as contas do Governo português sobre o défice e pode obrigar o INE a incluir gastos com o BPN e empresas de transportes. Os novos cálculos podem levar o défice de 2010 ultrapassar os 8%.Quando é que isto pára?
O défice do ano passado poderá ser bem maior do que o que tem sido defendido pelo Executivo. Apesar do compromisso com Bruxelas ser de uma redução para 7,3%, o Governo tem insistido na boa execução, acima do previsto, e numa correcção para menos de 7%. Mas o caso do “buraco” do BPN e as contas das empresas de transportes ameaçam deixar o défice acima de 8%, mesmo com o dinheiro do fundo de pensões da Portugal Telecom. »
Não pára, pelo menos nos tempos mais próximos não pára.

Sob o belo relvado da residência oficial de S. Bento estende-se um queijo suíço.
E mesmo com o seu morador a receber ordem de despejo esta tarde podemos estar certos de que quando partir não levará o seu queijo esburacado consigo; Quem ocupar a residência que o vá desenterrando, e nós, todos nós termos de o comer.
Uma coisa vos confesso expondo o meu lado lunar:
Vivera eu longe daqui, ganhasse eu o meu sustento alhures, e aí pagasse impostos que me concedessem direitos acrescidos em vez de apenas contribuírem para diluir uma dívida em aumento exponencial, podem crer que me daria um certo gozo ver José passar hoje na AR e continuar a fazer das suas do alto do seu poleiro - é que gostava de ver como iria José descalçar esta bota.
Ainda que me doesse ver Portugal trucidado, gostava de ver José continuar a dizer que não precisa de ajuda externa, embora os juros dessa ajuda que nos chega semana sim, semana não, tenham hoje ultrapassado os 8% a cinco anos; gostava de ver José desenvencilhar-se para os pagar sem ser comido vivo na rua.
Gostava de ver José continuar a atirar com a responsabilidade da entrada do FMI na gestão de Portugal para cima da oposição - leia-se PSD - se a mesma lhe concedesse a hipótese de continuar a varrer os problemas que tenta ocultar para debaixo do seu próprio tapete esburacado.
José merecia continuar como primeiro-ministro; espero que Portugal saiba merecer melhor sorte quando for a votos.
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Publicado por Alex à(s) quarta-feira, março 23, 2011 0 comentários
APRES MOI LE DELUGE

"HÁ MAUS LÁ FORA..."
"HÁ TRAIDORES CÁ DENTRO... "
"O MUNDO ESTÁ CHEIO DE CONSPIRADORES..."
Para portugueses com falta de pachorra para ouvir o gajo chalupa que anda a fazer de primeiro-ministro desde o dia 12 de Março de 2005, tendo completado assim os seus 6 aninhos de estadia no poder no passado sábado, dia em que "o povo saiu há rua com a alegria que costumava ter, cantando se o rei faz anos que venha à praça para nos conhecer (José Cid)", fica o resumo do que ele disse ontem à noite:
("Depois de mim o diluvio"
frase erradamente atribuída a Louis XV
pois foi Sócrates I, O Tenaz, que a disse logo à nascença)
Assumiu-se como um desgraçado a quem toda gente faz a vida negra dentro e fora do país :
"há maus lá fora, e há traidores cá dentro. O mundo está cheio de conspiradores que põem em causa Portugal e a minha governação"
mas descansou os portugueses de duas formas:
1º - Não estamos em "crise política"
"ninguém na Europa acredita que Portugal cometa o erro de precipitar uma crise política"2º - Se vier o dilúvio ele cá estará para nos salvar

"Eu não sou dos que viram a cara às dificuldades, nem viro a cara à luta. Era o que faltava. Agora, o meu dever é fazer tudo o que está ao meu alcance para que o país não cometa esse erro de entrar em crise política e eleições antecipadas"Ok, José, um acto falhado... Para lutar pelo país estamos cá muitos
"Nessas circunstâncias cá estarei para lutar pelo PS porque sou o líder do PS e tenciono recandidatar-me"
"Se a Assembleia da República votar contra o PEC, não tem de votar a favor mas se votar contra..."Tradução:
Vá lá gajada, ó p'ra mim aqui tão querido a querer continuar a sacrificar-me como grande-primeiro, ó p'ra mim aqui a deitar-vos a escada... Então mas uma abstençãozita custa alguma coisa? Vocês lavam daí as vossas mãos e eu continuo para PEC5.
Então e relativamente a apresentar e informar Bruxelas das novas medidas incluídas no PEC4 antes de as apresentar na AR, ou seja, ao soberano povo português?
Ah bem, é que
"era importante apresentar as ideias em Bruxelas antes da
cimeira de chefes de Estado para ganhar a confiança de todas as Instituições".De todas? Quais todas? Então e os portugueses? E o P.R.? Então e a AR, não tem que se pronunciar sobre esta matéria? Primeiro dispara-se e depois pergunta-se quem lá vem?
Gajo, quem foi eleita foi a Assembleia da República... Eleições para a Assembleia da República, lembras-te?
Curiosamente 28 de Fev., 11 dias antes da comunicação, aos portugueses, do PEC4 o executivo falava assim:
Primeiro o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, e depois José Sócrates, admitiram hoje, na II Conferência da Reuters/TSF, em Lisboa, o cenário de atingir o objectivo do défice.
“Se a execução orçamental vier a revelar que são necessárias mais medidas, tomá-las-emos, mas, até ver, não temos indicação nesse sentido”, disse Sócrates, lembrando que a execução orçamental de Janeiro deixa o Governo ‘tranquilo’...” In Economía/ Público
E se Portugal tiver de recorrer a ajuda externa a culpa é "do PSD que deseja criar uma crise política".
What else?
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Publicado por Alex à(s) quarta-feira, março 16, 2011 0 comentários
JOSÉ SÓCRATES VAI À MERDA. (Post politicamente incorrecto)
Exmos. Leitores,
Abri este blog no dia 9 de Julho de 2007.
Desde então, por muito que me sinta indignada com o que se passa no meu país. nunca parti para o insulto; variadíssimas vezes dei a minha opinião - desagradável, desagradabilíssima mesmo - face às práticas do executivo de José Sócrates. Nunca, até hoje, utilizei linguagem menos própria em nenhum dos "posts" publicados. Aqueles que me conhecem bem talvez estranhem, por vezes até talvez tremam... Aqueles que me conhecem sabem que tenho o hábito de chamar os bois pelos nomes... E quando um boi não é apenas boi, é corno, há que lhe chamar corno. Quando um tipo merece que o mandem à merda é aí que merece que o mandem, não vale a pena entrar em paráfrases de falsos punhos de renda e mandar o tal tipo ao cócó.
O executivo, e a minoria situacionista - sim minoria, façam contas e somem, dividam, mas por uma vez percebam: o PS foi o partido mais votado mas não representa a maioria do povo votante - estão muito exacerbados com o discurso do Presidente da República, esse sim, eleito à primeira volta pela maioria do povo votante, em sufrágio directo.
Parecem o Américo Tomás a falar do futebol para afastar um ou outro tema do qual era uma chatice falar; e não se falava.
Agora fala-se do "novo pacote" e do discurso do Presidente da República.
Estou-me a passar.
Não, estou-me a passar com esta merda
O que é que querem, responsabilizar o Presidente da República pela manifestação convocada para amanhã?
Não, não vim aqui defender a posição do Presidente da República: o homem tem razão, leiam o seu discurso de Tomada de Posse se se derem ao trabalho e, de cabeça aberta se possível, verão que o homem disse o que havia a dizer, tardiamente mas disse.
Assumam-se e maldigam as redes sociais, maldigam o Facebook, instrumento manipulado pela malandragem que tomou de ponta este executivo e não olha a meios para levar a sua avante. Pois.
Assumam que estão mesmo à rasca, mesmo, sem ser para fazer graça ou aproveitar trocadilhos.
E se não estão à rasca deviam estar: pela primeira vez desde o dia 25 de Abril de 1974 está convocada uma manif. totalmente, absolutamente, à margem dos poderes institucionalizados, dos poderes partidários.
E também à margem do poder do Presidente da República, como é óbvio, como todos sabem. Todos, situacionistas, executivo, todos.
Os nervos vêem daí, o resto é conversa, histérica e estéril, de quem não aceita critícas nem perdas. Que raiva!
Após o 25 de Abril deram-se algumas, poucas, manifestações pluri-partidárias; a "Grande Manif da Alameda" foi convocada, à priori, "sem bandeiras de partidos", só nacionais. Não foi assim que depois aconteceu mas o espírito estava lá, no entanto as convocatórias foram partidárias, pluri-partidárias.
Se não estão à rasca deviam estar - deviam ter consciência do que têm vindo a fazer às pessoas; do que estão fazendo uma vez mais, sem que isso resolva coisa alguma.
Resolve, momentaneamente, as satisfações que há a dar ao Banco Central Europeu. E Só. Nada mais. Quem vende, e vende, e revende a Dívida Pública, quem compra empréstimos , com a taxa de juros a que nos têm sujeitado, sabe, ou devia saber num momento raro de lucidez, que não vai haver maneira de a pagar de acordo com o que se pretende fazer acreditar - "quem vier atrás de mim que feche a porta", diz o povo, e bem.
Se não estão à rasca deviam estar; se não estão é porque faz parte da praxis: "o povo que se lixe, eles sabem lá o que é que querem, estão a ser manipulados. Estas bestas ( o povo) não percebem que não há outra hipótese, que estamos a fazer o que é imprescindível?"
Durante anos ouvi, e disse, que o Presidente da República se calava, se calava demais, que não tomava posições, que não dava um murro na mesa.
Cavaco Silva não deu um murro na mesa, pelo menos ainda não deu.
Cavaco Silva chamou os bois pelos nomes, educadamente. Tomou uma posição e falou verdade. Aguentem-se. Não foi demagogia, não dourou a pílula nem, finalmente, optou por "não se meter no assunto". Falou verdade. Que chatice!
Cavaco apelou à juventude? Ainda bem, pois que apele, é bem tempo de que esta acorde, que saia da Playstation, do portátil, e de todas as outras coisas que ocupam o lugar do tempo dos futebois de Américo Tomás. E que berre e grite e esperneie e se revolte - com aquela revolta pura e verdadeira da qual só os mais jovens são capazes. Que se revolte contra o enfeudamento do seu futuro, das suas potencialidades, dos seus direitos por nascimento: nasceram pessoas livres e assim devem permanecer. Lutem. Berrem, porque quem tem uma dívida às costas como a que os jovens portugueses têm, tem todo o direito de berrar.
Apelou à juventude em vésperas de uma manifestação convocada, essencialmente, via Facebook? Pois foi, olhou à sua volta e viu o que ocorria; e falou; e dirigiu-se às pessoas.
Óptimo, ainda bem, até que enfim. Isto é falta de imparcialidade? Uma gaita, isto é dizer:
«Façam ouvir a vossa voz. Este é o vosso tempo. Mostrem a todos que é possível viver num País mais justo e mais desenvolvido, com uma cultura cívica e política mais sadia, mais limpa, mais digna. Mostrem às outras gerações que não se acomodam nem se resignam.»Isto é um mau conselho? É ser parcial? Na boca de Barack Obama soaria muito bem, na boca de Cavaco Silva é meter o bedelho intempestivamente.
"Isto é que é uma gaita, só faltava agora este gajo a dizer aos jovens que façam ouvir a sua voz, que mostrem não se acomodar nem se resignar... uma cultura cívica e política mais sadia, mais limpa, mais digna? Mas o que é que ele quer, não sabia continuar calado?"
Pois é José, é muit'a chato... que descaramento.
O José Sócrates não falou nem ouviu, não teve tempo, teve de ir prestar contas para Bruxelas. Azarito.
O José Sócrates nem sequer tem página no Facebook... Ou por outra, ter tem, mas não são bem dele, são-lhe dedicadas... Quem quiser que as procure, não quero entrar por aí, nem tenho tempo para isso.
O José Sócrates está chateado, acha que o Presidente da República não foi imparcial.
Pois não, não foi e não tem de ser. Não deve ser. O Presidente da República foi tão, ou mais, eleito quanto o primeiro-ministro.
O Presidente da República foi inconveniente para este executivo, foi parcial- tomou o partido do seu povo. Gaita!
O Presidente da República recorreu a dados oficiais, a declarações e análises do Banco de Portugal e, estruturadamente, colocou a realidade preto no branco.
O que digo não é cego nem sectário, não sou grande admiradora de Cavaco Silva - mas por razões que não vêm ao caso - do que vem ao caso digo que o homem falou verdade inconvenientemente;
e digo "finalmente", já o deveria ter feito, a sua responsabilidade nesta farsa advém do seu silêncio. Pois que não seja tarde para remediar a falta.
O José Sócrates está chateado. É natural, no lugar dele eu também estaria.
Estaria mais do que chateada, estaria à rasca.
O raio que o parta.
O José Sócrates escusa de se revoltar contra o Cavaco, escusa de insultar o povo manipulado, ignorante e estúpido.
A grande gaita não é apenas a "impopularidade" das medidas do novo pacote de austeridade - essas o Zé-povo até é capaz de as aguentar ( que remédio).
A grande gaita é que o povo ignorante e estúpido lê nas entrelinhas a impossibilidade de reaver a sua vida normal, o bom futuro dos seus filhos, o reconhecimento do seus direitos.
O povo ignorante e estúpido e manipulado sabe que está a ser sacrificado em nome de uma política descuidada, megalómana, idolátra, que foi varrendo para debaixo do tapete a realidade crescente de uma ruptura económica e financeira.
O povo ignorante, estúpido e manipulado dá mostras de estar revoltado por ter sido enganado, repetidamente enganado, por se ter deixado enganar. Finalmente.
O José Sócrates pode agarrar-se aos elogios de Bruxelas; pois que se agarre, pouco mais lhe resta a que se agarrar.
O Banco Central Europeu não tem de cuidar dos portugueses, tem de cuidar do Euro. E fá-lo.
O José Sócrates tem obrigação de cuidar dos portugueses, de Portugal. Não o fez, não o faz.
O José Sócrates cuida da sua imagem - ou julga que o faz - junto do BCE, junto da CE, junto da Tia Angela; luta por se manter onde está, pela sua soberania, que a de Portugal já era.
José Sócrates vai à merda.
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Publicado por Alex à(s) sexta-feira, março 11, 2011 4 comentários
MAS ESTE GAJO NÃO SE ENXERGA?
Citando José Sócrates a botar faladura hoje:
para não dizer muito bem»
«“Uma contribuição especial aplicável a todas as pensões, com abrangência e impacto semelhantes àqueles que tivemos este ano no âmbito dos salários da Administração Pública, nas pensões acima de 1.500 euros”, anunciou o ministro das Finanças esta manhã»
«O Governo vai voltar a propor a limitação dos benefícios e deduções fiscais e a revisão da estrutura das taxas de IVA, que não foram aplicadas este ano devido ao acordo com o PSD.
As medidas a tomar para concretizar estas metas compreendem, ainda, o congelamento do Indexante dos Apoios Sociais.
Será ainda realizada uma redução dos custos com medicamentos e subsistemas públicos de saúde, aprofundamento da racionalização da rede escolar, aumento da eficiência no aprovisionamento e outras medidas de controlo de custos operacionais.»
Quando é que estes gajos percebem que não podem continuar a extorquir o povo?
Quando se criarão neste país condições apelativas ao investimento e desenvolvimento?
Publicado por Alex à(s) sexta-feira, março 11, 2011 0 comentários














