
Hoje a minha muito querida Maria faz 18 anos
(à parte aquela mania esquisita de ser do Benfica,)
É uma pessoa invulgar, especial, especialíssima
Os 18 anos da Maria equivalem aos vinte e tal, trinta, de muito boa gente que anda por aí; atenção, não quero com isto significar que a Maria é uma miúda batida, vivida, sabida. O que penso não passa nem cruza essa vertente. O que desde muito tenra idade a Maria demonstrou, e manteve, é uma maturidade incomum, uma sensatez admirável, uma invulgar capacidade de superar o menos bom e de deixar transparecer o melhor, na vida, na personalidade, no relacionamento.
A Maria é uma daquelas raras pessoas para quem olhamos e em quem somos compelidos a confiar: tudo na Maria é franco, é autêntico, "é assim e quem gosta gosta e quem não gosta paciência", mais vale desgostar do que enganar.
Neste ponto é melhor ressalvar que a Maria não é santa nem sequer isenta de "lado lunar" (credo, longe vá a perfeição). É uma rapariga normal com qualidades importantes, e que vão rareando, com "pancas" e atribulações próprias. Um sentido de humor finíssimo, uma humildade discreta e nada servil, uma capacidade inata para apreender situações omitindo juízos levianos, fazendo-os na apreciação ética.
Tem a enorme vantagem, perante a vida, de saber tanto quanto possível o que quer e, mais importante aos 18 anos - quero dizer, sobretudo aos dezoito anos - também sabe o que não quer, q.b. Não se pode exigir mais, não se pode sequer pedir mais.
Minha muito querida Maria,
Que o vento te sopre sempre pelas costas e que continues a saber contornar, ultrapassar ou mesmo escalar as pedras que sempre pontuam o caminho da vida.
Que permaneças essa torre de força que encerra uma sensibilidade camuflada e a beleza mansa da sabedoria.
És uma Alma Antiga, sei que não te irás perder nos labirintos com que a aprendizagem da vida nos põe à prova.
Um abraço tão longo e apertado que até chateia.
Alex
Um abraço cheio de recordações para a João e para o Fernando,
hoje como há 18 anos.
Beijinhos nas bochechas da Alice e do Salvador
PS- a 26 de Setembro
Maria,
Não creio que tenhas sequer uma vaga ideia do quanto gostei de estar contigo - e com os teus pais, avó, amigos, e os teus irmãos caçulinhas - ontem à noite.
Sabes, é que quando somos "testemunhas" da vida das pessoas, sobretudo daquelas de quem gostamos muito, acabamos por sentir muitas coisas que elas sentem; e ontem foi uma noite de bons sentimentos, de emoções profundas, de amor verdadeiro no ar. E eu tive a bênção de lá estar.
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