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DEPOIMENTO: ACORDO A 50%

Ouvi dizer que essa coisa do "Acordo ortográfico" entrou hoje em vigor. Que fixe, deve de haver por aí um grupito de malta muito contente. Não sei por que lhe chamam "Acordo" porque a maioria das pessoas que vive em Portugal não se têm manifestado nada de acordo com a coisa mas está bem, cá por mim podem até chamar-lhe assobio .

Conforme tive já oportunidade de AQUI expôr com alguma clareza, perante muitas situações concretas estou-me completamente nas tintas para a lei - e se traço nessa atitude alguns limites não me advém tal sensatez da urbanidade mas antes da auto-defesa. Normalmente a minha rebeldia, chamemos-lhe assim para simplificar, não vai além de um interior desdém vagamente perceptível numa subtil elevação do canto direito da boca acompanhado por um silencioso "pois, está bem..." retido no pensamento. Há alguns "respeitos pela lei" que me fazem confusão de tão estúpidos que podem ser e esses, obviamente, ultrapassam-me o pensamento saltando para as palavras, ou para a acção. Paciência, sou assim, já não mudo, já passei a idade de ter hipótese de cura.
Quanto a esta coisa do tal "Acordo" nem tenho sequer a oportunidade de levar em consideração qualquer pensamento mais sério acerca do dito: faz-me cócegas no cérebro e desmancho-me a rir; já tentei e não consigo, o médico até já me disse para não forçar porque pode ser perigoso - já têm sido internadas pessoas com semelhantes ataques de hilaridade difíceis de suster.
(Não é que eu ache que a coisa tem graça, é demasiado perversa e consequente para isso mas felizmente não me dá para chorar)

Assim como há gente que "não joga com o baralho todo" - talvez seja o meu caso, não me recuso a admitir - também há gente que quer deixar de jogar com as letras todas, "é mais fácil" dizem nas suas fracas e pouco alicerçadas justificações que pouco mais argumentam para além do facilitismo e da "evolução" - como se alteração fosse sinónimo de evolução. Está bem, levem lá a bicicleta, a taça e as letras que tanto vos pesam de tão difíceis que são.

Aqueles que frequentam o Real Gana ou que por aqui dão um salto com um mínimo de assiduidade não terão a menor dúvida de que por aqui se escreverá sempre com as letras todas.
Mais: sejam os textos da minha autoria ou de outrem, retirados de jornais, revistas ou seja lá de onde venham, aparecerão por aqui sempre com as letras todas, escritos em português, não em acordês. Acordês Aqui Não. Evidentemente.

Porém...
Porém, e só para mostrar que não sou de pedra, que também tenho coração, resolvi fazer uma cedência e parece-me que sou uma querida, amorosa mesmo, ao fazê-lo: com aqueles que, por livre exercício da sua vontade ou no exercício das suas actividades profissionais, resolvam aderir à coisa passarei a expressar-me oralmente - e apenas oralmente - respeitando as novas regras da dita.
Sei que não vai ser fácil, será até ainda mais difícil do que fazê-lo por escrito (apesar dos que dizem que "é mais fácil") mas sei que acabarei por conseguir, é uma questão de treinar lendo os pasquins em voz alta tal qual lá estará escrito.
Vêem, queridos acordeses, como eu não sou do contra; até sou uma querida, ou não sou?
É uma espécie de acordo a 50%, aliás tal como vós, acordeses, o fazem: falam em português e escrevem em acordês - eu decidi-me pelos "outros" 50%, dirigir-me-ei a vós em acordês e escreverei em português - mas por favor não se riam, é que não será de mim que se estarão rindo...


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VIDA A SÉRIO, PESSOAS A SÉRIO

Fui passar o último fim de semana de Outubro até ao feriado de 1 de Novembro para o centro interior do país, ali mesmo ao pé de Pedrogão Grande.

Os fins de semana são sempre curtos e os que conseguimos prolongar mais curtos nos parecem: quando estava quase a tornar-se tangível a doce realidade que quase consegui reter soaram as trombetas do dia-a-dia e lá tive de me meter no carro para vir preguiçosamente direita a Lisboa.

As crianças fazem muitas vezes perguntas que envolvem o seu conceito - e nosso - de "Vida Real": se um qualquer actor é mesmo amigo de outro na "vida real" ou se um personagem como o Batman ou o Indiana Jones existiram mesmo na "vida real". Fico sempre um tanto perplexa perante perguntas que envolvem este conceito. No fundo, nós adultos, sabemos que há ali qualquer coisa que não corresponde ao conceito de realidade e, à medida que vamos amadurecendo, vamos deixando de utilizar a expressão.

O que tornou o meu fim de semana prolongado tão inesperadamente curto, foi o breve sabor a VIDA REAL que me proporcionou. Tal como quando estamos a dormir não tendo consciência de que o fazemos também só me apercebi da tangibilidade da Vida ali quando comecei a partir.
Por certo já aconteceu a todos; quando estamos muito cansados mal nos sentimos adormecer; horas depois somos acordados pelo despertador aos berros ficando completamente desorientados com a sensação de que dormimos apenas dez ou vinte minutos. Pois foi exactamente esta a sensação que tive ao cabo destes dias.

A realidade da vida não é o corre-corre do dia a dia, as tarefas que quotidianamente se repetem, as pessoas que encontramos porque "fazem parte do cenário", os caminhos entediantes que percorremos, as horas fixas para comer, dormir, tomar um café, amar, discutir, cozinhar, tomar banho e tantas, tantas outras coisas que demasiadas vezes são quase tudo. Sentir acaba por ter um significado imediato e, consequentemente, superficial.
Não há nada de errado nisto, sentir isto ou aquilo ao longo do dia é do que de mais humano existe mas acabamos por raramente nos sentir a nós, por dentro, bem a fundo, sem a interferência dos cenários e figurantes, sem ser em relação a isto ou aquilo, sem ser em relação a este ou àquele. Sentir a Vida.

Ocasionalmente lá temos oportunidade de viver a vida real; um bom fim de semana, umas férias diferentes, um dia especial...

Esses quatro dias foram assim.

O local e as pessoas que tive oportunidade de conhecer, com quem privei um bocadinho que me soube a pouco, não foram de forma alguma alheias a isso, muito pelo contrário, foram a sua essência. Ficaram no meu coração pela sua franqueza, generosidade incomum, disponibilidade. Que posso dizer? Seres humanos a sério, sem cenários nem cenas, sem complicações desnecessárias - simples e autênticos como a vida real.

Um pouco como um agradecimento, ou mais como um reconhecimento do privilégio de que tive a sorte de usufruir, e que deixei já com saudades para voltar, abaixo deixo um "mapa" para este tesouro, algumas das muitas imediações que estão ao alcance de uma saída tardia para almoçar e de um regresso a tempo de planear a noite.



Se vos consegui motivar a querer saber mais deixo-vos o link aos CASAIS DO TERMO para darem uma espreitadela
E se lá forem levem beijinhos meus a dois amigos que por lá fiz: a Senhora Dª Olinda e o Senhor Domingos Luís, não se irão arrepender.


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EXCESSO DE BAGAGEM

Não tenho vindo até aqui, há mais de uma semana que estou de férias, ao que parece...
Estou de férias mas ainda não me apercebi totalmente do facto, não nasci equipada com um botão de "ligar/desligar"; ainda não me compenetrei de que esta espécie de limbo em que me tenho vindo a movimentar durante esta última semana, corresponde àquilo a que se designa por "férias"; mais de uma semana já passou como um "click", um "click" estranho, em câmara-lenta, e só hoje consegui acordar a uma hora "normal" para férias, só agora começo a desligar o "despertador" da ansiedade, do medo de acordar tarde.

Começou pela saída de casa que foi uma perfeita loucura: um dia estava a trabalhar, a saltar de um lado para o outro fazendo mil coisas necessárias, a entrar e a sair do carro como se brincasse às ventoinhas; no outro, sem transição ou 24 horas de sossego mínimo, estava a atirar com tralha para dentro das malas tentando convencer-me de que tinha uma noção suficiente do que estava a fazer. As roupas, ou sapatos, as bugigangas e artigos de higiene, meus e da criança, as duas mochilas de "brinquedos imprescindíveis", a comida do cão, as tigelas, a escova, os ossos, os medicamentos - dele e meus e da criança e para os imponderáveis acontecimentos.
Lá pelas sete e muito da tarde, depois de assegurar a sobrevivência das plantas, dos peixes e dos pássaros, deixei-me convencer pelos olhos silenciosos do meu filho a partir, exausta.
Parti depois de um enorme e sincero abraço: "Sempre vamos agora mãe? A sério? És a melhor mãe que existe"

Isto de "ser a melhor mãe que existe" tem custos...

Quando abri as malas e comecei a arrumar as tralhas nos armários verifiquei, sem espanto, diga-se, que tinha rebocado comigo um conjunto de espécimes citadinos nada a propósito e que a maior parte daquilo que realmente me faz falta ficou em casa à minha espera. Creio que é o que se poderá chamar um bloqueio do quotidiano. Paciência, ninguém morre disto.

Mas esta coisa das bagagens e das tralhas que transportamos connosco fez-me pensar...

Ao longo da vida vamos acumulando bagagem - alguma, mais cedo ou mais tarde, deixaremos quieta num canto, esquecida ou preservada, outra porém transportamos connosco, sempre, por vontade ou por hábito, por necessidade ou afecto, consciente ou inconscientemente.

Uma coisa é inegável: a bagagem pesa.

Algumas das "coisas" que transportamos têm o peso reconfortante dos cobertores numa noite fria do pino do Inverno ou oferecem-nos a segurança de uma botija de oxigénio extra quando mergulhamos nas profundezas, sejam estas quais forem; outras ainda trazem-nos à memória o peso doce de um filho adormecido ao nosso colo.
Mas muita da "bagagem" que transportamos connosco sobrecarrega-nos com pesos que nos recusamos a largar como se ao fazê-lo estivessemos a cometer alguma espécie de traição, a nós ou a outrém, ou ainda algum acto irracionalmente incauto. O que teimamos em não querer esquecer, o que nos recusamos a deixar partir, o que atiramos para detrás das costas mas retemos por lá arrumadinho numa mochila invisível.
O bom e o mau que compõem as 365 páginas de cada ano da nossa vida, umas mais preenchidas outras quase em branco, estão lá, no nosso livro, impressas sem rasuras ou emendas; depois podemos dar-lhes as voltas que quisermos, reescrever capítulos inteiros, inventar outros desfechos, adicionar ou retirar personagens - mas é bom que tenhamos em mente que se trata de outras páginas correspondentes a outros dias, o que ficou para trás "não se perde nem se ganha, apenas poderá transformar-se", a maior parte das vezes uma transformação meramente ilusória; na vida, como em quase tudo, a transformação advém da evolução, não apenas de um acto de vontade.
Muita da "bagagem" que transportamos com tanto apego feito de amores, ódios, saudades, medos, vitórias, palavras por dizer e outras que gostaríamos de ter calado, e de milhentas outras nuances de vida, são na verdade pesos mortos que muitas vezes nos arrastam o passo, nos retêm em terra, povoam os nossos sonhos ocupando o espaço do "mais longe, mais alto".
Na vida os "ses" pouco ou nada contam, apenas servem, na melhor das hipóteses, como exercícios de raciocínio criativo.

Não é útil nem eficaz sobrecarregar-mos a alma com aquilo que já não faz parte de nós. E a questão é exactamente esta: abrigado em nós ou deixado algures, em algum recanto do caminho, largado com desprezo ou depositado com todo o carinho, tudo o que vivemos até ao momento presente faz parte da nossa vida, para o melhor e para o pior, não desaparece, não é apagado. Se é importante, recordado ou esquecido, estará entranhado em nós, se pelo contrário, não passa de uma gota de água no oceano será diluído e insignificante, ainda que exista.

O que faz hoje parte de nós é feito do pedaços da nossa vida, claro, mas não precisamos de nos sobrecarregar transportando-a permanentemente connosco.

Não trairemos o nosso amigo se deixarmos partir o momento em que nos vimos pela última vez nesta vida.
Não esqueceremos as palavras que precisávamos ter dito sobre um qualquer assunto que nos parece inacabado.
Não reporemos a justiça onde esta faltou no dia em que sentimos uma revolta surda que ainda nos mói o coração.
Os nossos amigos, os que o são, serão sempre nossos , por muitos telefonemas que não façamos, por muitas ausências que tenhamos, por muitos anos ou vidas que se entreponham;
Os outros, os que se vão esfumando, deixemo-los ir sem mágoas, guardemos as páginas que nos deixaram e fechemos o livro.
E mais quantas enumeradas situações que ensombram a nossa Paz de Espírito, enublecem a nossa alegria, inquietam as nossas noites despertas.

Tudo estará lá, no livro da nossa vida, no dia em que precisarmos, não é necessário viajarmos com a "biblioteca às costas"; 365 páginas por ano é muito volume, basta-nos um pequeno caderno em branco para irmos preenchendo a cada dia, com palavras novas. E liberdade de Ser
O resto... o resto é espuma e pó.


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COINCIDÊNCIAS E COEXISTÊNCIAS

Faz hoje exactamente 30 anos... Mal posso acreditar. Apercebi-me quando li que já passaram 30 anos sobre o atentado contra o Papa João Paulo II em Roma

Há coisas que nos ficam gravadas na memória nem sabemos bem como ou porquê; o 13 de Maio de 1981 foi um desses dias, lembro pormenores com uma clareza tal que "é impossível" que repouse sobre elas 30 anos de pó da vida.

Esse dia, por razões mais pessoais do que aquelas que não me importo de expor aqui, evoca-me na memória aquela teoria, suponho que demasiado optimista mas ainda assim suficientemente atraente para que pensemos nela com alguma seriedade, dos "seis graus de separação" ("Six degrees of separation").

Talvez estejamos de facto muito mais perto uns dos outros do que supomos, talvez existam de facto entre as pessoas ligações que são estranhas às leis da física tal como as conhecemos. Obedecerão a leis essas ligações, não penso que não, mas não as dominamos, não suspeitamos sequer de como poderão influenciar as nossas vidinhas, de como nos acompanham ao longo do tempo manifestando aqui e ali a sua presença de forma tão subtil que dificilmente damos por elas.

Há pouco, como há 30 anos, num momento tão subtil quanto um pensamento fugaz, por alguns minutos, talvez nem isso, a separação entre "realidades" desfez-se como se um breve raio de luz tivesse galgado as nuvens espessas do espaço-tempo para brilhar só um instante e todos os "graus de separação" se fundiram num niilismo intangível. Este momento só existe para mim, em mim, só eu é que o Sei. E Sei.
Felizmente não estava demasiado ocupada, ou atenta, ou desatenta, o ensonada, ou vigilante. Estava apenas, o que é raro. E, ao conseguir parar um pensamento, que nem sei se era meu, se apenas me atravessava a mente, surpreendi aquele pequeno raio de luz fora do seu mundo atravessando o meu. Olhei o relógio de parede... 30 anos... exactamente. Outra vez.


Agora apetecia-me recostar-me no meu sofá envolvente, encolhendo as pernas e afundando as costas, pegar num livro escrito por um Mestre muito sábio que tivesse por título: "O Sentido de Humor das Coincidências" mas não sei se já foi escrito.

Se algum dia eu for um Mestre sábio vou escrevê-lo.


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DE QUE VIVE O REAL GANA?

Já não é a primeira vez que para aqui transcrevo comentários ou "e-mails" que recebo quando acho que faz sentido - desde críticas de quem me considera sectária ou pior a comentários a algo que escrevi e que me parecem demasiado pertinentes para que os deixe apenas na "caixa de comentários" e/ou aos quais quero responder de uma forma mais cuidada.

Desta vez um amigo enviou-me um "e-mail" com meia-dúzia de palavras simpáticas acerca deste blog; isto ocorre de vez em quando e, obviamente, não me passa pela cabeça vir a correr prantar aqui palavras só porque me sabem bem, a questão não é essa. A questão é que comecei a responder-lhe, de forma muito pessoal e, quando ia enviar-lhe a resposta, apercebi-me de que esta continha as razões, e as emoções, que estão subjacentes à existência e sobrevivência do Real Gana.

E achei que fazia todo o sentido transcrever tudo para aqui;

No fim de contas o Real Gana não é uma colectânea de escritos objectivos e impessoais tendo por fim a "Informação", muito pelo contrário, é uma manifestação humana sem pretensões jornalísticas, muito pessoal e, essencialmente, subjectiva, acerca de múltiplos assuntos - pessoais e sociais - privilegiando a comunicação, o livre exercício da opinião, o desabafo, a abordagem crítica, o aplauso, a brincadeira, o transbordar emocional, a manifestação de amizade, a transmissão de agrados e desagrados, etc. Numa frase, é a passagem à escrita, por gosto e vontade, de uma pequena parte dos pensamentos e emoções de um ser humano em comunicação com outros.

Porquê fazê-lo e porquê da forma como o faço?
Está tudo, numa dúzia de linhas, aí abaixo.
Obrigada por passarem por aqui, não é fundamental mas é muitíssimo mais agradável saber que há alguém do outro lado que passa por aqui, e muitos que passam e voltam.


From: J-------->
Subject: Re: Real Gana - UMA CAMPANHA ALEGRE

To: "Alex"
Date: Saturday, 23 April, 2011, 9:38


Alex,
Este teu blog está magnífico. Trata tudo com graça sem se perder a noção de que se está a escrever a sério. Muito bom
Bjbjbjbj
EU

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Obrigada, é reconfortante "ouvir" isso.

Este blog funciona como um escape: faz-se de um tempo que reservo para mim, sem filho, trabalho, mãe, cão, casa, supermercado, escola, etc., permitindo-me ficar em casa e ir cuidando o que deve ser cuidado, por mim, não por uma baby-sitter ou empregada, e mantendo-me livre das merdas a que nos expomos quando "andamos por aí" em busca de um escape.

Por outro lado mantém-me em contacto com a vida fora do casulo, mantém-me a cabeça a trabalhar e o hábito de escrever em dia, coisa que, como sabes, gosto de fazer desde caçula - o que não se usa perde-se.

Quanto às "graças a sério", está-me na massa do sangue, venho de uma família de humor irónico, por vezes sarcástico, e é assim que enfrento a vida, que dissipo as nuvens cinzentas tentando não me deixar afundar no queixume e no desanimo quando a coisa não está fácil - e a coisa não anda nada fácil... Acho que é por isso que escolhi para "capa" deste blog uma foto que tem um arco-íris para lá do muro, e uma escada encostada ao muro...

Detesto o cinzentismo, o conformismo, a fatalidade, a congeminação dos problemas e da infelicidade - tudo isto me faz falta de ar, literalmente; preciso brincar com a adversidade, é a minha forma de a torpedear, de a chutar no cu para longe. Não é uma fuga e uma maneira de viver
Quem não perceber isto acerca de mim estará sempre a léguas de me conhecer.
Felizmente tu percebes
E é bom "ouvir" palavras destas vindas de ti, que não és parvo nem bajulador, que não és cinzento nem conformista, que sabes brincar com o teu "lado lunar" com aquele ar garoto de quem nem sonha que existe um lado lunar obscuro... só curtas fases de Lua nova.

Bêjus.

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HOMENS...

Hoje o LR tinha um "trabalho de casa" um pouco complicado e estive a ajuda-lo para que ficasse feito antes da meia-noite. O duche atrasou e atrasou o jantar.

Antes de, finalmente, ir para a cozinha dar conta de um desgraçado frango morto e desfiado, enfiei a cabeça entre o LR e o Canal Disney e fiz-me ouvir a custo:

-" Vai tirar a tralha de cima da mesa e arrumar a mochila que dentro de cinco minutos tenho o jantar pronto".

Atirei com o bicho desfiado para uma saladeira, misturei uns verdes, umas batatas palha de pacote, uns cubos de queijo pré-cortado e umas amêndoas, dei-lhe duas voltas com molho de cocktail e já está.

Quando voltei à sala, de saladeira na mão, a tralha continuava em cima da mesa e o LR impávido e hipnotizado pelo Canal Disney.
Rosnei:

- "Eu não te disse que demorava 5 minutos para trazer o jantar? Olha-me esta mesa..."

Ainda impávido e sem desviar o olhar da TV responde-me o Infante:
- "Julguei que isso dos cinco minutos era retórico..."

Retórico?!?!

Ele lá se mexeu, a custo; eu voltei à cozinha em busca de pratos, talheres e afins.
Posto tudo na mesa reparei que entre os afins não constavam copos nem água... Mais uma voltinha.

Quando regressei o bom do Infante tinha-se sentado à mesa, pegado no garfo e preparava-se para dar conta da salada de frango. Não me contive:

- " Ouve lá ó cavalheiro, eu ainda não me sentei e muito menos comecei a comer..."

- " Tens razão mamã mas eu não estou a comer, estava só a saborear e digo-te, está di-vi-nal; uma salada feita por mãos de deusa... Di-vi-nal! Vá senta-te que vais gostar."

É mesmo macho, não há dúvidas.

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O "ÍNTIMO E PESSOAL" E O "PRINCÍPIO ENTRÓPICO"

Ultimamente mais de uma ou duas pessoas me disseram que faz tempo que não publico por aqui nada de pessoal, nenhum daqueles "posts" que na "Blogoteca" do Real Gana, aí do lado direito, se encontram sob as etiquetas "Sobre mim", "LR", "Os meus amigos", "Caminhos", "Pensamentos" e talvez outras de que não me lembro de momento e não vou agora à procura.

Pois eu sei, é verdade, não estou distraída. Há várias razões pelas quais isso acontece ou, talvez melhor dizendo, não acontece.

Primeiro, a grande maioria das vezes que escrevo sobre questões pessoais, faço-o porque aquilo de que falo não se prende exclusivamente comigo; aspectos da vida, da amizade, das relações humanas e sociais, conversas que presencio, etc., que reflectem e se prendem com a vida de todos nós, dos amigos aos filhos, dos sentimentos às recordações, do maravilhamento à indignação, e tudo o resto que nos faz humanos.

Depois, mais raramente, escrevo sobre, e para, os meus amigos ou pessoas que passam pela minha vida. Faço-o para eles, meus amigos, e para mim, deixando uma marca expressa daquilo que até então era apenas sentido e recordado. Pela mesma razão escrevo sobre e para o meu filho, para que fique escrito, para que ele venha a ler, porque lhe acho graça e porque me derrete.

Por último há o que escrevo exclusivamente por mim, interessante ou não para quem por aqui passa, trata-se fundamentalmente de uma forma de comunicar com aqueles que me são próximos, íntimos, dando-lhes "notícias" do que me vai na alma, dentro dos limites do que considero "publicável" - sem franquear as portas da minha vida, exponho aquilo que considero humano, verdadeiro, característico de mim. São exercícios de exteriorização dentro dos limites da privacidade. Porque me apetece, porque sim, porque me dá na real gana.

Então e ultimamente?
Pois ultimamente não me tem dado na real gana.
A forma mais simples que encontro para (me) explicar este rarear de "posts" mais pessoais é o Princípio Entrópico. A sério.

Se não travarmos uma batalha diária, ou quase diária, a entropia dá conta das nossas vidas, do meio que nos rodeia, das nossas relações, da nossa saúde física e mental.
Se não colocarmos a loiça na máquina, e o detergente, e não carregarmos no botão, veremos o caos, em pleno acordo com o princípio entrópico, tomar conta da nossa casa em dois ou três dias. O mesmo é válido para tudo o resto.

Há coisas que outros podem fazer por nós mas temos de ser nós a gerir essa delegação de tarefas, nem que seja na comunicação do que desejamos, na supervisão, no reconhecimento ou tão apenas na prontidão de um ordenado; outras coisas, menos frugais, teremos de ser nós a controlar, a manter sobre os carris da vida.

A minha vida é, habitualmente, uma correria; não que isso me agrade por aí além mas também não é dramático, é assim.

Muitas vezes sinto-me como uma torre, de diâmetro considerável, isto é, abrangendo vários "tipos de terreno", permanentemente a restaurar os seus blocos para não ruir - recaíndo sobre os "edifícios anexos e próximos" - ou, pelo menos, para não abrir brechas complicadas.

Tento, dentro das folgas que conquisto à entropia circundante, e até interior, salvar algum tempo para parar de correr. Não para parar, esse tempo durmo-o, mas para parar de correr, abrandar o ritmo. (O tempo que uso escrevendo neste blog faz parte dessas folgas da correria).
Os abrandamentos têm de ser cuidadosos para não virem a gerar "sprints", às vezes englobando "barreiras" e "corta-mato", em correrias infernais e desgastantes.
Também as faltas de abrandamento, físico e emocional, têm consequências similares: o desgaste resultante é idêntico. Abrem-se brechas, a fragilidade domina, o perigo de ruir espreita.
Este equilíbrio entre "o restauro continuo" e o abrandamento - para já não evocar o descanso - é fundamental. E é difícil.

O que é que tudo isto tem a ver com o conteúdo mais pessoal dos meus "posts"?

No que está fragilizado não se mexe. Reforça-se, repousa-se mas não se agita.

A dada altura, não sei exactamente quando, devo ter confundido a minha capacidade de "corredora de fundo" com a possibilidade de viver em "sprint".
Foi a exaustão, claro. Mas continuei...

De repente apercebi-me de que me sentia mal, de que vinha a sentir-me mal sem ligar a devida importância ao facto. Havia muito para fazer, para além do trabalho e das rotinas diárias, muitas frentes de "combate entrópico"; meteu-se o Natal, as azafamas costumeiras e as acrescidas, o "não dá para parar agora". Mesmo com a chegada das férias escolares da época, o que sempre alivia o vai-vem, os horários e, sobretudo, a imprescindível hora da alvorada, mesmo assim o meu nível de energia continuava baixo e a luta contra o caos tornava-se mais pesada do que o suportável.

Creio que o último "post pessoal" que aqui escrevi, talvez o único dos últimos dois mêses - Votos de Ano Novo - começava com um pedido de desculpas aos meus amigos que me telefonaram, ou de alguma forma me procuraram pelo Natal, amavelmente, carinhosamente, e que esbarraram com uma parede de silêncio, sem respostas e telefones desligados.

O virar do ano não foi melhor, pelo contrário. Por razões que não vêm a propósito houve que superar algumas provas amargas ainda que imprescindíveis ao fechar de assuntos longamente arrastados e definhados.

Até que um dia, sabe-se lá porquê, sentindo um cansaço que não tinha descanso, o corpo a pesar-me arrobas e encontrando-me no espelho com mais dez anos do que há um mês ou dois, medi a tensão arterial... Foi o pânico. Pânico!
A sistólica a bater no 10 e diastólica a rondar o 17/18... Eu, habitualmente hipotensa. E não, desta vez não se tratava de um pico de tensão motivado por uma situação isolada e identificável, os valores mais baixos batiam nos 9/16, continuamente.
Travões a fundo.
Não sofro de medo da morte mas sofro, mesmo racionalizando, de angustia de mãe de uma criança pequena
Parou, que se lixe a taça.

Como disse atrás, o tempo que passo escrevendo neste blog faz parte das folgas na correria quotidiana. Sento-me frente ao computador e concentro-me noutras coisas que não a rotina, o que há para fazer, o que preciso de tratar, etc. Treino as célulazinhas cinzentas, treino a escrita, o raciocínio, alheio-me de tarefas e obrigações.
As polítiquices, as pouca-vergonhas deste nosso país, e de outros, as questões sociais e outras que são do foro externo, não pessoal mas comum, ocupam-me a cabeça, até as emoções, mas deixam o meu foro íntimo em paz. E esse, mais do que alguma vez, eu quis deixa-lo em paz, uma paz verdadeiramente imprescindível - não mexe mais para não aumentar a entropia, "em absoluto acordo e respeito pela segunda lei da termodinâmica".

Agora, chegada aqui, a este momento, a esta linha, encontro-me neste "post muito pessoal".
Ainda não me refiz do susto. Reentro pela vida com pés de lã sabendo que não posso continuar a protelar o meu bem-estar em nome das urgentíssimas ninharias que nos comem a vida, se deixarmos.

Agradeço a quem me entendeu, a quem me deu tempo, a quem me dá espaço, a quem me dá a mão.
Não tenho ainda vontade de sair por aí correndo nem me parece que fosse grande ideia mas, se bem me conheço, não tarda vou sentir falta de um Rock'n Roll.

Keep rocking
Keep rollin'


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VOTOS DE ANO NOVO


Este ano, nas horas que antecederam a Noite de Natal, fiz uma coisa muito feia: em desespero de tempo e cansaço meti o telemóvel numa gaveta, virei costas e nunca mais me lembrei de semelhante objecto.
Ontem, porque saí, fui busca-lo e assustei-me com o número de chamadas não atendidas e de mensagens... Senti-me mal... Hups! Desliguei o bicho e meti-o na mala para o caso de precisar dele.

Só hoje voltei a olhar para o acusador objecto como quem pega num assunto sério a que tem de dar solução. Mas não está fácil...
Estive, finalmente, a ouvir as minhas mensagens de Natal...



Desculpem-me os meus amigos telefonicamente abandonados, e não só porque o pessoal dos e-mails também não teve muito melhor tratamento, mas este ano faltou-me o tempo, a cabeça e, confesso, até o meu habitual espírito natalício.

(Vou ligar-vos, um a um, nada de SMS's em série, dêem-me um desconto...)



Então fiquei aqui sentada a pensar nos votos de Natal, nos desejos de Ano Novo que ouvi...
E os meus?


Pela ordem mais aleatória que se possa conceber começaram a vir-me à cabeça uma dúzia de desejos de Novo Ano


Que todos os Mr, e Ms, Scrooge do mundo tenham encontros com os seus fantasmas passados, presentes e futuros todas as 365 noites do ano ( e em 2012 lhes aconteça o mesmo na noite de 29 de Fevereiro)

Que o José se vá embora que estou farta dele e desconfio que não sou só eu

A paz mundial, claro, para que as "Misses" de todos os tempos vejam finalmente os seus sonhos realizados. E eu também ficava contente, confesso.

Que os gajos que batem nas mulheres sejam todos apanhados numa esquina e que levem um valentíssimo enxerto que culmine numa violação feroz. (não nunca nenhum gajo me bateu mas a coisa enoja-me)

Que todos os gajos e gajas que maltratam crianças, seja de que forma for, sejam apanhados numa esquina e que levem um valentíssimo enxerto que culmine numa violação feroz. (não, nunca fui maltratada mas a coisa enfurece-me)

Que todas as associações que cuidam, de facto, de crianças tenham os meios económicos e humanos para o fazer

Que todos os gajos e gajas que maltratam animais, seja de que forma for, sejam apanhados numa esquina e que levem um valentíssimo enxerto e os deixem fechados numa jaula uns com os outros

Que todas as associações que cuidam, de facto, de animais tenham os meios económicos e humanos para o fazer

Que os terroristas islâmicos entrem todos no paraíso
Os terroristas não islâmicos se encontrem com os islâmicos no paraíso

Que todos os velhos possam viver os seus últimos anos de acordo com a dignidade com que viveram a sua maturidade

Que Justiça se passe sempre a escrever com maiúscula e que Portugal seja pioneiro

Que ganhem vergonha e juízo e mandem "Acordo ortográfico" para casa da mãe


Que a comida que existe no mundo seja melhor distribuída

Que os solos aráveis sejam arados e não se tornem campos de golf ou outras maluqueiras

Que os meios clínicos - técnicos, estruturais e humanos - sejam disponibilizados a todos os seres em função da gravidade e sofrimento inerentes à sua condição

Que a Educação e o desenvolvimento cultural sejam entendidos como bens de primeira necessidade à evolução da espécie humana e não apenas "direitos fundamentais" declarados e ultrapassados.

Que todos os Amigos se revelem de acordo com o que realmente são

Que a sorte proteja os audazes e desnude os cobardes,
que ilumine os solidários e confronte os egoístas

E todos os outros desejos,
ideias e sonhos
que só me assaltam
quando estou quase a adormecer


Para mim? Ora, nada de especial;

que:

o meu filho seja feliz
a minha mãe seja feliz
os meus amigos estejam bem
e "os outros" não me venham à memória
mais tempo para ler
e para os amigos
mais energia
mais dinheiro
rejuvenescer em alegria
uma grande quinta com uma casa, um hotel e uma vinha e cavalos
5 cães, dentro de casa
um zoo doméstico lá fora


um orfanato-escola
boas pessoas para lá trabalharem




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AO VIRAR DO DIA

HOJE FOI ASSIM.



AMANHÃ...
É JÁ ALI, AO VIRAR DO DIA

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“O homem que aspira à perfeição moral, ocupa-se da virtude;
o homem sem ética pensa apenas nos seus direitos e benefícios.”
Confúcio


Liderança é uma combinação de estratégia e carácter.
Se tiveres de ficar sem um deles, que seja sem a estratégia.
(Gen. Norman Schwarzkopf)


UMA NOITE REVIVALISTA

Ontem fui para a cama a cair de sono (mas mesmo a cair de sono), não tive sequer coragem de fazer o "lanchinho da manhã" para o meu filho morder durante o intervalo das 10 horas - presenteei-o com uma embalagem de cereais XPTO daquelas com que as criancinhas se lambuzam nos anúncios dirigidos a mães modernas ( e preguiçosas) e vai disto.

Lavei os dentes, meti-me lençóis abaixo ao som da Euronews - queria ver o boletim meteorológico que é curto e certeiro - e em menos de 5 minutos carreguei no botão mágico, sorri para o quentinho e para o silêncio.
Mas de repente... PLIN! Pois, PLIN!. Olhinhos bem abertos, plin-plin.
E comecei a pensar em comida... a virar-me, a revirar-me... a pensar em coisas chatas...
OK. Carreguei outra vez no botão mágico, sentei-me, acendi um cigarro e comecei o "zapping" idiota. "Zapping" 1, ascendente, "zapping" 2, descendente... Hups! O que é isto?

Era o Scolari abraçado às bandeiras, a portuguesa e a brasileira, no meio do campo a chorar como um miúdo; o Scolari abraçado ao Ricardo, aquele fabuloso guarda-redes que tirou as luvas e se foi a ela; o Scolari aos pulos de braços no ar a correr de cá para lá ao longo da linha lateral como se fosse um enorme urso enjaulado.
Ah, bons tempos...

Eu gosto muito do Scolari. Além de ser um treinador e pêras é homem que sabe assentar um tabefe bem a tempo em fedelhos malcriados, e sabe dizer o que pensa, e sabe fazer uma equipa acreditar em si e um país acreditar nela e até, por um tempo efémero, acreditar em si próprio.
As imagens do Scolari levaram para longe as reviravoltas e os pensamentos chatos, levantaram-me os cantos da boca e fizeram-me saudades... saudades do Scolari, saudades do tempo em que os portugueses tinham algumas alegrias, nem que fosse só nas semanas em que estávamos a jogo.

Mas havia outra coisa que me estava a chamar a atenção, não eram só a imagens que me absorviam... a voz em off... Raios, eu conheço esta voz, esta entoação (tudo isto decorria tendo a RTP2 em pano de fundo) .
Elevei um pouco o volume do som quase inaudível e ouvi uma conversa informal entre dois homens, um português e um brasileiro, sobre o Scolari, as emoções, as distâncias e as proximidades, as mútuas influências entre Portugal e o Brasil. Logo mudou a imagem e apareceram dois tipos sentados a cavaquear no conforto tropical de uma sala envidraçada e mobilada com bambus. Um era um jornalista brasileiro que desconheço, o outro era o Carlos Fino.O Carlos Fino, na RTP? Hum...
Eu gosto do Carlos Fino. E sorri outra vez.

Tive saudades do jornalismo informal do Carlos Fino, da espontaneidade com que se atrevia a "fazer poesia" nos textos do "telejornal", da sua "objectividade pessoal" e da sua "honestidade subjectiva", da emotividade transbordante e das abordagens filtradas pelo seu raciocínio rigorosamente analítico, do muito que punha de si no que fazia com aquela marcada preocupação de não faltar à verdade (que lhe valeu uns enxertos...), da predisposição para o novo, a experimentação, a aventura.
Já não se fazem jornalistas assim - podem ser melhores ou piores mas assim não há mais. Bons tempos...

(Percebi no fim do programa que afinal não se tratava de dois jornalistas mas de um jornalista, brasileiro, e do conselheiro de imprensa da Embaixada de Portugal no Brasil)

E sono? Sono nada. Plim-plim, piscavam-me os olhos sem réstia de sono, nem de pensamentos chatos. Antes assim.

Mais um "zapping" - "2001, Odisseia no espaço"... E acerto logo na parte de que gosto mais: o ecran fica negro e aparece em letras garrafais: "Jupiter and beyond the infinite". São os últimos minutos do filme; fascinantes. Uma, e outra e mais outra vez, sempre fascinantes. O bendito filme está com mais de 40 anos (1968) e parece irreal a forma como não envelhece - visualmente, tematicamente, cientificamente e.... misteriosamente. Sempre com um novo detalhe, um pormenor de luz, um olhar novo. Uma osmose de luxo: Clarke e Kubrick ou Kubrick e Clarke. Um privilégio.

(Deixo a sequência com música de fundo dos Pink Floyd; tivessem deixado o original "Assim falava Zaratustra", de R. Strauss e estaria perfeito.)



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Claro que depois disto já se consegue conciliar o sono, certo?
Hum... Não...

Depois disto levantei-me e fui fazer um "cachorro quente" com muita mostarda e batata palha. Pois. ( o que querem, raramente arranjo tempo para almoçar - no verdadeiro sentido do termo - quem me conhece sabe que se não me alimento desapareço, o que, se por alguns lados seria um alívio por outros, mais importantes, seria uma perda irremediável).

Heis-me no ponto alto da noite: a parte em que estou quentinha no meu edredon com um "cachorro quente" numa mão e o telecomando na outra em busca do filme perfeito para tanta mostarda. E encontrei.
A série perfeita em menos de 30 segundos de busca - cheguei mesmo a tempo para a reunião inicial, mesmo a tempo de ouvir o saudoso Phil dizer: " And let's be carefull out there!"
(Eu gosto do Phill. E também gosto do Frank Furillo, da lindissima Joyce e do Nick, gosto muito do Nick quando ele morde nos criminosos).
Ah, bons tempos... quando se fumava nas esquadras, os hamburguers não eram de soja e a malandragem ia dentro sem se pensar três vezes se poderia processar os "bons" e sem perfis psicológicos complicados.



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No final do "cachorro quente", de mais um cigarrito e da "Balada", estava também quase no fim da noite. Suspirei para o relógio, escorreguei de semi-sentada para muito deitada e pensei que talvez não fosse mau dormir duas horas e picos, profundamente, com muitas memórias de bons tempos. Perfeitos.


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CADA BICHO EM SU SÍTIO

Eu gosto de animais.

Gosto de animais de um modo geral, de cães acima de todos, de cavalos logo logo ali pertinho; e gosto de gatos, de pássaros, de peixes, de ratinhos, de tartarugas, e de leões, tigres, ursos, chimpanzés, ouriços, elefantes, lamas, coelhos...

Se pudesse exterminava as baratas, independentemente das consequências que tal crime tivesse na pirâmide bio-qualquer-coisa.

De resto prefiro, e chega-me, que uns quantos bichos vivam lá e eu cá, sendo que esta minha marcada preferência se aplica a bichos de várias espécies, incluindo alguns que se fazem passar por Pessoas mas que humanamente não passam de "gente", muitos dos quais nem a isso ascendem.

(Não é o caso da personagem deste post, não duvido de que seja pessoa, e até uma pessoa bem intencionada mas, creio que ambos estaremos de acordo, mais vale eu por cá e ele por lá, ou vice-versa, não faço questão. )

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Esta manhã fui tomar o meu café, o primeiro, muitas vezes o único mas sempre aquele que me torna num ser mais ou menos tratável, dependendo dos dias e das condições atmosféricas.
Hoje amanheceu um dia bonito, bem "Verão de S.Martinho" e eu estava bem disposta, felizmente.
Foi então que dei de chapa com um jovem que conheço desde que eramos crianças - pronto, está bem, já não será assim tão jovem; morava perto da casa dos meus pais e tinhamos vários amigos comuns. O tal jovem-ou-nem-tanto foi tomar o pequeno-almoço ali mesmo onde vou tantas vezes porque blá-blá-blá-blá.

Grandes "Olás" para cá, "que tens feito" para lá, um "às vezes sei de ti pelo XY (um dos tais amigos comuns), ele lê muitas vezes o teu blogue e eu agora também vou lá espreitar de vez em quando".

Vai daqui que o "governo assim", "os portugueses assado", "o teu filho deve estar enorme" e sai-se-me com esta:

"O que eu não esperava de ti era ver-te a escrever posts a propósito do dia dos anos do teu cão"

-"QUÊ?" , esganicei-me eu quase borrifando o café boca fora... "Não esperavas de mim... devias..."

"Eu sei que sempre tiveste cães, que gostas muito de bichos... mas é esquisito ver-te escrever assim sobre um cão... até parece que falas de uma criança. Do teu filho nunca pões fotos no blog..."

"Pois não", respondi eu enquanto já fazia sinal para pedir a conta, "Pois não ponho nem vou pôr e também não escrevi nenhum post sobre os anos do meu filho nem sobre o que disse a veterinária dele"

"Mas achas isso normal?" voltou o jovem-ou-não-tanto à carga tentando fazer-me raciocinar sem ser muito incisivo.

Eu respirei fundo, toquei-lhe ao de leve no braço com o ar mais condescendente que consegui para esbater o que estava de facto a passar-me pela cabeça e contei-lhe uma pequena história:

"Há cerca de uns treze anos, ainda não tinha nascido o LR nem pensava em nascer, acompanhei o meu cão Reilly durante os últimos momentos da sua vida. Durante muitos dias senti-me numa espécie de "Twilight Zone", um estado de choque pacífico e passivo.

O senhor Reitor, cheio de boas intenções, não duvido, disse-me:
-"Deixe lá, quando a menina tiver um filho já não se prende assim a um cão, vai ver que deixa de ligar"

E eu respondi ao senhor Reitor:
- "Se o senhor pensasse dos homens o que eu penso, compreenderia o que eu admiro, respeito e amo nos cães, qualidades que em gente raramente encontro. E quando eu tiver um filho a primeira coisa que faço é comprar-lhe um cão."

Vai o jovem-ou-não-tanto e tenta balbuciar: "Está bem, percebo-te mas..."

"Deixa, não te esforces", interrompi-o, "e não fiques triste, mais logo escrevo o post sobre ti, prometo. Até qualquer dia..."

Os miúdos no porta-bagagens...



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Calma no burgo, o bicho está bem

Ó gente, não, não me esqueci do primeiro aniversário do Steiner; 19 Out., eu sei...
Calma no burgo, o bicho está bem e recomenda-se.

Sim, já foi ao veterinário - foi hoje de manhã e está tudo bem: não está gordo, não está magro, está crescido, está na fase em que "agora é que vai começar a alargar e a deitar corpo, durante os próximos 9 a 12 mêses"(!!!!), disse a Drª.
(Há por aí alguém que queira vender um camiãoizinho? Talvez um TIR baratinho, ou uma "Star-trailler com ar condicionado?)

Não posso dar novidades porque não há nada de novo desde que conseguiu levantar a pata E fazer xi-xi em simultâneo (a coisa foi complicada de coordenar); continua amável, mesmo MUITO amável... exigente e com uma preponderante capacidade de reivindicar os seus direitos de cão de família.
Também já manifesta, ruidosamente, os seus instintos de cão de guarda, da porta da casa à rua. Felizmente já se habituou a que passe o carro do lixo sem ter de vociferar contra as "ternuras discretas" dos funcionários camarários.

O LR e ele estão mais ou menos com a mesma idade emocional e tanto parecem "o Roque e a Amiga" como disputam de quem é a mãe (eu!), de quem é o sapato, de quem é a toalha, de quem é a bola (esta parte pode ser muito cansativa, para mim, claro)

Bolo? Não. Prendas? sim... Adorou a cama nova - não dorme nela durante a noite porque tem calor mas transporta-a da sala para o quarto e vice-versa como se pudesse vir um bicho mau e apropriar-se da dita ( O LR começou por achar que aquela cama era óptima para ele se deitar a ver TV mas, felizmente, desistiu da ideia: o Steiner venceu.)

Satisfeitos? Não? Ah, querem fotos?
Que nada vos falte, tiradas no dia dos anos que teve passeata alargada.
Obrigada pelos e-mails

Em espera e atenção. É muito cedo... ainda não há amigos canídeos

Chamaste?

Embora? Agora? Hum... Vamos brincar?

Nada como o Sol matinal, preguiça sem calor excessivo. Desde sim...

Ir embora sem os amigos canídeos chegarem? Pode ser que estejam a chegar...

(esta foto é muito parecida com outra que Aqui prantei mas...
o tempo passa e bicho cresce)



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JUSTIFICAÇÃO DE FALTAS

Têm algumas almas mais sensíveis estranhado a minha falta de assiduidade aqui ao Real Gana, especialmente em dias tão frutíferos como aqueles que estamos vivendo no nosso cantinho nacional.

Vai José e diz: «quando um Governo não tem Orçamento também não tem condições para governar» «Quem provocar uma crise orçamental provocará uma crise política».

Todo o país comenta - mas não eu...

As contas não batem certo com nada
(ainda haverá quem esperasse que batessem certo fosse com o que fosse que tivesse sido apresentado anteriormente pelo executivo vigente?).
Há um buraco do tamanho da légua da Póvoa e ninguém explica
(a verdade é que há coisas que, per si, não têm explicação).

Depois vem José e diz que nunca disse.
(Houve quem explicasse que José é bipolar. Pode ser isso...)
E a oeste, algo de novo?

Ah sim, de novinho a estrear temos 23% de IVA.
Cá por mim acho que se deviam deixar de fitas e punham desde já essa coisa do IVA a 25%
que saía a conta mais arredondada e sabíamos logo quanto é que estávamos a dar para o BONI (Buraco Orçamental Não Identificado): um par de peúgas 20 euros, 5 deles - mil paus - p'ró BONI... . Prontus, a gente entende-se logo, agora isso dos 23% é uma confusão que só dificulta a vida ao povo, por causa da conta... de resto a malta aguenta, percebe, paga e, como é bom de ver, nem refila, muito menos pede as contas do livrinho do Deve/Haver.

Bem, voltando ao que interessa, acontecem estas e outras, muitas outras, e eu caladinha.

"Então Alex, estás bem?", perguntaram as almas sensíveis preocupadas.

Não, não estou.
Foi o meu malvado dente que tantas amarguras me tem dado desde meados de Agosto.
Já a 28/08, a meio de um "post", comentei de passagem:

Além de uma "Telha" que me deu, não muito grande, mas q.b., deu-me também uma maléfica dor de dente que me tem corroído até à alma.
Disse-me o Sr. Dr. que «nesse não se abre nem se mexe, medica-se e aguarda-se».
Eu... caladinha que nem um rato, vociferando para dentro e cortando o silêncio de vez em quando com uns "Ais" e uns "Uis" com o seu quê de sexys.
De então para cá a coisa equilibrou com doses cavalares de antibióticos e adjuvantes costumeiros mas a maléfica dor voltou sem timidez alguma.
Na sexta-feira passada lá fui eu cheia de coragem cortar o mal pela raiz, literalmente.
Foi uma estreia... Quatro picas de anestésico depois e muitas lágrimas a galgarem-me os olhos sempre fechados, o Dr, com evidente embaraço anunciou-me:
"O seu dente já cá está fora... mas... (suspiro engasgado) têm aí um quisto colado ao nervo que já lhe está a danificar o maxilar..."
Gelei. "E tem de ser hoje?", perguntei eu respirando devagar e limpando as lágrimas. Pois, tinha de ser, não fosse o bicho infectar.

Liberta do dente, do quisto, dos resquícios do quisto e uma raspagem depois, meti-me no carro e rezei para conseguir chegar a casa sem embater em nenhum dos "cavalinhos azuis" que via a voarem em torno da minha cabeça.
Às vezes estar vivo dói que se farta.

Zé Sócrates? Orçamento? República?
"Let me be" qu'eu t'ou a ver cavalinhos azuis... amarelos... cor-de rosa...
Ainda tenho dores, ainda ando a "chutar" anti-inflamatórios como se tivesse a envergadura de um estivador, ainda quero é que me deixem estar.
Mais cavalinho menos cavalinho isto há-de passar.


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TERAPÊUTICA OCUPACIONAL

Sim voltei, já voltei, contrariada mas voltei.

Mal entrei no avião da TAP e encarei com o arzinho circunspecto dos portugueses, aquelas caras postas por quem se leva muito a sério, deu-me logo vontade de correr escada abaixo e ir trocar o bilhete por outro que me levasse para mais, mais longe.
A sério, não é pedantismo, dolorosamente deixei de me sentir bem no meu país.
Em Portugal o ar está pesado, as pessoas sisudas e socialmente amorfas.
Quando se sai sente-se mais, quando se regressa é claustrofóbico.

Deu-me um "amoc" tal durante esta semana que comecei a pensar se deveria ir ao psiquiatra ou se à bruxa. Acabei no AKI de nariz empinado para as prateleiras das tintas e dos "efeitos especiais", gastei um balurdio e lá vim para casa carregada de "munições" para virar a casa do avesso - chama-se a isto "terapia ocupacional" e devo avisar os mais conservadores de que não se deve praticar quando se está num estado de espírito como aquele em que me encontro: gera opções pouco convencionais e alterações bastante radicais... Das paredes aos moveis está tudo em fase de metamorfose

Vai daí, o blog que se lixe, o sono que se lixe, o povo que se lixe; comecei numa ponta e só irei parar quando esvaziar esta energia altamente concentrada em elevado risco de explosão. Felizmente que o cão não tem casota senão nem essa passava sem barrela profunda e maquilhagem nova

Moral da história, eu voltar voltei mas ainda não estou totalmente cá, parte de mim está numa dimensão paralela em acirrada resistência à realidade quotidiana. Acho que isto vai demorar um bom bocado até porque os ecos longínquos que me vão chegando do que se passa na Terra, mais concretamente na "nossa terra", não ajudam...


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O INVENTOR DE COISAS IMPOSSÍVEIS

Não é muito frequente falar aqui da minha vida, entre outras razões, porque estou francamente convencida de que é assunto pouco ou nada interessa à maioria das pessoas que por aqui passam e, àquelas a quem, legitimamente, possa interessar vão sabendo de mim por vias privadas e mais aconselháveis.
De vez em quando lá calha falar de qualquer coisa mais íntima ou, talvez melhor dizendo, mais pessoal, tratando-se normalmente de um qualquer desabafo, um post sobre, ou para, algum amigo, alguma coisa que conto por se prender de alguma forma com questões que nos tocam a todos.

Há pouco passeava eu pelas ondas do "YouTube" em busca de um vídeo específico qu
ando um outro, que não procurava, me encontrou. A imagem parada que lhe servia de capa despertou-me a atenção, mais do que o título. O título beliscou-me a curiosidade. E "cliquei no play".
Dois minutos e poucos segundos depois tinha sido conquistada - diria mesmo arrebatada - pelo pequeno texto que se vai desenhado sobre uma sequência de imagens de maior ou menor inspiração, não exactamente, na sua maioria, as que eu escolheria mas isso não se firma com qualquer importância; cumprem a sua função de ajudar a contar uma história em poucas palavras.

"Mas o que é isto?" bailava-me nos olhos muito abertos de espanto. Revi.
Aquilo era como a "a minha versão" dos "príncipes encantados" (e sedutores) com que as meninas sonham em alguma fase da pré adolescência, ou até mais adiante se forem muito sonhadoras (após os 20 anos já não é ser sonhadora, é ser parva)


A minha versão ali sumarizada em meia dúzia de linhas, de pontos, de ideogramas difusos.

Foi quando me veio à cabeça aquela conversa, quase sempre bem intencionada, que não leva a parte alguma - nem conclusão, minha ou de quem pergunta - sobre a «importância de ter um "namorado"», sobre o porquê da minha "solteirice impenitente", que é «uma pena», que é «um disparate», que é um «desperdício» (gosto particularmente desta última abordagem ecológica).

Já expliquei a quem me pediu (ou a algumas das pessoas que me pediram) que o defeito é meu, que sou uma mulher complicada, com exigências difíceis no que toca ao que quero e muitíssimo difíceis no que toca ao que não quero.
Como disse por aqui há dias, a propósito de nem me lembro o quê, já são muitos anos a "virar frangos"; já vi muita "galinha depenada" e muito "galaró" a cantar de alto e a estatelar-se em voo picado.


Aquilo que eu acho graça, graça a sério, não está no "mercado", esgotou-se, partiu-se a matriz.
Não acreditam?
É verdade...



Se encontrarem um "Inventor de coisas impossíveis, conhecedor de segredos" que, além disto, seja suficientemente seguro de si para ser capaz de partilhar Conhecimento, e suficientemente maduro para saber ver a magia da inocência, digam-me; ou dêem-lhe o meu número de telefone (o e-mail, também pode ser).
Se não encontrarem não fiquem tristes e, lá no fundo, vão compreender-me.


Agora, após estes breves momentos de invulgar abertura da alma em território não vedado, vou retornar à sanidade possível e costumeira. Se quiserem, fiquem com dois minutos dos meus sonhos inocentes encontrados numa coincidente página da Internet.





«One strange day
a curious young woman
found at her door

an invitation

and a glowing box

She was wary of it

for it kept changing

What she found inside
puzzled her

and when she looked through it

she saw a man looking back at her
He asked her to follow him

and she wandered into his world
He was an inventor
of impossible things

and had the key

to many mysteries

and knowledge of secrets

He was a seer

of unseen worlds

He had many guises

and could appear

anywhere

He taught her
all he knew

and how to travel
to other worlds
and in all directions of time

He taught her about illusions
and about Truth
and how to see

the magic of innocence

But without word
he left
Nothing made sense

Who was she?

What was real?

Find me!

- How?
- Use your magic

- I have no magic

- You do

Remember

Like this

Trust your heart

Find me!
Steady

Listen

Trust
»
..............................Maribel Dobson



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T'OU'MA PASSAR C'Ô CALOR


Há pessoas que gostam mais de frio, outras de calor e outras ainda que nem por isso.
Eu sou das que gostam de calor, o frio faz com que não me queira mexer, consome-me a energia mas desta vez estou mesmo a passar-me: Lisboa não é suportável com estas temperaturas, muito menos para quem precisa trabalhar, pensar e dormir.
Tenho sido uma resistente ao ar-condicionado em meio doméstico mas desde ontem estou quase a converter-me apesar dos variadíssimos inconvenientes.
Ontem fui partilhando as mangueiradas na varanda com o meu cão mas hoje já nem para isso tenho estaleca.

O meu truque anti-calor, a ser partilhado nestes dias difíceis, é usar um pulverizador de plantas (os da roupa não servem - em vez de uma "nuvem" de gotículas projectam uns esguichos estúpidos e nada eficientes) para tudo o que é ser vivo cá por casa, à excepção dos peixes: pulverizo as plantas, o meu filho, o cão, os piriquitos e a mim ( e a cama antes de me deitar, o chão onde o cão dorme, as cortinas que cortam o sol).

E chá frio sem açúcar... à beira da piscina (pois, não tenho piscina)

O meu drama é que tanto chá bebo que não consigo dormir - à conta do calor e da teína; e como não durmo e tenho calor fico rabugenta e sem a menor vontade de fazer o que preciso; e como não faço o que preciso fico chateada, preocupada e não durmo.
Não há pachorra para me aturar e tenho de viver comigo

Vocês também andam a "bater mal" ou sou só eu?

BICHO CRESCE!

Sim, o Steiner fez nove meses, o que é uma idade importantíssima para qualquer cão, para o próximo mês estará à beira de começar a levantar a pata para fazer xi-xi.
Não sei quanto cresceu nem quanto estará a pesar porque estamos em fase de dar folga à veterinária até Outubro mas posso afirmar que está grande, muito pesado e com uma força assustadora, da qual não tem a menor noção, para o bem e para o mal

Aqui deixo a foto para os inúmeros admiradores e amigos


E PENSAR QUE DE ACIMA ABAIXO PASSARAM APENAS SETE MESES...




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