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PONHAM-LHE O NEURÓNIO NA ENGORDA

Veio parar-me sob o nariz um escrito da famosíssima Margarída Rebelo Pinto e a coisa fede...


Veio parar-me sob o nariz, sob os olhos e subiu-me ao cérebro; deu-me naúseas.
A madame escritora redigiu para o semanário Sol, que publicou em 2010 (há contextos em que compreendo a censura) uma espécie de colectânea das suas opiniões que titulou: “As Gordinhas e as Outras”.  Este textozinho, curto mas mauzinho - e não me refiro à qualidade literária mas ao veneno viscoso que encerra - parece que reapareceu pelas redes sociais em 2012 onde terá sido largamente comentado. Eu não o vi... Mas não há bem que sempre dure nem mal que nunca acabe, hoje lá me tocou a vez.

Nunca fui "gordinha", com mais ou menos peso fui sempre mais para o lado do osso, pessoalmente era suposto não me sentir tão arrepiada com a leitura. Pois, mas sinto. Sinto e sinto as raivinhas de dentes que a madame Margarida rosna cerrada nas entrelinhas do seu texto, a que ela chama "crónica", deixando inadvertidamente escapar algumas fustrações e inseguranças. O problema dela não são "as gordinhas" propriamente ditas, são os "direitos" que madame Margarida acha que elas têm e que "as outras" não têm. (Não estou a inventar, deixo o texto aí abaixo). Começa a famosíssima autora por dizer:
A Gordinha é aquela amigalhaça companheirona que desde o liceu cultivava o estilo maria-rapaz, era espertalhona e bem-disposta, cheia de energia e de ideias, sempre pronta para dizer asneiras e alinhar com a malta em programas
A descrição acima, mais à esquerda ou mais à direita poderia assentar-me bem, nas épocas idas em que eu tinha bicho-formigueiro e não parava em casa. Nunca fui uma perfeita maria-rapaz mas estive sempre longe do que se chama uma menina e, essa parte da amigalhaça companheirona, serve-me desde que aplicada à saudável convivência com pessoas que conheço bem, de há anos e que são para mim amigalhaços companheirões, eles e elas. Será que o sindicato das "gordinhas" me processa se souber disto? Será que me multa por uso indevido de características?

Não entendo o drama desta mulher... 

Ou talvez entenda...
Diz ela:
À partida, não tenho nada contra as Gordinhas, mas irrita-me que gozem de um estatuto especial entre os homens. Às Gordinhas tudo é permitido: podem dizer palavrões, falar de sexo à mesa, apanhar grandes bebedeiras (.../...)Agora vamos lá ver o que acontece se uma miúda gira faz alguma dessas coisas sem que surja logo um inquisidor de serviço a apontar o dedo para lhe chamar leviana, ordinária, desavergonhada e até mesmo porca. Uma miúda gira não tem direito a esse tipo de comportamentos porque não é one of the guys: é uma mulher e, consequentemente, deve comportar-se como tal. (.../...)Ser gira dá trabalho e requer alguma diplomacia. (.../...) Uma mulher gira não pode falar alto nem dizer palavrões que lhe caem logo em cima. Já uma Gordinha pode dizer e fazer tudo o que lhe passar pela cabeça, porque conquistou um inexplicável estatuto de impunidade.
Coitada de madame Margarida, o que ela sofre... Sofre para ser gira (?), sofre porque é gira (?), e sofre porque queria ter os direitos que por ser gira (?) não tem.

Coitada de madame Margarida, não percebe nada sobre o que é uma mulher gira.
Uma mulher gira pode ser gorda ou magra, feia ou bonita, nova ou nem por isso, uma das poucas coisas que se lhe exige, para ser de facto gira, é que seja exactamente como é; que não seja uma construção que  dá trabalho e requer diplomacia, que não seja uma "mise en cène" programada e ajustada. Há momentos, companhias e circunstâncias que devem ser levadas em consideração, está bem, mas isto não é sinónimo de uma "adaptação da personalidade" a um fim, neste caso a importantíssima e omnipresente finalidade de "ser gira!!!"

E só mais uma coisinha: Ser gira não é uma coisa que se programe para "que gozem de um estatuto especial entre os homens"... como a sensatez da maturidade vem, quase sempre, demonstrar. Há pessoas que conquistam um estatuto especial entre as outras pessoas, pela sua maneira de ser, pelas suas qualidades, pelo seu carácter; o resto são fogos factuos, ilusões e parvoíces.


Margarida, que idiota!

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"As gordinhas e as outras"


“Serve esta crónica para retratar e comentar um certo elemento que existe frequentemente em grupos masculinos e que responde pelo nome genérico de ‘Gordinha’
A Gordinha é aquela amigalhaça companheirona que desde o liceu cultivava o estilo maria-rapaz, era espertalhona e bem-disposta, cheia de energia e de ideias, sempre pronta para dizer asneiras e alinhar com a malta em programas. Ora acontece que a Gordinha é geralmente gorda e sem formas, tornando-se aos olhos masculinos pouco apetecível, a não ser em noites longas regadas a mais de sete vodkas, nas quais o desespero comanda o sistema hormonal, transformando qualquer bisonte numa mulher sexy, mesmo que seja uma peixeira com bigode do Mercado da Ribeira.
A Gordinha é porreira, é fixe, é divertida, quer sempre ir a todo o lado e está sempre bem-disposta, portanto a Gordinha torna-se uma espécie de mascote do grupo que todos protegem, porque, no fundo, todos têm um bocado de pena dela e alguns até uma grande dose de remorsos por já se terem metido com a mesma nas supracitadas funestas circunstâncias. E é assim que a Gordinha acaba por se tornar muito popular, até porque, como quase nunca consegue arranjar namorado, está sempre muito disponível para os mais variados programas, nem que seja ir comer um bife à Portugália e depois ao cinema.
À partida, não tenho nada contra as Gordinhas, mas irrita-me que gozem de um estatuto especial entre os homens. Às Gordinhas tudo é permitido: podem dizer palavrões, falar de sexo à mesa, apanhar grandes bebedeiras e consumir outras substâncias igualmente propícias a estados de euforia, podem inclusive fazer chichi de pernas abertas num beco do Bairro Alto porque como são ‘do grupo’ toda a gente acha muita graça e ninguém condena.
Agora vamos lá ver o que acontece se uma miúda gira faz alguma dessas coisas sem que surja logo um inquisidor de serviço a apontar o dedo para lhe chamar leviana, ordinária, desavergonhada e até mesmo porca. Uma miúda gira não tem direito a esse tipo de comportamentos porque não é one of the guys: é uma mulher e, consequentemente, deve comportar-se como tal. E o que mais me irrita é quando as Gordinhas apontam também elas o dedo às giras, quando estas se comportam de forma semelhante a elas.
Ser gira dá trabalho e requer alguma diplomacia. Que o digam as minhas amigas mais bonitas e boazonas que foram vendo a sua reputação ser sistematicamente denegrida por dois tipos de pessoas: os tipos que nunca as conseguiram levar para a cama e as gordas que teriam gostado de ter sido levadas para a cama por esses ou por outros. Uma mulher gira não pode falar alto nem dizer palavrões que lhe caem logo em cima. Já uma Gordinha pode dizer e fazer tudo o que lhe passar pela cabeça, porque conquistou um inexplicável estatuto de impunidade.
Porquê? Porque não é vista como uma mulher? Porque todos têm pena dela? E, já agora, porque é que quando uma mulher está/é gorda nunca ninguém lhe diz, mas quando está/é magra, ninguém se coíbe de comentar: «Estás tão magra!?»
Como dizia a Wallis Simpson: «Never too rich, never too slim». E quanto às Gordinhas, o melhor é arranjarem um namorado. Ou uma dieta. Ou as duas coisas.” 
Crónica de Margarida Rebelo Pinto

TOMA A RITALINA E FICA QUIETO

O número de crianças em idade escolar medicadas com Ritalina é assustador e não pára de aumentar; quando digo assustador não quero apenas significar que é elevado, é assustador mesmo, chovem receitas de Ritalina nas farmácias e daí para as goelas das crianças e é impossível deixar de pensar que isto terá consequências preocupantes a breve trecho.
Mesmo considerando apenas metade das prescrições, serão de facto necessárias?
Assumindo a minha incapacidade técnica para apreciar a questão atrevo-me a dizer que não, um rotundo não.

Quando o meu filho tinha uns 8 anos uma coordenadora do ensino primário veio-me com a conversa do Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperactividade ... Sim, o meu filho é "cabeça no ar", tem uma imaginação super-produtiva, tem uma aptidão criativa acima da media; tem outras aptidões normalíssimas e até uma ou outra que deixam a desejar (como a aptidão numérica, para mal dos seus ínfimos pecados). Hiperactivo nunca foi e quanto ao deficit de atenção... depende em absoluto daquilo para que esta é requerida: se o "chateia" ele divaga. Isto pode dificultar-lhe a vida em alguns aspectos importantes mas não estou de todo convencida de que, globalmente, seja negativo, antes pelo contrário.

A minha resposta a esta conversa do "Será que..." foi imediata e, até, um tanto abrupta:
"Se ele não tem Deficit de Atenção, o caso está arrumado e se tem arruma-se da mesma maneira porque não vou droga-lo com Ritalina aos 8 anos, nem aos 10 nem aos 14 lá porque ele não se concentra na conversa da professora e faz perguntas que alguém considera descabidas; Além do mais há outras formas inócuas e saudáveis de treinar a concentração". Fim de papo.



Dois ou três anos mais tarde uma das psicólogas de serviço na escola, mulher sensata e interessada, que conversava informalmente com o meu filho com frequência, fez-lhe os testes rotineiros e chegou à mesma conclusão que eu: o Luís só não concentra a sua atenção naquilo que não lhe interessa ou que não o motiva, se há algum deficit é de paciência.

MAS...

O que teria acontecido se eu me tivesse assustado com a converseta da tão diligente coordenadora? Se me tivesse passado pela cabeça que a minha obrigação de boa mãe era ajudar a criança a conseguir embrenhar-se no que lhe punham na frente?  E se o tivesse levado a um doutor que achasse que o Luís só tinha a ganhar se se deixasse de devaneios inúteis e até prejudiciais à sua carreira lectiva?

Quantos pais, assustados, cansados, pouco informados ou simplesmente impacientes estão "medicando" os seus rebentos na pura convicção de que é absolutamente necessário?
"Quando ele pára de tomar fica logo mais nervoso, irritadiço, não consegue estudar..."
Pois é, quando se retira uma droga que criou dependência acontece isso...

Como lidar com esta questão?  INFORMAÇÃO, magotes de informação proveniente de diversas fontes, fundamentadas, identificadas e independêntes.
E assumir a responsabilidade de ter uma criança, não um bichinho bem amestrado.

MAIS...

Ritalina, a droga legal que ameaça o futuro

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Com efeito comparável ao da cocaína, droga é receitada a crianças questionadoras e livres. Professora afirma: “podemos abortar projectos de mundo diferentes”
Por Roberto Amado, no DCM
É uma situação comum. A criança dá trabalho, questiona muito, viaja nas suas fantasias, se desliga da realidade. Os pais se incomodam e levam ao médico, um psiquiatra talvez.  Ele não hesita: o diagnóstico é déficit de atenção (ou Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade – TDAH) e indica ritalina para a criança.
O medicamento é uma bomba. Da família das anfetaminas, a ritalina, ou metilfenidato, tem o mesmo mecanismo de qualquer estimulante, inclusive a cocaína, aumentando a concentração de dopamina nas sinapses. A criança “sossega”: pára de viajar, de questionar e tem o comportamento zombie like, como a própria medicina define. Ou seja, vira zumbi — um robozinho sem emoções. É um alívio para os pais, claro, e também para os médicos. Por esse motivo a droga tem sido indicada indiscriminadamente nos consultórios da vida. A ponto de o Brasil ser o segundo país que mais consome ritalina no mundo, só perdendo para os EUA.
A situação é tão grave que inspirou a pediatra Maria Aparecida Affonso Moysés, professora titular do Departamento de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, a fazer uma declaração bombástica: “A gente corre o risco de fazer um genocídio do futuro”, disse ela em entrevista ao  Portal Unicamp. “Quem está sendo medicado são as crianças questionadoras, que não se submetem facilmente às regras, e aquelas que sonham, têm fantasias, utopias e que ‘viajam’. Com isso, o que está se abortando? São os questionamentos e as utopias. Só vivemos hoje num mundo diferente de mil  anos atrás porque muita gente questionou, sonhou e lutou por um mundo diferente e pelas utopias. Estamos dificultando, senão impedindo, a construção de futuros diferentes e mundos diferentes. E isso é terrível”, diz ela.
O fato, no entanto, é que o uso da ritalina reflecte muito mais um problema cultural e social do que médico. A vida contemporânea, que envolve pais e mães num turbilhão de exigências profissionais, sociais e financeiras, não deixa espaço para a livre manifestação das crianças. Elas viram um problema até que cresçam. É preciso colocá-las na escola logo no primeiro ano de vida, preencher seus horários com “actividades”, diminuir ao máximo o tempo ocioso, e compensar de alguma forma a lacuna provocada pela ausência de espaços sociais e públicos. Já não há mais a rua para a criança conviver e exercer sua “criancice.
E se nada disso funcionar, a solução é enfiar ritalina goela abaixo. “Isso não quer dizer que a família seja culpada. É preciso orientá-la a lidar com essa criança. Fala-se muito que, se a criança não for tratada, vai se tornar uma dependente química ou delinquente. Nenhum dado permite dizer isso. Então não tem comprovação de que funciona. Ao contrário: não funciona. E o que está acontecendo é que o diagnóstico de TDAH está sendo feito em uma percentagem muito grande de crianças, de forma indiscriminada”, diz a médica.
Mas os problemas não param por aí. A ritalina foi retirada do mercado recentemente, num movimento de especulação comum, normalmente atribuído ao interesse por aumentar o preço da medicação. E como é uma droga química que provoca dependência, as consequências foram dramáticas. “As famílias ficaram muito preocupadas e entraram em pânico, com medo de que os filhos ficassem sem esse fornecimento”, diz a médica. “Se a criança já desenvolveu dependência química, ela pode enfrentar a crise de abstinência. Também pode apresentar surtos de insónia, sonolência, piora na atenção e na cognição, surtos psicóticos, alucinações e correm o risco de cometer até o suicídio. São dados registrados no Food and Drug Administration (FDA)”.
ALÉM DISTO...

Leon Eisenberg, o psiquiatra que "descobriu" o transtorno do défice de atenção com hiperatividade (TDAH) sete meses antes de sua morte, quando já tinha 87, disse que "o TDAH é um exemplo de doença fictícia.
"O objetivo de Leon Eisenberg e dos seus colaboradores foi conseguir enraizar a crença de que o TDAH tem causas genéticas, que é uma doença com que se nasce. Ele próprio mencionou, junto com as palavras em que disse que era uma doença inventada, que a ideia de que uma criança tem TDAH (ou seja, a ideia de que uma criança é muito agitada e problemática) desde o nascimento foi sobrevalorizada. No entanto, ao chegar a aclarar esta  situação na população e nos pais, o sentimento de culpa desaparece, os pais sentem-se aliviados porque a criança nasce dessa maneira e o tratamento é menos questionável. Em 1993, foram vendidos nas farmácias alemãs 34 kg de metilfenidato. Em 2011, vendeu 1,760 kg.
O conhecido psiquiatra, que veio a assumir a gestão de serviços psiquiátricos no prestigiado Massachusetts General Hospital, em Boston, onde foi reconhecido como um dos mais famosos praticantes de neurologia e psiquiatria do mundo, decidiu confessar a verdade meses antes de sua morte, por motivos de cancro da próstata, acrescentando que um psiquiatra infantil deve tentar determinar as razões psico-sociais que podem originar os problemas de comportamento. Ver se há problemas com os pais, se há discussões familiares, se os pais estão juntos ou separados, se há problemas com a escola, se a criança tem dificuldade para se adaptar, porque lhe custa a adaptar, etc. Para tudo isso, ele acrescentou que, logicamente, isso leva tempo, trabalho e, acompanhado de um suspiro, concluiu: "receitar uma pílula para o TDAH é muito mais rápido" 

MAIS TEMPO?!?!?!

Bem sei que poderia encher o blog com protestos e não serviria de coisa alguma mas eu tenho este feitiozinho que me leva a não calar - não adianto mas desabafo. Não preciso de ouvidos atentos, nem de leitores cooperantes, para dar livre curso às palavras. Sou assim, desde pequena que falo sozinha e escrevo para mim; maluqueiras...

Hoje tenho o meu rosnar virado para a bancada parlamentar do CDS

Em Maio de 2013, ou seja, há sensivelmente 14 meses, deram entrada no parlamento dois projectos, um do PS e outro do PSD, sobre a criminalização dos maus tratos a animais, abandono incluído. TEMOS ESTADO À ESPERA...

Actualmente a lei considera os animais como "coisas", os maus tratos só são actos ilícitos quando considerados como danos "provocados em coisa alheia" e só penalizáveis se lesarem o direito de propriedade do dono do animal. Se o "animal" for o dono (vulgo a besta do dono) dispõe da sua "coisa" com bem lhe apetecer.

Venha quem vier não me parece que este tipo de legislação seja de alguma forma sustentável num país que se pretende civilizado, para não falar sequer dos humanos que lá vivem - e legislam.

Encurtando razões, os tais projectos-lei seriam votados na especialidade ontem, quarta-feira, e a votação final global teria lugar hoje, quinta-feira.

Pois era... mas não foi...

Por quê? Porque não conseguiram coordenar ambos os projectos, do PS e do PSD? Não, pasme-se, não foi por isso...

O texto comum do PSD e do PS – apresentado comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais foi adiado para a próxima semana a pedido do CDS por necessitar de mais tempo para analisar o texto de substituição que coordena os dois projectos iniciais PS/PSD.
MAIS TEMPO??? Depois de 14 meses, mais tempo?
«Ah mas é que... agora é só um projecto...» 
Estamos a brincar, não estamos? Ou estamos com uma birra porque "o projecto não é nosso e sabe-se lá se tem pretensões inconvenientes"?
Para a próxima semana... 
Pois, para a próxima semana também não.  Se quisermos ser muito optimistas passará para a última sessão plenária antes das férias, a 25 de Julho. Pessoalmente até sou uma optimista mas não sou completamente parva...

Prevejo uma discussão lá mais para Setembro, depois das férias e dos abandonos que a cada ano impunemente se repetem, para recomeçar a legislar com calma e descontracção. E, depois, com calma, será enviado ao Presidente da República para promulgação, descontraidamente...

MUDAR PARA A HORA DE VERÃO

A hora de Verão pode ser muito agradável, é bom ter luz do Sol até mais tarde, está bem, mas o malfadado dia, perdão, a malfadada segunda-feira a seguir à mudança... Ó CÉUS!
Não me tentem convencer de que são 7h1/4, sei muito bem que não são. Vou ter de me levantar às 6h! Que biolência!!!
Não me digam nada hoje...

CHAMEM-ME O INEM S.F.F.

Relato mas não comento

As coisas que se fica a saber no Facebook:


O original (originalíssimo) da notícia (?) AQUI
A esta hora ainda devem estar por aí nos copos a comemorar esta grande vitória


CADA UM É PARA O QUE NASCE

Tenho evitado falar do no ex-José-primeiro porque não há nada de novo a dizer e porque já teve protagonismo de sobra (agora só se fosse mesmo o julgamento que se impõe mas que não se faz) mas hoje não resisto, não posso deixar passar mais esta sua historieta, esta demostração de absoluta coerência de comportamento.

Lá estava José a comentar na RTP1 - obviamente não vi mas alguém me contou a bronca - quando resolveu prestar a sua homenagem a Eusébio (há oportunidades que não se podem desperdiçar...). Lá contou que é do Benfica desde pequenino (de momento é o que está a render...) e por causa do Eusébio, claro.

E então?
Então era o dia do jogo entre Portugal e a Coreia no campeonato do mundo de 1966.

Photo: Há indivíduos geniais. Outros são apenas ... mentirosos compulsivos!

Não é que ele aos 9 anos de idade se tornou benfiquista graças ao Eusébio? Ia para escola num célebre dia de 1966 quando Portugal perdia por 3-0 contra a Coreia. Ao chegar à escola ficou radiante porque Portugal tinha dado a volta ao resultado e ganhava por 5-3. É ele próprio quem conta na RTP na peça que segue em comentário.

Precisamos é de mais portugueses como ele para levar o país para... (não me ocorre o termo certo, sorry!). Pois é, já em pequenino ia para a escola nas férias (dia 23 de Julho) e ao Sábado! Imagine-se... Mais tarde veio a dedicar-se ao estudo ao ponto de fazer exames ao Domingo! Um exemplo!
Bolas! Outra vez não!
Quando o pequeno Zézinho, então com 9 anos, saiu de casa para ir à escola, contou ele, Portugal estava a perder por 3-0. Enquanto andava foi ouvindo alegres gritos de «Golo!» pelas janelas por onde ia passando.
Quando chegou à escola ficou muito contente: Portugal ganhava 5-3.

E então qual é a bronca?
Bem...
O jogo entre Portugal e a Coreia, em 1966, teve lugar no dia 23 de Julho, quando os meninos estavam de férias, e, além disso, foi um sábado...

Considerando que Zézinho tinha 9 anos, terá sido o dia em que foi fazer o exame da 4ª classe?

Sem comentários.

NEM VOU COMENTAR

NEM VOU COMENTAR, NEM VOU COMENTAR, NEM VOU COMENTAR

mas não resisto a expôr uma pequena dúvida: será que eles, antes de se fazerem à estrada, estariam mesmo bem mortos?


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O INCANSÁVEL HUMOR LUSO

In Imprensa Falsa
Qualquer semelhança com a coincidência é pura realidade
Terça-feira, 02 de Julho de 2013

Portugueses até vão para a rua mas depois lembram-se de Seguro e voltam para dentro


Não é verdade que os portugueses sejam um povo calmo e sereno. Na verdade, os portugueses até estão sempre prontos para uma boa revolução, só que depois pensam melhor.

Nos últimos tempos, a maioria dos portugueses tem andado numa azáfama, para cima e para baixo. Vêem qualquer coisa, uma notícia, um discurso, passam-se completamente da cabeça e metem-se a caminho da rua para se manifestarem, mas entretanto lembram-se de Tozé Seguro, começam a imaginá-lo em São Bento, e voltam logo para dentro.

«Então, querido, não te ias revoltar?», perguntava Simplícia, esta terça-feira ao início da noite. «Ia, sim, Simplícia, mas quando ia partir a 

primeira montra lembrei-me do Seguro», explicou Simplício. 

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AS FACES DE TÓ-ZÉ
FUTURO PRIMEIRO MINISTRO
@RealGana
 
    
 

     Agora a sério...

A malta vai mesmo votar neste gajo, sabem...

O PORTAS PIM, O PORTAS PUM!

Está visto, o Paulinho queria o Ministério das Finanças para o CDS/PP
Mas a vida não é assim, a vida é madrasta e não nos dá sempre o que a gente quer... Paulinho não está habituado, não tem madrasta, é muito filho da sua mãe... Aah, pois que é!

Diz-se assim na "Negócios on line":

«A gota de água foi a escolha de Maria Luís Albuquerque para substituir Vítor Gaspar, que apresentou ontem a sua demissão. Paulo Portas queria um novo responsável nessa pasta capaz de operar uma verdadeira mudança de política e não uma solução de continuidade, como considera ser a que corresponde à promoção da ainda secretária de Estado do Tesouro que tem tomada de posse marcada em Belém para as 17h00.»
É óbvio que Vítor Gaspar indicou a secretária de Estado do Tesouro, Maria Luís Albuquerque:

«O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, havia já acertado a data de saída do ministro das Finanças, Vítor Gaspar, há semanas, bem como decidido o nome da secretária de Estado do Tesouro, Maria Luís Albuquerque, para herdar a pasta»  in Diário de Notícias - 2 Julho

É óbvio que Paulinho se passou dos carretos.
É óbvio que Passos Coelho não cedeu e, a meu ver, muitíssimo bem.

É óbvio que Paulinho, a bem da nação, está pronto a negociar com o PS a sua participação numa maioria parlamentar.

O resto, como sempre, que se lixe.
Podemos lixar-nos todos, menos ele.
Mas cuidado Paulinho, a vida é madrasta, mesmo para aqueles que são muito filhos da sua mãezinha...

Tenho de parar de escrever imediatamente ou acabaria dizendo os quês e os comos  ditados na linguagem que me está assoberbando a cabeça e não me ficaria bem; não quero envergonhar os meus pais que, com tanto esforço,  me incutiram  princípios de boa educação.
Paro  aqui, de resto a Imprensa - estrangeira - já diz tudo.


ACTUALIZAÇÃO - 19H 50 .

OU SERÁ QUE A COISA AINDA É MAIS PORCA??? 
«O gabinete de Pedro Passos Coelho afirmou à TSF que o comunicado divulgado por Paulo Portas esta tarde não reflecte o envolvimento que o ministro dos Negócios Estrangeiros teve no processo de escolha da equipa do ministério das Finanças.»   A notícia no "Negócios on line"
Repescando palavras aqui escritas a 19 de Junho último:
Ontem (18 Junho) o camarada Paulo Portas fez uma impecavelmente bem discursada prática deste tipo de actuação. De dar vómitos, naúseas, tremuras e tonturas.
Como é que um tipo que tem os pés no governo e que, ciclicamente, vem dar o seu pézinho de dança no baile do «Eu não concordo mas tenho de deixar passar a bem da estabilidade governativa», não tem a menor sombra de vergonha ao proclamar uma série de medidas que, sabe ele muitíssimo bem, não foram, nem serão tão depressa implementadas, pela simples razão de que não há meios para o fazer?
Como?
O Paulinho é malandreco, ansioso, mas não é parvo. Traquinas mas nada parvo mesmo.
Mas, até hoje, aquela cabecinha tão capaz, não conseguiu ser número um em parte alguma à excepção do seu CDS/PP...
O tal CDS que era do borra-botas do Freitas quando o Paulinho militava na JSD, onde, claro, também nunca foi número um.
.../...
 Não tem tido quem lhe faça sombra no CDS, é um facto, mas não chega. Não chegou para  ter sido mais do que o número dois, ou três,  com o PS, não chegou para deixar de ser apenas o número dois (mais outra vez) com o PSD, e menos ainda chega para ser o número um sózinho.
O Paulinho não se conforma...   Faz mil tropelias, puxa tapetes devagarinho só para fazer tremer sem cair, apresenta-se como o homem que compreende e está do lado do povo, muito mais do que quem lhe faz sombra.
 I rest my case

 VIVA EU! HÁ MAIS ALGUMA COISA? - Maio 29, 2011

 PAULO, O VORAZ - Junho 03, 2011




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A ESQUERDA FESTEJA A VITÓRIA DA DIREITA !!!

A ala direita do governo está em festa
Paulo Portas, persistente e tenaz, passados os santos populares, festeja toda a corte celestial; as suas preces foram ouvidas.

Gaspar fartou-se (como eu o compreendo...)

A esquerda festeja esta vitória da direita...
Ele há coisas...

Compreende-se. Quanto mais falhas houver a apontar ao cumprimento exigido a Portugal maior é a festança. Pois, mais quando o mar bate na rocha que se amola é o mexilhão
Não faz mal, até faz bem - quem viveu 1975 sabe muito bem o que é a "política de terra queimada - estamos em pleno PREC


Deitai os foguetes, mas não se esqueçam de quem vai apanhar as canas



MASSACRE!

CANIL DE ÓBIDOS ENCERRA E ABATE TODOS OS ANIMAIS!!! 

Apelo a todos aqueles que gostam de animais que partilhem esta petição, por favor!
Por estes patudos nada mais se pode fazer, mas podemos  indignar-nos, revoltar-nos e tentar impedir que outros tenham o mesmo fim.
Os cães foram abatidos sem aparente razão válida, sem terem hipóteses de serem salvos já que as associações/particulares que iam ao canil cuidar destes animais e os divulgavam para FAT's ou adopções não foram avisados do eminente abate colectivo. Só souberam depois quando nada havia a fazer. 


 PETIÇÃO:
Exigimos a responsabilização e esclarecimento sobre o abate de todos os animais do canil municipal de Óbidos
 http://www.avaaz.org/po/petition


QUEM NÃO SE IMPORTA COM OS ANIMAIS DEIXA MUITO A DESEJAR COM SER HUMANO


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O TERREIRO DO PAÇO ENCOLHEU!

Quando eu era criança muitas vezes ouvia-se dizer assim:

«É verdade, até vem no jornal»
ou assim:
«É verdade, até passou na televisão»
Claro que já na altura nem sempre era Verdade mas agora já ninguém diz estas coisas a menos que queira conversa da treta ou seja completamente parvo.

Eu bem gostava de ter respeito pelos jornalistas mas acontece que, mesmo segundo diversas opiniões avalizadas, não sou completamente parva; sou um bocadinho, às vezes, e de um modo geral não me importo, de vez em quando até me dá jeito.
Sei que há "jornalistas" e Jornalistas mas a comunicação social usa e abusa do seu poder sem ética, sem respeito. Faz das pessoas parvas a seu bel prazer manipulando os factos como quem brinca com fantoches e, enquanto isso brinca consigo própria, com a sua liberdade e credibilidade.
No tempo da outra senhora a comunicação social era um fantoche do poder mas não lhe restavam grandes opções; por vezes contornava o lápis azul mas não era fácil, nem particularmente aconselhável.

Actualmente  a comunicação social é o fantoche mais querido dos contra-poderes e o mais grave é que o faz por amor à fantochada, não por falta de liberdade de imprensa. O que faz fá-lo por falta de brio profissional,  de consciência ética, por falta de dignidade de classe. Serve supostos ideais políticos e não o Direito à Informação
As palavras de ordem da comunicação social dos nossos dias não são Informar e Contextualizar, como me parece que seria desejável;
As palavras de ordem da comunicação social dos nossos dias são Vender, Manipular, Destabilizar, Veicular e Obstruir.
Ficamos a saber, mais ou menos, que o tio matou a sobrinha em Alguidares de Baixo e que dois rufias assaltaram a bomba de gasolina de Pézinhos de Cima, de resto...
Vá-se lá saber para que lado tocava o vento na Redacção nesse dia... E quem estava de serviço... E ao serviço de quem.



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NÃO TENS CARA PARA LEVAR UM ESTALO

«Freitas do Amaral: 
 Sócrates já devia ter assumido as suas culpas nesta crise»

05 Março 2013, Jornal de Negócios |
«O antigo ministro dos Negócios Estrangeiros de José Sócrates assume divergências ideológicas e de política económica com o antigo primeiro-ministro e afirma que este "não quis ficar para a História como o primeiro-ministro da austeridade”.»
 «assume divergências ideológicas»???????  O homem passou-se... teve uma epifânia?
Em 2013 vir a público "assumir" que tinha, ou tem, ou teve  -  vá-se lá saber  -  divergências ideológicas do Zé Sócrates... Não te rales tio, a malta já sabe que és um tipo elástico, que as «divergências ideológicas» não te impedem de ir a todas desde que te deixem entrar, o teu passado precede-te. festa é contigo.  É preciso ter lata tio Diogo
E, ao que  parece, Diogo compreende o : "não quis ficar para a História como o primeiro-ministro da austeridade”. Pois, entende-se, é chato e impopular, o Pedro que trate disso
(.../... )
«Freitas do Amaral defende que o antigo primeiro-ministro já devia ter assumido as suas culpas nesta crise mas acrescenta que isso “não está no feitio dele”.»
 “Não está no feitio dele”?!?!?!?! Aah, são feitios... Pois, compreende-se, já dizia o outro na "Canção de Lisboa", são feitios... Mas o que é isto? Este tipo enxerga-se? Isto é coisa que um tipo suspostamente responsável diga?

«O antigo ministro dos Negócios Estrangeiros de José Sócrates afirma ainda assim que prefere não falar sobre Sócrates e não revela se já fez as pazes com o antigo primeiro-ministro. “É uma pessoa com quem me dei muito bem, enquanto estive no Governo. Depois de sair tivemos muito boas relações durante dois a três anos, Até que, a certa altura, tivemos divergências” (…) “ideológicas” e “política monetária”»
Pois, tio Diogo, mais vale não falar do Zé Sócrates... O mundo dá muitas voltas e sabe-se lá o dia de amanhã... Quando se diz "não" fecha-se uma porta e isso não é grande esperteza... Assim como assim "sempre se deram muito bem e tiveram muito boas relações"; lá por terem "divergências ideológicas" não quer dizer que não sejam amiguinhos, pois claro. O melhor é nunca dizer mal de ninguém... Nem bem, nesta altura não dá jeito nenhum.

O que lhe vale, ao tio Diogo, é que não tem cara para levar um estalo, só se perdiam os que caíssem no chão. Blaahhh, que nojo!

ENTRE TOMAR E LEVAR, DIABOS O LEVEM

Quem me conhece sabe, e quem me vai lendo também deve desconfiar, que não sou propriamente puritana e menos ainda no que toca à linguagem. Purista talvez um pouco, puritana nunca. Evidentemente que acho que tudo tem de ter em conta as circunstâncias, que é como quem diz  tudo tem hora, local e intervenientes.
É absurdo mandar alguém ao cócó, mais vale estar calado. Poderão argumentar que se se for educado está-se calado para não se dizer "vai à merda". Talvez. Não vejo a coisa assim; na minha humilde opinião ser-se bem educado é algo intrinsecamente ligado ao respeito pelo alheio e por nós mesmos. Não deitar papeis para o chão é ser-se bem educado, desde que não o façamos mesmo quando ninguém está a olhar. Roubar é falta de educação pois desrespeita a propriedade alheia. Então e mandar alguém à merda, não é falta de educação? Depende das circunstâncias mas, a meu ver, é uma demonstração da falta de respeito que sentimos, o que, muitas vezes, é perfeitamente legítimo e saudável, é um escape de agressividade que faz bem à alma e ao fígado evitando outras manifestações menos desejáveis e mais dolorosas.

Como dizia Ary dos Santos:
«Há que dizer-se das coisas
o somenos que elas são.
Se for um copo é um copo
se for um cão é um cão.

Mas quando o copo se parte
e quando o cão faz ão ão?
Então o copo é um caco
e um cão não passa dum cão.
»


Chamar as coisas pelos nomes, sim mas pelos nomes, sem eufemismos parvos ou brasileirismos ridículos; se há altura em que é fundamental usar bom português é quando se profere um insulto, ainda para mais quando se utiliza uma expressão idiomática.

Vem isto a propósito do ex-secretário de Estado da Cultura Francisco José Viega O Chico foi ordinarote, pindérico. Não foi o que disse, quero lá saber do que o Chico diz, foi como disse: a despropósito, sem graça, sem a menor elegância.
Toda a gente pode dizer impropérios mas que o faça com graça ou com elegância ou, melhor ainda, com ambas,  sempre sem despropósito e no fundamental "Bom Português".

Pergunto-me se o Chico saberá distinguir entre "tomar um autocarro" e "levar um autocarro"...
Pergunto-me se o Chico andará a ver novelas brasileiras de suburbio...
Pergunto-me mais, o que andará o Chico a ver? Cultura...
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«Francisco José Viegas adoptou o acordo ortográfico, pelo menos na sua relação com as Finanças» 
Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2013 - in "Imprensa Falsa" 

«Francisco José Viegas já adoptou o novo acordo ortográfico, pelo menos quando se trata de...» ler AQUI
 
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Com alguma graça é assim:

Sismo sentido no norte depois de um contribuinte não ter pedido factura

Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2013 - in "Imprensa Falsa"

«O sismo sentido esta quarta-feira no norte do país poderá ter sido um aviso do Ministério das Finanças, pois o epicentro teve lugar onde à mesma hora um contribuinte não pedia factura.

Pouco passava das 17 horas em Paredes, quando Simplício pagou o café e uma água com gás sem pedir factura. «Não é melhor eu tirar uma facturinha?», ainda perguntou o senhor do café. «Olhe que eles disseram hoje que quem não pedir factura está feito!», acrescentou.

«Ó amigo, eu quero é que eles se lixem, está a perceber? Não quero factura nenhuma!», respondeu o Simplício, segundos antes de se começar a ouvir um barulho enorme.

«O que é isto!?», gritou Simplício, em pânico, numa altura em que o café começou a abanar. «Gaita, eu bem lhe disse!», exclamou o senhor do café. «Homem, tire lá essa factura!», concordou Simplício. «E o número de contribuinte?» perguntou o senhor do café, enquanto tentava segurar a máquina registadora, pois o balcão já tinha sido engolido pela terra. «197 263 834», gritou Simplício, do outro lado de uma enorme cratera, que entretanto se abrira no meio do estabelecimento.

«835?», perguntou o senhor do café para confirmar, pois não se ouvia nada com o barulho. A terra tremia agora com ainda mais intensidade. O lcd caiu do tecto, matando a dona Simplícia, que já tinha dito que o lcd não estava ali bem. «834!», gritou Simplício. «Pronto, aqui está!», disse finalmente o senhor do café, numa altura em que a terra parou de tremer.»
Percebeste ó Chico?


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A TIA... A AVÓ... PARA QUANDO A MÃEZINHA?

 < (RECORTE DO D.N. DE 27 JANEIRO)











«Vai moralizar a tua avó», gosto! 
Vê-se que a senhora deputada, "cuja palavra faz fé" e "responsável pelos seus actos", segue a linha socrática do:
«Mansa era a tua tia» (Sócrates dixit e Louçã ouviu, assim como toda a A.R.).  
Assim sim, gosto de gente leal às suas causas, e mais, respeitadora da Instituição da Família.
Se a prática alastra ao grupo parlamentar do PS não haverão primas que cheguem.

É VERDADE, PALAVRA DE DEPUTADO!

Eu quero lá saber se a senhora que foi apanhada a conduzir "com os copos" é deputada.

Há uns anos, não tantos assim, cá pelo nosso burgo, e não só, conduzia-se animadamente depois de beber uns copos e toda a gente achava isso muito normal; só não se achava "normal" que alguém conduzisse "bêbado". Claro que esta gradação tem pano para mangas...

Eu não sou santa, e tenho sérias dúvidas sobre uma vaga hipótese de alguma vez vir a ser beatificada, quando era mais nova conduzi muitas vezes com mais um grau no sangue do que deveria ser... Felizmente não me dava para o disparate, para pisar no pedal entusiasticamente, antes pelo contrário e, felizmente nunca provoquei nenhum problema, nem a mim nem a ninguém.

E era aqui que queria chegar

De há uns bons anos a esta parte que não conduzo se tiver bebido uns copos, ou por outra, se sei que vou conduzir simplesmente não bebo para além do perfeitamente, absolutamente, razoável. E não é por causa dos senhores do balão, é porque a minha mentalidade mudou, cresci, tenho noção da responsabilidade e das possíveis consequências. Continuo a não ser santa mas compreendi que beber não é inócuo. Compreendi  eu e muito boa gente; Felizmente na última década ou coisa assim, a taxa de condutores alcoolizados tem vindo a baixar drasticamente. Acho lamentável que nem todos os que se fazem à estrada, com a sua vida, a daqueles que transportam e a daqueles com quem se cruzam, nas mãos, literalmente, não compreendam que o álcool no sangue modifica os seus comportamentos e as suas reacções.

Eu quero lá saber se a senhora que foi apanhada a conduzir "com os copos" é deputada, o que eu sei é que é alguém que não leva a sério a vida e a segurança alheia, nem a sua.
Deputada ou não é-me irrelevante.

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Mas adiante porque não foi para falar de copos que vim cá hoje, e da senhora deputada ainda menos.
O que me trouxe aqui foram as declarações do presidente do Conselho de Administração da Assembleia da República, Couto dos Santos. Se não fosse ele a falar pensaria que se tratava de fino humor sarcástico.

A tal senhora deputada deu umas faltas a reuniões plenárias posteriores à sua detenção pela PSP. Justificou a senhora dizendo que tinha estado doente.
Não apresentou qualquer atestado médico porque, ou até porque, as normas parlamentares não obrigam a que os senhores deputados o façam.

Remetendo para uma resolução sobre o regime de presenças e faltas ao plenário, aprovada em 2009 ( Ora 2009...2009... Ah, sim, 2009...)  ,  que estabelece que:
 “a palavra dos deputados faz fé, não carecendo por isso de comprovativos adicionais”

Os senhores deputados são os principezinhos do funcionalismo público, os paradigmas da Verdade e da Honra, claro.

Vai daí e vem de lá o Couto dos Santos, mui respeitável senhor presidente do Conselho de Administração da Assembleia da República , defender que  não faz sentido obrigar os deputados a apresentarem atestados médicos em caso de doença porque são “responsáveis pelos seus actos” e é preciso ter “confiança em quem elegemos”.



Só para rir...
Oh infeliz ocasião, oh infeliz oportunidade para se sair com uma piada destas!

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Ouvi dizer, não sei... que a senhora deputada nem soprou para o balãozito quando foi mandada parar na Operação Stop pelo senhor agente da PSP;
Ouvi dizer, não sei... mas parece que a senhora disse logo:
«Ó senhor agente leve-me daqui  porque eu estou com 2,41% de álcool no sangue e deve deter-me. Não precisa fazer qualquer teste porque a minha palavra de deputada faz fé, não carecendo por isso de comprovativos adicionais»
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Então a senhora que não necessita de apresentar atestado "porque a sua palavra faz fé" tinha sido detida pela PSP por conduzir ilegalmente com excesso de álcool ( e um excesso que não era exactamente insignificante) e vem o outro, dias depois,  dizer que os deputados, (ou seja, a tal senhora), .são  responsáveis pelos seus actos” e é preciso ter “confiança em quem elegemos”.
Valha-me Santo António!

Espero que, ao menos, o  mui respeitável senhor presidente do Conselho de Administração da Assembleia da República não tenha conduzido a sua viatura após ter prestado estas tão esclarecedoras declarações.
Finalmente entendi por que são necessários tantos motoristas ao serviço da A.R.


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VAMOS AGREDIR CRIANCINHAS?

Um estupor , com 22 anos, queimou com um cigarro e um aquecedor um bebé de dois anos. Pegou num cigarro e queimou-lhe os olhos, os lábios e os pés, pontapeando-o, partiu-lhe o braço esquerdo, agrediu-o várias vezes na cabeça  e atirou-o contra a parede, causando-lhe uma fractura craniana e queimaduras de primeiro e de segundo grau.

O bebé esteve 113 dias de convalescença. Sim, 3 meses e meio!
Este gajo é padrasto do menino e tinha ficado a a tomar conta dele para a mãe ir trabalhar

Para o tribunal, ficaram provados todos os factos constantes na acusação do Ministério Público  em relação ao menor, mas o colectivo de juízes absolveu o arguido do crime de violência doméstica sobre a companheira, do qual também estava acusado.

 Explicou o presidente do colectivo de juízes da 8ª Vara Criminal de Lisboa:
«O que o senhor fez foi de uma enorme crueldade e de uma malvadez inqualificável. Além disso, mostrou indiferença perante os factos cometidos e não revelou arrependimento pelos mesmos. A tese de que a criança caiu e bateu com a cabeça na banheira, quando lhe estava a dar banho, não convenceu»
No decorrer deste julgamento, o arguido viria a ser condenado, noutro processo, a uma pena suspensa de três anos por roubo qualificado. 

 E o que é que aconteceu a este canalha, que se encontrava em prisão preventiva ao abrigo deste processo ?

 O tribunal condenou-o hoje  a uma pena suspensa, de três anos e nove meses e,  e, após a leitura do acórdão, foi libertado

 O juiz acrescentou que a pena aplicada não foi unânime entre o colectivo, pois um dos três juízes - que votou vencido - defendia uma pena de prisão efectiva. 
 
A moldura penal do crime de violência doméstica perpetrado sobre menores é de dois a cinco anos de prisão.  
 
O tribunal teve em consideração o depoimento da mãe da criança e não valorizou os testemunhos do avô, assim como de alguns vizinhos.

MAS O QUE É ISTO?

É preciso matar a criança para ser preso?
É preciso a mãe, ou outra pessoa, tomar a justiça em suas mãos para que esta seja feita?
«O que o senhor fez foi uma crueldade e de uma malvadez»??? Como se fosse deixar o bebé sem comer um dia inteiro?
Não! O que o senhor fez foi um CRIME horrendo, cujas consequências foram as que se sabem as as que, provavelmente estarão por vir.

"O Ministério Público vai interpor recurso para o Tribunal da Relação de Lisboa relativamente à suspensão da execução da pena de prisão aplicada ao arguido, uma vez que entende que lhe deve ser aplicada uma pena de prisão efectiva", explicou a Procuradoria-Geral da República, numa resposta escrita enviada hoje à agência Lusa.

Estamos entregues aos vermes que se alimentam de cadáveres, pois que os bichos que vivem à superfície não merecem tal fama
Pergunto-me, os dois senhores juízes que votaram a pena suspensa terão filhos?
E se alguém fizesse a esse filhos metade do que foi feito a este bebé, como reagiriam?

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O TELÉLÉ, O GALO E EU

O meu telemóvel passou-se, deixou de marcar o que eu queria e passou a marcar o que bem lhe apetecia. Eu marco 6 e ele dá-me um 5; eu marco "contactos" e ele dá-me o relógio.
Isso foi o ecrã que desconfigurou, explicaram-me.
Pode ser, mas os botões que eu carrego é bom que tenham um comportamento em conformidade e previsível, seja o TM ou a torradeira. Pronto acabou-se, sai da minha vida, fui comprar outro.

Lá trouxe o fiel objecto para casa, na sexta-feira passada.
No sábado tive mais o que fazer e no domingo lá tratei de pôr o bicho a funcionar para estar operacional na segunda-feira. (Um homem nunca seria capaz deste interregno)
Tenho um irreverente desrespeito por manuais de instruções, só os abro quando a coisa está mesmo muito complicada e já tentei  que me fartei gastando mais tempo do que a minha paciência abarca. Ora bem, para ligar um TM não é preciso fazer um curso na NASA.
Liguei o bicho, acertei data e hora, explorei um bocadinho, meti-o na mala e fui à minha vida. Ok.
Entretanto, como o meu filho entrou de férias, desliguei tudo o que pudesse ter uma função de "Despertar" - do telemóvel à televisão. Um sossego.

Pois. Mas hoje eu precisava de me levantar cedo. Lá peguei no TM e marquei o despertar para a hora que queria. Como sou muito avessa a acordar cedo e já me tinha desprogramado até depois do Ano Novo, escolhi um toque de alarme um tanto agreste para ACORDAR mesmo - imagine-se: um galo a  cócórócóquejar! E adeus, boa noite, até amanhã.

Hoje cedo o galaró lá cócórócóquejou irritantemente à hora certa. Grunnfffff.
Parei-o e esperei que voltasse a irritar-me 5 minutos depois. Certo. E só mais 5 minutos... (É um clássico). À terceira levantei-me a rosnar e dispus-me a parar o alarme de vez. Ah pois, mas como? Toquei em tudo o que é botão, tecla, ecrã... Qual quê, passados 5 minutos lá vinha o galaró. À beira da fúria, procurei o manual de instruções ( que coisa ridícula, socorrermo-nos de um manual para desligar um despertador, se isto consta a minha reputação nunca mais será a mesma).
Não havia manual. NÃO TENHO MANUAL!.
Só um papelucho com instruções de iniciação (ó sorte, para quê?) e o endereço Internet para fazer o download do manual de instruções. Bolas, já estou atrasada... A fúria tomou conta de mim. Arranquei-lhe a bateria. Atão, calaste-ti ou não calaste-ti?
Mas por que raio fui eu comprar um bicho de tecnologia XPTO-Android-#G-e-mais-o-raio-que-o-parta?

Eu só queria um coiso que fizesse e recebesse chamadas e mensagens, com um despertador e uma máquina fotográfica razoável. Ah, e um Bluecoiso para o ligar no carro.

Ainda na semana passada dei praticamente 200 euros por um micro-motor para abrir a janela do carro porque o original morreu. Que raio, quando é que inventam uma manivela de andar à roda para subir e descer os vidros?
E um relógio que não precise de pilha? Podiam inventar uma coisa parecida com os brinquedos de corda, estão a ver a ideia?

Vão por mim, nunca, mas nunca, liguem um despertador sem terem a certeza absoluta de que sabem como desliga-lo.