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NÚMEROS FIDEDIGNOS NA COMUNICAÇÃO SOCIAL

Repescando, por razões vindas de mundos diferentes, o parágrafo de abertura do meu penúltimo post (17 Junho), dizia eu assim:

Contava-me o meu o meu pai que, durante o mandato da primeira Assembleia Nacional Constituinte republicana, "eleita" em 1911, houve um senhor deputado que resolvia os problemas económicos do país facilmente com o dinheiro que advinha do "jogo" (casinos e afins). Já não me lembro do nome do homem e muito menos das percentagens que atribuiria a cada sector mas a ideia vale por si. O tal deputado resolvia, e invento totalmente números e sectores, atribuir 25% à Defesa, 20% à saúde, mais 20% à educação, 30% para obras públicas, 40% para despesas directas do Estado, mais... A dada altura o presidente da Assembleia terá interrompido o sábio deputado e referido que, pelas suas contas, já haviam sido ultrapassados os 100%... Resposta pronta do animal: « Aah Senhor Presidente, mas é que isto do jogo dá muito...»
 Talvez não devesse ter chamado "animal" ao tal deputado... Afinal o homem teria provavelmente razão... Chego à conclusão, pela mesma via que ele, que de facto "Isto do jogo dá muito"... E em percentagens ainda dá mais.
Ora atentai por uns segundos aí no boneco abaixo que representa como que um fac simile de uma sondagem, por acaso desportiva.... da SIC. E somai, meus amigos, somai...
A votação ainda estava em curso... Não sei o resultado final mas confesso que fiquei curiosa

Será que vão aplicar esta metodologia estatística nas próximas adesões a greves, intenções de voto, resultados eleitorais, etc., ou a coisa só dará mesmo para "jogo"?

ERA UM ANTI-ALÉRGICO FÁXAVÔR

Se há coisinha que me dá brotoeja é ouvir os líderes políticos e sindicais reivindicarem e prometerem medidas que todos gostaríamos de ver implementadas mas que pertencem à categoria dos "desejos impossíveis"; não se fazem omeletes sem ovos.

Seria óptimo baixar os impostos, claro que seria...
Seria óptimo garantir cuidados de saúde a toda a população;
Seria óptimo promover um ensino gratuito, com escolas disseminadas pelas populações com turmas racionalmente dimensionadas;
Seria óptimo ter uma rede de estradas sem portagens e transportes públicos a preços que não pesassem na carteira dos utilizadores
Seria óptimo aumentar o ordenado mínimo nacional...
Ou seja, seria óptimo viver num país cujo o Estado pudesse servir os contribuintes sem os sobrecarregar para sobreviver.

Seria óptimo, quem não concorda com isto?

Pois, mas não dá e todos sabemos que não dá. Não dá o óptimo, nem o bom, nem sequer o satisfatório. Se começar a dar o menos mau já é uma festa.

Todos sabemos que não dá, a começar por essa raça de politiqueiros profissionais que berram e gritam, reivindicam e prometem o impossível, o impraticável.
Quando prometem e reivindicam não o fazem a bem da nação, a bem do povo mas, obviamente, a bem do aumento das suas possibilidades de conquista de votos, de poder, de empatia.
Bem... em última análise é a bem do povo, dirão se confrontados na intimidade, porque se o povo votar "como deve de ser", ou seja, neles, saberão fazer o que é melhor para o povo, ainda que não seja possível fazer aquilo que seria óptimo... mas isso, realmente, não é possível e eles sabem, oh se sabem...

Este tipo de prática politiqueira é particularmente visível no PC, mas não só... Ah pois, não só.

Ontem o camarada Paulo Portas fez uma impecavelmente bem discursada prática deste tipo de actuação. De dar vómitos, naúseas, tremuras e tonturas.
Como é que um tipo que tem os pés no governo e que, ciclicamente, vem dar o seu pézinho de dança no baile do «Eu não concordo mas tenho de deixar passar a bem da estabilidade governativa», não tem a menor sombra de vergonha ao proclamar uma série de medidas que, sabe ele muitíssimo bem, não foram, nem serão tão depressa implementadas, pela simples razão de que não há meios para o fazer?
Como?
O Paulinho é malandreco, ansioso, mas não é parvo. Traquinas mas nada parvo mesmo.
Mas, até hoje, aquela cabecinha tão capaz, não conseguiu ser número um em parte alguma à excepção do seu CDS/PP...
O tal CDS que era do borra-botas do Freitas quando o Paulinho militava na JSD, onde, claro, também nunca foi número um.

E depois?

Depois houve alguém, digo eu, que topava o Freitas de ginjeira e que já não podia nem cheira-lo, que terá dito qualquer coisa deste estilo: «Ó Paulinho, você não gostava de tirar o tapete ao Freitas e de ir mandar no CDS?»
Tirar o tapete ao Freitas...  Ir mandar no CDS... Então não?
O Paulinho gostava, e lá foi ele, impulsionado por quem sabe mais, de política e de poder, a dormir do que esta malta toda acordada.  (De quem falo? Ora... Isso não digo, não vá isto ser tudo imaginação minha, mas considerar um Político de direita que sabe muito a dormir e se mantém afastado das lideranças e intrigas... Parece-me que é canja!)

Perante isto o Paulinho acreditou em si, e fez bem; acreditou que poderia ser "O Líder", mas fez mal.

Não tem tido quem lhe faça sombra no CDS, é um facto, mas não chega. Não chegou para  ter sido mais do que o número dois, ou três,  com o PS, não chegou para deixar de ser apenas o número dois (mais outra vez) com o PSD, e menos ainda chega para ser o número um sózinho.
O Paulinho não se conforma...   Faz mil tropelias, puxa tapetes devagarinho só para fazer tremer sem cair, apresenta-se como o homem que compreende e está do lado do povo, muito mais do que quem lhe faz sombra.
Vá lá Paulinho, já estás crescido, cria juízo e vergonha: Não se pode querer passar a vida inteira com um pé no comboio e outro no cais, não é honrado nem credível por muito gozo que dê a excitação do «Espera aí que já te lixo». Chuta adrenalina para a veia se for preciso mas pára de fazer estas figuras, digo eu que nem sequer te quero mal, pessoalmente, politicas à parte, até te acho um tipo interessante, embora não te quisesse para amigo.


A MAGIA DOS NÚMEROS


Contava-me o meu o meu pai que, durante o mandato da primeira Assembleia Nacional Constituinte republicana, "eleita*" em 1911, houve um senhor deputado que resolvia os problemas económicos do país facilmente com o dinheiro que advinha do "jogo" (casinos e afins). Já não me lembro do nome do homem e muito menos das percentagens que atribuiria a cada sector mas a ideia vale por si. O tal deputado resolvia, e invento totalmente números e sectores, atribuir 25% à Defesa, 20% à saúde, mais 20% à educação, 30% para obras públicas, 40% para despesas directas do Estado, mais... A dada altura o presidente da Assembleia terá interrompido o sábio deputado e referido que, pelas suas contas, já haviam sido ultrapassados os 100%... Resposta pronta do animal: « Aah Senhor Presidente, mas é que isto do jogo dá muito...»

De vez em quando lembro-me desta história... Quando as manifs. no Terreiro do Paço com 1/4 de lotação são supostas têm mais manifestantes do que a lotação da praça cheia, ou quando as adesões às greves apresentam um número superior à soma dos trabalhadores em funções com aqueles ausentes

 Hoje, essa espantosa greve dos professores em dia de exames teve, segundo a Federação Nacional da Educação (FNE) terá havido uma adesão  «acima dos 80 por cento» e «Vai ao encontro dos números da Fenprof».

Por outro lado,  o secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário afirmou que setenta e seis por cento dos alunos realizaram o exame de Português;
Todos os alunos de latim fizeram exame, tal como os portadores de deficiência auditiva profunda ou severa;
Em 74% das escolas, os exames realizaram-se a 100%.

Ou é da minha vista ou há  qualquer coisa na discordância  destes números que não bate certo.
Não estou sequer a insinuar que os números apresentados pelo governo são mais fiáveis, ou menos, do que os apresentados pelos sindicatos mas, desta vez, tratando-se de exames nacionais, não pode haver discussão:  as provas estão à vista em cada folha de teste entregue.

Ah mas o Ministério da Educação convocou professores substitutos, dizem os sindicatos.
Está bem, mesmo que assim seja, substitutos ou não, são professores, com tanto direito à greve quanto qualquer outro, né? É.

Para rematar a «Piada Louca da Semana»:

A FNE lembrou que a greve não foi feita de propósito para ser nesta data.
«A greve é neste momento, porque foi nesta altura que o Governo apresentou propostas que são muito más e que têm a ver com um desprestígio da profissão e dos profissionais.»

Pois claro, "eles" é que foram muito maus mesmo à beira dos exames... Mas alguém neste nosso rectângulozinho lhe passaria pela cabeça que poderia ser "de propósito"? Jamais! Os educadores dos filhos da nação são para se levar a sério... Alguma vez fariam uma coisa dessas? Por o governo sob chantagem utilizando os seus educandos? Nunca!
Felizmente somos todos parvos.

* A Assembleia Nacional Constituinte foi eleita num sufrágio em que só houve eleições em cerca de metade dos círculos eleitorais. Não havendo mais candidatos do que lugares a preencher em determinada circunscrição eleitoral, aqueles eram proclamados "eleitos" sem votação.

O sufrágio universal foi afastado, tendo votado apenas os cidadãos alfabetizados e os chefes de família , maiores de 21 anos.


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SERÁ POR SERMOS "RACIONAIS"?

Estou firmemente convencida de que as crianças, educadas juntas, em harmonia e em paz, resolveriam os grandes problemas inter-sociais e inter-culturais da humanidade, desde que - e este é um ENORME "desde que" - os seus educadores, em boa fé, fossem capazes e estivessem decididos a transmitir que a humanidade partilha um ADN comum, uma herança cósmica comum, um futuro planetário comum, criando uma vivência disto que ultrapassasse na vida a mera aprendizagem dos bancos de escola.
 A humanidade é una, única e irrepetível, existam ou não outras formas de vida no universo; é uma só ainda que formada por um arco-íris de seres, nas suas etnias, culturas, religiões, crenças e ideias. Mas... Mas que em momento algum devessem essas diferenças ser mais importantes do que as semelhanças e o comum habitat.
Sei que temos de nos defender  mas esta defesa seria bem mais simples se conseguíssemos criar laços mais fortes do que as nossas diferenças - só assim nos poderíamos sentir menos ameaçados e os reais perigos diminuiriam.

Os outros animais parecem compreender isto bem mais facilmente do que nós quando educados juntos, em harmonia e em paz. Espantosamente são até capazes de se relacionar connosco, que tanta dificuldade temos em nos relacionar de um modo geral, entre nós e com eles, não abordando já as atrocidades que comentemos, com eles e entre nós.

De onde me veio agora toda esta conversa ingénua e ilusória?
Vejam o vídeo, por favor.
É por isso que eu gosto tanto deles, conservam uma pureza de alma - sim, de Alma - que nós perdemos algures no meio da nossa "racionalidade"


UMA PESSOA EXTRAORDINÁRIA

Quando a simplicidade, a inteligência e o carácter se encontram numa mesma pessoa o resultado pode ser surprêndente

SANTOS POPULARES NA MINHA TERRA DO CORAÇÃO

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SANTO ANTÓNIO NO MEU BAIRRO

Ainda há bocadinhos de Portugal no Estado português
Ainda se encontram resquícios de Lisboa na amalgama urbana e descaracterizada da capital.

O meu bairro hoje está em festa, numa azáfama desde manhã.
Não há onde estacionar um carro, a polícia, estranhamente, desistiu de castigar prevaricadores e até anda a ajudar a montar pequenas esplanadas nos sítios mais estranhos: em cada canto há duas ou três mesas para servir sardinhas. O cheiro vindo dos assadores invade as casas e a música que sai de cada tasca mistura-se no ar numa guerrilha alegre de ruas e becos. Penduram-se fitas farfalhudas de cores garridas que atravessam as ruas de prédio a prédio, construindo tectos e abóbadas de festa, para indicar onde vão dançar os arraiais e assar sardinhas e febras para comer no pão. De todo o lado nascem mesas, cadeiras, assadores, colunas de som, barris de cerveja e grades de vinho tinto, transportados por gente bem disposta que esqueceu a vida quotidiana, o cansaço e a resmunguice. Dizem-se brejeirices, combinam-se encontros para "logo à noite", pedem-se favores e emprestam-se ferramentas. Vá-se lá saber como mas anda boa disposição e alegria no ar; trabalha-se com ânimo e disponibiliza-se boa-vontade.

Confesso que não sou "muito lisboeta", embora seja alfacinha de gema, nada e criada, mas gosto tanto da noite de Santo António...
Gosto de ver os miúdos das marchas infantis de mão na anca rodando os quadris, cheios de uma raça que nem sabem de onde lhes veio, mas está lá.
Gosto dos cumprimentos bem dispostos dos vizinhos no meio da rua porque hoje somos do mesmo bairro, somos mais vizinhos do que em qualquer outro dia do ano.
Hoje sentamo-nos às mesmas mesas, em bancos corridos, à porta das tascas onde durante o ano tomamos café sem nos falarmos ou oferecendo um sorriso posto num "bom-dia" automático. Hoje partilhamos pão e vinho tinto do jarro da mesa - o Santo António traz-nos uma espécie de Páscoa bairrista nessa partilha

Hoje, nos bairros que vivem em Lisboa  há séculos e não uns recém-chegados de história compostinha, a alma de Lisboa está viva e é mais uma alma de mais uma província do nosso Portugal. Gosto disso.

Eu até vinha para casa tomar um duche que me lavasse a alma das chatices e do cansaço e me deixasse com a paz de nada para fazer para além de um hamburguer no pão e umas batatas fritas quentinhas e salgadas...
Mas fui ali à tasca da São tomar um café antes de vir para casa...
Toda aquela animação mexeu comigo; um convite para bailar uma marcha feito pelo bisavô mais querido cá do bairro; e as cores, e a música, e aquela vizinhança a trabalhar tão contente... As sardinhas no gelo e no sal...  O tinto honesto vindo do Ribatejo... As mesas corridas com toalhas aos quadradinhos azuis e brancos...

Então até logo, vou pôr a minha saia rodada e o meu lenço florido.


Os meus amigos e vizinhos que prepararam a sardinhada:

A EQUIPA
O MESTRE-ASSADOR
O RESULTADO

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TEM GRAÇA E NÃO OFENDE

Não acho graça nenhuma à indisciplina escolar, "no meu tempo" nunca passei por isso e os meus professores, dos mais formais aos mais companheirões, não admitiam parvoeiras. Alguns, quando já eramos mais crescidinhos, admitiam brincadeiras oportunas e pontuais e daí nunca adveio indisciplina nem faltas de educação; saber distinguir entre uma boa e oportuna piada e uma declaração pública de desrespeito e idiotice não é uma coisa má, muito pelo contrário, faz muita falta, aos jovens e aos menos jovens...

Deparei-me há pouco com um mini-vídeo que me fez gargalhar de surpresa e graça, como se costuma dizer, "tem graça e não ofende".
Olhem lá...





É D'HOMEM!



«O juiz Rui Teixeira, que conduziu a instrução do processo ‘Casa Pia ’e que agora está
colocado no Tribunal de Torres Vedras, não quer os pareceres técnicos sociais com o novo Acordo Ortográfico. Os pareceres (relatórios sobre a situação social dos envolvidos em julgamentos) são elaborados pela Direcção Geral de Reinserção Social.

Em Abril, a DGRS recebeu um pedido de relatório social acompanhado de uma nota:

 “Fica advertida que deverá apresentar as peças em Língua Portuguesa e sem erros ortográficos decorrentes da aplicação da Resolução do Conselho de Ministros 8/2011 (…) a qual apenas vincula o Governo e não os Tribunais”.

Os serviços da DGRS pediram um esclarecimento e Rui Teixeira respondeu:

 “Não compete aos Tribunais ensinar Leis aos serviços do Estado. É de presumir que a DGRS tenha um serviço jurídico e se não o tiver o Ministério da Justiça tem-no de certeza”

"A Língua Portuguesa não é resultante de um tal «acordo ortográfico» que o Governo quis impor aos seus serviços',  acrescentando,  "nos tribunais, pelo menos neste, os factos não são fatos, as actas não são uma forma do verbo atar, os cágados continuam a ser animais e não algo malcheiroso e a Língua Portuguesa permanece inalterada até ordem em contrário", 

escreve o Correio da Manhã. »

"Diário de Notícias" - 26 Maio, 2013

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Esta louvável atitude, embora com mais graça e mais incisiva não é, no entanto, nova: em 2012, um juiz do 2º Juízo Cível do Tribunal Judicial de Viana do Castelo escrevia assim:





MUDAI DE BRUXA, MUDAI.

É melhor mudarem de bruxa, essa enganou-se. 



 Não, não sou apoiante do Porto...
Os meus amigos lampiões que me desculpem mas estavam a pedi-las.
Levaram os santo campeonato a chagar os melões dos outros... Agora comam-los


Não é para isto que uma mãe traz um filho ao mundo

É impressionante, quase inacreditável. Algumas destas pessoas, diria mesmo que a maioria, transformaram-se até ao quase irreconhecível. Não creio que estas transformações possam ser apenas físicas, em nenhum deles.
Entre a primeira e a terceira fotos distam apenas sete meses; parece-me que as mais impressionantes serão as segundas. As transformações do olhar são as que mais me tocam...
Não é para isto que uma mãe traz um filho ao mundo.

(Clicar no canto inferior direiro para aumentar a imagem)

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Soldiers' portraits before, during and after war 
Photographer Lalage Snow's powerful series of triptychs titled We Are The Not Dead depict the faces of British servicemen before, during and after their deployment to Afghanistan, spanning a period of seven months
The images are as striking as they are revealing, highlighting not only the physical transformations but the emotional ones, as well.

Lalage Snow is a photographer, journalist and filmmaker currently based in Kabul, Afghanistan.


We Are The Not Dead - Images by Lalage Snow


IRÁ A EDP ENTRAR EM ESTADO DE CHOQUE?

Pode ser que eu não tenha razão, definitivamente o meu "negócio" não são os números, mas uma das muitas coisas que me faz brotoeja no mercado nacional são as exorbitantes tarifas, e taxas, da EDP face aos seus lucros, tendo em conta que a electricidade é um bem essencial, em casa e nas empresas, particularmente as fabris. Confesso que me traria um sorrisinho ao canto da boca ver a EDP ter de repensar as suas tarifas devido a uma liberalização do mercado.

Sei que ainda é cedo, até 2015 ainda muita corrente eléctrica passará pelos fios de alta tensão mas a informação disponibilizada pela eventual concorrência é ainda muito escassa e pouco divulgada, a própria concorrência parece-me escassa relativamente ao enorme mercado em termos nacionais.

Passou-me sob o nariz um artigo que não responde ao essencial - creio que nesta altura ainda ninguém responde satisfatoriamente - mas dá resposta a muitas dúvidas, direitos e obrigações; Preços? Mais euro menos euro, não vejo nada no horizonte que me possa mudar a cara quando olho para a factura, venha ela de onde vier.


 «Tudo sobre o mercado livre de electricidade»
In "Sol"  - 2 de Maio, 2013

«Com a extinção das tarifas reguladas da electricidade a 31 de Dezembro de 2012, substituídas pelas tarifas transitórias, os consumidores terão três anos para poderem escolher um operador do mercado livre.

O calendário definido pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) fixa duas fases para a extinção das tarifas reguladas, sendo que desde 1 de Janeiro de 2013 acabaram as tarifas para todos os consumidores de electricidade e gás natural, isto é, com potência contratada até 10,35 kVA no caso da electricidade e um consumo anual até 500 m3 no caso do gás natural.

Tire as suas dúvidas:

O que significa o fim das tarifas reguladas?
O fim das tarifas reguladas significa que os preços de venda de electricidade e de gás natural aos consumidores deixam de ser fixados pela ERSE, passando a ser definidos pelas empresas presentes no mercado. Até agora, para fornecimento de eletricidade, há ofertas da EDP Comercial, da Galp, da Endesa, da Iberdrola e da Gas Natural Fenosa.

O que é o mercado liberalizado?
O mercado considera-se liberalizado quando vários comercializadores podem concorrer livremente em preços e condições comerciais, observando as regras da concorrência, a lei geral e os regulamentos aplicáveis. Outras actividades, como o transporte e a distribuição de electricidade e gás natural, vão continuar a ser reguladas e os seus operadores serão obrigados a fornecer os serviços aos operadores finais em condições de transparência e não discriminação.

Quando se conclui o processo de liberalização?
A conclusão do processo de liberalização dos sectores energéticos da electricidade e do gás natural significa que todos os consumidores deverão escolher um novo comercializador de electricidade e gás disponível no mercado no máximo até 31 de Dezembro de 2015. Os consumidores já hoje podem fazer a sua migração do mercado regulado de electricidade (no qual estão a maioria dos consumidores portugueses, cerca de cinco milhões de clientes) para o mercado liberalizado (que tem actualmente 1,5 milhões de clientes).
Desde 01 de Janeiro de 2013 que, caso o consumidor opte pela tarifa liberalizada, não poderá voltar à tarifa regulada. No entanto, dentro do mercado livre, pode optar pelas várias ofertas e mudar de comercializador quantas vezes pretender. Quando assina um contrato de fornecimento de electricidade e de gás nenhum deles tem um compromisso de fidelização.

O consumidor vai pagar para mudar da tarifa regulada para a tarifa liberalizada ou, quando estando na liberalizada, terá encargos para mudar de operador?
Não. Todos os processos de mudança são gratuitos, sendo accionados assim que o consumidor contactar e contratar um novo fornecedor de energia. A ERSE alerta que os portugueses devem estar atentos às ofertas comerciais das várias empresas fornecedoras de electricidade e gás natural que estão a operar no mercado, em princípio, mais competitivas que o regulado.

Quais os passos para mudar de comercializador?
Um consumidor que pretenda mudar de comercializador de energia eléctrica ou de gás natural, quer seja no âmbito da extinção de tarifas reguladas, quer seja pela procura de melhores condições de fornecimento, deverá seguir três passos fundamentais: consultar os comercializadores, comparar e escolher preços, condições de pagamento, prazos, promoções, etc. A ERSE tem um simulador na sua página de internet.

Quanto custa a mudança de comercializador?
A mudança de comercializador não tem custos para o consumidor e deverá ocorrer no prazo máximo de três semanas.

Qual a duração do processo de mudança de comercializador?
Após a celebração do contrato de fornecimento com o comercializador escolhido, este inicia todos os procedimentos necessários, sendo que será feita em cerca de cinco dias úteis. Após a concretização da mudança, o antigo comercializador está em condições de emitir a última factura de energia (factura de fecho) e o novo comercializador começa a fornecer com as condições negociadas com o consumidor.

Para concretizar a mudança de comercializador o consumidor precisa de alterar algum equipamento ou alguma característica das instalações?
Não. A mudança de comercializador é uma mera transferência de relacionamento comercial, pelo que no processo de mudança não são alterados equipamentos ou características da instalação de consumo, tais como, a potência contratada ou o escalão de consumo.

A quem posso recorrer em caso de reclamação ou dúvida?
A comercialização de energia eléctrica e de gás natural está sujeita a regulação da ERSE, no que respeita às condições e práticas comerciais junto dos clientes. Em caso de reclamação ou dúvida na aplicação dos seus direitos, poderá recorrer à ERSE ou a organismos de defesa do consumidor.

O fornecimento de electricidade ou gás natural pode ser interrompido na mudança de comercializador?
Não. A mudança de comercializador pressupõe a existência de novo contrato de fornecimento de electricidade ou de gás natural. Após a assinatura do novo contrato, o novo comercializador trata de todos os aspectos técnicos relacionados com a transferência da relação contratual. Até à data de concretização da mudança de comercializador, o fornecimento de electricidade e gás natural mantém-se com o anterior comercializador.

Vale a pena mudar para o mercado livre se tiver uma tarifa bi-horária?
Em princípio não porque as ofertas no mercado livre não oferecem qualquer desconto sobre a tarifa regulada. No entanto, se pretender uma factura única, em que agrupa o gás e a electricidade, já poderá compensar.

O que vai acontecer depois de 31 de Dezembro de 2015? Se não mudar para o mercado livre fico sem electricidade?
Sim. Segundo o que está estipulado, quem não fizer a sua alteração de contrato para o mercado livre, o consumidor ficará sem fornecimento de electricidade ou gás a 1 de Janeiro de 2016.

A electricidade vai ficar mais barata durante o processo de liberalização?
Não, a não ser que aconteça uma queda brutal do preço do petróleo e do gás natural nos mercados internacionais. A ERSE vai rever os preços das tarifas reguladas de três em três meses, sendo que as empresas a actuar no mercado estão a aplicar descontos sobre as tarifas reguladas. Se o preço sobe na tarifa regulada, implicitamente sobe no mercado livre, embora com um desconto.»


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ZERO DESPERDÍCIO

FINALMENTE!

PARABÉNS PELA INICITIVA E PELA ADESÃO


«Se vir o selo "Zero Desperdício" num restaurante, supermercado ou hotel então é porque está num estabelecimento que aderiu ao nosso movimento.
Ou seja, todos os excedentes alimentares em perfeitas condições de higiene e segurança são recolhidos por instituições de solidariedade social que os distribuem pelas famílias que mais precisam.
Assim, já sabe, o selo identifica um parceiro Zero Desperdício!»


«PORTUGAL NÃO SE PODE DAR AO LIXO»
«Cerca de 360 mil portugueses passam fome. Enquanto isso, estima-se que todos os dias 50 mil refeições são desperdiçadas de norte a sul do país. »

«O movimento Zero Desperdício está a aproveitar os bens alimentares que antes acabavam no lixo – comida que nunca saiu da cozinha, comida cujo prazo de validade se aproxima do fim, ou comida que não foi exposta nem esteve em contacto com o público – fazendo-os chegar a pessoas que dela necessitam. 
Ao entrar num estabelecimento com o selo Zero Desperdício, tem a certeza de que todas essas refeições são aproveitadas e encaminhadas para a mesa de alguém. Uma iniciativa em que os estabelecimentos e os seus clientes participam sem gastarem um cêntimo.»

http://www.zerodesperdicio.pt/

. https://www.facebook.com/zerodesperdicio


CADA UM É PARA O QUE NASCE

DESDE QUE TENHA RENDIMENTOS PARA TAL

 

O nosso José viajou sozinho em classe executiva de Paris para Lisboa... Pessoalmente não estranho, uma pessoa sabe lá se "aquilo" é contagioso... Pode ser que tenha tido oportunidade de fumar um cigarrito à sucapa.

«Passos em económica e Sócrates em executiva» 
 Expresso - 14 de Maio, 2013


«Pedro Passos Coelho teve na tarde desta terça-feira uma inesperada companhia no voo da TAP que o transportou de regresso a Lisboa, depois da apresentação em Paris do relatório da OCDE sobre Portugal: nada mais, nada menos do que o mais famoso estudante português na cidade-luz, José Sócrates.
Mas, além dos cumprimentos de circunstância à partida e de uma breve troca de palavras à chegada, o primeiro-ministro não terá tido oportunidade de trocar impressões com o ex-primeiro-ministro sobre a reforma do Estado.

Tão perto e tão longe, o primeiro viajou em classe económica, obrigado pela regra que impôs a todo o governo no início do mandato. Livre de tais constrangimentos, o ex-primeiro e comentador dominical da RTP viajou em executiva. Onde, aliás, era o único passageiro.»

COMO UM SONHO PROFÉTICO

O autronauta Chris Hadfield, da Agência Espacial Canadiana, após passar cinco meses no espaço como comandante da E.E.I. fez uma despedida em grande com a espectacular gravação  do super-êxito de David Bowie "Space Oddity" ( 1969 - quando as estações espaciais eram ficção e sonhos) que ganhou contornos de canção profética um pouco ao jeito das obras de Arthur C. Clarke, salvaguardando as devidas distâncias



Já anteriormente este Coronel havia publicado um video com fotos suas tiradas a bordo da Estação Espacial com o fundo musical original de "Space Oddity" cantada por Bowie. Um Comandante criativo sem dúvida, um homem polifacetado que é tido como o mais "cool" dos astronautas inter pares


















DAVID BOWIE - SPACE ODDITY - 1969 ORIGINAL VIDEO




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DESCULPEM QUALQUER COISINHA, SIM?

Eu portei-me bem, a sério

Até fui ver o jogo, por minha sugestão, com um bom amigo benfiquista a um restaurante de um outro benfiquista simpático; Estava rodeada de "lampiões", aquilo mais parecia um galinheiro,  e portei-me impecavelmente.

Não mandei SMS's provocatórios nem mensagens... E havia muito, muitíssimo, quem as merecesse: levei o campeonato inteirinho a aturar as maiores baboseiras e,até, arrogâncias, a benfiquistas, fartei-me de ver fotos com Leões esmurrados e em estado de coma.

Ontem portei-me bem e hoje fui discreta e silenciosa, aparte um ou outro comentário com um ou outro correligionário sportinguista no "facebook" acerca do silêncio quase sepulcral que flutuava por aquela rede social desde a noite de ontem; até se sentia uma espécie de bruma fantasmagórica...


Portei-me bem, já passa das 22h...
Mas agora já não me aguento, já me escaqueirei a rir... Não dos meus amigos benfiquistas, Deus me livre, sei bem como caiem mal as gargalhadas de adversários insensíveis quando sentimos o peso da derrota sobre o nosso humor.
Escaqueirei-me a rir quando via a "Tia Eva", Senhora hungara fan de futebois, dar largas à sua boa disposição rechonchuda ao lembrar o derby de ontem. Impagável!

BOAS CAUSAS, BOM MARKETING

ESTE É O TIPO DE MARKETING QUE ME LEVARIA A ENTRAR NUM RESTAURANTE.

DEMAGOGIA OU GENEROSIDADE TANTO ME FAZ,
INTERESSA-ME O RESULTADO PRÁTICO

É IMORAL A QUANTIDADE DE COMIDA QUE DIARIAMENTE VAI PARA O LIXO
(onde pessoas a vão buscar)

Uma política de empresa deste tipo pode poupar muito em publicidade com iguais ou melhores resultados

Mas há outras formas de aplicar a ideia que não ficam atrás desta

É só uma questão de imaginação e boa vontade, o êxito segue-se.





SÍRIA: UM INFERNO INFECCIOSO

BEBÉ HUMANO... NA SÍRIA

5 reasons Syria's war suddenly looks more dangerous

By Tim Lister, CNN
May 9, 2013

 1: Israel and Hezbollah's proxy war
 2: More than ever, it's sectarian
 3: Al-Assad goes for broke?
 4: Chemical Weapons
 5: Players and Puppets: Iraq, Turkey, Lebanon and Jordan





Um artigo, extenso, que vale o tempo de o ler
Um slide-show com 115 fotos da Síria actual que falam por si

LINK:
  http://edition.cnn.com/2013/05/08/world/meast/syria-more-dangerous/?hpt=wo_c1


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ABENÇOADO!

Esta notícia teria pano para mangas, compridas e esvoassantes
Da lei, do código penal, da impunidade
Das cabras que andam por este mundo, e os bodes, e as pessoas que não se contentam em ficar a ver sem fazer nada

 Espero que esta gaja nunca engravide, se a criança chatear corre sérios riscos de acabar no contentor do lixo

Quanto ao heroi da história... Abençoado.
Por não ter deixado passar
Por ter assentado um valente par de estalos onde faziam falta
Por ter coração, consciência e coragem. ...

E ganhou uma amiga que a outra, a cabra, obviamente, não merecia.


«Quem não gosta de animais não pode gostar de pessoas»
In "Expresso", Pedro Amaral

«Um cachorro foi atirado pela janela de um automóvel. O condutor da viatura que seguia atrás encetou uma perseguição que acabou com duas violentas bofetadas na mulher que se havia desembaraçado do "embrulho". Hoje, a cadela que salvou vive consigo.»


 «É uma história real. Triste, reveladora de desumanidade e preocupante porque espelha o que de mais baixo pode haver no ser humano.

Numa estrada, algures em Portugal, um homem dirigia a sua viatura, conduzindo logo atrás de uma outra que subitamente abrandou a marcha de forma bem significativa, obrigando-o a uma travagem brusca.
É então que vê um pequeno " embrulho " ser atirado pela janela do "pendura" tendo caído a uns quatro metros da berma da estrada.
Intrigado o nosso homem resolve parar o automóvel e dirigir-se para o local a fim de constatar o que tinha sido atirado pela janela.
E foi com espanto que, ao desatar o nó do saco de plástico, deparou-se-lhe um cachorrinho, ainda bébé, que gania alto.

O homem em causa, de 1,87 m de altura e bem constituído, refeito do espanto e da surpresa, sentiu uma revolta surda que o dominou por completo. Entrou no carro de novo com o cão bébé e arrancou em alta velocidade pela estrada que seguia, tendo conseguido alcançar, ao fim de 15 minutos, a viatura de onde o cachorrinho houvera sido lançado para fora e, numa manobra abrupta mas rápida, fez a ultrapassagem necessária para logo de imediato proceder a uma travagem a fim de conseguir a imobilização da viatura em causa. O que sucedeu.»

Saindo do seu automóvel, o homem dirigiu-se para a porta do pendura com o cachorrinho bébé e, para seu espanto, viu que a pessoa em causa era uma mulher.

 - Este cachorrinho é seu, não é verdade? -, perguntou ele.
- Não. Deve estar enganado - , respondeu ela.
- Não estou enganado. Vi-a a atirá-lo pela janela fora quando seguia atrás de vós - , continuou ele.

A mulher nada disse, fechando-se num mutismo próprio de quem se sentira apanhada.  
Acto contínuo o homem abriu a porta do carro onde ela se encontrava sentada e desferiu duas sonoras e não menos violentas bofetadas no seu rosto. Um homem, que seria o marido da mesma, abre a porta da viatura a fim de tirar o desforço devido e só não fez mais nada porque ouviu a seguinte frase: " A tua mulher levou duas chapadas mas tu, se avanças, não ficas direito ". O marido da senhora resolveu prudentemente fechar a porta do carro e quedar-se no interior.

O homem que tinha o cachorrinho, com voz calma mas que revelava profunda emoção, olhando para a senhora rematou de forma pausada: "É bem verdade que quem não gosta de animais não pode gostar de pessoas".

O cachorrinho é hoje uma linda cadela de três anos de idade, bem tratada, querida e meiga. O dono dela é o nosso homem que se viu em grandes dificuldades para amamentá-la a biberão em intervalos de duas horas até às seis semanas de vida.

Direitos dos animais? Respeito pela vida? Reconhecimento que a vida é algo que não nos pertence? Tudo isso são conceitos estranhos para uma grande e significativa parte dos homens e mulheres deste mundo.
Não podemos, desta forma, admirar-nos do que os homens fazem aos seus semelhantes, porque, na verdade, quem não gosta de animais não pode gostar de pessoas.»


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OS REVESES DAS CONCORDÂNCIAS

Nem tudo o que brilha é ouro,
nem tudo o que parece é,
e por aí fora...

A discordância entre Pedro Passos Coelho e Paulo Portas... Hum...
Esta divergência que agitou hoje as águas, e os lamaçais, entre os activos políticos e a ávida comunicação social pode ser a evidência de agitadas correntes profundas, como poderá ser um mero ondular superficial após umas pedritas atiradas ao charco
Não sei, digo eu...
Não é só o Prof. Marcelo que gosta de construir, ou constituir, factos políticos.

Não percebo bem aquelas caras de "G'anda bronca" com que abriram os telejornais, mas é natural, há tanta coisa que eu não percebo bem, sobretudo nos telejornais.
Pois. Mas eu gosto de uma agitaçãozinha, gosto de uma discordância saudável...
E também gosto, depois, de ver os chicos--espertos a engolirem os sapinhos todos.

A discordância é boa, trás luz e ideias, anima as hostes, afirma pluralidade e aguça o engenho.
Às vezes a discordância nem o é, trata-se apenas de um mero exercício técnico ou tático.
Um governo, mesmo que, de coligação não tem de ser um espelho da irmandade "Dupond et Dupont" das histórias do Tintin. Essa versão pode até tornar-se bastante ridícula e inverosímil, como adiante demonstrarei.

Esperemos para ver... Não vale a pena pintar já a manta


Dizia, lá mais acima, que adiante demonstraria como a concordância se pode tornar bastante ridícula e inverosímil... Atentai pois no vídeo abaixo e vejam lá se os cânticos a uma só voz não se podem  tornar hilariantes.  Viva a discórdia!




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COISAS DO MEU BAIRRO

Parece anedota mas não é.

Há pouco fui a uma lojeca aqui ao pé que vende frutas e legumes, cigarros, detergentes e coisas outras. O balcão com a caixa fica logo à entrada da porta.
Comprei os meus cigarritos e, enquanto aguardava o troco, um velhote chegou-se à entrada e perguntou-ME:


- "Tem cenouras?"


Respondi-lhe apontando para o vendedor:


- "Eu não tenho mas este senhor talvez tenha..."


Diz-me o velhote com um ar furioso:


- "Não precisa ser malcriada, vá gozar com a sua tia",
  e afastou-se resmungando, "Então não querem lá ver, malcriadona..."


Da fama não me safo!

PROTEGER E SERVIR

 RADAR NA MARGINAL DO ESTORIL:
OS PEÕES QUE SE LIXEM
ESTAMOS NA CAÇA À MULTA


UMA EMPRESA ÚTIL E ACESSÍVEL


Não me lembro de alguma vez ter feito aqui publicidade a qualquer bem ou serviço, se o fiz devo ter tido uma boa razão.
Acabei de encontrar uma empresa de serviços que me entusiasmou pela ideia, a criatividade e inovação; os tempos estão para isto mesmo, quem tem unhas que toque guitarra.
Não conheço pessoalmente a empresa, não tenho nela qualquer interesse pessoal, para além da sua utilidade, nem conheço nenhum cliente ou prestador. Parece-me que pela ideia, preçário e utilidade merecem a divulgação - no vosso interesse dêem uma olhadela - têm um site muitíssimo bem feito e pleno de informação.



http://www.mocoderecados.com/#!/

Tel:  +351 966 275 576

E-mail: recados@mocoderecados.com




PUBLICADO NO "SOL" - http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=68770#.US3kozzOZtY.facebook

É BOM TER AMIGUINHOS

Não comento aqui "futebois", só quando se trata da Selecção e mesmo assim...
Mas...
Confesso que me chateou o Benfica/Sporting de ontem; Não por o meu Sporting ter perdido, já estou habituada, se me chateasse quando o Sporting perde estava tramada...

O Sporting até jogou bem, coisa que durante muito tempo não vi.

Como é que é possível uma equipa de arbitragem ter aquele comportamento e não acontecer nada? De facto somos um país de brandos costumes, em tudo.
Foi uma vergonhaça para a arbitragem lusa mas não faz mal, eles só ruborizam nas acções, não na cara, na ética, no profissonalismo.
Deixa andar!


Até este intelectual da arqui-bancada, reconhecido lampião da nossa praça, viu os "penalties" que não foram assinalados. Deve ser por usar óculos, o árbitro não usa...


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O MEU ANIMAL FEROZ DE ESTIMAÇÃO PERVERSA





"Alta traição", com o inefável Steven Seagal, bate Sócrates aos pontos
(que desperdício, poderia ter batido NO Sócrates)
e um antigo James Bond por pouco não o apanhou. 
(0,8 - menos do que aqueles que saíram da RTP logo após o Telejornal - 1,7) 
A RTP fez uma boa aposta para as audiências, está visto.
Que desculpa terão agora? 

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E eu que não sabia que ele era capaz de sentir vergonha
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JÁ NA SEMANA PASSADA ...


COMENTÁRIOS INTELIGENTES À ENTREVISTA QUE EU NÃO VI

Excertos de um texto publicado por António José Saraiva a 8 de Abril no Sol
É bom para uma sexta-feira, ainda é a sério mas já dá vontade de rir

A LIBERDADE DE EXPRESSÃO

Sócrates atacou os que criticaram o seu regresso à TV, dizendo que o queriam calar, que pretendiam impedi-lo de se defender, que tal era antidemocrático e mostrava «o carácter dessa gente». Ele seria incapaz de fazer o mesmo a alguém.

Neste ponto da entrevista, senti um sobressalto: mas, afinal, quem pressionou a TVI para afastar Manuela Moura Guedes? Quem manobrou para pôr José Manuel Fernandes fora do Público? E Mário Crespo fora da SIC? Quem enviou Rui Pedro Soares a Madrid para comprar a TVI, em nome da PT, com vista a mudar-lhe a orientação? Quem deu instruções a Armando Vara, então administrador do BCP, para fechar o SOL?
Sócrates desencadeou uma ofensiva sem precedentes contra vários órgãos de comunicação social, e agora tem o desplante de se queixar de que não queriam deixá-lo falar? Ainda por cima, ele sabe perfeitamente que, em cima da sua secretária em Paris, há pedidos de entrevista de toda a imprensa portuguesa. Queriam amordaçá-lo? Não brinquemos com coisas sérias.


O P.R.

Mas, no ataque a Cavaco, Sócrates não se ficou por aqui (caso das escutas em Belém). Adiantou que o Presidente tinha uma atitude em relação ao seu Governo, e tem outra relativamente a este. Mas Sócrates estará bem informado do que se passa em Portugal? Onde estaria quando Cavaco pronunciou o célebre discurso de Ano Novo em que falou da «espiral recessiva»? Ou quando enviou o Orçamento para o TC com observações assassinas para o Governo de Passos Coelho sobre os cortes nas pensões?


O ERRO

... depois de negar todas as acusações que lhe têm sido feitas, esgrimindo números que ‘provam’ que ele nem governou nada mal, Sócrates reconheceu ter cometido um erro. Fez-se suspense. Ficámos todos à espera que ele fosse apontar uma medida mal pensada, algo que explicasse o facto de o país estar à beira da bancarrota quando ele saiu. Então, disse:

– Sim, cometi um erro. Se voltasse atrás, não o tinha feito. O erro foi formar um Governo
minoritário. Tive de enfrentar permanentemente um Parlamento hostil.

Afinal, o erro de Sócrates não foi bem um erro – foi um acto de coragem. Do qual ele acabou sendo a vítima. Um herói incompreendido. Quase um mártir.

(E A VÍTIMA ) . Este tom perpassou por toda a entrevista. Sócrates nunca foi um carrasco – foi sempre uma vítima. Uma vítima da oposição, que chumbou o PEC IV. Uma vítima do Presidente da República, que conspirou contra ele. Uma vítima dos mercados, que agiram com ganância e foram responsáveis pelo aumento da dívida. Uma vítima ‘dessa gente’ que o queria agora calar.


O OMITIDO

A verdade é que há demasiadas interrogações no percurso de José Sócrates. Foi a coincineração da Cova da Beira, os mamarrachos da Câmara da Guarda, o diploma da Universidade Independente, o Freeport, o Face Oculta, o Tagus Parque…
A propósito: de nada disto se falou na entrevista. 





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COREIA DO NORTE, A LOUCURA IMINENTE

"Big Brother is whatching you"
Kim Jong Un, pegou num país que é uma potência nuclear, fechado ao mundo e à informação, 
elevando o conceito de ditadura militar à potência máxima, acente na propaganda, no egocentrismo e na megalomania. Kim Jong Un é um senhor feudal do século XXI, com a tecnologia do século XXI e um poder medieval. É um líder incontestado que brinca com o seu país, o seu povo e com os meios que dispõe como um puto mimado e arrogante que põe e dispõe a seu bel prazer brinca com o seu tamagotchi*

Esta manhã, quando acordei com a Euronews notei que se deu uma escalada em progressão geométrica na crescente preocupação relativa às inacreditáveis ameaças norte-coreanas
Logo entendi... Kim Jong Un festeja o seu aniversário na próxima segunda-feira, dia 15 de Abril... Dada a sua personalidade, atomicamente concentrada no seu umbigo, que parece ser também o do mundo, não será de estranhar que decida festejar a sua vinda ao mundo com "foguetes" e festa de "arromba", vindo dali tudo, mas tudo, é possível.
A meia-noite norte-coreana chegará nove horas antes da nossa, ou seja, a partir das três da tarde de domingo GMT não será desinteressante estarmos atentos ao "Parabéns a você" cantado pelo exército na Coreia do Norte...

 Tamagotchi*- brinquedo que consiste em cuidar do animalzinho virtual como se fosse real, dando-lhe carinho virtual, comida virtual, banho virtual, cuidados virtuais etc.


Abaixo deixo um artigo publicado hoje  na RTP notícias on line.
Não se trata de uma análise militar, essas são gotas de água na "realidade da imprensa", nós, comuns mortais, estamos a milhas de ter uma noção da realidade; chega até nós o que deixam que chegue e o que pretendem que chegue.
Trata-se de uma análise de perfil e intenções inserida num contexto histórico e circunstâncial.
Interessante.
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Jeon Heon-Kyun, Epa - 11 Abril 2013.
 
«Zhang Liangui, um conceituado professor da Escola do Partido em Pequim, veio hoje a terreiro advertir os numerosos comentadores chineses, sul-coreanos e norte-americanos contra o perigo de sub-estimarem o risco de uma guerra desencadeada pela Coreia do Norte. Segundo Liangui, a probabilidade de uma guerra é de 70 a 80 por cento. Em declarações hoje publicadas no diário Huanqiu, o professor Liangui sustenta que a direcção norte-coreana tem o objectivo de unificar as duas Coreias por meio da guerra. Aquele perito desenvolve ali uma análise psicológica a dois níveis: o da dinastia reinante em Piong Iang e o da população.»


«Ao nível da direcção, Liangui afirma que Kim Il Sung, avô do actual líder, ficou na História como fundador do Estado norte-coreano; o seu filho Kim Jong Il, pai do actual líder, será recordado por ter feito do país uma potência militar e por ter lançado, com o teste nuclear de 2009, os fundamentos para uma unificação da península coreana pela força; e Kim Jong Un, filho e neto dos dois líderes anteriores, pretende imortalizar-se pelo feito da unificação coreana.

Liangui não entra em considerações quanto à situação económica da Coreia do Norte, nem quanto ao efeito das dificuldades económicas sobre a apetência por uma unificação com a metade mais rica do país.

Mas desenvolve uma outra análise psicológica, sobre o efeito de uma prolongada propaganda na percepção dos norte-coreanos sobre a força militar do seu país. Segundo Liangui, essa propaganda incute à população a convicção de que a Coreia do Norte é o único país que está à altura de poder enfrentar os Estados Unidos e que teria até facilidade em derrotar os EUA. O mesmo perito considera também largamente difundida a convicção de que a liderança norte-coreana tem um plano para tomar a Coreia do Sul em três dias.

Este ponto de vista é entretanto reforçado pelo de um perito norte-americano, Brian Myers, que defende a existência de um círculo vicioso que a propaganda triunfalista cria para a própria direcção norte-coreana. Depois de tanto ter afirmado a sua superioridade militar e a facilidade com que pode derrotar a Coreia do Sul, Piong Iang estaria agora pressionada pelo próprio ambiente que criou na população.

Hoje também o editorial do "Diário do Povo", órgão do PC Chinês, advertia a Coreia do Sul de que não deve subestimar as ameaças bélicas do Norte. O artigo avisa também o regime de Piong Iang de que estará a hostilizar a comunidade internacional se for além de um direito à legítima defesa e se se tornar um factor de instabilidade regional, em flagrante desafio às resoluções do Conselho de Segurança da ONU.

Para além da agitação mediática em torno do tema, há medidas com efeitos práticos a serem tomadas: a China fechou hoje aos turistas a fronteira com a Coreia do Norte próxima da cidade de Dandong
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North Korea delivers new round of war rhetoric


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A MATUR IDADE

O texto não é novo mas vale o tempo que se ganha a lê-lo.
Quanto a mim é um bom preâmbulo, diz muitas verdades, muitas ficam por dizer. E boas verdades.
As primeiras ruginhas são uma chatice, um susto. As outras são sabedoria e o preço da segurança.
Um homem nunca entenderá como é duro para uma mulher envelhecer, é o elevadíssimo preço que se paga por uma vida mais longa, mas o que obtemos por esse elevadíssimo preço é de facto qualidade. Poucas mulheres honestamente trocariam o que a maturidade lhes vendeu pelo aspecto que tinham aos vinte ou aos trinta anos.
Com amargura não se faz mel... e as rugas trazem escondido o segredo da abelha... Misturado com inteligência é o segredo da abelha... Mestra.

Perdoem-me a preguiça em traduzi-lo mas sei que em cada português há uma alma avisada que entende perfeitamente a língua castelhana.

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«Una revista británica ha realizado una encuesta entre hombres, dividiéndolos
en tres grupos de edades. Sus preferencias sobre probables parejas fue aplastante: ...la mayoría eligieron mujeres entre 45 a 60 años. Casi todos coinciden en que son más inteligentes y más sexys. 
Pero la autentica respuesta la da un escritor sudamericano de 43 años, Santiago Gamboa ... espero disfruten la lectura.»


Palabras de Santiago Gamboa, escritor colombiano.

«Las mujeres de mi generación son las mejores. Y punto. Hoy tienen cuarenta y pico, incluso cincuenta y pico, y son bellas, muy bellas, pero también serenas, comprensivas, sensatas, y sobre todo, endiabladamente seductoras, esto a pesar de sus incipientes patas de gallo o de esa afectuosa celulitis que capitanea sus muslos, pero que las hace tan humanas, tan reales.
Hermosamente reales.

Casi todas, hoy, están casadas o divorciadas, o divorciadas y vueltas a casar, con la idea de no equivocarse en el segundo intento, que a veces es un modo de acercarse al tercero, y al cuarto intento. Qué importa...

Otras, aunque pocas, mantienen una pertinaz soltería y la protegen como ciudad sitiada que, de cualquier modo, cada tanto abre sus puertas a algún visitante.

Nacidas bajo la era de Acuario, con el influjo de la música de Los Beatles, de Bob Dylan.... Herederas de la "revolución sexual" de la década de los 60 y de las corrientes feministas que, sin embargo recibieron pasadas por varios filtros, ellas supieron combinar libertad con coquetería, emancipación con pasión, reivindicación con seducción.

Jamás vieron en el hombre a un enemigo a pesar que le cantaron unas cuantas verdades, pues comprendieron que emanciparse era algo más que poner al hombre a trapear el baño o a cambiar el rollo de papel higiénico cuando éste, trágicamente, se acaba, y decidieron pactar para vivir en pareja.

Son maravillosas y tienen estilo, aún cuando nos hacen sufrir, cuando nos engañan o nos dejan. Usaron faldas hindúes a los 18 años, se cubrieron con
suéter de lana y perdieron su parecido con María, la virgen, en una noche loca de viernes o sábado después de bailar.

Hablaron con pasión de política y quisieron cambiar el mundo. Aquí hay algunas razones de por qué una mujer de más de 45 nunca te va a despertar en la mitad de la noche para preguntarte.... "Qué estás pensando?" No le interesa lo que estás pensando.

Si una mujer de más de 45 no quiere mirar un partido de fútbol, ella no da vueltas alrededor tuyo. Se pone a hacer algo que ella quiere hacer y generalmente es algo mucho más interesante. Una mujer de más de 45, se conoce lo suficiente como para estar segura de sí misma, de lo que quiere, y de con quién lo quiere.

Son muy pocas las mujeres de más de 45 a las que les importa lo que tú pienses de lo que ella hace. Una mujer de más de 45, tiene cubierta su cuota de relaciones "importantes". Las mujeres de más de 45 son generosas en alabanzas. Ellas saben lo que es no ser apreciadas lo suficiente. Tienen suficiente seguridad en sí mismas como para presentarte a sus amigas. Solo una mujer más joven e inmadura puede llegar a ignorar a su mejor amiga.

Las mujeres se vuelven psíquicas a medida que pasa el tiempo. No necesitas confesar tus pecados, ellas siempre lo saben. Son honestas y directas. Te dicen directamente que eres un imbécil si es lo que sienten sobre ti.
Tenemos muchas cosas buenas que decir de las mujeres de más de 45 y por múltiples razones.

Lamentablemente no es recíproco. Por cada impactante mujer de más de 45, inteligente, divertida y sexy hay un hombre con casi o más de 50... pelado, gordo, barrigón y con pantalones arrugados haciéndose el gracioso con una chica de 20 años y haciendo el completo ridículo.»




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