Uma majestosa torre de força
Uma vida que atravessou vários mundos, no espaço e nos tempos
A entrega absoluta, e vitalícia, a um dificílimo papel que não lhe era, em princípio, atribuído desde Fevereiro de 1952 quando tinha apenas 25 anos
Uma mulher de invulgar fibra
HAPPY 90TH BIRTHDAY MA'AM
Publicado por Alex. à(s) quinta-feira, abril 21, 2016 0 comentários
A EQUIDADE DOS "CIDADÃES" TRABALHADORES
Perdoem-me o incómodo da pergunta mas o princípio da equidade só vale para o género sexual de cidadães?
Então e servicinho no sector público, sustentado por todos nós, públicos e privados - menos por uns e mais por outros - o tempo vale mais por quê?
São menos 10 anos de descontos!!!
São menos 5 anos de trabalho!!!
Ou será que o trabalho , e descontos, suplementares exigidos ao sector privado é "Trabalho voluntário"? É dinheiro "da treta"?
Parece.me que sim porque esta equidade de direitos dos trabalhadores é, de facto, uma grandecíssima treta
Não sei se m'aguento com tanta igualdade democrática, tanta justa cidadania
«A porta-voz do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, afirmou este domingo em Coimbra que o trabalho voluntário "é uma treta", considerando que este só pode existir "depois de haver pleno emprego" no país.»
"Trabalho voluntário é uma treta" http://www.jn.pt/nacional/interior/trabalho-voluntario-e-uma-treta-5130643.html#ixzz46CvIxFz5
Querida Catarina,
por que não experimenta a ir uma semanita fazer trabalho voluntário, por exemplo, no I.P.O.? Aconselho-lhe o serviço de pediatria. Não conta para a reforma mas essa a menina já tem garantida
Depois venha cá falar-me de tretas, ok?
Publicado por Alex. à(s) segunda-feira, abril 18, 2016 0 comentários
TÁZAQUITÁZALIVARUM-ESTALO
Em verdade, em verdade vos digo que, em algumas situações, um bom par de estalos é um argumento; não será um grande argumento mas é uma declaração suficiente. Há no entanto uma ressalva a ser feita: um par de estalos não é coisa que se ofereça, ou bem que se dá ou mais vale estar calado, e quieto, porque por escrito pior um pouco.
Pois, mas não, "o filho do Soares" é assim, rancoroso e birrento, puto malcriado que reage mal, muito mal, a críticas. O melhor que se pode esperar deste puto arrogante quando criticado é uma qualquer frase ofendida começada por "Isso é muito injusto". Sei do que falo, ao vivo e a cores...
E uma segunda ressalva: quando se é ministro, mesmo "filho do outro", não é nada conveniente andar a oferecer porrada, nem sequer bengaladas, muito menos publicamente e (g'anda gaffe) a jornalistas.
Já estou como dizia o outro: "dêtésto-pobri".
Moral da história: não passam ainda 24horas sobre este lamentável episódio já uma petição para a demissão de João Soares tem 14.955 assinaturas. C'um raio, ainda nem chegou aos telejornais da noite...
No meio dos milhares, sim milhares, de comentários que fizeram a este e a posteriores posts do rapazola há um que não resisto a trazer até aqui; só pela gargalhada que dei.
Pela parte que me toca só tenho uma sugestão a fazer: Joãozito, mostra qu'és'homem, levanta o rabo da cadeira e vai dar os pares de estalos prometidos aos respectivos destinatários. Iss'é-qu'era!!!
Publicado por Alex. à(s) quinta-feira, abril 07, 2016 2 comentários
"TWO OF A KIND"
Irresistível!!!
Foi em 2010 mas agora é que dava um jeitaço
Começo a achar que a provável candidatura de António Guterres afinal não é assim tão má.
O primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, afirmou hoje que apoiaria uma eventual candidatura do Presidente do Brasil, Lula da Silva, ao cargo de secretário geral da ONU.
"Estaria na primeira fila desse apoio. Temos apoiado, em primeiro lugar, o Brasil no Conselho de Segurança da ONU, como membro permanente", afirmou Sócrates, em entrevista publicada pelo jornal Folha de São Paulo.
"O Presidente Lula é uma grande figura da política mundial. Não sou apenas seu admirador e seu amigo, como tenho certeza de que ele é jovem demais para se retirar da política. Tenho certeza de que ele desempenharia muito bem qualquer cargo internacional", salientou.
"Lula tem um capital político tão importante no mundo que seria um grande desperdício não o aproveitar. Não deixarei de insistir com ele para que não se retire da política activa ao nível mundial", afirmou.
"O Presidente Lula mostrou ao mundo que a esquerda no Brasil pode governar e pode governar com responsabilidade. O trabalho que ele fez foi absolutamente notável, quer do ponto de vista da afirmação do Brasil como uma grande potência política e económica", disse.
"Quero um país competitivo e moderno, mas com justiça social e igualdade. O que diferencia hoje as duas grandes famílias políticas, esquerda e direita? É o encaminhamento da igualdade. E, para isso, o Estado tem uma tarefa, como aliás teve na última crise", salientou.
"Muitos de nós que desvalorizaram a acção do Estado só se lembraram do Estado nessa última crise, em que foi preciso a acção do Estado para conter aquilo que foi a desregulação completa dos mercados financeiros", disse.
José Sócrates sublinhou que o "político, socialista ou não, tem de lidar com a realidade e responder à realidade" e que "o mais importante para a esquerda é que seja realista".
"Toda aquela esquerda que achou que devia comportar-se apenas com retórica e idealismo fracassou. Isso não serviu a ninguém, muito menos para os que precisam da esquerda para melhorarem suas condições de vida", afirmou.
Pelo menos numa coisa José tem toda a razão: Quer ele quer Lula souberam bem usar a esquerda para a melhoria das suas condições de vida.
E é bonito ver isto, José bem sabe como os amigos são para as ocasiões...
Se Lula da Silva fosse secretário-geral da ONU por certo encontraria um lugarzito para José entre os vice-secretários; nada como ter gente de confiança por perto, amigos do peito, amigos que entendam "da coisa"
Ele há coisas...
Publicado por Alex. à(s) quinta-feira, março 17, 2016 0 comentários
DIREITOS DAS MULHERES OU MULHERES A DIREITO?
Já me expliquei aqui, muito bem explicadinha, por que me faz brotoeja esta coisa do dia da mulher. Há dois anos tomei-me de razões e expus a minha frustração relativamente a este dia (AQUI); Em termos gerais encontra-se resumido no parágrafo abaixo:
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| Humanos, habitantes da Terra |
O desrespeito pelos Direitos da Mulher, seja lá isso o que for, não é em nada diferente do desrespeito pelos Direitos HUMANOS, do Ser Humano. Seja a violência, o direito de voto, a igualdade salarial, o o direito à educação ou tantas outras questões cujas violações são aberrantes, são violações de Direitos das Pessoas enquanto tal, não das mulheres ou dos homens. São problemas humanos.
O QUE É QUE AS MULHERES QUEREM?
De um modo geral as mulheres querem o mesmo que os homens, ou seja, as pessoas querem todas mais ou menos as mesmas coisas, variando mais as nuances de importância que atribuem - mais a isto e menos àquilo - do que propriamente a espécie de aspirações que têm.
Ao longo da vida já ouvi muitos homens dizer os maiores disparates acerca daquilo que pensam que as mulheres querem. Sei que há pessoas com os desejos e as aspirações mais dispares da "normalidade", coisas difíceis de imaginar, há gente para tudo mas se pretendermos generalizar não deveremos ir por aí.
Uma das coisas que mais me chocou foi a opinião de um amigo com quem almoçava, homem crescido e vivido, que se saiu muito honestamente com esta:
«As mulheres querem os homens até terem os filhos que pretendem, depois disso toleram-nos».Errado, as mulheres, muito menos hoje em dia, não "querem" um homem para ter filhos, e ainda menos precisam de o tolerar depois disso.
Não é isso que as mulheres querem.
Outro disparate, muito divulgado em piadas amargas e conversas de caserna, é:
«as mulheres querem é um gajo que pague as contas».Errado. As mulheres, como os homens, querem poder pagar as contas. Não nego que ainda vão havendo mulheres que preferem ser sustentadas a sustentar-se; é uma questão educacional e que vai abrangendo cada vez menos mulheres; a maior parte das mulheres sustenta-se e não é por isso que deixam de querer, ou passam a querer, um homem nas suas vidas.
O último dos disparates que vou referir é o simplista:
«as mulheres precisam de se sentir amadas, admiradas e protegidas».Isto não estará errado se tivermos em conta que se aplica a quase toda a gente independentemente do seu sexo, à excepção dos eremitas e pouco mais; se considerarmos como uma necessidade fundamentalmente das mulheres estamos a afastar-nos da realidade. Além disso, enquanto "necessidade fundamental", o caminho mais curto para perder esse tipo de suposto "amor e admiração" é a convivência intima com o amante admirador - qualquer mulher, por mais burrinha que seja, sabe isto - o "pedestal" dificilmente resiste à ramela matinal. Quanto ao "protegidas"... já lá vamos.
Não tenho qualquer formação que me permita mergulhar fundo no tema, tenho apenas mais anos vividos e convividos do que aqueles que, por certo, me restam. Isto é: já aprendi mais até aqui do que virei a aprender, pelo menos neste capítulo.
Dizia Aristóteles, e não constitui surpresa, que o homem, leia-se ser humano, é um animal social; quer isto dizer que a humanidade é uma espécie gregária, tende a viver socialmente, em conjunto.
Depois há a questão do sexo e da biologia. Aqui dá-se a tal divisão que leva, na maior parte dos casos, as mulheres a partilharem mais intimamente as suas vidas com homens e vice-versa. Essa é uma divisão física e biológica - importante, fundamental para a sobrevivência da espécie - que condiciona mas não define o lado não físico do que as mulheres querem.
O que as mulheres querem querem-no de qualquer ser humano, homem ou mulher.
É verdade senhores, por mais que vos custe.
Uma coisa é o parceiro sexual ideal, outra é o parceiro ideal e, entre um e outro, atrevo-me a dizer, as mulheres na sua majoríssima parte, se tiverem de optar, preferem o parceiro ideal ao sexo fabuloso.
Na sua busca por um companheiro que preencha as suas aspirações as mulheres procuram o mesmo que procuram numa boa amiga, adicionando a atracção sexual, a relação física e, algumas, não sei se muitas ou poucas, uma complementaridade social.
As mulheres querem alguém que as possa ver com as ramelas matinais sem as olhar de forma diferente. Querem poder ser quem são, com lágrimas e gargalhadas, medos e conquistas, segredos e confissões, sem que isso lhes traga insegurança ou julgamento; sem terem de disfarçar, fingir ou esconder; sem terem de ser perfeitas, bem humoradas e desejáveis sempre que o cavalheiro está presente. Querem ser a mesma pessoa que são quando estão sós, sem os cuidados inerentes à exposição social. A isto chama-se intimidade, amizade e confiança.
Confiança...
As mulheres querem alguém que seja capaz de quebrar lanças por elas. É isto o fundamental, mais do que tudo.
Não querem um ninja nem um agente treinado do FBI, querem que a pessoa com quem partilham a sua vida esteja a seu lado para o que der e vier, que não lhes falhe se precisarem de ajuda, que não se "arme em mais forte" se elas precisarem de ajuda.
Disse acima que de "serem protegidas" falaria adiante. Todas as pessoas, pelo menos de vez em quando, têm situações ou momentos em que precisam, ou gostariam, de se sentir protegidas. As mulheres não querem paternalismos - não são crianças - querem sentir que não estão sós quando optaram por não estar sós.
Poucas coisas decepcionarão tanto uma mulher quanto a ausência de uma atitude perante uma situação que a requeira. E poucas coisas conquistarão mais o seu reconhecimento e afecto do que uma atitude inequívoca no momento certo.
Esta protecção tem mais a ver com saber, e constatar, que alguém quebra lanças por nós do que com a protecção do macho guerreiro. Quem perceber isto percebe o fundamental, mas perceber não basta.
As mulheres, como os homens, têm as suas futilidades mas as das mulheres são as suas, as que fazem parte da sua maneira de ser mulher e que varia de mulher para mulher, são marcas da sua individualidade. Podem querer usar sapatos de salto alto e não é por isso que devam ser olhadas como predadoras em busca de caça ou despertar a desconfiança ciumenta. Podem gostar de blusas cor-de-rosa às florzinhas com rendas e folhinhos, serem niquentas com os filhos e com a casa e não é por isso que serão menos competentes e profissionais do que um fato-e-gravata-relógio-telemóvel.
Muitas mulheres, sobretudo as mais novas, preocupam-se muito com a aparência; é natural, é pela sua aparência que não maioritariamente lidas e julgadas, muito mais do que os homens. E os homens são uns tontos que se deixam manobrar pela aparência com uma previsibilidade quase infalível. Uma coisa vos garanto, na hora da verdade não é pela aparência que as mulheres querem ser tidas em consideração. O «és tão bonita» pode ser agradável, dependendo de como é dito pode até soar mal, mas nunca é satisfatório, mesmo quando parece.
E depois, já a outro nível, as mulheres querem respeito e reconhecimento. Quem não quer?
Querem que a sua opinião seja ouvida e levada em conta sem que as olhem como se fossem umas crianças parvas falando do que não sabem
Claro que há mulheres que parecem umas crianças parvas falando do que não sabem, mas isso não é exclusivo das mulheres, é uma síndrome disseminada pela humanidade.
As mulheres querem ser levadas a sério quando sabem que o merecem, não buscam condescendência nem um estatuto diferente.
Querem a sua liberdade individual de entrar e sair, pôr e dispor, decidir e escolher como qualquer adulto de pleno direito. Fico parva quando ainda oiço «vamos ver... vou perguntar ao meu marido se posso...» ou pior «nem pensar, o meu namorado matava-me se eu...». A certidão de nascimento de uma menina não tem anexo um título de propriedade transmissível.
Querem o reconhecimento do seu esforço, da sua dedicação, da sua presença, do seu trabalho, da sua inteligência, da sua personalidade... e dos seus iguais direitos de individuo humano, maior e capaz. Mesmo em casa, sobretudo em casa ou numa relação que se pretenda boa e duradoura.
Tudo isto de que falo não são desejos exclusivos das mulheres, óbvio, mas são factores que incontornavelmente entram na equação do que as mulheres pretendem dos homens, das pessoas.
É difícil? Não me parece mas a verdade é que a aplicação deste entendimento fica largamente aquém do desejável, quanto mais da realidade.
Estão tantas delas habituadas a ser consideradas seres "frágeis", como idosos, crianças, diabéticos ou doentes mentais, que não só aceitam esta separação de direitos como muitas, muitíssimas há que o celebram... e com alegria.
Publicado por Alex. à(s) quarta-feira, março 09, 2016 0 comentários
O PRINCÍPIO DO FIM DA CABALA NEGRA
Vicissitudes de um "preso político"
(Vídeo - 8/03/16)
23 milhões antes de deixar o governo.
Diga-se tudo mas não digam que José não sabia "fazer dinheiro"
Publicado por Alex. à(s) quarta-feira, março 09, 2016 0 comentários
DECLARAÇÕES (sob juramento) DE UM POBRE PROVINCIANO
E eu, que lhe fui tão dedicada, aqui no blog, durante os seus anos de ouro?
PARTE 3 - SÓCRATES, O GRANDE EMPRESÁRIO
Publicado por Alex. à(s) terça-feira, março 08, 2016 0 comentários
INVERDADES? CHAMAM-SE MENTIRAS
José Matos Correia questiona António Costa no debate do Orçamento do Estado
22 Fev. 2016
Abstenho-me de fazer comentários
Quem rosnar rosnou,
quem perceber percebeu.
A gerigonça que se entenda
.
Publicado por Alex. à(s) segunda-feira, fevereiro 22, 2016 0 comentários
O ÚLTIMO VÓMITO DE CAVACO
Não percebo muito bem que raio se passará no Palácio de Belém, se será do ar condicionado, se de algum vento estranho que venha do mar mas estou convencida de que anda por ali algum vírus ou bactéria de incubação longa que ataca os neurónios. (.../...)Várias vezes me pronunciei aqui em desfavor do Cavaco, mais pelas suas - graves - omissões do que pelos seus feitos, que são poucos.
De onde terá vindo a Cavaco esta ideia peregrina de condecorar com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo o estupor do Pinto Monteiro?
O Cavaco presenciou, caladinho, as coisas mais incríveis feitas pelo Sócrates. Só mesmo no finzinho da reinação de José é que Cavaco se quis amar em Homem e lá discursou uns blá-blás indignados. tarde e a más horas.
Durante a época mais difícil do governo de Passos Coelho Cavaco não conseguiu esconder despeitos e invejas e foi dando alfinetadas e puxões de tapete, subrepticiamente, como sempre: a última coisa que Cavaco é capaz de ser é frontal; foi criando instabilidade e testando ao rubro a paciência e determinação do primeiro-ministro. Passos Coelho teve uma calma heroica.
Após as últimas legislativas borrou completamente a pintura... Não se notará muito no cômputo geral, a obra feita é uma boa borrada.
Dias antes de Portugal ser presenteado com o actual governo vim para aqui desabafar:
O que quer que seja Cavaco decida já vem tarde.Na ausência da possibilidade de ser mantido um governo minoritário Cavaco tinha a obrigação de deixar absolutamente claro que exigia um entendimento entre os dois partidos mais votados; que diabo!
Cavaco sempre teve esta tendência irritante, pelo menos para mim, que gosto de gente que é clara nas suas atitudes e capaz de dar um bom murro na mesa, de esperar pelo fim do jogo para fazer os seus prognósticos... Cavaco aposta numa "salvaguarda da dignidade" do presidente da república que tem prolongado desnecessária e repetidamente situações dúbias, insustentáveis e prejudiciais para o país.Mas Cavaco, egocêntrico como sempre, permitiu que a equação fosse feita à margem da sua não assumida responsabilidade.
Venha o que vier, um governo de gestão ou um governo à esquerda, querido Aníbal, quando fores já vais tarde.
Ingenuamente pensei que as borradas de Cavaco tinham chegado ao fim. Enganei-me, redondamente.
«António de Albuquerque de Sousa Lara foi condecorado esta quinta-feira pelo Presidente da República com a Ordem do Infante D. Henrique, destinada a “quem houver prestado serviços relevantes a Portugal, no país e no estrangeiro”.»Que a Maria de Lurdes Rodrigues seja condecorada é indecoroso, como que a tapar os processos judiciais com o brilho da medalhita, mas o Sousa Lara???
O Sousa Lara é um pulheco, um gajo com tantas caras quantas as que precisar para se dar bem com gregos e troianos e quantos mais vierem que lhe possam vir a ser úteis ou com quem não queira criar antagonismos.
Na sua "biografia" disponível na Wikipedia consta que é Cavaleiro de Graça e Devoção da Ordem Soberana e Militar de Malta e Comendador da Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém, entre outras; É estranho que tenha sido esquecido que é, ou foi, maçon regular, em época que lhe foi favorável ser pessoa grata na famigerada "Casa do Sino".
Pessoalmente estou-me tão nas tintas para que o energúmeno seja cavaleiro de Ordens católicas ou maçon dos quatro costados, quanto para o veto e fez ao livro do do Saramago; o que acho notável é que o tenha sido simultaneamente e se esqueça sempre da parte inconveniente. Isto é uma boa, embora pequena, amostra da dignidade e carácter do sujeito.
Não sei se o Lara tem amigos, tenho algumas dúvidas, sei que tem relações proveitosas, muitas; sei que é amabilíssimo pela frente e mordaz no momento seguinte, sei que se ri de quem considera ser-lhe inferior - o que, obviamente, é quase (?) toda a gente. Pois que goze mais esta sua medalhita, vinda de onde vem creio que o gozo será efémero.
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Publicado por Alex. à(s) domingo, fevereiro 21, 2016 0 comentários
MAS ALGUÉM LEVA ISTO A SÉRIO?
É obra conseguir condensar tanta pataquada, tanta "contrapartida" em tão pouco tempo; até a língua se lhe enrola no palavriado do marketing.
A minha favorita na categoria «Tens muita lata» é:
- «Nós baixamos o IVA da restauração, mas em contrapartida aumentamos os impostos especiais sobre o consumo».
- Queremos que as nossas finanças públicas sejam sólidas, com menos deficit e com menos dívida
Caso vos apeteça jogar ao "Verdadeiro/Falso" queiram fazer uma visitinha ao blog "O Insurgente" que, numa sucinta dúzia de linhas sumariza a questão.
Eu vou até ali ao "Expresso" dar mais umas gargalhadas com um artigo entitulado:
Publicado por Alex. à(s) segunda-feira, fevereiro 15, 2016 2 comentários
SE FOSSEM BONS VENDIAM-SE
Na China é de uma maneira, na Turquia é de outra, na Rússia coiso e tal...
Por cá a questão não se põe, vivemos em liberdade num país democrático.
A Internet espraia-se sem restrições pelos computadores portugueses em todo o território nacional. Óptimo! Importante. Fundamental.
Mas há uns tipos que não se destacam pelo sentido de humor, não têm estaleca para, ao serem gozados, rirem-se de si próprios e da tão rápida quanto imaginativa capacidade dos portugueses para inventarem graçolas a propósito de tudo e de nada.
O Costa, interjeitado pelas críticas ao Orçamento, teve um mau momento - mais um mau momento - em que aconselhou o bom povo a andar de transportes públicos, a deixar de fumar e a não recorrer ao crédito...
Obviamente que as reacções não se fizeram esperar mas a malta até aguentou a coisa com muito nível; em vez de o mandar ver se chove, de forma mais ou menos agressiva, dedicou ao infeliz catadupas de graçolas - algumas deliciosas - sob o tema "#conselhos do Costa".
Aaahhh mas o Costa não gosta de ser gozado. Está bem, ninguém gosta, mas uns aguentam as críticas, defendem-se, encaixam, passam adiante; outros não. O Costa é dos que não, nem um bocadinho. Para o Costa as críticas à sua pessoa são injustas, são de quem não percebe nada, são complots contra a sua pessoa. O Costa tem raivinhas encapotadas, não as mostra mas à "volta cá te espero"...
Por ridículo que pareça, por estranho que seja, por má imagem que dê, a verdade é que a conta do Twitter "#os conselhos do Costa" foi suspensa...
Foi sim!
«O gabinete do primeiro-ministro assegura ao Observador que não foi apresentada qualquer queixa formal junto do Twitter – nem sequer sabiam da conta ou da suspensão.»Não sabiam?!?! Espantoso! Deviam ser os únicos... para além de que o pessoal do Gabinete de Imprensa devia de levar uma boa achega, cambada de incompetentes.
Mas pronto, «não foi apresentada qualquer queixa formal».
Hum... Não deviam de dizer isto assim, há para aí gente que será bem capaz de pensar que claro que não foi uma queixa formal, foi um telefonemazito de pé-d'orelha que acabou com um convite " a ver se vamos almoçar um dia destes"...
Pois, não deviam de dizer isto assim.
Por outro lado, não devem ter com quem almoçar no Facebook, a página continua aberta: https://www.facebook.com/conselhosdocosta/?fref=ts
Claro que se pode evocar: "Falsificação de identidade é uma violação das regras do Twitter." Pode mas é ridículo e estrategicamente errado. Não só não havia qualquer perigo de alguém confundir a tal página com uma do Costa (aquela tinha imensa graça) como o Twitter está pejado de páginas "falsas" das mais variadas personalidades, políticas e não só, e ninguém parece ligar a isso.
Ri-dí-cu-lo!
«A conta“Pedro, o PM”, um retrato satírico do ex-primeiro-ministro, criado em 2012 e em tudo semelhante ao perfil fictício de António Costa, nunca esteve identificado como sendo falso. E chegou a somar 6.310 seguidores, sem nunca ter sido sancionada ou suspensa.»Pois é... Costa, queres um conselho?
Está bem, agora não, estás traumatizado.
«Twitter. Suspensa conta que gozava com Costa»
355.713 PARTILHAS In Observador«Era uma conta satírica e de paródia ao primeiro-ministro. Agora, o Twitter decidiu suspender o perfil fictício de Costa. Autores da página não foram notificados. PS garante que não denunciou a conta.»
Publicado por Alex. à(s) sexta-feira, fevereiro 12, 2016 0 comentários
O FIM DA AUSTERIDADE!!!
KÊ???
No entanto... Porém... Apesar de...Todavia,... Contudo,... Não obstante,..
«José Cardoso da Costa* foi um dos constitucionalistas que defenderam o Orçamento, no âmbito do processo de fiscalização da constitucionalidade. Miguel Nogueira de Brito, Xavier de Basto e Vieira de Andrade também deram parecer favorável.» In Jornal de Negócios* - Catedrático jubilado de Coimbra, juiz do Tribunal Constitucional durante 20 anos e seu presidente entre 1989 e 2003
Não sei porquê mas está a querer parecer-me que o Tribunal Constitucional se dá melhor com este Executivo de "fim de austeridade" . Deve ser devido à intransigência na defesa dos interesses do povo português...
Entretanto, coerentemente...
«As despesas dos gabinetes dos 60 membros que compõem o primeiro governo liderado por António Costa totalizam os 58,2 milhões de euros este ano, de acordo com os mapas informativos que acompanham a proposta de Orçamento do Estado (OE) de 2016. Este montante representa um aumento de 6,7 milhões de euros em relação ao valor orçamentado em 2015, o último ano do executivo de Passos Coelho, com 56 membros.»
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Publicado por Alex. à(s) segunda-feira, fevereiro 08, 2016 0 comentários
NÃO VOU LEVAR ISTO A SÉRIO - 6
O NOTICIÁRIO NACIONAL COMO É VISTO CÁ EM CASA
Publicado por Alex. à(s) terça-feira, fevereiro 02, 2016 0 comentários
O SÉCULO REPUBLICANO
Contam-se pelos dedos de uma mão, e sobram dedos, as vezes que re-publiquei aqui um post. Este "veio hoje ter comigo" no "see your memories of this day" (ou coisa parecida) do Facebook. Porque hoje é hoje, 1 de Fevereiro, reli-o. Foi escrito em 2010 quando decorriam as comemorações do centenário da república; Hoje, uma semana após umas eleições presidenciais nas quais, pela primeira vez votei em branco, redobro as minhas palavras por sentir as razões redobradas.
CEM ANOS SEM REI
O que me lixa não é que se comemorem os 100 anos da república, cada um é para o que nasce e "chacun s'amuse à ça façon".O que me lixa é que se comemore o centenário da república como se a instauração da dita correspondesse à realização da vontade democrática do povo português; como se estivessem a celebrar 100 anos de democracia, ou lá que raio de sucedâneo de democracia é esta coisa em que vivemos actualmente.
A nossa suposta democracia é uma jovem prestes a completar 36 anos que, talvez por acumular erros de juventude e devido à sua descuidada cultura e educação, para já não falar de uma capacidade financeira que a tem vindo a comprometer na sua ética e na sua independência, apresenta um aspecto desgastado, e pouco atraente.
Será por isso que agora tendem a confundi-la com uma centenária?
A república tem 100 anos e Portugal cumprirá este ano 867.
Quase tudo o que foi importante se passou nos primeiros 767
O que se fez destes últimos 100 anos em Portugal que faça deste país uma presença respeitável no mundo? Uma referência? Uma opinião ou um exemplo a ter em conta?
(aquele vergonhoso programa de televisão sobre "Os 100 maiores portugueses" foi uma boa amostra...)
E não me venham falar das conquistas do povo na sua Liberdade, que é curta nos anos e encurtada no respeito, nos seus Direitos, que expressos ou não na Constituição, são de menos em menos observados, cumpridos e, uma vez mais, respeitados.
Não me falem de igualdade e, menos ainda, de fraternidade; não me falem porque atiro-me para o chão a rir e a chorar ao mesmo tempo e terão de chamar uma ambulância e vestir-me um casaquinho branco daqueles com muitas persilhas e fivelas.
Já sei, já sei, "a monarquia peca à partida porque o rei não é eleito, o rei é filho do rei".
Tenha um republicano uma empresa e vá lá eleger um director-geral que reúna o consenso do seu eleitorado, que seja supra-partidarices, e que tenha a educação e a formação apropriadas às suas funções... Uma gaita!
A ingenuidade tem limites e, quando não tem, é o descalabro empresarial.
Quem tem uma empresa quer ver à sua frente alguém que saiba da poda, que conheça os bons e maus caminhos, que saiba ler relatórios e contas, que saiba aferir das várias necessidades, o resto é conversa. Depois que se elejam representantes, comissões, etc, etc. mas não pode ser o Senhor porteiro, que conhece toda a gente, é um gajo porreiríssimo e que conhece os cantos à casa que o bom senso fará eleger responsável pela empresa.
"Mas nada garante que o rei será um bom governante..."
O rei não é um governante numa monarquia moderna; O rei é a personificação do seu país, para isso é educado, é a estabilidade que permanece com tudo o que constitui uma Nação, não personifica nem se altera nas mutações normais e decorrentes da vida do Estado.
Obviamente que não falo contra o sistema democrático e eleitoral, longe de mim, defendo-o com unhas e dentes. Não é o sistema democrático que está em causa.
Não é possível um presidente da república ser consensual, ser apartidário, ser, de facto, o representante de toda uma nação. E não é presidente da república quem está, de facto, preparado para o ser, quem tem a educação e a formação para o ser; É quem é eleito, num acto político e, também, afectivo.Vivemos de "Pai da nação em Pai da nação" como um povo orfão que vai mudando de pai adoptivo; um padrasto que serve vários interesses e, com muita sorte, até poderá defender os do povo que o elegeu durante o tempo que durar. E se o deixarem, caso não se trate de um regime presidencial.
Então e um rei, é sempre bom e consensual? Não, não é, mas também não é essa a sua função. Para governar e legislar existem governos e parlamentos. Os poderes Executivo, Legislativo e Judicial não se prendem de forma alguma com um regime republicano ou monárquico, são questões totalmente independentes, como questões independentes são as da Democracia ou da Autocracia.
O rei é educado fora do ambiente partidário; o rei não vota, o rei não se candidata, o rei não precisa de ser eleito nem de se subjugar a essas necessidades e interesses.
O rei é educado tendo como ideologia o seu país e o seu povo, a união da sua nação.
O rei não vai ser presidente de uma qualquer empresa pública, ou privada, não vai pedir nem aceitar um "job dos boys". O rei não vai ser primeiro-ministro, ou segundo ou terceiro, nem deputado, nem presidente da câmara ou da junta, ou do Sporting ou do Benfica.
O rei é a bandeira de um país mas com uma consciência e uma voz. O rei permanece como símbolo da nação e do povo quando as eleições modificam as legislaturas entre as esquerda e a direita, entre a boa ou má gestão do senhor A ou do senhor B.
Ah pois, então e os privilegiados? A nobreza... os marqueses, os condes, etc?
Privilegiados? Os marqueses, os condes, etc? Não me gozem!
Há alguém que seja privilegiado por ser conde ou duque, que se encontre acima da lei, acima dos direitos e deveres de cidadão, em qualquer uma das monarquias democráticas europeias?(Aliás, deixemo-nos de redundâncias porque não existe qualquer monarquia europeia que não seja consolidadamente democrática; já das repúblicas não se poderá dizer o mesmo).
Privilegiados, sim existem, em todo lado, uns por conquista ou herança - legitimantente adquiridas - outros...
Outros de quem nem vale a pena falar, nós por cá vemo-los às dúzias, impunes e divertidos proclamando a sua inocência e inimputabilidade aos quatro ventos, democraticamente descarados, eleitos, nomeados.
Comemorem lá o centenário da república, é verdade faz 100 anos, mas não a venham identificar com as conquistas democráticas, não atirem areia aos olhinhos do Zé Povo que já anda cegueta há que tempos.
E já agora, não se esqueçam de que a república não nasceu de uma revolução de cravos ou rosas; nem rosas e cravos se lhe seguiram.
Publicado por Alex. à(s) segunda-feira, fevereiro 01, 2016 4 comentários



























