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O LAMENTÁVEL

Eu nem queria dizer fosse o que fosse mas assiste-me este feitio... Já não vou para nova, isto já não muda, se não desabafo durmo mal.


La-men-tá-vel.
Aquele gajo não aprendeu NA-DA. Continua o mesmo ricaço da construção civil, o mesmo trolha em vestes caras que se revelou um banha-da-cobra  durante a campanha. Continua em campanha, continua a ser um candidato à conquista de corações partidos.

Nem os briefings (que ele acha desnecessários e aborrecidos), nem os banhos de Washington D.C. , nem mesmo a majestosa cerimónia de investidura o fizeram ter a noção do que é ser Presidente dos Estados Unidos da América, o líder do mundo. Nada.

Lamentável discurso bairrista, pequenino no conteúdo. Vai construir pontes e estradas. Vai fazer comércio sozinho. Vai governar orgulhosamente só a menos que os restantes façam como ele quer. Podia ter sido o discurso de um ditadorzeco recém-chegado ao poder na Guatemala ou na Nicarágua a vender-se como salvador do povo. O Salvador do povo e da pátria. Para este obtuso patriotismo é uma espécie de "os outros que se lixem, primeiro estou eu". Será que alguém conseguirá fazê-lo entender que Não Funciona Assim? Ou mesmo que Assim Não Funciona?
"Ó pá, vai pagar os teus impostos", gritaria um índio no meio da populaça antes de levar um murro.

Que falta de categoria!
Ele, que herda um país recuperado e com pernas para correr continua a referir-se a um stato quo alheio à realidade, aos factos, e é ele que vai devolver, ou oferecer, o poder ao povo. Ele, só ele, o bem-amado. O "outro" que se aguente e bata palmas no fim. Sad, como diria no Twitter.
Para Hillary, nem uma palavra, a sua opositora que ganhou o voto popular com uma diferença de 3 milhões de votos, a maior da história. Trolhas endinheirados é o que dá.
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Depois foi assinar as suas primeiras directivas. Um momento histórico que eu fotografei com o meu telemóvel e posso provar que não foi objecto de modificação digital.

I rest my case, a imagem diz tudo.

LET'S GO HIGH


A partir de amanhã o mundo vai mudar
Uma parte importante dele,
talvez a mais importante,
será escrita a 140 caractéres,
com mais muros e menos solidariedade humana,
faz a apologia da amoralidade,
desrespeita os mais fracos e inabilitados,
desconhece a ética,
compromete o futuro da Terra,
sobrepõe-se ao todo como se fosse parte independente.

E nós, os outros, os que rejeitamos esta concepção do mundo,
não podemos fazer nada.

Não podemos fazer nada? Não me parece concebível.

YES WE CAN
WHEN THEY GO LOW WE GO HIGH
LET'S GO HIGH
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44 ways to judge the Obama era (@CNN)


POBRE PAI FUNDADOR...

Trump anunciou hoje que o concerto "Make America Great Again! Welcome Celebration" terá lugar na noite de 19 de Janeiro nos degraus do Lincoln Memorial
A reacção de Lincoln não se fez esperar...


Só por curiosidade
Só por coincidência

The_Obama_Inaugural_Celebration_at_the_Lincoln_Memorial - fotos

THE NAME IS STEELE, CHRIS STEELE


Há segredos impossíveis, este é um deles

Quem é o Ex-agente do MI6 responsável pelo dossier entregue a Obama e a Trump que agitou as águas políticas e mediáticas pelo mundo provocando um tsunami ?

Christopher Steele, reformado dos serviços secretos britânicos, rapaz ainda nos seus cinquenta e picos, de bom porte, cabeça inquieta e olhar intenso, quando deixou o MI6 abriu, juntamente com outro ex-colega do meio,  a sua empresa de Inteligência, investigação e análise, a Orbis, sediada em Londres e estrategicamente colocada nas imediações de Buckingham Palace e a 10 minutos da sui generis MayFair.

De Christopher Steele diz John Sipher, um oficial sénior da CIA:
He's a squared-away guy, who was posted to Russia in the 1990's and helped manage its efforts against Moscow before retiring in 2014.
Those who know Steele or his work say that the widowed father of three children enjoyed a reputation as a meticulous professional among current and former members of the intelligence community.
The idea his work is fake or a cowboy operation is false – completely untrue. Chris is an experienced and highly regarded professional. He’s not the sort of person who will simply pass on gossip.«Steele is a very straight guy and if he puts something in a report, he believes there’s sufficient credibility in it for it to be worth considering.
Nigel West, historiador dos serviços secretos e de espionagem, amigo de Steele, refere-se a ele da seguinte forma:
Nobody is saying he believes in any of this. What he was hired to do was write a series of reports based on info he could glean from his contacts. His contacts are very good but they're more in the business community than the intel community. He's highly professional, very effective, he's an impressive individual, knows a lot of the people about whom he speaks.
Após a divulgação, pelo Wall Street Journal  seguida de muitos outros, da identidade do ex-oficial do MI6, Christopher Steele deixou a sua casa por temer pela sua segurança e pela dos filhos, particularmente no que toca à reacção do Kremlin - inimizade antiga, pelo menos desde a época do assassinato de Alexander Litvinenko, ex-agente russo cuja investigação esteve a cargo de Steele. O porta-voz de Putin disse hoje que o Kremlin não o conhece; mau sinal...
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- Steele was head of MI6’s Russia desk.
- He has a network of sources in Russia.
- Steele has been trusted by the FBI and others with sensitive work.
- He has friends in high places.

TODAS SÃO POUCAS

Ontem, como não poderia deixar de ser, Stephen  Colbert (CBS - Late Show) pegou na última escandaleira que veio a público sobre as tropelias de Mr. Trump que fazem, ou não, parte das "informações pessoais", neste caso em vídeo, que os russos deterão, ou não, sobre o iminente  presidente dos EUA.
Tudo isto "alegadamente"... A coisa é tão inverosímil que é bem provável que seja verdade, há coisas que ninguém inventa por irem além do credível.
A história circula por aí animadamente e, sumarizada ontem no Observador, a meio de um artigo mais sério, dizia assim:
O BuzzFedd publicou, entretanto, o alegado relatório que foi entregue aos líderes governamentais dos EUA, onde se pode ler que, numa visita a Moscovo, Donald Trump reservou a suite presidencial do Ritz Carlton Hotel, onde sabia que Barack Obama tinha estado com a mulher, Michelle, e contratou várias prostitutas a quem pediu para urinarem na cama onde o presidente norte-americano tinha dormido.
Como referiu  Stephen  Colber:
«I don’t think this matters if this is true or not, because the fact is, it’s out there, and that means, Mr. Trump, you’re in trouble.»
Muitas piádas à parte, subtis e utilizando uma cuidada linguagem de duplos sentidos, Stephen  Colber   diz uma verdade dura como punhos:  

«I only feel for Donald Trump a little bit here because he brought this on himself, and I have a sugestion, Mr Trump, of how to get rid of it, just do the thing you have never done which is: say anything Putin wound't like. Allright? That would prove that they're not runnig you. 'Cause you never said anything Putin doesn't love. Criticize the invasion of Ukraine, criticize taking away the Crimea, criticize him killing journalists, raise sanctions on Russia. Anything, say anything negative about him. I dare you because I bet you won't.»


Para quem tiver interesse e paciência deixo o link ao relatório completo "Company Intelligence Report" que foi presente a Obama e Trump (as 35 páginas) de Junho a Dezembro de 2016.
Com dois cafés, uma bola de Berlim e uma água das pedras para a digestão é uma companhia bastante instrutiva.

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O CAVALO DE TROIA

Esta história pode começar com "Era uma vez" como muitas das que começam em tempos remotos. Não serão assim tão remotos mas um tempo em que se manifestava oposição ao poder em Moscovo requer algum esforço de memória, já lá vai...

Em Dezembro de 2011 houve uma eleição legislativa na Rússia. Seguiu-se uma onda de protestos, de "rumores" de fraude eleitoral, que se prolongou por 2012, quando Putin venceu as presidenciais em Março. E os protestos continuaram... Crescentes. Provavelmente muitos terão ainda presentes as imagens dos cordões humanos que tinham por objectivo circundar o Kremlin (26/27 Fev. 2012); atingiram mais de 16km mas foram sempre dispersados antes de fecharem o círculo porque, segundo Putin: «A minoria não tem o direito de impor à maioria a sua opinião. .../... Considerado que são instrumentos inaceitáveis numa sociedade democrática» (Putin - Fev. 2012)

KGB de gema - não existem ex-KGB em termos mentais, entenda-se - Putin não estava disposto a tolerar protestos absurdos. Votadas as presidenciais deitou as mãos à obra e presenteou o povo com vários pacotes legislativos para acabar com veleidades libertárias.

«In the end, no such concessions proved necessary. After withstanding the initial protests and gradually regaining the initiative, Putin easily won reelection in the first round in the March 2012 presidential elections and set about implementing major changes in Russia’s political-legal system to ensure that he would never again be confronted by a challenge of similar scope. An array of repressive measures, including severe restrictions on pro-democracy and human rights NGOs and election monitors, a huge increase in fines imposed against those who take part in “illegal” gatherings, the banning of public assemblies in certain areas that were sites of protests in late 2011, the exclusion of foreign broadcast media, restrictions on Internet access, and a sweeping expansion of the definition of “treason” were all adopted with the support or at least acquiescence of a substantial majority of the population in 2012. » Kramer - 09/2013

Director, Cold War Studies Program, and Senior Fellow, Davis Center for Russian and Eurasian Studies
Harvard University

O nervoso de Putin não era injustificado, à época, se bem se lembram, andava pelo mundo uma febre de libertação dos opressores de longa data que enervava qualquer ditador digno desse epíteto; 
  • A "Primavera Árabe" havia tomado conta do Egipto pondo fim aos 30 anos de "reinado" de Mubarak. 
  • Na Líbia, após seis meses de protestos e luta armada Khadafi viu chegar o fim dos seus dias tragicamente.
  • Na Síria Bashar al-Assad perde o controlo da contenção das violentas manifestações e face à intensidade crescente e perda do domínio de várias cidades mobiliza as suas forças armadas e dá início aos bombardeamentos, e ataques com mísseis, a todas as cidades sob controle rebelde.
  • E o Irão... que há que manter forte, fechado e "operativo". Um Irão teocrático e nuclear é um espinho profundo no coração do Ocidente. A Rússia defendeu os direitos do Irão no Conselho de Segurança com unhas e dentes, e vetos.
Putin pode ser muitas coisas, algumas delas inomináveis, mas não é parvo. 

Reposta a "ordem em casa" durante 2013 reforçou as críticas e vitimização relativas à NATO. Uma vez mais com razão, em 2014 caía o seu fiel vassalo na Ucrânia...
«A política externa da NATO em relação à Rússia não se enquadra na lógica do desenvolvimento contemporâneo e continua a basear-se em estereótipos obsoletos.»
Referindo-se ao alargamento da NATO: «Não me deteria neste tema se esses jogos não se realizassem junto das fronteiras russas, se não pusessem em causa a nossa segurança e não influísse negativamente no mundo». V. Putin
 Mas onde há crise semeiam-se as oportunidades.

Perante a imparável migração de refugiados de guerra e da subjugação ao "estado islâmico" em direcção a uma Europa atacada por terrorismo, crises económicas e desemprego regional, o nacionalismo egocêntrico ressuscita e o terreno torna-se propício à disseminação de propaganda e medo. O medo desperta o instinto de sobrevivência, a irracionalidade e a agressividade. É uma excelente estratégia.

Para Putin é uma festa! O impensável desenrola-se no teatro da tal realidade que ultrapassa a ficção: a extrema-direita, a direita radical, vê-se apoiada, e financiada, pelo homem que tem como sonho o ressurgimento da URSS, a Nova Rússia, como Putin gosta de referir, provocando, na medida que lhe for permitido, a degradação do ocidente, a queda das velhas democracias, o abandono dos seus valores e princípios.
A primeira brecha está feita, amanhem-se com o Brexit como puderem. Outras estão sendo estrategicamente preparadas, isto dos emigrantes muçulmanos dá um jeitaço.

Espantosamente a extrema-direita vai nisto, na sua ância de conquista de poder, de nacionalismo retrógado e ilusório num mundo que se tornou, a todos os níveis, inter-dependente, para o melhor e para o pior. Se fosse a extrema-esquerda, os comunistas, os marxistas-leninistas que estoicamente ainda resistem, poderia compreender, mas a direita? A extrema-direita? A sede de poder não só corrompe como cega, estupidifica.

E a América? A América, por todas as razões que possamos considerar, vê-se a braços com Trump.
Há coisas que, face à ausência de provas, manda o bom senso que não se declamem publicamente. Em conversas privadas, algumas mesmo muito privadas, tenho versejado sobre o mote: "o Putin tem o Trump no bolso". Como tem e por que tem é outra questão mas que tem... Ah pois que tem.

Trump diz mal, ataca, julga tudo quanto é bicho que mexe, até o Papa Francisco foi metido na molhada. Tudo e todos, e também a NATO, claro, pedra basilar do da força militar do ocidente... Todos menos Putin... Que por acaso não é inglês, nem francês, nem europeísta, nem pró-americano. É Russo, presidente, ditador e se pudesse comia os EUA, Estado a Estado, dólar a dólar, logo ao pequeno-almoço para começar bem o dia. E é o favorito de Trump? Putin pode atacar informaticamente  Instituições que são pilares dos EUA e Trump desvaloriza, mostra-se alheio e duvidoso. E também simpatiza com Farage, o seu europeu de estimação que tão bem cumpriu o seu papel de embrulho.  Ora...
Trump é o Cavalo de Troia ideal: sem consciência e com um enorme ego no estômago onde pode transportar lisonjas e ambições, as suas, mundanas e primárias, e as do seu "role-model", inconfessáveis.

Manda o bom senso que não se declamem publicamente as evidências na ausência de provas; Mas face à gravidade das coisas, e na ausência de provas, manda o bom senso que se proclamem as evidências. O fumo denunciará o fogo.

Ontem à noite a CNN teve um exclusivo em "Breaking News" que fez cair o queixo a muito boa gente. As grandes cadeias de TV retraíram-se, ninguém sabia exactamente o que dizer e só hoje, quando Trump optou por falar, e por se recusar a ouvir as perguntas da CNN, se sentiram à vontade para abordar o delicado assunto.
A notícia está por todo o lado, não se justifica que me alongue sobre ela; sumariamente:

  • Os Russos "obtiveram" informações sobre a vida pessoal de Trump e as suas finanças, por meios informáticos e outros.
  • Existiram repetidos contactos entre membros da campanha presidencial de Trump e membros de ligação ao Kremlin.
  • Existem alegações de que o Kremlin terá financiado a campanha de Trump através de alguns dos seus associados.
Se perante isto os apoiantes de Trump continuarem a achar que "não tem importância" desisto de compreender. Mais, demito-me!


 A primeira abordagem, de ontem à noite em exclusivo, é um documento imperdível, são 11 minutos de incredulidade e constatação. De salientar o cuidado posto na sua transmissão, salvaguardando reiteradamente que se trata de um relatório de um ex-agente do MI6, conhecido e creditado pelos serviços secretos americanos e cujo conteúdo, não comprovado, se encontra sob investigação.


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CNN - 10 Jan.17
Intel chiefs presented Trump 

with claims of Russian efforts to compromise him



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BBC News - 11 Jan.17

Trump 'compromising' claims: How and why did we get here?


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OBSERVADOR11 Jan.17

PROF., ASSALTA-ME A DÚVIDA

Mas sua excelência está a falar de quê? De quanto? De quando? De como?

Nem Guterres nem Centeno... Estou totalmente rendida,  não creio que seja possível alguém baralhar tanto e voltar a dar melhor. E em 49 segundos!!!
Quem é bom, é bom, tanto fala do que sabe como do que não percebe patavina, com o mesmo à vontade e convicção.

'Bóra-lá-atão a diminuir a taxa de inflação ao juro e depois espera-se para ver
(ou seja, deixa-se apurar tapado e em lume brando).




BEM VISTAS AS COISAS

Os gerigonços andam contentes, está tudo a correr muito bem, muita paz social, muita descontracção entre os portugueses, muitos sorrisos na bancada do executivo. O presidente da república está na maior, tem índices de popularidade só comparáveis aos de Tony Carreira em época de "Festa Continente na Avenida da Liberdade" - finalmente sente-se mais amado do que Passos Coelho, esse  fedelho embirrento que chegou onde ele nunca conseguiu como líder do PSD. Com o Costa a coisa corre melhor, aquela pinta de matarruano* baixote e pegajoso destaca, ainda mais, em Marcelo o arzinho blasé e professoral que não se importa de descer até à maralha. E a maralha gosta, sente-se libertada dos grilhões da crise. Ainda bem, haja alguém.
Pela parte que me toca devo ter um sério problema de percepção, vejo a crise por todo o lado e a agravar-se; não me interessa nada a conversa, os discursos, os debates, no que toca à famigerada crise interessam-me os números, sem malabarismos nem maquilhagem, e esses não me sossegam... Mas os geringonços andam contentes...


Bem vistas as coisas até poderia haver um aumento (quase triplicado) da dívida pública se fosse justificado por um investimento público da mesma ordem ou mesmo um quanto menor... Mas não é... O investimento público caiu 24,8% em 2016, depois de ter apresentado um crescimento de 15% em 2015. Pois, por aqui não foi. 

Bem vistas as coisas até poderia haver um aumento da dívida pública se fosse justificado pelo "alivio fiscal e contributivo sobre os consumidores, as empresas e os trabalhadores", que se encontra inscrito no programa desta coisa que está a fazer de governo. Mas também não é por aí... A colecta fiscal em 2016 saldou-se por uma adição de 516 milhões de euros

Os gerigonços andam contentes mas, bem vistas as coisas, não percebo como.
Aguardo sem grande entusiasmo as cenas dos episódios de 2017, algo me diz que a trama se adensa e que a palavra de ordem será desaceleração, que em termos económicos poderemos aplicar por cá ao consumo, ao investimento, às exportações, à criação de emprego e ao PIB. 
E não, não sou eu que encarno a profecia da desgraça, basta revisitar o OE 2017 e olhar para os números, mesmo sem máquina de calcular, basta ler.


Nota - MATARRUANO:
[Informal, Depreciativo]  Pessoa rude ou pouco sofisticada. = LABREGOPACÓVIOSALOIOSIMPLÓRIOTOLEIRÃO

GEORGE MICHAEL, PARA LÁ DA MÚSICA

Ontem ao fim da tarde a BBC foi a primeira estação a notíciar a morte de George Michael. No final da notícia publicou um pedido:

What are your memories of George Michael? Did you meet him? You can share your experience by emailing haveyoursay@bbc.co.uk. 
Please include a contact number if you are willing to speak to a BBC journalist. You can also contact us in the following ways:
  • WhatsApp: +44 7525 900971
  • Text an SMS or MMS to 61124 (UK) or +44 7624 800 100 (international)
Tanto quanto sei os resultados ainda não se encontram publicados mas outros meios de comunicação social seguiram o exemplo.
Muitos testemunhos ligados ao mundo do espetáculo referiram a generosidade e solidarierade como características marcantes de George Michael.
Abaixo deixo alguns poucos exemplos que vieram a público.

No programa 'Deal or no deal' uma mulher desabafou dizendo que precisava de £15.000 para um tratamento de fertilização in vitro, valor que considerava absurdo e que nunca conseguiria pagar. George Michael  fez essa doação no dia seguinte e pediu que se mantivesse anónima. 
Certa vez encontrava-se num café onde uma senhora conversava com a empregada de balcão; a senhora chorava por se encontrar numa situação desesperada com uma dívida de £25 000.   George Michael passou um cheque que entregou à empregada e pediu-lhe que esperasse que ele saísse para dar o cheque à senhora. 
Uma colaboradora voluntária num centro de ajuda a pessoas sem abrigo contou que George Michael trabalhava com voluntário nesse centro anonimamente e pediu que não revelassem a sua identidade. 
Esther Rantzen, fundadora do ChildLine, organização de beneficência para as crianças mais vulneráveis do Reino Unido, disse à "Associated Press" que Michael doou milhões de dólares para a fundação durante anos.
E as histórias sucedem-se, não só revelando doações mas muitas delas expondo actos de grandeza de coração, de ternura, de empatia.
Que encontre Paz.



L'ARMENIEN

Ontem à noite Monsieur Charles Aznavour encheu a MeoArena.
De muito alto dos seus 92 anos (pode lá ser, parece que são a fingir) cativou as várias gerações de público durante quase duas horas, sem intervalo nem cansaço. Cantou, conversou, gracejou e fez promessas para a próxima...

Quem pensa que esteve em palco um idoso romântico que se desengane, ontem à noite não foi o Aznavour dos amores perdidos e achados que se fez ouvir.
Ontem estivemos face ao francês mais arménio que existe; nascido em Paris, filho de refugiados arménios que se fixaram em França após terem passado pela Grécia; a mãe, licenciada em literatura, e o pai, músico, abriram um restaurante, "Le Caucase", que pouco durou de tantas serem as refeições que ofereciam àqueles que não as podiam pagar, A paixão deles, segundo as palavras de Aznavour, eram os espectáculos que montavam, juntamente com outros emigrantes, a favor da diáspora arménia.

Com o charme de sempre mas bem menos nostálgico do que testemunha da dor que presenciamos diariamente a açoitar os mais desafortunados do nosso injusto mundo, abriu o espectáculo com "Les émigrants": «Comment crois-tu qu'ils sont venus? Ils sont venus, les poches vides et les mains nues...», o mote estáva dado. Mais adiante, em jeito de conversa, fechou as suas palavras, sem revolta nem declamação dizendo "Je suis un homme libre, de libre pensée", e seguiu-se "Comme Ils Disent".

Mesmo canções como "La Bohème" ou "Il faut savoir" ganharam uma outra dimensão neste contexto, de um homem de 93 anos, presente e consciente, que sempre se recusou a ignorar o sofrimento alheio, que se embrenhou na vida com profundidade e dignidade.

E que continua a cantar maravilhosamente.


Embaixador geral de França para a Arménia
Embaixador da Arménia na Suíça,
Delegado permanente da Arménia nas Nações Unidas/UNESCO
Presidente da ONG "Aznavour For Arménia"
A Arménia concedeu-lhe, em 2008, a nacionalidade arménia. Anteriormente tinha recebido a Ordem da Pátria, a mais alta condecoração arménia e foi dado o seu nome a uma das praças da capital.


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ESTÁ ABERTA A ÉPOCA DO DESASSOSSEGO

... E lá vai recomeçar tudo de novo.

Sabem do que falo, não sabem?
Se não sabem é porque ainda são crianças e têm "férias de natal".
Que seja um desassossego feliz.



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POPULISMO - DIVIDIR PARA GOVERNAR

Começou com o medo. Quase sempre começa no medo, é um elo comum fácil de explorar, que abre portas a todo o tipo de forças negativas que os humanos conservam lactentes em si; só pode ser contido por uma contínua racionalidade envolvida em bom senso e esses não abundam no seio de povos assustados, sabiamente manipulados com propagandas e cenários negros. "Temos de reconquistar o nosso poder nacional!!!", como se isso existisse, a independência nacional.
Manifestou-se visivelmente nas barreiras de aço erguidas na fronteira húngara.
Materializou-se inesperadamente na vitória do Brexit; vitória que ninguém queria, à parte aquele pirómano Farage e os seus ateadores inconsequentes.
Solidificou-se na conquista de Trump, perante a incredulidade do mundo.

E agora? Terá o mundo  de passar por esta fase em que o medo serve os propósitos mais destrutivos, desumanos e inconfessáveis ou irão as pessoas ganhar consciência de que o verdadeiro perigo não reside naquilo que são levadas a temer mas por detrás da cortina corrida como cenário de fundo.

O paradigma político-ideológico mudou. Não, nem é isso, não mudou, afundou-se nas profundezas e um outro surgiu em seu lugar fundado em alicerces novos e subliminares. Temos de deixar de fazer contas com a Esquerda e a Direita, isso acabou. Por muito que estas tentem ainda firmar-se fazem-no nas areias movediças que se infiltraram sob o tabuleiro do xadrez mundial.  A direita, largamente radical nas suas bases, vence nos EUA com o apoio da propaganda de média e informática do líder pródigo da URSS. Os cidadãos da U.E. são bombardeados, "à esquerda e à direita" com propaganda anti-europeísta, apoiada financeiramente pelos mesmos interessados. "À esquerda e à direita" o propósito é o mesmo, dividir para governar, usando a ilusão do regresso ao "Poder Nacional", ao "Poder Popular", ao "Poder-que-muito-bem-entendam" desde que se dividam e enfraqueçam. A Russia TV é apenas um visível floco de neve deste imenso iceberg submerso.

Hoje o "efeito dominó" foi contido na Áustria. O temor do que se delineava
venceu o medo incutido.

Segue-se a Itália... Irá o furor revolucionário do Movimento Cinco Estrelas lançar mais uma grande acha para a fogueira do populismo europeu? Provavelmente, e irão festejar... e a direita radical também. Que ironia!

Ironicamente é assim que esta equação se resolve, converte-se o valor da incógnita eleitoral ao isolamento ou à democracia, tudo o resto é conversa velha, extemporânea, morta.
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Actualização: 
A Itália votou de acordo com o espectável.
Está a barraca armada. Daqui a um par de anos voltarei ao assunto, veremos se continuam a festejar...


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ORDINÁRIOS, COMPLEXADOS E VISTAS-CURTAS.

É raro, muito raro, partir para o ataque a desembestar; pego com este ou aquele, com uma atitude ou falta dela, com as mentiras, as faltas de carácter e outros mimos costumeiros mais ou menos específicos. Evito generalidades, evito atacar o todo pela acção da parte. A verdade é que há "todos" que defendem tão acerrimamente a sua "parte" que ultrapassam a mais benévola exigência de sentido crítico.  Uma espécie de "quem feio  ama bonito lhe parece" social, um amor de mãe-galinha sem conta, peso ou medida. Cego.

Posto isto, se alguém se sentir desrespeitado ou indignado com as palavras que se seguem tenho muita pena que a "carapuça" lhe sirva mas é exactamente assim que eu me sinto quando deputados que representam, mesmo que uma pequena parte do povo português, têm o comportamento que tiveram hoje os eleitos do Bloco de Esquerda na Assembleia da República ao receberem na Sua, Nossa, Minha casa o Chefe de Estado de um país democrático com o qual mantemos as melhores relações.
O revolucionarismo de trampa também deveria estar sujeito a limites - até talvez esteja, se considerarmos as múltiplas reacções que surgiram de imediato - mas a curteza de vista , essa parece ser ilimitada.

Que não aplaudissem, seria compreensível se o discurso do Chefe de Estado convidado tivesse versado sobre as virtudes da monarquia ou sobre os fiascos dos regimes republicanos. Ou se se tratasse de um ditadorzeco que não permitisse ao seu povo esfaimado a realização de um referendo consagrado na Constituição; Se fosse Nicolas Maduro os moralistas teriam aplaudido em pé e com fervor. Ou fora o voto de pesar pela morte de um "Comandante" de um país sem eleições que passou o poder para o irmão. Mas permanecerem ostensivamente de rabo pregado à cadeira, sentadinhos para não fazerem varizes... Uma demonstração de complexos inabalável. Até os insuspeitos anti-monárquicos do Partido Comunista se levantaram, como toda a gente. Deveremos pois assumir que em Portugal só há uns verdadeiros republicanos: os B.E.'s, todos os outros fazem o corpo à curva.
Idiotas!

Tudo isto é completamente idiota, uma necessidade de afirmação infantil. Não estava ali em causa qualquer tipo de regime, estava um Chefe de Estado, que é um rei, e que fez um discurso sem ondas nem ambiguidades. O facto de ser um rei não vem ao caso. E é questão que não diz respeito a nenhum português, de direita, de esquerda ou do Famões Atlético Clube, monárquico ou republicano, essa é outra questão.

Os B.E.'s não percebem o que é um rei, nesse aspecto ficaram na Idade Média ou pouco aquém. O rei é alguém que foi educado para servir o seu país, acima de interesses político-partidários. É independente como nenhum político eleito pode ser e, assim, é o único que pode representar um povo-nação.  Pode-se não concordar com isto mas não  ofender nem ostracizar.
Os B.E.'s, e não só, não percebem isto, sentem-se "abaixo" do rei porque o intuem "acima", acusando-o de se colocar acima. Os complexos são lixados e muito raramente auto-reconhecidos.

E há mais, e mais sério, que os B.E.'s não perceberam:
Não perceberam que esta foi a primeira visita ao estrangeiro que FilipeVI fez após a longa crise governativa em Espanha;
Não perceberam que a viagem foi marcada coladinha ao 1º de Dezembro, o que não terá sido para aproveitar a semana de descontos no El Corte Ingles;
Não perceberam que o discurso oficial de Filipe VI foi feito em português, «...Portugal, país onde que cresci...»
E muito menos perceberam por que Filipe VI fez uma visita de Estado a Portugal durante três dias.
Em três palavrinhas apenas: Não Perceberam Nada. Olharam o seu importantíssimo umbigo e afirmaram que o B.E. «mantém a posição de sempre, republicana, e não naturaliza relações de poder com base em relações de sangue e não em actos democráticos.»
Não naturaliza? Haja pachorra! Muita pachorra.



Até Pablo Inglesias, líder do Podemos, que se veste a rigor quando lhe apetece mas faz questão de ir em mangas de camisa ao Palácio Real de Madrid, tem um contacto afável com Filipe VI; e este com ele.
Não está em causa que Pablo Inglesias destituíria o regime monárquico na primeira oportunidade, porém sabe quem é o Chefe de Estado, e respeita-o.


Na foto ao lado:

Pablo Iglesias se salta el protocolo y regala ‘Juego de Tronos’ al rey Felipe VI 


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Passaram alguns minutos desde que acabei a escrita acima e caiu-me ao colo um vídeo que não é fácil pôr aqui mas deixo o link.
 Olhem que vale a pena, gosto muito, sobretudo da parte do beijinho da Nandinha, mulher do Costinha, com a mão no ombro de Letizia, aquele gesto lindo de familiaridade.
Começo a achar que mais vale fazer como a Cátí, fica sentadinha, não bate palminhas e ninguém dá por ela.

 https://www.facebook.com/CarasPT/videos/10154901369919642/


...e ainda há quem não perceba por que sou monárquica

PASSA-NOS AO LADO, POR TODO O LADO

Na noite de quinta para sexta-feira passada fui deitar-me completamente exausta. Liguei a TV, afundei-me no edredom e fiquei a ouvir a lenga-lenga do noticiário. Devo ter dormitado por alguns minutos e alguma palavra me despertou. Peguei no comando para desligar o "indutor de sono" mas antes levantei a cabeça para deitar uma última olhadela ao écran. Mas que raio!!! Um absurdo (?) cartaz de campanha raiava na TV em todo o seu esplendor - Trump e Putin juntos e cores!


Mas o que é isto, o circo chegou à cidade? Ah, não, não quero saber, isto é coisa para me dar pesadelos para o resto da noite, se chegar a adormecer. Peguei no telemóvel, fotografei o absurdo e desliguei a TV. Que raio...?

Sexta-feira à noite lembrei-me do absurdo - só tenho tempo para os absurdos à noite - mas ocorreu-me à mente uma grande verdade: Eu quero que o Trump e o Putin se lixem.

Mas a curiosidade morde...
Sábado, noite tardia, com o estômago demasiado satisfeito para a horizontalidade, fui investigar.

Afinal o absurdo é um pouco mais sério do que me pareceu à primeira vista; não pelo romance entre as duas sinistras figuras mas pelo "Onde, Como e Quando".

O inspirado cartaz, com dizeres em russo e inglês apareceu em local discreto e de somenos importância: na pequena República de Montenegro, nascida da dissolução da República Socialista da Jugoslávia, e posterior separação do Estado da Sérvia e Montenegro há apenas 10 anos.

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Desde a sua independência e reconhecimento pela ONU, Montenegro tem estado em negociações e preparação para integrar a União Europeia, aliás adoptou o euro como moeda. Como se isto não chegasse para desagradar à sua complicada vizinhança geográfica, em Maio último assinou um protocolo, primeiro passo para se tornar membro da NATO a breve trecho.  Não é preciso ser telepáta para adivinhar o pensamento de Putin, basta olhar para o mapa e ver aquele bocadinho ali entrincheirado com porto para o Adriático...

Acerca de "Onde" estamos conversados, vamos pois ao "Como e Quando".

A 16 de Outubro último, a menos de um mês das presidenciais nos EUA, houve eleições parlamentares em Montenegro.
Esperava-se a vitória do partido do primeiro-ministro, pró-ocidental, leia-se pró-europeu, o que veio a acontecer embora sem maioria e iniciaram-se as incontornáveis buscas de coligação.

Quem está na oposição?
Ora está-se mesmo a ver... Montenegro é um país onde os grandes anúncios para venda de apartamentos de luxo e empreendimentos turísticos estão escritos em russo.
Na oposição encontram-se os anti-europeístas, os pró-Rússia e pró-Servia. Ponto.

E então? Então, na véspera das eleições apareceu uma rapaziada a proveniente da Sérvia que atacou instituições estatais e esquadras de polícia após o encerramento das urnas.  Belgrado negou ter qualquer conhecimento mas no dia seguinte a polícia sérvia reconheceu ter prendido "vários russos por actividades suspeitas". Em Montenegro vinte deles foram presos e posteriormente libertados seis.
The organizers of a criminal group, and these were the nationalists in Russia, as a starting maxim taken to the government in Montenegro, led by Milo Djukanovic can not change the elections and the need for a violent crash. They formed a criminal organization to commit a terrorist act they planned to carry out 16 October to 23 hours. in this regard, the two faces of nationalistic Russia called by a person who is a defendant in this criminal case and presented his plan and asked him the same is realized through the involvement of more people to take part in strictly defined rules and very specific tasks in the commission of a terrorist target." -Declarações de Milivoje Katnić, Promotor Público de Montenegro
Posto isto só me resta acrescentar que o tal cartaz, o absurdo, que não tem importância alguma pois trata-se de um caso isolado que aconteceu na pequena República de Montenegro, a que tem publicidade imobiliária em russo,  surgiu "Como e Quando"? No meio da contestação da política pró-ocidental quando apareceu a rapaziada pró-Rússia a semear desacato.

Não tem qualquer importância mas, discretamente, a passos leves, acabou nas estações de TV mais mediáticas, na Net, nas bocas do mundo. O recado está dado.

Ele há coincidências de um raio, não?

RELACIONADO:
Following Russian hackers from Montenegro to the United States

25 ANOS. LONG LIVES THE KING

24 de Novembro de 1991.
Era um domingo e fazia frio. Eu preguiçava no sofá. Preparei um tabuleiro com o almoço e fui ver o programa de Tops de vídeos musicais. Tinha acabado de entrar para a tabela o novo lançamento dos Queen: Innuendo.

O vídeo-clip de apresentação preencheu o écran -  I'm going slightly mad. Fiquei estarrecida. Creio que nem prestei grande atenção ao que ouvia, aquela imagem do  Freddie Mercury... Indescritível...

Innuendo... Insinuação... I'm going slightly mad... É óbvio que está doente, gravemente doente...

Pouco depois passava nos noticiários do mundo a declaração que Freddie fizera na véspera, 23 de Novembro, à porta da sua casa em Londres:
"Following the enormous conjecture in the press over the last two weeks, I wish to confirm that I have been tested HIV positive and have AIDS. I felt it correct to keep this information private to date to protect the privacy of those around me. However, the time has come now for my friends and fans around the world to know the truth and I hope that everyone will join with my doctors and all those worldwide in the fight against this terrible disease. My privacy has always been very special to me and I am famous for my lack of interviews. Please understand this policy will continue."
E nessa noite os noticiários tardios abriram com a inesperada notícia da sua morte.

No dia seguinte, cinzento e frio como se impunha, meti-me no carro para ir trabalhar e liguei o rádio. Cinzento e frio... À saída da Praça de Espanha para a Av. Gulbenkian começou a tocar o primeiro êxito dos Queen, em 1974. Revi-me no autocarro do liceu, antes ainda das 8 horas da manhã com o rádio bem alto para nos ajudar a acordar; durante semanas seguidas passava sempre Killer Queen.
Cheguei, estacionei, deixei-me ficar, acendi um cigarro. Ouvia agora uma das últimas, a canção de despedida... These are the days of our lives.

25 anos depois os Queen invadem ainda as rádios como nenhuns outros da velha guarda. O meu filho adolescente é fan, é capaz de identificar as canções deles aos primeiros acordes, bem mais do que Bowie, Spingsteen, Turner, Pink Floyd ou quaisquer outros.

São sempre os melhores que partem primeiro

We still love you

 We Are The Champions - (Live At Wembley 86)

O PÂNDEGO ESTÁ TRANQUILO

Quando o Costa telefonou à mãe a dizer: "Mãezinha, estou no meu gabinete em S. Bento, sou o primeiro-ministro", publiquei aqui uma serie de posts numerados, porque tinham todos os mesmo título - "Não vou levar isto a sério". Já não sei sobre o que versavam mas, pelo menos, a forma de encarar a recém-parida geringonça era realista, o Costa é de facto um pândego!

Hoje o Costa saiu-se com esta:

«O país respira um clima de tranquilidade, com as famílias e as empresas a já não viverem no sobressalto do que poderá acontecer no dia seguinte». «Demos paz ao Tribunal Constitucional e há um excelente clima de relações institucionais entre o Governo, o Presidente da República, a Assembleia da República, os demais órgãos de soberania»
Na sexta-feira passada o Jerónimo resvalava um bocadinho desta visão harmoniosa; de manhã votava o O.G.E , pois que chatice lá terá de ser, à tarde juntava a sua à voz dos outros que, em greve da Função Pública, proclamavam "a luta continua" mostrando, o Jerónimo, que está conivente mas não morto.


ESQUERDA ENFRENTA REVOLUCIONARIAMENTE O GOVERNO
Já aquela rapariga Mortágua, referindo-se ao O.G.E. - 2017, se queixava de «divergência clara entre o B.E. o o governo» enquanto a doce Catarina afirmava haver espaço para negociações, que o governo dizia não haver verba mas o B.E. achava que sim, é tudo uma questão de redistribuição. Ou será que ela queria dizer "reprodução"?

O Tribunal Constitucional está como quer, finalmente deixou de ser líder da oposição e o Presidente da República está como gosta, finalmente é líder de alguma coisa.

"O país respira um clima de tranquilidade", diz o pândego...
Então não? Está tudo caladinho, até a greve da F.P., como sempre à sexta-feira, teve uma adesão abaixo dos 21%... Só se discorda parcialmente (que é como quem diz "em parcialidade")

Agitando a tranquilidade, mas não muito porque ninguém liga a isso, veio ontem a rapaziada do Banco de Portugal publicar dados que demonstram que:
«A dívida pública portuguesa manteve a tendência de agravamento no terceiro trimestre deste ano, atingindo o valor mais elevado pelo menos desde 2007.» (133%)
 Está bem, pá, mas isso são contingências do crescimento económico, o povo é sereno.


Tendo em conta que o O. E. - 2016 tinha inscrito um valor de 127,7% do PIB para a dívida;
Foi depois revisto em alta no O.E. - 2017 para 129,7%;
Parece contar-se com uma descida de mais de três pontos percentuais nos últimos três meses deste ano...
Será que a "taxa Coca-Cola" chega para isso? Bem... Não sei... O Costa não me parece mais magro...

Pelo sim, pelo não, o sorridente Centeno dizia hoje numa entrevista ao jornal alemão "Bild" que é preciso iniciar a discussão do alívio da dívida da Grécia.

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LE PRESIDENT SOLEIL

OVAL OBAMA
OVAL TRUM
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In  Observador - 14/11/16

«A casa oficial de Donald Trump fica na 5ª avenida de Nova Iorque, na Trump Tower
Fica no 66º andar, tem três pisos e é inspirada no Palácio de Versailles.

O tom predominante é o dourado e o estilo o rococó, que marcou o séc. XVIII francês. Aliás, a maior parte dos pormenores são mesmo em ouro de 24 quilates e há candelabros e molduras com… diamantes.»
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Não tenho nada contra gente rica, muito pelo contrário, acho que devia de haver mais.

Não comento, por certo há quem me entenda.


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BARACK & JOE AFTERMATH

Não tenho a menor dúvida de que o sentido de humor é uma faceta da inteligência.
Pelo "Twitter" brinca-se assim para ir engolindo o raio do sapo


LEONARD COHEN

21 de Setembro de 1934 - 10 de Novembro de 2016


A hat and the sexyest voice

THE COOLEST GUY ON THE BLOCK



AND THE OTHER GUY...



Se tivesse banda-sonora poderia ser "Surrender":

T - «This was a meeting that was going to last for maybe 10 or 15 minutes and we were just going to get to know each other. We had never met each other. I have great respect. The meeting lasted for almost an hour and a half and it could have, as far as I'm concerned, it could have gone on for a lot longer.
.../... I very much look forward to dealing with the president in the future, including counsel. He explained some of the difficulties, some of the high-flying assets and some of the really great things that have been achieved»

Ora bistes!?!

AS 270 SOMBRAS DA DEMOCRACIA

Já não estamos em 1787.
Já passamos a primeira década do séc.XXI.
A comunicação e informação tornou-se global,
instantânea e individualmente acessível.

Eu, portuguesinha, não tenho nada com isso mas sofro desta mania de ter de entender o sentido das coisas:
Que sentido faz presentemente a manutenção de um Colégio Eleitoral em
detrimento do voto popular directo?
(sim, está bem, mas agora apetece-me fingir que sou completamente parva)

Aconteceu em 2000  (Buch 47,9% : Gore 48,4%) , já tinha acontecido antes por duas vezes e este ano voltou a acontecer (Trump 47,5% ; Clinton 47,8%  +283.289 v)
Trump teve uma grande vitória, huge! Teve?
Teve, de acordo com as regras, claramente estabelecidas e válidas para todos os candidatos-
Estas regras permitem a verdadeira expressão do voto popular?
Muitas vezes sim, outras vezes não; às vezes lá calha, desta vez não calhou.
...mas se eu fosse americana estava a fazer uma fogueirinha com aquelas páginazinhas da Bill Of Rights

Como perguntava ontem à noite um Prof. de ciências políticas muito pertinentemente:

With 92% of the total votes counted Hillary has 200,000 more votes nationwide than Trump.
Imagine if Trump lost and had more votes?!


Conseguem imaginar? Pois... RIGGED ELECTIONS!!!

Eu, portuguesinha, estou mais contente do que nunca por não ser americana;  e por cá podemos ter um primeiro-ministro que não foi eleito mas, pelo menos, sabemos exactamente por quanto ele perdeu as eleições.

SI NON È VERO È BENE TROVATO

Guys, temos de arranjar uma maneira de ocupar os media este fim de semana, é fundamental, temos de retirar a atenção à gaja

Segue-se uma "brainstorm"de disparates e propostas absurdas.
Até que alguém tem uma ideia brilhante, se for bem representada...

Um atentado! Quer, dizer, um risco de atentado iminente não concretizado!
Yeh!

Amanhã, ao fim da tarde no comício de Reno, para sair nos noticiários da noite, está lá a imprensa toda...
Quando chega aquela parte do discurso:
I'm gonna built a great wall
I'm gonna create thousands of jobs
It's gonna be a huge success
We gonna live wonderful times,
o gajo levanta o cartaz a dizer "Republicans Against Trump" e arma a confusão;
nessa altura dois gajos, um da cada lado, gritam GUN!
And then what?
What? Ó pá, quando os tipos dos serviços secretos ouvem gritar GUN ficam possessos, só há que ter a certeza de que eles ouvem.
Então e o gajo do cartaz, vai preso?
T'ás parvo? O gajo do cartaz vai ser revistado e interrogado e depois deixam-no ir, é só um tipo a exercer a sua liberdade de expressão, a vítima de um engano
E se o magoam?
Comes with the job, a recompensa sobra prá conta.

Depois de ver umas 45 vezes o momento em que os agentes dos Serviços Secretos agarram o Donald cheguei à conclusão de que não vai ganhar um Oscar, duvido mesmo de que seja nomeado...


 Vídeo da assistência no final do post.
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Poucas horas depois do comício em Reno, Nevada:

A Secret Service spokesperson said in a statement there was a commotion in the crowd and an "unidentified individual" shouted "gun," though no weapon was found after a "thorough search." 
...Austyn Crites, was then immediately detained and led out by a throng of police officers, Secret Service agents and SWAT officers armed with assault rifles to a side room.
A law enforcement official later told CNN no charges were filed against Crites.


After he was released from custody, Crites told reporters the incident started off when he raised a "Republicans Against Trump" sign.
“When I pulled out the sign, people around me were trying to grab the sign,” Crites told reporters, “And so all that was occurring was booing, of course. That’s what you would expect.” 
Crites said he was then assaulted by a group of people around him before anyone shouted anything about a gun. 
Several attendees told CNN they initially heard a person yell there was someone with a gun.
"... a guy in a red shirt just rushed right next to me, screaming, 'There is a guy with a gun,'" Shimon Cohen told CNN.
But asked if he saw a gun, he said, "No, I did not." 
Nota: No vídeo abaixo queiram atentar no "guy in a red shirt" com um boné azul e um auricular de tm na orelha direita que surge à esquerda do ecran por volta do 1:08; Já agora também podem reparar no loiro com barba e t-shirt escura, à direita,  que volta o olhar na direcção do primeiro (1:09) e segue observando até se pirar. 
Posso jurar que só vi as imagens da assistência depois de ter "considerado a hipótese" que descrevo acima mas se não perceberem por que a considero e por que valerá a pena atentar nas imagens têm duas opções: ou consideram que eu tenho a mania das conspirações e não pensam mais nisso, ou lêem umas coisas sobre linguagem corporal
A second person, Milton Zerman, said he "was watching Trump speak and I heard someone scream, "This guy has a gun," so I looked toward the guy he was talking about. It didn't look to me that he had a gun -- or at least I didn't see a gun -- but people were screaming that he did have a gun and immediately after that Trump was taken off stage.Trump was unharmed and returned to the stage minutes later to finish his speech. 
Donald Trump Jr., the nominee's oldest son, retweeted a supporter who wrote: "Hillary ran away from rain today. Trump is back on stage minutes after assassination attempt." - In CNN politics report
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NÃO FAZ MAL PENSAR NISTO

Caiu-me sob o nariz um poster que se encontra colocado na casa-de-banho das senhoras num bar em Lincolnshire, Inglaterra. No tal poster explica-se que se disponibiliza ajuda a quem sentir que se encontra numa situação de perigo ou mera desconfiança relativamente ao(s) seu(s) acompanhantes dentro do bar; nesse caso pode dirigir-se ao balcão e perguntar pela "Angela"; esta palavra-código alerta os funcionários para a situação e será chamado um táxi ou acompanharão a pessoa até ao exterior de forma discreta mantendo o(s) acompanhante(s) "debaixo de olho" dentro do bar.



É verdade que raramente se encontrará uma "Angela", ou qualquer prima dela, pelos bares e discotecas mas esta iniciativa lembra que a qualquer momento nos podemos dirigir à casa-de-banho e chamar um táxi pelo telemóvel ou escrever numa folha de papel-higiénico "Por favor chamem-me um táxi" ou "Preciso de ajuda para sair daqui sozinha e discretamente".


É, eu sei que parece evidente mas perante uma situação confrangedora nem sempre se consegue pensar na via mais fácil e mais segura.
O simples "Vou-me embora" pode despoletar reacções indesejadas das quais a mais frequente é o "Acompanho-te a casa" e o sequente diálogo chato que pode acabar mal; A simples "Saída-porta-fora" sozinha também não será a melhor das ideias, sobretudo numa situação de perigo, pressão ou ameaça.


Nota: 
"The #NoMore campaign, held from Sept. 26 to Oct. 2, was designed to raise awareness for ending sexual violence and abuse, support and empower victims, and help spread the word on the various support services the organization provides."
“The ‘Ask for Angela’ posters are part of our wider #NoMore campaign, which aims to promote a culture change in relation to sexual violence and abuse, promote services in Lincolnshire, and empower victims to make a decision on whether to report incidents,”
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