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O Mundo Infestado de Desavergonhados


"Uma das lições mais tristes da história é a seguinte: Se formos enganados durante muito tempo, temos tendência a rejeitar qualquer prova de fraude. Deixamos de estar interessados em descobrir a verdade. A fraude apanhou-nos. É demasiado doloroso reconhecer, nem que seja para nós mesmos , que fomos levados à certa. Uma vez que damos a um charlatão poder sobre nós mesmos, quase nunca o recuperamos. Por conseguinte, as velhas fraudes têm tendência a persistir, ao mesmo tempo que surgem outras novas."

Carl Sagan, in "O Mundo Infestado de Demónios"



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Hoje de manhã fiz o meu intervalito para o café e fui ver os e-mails.
Abri o meu horóscopo-frase do dia (pois cada um tem a sua pancada, eu tenho várias, mas não se preocupem, só acredito nas profecias quando são positivas) e dizia literalmente assim:

"Prepare-se para surpresas".

Franzi o nariz sem saber se devia ou não acreditar: "surpresas" pode ser bom ou mau... Depois pensei melhor e achei que "surpresas" é bom, se for mau é "contratempo"(não me contrariem, em linguagem oracular é assim e pronto).

Logo de seguida, eram 11h e um quarto, chegou um e-mail do meu Amigo João que trazia "uma interpretação integral da magnífica Marcha da Mocidade Portuguesa" acompanhando uma série de slides da Mocidade Portuguesa Feminina encabeçados com o bonito título: "O que nós queremos que as nossas raparigas sejam".
Nesse momento compreendi a acepção da frase do meu horóscopo... Julgava eu...
Até abrir o e-mail seguinte.

A minha Amiga Sandra reencaminhou-me ontem um e-mail, que não abri por falta de tempo, pelo menos era o que eu pensava; mas não... Não o abri porque estava "guardado" para o "dia das surpresas", já marcado nos céus estrelados.
Fiquei com os olhos arregalados e a boca aberta de espanto. Mas o que é isto, balbuciava eu repetidamente.

Bem, meus amigos, não dá para contar, só vendo.

Que há ladrões, corruptos, negociatas à pala do povo, etc., etc., etc., já todos sabemos, não surpreende seja quem for, nem sequer o ceguinho que toca acordeão na Rua Augusta. Agora assim... Tão, tão à descarada, com registo nas Contas Públicas e para toda a gente ver... Sempre ouvi dizer que vergonha não é roubar, mas sim roubar e ser apanhado. Estes nem sequer foram, são, ou serão apanhados. Está tudo ali, preto no branco, para quem quiser ver. E qual é o problema? Pois nenhum. Que mal tem? Essa agora, nem é segredo...


MAS QUE MERDA É ESTA?

UM AUTOCARRO DE 16 LUGARES PARA TRANSPORTE DE CRIANÇAS EM VALE DE CAMBRA: 2.922.000,00 € (Sim, dois milhões novecentos e vinte e dois mil euros: podiam ter arredondado para 3milhões de euros, mas se calhar não dava certo para dividir as comissões)

O REGISTO DESAPARECEU HOJE COMO POR MILAGRE


ARS ALENTEJO/ÉVORA -
14 MÓDULOS DE 3 CADEIRAS EM VIGA E 10 MÓDULOS DE 2 CADEIRAS EM VIGA: 375.600,00 Euros
( ou seja 62 cadeiras EM VIGA a 6.058,00 Euros - 1200 E TAL CONTOS - cada uma)

Data de registo: 05-12-2008 0:00:00
Identificação de anúncio(se aplicável):
Listagem de entidades adjudicantes
NIF
503148768
Nome entidade adjudicante: Administração Regional de Saúde do Alentejo
Listagem de entidades adjudicatárias
NIF
175152802 Nome entidade adjudiatária: João Severo
Objecto do contrato(descrição sumária): Aquisição de 14 módulos de 3 cadeiras em viga e 10 módulos de 2 cadeiras em viga
Preço do contrato (Euro): 375.600,00 €
Prazo de execução (dias): 20
Local de execução: Évora

http://www.base.gov.pt/_layouts/ccp/AjusteDirecto/Detail.aspx?idAjusteDirecto=10663


FACULDADE DE LETRAS DE LISBOA -
9072 ROLOS DE PAPEL HIGIÉNICO: 5.806,08 Euros
Pelas contas do autor do e-mail, consultados os preços de papel higiénico, folha dupla, no hipermercado Jumbo,sem contratos de fornecedor de grandes quantidades, o custo dos mesmos 9072 rolos seria de 1.451 Euros. Menos 4.355 euros !!!!
Este contrato tem uma adjudicação de 120 dias a 1 só fornecedor.
Já em Bragança, Serviços de Acção Social do Instituto politécnico de Bragança, uma adjudicação para 365 dias, data de contratação 13-01-2009, que contempla 8 diferentes fornecedores de Produtos de Higiene e Limpeza tem um custo de 18.000,00 €.
Há coisas fantásticas, não há? Claro que viver em Bragança é muito mais barato...

Data de registo: 26-09-2008 0:00:00
Identificação de anúncio(se aplicável):
Listagem de entidades adjudicantes
NIF
502657456 Nome entidade adjudicante: Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
Listagem de entidades adjudicatárias
NIF
502729252 Nome entidade adjudiatária: Mundisan – Papéis e Produtos de Higiene, Lda.
Objecto do contrato(descrição sumária): Fornecimento de 9072 rolos de papel higiénico folha dupla tipo jumbo, para utilização interna dos Serviços da Faculdade
Preço do contrato (Euro): 5.806,08 €
Prazo de execução (dias): 120
Local de execução: Lisboa

http://www.base.gov.pt/_layouts/ccp/AjusteDirecto/Detail.aspx?idAjusteDirecto=1297

CÂMARA MUNICIPAL DE SINES - ALUGUER DE TENDA - 1.236.500,00 €

Data de registo: 19-11-2008 0:00:00
Identificação de anúncio(se aplicável):
Listagem de entidades adjudicantes
NIF:502563010 Nome entidade adjudicante:
Câmara Municipal de Sines
Listagem de entidades adjudicatárias
NIF:503841285 Nome entidade adjudiatária:
Alentexpo – Organização e Montagem de Feiras e Exposições, Lda
Objecto do contrato(descrição sumária): Aluguer de tenda para inauguração do Museu do Castelo de Sines
Preço do contrato (Euro): 1.236.500,00 €
Prazo de execução (dias): 40
Local de execução: Sines
http://www.base.gov.pt/_layouts/ccp/AjusteDirecto/Detail.aspx?idAjusteDirecto=6875



E continua a farra. O conteúdo total do e-mail que recebi , e respectivas hiperligações às contas, encontra-se publicado no Blog OS VELHOS DOS MARRETAS - post de terça-feira, 13 de Janeiro 2009
http://osvelhotesdosmarretas.com/2009/01/desajustes-directos-em-portugal.html

Também vale a pena dar uma olhadela no artigo publicado no Público.PT, ontem, que começa assim:

16.01.2009, José António Cerejo
"Base de dados dos ajustes directos criada pelo Governo está cheia de problemas e não permite fazer pesquisas. Uma associação privada resolveu a questão e criou um portal alternativo. Conhecer e escrutinar as compras por ajuste directo de toda e qualquer entidade pública passou a estar, desde terça-feira, ao alcance de todos os cidadãos. Este passo de gigante na transparência da administração pública não resulta directamente de uma medida do Estado, mas da iniciativa da Associação Nacional para o Software Livre."

Ahhh, mas este site criado pela ANSOL, o http://transparencia-pt.org/, de repente, NÃO ABRE. E não só não abre como até já tem uma mensagem escrita a dizer por que não abre:


"Estamos com dificuldades no serviço devido ao elevado volume de acessos, e por isso mudamos para um novo servidor. Se está a ver esta página, é porque o seu provedor de DNS (o seu ISP, normalmente) ainda não a actualizou. Se for esse o caso pode configurar o seu ficheiro de hosts local para que transparencia-pt.org seja o IP 81.92.212.13. Provavelmente http://www.transparencia-pt.org/ funcionará, tudo depende da resolução mas como este é o endereço secundário é menos provável que esteja na cache de DNS. "

Pois sim, mas não abre. Nem com configuração de host nem sem ela. NÃO ABRE. E mais, o Portal Oficial abre: http://www.base.gov.pt/Paginas/Default.aspx

mas desapareceram uma série de registos que estavam "on-line". Basta clicar alguns dos links que aparecem no Blog que acima refiro para encontrar alguns registos em branco.


E pronto não digo mais nada. Não há mais nada a dizer. Esta falcatruagem toda é feita com o nosso dinheiro, nosso dos portugueses, sacado dos impostos brutais que pagamos de IRS, IRC, de IVA de cada caganito que compramos, do arroz ao livro de escola, passando pela gasolina e pelo medicamento, a cada litro de ar que respiramos e a cada manhã que nos custa a levantar para ir trabalhar.

Não digo mais nada porque já me conheço e acabo a vociferar palavriado muito impróprio. Isto não é um Estado de Direito, é um Estado de Sítio. Este país é um sítio. Estamos sitiados por canalhas.


Um fim de semana descansado.

D. JOSÉ POLICARPO

PÔS O DEDO NA FERIDA

Durante uma tertúlia que teve lugar no Casino da Figueira da Foz na noite de 13 de Janeiro, com mais de duas horas de duração, Dom José Policarpo disse estar disponível para dialogar com a comunidade muçulmana em Portugal, mas considera ser difícil conseguir este objectivo.



"Só é possível dialogar com quem quer dialogar, por exemplo com os nossos irmãos muçulmanos o diálogo é muito difícil"
"Estão a ser dados os primeiros passos, mas é muito difícil porque a verdade deles é única. Eles querem o diálogo, estão num país maioritariamente católico, porque como fazem os lobos na floresta, é uma maneira de demarcar os seus espaços e terem os espaços que eu lhes respeito». "

O Cardeal Patriarca de Lisboa deixou um conselho às jovens portuguesas:

"Cautela com os amores. Pensem duas vezes em casar com um muçulmano. Pensem, pensem duas vezes. É um monte de sarilhos que nem Alá sabe onde acabam os problemas. Se eu sei que uma jovem europeia de formação cristã,ou cristã assim-assim, a primeira vez que vai para o país deles é sujeita ao regime das mulheres muçulmanas, imagine-se lá",
ripostou D. José Policarpo à jornalista e anfitriã da tertúlia, Fátima Campos Ferreira, dizendo conhecer "casos dramáticos" que não especificou.

Alertou também para a necessidade de existir «respeito e conhecimento sobre a religião muçulmana" como sendo a «primeira atitude fundamental a resolução de problemas e para o diálogo".

“Nós somos muito ignorantes. Queremos dialogar com muçulmanos e não gastámos uma hora da nossa vida a perceber o que é que eles são. Quem é que, em Portugal, já leu o Alcorão?”. “Se queremos dialogar com muçulmanos temos de saber o bê-a-bá da sua compreensão da vida, da sua fé. Portanto, a primeira coisa é conhecer melhor, respeitar. O conhecimento de princípios essenciais da comunidade muçulmana facilitaria até as relações religiosas. Nós somos muito ignorantes, queremos dialogar com muçulmanos e não gastámos uma hora da nossa vida a perceber o que é que eles são. Quem é que em Portugal já leu o Alcorão?»
Durante a tarde de dia 14Jan. a Comunidade Islamica de Lisboa emitiu um comunicado onde pode ler-se:

"Ficámos de alguma forma magoados com a escolha das palavras do senhor Patriarca de Lisboa relativamente à nossa Comunidade e ao diálogo que temos procurado com todas as confissões religiosas e, em particular, com as religiões cristãs" .

http://sic.aeiou.pt/online/video/informacao/Primeiro+Jornal/2009/1/declaracoescardealpatriarca
.htm

Pois, é natural, quando se põe o dedo na ferida doi.

O Cardeal Patriarca foi politicamente incorrecto mas não politicamente hipócrita.
O momento político durante o qual surgem as suas declarações torna-as ainda mais inflamáveis.

Mas agora pergunto eu, quantas mulheres portuguesas, de cabeça fria e sem os oculos cor-de-rosa da paixão, gostariam de viver num pais muculmano?
Quantos de nós serão capazes de aceitar que, com religião ou sem ela, uma mulher seja apedrejada até à morte por pena de adultério? (Ai meninas...)

Fiquemo-nos por aqui, parece-me que não é preciso avançar mais.

Se D. José Policarpo fosse activista de uma organização defensora dos Direitos Humanos, como a Amnistia-Internacional ou qualquer outra, em vez de um Cardeal Patriarca, outro galo cantaria.

A cabeça serve para pensar, não para inserir a informação em arquivos de pré conceitos e classifica-la de acordo com a ordenação previamente estabelecida.



"O Governo decidiu antecipar para 2009 o objectivo de dotar a rede de cuidados continuados com 8.200 camas e vai reforçar o Serviço Nacional de Saúde (SNS) com mais 250 especialistas em medicina geral e familiar, adiantou esta quarta-feira o primeiro ministro."

Espera aí... 2009 é ano de eleições legislativas? Ah... pronto.
"O objectivo, garante o primeiro-ministro, é estabelecer condições para criar três mil novos empregos nas áreas da enfermagem, fisioterapia e apoio social”. O investimento global no reforço da
rede de cuidados de saúde para idosos e pessoas dependentes deverá ascender a 100 milhões de euros."
(RTP.PT)

Crise? Qual crise?

Eu sei que os portugueses andam preocupados com as suas vidas e querem que "os políticos se lixem", atitude que, não provoca mas ajuda, a que quem se lixe sejam eles, os portugueses.

Mas será que José pressupõe que os portugueses são todos, mas todos, parvos?

Mira, Jose, por que no te callas?


O relato e videos do debate de 14 Jan. na AR em:

Medidas para SNS colidem com chumbo da política económica


PARABÉNS CRI-CRI

Cristiano Ronaldo foi escolhido como "FIFA World Player 2008".
(É o segundo futebolista português a ser galardoado pela FIFA depois de Luís Figo em 2001.)
O avançado português junta este prémio à "BOTA DE OURO" e à "BOLA DE OURO, num ano em que conquistou os troféus individuais mais prestigiados.
É obra!




RAP DO CRI-CRI
RFM - CAFÉ DA MANHÃ

06.01.09

Gaza, une riposte excessive ?
par André Glucksmann

Devant un conflit, l'opinion se divise entre les inconditionnels qui ont décidé une fois pour toutes qui a tort et qui a raison, et les circonspects qui jugent en fonction des circonstances telle ou telle action comme opportune ou inopportune, quitte à retenir, s'il y a lieu, leur jugement jusqu'à plus ample informé. L'affrontement à Gaza, aussi sanglant et terrible soit-il, laisse poindre pourtant une lueur d'espoir que les images chocs recouvrent trop souvent. Pour la première fois dans le conflit du Proche-orient, le fanatisme des inconditionnels paraît minoritaire. La discussion chez les Israéliens (est-ce le moment ? Jusqu'où ? Jusqu'à quand ?) roule comme à l'habitude dans une démocratie. La surprise est qu'un semblable débat partage à micros ouverts les Palestiniens et leurs soutiens, à tel point que, même après le déclenchement des opérations punitives israéliennes, Mahmoud Abbas, chef de l'Autorité palestinienne, trouva le courage d'imputer au Hamas, en rupture de trêve, la responsabilité initiale du malheur des civils à Gaza.

Les réactions de l'opinion publique mondiale – médias, diplomates, autorités morales et politiques – semblent malheureusement en retard sur l'évolution des esprits directement concernés. Force est de relever le mot qui fait florès et bétonne une inconditionnalité du troisième type, laquelle condamne urbi et orbi l'action de Jérusalem comme "disproportionnée". Un consensus universel et immédiat sous-titre les images de Gaza sous les bombes : Israël disproportionne. A l'occasion, reportages et commentaires en rajoutent : "massacres", "guerre totale". Par bonheur, on évite à ce jour le vocable "génocide". Le souvenir du "génocide de Jénine" (60 morts), partout rabâché à la va-vite et depuis déconsidéré, paralyserait-il encore l'excès de l'excès ? Néanmoins la condamnation, a priori, inconditionnelle, de l'outrance juive régule le flot des réflexions.


Consultez le premier dictionnaire venu : "est disproportionné ce qui est hors de proportion" soit parce que la proportion n'existe pas, soit parce qu'elle se trouve rompue, transgressée. C'est la deuxième acception qui est retenue pour fustiger les représailles israéliennes jugées excessives, incongrues, disconvenantes, dépassant les bornes et les normes. Sous-entendu : il existerait un état normal du conflit Israël-Hamas que le bellicisme de Tsahal déséquilibre, comme si le conflit n'était pas, comme tout conflit sérieux, disproportionné dès l'origine.
Quelle serait la juste proportion qu'il lui faudrait respecter pour qu'Israël mérite la faveur des opinions ? L'armée israélienne devrait-elle ne pas user de sa suprématie technique et se borner à utiliser les mêmes armes que le Hamas, c'est-à-dire la guerre des roquettes imprécises, celle des pierres, voire à son libre gré la stratégie des attentats-suicides, des bombes humaines et du ciblage délibéré des populations civiles ? Ou, mieux, conviendrait-il qu'Israël patiente sagement jusqu'à ce que le Hamas, par la grâce de l'Iran et de la Syrie, "équilibre" sa puissance de feu ? A moins qu'il ne faille mettre à niveau non seulement les moyens militaires, mais les fins poursuivies. Puisque le Hamas – à l'encontre de l'Autorité palestinienne – s'obstine à ne pas reconnaître le droit d'exister de l'Etat hébreu et rêve de l'annihilation de ses citoyens, voudrait-on qu'Israël imite tant de radicalité et procède à une gigantesque purification ethnique ? Désire-t-on vraiment qu'Israël en miroir se "proportionne" aux désirs exterminateurs du Hamas ? Dès qu'on creuse les sous-entendus du bien-pensant reproche de "réaction disproportionnée", on découvre combien Pascal a raison et "qui veut faire l'ange, fait la bête". Chaque conflit, en sommeil ou en ébullition, est par nature "disproportionné". Si les adversaires s'entendaient sur l'usage de leurs moyens et sur les buts revendiqués, ils ne seraient plus adversaires. Qui dit conflit, dit mésentente, donc effort de chaque camp pour jouer de ses avantages et exploiter les faiblesses de l'autre. Tsahal ne s'en prive pas qui "profite" de sa supériorité technique pour cibler ses objectifs. Et le Hamas non plus qui utilise la population de Gaza en bouclier humain sans souscrire aux scrupules moraux et aux impératifs diplomatiques de son adversaire.

On ne peut travailler pour la paix au Proche-Orient qu'à la condition d'échapper aux tentations de l'inconditionnalité, lesquelles hantent non seulement les fanatiques jusqu'au-boutistes, mais aussi les âmes angéliques qui fantasment une sacro-sainte "proportion" propre à équilibrer providentiellement les conflits meurtriers. Au Proche-Orient, on ne se bat pas seulement pour faire respecter une règle du jeu, mais pour l'établir. On peut à juste titre discuter librement de l'opportunité de telle ou telle initiative militaire ou diplomatique, sans toutefois supposer le problème résolu d'avance par la main invisible de la bonne conscience mondiale. Il n'est pas disproportionné de vouloir survivre.
André Glucksmann est philosophe


A GUERRA FRIA

A Ucrânia não paga à Rússia a conta do gás, que já vai num balúrdio.
A Rússia começa a pensar no assunto e corta o fornecimento de gás à Ucrânia.
Embora neste caso eu não creia que a coisa seja assim tão simples, entende-se: quem não paga a conta tem o fornecimento cortado, todos o sabemos pela via empírica.

Abordemos a coisa por outro lado…
A Rússia teve de tomar uma decisão relativa ao corte de fornecimento de gás, teve de pensar no assunto, terá considerado contas, valores, fornecimentos e contratos em vigor.

Uma vaga de frio vem assolar a Europa. A Alemanha regista temperaturas abaixo dos -27ºC e a França ultrapassa os -23ºC. Quanto aos países do Leste Europeu nem vale a pena referir temperaturas, como sempre, é frio a perder de vista.

A Rússia acusa a Ucrânia de desviar gás do pipeline em proveito próprio e corta o fornecimento de gás à Europa.

Moscow counters that Kiev is to blame, saying that Ukraine has blocked the pipelines that transport gas further west and has been syphoning off gas for its own use. (in BBC World 8 Jan.)

A Ucrânia nega, apresentando um argumento de peso e comprovável: não gamaram gás algum nem poderiam faze-lo porque pelo gasoduto não passa gás, está vazio.

Ukrainian Deputy Prime Minister Grigory Nemyria placed the blame for the row squarely at Russia's door.
"If there is something to transit of course Ukraine was committed to ensure uninterrupted transit of the Russian gas to Europe but there is no gas at all as we found out today then it speaks for itself,'' (in BBC World 8 Jan.)

Ainda que a Ucrânia andasse no gamanço parece-me que seria um assunto a ser resolvido entre o gamado e o gamador…
Agora a sério, mesmo que houvesse um desvio de gás para uso próprio por parte da Ucrânia, qual seria, digo, qual é a justificação da Rússia para cortar o fornecimento de gás à Europa, de Leste e Comunitária? O que é que Putin quer?
(Para começar deviam de ser tomadas medidas drásticas para lhe cortar o fornecimento de vodka, aquele gajo bebe e muito mais do que a conta)

Do pouco que chega às notícias, obvia e naturalmente, sabe-se que:

Curbs on gas use due to the ongoing dispute between Russia and Ukraine have forced many companies in Eastern Europe and the Balkans to scale back or even halt production.

Activity at the Suzuki plant near Budapest in Hungary was shut down yesterday morning. Workers were sent home but advised to return on Monday.

Restrictions have been placed on consumers using more than 500 cubic metres of gas per hour.

The Hungarian branch of an Austrian brick and tile manufacturer also reduced its gas usage, meaning one third of the material waiting to be fired in kilns became scrap.

Hungary’s biggest meat factory cut production and was forced to suspend the slaughtering of animals. However it could be given an exemption and restart later this morning.

Bread manufacturers in the Bulgarian town of Varna have warned that prices will rise if they are forced to switch from natural gas to alternative fuel.

Temperatures across Europe have plunged to record lows, causing travel chaos and putting more demand on power supplies.

In France, the normally balmy south was covered in up to 40 centimetres of snow, leaving hundreds of motorists stranded on motorways around Marseille. The city’s main St Charles railway station had to be closed after the signals froze.

The situation was the same across a swathe of northern Italy. In Milan, the city’s two airports have re-opened after being closed for several hours on Wednesday. Flights have also resumed at airports in Turin and Bergamo.

Temperatures sank to record lows in parts of Germany overnight. A weather station in the eastern state of Saxony said the coldest spot was just below minus 27 degrees Celsius.Thick snow has covered much of the country and ice breakers have been brought in to clear several waterways. ( EURONEWS, 7 Jan.)

(Ahhh... Moscovo volta a sentir que tem poder sobre o Ocidente como há muito tempo não sentia - Na Zdorov'ye! )



Marcam–se 3 reuniões bilaterais separadas, portanto 6, entre representantes da U.E. e, por um lado, a Rússia e, por outro, a Ucrânia.
A U.E. faz saber publicamente que a sua paciência é “estreita” pondo em causa a confiança na Rússia enquanto fornecedor.
Após a primeira reunião é noticiado pela BBC:

BBC's Dominic Hughes in Brussels says any optimism resulting from the Moscow meeting may have been misplaced - further meetings expected later in the day appear to have been cancelled.

Porque será que esta situação parece não ter surpreendido ninguém?
Não vivo na paranóia da teoria da conspiração mas que “las hay, las hay”.
Haverá alguma cabeça pensante neste planeta que acredite que a Rússia corta o fornecimento de gás à Europa, no pino do Inverno, sob uma vaga de frio, afectando indústria, transportes, e milhões de pessoas que constituem a população afectada, por achar que a Ucrânia desviou gás das condutas europeias? Mas isto passa pela cabeça de alguém?

E o que passará na cabeça dos dirigentes russos se vieram a ouvir quantas pessoas morreram devido ao frio nos países em causa? Correndo o curto risco de ser injusta diria que se estão nas tintas; pois é chato mas teve de ser.

On Wednesday, heating systems shut down in some parts of central Europe, as outdoor temperatures plunged to -10C or lower.
The list of countries that reported a total halt of Russian supplies via Ukraine included Romania, the Czech Republic, Slovakia, Bosnia-Hercegovina, Bulgaria, Croatia, Greece, Hungary, Macedonia, Serbia, and Austria. (BBC)

Se há coisa que chateia é que façam das pessoas parvas.
Eu não sei o que é que “os russos” querem, alguém por certo saberá. Por mim, nem me passa pela cabeça que o facto de Yushchenko ter ganho as eleições na Ucrânia, contra o candidato apoiado por Moscovo, e de estar a fazer uma aproximação à União Europeia tendo declarado ter interesse em vir a integra-la, possa estar minimanente relacionado com estes acontecimentos.

Não sei o que Moscovo quer mas sei que estão a pedi-las…
Haja Deus…


Dependence on Russia for gas:
- 100% dependent on Russia: Latvia, Slovakia, Finland, Estonia
- More than 80% dependent: Bulgaria, Lithuania, Czech Republic
- More than 60% dependent: Greece, Austria, Hungary
Source: European Council on Foreign Relations


Countries in eastern and central Europe have been particularly badly affected, as they rely heavily on Russian gas supplies but don't have access to the same kind of stockpiles found in Germany, Italy and France.

UM ANO EM 40 SEGUNDOS

OS BONS E OS MAUS

Acabei de visitar um Blog que frequento com alguma assiduidade. Não conheço pessoalmente o Pinoka mas uma coisa sei: o Pinoka não é parvo. Sei mais, sei que o Pinoka é pertinente, é emocional e é franco. É um ser humano verdadeiro.

Mas não vim aqui para qualificar o Pinoka, ou mais concretamente o seu Blog; refiro-o porque acabei de ler no seu Blog um post politicamente incorrecto e com o qual concordo inteiramente. Aborda a temática da Ordem do Dia: A Guerra na Faixa de Gaza.
É uma questão que não abordei aqui porque é terrivelmente dolorosa, só posso dar graças a Deus por não viver dias assim. Não consigo ver as imagens dos noticiários sem ser vencida pelas lágrimas. Hoje, face ao post que o Pinoka escreveu, e estando certa de que irá ser alvo da maior discórdia por parte de muitos dos leitores do seu Blog, não pude deixar de lhe escrever um comentário, de expressar a minha, também politicamente incorrecta, opinião.

Abaixo deixo o link para o post do Pinoka e o meu extenso comentário, que transformo assim num post do Real Gana. Sem mais...

BLOG O PINOKA



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OS BONS E OS MAUS

Pois é Pinoka, é verdade; É verdade mas politicamente incorrecto. O que está a dar é bater nos israelitas e não é de agora, já é do tempo de Arafat. Lutar por um território palestiniano é uma coisa, com a qual se concorda ou não; fazê-lo em "luta" armada com terroristas treinados nos campos da Líbia é outra. O terrorismo está entranhado na cultura e na educação por aquelas bandas. É lamentável mas é verdade; não é xenofobia, é a realidade. Não estou contra ninguém, estou a favor da humanidade e, assim sendo, o terrorismo, seja porque motivo for, com que "causa" for, é intolerável.

Os israelitas são brutos? São. Têm de ser. O povo judeu passou cerca de 2000 anos vagueando pelo deserto a dizer "Até para o ano em Jerusalém"É preciso ter coragem e uma coesão difícil de manter. Creio que as pessoas se esquecem, e muitas ignoram, que o Estado de Israel só foi fundado no final da década de 40, após uma persistência impar, e pacífica. Nessa mesma década de 40 o povo judeu foi dizimado por uma fúria de barbárie, desumanidade e ódio sem precedentes. Em 60 anos fizeram de um deserto um país fértil e próspero. Deveria ser impotente e pacifista? O pacifismo é um luxo a que se podem dar aqueles que não são agredidos ou que contam com outros para os defender. É fácil falar contra a América mas a verdade é que hoje não vivemos sob uma conquista nazi e não passamos pelo terror da segunda guerra. Não falaríamos assim nos dias do desembarque na Normandia, como não teríamos a veleidade que criticar Israel se tivéssemos de defender as nossas vidas, os nossos filhos, mais do que o nosso país, de uma ameaça, permanentemente concretizada, de terrorismo falsamente religioso e "na defesa dos oprimidos".

Que haja paz, claro.
Que a actual situação em Gaza é um barril de pólvora que nos pode rebentar na cara, é óbvio.
Não é possível ficar indiferente perante as terríveis imagens que nos chegam diariamente; ver crianças que nem percebemos se estão mortas ou vivas transportadas ao colo, como nós por cá o fazemos em Paz, quando as retiramos do duche e, entre risos, e as levamos para dormirem um sono calmo e despreocupado. Não é possível…

Israel é constantemente acusado de indiscriminação nos seus ataques, de não respeitar a população civil. Onde está o exercito do Hamas? Qual é o respeito que tem pelas suas crianças um povo que permite que entre as suas famílias se alojem guerrilheiros e armamento? Terão outra opção? Consideram justo e corajoso? Não sei, sei que é assim.
Não podemos ignorar, apenas porque acontece (por enquanto…) longe, o que é o Hamas, como actua, o que pretende, onde se esconde. Não podemos ignorar quem são os seus partidários nem que é apoiado pela Al Qaeda. Se o fizermos será melhor termos consciência de que um dia nos poderá bater à porta e, então o nosso pacifismo politicamente correcto cairá por terra juntamente com a morte disseminada em nossa volta.


CNN - Últimas notícias: 7 Jan 13h00 CET

CNN - A 10 min. audio message reportedly from al Qaeda's deputy chief vows revenge for Israel's air and ground assault on Gaza and calls the Jewish state's actions against Hamas militants "a gift" from U.S. President-elect Barack Obama.

Al Qaeda's Ayman al-Zawahiri is said to address Muslims in Gaza in an audio message released Tuesday.


DIA DE REIS

Eu gosto do Dia de Reis.

A sua história, ou lenda nascida de factos e fantasias aglomerados, simboliza a viagem em perseguição do Sonho, da Crença, da Fé, de um Conhecimento não cientificado; tal viagem é um misto de coragem e inteligência emocional, de realidade pessoal e vivência paralela.
Poucos serão os humanos sob a senda do Sol que tiveram a possibilidade, e a capacidade, de empreender este tipo de viagem entre a descoberta e a magia.
Este sim, é um destino fantástico, em todas as acepções da palavra Destino.




E já agora...


Acabei de receber, na caixinha virtual, um video que não resisto a partilhar. Também fala de reis mas não só, ainda que estes não sejam Magos - Mestres do Oriente. Estes são outros e todos os connhecemos - A História de Portugal e 7 minutos e 17 segundos. Notável!




Obrigada pela minha parte, querido
É uma simpatia...
Cheers!

A OFERTA, A PROCURA E A "LIMPEZA"


DEPOIS DA "FESTA" QUE FOI 2008

PARECE-ME QUE ESTÁ NA ALTURA DE LIMPAR A CASA

Ora vejamos aqui no armário do produtos de limpeza o que há disponível:

De acordo com a lei,


* As eleições europeias são em Junho, marcadas pelo Presidente da República.

* As autárquicas devem realizar-se entre 22 de Setembro e 14 de Outubro e são marcadas pelo Governo

* As legislativas deverão ocorrer entre 22 de Setembro e 14 de Outubro e são marcadas pelo Presidente da República




Convenhamos que não será por falta de apetrechos de limpeza que nos poderemos queixar de incapacidade de higienização.

Verdade seja dita que outros problemas se levantam...

Em primeiro lugar teremos de encontrar um higienista profissional capaz de arrumar a casa e lidar com o orçamento doméstico, que é mauzéco mas não é o pior do mundo, nem por perto. Esta será uma das mais difíceis buscas. A Oferta é baixa e a Procura amorfa, anestesiada, alienada.

Portanto:
Em primeiro lugar há que dinamizar, estimular e motivar a Procura. Tarefa árdua, sem dúvida. A Procura tornou-se céptica ao longo dos anos mercê do descrédito em que a Oferta caiu. Tarefa árdua mas não impossível: dado o caos que reina no burgo, quem não poderá ser motivado a encontrar uma melhor Governanta? Ou colocado de outra forma: quando a motivação é tão baixa a probabilidade de baixar mais é quase nula (baixar como, pergunto-me eu?) Por outro lado, com os argumentos certos, e certos porque verdadeiros, motivar as pessoas para uma consciencialização dos seus direitos, ah... e obrigações... não será de todo um objectivo fantasioso ou sequer longínquo. Todas as pessoas querem viver melhor e a majoríssima parte delas quer saber o que se passa em sua casa e tomar parte activa na vida doméstica. Se o não faz é porque desistiu, porque sente que não vale a pena e “a pena” é demasiado pesada para compensação (prometida e) sempre adiada.


As pessoas sabem que um contratado que não cumpre as suas funções ou que não as desempenha eficazmente, no mínimo, satisfatoriamente, pode e deve levar uma “guia de marcha”.
Pior, quando aqueles em quem delegamos poderes para administrar a nossa casa e a manter habitável, numa reviravolta de subtilezas surdas e arrogâncias gritantes, viram este poderes contra os delegantes numa total falta de Respeito pela real soberania, em total Ignorância de direitos fundamentais sem outra razão que não a subjacente aos seus poderzinhos usurpados.

Pois as pessoas sabem... no entanto estas mesmas pessoas parecem ter perdido a noção de Quem-É-Dono-Da-Casa. Contrata-se pessoal para cuidar do dia a dia doméstico e delega-se. A delegação de poderes, ou de tarefas, não é uma transferência de propriedade, em sentido algum. E mais... não dispensa quem delega de velar a forma como são exercidos os poderes delegados; a responsabilidade de uma casa mal tratada é sempre, em última análise, dos donos da casa, não dos contratados, embora estes possam, e devam, ser responsabilizados pelo seu trabalho.

Quanto à Oferta... é de facto problemática. Não nos esqueçamos porém de que existe uma relação directa Oferta/Procura, não só quantitativa mas também qualitativa. Mudemos a mentalidade e comportamento da Procura que a Oferta mudará, melhor do que forçosamente, mudará naturalmente.
A Oferta é como uma criança: reage e comporta-se de acordo com a educação recebida e com aquilo que lhe é permitido. Nesta casa somos maioritariamente permissivos e nem é por opção ou confiança, é por omissão, como se aceitássemos que nas veias nos fosse injectada uma qualquer geleia indutora de sonolência subtraindo-nos o sangue que nos animava.

Não faço ideia se as regalias à disposição da Oferta torna o seu desempenho apetecível – a julgar pelo seu comportamento diria que sim, embora francamente me seja difícil entender porquê (casa onde não há pão...). Deve ser alguma coisa que decorre entre um altruísmo ingenuamente absurdo e um abocanhamento complexado de poder mesquinho.

Algures entre estes dois extremos deve haver um tipo de Oferta que é preciso procurar, é necessário que se revele e que, ao fazê-lo, seja credível e saiba conquistar uma oportunidade. E é imprescindível que esta lhe seja concedida.

Esta casa precisa ser limpa, arrumada, organizada, arejada. Não basta uma passagem por água e um desodorizante. Têm de ser definidas prioridades racionais e concretas, acordadas com as necessidades das pessoas e o desenvolvimento de meios de subsistência e de qualidade de vida; não especulativas e ajeitadas ao sabor de interesses empresariais e de megalomanias pessoais, movidas de acordo com um tabuleiro de xadrez oculto cujas regras são conjecturais e as peças jogadas na defesa de tudo menos da defesa do Rei, da Grei.



OS ESPIRITOS DO NATAL

Passou o Natal, vem aí um novo ano.
Uma das mais difíceis provas dietéticas do ano passou, almoços e jantares de colegas, de amigos de família. Reencontros, troca de prendas, quilómetros nas lojas. As “boas festas”, os e-mails, os telefonemas. O ai-esqueci-me.
Os programas especiais de natal a popularem a quase totalidade dos canais, os filmes encarnados pelo Espírito do Natal.


Pois uma destas noites natalícias estava metida na cama a saborear o meu irresistível edredão, saltitando de canal em canal, de “White Christmas” em “White Christmas”, demasiado preguiçosa, ou mesmo cansada, para me atrever pelo mundo dos livros, quando deparei com o filme, original, feito sobre o imprescindível livro de Dickens “A Christmas Carol” (Um Conto de Natal).
Este filme tem em mim o efeito que as filhós, as rabanadas, os sonhos e outras alarvidades natalícias têm nos gulosos da época, é-me deliciosamente irresistível.
Há muitos anos que o não via, e muito menos assim, na penumbra silenciosa da madrugada no meu quarto. Fui imbuída pela sua estrutura profunda, pela “moral da história” sublimada naqueles impagáveis Espíritos do Natal Passado, Presente e Futuro do desgraçado Mr. Ebenezer Scrooge.

Quando desliguei a TV e me virei para o outro lado acho que os fantasmas de Mr. Scrooge ficaram comigo. Oh, não me assombraram, nada disso, antes pelo contrário, mas é a única justificação que encontro para explicar as cataratas de pensamentos sobre “Moral natalícia” que me inundaram até adormecer sem dar por isso, e ,provavelmente, pelos sonhos noite dentro.




De manhã (ou mais ou menos manhã) acordei com duas perguntinhas a bailar em torno da cabeça, como quando ouvimos uma qualquer musiquinha parva que se instala no nosso cérebro em sarcástica desobediência a qualquer ordem de despejo. Duas perguntinhas que me acompanharam pelo duche, pelas voltas de carro, pelo silêncio do primeiro café, pelo dia todo. Duas perguntinhas não muito complicadas mas que me obrigaram a pensar, a fazer algum esforço de memória, a reconhecer (-me), a sorrir e a morder o lábio disfarçadamente.
Duas perguntinhas que quero que permaneçam comigo, não em baile mental constante, vade retro, mas discretamente guardadas na agenda, na memória do telemóvel, na lista de endereços de e-mail, na amplitude de visão que vai do coração à cabeça e, de vez em quando, até na carteira.

É provável que nesta altura já estejam a perguntar-se quais serão as “duas perguntinhas” mas não tenho a certeza de que as deva dizer. Não estou a fazer mistério nem a tentar irritar-vos; é que cada um tem as Suas perguntinhas geradas na moral de uma história e, além disso, estas são perigosamente peganhentas. Ficam avisados, se continuarem a ler daqui para baixo será à vossa inteira responsabilidade.

Bem, então aqui ficam as perguntas que me deixaram os fantasmas do Natal Presente, do Natal Passado e do Natal Futuro:


“ O que é que ofereceste, de facto, este Natal?”

“O que é que Te ofereceram, de facto, este Natal?”

Pois... e nos outros natais?
E ao longo do ano?
E pela vida inteira?

E o que é que gostavas de ter oferecido mas ficou na gaveta, na garganta, pelas intenções?
E o que recebeste sem reconhecimento? E o que te esqueceste de agradecer, de retribuir?
O que deixaste descuidadamente esquecido quando te levantaste e agarraste no casaco?

E o que ofereceste que vieste a reencontrar anos depois numa reviravolta da vida? E o que deste de ti que viste crescer, florir e dar fruto? E aquela prenda que deste ou recebeste e que fez de ti uma pessoa melhor?

E... e... e...

Então mas não eram só duas perguntinhas pouco complicadas? Ah, essas?

O que ofereceste, de facto?
O que recebeste, de facto?

Um 2009 feliz é o que vos desejo.



O original de Dickens para download, com gravuras, em inglês:
Os três Espiritos e Mr.Scrooge

E VOTAM...



EU NÃO COMENTO... QUEM QUISER QUE O FAÇA

MAU MARIA... ou A REDUNDÂNCIA PRESIDÊNCIAL IM-PECÁVEL

No passado dia 5 deste mês :


" Presidente da República inaugurou, esta segunda-feira, a tradicional Árvore de Natal em Belém, no meio de uma festa com prendas e muitas crianças, filhos de militares e agentes de segurança que estão no estrangeiro em missões de representação de Portugal."

Ok, é bonito, fica bem.

A festa é também noticiada na Página Oficial Da Presidência da República Portuguesa(http://www.presidencia.pt/?idc=10&idi=22879) onde se pode encontrar um vídeo que nos mostra o discurso do Presidente da República, ao lado de uma Primeira Dama muito ciente do seu papel (estamos no Natal e prometi a mim mesma tentar ser simpática ), durante a inauguração da árvore de Natal. Bem, é natural, é apropriado e é bom marketing.

O que na altura me chamou a atenção foi que logo aos primeiros 30 segundos de discurso o Primeiro Cavalheiro refere-se a si mesmo e à Primeira Dama dizendo: "eu e a minha mulher". Sim, por esta ordem. Bem... será imposto pelo protocolo de Estado que o P.R. não deva dizer, civilizadamente "a minha mulher e eu"? Pois não sei, provavelmente será ignorância minha... Ou será que é ignorância mas não minha? Seja lá como for não gostei e posso jurar que se eu fosse P.R. (credo!) nesta situação concreta, a receber o pessoal em minha casa, borrifava-me no protocolo e referiria a outra pessoa primeiro. Pois, já sei, mas isso sou eu, que não sou exemplo e já vai de mim andar a borrifar-me nos "protocois".


Até aqui foi só um aperitivo e não foi isto que me trouxe cá, ou já teria vindo antes. Isto é mais importante para a Primeira Dama do que para mim, ela lá sabe quem é que manda lá em casa e não deve estar para se chatear com detalhes.

Adiante.

O que me trouxe cá hoje foi um bocadinho da troca de galhardetes que ouvi há pouco, num noticiário tardio, quando saltitava de canal em canal. Refiro-me, claro está, aos discursos de José e de Aníbal por ocasião da apresentação dos tradicionais cumprimentos de Natal do primeiro-ministro e da Assembleia da República ao Presidente da República. Ao que foi dito não vou fazer comentários por duas razões: primeiro porque não vale a pena - nem vale o tempo de o escrever nem menos o tempo de o lerem; segundo porque estamos no Natal e prometi a mim mesma tentar ser simpática. Ah, mas não resisto a reflectir, e divulgar a algum incauto que tenha perdido tal pérola, sobre a forma como disse o Senhor Presidente da República, Professor Doutor Aníbal Cavaco Silva. Ele disse textualmente assim:

"Que eles (os cidadãos) se apercebam do facto que as Instituições políticas valorizam os valores que são próprios desta quadra natalícia e que trabalham em conjunto com um espírito construtivo para construir um Portugal mais justo e um Portugal mais próspero".

Bem dezido! Não acreditam? Sou eu que estou a inventar? Ai é? Então tomem lá: http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=378560&tema=28

Não se tratava do Tio Aníbal a discursar para a famíla e amigos lá em casa pela consoada, que raio, era o Presidente da República, num acto oficial, a receber o Governo e o Presidente da Assembleia

Se eu fosse a Primeira Dama (credo! cruzes!) chumbava-o. Sim, porque a Drª Maria Cavaco Silva, que casou e vive com Aníbal há 45 anos, licenciou-se em Filologia Germânica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Em 1977, passou a ser a regente de Língua Portuguesa na Universidade Católica, em Lisboa e, até hoje, mantém essa ligação, em aulas extraordinárias de Língua e Cultura Portuguesas.

Verdade se diga, não há omeletes sem ovos, mas, que diabo, o homem não é estúpido... Será que Maria não Vê? Será que não Ouve? Será que ninguém da competente equipa presidencial se apercebe desta e de muitas outras? Será que ninguém se atreve a falar nisso? Ou será que é para chatear a Maria de Lurdes Rodrigues e demonstrar a falha da avaliação de professores?

Agora não me posso ir embora sem deixar nem um palavrinha do que disse José, é Natal e...

O primeiro-ministro, José Sócrates, enalteceu esta sexta-feira o «comportamento absolutamente impecável» que o Presidente da República tem mantido na sua relação com o Governo, atitude que «tem ajudado muito» a acção do executivo, escreve a Lusa. ORA BOLAS, escrevo eu, se o Manel tivesse sido eleito não gozavas assim, ah pois não...


«Quero dizer-lhe senhor Presidente, em nome do Governo, que gostamos de trabalhar consigo (QUE BOM!) .../...quero que saiba o quanto apreciamos o comportamento absolutamente impecável da Presidência da República na cooperação institucional com o Governo», disse o chefe de Governo, ao apresentar no Palácio de Belém os cumprimentos de Boa Festas a Cavaco Silva.



E isto agora sou eu a pensar baixinho:
«comportamento absolutamente impecável»? O outro trata a Maria de "Eu e ela"; o outro "valoriza os valores" e quer ser "construtivo para construir"; quer dois portugais, um mais justo e um mais próspero, e é «absolutamente impecável»? Finalmente entendi porque José acredita que o país está no bom caminho e 2009 vai ser muito melhor.

Sim, eu sei que a questão de fundo não é esta, sei bem que é grave, muito mais grave.Mas é Natal e...

Para aliviar a mente deixo-vos com dois personagens completamente diferentes, que fazem traquinices no "País dos Brinquedos", suponho que os conheçam, o Sonso e o Mafarrico


(O Mafarrico é o que está à frente a dizer que é o Primeiro, o Sonso é o outro, óbvio)

Nota: Todas as Fotos foram retiradas da "Página Oficial da Presidência da República Portuguesa", à excepção da do Sonso e do Mafarrico que retirei do site do Noddy

a minha prenda para Alex

2009 cheio de movimento, aventura e alegria

PODER DE COMPRA EM 2009...HO, HO, HO

José Sócrates: "famílias podem esperar melhor rendimento em 2009"



"As famílias portuguesas podem esperar ter um melhor rendimento disponível em 2009". O optimismo foi manifestado hoje pelo primeiro-ministro, José Sócrates, e tem como base as baixas que se esperam nas taxas de juro dos créditos à habitação, nos preços dos combustíveis e na inflação.

.../...

Ainda de acordo com José Sócrates, "as famílias portuguesas podem esperar em 2009 ter uma inflação mais baixa" e assim "ganharem poder de compra, como vão ganhar poder de compra os funcionários públicos, como não ganhavam há muitos anos".

3.12.2008 - 18h14 Lusa, PÚBLICO

E O PAI NATAL IA A PASSAR E FEZ:"HO,HO,HO"

E DEPOIS, SABEM O QUE ACONTECEU?

NÃO SABEM? POIS, É QUE SÓ SAIU NA IMPRENSA ESTRANGEIRA


FOI ASSIM:





SE BEBER, NÃO VOE



ESTE NATAL,

SE BEBER,

NÃO CONDUZA...


PODE ACABAR A VOAR

"O Inverno do nosso descontentamento"



Uma lindíssima Árvore de Natal a lembrar-nos a tristeza do país: em volta tudo é escuro. A ridícula iluminação que, de foco em foco, tenta iluminar umas esculturas em sebe, bem giras, que representam vários animais, projectam sombras permanentes à passagem de cada pessoa que cruza pelo meio. Há música... as pessoas tentam te-la presente mas não é fácil: do outro lado da rua já não se ouve... Pensei em Londres... que raio de comparação! Deixa-lá, dizia eu ao meu filho que ia aos saltos sem se aperceber do que nunca viu, vimos cá de dia para ver os bichos.

Macacos me mordam... Sei da miséria que vai por esse mundo fora, estou aqui sentada no bem quentinho e iluminado conforto da minha casa, depois de um jantar do qual, mais uma vez, sobrou comida para mais um... Mas tenham paciência, quando saio com o meu filho para ir ver a Árvore de Natal, não quero "confortar-me" com a miséria do mundo. Desculpem-me a franqueza mas o que eu quero mesmo é esquece-la. A do mundo e a nossa, aqui na ponta ocidental da Europa. Europa... My...
Eu tentei, palavra de honra que tentei, mas aquela escuridão em torno de um símbolo de Luz e festa embebeu-me a alma. Olho para a minha Árvore de Natal e lá me sinto melhor... Lá fora, como dizia "o outro", reina o "Inverno do nosso descontentamento" e, pelo menos durante uns dias, deixem-me tentar disfarçar. Ho Ho Ho, Hai, ai, ai...

PARECE MESMO UM CARNEIRINHO
MAS POSSO ASSEGURAR-VOS DE QUE É UM CÃO.

CHAMA-SE MICHEL E É O MAIS RECENTE MEMBRO DO NÚCLEO FAMILIAR

CONVERSAS ANTES DE DORMIR



De repente levantou a cabeça da almofada quando eu me preparava para deixar o quarto e, "vindo do nada", perguntou:


- MAMÃ, O QUE É QUE EU ERA ANTES DE SER UMA ALMA?

- ERAS UMA LUZ.

- E ANTES DE SER UMA LUZ?

- ERAS UMA IDEIA.

- E ANTES DE... ESPERA... DE QUEM?


LR , 4 Dez. 2008

NATAL E A CRISE...HO HO HO

Pois há a crise...
Mas também há Natal
HO HO HO
Levemos o Natal com alegria porque quando este acabar a crise ainda cá estará para a carpirmos se quisermos
BOM FIM DE SEMANA
HO HO HO



(NÃO SE ESQUEÇAM DE PARAR A MÚSICA DO FUNDO ALI DO LADO DIREITO ANTES DE COMEÇAREM A VER O VIDEO, JÁ TEMOS CONFUSÃO QUE CHEGUE NO PAÍS, HO HO, HO)

HOJE VOU ABRIR O NATAL
****************************

(quem gostar de decorar árvores que me apareça no fim de semana - com pré-
aviso, s.f.f.)

A GALINHA PATARECA

Mais de um terço da informação veiculada nos programas regulares de informação dos quatro canais de sinal aberto foi, no sábado (8 de Março de 2008), dedicada à manifestação dos professores em Lisboa.

No dia 8 de Março de 2008, RTP1, RTP2, SIC e TVI passaram 66 notícias sobre a manifestação dos professores em Lisboa, que ficou conhecida como Marcha da Indignação. Estes números contemplam apenas os serviços regulares de informação destes canais, excluindo por isso eventuais programas ou trabalhos específicos sobre este assunto.
Em número de notícias, a manifestação dos professores representou 30.7% do total de matérias abordadas nesse dia por estes canais.
A RTP1 foi o canal que mais notícias emitiu sobre este acontecimento, num total de 24 (36.4% das matérias relacionadas com esta manifestação).
COBERTURA NOTICIOSA, MARKTEST.COM




Raramente me dou ao trabalho de comentar neste blog, de boa frequência, os acontecimentos da política nacional. Primeiro porque raramente oiço noticiários, pelas razões que já AQUI expliquei e, em segundo lugar, chamem-me alienada, prefiro ficar longe da tragédia e acho que na merda não deve mexer-se - só para a retirar; se tal não for possível mais vale estar quieto, por higiene, olfacto, educação e bom gosto.

A comunicação social vale o que vale, o que quer dizer que não vale grande coisa mas nós cá vamos vivendo com ela e sentindo-lhe a falta quando ausente.

Os professores também valem o que valem, sendo que, a maioria de entre eles, não são, de facto, professores; são funcionários de escolas que têm por missão, incumprida, o ensino de conhecimentos, que não possuem, e a transmissão de Educação, que nunca receberam. Tarefa árdua!

No entanto... ainda há alguns Professores e, mesmo que não os houvesse, a tarefa do ministério é agir como se todos eles o fossem, logo terá de os respeitar como tal, ou não? (É melhor abanar a cabeça no sentido do sim ou o sarilho atingirá proporções desmesuradas...)

Isto a propósito da tal entrevista que aquela rapariga Maria de Lurdes deu no sábado passado à RTP1, perante o desespero do jornalista entrevistador, e que eu comecei a ouvir porque a minha mãe, que tinha saído de Lisboa e estava voltando pelas oito horas da noite, me telefonou pedindo para saber se o trânsito ainda estava cortado na baixa lisboeta. Depois fiquei colada de espanto ao caixote.

Não devo aqui expor os comentários e adjectivos que me foram saindo boca fora ao longo da tal entrevista, não pela Maria de Lurdes mas pelo respeito que eu me mereço. A minha alma estava parva! É verdade, por estranho que pareça, ainda sou capaz de autêntica incredulidade perante afirmações de um membro do executivo nacional. E o ar da "piquena"... Estava ofendida pelas politiquices, pelo incumprimento, pelos intuitos não confessos. O raio que a parta! Ah, sim, mas a ela não a intimidam. Reconheceu que cerca de cento e vinte mil professores na rua em manif intimidam qualquer um... Ah sim, mas não a ela.

Mas isto não é estar mesmo a pedi-las?

Transcrevo abaixo alguns poucos dos momentos altos da entrevista, e a escolha não é fácil, foram todos de grande elevação. Deixo também aos curiosos, que no sábado passado estavam em paz, como deve de ser pela hora do jantar, o link à RTP1 sob o qual se encontra a totalidade entrevista (até para não julgarem que sou eu, outra vez, a exagerar).


"Mª Lurdes: Esta é a desculpa "quero ser avaliado mas não quero este modelo";Mas não há outro disponível , só há este modelo (de avaliação) e não há outro.

RTP: Não há outro? Não é possível?

ML: Há o antigo. Este está há dois anos a ser trabalhado e é um modelo que foi aprovado por lei. Está na lei. E há uma memorando de entendimento com os sindicatos É difícil mas é o quadro de regras que temos (.../...)

Não pudemos deixar ao país a ideia de que quem está a ter atitude incorrecta é quem cumpre a lei., quem cumpre um entendimento, que a atitude incorrecta é não participar, não colaborar não fazer uma única proposta concreta, e depois manifestar na rua a força de expressão

RTP: Quer dizer que 100 mil professores estão errados?

ML: Não posso deixar ficar a ideia de que quem está a cumprir a lei está errado e que está certo quem procura boicotar a apelar ao não cumprimento da lei, criar um clima de guerrilha nas escolas, um clima de guerrilha político-partidária.
(.../...)

Hoje no final desta manifestação, para mim ficou claríssimo do que se estamos a falar. Estamos a falar de pressionar a ministra da Educação porque é ano de eleições, pois perante ameaças desse tipo, perante um chantagens desse tipo, a minha única reacção é de uma total tranquilidade e do sorriso triste (.../...)

Uma manifestação deste tipo intimida qualquer um, aos que intimida, que é seu objectivo. Na ausência de argumentos e de propostas concretas faz-se uma manifestação de rua, para mostrar a força dos argumentos que não existem. (.../...)

E que o que eu pergunto é o que aconteceu, em que é que o ministério falhou, em que é que o governo falhou, para que de um dia para o outro os sindicatos decidem que não querem memorando de entendimento nem querem participar na comissão paritária . Que aconteceu? Seria extremamente importante dizer aos portugueses isto: o governo está a cumprir. Há muitas escolas e muitos professores a cumprir. E não podemos deixar a ideia de que está a cumprir está errado, e quem e não está a cumprir tem razão. (.../...)

É que com as manifestações de hoje, dos dirigentes dos diferentes partidos da oposição, que cavalgam uma onda de insatisfação, não contribuindo com nenhuma proposta, eu só ouvi adjectivos, não houve nenhuma proposta concreta para melhorar o trabalho que estamos a fazer, tirando partido do facto de estarmos num em ano eleitoral, fazendo uma chantagem sobre a ministra da Educação e fazendo das escolas um campo de batalha, de política eleitoral, de política partidária, que na minha opinião considero ilegítima e procurarei com todas as minhas forças proteger as escolas disso."

MAS O QUE É ISTO? Uma ministra da EDUCAÇÃO? Uma galinha patareca?

Maria de Lurdes, filha... aqui fica uma cantiga para te animar, não desesperes!


E SE FOSSE...

CATÓLICOS E MUÇULMANOS
TÊM ENCONTRO HISTÓRICO
Ter, 04 Nov, 08h15


Católicos e muçulmanos vão reunir-se a partir de hoje no Vaticano para tentar lançar uma iniciativa inédita na relação entre as duas religiões e criar um mecanismo permanente de diálogo.

Por um lado, o Vaticano quer maiores garantias de que as minorias cristãs possam praticar sua fé em países muçulmanos sem serem ameaçadas. Por outro, os muçulmanos querem ser reconhecidos como uma religião não ligada à violência e apelam para que o Vaticano ajude a promover essa imagem.

O encontro que começa hoje é o primeiro desta magnitude realizado nas dependências da Santa Sé e envolve académicos e clérigos de ambas as religiões. Na quinta-feira, os especialistas terão reunião com o papa Bento XVI. Um dos resultados possíveis seria a criação de um plano de gestão de crise para evitar tensões entre as duas religiões.

Há um ano, um grupo de intelectuais muçulmanos - que ficou conhecido como Palavra Comum - enviou uma carta ao papa sugerindo o início do diálogo, na tentativa de estabelecer confiança entre os líderes religiosos. Não por acaso, a reunião de hoje recebeu o nome "Amor por Deus, Amor pelo vizinho". Um dos temas do encontro é "Dignidade Humana e Respeito Mútuo".

"Precisamos desenvolver um mecanismo de reacção a crises", afirmou Ibrahim Kalin, um académico turco que actua como porta-voz do grupo.

As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".