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O APAGÃO PARTIDÁRIO

O Partido Socialista e eu não vamos à bola um com o outro; isto é como quem diz que não somos do mesmo clube. Os porquês não são para aqui chamados, era só o faltava...
O NÃO é mesmo porque não, e acabou a conversa
O Sim, se algum houvesse, não poderia ser outro do que o "Pois sim, já me tinhas dito".

Eu sei que a degradação partidária é um fenómeno nacional, não é exclusiva do PS. (Ah, não querias mais nada...)

Quando o Aníbal foi para a presidência do PSD aproveitou para resolver alguns dos seus complexos de "Puto-que-ia-prá-escola-a-pé-pela-estrada-de-Boliqueime-mas-agora-é-Prof.Catedrático-que andou-p'la-Inglaterra-e-tudo": afastou da máquina partidária tudo o que era figura que lhe pudesse fazer sombra, e vingou-se, literalmente, de tudo o que era figurão que não lhe tinha prestado a atenção que, no seu entender, merecia. O PSD, já orfão mas esperançado, acabou por dentro e implodiu mais tarde.

Ficaram por lá os que estavam à espreita, os que sabem esperar, os que se estão nas tintas para o país mas sabem que um partido dá sempre jeito para o tráfico de influências, para os seus lobizecos das negociatas.
E mais uns quantos idiotas que desde jovenzinhos sonham com a política como estrelato e protagonismo.
E mais uns quantos bem intencionados que acreditam que existe mesmo oposição, que esta é possível à revelia das reuniõezinhas privadas, pluri-partidárias, a cheirar a charuto, a whisky e a esturro.

(Então agora, com o Aníbal a fazer de Mário Soares-mas-mais-discreto-a-dar-ares-de-ponderado-no-seu-silêncio, pouco digno, digo eu, está a malta toda mais à-vontade para se coçar, lá pela zona laranja.)

Ai Nélita, onde tu te foste meter...

E o CDS? Desculpem... O PP?
PP é um nome bem posto... assim: Pêpê, como um teenager retardado, nado e criado ali pelas imediações da Av. de Roma/ Pça. de Londres, com umas massas no bolso, gasolina na moto e um colega por quem copiar na faculdade.
O outro PP, digo, Paulo Portas, que me desculpe, conheço-o de "outros carnavais" e, pessoalmente, como cabeça e relação social, até gosto dele, mas por que raio havia de se ir meter naquilo? Pois... Foi uma oportunidade inigualável, quando ainda havia Adriano Moreira e dava gozo mostrar à malta a ampla careca do Freitas. Só foi chato ter de se enfeudar daquela maneira, na altura ele até tinha futuro no PSD mas, na verdade, tinha mais degraus para subir, a fila era maior e a concorrência mais acirrada. Agora aquilo já nem é um partido, aquilo nem um "cozido à portuguesa" é.

E o PC?
...e o PC?
Se eu fosse do PC, mesmo, de há muito tempo, só iria a comícios e coisas parecidas com uma mesa de pé-de-galo ou uma tábua ouija. Agora é que é caso para dizer: o Álvaro faz (lá) falta.
O PC morreu, Viva o PC - soa bem mas não resulta. Não resultou. Não está a resultar.

E o B.E.
Bem... apareceu recentemente, se comparamos com os outros, ainda não tiveram tempo de desatar todos ao estalo. É claro que, mais dia menos dia, vão mesmo pegar-se.
Aquele partido nasceu de uma necessidade de a esquerda se renovar, se reorganizar, se re-aglomerar. É uma família de filhos adoptados nascidos em meios muito diferentes, com culturas diferentes, visões ideológicas diferentes. Tem tiques intelectuais que não ajudam na congregação da "esquerda-festiva com o proletariado-militante".
Quanto àquele rapaz que tem vindo a protagonizar o leque, que vai de UDP's que amadureceram a PS's desiludidos, passando pelas estruturas político-mentais mais individualistas, tem vindo a lucrar com o facto de não haver nenhum "revolucionário" na cena política actual. É uma especie de MRPP dos tempos modernos, com mais raiva, menos graça e nenhuma ingenuidade.
Não quero agoirar, mas vai dar estalo. E também é verdade que não vai a parte alguma, faltam-lhe os votos e o muito que é preciso além dos votos e para ter votos, mesmo, à séria. Refilam imenso, valha-nos isso.


Mas voltando ao PS e à degradação partidária.

Um problema que o PS tem que o PSD já não tem é que ainda não se deram conta de que o PS também já não existe.

"Essa agora... ", ouço o coiro, "então ainda agora confirmaram o seu lider com 96,...% e não existe? Existe e está coeso". Uma gaita, respondo eu.

Como é que se fazem congressos? Com delegados ao congresso que vão votar "pelos partidários". Delegados que agarram na lanterninha de bolso e afirmam que "um socialista está preparado para todas as crises, para qualquer "apagão":
http://videos.sapo.pt/fkNFzpKd5oLtY7r5zW5g

Mas não é por isso que o PS não existe.

O PS "já era", como partido, não como Força Política, pela mesma razão que não existe o PSD: não existe seriedade, honestidade político-partidária, não existe "amor à camisola" na classe política - nas bases sim, ainda, um pouco, mas as bases não mandam nada.

Existe carreirismo, corrupção, encubrimento, e muita, muita negociata escura, no país; Na "máquina do país" e nos que a movimentam, a mantêm, a lubrificam. O resto é conversa. Muita conversa, muita mentira, muitas complicidades secretas, muitos interesses em jogo... e muito jogo.

Quando chega a hora de tocar para o jogo não há partidos nem fidelidades, não há compromissos programáticos nem com o povo. (O Povo? Raio, como é que o povo aparece aqui, a propósito de quê? O país? Ora, o país está de rastos, isto não tem safa, não sejam anjinhos. Cada um que trate é da sua vidinha o melhor que puder... e dê uma olhada às costas dos parceiros, não vá alguém distrair-se e ainda podem ir dentro um ou dois. Deixem lá isso... Oh pá, já mandaste o teu testa-de-ferro fazer a transferência?)

Nunca, desde Abril de 1974, um primeiro ministro foi tratado pela boca do povo como este. Existiram anedotas, contestação, manifestações, bocas da reacção, etc. Nunca houve um PINÓCRATES, assim, generalizado. A sorte deste governo é que a Esquerda não consegue mobilizar-se e a Direita é comodista. Até agora só os professores conseguiram atirar umas pedras ao charco. Foi curto.

É bem possível que o PS venha a ganhar as eleições - neste país tudo é possível - MAS porque uma grande parte da população não vê alternativas. É uma razão triste.

Tudo isto é uma tristeza. Já não é só para lá do Tejo que "este país é um deserto", com muita areia...


Por falar de Verdades e Mentiras, acabei de receber um e-mail com o seguinte título:


Descrição de ocorrências nas participações de
sinistro do ramo automóvel em 1998,
consideradas as mais caricatas





Eu chorei a rir. Espero que vos anime o fim-de-semana ou, melhor ainda, a segunda-feira.


1. O falecido apareceu a correr e desapareceu debaixo do meu carro.


2. Para evitar bater de frente no contentor do lixo, atropelei um peão.


3. O acidente aconteceu quando a porta direita de um carro apareceu de esquina sem fazer sinal.


4. A culpa do acidente não foi de ninguém, mas não teria acontecido se o outro condutor viesse com atenção.


5. Aprendi a conduzir sem direcção assistida. Quando girei o volante no meu carro novo, dei comigo na direcção oposta e fora de mão!


6. O peão bateu-me e foi para baixo do carro.


7. O peão não sabia para onde ia, então eu atropelei-o!


8. Vi um velho enrolado, de cara triste, quando ele caiu do tejadilho do meu carro.


9. Eu tinha a certeza que o velho não conseguia chegar ao outro lado da estrada, por isso atropelei-o.


10. Fui cuspido para fora do carro, quando ele saiu da estrada. Mais tarde fui encontrado numa vala por umas vacas perdidas.


11. Pensei que o meu vidro estava aberto, mas descobri que estava fechado quando pus a cabeça de fora.


12. Bati contra um carro parado que vinha em direcção contrária.


13. Saí do estacionamento, olhei para a cara da minha sogra e caí pela ribanceira abaixo.


14. O tipo andava aos ziguezagues de um lado para o outro da estrada. Tive que me desviar uma porção de vezes antes de o atropelar.


15. Já conduzia há 40 anos, quando adormeci ao volante e sofri o acidente.


16. Um carro invisível veio de não sei onde, bateu no meu carro e desapareceu.


17. O meu carro estava estacionado correctamente, quando foi bater de traseira no outro carro.


18. De regresso a casa, entrei com o meu carro na casa errada e bati numa árvore que não é minha.


19. A camioneta bateu de traseira no meu pára-brisas, em cheio na cabeça da minha mulher.


20. Disse à polícia que não me tinha magoado, mas quando tirei o chapéu percebi que tinha fracturado o crânio.



...E TEMOS UM VENCEDOR!


Passeio pelo Blog do PINOKA há menos de um ano, creio.
Gosto de passar por lá porque temos muitas opiniões em comum e, sobretudo, porque o autor de O PINOKA é um Senhor.


E sendo um Senhor demostra ter qualidades humanas que aprecio, melhor dizendo, que acho fundamentais.
Não nos conhecemos, nunca nos vimos, nunca conversamos.

Comecei este jogo das Verdades e Mentiras com a seguinte frase:
"Ainda que quem não "blogue" em casa própria possa não se aperceber, a "Blogoesfera" existe."

A única pessoa que apanhou todas as minhas mentiras, a última delas de forma notável, apesar de por entre AMIGOS de muitos anos e convívio assiduo, foi o Pinoka. É obra!
Toma lá a medalha, mereces.



VAMOS A JOGO - A VERDADE

ORA ENTÃO VAMOS LÁ A ISTO

1- É verdade.
Há uns anos havia uns almoços de um grupo na Chamusca que me deixaram muitas saudades. Alguns dos convivas ficavam para o dia seguinte que costumava iniciar-se com um jogo de futebol tipo solteiros/casados.
As mulheres protestaram, o nosso papel não passava de bater palmas. Sempre.
Uma vez resolveram, os homens, constituir um grupo de forçadas (sim forçadas – forcadas à força).
Para mantermos a pose aceitamos mas quando nos vimos na praça de touros com aquela “locomotiva” na frente... Fugiram todas excepto a Teresa e eu. Não sei porque ela não fugiu; Eu não fugi porque tive tanto medo que não fui capaz de virar as costas ao bicho. Foi uma grandiosa pega de cernelha com volta à praça em ombros e almoço de borla para as duas.

Obrigada por esses fantásticos tempos ao Amigo que os organizava.
Estejas onde estiveres estou certa que saberás.
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2- É verdade, fui para o exame de condução a conduzir o meu Fiat 600; por que raio havia de ir a pé? Nada mais a acrescentar.
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3- É verdade.
Era um exame de Economia Política e eu nunca soube grande coisa daquilo. Contava chumbar e seria muito justo.

A dada altura da conversa (vulgo “Oral”) o Prof Martinez, aquele terror dos exames, ciente da minha ignorância e, creio que, simpatizando com a minha honestidade revelada nos “Não sei” e nos “Deixe-me pensar” resolveu perguntar-me:
- “O que é a elasticidade da procura?”
Lá lhe respondi - “Deixe-me pensar” .
Então perguntou-me: - “O que é a elasticidade de um elástico?”.
Armada em esperta respondi com decisão: - “É a capacidade de extensão do mesmo”,
ao que o Prof retorquiu: - “Está bem mas explique-me lá isso”.
E aqui a esperta: - "Porquê, o Senhor Prof. não percebeu?”
Nesse momento ambos soubemos que eu estava chumbada.
Ele fez então uma perguntinha das que se guardam na manga para chumbar um aluno:
-“Qual é a diferença entre o marxismo clássico e o marxismo maoista?
Eu sorri até às orelhas e respondi-lhe que tinha a noção de que deveriam existir diferenças mas que não fazia a menor ideia quais seriam.
Com um ar pesaroso lá disse o Prof.:
- “ Pois é uma pena porque isto é muito importante, os chineses são muitos...”

Perdida por dez, perdida por cem não resisti e retorqui em jeito de conversa deslocadamente informal:
- “Quer o Senhor Prof. Dizer que se o Mão Tze Tung fosse irlandês não teria importância nenhuma?

O Senhor Prof. Doutor Soares Martinez levantou as sobrancelhas, escondeu um sorriso a custo, fez um ar grave e disse:
- “Acabou a sua oral”. Deixou-me chegar à porta da sala e continuou: -” Vai daqui com dez. Não fora agora, comigo nunca mais passava.”

Obrigada Prof., ajudou-me enormemente a acreditar em que devo contar comigo, mesmo "fora do baralho".
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4- Contei esta história, rigorosamente verdadeira, porque a partir deste dia nunca mais deixei de acreditar que existem anjos protectores ou coisa semelhante.

Passou-se na subida junto ao Estádio do Alvito, em Monsanto, cerca das 7 da tarde e estava a anoitecer. Fiquei sem embraiagem e o carro não subia mesmo. A poucos metros o terreno torna-se plano, onde há um jardinzeco, um pequeno bairro e uma escola.
O resto já contei . O táxista, que tinha ido deixar uma pessoa a uma das vivendas do bairro, apercebeu-se de que havia alguma coisa errada na cara do tipo do reboque e resolveu inverter a marcha e passar por nós. Abençoado! Com a pressa de me pirar dali deixei a carteira em cima do capot. Presumo que furioso e olhando os 500 escudos que lhe meti na mão, o reboqueiro oportunista nem deu por ela; e lá ficou à minha espera talvez uns dez a quinze minutos.

Por incrível que pareça é tudo verdade e sempre que alguma coisa me parece irresolúvel lembro-me desta história; não me tenho dado nada mal.
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5- É verdade.
Daqui vai um enorme obrigada ao verdadeiro cavalheiro que me ajudou nessa noite. Tento retribuir com outras pessoas.

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6- É mentira

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7- É verdade.
Tinha dez anos. Costumava passar férias (no verão, na Páscoa, etc.) em Santarém, na casa de uma amiga da minha Avó, frente ao Convento de Sta. Clara, bastante perto do quartel. No primeiro andar da vivenda vivia um casal com um bebé. O pai era capitão no regimento de cavalaria.
Uma vez o Capitão levou-me ao quartel a ver os cavalos. Eu estava tão fascinada (diria apaixonada, pelos cavalos) que ele me perguntou se eu queria montar. Montei a Hera, uma égua preta com uma chanfra franca. Quando voltamos para casa eu era a menina mais feliz do mundo, não cabia em mim. Ele perguntou-me se queria voltar, disse-me que eu montava como se nunca tivesse feito outra coisa na vida. Ora...

Há uns anos soube deste capitão através de um coronel do regimento que dava aulas de equitação a miúdos numa quinta em Rio Maior. O “bebé” agora é médico.

Este capitão deu-me uma das melhores prendas que recebi em toda a vida. Obrigada, fez-me muito feliz, até hoje, e o meu filho vai pelo mesmo caminho.

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8- É mentira.
(Embora uma história semelhante tenha de facto ocorrido mas na esplanada/bar que há -ou havia - no porto do Funchal junto ao Iate dos Beatles. Mas esta é mentira)


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9- É mentira
, do princípio ao fim.



Vou deixar o "ranking" nos comentários

VERDADES E MENTIRAS - VAMOS A JOGO?

Ainda que quem não "blogue" em casa própria possa não se aperceber, a "Blogoesfera" existe.



A "Blogoesfera" existe e tem aspectos muito giros e positivos, alguns politicamente alarmantes - o que, de um modo geral, também é positivo. Para além da informação, da troca de opiniões, da divulgação dos mais diversos temas e acontecimentos, blá-blá-blá, blá-bláblá, uma das características simpáticas e espontâneas da tal "Blogoesfera" é o contacto virtual assíduo que se vai gerando entre "bloguistas", o qual é espantosamente civilizado se tivermos em conta a agressividade e falta de educação que prolifera nas relações humanas actualmente.

Serve este meu blá-blá-blá para referir uma espécie de jogos, uns com mais graça do que outros, que têm circulado entre alguns blogues, e seus visitantes, dentro do esquema «Passa-A-Outro-e-Não-Ao-Mesmo». Desta vez tocou-me um desafio.

A Emiéle, que é minha Amiga e familiar, é uma bloguista de longa data, com uma capacidade e qualidade de produção notáveis. O seu blog - PÓPULO - recebeu um repto de um outro blog e, cumprido o desafio, passou-o a outros quantos, entre os quais ao REAL GANA.
Achei graça, achei divertido, achei criativo e achei que por uma hora ou duas serviria de entretém, de opção a mais um episódio do CSI ou coisa parecida. Além disso, sob o regime vigente dá um certo jeito treinar a nossa capacidade de distinguir a Verdade da Mentira sem recorrer ao tamanho do nariz do interlocutor...
Sou suposta contar 9 coisas a meu respeito, 6 verdadeiras e 3 falsas. Os meus amigos e visitantes são supostos conseguir destrinça-las.

Devo dizer que não tenho muita esperança em que a coisa resulte porque, ao contrário dos visitantes do Pópulo, e da maioria dos blogs, os meus visitantes - que eu sei quantos são e, em muitos casos, até quem são graças àquele quadradinho discreto que está em último lugar na coluna da direita - são uns chatos tímidos, muito ocupados ou preguiçosos que raramente me dão o prazer de oferecerem o seu comentáriozito - ou então a dura realidade: o que aqui escrevo nem merece comentário... Alguns enviam-me comentários a isto ou aquilo por e-mail mas aqui... é uma dificuldade!
Vá, não sejam uns chatos e brinquem comigo (e, já agora, os que desejarem permanecer anónimos mas que me conhecem, bem podiam deixar as iniciais; prometo manter o anonimato).







1 - Peguei, com mais uma mulher pouco maior do que eu, um garraio na praça de touros da Chamusca (Eu tinha escrito aqui "garrano" por erro, ao ler o comentário do ZPedro dei com o disparate; desculpem)


2 - Fui a conduzir o meu carro para o exame de condução e de lá vim da mesma forma


3 - Durante uma oral de Economia Política com o Prof. Doutor Soares Martinez ele pediu-me para lhe explicar uma resposta “espertinha” que tinha acabado de lhe dar; e eu perguntei-lhe: Porquê, o Senhor Professor não percebeu? Fui um dos dez alunos que passaram.


4 -
Fiquei empanada numa subida no parque de Monsanto/Lisboa. Atrás de mim apareceu um reboque; rebocou-me cerca de 20 m e pediu-me 6 contos. Ofereci-lhe 500 escudos dizendo que era o que tinha. No calor da discussão apareceu um táxi. Entrei. Já ia perto do Palácio da Justiça quando verifiquei que me faltava a carteira. Voltamos para trás e a carteira, preta, estava em cima do capot do carro, branco.


5 -
Há anos fiquei sem gasolina, perto da meia-noite, na Pça de Londres. Parou um simpático que tinha um litro de gasolina sempre no carro. Meteu-a no meu depósito e disse que me acompanhava até à bomba do Areeiro. Quando saí para abastecer ele buzinou, disse adeus e foi-se embora, sem conversa nem o litro dele.


6 - Fiz um pic-nic improvisado, e dois novos amigos, num elevador que esteve parado cerca de duas horas


7 - Aprendi a montar no Quartel da Escola Prática de Cavalaria de Santarém.


8 - Há uns anos um colega de trabalho quis fazer uma aposta que aceitei: expliquei a situação ao pianista e cantei o “My Way” no Casino da Madeira. Levei imensas palmas.


9 - Um dos maiores galos que tive na vida foi ter gasto meias solas à procura do “vestido perfeito” para um primeiro jantar romântico com um senhor muito especial; quando cheguei ao restaurante constatei que o padrão do tecido do meu vestido era igualzinho ao dos abajures e toalhas de mesa.



Dou as respostas no próximo fim de semana


E agora, para cumprir as regras do jogo irei desafiar:


A) O PINOKA


B) A CRISTINA


C) O HUMOR NEGRO


D) A CIRANDA


E) O ZPEDRO


F) O N. PHILLIPS





PINÓCRADAS

NÃO FUI EU QUE INVENTEI SÓ PARA APOIAR O PINÓCRATES
VEM NO "IOL DIÁRIO" e deve vir em mais sítios:



"SÓCRATES «ANIMADO» COM TAXA DE DESEMPREGO"
17 FEV. 2009

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


ESTE NOSSO 1º É

UMA ANIMAÇÃO!




JÁ AGORA, TAMBÉM NO "AGÊNCIA FINANCEIRA/IOL " DE HOJE:

UGT preocupada que cresça ainda mais.
Descida do desemprego já não reflecte situação actual

http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=1043353&main_id=



E TAMBÉM:

INE revela dados do último trimestre de 2008
Desemprego aumenta para 7,8%

http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=1043304&main_id=



E AINDA:

Taxa subiu em relação ao trimestre anterior.
Desemprego: números «são maus» e é «natural que aumentem»

O presidente da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP)

http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=1043356&div_id=1730target_=blank





OK , OK , AQUI VOS DEIXO UM DOCUMENTO HISTÓRICO:


DIA DOS NAMORADOS

Essa agora, claro que sou romântica

Claro que gosto de filmes lamechas

Claro que acredito em finais felizes

(não, para além desses...

Mesmo dos outros, em que ficam juntos,

e são felizes para sempre)

Por exemplo...

Aquele em que ela, já depois de

aturar muitos camelos

no fim casa com o cavalo

e são felizes os dois.






























A sério, acredito no Amor
Acredito até no amor à primeira vista
Acredito no Amor incondicional
Acredito no Amor para sempre



























DESEJO-VOS UM DIA FELIZ
NA COMPANHIA DE QUEM MAIS AMEM

A
SEXTA-FEIRA 13
DE JOSÉ SOCRATES





Eram 8h e picos da noite, sexta feira 13. Acendi a luz do meu quarto e poff: fundiu-se uma lâmpada, pifou-se a corrente eléctrica. Como as tomadas de corrente têm um circuito independente procurei o comando da TV para obter alguma luminosidade; carreguei no primeiro botão de escolha de canais que me surgiu sob o polegar e apareceu-me a brilhante e nítida imagem de José Sócrates no meu novo e lindo LCD. BLAHH...

Ah, mas espera, isto é giro... Adiei a urgência de restabelecer o circuito eléctrico de iluminação e fiquei ali sentada na cama a ouvir a reportagem


"José Sócrates aprovou em 2001, como ministro do Ambiente, o estatuto de imprescindível utilidade pública de um plano de pormenor de um projecto em Setúbal, sem que o dito plano existisse na realidade.É um caso de alegado favorecimento que envolve o nome do actual Primeiro-ministro e outro ministro de então, e que diz respeito ao projecto imobiliário «Nova Setúbal», considerado de grande importância pelo Governo. "
.../...
"O despacho é assinado pelo ministro da Agricultura, Capoulas Santos, e pelo colega do Ambiente, José Sócrates. O problema é que o Plano de Pormenor, considerado de imprescindível utilidade pública, só viria a ser aprovado anos depois. Em 2008 é finalmente publicado em «Diário de República». Ou seja, os dois Ministérios aprovaram um plano que não existia. O mesmo é dizer que não conheciam. Além do mais, a aprovação é dada sem uma avaliação de impacto ambiental.

O estatuto de imprescindível utilidade pública é dado com base na infra-estrutura desportiva a construir, ou seja, o futuro campo do Vitória Futebol Clube.

Na zona onde se abateram os sobreiros vai nascer apenas um centro comercial junto à estrada para o Algarve. Noutra zona povoada por árvores vão erguer-se casas 7500 fogos para 30 mil pessoas, ou seja, um terço da população actual da cidade. Longe de tudo isto, está o esperado estádio de utilidade pública, que está previsto para uma zona deserta, a dois quilómetros da área do abate. .../..."
Excertos do texto publicado em:

http://www.tvi.iol.pt/informacao/noticia.php?id=1042619



Devo dizer que a notícia ao vivo e a cores excede largamente o "apanhado sumário" que pode ser lido na página da TVI. Excede mesmo todas as minhas expectativas para uma noite de sexta-feira 13, especialmente se nos dermos à atenção e ao trabalho de ir relacionando os nomes - de indivíduos e de empresas - que vão surgindo repetidamente ao longo do encadeamento de notícias que se seguiu tendo por máximo dominador comum o José. Rapaz activo...

Um dos nomes que chama a atenção: Sociedade Lusa de Negócios; sim, a mesma que agrega no seu Grupo empresas que devem 300 milhões de euros a clientes do BPN (in TSF 1 Fev.09), grupo do qual fazem parte a PLURIPAR e a SADISETÚBAL – IMOBILIÁRIA, SA., que estabeleceram um protocolo "salvador" com o Vitória de Setúbal, e com a respectiva Câmara Municipal, que me faz pensar que iremos ouvir falar desta rapaziada ... É giro de ler em: http://www.vfc.pt/noticias/clube/08_09_08_plano_pormenor



Digo isto não por ser desconfiada mas porque quando penso nas negociatas de bastidores, que foram feitas a um nível bem mais pequeno, com a DINENSINO/Universidade Moderna nestes últimos anos (pois... não as da bronca do "Caso Moderna", as posteriores, de 2003 até agora e cujo mais sumarento da bronca ainda está por vir, digo eu....

Setúbal é uma zona propensa a estas confusões... Será dos camelos que populam o deserto da margem esquerda?

Bem mas estou-me a afastar do tema José, que me é sempre tão querido.

Como se não bastasse esta coisa da NOVA SETÚBAL e da assinatura do plano de pormenor inexistente, reinsere-se a notícia do abate dos mais de 1300 sobreiros iniciado pela PLURIPAR há dois dias, não para o tal campo de futebol de "Utilidade Pública" mas para a construção de um Centro Comercial, apesar da providência cautelar interposta segunda-feira pela Quercus no Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa (LUSA 11Fev.)

Lamentavelmente não foi referido o facto de, mesmo depois de ser dado conhecimento, no local, da existência da tal providência cautelar, não foi suspenso o abate das árvores; nunca foi exibida a cópia do pedido de certidão da autorização de abate de sobreiros, pedida com caracter de urgência no dia 9 e, só quando o Ministério da Agricultura foi notificado da Decisão do Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa ao final da manhã, já tinham ido "pró galheiro" a maior parte dos sobreiros, é que o trabalhinho foi suspenso. Pois é, mas agora não dá para por fita-cola...

Ficamos por aqui? Ah, não... É que...

"O investidor do projecto «Nova Setúbal», que conseguiu uma autorização supersónica por parte dos ministros José Sócrates e Capoulas Santos para abater sobreiros centenários, era um dos parceiros de referência do Banco Português de Negócios (BPN).

De acordo com actas da Sociedade Lusa de Negócios (SLN) a que a TVI teve acesso, Emídio Catum e o empresário Fernando Fantasia, detinham inúmeros projectos imobiliários financiados pelo banco. A parceria era tão grande que nem os próprios accionistas sabiam bem o que pertencia exactamente a cada um.
Nos últimos dias à frente do BPN, Oliveira Costa foi forçado a prestar contas sobre os múltiplos projectos imobiliários do grupo. Há um ano, no dia 12 de Fevereiro, o presidente da Sociedade Lusa de Negócios (SLN) reuniu-se com a Comissão de Avaliação e Nomeações e começou a abrir o jogo. Emídio Catum e Fernando Fantasia, administrador da SAPEC, foram identificados como os dois grandes parceiros de projectos imobiliários.

Em Rio Frio, localização chumbada para o aeroporto de Lisboa, por razões ambientais, o BPN não hesitou em investir em dois projectos imobiliários de grande envergadura.
Um deles é chamado de Sede com 1600 ha, tem activos calculados em 246 milhões de euros e um custo de 53 milhões. Oliveira Costa explicou que este activo se encontra consolidado nos fundos imobiliários, mas existia um acordo de recompra, ficando a SLN com 50% e Emídio Catum com a outra metade.

(mas onde é que eu já ouvi isto...?)

Já o projecto Rio Frio 2, com 3600 ha e um custo de 89 milhões de euros, diz acta que «estava em nome do Sr. Catum ou do Sr. Fantasia e era também para ser detido a meias pela SLN e pelo Sr. Catum».A acta refere ainda que a aquisição foi financiada com garantias do BPN, facto que ficou para esclarecimento posterior.A falta de consolidação dos projectos nas contas, bem como de certezas quanto à titularidade dos investimentos, parecia ser regra. .../..."
Excerto do texto, com mais promenores jucosos, publicado em:

http://www.tvi.iol.pt/informacao/noticia.php?id=1042635



Depois.. bem depois o Freeport com os novos desenvolvimentos:

"Um dos sócios da sociedade de advogados Vieira de Almeida, alvo de buscas no âmbito da investigação do Freeport, foi ao mesmo tempo Administrador na compra e venda do imóvel do Freeport. " Blá, blá, blá, etc, etc. etc.

Bem e por hoje já chega, não? NÃO ! Segue...



COVA DA BEIRA

"José Sócrates chegou a ser considerado suspeito. A PJ chegou mesmo a pedir buscas a casa do então secretário de Estado do Ambiente, mas estas foram recusada pelo MP.

Na altura das investigações José Sócrates chegou a ser considerado suspeito, pelo menos pelos investigadores da Polícia Judiciária, que chegaram mesmo a pedir buscas a casa do então secretário de Estado do Ambiente. Das quatro buscas pedidas na altura, a única não autorizada pelo Ministério Público foi à casa de José Sócrates.

A TVI sabe que não foi uma decisão pacífica e que, num primeiro momento, o Ministério Público terá dito que «sim» para, dias depois, voltar atrás. Em entrevista à TVI o procurador justificou-se dizendo que os elementos do processo não foram por si considerados suficientes para pôr em causa uma figura pública como José Sócrates.

Onze anos depois das primeiras denúncias, o caso de alegada corrupção no concurso da estação de tratamento de lixos da Cova da Beira vai finalmente chegar a julgamento. No banco dos réus vão sentar-se António Morais, antigo professor (das 4 cadeiras) de José Sócrates, e a sua ex-mulher, que estão acusados de corrupção passiva e branqueamento de capitais."
in:
http://www.tvi.iol.pt/informacao/noticia.php?id=1042623

E mais...

".../... Horácio Carvalho, um empresário da Covilhã, é acusado de branqueamento e corrupção activa, que é como quem diz, acusado de ter pago «luvas» para ganhar o concurso público internacional. A carta anónima que denunciou o caso, garantia que José Sócrates, na altura secretário de Estado do Ambiente, tinha recebido 150 mil contos. Mas essa parte da denúncia acabou por ser arquivada pelo Ministério Público. A TVI sabe que o enorme processo já chegou ao tribunal da boa hora, e que será distribuído na próxima segunda-feira."
http://www.tvi.iol.pt/informacao/noticia.php?id=1042621




Já chega? Espera, é só mais este bocadinho:



OBRAS ASSINADAS POR SÓCRATES

"O já célebre caso dos projectos de obras na Guarda assinados pelo engenheiro técnico José Sócrates, hoje Primeiro-ministro, passou a caso de polícia
.../...
Em 2007, o jornal Público denunciava que 23 projectos assinados por José Sócrates, na zona da Guarda, tinham sido elaborados por técnicos camarários locais, o que é proibido, e assinados por Sócrates, o que é crime. O facto foi admitido a uma rádio local pelo, na altura, presidente da Câmara da Guarda, Abílio Curto.Olhando para o processo de uma casa de Covadoude a situação parece evidente. A letra dos cálculos do betão é similar à letra de um dos técnicos da Câmara que aprovou o processo, o engenheiro Fernando Caldeira.

Em 2007, o Público falou com as pessoas que encomendaram as 23 obras assinadas por Sócrates e todas, menos uma, reconheceram ter encomendado as obras a técnicos da Câmara

.../...
Uma comissão interna da Câmara da Guarda analisou o caso das casas assinadas pelo engenheiro técnico José Sócrates. A comissão não interrogou nenhum dos técnicos, não falou com as pessoas que encomendaram as obras, mas conseguiu negar que Sócrates tivesse assinado projectos que não eram seus, eventualmente a troco de dinheiro, dizendo: «1. Foi publicamente declarado pelo autor dos projectos, a sua autoria e responsabilidade; 2. Facto este que é reconhecido notarialmente em vários documentos da época, constantes em processos».
Fica, portanto, por perceber a razão que levou a comissão interna a não se interrogar a respeito de um facto espantoso: há dezenas de assinaturas diferentes de José Sócrates ao longo dos processos. Das duas, uma: ou o actual Primeiro-ministro nunca assina da mesma maneira ou as assinaturas não são dele. Esta ilegalidade é desvalorizada pelo actual presidente da Câmara da Guarda, Joaquim Valente. "

Excertos do texto publicado em:
http://www.tvi.iol.pt/informacao/noticia.php?id=1042644



Para rematar, antes do intervalo para decansar a barriga:

RECESSÃO

"O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, diz que o Governo não está totalmente surpreendido com os dados divulgados esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e que colocam Portugal em recessão técnica. Mas, ao mesmo tempo, Teixeira dos Santos afirma que em Novembro, quando foi aprovado o Orçamento do Estado, não esperava que a quebra da economia fosse tão acentuada." http://www.tvi.iol.pt/informacao/noticia.php?id=1042490




Pois é... Quando José apontou em Novembro para um crescimento económico na ordem dos 1,8%, vem agora o I.N.E. apresentar um decréscimo de 2,1%, mais de 0,5% abaixo da média da Zona Euro... pois é muito inoportuno.

Como é que José não há de estar chateado por lhe terem chamado Pinocrates? (Sim, até nisso falaram no jornal da noite) Pois tem de estar... coitado.

Mas que sexta-feira 13... O que estarão as bruxas a cozinhar mais... Já lixaram o fim-de-semana ao homem... Acham bem?



O PÓ DAS ESTRELAS


A dor da separação é feita de saudade, que se apresenta infinita, e do sentimento de injustiça perante o roubo violento que sofremos. Nesta luta inglória, em que nos debatemos contra coisa alguma, perdemos a noção de que sentimentos, recordações e vivências que possuíamos permanecem em nós, apenas toldados pelo véu negro, mas fino, da dor.
E a dor subsiste.

A dor da separação reside na resistência em libertar, deixar fluir, em confiar.
Em nós, desperta ou adormecida, existe a sabedoria que nos remete para a força inquebrável das nossas ligações profundas..
Podemos crer no que os nossos olhos vêem, isolando factos, ou podemos seguir além das aparências, transpondo os caminhos seguros do materialismo, atrevendo-nos a um salto no vazio.
A essência do átomo não é material nem vazia, é energética. Subsiste além de todas as formas, compostos e elementos.
"Somos feitos de pó das estrelas" - é verdade, mas não toda a verdade. O átomo não ama nem odeia, não chora nem ri, não nasce nem morre. A única constante é a energia, organizada, detectada, transmutada pela Inteligência, impalpável e invisível - imaterial e indubitável; tudo o resto é apenas sequente.

Atrevamo-nos pois a percorrer esse caminho, a seguir de descoberta em descoberta, de conclusão em conclusão. Como poderíamos chegar ao vazio, ao nulo, à inexistência?
Porque insistem os humanos em acreditar serem diferentes de tudo o que o Universo nos demonstra?

MARIA MANUELA AGUIAR
(NELA)
IN MEMORIAM




Uma vez escrevi-te: ".../... almas entrelaçadas como uma cadeia de ADN".


O sangue cria, por vezes, laços inexplicáveis, que ignoram o tempo que separa e o espaço de permeio; reflecte no outro traços profundos, íntimos e secretos, de nós mesmos; comunga nos medos, no humor, na compreensão do não verbalizado e do não verbalizável. A memória das células permeia sentimentos e emoções, estende o tapete vermelho que suaviza o deslizar do amor e da amizade como sendo o caminho mais fácil e natural. Teletransporta pensamentos e momentos, interesses e gostos, caminhadas e silêncios.

Hoje sinto-me como se tivesse partido um bocado de mim e, o bocado de mim que ficou, se tivesse partido.

É um disparate, eu sei, nem tu partiste para muito longe nem eu deixo de estar inteira... Mas saber é uma coisa e sentir é outra. Mesmo considerando a forma gradual como a tua partida me foi chegando, mesmo compreendendo a oportunidade que nos ofereceste, mutuamente, de dizermos "até qualquer dia..." , mesmo com aqueles abraços tão verdadeiros, mesmo assim... Mesmo assim faltou-nos "um pouco mais de Sol, um pouco mais de azul". Sei que querias só um pouco mais de azul...
O meu desejo? Que agora o tenhas todo, para mergulhares e voares.

Há uns anos pintei um quadro para ti no qual duas almas nascidas de uma mesma Luz flutuavam; uma dirigia-se já para a Terra enquanto a outra permanecia um pouco mais. Acenavam um "até à vista" que apenas as distanciava de um para outro universo.

Creio que teremos de fazer o mesmo caminho, no sentido inverso.


Se alguma vez me fez sentido a expressão "Almas Gémeas" foi para adjectivar esta profunda e inata ligação que existe, ainda, sempre, entre nós.


Sei que estarás por aí escutando os pensamentos que fluem para ti... Talvez, de vez em quando, eu consiga escutar-te também.
E sei que, no dia em que atravessar o túnel, tu estarás nesse cais luminoso à minha espera.

MAIS UMA GRANDE VERDADE
DO MEU GURU
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DUAS PEDRAS,

CADA UMA EM SEU SAPATO


PRIMEIRA PEDRA:
O CASAMENTO ENTRE PESSOAS DO MESMO SEXO


Este é um assunto sobre o qual não desejo alargar-me por aí além do pragmático, não por outra razão que não esta: eu não sou homossexual e não sei, se fosse, se desejaria ou não casar-me. Mais. É uma daquelas coisas sobre as quais é fácil "cuspir para o ar" desde que se parta do princípio que não nos cairá em cima... mas pode cair. Não digo por nós próprios, cada um sabe muito bem de si, mas pode cair-nos em cima por via de um filho/a, de um irmão/ã, de um amigo/a muito próximo/a. E depois? Ou se aceita ou não e, quando não se aceita, será melhor revermos todos os nossos códigos, morais, religiosos e éticos, sem omitir as prevaricações que fazem parte da vida.
(Eu não sou mentirosa e detesto mentiras, mesmo, mas se me perguntarem se NUNCA menti... ora...)

Não creio que este seja um assunto que possa ser resolvido de acordo com a prática da "maioria". Algumas minorias há que vêem, ou deveriam indubitavelmente ver, a sua "diferença" respeitada.

Claro que este caso é diferente... Porquê? Porque aborda uma questão sexual e essa é, queiramos ou não, uma questão da qual ainda se vai falando em voz preferencialmente baixa, como se a pratica sexual não estivesse presente, com maior ou menor relevância, na vida de 99,99999% de cada ser humano.
Tenho ouvido as maiores barbaridades acerca da homossexualidade: é uma tara, uma doença, resulta de traumas, uma perversão, etc., etc. Não defendo de forma alguma o Lobby Gay, antes muito pelo contrário mas por razões que não se prendem de todo com a homossexualidade. Sei que taras, doenças, traumas, perversões, etc., etc., fazem parte da vida de muitos heterossexuais que levam as suas existências públicas dentro da maior naturalidade, normalidade, respeitabilidade. "Vícios privados, públicas virtudes".

A sexualidade faz parte da vida privada e íntima das pessoas, regula-se exclusivamente pela vontade própria. Em principio cada um namora e casa com quem quer.
Considerando o casamento tal como existe, heterossexual, pergunto: deve o Estado regulamentar as opções sexuais de cada um e interferir na possibilidade, de facto, de dois indivíduos adultos se unirem pelo casamento?
E se estes dois indivíduos forem homossexuais? É que, perante o Estado e a legitimidade que lhe é conferida para tutelar a vida do cidadão, não existe qualquer diferença entre ambos.




Relativamente ao casamento religioso, aí o caso poderá mudar bastante de figura, consoante a religião que o aborde e o ângulo pelo qual deseje aborda-lo.

Se o casamento religioso tiver por finalidade a procriação, a união homossexual não terá, obviamente, qualquer legitimidade. Mas, pergunto-me eu, se os casais que, em consciência, não querem ou não podem procriar deveriam casar-se, à luz da mesma religião.

De qualquer forma, o casamento homossexual religioso parece-me bastante mais fácil de considerar, como aceitável ou não aceitável, porque os pressupostos que estabelecem estas fronteiras são mais claros, ainda que mais dogmáticos. Têm, pelo menos, ou deverão ter, a mesma qualidade intima e individual que na abordagem das escolhas e vontade de cada um deve ser presente. A religião é uma "coisa" séria e como tal deve ser respeitada pelo religioso para o melhor e o pior; Não é, apenas, uma manifestação social a ter em conta quando e para o que "dá jeito".

Não sei se Deus, seja Ele O de quem for, condena ou não a união física entre pessoas do mesmo sexo. Essa é uma resposta que se alguma vez vier a ter não será durante a vida terrena. Para o caso é indiferente. Quando uma religião, teísta ou não, estabelece determinados pressupostos, e a norma para a sexualidade é invariavelmente um deles, estes são parte integrante da vida daquele que a professa.

Agora, o Estado, por Alma de quem?

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SEGUNDA PEDRA:
O DIREITO A MORRER EM PAZ

Ao longo do séc.XX foi-se tornando progressivamente possível reverter muitíssimas situações clínicas anteriormente mortais, inclusivamente situações de "morte clínica".

Doenças que actualmente se tratam com meia-dúzia de dias a tomar um antibiótico mataram milhões de pessoas durante inúmeras gerações; doenças que desapareceram da face da Terra debeladas por vacinas, higiene e conhecimento de causa; pessoas saudáveis que se confrontariam inevitavelmente com a morte após sofrerem um acidente podem ser agora resgatadas. E por aí fora.


Mas como diz o outro, não há almoços de borla... Hoje mais do que nunca é possível manter as pessoas vivas de uma forma anti-natural e, se por vezes, existe a esperança de uma alteração do estado clínico, muitas outras essa esperança é absolutamente nula - pela idade do paciente, pela irreversibilidade de um quadro clínico terminal. As pessoas permanecem vivas, ou pelo menos cerebralmente vivas, apenas porque a técnica do nosso tempo o permite.

Existe uma enorme diferença entre matar e deixar morrer quem, pelos seus próprios meios, já não poderia Viver nem poderá assim voltar a Viver.

Estabelecer esta fronteira nem sempre será fácil. A decisão acarreta uma enorme e terrível responsabilidade, quanto tomada por outrem e será tendencialmente emocional, por contra-posição a racional, quando tomada pelo próprio. Compreendo.

Mas não é menos verdade que muitas vezes a fronteira é óbvia e obviamente transposta. Impor a permanência do sofrimento continuo, que não tem "ao fundo do túnel" a mais pequena réstia de luz, não será com certeza uma menor ou menos terrível responsabilidade, não será uma ideia mais suportável, ou aceitável do que a morte.

Consta do "Juramento de Hipócrates":

"A ninguém darei por comprazer, nem remédio mortal nem um conselho que induza a perda", é certo.

Mas esta promessa é antecedida por uma outra:

"Aplicarei os regimes para o bem do doente segundo o meu poder e entendimento, nunca para causar dano ou mal a alguém".

Parece-me que, em situações terminais ou de sofrimento absurdo, o bem do doente, a quem nunca se causará dano ou mal, passa pela sua possibilidade de morrer em paz. Não significa isto que por comprazer se administre remédio mortal, significa tão só que se pare de administrar "remédio" quando o caso é irremediável.



Poderá isto ser crime, imoral, anti-ético? Qual de nós o desejaria (desejará) para si ou para os seus?

Creio que ninguém pretende a "Liberalização da Eutanásia" mas há que ter consciência de que actualmente muitos dos nossos meios técnicos ultrapassam o fim a que se destinam: melhorar a vida, a saúde e a qualidade de vida das pessoas e animais. Quando estes objectivos são ultrapassados deverão esses mesmos meios ser utilizados apenas porque temos a possibilidade de o fazer? Com que finalidade? E com que FIM...???

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T I M E -- H A S -- C O M E

photo CNN


Obama's inaugural speech
My fellow citizens:
I stand here today humbled by the task before us, grateful for the trust you have bestowed, mindful of the sacrifices borne by our ancestors. I thank President Bush for his service to our nation, as well as the generosity and cooperation he has shown throughout this transition.
Forty-four Americans have now taken the presidential oath. The words have been spoken during rising tides of prosperity and the still waters of peace. Yet, every so often, the oath is taken amidst gathering clouds and raging storms. At these moments, America has carried on not simply because of the skill or vision of those in high office, but because We the People have remained faithful to the ideals of our forbearers, and true to our founding documents.
So it has been. So it must be with this generation of Americans.

That we are in the midst of crisis is now well understood. Our nation is at war, against a far-reaching network of violence and hatred. Our economy is badly weakened, a consequence of greed and irresponsibility on the part of some, but also our collective failure to make hard choices and prepare the nation for a new age. Homes have been lost; jobs shed; businesses shuttered. Our health care is too costly; our schools fail too many; and each day brings further evidence that the ways we use energy strengthen our adversaries and threaten our planet.
These are the indicators of crisis, subject to data and statistics. Less measurable but no less profound is a sapping of confidence across our land -- a nagging fear that America's decline is inevitable, and that the next generation must lower its sights.

Today I say to you that the challenges we face are real. They are serious and they are many. They will not be met easily or in a short span of time. But know this, America: They will be met.

On this day, we gather because we have chosen hope over fear, unity of purpose over conflict and discord.

On this day, we come to proclaim an end to the petty grievances and false promises, the recriminations and worn-out dogmas, that for far too long have strangled our politics.

We remain a young nation, but in the words of Scripture, the time has come to set aside childish things. The time has come to reaffirm our enduring spirit; to choose our better history; to carry forward that precious gift, that noble idea, passed on from generation to generation: the God-given promise that all are equal, all are free, and all deserve a chance to pursue their full measure of happiness.

In reaffirming the greatness of our nation, we understand that greatness is never a given. It must be earned. Our journey has never been one of shortcuts or settling for less. It has not been the path for the fainthearted -- for those who prefer leisure over work, or seek only the pleasures of riches and fame. Rather, it has been the risk-takers, the doers, the makers of things -- some celebrated, but more often men and women obscure in their labor -- who have carried us up the long, rugged path toward prosperity and freedom.

For us, they packed up their few worldly possessions and traveled across oceans in search of a new life.
For us, they toiled in sweatshops and settled the West; endured the lash of the whip and plowed the hard earth.
For us, they fought and died, in places like Concord and Gettysburg; Normandy and Khe Sahn.
Time and again, these men and women struggled and sacrificed and worked till their hands were raw so that we might live a better life. They saw America as bigger than the sum of our individual ambitions; greater than all the differences of birth or wealth or faction.

This is the journey we continue today. We remain the most prosperous, powerful nation on Earth. Our workers are no less productive than when this crisis began. Our minds are no less inventive, our goods and services no less needed than they were last week or last month or last year. Our capacity remains undiminished. But our time of standing pat, of protecting narrow interests and putting off unpleasant decisions - that time has surely passed. Starting today, we must pick ourselves up, dust ourselves off, and begin again the work of remaking America.

For everywhere we look, there is work to be done. The state of the economy calls for action, bold and swift, and we will act -- not only to create new jobs, but to lay a new foundation for growth. We will build the roads and bridges, the electric grids and digital lines that feed our commerce and bind us together. We will restore science to its rightful place, and wield technology's wonders to raise health care's quality and lower its cost. We will harness the sun and the winds and the soil to fuel our cars and run our factories. And we will transform our schools and colleges and universities to meet the demands of a new age. All this we can do. And all this we will do.

Now, there are some who question the scale of our ambitions - who suggest that our system cannot tolerate too many big plans. Their memories are short. For they have forgotten what this country has already done; what free men and women can achieve when imagination is joined to common purpose, and necessity to courage.

What the cynics fail to understand is that the ground has shifted beneath them - that the stale political arguments that have consumed us for so long no longer apply.
The question we ask today is not whether our government is too big or too small, but whether it works, whether it helps families find jobs at a decent wage, care they can afford, a retirement that is dignified. Where the answer is yes, we intend to move forward. Where the answer is no, programs will end. And those of us who manage the public's dollars will be held to account - to spend wisely, reform bad habits, and do our business in the light of day because only then can we restore the vital trust between a people and their government.

Nor is the question before us whether the market is a force for good or ill. Its power to generate wealth and expand freedom is unmatched, but this crisis has reminded us that without a watchful eye, the market can spin out of control and that a nation cannot prosper long when it favors only the prosperous. The success of our economy has always depended not just on the size of our gross domestic product, but on the reach of our prosperity; on our ability to extend opportunity to every willing heart, not out of charity, but because it is the surest route to our common good.

As for our common defense, we reject as false the choice between our safety and our ideals. Our Founding Fathers, faced with perils we can scarcely imagine, drafted a charter to assure the rule of law and the rights of man, a charter expanded by the blood of generations. Those ideals still light the world, and we will not give them up for expedience's sake. And so to all other peoples and governments who are watching today, from the grandest capitals to the small village where my father was born: Know that America is a friend of each nation and every man, woman and child who seeks a future of peace and dignity, and that we are ready to lead once more.

Recall that earlier generations faced down fascism and communism not just with missiles and tanks, but with sturdy alliances and enduring convictions. They understood that our power alone cannot protect us, nor does it entitle us to do as we please. Instead, they knew that our power grows through its prudent use; our security emanates from the justness of our cause, the force of our example, the tempering qualities of humility and restraint.
We are the keepers of this legacy. Guided by these principles once more, we can meet those new threats that demand even greater effort - even greater cooperation and understanding between nations. We will begin to responsibly leave Iraq to its people, and forge a hard-earned peace in Afghanistan. With old friends and former foes, we will work tirelessly to lessen the nuclear threat, and roll back the specter of a warming planet. We will not apologize for our way of life, nor will we waver in its defense, and for those who seek to advance their aims by inducing terror and slaughtering innocents, we say to you now that our spirit is stronger and cannot be broken; you cannot outlast us, and we will defeat you.

For we know that our patchwork heritage is a strength, not a weakness. We are a nation of Christians and Muslims, Jews and Hindus - and nonbelievers. We are shaped by every language and culture, drawn from every end of this Earth; and because we have tasted the bitter swill of civil war and segregation, and emerged from that dark chapter stronger and more united, we cannot help but believe that the old hatreds shall someday pass; that the lines of tribe shall soon dissolve; that as the world grows smaller, our common humanity shall reveal itself; and that America must play its role in ushering in a new era of peace.

To the Muslim world, we seek a new way forward, based on mutual interest and mutual respect. To those leaders around the globe who seek to sow conflict, or blame their society's ills on the West: Know that your people will judge you on what you can build, not what you destroy. To those who cling to power through corruption and deceit and the silencing of dissent, know that you are on the wrong side of history; but that we will extend a hand if you are willing to unclench your fist.

To the people of poor nations, we pledge to work alongside you to make your farms flourish and let clean waters flow; to nourish starved bodies and feed hungry minds. And to those nations like ours that enjoy relative plenty, we say we can no longer afford indifference to suffering outside our borders; nor can we consume the world's resources without regard to effect. For the world has changed and we must change with it.

As we consider the road that unfolds before us, we remember with humble gratitude those brave Americans who, at this very hour, patrol far-off deserts and distant mountains. They have something to tell us today, just as the fallen heroes who lie in Arlington whisper through the ages. We honor them not only because they are guardians of our liberty, but because they embody the spirit of service; a willingness to find meaning in something greater than themselves. And yet, at this moment - a moment that will define a generation - it is precisely this spirit that must inhabit us all.

For as much as government can do and must do, it is ultimately the faith and determination of the American people upon which this nation relies. It is the kindness to take in a stranger when the levees break, the selflessness of workers who would rather cut their hours than see a friend lose their job which sees us through our darkest hours. It is the firefighter's courage to storm a stairway filled with smoke, but also a parent's willingness to nurture a child, that finally decides our fate.

Our challenges may be new. The instruments with which we meet them may be new. But those values upon which our success depends - hard work and honesty, courage and fair play, tolerance and curiosity, loyalty and patriotism - these things are old. These things are true. They have been the quiet force of progress throughout our history. What is demanded then is a return to these truths. What is required of us now is a new era of responsibility - a recognition, on the part of every American, that we have duties to ourselves, our nation and the world; duties that we do not grudgingly accept but rather seize gladly, firm in the knowledge that there is nothing so satisfying to the spirit, so defining of our character, than giving our all to a difficult task.
This is the price and the promise of citizenship.
This is the source of our confidence - the knowledge that God calls on us to shape an uncertain destiny.
This is the meaning of our liberty and our creed - why men and women and children of every race and every faith can join in celebration across this magnificent Mall, and why a man whose father less than 60 years ago might not have been served at a local restaurant can now stand before you to take a most sacred oath.

So let us mark this day with remembrance, of who we are and how far we have traveled. In the year of America's birth, in the coldest of months, a small band of patriots huddled by dying campfires on the shores of an icy river. The capital was abandoned. The enemy was advancing. The snow was stained with blood. At a moment when the outcome of our revolution was most in doubt, the father of our nation ordered these words be read to the people:
"Let it be told to the future world ... that in the depth of winter, when nothing but hope and virtue could survive... that the city and the country, alarmed at one common danger, came forth to meet [it]."

America. In the face of our common dangers, in this winter of our hardship, let us remember these timeless words. With hope and virtue, let us brave once more the icy currents, and endure what storms may come. Let it be said by our children's children that when we were tested, we refused to let this journey end, that we did not turn back, nor did we falter; and with eyes fixed on the horizon and God's grace upon us, we carried forth that great gift of freedom and delivered it safely to future generations.
Link do video RTP com tradução simultânea oral AQUI

20 JAN. 2009

YES WE CAN