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GENTE EXTRAORDINÁRIA

Durante o exercício internacional *Sea Breeze 2026*, o quadro de pessoal de Contra-medidas de Minas da 1ª Divisão de Navios Varredores da Marinha Ucraniana passou com sucesso a certificação de Nível 2 de Avaliação da NATO; Está agora oficialmente habilitada a comandar unidades aliadas subordinadas e a operar em conjunto com o Grupo Permanente de Contramedidas de Minas da NATO1 (SNMCMG1) e foi designada, pela primeira vez,  para comandar as forças multinacionais de contra-medidas de minas da NATO

«A unidade demonstrou plena capacidade operacional e conformidade com os padrões do Comando Aliado de Operações da NATO, tendo obtido o status de *Mission Capable*»

A divisão opera cinco navios de contra-medidas de minas sediados no Reino Unido, incluindo dois caça-minas da classe Alkmaar , o Mariupol e o Melitopol e o Henichesk, recém-transferido dos Países Baixos.

Este marco histórico representa o culminar de três anos de intenso trabalho de integração e adopção de protocolos, realizado em paralelo com as operações decorrentes da guerra com a Rússia. É um testemunho dos elevados padrões profissionais da marinha ucraniana e representa mais um passo importante na integração das Forças Armadas da Ucrânia no sistema de segurança euro-atlântico. Ao alcançar a integração directa na estrutura de comando e controlo de minas da NATO, as forças navais da Ucrânia comprovaram sua capacidade de liderar missões operacionais de forma independente e de executar, sem erros, as complexas operações marítimas conjuntas.



O ACORDO QUE INTERESSA

(COM O IRÃO LOGO SE VÊ)

Os EUA e a Arábia Saudita firmaram um acordo, a vigorar por 30 anos, para a construção de uma central nuclear e desenvolvimento de um programa atómico com participação de empresas americanas sendo o urânio enriquecido pelos sauditas. 

A inesquecível 1ª viagem de Trump no seu 1º mandato

Os EUA vão fornecer tecnologia, formação, assistência técnica e componentes necessários ao desenvolvimento do programa. A Westinghouse, que projecta reactores nucleares exportados pelos Estados Unidos (e celebrou recentemente uma parceria financiada com o Departamento de Energia para a implantação de uma frota de reactores AP1000® nos EUA) é apontada como uma das principais beneficiadas. A Arábia Saudita não poderá desenvolver a sua própria tecnologia de enriquecimento nem adquiri-la de outros países durante um período de dez anos. 

A Agência Internacional de Energia Atómica não foi contactada, não foi acoplado qualquer acordo ou mero protocolo de supervisão relativo ao enriquecimento de urânio permitindo aos inspectores o acesso a registos, informações e acesso a todas as instalações, suspeitas ou insuspeitas.

A Administração americana afirma que o pacto inclui salvaguardas contra o desenvolvimento de armas nucleares.  A verdade é que os termos negociados com Riad não incluem as exigências adoptadas por Washington em acordos anteriores com países da região
Por exemplo, quando foi estabelecido um acordo de produção de energia nuclear entre Washington e os Emiratos Árabes Unidos em 2009  - sob o presidente Obama - conhecido como o "Gold Standard", por permitir a produção de energia atómica "civil" sem possibilitar a criação das infraestruturas necessárias à criação de uma bomba,  foi assinado o Protocolo Adicional da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Presentemente a Arábia Saudita não será obrigada a aderir ao mesmo mecanismo, está apenas vinculada ao acordo de salvaguardas bilateral com Washington.
Isto permite que a Arábia Saudita enriqueça urânio e reprocesse plutónio de acordo com as suas conveniências. 

A VÉNIA  AO PRINCIPE
O pacto inclui duas cartas paralelas negociadas entre Washington e Riad cujos conteúdos não foram divulgados. O argumento para tal sigilo refere "Questões sensíveis de segurança nacional". 
Nada foi dito sobre o representante de Trump que, durante os meses das conversações para a conclusão do acordo, criou novas empresas para tomarem conta de um empreendimento residencial ($63 biliões), com a participação de bin Salman — Trump Organisation / Dar Global — de um Trump-hotel e campo de golfe na Arábia Saudita revertendo 80%  para Trump e 20% para a sua família 
E, de repente, isto sabe-se... Que contrariedade! 
Bombardeia-se o Irão durante o fim de semana, pode ser que se distraiam

O povo americano não está a gostar... 
E também há o problemático Netanyahu... Netanyahu não gostou deste acordo nuclear. Para reduzir os enfados, Trump, em rasgo da genialidade costumeira, acrescentou uma cláusula "condicional" implicando a adesão Saudita aos Acordos Abraão. Salman pode não gostar ou estar-se nas tintas, já Netanyahu não terá achado a menor graça à imposição. 

O acordo, se resistir à corrupta trapalhada circundante e à contestação inoportuna, segue para análise pelo Congresso...
Pergunto-me como será a distribuição de "dividendos", na América vive-se assim: A Arábia Saudita enriquece a família Trump ao longo de anos, Trump deixa a Arábia Saudita enriquecer urânio enquanto vai  enriquecendo os seus leais vassalos, Kushner vai-se safando entre os intervalos da chuva escandalosa

Uma manobra destas, no Médio Oriente e neste momento geo-político, é uma escolha notável. Para além disto não se me oferecem mais comentários, são biliões sauditas, são biliões em Gaza... Tanta asneira - grave - tanta negociata, cansa. 


HUNTER BIDEN, A RESPOSTA

 Na passada quinta-feira Trump desclassificou alguns documentos tendo em vista "provar a interferência externa", doméstica e estrangeira, nas eleições americanas.
Nada provou, nada conseguiu contradizer as várias investigações realizadas. Como afirmei na publicação que fiz ontem, Trump esqueceu-se de falar nas comprovadas interferências russas... No entanto pode-se encontrar publicado no site da Casa Branca um documento que relembra esse facto (PUBLICO NO FINAL DESTE POST, a incompetência é estrondosa ou um realce vigilante?)

Eis o que expressa o documento divulgado no site da Casa Branca acidentalmente demonstrando que a Rússia interferiu nas eleições de 2016, : 

«O presidente Putin e altos funcionários russos estão supervisionando os esforços dos seus representantes para difundiralegações sobre o ex-vice-presidente Biden, bem como sobre políticos ucranianos e a suposta influência ucraniana nas eleições americanas de 2016.»

"President Putin and senior Russian officials are overseeing efforts by proxies to spread claims about former Vice President Biden as well as Ukrainian politicians and alleged Ukrainian influence in the 2016 US election."

Hunter Biden não se fez esperar e respondeu após Donald Trump divulgar os documentos desclassificados que confirmam que a inteligência americana concluiu que Vladimir Putin, pessoalmente, dirigiu uma operação para derrotar Joe Biden nas eleições de 2020, promovendo falsas alegações de corrupção envolvendo a Burisma e Hunter Biden.

A sua resposta:

«Na noite passada, Donald Trump divulgou um documento desclassificado que afirma que sua própria comunidade de inteligência identificou Putin como responsável por uma operação para derrotar o meu pai em 2020, construída em torno de um falso escândalo de corrupção da Burisma, centrado em mim, e executado por meio de vários proeminentes americanos.

Trump incumbiu seu advogado pessoal, Rudy Giuliani, de voar para Kiev para se encontrar com um conhecido agente russo.

Os americanos que comandaram, lavaram e legitimaram a operação:

Donald Trump. Rudy Giuliani. John Solomon. Joe DiGenova. Victoria Toensing. Lev Parnas. Igor Fruman. Chanel Rion. Sean Hannity. Steve Bannon. Miranda Devine. Ken Vogel. Ron Johnson. Chuck Grassley. James Comer. Jim Jordan. Para citar alguns.

Uma operação formalmente sancionada pelo próprio Departamento do Tesouro de Trump a 10 de Setembro de 2020 e expandida para incluir mais actores nomeados a 11 de Janeiro de 2021.

Ah, e não se esqueçam do informante do FBI ligado à Rússia.” Alexander Smirnov, que mais tarde se declarou culpado de ter inventado toda a história do suborno da Burisma.

Os registros existem, temos todos os recibos e muito mais.»

Por hoje é tudo mas vale a pena fazer chover no molhado quando a molha é de águas conspurcadas



A MAIOR DEMOCRACIA DO MUNDO ???


Trump dirigiu-se  ontem aos americanos, em horário nobre, para, segundo ele, expor o "ataque a que estão sujeitas as eleições nos States"  e, também segundo ele,  apresentar «provas da campanha de influência da China, encobrimento por parte de responsáveis dos serviços secretos dos EUA e fraude no Michigan».  As "provas" apresentadas, quase totalmente em e-mails largamente rasurados/censurados e fora de contexto, não corresponderam às mais benevolentes interpretações do alegado; a China tentou influenciar os eleitores através de publicações manipuladoras? Claro que sim, fá-lo há décadas. Daí a ter alguma vez alterado resultados vão anos-luz. Mais... Se interferência nas eleições 2020 foi permitida e se dados foram roubados, foi durante a Administração Trump 2016/2020. (Chama-se "um tiro no pé"). Curiosamente Trump esqueceu-se de referir a comprovada interferência russa que, quando das eleições em 2016, gerou investigações que culminaram em prisões efectivas (Paul Manafort, director de campanha, Machael Flynn, conselheiro de segurança, Roger Stone, lobbysta  em comunicações com responsáveis russos e com a WikiLeaks, entre outros tenebrosos personagens, depois todos com penas comutadas, perdoadas por Trump vá-se lá perceber porquê)

As maiores cadeias de TV americanas, através do espectro político, da tão leal Fox News à NBC passando pela ABC e a rigorosa CNN Internacional, recusaram tempo de antena para transmitir em directo a tão bombasticamente anunciada comunicação.. Noticiaram sim mas só transmitiram imagens após a passagem pelo crivo da verificação dos factos.
Factualmente já ninguém aguenta a permanente fabulação da Administração Trump, muito menos quando lança as sementes da manipulação das próximas eleições face a uma derrota mais do que previsível.

Isto de não se controlar os media privados, como se faz nos países que mantêm as rédeas curtas com media estatais, é um aborrecimento

O discurso à nação foi publicado por todas essas cadeias noticiosas mas cada uma delas anotou-o com as ressalvas consideradas apropriadas. Deixo aqui um limpíssimo exemplo

Uma vez que houve quem se desse ao trabalho de assistir ao perigoso e delirante discurso de Trump - e estou a ser amável -  deixo, sumariamente,  aquilo que é fundamental ter presente face às próximas eleições de Novembro 26 

—  Trump começou o seu discurso com uma retórica contundente colocando em dúvida a segurança eleitoral do país, alegando que esta «fica catastroficamente aquém do necessário» e dedicou-se a granjear apoios à sua proposta de lei de reforma eleitoral federal que se encontra paralisada.

— Revelou um conjunto de documentos recentemente desclassificados; Nenhuma destas "novas informações" sugere sequer que quaisquer contagens eleitorais anteriores — incluindo a corrida presidencial de 2020 que Trump perdeu — tenham sido afectadas por interferência estrangeira ou fraude.

— Preparou abertamente o terreno para contestar as eleições intercalares. Afirmou que as  eleições americanas estavam «comprometidas» criando, sem margem para dúvidas, a justificação para manipular os resultados antes mesmo de um único voto ter sido contado.

— Disse que vai «corrigir vulnerabilidades nas nossas eleições». Tradução: disse exactamente como tenciona interferir.

— Contradisse-se em relação à China em tempo real: Primeiro alegou que a China está a «tentar influenciar» e a «minar a confiança» nele, Trump; logo a seguir disse que estava a fazer um «óptimo trabalho» com eles. Não convém hostilizar abertamente um ditador tão simpático que recentemente o recebeu com tantos salamaleques.  Não conseguiu manter a coerência na sua própria teoria da conspiração mas o povão esquece essas coisas

— Afirmou que a China manipulou as eleições de 2020, levando jornalistas a escrever  artigos negativos sobre ele porque a China queria que Biden ganhasse, porque ele, Trump é muito «perspicaz em relação a eles».

— Disse que encontraram «sacos para queimar» da Administração Obama cheios de material supostamente incriminatório, mas nunca revelou, nem revelará, o que continham. Todos sabemos que Trump quer poupar Obama a uma vergonhaça incriminatória, claro...

— Afirmou que precisa de «medidas urgentes» para impedir que as eleições sejam «hackeadas», citando as máquinas manipuladas por Maduro na Venezuela em 2020 como a sua «prova». Prova essa que foi descartada em todas as investigações apesar dos esforços de várias proeminentes figuras encabeçadas pelo o malogrado Rudy Giuliani a escorrer suor com tinta do parco cabelito e a inacreditavelmente lunática Sidney Powell (posteriormente perdoados por Trump na 2ª leva de comutações de penas juntamente com outros conspiradores criminosos e com a turba "cheia de amor" que assaltou o Capitólio a 6 de Janeiro)

— Atacou as emissoras de TV por não transmitirem em directo a sua comunicação, acusando-as de fazer «parte da conspiração para manipular as eleições»  sugerindo que lhes fossem retiradas as licenças de transmissão.

— Anunciou que pretende apreender os dados eleitorais dos Estados que considera «vulneráveis» antes das eleições intercalares.

Sua próxima arma é o "Save America Act". É a supressão de votos disfarçada de segurança eleitoral. Até agora, senadores democratas e mais do que suficientes republicanos bloquearam o projecto.  Trump está a exercer inconfessáveis pressões sobre os senadores para que cedam — e a pressão vai aumentar com o aumento do desespero. 

Estamos perante um presidente dos Estados Unidos da América, em exercício, a revelar passo a passo como tenciona tomar de assalto as eleições intercalares de 2026, com mentiras comprovadas e teorias da conspiração.  O país auto-apelidado como "baluarte da democracia", the greatest democracy on Earth

(como se um sistema eleitoral colegial/indirecto pudesse ser "the greatest democracy")

Se é possível ali é possível em qualquer lado, é importante, muito importante, compreender o que ali se passa. E compreender o que se passa fora dali