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A MINHA NOVELA DA NOITE

Há uma data de anos vi a "Gabriela, vi a "Guerra dos Sexos", que tinham imensa graça, embora "graças" bem diferentes. Gostei e chegou; actualmente sou mentalmente alérgica a novelas, fazem-me brotoeja, não só pelas temáticas desenvolvidas, que tanto quanto me apercebo são repetitivas e pobres, como pelo carácter viciante e alienante que encerram; "Está na hora da minha novela" é uma frase que me arrepia.
Por outro lado sou viciada em Sentido de Humor; não em comédias, não vou por aí, o que me conquista é a utilização do humor nas circunstâncias quotidianas, algumas "sem graça nenhuma" mas que nos permite fazer uma rotação do ponto de vista habitual, conservador, comum; é a abordagem de situações mais ou menos complicadas, por vezes até constrangedoras, pelo lado sorridente, criativo e mais resistente à frustração da vida. O Sentido de Humor é uma dignificante porta de saída, e às vezes de entrada. Além disso é tipo panaceia: faz bem ao fígado, ao sistema digestivo, ao sistema cardio-vascular para já não falar das maravilhas que opera em estados depressivos, desenvolvimento da criatividade e auto-estima.

Como havia prometido, tenho vindo a seguir todas as noites a recém estreada "novela" do "31 da Armada" assim como as reacções e sequelas que tem provocado. É uma "voltinha ao quarteirão" rápida mas muito divertida e algo esclarecedora.

Por exemplo, foi publicada hoje pelo "31 da Armada" uma belíssima fotografia, que integra as "fotos em destaque" no "Sapo", com a seguinte mensagem do "31":

«NÃO FOMOS NÓS»


Eu bem os entendo... Se me levassem para a esquadra por eu ir entregar uma algo a seu dono também acautelaria se o prazo dos iogurtes que tenho no frigorifico não está vencido.
Pois não tem nada uma coisa com a outra mas mais vale prevenir não vá o diabo tecê-las, quando a "autoridade" se chateia alguém acaba por pagá-las...

«Henrique Burnay e outro membro não identificado foi obrigado a deslocar-se à esquadra da PSP na Avenida Gomes Freire, em Lisboa, depois de ter devolvido a bandeira da autarquia. Burnay contou ao PÚBLICO que se deslocou à sede da CML, por volta das 17h30, na companhia de outros dois membros da ala monárquica do blogue (Rodrigo Moita de Deus e Nuno Miguel Guedes) para devolver a bandeira da autarquia “lavada e engomada”. Depois de informarem uma funcionária que não tinham nenhuma reunião agendada, esta mandou-os aguardar. Passado algum tempo apareceram os agentes da PSP que ficaram com a bandeira da autarquia e pediram a Henrique Burnay que os acompanhasse à esquadra.»
in "Público"


E tanto se chateiam e desabafam os rancores que, segundo o jornal "Público" numa notícia da qual o "31" faz eco, e que eu aqui repercuto porque acho deliciosa - pela bronca e pelo ridículo - o actual presidente em funções, da C.M.L (Costa foi a banhos), o vice-presidente Manuel Salgado, acusou PSP de "não ter guardado de modo eficaz a sede do município na madrugada em que elementos do blogue 31 da Armada trocaram a bandeira municipal pela bandeira da monarquia".

Em primeiro lugar a bandeira que foi colocada na sede na CML não é a "bandeira da monarquia", aliás ignoro tal bandeira.
A bandeira azul e branca, colocada na CML, é a última bandeira de Portugal anterior ao regime republicano, vigente entre os reinados de Dª Maria II e D. Manuel II.
É muito diferente chamar "bandeira da monarquia", à bandeira azul e branca, de chamar "bandeira da república" à actual bandeira portuguesa verde e vermelha - pela mesmíssima razão pela qual nos referimos ao Prof. Cavaco Silva como o Presidente da República Portuguesa e aos Senhores D. Carlos e D. Manuel II como os Reis de Portugal, não da monarquia portuguesa. Poderemos chamar-lhe a bandeira do Reino Português, da monarquia é um disparate. Adiante

Em segundo lugar, e bem mais relevante, (eu não digo nada porque já) disse o presidente do Sindicato Nacional da Polícia, Armando Ferreira ao "Público":

«O senhor vice-presidente da Câmara de Lisboa foi lesto em acusar a PSP, atendendo a que existe uma esquadra próxima dos Paços do Concelho. O que o senhor [Manuel] Salgado se esqueceu é que a vigilância dos edifícios municipais é da competência da Polícia Municipal, que, por sua vez, depende directamente da câmara municipal.»

Ooops!

Levanta-se-me uma alembradura...
Também terá sido este brilhante rapaz vice-presidente, presidente-em-funções-por-uns-dias-deixa-cá-aproveitar, que terá tido a mediática ideia de apresentar queixa da brincadeira da rapaziada à P.S.P.?
Ora, seria capaz de jurar... Não há nada como mostrar serviço.


Cenas dos próximos episódios


«Bandeira lavada e engomada entregue. STOP
Câmara chama autoridades que apreendem a bandeira. STOP
A bandeira do Reino permanece apreendida. STOP
Os membros do 31 da Armada estão bem. STOP
Estado de Direito recomenda-se. STOP»
(enviado pelos detidos para publicação no "31 da Armada"


Será que amanhã a PSP vai emitir um comunicado sobre o assunto?
O ridículo chegará até aí?


____________Cenas a não perder,
num blog perto de si


JORNALISMOS:

OS GOZADOS E OS GOZÕES

Por razões diversas ultimamente pouco tenho "blogado" mas nestes últimos dias tenho tido uma espécie de febre bloguista, presumo que efeito do valente aumento das temperaturas; sim, no plural, a que se faz sentir em Portugal continental e a da blogoesfera nacional.

Ainda que bufando por todos os poros e bebendo mais água do que o habitual, coisa que deve fazer-se sim mas com moderação, de preferência sob a forma sólida para ir derretendo devagarinho e diluindo-se, a verdade é que estou bem disposta, disposta mesmo a assumir uma atitude de aparente ignorância das vicissitudes mais obscuras da vida, pública e privada.
Como me parece sensato não me mexer muito, não vá dar-me alguma coisinha provocada por desidratação ou até, quiçá, morrer afogada em copos de H2O, tenho surfado animadamente ( pela net, entenda-se) e feito os meus passeiozinhos blogueiros mais compriditos. E bem que me tenho divertido...


Há pouco dediquei uns quantos minutos a uma voltinha pela Imprensa cá do burgo e encontrei coisas espantosas... Não resisto a partilhar duas delas;
Aqui ficam:



1 - Nunca fui fan do Michael Jackson embora reconheça que, dentro do género, o rapaz tinha talento. Terá feito alguns disparates, particularmente no que toca à forma como cuidou, ou não cuidou, da sua saúde. Claro que isso era lá com ele mas morreu prematuramente deixando uma imensa quantidade de fans a chorar baba e ranho.

Pois bem, animem-se, nem tudo está perdido, pelo menos se considerarmos a notícia hoje publicada no "Diário Digital" que, a ser verdade, é de facto estrondosa.
Parece que a situação clínica de Michael Jackson não terá tido o seu ponto final e ainda tem arranjo. (Não estou a brincar, não brinco com a morte seja de quem for)

Lá, no "Diário Digital", diz que Michael Jackson vai ser concertado no dia 26 de Setembro em Viena...

A sério...
Se quiserem mais pormenores, ainda curtos, cliquem aí abaixo:


Michael Jackson: Concerto em Viena a 26 de Setembro


Não bastava já o elevadíssimo nível das provas de Português dos alunos pré-universitários do nosso esquartejado país, agora também temos de encarar com alarvidades linguísticas na Imprensa?
Pela paciência da Santa...



2 - E "Saving the best for last"...
Como é que esta me foi escapar? Tenho de estar mais atenta, isto de ir de férias tem destes contras...
Então não é que me passou totalmente desapercebida a revista "Plenitude" de Julho... Estou certa de que a "Plenitude" nº 73 se irá converter num incontornável ícone desta primeira década do novo século. Vou ter de contactar o editor para ver se ainda arranjo uma ou adoeço de desgosto.


A "Plenitude" de Julho tem uma capa de sonho... Sim, uma foto de José... Aah, mas não uma foto qualquer, é a imagem de José em toda a sua plenitude - bem, quase toda, apesar de tudo José está vestido: de fatinho, gravatinha, colarinho branco abotoadinho e tudo.
Não sei o que virá lá dentro - não da roupa de José, nem tão pouco de José propriamente dito roupinhas à parte, dentro da revista claro está - sei que contém uma entrevista na qual, como habitualmente, José se expõe humildemente de alma e coração.

«Quero uma coligação com o País», diz José...

Ó bom povo, será que passa pela cabeça de José que lhe vai falhar a Maioria Absoluta? E eu aqui toda bem disposta... Até estou a sentir um nó na garganta... ' Tadinho de José, como ele deve estar sofrendo, como deverá sentir-se incompreendido e injustiçado, corroído pelo temor de não mais poder oferecer-nos a sua liderança déspota, digo, individual e livre de acordos inibidores, ele que é um Homem-de-Estado único e não há quem lhe chegue aos calcanhares.

Bem, talvez não seja isso... mas então por que raio é que José havia de querer coligar-se com os portugueses? Hum... não me ocorre...


Seja como for, diga José o que disser, não creio que possa suplantar a fotografia da capa. A doce expressão de José desperta-me sentimentos de uma ternura exacerbada, quase maternais, mas não tanto, ou talvez mais... Aqueles olhinhos de ratinho esperto, o arzinho maroto, matreiro, as covinhas laterais no queixinho contraído contendo um sorriso mais largo do que o que a sua modéstia e temperamento envergonhado lhe permitem mostrar; e aquele dedinho pousado ao de leve sobre a linha do lábio dá-me vontade de lhe fazer um "Bi-lú-Bi-lú-Biluzinho"".
Será que me conseguem compreender? Estou certa de que sim
.

Acho que vou mandar fazer um "photowall" e substituir a foto dele que tenho sobre a mesa-de-cabeceira, para dar um beijinho antes de dormir

(Só uma dúvida... Vocês também acham que os editores da revista "Plenitude" são uns gozões malvados ou sou só eu?)

.

INDISCIPLINEMO-NOS!


Ontem, quando coloquei aqui o vídeo da troca de bandeiras na CML (diz o povo e com razão que para melhor muda-se sempre), não pensei que voltasse ao assunto; foi uma "pedrada no charco" português, charco de águas demasiado paradas e, agora em Agosto, muito rasas. Teve graça, foi atrevido, diria até corajoso, fez sorrir quem tem um sentido de humor capaz de não se deixar abafar pelas convicções políticas; deu um particular gozo aos monárquicos e pronto, acabou-se.
Pois, mas isso foi ontem, que nem sequer vi jornais televisivos ou em papel. A notícia chegou ao telemóvel de um amigo com quem almocei, ficamos na dúvida... Só já depois de jantar liguei a net e deu-me na aguçada curiosidade ir procurar... Fiquei (agradavelmente) surpreendida e "hilariada de festa".

(Com muita frequência utilizo a televisão como despertador, é-me menos traumatizante do que os trin-trin-trins dos despertadores e do que os pi-pi-pips do telemóvel; uso o ligar automático da TV de segunda a sexta-feira, tento não me esquecer de aumentar o volume do som para um nível capaz de me arrancar do bem bom, sintonizo invariavelmente a Euronews para este fim e a coisa lá vai funcionando, uns dias melhor do que outros... Aaaah, mas hoje funcionou, e de que maneira. Dei um salto da minha estimadíssima almofada e saiu-me um espantado "HÃÃ" boca fora...)

Hoje a minha alma ficou pasma quando ao acordar, vejo o vídeo do "31 da Armada" na Euronews - e nem sequer foi no "NoCommentTV", foi ali com notíciazinha e tudo. Que passe nas RTP's, nas SIC's e nas TVI'S era de esperar mas na "Euronews"?
Tirando-me dos meus cuidados acabo de procurar um res
caldo, já feito que para tanto não me chega a paciência nem o tempo. Encontrei-o num blog de "Relações Públicas e Comunicação, o PiaR; e lá diz assim :

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Terça-feira, 11 de Agosto de 2009, 13h11

Impressionante (actualizado)

A acção de “guerrilha ideológica” perpetrada pelo 31 da Armada teve resultados impressionantes, demonstrando assim o poder das redes sociais e de uma acção de guerrilha com conta, peso e medida.

Vejamos:

  • no próprio dia os principais jornais tinham a acção como notícia de destaque nas edições online;
  • algumas notícias receberam centenas de comentários, mais de 470 no Público (e em outra mais de 300) e mais de 160 no Sol. No Correio da Manhã é a notícia mais comentada;
  • O Público chegou, numa quase acção de contra terrorismo, a descobrir o filme feito pelo 31 e a colocá-lo em destaque na homepage. Ontem nas notícias, hoje no banner superior.
  • o post do próprio 31 da Armada, com o Comunicado, passou a ser o mais comentado do blog com 198 comentários;
  • a TSF abriu noticiários com a acção;
  • os 3 canais televisivos fizeram reportagem. Na SIC e TVI entrevistando os responsáveis. A peça da RTP pecou por não perceber o conteúdo e âmbito da acção;
  • no Twitter foram centenas de tweets relativos ao assunto;
  • os vários vídeos no Sapo e Youtube somam milhares de visualizações. Só o video original já chegava às 129588 !!!!!! (ver adenda no final)
  • nas edições em papel dos principais jornais destacam-se o Público e DN com chamadas de capa e este último com uma página inteira, mais entrevista na última página e um artigo de opinião de Ferreira Fernandes;
  • o 31 da Armada atingiu um impressionante numero de quase 25 000 visitantes no dia. Hoje, ainda o dia vai a meio e está quase nas 14000;

adenda: afinal o video original conta (neste momento (13h00) com 13863 visualizações. A estas devem ser somadas outras tantas das "cópias" criadas entretanto, quer no Sapo como no Youtube. As tais cento e trinta mil são o total dos filmes do perfil 31tv no Sapovideo. Mesmo assim este dado não altera uma virgula ao conteúdo, nem à análise, deste post. Um case studie de comunicação integrada.

publicado por Rodrigo Saraiva às 13:11

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Aqui para nós que ninguém nos ouve, parece-me que o grosso da coluna não tem muito a ver com a "acção monárquica", com a "Restauração da monarquia". O que alicerça toda esta movimentação em torno de uma "troca de bandeiras pouco ortodoxa" é de facto a tal "pedrada no charco" português, é uma atitude controversa, algo revolucionária - ainda que brincando sem pretensões, obviamente - que sai do ramerrão quotidiano, do verdadeiro "Come e Cala-te", pretenciosamente dito democrático, em que vivemos no nosso país.

As pessoas estão ávidas de uma verdadeira alteração do status quo mas estão paralisadas pela ancestralidade e pelo peso do quotidiano. Com a atenção concentrada em questões práticas e alienadas pelo peso bruto e crescente das suas obrigações, da manutenção da sua existência. Há um sufocante espartilho económico, já se sabe, mas há sobretudo o espartilho demente das legislações a metro - que parecem fruto de um conjunto de bêbados que se reúne para beber ao despique, sendo a emanação de novas Normas e Despachos o prémio do maior bebedor da noite. As pessoas estão silenciosamente revoltadas com o abuso da sua boa-fé, com a credibilidade já menos do que duvidosa das Instituições públicas, sejam estas empresariais, autárquicas ou governativas. A mentira, a corrupção, a negociata e o roubo, a falta de vergonha e de honra (Honra? o que é isso?) estão generalizadas e impunes. O compadrio, absolutamente supra-partidário - não há que ter ilusões - auto e inter protege-se como uma máfia nacional. Actualmente ter carácter, em Portugal, é uma frustração, é de "ir aos arames".

Há demasiado tempo que, sob a capa democrática, a pretexto das "difíceis mas imprescindiveis medidas contra a crise", os portugueses são tratados como um rebanho de idiotas bem mandados que "falam, falam mas agacham-se".

Há muito tempo que estamos todos, ou quase todos, a precisar de acções que rasguem a falsa respeitabilidade das Instituições estatais - e não só mas aí é mais grave - que demonstrem que os portugueses estão vivos, têm sentido crítico e são capazes de "Acordar" - nem que seja preciso que uns quantos poucos indisciplinados, digo, saudável e criativamente indisciplinados, os (nos) acordem.

Cá por mim estou farta de dizer que isto só lá vai ao estalo, não forçosamente "com mão". Pode ser assim, com graça e sem ofensa, pode ser com ovos, sempre com tomates, nas urnas também ajuda mas não chega... e pode ser ao estalo, propriamente dito. É chato mas às vezes educa.

Curiosamente fez ontem dois anos e dois dias - sim, fui agora mesmo espreitar - que escrevi aqui no Real Gana exactamente sobre esta vivência do "Come e Cala-te" com que temos vindo a ser presenteados perante a nossa mansidão efectiva: refilamos mas acatamos.

Troquemos as bandeiras (e deixem-se de tretas os que se sentem ofendidos porque a rapaziada do "31" nem sequer tocou na imaculada bandeira da república portuguesa, ficou-se, dentro de alguma sensatez, pela bandeira municipal, o que aliás faz todo o sentido simbólico - para quem parece que não percebeu - porque naquele mesmíssimo edifício ficavam os Paços do Conselho) ofereçamos ovos às ministras, "Pinoquiemos" o 1º-ministro que bem o merece mas, a bem da dignidade e da nossa sanidade mental, INDISCIPLINEMO-NOS, já!



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A RESTAURAÇÃO


Foto do jornal "Público"
A notícia em:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1395501

Excerto:

«.../... Surpreendentemente, a praça estava completamente vazia, contou ao PÚBLICO um dos organizadores da acção, apesar da proximidade de uma esquadra da polícia.

“Foi tudo tão descarado, e não houve qualquer problema”, disse, adiantando que esta iniciativa “é apenas o princípio” de uma série de acções que pretendem comemorar “à parte” a proclamação da I República, a 5 de Outubro de 1910.

A bandeira esteve hasteada na varanda da câmara até quase às 13h00, segundo fonte do 31 de Armada. O gabinete de imprensa da autarquia anunciou, porém, que a bandeira azul e branca foi retirada por volta das 10h30.»




«Durante a madrugada de 10 de Agosto de 2009, e apesar da forte vigilância policial, elementos do 31 da Armada (Darth Vaders) subiram até à varanda do Paço do Concelho e hastearam a bandeira azul e branca. 99 anos depois da proclamação da república, naquele mesmo local, foi restaurada a legitimidade Monárquica. É o contributo do 31 para as comemorações do centenário da república.»
in http://31daarmada.blogs.sapo.pt/


Não vou tecer qualquer comentário, vou apenas citar aquele impagável personagem que é o "Dirty Harry" porque é a única coisa que me vem à cabeça em geral e à boca em particular:

«MAKE MY DAY!»


E também vou passar a seguir o Blog "31 da Armada", se há coisa que gosto é de gente com sentido de humor, e de oportunidade...
Obrigada "Darth Vaders", hoje gostei de ser lisboeta.

.


"Façam-me o favor de ser felizes"

Stand Up Comedy... Como se o Bruno Nogueira,um tal de Nilton e mais um séquito de uns tantos comediantes que confundem a graça fácil, e muitas vezes forçadamente ordinária ou ofensivamente agressiva, com a capacidade de comunicar um enraizado sentido de humor com a naturalidade com que se respira.
Não, a "Stand Up Camedy" não é uma invenção recente mais ou menos importada dos "Late Night Shows" dos States; mesmo antes do "Zip-Zip" havia quem muito bem o fizesse na boa "Revista à portuguesa", moda antiga que, com prejuízo do arejamento do humor nacional, infelizmente passou de moda.

Chamava-se RAÚL SOLNADO
Nasceu a 19 de Outubro de 1929
e
Deixou-nos a 8 de Agosto de 2009
Que nos faça o favor de ser feliz...



"FLY ME TO THE MOON"




Passou o dia 20 de Julho, passaram 40 anos sobre a primeira alunagem.
Por aqui, no Real Gana, não falei disso mas fiquei a roer-me;
Não falei, ou melhor dizendo, não escrevi uma linha sobre o assunto porque estava, mesmo, mesmo, de férias, tão desligada do mundo quanto as circunstâncias e a mente mo proporcionaram.
Também é verdade que andava a "trabalhar sem rede" - wwn. working without net - o que, como toda a gente sabe, é perigosissímo - sobretudo quando há leões na pista - hum... private joke... (Lembras-te Victor? Coitada da Marlene, já o pai dela tinha morrido assim...) e foi dia de (outro) aniversário lá no nosso burgo.

Mas estou a divagar... Acho que as gotas não me andam a fazer efeito.


Dizia eu, fiquei a roer-me por não assinalar aqui o 40º aniversário da missão Apollo 11.

Dia 20 de Julho, há 40 anos, a minha Mãe arrancou-me da cama a meio da madrugada, sob uma tremenda excitação: "Vá acorda, anda ver os astronautas a chegarem à Lua" e, em vez de me levar para a varanda, dei comigo a estremunhar na sala, cheia de amigos dos meus pais e quase às escuras para se conseguir ver melhor aquelas imagens um tanto fantasmagóricas. Passados alguns minutos não tinha vestígios de sono, tinha os olhos bem abertos a beberem deliciados aquelas imagens espantosas que se passavam "lá em cima", num outro planeta e que, estranhamente, nada tinham de inacreditável - " Eu estou aqui e eles estão na Lua... vindos de aqui... Isso significa que qualquer outra pessoa pode lá estar, até eu... ou mais longe... obviamente É POSSÍVEL!"

Não sei se me ficou um trauma por me terem arrancado do sono, ainda hoje reajo muito mal, mas desde muito novinha que tenho um enorme fascínio pela generalisticamente chamada "Conquista do Espaço", expressão um bocadinho megalómana, parece-me, mas, dada a grandeza e grandiosidade do empreendimento, perdoa-se.

Quando andava no liceu era uma péssima aluna de Física; depois apareceu aquela fantástica "Cosmos" de Carl Sagan... Esse Professor fora de série que nasceu a saber explicar e despertar a sede de Conhecimento, o voo da imaginação, a interligação racional da parte com o todo - tornava tudo fácil e tangível, tinha uma capacidade quase mágica de demonstrar a interligação de todas as coisas: a Física, a Química, a Biologia, a Matemática, a Filosofia, a História com a Astrofísica, com a Terra, com o Espaço, com a Vida.
A minha "Viagem de Sonho"? À NASA, sem dúvida, um mês, com um cartão de livre trânsito. Melhor do que isso? Só se fosse a bordo do Space Shuttle, e olhem que eu enjôo...

A "Conquista do Espaço", mais concretamente, a ida à Lua, foi, na minha humilde opinião, a maior "pedrada no charco" da Idade Moderna, de longe. As inovações e criatividade que daí advieram, e se desenvolveram, não tiveram precedentes na história humana. Da tecnologia à investigação bioquímica abriram-se novos mundos: os materiais, os medicamentos (em especial a maior parte dos antibióticos com que hoje contamos), a informática, as tele-comunicações, todos os outros tipos de engenharia, etc., etc.
E não só... Não só de Ciência e tecnologia vive o Homem
Houve uma revolução do pensamento, na abordagem do "Futuro" - o "Futuro" passou a estar conceptualmente ligado à ideia de expansão espacial, como hoje está tão negativamente ligado à ideia de sobrevivência. Mas mesmo a nossa actual noção de que a sobrevivência é uma relação de causa/efeito na qual a parte e o todo têm papeis inter-dependentes, jogam um jogo no qual não há vencedores e vencidos, encontrará a jusante aquela imagem paradigmática, fotografada pela tripulação da Apollo 8, em que todos podemos ver, pela primeira vez, a Nossa Casa, mais pequena do que julgavamos. "O MUNDO É REDONDO" ganhou um significado novo, ainda simbólico mas mais real, simultaneamente pessoal e social - a Humanidade é una e habita toda no mesmo lugar.
Depois de fotografada a Terra "encolheu".
A World Wide Web é, sem dúvida, a maior promotora da noção de globalidade mundial e humana, da globalização em si, mas não foi esta que a plantou e fez germinar; A "Consciência Global" nasceu desta imagem.


De então para cá progredimos enormemente, nem tudo é mau no nosso planeta. Fomos mais longe, enviamos as nossas fotografias, a nossa música e outros detalhes da nossa cultura para os confins da galáxia sonhando com um eventual encontro com outra civilização da nossa família galáctica, comprovando assim a nosso engenho mas sobretudo a nossa capacidade de Sonhar, de Ter Esperança, de Acreditar. Fotografamos estrelas, planetas do sistema solar, nubelosas e maravilhamentos insuspeitos; estudamos "em campo" as características e possibilidades de Marte; construímos a Estação Espacial Europeia em órbita aonde nos deslocamos "de avião", a qual reparamos e criamos através de "passeios no Espaço"; colocamos satélites que nos munem de novíssimas possibilidades - nem todas boas... nem todas más, algumas óptimas.
Mais teríamos feito, ou pelo menos há mais tempo, não foram os "cortes orçamentais" que dedicaram fundos a outras causas indubitavelmente menos apelativas para a humanidade; Mesmo assim, e espero que seja um sinal do mudar dos tempos, projectamo-nos agora para uma nova odisseia lunar, e mais além, já para 2018 e recomeçamos a fazer brilhar os nossos sonhos, depois do Mercury, do Apollo, do Discovery e tantos outros, no vanguardista projecto Constellation.

Provavelmente eu já não irei à Lua ou a Marte... parece que lá também não se pode fumar (não sei porquê, não me venham com a treta de que polui a atmosfera). Não faz mal, eu fascino-me mesmo por cá.
O que acho giro é que o meu filho já me disse que vai para o Espaço; sempre quis ser astronauta, assim directo, sem passar por polícia, cowboy ou bombeiro. Enquanto for pequeno quer ser super-heroi e quando for grande vai ser astronauta e ponto final.
Ok... Espero que consiga, está provado que é possível.



http://pt.euronews.net/2009/07/09/da-terra-para-a-lua/

http://www.nasa.gov/externalflash/apollo40jpl/

http://www.nasa.gov/mission_pages/constellation/main/index.html


http://www.google.com/moon/

O REGRESSO

Pois já regressei.
Espero que esta vos vá encontrar de boa saúde, nós por cá todos bem.


Regressei mas pouco convicta do facto.

Quando me sentir capaz de escrever uma dúzia de linhas seguidas talvez consiga explicar-me, por agora deixo-vos apenas dois conjuntos de esclarecedoras imagens:

Isto foi quando me apercebi de que as férias tinham acabado e que ia ter uma "segunda-feira"...



Seguem-se as imagens de hoje, meu primeiro dia de trabalho pós-férias...



Como por certo compreenderão, não estou em estado de blogar...
Vou tomar as gotas
Até breve, espero


UHG... BEM... UPS... HEEU...

Esta tinha-me escapado - isto de estar de férias tem destes inconvenientes... Mas lá está José sempre na crista da onda ( será que posso acalentar a esperança de virmos a surfar juntos em sequencia de um afortunado encontro numa das praias que bordam a costa onde me vereneio - sonhar não faz mal... já me vejo em posição flectida sobre uma prancha doirada cantando aos quatro ventos: José não sabe nadá, iou... e ele seria como a espuma do mar desaparecendo sobre a areia da praia... )
Pronto, já acordei


O que eu queria dizer, tendo em conta o meu post de ontem, é algo de muito reconfortante: até os melhores, os muit'a bons como José, por vezes se podem baralhar e fazer figuras lamentáveis. Sim, é verdade, afinal há esperança para todos nós, comuns mortais que não chegamos nem aos calcanhares de José - e ainda está para nascer quem lhe chegue - mesmo que nos baralhemos de quando em vez não quer isso dizer que não possamos viver uma vida normal ou até, quiçá, vir a ocupar um lugarzito no governo, na pasta da Educação ou coisa assim... Não com a categoria de José, quanto a isso tirem o cavalinho da chuva não vá o bichinho constipar-se; quanto a isso estamos garantidos - não sei qual é a idade mínima para se ser primeiro-ministro mas pelo menos 18 anos teremos de sossego, o próximo ainda está para nascer.

"Igual ao dobro não, duplica..."

José Sócrates

"O abono de família no escalão máximo, é cerca de 50 euros; a bolsa será três vezes este valor...Exactamente... Euhg... não é bem... Euhg... É o abono mais duas... A bolsa duplica no sentido que é duas vezes, mas como também tem o abono de família fica com três."
ipsis verbis Maria de Lurdes Rodrigues


SIMPLY THE BEST

Mesmo em férias não consigo passar muito tempo sem "postar" aqui as últimas de meu José... Pronto, está bem, de nosso José.
Se há coisa que eu gosto é de um homem que se afirme, "prá frenti" sem medos, sem falsa modéstia ou timidez amaricada. E não é só o que diz, é também a forma como diz: aquele sorriso seguro de si no qual se adivinha a ironia de quem sabe. Que sabe o quê? Ora, que sabe, sabe muito, sabe mais do que os outros. É bom, o gajo é bom, e, entre o muito que sabe também sabe que é bom.
É assim mesmo José, o menino vai longe... Espero que vá mesmo muito longe... para muito longe, onde o diabo perdeu as botas... E que o menino as encontre, as calce, e siga viagem.




E ainda:

"A acção do Governo é mais apreciada no estrangeiro do que aqui", lançou o secretário-geral do PS." in SIC on line

Ora bolas... Se José me fosse visitar ao meu maís, e o meu país fosse outro, como eu o apreciaria...

AS LARVAS E AS BORBOLETAS

Tendo em conta convicções religiosas e filosofia de vida posso afirmar que não sou um suicida lactente. O que leva então, consciente e activamente, a propor-me despoletar a provocação de incalculáveis reacções perante o anúncio, ou lembrete, que aqui vim deixar? Talvez um intrépido espírito de aventura, que desde adolescente não consegui esgotar, talvez aquela "atracção do abismo" em que me reconheço sem, no entanto, conseguir vencer. Não se trata propriamente de um segredo, jamais atraiçoaria confiança depositada, antes envolve uma comemoração que tem vindo a ser deixada no Vale do Esquecimento, pela própria, há mais tempo do que a "leveza do ser" deve sustentar. Ela que me perdoe, a Vida, para além de vivida deve ser comemorada: A nossa Alex cumprirá mais um aniversário da sua vida na Terra no próximo sábado, dia 25.


Fez ontem um ano trocamos uns e-mails e, perguntava-lhe eu, brincando, em vésperas de voltar a Portugal e querendo levar-lhe uma lembrancita "O que te falta para seres feliz?".


Ela respondeu-me assim...


"Falta-me Paz de Espírito, só isso. E antes que te dês ao trabalho de me perguntar o que me trará Paz, avanço-te que não A terei enquanto houver crianças a sofrer horrores sem conseguirem compreender o que lhes está a acontecer e porquê – sejam eles os horrores da guerra, do cancro, da orfandade, da violação, da injustiça. Não consigo ter Paz enquanto Mães virem os seus filhos morrerem-lhes nos braços, ou às garras de quem lhos levar, impotentes perante esse fim-de-mundo, essas trevas que se abatem sobre a inocência. Talvez exista uma justificação, uma explicação para isso, um desígnio insondável... Como aquela história das larvas e das borboletas... Como eu não entendo sinto-me revoltada e atormentada até ao núcleo das células, até ao âmago da alma. Esse parece ser mais um daqueles assuntos entre mim e Deus, o Universo, a Vida, a Inteligência Criadora, o Grande Arquitecto ou o Que-Lhe-Queiras-Chamar. Desiste dessa parte da Paz de Espírito.
Considero-me uma pessoa muito afortunada independentemente dos meus pouco ambiciosos desejos de Ter e um pouco mais além no Ser. Escolhe-me um livro especial, um disco insubstituível, um perfume que cheire a mim ou qualquer outra coisa que esteja de facto de acordo comigo. Se conseguires acertar fico feliz, devido ao que te levou a acertar. Simples."


Simples?



Estava prometido à Maria João e ao Manel, assim que recebesse a primeira foto do Salvador.
Aqui vos deixo os prognósticos...
Alguma coisa me diz que o grande sarilho das vossas vidas acaba de começar; esqueçam tudo o que de sarilho vos ensarilhou, agora é que é...
Felicidades!



Name: Salvador
July 14 2009 9:58 AM
Time Zone is BST Lisboa, PORT


Sun is in 22 Degrees Cancer.
Very emotional and sensitive, you have an intuitive understanding of the "vibes" around you. You tend to be quite generous, giving, loving and caring, but only when your own needs for emotional support, love and security have been met. If they are not met, you tend to withdraw into yourself and become very insecure and selfish. Your home and family (especially your mother or the person who played that role for you early on) represent security for you and thus assume a larger-than-life importance. Very sentimental, you have vivid and long- enduring memories of the past. No matter how well adjusted you are, you will always need a secret quiet place of your own in order to feel at peace. Feeding others can give you great pleasure you would enjoy being part of a large family.

Rising Sign is in 03 Degrees Virgo
You tend to be very shy and not very self-assertive. You are supercritical about how you appear to others. Even though you may think you are uninteresting and dull, you are actually quite soft- spoken, orderly, neat and very likable. You are a perfectionist with high standards, and at times you can be quite tactless in pointing out the faults of others. Very practical, efficient and purposeful, your appearance and bearing reflect your need to appear graceful, sensible and reserved. You have a crisp, no-nonsense approach to dealing with others. Never lazy or self-indulgent, you tend to be dedicated to the work ethic.

Moon is in 09 Degrees Aries.
High-spirited and courageous, you are a fighter when your emotions are aroused. The degree of force and drive that you can bring to any effort sometimes surprises others. You have hair-trigger reactions to specific stimuli and tend to "let it all hang out." You sometimes act before you think and do things on the spur of the moment, and that sometimes gets you into trouble. Your moods change quickly -- you have quite a temper, but you don't hold grudges. Very independent, with an extremely strong and forceful personality, you are known for being impulsive, careless, reckless, foolhardy, rash and daring.

Mercury is in 22 Degrees Cancer.
Your emotions tend to rule your thought processes. You have difficulty seeing life objectively. You have an excellent memory, especially about things to which you have formed an emotional bond. You prefer ideas and thoughts that are known and familiar, and therefore tend to dislike fads or radical ideas. The beliefs and traditions of your family and culture are very important to you. Your thinking becomes quite unclear when you are emotionally shaken -- try not to make major decisions when you are upset. Let things calm down first.

Venus is in 09 Degrees Gemini.
You are friendly, warm, open and tolerant toward others. You love variety in relationships, indeed you may even prefer to maintain more than one relationship at a time! Very witty and humorous, you have the ability to amuse and please others. This makes you quite popular. You love to play the field and thus find it difficult to settle down and make any deep emotional commitments. Your innate charm and vivacity makes you welcome most everywhere you go.

Mars is in 01 Degrees Gemini.
Your energies get turned on quickly whenever anything interests you. But you have a very short attention span and it is difficult for you to complete tasks because something else more interesting always seems to be beckoning. You love to debate and argue, usually in a spirit of friendly disagreement. But watch out that you do not get too overly aggressive or antagonistic or others will be quick to take offense where none may have really been intended. You need to be in constant physical motion -- sports or daily exercise is a must for you if you are to feel fit and healthy.

Jupiter is in 25 Degrees Aquarius.
Your personal growth occurs when you have the freedom to do things in new and interesting ways -- this brings out your natural inventiveness. You are an individualist, but you are also attracted to mass movements that emphasize social betterment and you will devote much time and energy to their efforts. Very fair- minded and objective, you have extraordinary skills at organization and administration.

Saturn is in 17 Degrees Virgo.
Your life must be orderly and practical and full of known and familiar routines in order for you to feel comfortable with yourself. Be careful, however, not to let "order" become the be-all and end-all of your life, or you may become cold, crass and unfeeling. Doing useful, practical things boosts your self- esteem. Abstract concepts and reasoning seem frivolous and a waste of time to you. You are very critical of yourself (and others), indeed at times quite self-deprecating. Try to relax a bit and allow yourself the freedom to fail once in a while. However, you probably won't fail very often because you are such a perfectionist.

Uranus is in 26 Degrees Pisces.
You, and most of your peers, are extremely idealistic and want to change society by completely reorienting its highest religious goals and aspirations. Just be careful to make sure that your new goal structures are properly grounded in reality so that they have a chance of being accepted by the majority.

Neptune is in 25 Degrees Aquarius.
You, and your entire generation, will idealize and even venerate the ability to remain detached as well as the ability to objectively analyze any given situation. There will be a concerted effort on your part to cure the ills of society as a whole. But be very careful to continue to maintain and protect the rights of individuals in the midst of these potentially far-reaching changes.

Pluto is in 01 Degrees Capricorn.
For your entire generation, this is a period of intense changes in the very fabric of society. Many accepted institutions may pass away or be born anew. The good of the community as a whole will be stressed and individual rights may come under attack. This will possibly be a period of decay that will lead to a new order.

N. Node is in 00 Degrees Aquarius.

As long as someone else (or a group or organization) appeals to your intellectual sensibilities, you'll try to ally yourself with them in some way. You may find that you always seem to get involved with many wide-ranging groups -- so much so that you find it difficult to fit them all into your busy schedule. Your many friends and acquaintances provide you with needed stimulation. You're loyal and fair-minded -- you try to spend time equally with all your friends, never concentrating on just one or two for any length of time. Although probably quite conservative yourself, you're attracted to those who are a bit offbeat or eccentric -- you enjoy watching their minds work.

BENÇÃOS DE LUZ


Tenho mais um sobrinho!



Nasceu hoje, 14 de Julho, quase às dez da manhã.
Chama-se Salvador e virá abençoar as vidas da Maria João, do Manel e também da minha queridíssima sobrinha Maria



Que chova a Luz sobre ti, Salvador

P.S. - ACTUALIZAÇÃO

Em Portugal pode faltar muita coisa, de emprego a iniciativa, de dinheiro nos cofres a educação, de Respeito a condições de Saúde, de vergonha a bom senso, etc, etc,etc.
Uma coisa que nunca faltará é SENTIDO DE HUMOR, rápido e incisivo.
Olhem só:


Sobre Obras públicas, Transportes e Comunicações no país das maravilhas

Obras públicas,transportes e comunicações, vistos por Miguel Sousa Tavares, sob o reinado de Mário Lino.
Fica tudo dito, não se me oferece qualquer comentário; Só acrescentei um boneco para alegrar a paisagem


"ESTA NOITE SONHEI COM MÁRIO LINO"

Por Miguel Sousa Tavares

"Segunda-feira passada, a meio da tarde, faço a A-6, em direcção a Espanha e na companhia de uma amiga estrangeira; quarta-feira de manhã, refaço o mesmo percurso, em sentido inverso, rumo a Lisboa.
Tanto para lá como para cá, é uma auto-estrada luxuosa e fantasma. Em contrapartida, numa breve incursão pela estrada nacional, entre Arraiolos e Borba, vamos encontrar um trânsito cerrado, composto esmagadoramente por camiões de mercadorias espanhóis. Vinda de um país onde as auto-estradas estão sempre cheias, ela está espantada com o que vê:

- É sempre assim, esta auto-estrada?

- Assim, como?

- Deserta, magnífica, sem trânsito?

- É, é sempre assim.

- Todos os dias?

- Todos, menos ao domingo, que sempre tem mais gente.

- Mas, se não há trânsito, porque a fizeram?

- Porque havia dinheiro para gastar dos Fundos Europeus, e porque diziam que o desenvolvimento era isto.

- E têm mais auto-estradas destas?

- Várias e ainda temos outras em construção: só de Lisboa para o Porto, vamos ficar com três. Entre S. Paulo e o Rio de Janeiro, por exemplo, não há nenhuma: só uns quilómetros à saída de S. Paulo e outros à chegada ao Rio. Nós vamos ter três entre o Porto e Lisboa: é a aposta no automóvel, na poupança de energia, nos acordos de Quioto, etc. - respondi, rindo-me.

- E, já agora, porque é que a auto-estrada está deserta e a estrada
nacional está cheia de camiões?

- Porque assim não pagam portagem.

- E porque são quase todos espanhóis?

- Vêm trazer-nos comida.

- Mas vocês não têm agricultura?

- Não: a Europa paga-nos para não ter. E os nossos agricultores dizem que produzir não é rentável.

- Mas para os espanhóis é?

- Pelos vistos...

Ela ficou a pensar um pouco e voltou à carga:

- Mas porque não investem antes no comboio?

- Investimos, mas não resultou.

- Não resultou, como?

- Houve aí uns experts que gastaram uma fortuna a modernizar a linha Lisboa-Porto, com comboios pendulares e tudo, mas não resultou.

- Mas porquê?

- Olha, é assim: a maior parte do tempo, o comboio não 'pendula'; e, quando 'pendula', enjoa de morte. Não há sinal de telemóvel nem Internet, não há estaurante, há apenas um bar infecto e, de facto, o único sinal de 'modernidade' foi proibirem de fumar em qualquer espaço do comboio. Por isso, as pessoas preferem ir de carro e a companhia ferroviária do Estado perde centenas de milhões todos os anos.

- E gastaram nisso uma fortuna?

- Gastámos. E a única coisa que se conseguiu foi tirar 25 minutos às três horas e meia que demorava a viagem há cinquenta anos...

- Estás a brincar comigo!

- Não, estou a falar a sério!

- E o que fizeram a esses incompetentes?

- Nada. Ou melhor, agora vão dar-lhes uma nova oportunidade, que é encherem o país de TGV: Porto-Lisboa, Porto-Vigo, Madrid-Lisboa... e ainda há umas ameaças de fazerem outro no Algarve e outro no Centro.

- Mas que tamanho tem Portugal, de cima a baixo?

- Do ponto mais a norte ao ponto mais a sul,561 km.

Ela ficou a olhar para mim, sem saber se era para acreditar ou não.

- Mas, ao menos, o TGV vai directo de Lisboa ao Porto?

- Não, pára em várias estações: de cima para baixo e se a memória não me falha, pára em Aveiro, para os compensar por não arrancarmos já com o TGV deles para Salamanca; depois, pára em Coimbra para não ofender o prof.Vital Moreira, que é muito importante lá; a seguir, pára numa aldeia chamada Ota, para os compensar por não terem feito lá o novo aeroporto de Lisboa; depois, pára em Alcochete, a sul de Lisboa, onde ficará o futuro aeroporto; e, finalmente, pára em Lisboa, em duas estações.

- Como:então o TGV vem do Norte, ultrapassa Lisboa pelo sul, e depois volta para trás e entra em Lisboa?

- Isso mesmo.

- E como entra em Lisboa?

- Por uma nova ponte que vão fazer.

- Uma ponte ferroviária?

- E rodoviária também: vai trazer mais uns vinte ou trinta mil carros todos os dias para Lisboa.

- Mas isso é o caos, Lisboa já está congestionada de carros!

- Pois é.

- E, então?

- Então, nada. São os especialistas que decidiram assim.

Ela ficou pensativa outra vez. Manifestamente, o assunto estava a fasciná-la.

- E, desculpa lá, esse TGV para Madrid vai ter passageiros? Se a auto-estrada está deserta...

- Não, não vai ter.

- Não vai? Então, vai ser uma ruína!

- Não, é preciso distinguir: para as empresas que o vão construir e para os bancos que o vão capitalizar, vai ser um negócio fantástico! A exploração é que vai ser uma ruína - aliás, já admitida pelo Governo - porque, de facto, nem os especialistas conseguem encontrar passageiros que cheguem para o justificar.

- E quem paga os prejuízos da exploração: as empresas construtoras?

- Naaaão! Quem paga são os contribuintes! Aqui a regra é essa!

- E vocês não despedem o Governo?

- Talvez, mas não serve de muito: quem assinou os acordos para o TGV com Espanha foi a oposição, quando era governo...

- Que país o vosso! Mas qual é o argumento dos governos para fazerem um TGV que já sabem que vai perder dinheiro?

- Dizem que não podemos ficar fora da Rede Europeia de Alta Velocidade.

- O que é isso? Ir em TGV de Lisboa a Helsínquia?

- A Helsínquia, não, porque os países escandinavos não têm TGV.

- Como? Então, os países mais evoluídos da Europa não têm TGV e vocês têm de ter?

- É, dizem que assim entramos mais depressa na modernidade.

Fizemos mais uns quilómetros de deserto rodoviário de luxo, até que ela pareceu lembrar-se de qualquer coisa que tinha ficado para trás:

- E esse novo aeroporto de que falaste, é o quê?

- O novo aeroporto internacional de Lisboa, do lado de lá do rio e a uns 50 quilómetros de Lisboa.

- Mas vocês vão fechar este aeroporto que é um luxo, quase no centro da cidade, e fazer um novo?

- É isso mesmo. Dizem que este está saturado.

- Não me pareceu nada...

- Porque não está: cada vez tem menos voos e só este ano a TAP vai cancelar cerca de 20.000. O que está a crescer são os voos das low- cost, que, aliás, estão a liquidar a TAP.

- Mas, então, porque não fazem como se faz em todo o lado, que é deixar as companhias de linha no aeroporto principal e chutar as low-cost para um pequeno aeroporto de periferia? Não têm nenhum disponível?

- Temos vários. Mas os especialistas dizem que o novo aeroporto vai ser um hub ibérico, fazendo a trasfega de todos os voos da América do Sul para a Europa: um sucesso garantido.

- E tu acreditas nisso?

- Eu acredito em tudo e não acredito em nada. Olha ali ao fundo: sabes o que é aquilo?

- Um lago enorme! Extraordinário!

- Não: é a barragem de Alqueva, a maior da Europa.

- Ena! Deve produzir energia para meio país!

- Praticamente zero.

- A sério? Mas, ao menos, não vos faltará água para beber!

- A água não é potável: já vem contaminada de Espanha.

- Já não sei se estás a gozar comigo ou não, mas, se não serve para beber, serve para regar - ou nem isso?

- Servir, serve, mas vai demorar vinte ou mais anos até instalarem o perímetro de rega, porque, como te disse, aqui acredita-se que a agricultura não tem futuro: antes, porque não havia água; agora, porque há água a mais.

- Estás a dizer-me que fizeram a maior barragem da Europa e não serve para nada?

- Vai servir para regar campos de golfe e urbanizações turísticas, que é o que nós fazemos mais e melhor.

Apesar do sol de frente, impiedoso, ela tirou os óculos escuros e virou-se para me olhar bem de frente:

- Desculpa lá a última pergunta: vocês são doidos ou são ricos?

- Antes, éramos só doidos e fizemos algumas coisas notáveis por esse mundo fora; depois, disseram-nos que afinal éramos ricos e desatámos a fazer todas as asneiras possíveis cá dentro; em breve, voltaremos a ser pobres e enlouqueceremos de vez.

Ela voltou a colocar os óculos de sol e a recostar-se para trás no assento. E suspirou:

- Bem, uma coisa posso dizer: há poucos países tão agradáveis para viajar como Portugal! Olha-me só para esta auto-estrada sem ninguém!"

FINALMENTE...

VAMOS DE FÉRIAS














DESCANSAR...


















BRINCAR...






















E PASSAREMOS POR CÁ, DE VEZ EM QUANDO


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ASSIM, À LAIA DE AGRADECIMENTO...

Nesta altura do campeonato já são poucas as coisas que me surpreendem, talvez me tenha mesmo tornado mais crédula porque já acredito que tudo é possível mas, muito de vez em quando, ainda perco a pose e deixo cair o queixo surpreendida.
Desta vez foi pela positiva, ou como diriam Dupont & Dupond - inegualáveis detectives de Tin-tin - diria mesmo mais: pela positiva!

No passado dia 26, há 6 dias, deixei aqui o mais sentido dos desabafos relativo àquilo que estou vivendo com o meu especialíssimo cão - perdão, Senhor Cão - tendo perfeita noção do ridículo ou exagero que me poderia ser atribuído: afinal trata-se de um cão, que diabo. Não me preocupa nem me faz pensar por três segundos se será assim. Sinto o que sinto e se for ridículo é um direito que me assiste.

Parágrafo.

Agora o que veio depois.

Depois vieram e-mails de amigos, alguns com "anexos" de ternura, comentários, públicos e privados, ao que aqui deixei escrito. Vieram telefonemas e mensagens indescritíveis - O telefonema, já tarde na noite, do meu Amigo C... A longa mensagem, que me levou às lágrimas - doces - do meu querido primo J. T. (a quem não fui ainda capaz de responder). Os Amigos, do Merlin, que passaram cá por casa para lhe dar um "olá", dois biscoitos e três festas.

No dia 27 teve lugar o 2º "Grand Diner " dos antigos alunos do liceu que frequentei. Alguns dos meus antigos colegas passam aqui pelo Real Gana; um ou outro tiveram contacto telefónico comigo devido à proximidade do nosso jantar; eu cheguei bastante tarde ao jantar porque, sabendo que ninguém me esperava, mantive um andamento próximo do "Adágio" para me permitir ir controlando a situação da saúde respiratória do Senhor Merlin e equilibrando a minha inquietude emocional, deixando evaporar-se o meu cansaço e apreensão no entusiasmo de rever muitos e queridos ex-colegas.
Chegada ao jantar foram muitíssimos os que me perguntaram: "Então o teu cão? Está melhor? Mas o que é que ele tem?". Mais... Desde o dia seguinte ao jantar, como é natural, reanimou-se o, já normalmente animado, site dos antigos alunos LFCL. Também por aí apareceram mensagens de carinho relativas ao meu Senhor Cão; Até no Facebook, por onde passo uma vez de três em três meses, me "choveram" mensagens a perguntar pelo Merlin.

Desta vez a vida, as pessoas, de facto, conseguiram surpreender-me, pela positiva, pela afectividade, pela compreensão.


Há coisas que não se agradecem, eu penso assim, não são para agradecer.
São para reconhecer. São para não esquecer. Poderão ser para retribuir se vier a ser o caso; não são para agradecer, não faz sentido.

Quero que todos aqueles que, conhecendo ou não o Merlin, tendo por ele algum sentimento ou não, conseguiram aperceber-se de que o meu querido Amigo de muitos anos e de todas, as boas e más, horas está doente, muito velhote e a lutar porque não quer partir ainda, saibam que nestes últimos seis dias, que se sucederam a, pelo menos, três semanas de angústia e más espectativas, fizeram para mim toda a diferença.
(Para mim) E não só...
Ao fazerem com que me sentisse mais apoiada, menos só nesta história de afectos, fizeram também com que a angústia que andei a renegar fosse ocupada por outros sentimentos bem mais positivos e me deixasse em paz. Fizeram com que, ao sentir-me eu mais encorajada e compreendida, transmitisse uma forma de estar e agir mais calma, menos angustiada, com maior aceitação. Talvez por isso, não vejo outra razão, contra todas as expectativas - minhas e dos veterinários, em particular da cardiologista - o Merlin apresenta algumas melhoras "inexplicáveis". Não são melhoras da patologia cardíaca, não há uma alteração do chamado "quadro clínico". Não ultrapassou a situação de iminência de uma síncope ou de isquemia cardíaca, pode suceder a qualquer momento e será tão mais provável quanto qualquer factor de risco seja momentaneamente aumentado. No entanto desde há duas noites permanece em sossego - essa é uma notável novidade - durante o dia conseguiu movimentar-se e agir quase sem evidenciar grandes problemas respiratórios ou cansaço evidente. Pela primeira vez, desde há mais de um mês, esteve acordado e, moderadamente, activo mais tempo do que aquele em que dormiu.

Sei que nada se alterou significativamente no que se refere à evolução do seu estado. Como disse um veterinário muitíssimo experiente: "Isto não é um cão, é uma improbabilidade". Ambos sabemos, o Merlin e eu, que andamos a roubar tempo ao tempo... Desde que esse tempo se passe sem sofrimento e ainda com uma alegria imprevista, assim seja.

As notícias estão dadas aos muitos que as pediram; continuem a "mandar postais", fizeram toda a diferença, a ternura também alimenta.



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