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HAJA DEUS, PINHEIRO...

Nestas coisas do que se diz ou escreve, das opiniões que se manifestam, não sou grande apologista das "reprises" - o que está dito, está dito, adiante - mas hoje ao deparar com uma entrevista do João de Deus Pinheiro veio-me logo à cabeça uma conversa que já tenho tido quando me vêem com a história das fidelidades partidárias e que também por aqui, pelo Real Gana, manifestei sob o título "O Apagão Partidário", de que deixo uns pequenos parágrafos só para situar as ideias:

(No PSD) Ficaram por lá os que estavam à espreita, os que sabem esperar, os que se estão nas tintas para o país mas sabem que um partido dá sempre jeito para o tráfico de influências, para os seus lobizecos das negociatas.
E mais uns quantos idiotas que desde jovenzinhos sonham com a política como estrelato e protagonismo.
E mais uns quantos bem intencionados que acreditam que existe mesmo oposição, que esta é possível à revelia das reuniõezinhas privadas, pluri-partidárias, a cheirar a charuto, a whisky e a esturro.
.../...
O PS "já era", como partido, não como Força Política, pela mesma razão que não existe o PSD: não existe seriedade, honestidade político-partidária, não existe "amor à camisola" na classe política - nas bases sim, ainda, um pouco, mas as bases não mandam nada.
.../...
Quando chega a hora de tocar para o jogo não há partidos nem fidelidades, não há compromissos programáticos nem com o povo. (O Povo? Raio, como é que o povo aparece aqui, a propósito de quê? O país? Ora, o país está de rastos, isto não tem safa, não sejam anjinhos. Cada um que trate é da sua vidinha o melhor que puder... .../...).


Voltando à carga...
Pois afirma o Senhor, perdão, Professor João de Deus Pinheiro numa entrevista que a " I" publica hoje em parte e amanhã na totalidade (pela "parte" q
ue me tocou francamente dispenso o todo):

« João de Deus Pinheiro regressa à política nacional, como cabeça-de-lista do PSD por Braga. À falta de uma maioria absoluta para os sociais-democratas e mesmo que o CDS seja um aliado mais "natural" o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros de Cavaco Silva apoia claramente uma coligação com o Partido Socialista: "A única maioria viável é uma maioria do Bloco Central".


I -Se o PSD não conseguir uma maioria absoluta prefere um governo minoritário ou de coligação?


JDP - Qualquer dos dois pode funcionar bem. Tem de se fazer uma coligação um bocadinho como fazem os holandeses. Os holandeses demoram normalmente um mês a fazer um governo de coligação. Porque negoceiam as medidas mais contenciosas entre os partidos de coligação para antes de irem para o governo terem uma solução sobre esses contenciosos. Em Portugal temos pouco essa tradição. A tradição é mais de negociação sobre um ou dois temas e depois de distribuição das pastas. Mas se houvesse a possibilidade, com a mediação do Presidente da República, ou de alguém por ele nomeado, de os principais partidos, neste caso o Partido Socialista e o PSD, se sentarem à mesa e se entenderem sobre algumas questões cruciais para o futuro de Portugal, seria muito benéfico para o país. É quase um governo de salvação nacional que nós precisamos neste momento.»

Nada disto me faria qualquer espécie se não viesse de quem vem; que alguém defenda um governo de coligação "Bloco Central" não é coisa para grandes reparos - "chacun s'amuse à ça façon" - mas o João de Deus Pinheiro? O mais "tio" de todos os pretendentes a "tios"... Um "mêmo à séria", de Cascais e tudo... Sim, o Prof. chega mesmo para ser "tio" do Pedro Santana Lopes...
O João das calças encarnadas sabe muitíssimo bem que isto por cá não é a Holanda, mesmo que não soubesse os anitos que passou em Bruxelas ter-lhe-iam ensinado.

O Prof. terá equacionado que mais vale um lugarzinho num governo partilhado do que dois lugarzinhos a voar; isto das legislativas não está fácil, a "Campanha" não se apresenta promissora e a vontade popular é um quanto imprevisível, pelo menos a esta distância. Isto não está fácil e os campos de golf andam caríssimos...

(Nesta altura talvez comecem a desconfiar de que eu não gramo o Tio João... Não desconfiem... Tenho várias e válidas razões.)

A vida é dura e muito tem de fazer um homem para montar o camelo do poder.
Falta de conhecimento meu, invejas quiça... Para dar a mão à palmatória aqui vos deixo um singelo vídeo no qual se pode testemunhar a grande humildade deste homem que tão animado nos conta
<como achou tanta graça a perguntar a Henry Kissinger "e quem é você?" que (humildemente) nem se apercebeu que Kissinger, dentro do Palácio das Necessidades quando João era ministro dos Negócios Estrangeiros, não sabia, de facto quem ele era; Ele, o homem que foi o escolhido pela "mulher, de longe, mais gira do I.S.T., e não só, de toda a universidade portuguesa"; Ele, o único português a ter tido a honra de lhe ser atribuído o grau de "Doctor of Science", a título excepcional; Ele, o homem que deixou de fazer a barba – de manhã – durante a época do 25 de Abril, não por razões revolucionárias mas porque "feitas as contas percebeu que poupava 10 minutos por dia, o que ao fim de 11 meses são 3 300 minutos, o que dava para passar mais 10 dias de férias..." Notável! ( E eu que levo 20 minutos no duche...)
E ainda, por último, a foto do seu "swing" perfeito, pouco habitual porque o seu "swing" é feio – diz ele, custa-me a crer – ao contrário do "swing" da sua mulher o do seu filho B'rnáárdo...


Então alguma vez eu iria dizer algo menos simpáctico acerca de tal figura? Essa agora, ele fala por si... a vida plena de feitos e honras deste português aberto ao seu país e cheio de vontade de colaborar com os socialistas, a bem da Nação.


PINHEIRO, João de Deus.
Nasceu em Lisboa (S. Sebastião da Pedreira) em 11 de Julho de 1945.
Professor universitário e político. Licenciado em Engenharia Química Industrial pelo Instituto Superior Técnico (1970), obteve o seu doutoramento em Engenharia Química na Universidade de Birmingham, Inglaterra, em 1976.
Iniciou a sua carreira académica na Universidade de Lourenço Marques, em 1970, transitando para a Universidade do Minho, em 1975, onde foi de Assistente a Professor Catedrático. Exerceu aí também as funções de Vice-Reitor e Reitor.
Eleito Deputado em 1985,1987 e 1991, foi Secretário de Estado da Educação e Administração Escolar no VIII Governo Constitucional, Ministro da Educação no IX Governo Constitucional, Ministro da Educação e Cultura no X Governo Constitucional e Ministro dos Negócios Estrangeiros nos XI e XII Governos Constitucionais. Entre 1993 e 1999, exerceu funções de Comissário Europeu.
É desde o ano 2000, Reitor da Universidade Moderna,
Administrador da Galpenergia,
Presidente do Conselho de Administração da Lusotur-Golfes,
membro do Conselho Superior da Fundação Ilídio Pinho,
do Conselho Consultivo do Banco Privado Português,
Presidente da Assembleia Geral da World Monument Fund e do Conselho Fiscal da SAPAS.
Publicou mais de seis dezenas de trabalhos em revistas e livros nacionais e estrangeiros, versando sobretudo temas no âmbito da Engenharia Térmica e produziu mais de 300 conferências e publicações no âmbito da sua actividade pública. Mais recentemente estreou-se na ficção com a publicação do romance “Eu abaixo assinado” (Editorial Notícias, 2000).
- Hobbies: escrita, pintura, golfe e bridge


FRASES ANTIGAS, Saudades loucas...

"Quando essas críticas vêm do PS, significa que já não têm esperança de voltar a ser Governo e que estão a reboque do PCP e do Bloco de Esquerda. Isto já é uma boa novidade", acrescentou o cabeça de lista da coligação PSD/CDS-PP."

Deus Pinheiro afirmou que PSD e CDS-PP "têm estado consonantes nas suas mensagens". "Até agora não senti qualquer divergência, sinto até uma grande convergência. Cada vez mais a coligação faz sentido em nome de Portugal", disse o cabeça de lista da coligação, acrescentando que se tem sentido "muito confortável" como 'número um' da lista "Força Portugal".

Eleições europeias 13 Junho 2004 - in Público

deus... deus?


ESTOU LOUCA COM JOSÉ

"O primeiro-ministro acredita que a economia vai começar a inverter a actual tendência de queda já em 2010.
«a economia está num momento de inversão»
Isto «manter-se-á até fim da crise, que se inverterá já em 2010»."
in Público

Ou seja:

  • Se José ganhar a legislativas, foi o seu governo, ou talvez melhor dizendo, executivo, que conseguiu inverter o declínio económico.
  • Se José perder as legislativas, quem vier depois nada mais fará do que colher os louros da sua certeirissima política.

Só uma pergunta, já algum de vós, lá por casa, lá pelo trabalho, se deu conta da inversão da economia?
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«Estou sinceramente convencido que o país cometerá um erro terrível e que as gerações futuras se arrependerão se não avançarmos com o TGV»

Pois sim!
Será que José ainda se lembra, se é que alguma vez soube, quantos quilómetros vão do Minho ao Algarve? De Lisboa a Badajoz? Etc, etc.?


Será que José julga que um TGV pode andar em "pára/arranca" ?

Que José queira ligar a "libertação TGV" a uma "oferta sua" - «TGV JOSÉ» - ao bom povo português, como Salazar ligou o seu nome à primeira ponte lisboeta sobre o Tejo, bem o entendo. O que eu já não entendo tão bem é como é que José pensa que consegue vender o TGV ao bom povo com tão baixa argumentação e tão elevados custos.

E, ainda que o TGV fosse de facto um bem necessário, o que não acredito de forma alguma, será que seria imprescindível que nos atirássemos à façanha do TGV AGORA?
Os TGV's estão em saldo? Vão acabar? "It's now or never"?

Arre José, ainda que fosse um investimento formidável, O PAÍS ESTÁ DE TANGA. Uma gargantilha de diamantes, um Rembrandt, 999Ha no Ribatejo tamb
ém são excelentes investimentos e eu bem sei porque não os faço... Além de não precisar, sim, posso viver sem qualquer deles, não me parece que fosse uma ideia limpinha adquiri-los e deixar para outrem pagar.



«quando vivia na Covilhã, demorávamos 5 horas a chegar a Lisboa. Queríamos uma auto-estrada que nos permitisse chegar mais rapidamente a Lisboa e agora existe. Não foi um investimento bem feito?»

Primeira pergunta: Quais são as semelhanças entre uma auto-estrada e um TGV?

Segunda pergunta: Quais são as diferenças entre uma auto-estrada e um TGV?

Pois é José, nesta, como em muitas outras questões da vida, o mais importante não reside nas semelhanças mas nas diferenças, percebeu? (Duvido...) Além disso, e lá pela Covilhã que me perdoem, mas se não tivessem construído a auto-estrada talvez José se tivesse ficado por lá...

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«Parte-se-me o coração». Foi assim que José Sócrates demonstrou esta quarta-feira a sua solidariedade para com os clientes do BPP que têm o seu dinheiro em risco, por terem sido «enganados» pelo banco.
in Público

Sobre esta afirmação de José não posso expressar o que me ocorre dizer... Abstenho-me, "noblesse oblige".
(Deixem-me lá manter o blog dentro dos mínimos de higiene linguística aconselháveis)


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Questionado se achava que é um bom primeiro-ministro, Sócrates admitiu-o:
«Es
tou muito satisfeito comigo. É preciso auto-confiança para andar na vida pública»

Como diria a menina Arlete, rapariga prá-frentex e desinibida: «É precisa muita auto-confiança para se assumir que se anda na vida pública».

De resto, ainda bem que José está muito satisfeito consigo próprio, haja alguém...
Ao que se diz por aí, nem a sua mãezinha anda muito contente; que diabo, era escusado Portugal inteiro saber...



Atenção, a foto ao lado é da menina Arlete, não da mãezinha de José.




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T'Á BONITO...

«Se a empresa que fabrica bandeiras monárquicas estivesse cotada na Bolsa, eu já estava a comprar acções.»

Citado de: Blog "Corta-Fitas", postado por Duarte Galvão
http://corta-fitas.blogs.sapo.pt/3147962.html


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Não pensei voltar a este assunto de bandeiras, pelo menos tão depressa. Confesso que tenho estado numa serena expectativa relativa à próxima, prometida e devida, brincadeira da rapaziada.
Mas a rapaziada agora já é outra, e como outra e apoiante se assume.

A forma como a comunicação social aborda a notícia subiu um meio tom e tem um ar vagamente mais sério.

E esta do "Jantar de desagravo" com a colaboração de, e cito, "republicanos com bom feitio", com oferta de uma bandeira portuguesa da monarquia aos homenageados...
Que haverá a esperar daqui? Que coelhinho sairá desta cartola?

A minha serena expectativa foi um bocadinho abanada com estas notícias, em especial aquela sobre o jantarito; confesso, tenho as orelhas em pé.

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Público
- última hora

Acção levada a cabo esta madrugada

Bandeiras monárquicas em Cascais servem para mostrar alternativas políticas, explicam autores (.../...)
do blogue Conjurados XXI
(http://conjurados
xxi.blogspot.com/)















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«Grande Jantar da Liberdade

3ª feira – 25 de Agosto pelas 20.30 em Lisboa*


Para monárquicos e republicanos com bom feitio

A ala monárquica do blogue Corta-fitas em parceria com a Plataforma do Centenário da República tem o prazer de anunciar abertas as inscrições para o Grande Jantar da Liberdade, de desagravo em honra dos quatro bravos do 31 da Armada que decorrerá na próxima 3º feira dia 25 de Agosto pelas 20.30 em Lisboa. O evento será ocasião de presentear os homenageados com uma bandeira portuguesa da monarquia.»

Mais informações AQUI

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Quanto a reacções da Câmara de Cascais, António Capucho expressou a sua opinião dizendo que não lhe parecia que tais acções prestassem um bom serviço à causa monárquica.

Vêm-me à ideia aquela frase batida:
"Falem bem de mim ou falem mal mas falem"
Pois não sei, querido António...

Já o "31 da Armada" se exprime assim sobre a Câmara de Cascais:

«Consta que as bandeiras colocadas pelos Conjurados XXI foram retiradas logo pela manhã.

E não me parece que a Câmara de Cascais tenha chamado a polícia.

Provavelmente estão focados no governo da cidade.»

Quo Vadis?

DOIS ANIVERSÁRIOS

Dia 20 de Agosto é marcado por dois aniversários que não me passam ao lado.

Foi a um 20 de Agosto, o de 1977, que a Humanidade lançou para o Espaço Profundo a Voyager 2, uma "garrafa lançada ao oceano cosmico", como lhe chamou Carl Sagan.



«CAPE CANAVERAL, Fla., Aug. 19--The Voyager spacecraft scheduled for launching tomorrow to scout Jupiter, Saturn, and possibly Uranus will be carrying a message from Earth on the off chance that extraterrestrial beings will come upon the craft centuries from now, somewhere on its endless journey beyond the solar system.

The message is in the form of a recoding, called "Sounds of Earth." It is a 12 inch copper phonograph record inserted in an aluminum protective jacket that is attached to the outside of the 1,820 pound spacecraft.

Dr. Carl Sagan, the Cornell University astronomer who conceived the idea, calls the recorded message a "bottle cast into the cosmic ocean."
in New York Times, August 20, 1977


Inscribed on the record are nearly two hours of greetings in dozens of human languages, samples of music of various cultures and times, natural sounds such as the wind and surf and animals and birds.
(.../...)

Voyager2, equipped with television cameras and scientific instruments, is to fly by Jupiter in 1979, Saturn in 1981 and, if all continues to go well, Uranus in 1986.


An identical spacecraft, Voyager 1, scheduled for launching Sept. 1
, is to explore Jupiter and Saturn. The missions call for the most far-ranging reconnaissance of the outer solar system thus far.
(.../...)

The messages on the record were designed to enable possible extraterrestrial civilizations that might intercept the spacecraft millions of years hence to put together some picture of 20th century Earth and its inhabitants. The record runs about two hours.

The record contains, in scientific language, information on how it is to be played, using the cartridge and needle provided. The first eight minutes consist of a wavy, electronic hum, which is the transmission of 115 photographs and diagrams in electronic form depicting the mathematics, chemistry, geology and biology of the Earth and a description of the solar system.
(.../...)

The musical selections represent many cultures and many times, including Eastern and Western classical music, ethnic music, and jazz and rock-and-roll. There is Bach's Brandenburg Concerto No. 2, Beethoven's Fifth Symphony, "Johnny B. Goode" by Chuck Berry, A Navajo Night Chant, Peruvian Woman's Wedding Song and Australian Horn and Totem Song.

"Because space is very empty, there is essential no chance that Voyager will enter the planetary system of another star," Dr. Sagan said. "The spacecraft will be encountered and the record played only if there are advanced space-faring civilizations in interstellar space.»

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Um outro aniversário que tem lugar a 20 de Agosto é o do meu Amigo Francisco G.B.

É um homem que percustou o espaço inter-estelar colocando o seu computador ao serviço da busca de sinais especificos, através de um programa internacional concebido para tal.

É um homem com a paixão do Conhecimento, que busca a Luz, a Ciência e Deus com abertura e sede. É um Professor, é um Amigo.


«The school systems, it seems to me, have an attitude of discouregment of asking fundamental questions» - sic Carl Sagan


O meu Amigo Francisco sempre teve em mim exactamente o efeito contrário.
Obrigada Francisco e
PARABÉNS

Neste 20 de Agosto procurei uma "prenda" para te deixar aqui; creio que a encontrei, feita à medida, para ti e para a Voyager, que andará algures no universo, onde sempre nos encontraremos...

God, the Universe, & Everything Else -10 minutos de conversa entre 3 "monstros" do fim do séc.XX: Stephen Hawking, Carl Sagan, Arthur C. Clarke (1988)




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ESCANDALEIRAS de QUIOSQUE

A ESCOLHA DA SEMANA

Lembro-me de, há umas dezenas de anos, muita gente comprar os livrinhos da "Colecção Vampiro" quando ia para a praia ou para a esplanada; depois veio a moda de levar o "Expresso", o que, diga-se de passagem, não era nada prático e exigia grandes doses de calma e paciência, particularmente em dias ventosos.

Há umas dezenas de anos chamava-se coscuvilhice à coscuvilhice e as coscuvilheiras eram apelidadas de "porteiras"; depois vieram as "revistas cor-de-rosa" e a coscuvilhice passou a ser característica de "tios e tias" e das (e dos) pindéricas com vocação de ascendente a "tia".

Sintomaticamente vejo cada vez mais "Caras" e menos "Expresso".

A "Vampiro", que, com um bocadinho de imaginação, nos podia levar a sonhar com o crime perfeito - Primeiro-Ministro assassinado devido a disparo proveniente de helicóptero-brinquedo telecomandado - desapareceu dos quiosques, só a encontro na Feira da Ladra e em alfarrabistas pulguentos.

Pois bem, acabei de encontrar uma página no reino do WWW que, bem exploradinha pode unir estas três vertentes da literatura de quiosque nacional; se quisermos imprimir o seu diversificado conteúdo bem o podemos levar para a praia ou para a esplanada e lê-lo como quem lê as "Crónicas cor-de-rosa do país da fantasia". Estas "escandaleiras de quiosque", e só de quiosque porque fora desse âmbito tudo se tolera, têm crime e coscuvilhice para vários gostos. São 15 histórias que se passaram (ah, pois foi...) no nosso Portugal de clima ameno e que estão reunidas sob o título «Escândalos que marcaram a democracia» (ainda outras 15 na edição impressa)


Está AQUI, na página da " I Informação",
a minha escolha desta semana.

HAJA BOM SENSO

Mas as Forças da segurança não têm mais o que fazer?
Ontem acabei a minha rábula dizendo:
Será que amanhã a PSP vai emitir um comunicado sobre o assunto?
O ridículo chegará até aí?

Estava a puxar pela braza à sardinhita, confesso, não me passsou pela cabeça que uns rapazolas, que fossem devolver uma bandeira que haviam substituído cinco dias antes, tivessem direito a Comunicado de Imprensa emitido pelo Comando Metropolitano de Lisboa da PSP.

Lá que os detivessem, pois tinha de ser, é uma questão de lei; "o outro" rosnou as queixinhas à polícia - que bem podia ter aguardado os desenvolvimentos e teria feito melhor figura - mas emitir um Comunicado? Haja Deus...


Só mais uma achega... Que os detivessem, pois tinha de ser... Mas foi muito feia a forma como o conseguiram... Muito feia, muito indigna, muito "xico-esperto":

"Olhe DªAdélia, se vierem cá aqueles tipos da bandeira você manda-os esperar, não aceita a bandeira e chama logo a polícia, ouviu?"

Tudo bem, os actos ficam com quem os pratica...


Agora, que o Rodrigo Moita de Deus foi constituído arguido, já tem estatuto para poder frequentar o estrelato dos polítiqueiros nacionais.
Pensem bem, os autores da queixa, o que foram arranjar...
Que se ponha a pau o pessoal do Freeport, do BPN, do BPP, e mais os outros P's todos e os seus filhos (pois, os filhos dos P's).
Ah pois, se começam a constituir arguidos os rapazes que trocam bandeiras (e até as devolvem de livre vontade) e que fazem mais umas quantas brincadeiras, acabam por ficar sem ser elegíveis para os lugarzinhos apetecíveis. Cuidado Boys...


Por último, caso vos interesse saber (algumas) voltas que deu a bandeira retirada da CML satisfaçam a vossa curiosidadezinha AQUI.
Adianto-vos que foi desfralda "aos pés" de D. Carlos, a escassos metros dos GNR que vigiavam o mui nobre Palácio da Ajuda

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A MINHA NOVELA DA NOITE

Há uma data de anos vi a "Gabriela, vi a "Guerra dos Sexos", que tinham imensa graça, embora "graças" bem diferentes. Gostei e chegou; actualmente sou mentalmente alérgica a novelas, fazem-me brotoeja, não só pelas temáticas desenvolvidas, que tanto quanto me apercebo são repetitivas e pobres, como pelo carácter viciante e alienante que encerram; "Está na hora da minha novela" é uma frase que me arrepia.
Por outro lado sou viciada em Sentido de Humor; não em comédias, não vou por aí, o que me conquista é a utilização do humor nas circunstâncias quotidianas, algumas "sem graça nenhuma" mas que nos permite fazer uma rotação do ponto de vista habitual, conservador, comum; é a abordagem de situações mais ou menos complicadas, por vezes até constrangedoras, pelo lado sorridente, criativo e mais resistente à frustração da vida. O Sentido de Humor é uma dignificante porta de saída, e às vezes de entrada. Além disso é tipo panaceia: faz bem ao fígado, ao sistema digestivo, ao sistema cardio-vascular para já não falar das maravilhas que opera em estados depressivos, desenvolvimento da criatividade e auto-estima.

Como havia prometido, tenho vindo a seguir todas as noites a recém estreada "novela" do "31 da Armada" assim como as reacções e sequelas que tem provocado. É uma "voltinha ao quarteirão" rápida mas muito divertida e algo esclarecedora.

Por exemplo, foi publicada hoje pelo "31 da Armada" uma belíssima fotografia, que integra as "fotos em destaque" no "Sapo", com a seguinte mensagem do "31":

«NÃO FOMOS NÓS»


Eu bem os entendo... Se me levassem para a esquadra por eu ir entregar uma algo a seu dono também acautelaria se o prazo dos iogurtes que tenho no frigorifico não está vencido.
Pois não tem nada uma coisa com a outra mas mais vale prevenir não vá o diabo tecê-las, quando a "autoridade" se chateia alguém acaba por pagá-las...

«Henrique Burnay e outro membro não identificado foi obrigado a deslocar-se à esquadra da PSP na Avenida Gomes Freire, em Lisboa, depois de ter devolvido a bandeira da autarquia. Burnay contou ao PÚBLICO que se deslocou à sede da CML, por volta das 17h30, na companhia de outros dois membros da ala monárquica do blogue (Rodrigo Moita de Deus e Nuno Miguel Guedes) para devolver a bandeira da autarquia “lavada e engomada”. Depois de informarem uma funcionária que não tinham nenhuma reunião agendada, esta mandou-os aguardar. Passado algum tempo apareceram os agentes da PSP que ficaram com a bandeira da autarquia e pediram a Henrique Burnay que os acompanhasse à esquadra.»
in "Público"


E tanto se chateiam e desabafam os rancores que, segundo o jornal "Público" numa notícia da qual o "31" faz eco, e que eu aqui repercuto porque acho deliciosa - pela bronca e pelo ridículo - o actual presidente em funções, da C.M.L (Costa foi a banhos), o vice-presidente Manuel Salgado, acusou PSP de "não ter guardado de modo eficaz a sede do município na madrugada em que elementos do blogue 31 da Armada trocaram a bandeira municipal pela bandeira da monarquia".

Em primeiro lugar a bandeira que foi colocada na sede na CML não é a "bandeira da monarquia", aliás ignoro tal bandeira.
A bandeira azul e branca, colocada na CML, é a última bandeira de Portugal anterior ao regime republicano, vigente entre os reinados de Dª Maria II e D. Manuel II.
É muito diferente chamar "bandeira da monarquia", à bandeira azul e branca, de chamar "bandeira da república" à actual bandeira portuguesa verde e vermelha - pela mesmíssima razão pela qual nos referimos ao Prof. Cavaco Silva como o Presidente da República Portuguesa e aos Senhores D. Carlos e D. Manuel II como os Reis de Portugal, não da monarquia portuguesa. Poderemos chamar-lhe a bandeira do Reino Português, da monarquia é um disparate. Adiante

Em segundo lugar, e bem mais relevante, (eu não digo nada porque já) disse o presidente do Sindicato Nacional da Polícia, Armando Ferreira ao "Público":

«O senhor vice-presidente da Câmara de Lisboa foi lesto em acusar a PSP, atendendo a que existe uma esquadra próxima dos Paços do Concelho. O que o senhor [Manuel] Salgado se esqueceu é que a vigilância dos edifícios municipais é da competência da Polícia Municipal, que, por sua vez, depende directamente da câmara municipal.»

Ooops!

Levanta-se-me uma alembradura...
Também terá sido este brilhante rapaz vice-presidente, presidente-em-funções-por-uns-dias-deixa-cá-aproveitar, que terá tido a mediática ideia de apresentar queixa da brincadeira da rapaziada à P.S.P.?
Ora, seria capaz de jurar... Não há nada como mostrar serviço.


Cenas dos próximos episódios


«Bandeira lavada e engomada entregue. STOP
Câmara chama autoridades que apreendem a bandeira. STOP
A bandeira do Reino permanece apreendida. STOP
Os membros do 31 da Armada estão bem. STOP
Estado de Direito recomenda-se. STOP»
(enviado pelos detidos para publicação no "31 da Armada"


Será que amanhã a PSP vai emitir um comunicado sobre o assunto?
O ridículo chegará até aí?


____________Cenas a não perder,
num blog perto de si


JORNALISMOS:

OS GOZADOS E OS GOZÕES

Por razões diversas ultimamente pouco tenho "blogado" mas nestes últimos dias tenho tido uma espécie de febre bloguista, presumo que efeito do valente aumento das temperaturas; sim, no plural, a que se faz sentir em Portugal continental e a da blogoesfera nacional.

Ainda que bufando por todos os poros e bebendo mais água do que o habitual, coisa que deve fazer-se sim mas com moderação, de preferência sob a forma sólida para ir derretendo devagarinho e diluindo-se, a verdade é que estou bem disposta, disposta mesmo a assumir uma atitude de aparente ignorância das vicissitudes mais obscuras da vida, pública e privada.
Como me parece sensato não me mexer muito, não vá dar-me alguma coisinha provocada por desidratação ou até, quiçá, morrer afogada em copos de H2O, tenho surfado animadamente ( pela net, entenda-se) e feito os meus passeiozinhos blogueiros mais compriditos. E bem que me tenho divertido...


Há pouco dediquei uns quantos minutos a uma voltinha pela Imprensa cá do burgo e encontrei coisas espantosas... Não resisto a partilhar duas delas;
Aqui ficam:



1 - Nunca fui fan do Michael Jackson embora reconheça que, dentro do género, o rapaz tinha talento. Terá feito alguns disparates, particularmente no que toca à forma como cuidou, ou não cuidou, da sua saúde. Claro que isso era lá com ele mas morreu prematuramente deixando uma imensa quantidade de fans a chorar baba e ranho.

Pois bem, animem-se, nem tudo está perdido, pelo menos se considerarmos a notícia hoje publicada no "Diário Digital" que, a ser verdade, é de facto estrondosa.
Parece que a situação clínica de Michael Jackson não terá tido o seu ponto final e ainda tem arranjo. (Não estou a brincar, não brinco com a morte seja de quem for)

Lá, no "Diário Digital", diz que Michael Jackson vai ser concertado no dia 26 de Setembro em Viena...

A sério...
Se quiserem mais pormenores, ainda curtos, cliquem aí abaixo:


Michael Jackson: Concerto em Viena a 26 de Setembro


Não bastava já o elevadíssimo nível das provas de Português dos alunos pré-universitários do nosso esquartejado país, agora também temos de encarar com alarvidades linguísticas na Imprensa?
Pela paciência da Santa...



2 - E "Saving the best for last"...
Como é que esta me foi escapar? Tenho de estar mais atenta, isto de ir de férias tem destes contras...
Então não é que me passou totalmente desapercebida a revista "Plenitude" de Julho... Estou certa de que a "Plenitude" nº 73 se irá converter num incontornável ícone desta primeira década do novo século. Vou ter de contactar o editor para ver se ainda arranjo uma ou adoeço de desgosto.


A "Plenitude" de Julho tem uma capa de sonho... Sim, uma foto de José... Aah, mas não uma foto qualquer, é a imagem de José em toda a sua plenitude - bem, quase toda, apesar de tudo José está vestido: de fatinho, gravatinha, colarinho branco abotoadinho e tudo.
Não sei o que virá lá dentro - não da roupa de José, nem tão pouco de José propriamente dito roupinhas à parte, dentro da revista claro está - sei que contém uma entrevista na qual, como habitualmente, José se expõe humildemente de alma e coração.

«Quero uma coligação com o País», diz José...

Ó bom povo, será que passa pela cabeça de José que lhe vai falhar a Maioria Absoluta? E eu aqui toda bem disposta... Até estou a sentir um nó na garganta... ' Tadinho de José, como ele deve estar sofrendo, como deverá sentir-se incompreendido e injustiçado, corroído pelo temor de não mais poder oferecer-nos a sua liderança déspota, digo, individual e livre de acordos inibidores, ele que é um Homem-de-Estado único e não há quem lhe chegue aos calcanhares.

Bem, talvez não seja isso... mas então por que raio é que José havia de querer coligar-se com os portugueses? Hum... não me ocorre...


Seja como for, diga José o que disser, não creio que possa suplantar a fotografia da capa. A doce expressão de José desperta-me sentimentos de uma ternura exacerbada, quase maternais, mas não tanto, ou talvez mais... Aqueles olhinhos de ratinho esperto, o arzinho maroto, matreiro, as covinhas laterais no queixinho contraído contendo um sorriso mais largo do que o que a sua modéstia e temperamento envergonhado lhe permitem mostrar; e aquele dedinho pousado ao de leve sobre a linha do lábio dá-me vontade de lhe fazer um "Bi-lú-Bi-lú-Biluzinho"".
Será que me conseguem compreender? Estou certa de que sim
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Acho que vou mandar fazer um "photowall" e substituir a foto dele que tenho sobre a mesa-de-cabeceira, para dar um beijinho antes de dormir

(Só uma dúvida... Vocês também acham que os editores da revista "Plenitude" são uns gozões malvados ou sou só eu?)

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INDISCIPLINEMO-NOS!


Ontem, quando coloquei aqui o vídeo da troca de bandeiras na CML (diz o povo e com razão que para melhor muda-se sempre), não pensei que voltasse ao assunto; foi uma "pedrada no charco" português, charco de águas demasiado paradas e, agora em Agosto, muito rasas. Teve graça, foi atrevido, diria até corajoso, fez sorrir quem tem um sentido de humor capaz de não se deixar abafar pelas convicções políticas; deu um particular gozo aos monárquicos e pronto, acabou-se.
Pois, mas isso foi ontem, que nem sequer vi jornais televisivos ou em papel. A notícia chegou ao telemóvel de um amigo com quem almocei, ficamos na dúvida... Só já depois de jantar liguei a net e deu-me na aguçada curiosidade ir procurar... Fiquei (agradavelmente) surpreendida e "hilariada de festa".

(Com muita frequência utilizo a televisão como despertador, é-me menos traumatizante do que os trin-trin-trins dos despertadores e do que os pi-pi-pips do telemóvel; uso o ligar automático da TV de segunda a sexta-feira, tento não me esquecer de aumentar o volume do som para um nível capaz de me arrancar do bem bom, sintonizo invariavelmente a Euronews para este fim e a coisa lá vai funcionando, uns dias melhor do que outros... Aaaah, mas hoje funcionou, e de que maneira. Dei um salto da minha estimadíssima almofada e saiu-me um espantado "HÃÃ" boca fora...)

Hoje a minha alma ficou pasma quando ao acordar, vejo o vídeo do "31 da Armada" na Euronews - e nem sequer foi no "NoCommentTV", foi ali com notíciazinha e tudo. Que passe nas RTP's, nas SIC's e nas TVI'S era de esperar mas na "Euronews"?
Tirando-me dos meus cuidados acabo de procurar um res
caldo, já feito que para tanto não me chega a paciência nem o tempo. Encontrei-o num blog de "Relações Públicas e Comunicação, o PiaR; e lá diz assim :

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Terça-feira, 11 de Agosto de 2009, 13h11

Impressionante (actualizado)

A acção de “guerrilha ideológica” perpetrada pelo 31 da Armada teve resultados impressionantes, demonstrando assim o poder das redes sociais e de uma acção de guerrilha com conta, peso e medida.

Vejamos:

  • no próprio dia os principais jornais tinham a acção como notícia de destaque nas edições online;
  • algumas notícias receberam centenas de comentários, mais de 470 no Público (e em outra mais de 300) e mais de 160 no Sol. No Correio da Manhã é a notícia mais comentada;
  • O Público chegou, numa quase acção de contra terrorismo, a descobrir o filme feito pelo 31 e a colocá-lo em destaque na homepage. Ontem nas notícias, hoje no banner superior.
  • o post do próprio 31 da Armada, com o Comunicado, passou a ser o mais comentado do blog com 198 comentários;
  • a TSF abriu noticiários com a acção;
  • os 3 canais televisivos fizeram reportagem. Na SIC e TVI entrevistando os responsáveis. A peça da RTP pecou por não perceber o conteúdo e âmbito da acção;
  • no Twitter foram centenas de tweets relativos ao assunto;
  • os vários vídeos no Sapo e Youtube somam milhares de visualizações. Só o video original já chegava às 129588 !!!!!! (ver adenda no final)
  • nas edições em papel dos principais jornais destacam-se o Público e DN com chamadas de capa e este último com uma página inteira, mais entrevista na última página e um artigo de opinião de Ferreira Fernandes;
  • o 31 da Armada atingiu um impressionante numero de quase 25 000 visitantes no dia. Hoje, ainda o dia vai a meio e está quase nas 14000;

adenda: afinal o video original conta (neste momento (13h00) com 13863 visualizações. A estas devem ser somadas outras tantas das "cópias" criadas entretanto, quer no Sapo como no Youtube. As tais cento e trinta mil são o total dos filmes do perfil 31tv no Sapovideo. Mesmo assim este dado não altera uma virgula ao conteúdo, nem à análise, deste post. Um case studie de comunicação integrada.

publicado por Rodrigo Saraiva às 13:11

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Aqui para nós que ninguém nos ouve, parece-me que o grosso da coluna não tem muito a ver com a "acção monárquica", com a "Restauração da monarquia". O que alicerça toda esta movimentação em torno de uma "troca de bandeiras pouco ortodoxa" é de facto a tal "pedrada no charco" português, é uma atitude controversa, algo revolucionária - ainda que brincando sem pretensões, obviamente - que sai do ramerrão quotidiano, do verdadeiro "Come e Cala-te", pretenciosamente dito democrático, em que vivemos no nosso país.

As pessoas estão ávidas de uma verdadeira alteração do status quo mas estão paralisadas pela ancestralidade e pelo peso do quotidiano. Com a atenção concentrada em questões práticas e alienadas pelo peso bruto e crescente das suas obrigações, da manutenção da sua existência. Há um sufocante espartilho económico, já se sabe, mas há sobretudo o espartilho demente das legislações a metro - que parecem fruto de um conjunto de bêbados que se reúne para beber ao despique, sendo a emanação de novas Normas e Despachos o prémio do maior bebedor da noite. As pessoas estão silenciosamente revoltadas com o abuso da sua boa-fé, com a credibilidade já menos do que duvidosa das Instituições públicas, sejam estas empresariais, autárquicas ou governativas. A mentira, a corrupção, a negociata e o roubo, a falta de vergonha e de honra (Honra? o que é isso?) estão generalizadas e impunes. O compadrio, absolutamente supra-partidário - não há que ter ilusões - auto e inter protege-se como uma máfia nacional. Actualmente ter carácter, em Portugal, é uma frustração, é de "ir aos arames".

Há demasiado tempo que, sob a capa democrática, a pretexto das "difíceis mas imprescindiveis medidas contra a crise", os portugueses são tratados como um rebanho de idiotas bem mandados que "falam, falam mas agacham-se".

Há muito tempo que estamos todos, ou quase todos, a precisar de acções que rasguem a falsa respeitabilidade das Instituições estatais - e não só mas aí é mais grave - que demonstrem que os portugueses estão vivos, têm sentido crítico e são capazes de "Acordar" - nem que seja preciso que uns quantos poucos indisciplinados, digo, saudável e criativamente indisciplinados, os (nos) acordem.

Cá por mim estou farta de dizer que isto só lá vai ao estalo, não forçosamente "com mão". Pode ser assim, com graça e sem ofensa, pode ser com ovos, sempre com tomates, nas urnas também ajuda mas não chega... e pode ser ao estalo, propriamente dito. É chato mas às vezes educa.

Curiosamente fez ontem dois anos e dois dias - sim, fui agora mesmo espreitar - que escrevi aqui no Real Gana exactamente sobre esta vivência do "Come e Cala-te" com que temos vindo a ser presenteados perante a nossa mansidão efectiva: refilamos mas acatamos.

Troquemos as bandeiras (e deixem-se de tretas os que se sentem ofendidos porque a rapaziada do "31" nem sequer tocou na imaculada bandeira da república portuguesa, ficou-se, dentro de alguma sensatez, pela bandeira municipal, o que aliás faz todo o sentido simbólico - para quem parece que não percebeu - porque naquele mesmíssimo edifício ficavam os Paços do Conselho) ofereçamos ovos às ministras, "Pinoquiemos" o 1º-ministro que bem o merece mas, a bem da dignidade e da nossa sanidade mental, INDISCIPLINEMO-NOS, já!



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A RESTAURAÇÃO


Foto do jornal "Público"
A notícia em:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1395501

Excerto:

«.../... Surpreendentemente, a praça estava completamente vazia, contou ao PÚBLICO um dos organizadores da acção, apesar da proximidade de uma esquadra da polícia.

“Foi tudo tão descarado, e não houve qualquer problema”, disse, adiantando que esta iniciativa “é apenas o princípio” de uma série de acções que pretendem comemorar “à parte” a proclamação da I República, a 5 de Outubro de 1910.

A bandeira esteve hasteada na varanda da câmara até quase às 13h00, segundo fonte do 31 de Armada. O gabinete de imprensa da autarquia anunciou, porém, que a bandeira azul e branca foi retirada por volta das 10h30.»




«Durante a madrugada de 10 de Agosto de 2009, e apesar da forte vigilância policial, elementos do 31 da Armada (Darth Vaders) subiram até à varanda do Paço do Concelho e hastearam a bandeira azul e branca. 99 anos depois da proclamação da república, naquele mesmo local, foi restaurada a legitimidade Monárquica. É o contributo do 31 para as comemorações do centenário da república.»
in http://31daarmada.blogs.sapo.pt/


Não vou tecer qualquer comentário, vou apenas citar aquele impagável personagem que é o "Dirty Harry" porque é a única coisa que me vem à cabeça em geral e à boca em particular:

«MAKE MY DAY!»


E também vou passar a seguir o Blog "31 da Armada", se há coisa que gosto é de gente com sentido de humor, e de oportunidade...
Obrigada "Darth Vaders", hoje gostei de ser lisboeta.

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"Façam-me o favor de ser felizes"

Stand Up Comedy... Como se o Bruno Nogueira,um tal de Nilton e mais um séquito de uns tantos comediantes que confundem a graça fácil, e muitas vezes forçadamente ordinária ou ofensivamente agressiva, com a capacidade de comunicar um enraizado sentido de humor com a naturalidade com que se respira.
Não, a "Stand Up Camedy" não é uma invenção recente mais ou menos importada dos "Late Night Shows" dos States; mesmo antes do "Zip-Zip" havia quem muito bem o fizesse na boa "Revista à portuguesa", moda antiga que, com prejuízo do arejamento do humor nacional, infelizmente passou de moda.

Chamava-se RAÚL SOLNADO
Nasceu a 19 de Outubro de 1929
e
Deixou-nos a 8 de Agosto de 2009
Que nos faça o favor de ser feliz...



"FLY ME TO THE MOON"




Passou o dia 20 de Julho, passaram 40 anos sobre a primeira alunagem.
Por aqui, no Real Gana, não falei disso mas fiquei a roer-me;
Não falei, ou melhor dizendo, não escrevi uma linha sobre o assunto porque estava, mesmo, mesmo, de férias, tão desligada do mundo quanto as circunstâncias e a mente mo proporcionaram.
Também é verdade que andava a "trabalhar sem rede" - wwn. working without net - o que, como toda a gente sabe, é perigosissímo - sobretudo quando há leões na pista - hum... private joke... (Lembras-te Victor? Coitada da Marlene, já o pai dela tinha morrido assim...) e foi dia de (outro) aniversário lá no nosso burgo.

Mas estou a divagar... Acho que as gotas não me andam a fazer efeito.


Dizia eu, fiquei a roer-me por não assinalar aqui o 40º aniversário da missão Apollo 11.

Dia 20 de Julho, há 40 anos, a minha Mãe arrancou-me da cama a meio da madrugada, sob uma tremenda excitação: "Vá acorda, anda ver os astronautas a chegarem à Lua" e, em vez de me levar para a varanda, dei comigo a estremunhar na sala, cheia de amigos dos meus pais e quase às escuras para se conseguir ver melhor aquelas imagens um tanto fantasmagóricas. Passados alguns minutos não tinha vestígios de sono, tinha os olhos bem abertos a beberem deliciados aquelas imagens espantosas que se passavam "lá em cima", num outro planeta e que, estranhamente, nada tinham de inacreditável - " Eu estou aqui e eles estão na Lua... vindos de aqui... Isso significa que qualquer outra pessoa pode lá estar, até eu... ou mais longe... obviamente É POSSÍVEL!"

Não sei se me ficou um trauma por me terem arrancado do sono, ainda hoje reajo muito mal, mas desde muito novinha que tenho um enorme fascínio pela generalisticamente chamada "Conquista do Espaço", expressão um bocadinho megalómana, parece-me, mas, dada a grandeza e grandiosidade do empreendimento, perdoa-se.

Quando andava no liceu era uma péssima aluna de Física; depois apareceu aquela fantástica "Cosmos" de Carl Sagan... Esse Professor fora de série que nasceu a saber explicar e despertar a sede de Conhecimento, o voo da imaginação, a interligação racional da parte com o todo - tornava tudo fácil e tangível, tinha uma capacidade quase mágica de demonstrar a interligação de todas as coisas: a Física, a Química, a Biologia, a Matemática, a Filosofia, a História com a Astrofísica, com a Terra, com o Espaço, com a Vida.
A minha "Viagem de Sonho"? À NASA, sem dúvida, um mês, com um cartão de livre trânsito. Melhor do que isso? Só se fosse a bordo do Space Shuttle, e olhem que eu enjôo...

A "Conquista do Espaço", mais concretamente, a ida à Lua, foi, na minha humilde opinião, a maior "pedrada no charco" da Idade Moderna, de longe. As inovações e criatividade que daí advieram, e se desenvolveram, não tiveram precedentes na história humana. Da tecnologia à investigação bioquímica abriram-se novos mundos: os materiais, os medicamentos (em especial a maior parte dos antibióticos com que hoje contamos), a informática, as tele-comunicações, todos os outros tipos de engenharia, etc., etc.
E não só... Não só de Ciência e tecnologia vive o Homem
Houve uma revolução do pensamento, na abordagem do "Futuro" - o "Futuro" passou a estar conceptualmente ligado à ideia de expansão espacial, como hoje está tão negativamente ligado à ideia de sobrevivência. Mas mesmo a nossa actual noção de que a sobrevivência é uma relação de causa/efeito na qual a parte e o todo têm papeis inter-dependentes, jogam um jogo no qual não há vencedores e vencidos, encontrará a jusante aquela imagem paradigmática, fotografada pela tripulação da Apollo 8, em que todos podemos ver, pela primeira vez, a Nossa Casa, mais pequena do que julgavamos. "O MUNDO É REDONDO" ganhou um significado novo, ainda simbólico mas mais real, simultaneamente pessoal e social - a Humanidade é una e habita toda no mesmo lugar.
Depois de fotografada a Terra "encolheu".
A World Wide Web é, sem dúvida, a maior promotora da noção de globalidade mundial e humana, da globalização em si, mas não foi esta que a plantou e fez germinar; A "Consciência Global" nasceu desta imagem.


De então para cá progredimos enormemente, nem tudo é mau no nosso planeta. Fomos mais longe, enviamos as nossas fotografias, a nossa música e outros detalhes da nossa cultura para os confins da galáxia sonhando com um eventual encontro com outra civilização da nossa família galáctica, comprovando assim a nosso engenho mas sobretudo a nossa capacidade de Sonhar, de Ter Esperança, de Acreditar. Fotografamos estrelas, planetas do sistema solar, nubelosas e maravilhamentos insuspeitos; estudamos "em campo" as características e possibilidades de Marte; construímos a Estação Espacial Europeia em órbita aonde nos deslocamos "de avião", a qual reparamos e criamos através de "passeios no Espaço"; colocamos satélites que nos munem de novíssimas possibilidades - nem todas boas... nem todas más, algumas óptimas.
Mais teríamos feito, ou pelo menos há mais tempo, não foram os "cortes orçamentais" que dedicaram fundos a outras causas indubitavelmente menos apelativas para a humanidade; Mesmo assim, e espero que seja um sinal do mudar dos tempos, projectamo-nos agora para uma nova odisseia lunar, e mais além, já para 2018 e recomeçamos a fazer brilhar os nossos sonhos, depois do Mercury, do Apollo, do Discovery e tantos outros, no vanguardista projecto Constellation.

Provavelmente eu já não irei à Lua ou a Marte... parece que lá também não se pode fumar (não sei porquê, não me venham com a treta de que polui a atmosfera). Não faz mal, eu fascino-me mesmo por cá.
O que acho giro é que o meu filho já me disse que vai para o Espaço; sempre quis ser astronauta, assim directo, sem passar por polícia, cowboy ou bombeiro. Enquanto for pequeno quer ser super-heroi e quando for grande vai ser astronauta e ponto final.
Ok... Espero que consiga, está provado que é possível.



http://pt.euronews.net/2009/07/09/da-terra-para-a-lua/

http://www.nasa.gov/externalflash/apollo40jpl/

http://www.nasa.gov/mission_pages/constellation/main/index.html


http://www.google.com/moon/

O REGRESSO

Pois já regressei.
Espero que esta vos vá encontrar de boa saúde, nós por cá todos bem.


Regressei mas pouco convicta do facto.

Quando me sentir capaz de escrever uma dúzia de linhas seguidas talvez consiga explicar-me, por agora deixo-vos apenas dois conjuntos de esclarecedoras imagens:

Isto foi quando me apercebi de que as férias tinham acabado e que ia ter uma "segunda-feira"...



Seguem-se as imagens de hoje, meu primeiro dia de trabalho pós-férias...



Como por certo compreenderão, não estou em estado de blogar...
Vou tomar as gotas
Até breve, espero