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O QUE FAZ FALTA É ANIMAR A MALTA

1º - Faz-se uma greve que atinja essencialmente o estrato social que se deseja       
      destabilizar

«Milhares de pessoas foram surpreendidas, na manhã desta segunda-feira, pela greve parcial dos maquinistas da CP, que está a condicionar fortemente as ligações suburbanas da capital.

Expressões de desânimo, revolta e incompreensão são visíveis na estação de Sete Rios, esta segunda-feira de manhã. "Senhores passageiros o comboio foi suprimido", anuncia, continuamente, a operadora de serviço através do sistema sonoro de informação. De pouco vale o posterior "pedimos desculpa pelos incómodos causados".

Os passageiros dizem que não sabiam da greve e, quando são informados de que a mesma se vai prolongar durante toda a semana, a revolta sobe de tom. "Já paguei o meu passe e agora não tenho comboio, vou chegar atrasado e vou ter problemas no meu trabalho", desabafa ao JN Carlos Gomes, que aguarda há mais de uma hora por comboio para chegar a Póvoa de Santa Iria, onde trabalha. Este utente saiu de casa as 6.20 horas, devia estar no emprego as 8.00 horas, mas são 8.30 horas e no painel de informação lê que o próximo comboio chegará as 9.04 horas.
No entanto, à hora prevista, voltou a ouvir-se na estação: "Senhores passageiros o comboio foi suprimido". "Não está certo, não está certo", repete Carlos Gomes, desanimado. Esta é uma frase repetida, vezes sem conta por vários passageiros. As pessoas afectadas criticam duramente esta greve e dizem que, a prolongar-se mesmo durante toda a semana, "vai ser caótico".» Cont. JN 1Out. 12

2º - Agitam-se as massas provocando situações de caos e de confronto
       Os "piquetes de greve" dão muito nas vistas, devem ser utilizados agitadores          misturados com as massas populares.
«Várias pessoas na estação da CP no Cacém, concelho de Sintra, impediram durante cerca de uma hora a circulação de comboios.
Segundo testemunhas ouvidas pelo NGL, o incidente aconteceu perto das 9h30, quando algumas pessoas impediram o fecho da porta do comboio que se prepara para partir. O facto das portas não fecharem impedia que a composição saísse da estação.
Aos poucos vários populares juntaram-se ao “protesto” e entre gritos de indignação pela situação do país, os ânimos começaram aquecer entre os que defendiam que o comboio não devia partir e quem pretendia seguir viagem.
Ao local acabaram por chegar agentes da PSP que tiveram de entrar numa estação cheia de pessoas. Os agentes, com muitos empurrões, acabaram por retirar alguns populares da estação, enquanto outros eram empurrados para dentro do comboio.

Fonte oficial da CP afirmou, ao Jornal Económico, referindo a este incidente que, “há clientes que estão a puxar as sirenes de alarme” e por isso os comboios não podem andar”. A CP garantia que está a tentar resolver o problema, mas sempre que avança, “há mais alguém que acciona outra sirene”. “É uma brincadeira chata, às vezes acontece, mas num dia de greve e com o comboio cheio é pior”, concluiu.» in "Notícias Grande Lisboa", 1 Out.12

Desta situação tive o privilégio de uma "reportagem em directo": a minha empregada, que vive no Cacém, ligou-me pelas 10h, da estação, dizendo que não via meio de vir trabalhar; algumas pessoas ocupavam as zonas junto às portas do comboio não as deixando fechar e impedindo a entrada. O barulho era infernal, ouviam-se berros de "Estamos em luta, daqui ninguém sai» Um mimo democrático! «Populares impedem circulação de comboio»? Populares uma gaita!


3º - Na véspera da "insurreição popular" eleva-se a temperatura da insatisfação             social atingindo um maior número de pessoas da área onde ocorrerá a    
      manifestação
«Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa voltam a estar em greve na próxima quinta-feira, dia 4 de Outubro
Não sei porquê mas a verdade é que não se encontram pormenores desta greve, nem mesmo no site da "Metro de Lisboa". Será que o efeito-surpresa é mais giro?


4º - Se houver um feriado que possibilite um fim-de-semana prolongado 
       há que evitar que o povo se disperse indo ver a família ou a fazer
       "escapadinhas"; as camionetas de transporte para a manif encontram-se
       asseguradas, como sempre.

 «Os maquinistas estão a fazer greve desde as 00:00 de hoje (1 Out.) às primeiras duas horas do turno, situação que se manterá nos próximos quatro dias. A paralisação é um protesto contra a "espoliação dos salários", disse à Lusa o presidente do Sindicato Nacional dos Maquinistas (SMAQ).

No dia 5 de Outubro, em que se comemora a Implantação da República, a greve será total contra as alterações introduzidas pela revisão ao Código do Trabalho, que contemplam uma redução de 50% no valor pago por trabalho em dia feriado.» - in Jornal de Negócios, 1 Out.12
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 ENTRETANTO NAS REDES SOCIAIS (leia-se facebook), 
MEIO PRIVILEGIADO DE CONVOCATÓRIA 
(os trabalhadores curtem bué o facebook)


que se chama: 
INVASÃO DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

Encontrei isto, e muito mais...
COMO FAZER UM COQUETEL MOLOTOV :
 
Uma garrafa e um pano encha a garrafa com (.../... blá, blá, blá.../...) 
 na hora do uso basta acender o pano e arremessar a garrafa na direção da assembleia a republica...
  • José Carlos Vaz fantástico!!!! isto sim são ideias produtivas!

    Nelson Costa hhá ai um video qe explic como se faazem zarabatanas com alcançe atde 100 metros

    • Nelson Costa para alem disso ha que bloquear acessos , de forma a impedir que mais forças policiais cercem o povo.. Yesterday at 3:55pm · Like · 1
      Nelson Costa éhpa uns dardos de anestesia geral é que davam cá um jeitão...!Se alguem tiver umas coisinhas dessas que se usam nos hosptais é mais seguro !NAO SE PERDEM IRMAOS , e silenciosamente e estrategicamente bloqueando TODAs as ruas , o povo ocupa a AR


    João Fraga já agora, será que alguém consegue contactar camionistas dispostos a bloquear estradas e acessos a s. bento? não precisa de ser camionistas, mas juntar pessoal e meios (em princípio viaturas, mas pode-se tentar imaginar mais coisas) suficientes para bloquear os acessos para os carros da polícia não poderem passar, e a gente chegar lá primeiro que eles. tem de ser feito com alguma antecedência, para qd lá estivermos eles serem muito poucos e não conseguirem impedir a ocupação. é mais uma ideia.
Jacinto Bento - se nao ouvesse classes sociais nao havia policias

 Uma vez que já haviam passado várias horas desde que estas demonstrações de educação cívica haviam sido publicada, e como a página estava a demorar a "carregar" resolvi escrever o seguinte para ver como viria a resposta:

  • Alex Onde foram os outros posts e comentários que enchiam esta página e que até ensinavam a fazer cocktails Molotov?  2 hours ago ·  Like
  •  Martins Receita do Mestre da Culinaria: compra gasolina, mete numa garrafa ____________________________________________________________________ e cabumm la vai alho.  about an hour ago · Like

 Isto sim, é partilha cultural plena de generosidade !!!
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Quem tenha pensado aproveitar o feriado para descansar ou divertir-se colando-o ao fim-de-semana pois que não fique triste, dia 13 já há mais festa, continua o baile:

Manifestação - Contra as politicas de austeridade, devolvam-nos a Dignidade
Sábado13 de Outubro, 2012 at 4:00pm


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    Por mim estou esclarecida 
    Comentários não tenho, já disse o que tinha a dizer não há muitos dias quando comentei a manifestação "Que se lixe a Toika" (15 de Set.) e o que se passou depois em S. Bento.
    Enquanto não houver carga da polícia sobre as pessoas haverá uns tipos que não têm sossego; e há uma data de idiotas que estão mortinhos por lhes fazer o gosto ao dedo. É lamentável.

    Por muito que veja com apreensão este descambar de apelos à violência disfarçados de insurreição social não é isso que me preocupa.

    O que me preocupa a sério é ver as tentativas para deitar a perder todos os esforços e sacrifícios até aqui realizados, todas as pequenas conquistas que nos têm vindo a reposicionar nos Mercados, na Europa, na mira de provocar uma ruptura social e política que venha a permitir a ascensão da sombra política que tem vindo a orquestrar a "insatisfação popular".



    Deixo as avisadas palavras, curtas mas claríssimas, do analista económico Camilo Lourenço no "Negócios on line" de hoje, 1 Out.


    «O estranho caso de um país suicida»
     .../...

    «Se invertermos esse processo agora, a doença vai-se agravar. E, por isso, precisaremos de um segundo programa de ajustamento, muito mais duro que o actual. É bom não esquecer isso quando as manifestações viraram moda e quando o líder da CGTP diz coisas como "se o Governo não ouve o povo a bem, ouve a mal".

    Com os olhos do mundo postos em Portugal, as próximas três semanas são cruciais. Se aceitarmos que as medidas duríssimas do Orçamento de 2013 têm mesmo de ser aplicadas, daremos um importante passo em frente. Se o consenso social se quebrar, ficaremos iguais à Grécia, confirmando uma estranha tendência para o suicídio. No caso de isso acontecer, por favor não insultem os alemães...»

    I rest my case 


    .

    O FUGITIVO

    RECEBI UM E-MAIL
    NÃO DIZ PROPRIAMENTE NADA DE NOVO MAS
    ÀS VEZES FAZ BEM LER UM BOM SUMÁRIO
    PARA RELEMBRAR A LIÇÃO
    (LIÇÃO ESSA QUE MUITOS NÃO ESTUDARAM E OUTROS INSISTEM EM ESQUECER)

    NÃO É UM SUMÁRIO ABSOLUTAMENTE COMPLETO
    NÃO REFERE OFF-SHORES, NEM FREEPORT, NEM AMIGALHAÇOS
    MAS PARA AUXILIAR DE MEMÓRIA CHEGA, ATÉ SOBRA.



    • Peçam ao fugitivo de Paris os 90.000 milhões de euros que aumentou na dívida pública entre 2005 e 2010.

    • Peçam ao fugitivo de Paris, que decidiu nacionalizar o BPN, colocando-o às costas do contribuinte, aumentando o seu buraco em 4.300 milhões em 2 anos, e fornecendo ainda mais 4.000 milhões em avales da CGD que irão provavelmente aumentar a conta final para perto de 8.000 milhões, depois de ter garantido que não nos ia custar um euro.

    • Peçam ao fugitivo de Paris, os 695 milhões de derrapagens nas PPPs só em 2011.

    • Peçam ao fugitivo de Paris, que graças à sua brilhante PPP fez aumentar o custo do Campus da Justiça de 52 para 235 milhões.

    • Peçam ao fugitivo de Paris, os 300 milhões que um banco público emprestou a um amigo do partido para comprar acções de um banco privado rival, que agora valem pouco mais que zero. Quem paga? O contribuinte.

    • Peçam ao fugitivo de Paris, os 450 milhões injectados no BPP para pagar os salários dos administradores.

    • Peçam ao fugitivo de Paris, os 587 milhões que gastou no OE de 2011 em atrasos e erros de projeto nas SCUTs Norte.

    • Peçam ao fugitivo de Paris, os 200 milhões de euros que ?desapareceram? entre a proposta e o contrato da Auto-estrada do Douro Interior
    • .
      Peçam ao fugitivo de Paris, os 5800 milhões em impostos que anulou ou deixou prescrever.

    • Peçam ao fugitivo de Paris, os 7200 milhões de fundos europeus que perdemos pela incapacidade do governo de programar o seu uso.

    • Peçam ao fugitivo de Paris, os 360 milhões que enterrou em empresas que prometeu extinguir.

    • Peçam ao fugitivo de Paris, para cancelar os 60.000 milhões que contratou de PPPs até 2040.

    • Peçam ao fugitivo de Paris, que usou as vossas reformas para financiar a dívida de SCUTs e PPPs.

    • Peçam ao fugitivo de Paris, para devolver os 14.000 milhões que deu de mão beijada aos concessionários das SCUTs na última renegociação.

    • Peçam ao fugitivo de Paris, os 400 milhões de euros de agravamento do passivo da Estradas de Portugal em 2009.

    • Peçam ao fugitivo de Paris, os 270 milhões que deu às fundações em apenas dois anos.

    • Peçam ao fugitivo de Paris, os 3.900 milhões que pagou em rendas excessivas à EDP tirados à força da vossa factura da electricidade.

    •  Peçam ao PCP e à CGTP, cujos sindicatos afundaram as empresas públicas em 30.000 milhões de passivo para encherem a pança aos camaradas sindicalizados com salários chorudos e mordomias, pagos pelo contribuinte.

    AUTOR DESCONHECIDO
     

    O TERRORISMO SUBJACENTE NO CENTRO DA EUROPA

    Parece-me evidente que a crescente instalação de culturas islamicas fundamentalistas na Europa é um problema que não pode ser ignorado.

    Tendo em consideração as palavras do lider Charia em Bruxelas (ou no Belgistão, como o grupo islâmico prefere) será bom termos presente que a tolerância e a democracia são valores que não se podem confundir com a ignorância de uma ameaça crescente, perigosa e real.
     Como estes islamitas fazem questão de afirmar, esses não são valores que respeitem ou tenham sequer em consideração:
     «Não pode haver um muçulmano democrata como não existe um cristão judeu ou um muculmano judeu, a única lei é a de Allah, a que por ele é ditada».

    Têm como objectivo dominar o mundo (onde é que já ouvi isto?) e não têm duvidas de que conseguirão.
    Afirmam com a maior das arrogâncias:  
    «É apenas uma questão de tempo; se quiserem mandar-nos embora é melhor que comecem a ter quatro mulheres a a fazer muitos filhos, talvez assim tenham uma hipótese».

     A entrevista/reportagem abaixo data de Março deste ano.
    O tempo passa, a correr.
    Nós, europeus democratas, amantes da liberdade social, individual e religiosa, estamos parados, tolerantes, a olhar...
    Não se trata de um apelo à intolerância, trata-se, pelo contrário, da defesa dos valores que respeitamos.
    É melhor que façamos algo para os defender




    É caso único? Nem perto.
    É uma proliferação concertada que vai tomando conta da civilização ocidental, infiel, imoral e a abater.
    Em França o problema atinge proporções já desmesuradas.
    O que dizem em França:



    .

    O MEMORANDO "ESQUECIDO"

     Há várias expressões portuguesas que se aplicam ao espernear socialista, e não só.

    A culpa morre solteira.
    (Quem não sabe esta verdade?)

    Sacudir a água do capote;

    Ficar com a batata quente nas mãos;

    e mais há...

    A memória é fraca e não se compadece com as agruras do dia a dia

    A equipa do "31 da Armada" volta a publicar razão e factos, para mais tarde recordar



    .

    UMA VOZ SENSATA

    De vez em quando surge uma voz sensata na comunicação social 
    É de aproveitar 



    O MARQUÊS DA ROTUNDA

    FOTOS LUSA

    UMA MANHÃ ANIMADA

    Estava esta manhã a trabalhar muito sossegadinha e a ouvir o debate quinzenal que estava a decorrer na Assembleia entre governo e oposição,  mais em "barulho de fundo" do que outra coisa. A partir de certa altura, mesmo sem querer, comecei a dar atenção.
    (Não, não vou comentar.)

    De repente comecei a lembrar-me dos desenhos animados do "Noddy" - aqueles que não têm filhos pequenos talvez não tenham presente do que falo mas vou pôr aqui uns bonecos exemplificativos.

    Este é o Noddy e uns malandrecos

    Nesta série com quase tantos anos quanto eu - nascida de livros mais antigos do que eu - há vários personagens com personalidades diferentes e bem vincadas.

    Duas das personagens mais divertidas são o Sonso e o Mafarrico. Sobre estes dois não há muito a explicar, os seus nomes esclarecem-nos e, lá porque aparecem juntos não quer dizer que sejam amigos, longe disso, não perdem uma oportunidade de se torpediarem um ao  outro como fazem a qualquer outro que se atravesse incauto nos seus caminhos.


    Tive uma epifânia:
    Nós, cá no nosso "país dos brinquedos" também temos os nossos personagens que espelham os bonecos do Noddy (e o nosso Noddy).
    Alguns nem são espelhados, são clonados; olhem lá:














    Eu bem sei que não devo ouvir os debates na Assembleia da República, dá sempre nisto, fico com a mente afectada, ocorrem-me pensamentos dissociados, começo a ver coisas...

    Começo a ver a Macaca Marta em todo o lado, rapariga de maus modos, refilona e de sentido de humor pérfido
















    Não consigo afastar a imagem do Sr. Lei, no seu quotidiano policiamento vai inventando normas à medida das situações, adaptando a leitura dos factos à conveniência dos objectivos na ausência de um código expresso; com ele tudo é criativamente tácito.



















    E não fora um exercitado sentido de humor que se adapta a ler nas entrelinhas dos disparates a graça da vida, a descrutinar na infantilidade de argumentos irracionais quem de põe "em bicos dos pés" ganindo por atenção, enlouqueceria procurando dar sentido àquilo que não passa de um rosnar impotente. É assim, com o Turbulento nada é o que parece e no fundo não tem qualquer importância quando o vemos aos pulos desejando apenas que o sigamos nas suas tropelias imaturas















    Não terá sido uma manhã muito produtiva em termos de trabalho mas pronto, uma vez por outra não faz mal ver os desenhos animados, muito animados.
    Sobre o que se passou nem vale a pena  comentar
    A frase que mais gostei foi dita pelo Sonso, e cito:

    « O senhor primeiro-ministro já não tem a maioria neste parlamento» ??? (ai venenoso...)






    UMA MEDIDA INTELIGENTE

    Quando tiverem 45 minutos disponíveis, ou para fazer tempo enquanto esperam por algo, aqui está uma boa sugestão de como adiantar as compras, socializar um pouco e passar um tempinho divertido.
    Este acabou por ir aos 25 euros; eu não posso, estou em contensão, prometi-me não ultrapassar os 18... por caixa.
    Tenho pena do pessoal das caixas mas estes estão mesmo a pedir uns "engarrafamentos" generalizados.Ir buscar "mais umas coisinhas" para chegar aos, ou passar dos, 20 euros não me parece uma boa ideia.


    ALGUÉM ME EMPRESTA UM MEGAFONE?



    Foto de NILTON, in "facebbok"

    TROVAS ANTIGAS, SAUDADES LOUCAS

    CITANDO O PRIMEIRO MINISTRO DE PORTUGAL:

    “Os problemas económicos em Portugal são fáceis de explicar e a única coisa a fazer é apertar o cinto”.

    “Não se fazem omeletas sem ovos. Evidentemente teremos de partir alguns”

    “Quem vê, do estrangeiro, este esforço e a coragem com que estamos a aplicar as medidas impopulares aprecia e louva o esforço feito por este governo.”  

     “Quando nos reunimos com os macro-economistas, todos reconhecem com gradações subtis ou simples nuances que a política que está a ser seguida é a necessária para Portugal”

    “A terapêutica de choque não é diferente, aliás, da que estão a aplicar outros países da Europa bem mais ricos do que nós” 

    Portugal habituara-se a viver, demasiado tempo, acima dos seus meios e recursos”.

     “O importante é saber se invertemos ou não a corrida para o abismo em que nos instalámos irresponsavelmente”

     “Anunciámos medidas de rigor e dissemos em que consistia a política de austeridade, dura mas necessária, para readquirirmos o controlo da situação financeira, reduzirmos os défices e nos pormos ao abrigo de humilhantes dependências exteriores, sem que o pais caminharia, necessariamente para a bancarrota e o desastre”.

    Não foi, de facto, com alegria no coração que aceitei ser primeiro-ministro. Não é agradável para a imagem de um politico sê-lo nas condições actuais” 


    E AGORA AS MINHAS PREFERIDAS:  

     “[O desemprego e os salário em atraso], isso é uma questão das empresas e não do Estado. Isso é uma questão que faz parte do livre jogo das empresas e dos trabalhadores (…). O Estado só deve garantir o subsídio de desemprego

    O que sucede é que uma empresa quando entra em falência… deve pura e simplesmente falir. (…) Só uma concepção estatal e colectivista da sociedade é que atribui ao Estado essa responsabilidade."

    “Pedi que com imaginação e capacidade criadora o Ministério das Finanças criasse um novo tipo de receitas, daí surgiram estes novos impostos” 

    A CGTP concentra-se em reivindicações políticas com menosprezo dos interesses dos trabalhadores que pretende representar” 
     
    “A imprensa portuguesa ainda não se habituou suficientemente à democracia e é completamente irresponsável. Ela dá uma imagem completamente falsa.”

     Basta circular pelo País e atentar nas inscrições nas paredes. Uma verdadeira agressão quotidiana que é intolerável que não seja punida na lei. Sê-lo-á

     A Associação 25 de Abril é qualquer coisa que não devia ser permitida a militares em serviço” 

    “Dentro de seis meses o país vai considerar-me um herói”

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    Todas estas frases foram proferidas, durante o periodo que decorreu entre Abril e Junho de 1984, pelo camarada Mário Soares, então primeiro ministro (Gov. 06/83 a 11/85) Foram compiladas num artigo da revista "Sábado" em Maio de 2012. Aí encontrarão as datas e o local de publicação.
    Portugal  vivia dias muito difíceis, tanto ou mais do que presentemente e foi assinado um acordo com o FMI (Agosto 83)

    EM LOIÇA, DAS CALDAS...




    Dispenso-me a comentários, ficaria com azia.
    Ou talvez só um e numa imagem, vale por mil palavras.

















     

    ESPERANÇA

     ESTE ARTIGO É DE NOVEMBRO DE 2011, TEM QUASE 1 ANO; 
    SÓ HOJE CHEGOU AOS MEUS OLHOS  E NÃO POSSO DEIXAR DE O PARTILHAR


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    «RADIOTERAPIA QUE ELIMINA TUMOR NUMA SÓ SESSÃO EM PORTUGAL »



    « Pode eliminar o cancro numa única sessão, mesmo com o tumor já espalhado. É indolor e tem menos custos que a radioterapia convencional. »

     foto boasnoticias 
    in expresso 09/11/2011




      «Uma radioterapia que pode eliminar o cancro numa única sessão, mesmo com o tumor já espalhado, estará em breve disponível em Portugal, através de uma máquina quase única no mundo que ficará instalada na Fundação Champalimaud .

     O equipamento, permitirá fazer radioterapia de dose única, tratamento que requer um elevado nível de precisão e que poderá ser feito em poucos minutos e sem qualquer toxicidade para o doente, segundo explicou em entrevista agência Lusa o oncologista Carlo Greco

     "É o mais avançado equipamento no mundo. Será absolutamente único em Portugal e, na Europa, há muito poucos. Mas a máquina que chegará em Dezembro vai ser equipada com ferramentas especiais que a tornam única no mundo", afirma o director da área do cancro da Fundação Champalimaud.

    Tumores são a primeira causa de morte no mundo

    Carlo Greco, que considera o cancro como um dos piores problemas sociais da actualidade, lembra que este ano os tumores serão já a primeira causa de morte no mundo. Mas frisa que a taxa de sucesso nos tratamentos tem melhorado de ano para ano.

    As metástases significam 90% das causas de morte por cancro e o oncologista lamenta que, hoje em dia, a resposta da comunidade médica nestes casos passe muito pelos cuidados paliativos.

     Esta técnica de radioterapia de dose única, disponível para tratamento no final do primeiro trimestre de 2012, vem permitir tratar muitos dos casos de cancro com metástases, sobretudo os menos disseminados.

    Trata-se de uma radioterapia por imagem guiada, em que se faz uma TAC e o tratamento em simultâneo, que exige um elevado nível de precisão para que a dose única seja aplicada no local adequado e se torne suficiente. "

    Já testámos este equipamento e esta técnica na Universidade de Pisa, em Itália, e os resultados foram surpreendentes. Tem é de ser administrada uma dose suficientemente forte para erradicar o tumor. E já provámos que funciona em qualquer tipo de cancro, mesmo num dos mais resistentes à quimio ou radioterapia, como o do rim", explicou Carlo Greco.

    O responsável da Fundação Champalimaud vinca mesmo que um estudo demonstrou uma taxa de sucesso de 80% deste tipo de tratamento nos casos de cancro dos rins.

    "É uma revolução", resume, assegurando que é indolor, se elimina a toxicidade e se consegue fazer o tratamento "de olhos fechados" demorando menos de um quarto do tempo do que as sessões convencionais de radioterapia.

    Ou seja, em 10 minutos consegue-se o mesmo do que com a cirurgia, mas permitindo ao doente ir para casa de seguida e sem risco de morte. A vantagem, segundo o especialista, é que este método permite tratar várias lesões numa mesma e única sessão: "Podemos finalmente oferecer aos doentes metastáticos, mais do que uma esperança, uma realidade - sem dor e sem invasão".

    Tratamento mais barato do que a radioterapia convencional

    Contudo, a radioterapia de dose simples requer uma equipa estruturada e investigação em patologia molecular, para que se estude cada caso e a dose certa a dar em cada tipo de cancro.

     "Isto significa uma medicina personalizada. Seleccionamos a dose conforme a histologia e a genética de cada pessoa. Só pode ser executado por uma equipa multidisciplinar", comenta.

     Carlo Greco espera vir a receber doentes de hospitais portugueses e também de qualquer país da Europa ou do mundo: "Queremos abrir as portas a todos".

    O director da Fundação lembra que a administração tem estado a trabalhar com o Governo português e que as negociações futuras serão feitas com cada um dos hospitais que manifestem interesse.

     Por agora, a Fundação só recebe doentes particulares, tendo já acordos com oito instituições com seguros de saúde. Apesar de nunca revelar o custo do equipamento para a radioterapia de dose única, Greco garante que o tratamento sai menos caro do que a radioterapia convencional. O custo para o sistema de saúde é muito mais baixo. A máquina vive por 10 anos e trata quatro vezes mais doentes", sublinha.»


    Nota: Este artigo foi traduzido de Acordês para bom Português


    .


    CONVÉM LEMBRAR

    Estou preocupada...
    Será que o Tó Seguro (Tótó para os amigos) faz escutas secretas? Será que consegue entrar no PC do Ministro das Finanças?
    Esta de ele dizer que vai chumbar um OGE que ainda ninguém conhece e, supostamente, ele também não, mesmo que o governo volte atrás com a baixa da TSU,  franziu-me as sobrancelhas...

    Mais. Tendo em conta que os donos da massa que nos alimenta disseram ontem em Bruxelas que ou a rapaziada por cá tem juízo e cumpre com o prometido e exigido (redução do déficit) ou temos o caso muito mal parado, pergunto-me:
    Será que o Tó espera que o OGE seja aprovado sim, para evitar a "Grande Bronca", mas diz que não para fazer um bonito eleitoralista? Será que ele é capaz de uma coisa dessas? (pois, os anjos que me respondam...)

    Claro que há sempre aquela opção "que se lixe a troika"...
    Podemos sempre optar por nos virarmos sozinhos.
    (As taxas de juro já recomeçaram a subir...)

    Convém lembrar que a maior parte do que consumimos é importada e não estou a falar da Burbury's, da Nike nem dos chocolates belgas; estou a pensar em comida, em combustíveis e outros bens essenciais. Para já não referir de onde vem, de facto, o dinheirinho com que são pagos os funcionários públicos e os pensionistas.
    Aqui para nós que ninguém nos ouve não há nada que me faça acreditar que o Tó quer "que se lixe a troika", nem o Tó nem a grande maioria das pessoas que no sábado se manifestaram contra a troika, pelo menos aquelas que tenham uma mínima noção do que se passaria em Portugal se a troika nos mandasse lixar.

    O Tribunal  Constitucional pronunciou-se contra os cortes dos subsídios e o Presidente da República manifestou as suas reservas.

    O governo substituiu os cortes pela baixa da TSU como medida  para reduzir o défice de 2013, com o prejuízo de 3/4 da receita que conseguiria com os subsídios - uma diferença de 500 milhões de receita contra 2.000 milhões.
    Convém lembrar que esta diferença acarreta uma maior austeridade para cumprir o défice de 2013.
    Eu acho preferível não ter subsídio a encarar mais austeridade mas cada um sabe de si.

    A famigerada alteração da TSU é essencial?
    Não, não me parece, desde que uma alternativa seja encontrada e acordada.
    E a alternativa existe?
    Existe, claro. A palavra de ordem é REDUZIR A DESPESA, já sabemos. Pois.

    Não tenhamos a ingenuidade de acreditar que a redução de Despesa se resolve com a redução dos salários dos ministros, dos deputados e outros bichos afins. Não vai lá com a substituição dos BMW's por Fiat's 600 nem mesmo por bilhetes do Metro.
    A redução da Despesa significa a diminuição substancial do aparelho do Estado, ou seja, com a dispensa dos funcionários que o Estado tem a mais e a eliminação de instituições que custam milhões sem produção equivalente. Traduzido em português corrente, despedimentos em barda e aumento drástico do desemprego.
    Convém lembrar que se o governo optar por esta medida (e, pessoalmente, não vejo como a poderá continuar a evitar) vai haver outra manif. contra a miséria e os despedimentos. A Intersindical já tem os estandartes prontos para sair à rua.

    Moral da história:

    Ontem de manhã estava a tomar o meu primeiro café com um casal meu amigo e, para além do jogo do Sporting que lá se safou, falamos por alto da manif., do Paulo Portas. A dada altura a minha amiga, rapariga desperta e sensata, sai-se com esta:


    - « Eu sou muito estúpida, eu devia era ter votado no Sócrates...»
    - « Desculpa lá», espantei-me eu, «devias ter votado no Sócrates quando e porquê?»
    - « Pois devia, como diz o povo e o povo sabe, quem comeu a carne que roa os ossos. O Sócrates é que devia ter ganho as últimas eleições e agora estava a aguentar-se com este sarilho todo e a malta na rua contra a troika e a arrear no governo. Isso é que ele merecia e eu gostava de ver. Depois então já poderia vir o salvador da pátria como virá depois do trabalho sujo feito».
    Ora nem mais. Isso é que era bonito de se ver. Eu também devia ter votado no Sócrates.


    .

    "QUE SE LIXE O POVO QUEREMOS É PORRADA PARA NOS PODERMOS QUEIXAR"



    Há uns anos alguém me ofereceu umas fotocópias interessantíssimas de uma espécie de "Manual do Revolucionário" para aprendizes. Eficaz, sem dúvida. Explicava quais a acções a desenvolver para tomar conta de empresas, associações (estudantis e sindicais em particular), cooperativas, etc. Ah... e manifestações!

    Independentemente da minha posição, que não tem a menor importância para o caso e que deixei claramente exposta no post anterior, milhares de pessoas saíram à rua neste sábado e manifestaram-se ordeiramente. Com muitas emoções à flor da pele, muita revolta, muito cansaço mas ordeiramente.
    Com razões ou com emoções ninguém abusou da sua liberdade fazendo perigar a integridade do outro.

    Mas a alguns, muito poucos, isto não chegou. Queriam porrada da grossa, queriam a polícia a carregar sobre os manifestantes, queriam sangue e vítimas. Um grupelho de instigadores fez o que pode para provocar uma grande chatice frente à Assembleia da República.
    Quem tenha prestado uma acurada atenção poderá ter-se apercebido de que alguns dos rapazolas que se agitaram frente ao FMI, na Av. da República, eram exactamente os mesmos que estavam presentes nas primeiras filas junto à A.R.
     Felizmente a polícia de choque não reagiu de acordo com o esperado por estes inconscientes - para não dizer pior.

    No vídeo acima a dada altura a jornalista diz que a polícia começou a carregar sobre as pessoas. Isto é absolutamente falso. Não se vê nas imagens, nem nestas nem nas da RTP ou nas da TVI; nenhum dos manifestantes entrevistados mais tarde referiu qualquer carga da polícia.

    A polícia teve um comportamento corajoso e exemplar face a tanta provocação: arremesso de pedras da calçada, petardos, garrafas de vidro, arranque de sinais de trânsito, derrube de barreiras e o que mais se viu.
    À polícia de choque, e a quem a comandou, o meu sincero aplauso.

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    Escrito pela minha amiga Paula, que não sei se esteve ou não na manifestação - mas conhecendo razoavelmente as suas ideias não estranharia que tivesse estado - , palavras que deixou "postadas" na sua página do Facebook:

    «Sei que não é pacífico o que vou dizer. Já me tinha esquecido como as multidões, mesmo que unidas por uma mesma intenção, um ideal, um desejo comum, são muito especiais, e escolho a palavra "especiais" para ser delicada. É apenas um pormenor. Mas não é inocente. A forma exacerbada como as pessoas reagem só por verem a polícia, não faz sentido. Pelo menos, no dia de hoje, não fazia sentido. Vi os polícias com os cães - e bem sei que a metáfora é forte, a imagem está carregada de sentidos históricos, políticos, literários. CÃES NEGROS. Pois está. Mas mesmo assim e apesar de. Não faz sentido blasfemar e pronunciar injúrias e palavrões e ameaçar só porque. Só porque o polícia está ali. Só porque o é e porque sim!
    Queria apenas, como legenda a esta foto, fazer uma pergunta: E AGORA, JOSÉ? Mas a minha irmã achou que não se perceberia : ) »
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    Um outro assunto conseguiu captar a minha atenção hoje. 
    Ahhhh Paulinho, nunca me enganaste! Como pode um homem fugir à sua natureza?
    Estou mortinha por te ouvir amanhã e saber como vais convencer-nos do quanto és bom rapaz. Fala, fala que o teu falar tem graça.



    O PODER DA DEMAGOGIA

    DEMAGOGIA:

    • Discurso ou acção que visa manipular as paixões e os sentimentos do eleitorado para conquista fácil de poder político
    • Termo de origem grega que significa "arte ou poder de conduzir o povo". A Demagogia é uma ideia política que consiste em apelar a emoções e sentimentos (amor, ódio, medo, inveja, desejo) para ganhar o apoio popular, frequentemente mediante o uso da retórica e da propaganda.
    • Arte de conduzir o povo a uma falsa situação. "A arte de conduzir o povo". Dizer ou propor algo que não pode ser posto em prática, apenas com o intuito de obter um benefício ou compensação.


     Começa como escrito nessa quadra de linhas aí abaixo o manifesto publicado no "Facebook" pela organização (?) da manif.
    «Que se Lixe a Troika! Queremos as nossas Vidas!»
    marcada para este próximo sábado, 15 de Setembro:
    «É preciso fazer qualquer coisa de extraordinário. É preciso tomar as ruas e as praças das cidades e os nossos campos. Juntar as vozes, as mãos. Este silêncio mata-nos. O ruído do sistema mediático dominante ecoa no silêncio, reproduz o silêncio, tece redes de mentiras que nos adormecem e aniquilam o desejo.»
    Pela parte que me toca acho muito bem que as pessoas se manifestem de acordo com a sua consciência - o direito à manifestação é um dos pilares da Democracia.
    Salvaguarde-se que há que ter em  conta que se pretende que se  manifesta a consciência, a  racionalidade e não apenas um estado de alma, sentimentos e emoções que, por muito compreensiveis e justificados que sejam em nada contribuem para a resolução dos problemas reais nem para a alteração do status.
    A subjectividade é um direito humano que reproduz a variedade de opiniões e criatividade;
    A objectividade funda-se em factos indiscutíveis, ou passiveis de discussão estéril.

    Facto: A Torre Eiffel existe.
    Seja qual for a opinião que tenhamos acerca da Torre, ela existe. Podemos deita-la abaixo, acrescenta-la ou pinta-la de cor de rosa, nada altera o facto de que actualmente ela existe.

    Facto: a situação de ruptura económica de Portugal existe.
    Em Abril de 2011, ou seja, há exactamente um ano e meio, Portugal faliu: o dinheiro que o Estado português tinha nos seus cofres não chegava para pagar os salários e pensões de reforma.( É. Em Abril de 2011 Portugal tinha nos seus cofres 300 milhões de euros; para termos comparativos, Tom Cruise ganha por ano 60 milhões de euros)

    Por mais que o governo em funções, em Abril de 2011,  ainda presidido por José Sócrates, se tivesse negado a assumir a absoluta necessidade de pedir um resgate europeu viu-se forçado a fazê-lo. O governo, e os partidos maioritários, comprometeram-se com as condições especificadas pelo Fundo Monetário Internacional, o Banco Central Europeu e a Comissão Europeia, vulgo "Troika" para que fosse concedido um empréstimo que resgatasse, literalmente, a insustentável situação económica e social do Estado português. E pudemos então respirar, ou seja, pagar a funcionários, serviços e subsidiados do Estado - o que também é um facto.

    Pudemos respirar mas, provavelmente, não quisemos tomar consciência das obrigações que contraíamos nem das incontornáveis alterações que teríamos de impor ao país, a todos nós.
    Não foi, não é, nem será, mais possível continuarmos a viver dentro da esquemática económica em que vivíamos.
    O dramático "aperto" em que nos encontramos é directamente proporcional à rebaldaria em que passivamente vivemos, aos astronómicos gastos a que nos habituamos muito acima da nossa real condição de pequenos-produtores/grandes-consumidores
    E agora? Agora "aqui d´El rei qu´eu nã m´águento". Pois é, acontece sempre quando vem a factura da rebaldaria.
    E a culpa? A culpa é sempre de quem toma medidas reais para alterar uma situação menos penosa mas factualmente insustentável. Não, ninguém nos vai dar dinheiro para continuarmos a pagar tudo o que estávamos habituados a pagar. E temos de pagar o que pedimos se queremos ser levados a sério, se quisermos manter o crédito aberto para os nossos lusos desaires, se quisermos conquistar mercados. É duro mas é um facto.
    «... tomar as ruas e as praças das cidades e os nossos campos. Juntar as vozes, as mãos.»
    É bonito, é até poético, é poesia surrealista.
    Lembra-me um refrão em voga nos anos 70:
    "Junta a tua à nossa voz, avante camarada, avante e o Sol brilhará para todos nós"

    É revolucionário? Não. É demagógico, é manipulação:
    Quem concebe esta mobilização (e já a próxima greve geral) sabe que  o «queremos as nossas vidas» vai ao encontro de um desejo generalizado, um sentimento enraizado mas que a recuperação "da vida" não passa por aí; passa por uma estabilização da economia, por um aumento da produção, pela redução drástica da Despesa.
    Por passa apenas uma acção política concertada de conquista de poder e não a "espontânea reacção" no facebook. Por passa a mobilização de massas descontentes e fragilizadas com com um fim que nada tem a ver com a reconquista das nossas vidas
    Isto deveria ser óbvio mas, ao que parece, não é.

    Num ponto creio que a majoríssima parte dos portugueses estará de acordo: é fundamental conseguirmos a estabilização da economia, o aumento da produção, e a redução drástica da Despesa.
    O "desacordo" começa não no que é fundamental mas na forma de o conseguir e, se coloco "desacordo" entre aspas, é porque para discordar de algo é necessário conceber uma ideia ou acção alternativa e praticável que se opõe, caso contrário não se trata de desacordo mas de mera contestação.
    Contestação vejo muita, propostas de alternativas nem por isso.

    Tomemos o caso da redução da Despesa Pública.
    Uma série de organismos e fundações têm os dias contados - foi anunciado pelo governo.
    OK. Só quero ver quando "os baluartes da redução da Despesa" constatarem que os seus ganha-pão vão ser encerrados, se não lhes dá para mudarem o seu móbil contestatário.

    E mais. E pior... Mais grave.
    A redução eficaz da Despesa pública, a redução do déficit orçamental, seria possível se fossem cortados (leia-se despedidos) cerca de 100 mil activos (leia-se trabalhadores), para mais e não para menos, do sector estatal. O governo opõe-se a fazê-lo.

    Pergunto: alguma das almas que considera «Que se Lixe a Troika! Queremos as nossas Vidas» se ergueria no meio da manif. para gritar: «Queremos as nossas Vidas, despeçam 100 mil pessoas»? Hum... não creio.
    E não respondam «mas não é preciso». É. O aparelho de Estado tem mais peso do que aquele que o Estado suporta.
    «Ah, mas há outras maneiras». Há? OK, digam quais, preto no branco, concretamente, sem facilitismos, romantismos nem demagogias.
    «Para começar «Que se Lixe a Troika!»

    Meus amigos, se não fora a Troika tínhamos deixado de comer há um ano e meio, e isto é um facto. Pode ser contestado à vontade mas a Torre Eiffel existe na mesma - assim como a falência nacional. Deixemo-nos de romantismos, precisamos ser adultos e racionais.
    Não fora a Troika e os lixados somos nós, a verdade é esta doa a quem doer. Só nós podemos sair disto.
    Talvez isto vos soe familiar e razoável:
    «Queres independência? Acho muito bem. Ganha-a, a refilar não chegas lá».


    .

    11

    11 anos depois do dia 11,
    o dia que mudou o mundo.

    O dia que nunca vou esquecer



    MANEL ZÉ

    Talvez não seja a melhor forma de o fazer mas não quero pegar no telefone e dizer aos nossos amigos; sei que viriam conversas que não quero ter.
    Espero que me entendam, que aceitem.


    MANEL ZÉ
    1959 - 2012

    Uma vez o Manel Zé disse-me:
    «Sou feliz porque estou como quero e tenho tudo o que quero; o que não sou ou não tenho não me é essêncial mas, pela primeira vez, acredito que sou capaz de chegar onde quiser»

    Foi de facto assim, por algum tempo. Depois caiu uma noite sombria e os sonhos dele liquefizeram-se como se tivesse bebido a vida inteira de um só trago.

    Lamento profundamente que não tenha usufruído da sua vida com todo o esplendor que merecia, que conheceu.

    Lamento que tenha partido sem voltar a ser feliz




     .

    DOIS SERES HUMANOS

    Uma história escrita por um taxista de Nova Iorque
    Publico-a aqui porque calou fundo em mim, deixou por momentos um silêncio doce e tive a sensação de "pensar em nada"; não há, de facto, mais nada a acrescentar.

    Deixo, aqui na introdução, as três últimas frases deste relato sensivel e despretencioso:

    «Penso que não fiz nada de tão importante na minha vida

    Nós fomos condicionados para pensar que as nossas vidas giram em torno de grandes momentos

    Mas grandes momentos apanham-nos maravilhosamente de surpresa  envolvidos naquilo que outros podem considerar um momento banal»


    «I arrived at the address and honked the horn. After waiting a few minutes I honked again. Since this was going to be my last ride of my shift I thought about just driving away, but instead I put the car in park and walked up to the door and knocked.. 'Just a minute', answered a frail, elderly voice. I could hear something being dragged across the floor.

    After a long pause, the door opened. A small woman in her 90's stood before me. She was wearing a print dress and a pillbox hat with a veil pinned on it, like somebody out of a 1940's movie.

    By her side was a small nylon suitcase. The apartment looked as if no one had lived in it for years. All the furniture was covered with sheets.

    There were no clocks on the walls, no knickknacks or utensils on the counters. In the corner was a cardboard box filled with photos and glassware.

    'Would you carry my bag out to the car?' she said. I took the suitcase to the cab, then returned to assist the woman.

    She took my arm and we walked slowly toward the curb.

    She kept thanking me for my kindness. 'It's nothing', I told her.. 'I just try to treat my passengers the way I would want my mother to be treated.'

    'Oh, you're such a good boy, she said. When we got in the cab, she gave me an address and then asked, 'Could you drive through downtown?'

    'It's not the shortest way,' I answered quickly..

    'Oh, I don't mind,' she said. 'I'm in no hurry. I'm on my way to a hospice.

    I looked in the rear-view mirror. Her eyes were glistening. 'I don't have any family left,' she continued in a soft voice..'The doctor says I don't have very long.' I quietly reached over and shut off the meter.

    'What route would you like me to take?' I asked.

    For the next two hours, we drove through the city. She showed me the building where she had once worked as an elevator operator.

    We drove through the neighborhood where she and her husband had lived when they were newlyweds She had me pull up in front of a furniture warehouse that had once been a ballroom where she had gone dancing as a girl.

    Sometimes she'd ask me to slow in front of a particular building or corner and would sit staring into the darkness, saying nothing.

    As the first hint of sun was creasing the horizon, she suddenly said, 'I'm tired.Let's go now'.
    We drove in silence to the address she had given me. It was a low building, like a small convalescent home, with a driveway that passed under a portico.

    Two orderlies came out to the cab as soon as we pulled up. They were solicitous and intent, watching her every move. They must have been expecting her.

    I opened the trunk and took the small suitcase to the door. The woman was already seated in a wheelchair.

    'How much do I owe you?' She asked, reaching into her purse.

    'Nothing,' I said

    'You have to make a living,' she answered.

    'There are other passengers,' I responded.

    Almost without thinking, I bent and gave her a hug.She held onto me tightly.

    'You gave an old woman a little moment of joy,' she said. 'Thank you.'

    I squeezed her hand, and then walked into the dim morning light.. Behind me, a door shut.It was the sound of the closing of a life..

    I didn't pick up any more passengers that shift. I drove aimlessly lost in thought. For the rest of that day,I could hardly talk.What if that woman had gotten an angry driver,or one who was impatient to end his shift? What if I had refused to take the run, or had honked once, then driven away?

    On a quick review, I don't think that I have done anything more important in my life.

    We're conditioned to think that our lives revolve around great moments.

    But great moments often catch us unaware-beautifully wrapped in what others may consider a small one....»


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    NEIL ARMSTRONG

    Neil Armstrong 
     5 de Agosto de 1930
    25 de Agosto de 2012 

    Aviador naval, piloto de testes, astronauta norte-americano, Professor de engenharia aeroespacial

     Em 1955 foi para a National Advisory Committee for Aeronautics (NACA), antecessora da NASA, como pilito de testes no  Lewis Laboratory em Cleveland.

    Foi seleccionado para astronauta da NASA em 1962 e integrou o segundo grupo de astronautas da agência espacial.
    Foi escolhido para o "Grupo dos Nove",  como eram conhecidos os primeiros astronautas norte-americanos selecionados em 1960 para o Projecto Mercury,e integrou o "Grupo dos Sete", tornando-se o primeiro astronauta norte-americano civil.

    Foi ao espaço pela primeira vez em 1966, como comandante da missão Gemini VIII

    Comandante da missão Apollo 11, foi oprimeiro homem a pisar a Lua, a 20 de Julho de 1969.

      

    "That is one small step for man, one giant leap for mankind"


    Neil Armstrong retirou-se da NASA no final de1970 e tornou-se Professor de engenharia aeroespacial na Universidade de Cincinnati onde permaneceu até 1979

    No passado dia 7 de Agosto, Armstrong foi submetido a uma cirurgia cardíaca de emergência.
    Esteve em recuperação no hospital em Cincinnati, cidade onde morava com a sua mulher. Faleceu, ontem, 25 de Agosto, em Columbus, Ohio, com 82 anos.


    Link NASA, Neil Armstrong, 25/08/12

    O DESTINO NAS ESTRELAS

    A previsão de (o próximo...) fim do mundo actualmente mais validada é a marcada para o solesticio de Inverno, a 21 de Dezembro deste ano, quando a Terra estiver alinhada com o Sol e com o centro da Via Láctea, a galáxia que integra o nosso sistema solar.

    Há quem jure a pés juntos que a coisa vai dar para o torto, o nosso destino está escrito no preciso e complexo calendário Maia. o  tzolkin, que data de, pelo menos, o Séc.VI A.C.
    Os que pretendem uma "abordagem científica" baseiam as suas conjecturas no facto de existir no centro da Galáxia  um buraco negro super-maciço e este alinhamento irá provocar uma mudança do campo magnético da Terra com consequências fatídicas.
    O que estes "cientistas" se esquecem de abordar na elaboração das suas conclusões é que este tipo de alinhamento não vai acontecer pela primeira vez na história da Terra e variações no campo magnético acontecem periodicamente.

    Porque é que há tantas pessoas que gostam de construir filmes de terror fatais como destinos inalteráveis da humanidade? Que necessidade é esta de transmitir (e sentir?) esta implacável impotência perante o horror inevitável?
    Não entendo.

    Sem qualquer carga astrológica positiva ou negativa - até que um qualquer bruxo chanfrado se lembre de difundir presságios - é um outro alinhamento, a meu ver bem mais gracioso, que irá ocorrer na noite de 3 para 4 de Dezembro próximo cerca de uma hora antes do nascer do Sol:
    os planetas Mércurio, Vénus e Saturno alinhar-se-ão com as três grandes pirâmides egípcias.
    Este fenómeno natural ocorre a cada 2732 anos e, ao que parece, não anuncia o fim do mundo, nem o início da paz na Terra.


    Por mim bem gostaria de estar no Egipto a ver de perto.


    .

    EU GOSTO DO VÍTOR GASPAR

    Eu sei que há quem não me perdoe mas, por muitos adjectivos pejorativos que me possam aplicar, EU GOSTO DO VíTOR GASPAR. Pronto.
    Não "gosto" dele por questões partidárias, estou-me completamente borrifando para os partidos, embora nunca deixe de votar: há uns que nunca deixam de votar e a abstenção é a mãe das falsas maiorias. Também não gosto dele para o convidar para tomar café ou coisa decorrente. Não é por aí.
    Gosto dele porque acredito nas suas capacidades, no seu trabalho, na sua despreocupação popularista, na sua forma explicita  tranquila de expor as questões, enfim, na sua competência descomplexada e arejada.

    (Nesta altura já há uma boa percentagem de leitores a insultar-me e a passar para outro blog mais esclarecido)


    Há tempos o nosso 1º  disse que temos de nos deixar de pieguices - o que é tão verdade quanto anti-eleitoralista. Caiu o Carmo e a Trindade, aqui d'El Rei que o gajo chamou piegas ao povo! Uma gaita, só não percebeu quem não quis (ou não percebe além do B-A BÁ). Quando um país está "de gatas" tem arregaçar as mangas e levantar-se, não vale a pena militar na berraria de que a vida está dura, já todos sabemos, e sentimos. Há que plantar a bananeira, berrar por bananas não mata a fome nem dá sombra.

    E, perguntarão, o que é que lhe deu para agora de repente vir com este relambório todo como se alguém quisesse apedrejar o Vítor Gaspar mais do que é quotidianamente habitual?

    Acabei de ler um pequeno, e claro, artigo do analista económico Camilo Lourenço, com quem muitas vezes concordo e outras quantas nem por isso  -  não das suas análises económicas, não tenho conhecimentos para tanto, mas das suas abordagens politico-sociais  -  e vejo escarrapachado exactamente aquilo que penso. (Deixo o artigo, na integra, aí abaixo)
    Vivemos durante décadas acima do que podemos, leia-se, do que produzimos, andamos a curtir com empréstimos a fundo perdido sem com isto criarmos meios, investimentos, rentáveis, temos um aparelho de Estado sustentado no insustentável e, ao batermos no fundo, leia-se, chegados ao dia em que foi impossível esconder que não havia com que pagar ao Zé-povo no mês seguinte, lá pedimos o tal resgate que "nunca seria pedido porque não havia derrapagem económica".

    E agora? Agora, apenas um ano e dois meses depois da tomada de posse do governo, anda tudo a apertar o cinto - o que, por mais que nos doa, era fundamental, os nossos hábitos de "poço sem fundo" têm de ser alterados - muitas pme's fecharam, muitas outras lançaram-se na exportação e conseguiram novos mercados, o aparelho de Estado tem vindo a levar um enorme esticão; só as mentalidades não se conseguem mudar em tempo recorde, o resto, por muito, muitíssimo, que falte, tem vindo a ser feito, em tempo recorde.
    Há quem não sinta o ar fresco nas narinas que vem do fundo do túnel, há até quem não o queira sentir.
    Eu sinto-o e acredito sinceramente que ali adiante, após mais algumas curvas e contracurvas, se encontra a saída. Podemos atrasar o passo por cansaço, por descrédito, por raiva; ou podemos manter a marcha, por dura que seja e progredir em direcção a uma outra vida.
    É como fazer uma dolorosa fisioterapia após um desastre grave. Não adianta ter pena de nós próprios, ninguém o pode fazer por nós, depende de nós, sem lamúrias.

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    Somos uns calimeros 

    Camilo Lourenço ( camilolourenco@gmail.com )
     22 Agosto 2012

    «Em 19 de Janeiro deste ano os juros da dívida a 10 anos estavam em 14,67%; ontem caíram para 9,18%. Em 19 de Janeiro os juros a cinco anos estavam em 18,46%; ontem caíram para 7,83%. Em 19 de Janeiro deste ano os juros da dívida a 10 anos estavam em 14,67%; ontem caíram para 9,18%. Em 19 de Janeiro os juros a cinco anos estavam em 18,46%; ontem caíram para 7,83%. Já no prazo a dois anos os juros estavam em 16,6% e ontem desceram para 4,76%. De referir que a comparação peca por defeito: o valor mais elevado ocorreu no final de Janeiro (os juros a cinco anos chegaram a encostar nos 21%)…
    Nos prazos de dois e cinco anos os juros até já estão abaixo dos valores de antes do pedido de ajuda externa. A descida é tanto mais notável porque ela se mantém apesar da queda do PIB (3,3% em termos homólogos) no segundo trimestre de 2012 e da turbulência em Espanha, para onde vão 24% das nossas exportações.

    Explicações para este comportamento há-as para todos os gostos: eventual intervenção do BCE; abertura a cedências no programa da Grécia; descida dos juros espanhóis e italianos… Há outra explicação, com mais peso: o trabalho desenvolvido por Vítor Gaspar no controlo das Finanças Públicas, que os investidores estão finalmente a reconhecer (a tendência de descida vem de Fevereiro…).

    Confesso que não entendo como é possível ignorarmos (analistas, políticos, opinion makers, etc) uma vitória como esta. Sim, porque é uma vitória (alguns cépticos até já dizem que é provável o regresso aos mercados em 2013…). Há muita coisa por fazer (estimular o investimento, reduzir o desemprego, aumentar a produtividade, voltar a crescer)? Sem dúvida. Mas para um país pequeno, que não gera capital suficiente para se desenvolver, convencer os investidores (em tão pouco tempo) que lhe podem voltar a emprestar dinheiro, é obra. Repito: é obra. Convinha que valorizássemos isso.»
    In "Negócios on line"

    PARA BOM ENTENDEDOR

    «Ó ALEX, ENTÃO NÃO COMENTAS NADA NO TEU BLOG?»

    «ANDAS TÃO CALADINHA...»

    « ETC, ETC»


     RESPOSTA:


     ____________________________



    Não se preocupem meus amigos, está tudo bem
    (acho que a "silly season" me deu com mais força este ano, só isso)