JAZZ
In Memoriam
Publicado por Alex. at quarta-feira, janeiro 17, 2024 0 comments
SEM LIMITES
Faz tempo que o designo por "Bode Maligno", faz tempo que digo que atravessamos um "reinado do maligno", querendo com isto significar que o consciênte colectivo atravessa uma fase de vigência crescente de tudo quando é mau, tolera-se o desrespeito pelos mais básicos limites como se fosse normal, é assombroso. A irracionalidade vigora como se a sociedade global fosse constituída por seitas lideradas pela mentira, pela disseminação do ódio, sendo a ignorância dos factos a maior prova de lealdade que se pode prestar a líders venerados como deuses: Trump, Putin, Kin JongUn, Xi...
Abaixo está o último anúncio de campanha do dito no final do qual, ou muito me engano ou prepara a ascensão do seu primogénito à Casa Branca dando continuidade à "sagrada dinastia" .
Não teço comentários, para quê?
Publicado por Alex. at segunda-feira, janeiro 08, 2024 0 comments
2024, A INCÓGNITA
Por mais estrondosa que seja a Passagem d'Ano - desta vez passei-a de forma pacífica e sossegada, estritamente em família e, abraços à parte, creio que o momento mais alto terá sido o magnífico fogo de artifício de Londres que tem a vantagem de ser o único à mesma hora de Lisboa mas sem o "banho Tuga" e as mini-entrevistas deprimentes no Terreiro do Paço - só me convenço de que um novo ano está a começar quando chega o Dia de Reis, quando deixo de ouvir "Feliz ano Novo" a cada passo, quando as luzinhas se começam a apagar e o bolo rei deixa de nos ser impingido em grandes tabuleiros à beira de qualquer inocente café.
Ontem fiz uma deslocação prolongada e pouco mais tinha para me ocupar durante esse tempo do que as minhas congeminações e solilóquios silenciosos. O mote? 2024... Não se me aparenta muito auspicioso...
Desde que Putin começou a ameaçar ataques nucleares a coisa tem vindo a piorar a passos largos. Não as ameaças de Putin, esse é diabólico, não estúpido, mas o termómetro do ponto de ebulição mundial tem vindo a subir, a subir... Como se não bastassem as crises migratórias, a regressão económica pós-Covid, a destabilização social, económica, política e de segurança da Guerra na Ucrânia, a crescente ocupação terrorista da África, a ameaça expansionista de uma China em declínio, as taras megalómanas da Coreia do Norte, a obtusidade que reina no partido republicano nos EUA, a rematar o último trimestre de 23 deu-se aquele selvático ataque terrorista a Israel que descambou naquela barbaridade genocida em Gaza. E mais além? O Líbano está na calha... O Mar Vermelho na ordem do dia... A Síria não conhece paz e o Iraque é um alvo adiado. 2024 estreia-se com um ataque terrorista no Irão... Abstenho-me de comentar.
Deparamo-nos com uma variedade de desafios que têm implicações drásticas para a democracia e a estabilidade de uma paz trémula. O mundo enfrenta ameaças às instituições, aos valores democráticos, aos mais básicos direitos humanos, ao direito internacional, enquanto o autoritarismo, a diminuição do espaço cívico e a desinformação disseminada conhecem alguns dos seus melhores dias.
2024 será ano de uma avalanche de eleições, quase 80 países irão a votos, votações umas mais reais do que outras. Começando em Taiwan, onde de hoje a uma semana se joga a posição face à China, segue-se a Rússia que já tem vencedor, a menos, talvez, que o czar caia nas escadas do Kremlin do primeiro ao último degrau. Também Portugal irá a votos - o que só terá grande interesse para os portugueses e alguma relevância para a U.E. - segue-se a India onde não se preveem grandes alterações. No Reino Unido a coisa não será pacata, terão de ser marcadas eleições até Janeiro de 25, aguardemos. A África do Sul e o México poderão trazer surpresas; acabando nos EUA, onde vai a jogo tudo e mais alguma coisa; no meio disto tudo há que considerar as eleições europeias, às quais demasiados não ligam e que a todos dizem respeito.
É absolutamente claro que o mundo passará por profundas transformações: as mudanças económicas, os avanços tecnológicos, as alterações político-sociais irão moldar a nossa situação global. Os desafios cada vez mais óbvios das alterações climáticas, a desigualdade social e a agitação política terão de ser enfrentados com uma consciência arguta e adulta: as mudanças que atravessamos exigem colaboração e soluções inovadoras. A divisão crescente e o regressismo obsoleto e obtuso não deixam transparecer grandes esperanças. Que não falhe o propósito e não falte a coragem
Por agora dou graças pelo que tenho, pelo fim de ano pacífico e acolhedor que para tantos seria um luxo, um sonho. Que assim permaneça na alvorada do próximo ano
Publicado por Alex. at sábado, janeiro 06, 2024 0 comments
VOTOS DE ANO NOVO
Que todos os Mr, e Ms, Scrooge do mundo tenham encontros com os seus fantasmas passados, presentes e futuros todas as 366 noites do ano ( sim, 2024 é bissexto)
Agora que o Costa foi embora que leve com ele o Santos e todo o nepotismo instalado, a cáfila corrupta, os boys, as girls e os jobs da treta ; quanto ao outro tenho de esperar por 2026.
A paz mundial, claro, para que as "Misses" de todos os tempos vejam finalmente os seus sonhos realizados. E eu também ficava contente, confesso.
Que o Trump tenha o pior ano da vida dele e desapareça, seja lá como for.
Que o Putin tenha o pior ano da vida dele e caia pela escadaria do Kremlin a bater com a cabeça em cada degrau e depois lhe deem um cházinho daqueles...
Que Zelensky, Navalny, A. Massoud e todos os que têm empenhado as suas vidas pela liberdade e dignidade dos seus povos, líders e anónimos, vejam as suas causas florescer e vingar.
Que Netanyahu e os seus comparsas passem o resto dos seus dias a ver, na TV, a constituição do Estado da Palestina.
Que o povo de Israel reveja a sua história recente - séc.XX - vote em conformidade e possa viver em paz.
Que Xi veja a sua salvação no anarcocapitalismo permitindo-se lembrar que, se continua com aquele mau feitio, Taiwan será a "nova Ucrânia". ..
Que os terroristas islâmicos entrem todos no paraíso.
Os terroristas não islâmicos se encontrem com os islâmicos no paraíso
Que a ultra-direita se agregue com a esquerda-radical e vão, nas naves de Musk, colonizar Marte e por lá fiquem a lixar-se uns aos outros (e levem o Musk, claro) .
Que Justiça se passe a escrever sempre com maiúscula e que Portugal seja pioneiro.
E...
Que todos os idosos possam viver os seus últimos anos de acordo com a dignidade com que viveram a sua maturidade.
Que os gajos que batem nas mulheres sejam todos apanhados numa esquina e que levem um valentíssimo enxerto que culmine numa violação feroz (não, nunca nenhum gajo me bateu mas a coisa enoja-me).
Que todos os gajos e gajas que maltratam crianças, seja de que forma for, sejam apanhados numa esquina e que levem um valentíssimo enxerto que culmine numa violação feroz (não, nunca fui maltratada mas a coisa enfurece-me).
Que todas as associações que cuidam, de facto, de crianças tenham os meios económicos e humanos para o fazer.
Que todos os gajos e gajas que maltratam animais, seja de que forma for, levem um valentíssimo enxerto e sejam fechados numa jaula uns com os outros.
Que todas as associações que cuidam, de facto, de animais tenham os meios económicos e humanos para o fazer.
Que a comida que existe no mundo seja melhor distribuída; já agora que os tais 1% tenham mais consciência moral e que a percentagem aumente exponencialmente.
Que os solos aráveis sejam arados e não se tornem campos de golf ou outras maluqueiras, que deixem de ser alcatroados como se não houvesse amanhã.
Que os meios clínicos - técnicos, estruturais e humanos - sejam disponibilizados a todos os seres em função da gravidade e sofrimento inerentes à sua condição.
Que a Educação e o desenvolvimento cultural sejam entendidos como bens de primeira necessidade à evolução da espécie humana e não apenas "direitos fundamentais" declarados mas sempre adiados
Que a sorte proteja os audazes e desnude os cobardes, que ilumine os solidários e confronte os egoístas.
E todos os outros desejos, ideias e sonhos que só me assaltam quando estou quase a adormecer.
Um 2024 pacífico, benévolo, consciencioso e humano para todos vós que sois boas pessoas; Os outros... Que evoluam, amadureçam, empatizem... ou desapareçam.
Publicado por Alex. at sexta-feira, dezembro 29, 2023 0 comments
POR DEUS, FAÇA-SE SILÊNCIO
Em 2022 o Natal foi difícil, as imagens do Natal na Ucrânia caíam-me como pedras de gelo mas havia um desfasamento de quase uma quinzena de dias entre o Natal católico romano e o ortodoxo, de alguma forma conveniente as emoções diluíam-se. Este ano, 2023, os ucranianos passaram a celebrar o Natal a 24/25 de Dezembro quebrando de vez todos os laços com o patriarcado russo
Este ano... Não tenho palavras para este Natal: muito sofrimento, muitas crianças no escuro, sem família, sem nada do que tomamos por certo
Este ano é quase pecaminoso que se celebre o Natal em festa no mundo, é quase uma traição ao espírito do Natal, à mensagem de Jesus. Como gritou bem alto o Papa Francisco «Todos, todos, todos». TODOS não é "Alguns".
Alguns de nós, melhor ou pior, com mais ou com menos, temos Natal, outros nada têm, nada, NADA.
Muitos ajoelham-se em adoração a um menino, a uma menina, a milhares de crianças que já não respiram...
Não tenho palavras
Expresso-me por imagens, como esta:
E se Jesus nascesse em Belém em 2023?
Sobreviveria?
Sobreviveria a hoje, Dia de Natal , o mais mortífero dos dias desde o início da guerra? Sobreviveria aos raptos, a ser feito refém, às bombas? À fome? À desidratação? A não ter onde e como tratar os seus ferimentos? A infecções respiratórias e gastro-intestinais que abrem uma segunda frente de batalha para a qual não há quarteis, munições nem combatentes que cheguem? Sobreviveria ao ódio?
Não tenho palavras, expresso-me pelas palavras de outros
Papa Francisco - Belém - 25 Maio, 2014
Em Belém o Papa Francisco referiu-se diretamente ao "Estado da Palestina" e apelou a ambas as partes para que tenham a coragem de forjar a paz.
«Durante décadas, o Médio Oriente conheceu as consequências trágicas de um conflito prolongado que infligiu muitas feridas difíceis de curar. A situação tornou-se cada vez mais inaceitável. Mesmo na ausência de violência, o clima de instabilidade e a falta de compreensão mútua produziram insegurança, violação de direitos, isolamento e fuga de comunidades inteiras, conflitos, carências e sofrimentos de todo o género.» - Vídeo abaixo
Publicado por Alex. at terça-feira, dezembro 26, 2023 0 comments
O MANTRA
Durante o Verão de 2019, que antecedeu as presidenciais nos EUA, referi algumas vezes em conversas com uma ou outra pessoa, daquelas que, como eu, gostam de misturar política com um café ou um almocito em tête-à-tête, que se Trump perdesse as eleições iria promover uma insurreição civil em Washington na tentativa de um golpe de Estado (O que ele gostaria mesmo seria de uma guerra civil ou, no mínimo, uma insurreição civil e militar. Pois, mas isso seria o que ele gostaria). Na altura vi no olhar dos poucos interlocutores a quem ousei a expor as minhas convicções um "mas que exagero...", aos mais simpáticos...
E depois veio o absurdo materializado na loucura feroz do 6 de Janeiro...
Nem nos meus "exageros" inconfessos acreditei ver tanto quanto o que todos vimos
2023 - Nesta altura já está "na estrada" a campanha republicana para a escolha do candidato às presidenciais 2024 e, por estranho que pudesse ser num mundo coerente, Trump lidera com vantagem o pequeno pelotão da frente. Mas uma coisa é ganhar uma nomeação para candidato a presidente - o que seria inconcebível no tal mundo coerente - outra é ganhar as presidenciais; e Trump sabe disso, muito bem, empiricamente. Precisa de se precaver, ser mais eficaz na angariação de néscios. Aqui aplica-se aquela sábia máxima "Quem vai para o mar avia-se em terra". Se Trump ganhar as eleições (que todos os conjuros do universo nos protejam) ganhou, se perder... também ganhou, como sempre
Ahhh, mas...
Mas desta vez Trump está a arrecadar "munições" atempadamente. Desta vez prepara uma guerra civil começando por onde é mais difícil arquitectar, pelas mentes dos mais ignorantes americanos (e são muitos). Infelizmente não é só nos slogans nem nos longos discursos inflamatórios nos quais a Verdade não tem visto de entrada, é na mais crédula adesão dos seguidores do seu culto, apaixonados e irracionais. Não me refiro à cáfila de políticos que nada mais quer para além de um lucrativo lugarzito ao Sol onde os seus egos se possam banhar, refiro-me aos "zés" e às "marias" lá do sítio, cegos e surdos a tudo o que não seja comunicação e "informação" aprovada pelo líder da seita
Oxalá fosse um exagero meu mas basta olhar com olhos de ver; os comícios, as hostes manifestantes, empunham o mantra destinado a infiltrar nas suas cabecinhas isoladas da realidade que: "Se for preciso morrer para defender o que queremos (leia-se, o que o líder quer) aqui estamos, morreremos para libertar a América", e o líder se se atreverem a condena-lo criminalmente.
Trump precisa ser presidente não só para saciar a sua sede de vingança - ele próprio o disse, "Eu serei a vossa vingança" - como para se esquivar a múltiplas penas de prisão.
E... Para isso 4 anos não lhe chegam.
Não digo mais, se uma imagem vale por mil palavras deixo-vos menos de 1 minuto e meio de imagens bem eloquentes.
Mais abaixo fica uma outra imagem a que não resisti, não pretende lavar os pequenos cérebros, é apenas a desejada projecção de um cérebro nada lavado
(Anexo o link de onde a tirei, se o visitarem não deixem de clicar na caixa "TRUMP VIP TOURS"")
| LINK: The Official Home of Trump Won | Trump Swag |
Publicado por Alex. at terça-feira, dezembro 19, 2023 0 comments
O MISTÉRIO DO DOSSIER DESAPARECIDO
Finalmente "O Mistério do Dossier Desaparecido" veio a público, foi precisa uma persistente investigação jornalística da CNN e um artigo de fundo no New York Times para se falar nisso, e o "isso" não é coisinha irrisória: são vidas, fontes, métodos, cadeias de transmissão e, em última análise, a forte probabilidade de uma traição de segurança, nacional e internacional. Talvez fosse melhor estar no segredo dos eleitos... Sobretudo se forem re-eleitos...
Estava num cofre, dentro de uma caixa-forte, no quartel-general da CIA em Langley
Soou o alarme quando profundas preocupações do actual governo e da comunidade de Inteligência e Segurança pediram um briefing ao Comitê de Segurança do Senado (presidido pelos democratas) em 2022: os documentos que compunham o dossier de Inteligência relativa à investigação com o nome de código "Crossfire Hurricane" de-sa-pa-re-ce-ram. Sumiram sem deixar nota de despedida. Desvaneceram-se.
O dossier da "Crossfire Hurricane", com mais de 2 700 págs, 10 polegadas de altura (+-25cms) contém (ou, nesta altura, talvez seja melhor dizer continha) Inteligência sobre e da Rússia, informação sobre as acções desencadeadas com o objetivo de eleger Trump em 2016; mandatos e transcrições de escutas e mensagens, formulários de Segurança Nacional... E as mais sensíveis informações da comunidade de inteligência, americana e dos mais próximos aliados da NATO sobre influencia, contactos e procedimentos próprios e da rede russaA coisa começou assim:
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| (Doc. anexo - Original link) |
Como iam ser analisados para desclassificação, e apesar desta análise ser da competência do Dep. de Justiça, os dossiers foram transportados para a Casa Branca e por lá estiveram, foram vistos e revistos por sabe-se lá quem, o que só por si é assustador se tivermos em mente o absoluto desleixo em que foram encontrados os documentos secretos em Mar-A-Lago e as exibições que Trump fez de alguns destes documentos a convidados, até estrangeiros.
Mark Meadows, o fidelíssimo e último chefe-de gabinete de Trump, foi um dos sujeitos que mais manuseou o dossier na Casa Branca e foi visto a fazê-lo por quem o assessorava; Cassidy Hutchinson, secretária de Meadows, que depôs perante a Comissão de Investigação ao 6 de Jan., viu Meadows entrar no seu automóvel com o dossier original Crossfire Hurricane - sem qualquer conteúdo "redigido" (censurado) - debaixo do braço e ficou a perguntar-se onde iria ele com "aquilo"
Mark Meadows entregou alguns documentos classificados ao departamento de Justiça alguns MINUTOS antes de Biden assumir a presidência, mas não o dossier. Os seus advogados declararam à CNN que : «O senhor Meadows está absolutamente ciente e em concordância com o requerido para o tratamento de material classificado e entregou todo o material que tinha em sua posse. Qualquer sugestão de que seja responsável pelo dossier desaparecido ou outros é absolutamente errada»
A publicada intensão de desclassificar parte do conteúdo do dossier sobressaltou gravemente as Inteligências aliadas que de imediato preveniram de que seriam assassinadas várias pessoas, fontes e agentes, para além da crítica divulgação de métodos, caso tais informações fossem divulgadas.
Trump disse que iria divulgar mas não o fez. Por que o disse, escreveu e requisitou? Aqui a trama adensa-se... (Doc. anexo - Original link)
Obviamente nunca pretendeu fazê-lo mas declarar tal intensão foi sem dúvida a forma mais fácil e menos indiscreta de apanhar os dossiers fora da caixa-forte de Langley.
E quantas cópias existem? Segundo a investigação da CNN, já independentemente corroborada, múltiplas cópias foram feitas durante as últimas horas da presidência Trump com o objectivo de serem distribuídas a alguns congressistas republicanos assim como a alguns jornalistas ultra-direita. Talvez o camarada Steve Bannon tenha visto passar alguma ou o entusiasmante Tucker Carlson, tudo gente séria e muito patriota. E Roger Stone, terá tido direito a alguma? Merecia...
Um antigo assessor de Trump para a segurança nacional, quando inquirido sobre a sua reacção ao conhecer o conteúdo do dossier foi sucinto mas claríssimo na sua resposta: “Holy cow.”
Terá alguém entregado os dossiers à Rússia? (Pode lá ser... 😎)
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Publicado por Alex. at domingo, dezembro 17, 2023 0 comments
SENSIBILIDADE E BOM SENSO
Já não me lembro bem de quando terá sido, creio que pelo início de 2022 (mas posso estar enganada) a Concha começou a publicar umas fotografias de esculturas cerâmicas feitas por ela. Mãe, e avó, de grande família, mulher de armas, de repente transbordou a sua alma inequivocamente de artista. De alguma forma não me surpreendeu, desde sempre que nela se intuí uma sensibilidade muito além da média.
O seu trabalho, as suas criações, têm um cunho pessoal diferente de todas as outras, são claramente originais na sua essência, não se confundem com cópias, estilos ou remakes e, penso eu, a originalidade é a primeira característica que distingue um artista de alguém com "jeitinho" que tem um hobby; a segunda será a sensibilidade. A Concha pode esbanjar ambas.Não muito tempo depois, ainda em 2022, creio que em Setembro, a Concha fez a sua primeira exposição, sei que fruto de muito trabalho e garra. Já não me lembro porquê mas não pude ir. Outras se seguiram, algumas há bem pouco tempo mas as bruxas andavam à solta e, com sincera pena, também não fui.
Hoje, dia 14, lá mais para o fim da tarde será inaugurada uma nova exposição de trabalhos seus no Museu do Oriente e por lá ficará até 25 de Fevereiro. Quero lá saber que chovam picaretas, já tarda para lá da demora atrasada.
Passem por lá, aposto que não irão dar o tempo por mal gasto
Publicado por Alex. at quinta-feira, dezembro 14, 2023 0 comments
AS GUERRAS QUE NÃO VEMOS
O mundo está ferido por múltiplas guerras, guerrilhas e confrontos que decorrem um quanto lateralmente sendo a "relevância" estabelecida pelo foco dos média; bastou a deflagração de um inferno em Israel/Gaza para que o martírio que ocorre na Ucrânia fosse passado para os títulos pequenos de 1/4 de página e a relato após o intervalo nos noticiários. Da fronteira Israel/Libano presentemente vai-se falando, baixinho, porque, "de repente" vem a propósito o Hezbollah mas tantos outros horrores raramente merecem referência: Myanmar, Níger, Nigéria, Burkina Faso, Mali, Tunísia, Etiópia, Eritreia, Sudão e Sudão do Sul, Rep.C.Africana, Moçambique, Somália e Quénia, a fronteira Afeganistão/Paquistão, India, R.D.Congo/ Ruanda, Iraque, Filipinas, Iémen, Chipre, Líbia, Síria, a fronteira Turca com a faixa curda, Nagorno-Karabach, Georgia, Moldova, Colômbia, México... E , e, e...
Pouco ligamos àquilo que não nos ameaça, directamente; ou que julgamos não nos ameaçar. De vez em quando soa um alarme e, quem não seja muito distraído, pode aperceber-se de que se trata de um rastilho aceso sem que saibamos muito sobre o comprimento da mecha.
É o caso do que se está a passar no mar vermelho com os ataques operados pela milícia de rebeldes Houthis, mais uma a soldo do Irão e auto-intitulada "Exército do Iémen", onde se mantém sediada ocupando o espaço político do governo internacionalmente reconhecido. Não contentes com a dupla provocação de disparos de mísseis contra Israel (a quem sonegaram um navio comercial a 20 Nov. último - Vídeo abaixo) , de caminho sobrevoam a Arábia Saudita (que atacam desde 2016) , desde há 6 semanas bombardeiam navios comerciais que navegam pelo Mar Vermelho "porque são israelitas, ou porque podiam ser israelitas, ou porque são amigos dos israelitas, ou porque podiam ser"; e navios militares americanos que, por agora, são os únicos que por ali aparecem em missão semelhante a um "Iron Dome" tentando que o rastilho não atinja um ponto de explosão.
É assim, vivemos assim.
Só no domingo, 3/12, um dos navios de guerra americanos, o destroyer USS Carney, respondeu a múltiplos ataques de rebeldes Houthis, a si e navios comerciais no mar vermelho ao longo da costa do Iémen durante cerca de 7h. O USS Carney estava na ponta sul do mar vermelho, perto do estreito de Bab-el-Mandeb entre o Iémen e o Djibouti, em águas internacionais perto da passagem para o Golfo de Áden. Foi reportada intensa actividade de drones e diversas explosões, soaram pedidos de ajuda: 4 ataques a 3 navios comerciais, com alguns estragos mas sem vítimas
O primeiro ataque dirigiu-se ao USS Carney, com drones que foram abatidos.
Depois foi detectado um míssil, também abatido, apontado a um navio comercial britânico, o Unity Explorer, que navegava sob a bandeira das Bahamas. Seguiram-se dois ataques com drones a mais dois navios comerciais.
Os rebeldes Houthis reivindicaram os ataques com grande orgulho e pompa afirmando que continuarão enquanto perdurar a guerra contra o Hamas. Vídeo abaixo (aconselho coca-cola e pipócas a acompanhar)
O recado do Irão está entregue, a rota comercial pelo Mar Vermelho, que dá acesso ao Canal do Suez está comprometida (leia-se guerra). E não queremos cá essa gentalha infiel do Ocidente a bisbilhotar o Golfo Pérsico, queremos navegar e exportar sem engulhos. Quem quiser segurança que vire para baixo, passe o Cabo das Tormentas e dê a volta a África, é já ali
A ausência de vítimas e de danos significativos tem permitido aos USA a manter-se longe de uma resposta, de uma reacção urgente e, simultaneamente, têm conseguido evitar a escalada de confronto com Israel e manter a versão de "não existir a certeza de que se trate de ataques directos a navios de guerra americanos"... (Abençoado Biden que tem a cabeça bem firmada)
No entanto disseram : «Temos todas as razões para crer que estes ataques de rebeldes Houthis são totalmente sustidos pelo Irão; os US considerarão todas as respostas adequadas em plena coordenação com os seus aliados»
Vivemos assim, é assim, até ver
Publicado por Alex. at terça-feira, dezembro 05, 2023 0 comments
OPERAÇÃO "MURO DE JERICÓ"
ou A EXPIAÇÃO DA ARROGÂNCIA
Publicado por Alex. at sexta-feira, dezembro 01, 2023 0 comments
PERGUNTA (RETÓRICA)
Até às madrugada de hoje, 28/11, foram libertados pelo Hamas, ao abrigo do acordo de cessar-fogo mediado pelo Qatar, 51 cidadãos israelitas, crianças e mulheres, idosas ou mães de reféns.
Uma menina com dupla nacionalidade norte-americana - que fez 4 anos em cativeiro - uma mulher de 62 anos com dupla nacionalidade sul-africana, um menino de 12 anos com dupla nacionalidade francesa, duas meninas de 15 e 8 anos com dupla nacionalidade húngara, duas mulheres, mãe e filha, de 67 e 38 anos e as suas duas crianças , de 8 e 3 anos, com dupla nacionalidade alemã e seis argentino-israelitas
e
17 tailandeses, 1 filipino
| Ron Krivoy, 25 - 26/11/23 |
Por que acedeu o Hamas a libertar um, e único, refém homem judeu?
Enquanto permanecem, pelo menos duas mulheres USA em posse do Hamas, pelos menos 10 britânicos, incluindo um bebé de 6 meses que aparece num vídeo a ser levedo com o seu irmão de 3 anos e a mãe de ambos...
Sim, eu sei, "há animais mais iguais do que outros", o que não há é "almoços de borla"
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Entretanto...
Uma força-tarefa financeira multinacional está a trabalhar para reprimir o financiamento ao Hamas e a outros grupos militantes terroristas.
Publicado por Alex. at terça-feira, novembro 28, 2023 0 comments
ELES NUNCA SE ATREVERÃO
Apesar das tentativas de bi-polarização e distorção do que Guterres disse, por mero ataque de polítiquice orquestrada de quem o quer substituir por um "mais a jeito", em momento algum Guterres minimizou o selvagem ataque a Israel: “Nada pode justificar o assassinato, o ferimento e o sequestro deliberados de civis, ou o lançamento de mísseis contra alvos civis”, nas suas palavras, como não minimiza a trágica situação dos habitantes da Faixa de Gaza para quem o Hamas, os seus vários primos e o grande padrinho se estão totalmente "nas tintas", é uma fundamental mais-valia ter tantas vítimas para mostrar nos noticiários
O HAMAS é uma milícia terrorista privada da República Islâmica do Irão, acolhedora de tresmalhados da ISIS, que tem por fim primeiro a aniquilação do Estado judaico de Israel e, por fim segundo, a promoção da "justiça islâmica" através da vitimização do "seu" povo, usado e abusado na prossecução destes objectivos.
Grave é a cegueira do actual, e batido, governo de Israel que a) se recusou a admitir a iminência mais do que anunciada e evidente de um ataque terrorista e b), na sua fúria de retaliação, tem vindo a cumprir a cada dia os mais prezados desejos dos terroristas islâmicos: a condenação criminal do Estado de Israel, a revolta ocidental crescente face à situação humana na Faixa de Gaza, o ressurgimento exponencial do anti-semitismo
Pior do que um autocrata egocêntrico só um autocrata egocêntrico estúpido.
Em 2015 foi feita a primeira série israelita "FAUDA", estreou na Netflix em 2016
O mínimo que posso dizer sobre esta série é que é profundamente pedagógica; não se trata de futurologia, trata-se das relações causa/efeito, da observação dos factos e ilação das consequências. Como disse o Secretário-Geral da ONU, e bem, "Os atos de 7 de outubro não aconteceram no vácuo". E não.
Deixo abaixo, em apenas 20 fotogramas, um extrato de um diálogo ficcional entre um líder de uma célula do Hamas e o seu braço-direito (FAUDA - série 1 - ep. 11); foi filmado há 8 anos, exibido por todo o mundo há 7. Sou levada a crer que Netanyahu não viu, ou se esqueceu,
ou não quis saber...
Essa é outra questão, não a que estou a abordar, a questão aqui é o que podiam (deviam) ter feito: tiveram tempo, tiveram meios, tiveram capacidade; por duas ou três razões não tiveram vontade nem visão, só arrogância e inconsciência. Netanyahu investiu em si, na aquisição de mais poder, na ocupação de mais território, na exploração de um fundamentalismo religioso com o fim de amplificar um nacionalismo radical. Nunca procurou conversações com a Autoridade Palestiniana derrubada pelo Hamas, o vazio ficou à disposição de quem o ocupasse sem oposição
Agora? Agora não haverão vencedores nem ética nem compaixão, a humanidade cobre-se de negro e sangue em Israel e em Gaza
Publicado por Alex. at sábado, novembro 04, 2023 0 comments
O INFERNO SUBIU À TERRA
28 OUTUBRO 2023
O INÍCIO
HOLOCAUSTO
1. [Religião] Sacrifício em que a vítima era consumida pelo fogo.
2. [Religião] Vítima oferecida em sacrifício.
3. [Figurado] Sacrifício; imolação; expiação.
4. [História] Homicídio metódico de grande número de pessoas, especialmente judeus e outras minorias étnicas, executado pelo regime nazi durante a Segunda Guerra Mundial. (Geralmente com inicial maiúscula.)
Origem etimológica:
latim holocaustum, -i, do grego holókautos, -on, sacrifício em que se queima a vítima inteira
in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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Estão abertas as portas do Inferno
Publicado por Alex. at sábado, outubro 28, 2023 0 comments
QUEM DIRIA?
Que Erdogan é o que é já se sabe, nem vou (outra vez) adjectivar o otomano, fico-me pelas pragas que lhe rogo, esse é de outras beiras, tem aquela importantíssima vantagem geo-estratégica que bem aproveita para fazer cócegas à NATO, mas é de outras paragens
O que nesta fase me leva a considerar fazer um curso para ampliação de conhecimentos de português obsceno são os europeus, que viveram - mal - durante décadas debaixo do asfixiante casco soviético e agora que pretendem ignorar toda a sua história no Séc. XX.
A extrema-direita actual, em particular a europeia, tornou-se a grande amigalhaça do aspirante a czar do império da URSS.
Quem diria?
Que a China e o Irão apoiem a Rússia entende-se, estranho seria se não o fizessem, e os filhotes, a Coreia do Norte, a Síria, a Nicarágua... E outros que "não existem" como a Bielorrússia, o Mali... A LePen e o Sarkosy e os primos que populam... Mas ex-repúblicas soviéticas europeias? Até o Azerbaijão, ex-URSS, mas esse é um semi-Estado e a presentear o seu "bom comportamento" acabou de ganhar o Nagorno-Karabakh; finalmente, bem pode agradecer ao patrão.
Se à saudosa época da queda do Muro de Berlim, quando a direita era direita e a esquerda era esquerda, viesse um Nostradamus qualquer dizer-me que "dentro de 30 anos vais ver a extrema-direita a apoiar a Rússia contra a Europa e os EUA " eu mandava-o tomar as gotas receitadas pelo psiquiatra
Agora? Agora não há gotas que cheguem para tanta alienação mental (e moral), vale tudo para garantir o poder e agradecer as interferências eleitorais
É assim, a título de exemplo porque não vale a pena fazer chover no molhado:
«A Hungria vai continuar a cooperar com a Rússia em matéria energética, apesar dos bloqueios europeus impostos ao petróleo e gás russos.»
"O sítio onde se compra energia nada tem a ver com política"- Péter Szijjártó, ministro dos Negócios Estrangeiros da Hungria.
Budapeste soviética
«O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, afirmou em Bruxelas que Budapeste tem orgulho em manter
aberta a comunicação com Moscovo.»
| Praga soviética |
Out. 2023
Como se não bastasse...
«A New York Times article that called him (Mike Jonhson) “the most important architect of the Electoral College objections” on Jan. 6, 2021, aimed at keeping Trump in office even after he lost.»
Acresce que o novo speaker do Congresso dos EUA, Mike Jonhson, um rapaz expedito que nas vésperas do "6 Jan." andou a recolher assinaturas para que os resultados das votações em 4 Estados em que Trump perdeu não fossem certificados e, depois da selvagem invasão do Capitólio, votou contra a certificação de Biden, disse ontem:
«After gaining the gavel, Johnson was asked whether he supports additional aid to Ukraine.“We all do…we are going to have conditions on that, so we’re working through, We want accountability, and we want objectives that are clear from the White House,“» THE HILL.COM
Publicado por Alex. at sexta-feira, outubro 27, 2023 0 comments
«VEJO UM HOMEM MALIGNO»
Enviou então uma declaração que foi lida por Miles Taylor, até certa altura chefe de Gabinete do Department of Homeland Security durante a administração Trump.
Taylor chegou a conclusões semelhantes às de De Niro tendo-as registado no seu livro "Blowback: A Warning to Save Democracy From the Next Trump";
apesar de eloquente não chegou aos calcanhares de De Niro que, não só disse o que lhe ia na alma, como sequenciou de forma brilhante o que está à vista de todos, que é óbvio até à saciedade mas que mentes avassaladas por uma paixão doentia se recusam a reconhecer
Por mim dava-lhe já 3 "Life Achievement Awards" com um profundo sentimento de gratidão, sabe tão bem quando alguém nos dá voz, há anos que raramente pronuncio o nome da besta, chamo-lhe Bode Maligno e fica identificado
Transcrevo a declaração de De Niro na integra, o original em inglês pode ser lido AQUI, na página do The New Republic
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«Peço desculpa por não ter podido estar convosco hoje. Há alguns dias fiquei com uma forte crise de Covid. Estava ansioso por estar convosco, ouvir os outros oradores e falar com o Miles. Conheci o Miles quando ele ainda era "Anónimo". Através dos seus escritos, comentários e livros, passei a admirar a sua inteligência e coragem. Estou grato por ele ter aceitado ser a minha voz hoje.
Estou convosco em espírito. Estou a assistir. Esta é uma conversa importante. O que a The New Republic está a fazer nesta "Cimeira Stop Trump" - o que todos vocês estão a fazer aqui hoje - pode ajudar a determinar o nosso futuro.
Passei muito tempo a estudar os homens maus. Examinei as suas características, os seus maneirismos, a banalidade absoluta da sua crueldade. No entanto, há algo de diferente em Donald Trump. Quando olho para ele, não vejo um homem mau. A sério..
Vejo um homem maligno. (I see an evil one)
Ao longo dos anos, conheci gangsters aqui e ali. Este tipo tenta ser um mas não consegue. Há uma coisa chamada "honra entre ladrões". Sim, até os criminosos costumam ter um sentido de certo e errado. Se fazem o que está certo ou não é outra história - mas eles têm um código moral, mesmo que distorcido.
Donald Trump não tem. É um aspirante a durão sem moral nem ética. Não tem noção do que é certo ou errado. Não tem consideração por ninguém a não ser por si próprio - nem pelas pessoas que era suposto liderar e proteger, nem pelas pessoas com quem faz negócios, nem pelas pessoas que o seguem, cega e lealmente, nem mesmo pelas pessoas que se consideram seus "amigos". Ele tem desprezo por todos eles.
Nós, nova-iorquinos, ficámos a conhecê-lo ao longo dos anos em que envenenou a atmosfera e encheu a nossa cidade de monumentos ao seu ego. Sabíamos em primeira mão que se tratava de alguém que nunca deveria ser considerado para a liderança. Tentámos avisar o mundo em 2016.
As repercussões da sua turbulenta presidência dividiram a América e agitaram a cidade de Nova Iorque para além do imaginável. Lembrem-se de como fomos sacudidos pela crise no início de 2020, quando um vírus varreu o mundo. Vivemos com o comportamento bombástico de Donald Trump todos os dias no palco nacional e sofremos ao ver os nossos vizinhos a acumularem-se em sacos de cadáveres.
O homem que deveria proteger este país colocou-o em perigo, devido à sua imprudência e impulsividade. Era como se um pai abusivo governasse a família pelo medo e pelo comportamento violento. Esta foi a consequência do facto de o aviso de Nova Iorque ter sido ignorado. Da próxima vez sabemos que será pior.
Não se enganem: o duas vezes impugnado e quatro vezes indiciado Donald Trump continua a ser um idiota. Mas não podemos deixar que os nossos concidadãos americanos o descartem como tal. O mal prospera à sombra do escárnio desdenhoso e é por isso que temos de levar muito a sério o perigo de Donald Trump.
Por isso, hoje lançamos mais um aviso. Deste lugar onde Abraham Lincoln falou - aqui mesmo, no coração pulsante de Nova Iorque - para o resto da América:
Esta é a nossa última oportunidade.
A democracia não sobreviverá ao regresso de um aspirante a ditador.
E não conseguirá vencer o mal se estivermos divididos.
Então, o que é que vamos fazer? Sei que estou a pregar para o coro. O que estamos a fazer hoje é valioso, mas temos de levar o hoje para o amanhã - levá-lo para fora destas paredes. Temos de chegar à metade do nosso país que ignorou os perigos de Trump e que, por qualquer razão, apoia a sua reeleição para a Casa Branca. Eles não são estúpidos e não os devemos condenar por terem feito uma escolha estúpida. O nosso futuro não depende apenas de nós. Depende deles.
Vamos falar com os seguidores de Trump com respeito. Não vamos falar de "democracia". A "democracia" pode ser o nosso Santo Graal, mas para outros é apenas uma palavra, um conceito e, ao abraçarem Trump, já lhe viraram as costas. Vamos falar sobre o certo e o errado. Falemos de humanidade. Vamos falar de bondade. Segurança para o nosso mundo. Segurança para as nossas famílias. Decência. Vamos recebê-los de volta. Não vamos conseguir todos, mas podemos conseguir o suficiente para acabar com o pesadelo Trump e cumprir a missão desta "Cimeira Stop Trump".
Obrigado.»
Publicado por Alex. at quinta-feira, outubro 12, 2023 0 comments
UM PENSAMENTO GÉLIDO
Então veio à conversa esta irresponsável cegueira que mancha a entrada de Outubro. De repente deu nas cabeças tacanhas um "Não mandamos mais dinheiro/armamento para a Ucrânia".
Os eslovacos? Já se esqueceram de Agosto de 1968? Têm saudades de ver os tanques russos a invadirem Praga? (Sim, Praga fica agora na República Checa mas em 1968 era a capital da Checoslováquia, englobando a actual Eslováquia)
Os Républicanos dos States? Julgarão que a fragilizada manutenção da paz no ocidente não lhes sai - muito - mais cara do que o apoio à Ucrânia?
O dúplice húngaro? Passar-lhe-á pela cabeça que o czar o deixaria ser mais poderoso ou autónomo do que o desvalido da Bielorrússia?
Os polácos? Mais do que quase todos, à excepção da Moldávia, têm na Ucrânia o muro vivo de protecção à sua fronteira mas optam por ignorar que a história se repete?
Que raio deu na cabeça desta gente?
As ânsias nacionalistas têm sido dádivas de alegria para a sofreguidão imperialista do KGB soviético que tomava conta da espionagem russa em Desden quando o muro foi derrubado por um berro colectivo contra a submissão. A única fortaleza capaz de bloquear essa avidez é a coesão do Ocidente, a intransigência criminal para com as violações da integridade territorial, a defesa ética e pratica dos valores democráticos; sem isto a Rússia, e a China por arrasto, somam pontos e apetites
"Tens razão, é exactamente isso", replicou o meu pensativo interlocutor; ficou em silêncio por um momento e acrescentou: "Mais grave é que a expansão dessa cegueira leva a crer que se Hitler aparecesse por aí um destes dias depressa seria o heroi de meio-mundo".
Gelei. O meu pensamento paralisou, não consegui pensar em mais nada. «Verdade como punhos» tornou-se num facto que me atingiu o estômago. Deixei o scone mordido no prato e quis sair dali; "Vamos andar um bocado"...
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Publicado por Alex. at terça-feira, outubro 03, 2023 0 comments



















