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ALL RISE...

 O (MAIS DO QUE) PRESUMÍVEL CANDIDATO À PRESIDÊNCIA DOS EUA 

PELO PARTIDO REPUBLICANO


Pode o condenado criminalmente espernear quanto quiser, acusar quem ele entender, do juiz a Biden, ao procurador, justificar-se com todas as ilimitadas invenções que berra ( os bodes berram), jurar que está a lutar pelo país e pela constituição, a verdade é que o que o condenou em primeiríssima instância foi a papelada, a quantidade de provas documentais, as gravações, o irrefutável. Não há lugar para "dúvidas razoáveis", 12 jurados concordaram com isto, sem hesitações, entre eles dois advogados.

(Aliás o fiel contabilista de Trump está a cumprir uma pena de prisão graças à sua fidelidade, e interesses económicos, acrescente-se)

Se não gostou das testemunhas chamasse outras, dispostas a jurar em tribunal que se trata de uma "cabala negra", capazes de apresentar outros factos. Será que não lhe ocorreu? Então e ele, não ia depor? Pois...

Uma coisa aprendi com esta condenação: quando se pratica um crime é melhor não dividir a prática por 12 meses, é uma "esperteza" que sai cara, aumenta o número de condenações e a reincidência programada não ajuda

A minha tirada favorita por parte da defesa, e cito:

"O senhor Trump não pôde ter um julgamento justo porque todos o jurados (sendo novaiorquinos) o conheciam"

Não seria o melhor dos cenários para um homem inocente e honesto ser julgado por seus pares que o conhecem? 

Isto é o que eu chamo um tiro no pé 

Aguardemos a sentença 

Aguardemos o apelo

Aguardemos as ameaças, em particular aos membros do júri mas não só. 
O alerta vermelho acabou de subir e não voltará a descer até muito depois das eleições

Actualização 22h TMG.:New York

On online forums that have previously been linked to mass shootings, people are threatening violence and attempting to publicly identify the 12 New York jurors who on Thursday decided to convict former President Donald Trump.

Overnight, however, anonymous internet users on sites that are known havens of hate and harassment began sharing names, home addresses and other personal information belonging to people they say might have been members of the jury, a practice known as doxxing.

Aguardemos ver representantes do partido republicano, congressistas e senadores, avacalharem o sistema Judicial americano (por esta não precisamos aguardar, já começaram com particular relevo para o speaker do Congresso que está a pagar a factura da sua não destituição do lugarzinho poderoso)

Aguardemos a Convenção Nacional Republicana que, creio, será um circo de gladiadores raivosos prestando vassalagem a um imperador louco, partindo do "Coliseum" em fúria de vingança 

E aguardemos os restantes 3 processos criminais, julgamentos em falta:

- Na Georgia por "Interferência Eleitoral" e constituição de um falso grupo do Colégio Eleitoral, atrasado pela loooonga tentativa da defesa para incapacitar a acusação estatal; 

- O processo "Interferência em Eleições Federais no 6 de Janeiro" suspenso enquanto o Supremo está a pensar sobre a imunidade presidencial;

- O processo "Documentos Classificados" que se mudaram para Mar-a-Lago, que deveria começar este mês na Flórida mas foi adiado sine die pela juiza, por coincidência uma vizinha nomeada por Trump

Emerging Portrait of Judge in Trump Documents Case: Prepared, Prickly and Slow - In New York Times

Portanto, 

primeiro vamos a votos e depois logo se vê se o candidato, ou o presidente, é declarado, mais vezes,  criminoso federal

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Enquanto criminoso condenado recenseado na Flórida não poderia votar mas como foi condenado em NY pode. Como pode ser candidato e eventualmente eleito. 

Um criminoso condenado terá extrema dificuldade em pertencer ao exército dos EUA, ser-lhe-á vedado ter comando militar; Como pode ser Comandante Supremo das Forças Armadas?

No problem here,

Primeiro toma posse

Depois auto-perdoa-se

Não, não pode, esta condenação não é federal, é do Estado de N.Y. , não é abrangida pelos perdões presidenciais 

Next move...

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A BOMBA!



   O edifício da sede do  Chega,  em Lisboa,  foi  esta quinta-feira evacuado depois de  um 
homem ter entrado com uma mochila alegando que continha um engenho explosivo dentro  
"No interior da mochila não se encontrava qualquer engenho explosivo e, nesse sentido, foi  dada por terminada a ocorrência"

O homem foi conduzido ao Hospital São Francisco Xavier (onde acabou por ficar internado)  tendo em conta "o seu comportamento e atitude", adiantou o subintendente  Sérgio Soares, especificando que o homem "apresentava um comportamento anómalo" com um "discurso  não coerente".

 "Nesse sentido, o procedimento não foi de proceder à detenção, mas sim de  conduzir a unidade hospitalar"


«O suspeito chegou pelas 11h20, subiu ao segundo e ao quarto andar da sede do Chega e manteve um discurso incoerente durante o episódio. O diário avança que o homem sofre de uma anomalia psíquica e que será internado.»

«Ameaça de bomba na sede nacional do Chega: 

“Disse que me queria matar. Já foi detido”, adianta Ventura


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NORMALIZAR, REESCREVER, ACEITAR

 Nem de propósito...

Dizia eu ontem comentando sobre o vídeo de campanha do Bode Maligno

"...cada vez que uma enormidade destas é olhada como "mais uma", como um "faz parte, ele é assim", avança-se mais um degrau na ascensão da normalização desta retórica 

Isto não é normal, não pode ser tomado displicentemente como normalizado, é contra todas as normas de respeito pela dignidade humana.
E não permanece onde nasce, como está provado à saciedade, espalha-se como um vírus de desvaire pelo mundo" 

Não demorou 24horas para que mais um mimo pró-nazi viesse ao mundo agora pela boca de Maximilian Krah, cabeça de lista  do "Alternativa para a Alemanha" AfD. Durante uma entrevista ao jornal italiano La Repubblica afirmou a dúbia figura : "Nunca diria que alguém que usasse um uniforme das SS não é automaticamente um criminoso".
Pois, pretende o falante proteger-se com um "automaticamente" ali pelo meio; qualquer "bem-intencionado inocente" pode recorrer a "automaticamente não será..." e tentar tapar o Sol com uma peneira. O intuito de depuração está lá: normalizar, reescrever, tornar aceitável.
A declaração foi tão chocante que até Marine Le Pen, aquela prenda, e o cabeça de lista do Reagrupamento Nacional RN (partido de LePen) Jordan Bardella,  cortaram relações com o AfD; seguiu igual atitude Matteo Salvini, outra rica prenda. Todos rejeitaram vir a sentar-se em conjunto com o AfD integrando o mesmo grupo Identidade e Democracia ID  no Parlamento Europeu ( que não assume posições pró-Ucrânia ou anti-Rússia, ao contrário do grupo parlamentar de direita "Conservadores e Reformistas", assumidamente pró-Ucrânia - ver vídeo abaixo)
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Le Pen: « Não há margem para tolerar e é urgente estabelecer um cordão sanitário a quem tem posições complacentes com forças protagonistas do nazismo»

 Por cá o democrata Ventura, integrado no ID, diz não se rever nas declarações de Krah mas não pondera mudar de grupo parlamentar europeu "essa questão não se coloca agora" 
Ventura: «Eu ouvi de facto expressões que eu não me revejo e das quais eu não me revejo (sic) mas eu estou convicto que em todos os grupos europeus há expressões que nós não nos revemos. Eu não tenho de defender cordões sanitários, eu sempre fui contra cordões sanitários, acho que eles são contra a democracia»
Contra a democracia... Ó Ventura...
Fica então em aberto a ver o que virá a mostrar-se mais conveniente

Na sequência desta convulsão(zita) Krah demitiu-se do AfD.

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A polícia belga fez esta terça-feira buscas no gabinete de um assistente do eurodeputado alemão de extrema-direita Maximilian Krah, da Alternativa para a Alemanha (AfD), ordenadas pelo Ministério Público federal da Alemanha, por suspeitas de espionagem para a China.  In JN - 7 Maio 2024

Anti-NATO Candidates Set to Lead AfD into 2024 European Elections - In European Conservative

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Fechando sobre nazis e vídeos e preferências afectivas da direita radical, deixo 1 minuto de propaganda que, segundo o The Telegraph, os russos atribuem ao AfD, o AfD atribui à Rússia mas passadas as culpas fica a claríssima mensagem ao povo alemão e não só. Não comento, é absolutamente desnecessário, (Os comentários escritos em inglês que não são tradução das legendas alemãs são do The Telegraph e não fazem parte do vídeo original)


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E O REICH QUE O PARTA, NÃO?

 Seguir o que o Bode Maligno vai dizendo nas suas tiradas de campanha é uma espécie de exercício masoquista com que testo a minha capacidade de ouvir,  o mais calmamente que me é possível, não só aquilo de  que discordo mas até aquilo que me dá asco e uma crescente angustia; no entanto é importante... No meio das exaustivas inflamações diárias - é raro o dia em que o Bode não diz que ganhou em 2020 seguindo-se a parafernália costumeira -   vai dizendo o que lhe vai na alma nos neurónios enraivecidos, vai confessando as suas torpes intenções, os seus projectos presidenciais mais abjectos e absurdos. No que toca a isto é melhor leva-lo a sério, já demonstrou que não é só conversa de campanha.

Ontem publicou na sua rede social, a desvalida "Truth Social", um vídeo que apresenta hipotéticos artigos de jornal sobre a sua hipotética vitória nas próximas presidenciais; o tema? "Trump Wins.What's next for America". E o que há em seguida para a América? A criação de um Reich unificado. Isso mesmo, sem tirar nem pôr, não há cá Estados federados com a mania de que mandam e podem votar, eleger,  de forma oposta ao que ele quer, uma América unificada regida pela sua imperial vontade é que é "Great Again". Mais. Admito a pretensão a uma dinastia Trump mas isso ele (ainda) não diz, digo eu.

Where Trump's 'Unified Reich' Reference Came From (newsweek.com)

Contactada Karoline Leavitt, porta-voz da campanha, pela AP, CNN, Newsweek, entre outros,  toca a sacudir a água do capote:

 "Não não, não fomos nós, foi um vídeo criado on line e repostado por um funcionário da campanha  que obviamente não viu a palavra (Reich) quando o presidente estava no tribunal"

Pois, não viu a palavra. Não viu sequer a frase inteira: " "industrial strength significantly increased driven by the creation of a unified reich". Um funcionário muito  desatento ao publicar um vídeo na página pessoal do patrão. Foi de tal maneira "por erro" que o vídeo esteve na página do Bode durante toda a segunda-feira  e, depois de todo o sururu que deu nos media, internacionais inclusive, acabou por ser retirado durante a tarde de terça. Atitude inócua, já está copiado e republicado por tudo quanto é seguidor do culto ao Bode Maligno e dado o recado de modus operandi à sua família política 

Por que é que isto é grave, por que vale o tempo de ser abordado?

Por duas razões:

Primeiro porque deve ser tomado como um aviso, uma declaração de intenções subreptícia caramelizada em 30 segundos de campanha eleitoral 

Segundo porque cada vez que uma enormidade destas é olhada como "mais uma", como um "faz parte, ele é assim", avança-se mais um degrau na ascensão da normalização desta retórica 

Isto não é normal, não pode ser tomado displicentemente como normalizado, é contra todas as normas de respeito pela dignidade humana.
E não permanece onde nasce, como está provado à saciedade, espalha-se como um vírus de desvaire pelo mundo 



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QUE AZAR!


 Era uma vez três helicópteros que iam a voar

Um tropeçou e caiu 

Mas como é que um helicóptero tropeça?

Que azar!


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6 6 ... 6?

Uma fotografia do Bode Maligno ajoelhado? 

Uma imagem representando a sua humildade perante Deus? 

Pois, não há. 

Isso resolve-se... 

 US election | news.com.au — Australia’s leading news site


«The potential Republican nominee has shared an image of himself praying in church which bears all the hallmarks of an AI-generated image: too much soft focus, overly-cinematic lighting, and an anatomically incorrect number of digits. If you're a regular Truth Social user, you might have spotted Trump 'reTruth'  the image, which shows Trump's head bowed and hands clasped. - In Yahoo life »


"Agora que todos os votos contam é preciso conquistar o coração dos evangélicos e não só. Graças à miraculosa Inteligência Artificial, neste caso tão miraculosa quanto artificial, arranja-se um boneco num instante. Artificial mas inteligente, digo eu: 6 dedos na mão direita, 6 dedos na não esquerda... Haverá por ali mais algum 6? Talvez Stormy Daniels soubesse responder, quero dizer, ele deve ter tirado as meias... Ou talvez não 
Relembrando: 
«Moderator Frank Luntz asked Trump whether he has ever asked God for forgiveness for his actions.

“I am not sure I have. I just go on and try to do a better job from there. I don’t think so,” he said. “I think if I do something wrong, I think, I just try and make it right. I don’t bring God into that picture. I don’t.”

Trump said that while he hasn’t asked God for forgiveness, he does participate in Holy Communion.Trump told CNN’s Jake Tapper that:  "I do not like to have to ask for forgiveness".» Washington Post - 8 June, 2016

Espantoso? Não, nada, nada de novo aliás. Nem sei como chamar a isto, de uma perspectiva religiosa ocorre-me sacrilégio, heresia, blasfémia; sob um âmbito mais global parece-me obsceno, promíscuo, indecoroso.

 Exagero? Ajuizemos as figuras que andam pelas publicações das seitas que prestam adoração ao bode (só um pequeno exemplo de um universo de alucinados)

Putin e Kim fizeram-se fotografar cavalgando (Kim tem um cavalo, está vestido e amedrontado, Putin está em tronco nu e tem uma pileca, para ninguém se distrair com a montada); Xi não vai em cinematografias e  fica-se por ladear com Mao deixando o resto com a presidência de auditórios imponentes repletos de chineses a bater palmas e por desfiles militares aos quais passa revista num descapotável. 
Nunca nenhum ditador se atreveu a tanto, nem Hitler, esse sabia que não precisava. Talvez Nero ou Calígula estivessem ao nível de tamanha ignobilidade, mesmo assim Calígula via-se como um deus mas nunca desafiou Zeus
E esta absurda figura pode (voltar a) ser presidente da maior potência mundial?  Pode, os republicanos abriram-lhe o caminho e reiteram. 
Que nome dar a isto?



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BLINKEN EM KYIV, O LUTADOR E O GUERREIRO

Ontem, quarta-feira, Antony  Blinken voltou a Kyiv, reafirmando o compromisso dos USA, e do "Free World", levando no bolso mais 2 biliões de dólares em apoio militar que está numa corrida para as linhas da frente usando todas as cautelas e desinformação cruzada para evitar bombardeamentos no trajecto. 

Discutiu com Zelensky posições e assuntos a serem expostos na Cimeira de Paz para a Ucrânia, dentro de um mês na neutal (?) Suíça  -  nos dois dias imediatamente a seguir à reunião dos G7 -   onde estarão presentes dezenas de Estados, 50  já confirmados e a UE. 

A Rússia  disse não estar interessada. Já sabemos,  para não a desagradar ninguém a convidou . A China poderá comparecer...  consta...  que Xi possa tentar moderar Putin durante o encontro que se inicia hoje em Pequim. A Itália tem a seu cargo convencer a India e o Japão tentará cativar o Brasil

E depois deste dia de reflexões pesadas (não deixem de dar uma boa vista d'olhos à galeria das últimas fotos da Ucrânia publicadas pela AP  pelo link na última linha -  nem só de Gaza se alimenta o horror), agregado a outos tantos que têm feito o chumbo parecer leve, o que fez Blinken?  Deixo um vídeo que vale por mil palavras e tão bem demonstra que ele não está neste mundo para desistir nem para queixumes: este grande Senhor enche-me as medidas.


«The Latest Photos From the Russia-Ukraine War »

NÃO ARRANJO TÍTULO PARA O COISO

 E quando eu julgava que a imagem do CHEGA já não poderia piorar muito mais (a imagem, as acções é outro filme que ainda nem está próximo do primeiro intervalo) vão eles e apresentam o seu candidato às Europeias. 

Ó céus! Será possível que não tenham por lá, nem que seja ao fundo da sala, coisinha melhor do que aquilo? Nem digo isto por a coisinha ser do CHEGA, aquilo até para o CHEGA é mesmo muito mau. Sim, já sei, oiço os argumentos: « Homem muito experiente em política internacional, um diplomata de carreira, blá-blá-blá, blé-blé-blé.»
Pelo amor da Santa!, Não vou falar das acusações que lhe têm sido feitas entre veleiros no Canadá, contas em Vilnius e suspensões do Min. Negócios Estrangeiros, não é isso que está em causa, é ele.  O coiso é um poço, profundo e largo, de teorias conspirantes, cismas elaboradas e enviesadas construídas sobre "factos" inexistentes, que ele bem percebe porque sabe muito e é muito inteligente, (ele bem sabia que não ia haver guerra alguma na Ucrânia, invenções dos "comentadeiros"),  sofre de cegueira lateral, ego inchado e uma mitológica necessidade de afirmação.  Ahhh, é cinturão negro de karatê, tópico que não se esquece de mencionar "porque vem a propósito" e é muito homem. Se o conheço? Conheci. Onde? Não digo, mas já andava saltitando no propício poleiro. 

- A extrema-direita não existe;
- Guterres "tem apoiado, directa ou indirectamente terroristas" e o Costa, com quem se dá muito bem, seria melhor do que ele nas UN;
- Os judeus não foram trabalhar para as Torres Gêmeas no 11 Setembro "se calhar" foram avisados (pelos terroristas de Bin Laden???);
- O grupo Rothschild (judeu dos 4 costados ou mesmo 8) tem vindo a incentivar a disseminação dos crentes muçulmanos pelo mundo porque "são mais fáceis de controlar porque têm um sentido de obediência estrutural";
- Ursula von der Leyen e Christine Lagarde querem “dizimar” os idosos entre outros pecados;
- Elogia Meloni mas senta-se com Salvini, pisca o olho a Le Pen que rosna a Meloni
- Zelensky cometeu muitos erros e ignorou voluntariamente a conjuntura do país";
- O ex-presidente da antiga Jugoslávia, 
Milosevic, que morreu no centro de detenção do tribunal de Haia onde aguardava a sentença para 66 acusações de genocídio pelo massacre de mais de 200 mil pessoas no conflito da Bósnia, crimes contra a humanidade e crimes de guerra cometidos na Croácia, Bósnia e Herzegovina e Kosovo, “não era má pessoa” e que “teve pena do homem”.

Não digo mais nada, acabou-se-me o Alka-Seltzer,  deixo as palavras dele que são muitíssimo mais esclarecedoras do que as minhas, que lhe seja feita justiça pela sua própria exposição

1- In "Diário de Notícias" - 13/05/2024, excertos da entrevista de Leonardo Ralha

O mandatário nacional da candidatura da Aliança Democrática (AD) às eleições europeias, Carlos Moedas, disse que o candidato do Chega reagiu à invasão da Ucrânia dizendo que esta foi culpa de Kiev. Tenciona responder ao presidente da Câmara de Lisboa, que até já foi comissário europeu? 

Eu não disse isso. Foi um texto que me é atribuído e que não era meu. Antes disto acontecer, publicava textos completamente opostos ao que pensava, porque achava que o meu perfil era um espaço para as pessoas terem oportunidades de divergir, de forma civilizada. O que disse, e reitero, é que – e não conheço o processo desde o início – gostava de saber se podia ter havido uma negociação que evitasse o conflito. Uma vez a invasão feita, acabou qualquer razão que a Rússia pudesse avocar. Não tenho quaisquer dúvidas, nem pejo, de considerar que a Rússia é um país invasor, e a Ucrânia um país invadido.

  «A Rússia é um país invasor, e a Ucrânia um país invadido» - sim isso é inegável mas afinal, de quem é a culpa no "processo cujo o início desconhece"?


Arrepende-se de ter publicado um texto, mesmo não sendo seu, a defender que os ucranianos “eram vítimas de decisões irrefletidas, idiotas e perigosas do governo de Kiev”?
 

Acho que o texto é um bocado radical, com toda a fraqueza. Mas gostava de saber se naquele período teria havido, ou não, a hipótese de haver uma solução à la Kosovo, ou pelo menos com a solução que a meu ver teria sido melhor para o Kosovo, que era a independência progressiva. De há dois anos para cá, a situação é esta e não há volta a dar.

Desculpe, não percebi, independência progressiva de quem? Da Ucrânia? Que raio tem a Ucrânia com o Kosovo? A Ucrânia É independente, já era quando foi invadida e já tinha dado uma lambada na Rússia ao expulsar, com coragem e luta aguerrida, o presidente que a Rússia lá queria  à la Bielorrússia

Não acredita que seja possível a União Europeia, e sobretudo a NATO, darem condições para a Ucrânia ter uma vitória militar sobre a Rússia? 
Nós, europeus, não temos exércitos, não temos munições, as nossas indústrias de defesa foram quase todas destruídas

Nem comento... Só me lembra o outro que dizia que a NATO está obsoleta

Portanto, resta uma solução diplomática para o conflito. 
Mas tem de ser uma solução diplomática robusta. Não pode ser uma que beneficie um dos lados e prejudique o outro, pois não vai durar muito tempo. Ó Coiso, vai-te catar que o teu mal são parasitas encefálicos

Perdão? O quê? Há um país que invade outro, pratica crimes de guerra sem conta, existe um mandato de captura internacional para o seu presidente, representa um inegável perigo de expansão invasiva e « Não pode ser uma solução que beneficie um dos lados e prejudique o outro» ? 






Pois não, é a extrema-direita, o rato Mickey e o Peterpan, tudo fantasia
Só existe extrema-esquerda, a extrema-direita é uma fantasia que tem por fito denegrir quem não alinha à esquerda

Sendo conhecida a sua má opinião sobre o desempenho de António Guterres como secretário-geral das Nações Unidas, acredita que António Costa seria pior ou, pelo contrário, melhor enquanto presidente do Conselho Europeu? 
Por acaso, acho que podia ser melhor. Tenho boa relação com António Costa há muito tempo. Ele tem família em Goa, ia lá de vez em quando, e desenvolvemos uma relação muito cordial. Acho que ele coloca melhor a sua sensibilidade em determinados assuntos do que António Guterres.

Ora bem,  diz-me com quem andas e não vale a pena dizeres mais nada. Muito sinceramente esta não me espanta, nem um bocadinho, basta olhar com olhos de ver, há ente o Coiso e o Costa uma matriz comum, doa a quem doer.

Sobre Mário Soares (não sei como é que o CHEGA t'aguenta):

In TSF - «Mário Soares foi uma pessoa que, enquanto Presidente da República, soube de alguma forma prestigiar Portugal e fazer com que os portugueses se sentissem bem em Portugal, como portugueses. Mário Soares nunca entrou na por este tipo de decisões e de clivagens. Pelo contrário, quando foi o assunto do ouro de Goa, em que nós estávamos com muitos problemas em abrir o Consulado Geral de Portugal em Goa, onde eu fui o primeiro Cônsul-Geral, Mário Soares negociou esse dossiê que era fundamental para que nós pudéssemos avançar nas relações com os indianos que são muito importantes para nós. E Mário Soares fê-lo, mas soube fazê-lo discretamente e sem abrir fissuras nem abrir cisões entre os portugueses. Isso aconteceu e as relações de estabilizaram e até hoje as relações têm sido excelentes, com a Índia.»


Sobre Milosevic -  In Polígrafo- Sapo 10/05/2024

“Tive alguma simpatia com figuras como Milosevic, que era uma pessoa que era completamente pró-americano e foram os americanos que lhe fizeram a cama e ele como pessoa não era má pessoa, já a mulher não era a mesma coisa. A mulher dele é que era uma pessoa complicada.”

As gajas, sempre as gajas...

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A PEDIDO DE (ALGUMAS) FAMÍLIAS

A humanidade anda por tão maus caminhos que nem falar dos seus percursos eu quero, se conseguisse nem pensava no que vai pelo mundo, a humanidade tomou conta do planeta e lixou isto tudo; Eu tenho pena é dos bichos... 


 Arranjei uma moldura nova para pôr na minha mesa de trabalho que serve de aviso aos incautos que possam aparecer por ali e não me conheçam. Fica dito.

Mas não foi nada disto que me trouxe aqui, estou mesmo em fase de omitir tanto quanto possível a espécie dominante, o que me encaminhou até aqui hoje foram as perguntas dos "tios e das tias" do Scott, acusam-me de o esconder, de ter ciúmes. Nada disso, o Scott já não é a "novidade coqueluche" das primeiras semanas, agora é "um de nós" e, desde que dei notícias dele , no fim de Fevereiro, faz parte do ramerrão quotidiano, tornou-se confiante, com a sua personalidade já marcada mas já não é O assunto do dia (a menos que se esforce, e ele esforça-se)
Não, não o escondo nem tenho ciúmes, deixo aí abaixo  uns 2 minutos de fotos de Fevereiro para cá, as últimas são desta semana, ok?

 

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O VIPERINO

 O vício deu-lhe conta dos neurónios... 

A sorte dele é que tinha muitos, restam-lhe uns quantos, ainda fala, fala que se farta, só não fala quando devia falar mas isso não é por incapacidade, é porque lhe dá jeito, ou porque não lhe dá jeito

Quando fala é venenoso, venenoso como um escorpião, está-lhe na massa do sangue, não resiste, é mais forte do que ele

Eu sei de onde lhe vem a força... Tem uma necessidade patológica de se sentir amado, engrandecido: o mais inteligente, o mais culto, o mais querido... e o mais... (como é que se diz "sacana" em linguagem polida? Canalha? Pervertido?) Ele sempre quis ser o número 1 mas mesmo com a vantagem do berço e da educação não lhe foi fácil, fartou-se de esgravatar, de trair, de se chegar à frente. Coitado, tantas vezes vencido. Nasceu filho único mas  apenas por um mandato de 4 anos, depois apareceu um fedelho, depois outro... O pai não tinha tempo para o aturar, a mãe tinha uma vida social muito activa. Que chatice! O petiz ressentiu-se, sofreu, até chumbou a 4ª classe do ensino primário. Deve ter jurado que nunca mais, nunca mais alguém se iria rir dele. 

O rapaz era esperto, aprendeu truques, cresceu no meio, recebeu conselhos, dos amigos e dos amigos do pai que eram muitos e tudo gente "bem relacionada... Baldou-se ao serviço militar obrigatório, fez-se à vida

E fez-se mau, mau como só os simpáticos e amáveis sabem ser

Impôs-se finuras para vencer o seu complexo de menino rural nascido de uma família dos confins norte do país; havia de conquistar o mundo académico, da cultura, da informação, da política, havia de ser o rei na capital do império. A urbanidade escapou-lhe, nas suas birras dissimuladas, despejadas em palavras catedráticas, não se apercebe do quão burgesso consegue ser

De quem falo? Não posso dizer, seria processada por difamação, calúnia, eu sei lá

Uma coisa vos digo com toda a sinceridade: estou farta da capital, nasci em Lisboa mas não tenho culpa, estou farta de gente que rosna entre os dentes quando sorri. Quem me dera uma "terra" à qual pudesse chamar minha onde os cardos fossem cardos e o trigo fosse trigo

O B-A BÁ DE DOIS CONFLITOS CRUCIAIS

     Para quem ande distraído, não tenha paciência, ou tempo, para retirar ilações práticas do chorrilho de
informação que nos chove a cada noticiário, digno desse nome, sugiro estes 10  minutos da análise de Sir John Sawers, antigo chefe do Serviço de Inteligência do MI6.

    Neste curto vídeo pode ver-se a conversa que manteve com Christiane Amanpour este passado sábado, 20/04; fala sobre Israel, Gaza e o Irão e não é uma opinião qualquer: Sawers tem um profundo conhecimento do Médio Oriente,  trabalhou sob o MI6 na Síria, Yemen, Iraque e Afeganistão, foi embaixador no Egipto durante 2 anos, esteve envolvido nos programas políticos para o Irão, Iraque e Afeganistão; liderou o grupo britânico nas negociações do programa nuclear entre a  U.E. e o Irão. Enquanto chefe do MI6 teve, obviamente, acesso privilegiado  nos contactos com a Mossad e a Direcção de Inteligência Militar de Israel 

    Sobre o que se refere à obscura posição dos apoiantes de Trump nas bancadas republicanas no Congresso no seu boicote ao apoio à Ucrânia chega-lhes forte e feio nuns quantos "Estão plenamente errados" embrulhados em punhos de renda;  Também dos americanos não fala sem conhecimento profundo: esteve 3 anos na Universidade de Harvard, depois na embaixada britânica em Washington onde liderou a equipe de "Foreign and Defence Policy", foi representante permanente nas UN. Actualmente faz parte do Comitê de Direcção das Conferências Bilderberg e é um dos governadores da prestigiada Ditchley Foundation que se dedica à promoção de relações internacionais com especial foco nas anglo-americanas

Posto isto vale os minutos de o ouvir falar sobre os crassos erros israelitas e a falta de visão (ou visão moscovita #1)  do grupelho Trump/MAGA

 

#1 A "Visão Moscovita" será provavelmente trazida a este blog (e por aí fora, variando a designação) muitas vezes ao longo dos tempos que se avizinham; 
Delineada pelo Kremlin, difundida entre os cristãos de boa-fé pela pró-soviética Igreja Ortodoxa russa (os evangélicos americanos foram o grupo-teste) e propagandeada pelos meios de infiltração regidos pelo Estado chinês (Tik-Tok, "trolls" e congéneres; já repararam na quantidade de "app's bíblicas" que, de repente, apareceram para se instalarem nos sistemas dos TM?) assola já os conservadores pelo mundo onde se pretende minar a sobrevivência da democracia. Até mesmo no democrático Israel, sendo um Estado judaico enveredou por um ressurgimento fundamentalista e um governo autocrático fruto de alianças mais do que duvidosas que deixaram a um canto os resultados eleitorais
Por cá começam a agrupar-se e, faço uma apostinha, surgirão à luz com candidato às Presidenciais 2026. O mote? A 4ª República...  "É preciso mudar o regime"

CLICK PARA AUMENTAR
Por agora os avisos apresentam-se na América e são gritantes - 
como gritante foi o imprescindível livro "Fascismo, um Aviso" de Madeleine Albright;  Fugida da Checoslováquia com a sua família quando da ocupação nazi em 1939, regressou após o fim da II Guerra e de novo abandonou o seu país, com estatuto de refugiada, após a evasão soviética de Praga. Não são de todo suficientes aqueles que o leram e menos ainda os que compreenderam e levaram a sério

Aqui abaixo deixo um bom exemplo desses "avisos" pela boca do historiador, e escritor, Timothy Snyder durante a sua exposição perante o Congresso dos USA antes da votação da proposta de apoio militar à Ucrânia no passado sábado



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UMA NOITE DE CHUVA NO DUBAI

Hoje não me apraz divagar sobre as aflições que vão pelo mundo, chegaram-me os noticiários da manhã para ficar malacafenta para o resto do dia.  Tive a sorte de ser salva por um telefonema que teve pelo meio uma história com graça suficiente para dissolver o achaque e que pode ser uma sugestão para muitos dos que estão fartos de ver os frutos do seu trabalho a voar nas asas dos impostos e da aberração do custo de vida cá pelo nosso burgo

Então foi assim: 

O marido de uma "piquena" que conheço há muitos anos, bem-nascido súbdito de Sua Majestade, deslocou-se ao Dubai em trabalho. Na quarta-feira deixou o hotel pelo túnel de ligação directa ao aeroporto  tendo uma ténue esperança de que, até à hora do seu voo, a enxurrada se dissipasse e surgisse um céu estrelado e convidativo, embora lá fora continuasse a chover torrencialmente 

No aeroporto reinava o caos, mais parecia um grande armazém em liquidação total (a descrição é do sujeito). Os painéis informativos não eram animadores, mais voos iam sendo cancelados um após outro.

 Dirigiu-se ao único restaurante que tem dezenas de TV's que só transmitem programas desportivos; com a motivação certa convenceu um empregado de que era possível arranjar-lhe um só lugarzito para ver o jogo do Manchester City vs Real Madrid. Ao menos isso... Pois, mas a coisa não correu bem, foi o empate resolvido a penalties e o Manchester foi de frosques, goodbye Champions. É muito para um homem só

Desanimado com o jogo e cansado do barulho envolvente foi em busca de um poiso com o sossego possível para abrir o portátil. Algum tempo depois reparou que ao seu lado estava um jovem com uma mochila e uma guitarra aos pés, absorto no computador que tinha sobre o colo. Provavelmente aligeirado pelos whiskies que lhe fizeram companhia durante a transmissão do jogo achou por bem pedir a guitarra emprestada e, timidamente, começou a trautear umas canções dos Beatles; afinal ainda se lembrava das dedilhações dos dó-ré-mi e entusiasmou-se. Umas baladas dos Queen e começaram a chover-lhe "umas massas" na caixa da guitarra aberta ao seu lado. Mais uns tró-la-rós e tinha direito a palmas. Duas canções de Presley e tinha a noite ganha. Perdido de riso agradeceu aos fans e deu o espectáculo por encerrado. Então vieram os "só mais uma" e resolveu dizer "Eu já volto, vou ao WC". Pirou-se de levezinho e foi dar uma volta pelo enorme aeroporto; por curiosidade resolveu contar "as massas" que o dono da guitarra lhe enfiara amavelmente num saco. Incrédulo achou que o melhor era ir às compras, depois telefonou à mulher, a horas impróprias. Ela atendeu:

"Blá-blá-blá, ao menos arranjaste sítio para ver o jogo?"

 " Vi, blá-blá-blá... Comprei-te uma prenda com o dinheiro que ganhei a cantar no aeroporto, ganhei um pastelão de massa"

 "Um pastelão de massa? Não me compraste mais velas para perfumar a casa, pois não?  Espera, tu disseste A Cantar No Aeroporto?"

"Sim, a mais aplaudida foi «Can't Help Falling in Love»  Não, nem vi velas, comprei-te um anel de ouro, e ainda deu para um saco de fraldas para uma desgraçada que estava ali sentada com um bebé todo sujo e o saco das fraldas vazio sem saber onde as ir comprar"

Moral da história: meus amigos, se pensarem que o ordenado não chega e tiverem jeitinho para uma qualquer arte, agarrem na indeminização e comprem um bilhete de avião para o Dubai, nem precisam sair do aeroporto, o ouro está mesmo ali


INQUIETAÇÕES DE UMA NOITE DE PRIMAVERA

 Obviamente que o satânico israelita quer atacar dentro do território do satânico iraniano

Conseguirá Biden pôr um freio a Netanyahu e evitar uma catástrofe?
As probabilidades parecem baixas, baixas mas fortes. 
Por um lado Netanyahu precisa desesperadamente de um pretexto para se manter no poder, tem de evitar eleições a qualquer custo, mais do que nunca após a rebelde visita de B. Gantz a Washington há pouco mais de um mês. Por agora já conseguiu o que nunca tinha acontecido, que o Irão atacasse directamente Israel.
Netanyahu sabe que não será abandonado, não porque alguém o queira defender por convicção e justiça mas porque quase ninguém quer ver o Irão estender os seus já longos tentáculos

O Irão está mesmo a "pedi-las"?  Está, há décadas. Mas não agora, de momento o Ocidente tem o prato cheio, demasiado cheio e tem de o digerir. Não me alargo, parece-me óbvio.

Por outro lado...

Esta noite escolhem-se lados, joga-se o futuro imediato; Jordânia, Egipto, Iraque, Catar, Arábia Saudita, até o membro da NATO Turquia virá arrotar a sua posta de pescada.  E o Líbano... esta noite vê a sua paz podre ser jogada como se não passasse de um deserto destinado a confrontos alheios

Netanyahu diz que  "As defesas de Israel estão preparadas"; Estão tão claramente preparadas quanto clara é, neste preciso momento, a presença da Força Aérea dos USA e da RAF na defesa activa dos céus de Israel, para já não referir a preciosa informação da Inteligência dos "5Eyes"

Ah mas o "Iron dome"... Eu não sei nada de estratégia militar mas se fosse militar iraniana telefonava aos meus amigos Houtis e Hezbollah e dizia-lhes: Disparem agora contra o "Iron dome" que os nossos mísseis estão a chegar. Não é preciso pedir "por favor" e os seus ataques nesta noite são prova disso

A "solidariedade" tem de ter um preço, a impunidade habitual tem um limite e esse está, neste momento, na linha de fogo. Não haverá apoio internacional a um contra-ataque. Não é Israel que está em causa, são as decisões egocêntricas de Netanyahu (e, em boa verdade, as de Ben-Gvir, o tenebroso ministro da Segurança Nacional que tem uma eventual queda do governo no bolso da camisa)

SE... Se Israel refrear a sua resposta o pior poderá ser evitado;
E a aceleração urgente do programa nuclear de um Irão economicamente em crise não será precipitada

(Em 2020 o Irão atacou com mísseis duas bases militares dos USA no Iraque, em resposta ao assassinato, com drones, de Gen. Qasem Soleimani; O Pentágono opôs-se veementemente a qualquer tipo de contra-resposta, tão veementemente que Trump, no final do seu mandato, a dias da tomada de posse de Biden, a contragosto e com um plano no bolso, se viu forçado a aceitar ; um inferno foi evitado)

MAS... Mas não é essa a ambição de Netanyahu. Até ao momento em que escrevo os drones iranianos têm sido interceptados, mas os mísseis ainda não chegaram a Israel, muitos já foram interceptados em espaço aéreo jordano, muitos ainda estão em vôo.  Quais sãos os seus alvos? Serão todos,  ou quase todos, abatidos? Admitamos que sim,  USA e UK estão a fazer o possível, o "Iron dome" está a cumprir o seu papel;  Uma coisa fica clara: se, em vez de drones, rockets e mísseis estarem a ser enviados desfasadamente chegassem numa barrage única a situação seria por certo muito diferente. Fica a ameaça demonstrada

Qual será a secreta esperança de Netanyahu? (Comecemos por perguntar o que pretendia ele ao atacar mortalmente o Irão no meio da guerra que tem entre mãos)

Esta noite o objectivo racional é voltar a meter o génio negro dentro da garrafa e evitar que "dias"  se transformem em "décadas"

Aguardemos o amanhecer

Depois... Depois é uma questão de tempo, 

ou de uma revolução no Irão 


ACTUALIZAÇÃO -12H

Acabei agora de ouvir Efraim Halevy, ex-director da Mossad:

1- Não está seguro de que uma retaliação israelita esteja afastada, num outro contexto mais alargado 

2- Admite que a situação na fronteira com o Líbano se venha a agravar e é tempo de Irão e Israel repensarem o seu futuro 

3- Não é altura para vingança, é sempre uma má política; insiste em que a mais elevada prioridade deve ser a libertação dos reféns, que, sabe-se agora encontrarem-se em condições de enorme sofrimento, que se recusa a descrever em directo, particularmente as mulheres 

4- Sobre as últimas declarações de Ben-Gvir, que considera que devem ser ignoradas as palavras de Biden e se deve avançar sem hesitações sobre Rafah, diz apenas " Esse indivíduo em especial deve ser totalmente ignorado"

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O MEGALÓMANO

 Isto hoje é rápido, 5 minutos bastam para fazer o meu ponto: desde antes que terminasse o século passado que não tenho afectos partidários, quero saber do meu país e de ver gente com carácter e capacidade de decisão no poder, o resto é conversa mais ou menos importante, mais ou menos agradável, conversa mais ou menos.

Dizia eu aqui, no rescaldo das eleições:

«Mas para o Chega é melhor assim, um governo estável não lhe dá jeito nenhum. E por que raio há de o país precisar de um governo estável? Não interessa nada, o Chega precisa de um governo fragilizado, o país que se lixe, que se aguente, já se aguentou até aqui.»

Eleições passadas chega a altura, perdão, advém a altura de eleger o presidente do parlamento. À primeira falhou, nada de estranho nisso, já se tornou comum ver o Drézito dar o dito por não dito, é uma prática recorrente feita à medida do que mais lhe convém consoante a situação que enfrenta; Não é não mas sim pode ser que sim como pode ser que não, logo se vê 

Veio-me à cabeça aquele circo no Congresso dos EUA com quinze voltas de eleição do speaker, e o país à espera de uma aprovação de orçamento, entre outras urgentes, até lá conseguirem pôr um paspalho do Trump (que logo foi ao beija mão do Padrinho), o país que se lixe.

Mas eu falava do Drézito... O Drézito que se apressou a vir declamar em palco que é agora "o líder da oposição", que os outros "querem é defender os seus tachos". Ele não...

O Drézito, graças ao PS, é o líder do terceiro partido mas atribui-se o papel do segundo "legitimando-se" num acordo institucional como se fosse um acordo de governação, uma desculpa esfarrapada mas ali à mão para vingar a birra por não ter sido ouvido e a sua chantagenzinha levada em conta; recusa-se a fazer, ou a reconhecer, a distinção,  nada de novo aqui, é a demagogia habitual. 

Drézito, 

Ainda bem que o PSD e o PS, os dois maiores partidos, conseguiram estabelecer um acordo para pôr a Assembleia a funcionar, por mais que isso contrarie os teus planos; não te ponhas em bicos dos pés, és ridículo, os dois maiores partidos estabeleceram um acordo. Ponto. 

Dois pormenores acrescento: 

- Uma vez mais o PS pode agradecer-te, não foras tu e não teria conseguido o biênio da presidência, se esta legislatura chegar a 2026 o que é altamente duvidoso

- O voto é secreto, olhem que é secreto... 

Há 78 deputados PSD + 2 deputados CDS + 8 deputados Liberal; isto perfaz os 88 votos no Aguiar Branco

O PS tem 78 deputados, o Assis teve 90 votos... 
Pergunto-te eu: Tens alguma ideia sobre como foi criado este impasse, sem votação com a necessária maioria, que tanto jeitinho contavas que te desse?
 

Eu não sou de intrigas mas cá para mim o "impasse" saiu-te pela culatra. Não me venhas falar de "unir esforços" e de "escolha de companhias". 
Vamos ver como irás escolher as tuas companhias, veremos quantas vezes te irás unir à esquerda para alcançar os teus desígnios pessoais estando-te a borrifar de alto para as consequências que recaiam sobre o país. Veremos. 

Todos os megalómanos são mentirosos, egocêntricos, têm ânsias de poder, não têm palavra nem honra e, a maioria, Drézito, tende a acabar mal


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HOJE, 22 ANOS DEPOIS

 Fez hoje 22 anos que, pelas 2h da manhã, andava eu a passear o meu anjo da guarda, o meu inesquecível Merlin, o cão-mago; Menos de 6h depois entrava calmamente no hospital para trazer ao mundo o meu filho. Claro que sabia que a minha vida iria mudar mas confesso que não tinha bem a noção do quanto mudaria, do quanto eu mudaria... Eu, tal como me conhecia, fiquei na retaguarda, lá bem para o fundo. A mãe do Luís emergiu e tomou conta de tudo: do Luís, e da vida do Luís, e de mim, e da minha vida, da minha casa, de tudo o que sentia, e temia, e ansiava, e projectava, e fazia, e como e por quê.

Aprendi o que todos sabemos, só na teoria, antes de ter filhos: os filhos não vêm com manual de instruções, é um desafio para o resto da vida; a opção de "tentativa e erro" não é a melhor, é assustadora para quem tenha dois dedos de testa, não há espaço para esboços, tudo o que esculpimos, fazemos, dizemos, fica gravado à primeira. 

Hoje, 22 anos depois, quando olho para dentro daquele jovem homem sinto que não me saí nada mal. Faria tudo igual? Nem tudo, mas quase tudo. Quando aquele menos de um metro de gente me perguntava "Mamã, o que queres que eu seja quando for grande?" Voltaria a responder-lhe, "Quero que sejas boa pessoa e o que te der na gana". Voltaria a dizer-lhe todas a vezes que disse até ter a certeza de que estava gravado: "O mais difícil de recuperar quando se perde é o carácter, quase sempre é irrecuperável". 
Hoje dou graças por todas as conversas até altas horas da madrugada quando, sentados na minha cama, deixávamos fluir as palavras até o sono nos vencer mas não antes de estarmos em paz e de consciência leve. 
Dou graças por toda a paciência e dedicação, que derrotavam qualquer ideia de sacrifício, que me levaram a fazer quilómetros, a inventar como preencher horas de espera, a abdicar de planos e vontades provando assim que estaria sempre lá, disponível e acessível; Dizer não basta, ser o "mais-que-tudo" não é o "quase-tudo", quase tudo não assegura quase nada. E também disse: "Tu és a pessoa mais importante da minha vida mas não és a única, há mais pessoas que temos de considerar e eu também tenho de ser levada em consideração" 

Hoje, 22 anos depois, dou graças pelas aulas de xadrez, preferidas às aulas de Karaté apesar dos amigos as escolherem, que ajudaram a criar correntes de raciocínio lógico substituindo-se à desgraçada matemática. 
Dou graças a tê-lo sempre à mesa "dos crescidos", presenciando as conversas, as discussões, as piadas em catadupa, as opiniões políticas, a amizade, a vida tal qual ela é. 
Dou graças por todas as promessas cumpridas, mesmo por vezes a contra-gosto, que evidenciaram a importância da palavra dada. 

Hoje, 22 anos depois, dou graças pela família que temos e que, dos mais presentes aos mais ausentes, têm sido uma presença afectiva que sempre transmitiu segurança e um fundamental sentido de pertença que não é substituível; o tão importante sentido de pertença não é inato, tem de ser edificado pedra a pedra, ano a ano, não se pode fingir, só quando cimentado com sinceridade e afecto é sólido

Hoje 22 anos depois, nada do que escrevo é o elogio da minha maternidade, não há semente que germine em solo ruim.
É uma declaração de amor, e respeito, que se mantém constante desde o primeiro momento, e esse foi o momento em que, conscientemente e por opção, te acolhi em mim, como parte de mim, a parte mais importante de mim, para o resto da  vida. É o reconhecimento de que todas a regas e toda a dedicação foram sempre recompensadas com os mais belos e doces frutos.

Obrigada meu filho por elevares o sentido da minha vida, por me elevares a ser o melhor que sei ser


QUANDO O "DIA DO PAI" JÁ NÃO É

O Dia do Pai já não é,  já não faço cinzeiros de barro na escola nem desenhos a lápis de cor em que o pinto de chapéu, de mão dada comigo

Já não viajo no banco de trás do carro em silêncio pedindo quase sempre para ouvir a mesma cassete gravada em casa com excertos das peças clássicas de que eu mais gostava

Já não percorro as montras das lojas mais variadas em busca de um desejo manifestado, de uma novidade cativante, de um livro que seria protagonista de uma conversa para horas

Já não procuro um restaurante onde as conversas alheias chegam apenas num murmúrio, os empregados não têm pressa de nos servir o café e de onde saímos a pensar quando voltaremos

Quando chego a casa com o Sol a dar ares do seu despertar já não percorro o longo corredor sem acender a luz, sustendo a respiração,  e enfaixando-me sem apelo nem agravo no aquecedor a gás que "alguém" mudou estrategicamente de lugar

Já não preciso consultar três livros em vez do manual de história ou de filosofia para não ser trucidada na sala de aula por aquele professor com quem vivia desde que nasci (como me fez falta a Internet...)

Já não tenho trocas de tiradas em são-micaelense cerrado, falado à velocidade da luz,  para poder trocar disparates e apreciações mordazes no meio de uma qualquer reunião social entediante

Já não fico a falar do filme que passou na TV, ou que vi no cinema, diante um bule de chá ou um copo de whisky trocando interpretações, observações, perspectivas, criando outros olhares 

Já não chego a casa cheia de novidades, aguardadas com avidez, sobre o congresso partidário ou a ceia depois do comício e o que disse este e respondeu o outro que te manda muitos cumprimentos

Já não... Já não... Já não

Agora tenho fotografias, tenho cartas que sei de cor, tenho conversas que me vêm à memória no momento certo, tenho segredos, tenho histórias vividas e confessadas que conto ao meu filho, tenho uma herança cultural, ética, filosófica
mas Dia do Pai já não tenho 


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NÃO DIZES NADA SOBRE AS ELEIÇÕES?

 «Então não dizes nada sobre as eleições?»

Eu explico: às vezes mais vale estar calada. 

Às vezes mais vale fechar a boca do que dizer seja o que for "post facto"; não serve de nada, pode ser ofensivo, pode até ser tomado como uma arrogância  parafraseando um "eu é que sei"

Umas eleições não são um campeonato desportivo, ou não deveriam ser, não está em causa o "que ganhe o meu clube", não é, ou não deveria ser, uma escolha emocional, afectiva, há que pensar no que está em causa e no que se pretende, qual a melhor opção para favorecer ou desfavorecer o que está em causa

Estas eleições poderiam ser definidas como um "Que sorte!" «Parti uma perna, que sorte, podia ter partido as duas". É uma atitude louvável para quem parte uma perna mas eu tenho mau feitio, sorte mesmo é não partir nenhuma

A esquerda berra e grita que o país está entregue à direita... À direita, Direita, não está, ponham lá a mãozinha na consciência e pensem lá no que é, de facto, a Direita.  O país foi entregue a quem está à direita da esquerda mas não à Direita. Pessoalmente regozijo-me que tenha havido o bom senso, previamente declarado, de rejeitar esse cenário.

Por falar em esquerda e em consciência, o PS tem vários agradecimentos a fazer, do fundo do coração: 

- Tem, em primeiríssimo lugar, de agradecer ao Chega não ter sido derrotado por uma maioria AD

- Tem de agradecer ao Costa ter dirigido o país com sua claque de apoiantes partidários colocando a sua oligarquiazinha corrupta nos poderes estando-se completamente nas tintas para a incompetência, as negociatas e os seus onerosos efeitos. Promoveu toda a casta de malandragem, todos muito "yes-men" e garantiu a sua almofada de conforto no poder. Se a coisa sai cara aumenta-se os impostos; o "brutal aumento de impostos" que Passos Coelho promulgou face a um país deixado de cuecas, rotas, e à vigência da troika a quem o Sócrates pediu socorro, é documentadamente uma brincadeira de crianças face à carga fiscal que suportamos hoje. Os impostos não subiram, foram subindo, subindo, subindo... Estável manteve-se o 23%  do IVA, (que sorte) nunca chegou a 25%

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O Chega festeja ter sido "o grande vencedor". 

O Chega cresceu, não, o Chega aumentou, muito. Agradeça ao PS, e à geringonça, como o PS lhe deve gratidão. E agradeça a corações inflamados e frustrações crescentes. Também pode mandar um beijinho ao Rui Rio, esse rapaz cerimonioso e tímido no falar ( no dar um murro na mesa está fora de causa, é feio, e oposição de alto calibre é falta de educação)


Aqui p'ra nós, parece-me que o "grande vencedor" foi aquela coisa quase inexistente que mudou de nome para ADn - num dia 28 de Setembro, dia bem escolhido.

 A coisa, que não chegou aos 10mil votos em 2022 (são necessários 7500 eleitores requerentes para constituir um partido político, votaram os requerentes e menos de 500 amigos) 

Num quase anonimato ultrapassou os 100mil em 2024. Hein!!!

G'anda noia! Ó Marinho (Pinto), isso é tudo teu ou estas contente por me ver?

O Chega também festeja a derrota do PS, como se tivesse contribuído para isso... NÃO CONTRIBUIU, bem pelo contrário

Pois, não se pode contribuir para tudo. Tivera tido mais 1% e reinaria  o PS mais 4 anos. Mas para o Chega é melhor assim, um governo estável não lhe dá jeito nenhum. E por que raio há de o país precisar de um governo estável? Não interessa nada, o Chega precisa de um governo fragilizado, o país que se lixe, que se aguente, já se aguentou até aqui.

E aqueles que votaram Chega mas que põem o país acima de partidos repito o que disse acima:  eleições não são um campeonato desportivo, ou não deveriam ser, não está em causa o "que ganhe o meu clube",  há que pensar no que está em causa

O mesmo se poderá dizer àqueles que votaram BE, a AD agradece.

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 «Então não dizes nada sobre as eleições?»

Digo isto, só isto:

A direita Direita, esteve mal, a esquerda, Esquerda esteve mal. 

Muita paixão e pouca cabeça. Raramente dá bons resultados

E a AD? A AD teve sorte, só torceu o pé, não partiu as pernas, consegue andar.

 Até onde? Durante quanto tempo? Depende de quais os valores que mais alto forem levantados. Não será muito auspicioso considerando as amostras em epígrafe

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