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DIZ-ME COM QUEM ANDAS...

Mais um dos meus bodezões (sim... isso) preferidos veio à tona deste lamaçal com que nos defrontamos diariamente.

(Desculpem lá a linguagem mas o que tem de ser tem muita força, não lhe posso chamar "malandreco" pela mesma razão de que um "cócó" não é o mesmo que uma "merda")

Refiro-me ao Dr. João Cordeiro, o "Padriarca" (sim, com d,não com t) da ANF.

Veio à tona mas ainda não foi pescado; pago para ver...

Já não era sem tempo, há anos que o dr. anda a merecer que a sua careca, tão exibida tem sido por tantos salões importantes, seja finalmente vista como aquilo que realmente é: a fina cobertura de um cérebro inteligente, bem gerido, pérfido, calculista, interesseiro, arrogante, egocêntrico e amoral.

Mas será que os farmacêuticos que sustentam as megalomanias da ANF serão capazes, por uma vez, de equacionarem que raio andam a pagar e a quem. Sim porque para proveito próprio não é; próprio, dos farmacêuticos associados. Dali não lhes vem nem um "tusto" do investido nem do adquirido e, muito menos, a defesa dos seus interesses, a menos que, por vicissitude da sorte, calhe que estes coincidam com os interesses do Dr. Cordeiro. Com muita sorte...
Os interesses profissionais dos associados da coisa pouco conta que sejam salvaguardados, muito menos prioritários. Os boticários pagam na mesma e a maioria não arreda pé, vá-se lá entender por quê.

Pagam para a associação que se fartam e parece que gostam, não sei se se sentem como membros de um clube privado com poder. Lembra-me os lojistas que pagavam a "protecção" à máfia

"Ah mas o Dr. João Cordeiro construiu um pequeno império na ANF...", ouve-se no coro dos crédulos.

Ah pois foi... O Dr. João Cordeiro é um senhor... feudal.

À custa dos proventos e trabalho dos outros, dos associados, os tais que não usufruem do tal impériozinho muito dele, o Dr. Cordeiro, rapaz financeiramente bem nascido e sediado ali para os bons ares de Cascais, soube movimentar-se e apoderar-se. Não tenhamos dúvidas, a conquista de determinado tipo de poder e influência não é para todos, é para quem tem cabeça e estômago, muito estômago.


Ah pois, que ninguém duvide que a ANF, à escala nacional, tem poder. Tem poder, tem empresas, tem participações, tem influencias e tem amigalhaços. Amigalhaços importantes de acordo com as conveniencias. É de facto um "produto nacional".

O Dr. João Cordeiro sabe, e muito bem, defender os seus interesses. Os Seus. Se não coincidem com os dos associados tanto pior para eles.


E à conta do Dr.Cordeiro até dei comigo a ler "A BOLA" (muito sofre quem ama):



«Armando Vara foi “ponta-de-lança” do lobby farmacêutico»
"A Bola" - 28/fev.2010

«O presidente da Associação Nacional de Farmácias (ANF), João Cordeiro, terá pedido a ajuda de Armando Vara, em duas situações, para que o ex-ministro socialista interviesse junto de José Sócrates para assegurar a alteração de legislação relativa ao sector farmacêutico.
A relação entre Cordeiro e Vara é denunciada pelo Diário de Notícias, que refere um documento apreendido em casa do segundo, na sequência de buscas efectuadas pela Polícia Judiciária (PJ).

O documento, que é referido num despacho do procurador-geral da República (PGR), foi apenso a um processo relacionado com a ANF e está alegadamente relacionado com a proposta de alteração ao regime jurídico de formação dos preços dos medicamentos sujeitos a receita médica e não sujeitos a receita médica comparticipada.

A lei, que não chegou a ser aprovada, previa, entre outras coisas, a liberalização das margens de comercialização nos preços dos medicamentos.

Este alegado pedido de ajuda de Cordeiro a Vara soma-se a um outro, detectado através das escutas do processo Face Oculta e divulgado pelo semanário Sol, que estaria relacionado com a lei de concessão das farmácias hospitalares a privados.»
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Parece-me que este rapaz Vara é um tanto vara para toda a obra,
ou não?




Sócrates beneficiou lóbi das farmácias
"Sol" 26 Fev. 2010 - Graça Rosendo

O Governo alterou um decreto-lei sobre a concessão a privados das farmácias hospitalares, a pedido do presidente da Associação Nacional de Farmácias (ANF), João Cordeiro, e nos termos em que este pretendia, já depois da sua aprovação em Conselho de Ministros. Isto foi possível após diligências junto do primeiro-ministro, realizadas pelo então vice-presidente do BCP, Armando Vara – cujas conversas foram interceptadas, enquanto arguido, no processo Face Oculta.

O diploma em causa foi a Conselho de Ministros no dia 23 de Julho de 2009 – e alterado, ao que tudo indica, no dia seguinte, para se adequar à versão pretendida pela ANF.



PEDIMOS DESCULPA PELA INTERRUPÇÃO DESTA NOTÍCIA PARA APRESENTAR MAIS UMA "CABALÍSTICA" COINCIDÊNCIA,A SUA CONTINUAÇÃO SEGUE APÓS NOTÍCIA ENTRECALADA

João Cordeiro acusa PM de manhã mas recua à noite.

sábado, 25 Jul.09 - RTP

«O presidente da Associação Nacional de Farmácias deu na passada 6ª Feira (24/7) uma conferência de imprensa para acusar o José Sócrates de "traidor" e "mentiroso" e de proteger "um grupo empresarial sem rosto" referindo-se às farmácias que dispensam medicamentos ao público nos hospitais. Ao fim da tarde através de comunicado veio afinal retratar-se e recuar nas críticas então feitas ao líder do Governo.»

«"Sinto-me usado e traído na minha boa-fé e a isso não estou habituado", disse. As razões para tal irritação prendem-se com o facto de considerar que o líder socialista não ter respeitado a "palavra dada, nem o acordo que negociou com o sector", segundo explicou. (com o sector, uma ova, com a ANF)»

«"Em vez de cumprir o acordo, integralmente e de boa-fé, o Governo serviu-se dele para uma agressão sistemática ao sector, traduzida na aplicação de todas as medidas desfavoráveis para as farmácias que ele continha, de forma agressiva, desequilibrada, sem diálogo connosco, sem ponderação e sem estudos prévios de qualquer natureza", afirmou João Cordeiro.»


«"Em vez de respeitar o compromisso de instalar farmácias hospitalares, apenas em caso de necessidade e em regime de concessão às farmácias privadas próximas dos hospitais, por serem as mais prejudicadas com a sua abertura, o Governo abriu concursos sem critério e, através da manipulação das suas regras, preferiu confiar as farmácias hospitalares a um grupo económico empresarial sem rosto", acusou.»

(Sem o rosto da ANF, pelo menos)


«João Cordeiro esclarece. Só depois de ter falado aos jornalistas na conferência de imprensa, é que tomou conhecimento oficialmente que José Sócrates desconhecia "os procedimentos sigilosos em relação ao diploma e a circunstância de não terem sido consultados os parceiros sociais, designadamente a ANF".»


("José Sócrates desconhecia"... desconfio que já ouvi isto em qualquer lado)

«O homem forte do sector farmacêutico não pediu desculpas ao primeiro-ministro pelas acusações que depois confessa terem sido desajustadas e injustas, mas a título de justificação atribui as culpas ao secretário de estado e da Saúde, Francisco Ramos, a quem acusa de ter sido o responsável pela inclusão das normas no projecto de diploma, depois retiradas em Conselho de Ministros.»

(Francisco Ramos, também conhecido no milieu por "o bode expiatório")

«O Ministério da Saúde repudia veementemente as declarações do presidente da ANF hoje divulgadas na comunicação social e não aceita qualquer forma de pressão para as negociações em curso sobre a legislação que define a repartição das margens do preço dos medicamentos", acrescenta.»

PORREIRO PÁ, acrescento eu
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...MAS VOLTANDO À NOTÍCIA DO "SOL" DE 26 FEV. ÚLTIMO:

«João Cordeiro foi ‘apanhado’ nas intercepções telefónicas do processo de Aveiro por diversas vezes, quando, durante o mês de Junho, Julho e Agosto do ano passado, conversou com Vara e com o empresário Lopes Barreira, também arguido e sob escuta no Face Oculta.»

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Ora então vamos lá a recapitular:

O diploma em causa foi a Conselho de Ministros no dia 23 de Julho de 2009;

A 24 de Julho, de manhã, o Dr. Cordeiro dá uma conferência de imprensa durante a qual chama traidor (?) e mentiroso ao primeiro-ministro.

Nesse mesmo 24 de Julho o diploma terá sido alterado, de acordo com as vontades anteriormente expressas pela ANF.

Ao final dessa mesma tarde o Dr. Cordeiro lá disse que as suas críticas haviam sido "desajustadas e injustas", pedir desculpa ficou para a próxima, a culpa foi do palerma...

As conversas "apanhadas" tiveram lugar durante Julho e Agosto

Continuaram amigos como dantes que vergonha na cara só serve para atrapalhar.

Ilações, anyone?

Primeiro-Ministro com Ministro da Saúde, Correia de Campos e presidente da Associação Nacional de Farmácias, João Cordeiro, na assinatura do Compromisso com a Saúde, entre o Ministério da Saúde e a ANF, Lisboa, 26 Maio 2006 (Foto Ricardo Oliveira - GPM)
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CURIOSIDADES...

Devolver a ANF aos Associados
in "Primeiro de Janeiro"/"Fórum Farmacêutico"14 Jul.08

"As nossas propostas são no sentido de devolver a ANF aos Associados… queremos com isto muito simplesmente dizer que as Farmácias não podem continuar indefinidamente a sustentar projectos empresariais megalómanos, sem que daí resulte qualquer retorno ou benefício para quem suporta os investimentos, as Farmácias Associadas”, realça o farmacêutico de Casal de Cambra, João Ferro Baptista, o único que até hoje colocou em questão a Direcção da ANF - liderada há 33 anos pelo Dr. João Cordeiro."

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Considerando que as declarações acima foram feitas em Julho de 2008 e que então o Dr. Cordeiro presidia à ANF haviam 33 anos;

Considerando que presentemente o Dr. Cordeiro já preside há 35 anos;

Considerando que até o Prof. Salazar se manteve no poder enquanto Presidente do Conselho "apenas" 36 anos;

Há uma esperança de que o Dr. Cordeiro venha a deixar a presidência da ANF ainda durante a primeira metade do Séc XXI.

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CAMARA CORPORATIVA - Blog

As contas da Associação Nacional de Farmácias (ANF), que representa cerca de 3.000 farmacêuticos,foram aprovadas: 73 votos a favor, nove abstenções e 21 votos contra(73/30). João Cordeiro, que não está habituado a ter oposição, abandonou as instalações no momento da votação, “tendo dado a entender que se demitiria caso as contas não fossem aprovadas”.

As dores de cabeça de Cordeiro resultam da constituição de um grupo de reflexão denominado Fórum Farmacêutica, que considera que há falta de transparência na gestão da ANF. No entender destes farmacêuticos, “sem notas às contas, demonstração de fluxos de caixa, demonstração de resultados por departamentos e contas consolidadas de empresas participadas e associadas, não se torna possível avaliar adequadamente a posição financeira e as operações da associação como um todo”.

Acresce que foram “colocadas várias questões à direcção, que regra geral respondeu de forma intimidatória, agressiva e inconveniente ou não respondeu”.

Os críticos de João Cordeiro exigem uma auditoria externa às contas da ANF. Cordeiro, esse, meteu férias.

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Lusa, 29 Jul.2009

A indústria farmacêutica requereu à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma investigação às acusações do presidente da Associação Portuguesa das Farmácias (ANF) que denunciou recentemente a existência de «negociatas» no sector

Para a indústria farmacêutica, «a serem reais as ilegalidades e ilegitimidades que João Cordeiro vem agitando com monótona regularidade, especialmente quando em causa está a conquista de mais e maiores vantagens económicas para a ANF, parece óbvio que a denúncia de tais factos, passíveis de eventual procedimento criminal, deve ser feita, em primeira instância, ao Ministério Público, entidade com poderes para investigar e acusar eventuais prevaricadores».

«É tempo de as autoridades judiciais esclarecerem, definitivamente, as verdadeiras motivações e razões do presidente da ANF, acabando de uma vez por todas com as acusações sem rosto e sem confirmação, subterfúgio recorrentemente utilizado como arma de intoxicação da opinião pública e de chantagem junto do poder político quando se trata, por exemplo, de impor maiores margens de comercialização dos medicamentos a favor das farmácias», lê-se no comunicado.
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João Cordeiro vai criar uma espécie de banco (já criou)
por JORGE FIEL EDUARDO TOMÉ - ARQUIVO DN 04 Maio 2008

«A Associação Nacional de Farmácias (ANF), presidida por João Cordeiro, tem em curso a transformação em Instituição Financeira de Crédito (IFIC) da Finanfarma, da sua empresa de factoring. Uma IFIC pode fazer todas as operações reservadas aos bancos, excepto aceitar depósitos. »

«Esta transformação confirma a apetência da ANF pelo sector financeiro, revelada com a emissão de um cartão de crédito, que registou 200 mil adesões no primeiro mês, e acentua a diversificação das suas actividades empresariais - detém, entre outras coisas, uma participação de 30% na José de Mello Saúde e 49,5% da empresa tecnológica Pararede. »

«A Finanfarma foi criada para contornar a decisão do Governo Sócrates de impedir a ANF de representar as suas 2700 farmácias associadas nas cobranças junto do Serviço Nacional de Saúde. As farmácias associadas na ANF passaram a enviar para a Finanfarma as facturas (créditos) destinadas ao Serviço Nacional de Saúde (SNS). Por sua vez, a "factor" paga-lhes as facturas e encarrega-se de as cobrar junto do Estado

Atenção, digo eu...

Entretanto a Finafarma, leia-se ANF, fica na posse dos valores realizados mensalmente por cada um dos seus clientes os quais, estranhamente, parecem não se importar e talvez considerem até isto "sem mal nenhum".

A verdade é que há pelo menos uma empresa na qual a ANF tem uma participação de 49%, a
Alliance Healthcare, que tem vindo a adquirir famácias que se encontram endividadas, ou em más condições financeiras, e bem sabem na ANF quais elas são.

Já agora convém referir que além desses 49% ANF há 2% que pertencem à "José de Mello Participações" (=51%), o que seria irrelevante se a ANF não possuísse 30% da "José de Mello Saúde" e outros 30% da "José de Mello Residências e Serviços".

Cada um que pense por si...

.../... «Uma sociedade de factoring tem um capital mínimo obrigatório de um milhão de euros e apenas se pode dedicar à cobrança de créditos cedidos pelos clientes, cobrando uma comissão em troca da prestação do serviço. As instituições financeiras de crédito tem de ter um capital mínimo de dez milhões de euros e podem desenvolver todas as actividades bancárias (incluindo a intermediação de valores mobiliários) excepto aceitar depósitos. Uma fonte da ANF classifica como "normal" esta evolução, "agora que a Finanfarma atingiu a velocidade de cruzeiro".»

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Quem tiver curiosidade e quiser dar uma olhadela pelo conjunto que compõe o denominado "Universo ANF", aí fica o "link".

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Lobo em pele de cordeiro
16 Set. 2005

O Independente publica hoje um artigo com o título reproduzido em epígrafe, no qual informa de que a empresa UniChem Farmacêutica — de que são accionistas a Associação Nacional de Farmácias, presidida por João Cordeiro, e a José de Mello Participações SGPS — aumentou os stocks nas vésperas da entrada em vigor da portaria que reduz o preço de um conjunto de medicamentos comparticipados pelo Estado, entre os quais estão os 20 mais vendidos no país.

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