Há uns dias andou por aí - pela comunicação social - um grande relambório porque Portugal foi o país que mais cresceu na lista europeia de inovação. Até José veio à praça anunciar a grande novidade.Um feito bestial!
Portugal lidera a lista de países «moderadamente inovadores». Hum...sim.
Ou seja, Portugal subiu uma posição na tabela geral dos 27 da União Europeia; isto é, ocupa a 15ª posição num total de 27 - tem 14 à frente e 12 atrás. Não é bestial?
O relambório seguinte foi ontem à conta do aumento das exportações.
Lá veio José outra vez muito contente dizer que as exportações portuguesas cresceram mais de 15% em 2010.
E mais disse José - disse não, declarou, porque José não diz, declara (ou será "declama"?). Este aumento «demonstra que Portugal foi dos países que mais rapidamente recuperaram da crise de 2009».
Será que ele acredita mesmo nisto?
Será que não atravessa a mente de José que se as empresas, em particular as PME's, não se atirassem arduamente para a frente, por si, contando consigo e com os seus recursos materiais e humanos, se não buscassem mercado internacional, iriam aumentar, ainda mais, as já longas listas de empresas que ao longo de 2010 tiveram de fechar portas?
Será que não atravessa a mente de José que os sucessivos aumentos da taxa de desemprego não se ajustam a essa visão feliz, e algo megalómana, de Portugal ser dos países que mais rapidamente recuperaram da crise de 2009?
Ainda ontem Faria de Oliveira, Presidente da Caixa, Geral de Depósitos, afirmava que a banca vai ser o primeiro parceiro a ajudar ao aumento das exportações. Pois, vai ser...
José bem podia declarar - ou até declamar alto e bom som - que se Portugal ainda não secumbiu totalmente ao seu endividamento (e ao pesadelo de José, o recurso ao FMI) bem pode agradecer às empresas particulares e à bolsa dos portugueses que, de acordo com o relambório de hoje, trouxe um aumento de 15% da receita do Estado (IRS, IRC, IVA e outros impostos indirectos) relativamente a Janeiro 2010.
Por alguma razão, de acordo com o Edelman Trust Barometer 2011, o mesmo que indicou que os portugueses são os que menos confiam no seu Governo, apenas 9% , numa análise que avalia o nível de confiança no Governo, empresas, ONG e media, apresenta um nível de confiança de 69% nas Organizações não Governamentais (ONG), seguido de um nível de credibilidade de 47% relativo às empresas.
«O Financial Times escreve hoje (9 Fev.) que o juro da dívida de Portugal atingiu novos máximos da era do euro, devido aos "receios crescentes de que Lisboa vai ter de recorrer a ajuda internacional para reavivar a sua economia estagnada".
Uma fonte comentou ao Financial Times que "os custos de financiamento de Portugal estão em risco de subir cada vez mais visto que não há compradores para a dívida do País".
Isto depois de o juro das obrigações do Tesouro portuguesas a 10 anos ter subido até aos 7,354%, o valor mais elevado pelo menos desde 1997, ou seja, um máximo da era euro.»
«Isto significa que os mercados continuam preocupados com a sustentabilidade da dívida nacional, apesar de o País ter assegurado financiamento até Abril.
O juro de Portugal afasta-se assim da barreira dos 7% definida por Teixeira dos Santos para começar a pensar numa solução que envolvesse o FMI.»
Fonte - Diário Económico.9Fev.11
E José acha que está demonstrado que Portugal foi dos países que mais rapidamente se recuperaram da crise de 2009.
Haja Deus!
Cá por mim estou com uma grande neura: olhei hoje para a minha declaração de rendimentos e, inadvertidamente, li quanto descontei o ano passado para o Estado e Segurança Social.
Levei o resto do dia com vontade de fazer festinhas na minha própria cabeça. Não é só o que pago... É que cada vez pago mais e tenho direito a menos.
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MUITO BARULHO PARA NADA
Publicado por Alex at quarta-feira, fevereiro 09, 2011 0 comments
PROVA LÁ DO TEU XAROPE

Ora aí está um livro de mexericos - vulgo fofocas - que é capaz de ter muita graça.
Por norma fujo mais depressa das fofocas do que o diabo da cruz, não gosto de fofoqueiros e não lhes entro no jogo.
Ahh mas este autor pode fofocar o que quiser que está perdoado, - "ladrão que rouba a ladrão..." - desde que fofoque sobre o maior fofoqueiro do mundo, o Bicho Intriguista.
No fundo é pela "liberdade de informação", não é?
Então está certo.
«O antigo porta-voz do WikiLeaks vai publicar um livro em que revela os detalhes do funcionamento do site que se tornou conhecido por divulgar vários tipos de documentos confidenciais, noticia a AP.»
«Apesar de cultivar o segredo e a discrição, Daniel Domscheit-Berg, cientista de computação, era a face mais conhecida do WikiLeaks depois do fundador, Julian Assange, com quem entrou em conflito.
O seu livro será divulgado no final desta semana, em 16 países simultaneamente.
Os editores já prometeram que "Por dentro do WikiLeaks: o meu tempo com Julian Assange no site da Internet mais perigoso do mundo" (Inside WikiLeaks: my time with Julian Assange at the world's most dangerous website) "contará toda a história" e revelará detalhes sobre as operações do grupo.
Adiantaram ainda que o livro explorará a evolução, as finanças e as controvérsias do WikiLeaks, bem como o antagonismo entre Domscheit-Berg e Assange.O antigo porta-voz abandonou o projecto em Setembro, citando diferenças pessoais, éticas e políticas com Assange.»
In DN-Globo, 7 Fev.11
Publicado por Alex at terça-feira, fevereiro 08, 2011 0 comments
HOMENS...
Hoje o LR tinha um "trabalho de casa" um pouco complicado e estive a ajuda-lo para que ficasse feito antes da meia-noite. O duche atrasou e atrasou o jantar.
Antes de, finalmente, ir para a cozinha dar conta de um desgraçado frango morto e desfiado, enfiei a cabeça entre o LR e o Canal Disney e fiz-me ouvir a custo:
-" Vai tirar a tralha de cima da mesa e arrumar a mochila que dentro de cinco minutos tenho o jantar pronto".
Atirei com o bicho desfiado para uma saladeira, misturei uns verdes, umas batatas palha de pacote, uns cubos de queijo pré-cortado e umas amêndoas, dei-lhe duas voltas com molho de cocktail e já está.
Quando voltei à sala, de saladeira na mão, a tralha continuava em cima da mesa e o LR impávido e hipnotizado pelo Canal Disney.
Rosnei:
- "Eu não te disse que demorava 5 minutos para trazer o jantar? Olha-me esta mesa..."
Ainda impávido e sem desviar o olhar da TV responde-me o Infante:
- "Julguei que isso dos cinco minutos era retórico..."
Retórico?!?!
Ele lá se mexeu, a custo; eu voltei à cozinha em busca de pratos, talheres e afins.
Posto tudo na mesa reparei que entre os afins não constavam copos nem água... Mais uma voltinha.
Quando regressei o bom do Infante tinha-se sentado à mesa, pegado no garfo e preparava-se para dar conta da salada de frango. Não me contive:
- " Ouve lá ó cavalheiro, eu ainda não me sentei e muito
menos comecei a comer..."
- " Tens razão mamã mas eu não estou a comer, estava só a saborear e digo-te, está di-vi-nal; uma salada feita por mãos de deusa... Di-vi-nal! Vá senta-te que vais gostar."
É mesmo macho, não há dúvidas.
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Publicado por Alex at segunda-feira, fevereiro 07, 2011 0 comments
E PODIA SER PIOR...

Ele há coisas...
Então não querem lá ver que:
A confiança dos portugueses no seu Governo é a menor num conjunto de 24 países de todo o Mundo.
Se há um ano 27% dos portugueses confiavam no seu Governo, agora apenas 9% responde positivamente.
Esta é apenas uma das conclusões contidas no Barómetro de Confiança Edelman 2011 (Edelman Trust Barometer) , um estudo internacional que acaba de ser apresentado esta manhã, em Lisboa.
.../...
As conclusões a nível internacional foram apresentadas recentemente no Fórum de Davos, mas só hoje está a ser revelado o resultado do inquérito realizado em Portugal junto de uma amostra com aquele perfil e com idades compreendidas entre os 25 e 64 anos.
In JN online 7 Fev.11
Mas calma, podia ser pior...
Ao que parece o povo indonésio ainda está mais bem servido de Líder governamental do que nós; no que toca a representante do governo Portugal situou-se em penúltimo.
Isto, além de dar uma certa sensação de conforto, tem um lado positivo: às vezes sinto-me a ficar sem recursos, porque quem resiste a viver no nosso sacrificado país já pouco mostra temer... Pelo menos ainda posso dizer: "Luísinho, se não comes a sopa mando-te para a Indonésia".
Na mesma linha, Portugal "é o segundo país que atribui menos credibilidade a um representante do Governo ou regulador", sendo apenas superado pela Indonésia, numa tabela liderada pelo Brasil.
In MSN News/Lusa, 7/Fev.11
"O Primeiro-ministro vê sinais "animadores" e pede confiança no Governo."(in DN - Mensagem de Natal 2010)
o manequim vestindo Armani é mesmo o nosso confiante Primeiro (Foto DN)
Cá para mim este rapaz, desde que largou as sapatilhas, passou ao lado de uma grande carreira que nos deixaria a todos, e até talvez a ele, muito mais felizes.
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Publicado por Alex at segunda-feira, fevereiro 07, 2011 0 comments
COINCIDÊNCIAS CHATAS
Lido, e roubado, no blog "ATRIBUTOS", do meu virtual amigo José Magalhães.
Os links que se encontram ao longo do texto, abrigados em sete palavrinhas escolhidas a dedo, são também de sua autoria e constam no texto original - ligam a sete notícias bem a propósito.
De resto, sem comentários, obviamente desnecessários
«CORAGEM, JÁ SÓ FALTAM TRÊS »
«GOVERNOS SOCIALISTAS NA EUROPA»
«Já só existem três governos socialistas na Europa. O de Espanha, o da Grécia e o de Portugal.
Tenhamos coragem para esperar mais um pouco, pois que já falta muito pouco tempo para que eles desapareçam, pelo menos cá em Portugal.
É que o dinheiro está-se mesmo a acabar e quando já não houver mais, eles não esperam pelo pontapé, vão mesmo pelo seu (deles) pé, daqui para fora.»
Quanto à Irlanda... adiciono eu isto
e/ou isto
Publicado por Alex at domingo, fevereiro 06, 2011 2 comments
UM ARTIGO A TER EM CONTA...
Quando eu era pequena havia uma frase daquelas que entram nas expressões que toda a gente usa em situações similares; dizia-se assim: «É verdade, veio no jornal»
Hoje já quase ninguém cai na ingenuidade de dizer uma destas... Quanto a isto fiquemos por aqui.
Há pouco estava a passar os olhos pelos títulos da imprensa de hoje e houve um que me despertou curiosidade. Fui ler.
Mais extenso do que o habitual é no entanto despojado de floreados para encher; trata-se de um artigo de leitura fácil, bem desenvolvido e fundamentado.
Se o seu conteúdo traduz ou não uma realidade actual, ou se é uma mera especulação sobre o que "talvez seja" fundamentando-se em factos históricos... Pois, não sei mas considerando outras notícias dos últimos dias que têm por tema a "Irmandade Muçulmana", que só agora me chamam a atenção (e às quais deixo links no final deste post), sou levada a pensar que se trata de facto de uma questão séria e não apenas de uma especulação política, "encomendada" ou não.
Poderia tratar-se de propanganda pró-sionista, anti-islamica, anti-muçulmana... Poderia mas não creio, os factos históricos estão aí, os factos presentes não os desmentem, muito pelo contrário, doa a quem doer.
Vale a pena ler, estar atento ao desenvolvimento de factos e situações, procurar mais informação.
Fica aqui como documento, e leitura oferecida a quem aprouver.
A Irmandade Muçulmana, principal força de oposição no Egipto, é uma organização que remonta à Segunda Guerra Mundial, com um passado ligado à Alemanha nazi.Apesar das prisões, deportações e execuções de muitos dos seus membros no passado, a Irmandade Muçulmana não foi destruída nem por Mubarak, nem antes por Nasser ou pelo rei Farouk que a viu nascer em 1928. Hoje, a Irmandade está nas ruas, com mais força que nunca, ao lado de milhões de manifestantes que exigem a demissão do seu presidente, e o futuro do Egipto é uma perigosa incógnita.
De braço dado com a suástica
Peter Levenda, no seu livro " Aliança-Sagrada" (Unholy Alliance), revela que o oficial das SS Otto Skorzeny (famoso, entre outras façanhas, por ter liderado o grupo de comandos que libertou o ditador Benito Mussolini do hotel em que estava detido depois do golpe que o retirou do poder, em 1934) , foi para o Egipto no pós-guerra, onde criou uma "Gestapo" egípcia formada quase completamente por antigos oficiais das SS. De acordo com o autor, esta foi uma medida que recebeu forte apoio de Allen Dulles, então director da CIA, numa operação envolveu a Irmandade Muçulmana, na época associada aos nazis e que nos tempos mais recentes deu origem à al-Qaeda.
A ligação entre os muçulmanos radicais e os nazis, conforme explica Jim Marrs no seu livro "A Ascensão do Quarto Reich", começou com o fundador da Irmandade Muçulmana, Hassan al-Wahhab, que formou um grupo de juventude egípcia, dedicada à reforma social e à moral islâmica. Wahhab era um devoto seguidor de Muhammad ibn Abd al-Wahhab, o muçulmano do século XVIII que fundou a seita Wahhabi, que ensina que qualquer acrescento ou interpretação à lei islâmica posterior ao século X é falsa, devendo por isso ser erradicada de qualquer forma, nem que seja pela violência.
"Nos anos 20 havia um jovem egípcio chamado Al-Banna, de um grupo denominado a Irmandade Muçulmana. Al-Banna era um admirador de Adolf Hitler e escrevia-lhe frequentemente. Foi tão persistente na sua admiração pelo recém-criado partido nazi, que nos anos 30 a Irmandade Muçulmana tornou-se num ramo secreto dos serviços secretos nazis", diz Marrs, citando o antigo advogado John Loftus, que teve acesso quase ilimitado a vários documentos classificados dos Estados Unidos e da NATO. Nessa época, explica , "os nazis árabes tinham muito em comum com as novas doutrinas nazis de então. Odiavam os judeus, a democracia e a cultura Ocidental, pelo que se tornou uma política oficial do Terceiro Reich desenvolver secretamente a Irmandade Muçulmana como um exército no Egipto. Quando começou a guerra, a Irmandade Muçulmana prometeu que iria ajudar o general Erwin Rommel (comandante do Afrika Korps), assegurando-se de que não houvesse um único soldado inglês ou americano vivo, no Cairo ou em Alexandria". Apesar de terem falhado a promessa, os batedores árabes do exército alemão causaram sérios problemas às forças aliadas durante os combates no norte de África durante toda a guerra.
Depois da Segunda Guerra Mundial, escreve Jim Marrs, "a Irmandade Muçulmana e os seus aliados alemães foram procurados por crimes de guerra, uma vez que não eram considerados uma unidade militar tradicional, e depois de várias prisões no Cairo, os seus membros foram entregues aos serviços secretos britânicos que os contrataram para combater o recém-criado Estado de Israel".
Apesar de, segundo o autor, dentro da própria Mossad (serviços secretos israelitas) poucos saberem disso na altura, "muitos dos membros dos exércitos árabes e dos grupos terroristas que tentaram esmagar Israel logo no início, foram os árabes nazis da Irmandade Muçulmana. O que os serviços secretos britânicos fizeram então, foi "vender" os àrabes nazis à antiga OSS, que mais tarde se tornou na CIA, liderada por Allen Dulles. A ideia era usar os nazis árabes no Médio Oriente como um contra-peso aos árabes comunistas. No entanto, os egípcios ficaram assutados com a ideia e Nasser ordenou a toda a Irmandade Muçulmana que saísse do Egipto (1954), sob pena de prisão e execução. Durante os anos 50, a CIA evacuou os nazis da Irmandade Muçulmana para a Arábia Saudita".
Em 1979, a CIA atraiu fanáticos sauditas entre os membros desta Irmandade e enviou-os para o Afeganistão para combater os soviéticos. Num destes grupos, que uma vez fora do Afeganistão viria a ser conhecido como al-Qaeda, estava um jovem saudita, de nome Osama bin Laden. Após a retirada da União Soviética do Afeganistão, os sauditas não quiseram esses fanáticos de volta. Actualmente, conforme afirma Jim Marrs, "Existem muitos ramos muçulmanos radicais, mas são todos da Irmandade Muçulmana, um veneno que se espalhou pelo Médio Oriente e, após o 11 de Setembro, pelo resto do mundo".
Links:
Irmandade Muçulmana não tem peso suficiente para ganhar eleições
Irmandade Muçulmana pronta a dialogar depois de saída do Presidente Mubarak
"Irmãos Muçulmanos pretendem implantar radicalismo islâmico"
Irmãos Muçulmanos já anunciam fim do acordo com Israel
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Publicado por Alex at sexta-feira, fevereiro 04, 2011 0 comments
DO FARAÓ A PÉRICLES?
Ontem disse aqui que não ia falar do que se passa no Cairo; e não vou.
Disse que nós, comuns cidadãos do mundo, não sabemos "da missa a metade".
Hoje acrescento que quem está presidindo à "missa" é o povo egípcio, pelo menos o da capital, mas não sabemos sequer quem inspira "a missa", quem movimenta as massas, quem acendeu o rastilho.
A política autocrática de Mubarak?
É possível, é provável... Mas não creio que seja só isso, o Egipto não é Europa... A sua tradição político-social funda-se no Faraó-Deus, não existem as raízes gregas do Século de Péricles - Demos Cracia é para os egípcios algo mais longínquo do que para nós europeus o american way of life.
A revolta da pobreza, da miséria, poderá ser um sentimento humano universal. Talvez, não sei, veja-se a Índia...
A revolta pelos valores da Liberdade Democrática é enraizadamente ocidental.
O povo egípcio não tem o comando no seu país, verdade, mas quem tem, neste momento, o comando do povo egípcio? Ninguém? Duvido...Caiu-me sob os olhos um pequeno texto do Francisco Sarsfield Cabral do qual deixei cair a introdução e deixo-vos o miolo. A mim fez-me pensar...
«Em 1978 o presidente do Egipto Sadat e o primeiro-ministro israelita Begin assinaram um acordo de paz, mediado por J. Carter, presidente americano. Sadat foi assassinado três anos depois por um extremista islâmico. Sucedeu-lhe Mubarak, seu vice-presidente, que até hoje manteve a paz com Israel. Daí que o presidente israelita Shimon Peres tenha manifestado apoio a Mubarak na actual crise egípcia.
Estes factos levam a olhar com prudência a eventual transição democrática no Egipto. Para já, é positivo que os islâmicos radicais não estejam na linha da frente da revolta. Mas daqui a algum tempo…»
Sarsfield Cabral, "Página 1", 2 Fev.
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Publicado por Alex at quarta-feira, fevereiro 02, 2011 0 comments
CAIRO, O FACTO E A VIDA
Não vou falar do que se passa no Egipto
A comunicação social não fala de outra coisa, naturalmente
Eu, nós, comuns cidadãos do mundo, não sabemos "da missa a metade"
Mas as imagens são testemunhos, estas dispensam palavras.


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Publicado por Alex at terça-feira, fevereiro 01, 2011 0 comments
SABERÁ UM CARTEIRO DISTRIBUIR IMPERIAIS?

PAULO CAMPOS - secretário de Estado adjunto das Obras Públicas, Transportes e Comunicações do XVII Governo Constitucional, desde 31 de Outubro de 2009
«Secretário de Estado nomeou ex-sócios para administração dos CTT»
«Paulo Campos teve entre 1994 e 2002 uma empresa de produção de espectáculos (chamada Puro Prazer). O negócio acabou por fechar, mas - de acordo com a Rádio Renascença - a entrada no governo permitiu ao actual secretário de Estado adjunto das Obras Públicas dar emprego aos seus antigos sócios. E foi nos CTT, que estão sob tutela de Paulo Campos.
Em Junho de 2005, Marcos Afonso Batista foi nomeado administrador dos Correios de Portugal e de mais cinco empresas do grupo. Já em Abril de 2009, Luís Pinheiro Piteira - que tem apenas a frequência do terceiro ano da licenciatura em Contabilidade - assumiu funções como administrador da Empresa de Arquivo de Documentação (empresa participada dos CTT) e este ano passou a acumular funções na Payshop, onde também é administrador.»
in "I on line" - 9 Nov. 2010
Paulo Campos, questionado sobre este processo, afirmou que
"Não existindo, como não existe, qualquer impedimento ou incompatibilidade legal, essa matéria é do foro ético e pessoal de cada um, pelo que não tenho qualquer comentário a fazer".
Segundo o Secretário de Estado adjunto, os dois responsáveis foram escolhidos
"pela sua vasta experiência na área da gestão no sector público e privado bem como em multinacionais"
In "Esquerda .net" (orgão do Bloco de Esquerda) - 10 Nov. 2010
Até aqui...
Até aqui nada de novo, já estamos habituados, nem valeria a pela ir buscar uma notícia de Novembro 2010 não fora o recorte de jornal com uma curta mas não menos deliciosa entrevista ao tal Paulo Campos que encontrei hoje no meu e-mail.
Trata-se de um recorte de uma edição impressa e não consegui encontrar na net onde foi publicada a entrevista; não resisto a partilha-la aqui, aliás é gracinha que fica bem em qualquer blog. Um mimo!
(vou ver se o Ministério da Educação me aprova um currículo de Licenciatura em Distribuição de Imperiais a ser leccionado já no próximo Verão)
Publicado por Alex at terça-feira, fevereiro 01, 2011 0 comments
O "ÍNTIMO E PESSOAL" E O "PRINCÍPIO ENTRÓPICO"
Ultimamente mais de uma ou duas pessoas me disseram que faz tempo que não publico por aqui nada de pessoal, nenhum daqueles "posts" que na "Blogoteca" do Real Gana, aí do lado direito, se encontram sob as etiquetas "Sobre mim", "LR", "Os meus amigos", "Caminhos", "Pensamentos" e talvez outras de que não me lembro de momento e não vou agora à procura.
Pois eu sei, é verdade, não estou distraída. Há várias razões pelas quais isso acontece ou, talvez melhor dizendo, não acontece.
Primeiro, a grande maioria das vezes que escrevo sobre questões pessoais, faço-o porque aquilo de que falo não se prende exclusivamente comigo; aspectos da vida, da amizade, das relações humanas e sociais, conversas que presencio, etc., que reflectem e se prendem com a vida de todos nós, dos amigos aos filhos, dos sentimentos às recordações, do maravilhamento à indignação, e tudo o resto que nos faz humanos.
Depois, mais raramente, escrevo sobre, e para, os meus amigos ou pessoas que passam pela minha vida. Faço-o para eles, meus amigos, e para mim, deixando uma marca expressa daquilo que até então era apenas sentido e recordado. Pela mesma razão escrevo sobre e para o meu filho, para que fique escrito, para que ele venha a ler, porque lhe acho graça e porque me derrete.
Por último há o que escrevo exclusivamente por mim, interessante ou não para quem por aqui passa, trata-se fundamentalmente de uma forma de comunicar com aqueles que me são próximos, íntimos, dando-lhes "notícias" do que me vai na alma, dentro dos limites do que considero "publicável" - sem franquear as portas da minha vida, exponho aquilo que considero humano, verdadeiro, característico de mim. São exercícios de exteriorização dentro dos limites da privacidade. Porque me apetece, porque sim, porque me dá na real gana.
Então e ultimamente?
Pois ultimamente não me tem dado na real gana.
A forma mais simples que encontro para (me) explicar este rarear de "posts" mais pessoais é o Princípio Entrópico. A sério.
Se não travarmos uma batalha diária, ou quase diária, a entropia dá conta das nossas vidas, do meio que nos rodeia, das nossas relações, da nossa saúde física e mental.
Se não colocarmos a loiça na máquina, e o detergente, e não carregarmos no botão, veremos o caos, em pleno acordo com o princípio entrópico, tomar conta da nossa casa em dois ou três dias. O mesmo é válido para tudo o resto.
Há coisas que outros podem fazer por nós mas temos de ser nós a gerir essa delegação de tarefas, nem que seja na comunicação do que desejamos, na supervisão, no reconhecimento ou tão apenas na prontidão de um ordenado; outras coisas, menos frugais, teremos de ser nós a controlar, a manter sobre os carris da vida.
A minha vida é, habitualmente, uma correria; não que isso me agrade por aí além mas também não é dramático, é assim.
Muitas vezes sinto-me como uma torre, de diâmetro considerável, isto é, abrangendo vários "tipos de terreno", permanentemente a restaurar os seus blocos para não ruir - recaíndo sobre os "edifícios anexos e próximos" - ou, pelo menos, para não abrir brechas complicadas.
Tento, dentro das folgas que conquisto à entropia circundante, e até interior, salvar algum tempo para parar de correr. Não para parar, esse tempo durmo-o, mas para parar de correr, abrandar o ritmo. (O tempo que uso escrevendo neste blog faz parte dessas folgas da correria).
Os abrandamentos têm de ser cuidadosos para não virem a gerar "sprints", às vezes englobando "barreiras" e "corta-mato", em correrias infernais e desgastantes.
Também as faltas de abrandamento, físico e emocional, têm consequências similares: o desgaste resultante é idêntico. Abrem-se brechas, a fragilidade domina, o perigo de ruir espreita.
Este equilíbrio entre "o restauro continuo" e o abrandamento - para já não evocar o descanso - é fundamental. E é difícil.
O que é que tudo isto tem a ver com o conteúdo mais pessoal dos meus "posts"?
No que está fragilizado não se mexe. Reforça-se, repousa-se mas não se agita.
A dada altura, não sei exactamente quando, devo ter confundido a minha capacidade de "corredora de fundo" com a possibilidade de viver em "sprint".
Foi a exaustão, claro. Mas continuei...
De repente apercebi-me de que me sentia mal, de que vinha a sentir-me mal sem ligar a devida importância ao facto. Havia muito para fazer, para além do trabalho e das rotinas diárias, muitas frentes de "combate entrópico"; meteu-se o Natal, as azafamas costumeiras e as acrescidas, o "não dá para parar agora". Mesmo com a chegada das férias escolares da época, o que sempre alivia o vai-vem, os horários e, sobretudo, a imprescindível hora da alvorada, mesmo assim o meu nível de energia continuava baixo e a luta contra o caos tornava-se mais pesada do que o suportável.
Creio que o último "post pessoal" que aqui escrevi, talvez o único dos últimos dois mêses - Votos de Ano Novo - começava com um pedido de desculpas aos meus amigos que me telefonaram, ou de alguma forma me procuraram pelo Natal, amavelmente, carinhosamente, e que esbarraram com uma parede de silêncio, sem respostas e telefones desligados.
O virar do ano não foi melhor, pelo contrário. Por razões que não vêm a propósito houve que superar algumas provas amargas ainda que imprescindíveis ao fechar de assuntos longamente arrastados e definhados.
Até que um dia, sabe-se lá porquê, sentindo um cansaço que não tinha descanso, o corpo a pesar-me arrobas e encontrando-me no espelho com mais dez anos do que há um mês ou dois, medi a tensão arterial... Foi o pânico. Pânico!
A sistólica a bater no 10 e diastólica a rondar o 17/18... Eu, habitualmente hipotensa. E não, desta vez não se tratava de um pico de tensão motivado por uma situação isolada e identificável, os valores mais baixos batiam nos 9/16, continuamente.
Travões a fundo.
Não sofro de medo da morte mas sofro, mesmo racionalizando, de angustia de mãe de uma criança pequena
Parou, que se lixe a taça.
Como disse atrás, o tempo que passo escrevendo neste blog faz parte das folgas na correria quotidiana. Sento-me frente ao computador e concentro-me noutras coisas que não a rotina, o que há para fazer, o que preciso de tratar, etc. Treino as célulazinhas cinzentas, treino a escrita, o raciocínio, alheio-me de tarefas e obrigações.
As polítiquices, as pouca-vergonhas deste nosso país, e de outros, as questões sociais e outras que são do foro externo, não pessoal mas comum, ocupam-me a cabeça, até as emoções, mas deixam o meu foro íntimo em paz. E esse, mais do que alguma vez, eu quis deixa-lo em paz, uma paz verdadeiramente imprescindível - não mexe mais para não aumentar a entropia, "em absoluto acordo e respeito pela segunda lei da termodinâmica".
Agora, chegada aqui, a este momento, a esta
linha, encontro-me neste "post muito pessoal".
Ainda não me refiz do susto. Reentro pela vida com pés de lã sabendo que não posso continuar a protelar o meu bem-estar em nome das urgentíssimas ninharias que nos comem a vida, se deixarmos.
Agradeço a quem me entendeu, a quem me deu tempo, a quem me dá espaço, a quem me dá a mão.
Não tenho ainda vontade de sair por aí correndo nem me parece que fosse grande ideia mas, se bem me conheço, não tarda vou sentir falta de um Rock'n Roll.
Keep rocking
Keep rollin'
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Publicado por Alex. at domingo, janeiro 30, 2011 4 comments
A LIBERDADE de ensino TEM PREÇO?
A medida chegou discretamente, embrulhada noutros acontecimentos e crises que saltaram para os jornais tomando a primazia e diluindo o seu carácter pernicioso .
Os pais não engoliram, as escolas não se axambraram.
A Ministra disse que nem ia discutir o assunto que não voltaria atrás.
Os pais não engoliram, as escolas não se axambraram.
«Na terça-feira (25/01), a ministra da Educação, Isabel Alçada afirmou que o Governo não vai continuar a financiar “privilégios e lucros” de alguns colégios e adiantou que, se as restantes escolas não assinarem, o Governo encontrará alternativas para os alunos na rede pública ou mesmo noutros estabelecimentos privados que, segundo a ministra, já manifestaram vontade em assinar aquele tipo de contratos.»
A VERSÃO NÃO MINISTERIAL, FALEI DELA, HÁ DIAS, AQUI (EM CIMA DE PEDRA, COICE)
Quando as pessoas se revoltam e se mexem as coisas podem mudar. Porque não se calam. Mas só o sentimento de revolta não chega.
FOTOS LUSA
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Publicado por Alex. at sexta-feira, janeiro 28, 2011 0 comments
OXALÁ TENHA RAZÃO
«Os jornalistas só falam do FMI, mas Portugal não precisa de nenhuma intervenção externa, não precisa de nenhum FMI, nem de nenhum conselho do FMI»
José Sócrates, 28/01/2011
«The Portuguese plea was pointless, he* said, because Sócrates would not follow any advice he was given.»
*Dominique Strauss-Kahn, Director do FMI, membro do Partido Socialista francês
«A situação com que estamos confrontados exige apenas isto: que o país tenha quem o defenda, quem o defenda dos especuladores, desta crise, quem encontre um novo rumo.»
José Sócrates, 28/01/2011
Embora eu possa jurar que se trata de "um falar e dois entederes", por uma vez, neste aspecto, estou plenamente de acordo com José.
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Publicado por Alex. at sexta-feira, janeiro 28, 2011 0 comments
TRUQUE DA TRETA 2011

Este ano contém quatro datas curiosas:
1/1/11,
11/1/11,
1/11/11,
11/11/11 .
Agora a parte com graça:
Considerem os últimos 2 dígitos do ano em que nasceram
somem-lhes a idade que farão este ano.
O resultado será 111, para todos!
E quem nasceu depois de 2000 inclusive?
Dá 11, sempre.
Está bem, é básico mas tem graça; no ano que vem dá 112 e já não tem piáda nenhuma, excepto para os caçulas do séc. XXI.
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Publicado por Alex at quinta-feira, janeiro 27, 2011 2 comments
OS FILHOS DA TERRA
ou A VANTAGEM DE JOGAR EM CASA,
quando lá em casa gostam de nós
José Manuel da Mata Vieira Coelho
Um filho de Gaula, Santa Cruz, Madeira
39,01% - 36,32% - 45,75%

Um filho de Boliqueime, Loulé, Faro
52,27% - 62,88% - 74,40%

Manuel Alegre de Melo Duarte
Um filho de (freguesia??) Águeda, Aveiro
17,55% - 21,01%


Defensor Moura, um filho de Viana do Castelo ( freguesia??)
O melhor que conseguiu - 7,09% na sua freguesia, Vinhó (4,59% Gouveia; 3,80% Guarda)
Um honroso 4 em 6, abaixo de Fernando Nobre
(Deve ser por causa do vinhó...)
Fernando Nobre nasceu em Angola, não dá para comparar.
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Outras perspectivas...
Vilar de Maçada, Concelho de Alijó(Freguesia que saltou para a fama por ter abrigado a vinda ao mundo daquele que será provavelmente o seu maior "filho da terra": José Sócrates Pinto de Sousa)
« Não houve autocarro porque ninguém o pediu »
Presidente da Câmara de Alijó, 24/01
Então ó malta, lá porque não foi preciso pedir das outras vezes não quer dizer que não tivessem de pedir agora, um autarca tem mais em que pensar em vésperas de eleições, não é só pensar em como é que a malta vai votar à vila, ou até se a malta quererá ir votar. Pois pedissem.
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Publicado por Alex at terça-feira, janeiro 25, 2011 0 comments
CONTAS DE RESCALDO À MANEIRA DA CASA
Recebi um e-mail de uma Senhora minha prima (Olá N...) que me trazia o texto abaixo prantado, a quase totalidade de um "post" do "blogger" do «República do Caústico»
Diz assim:
«Votos de protesto»Ao que eu respondi - ao e-mail da N..., claro - mais ou menos assim:
João Maria Condeixa, 24/1/11
«Não acredito que ninguém no seu perfeito juízo tenha votado em José Manuel Coelho com vista à sua eleição e tenho a ideia que a grande maioria dos votos de Nobre lhe foram atribuídos, não por lhe reconhecerem capacidades para o cargo, mas por personificar uma candidatura fora do sistema.
No fundo foram dois canais de votos de protesto que somados representam 18.6%, ou seja, 782 482 votos. Se a estes somarmos 4.26% brancos e 1,93% de nulos, ficamos com 1.028.000 votos de protesto, ainda que alguns nulos sejam de monárquicos. Um milhão e 28 mil eleitores (!) a reclamarem melhores políticos e políticas, o que num universo de 4.489.904 pessoas que foram votar representa 23%.»
Feitas as contas temos os "Protestantes" situados um pouco acima de Alegre e um tanto abaixo de Cavaco; Não altera nada senão talvez para Alegre...
(isto partindo do princípio não linear de que se trata de "votos de protesto")
E agora adiciono o seguinte:
Só não entendo muito bem a ressalva feita no expresso:
«...ficamos com 1.028.000 votos de protesto, ainda que alguns nulos sejam de monárquicos.»Embora alguns monárquicos prefiram escrever "Viva o Rei", e outras coisas parecidas, nos boletins de voto, não creio que careçam de ressalva, é um protesto tão bom quanto qualquer outro (por mim diria até que melhor do que muitos outros)
Também há monárquicos que votam em branco; por protesto.
Também há monárquicos que se abstêm de votar num candidato a Presidente da República. Por coerente protesto.
Mas um protesto contra o regime republicano, não outro, já que estamos a ver as coisas pelo prisma da diferenciação do voto dos monárquicos
Não constava no meu e-mail mas este "post" de João Condeixa termina assim:
«Com uma abstenção a bater recordes e a posicionar-se nos 53,37% e 23% de votos de protesto já descritos, não devíamos estar a falar no estado de saúde da democracia - como já é hábito e se tornou cliché - mas sim no estado de saúde político daqueles que trabalham sob a sua égide. É que a primeira está viva e recomenda-se, agora os seus protagonistas, esses, definham a cada acto eleitoral que passa. Sinal de que há uma geração por acabar. Só espero que não tenha feito escola..»Primeiro, não estou convencida, mesmo nada convencida, de que os tais 53,37% de abstenção sejam "abstenção de protesto", antes fossem, teria um significado mais racional e menos vergonhoso.
- Aparte aqueles que não votaram porque boicotaram as eleições como "forma de luta" escolhida para os seus fins mais ou menos justos,- aparte os que não votaram porque seus abençoados Cartões de Cidadão lhes boicotaram a vontade
- e mais os não sei quantos que não tiveram transporte autárquico, como vi hoje num qualquer "telejornal" que vociferava - sem som mas com muito "rodapé", valha-nos isso - no restaurante onde almocei.
A dada altura já não conseguia ler mais "rodapés", como aquele "Não votou porque lhe disseram que já tinha votado"; tinha os olhos rasos de lágrimas... de tanto rir (sim, eu sei que não tem graça mas é o meu jeito de lidar com as inevitáveis manifestações de pobreza cívica nacional). Senti-me num qualquer pequeno país da América Latina - cheguei mesmo a adiantar que o nosso próximo acto eleitoral será supra-visionado pelas tropas da O.N.U.
Estou convencida sim de que a grande maioria dos não votantes não se inscrevem nos "Protestantes" mas antes nos "Não estou p'ra isso e está um frio do caraças" e outros nos "Votar p'ra quê?". Sem protesto, por alienação pura e dura. (sobretudo dura)
Segundo, essa boa fé em que a nossa Democracia "está viva e recomenda-se" gostaria eu de a ter. Viva está mas não me parece nada recomendável. Esta campanha eleitoral deu bem testemunho desse "estado de espírito".Quanto aos "protagonistas", não me parece que sejam os que se submeteram ontem a sufrágio que gozem da justeza dessa generosa qualificação de "protagonistas da nossa democracia"; Creio que esses são outros, uns mais expostos outros mais ocultos e, infelizmente, a "fazerem escola", alarvemente.
«O problema é que, com mais ou menos votos, as eleições são legitimas e aos que não votam resta acatar sem protesto as decisões dos políticos.
Estava na altura da maioria silenciosa perceber que em democracia o melhor mesmo é fazer-se ouvir»
Raquel Abecassis
A propósito ou talvez não:
«Comissão Nacional de Eleições admitiu ontem à tarde que a confusão instalada nas mesas de voto iria "aumentar, com certeza, a abstenção". Governo rejeita a tese.» AQUI
E AQUI
«Eleitores por todo o país aguardavam hoje (23/01) à tarde em longas filas, com cartão de cidadão na mão, para obter um novo número de recenseamento, que, em alguns casos, sofreu alterações desde as últimas eleições. O problema foi agravado pelas falhas nos serviços electrónicos disponibilizados pelo Governo para facilitar o processo. Face à demora e à falta de informações, algumas pessoas terão mesmo desistido de votar.»
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Publicado por Alex at segunda-feira, janeiro 24, 2011 0 comments
A FRASE DA NOITE
Foi dia de eleições.
Uma vergonha, eu sinto vergonha.
Vergonha, uma vez mais, pelo nível de abstenção.
(não comento mais esta vergonha, deixo um vídeo abaixo que falará por mim*)
Uma vergonha o que se passou com os "cartões de cidadão" nas assembleias de voto. A burocracia escondida sob a capa da informática; a incompetencia, o impensável na era do simplex, do "Magalães". Um "Magalhães" por freguesia, ligado à net, teria feito muita diferença. Deixem-se de merdas.
(graças dou pelo meu cartãozinho de eleitor e pelo meu B.I. ainda não caducado)
Uma vergonha por aqueles que não sabem, não querem, ou não estão para isso, que tentam resolver os seus (reais) problemas locais - muitos dos quais se poderiam resolver, justamente, ao "estalo" se preciso fosse (ou seja...) - mas resolveram não votar, não deixar votar, boicotar eleições.
Não é assim que se vai lá. Não é assim. Não é eficaz. Não é democrático. É uma profunda falta de respeito pelos direitos dos concidadãos. Mas é também uma profunda falta de noção de Cidadania. Paciência...
Andem ao estalo se tiverem coragem e punhos mas assim... não vão lá, ninguém vai a parte alguma
Posto isto, elejo como frase da noite a que foi dita por José Sócrates, às 21h30 enquanto secretário-geral do PS:
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Publicado por Alex at domingo, janeiro 23, 2011 2 comments
MENTIROSOS...
Nã nã nã nã nã, não se ponham já todos aos pulos, de satisfação ou de indignação, porque não estou a chamar "Mentirosos" aos nossos governantes; é que não sei porquê mas assim que se fala de mentirosos, quer os "prós" quer os "contras" pensam logo na rapaziada do José e em José mais propriamente. Manias...
Estou a falar dos jornalistas do "Guardian" e dos responsáveis pelo que aquele jornal publica.
Então não querem lá ver que ontem, dia 18, foram escarrapachar nas suas british pages que José tinha andado a telefonar à Tia Angela a pedir ajuda, a pedir para ela ralhar com os outros meninos que queriam bater no Zé-zé, perdão, em José.
Dizem aqueles malandros no subtítulo da notícia:
«José Sócrates reportedly begged for help last week as Portugal became the latest eurozone country tipped for a bailout. But the cynical response reveals rising tensions within the bloc»
«Angela Merkel was locked in talks about the euro crisis when the phone rang in the gleaming chancellery in Berlin.Para quem desejar ler o resto da notícia, e vale o esforço, encontra-a
The Portuguese prime minister, José Sócrates, was on the line from Lisbon with a plea for help. Portugal is tipped to be the third of 17 eurozone countries to collapse under the weight of its sovereign debt, needing a German-led bailout. Sócrates sounded desperate and eager to please, according to witnesses.
He asked Merkel what he should do, promised to do anything she wanted, with one big exception. He would not ask for money – for a eurozone bailout with extremely tight strings attached.
[This update was inserted on 19 January 2011. Since publication of this story, a spokeswoman for Portugal's prime minister has contacted the Guardian to say that the phonecall described in this story did not take place, and that no such conversation between the two leaders had occurred: "This is not true," Mafalda Costa Pereira said.]
According to accounts circulating in Berlin, Merkel left Sócrates to wait while she sought the views of her high-powered visitors – Dominique Strauss-Kahn, the French head of the International Monetary Fund, and Giulio Tremonti, the highly regarded Italian foreign minister who has recently been lobbying for the introduction of "Eurobonds" as part of a solution to the year-long crisis.
Merkel asked Strauss-Kahn about Sócrates' dilemma. The German-speaking IMF chief was dismissive. The Portuguese plea was pointless, he said, because Sócrates would not follow any advice he was given.
The exchange, which occurred last week in Berlin, highlights what a senior German official describes as "Europe's big communication problem".»
AQUI,
desde já adianto que termina assim:
«• This article was amended on 19 January 2011, to update the text by including a post-publication denial from the Portuguese prime minister's office.»
Jetzt... (que é como a Tia Angela diz Agora...)
das duas uma:
Ou os tipos do "Guardian" são uns grandes mentirosos,
andam a inventar telefonemas entre governantes europeus e ainda têm a lata de inventar quem foi que os testemunhou - e não propriamente o mordomo ou o motorista.
Merecem que o nosso primeiro os processe, os obrigue a retratarem-se - sim, que virem com falinhas mansas publicar que o Gabinete de José disse que é mentira e que nunca aconteceu, é um desmentido do Gabinete, não uma retratação do "Guardian"
Ou os tipos do "Guardian" não são uns grandes mentirosos...
E Angela Merkel sabe,
Dominique Strauss-Kahn sabe,
Giulio Tremonti sabe,
mais meio mundo do mundo destas andanças sabe,
até o mordomo da Tia Angela sabe.
Boa José, continuas a reforçar a tua credibilidade.
Que vergonhaça!
Mas a gente habitua-se a tudo. Cada um que pense por si...




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Publicado por Alex at quarta-feira, janeiro 19, 2011 2 comments
ORGANIZEM-SE!!!
Vai José e diz que «a visita ao Médio Oriente não é para vender a Dívida pública», não faz parte da agenda da visita
José foi aos Emiratos para falar de "energias renováveis" na Cimeira Mundial de Energia
José foi todo contente porque, segundo disse (vá-se lá saber...):
«Sou o primeiro chefe do Governo da Europa (ele queria dizer "chefe de Governo de um Estado europeu" mas teve saiu-lhe um acto falhado...) a usar um carro eléctrico nas deslocações urbanas e também vamos ser o primeiro Governo com carros eléctricos para todos os ministros» (vá, 'bora lá às compras...)
Depois...
Bem, depois veio aquele rapaz um bocado broncas que é amigo do Kadhafi e que ainda é Ministro dos Negócios Estrangeiros, o Luís Amado, e quando lhe perguntam se «Portugal estava a tentar vender dívida pública aos investidores do Qatar», o dito vai e responde com toda a convicção:
«Com certeza, está dentro das preocupações. Acredito que os ministros das Finanças tenham falado sobre isso»
E depois...
Depois José reiterou.
"O primeiro-ministro reiterou, esta segunda-feira, que a visita aos Emirados Árabes Unidos tem como objectivo falar sobre energias renováveis, garantido que não estava na região para vender dívida pública, ao contrário do que sugeriu o ministro dos Negócios Estrangeiros." Aqui p./ex.
e mais disse José:
«A questão da compra da dívida pública portuguesa não é uma questão de ajuda, mas de investimento» (E que investimento, digo eu. Tivera eu com que investir que hoje a 7,008% não ia nada mal.)
Oh raios, José também já disse, e reiterou, que Portugal não precisa de ajuda; já disse que o défice está controlado; já disse que não há derrapagem orçamental. Mas por que é que não acreditam no homem?
Publicado por Alex at terça-feira, janeiro 18, 2011 2 comments
DAS DUAS UMA
OU ELA BEBE OU CHUTA P'Á VEIA...
ALGUMAS DAS MEDIDAS SÃO FEITAS
EXACTAMENTE PARA QUE O SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE
PARA OS PORTUGUESES
CONTINUE A SER COMO É,
TENDENCIALMENTE GRATUITO»
(olhe, rica, as medidas não são feitas,
ou se tiram... mas consigo não é nada disso,
ou se tomam, q'é o c'a qrida q'é dezer, t'a-ver?
tamém se podem tomar medidas à medida do que nos convém,
q'é o c'a rica tá a fezer, e julga que não t'amos a ver, p'cebe?)
QUE MAIS?
Como, segundo a santa, «a quase gratuitidade da vacina da Febre Amarela (19 cêntimos) levava muitos barcos estrangeiros a fazer escala em Portugal»
(é vê-los ali na barra do porto de Lisboa, até fazem bicha)
( por outro lado não era má ideia, com as taxas de aportagem, as refeições, as licenças, uma comprita ou outra, se calhar até nem era mau negócio...)
Agora toca a pagar uma taxa que irá de 50 a 100 euros aplicável às vacinações contra:
Febre Amarela;
Encefalite ;
Febre Tifóide;
Meningite tetravalente
"A ministra explicou que este processo é «complexo», uma vez que exige um boletim de vacinação especial (com encadernação em couro?) e consultas (???) com enfermeiros, não se tratando somente do custo em si da vacina."
(Isto sim, é uma política de defesa da saúde)
(espero que não venham mais barcos com o pessoal para outras vacinas senão...)
E OS ATESTADOS MÉDICOS?
«Os atestados médicos que subiram de preço, a ministra adiantou que os aumentos das taxas são «adequados àquilo que é o valor do trabalho executado» para os obter, tratando-se de atestados cujo «único objectivo» passa por conseguir benefícios fiscais.» !!!
Atestado médico "normal" - passado por autoridade de saúde ou profissional de saúde pública (médico de família, p/ex.) - custava menos de 1 euro - passa para 20 euros;
Atestados multiuso de incapacidade em Junta Médica - 50 euros;
Atestado em Junta Médica de Recurso - 100 euros
(presumo que queira a santa dizer "Recurso de Atestado em Junta Médica, porque uma "junta médica de recurso" deve ser mais baratinha...)

Sem vontade de brincar deixo abaixo um comentário que encontrei sob uma notícia acerca desta medida do Ministério da Saúde.
Sem mais palavras.
«Na nota informativa, a DGS esclarece que os atestados de juntas médicas taxados em 50 euros - 100 euros se chegarem a uma fase de recurso - se destinam "exclusivamente à obtenção de benefícios fiscais".
Como mãe de uma pessoa deficiente sinto-me profundamente indignada com esta justificação. Deve achar que um deficiente tem que ser penalizado por ter benefícios fiscais? Ou que tem que pagar bem para lhe serem reconhecidos direitos legais? Vê-se bem que não tem nenhum familiar deficiente. Julga que a vida de um deficiente é fácil? Só lhe vê os benefícios? Mais não digo.
Simplesmente a tristeza é tão grande que não há palavras para a exprimir. Só passando por isso. Faço votos para que um dia, o Sr. Director e quem faz as leis , venha a sentir o mesmo que eu.»
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Publicado por Alex at sábado, janeiro 15, 2011 0 comments









