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Fábula do País de Sócrates


- Uma adolescente de 16 anos pode fazer livremente um aborto mas não pode por um piercing.

- Um cônjuge para se divorciar, basta pedir; um empregador para despedir um trabalhador que o agrediu precisa de uma sentença judicial que demora 5 anos a sair.

- Na escola um professor é agredido por um aluno. O professor nada pode fazer, porque a sua progressão na carreira a está dependente da nota que dá ao seu aluno.

- Um jovem de 18 anos recebe €200 do Estado para não trabalhar; um idoso recebe de reforma €236 depois de toda uma vida do trabalho.

- Um marido oferece um anel à sua mulher e tem de declarar a doação ao fisco. O mesmo fisco penhora indevidamente o salário de um trabalhador e demora 3 anos a corrigir o erro.

- O Estado que gasta 6 mil milhões de euros no novo Aeroporto da Ota recusa-se a baixar impostos porque não tem dinheiro.

- Nas zonas mais problemáticas das áreas urbanas existe 1 polícia para cada 2.000 habitantes; o Governo diz que não precisa de mais polícias.

- Numa empreitada pública, os trabalhadores são todos imigrantes ilegais, que recebem abaixo do salário mínimo e o Estado não fiscaliza. Num café, o proprietário vê o seu estabelecimento ser encerrado só porque não tinha uma placa a dizer que é proibido fumar.

- Um cão ataca uma criança e o Governo faz uma lei. Um professor é sovado por um aluno e o Governo diz que a culpa á das causas sociais.

- O IVA de um preservativo é 5%. O IVA de uma cadeirinha de automóvel, obrigatória para quem tem filhos até aos 12 anos, é 21%.

- Numa entrevista à televisão, o Primeiro-Ministro define a Política como 'A Arte de aprender a viver com a decepção'. Estaremos, como Portugueses, condenados a aprender a viver com este Primeiro-Ministro?

Enviado por SANDRA
in Jornal Meia Hora, edição de 28 de Março
Autor: Pedro Mota Soares,

SINAL DE VIDA...

Tenho estado ausente... de aqui, do blog, e só.

Os "meus" blogistas são, de um modo geral, uns chatos, nunca me deixam comentários, ou são tímidos, enviam-mos por e-mail. Porém...

Agora que estive uns dias alheada cá da página recebi alguns telefonemas e até "SMS´s" a perguntar se eu estou bem, que há uns dias que não "apareço no blog".

Confesso que fiquei surpreendida (o que nos tempos que vão correndo já não é fácil), lembrei-me de quando os amigos tocavam à porta de casa dos meus pais porque eu não aparecia no café... (Lembras-te Manel?)

A assinalar uma, incontornável, diferença: é que nessa época, por muito insignificantes ou antagónicas que fossem as opiniões, toda a gente as manifestava vivamente, ninguém guardava o seu sarcasmozinho entre dentes nem a sua gargalhada só para si. É agradável constatar que "há vida do outro lado do computador" e, melhor ainda, que a minha ausência é notada.

Respondendo às perguntas motivadas pelo meu breve silêncio, tenho a dizer que uma imagem vale por mil palavras; aqui vai (e em particular para ti, Sandra, por outra razão...)


ESTA FOI O PEDRO QUE ME MANDOU...

SE ALGUÉM PROCURAR EMPREGO CURTIDO E DINÂMICO...



Jovem!

Queres curtir um cabriolet?

Queres andar a muito mais do que 120Km p/hora?

Queres pisar traços contínuos sem ser incomodado e muito menos multado?

Queres andar de carro sem cinto de segurança?

Vem realizar o teu sonho!

Junta-te a nós!

Alista-te!

Uma hora de almoço bem aproveitada

ou um fim de tarde bem esgalhado...
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"Leonardo da Vinci - o Génio" no Museu da Ciência até dia 22 de Junho

A exposição "Leonardo da Vinci - O Génio" encontra-se em Lisboa, no espaço do antigo Picadeiro do Colégio dos Nobres, no Museu da Ciência - Museus da Politécnica - desde o dia 13 de Março.
Esta exposição, que contém dezenas de modelos em tamanho real, construídos a partir de desenhos de da Vinci, a par de outras peças inspiradas na vida e obra do pintor, pode ser visitada até dia 22 de Junho, os sete dias da semana, das 10h00 às 20h00.


Os mais pequenos encontrarão um espaço especialmente concebido para eles.

A área de exposição encontra-se dividida em 8 temas:


  • Leonardo

  • Pintura / Anatomia

  • Música

  • Máquinas aquáticas

  • Máquinas de Guerra

  • Máquinas Terrestres

  • Máquinas de vôo

  • Construção e Engenharia

Agora não deixem para dia 23... de Junho...

Para uma voltinha informativa fica o link:

http://www.leonardodavinciogenio.com/


A geração do ecrã
Alice Vieira , Escritora


Desculpem se trago hoje à baila a história da professora agredida pela aluna, numa escola do Porto, um caso de que já toda a gente falou, mas estive longe da civilização por uns dias e, diante de tudo o que agora vi e ouvi (sim, também vi o vídeo), palavra que a única coisa que acho verdadeiramente espantosa é o espanto das pessoas.
Só quem não tem entrado numa escola nestes últimos anos, só quem não contacta com gente desta idade, só quem não anda nas ruas nem nos transportes públicos, só quem nunca viu os "Morangos com açúcar", só quem tem andado completamente cego (e surdo) de todo é que pode ter ficado surpreendido
Se isto fosse o caso isolado de uma aluna que tivesse ultrapassado todos os limites e agredido uma professora pelo mais fútil dos motivos - bem estaríamos nós! Haveria um culpado, haveria um castigo, e o caso arrumava-se. Mas casos destes existem pelas escolas do país inteiro. (Só mesmo a srª ministra - que não entra numa escola sem avisar…- é que tem coragem de afirmar que não existe violência nas escolas…)
Este caso só é mais importante do que outros porque apareceu em vídeo, e foi levado à televisão, e agora sim, agora sabemos finalmente que a violência existe!
O pior é que isto não tem apenas a ver com uma aluna, ou com uma professora, ou com uma escola, ou com um estrato social. Isto tem a ver com qualquer coisa de muito mais profundo e muito mais assustador.
Isto tem a ver com a espécie de geração que estamos a criar.
Há anos que as nossas crianças não são educadas por pessoas. Há anos que as nossas crianças são educadas por ecrãs. E o vidro não cria empatia. A empatia só se cria se, diante dos nossos olhos, tivermos outros olhos, se tivermos um rosto humano.
E por isso as nossas crianças crescem sem emoções, crescem frias por dentro, sem um olhar para os outros que as rodeiam.
Durante anos, foram criadas na ilusão de que tudo lhes era permitido.
Durante anos, foram criadas na ilusão de que a vida era uma longa avenida de prazer, sem regras, sem leis, e que nada, absolutamente nada, dava trabalho.
E durante anos os pais e os professores foram deixando que isto acontecesse.
A aluna que agrediu esta professora (e onde estavam as auxiliares-não-sei-de-quê, que dantes se chamavam contínuas, que não deram por aquela barulheira e nem sequer se lembraram de abrir a porta da sala para ver o que se passava?) é a mesma que empurra um velho no autocarro, ou o insulta com palavrões de carroceiro (que me perdoem os carroceiros), ou espeta um gelado na cara de uma (outra) professora, e muitas outras coisas igualmente verdadeiras que se passam todos os dias.
A escola, hoje, serve para tudo menos para estudar.
A casa, hoje, serve para tudo menos para dar (as mínimas) noções de comportamento.
E eles vão continuando a viver, desumanizados, diante de um ecrã
E nós deixamos.

Alice Vieira no JN






"O último relatório de segurança escolar divulgado pelo Governo respeita ao ano lectivo 2006/07. Segundo os dados do Observatório da Segurança em Meio Escolar, divulgados em Dezembro de 2007 pelo CM, registaram-se 7028 ocorrências nesse ano lectivo (3495 no exterior das escolas), quando no ano anterior tinham sido 10 964. Do total de ocorrências registadas pela PSP e GNR, dois por cento (141) respeitavam a situações de posse ou uso de arma. Foram ainda registados 1424 casos de agressão ou tentativa de agressão, das quais 1092 a alunos, 185 a professores e 147 a funcionários das escolas. Foram ainda registados actos de violência contra 55 viaturas."

(Edgar Nascimento com A.L.N., J.V. e S.C. em Alunos andam armados, Correio da Manhã)


«(...) Alunos com canivetes, alguns que utilizaram "armas a fingir" e outros que "levam espingardas do pai, que é caçador", foram situações avançadas por Maria de Lurdes Rodrigues, para quem este problema se trata de "um conjunto de casos muito variado".
Na opinião da ministra, "a maior parte dos casos são nas imediações da escola, não são no seu interior

(...) Pinto Monteiro disse que "há alunos levam pistolas de 6,35 e 9 mm para as escolas... para não falar de facas, que essas são às centenas"(...) »
(Lusa/RTP)