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PROTEGER E SERVIR

 RADAR NA MARGINAL DO ESTORIL:
OS PEÕES QUE SE LIXEM
ESTAMOS NA CAÇA À MULTA


UMA EMPRESA ÚTIL E ACESSÍVEL


Não me lembro de alguma vez ter feito aqui publicidade a qualquer bem ou serviço, se o fiz devo ter tido uma boa razão.
Acabei de encontrar uma empresa de serviços que me entusiasmou pela ideia, a criatividade e inovação; os tempos estão para isto mesmo, quem tem unhas que toque guitarra.
Não conheço pessoalmente a empresa, não tenho nela qualquer interesse pessoal, para além da sua utilidade, nem conheço nenhum cliente ou prestador. Parece-me que pela ideia, preçário e utilidade merecem a divulgação - no vosso interesse dêem uma olhadela - têm um site muitíssimo bem feito e pleno de informação.



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Tel:  +351 966 275 576

E-mail: recados@mocoderecados.com




PUBLICADO NO "SOL" - http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=68770#.US3kozzOZtY.facebook

É BOM TER AMIGUINHOS

Não comento aqui "futebois", só quando se trata da Selecção e mesmo assim...
Mas...
Confesso que me chateou o Benfica/Sporting de ontem; Não por o meu Sporting ter perdido, já estou habituada, se me chateasse quando o Sporting perde estava tramada...

O Sporting até jogou bem, coisa que durante muito tempo não vi.

Como é que é possível uma equipa de arbitragem ter aquele comportamento e não acontecer nada? De facto somos um país de brandos costumes, em tudo.
Foi uma vergonhaça para a arbitragem lusa mas não faz mal, eles só ruborizam nas acções, não na cara, na ética, no profissonalismo.
Deixa andar!


Até este intelectual da arqui-bancada, reconhecido lampião da nossa praça, viu os "penalties" que não foram assinalados. Deve ser por usar óculos, o árbitro não usa...


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O MEU ANIMAL FEROZ DE ESTIMAÇÃO PERVERSA





"Alta traição", com o inefável Steven Seagal, bate Sócrates aos pontos
(que desperdício, poderia ter batido NO Sócrates)
e um antigo James Bond por pouco não o apanhou. 
(0,8 - menos do que aqueles que saíram da RTP logo após o Telejornal - 1,7) 
A RTP fez uma boa aposta para as audiências, está visto.
Que desculpa terão agora? 

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E eu que não sabia que ele era capaz de sentir vergonha
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JÁ NA SEMANA PASSADA ...


COMENTÁRIOS INTELIGENTES À ENTREVISTA QUE EU NÃO VI

Excertos de um texto publicado por António José Saraiva a 8 de Abril no Sol
É bom para uma sexta-feira, ainda é a sério mas já dá vontade de rir

A LIBERDADE DE EXPRESSÃO

Sócrates atacou os que criticaram o seu regresso à TV, dizendo que o queriam calar, que pretendiam impedi-lo de se defender, que tal era antidemocrático e mostrava «o carácter dessa gente». Ele seria incapaz de fazer o mesmo a alguém.

Neste ponto da entrevista, senti um sobressalto: mas, afinal, quem pressionou a TVI para afastar Manuela Moura Guedes? Quem manobrou para pôr José Manuel Fernandes fora do Público? E Mário Crespo fora da SIC? Quem enviou Rui Pedro Soares a Madrid para comprar a TVI, em nome da PT, com vista a mudar-lhe a orientação? Quem deu instruções a Armando Vara, então administrador do BCP, para fechar o SOL?
Sócrates desencadeou uma ofensiva sem precedentes contra vários órgãos de comunicação social, e agora tem o desplante de se queixar de que não queriam deixá-lo falar? Ainda por cima, ele sabe perfeitamente que, em cima da sua secretária em Paris, há pedidos de entrevista de toda a imprensa portuguesa. Queriam amordaçá-lo? Não brinquemos com coisas sérias.


O P.R.

Mas, no ataque a Cavaco, Sócrates não se ficou por aqui (caso das escutas em Belém). Adiantou que o Presidente tinha uma atitude em relação ao seu Governo, e tem outra relativamente a este. Mas Sócrates estará bem informado do que se passa em Portugal? Onde estaria quando Cavaco pronunciou o célebre discurso de Ano Novo em que falou da «espiral recessiva»? Ou quando enviou o Orçamento para o TC com observações assassinas para o Governo de Passos Coelho sobre os cortes nas pensões?


O ERRO

... depois de negar todas as acusações que lhe têm sido feitas, esgrimindo números que ‘provam’ que ele nem governou nada mal, Sócrates reconheceu ter cometido um erro. Fez-se suspense. Ficámos todos à espera que ele fosse apontar uma medida mal pensada, algo que explicasse o facto de o país estar à beira da bancarrota quando ele saiu. Então, disse:

– Sim, cometi um erro. Se voltasse atrás, não o tinha feito. O erro foi formar um Governo
minoritário. Tive de enfrentar permanentemente um Parlamento hostil.

Afinal, o erro de Sócrates não foi bem um erro – foi um acto de coragem. Do qual ele acabou sendo a vítima. Um herói incompreendido. Quase um mártir.

(E A VÍTIMA ) . Este tom perpassou por toda a entrevista. Sócrates nunca foi um carrasco – foi sempre uma vítima. Uma vítima da oposição, que chumbou o PEC IV. Uma vítima do Presidente da República, que conspirou contra ele. Uma vítima dos mercados, que agiram com ganância e foram responsáveis pelo aumento da dívida. Uma vítima ‘dessa gente’ que o queria agora calar.


O OMITIDO

A verdade é que há demasiadas interrogações no percurso de José Sócrates. Foi a coincineração da Cova da Beira, os mamarrachos da Câmara da Guarda, o diploma da Universidade Independente, o Freeport, o Face Oculta, o Tagus Parque…
A propósito: de nada disto se falou na entrevista. 





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COREIA DO NORTE, A LOUCURA IMINENTE

"Big Brother is whatching you"
Kim Jong Un, pegou num país que é uma potência nuclear, fechado ao mundo e à informação, 
elevando o conceito de ditadura militar à potência máxima, acente na propaganda, no egocentrismo e na megalomania. Kim Jong Un é um senhor feudal do século XXI, com a tecnologia do século XXI e um poder medieval. É um líder incontestado que brinca com o seu país, o seu povo e com os meios que dispõe como um puto mimado e arrogante que põe e dispõe a seu bel prazer brinca com o seu tamagotchi*

Esta manhã, quando acordei com a Euronews notei que se deu uma escalada em progressão geométrica na crescente preocupação relativa às inacreditáveis ameaças norte-coreanas
Logo entendi... Kim Jong Un festeja o seu aniversário na próxima segunda-feira, dia 15 de Abril... Dada a sua personalidade, atomicamente concentrada no seu umbigo, que parece ser também o do mundo, não será de estranhar que decida festejar a sua vinda ao mundo com "foguetes" e festa de "arromba", vindo dali tudo, mas tudo, é possível.
A meia-noite norte-coreana chegará nove horas antes da nossa, ou seja, a partir das três da tarde de domingo GMT não será desinteressante estarmos atentos ao "Parabéns a você" cantado pelo exército na Coreia do Norte...

 Tamagotchi*- brinquedo que consiste em cuidar do animalzinho virtual como se fosse real, dando-lhe carinho virtual, comida virtual, banho virtual, cuidados virtuais etc.


Abaixo deixo um artigo publicado hoje  na RTP notícias on line.
Não se trata de uma análise militar, essas são gotas de água na "realidade da imprensa", nós, comuns mortais, estamos a milhas de ter uma noção da realidade; chega até nós o que deixam que chegue e o que pretendem que chegue.
Trata-se de uma análise de perfil e intenções inserida num contexto histórico e circunstâncial.
Interessante.
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Jeon Heon-Kyun, Epa - 11 Abril 2013.
 
«Zhang Liangui, um conceituado professor da Escola do Partido em Pequim, veio hoje a terreiro advertir os numerosos comentadores chineses, sul-coreanos e norte-americanos contra o perigo de sub-estimarem o risco de uma guerra desencadeada pela Coreia do Norte. Segundo Liangui, a probabilidade de uma guerra é de 70 a 80 por cento. Em declarações hoje publicadas no diário Huanqiu, o professor Liangui sustenta que a direcção norte-coreana tem o objectivo de unificar as duas Coreias por meio da guerra. Aquele perito desenvolve ali uma análise psicológica a dois níveis: o da dinastia reinante em Piong Iang e o da população.»


«Ao nível da direcção, Liangui afirma que Kim Il Sung, avô do actual líder, ficou na História como fundador do Estado norte-coreano; o seu filho Kim Jong Il, pai do actual líder, será recordado por ter feito do país uma potência militar e por ter lançado, com o teste nuclear de 2009, os fundamentos para uma unificação da península coreana pela força; e Kim Jong Un, filho e neto dos dois líderes anteriores, pretende imortalizar-se pelo feito da unificação coreana.

Liangui não entra em considerações quanto à situação económica da Coreia do Norte, nem quanto ao efeito das dificuldades económicas sobre a apetência por uma unificação com a metade mais rica do país.

Mas desenvolve uma outra análise psicológica, sobre o efeito de uma prolongada propaganda na percepção dos norte-coreanos sobre a força militar do seu país. Segundo Liangui, essa propaganda incute à população a convicção de que a Coreia do Norte é o único país que está à altura de poder enfrentar os Estados Unidos e que teria até facilidade em derrotar os EUA. O mesmo perito considera também largamente difundida a convicção de que a liderança norte-coreana tem um plano para tomar a Coreia do Sul em três dias.

Este ponto de vista é entretanto reforçado pelo de um perito norte-americano, Brian Myers, que defende a existência de um círculo vicioso que a propaganda triunfalista cria para a própria direcção norte-coreana. Depois de tanto ter afirmado a sua superioridade militar e a facilidade com que pode derrotar a Coreia do Sul, Piong Iang estaria agora pressionada pelo próprio ambiente que criou na população.

Hoje também o editorial do "Diário do Povo", órgão do PC Chinês, advertia a Coreia do Sul de que não deve subestimar as ameaças bélicas do Norte. O artigo avisa também o regime de Piong Iang de que estará a hostilizar a comunidade internacional se for além de um direito à legítima defesa e se se tornar um factor de instabilidade regional, em flagrante desafio às resoluções do Conselho de Segurança da ONU.

Para além da agitação mediática em torno do tema, há medidas com efeitos práticos a serem tomadas: a China fechou hoje aos turistas a fronteira com a Coreia do Norte próxima da cidade de Dandong
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North Korea delivers new round of war rhetoric


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A MATUR IDADE

O texto não é novo mas vale o tempo que se ganha a lê-lo.
Quanto a mim é um bom preâmbulo, diz muitas verdades, muitas ficam por dizer. E boas verdades.
As primeiras ruginhas são uma chatice, um susto. As outras são sabedoria e o preço da segurança.
Um homem nunca entenderá como é duro para uma mulher envelhecer, é o elevadíssimo preço que se paga por uma vida mais longa, mas o que obtemos por esse elevadíssimo preço é de facto qualidade. Poucas mulheres honestamente trocariam o que a maturidade lhes vendeu pelo aspecto que tinham aos vinte ou aos trinta anos.
Com amargura não se faz mel... e as rugas trazem escondido o segredo da abelha... Misturado com inteligência é o segredo da abelha... Mestra.

Perdoem-me a preguiça em traduzi-lo mas sei que em cada português há uma alma avisada que entende perfeitamente a língua castelhana.

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«Una revista británica ha realizado una encuesta entre hombres, dividiéndolos
en tres grupos de edades. Sus preferencias sobre probables parejas fue aplastante: ...la mayoría eligieron mujeres entre 45 a 60 años. Casi todos coinciden en que son más inteligentes y más sexys. 
Pero la autentica respuesta la da un escritor sudamericano de 43 años, Santiago Gamboa ... espero disfruten la lectura.»


Palabras de Santiago Gamboa, escritor colombiano.

«Las mujeres de mi generación son las mejores. Y punto. Hoy tienen cuarenta y pico, incluso cincuenta y pico, y son bellas, muy bellas, pero también serenas, comprensivas, sensatas, y sobre todo, endiabladamente seductoras, esto a pesar de sus incipientes patas de gallo o de esa afectuosa celulitis que capitanea sus muslos, pero que las hace tan humanas, tan reales.
Hermosamente reales.

Casi todas, hoy, están casadas o divorciadas, o divorciadas y vueltas a casar, con la idea de no equivocarse en el segundo intento, que a veces es un modo de acercarse al tercero, y al cuarto intento. Qué importa...

Otras, aunque pocas, mantienen una pertinaz soltería y la protegen como ciudad sitiada que, de cualquier modo, cada tanto abre sus puertas a algún visitante.

Nacidas bajo la era de Acuario, con el influjo de la música de Los Beatles, de Bob Dylan.... Herederas de la "revolución sexual" de la década de los 60 y de las corrientes feministas que, sin embargo recibieron pasadas por varios filtros, ellas supieron combinar libertad con coquetería, emancipación con pasión, reivindicación con seducción.

Jamás vieron en el hombre a un enemigo a pesar que le cantaron unas cuantas verdades, pues comprendieron que emanciparse era algo más que poner al hombre a trapear el baño o a cambiar el rollo de papel higiénico cuando éste, trágicamente, se acaba, y decidieron pactar para vivir en pareja.

Son maravillosas y tienen estilo, aún cuando nos hacen sufrir, cuando nos engañan o nos dejan. Usaron faldas hindúes a los 18 años, se cubrieron con
suéter de lana y perdieron su parecido con María, la virgen, en una noche loca de viernes o sábado después de bailar.

Hablaron con pasión de política y quisieron cambiar el mundo. Aquí hay algunas razones de por qué una mujer de más de 45 nunca te va a despertar en la mitad de la noche para preguntarte.... "Qué estás pensando?" No le interesa lo que estás pensando.

Si una mujer de más de 45 no quiere mirar un partido de fútbol, ella no da vueltas alrededor tuyo. Se pone a hacer algo que ella quiere hacer y generalmente es algo mucho más interesante. Una mujer de más de 45, se conoce lo suficiente como para estar segura de sí misma, de lo que quiere, y de con quién lo quiere.

Son muy pocas las mujeres de más de 45 a las que les importa lo que tú pienses de lo que ella hace. Una mujer de más de 45, tiene cubierta su cuota de relaciones "importantes". Las mujeres de más de 45 son generosas en alabanzas. Ellas saben lo que es no ser apreciadas lo suficiente. Tienen suficiente seguridad en sí mismas como para presentarte a sus amigas. Solo una mujer más joven e inmadura puede llegar a ignorar a su mejor amiga.

Las mujeres se vuelven psíquicas a medida que pasa el tiempo. No necesitas confesar tus pecados, ellas siempre lo saben. Son honestas y directas. Te dicen directamente que eres un imbécil si es lo que sienten sobre ti.
Tenemos muchas cosas buenas que decir de las mujeres de más de 45 y por múltiples razones.

Lamentablemente no es recíproco. Por cada impactante mujer de más de 45, inteligente, divertida y sexy hay un hombre con casi o más de 50... pelado, gordo, barrigón y con pantalones arrugados haciéndose el gracioso con una chica de 20 años y haciendo el completo ridículo.»




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1, 2, 3, VAI PARA CASA FILHO QUE SE FAZ TARDE

«O tribunal deu como provado que
"foi ateado fogo a cartão, papel, sacos, garrafas, erva e mato seco que se encontravam amontoados na fachada principal e na parte lateral" da casa que se situa junto a uma mancha florestal.»

«O tribunal, deu ainda como provados
os prejuízos, na ordem de um milhão de euros, a vários particulares, que "apenas" a intervenção de várias corporações de bombeiros da ilha da Madeira "impediu que o incêndio deflagrado assumisse outras dimensões".»

«As chamas propagaram-se através de combustíveis finos e mortos que existiam no local em abundância e em continuidade horizontal e vertical.»
«Para a sua rápida propagação, contribuiu

  • o declive acentuado do terreno, 
  • o tempo seco, 
  • as temperaturas elevadas,  
  • reduzidos níveis de humidade, 
  • o vento que se fazia sentir", 
........................................................referiu o juiz-presidente.»

«O fogo -- que cinco dias depois ainda não estava totalmente extinto - consumiu
  • "cerca de seis mil hectares de floresta laurissilva",  
  • propagou-se a terrenos agrícolas e habitações, 
  • obrigou à retirada de pessoas e ao corte de estradas, 

.........................................................acrescentou o magistrado judicial.»

«É apontado "queimas de lixos" como causa do incêndio "em dois locais distintos, que distam um do outro cerca de cinco metros". 
  • São "feitas críticas à actuação dos Bombeiros Municipais do Funchal".
  • Também o relatório elaborado pela Direcção Regional de Florestas aponta para
  •  "várias falhas dos Bombeiros Municipais do Funchal no seu combate".  »
«Refira-se, nesta sede, que
  • apesar de o arguido ter sido visto a passar em direcção ao local onde o incêndio se iniciou [...], 
  • a verdade  é que o percurso em causa e a visita ao local onde está edificada aquela casa constituem rotinas próprias da sua actividade profissional como levadeiro",
 ...................................................acrescentou o magistrado, defendendo que
  • "a prova da autoria dos factos carecia de uma prova suplementar", como uma reconstituição quando assumiu, em fase de inquérito, parte dos factos.   »
« Sem dúvidas de que o incêndio "foi provocado pela intervenção humana", o tribunal entende, contudo, não ter sido feita prova de que o arguido tivesse sido o autor da queimada que o originou.

Ainda que houvesse responsabilidade criminal do arguido,
o tribunal teria sempre de equacionar
  • "a relevância dos problemas verificados no combate ao incêndio" no seu resultado final, 
  • "no sentido de saber se este resultado foi consequência única e exclusiva da acção do arguido 
  • ou foi também consequência das opções feitas pelos bombeiros no início desse combate"»
MORAL DA HISTÓRIA:
  1. « "O senhor é absolvido, 
  2. pese embora em sede de inquérito ter assumido parcialmente os factos"; 
  3.  "o tribunal não pode valorar essa confissão" porque, "legitimamente, optou por ficar em silêncio" em tribunal»
 Publicado na RTP Notícias on line. O texto (com erros e "brasileirês") foi re-organizado por forma a tornar claro o que se passou em tribunal

A NOTÍCIA:
«O homem acusado de ter ateado o incêndio que em Agosto de 2010 começou no concelho do Funchal e alastrou-se a municípios vizinhos, provocando avultados prejuízos, foi hoje absolvido nas Varas de Competência Mista do Funchal.»



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Em x linhas:
O gajo confessou ter posto fogo no inquérito
No tribunal optou por se calar 
No dia do incêndio foi visto no local
O percurso e visita ao local constituem rotinas suas
O incêndio "foi provocado pela intervenção humana"
Provocou prejuízos, na ordem de um milhão de euros 
cerca de seis mil hectares de floresta, 
terrenos agrícolas e habitações, 
retirada de pessoas e corte de estradas, 

Só a intervenção de várias corporações de bombeiros  "impediu que o incêndio deflagrado assumisse outras dimensões".

Para a sua rápida propagação, contribuiu o terreno acidentado e as condições climatéricas
Foram "feitas críticas à actuação dos Bombeiros" e apontadas "várias falhas dos Bombeiros no seu combate".  

Faltou saber se este resultado foi consequência única e exclusiva da acção do arguido ou foi também consequência das opções feitas pelos bombeiros no início desse combate"
Faltou uma "prova suplementar" da autoria do crime como a reconstituição dos factos assumidos em inquêrito
Não comento


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EM VERDADE, EM VERDADE VOS DIGO




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CERTÍSSIMO.

Dentro de poucos dias, quando o governo anunciar as medidas concretas que irão substituir (outra vez) as que foram chumbadas pelo Tribunal Constitucional (outra vez), os oposicionistas  - aqueles que se opõem sistematicamente às medidas do governo, que não exactamente e apenas a "oposição" - deixarão o sorriso ao canto da boca e de assobiar a cantiguita de vitória.

Dentro de poucos dias, quando o governo anunciar os cortes na despesa e, muito, muito provavelmente o despedimento em massa na Função Pública, o termómetro de indignação irá ao rubro e a oposição explodirá desgarrando-se em críticas e acusações

Desde o chumbo da Taxa Social Única que esse pesadelo se vem configurando no horizonte  português como uma imensa bola de neve; desde então que o governo tudo tem feito para recusar essa realidade

O governo substituiu os cortes pela baixa da TSU como medida  para reduzir o défice de 2013, com o prejuízo de 3/4 da receita que conseguiria com os subsídios - uma diferença de 500 milhões de receita contra 2.000 milhões.
Convém lembrar que esta diferença acarreta uma maior austeridade para cumprir o défice de 2013.
Eu acho preferível não ter subsídio a encarar mais austeridade mas cada um sabe de si.

A famigerada alteração da TSU é essencial?
Não, não me parece, desde que uma alternativa seja encontrada e acordada.
E a alternativa existe?
Existe, claro. A palavra de ordem é REDUZIR A DESPESA, já sabemos. Pois.

Não tenhamos a ingenuidade de acreditar que a redução de Despesa se resolve com a redução dos salários dos ministros, dos deputados e outros bichos afins. Não vai lá com a substituição dos BMW's por Fiat's 600 nem mesmo por bilhetes do Metro.
A redução da Despesa significa a diminuição substancial do aparelho do Estado, ou seja, com a dispensa dos funcionários que o Estado tem a mais e a eliminação de instituições que custam milhões sem produção equivalente. Traduzido em português corrente, despedimentos em barda e aumento drástico do desemprego.
Convém lembrar que se o governo optar por esta medida (e, pessoalmente, não vejo como a poderá continuar a evitar) vai haver outra manif. contra a miséria e os despedimentos. A Intersindical já tem os estandartes prontos para sair à rua.
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Dentro de poucos dias cairá o céu sobre Portugal e ouvir-se-ão as trombetas da desgraça.
Parece-me óbvio, oxalá não seja, que a mexida no monstruoso aparelho estrutural do Estado não é mais adiável.
O T.C. e a oposição lavarão daí as suas mãos como se não tivessem, insistentemente, precipitado a situação; a indignação sairá à rua e as considerações éticas (éticas... pois) sobre as medidas do governo farão com que Madre Teresa se sinta uma pecadora.
Poderão lavar as mãos quantas vezes quiserem, lavarão até a culpa das suas consciências amnésicas e elásticas e, dentro de poucos dias, gritarão de novo o refrão esquecido de justiça e impregnado de raiva: 25 de Abril sempre.
Hipócritas! As politiquices  e as vitóriazinhas sectoriais valem-lhes tudo, o povo não vale nada.
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Segunda-feira, 8 de Abril de 2013
@ 31 da Armada
 
«É impressionante (e deprimente) a quantidade de pessoas que têm comentado a decisão do TC (nas redes sociais e na comunicação social) sem terem lido o Acórdão.
Muitas dessas pessoas, se o tivessem lido, não andariam para aí a dizer, por exemplo, que o TC fez bem em não ter tido em conta a situação de excepção, contrariamente ao que o Governo defendia - Governo esse que, acusam, queria com isso a "suspensão" da Constituição. É que o Acórdão faz, de facto, a ponderação da situação de excepção financeira do país. Apesar de a meu ver o fazer de modo insuficiente e daí não retirar as consequências (jurídicas) correctas, a decisão tem essa situação como pano de fundo. Aliás, até defende que os portugueses, à luz das dificuldades presentes, têm de "relativizar as expectativas" quanto à segurança da sua remuneração. O que o TC decidiu, porém, é que as medidas julgadas inconstitucionais implicam uma desigualdade de tratamento dos trabalhadores do Estado e dos pensionistas que é excessiva (pelo menos nas questões que envolviam o princípio da igualdade). O que significa que, com outro catálogo de medidas (potencialmente de grau "austeritário" equivalente ou superior), a desigualdade da austeridade poderia ter sido julgada constitucional, precisamente (também) por causa da situação de urgência financeira do Estado.
Por outro lado, se muitos dos comentadores que não leram o Acórdão o tivessem feito, talvez não tratassem o direito constitucional como uma ciência exacta, a decisão como o fruto de divindades infalíveis e unânimes, e o Governo como um bando de criminosos. Basta ler as declarações de voto vencido para perceber que assim não é.
De resto, de algumas destas declarações retiro três conclusões que julgo bastante graves - e que fundamentam em bases institucionais (e não numa mera birra) o agastamento do Governo e da maioria que o suporta. É que os erros de julgamento que no Acórdão se identificam não são erros quaisquer. São erros que significam que o TC: 1) violou o princípio da separação de poderes, invadindo de forma inconstitucional a esfera do poder legislativo; 2) impede, na prática, qualquer ajustamento por via de diminuições relevantes da despesa do Estado (ou seja, impede qualquer ajustamento); 3) faz numa situação semelhante uma aplicação dos mesmos princípios em contradição com a que fez há bem pouco tempo, quando o governo era outro, o que fere a presunção de imparcialidade em que assenta a sua legitimidade.»
 Francisco Mendes da Silva

QUEREM AUDIÊNCIAS? DESPEÇAM-NO!


COMENTÁRIOS E COMPANHIA



  Se há coisa que eu gosto é de um bom sentido de humor!
Um comentário que apareceu no Facebook durante a emissão dos comentários de José:
É preciso alguma ginástica mental, estar a ver José Sócrates a comentar sobre a actualidade política; só é comparável a debater o meu actual casamento com a minha ex-mulher.

 E uma troca de comentários:
X - O gajo já se calou?
Y -  Quem ?????????
X -  Sei lá, um tipo com pinta de "Cosa Nostra" que estava na pág. da RTP1
Y - LOL
Z -  Não oiço a RTP, não consigo começo a ficar mal disposta !!
X -  Também eu Z, desculpa-me a franqueza, dá-me gazes...
Z -  Ainda bem que não ouves, imagina que estavas o ouvir e eu ao pé de ti ...... fugia com o cheiro
E uma declaração:
31daarmada.blogs.sapo.pt
A quem possa interessar: estava a ver o olhanense com o meu filho. Não vi o tempo de antena do Sócrates.
Comment:  Eu estive a limpar a casa ao som do Lou Reed; prefiro as coisas limpas
Também há quem se chateie:
O programa do Socrates não é debate ou comentário político. É um verdadeiro tempo de antena em prime time que não é dado a mais ninguém. Fere os princípios da igualdade e Serviço Público. Uma verdadeira vergonha e um atentado.
Há quem comente dentro do estilo "Anúncio  Margarina Planta":
Socrates : «Eu ainda sou do tempo em que os problemas se resolviam cortando nas gorduras do estado»

??????

A vergonha continua !! e voces, RTP, a apoiar isto !! Tenho vergonha da televisao publica portuguesa !!
 Há o estilo "grito de manif.":
RTP já deu o que tinha que dar... É melhor privatizar...
 E há o meu estilo pessoal:

LUIS ANDRADE

24 de Outubro de 1935 - 6 de Abril de 2013


Estou triste...
Ao pensar no Luís Andrade só me ocorrem palavras bonitas e agradáveis
Queria escrever aqui alguma coisa especial para ele mas não consigo, só me saiem adjectivos que mais me parecem uma lista das qualidades que se podem buscar num homem...

Inteligência
Dignidade
Carácter
Humanidade
Sensibilidade
Lealdade
Ternura
Bondade
Sentido prático
Humildade
Criatividade
Persistência
.../...
Não pode ser, tenho de parar...
Sinto-me como se estivesse a render-me a um facilitismo preguiçoso. O que pode uma listagem de características dizer de um homem intensamente apaixonado pela vida, pelo seu trabalho, pelas pessoas?
O Luis Andrade merece mais, muito mais. Merece  que o recordemos, que o pensemos, tentando atingir a dimensão  da sua vida, da sua generosidade, do Ser Humano que ele foi.
Não consigo. Vou calar-me.
Resta-me sentir o Sol no peito que me deixou o privilégio de o ter conhecido, um bocadinho.
Bons voos, querido Luis, gosto tanto de ti.







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MUITO PESO E DUAS MEDIDAS

Que fique claro:
Não venho aqui defender o ex-ministro Miguel Relvas, nem venho para o atacar, já enjoa.
Sobre Miguel Relvas a única coisa que me ocorre dizer é que é o único tipo destas lides que  consegue fazer concorrência, à altura, à cara de parvo de Tó-Zé Seguro.

Sobre a posição do primeiro-ministro, percebo que não tenha querido demiti-lo durante os passados meses: estava a ser pressionado para o fazer e, se o fizesse, abriria um precedente não sem consequências. Não sei se fez bem... talvez não.
Já Miguel Relvas, logo que se levantou a questão da sua licenciatura, deveria ter posto o seu caso à análise da lei e deveria ter apresentado a sua demissão. Não o fez, não sei os porquês nem o que se passou entre ele e chefe do governo. Não sei, não atiro "barro à parede a ver se cola".

Agora vamos ao que interessa, não por mais ministro ou menos ministro mas pela chafurdice e fórróbódó que tem vindo a ser feito em torno da questão.

1- Recentemente centenas de processos foram entregues pela Inspecção Geral do Ensino Superior à Secretária de Estado do Ensino Superior onde estão sendo analisados.

2- A Universidade Lusófona recebeu um despacho do secretário de Estado do Ensino Superior, João Queiró, relativo à "acção de controlo conduzida pela Inspecção Geral de Educação e Ciência (IGEC) ao procedimento de avaliação do ex-aluno n.º 20064768".

3- A U. L. confirma também ter recebido outro despacho, do ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, sobre a análise ao relatório final da auditoria interna que lhe havia sido entregue pela própria U.L. 

4- Em causa está uma cadeira em que Miguel Relvas passou sem realizar exame escrito, quando o regulamento da universidade o exige e especifica que este tem de ser escrito.

5- Nuno Crato teve conhecimento dos primeiros resultados da auditoria em Março e "há alguns dias", depois de ter acesso ao relatório final, comunicou a decisão de passar o processo para o Ministério Público ao primeiro-ministro.
O ministro da Educação disse que o primeiro-ministro apenas lhe pediu para cumprir a lei e remete explicações para os tribunais.
 
6- A atribuição de graus académicos é da responsabilidade da universidade e não do  ministério.
Ao ministério cabe fazer a fiscalização e, se detectadas anomalias,  passar o processo para o Ministério Público".
A decisão cabe ao Tribunal Administrativo de Lisboa.
Pela parte que me toca, I rest my case , o que havia a fazer está feito e o caso está entregue a quem de direito.

MAS... Sim, MAS... Um grande "Mas"

Entre as enormidades descontextualizadas, e muito bem aproveitadinhas, que ouvi durante esta feira que se realizou em torno da demissão de Miguel Relvas, onde as barracas foram armadas por deputados, jornalistas e outras eminências da politiqueira nacional, pelo nosso Zê Povo que, benza-o Deus, é entendido em tudo e algo mais, não ouvi ninguém, ab-so-lu-ta-men-te-nin-guém, perguntar:
Entre essas centenas de processos encontra-se por acaso o processo referente à licenciatura do Engº José Sócrates Pinto de Sousa?
Ou:
O ministro da Educação, do tempo em que se levantou o caso da licenciatura do Engº José Sócrates Pinto de Sousa quando este era primeiro-ministro, alguma vez pediu este processo e o enviou a tribunal para fosse analisado no respeitante aos créditos atribuídos,  o exame escrito enviado por fax e sabe-se lá mais o quê?
Ou:
Porque é que o Engº José Sócrates Pinto de Sousa nunca apresentou a sua demissão ao presidente da república aguardando que o processo da atribuição do seu grau académico fosse esclarecido?

Não? Ninguém?... O silêncio é ensurcedor.

A ÓBVIA NEGAÇÃO DO CHAUVINISMO HUMANO

Durante uma cirurgia que ocorreu na Austrália este macaquinho expressa toda a sua preocupação e ternura para com a sua mãe. Curiosamente não parece minímamente aflito com a possibilidade de alguém estar a pretenter fazer-lhe mal.


Meu Deus... e ainda há chauvinismo para afirmar a pés juntos que estes seres não têm o entendimento profundo do que os rodeia, e de quem os rodeia.


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LIE TO ME II


INFORMAR v/s ENFORMAR

A comunicação social tem de facto uma capacidade demolidora que raia os limites da perversidade
Acima de tudo dão-se as más notícias - aquelas que chateiam e assustam a populaça. Se não forem muito más enfatizam-se
As boas notícias... são discretas, tímidas e não se repetem a todo o serviço noticioso
Se possível atribui-se às boas notícias um título chamativo e perverso - resulta sempre: a populaça só lê as gordas e desata logo a dizer mal mesmo sem saber o que se passa.

É o caso de uma notícia divulgada hoje que, apesar de me parecer indiscutivelmente boa, está a ser comentada da forma mais idiota e descabida que se possa conceber, graças a um título manhoso que a encabeça.

Já lá vamos...

Como quase todas as mães, e alguns pais, quando tive de me separar do meu filho para voltar a trabalhar, tão pequenino e tão indefeso, foi uma dor de alma, foi mesmo muito mau, muito difícil. Saía de casa de lágrima no olho e não via a hora de voltar.
Apesar de tudo fui uma privilegiada: aproveitei os quatro meses da lei na integra, porque consegui trabalhar até à véspera do parto, e juntei um mês de férias; ou seja, só voltei a trabalhar quando o bebé já tinha cinco meses. Outro dos privilégios que tive foi poder contar com uma empregada da maior confiança, inteligente e mãe, que cuidava do meu bebé em minha casa - sem cresches, sem transportes, sem exposições desnecessárias, sem estranhos. Dentro da dor de alma que, quase sempre, implica essa abrupta separação fui uma afortunada.
Por essa altura, por coincidência ou por eu tomar mais atenção ao tema, falava-se muito nos países que estendem a licença de parto aos primeiros anos da vida dos bebés permitindo a um dos pais, ou aos dois alternadamente, cuidar dos seus filhos até à idade em que entram nos jardins de infância. Nunca tive tanta pena de não viver num país humanamente civilizado como nessa época.

Voltado atrás...

O ministro da Solidariedade e Segurança Social, Pedro Mota Soares, disse:
«"Hoje uma mulher que pretenda ser mãe, mais do que a disponibilidade financeira, reclama por disponibilidade para uma maior dedicação. Se tempo tivesse para os acompanhar teria mais filhos”. »
«“Queremos usar verbas europeias para suportar a empregabilidade parcial”. Uma mãe ou um pai pode vir mais cedo para casa, pode eventualmente vir a trabalhar apenas meio-dia que o Estado suporta o restante”.»


Alguém, que não seja militantemente "do contra" discorda disto?
Claro que não é a mesma coisa que estender a três anos a licença de parto mas, dadas as circunstâncias económicas que atravessamos, parece-me uma excelente medida.



E qual foi o título escolhido para dar esta notícia? Pasmai:

«Governo quer criar part-times para que haja tempo de 'fazer filhos'»
e em sub-título:
«Governo quer criar part-times para que haja tempo de 'fazer filhos' O ministro da Solidariedade e Segurança Social, Pedro Mota Soares, fez saber que o Executivo liderado por Pedro Passos Coelho está a estudar a hipótese de usar verbas comunitárias para suportar postos de trabalho a tempo parcial e, com isto, incentivar a natalidade no País.»
Pode ser que seja eu que tenha uma mente perversa mas o que eu retiro daqui é:
" Podem trabalhar menos tempo desde que vão para casa fazer meninos"
Nem mais nem menos.


Obviamente que o que Mota Soares disse foi que o governo quer criar part-times, cuja diferença de remuneração será suportada pelo Estado, para que uma mãe ou um pai possam ter mais disponibilidade para cuidar dos filhos.

Isto é mau?


UMA NOTÍCIA demasiado DISCRETA



«Ministérios poupam 25 milhões de euros 
em compras públicas »

«O Sistema Nacional de Compras Públicas, que abrange as aquisições para o funcionamento de todos os ministérios, alcançou poupanças superiores a 25 milhões de euros em 2012, refere o relatório da Entidade de Serviços Partilhados da Administração Pública, citado pela Lusa.

Segundo o documento, a que a agência Lusa teve acesso, a secretaria-geral do Ministério da Defesa foi a entidade com a maior poupança global no ano passado, ultrapassando os 10 milhões de euros (10.430.649ME).

A segunda entidade com uma maior redução de gastos foi a secretaria-geral do Ministério das Finanças, com 4.448 milhões de euros.

No total, a Defesa e as Finanças representam 65% das poupanças conseguidas.

As treze entidades que o relatório aponta (de outros ministérios como a Saúde, Administração Interna, Justiça, Solidariedade, Economia ou Agricultura) realizaram uma poupança global de 25.775 milhões de euros.

Os gastos com papel, consumíveis de impressão e serviços de voz e dados em local fixo (comunicações) representaram a maior poupança entre todos os ministérios, alcançado uma redução de cerca de 9 milhões de euros.

Já os gastos com o serviço móvel terrestre (telemóveis) revelaram em 2012 uma poupança global de 3.803 milhões de euros.


A poupança com serviços como vigilância, segurança e refeições confeccionadas foi também superior a 3 milhões de euros, de acordo com o documento da Entidade de Serviços Partilhados da Administração Pública (ESPAP).

Os serviços com menores poupanças são as viagens e alojamento (135 mil euros) e as plataformas electrónicas de contratação pública (28 mil euros).

A ESPAP foi criada em 2012 e tem por missão «assegurar o desenvolvimento e a prestação de serviços partilhados no âmbito da Administração Pública, bem como conceber, gerir e avaliar o sistema nacional de compras», apoiando «a definição de políticas estratégicas nas áreas das tecnologias de informação e comunicação do Ministério das Finanças».

«Uma das principais orientações estratégicas da ESPAP traduz-se no contributo para o reequilíbrio das contas públicas, consubstanciado no curto prazo na geração de poupanças e, no médio prazo, num melhor controlo e optimização da despesa de compras de bens e serviços transversais e da gestão de veículos do Estado», pode ler-se no relatório.

O relatório abrange todas as adjudicações efectuadas no período 01 de Janeiro de 2012 até 31 de Dezembro de 2012.»

«O Estado nunca gastou, em 36 anos, menos do que recebeu. E o que faltava (défice) foi coberto com emissão de moeda ou de dívida. Como deixámos de poder emitir moeda, ficou a emissão de dívida. Da qual abusámos. Ora como já não temos quem nos financie, ou cortamos despesa corrente do Estado (v.g. salários) ou vamos à falência. Ninguém sustenta um Estado que mantém "direitos" à custa de dívida … porque não tem economia para os pagar.» Camilo Lourenço, 2 de Abril

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CHAMEM-ME UMA AMBULÂNCIA

 QUE MEU DEU UM ATAQUE DE RISO


Anónio José Seguro, sim, Anónio, é assim que é referido o Tó-Zé-prós'amigos no artigo original, declamou hoje na A.R.
Com aquela carinha que Deus lhe deu (está provado que Deus tem sentido de humor) o Anónio saiu-se com esta:
Pateta mas alegre

«há uma Primavera a despontar, há um Abril a nascer em Portugal»
Por acaso tenho andado a pensar há uns dias que realmente a Primavera já não é o que era...

E mais esta, que me parece um iogurte fora de prazo, era boa há uns tempos mas agora já ninguém a come:
«Exigir pesados sacrifícios aos portugueses nunca foi problema para este Governo, mas na hora de mostrar resultados refugiou-se em desculpas e escondeu-se atrás da crise internacional que antes tinha renegado e agora lhe dá jeito referir»
Ele está a falar de que governo, exactamente?
Desconfio que o Anónio tem um problema de identificação espaço-temporal
«Pela primeira vez desde 1975, Portugal desce no índice de desenvolvimento humano, [é]um país pobre e endividado»
Pela primeira vez desde 75? O gajo marou... Então e quando em Abril de 2010 deixou de haver com que pagar à função pública? Então por que é que o camarada Zé Sócrates foi pedir o resgate que disse que nunca pediria e que estamos agora a  pagar acumulando déficit a cada dia que passa? Isto para já não falar das estreitas relações entre o primeiro-ministro Mário Soares e o FMI em 1978 e de novo em 1983.

Agora estou na dúvida... Não sei se gosto mais daquela da Primavera a despontar se desta do porto de abrigo:
«Esta é uma moção de esperança, um porto de abrigo para os portugueses. Essa alternativa é apresentada pelo PS.»
Mas haverá alguém, no seu perfeito juízo, que olhe para o Anónio (só estou a falar do Anónio...) e veja nele o capitão de um porto de abrigo? Só se forem os boys que estão à espera dos jobs . Quando penso naquele gajo como "capitão de um porto de abrigo" só me ocorrem expressões idiomáticas absolutamente impróprias para serem aqui expressamente referidas.

A dada altura o Tó-Zé saiu-se com uma digna de  Zé Sócrates. A sério, deve estar em estágio para segunda-feira quando lhe caírem as atoardas que o novo "comentador político" da RTP1 largar em serviço no domingo á noite... Tanto sentido de humor saídinho daquela boquinha de prata plaqué tem de ser fruto de muito estudo e dedicação, muitas horas a virar folhas dos discursos do outro José. Desculpem... Do José, porque  "José" não há "outro".
O Anónio disse assim:


Mais uma vez fiquei confusa... Sempre apostaram na via do crescimento económico e no investimento??? Hum...
Talvez a resposta resida na segunda parte da frase: «mesmo quando parecia ser crime falar em investimento». Ou seja, a aposta de membros do governo, e outros servidores do Estado, no investimento em si mesmos à conta dos cargos ocupados e dos dinheiros públicos parece de facto crime à luz da lei... Mas talvez não seja... Eles andam aí na maior como se crime não fosse. Seria disso que o Tó-Zé esteve a falar? Não sei, acho esquisito, não percebo que mais possa ser... Mas que tem graça, ah lá isso tem.


E heis-me chegada à parte hilariante, aquela em que comecei a sentir dores na barriga de tanto gargalhar - aquele tipo tem mesmo muita piada - ora vejam lá:
«Parava com o corte de quatro mil milhões" na segurança social, educação e na saúde dos portugueses. Aumentaria o salário mínimo e as pensões mais baixas, cortaria o IVA da restauração para 13%, faria um plano de reabilitação urbana e criaria um banco de fomento, "a par da estabilização do quadro fiscal.»
E rematou:
 «O PS defende disciplina orçamental»

Com esta não fui só eu que me ri, na bancada do governo tudo gargalhou, Victor Gaspar desmanchou-se completamente.
Ó céus, não há quem aguente!

Depois disto calo-me, que mais poderia dizer? Gand'a nóia?


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REALIDADE VIRTUAL