.

.
.
.
.
.

Por falar de Verdades e Mentiras, acabei de receber um e-mail com o seguinte título:


Descrição de ocorrências nas participações de
sinistro do ramo automóvel em 1998,
consideradas as mais caricatas





Eu chorei a rir. Espero que vos anime o fim-de-semana ou, melhor ainda, a segunda-feira.


1. O falecido apareceu a correr e desapareceu debaixo do meu carro.


2. Para evitar bater de frente no contentor do lixo, atropelei um peão.


3. O acidente aconteceu quando a porta direita de um carro apareceu de esquina sem fazer sinal.


4. A culpa do acidente não foi de ninguém, mas não teria acontecido se o outro condutor viesse com atenção.


5. Aprendi a conduzir sem direcção assistida. Quando girei o volante no meu carro novo, dei comigo na direcção oposta e fora de mão!


6. O peão bateu-me e foi para baixo do carro.


7. O peão não sabia para onde ia, então eu atropelei-o!


8. Vi um velho enrolado, de cara triste, quando ele caiu do tejadilho do meu carro.


9. Eu tinha a certeza que o velho não conseguia chegar ao outro lado da estrada, por isso atropelei-o.


10. Fui cuspido para fora do carro, quando ele saiu da estrada. Mais tarde fui encontrado numa vala por umas vacas perdidas.


11. Pensei que o meu vidro estava aberto, mas descobri que estava fechado quando pus a cabeça de fora.


12. Bati contra um carro parado que vinha em direcção contrária.


13. Saí do estacionamento, olhei para a cara da minha sogra e caí pela ribanceira abaixo.


14. O tipo andava aos ziguezagues de um lado para o outro da estrada. Tive que me desviar uma porção de vezes antes de o atropelar.


15. Já conduzia há 40 anos, quando adormeci ao volante e sofri o acidente.


16. Um carro invisível veio de não sei onde, bateu no meu carro e desapareceu.


17. O meu carro estava estacionado correctamente, quando foi bater de traseira no outro carro.


18. De regresso a casa, entrei com o meu carro na casa errada e bati numa árvore que não é minha.


19. A camioneta bateu de traseira no meu pára-brisas, em cheio na cabeça da minha mulher.


20. Disse à polícia que não me tinha magoado, mas quando tirei o chapéu percebi que tinha fracturado o crânio.



...E TEMOS UM VENCEDOR!


Passeio pelo Blog do PINOKA há menos de um ano, creio.
Gosto de passar por lá porque temos muitas opiniões em comum e, sobretudo, porque o autor de O PINOKA é um Senhor.


E sendo um Senhor demostra ter qualidades humanas que aprecio, melhor dizendo, que acho fundamentais.
Não nos conhecemos, nunca nos vimos, nunca conversamos.

Comecei este jogo das Verdades e Mentiras com a seguinte frase:
"Ainda que quem não "blogue" em casa própria possa não se aperceber, a "Blogoesfera" existe."

A única pessoa que apanhou todas as minhas mentiras, a última delas de forma notável, apesar de por entre AMIGOS de muitos anos e convívio assiduo, foi o Pinoka. É obra!
Toma lá a medalha, mereces.



VAMOS A JOGO - A VERDADE

ORA ENTÃO VAMOS LÁ A ISTO

1- É verdade.
Há uns anos havia uns almoços de um grupo na Chamusca que me deixaram muitas saudades. Alguns dos convivas ficavam para o dia seguinte que costumava iniciar-se com um jogo de futebol tipo solteiros/casados.
As mulheres protestaram, o nosso papel não passava de bater palmas. Sempre.
Uma vez resolveram, os homens, constituir um grupo de forçadas (sim forçadas – forcadas à força).
Para mantermos a pose aceitamos mas quando nos vimos na praça de touros com aquela “locomotiva” na frente... Fugiram todas excepto a Teresa e eu. Não sei porque ela não fugiu; Eu não fugi porque tive tanto medo que não fui capaz de virar as costas ao bicho. Foi uma grandiosa pega de cernelha com volta à praça em ombros e almoço de borla para as duas.

Obrigada por esses fantásticos tempos ao Amigo que os organizava.
Estejas onde estiveres estou certa que saberás.
_______________________

2- É verdade, fui para o exame de condução a conduzir o meu Fiat 600; por que raio havia de ir a pé? Nada mais a acrescentar.
_______________________


3- É verdade.
Era um exame de Economia Política e eu nunca soube grande coisa daquilo. Contava chumbar e seria muito justo.

A dada altura da conversa (vulgo “Oral”) o Prof Martinez, aquele terror dos exames, ciente da minha ignorância e, creio que, simpatizando com a minha honestidade revelada nos “Não sei” e nos “Deixe-me pensar” resolveu perguntar-me:
- “O que é a elasticidade da procura?”
Lá lhe respondi - “Deixe-me pensar” .
Então perguntou-me: - “O que é a elasticidade de um elástico?”.
Armada em esperta respondi com decisão: - “É a capacidade de extensão do mesmo”,
ao que o Prof retorquiu: - “Está bem mas explique-me lá isso”.
E aqui a esperta: - "Porquê, o Senhor Prof. não percebeu?”
Nesse momento ambos soubemos que eu estava chumbada.
Ele fez então uma perguntinha das que se guardam na manga para chumbar um aluno:
-“Qual é a diferença entre o marxismo clássico e o marxismo maoista?
Eu sorri até às orelhas e respondi-lhe que tinha a noção de que deveriam existir diferenças mas que não fazia a menor ideia quais seriam.
Com um ar pesaroso lá disse o Prof.:
- “ Pois é uma pena porque isto é muito importante, os chineses são muitos...”

Perdida por dez, perdida por cem não resisti e retorqui em jeito de conversa deslocadamente informal:
- “Quer o Senhor Prof. Dizer que se o Mão Tze Tung fosse irlandês não teria importância nenhuma?

O Senhor Prof. Doutor Soares Martinez levantou as sobrancelhas, escondeu um sorriso a custo, fez um ar grave e disse:
- “Acabou a sua oral”. Deixou-me chegar à porta da sala e continuou: -” Vai daqui com dez. Não fora agora, comigo nunca mais passava.”

Obrigada Prof., ajudou-me enormemente a acreditar em que devo contar comigo, mesmo "fora do baralho".
______________________


4- Contei esta história, rigorosamente verdadeira, porque a partir deste dia nunca mais deixei de acreditar que existem anjos protectores ou coisa semelhante.

Passou-se na subida junto ao Estádio do Alvito, em Monsanto, cerca das 7 da tarde e estava a anoitecer. Fiquei sem embraiagem e o carro não subia mesmo. A poucos metros o terreno torna-se plano, onde há um jardinzeco, um pequeno bairro e uma escola.
O resto já contei . O táxista, que tinha ido deixar uma pessoa a uma das vivendas do bairro, apercebeu-se de que havia alguma coisa errada na cara do tipo do reboque e resolveu inverter a marcha e passar por nós. Abençoado! Com a pressa de me pirar dali deixei a carteira em cima do capot. Presumo que furioso e olhando os 500 escudos que lhe meti na mão, o reboqueiro oportunista nem deu por ela; e lá ficou à minha espera talvez uns dez a quinze minutos.

Por incrível que pareça é tudo verdade e sempre que alguma coisa me parece irresolúvel lembro-me desta história; não me tenho dado nada mal.
______________________

5- É verdade.
Daqui vai um enorme obrigada ao verdadeiro cavalheiro que me ajudou nessa noite. Tento retribuir com outras pessoas.

______________________




6- É mentira

____________________


7- É verdade.
Tinha dez anos. Costumava passar férias (no verão, na Páscoa, etc.) em Santarém, na casa de uma amiga da minha Avó, frente ao Convento de Sta. Clara, bastante perto do quartel. No primeiro andar da vivenda vivia um casal com um bebé. O pai era capitão no regimento de cavalaria.
Uma vez o Capitão levou-me ao quartel a ver os cavalos. Eu estava tão fascinada (diria apaixonada, pelos cavalos) que ele me perguntou se eu queria montar. Montei a Hera, uma égua preta com uma chanfra franca. Quando voltamos para casa eu era a menina mais feliz do mundo, não cabia em mim. Ele perguntou-me se queria voltar, disse-me que eu montava como se nunca tivesse feito outra coisa na vida. Ora...

Há uns anos soube deste capitão através de um coronel do regimento que dava aulas de equitação a miúdos numa quinta em Rio Maior. O “bebé” agora é médico.

Este capitão deu-me uma das melhores prendas que recebi em toda a vida. Obrigada, fez-me muito feliz, até hoje, e o meu filho vai pelo mesmo caminho.

______________________


8- É mentira.
(Embora uma história semelhante tenha de facto ocorrido mas na esplanada/bar que há -ou havia - no porto do Funchal junto ao Iate dos Beatles. Mas esta é mentira)


____________________


9- É mentira
, do princípio ao fim.



Vou deixar o "ranking" nos comentários

VERDADES E MENTIRAS - VAMOS A JOGO?

Ainda que quem não "blogue" em casa própria possa não se aperceber, a "Blogoesfera" existe.



A "Blogoesfera" existe e tem aspectos muito giros e positivos, alguns politicamente alarmantes - o que, de um modo geral, também é positivo. Para além da informação, da troca de opiniões, da divulgação dos mais diversos temas e acontecimentos, blá-blá-blá, blá-bláblá, uma das características simpáticas e espontâneas da tal "Blogoesfera" é o contacto virtual assíduo que se vai gerando entre "bloguistas", o qual é espantosamente civilizado se tivermos em conta a agressividade e falta de educação que prolifera nas relações humanas actualmente.

Serve este meu blá-blá-blá para referir uma espécie de jogos, uns com mais graça do que outros, que têm circulado entre alguns blogues, e seus visitantes, dentro do esquema «Passa-A-Outro-e-Não-Ao-Mesmo». Desta vez tocou-me um desafio.

A Emiéle, que é minha Amiga e familiar, é uma bloguista de longa data, com uma capacidade e qualidade de produção notáveis. O seu blog - PÓPULO - recebeu um repto de um outro blog e, cumprido o desafio, passou-o a outros quantos, entre os quais ao REAL GANA.
Achei graça, achei divertido, achei criativo e achei que por uma hora ou duas serviria de entretém, de opção a mais um episódio do CSI ou coisa parecida. Além disso, sob o regime vigente dá um certo jeito treinar a nossa capacidade de distinguir a Verdade da Mentira sem recorrer ao tamanho do nariz do interlocutor...
Sou suposta contar 9 coisas a meu respeito, 6 verdadeiras e 3 falsas. Os meus amigos e visitantes são supostos conseguir destrinça-las.

Devo dizer que não tenho muita esperança em que a coisa resulte porque, ao contrário dos visitantes do Pópulo, e da maioria dos blogs, os meus visitantes - que eu sei quantos são e, em muitos casos, até quem são graças àquele quadradinho discreto que está em último lugar na coluna da direita - são uns chatos tímidos, muito ocupados ou preguiçosos que raramente me dão o prazer de oferecerem o seu comentáriozito - ou então a dura realidade: o que aqui escrevo nem merece comentário... Alguns enviam-me comentários a isto ou aquilo por e-mail mas aqui... é uma dificuldade!
Vá, não sejam uns chatos e brinquem comigo (e, já agora, os que desejarem permanecer anónimos mas que me conhecem, bem podiam deixar as iniciais; prometo manter o anonimato).







1 - Peguei, com mais uma mulher pouco maior do que eu, um garraio na praça de touros da Chamusca (Eu tinha escrito aqui "garrano" por erro, ao ler o comentário do ZPedro dei com o disparate; desculpem)


2 - Fui a conduzir o meu carro para o exame de condução e de lá vim da mesma forma


3 - Durante uma oral de Economia Política com o Prof. Doutor Soares Martinez ele pediu-me para lhe explicar uma resposta “espertinha” que tinha acabado de lhe dar; e eu perguntei-lhe: Porquê, o Senhor Professor não percebeu? Fui um dos dez alunos que passaram.


4 -
Fiquei empanada numa subida no parque de Monsanto/Lisboa. Atrás de mim apareceu um reboque; rebocou-me cerca de 20 m e pediu-me 6 contos. Ofereci-lhe 500 escudos dizendo que era o que tinha. No calor da discussão apareceu um táxi. Entrei. Já ia perto do Palácio da Justiça quando verifiquei que me faltava a carteira. Voltamos para trás e a carteira, preta, estava em cima do capot do carro, branco.


5 -
Há anos fiquei sem gasolina, perto da meia-noite, na Pça de Londres. Parou um simpático que tinha um litro de gasolina sempre no carro. Meteu-a no meu depósito e disse que me acompanhava até à bomba do Areeiro. Quando saí para abastecer ele buzinou, disse adeus e foi-se embora, sem conversa nem o litro dele.


6 - Fiz um pic-nic improvisado, e dois novos amigos, num elevador que esteve parado cerca de duas horas


7 - Aprendi a montar no Quartel da Escola Prática de Cavalaria de Santarém.


8 - Há uns anos um colega de trabalho quis fazer uma aposta que aceitei: expliquei a situação ao pianista e cantei o “My Way” no Casino da Madeira. Levei imensas palmas.


9 - Um dos maiores galos que tive na vida foi ter gasto meias solas à procura do “vestido perfeito” para um primeiro jantar romântico com um senhor muito especial; quando cheguei ao restaurante constatei que o padrão do tecido do meu vestido era igualzinho ao dos abajures e toalhas de mesa.



Dou as respostas no próximo fim de semana


E agora, para cumprir as regras do jogo irei desafiar:


A) O PINOKA


B) A CRISTINA


C) O HUMOR NEGRO


D) A CIRANDA


E) O ZPEDRO


F) O N. PHILLIPS





PINÓCRADAS

NÃO FUI EU QUE INVENTEI SÓ PARA APOIAR O PINÓCRATES
VEM NO "IOL DIÁRIO" e deve vir em mais sítios:



"SÓCRATES «ANIMADO» COM TAXA DE DESEMPREGO"
17 FEV. 2009

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


ESTE NOSSO 1º É

UMA ANIMAÇÃO!




JÁ AGORA, TAMBÉM NO "AGÊNCIA FINANCEIRA/IOL " DE HOJE:

UGT preocupada que cresça ainda mais.
Descida do desemprego já não reflecte situação actual

http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=1043353&main_id=



E TAMBÉM:

INE revela dados do último trimestre de 2008
Desemprego aumenta para 7,8%

http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=1043304&main_id=



E AINDA:

Taxa subiu em relação ao trimestre anterior.
Desemprego: números «são maus» e é «natural que aumentem»

O presidente da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP)

http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=1043356&div_id=1730target_=blank





OK , OK , AQUI VOS DEIXO UM DOCUMENTO HISTÓRICO:


DIA DOS NAMORADOS

Essa agora, claro que sou romântica

Claro que gosto de filmes lamechas

Claro que acredito em finais felizes

(não, para além desses...

Mesmo dos outros, em que ficam juntos,

e são felizes para sempre)

Por exemplo...

Aquele em que ela, já depois de

aturar muitos camelos

no fim casa com o cavalo

e são felizes os dois.






























A sério, acredito no Amor
Acredito até no amor à primeira vista
Acredito no Amor incondicional
Acredito no Amor para sempre



























DESEJO-VOS UM DIA FELIZ
NA COMPANHIA DE QUEM MAIS AMEM

A
SEXTA-FEIRA 13
DE JOSÉ SOCRATES





Eram 8h e picos da noite, sexta feira 13. Acendi a luz do meu quarto e poff: fundiu-se uma lâmpada, pifou-se a corrente eléctrica. Como as tomadas de corrente têm um circuito independente procurei o comando da TV para obter alguma luminosidade; carreguei no primeiro botão de escolha de canais que me surgiu sob o polegar e apareceu-me a brilhante e nítida imagem de José Sócrates no meu novo e lindo LCD. BLAHH...

Ah, mas espera, isto é giro... Adiei a urgência de restabelecer o circuito eléctrico de iluminação e fiquei ali sentada na cama a ouvir a reportagem


"José Sócrates aprovou em 2001, como ministro do Ambiente, o estatuto de imprescindível utilidade pública de um plano de pormenor de um projecto em Setúbal, sem que o dito plano existisse na realidade.É um caso de alegado favorecimento que envolve o nome do actual Primeiro-ministro e outro ministro de então, e que diz respeito ao projecto imobiliário «Nova Setúbal», considerado de grande importância pelo Governo. "
.../...
"O despacho é assinado pelo ministro da Agricultura, Capoulas Santos, e pelo colega do Ambiente, José Sócrates. O problema é que o Plano de Pormenor, considerado de imprescindível utilidade pública, só viria a ser aprovado anos depois. Em 2008 é finalmente publicado em «Diário de República». Ou seja, os dois Ministérios aprovaram um plano que não existia. O mesmo é dizer que não conheciam. Além do mais, a aprovação é dada sem uma avaliação de impacto ambiental.

O estatuto de imprescindível utilidade pública é dado com base na infra-estrutura desportiva a construir, ou seja, o futuro campo do Vitória Futebol Clube.

Na zona onde se abateram os sobreiros vai nascer apenas um centro comercial junto à estrada para o Algarve. Noutra zona povoada por árvores vão erguer-se casas 7500 fogos para 30 mil pessoas, ou seja, um terço da população actual da cidade. Longe de tudo isto, está o esperado estádio de utilidade pública, que está previsto para uma zona deserta, a dois quilómetros da área do abate. .../..."
Excertos do texto publicado em:

http://www.tvi.iol.pt/informacao/noticia.php?id=1042619



Devo dizer que a notícia ao vivo e a cores excede largamente o "apanhado sumário" que pode ser lido na página da TVI. Excede mesmo todas as minhas expectativas para uma noite de sexta-feira 13, especialmente se nos dermos à atenção e ao trabalho de ir relacionando os nomes - de indivíduos e de empresas - que vão surgindo repetidamente ao longo do encadeamento de notícias que se seguiu tendo por máximo dominador comum o José. Rapaz activo...

Um dos nomes que chama a atenção: Sociedade Lusa de Negócios; sim, a mesma que agrega no seu Grupo empresas que devem 300 milhões de euros a clientes do BPN (in TSF 1 Fev.09), grupo do qual fazem parte a PLURIPAR e a SADISETÚBAL – IMOBILIÁRIA, SA., que estabeleceram um protocolo "salvador" com o Vitória de Setúbal, e com a respectiva Câmara Municipal, que me faz pensar que iremos ouvir falar desta rapaziada ... É giro de ler em: http://www.vfc.pt/noticias/clube/08_09_08_plano_pormenor



Digo isto não por ser desconfiada mas porque quando penso nas negociatas de bastidores, que foram feitas a um nível bem mais pequeno, com a DINENSINO/Universidade Moderna nestes últimos anos (pois... não as da bronca do "Caso Moderna", as posteriores, de 2003 até agora e cujo mais sumarento da bronca ainda está por vir, digo eu....

Setúbal é uma zona propensa a estas confusões... Será dos camelos que populam o deserto da margem esquerda?

Bem mas estou-me a afastar do tema José, que me é sempre tão querido.

Como se não bastasse esta coisa da NOVA SETÚBAL e da assinatura do plano de pormenor inexistente, reinsere-se a notícia do abate dos mais de 1300 sobreiros iniciado pela PLURIPAR há dois dias, não para o tal campo de futebol de "Utilidade Pública" mas para a construção de um Centro Comercial, apesar da providência cautelar interposta segunda-feira pela Quercus no Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa (LUSA 11Fev.)

Lamentavelmente não foi referido o facto de, mesmo depois de ser dado conhecimento, no local, da existência da tal providência cautelar, não foi suspenso o abate das árvores; nunca foi exibida a cópia do pedido de certidão da autorização de abate de sobreiros, pedida com caracter de urgência no dia 9 e, só quando o Ministério da Agricultura foi notificado da Decisão do Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa ao final da manhã, já tinham ido "pró galheiro" a maior parte dos sobreiros, é que o trabalhinho foi suspenso. Pois é, mas agora não dá para por fita-cola...

Ficamos por aqui? Ah, não... É que...

"O investidor do projecto «Nova Setúbal», que conseguiu uma autorização supersónica por parte dos ministros José Sócrates e Capoulas Santos para abater sobreiros centenários, era um dos parceiros de referência do Banco Português de Negócios (BPN).

De acordo com actas da Sociedade Lusa de Negócios (SLN) a que a TVI teve acesso, Emídio Catum e o empresário Fernando Fantasia, detinham inúmeros projectos imobiliários financiados pelo banco. A parceria era tão grande que nem os próprios accionistas sabiam bem o que pertencia exactamente a cada um.
Nos últimos dias à frente do BPN, Oliveira Costa foi forçado a prestar contas sobre os múltiplos projectos imobiliários do grupo. Há um ano, no dia 12 de Fevereiro, o presidente da Sociedade Lusa de Negócios (SLN) reuniu-se com a Comissão de Avaliação e Nomeações e começou a abrir o jogo. Emídio Catum e Fernando Fantasia, administrador da SAPEC, foram identificados como os dois grandes parceiros de projectos imobiliários.

Em Rio Frio, localização chumbada para o aeroporto de Lisboa, por razões ambientais, o BPN não hesitou em investir em dois projectos imobiliários de grande envergadura.
Um deles é chamado de Sede com 1600 ha, tem activos calculados em 246 milhões de euros e um custo de 53 milhões. Oliveira Costa explicou que este activo se encontra consolidado nos fundos imobiliários, mas existia um acordo de recompra, ficando a SLN com 50% e Emídio Catum com a outra metade.

(mas onde é que eu já ouvi isto...?)

Já o projecto Rio Frio 2, com 3600 ha e um custo de 89 milhões de euros, diz acta que «estava em nome do Sr. Catum ou do Sr. Fantasia e era também para ser detido a meias pela SLN e pelo Sr. Catum».A acta refere ainda que a aquisição foi financiada com garantias do BPN, facto que ficou para esclarecimento posterior.A falta de consolidação dos projectos nas contas, bem como de certezas quanto à titularidade dos investimentos, parecia ser regra. .../..."
Excerto do texto, com mais promenores jucosos, publicado em:

http://www.tvi.iol.pt/informacao/noticia.php?id=1042635



Depois.. bem depois o Freeport com os novos desenvolvimentos:

"Um dos sócios da sociedade de advogados Vieira de Almeida, alvo de buscas no âmbito da investigação do Freeport, foi ao mesmo tempo Administrador na compra e venda do imóvel do Freeport. " Blá, blá, blá, etc, etc. etc.

Bem e por hoje já chega, não? NÃO ! Segue...



COVA DA BEIRA

"José Sócrates chegou a ser considerado suspeito. A PJ chegou mesmo a pedir buscas a casa do então secretário de Estado do Ambiente, mas estas foram recusada pelo MP.

Na altura das investigações José Sócrates chegou a ser considerado suspeito, pelo menos pelos investigadores da Polícia Judiciária, que chegaram mesmo a pedir buscas a casa do então secretário de Estado do Ambiente. Das quatro buscas pedidas na altura, a única não autorizada pelo Ministério Público foi à casa de José Sócrates.

A TVI sabe que não foi uma decisão pacífica e que, num primeiro momento, o Ministério Público terá dito que «sim» para, dias depois, voltar atrás. Em entrevista à TVI o procurador justificou-se dizendo que os elementos do processo não foram por si considerados suficientes para pôr em causa uma figura pública como José Sócrates.

Onze anos depois das primeiras denúncias, o caso de alegada corrupção no concurso da estação de tratamento de lixos da Cova da Beira vai finalmente chegar a julgamento. No banco dos réus vão sentar-se António Morais, antigo professor (das 4 cadeiras) de José Sócrates, e a sua ex-mulher, que estão acusados de corrupção passiva e branqueamento de capitais."
in:
http://www.tvi.iol.pt/informacao/noticia.php?id=1042623

E mais...

".../... Horácio Carvalho, um empresário da Covilhã, é acusado de branqueamento e corrupção activa, que é como quem diz, acusado de ter pago «luvas» para ganhar o concurso público internacional. A carta anónima que denunciou o caso, garantia que José Sócrates, na altura secretário de Estado do Ambiente, tinha recebido 150 mil contos. Mas essa parte da denúncia acabou por ser arquivada pelo Ministério Público. A TVI sabe que o enorme processo já chegou ao tribunal da boa hora, e que será distribuído na próxima segunda-feira."
http://www.tvi.iol.pt/informacao/noticia.php?id=1042621




Já chega? Espera, é só mais este bocadinho:



OBRAS ASSINADAS POR SÓCRATES

"O já célebre caso dos projectos de obras na Guarda assinados pelo engenheiro técnico José Sócrates, hoje Primeiro-ministro, passou a caso de polícia
.../...
Em 2007, o jornal Público denunciava que 23 projectos assinados por José Sócrates, na zona da Guarda, tinham sido elaborados por técnicos camarários locais, o que é proibido, e assinados por Sócrates, o que é crime. O facto foi admitido a uma rádio local pelo, na altura, presidente da Câmara da Guarda, Abílio Curto.Olhando para o processo de uma casa de Covadoude a situação parece evidente. A letra dos cálculos do betão é similar à letra de um dos técnicos da Câmara que aprovou o processo, o engenheiro Fernando Caldeira.

Em 2007, o Público falou com as pessoas que encomendaram as 23 obras assinadas por Sócrates e todas, menos uma, reconheceram ter encomendado as obras a técnicos da Câmara

.../...
Uma comissão interna da Câmara da Guarda analisou o caso das casas assinadas pelo engenheiro técnico José Sócrates. A comissão não interrogou nenhum dos técnicos, não falou com as pessoas que encomendaram as obras, mas conseguiu negar que Sócrates tivesse assinado projectos que não eram seus, eventualmente a troco de dinheiro, dizendo: «1. Foi publicamente declarado pelo autor dos projectos, a sua autoria e responsabilidade; 2. Facto este que é reconhecido notarialmente em vários documentos da época, constantes em processos».
Fica, portanto, por perceber a razão que levou a comissão interna a não se interrogar a respeito de um facto espantoso: há dezenas de assinaturas diferentes de José Sócrates ao longo dos processos. Das duas, uma: ou o actual Primeiro-ministro nunca assina da mesma maneira ou as assinaturas não são dele. Esta ilegalidade é desvalorizada pelo actual presidente da Câmara da Guarda, Joaquim Valente. "

Excertos do texto publicado em:
http://www.tvi.iol.pt/informacao/noticia.php?id=1042644



Para rematar, antes do intervalo para decansar a barriga:

RECESSÃO

"O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, diz que o Governo não está totalmente surpreendido com os dados divulgados esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e que colocam Portugal em recessão técnica. Mas, ao mesmo tempo, Teixeira dos Santos afirma que em Novembro, quando foi aprovado o Orçamento do Estado, não esperava que a quebra da economia fosse tão acentuada." http://www.tvi.iol.pt/informacao/noticia.php?id=1042490




Pois é... Quando José apontou em Novembro para um crescimento económico na ordem dos 1,8%, vem agora o I.N.E. apresentar um decréscimo de 2,1%, mais de 0,5% abaixo da média da Zona Euro... pois é muito inoportuno.

Como é que José não há de estar chateado por lhe terem chamado Pinocrates? (Sim, até nisso falaram no jornal da noite) Pois tem de estar... coitado.

Mas que sexta-feira 13... O que estarão as bruxas a cozinhar mais... Já lixaram o fim-de-semana ao homem... Acham bem?



O PÓ DAS ESTRELAS


A dor da separação é feita de saudade, que se apresenta infinita, e do sentimento de injustiça perante o roubo violento que sofremos. Nesta luta inglória, em que nos debatemos contra coisa alguma, perdemos a noção de que sentimentos, recordações e vivências que possuíamos permanecem em nós, apenas toldados pelo véu negro, mas fino, da dor.
E a dor subsiste.

A dor da separação reside na resistência em libertar, deixar fluir, em confiar.
Em nós, desperta ou adormecida, existe a sabedoria que nos remete para a força inquebrável das nossas ligações profundas..
Podemos crer no que os nossos olhos vêem, isolando factos, ou podemos seguir além das aparências, transpondo os caminhos seguros do materialismo, atrevendo-nos a um salto no vazio.
A essência do átomo não é material nem vazia, é energética. Subsiste além de todas as formas, compostos e elementos.
"Somos feitos de pó das estrelas" - é verdade, mas não toda a verdade. O átomo não ama nem odeia, não chora nem ri, não nasce nem morre. A única constante é a energia, organizada, detectada, transmutada pela Inteligência, impalpável e invisível - imaterial e indubitável; tudo o resto é apenas sequente.

Atrevamo-nos pois a percorrer esse caminho, a seguir de descoberta em descoberta, de conclusão em conclusão. Como poderíamos chegar ao vazio, ao nulo, à inexistência?
Porque insistem os humanos em acreditar serem diferentes de tudo o que o Universo nos demonstra?

MARIA MANUELA AGUIAR
(NELA)
IN MEMORIAM




Uma vez escrevi-te: ".../... almas entrelaçadas como uma cadeia de ADN".


O sangue cria, por vezes, laços inexplicáveis, que ignoram o tempo que separa e o espaço de permeio; reflecte no outro traços profundos, íntimos e secretos, de nós mesmos; comunga nos medos, no humor, na compreensão do não verbalizado e do não verbalizável. A memória das células permeia sentimentos e emoções, estende o tapete vermelho que suaviza o deslizar do amor e da amizade como sendo o caminho mais fácil e natural. Teletransporta pensamentos e momentos, interesses e gostos, caminhadas e silêncios.

Hoje sinto-me como se tivesse partido um bocado de mim e, o bocado de mim que ficou, se tivesse partido.

É um disparate, eu sei, nem tu partiste para muito longe nem eu deixo de estar inteira... Mas saber é uma coisa e sentir é outra. Mesmo considerando a forma gradual como a tua partida me foi chegando, mesmo compreendendo a oportunidade que nos ofereceste, mutuamente, de dizermos "até qualquer dia..." , mesmo com aqueles abraços tão verdadeiros, mesmo assim... Mesmo assim faltou-nos "um pouco mais de Sol, um pouco mais de azul". Sei que querias só um pouco mais de azul...
O meu desejo? Que agora o tenhas todo, para mergulhares e voares.

Há uns anos pintei um quadro para ti no qual duas almas nascidas de uma mesma Luz flutuavam; uma dirigia-se já para a Terra enquanto a outra permanecia um pouco mais. Acenavam um "até à vista" que apenas as distanciava de um para outro universo.

Creio que teremos de fazer o mesmo caminho, no sentido inverso.


Se alguma vez me fez sentido a expressão "Almas Gémeas" foi para adjectivar esta profunda e inata ligação que existe, ainda, sempre, entre nós.


Sei que estarás por aí escutando os pensamentos que fluem para ti... Talvez, de vez em quando, eu consiga escutar-te também.
E sei que, no dia em que atravessar o túnel, tu estarás nesse cais luminoso à minha espera.