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OPTIMISMOS

O secretário-geral do PCP,Jerónimo de Sousa, disse hoje que os «portugueses vão ver a sua vida andar para trás» com o Orçamento de Estado para 2011
30 Out.


Vão ver?
Vão ver a vida a andar para trás?
Mas alguém vê a vida a andar para a frente?
Esta conjugação futura advém da distracção ou do optimismo?

OS PUTOS


Passos Coelho questionado sobre um cenário de chumbo do Orçamento e tendo em conta a promessa do Governo de que se demitiria nessas circunstâncias

"Eu tenho um plano B, com certeza. Imaginou que eu não tivesse um plano B? Acha que o país acabava? Acha que os portugueses iam ficar sem soluções?".

Ai que alívio Pê, ainda bem que você tem um Plano B e que não vai deixar o país acabar.
PS- Pê... veja se s'enxerga, tá?


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José Sócrates negou em Bruxelas que Portugal tenha sido «pressionado pelos parceiros europeus para corrigir rapidamente a sua situação orçamental» e recordou que «mais de metade dos países que estão à volta daquela mesa e que são da Zona Euro estão, [assim como Portugal], em défice excessivo. A Alemanha está em défice excessivo».

Ó José, você desculpe mas essa é como dizer que quer Portugal quer a Alemanha têm problemas de sustentação económica na Indústria. O que me assusta é se você acredita mesmo que os défices excessivos são comparáveis, seja de que ponto de vista for


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Meninos, acabaram-se as birras!
Falem e entendam-se como se fossem adultos.

«Enquanto Presidente da República tenho obrigação de voltar a dizer que a actual situação financeira do pais é muito grave e não se compadece com atitudes que levem a uma crise política»

«Ninguém pode demitir-se das suas responsabilidades. Por isso espero convictamente que se chegue a um entendimento».
Cavaco Silva ao país depois da reunião do Conselho de Estado

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A HORA H

23H 43 - 29 Out.

Acordo entre PS e PSD sobre o OE assinado este sábado, às 11h00, no Parlamento


Já não bastava ter de assinar esta coisa e ainda marcam a treta para um sábado, pela alvorada das 11h; parece um
"Compre antes que esgote"

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E ficamos sem saber qual era o "Plano B" do Pê...
Não sei se vou conseguir dormir.

Até amanhã às 11h, quando eles estiverem todos de trombas.





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VLAMOS TODLOS COMELE CUM PLAUZINHOS?

«Depois da ruptura nas negociações entre o Governo e o PSD para o Orçamento de Estado, os juros da dívida portuguesa a dez anos voltaram a passar a barreira dos 6%.

O Estado já marcou uma nova emissão da dívida pública de curto prazo para a próxima quarta-feira, o mesmo dia em que se vota na generalidade a proposta de OE para 2011.

O fim das negociações desta semana mereceu a atenção do jornal "Financial Times" que afirma que este impasse "empurrou o país para uma situação mais próxima de uma crise da dívida soberana".»

As boas notícias (?)vieram da China que, com a visita a Portugal, a 6 e 7 de Novembro, do presidente Hu Jintao, anunciou a intenção de comprar títulos de dívida portuguesa.

A vice-ministra chinesa dos Negócios Estrangeiros, Fu Ying, garantiu que o país está disponível para comprar títulos do tesouro português e "participar no esforço de recuperação económica e financeira" de Portugal«A China está interessada em reforçar a aquisição de dívida soberana portuguesa. Para Portugal, é uma ajuda importante para aliviar a pressão dos mercados internacionais, para a China é uma forma de assegurar boas relações com um país da Europa.»..» (Tão queridos...)
in JN 29 Out

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Vendam-lhes a dívida,
Vendam-lhes mesmo o palácio de S.Bento

(O de Belém não vale a pena porque eles, quando lhes apetecer, logo o ocupam)

Salvem Portugal da fome com os chineses a dar-nos o arroz...

Não se esqueçam é de que vamos todos comer com "os pauzinhos"



Esta notícia trouxe-me à memória duas anedotas que se contavam por aí no final dos anos 70 que tão bem caracterizam a mente retorcida dos dirigentes chineses

Um domingo solarengo o camarada Brejnev acorda bem disposto, espreguiça-se e sorri dizendo:
- "Hoje é um bom dia para chatear o camarada Mao"
Acto continuo telefona a Mao e pergunta-lhe:
- "Camarada Mao, está tudo bem por aí? É que tive um pesadelo assustador... A Praça Tianamen estava cheia de crianças a fazerem um pique-nique acompanhadas pelas suas famílias. Todos estavam felizes, todos sorriam e cantavam... o hino da União Soviética..."

Mao Tse Tung assegura a Brejnev que está tudo bem e que nada de estranho se passa; desliga o telefone e rosna entre dentes
- Deixa-te estar que não perdes pela demora...
No domingo seguinte Mao salta da cama cedo e corre para o telefone ligando o número vermelho do Kremlin
- Leonidas está tudo bem por aí? Tive um pesadelo horrível... A Praça Vermelha estava repleta de gente fazendo um pique-nique, gritando Vivas à revolução

- E então, só isso? Mas isso é natural, não tem nada de horrível, retorquiu Brejnev

- Pois Leo, mas é que estavam todos a comer com pauzinhos, gargalhou Mao.

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A União Soviética declarou guerra à China
- Três dias depois tinham feito 1 milhão de prisioneiros
- Ao fim de uma semana tinham 5 milhões de prisioneiros
- Passados quinze dias já estavam com 15 milhões de prisioneiros chineses.

Um mês depois Mao liga a Leonidas e pergunta-lhe:
- Então, rendem-se?

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Espero que não apareçam anedotas sobre os Títulos de Dívida vendidos à China...


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A TELHA

- O Governo não aceita cortes na receita exigidos pelo PSD
- O PSD não aceita que não hajam mais cortes na despesa

- PSD propõe cortes no aumento de impostos, o Governo que decida onde os fará
- Governo exige que seja o PSD a definir onde haverá que fazer os cortes no aumento de impostos

Segundo Catroga (Teixeira dos Santos não apresentou valores), divergem neste desentendimento 450 milhões de euros, sendo que a proposta inicial do PSD apontava para 1200 milhões de euros.

- Até ontem ao meio-dia, quando Teixeira dos Santos interrompeu a reunião, alinhavara-se um acordo, foi elaborado um esboço de comunicado
- Hoje o Governo chegou com um "Acordo final" não passível de discussão ou alteração.

Que espinho político motivou a situação actual?

Catroga - o sumário do "entre ontem e hoje"


A versão do Governo - O país precisa de um Orçamento


Sexta-feira, à hora do chá, haverá Conselho de Estado.




Duvido que haja chá que chegue para todos...
Talvez lá para domingo, Noite das Bruxas, alguém desfaça o bruxedo
Sim... isto só por bruxedo.


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INFORMAÇÃO DO GABINETE DO NOSSO 1º

O nosso Primeiro foi à Columbia University onde fez "aquele discurso do bad ingliche" (ou será bed ingliche?)

Previamente o Gabinete do nosso Primeiro enviou à referida universidade uma Nota Biográfica a ser introduzida na página "Columbia University World Leaders Forum", no site da Universidade.

Até aqui tudo bem, até é uma coisa bonita que fica bem a qualquer natural de Vilar de Maçada, Alijó (qu´é ali mêm´ao lado da City of Covilhã, nã val'apena t'ar'a complicar, todos os males fossem esse)

Porém atentai...

Licenciado em Engenharia pela Universidade de Coimbra...

Pós-graduação pelo Lisbon University Institute. (Instituto Universitário de Lisboa ??? Bem... whatever, tanto faz...)

Ora queiram clicar aí no boneco para lerem (o link encontra-se acima)


Perante tal fiquei-me a pensar se José terá nascido em 1957;
fiquei-me mesmo a pensar se José terá nascido...
Ou terá sido inventado?

...Mas se o rapaz nasceu... em 1957, mais concretamente a 6 de Setembro (ah pois, eu sei o dia dos anos de José!) quer isto dizer que o chavalito tinha 16 anos à data da fundação da JSD - Junho de 1974 - e vai daí que não foi um dos seus fundadores - primeiro porque não foi; e segundo por incapacidade jurídica.
O chavalito esteve de facto na JSD - Covilhã, entrou em 1974 e saiu em 75
Mas para que é que ele, o primeiro-ministro, diz estas coisas parvas, mentiras coxas de ambas as muletas?

Ahh coijinha linda, mestre inginheiru querido de xua avójinha... mas que lata do caraças!


PS - Ó Chico, depois não queres que eu desatine c´ô homem todos os dias...

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A vos marques, prêts, partez!


Agora que Cavaco anunciou formalmente que se recandidata à Presidência, Alegre vai começar a fazer a sua campanha ou vai apenas continuar a falar mal de Cavaco?

Cá por mim é para o lado que durmo melhor mas dá-me ideia que este Manuel anda a prestar um mau serviço a si próprio; querer pôr o adversário uns degraus abaixo nunca elevou ninguém uns degraus acima, pode, quando muito, fazer parecer mais alto mas só quer parecer mais alto quem alto não é.

Ó Manel, já sabemos que "a ti ninguém te cala" mas bem que podias escolher melhor o que dizer, dadas as circunstâncias...





«Há nevoeiro em mim. Dentro de abril dezembro.
Quem nunca fui é um grito na memória.
E há um naufrágio em mim se de quem fui me lembro
há uma história por contar na minha história.»
M.A.




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FIM DE PAPO, ESTÁ NA LEI!

Um/a amigo/a é alguém que nos fornece informação capaz de melhorar a nossa vida

Ela, a minha amiga Cristina que me enviou o e-mail informativo, sabe... Oh se sabe...
A Cristina tem um Pedro exactamente da idade do Luís Ricardo, miúdo suave e educadíssimo, nada parvo e, como tal não deixará, tal como o Luís, "os seus créditos por mãos alheias" e, se possível, há que tentar aumentar sempre "os limites de créditos"...

Esta é uma excelente resposta: não requer argumentação cansativa, imposição de autoridade nem indisposição das partes


A MELHOR RESPOSTA...

MÃE: VAI JÁ ARRUMAR O TEU QUARTO
FILHO: Não vou!
MÃE: Tens de ir! Eu estou a mandar!
FILHO: E porque é que tenho de fazer o que tu dizes?
MÃE: Está no Código Cívil Português, ARTIGO 128º .




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...QUEM A TEM CHAMA-LHE SUA

Acabei de deparar com uma notícia que caiu em mim como um balde de água gelada, uma chapada que me fez sentir - SENTIR - que esta réstia do nosso país segura um ponta escorregadia de uma réstia de Democracia.

Alarmei-me.

Que raio, não ando a dormir, constato diariamente o absoluto desrespeito pelo cidadão.

O que me deixa mais estupefacta é o facto das pessoas acreditarem que vivem em liberdade e em democracia, é o facto das pessoas não se aperceberem de que todos os dias estão a perder Direitos, de que ninguém liga nenhuma aos seus protestos - que ainda vão podendo fazer mas que, em termos de eficácia e respeito, não existem, são berrados no vácuo.

Apesar das minhas tristes e desesperantes constatações diárias, no quotidiano de todos nós, não apenas nas notícias, confesso que não estava à espera desta; este é um dos mais graves sintomas da doença silenciosa que mina o nosso país, a nossa alma, o nosso futuro.


«Portugal cai para 40.º lugar na liberdade de imprensa»

Do ano passado para este, Portugal desceu 10 lugares no ranking da liberdade de expressão dos Repórteres Sem Fronteiras. Há um ano, Portugal estava em 30º lugar, ex-aequo com a Costa Rica e o Mali, e agora está em 40º.

Nos últimos três anos, o país tem vindo sempre a perder lugares. Em 2007, estava em 8º lugar; em 2008, passou para 16º; caindo depois para 30º e 40º.
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São dez lugares mais abaixo que no ano passado: Portugal caiu em 2010 para o 40.º lugar no ranking da liberdade de imprensa elaborado pela associação internacional Repórteres Sem Fronteiras (RSF). Esta é a pior classificação nacional desde que os RSF criaram a lista, em 2002. Portugal fica logo abaixo de Espanha (que subiu para 39.º) e acima de países como a Tanzânia (41), Coreia do Sul e Papua Nova Guiné (42) e França (44).














Nas páginas de "Repórteres Sem Fronteiras":
- José António Saraiva, director do Sol: “O BCP quis comprar o jornal para depois encerrá-lo - AQUI

- O "Ranking" RSF por países, anos e posição mantida, descida ou subida. AQUI



Sem qualquer relação
pois claro...


O jornal diário Correio da Manhã, a rádio TSF e a TVI foram os meios de comunicação social preferidos pelo Estado para investir em publicidade em 2009. A conclusão está expressa no estudo Publicidade do Estado e Audiências levado a cabo pela ERC- Entidade Reguladora para a Comunicação Social, apresentado ontem na conferência Média e Cidadania.
O estudo partiu da iniciativa da ERC depois de acusações de que alguns media estariam a ser prejudicados na distribuição da publicidade estatal por a sua linha editorial ser mais crítica em relação ao Governo, sendo outros beneficiados por estarem mais "próximos" do executivo de José Sócrates. O Diário de Notícias seria um deles. Por isso, Rolando Oliveira, administrador da Controlinveste, congratulou-se por, "vários meses depois, os números contradizerem" tal teoria.
In "Público"


O meio preferido pelo Estado para anunciar é a televisão – que tem uma quota de 83,68 por cento -, seguido de muito longe pela imprensa (10,32) e só depois pela rádio (6).

O Correio da Manhã, do grupo Cofina, lidera o investimento publicitário estatal na imprensa, cabendo-lhe uma fatia de 30,16 por cento, seguido pelo Jornal de Notícias (18,96), Diário de Notícias (12,02), Expresso (10,76), Público (8,61), i (5,74) e Visão (4,32), Sol (4,01), Sábado (3,08) e Focus (0,86) e 24 Horas (1,48).

A televisão, que entre 2008 e 2009 viu a sua facturação publicitária ao Estado subir de 332,7 milhões de euros para 341,7, tem na TVI o maior destinatário do investimento estatal*. A estação de Queluz recebeu no ano passado uma fatia de 32,56 por cento da publicidade do Estado, enquanto a sua concorrente directa de Carnaxide, a SIC, se ficou pelos 20,24 por cento, e a RTP1 teve 21,79 por cento. O investimento em televisão foi ainda distribuído pela SIC Notícias (9,35 por cento), RTPN (4,15), RTP Memória (2,12), SIC Radical (1,3), SIC Mulher (1,1), TVI24 (0,72) e RTP2 (0,15). Os restantes 6,54 por cento foram para outros canais da plataforma de cabo.

*A RTP confere legalmente 75% de desconto na publicidade estatal
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E já agora:

«Comissão da Carteira acusa DN de “infracção grave e “dolo intenso” no caso de Belém» - In "Público" - 19 Out.

Num relatório final assinado pelo relator Henrique Pires Teixeira, membro da comissão em representação dos operadores do sector, o organismo responsável por avaliar o cumprimento dos deveres profissionais dos jornalistas entendeu, por unanimidade, considerar que a publicação, a 18 de Setembro de 2009 de uma alegada mensagem de correio electrónico do jornalista do PÚBLICO Luciano Alvarez constituiu “violação do sigilo profissional e do dever de protecção da confidencialidade das fontes”, princípios que descrevem como “uma regra de ouro do jornalismo”.
.../...

A infracção disciplinar aplicada ao director do DN João Marcelino, aos então directores-adjuntos Filomena Martins e Rui Hortelão e ao sub-director Nuno Saraiva foi contudo transformada apenas numa “sanção de advertência” dada a ausência de antecedentes dos arguidos, diz o documento que decidiu ilibar as jornalistas que assinaram a peça por terem agido de forma “secundária, instrumental e subordinada”.

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Que vergonha!

Acho que finalmente entendi o que é que os outros querem dizer quando afirmam que "está tudo controlado, não há derrapagem". Pois, mas nem tudo, ainda...

CURTA, SECA E DURA

- Há aqueles que não gostam da "velha" porque têm azar a tudo o que cheire a PSD. OK.

- Há os outros que não gostam da "velha" porque vão nas músicas do marketing político: queriam uma versão mais "politicamente correcta" , para usar uma expressão tão idiota quanto bem aplicada ao caso, queriam mais "maquilhagem" em todos os sentidos, não apenas a do rosto, queriam mais "rodriguinhos" como os dos filmes para agradar a gregos e troianos. Deixa-los...

-E há os que não gostam da "velha" porque "a Velha", A Bruxa" não serve os seus inconfessos interesses.
A senhora não vai em
carnavais, não acata as negociatas de companheiros e camaradas do seu partido ou do partido do lado, não compactua com a fraude político-financeira que nos vêm a impingir com a maior das latas. Numa palavra, é INCONVENIÊNTE.

Se eu gosto da "velha"? Não gosto nem desgosto, respeito-a, o que, nesta altura do campeonato nacional, é uma raridade mais do que suficiente. A Senhora tem uma qualidade actualmente pouco apreciada, pouco "fashion" mas desgraçadamente necessária a esta réstia de país que é o nosso: é séria, tem Carácter.

Estou-me nas tintas para o partido, para o marketing e para o "politicamente correcto".
Estou-me mesmo nas tintas para as "primeiras pedras" que muitos se apressam a atirar-lhe, repetindo frases barbitúricas que foram objectivamente difundidas pela comunicação social controlada por rédea atenta.

Se a Senhora é o "meu candidato de sonho"? Não, não é mas está muito mais longe de ser o meu pesadelo.

Se a Senhora fosse primeiro-ministro viveríamos nesta
rebaldaria? Ora...

Estou em crer que mesmo os que não gramam a "velha", e mesmo que seja só de si para si e sem o dizer alto, reconhecem que a rebaldaria nacional entrava nos eixos, ou, no mínimo, iria ter de se debater com terríveis entraves. Muitos temem isso mesmo.
E essa é outra inconveniência... A rebaldaria nacional tem muitos, muitíssimos clientes.

A rebaldaria nacional é a "galinha dos ovos de ouro" de uma capoeira privada e o Zé-Povo que sustente o estupor da galinha;
Se a "velha" se apanhasse com a faca na mão o estupor da galinha virava canja num instante - não dava jeito...


Veio isto a propósito de quê?
Veio a propósito d
a primeira coisa que li desde que começou a novela do Orçamento 2011 que em que me vejo de facto reflectida; Curta, seca e dura, na "mouche"; Tudo o resto é conversa a mais sobre aquilo que estamos todos fartos de saber.

"Manuela Ferreira Leite, mulher com conhecimento de causa no que toca a finanças públicas, que deixou a cadeira da liderança do PSD para Passos Coelho, deixou também o protagonismo para outros e pouco se tem pronunciado sobre as contas do Estado.

Falou agora. E não foi meiga:
«Este Orçamento é uma vigarice
e os seus autores mereciam ser presos»
"
In "IOL on Line", 22 Out.

Haverá quem vá vociferar, quem considere que é um exagero, etc.

Eu não gosto que me mintam; Se se tratar de mentiras de Estado nem é uma questão de gosto, é crime.

É inadmissível que os dirigentes de um Estado escondam, atrás de moitas que vão plantando, a situação real pela qual não conseguem, nem querem, responsabilizar-se, os buracos que criaram e mais os outros que desconheciam e ainda os permitiram, as situações imorais que favoreceram e desenvolveram, as colocações em lugares chave, das empresas públicas aos mais altos escalões da "Justiça", dos principescamente pagos amigalhaços das politiquices e das negociatas.
Tudo isto está contido nesta novela ordinária que tem sido a abordagem do Orçamento de 2011, como já o foi no de 2010 e suas rectificações nas cenas dos próximos episódios.

É inadmissível mas todos temos vindo a permiti-lo dentro da maior impunidade, os únicos punidos somos nós, os cidadãos, os eleitores, os contribuintes. Talvez não seja malfeito, temos aquilo que merecemos.

Gajos assim, actuantes e encobridores, deviam ser presos, por estranho e exagerado que isso possa parecer neste país amoral e desconhecedor da seriedade pública, e privada.

Enquanto as pessoas não compreenderem isto, não tiverem a noção profunda de que assim é, não há safa possível, continuaremos a permitir que nos roubem, que nos gozem e ainda pagamos para ver.

"Eles são uns malandros, eles são uns bandalhos", rosnamos pelas esquinas...

"Eles" são uns malandros, a "bandalheira" somos todos nós.


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TEIXEIRA DOS SANTOS - QUEM QUER SER MILIONÁRIO

CARÍSSIMOS,

DEIXO-VOS UMA NOTÍCIA EM PRIMEIRA MÃO E RIGOROSO EXCLUSIVO:


TEIXEIRA DOS SANTOS ESTÁ DE FACTO A FAZER TUDO O QUE LHE É POSSÍVEL PARA TAPAR "O GRANDE BURACO"


NÃO ARGUMENTO, DEIXO-VOS COM A PROVA





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Calma no burgo, o bicho está bem

Ó gente, não, não me esqueci do primeiro aniversário do Steiner; 19 Out., eu sei...
Calma no burgo, o bicho está bem e recomenda-se.

Sim, já foi ao veterinário - foi hoje de manhã e está tudo bem: não está gordo, não está magro, está crescido, está na fase em que "agora é que vai começar a alargar e a deitar corpo, durante os próximos 9 a 12 mêses"(!!!!), disse a Drª.
(Há por aí alguém que queira vender um camiãoizinho? Talvez um TIR baratinho, ou uma "Star-trailler com ar condicionado?)

Não posso dar novidades porque não há nada de novo desde que conseguiu levantar a pata E fazer xi-xi em simultâneo (a coisa foi complicada de coordenar); continua amável, mesmo MUITO amável... exigente e com uma preponderante capacidade de reivindicar os seus direitos de cão de família.
Também já manifesta, ruidosamente, os seus instintos de cão de guarda, da porta da casa à rua. Felizmente já se habituou a que passe o carro do lixo sem ter de vociferar contra as "ternuras discretas" dos funcionários camarários.

O LR e ele estão mais ou menos com a mesma idade emocional e tanto parecem "o Roque e a Amiga" como disputam de quem é a mãe (eu!), de quem é o sapato, de quem é a toalha, de quem é a bola (esta parte pode ser muito cansativa, para mim, claro)

Bolo? Não. Prendas? sim... Adorou a cama nova - não dorme nela durante a noite porque tem calor mas transporta-a da sala para o quarto e vice-versa como se pudesse vir um bicho mau e apropriar-se da dita ( O LR começou por achar que aquela cama era óptima para ele se deitar a ver TV mas, felizmente, desistiu da ideia: o Steiner venceu.)

Satisfeitos? Não? Ah, querem fotos?
Que nada vos falte, tiradas no dia dos anos que teve passeata alargada.
Obrigada pelos e-mails

Em espera e atenção. É muito cedo... ainda não há amigos canídeos

Chamaste?

Embora? Agora? Hum... Vamos brincar?

Nada como o Sol matinal, preguiça sem calor excessivo. Desde sim...

Ir embora sem os amigos canídeos chegarem? Pode ser que estejam a chegar...

(esta foto é muito parecida com outra que Aqui prantei mas...
o tempo passa e bicho cresce)



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NEGOCIAR POIS MAS EM SEGREDO

Governo negociará 'com quem for necessário' - 16 Out. 2010

«"O Governo mantém-se disponível para negociar no parlamento com vista à aprovação do OE 2011", disse hoje o ministro das Finanças.

É ao Parlamento «que compete determinar o destino desta proposta», disse o ministro, garantindo estar «disponível para dialogar com quem for necessário» para viabilizar o OE2011.

O ministro entregou ontem à noite à Assembleia da República a proposta de Orçamento do Estado para 2011, mas deixou com os deputados apenas os mapas de receitas e despesas e a proposta de lei.

O relatório que costuma acompanhar o pacote não foi entregue. «Informei o presidente da Assembleia que o relatório só podia ser entregue esta manhã», porque havia um trabalho de «verificação de quadros» que estava a ser "ultimado"».
In "Sol"

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Silva Pereira não aceita 'ultimatos na praça pública' - 20 Out. 2010

«O ministro da Presidência disse, em conferência de imprensa, que o Governo não negoceia o Orçamento em conferências de Imprensa. Silva Pereira que Passos Coelho quantifique as propostas do PSD. Ou não haverá diálogo.
(Isso é o que tu julgas...)

No tom e nas palavras, Silva Pereira reagiu com dureza a Passos Coelho, poucas horas depois do líder do PSD ter anunciado disponibilidade para dialogar. «Não se negoceia o Orçamento na praça pública», criticou o ministro, horas depois de o líder do PSD ter mostrado abertura para negociar, desde que o Governo aceite discutir alguns pontos propostos pelo PSD.

Pois claro, ó Pereira, o que é que a "Praça Pública" tem a ver ou a saber das negociações do Orçamento? Era o que faltava...

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As quatro condições de Passos para viabilizar o Orçamento do Estado

Passos Coelho impôs quatro condições ao Governo para viabilizar o Orçamento do Estado pela abstenção. «O PSD está disponível para fazer um último esforço de concertação para viabilizar mais do que o OE 2010, o nosso futuro», disse o líder social-democrata.

Passos Coelho admitiu aprovar o Orçamento através da abstenção, desde que
- o Governo garanta «verdade e transparência» das contas públicas e - «maior equidade na distribuição sacrifícios», - canalize as poupanças para diminuir o sobre-agravamento fiscal - IVA e IRS - e
- não permita grandes obras públicas adicionais.

Passos Coelho disse esperar «que o ministro das Finanças e o primeiro-ministro, que se têm mostrado tão abertos a receber contributos dos partidos da oposição», agora «manifestem o seu entendimento sobre estas propostas».

"Eu espero que o Governo as possa considerar", concluiu.»

E o que é que o Governo manifestou do seu entendimento?


«Até ao momento o PSD não quantificou o impacto financeiro nem sustentou tecnicamente» as suas propostas, justificou Silva Pereira. «Isto não é maneira de negociar com seriedade», criticou, referindo-se à conferência de imprensa do líder do PSD.

Silva Pereira diz que as "duas ou quatro ou seis medidas" de Passos «não estão quantificadas» e enquanto isso não acontecer é impossível "averiguar a sua credibilidade".»

Pois claro, ó Pereira, assim é impossível...




Perante o "Ping-Pong" (cá para mim o Pê tem mais cara de "Ping" e o Zé de "Pong") o melhor é animar a malta; então vamos lá à parte humorística:


«O primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou hoje que a proposta de Orçamento do Estado para 2011 «protege o país da crise internacional», protege a economia, protege o emprego e «protege o modelo social» em que o país quer viver
Ai qu'eu não m'aguento...

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«O Governo continua a rejeitar um cenário de recessão no próximo ano, ao contrário de vários organismos internacionais, prevendo um crescimento de 0,2% em 2011, no relatório da proposta do Orçamento do Estado de 2011 que acaba de entregar na Assembleia da República. Em Junho, o Governo previa que a economia ia crescer 0,5% em 2011.

Para este ano, o Governo antecipa agora um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,3%, contra os 0,7% que previa desde o início do ano.

O Executivo de José Sócrates sustenta as previsões de crescimento da economia em 2011, sobretudo, nas exportações, estimando que subam 7,3% no próximo ano. Em 2010, prevê um aumento de 8,6% das vendas para o exterior.

Ó Sousa, mas com a Produção em cuecas e em vésperas de ficarem rotas, a malta vai exportar o quê?
Se quiserem estragar esse sorriso e ler o resto da notícia, está AQUI

Last but not least...

«A votação do Orçamento do Estado foi adiada para os dias 2 e 3 de Novembro, decidiu hoje a Conferência de Líderes parlamentares por sugestão do presidente da Assembleia da República, Jaime Gama.
Chato...

Uma decisão que dá mais tempo às negociações entre os partidos e que vem pôr termo a uma polémica entre PSD e Governo, depois de os sociais-democratas terem defendido que José Sócrates não estaria presente nos dias previamente acordados para o debate e votação - 28 e 29 de Outubro -, já que teria de se ausentar para participar numa Cimeira Europeia.
Recorde-se que na segunda-feira o gabinete do ministro dos Assuntos Parlamentares assegurava a participação do Primeiro-Ministro na sessão, estando «presente na abertura do debate e na votação do Orçamento», isto é: na abertura e no final dos trabalhos.
Então e não chega, uma entrada por saída...

Há dois dias, o gabinete de Jorge Lacão informava ainda não ser esta a primeira coincidência entre a votação de um Orçamento do Estado e a realização de uma Cimeira Europeia. Tal aconteceu «precisamente no Orçamento de 2010, em Fevereiro último», podia ler-se no comunicado emitido, que afirmava ainda que na altura "a conciliação foi perfeitamente assegurada, e o mesmo acontecerá desta vez".»
E você, acredita em coincidências?





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A REPÚBLICA É DO POVO, o povo que a pague

Centenário da República custou quase 4,5 milhões de euros em ajustes directos.

(4 milhões 460 mil 171 euros)

426 mil euros - adaptação da Cordoaria Nacional para alojar a exposição "Viva a república"
76 mil euros - 4 vídeos 3D
30 mil euros - assessoria jurídica (1 só escritório jurídico)
38 mil euros - balão de ar quente, alugado, para o patego
22mil euros - capas de chuva plástico
259 mil euros - organização de eventos desportivos (1 só empresa)

ORÇAMENTO PARA A COMISSÃO - 10 MILHÕES DE EUROS
para festas, exposições e outros eventos

A COMISSÃO PERMANECE EM FUNÇÕES ATÉ AGOSTO DE 2011





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A MULA

Zé Sócrates Pinto de Sousa diz a Jerónimo de Sousa:

“Não encontro nenhuma notícia sobre nenhu
m novo agravamento, a não ser aquelas medidas que anunciámos no Programa de Estabilidade e Crescimento [PEC] II, a fixação de tectos para deduções e benefícios fiscais e as medidas que anunciei que orientariam o Orçamento do Estado”. A.R. 15 Out.2010

(quem conhecer a anedota, pode substituir o título "A MULA" por "O MELRO")

A NÃO PERDER, o vídeo colectânea do "31 da Armada"



Pertunto:

ONDE ESTÃO AS REDUÇÕES DA DESPESA?
Será que ninguém respondeu ao Teixeira quando ele perguntou,
"No debate parlamentar sobre a situação das contas públicas, a dúvida instalou-se quando o ministro das Finanças disse que «reduzir o défice de 7,3 por cento para 4,6 por cento no próximo ano, representa uma redução de 4,5 mil milhões de euros» e perguntou ao PSD:

«Digam onde é que podemos cortar 4,5 mil milhões de euros na despesa do Estado para atingir esse objectivo?».


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Também gosto desta
notícia maldosa (coitado do Zé)

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A ministra da Educação, Isabel Alçada, justificou, esta sexta-feira, em Lisboa, que a liderança das escolas privadas no ranking dos exames nacionais se deve ao facto de a escola pública «ser aberta a todos».

«A escola pública não faz selecção de alunos, é uma escola aberta a todos. Mesmo as crianças com mais dificuldades recebem apoio»

Ou seja, as criançinhas do "povo" são mais burras e têm mais dificuldades de aprendizagem, mesmo "recebendo apoio", do que as criancinhas das classes mais altas?

Só seleccionando as crianças se podem obter bons resultados escolares ó mini-istra? Já ouvi esta versão em qualquer lado... e desde há muito tempo...

Um artigo interessante, escrito, faz hoje - 15 Out. - exactamente 1 ano, publicado no "I on line", sobre a acção da Associação EPIS - Empresários pela Inclusão Social.
Talvez se a "mini-istra" o lesse em diagonal percebesse o que não há nas escolas (para além de não haverem professores dignos dessa designação salvo honrosas excepções).
Começa assim:

«Joana reprovou o 7º ano com cinco negativas. Filipa chumbou a três disciplinas do 8º ano e Ana Rita faltou tantas vezes que não conseguiu passar para o 8º ano. As três adolescentes puseram os livros e os professores de lado. Passaram o tempo a conversar durante as aulas, a marcar encontros com os amigos e a dedicar boa parte dos dias aos namorados. As alunas da Escola Básica 2+3 do Bocage, em Setúbal, representam uma parte muito pequena do insucesso escolar em Portugal.

Conhecer quantos adolescentes do 3º ciclo do ensino básico estão em perigo de chumbar foi a proposta lançada pela Associação Empresários pela Inclusão Social (EPIS) a todas as autarquias. Uma dezena de municípios aceitou o desafio e mais de 20 mil estudantes do 7º e 8º ano foram inquiridos, representando 10% do universo nacional (ver caixa de números). As conclusões dos inquéritos permitiram construir um diagnóstico sobre o insucesso escolar em concelhos do litoral, interior, norte e sul do país - um em cada três foi considerado aluno de risco.» ... continua aqui, descrevendo quais as medidas adoptadas pela EPIS, Associação particular, em protocolo com câmaras municipais; de ministério... nada.

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OGE 2011 - Pode deduzir à colecta 30% das despesas de educação e formação profissional até ao limite de 681,60 euros.
Propinas, despesas de deslocação, alojamento e alimentação são dedutíveis, assim como as mensalidades das creches e a escolas de actividades extra-curriculares (música, línguas, entre outras), desde que os estabelecimentos pertençam ao Sistema Nacional de Educação


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PPR - RIP

«0s benefícios fiscais em sede de IRS também vão ter limites. Os benefícios em si não mudam, mas é imposto um tecto máximo ao valor dos benefícios de que os contribuintes poderão usufruir. Estes limites serão bastante restritivos: segundo o articulado vão variar entre os zero e os 100 euros consoante os escalões de rendimento. Assim, quem ganha mais de 153 mil euros por ano não terá direito a benefícios e quem ganha até 18.375 euros anuais vai poder aproveitar estes incentivos apenas até 100 euros.» in "Diário Económico"


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20% dos portugueses têm seguros de saúde
(porque será?)

Quando utilizam serviços de saúde particulares não utilizam os do Estado,


logo,


não custam dinheiro ao Estado nem contribuem para "entupir" o sistema,

no entanto,


contribuem para a Segurança Social como qualquer outro cidadão que utilize o S.N.S.


E agora? Agora paga e não bufa porque aquilo que poderá descontar de despesas de saúde em 2011 é ridículo.


Medida que não será honesta nem justa mas é bem pensada

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Hoje vi um medicamento, usado em tratamento contínuo, ficar em cima do balcão da farmácia e o homem saiu dizendo: "Se eu morrer disto já não preciso dele".
O tal medicamento era comparticipado a 100%; a partir de hoje passa a custar 8 euros com o "selo X" e 16 euros com o "selo y"


«Entra hoje em vigor o novo sistema de comparticipação dos medicamentos que reduz o apoio do Estado na compra de medicamentos e vai levar os utentes a pagarem mais na farmácia. O decreto-lei foi ontem publicado em Diário da República e estabelece que o regime especial de 100% de comparticipação é reduzido para 95%.
A medida foi justificada pelo Ministério da Saúde com a necessidade de combater o "abuso e a fraude" da utilização da comparticipação a 100% por quem não tem direito. Em causa estão os utentes do regime especial, que é aplicado a pensionistas com rendimentos anuais abaixo ao equivalente de 14 salários mínimos. O novo diploma prevê mesmo que, em caso de comprovado abuso, o pensionista perca a concessão do benefício durante dois anos.» In "Diário Económico"
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Os leites de bebé passam de uma taxa IVA de 6% para 23% - não comento.
(ainda irão distribuir "Magalhães" ?)



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O CONTROLO DA CRISE


As tabelas de IRS propostas pelo Orçamento para 2011,
comparativas com as de 2010

Animem-se que amanhã já é sexta-feira...

CLICK PARA AUMENTAR

















Exmo. Senhor Primeiro-ministro,
Exmo. Senhor Ministro das Finanças,
Chegados a esta fase talvez não seja mau lembrar Vs Exas. de que os presos e os mortos não descontam para o IRS nem pagam impostos.
Terá a Vossa proposta de Orçamento tido esta pequena contrariedade em consideração?


AINDA O "25 DE ABRIL DE 1910"

Ainda dedicado ao recém-inventado 25 de Abril de 1910

(pois eu sei que o 5 de Outubro já passou mas eu gostei deste vídeo e já ando a levar com o "5 de Outubro" desde Janeiro; ainda por cima tenho de o pagar e não foi nada barato.)




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DOIS LADOS DESTE 13 DE OUTUBRO - OPERAÇÃO FÉNIX, PRECISAM-SE MAIS

13 DE OUTUBRO DE 2010,

O DIA EM QUE 33 HOMENS
RENASCERAM DA TERRA




É ESPANTOSO O QUE A HUMANIDADE CONSEGUE QUANDO NÃO DESISTE.

«"Estive com Deus e com o diabo. Os dois brigaram e Deus venceu". Assim o segundo mineiro a alcançar a superfície, Mário Sepúlveda, definiu os 69 dias que passou soterrado na mina de San José, no norte do Chile.»
in BBC news Brasil
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TIMELINE
Desde o acidente até ao dia do resgate
Artigo na BBC World News


click p/ aumentar

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É ESPANTOSO O QUE A HUMANIDADE CONSENTE QUE ACONTEÇA
NO SEU PLANETA COMUM


SUDÃO / DAFUR - 13 Outubro 2010



Sudan country profile - bbc news, 9 Oct.2010

Sudan - The New York Times, 28 Set. 10




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«DEUS QUER, O HOMEM SONHA, A OBRA NASCE»
FERNANDO PESSOA

TEMOS A TECNOLOGIA
TEMOS OS MEIOS
TEMOS EMOÇÕES
FALTA-NOS
O SONHO
E
A VONTADE

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LEVEM TUDO MAS DEIXEM O TGV

«O Tribunal de Contas preparava-se para chumbar o contrato de adjudicação do troço do TGV entre o Poceirão e Caia. Os conselheiros descobriram várias irregularidades no processo e tinham já decidido recusar o visto prévio ao contrato - o que só não se concretizou porque o Governo decidiu pedir a devolução do contrato, precisamente no dia em que os conselheiros iam aprovar o acórdão com a sua decisão final.

O pedido do Governo foi feito na sexta-feira passada, precisamente no dia em que os juízes da 1.ª Secção do TC iam reunir para discutir o projecto de acórdão - e que, segundo soube o SOL, ia no sentido de recusar o visto ao contrato, devido a uma série de irregularidades.

O Ministério das Obras Públicas recebera vários pedidos de esclarecimento do Tribunal, relativamente ao contrato de adjudicação do primeiro troço do TGV - assinado no início de Maio passado com o consórcio Elos, co-liderado pela Brisa e pela Soares da Costa.

Esses pedidos já indiciavam as dúvidas de fundo que os juízes se preparavam para alegar na decisão final. Entre estas, e à semelhança do que aconteceu com os contratos de concessão das novas auto-estradas, o Tribunal de Contas deu sinais de considerar que o interesse público não estava salvaguardado por o risco económico-financeiro da operação de concessão recair sobretudo no Estado. Além disso, verificavam-se disparidades entre o contrato e o caderno de encargos do concurso, o que configuraria uma violação do princípio da concorrência.
.../...
Seja como for, e qualquer que seja a decisão, neste momento pode estar comprometido o início das obras que o Governo já anunciou para Janeiro. Isto apesar de, formalmente, a ausência de visto prévio não ser impedimento para o início da execução de um contrato.

O presidente do TC tem, aliás, pedido publicamente aos responsáveis políticos uma alteração à lei orgânica do TC que volte a impedir essa situação - precisamente para evitar que obras cuja adjudicação acaba por ser considerada ilegal e lesiva do interesse do Estado possam avançar antes do tribunal se pronunciar










A TVI, entretanto, revelou que o valor desta adjudicação, feita em regime de parceria público-privada, vai custar ao Estado o dobro do que o Governo tem anunciado. Segundo os anexos ao contrato assinado com o consórcio Elos, que a estação de Queluz divulgou, em vez dos cerca de 1,4 mil milhões de euros anunciados como encargos públicos, o troço do TGV entre Poceirão e Caia vai custar aos cofres do Estado quase o dobro, ou seja, cerca de três mil milhões de euros.

O ministro das Obras Públicas, António Mendonça, desmentiu os números avançados pela TVI mas a oposição, perante os documentos divulgados, solicitou a presença do ministro no Parlamento, tendo o BE exigido a denúncia imediata do contrato.»

excerto In "Sol", 7 Out.10 - link


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ISTO. É. MENTIRA.

O vídeo oficial de publicidade institucional produzido pela Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República, que abaixo está disponível, contém o seguinte texto:

«1910 - 2010, a república portuguesa faz 100 anos;

celebramos os grandes ideais:


Liberdade, Igualdade, Cidadania, Democracia

Vamos festejar Portugal nos 100 anos da república»

Honestamente, sem rodeios, sem partidarismos ou sectarismos,
há por aí alguém que, sem demagogia, possa acreditar, e assim explicar, o que é que os 100 anos de regime republicano têm de comum com

Liberdade, Igualdade, Cidadania, Democracia

Inventaram uma mentira parecida com:

VIVA O 25 DE ABRIL DE 1910

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Já nem pergunto COMO se pode "festejar Portugal" nos 100 anos da república...
De 1143 a 1910 não valeu, deita fora, apaga, não interessa.


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QUE 5 DE OUTUBRO?

Que raio de ideia a minha quando vim nascer no único país dito europeu, dito civilizado, onde em vez de se comemorar a sua fundação se comemora o aniversário de um regime que, em cem anos de vigência, nunca teve ponta por onde se lhe pegasse e que não foi, nunca, instituído democraticamente.


REI-TERANDO,

reponho aqui hoje o que escrevi no passado dia 1 de Fevereiro.

É a primeira vez que republico um "post" na integra e faço-o porque
como seria de prever, aquilo que era válido a 1 de Fevereiro último é hoje, sete meses depois, mais real do que então - e só não digo "mais real do que nunca" porque os 16 anos iniciais da república são comparáveis em muitos aspectos aqueles que vivemos agora - mais uma vez se pode falar da "herança da conjuntura blá-blá-blá".

Depois... vieram 48 anos de ditadura

Agora já cá cantam 36 de liberdade.

Liberdade? Está bem, posso, por exemplo escrever aqui o que me apetecer, é suposto (já se diz assim...) não me acontecer nada. É importante.

Mas também posso berrar aos quatro ventos que aumentos de IVA, impostos e custo de vida estagnam o país, posso berrar que QUERO QUE CORTEM A DESPESA PÚBLICA DE FORMA RACIONAL E SÉRIA que ninguém me liga nenhuma, posso berrar que o primeiro-ministro é um trafulha rodeado de malandragem que bem lhe serve e que a "Justiça" esta-se bem borrifando para a minha opinião, a menos que seja para me processar por difamação.

Tenho, ainda, alguma liberdade no país do autoritarismo crescente mas de pouco me serve.

Sim menina, deixa-te de lamúrias e vai p'rá festa; vai festejar para o Terreiro do Paço,

lá no mesmíssimo sítio onde mataram dois homens para imporem uma república;

Vai e festeja,
há 102 anos era a morte, violenta;
hoje é a festa,
amanhã... sabe-se lá se há amanhã...

Vai p'rá festa que é de borla.





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CEM ANOS SEM REI


O que me lixa não é que se comemorem os 100 anos da república, cada um é para o que nasce e "chacun s'amuse à ça façon".
O que me lixa é que se comemore o centenário da república como se a instauração da dita correspondesse à realização da vontade democrática do povo português; como se estivessem a celebrar 100 anos de democracia, ou lá que raio de sucedâneo de democracia é esta coisa em que vivemos actualmente.
A nossa suposta democracia é uma jovem prestes a completar 36 anos que, talvez por acumular erros de juventude e devido à sua descuidada cultura e educação, para já não falar de uma capacidade financeira que a tem vindo a comprometer na sua ética e na sua independência, apresenta um aspecto desgastado, e pouco atraente.
Será por isso que agora tendem a confundi-la com uma centenária?

A república tem 100 anos e Portugal cumprirá este ano 867.
Quase tudo o que foi importante se passou nos primeiros 767

O que se fez destes últimos 100 anos em Portugal que faça deste país uma presença respeitável no mundo? Uma referência? Uma opinião ou um exemplo a ter em conta?

(aquele vergonhoso programa de televisão sobre "Os 100 maiores portugueses" foi uma boa amostra...)

E não me venham falar das conquistas do povo na sua Liberdade, que é curta nos anos e encurtada no respeito, nos seus Direitos, que expressos ou não na Constituição, são de menos em menos observados, cumpridos e, uma vez mais, respeitados.
Não me falem de igualdade e, menos ainda, de fraternidade; não me falem porque atiro-me para o chão a rir e a chorar ao mesmo tempo e terão de chamar uma ambulância e vestir-me um casaquinho branco daqueles com muitas persilhas e fivelas.

Já sei, já sei, "a monarquia peca à partida porque o rei não é eleito, o rei é filho do rei".

Tenha um republicano uma empresa e vá lá eleger um director-geral que reúna o consenso do seu eleitorado, que seja supra-partidarices, e que tenha a educação e a formação apropriadas às suas funções... Uma gaita!
A ingenuidade tem limites e, quando não tem, é o descalabro empresarial.
Quem tem uma empresa quer ver à sua frente alguém que saiba da poda, que conheça os bons e maus caminhos, que saiba ler relatórios e contas, que saiba aferir das várias necessidades, o resto é conversa. Depois que se elejam representantes, comissões, etc, etc. mas não pode ser o Senhor porteiro, que conhece toda a gente, é um gajo porreirissimo e que conhece os cantos à casa que o bom senso fará eleger responsável pela empresa.
"Mas nada garante que o rei será um bom governante..."
O rei não é um governante numa monarquia moderna; O rei é a personificação do seu país, para isso é educado, é a estabilidade que permanece com tudo o que constitui uma Nação, não personifica nem se altera nas mutações normais e decorrentes da vida do Estado.

Obviamente que não falo contra o sistema democrático e eleitoral, longe de mim, defendo-o com unhas e dentes. Não é o sistema democrático que está em causa.

Não é possível um presidente da república ser consensual, ser apartidário, ser, de facto, o representante de toda uma nação.
E não é presidente da república quem está, de facto, preparado para o ser, quem tem a educação e a formação para o ser; É quem é eleito, num acto político e, também, afectivo.

Vivemos de "Pai da nação em Pai da nação" como um povo órfão que vai mudando de pai adoptivo; um padrasto que serve vários interesses e, com muita sorte, até poderá defender os do povo que o elegeu durante o tempo que durar. E se o deixarem, caso não se trate de um regime presidencial.


Então e um rei, é sempre bom e consensual? Não, não é, mas também não é essa a sua função. Para governar e legislar existem governos e parlamentos. Os poderes Executivo, Legislativo e Judicial não se prendem de forma alguma com um regime republicano ou monárquico, são questões totalmente independentes, como questões independentes são as da Democracia ou da Autocracia.

O rei é educado fora do ambiente partidário; o rei não vota, o rei não se candidata, o rei não precisa de ser eleito nem de se subjugar a essa necessidade e interesses.
O rei é educado tendo como ideologia o seu país e o seu povo, a união da sua nação.
O rei não vai ser presidente de uma qualquer empresa pública, ou privada, não vai pedir nem aceitar um "job dos boys". O rei não vai ser primeiro-ministro, ou segundo ou terceiro, nem deputado, nem presidente da câmara ou da junta, ou do Sporting ou do Benfica.

O rei é a bandeira de um país mas com uma consciência e uma voz. O rei permanece como símbolo da nação e do povo quando as eleições modificam as legislaturas entre as esquerda e a direita, entre a boa ou má gestão do senhor A ou do senhor B.

Ah pois, então e os privilegiados? A nobreza... os marqueses, os condes, etc?

Privilegiados? Os marqueses, os condes, etc? Não me gozem!
Há alguém que seja privilegiado por ser conde ou duque, que se encontre acima da lei, acima dos direitos e deveres de cidadão, em qualquer uma das monarquias democráticas europeias?

(Aliás, deixemo-nos de redundâncias porque não existe qualquer monarquia europeia que não seja consolidadamente democrática; já das repúblicas não se poderá dizer o mesmo).

Privilegiados, sim existem, em todo lado, uns por conquista ou herança - legitimantente adquiridas - outros...
Outros de que nem vale a pena falar, nós por cá vêmo-los às dúzias, impunes e divertidos proclamando a sua inocência e inimputabilidade aos quatro ventos, democraticamente descarados, eleitos, nomeados.

Comemorem lá o centenário da república, é verdade faz 100 anos, mas não a venham identificar com as conquistas democráticas, não atirem areia aos olhinhos do Zé Povo que já anda cegueta há que tempos.
E já agora, não se esqueçam de que a república não nasceu de uma revolução de cravos ou rosas; nem rosas e cravos se lhe seguiram.


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In "centenário da república.org"
Presos Políticos na 1ª República – Protesto Internacional

«Em 1912 e 1913 a República Portuguesa ocupou largo espaço na imprensa europeia, mas não com as manifestações de admiração nem com os louvores que os seus propagandistas haviam ambicionado. A velha guarda do movimento republicano, que sempre sonhara com o reconhecimento internacional dos seus ideais “humanitários”, via-se forçada a reconhecer que a imagem da república, nos círculos europeus, estava muito longe do desejado. As notícias sobre maus tratos infligidos aos presos políticos tinham transposto fronteiras e conquistado as atenções da opinião pública nos países com mais ascendente sobre a nação lusa.»
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Alex@Realgana - 1/02/10


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