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O PAI DA PÁTRIA E OS SEUS COMPANHEIROS DE LUMINÁRIAS NA TESTA

Ontem foi publicada uma missiva que 70 iluminados, encabeçados pelo sábio ancião que tanto sabe acerca de salvar a pátria, que me levantou uma singela dúvida: será que algum deles acredita realmente naquele rol de frugalidades distorcidas que constituem o conteúdo da dita? Talvez o sábio ancião acredite, sempre foi um tipo que acreditou no que lhe deu jeito consoante a época. Talvez um ou outro acredite, de entre os signatários há uns quantos que apresentam um tão aguçado espírito crítico e uma tal capacidade analítica que lhes permite acreditar... Em quê? Acreditar, de um modo geral, alheio ao específico e ao circunstancial, tendo por base aquilo que lhes foi impingido como "politicamente correcto" . Os outros... Os outros sabem muito bem das suas conveniências, das suas militâncias, dos seus grupelhos, das suas posições políticas de oposição sistemática não permeável a qualquer tipo de racionalidade que seja contrária aos seus interesses, por mais  óbvio que seja que do poço seco não se tira água.

Esta carta contém frases indubitavelmente lapidares, verdadeiras pérolas da dialéctica político-social. Um mimo! Ou como diz o meu amigo do blog Atributos, uns pândegos.

Como já cá ando há anos suficientes para não me irritar com verborreias de malta pândega, não levo a sério o que de sério nada tem. Confesso que dei umas boas gargalhadas ao ler a tal cartinha que não me é dirigida - na forma - mas que outro destinatário não tem senão o encurralado povo português, a ver se pega o apelo à raiva, ao descontrolo, ao golpe de Estado que nos levaria directos ao buraco negro onde estivemos a cair.
Encurralado sim, mas por quem? Pela Troika? Pelo Passos Coelho? Pelo Gaspar? Não brinquem comigo  sem declararem que estão a brincar; brincar a fingir que é a sério é de mau gosto, além de imaturo. Para não dizer mais.

A primeira declaração que me caiu no goto e libertou a primeira gargalhada diz assim:

«À data das últimas eleições legislativas já estava em vigor o Memorando de Entendimento com a Troika, de que foram também outorgantes os líderes dos dois Partidos que hoje fazem parte da Coligação governamental.
O País foi então inventariado à exaustão. Nenhum candidato à liderança do Governo podia invocar desconhecimento sobre a situação existente.»
 A comunicação do governo de Sócrates sobre as (concluídas) negociações com a Troika, em Bruxelas foi a em Abril de 2011. Haviam começado em Fevereiro e Sócrates só discursou sobre o "bom Acordo" conseguido em Maio.

Todos nós sabemos, os que se querem lembrar e os que se querem esquecer, que até José aparecer na TV ladeado pelo Teixeira (com umas trombas memoráveis), não havia crise nem derrapagem económica - foi um raio de uma coisa que aconteceu de um dia para o outro - uma certa manhã acordámos assim, falidos, sem pilim para os salários do mês seguinte (Maio 2011)

As eleições legislativas foram a 5 de Junho de 2011...
Conclua-se...

«Nenhum candidato à liderança do Governo podia invocar desconhecimento sobre a situação existente.» ??????????????
Pergunto eu, algum português corriqueiro - leia-se, não próximo do governo - podia evocar conhecimento do real estado das finanças de Portugal?
Todos sabíamos, os que sabíamos e os que diziam que não existia, que estávamos num enorme e profundo buraco, já não era possível esconder com discursos, mas alguém tinha conhecimento da real dimensão do buraco? Aahhh, memóriazinhas traiçoeiras!
Menos de um mês antes do início das negociações com o FMI Sócrates dava murros na mesa dizendo que não iria pedir ajuda externa que a derrapagem estava controlada. Não me gozem...
«Os eleitores foram intencionalmente defraudados. Nenhuma circunstância conjuntural pode justificar o embuste.»
Perdoem-me mas estou baralhada, esta frase da missiva refere-se a quem? Quem é que intencionalmente defraudou os portugueses? De que embuste?
Nem gasto mais tempo ou palavras a explicar a pergunta, se alguém não percebeu não irá perceber agora.
«O Governo, num fanatismo cego que recusa a evidência, está a fazer caminhar o País para o abismo.»
Lá estamos outra vez...  Os 70 iluminados referem-se a quem? A que governo? Deve ser ao de José...
Quem é que se viu obrigado a ir pedir ajuda externa, apesar da sua afirmação de que nunca o faria porque  seria «uma indignidade para Portugal» (!!!) e o fez a ferros, porque Portugal já não tinha forma alguma de subsistir?
Foi Passos Coelho que num ano e meio nos colocou nessa situação?
Em menos de um ano e meio Portugal voltou aos mercados reconquistando a confiança dos mercados estrangeiros, relançou as exportações, pela primeira vez começou a equilibrar a balança de importações, viu aprovadas a sequêntes tranches de empréstimo sem as ver perigar.
Custa? Custa, muito. E nem estamos a meio caminho mas, por mais que nos custe, a recuperação da economia tem de passar pela reestruturação do aparelho do Estado, ou estaremos sempre sujeitos ao ciclo vicioso em que nos encontramos há décadas.

Mexer no aparelho de Estado não é, de forma alguma uma política eleitoralista, não agrada a ninguém, nem a quem mexe nem a quem vê mexer mas é absolutamente imprescindível  - apesar de ser cultivada pela oposição a impermeabilidade a esta evidência.
«O Governo, num fanatismo cego que recusa a evidência»? Ó sorte... Não é por demais evidente que temos de nos cingir a uma austeridade sem tréguas se quisermos voltar a ter um país capaz de sobreviver na Europa?
Sim camaradas, no Estado não se mexe, não dá votos nem "jobs" . Nunca se mexeu, custe o que custar, pague-se o que se pagar, o Estado é uma vaca sagrada. Esquelética e moribunda mas sagrada. Não me lixem!
«.../...  sob pena de, pelo interesse nacional, ser seu dever retirar as consequências políticas que se impõem, apresentando a demissão ao Senhor Presidente da República, poupando assim o País e os Portugueses ainda a mais graves e imprevisíveis consequências
Pelo interesse nacional? Não tenho conhecimento de que tivesse vindo a público qualquer carta destes iluminados, ou de outros, a exigir a mudança de política do Zé Sócrates ou a sua demissão... Verdade se diga, as consequências da sua política de esbanjamento, favoritismo e ocultação da realidade, essa sim, um embuste de um admirável embusteiro (justifico para os mais desmemoreádos no fim do post *1), não eram de todo imprevisíveis. Só não viu chegar a actual situação quem tapou os olhos ou era ceguinho.

Que legitimidade têm os subscritores desta carta, nas provas dadas, na sua sapiência para "exigirem" - como é dito na nossa opinativa comunicação social - a demissão de um governo eleito maioritariamente, com um orçamento aprovado na Assembleia da República, doa a quem doer. Este governo é legitimo e eleito democraticamente, como eleito e legítimo foi o governo do Zé Sócrates
Aguentem-se, como eu me aguentei; É o preço da democracia e, ao que parece, estes pândegos  não querem, não querem, não querem. Já o Otelo sofre da mesma doença alérgica.
A pândega está a acabar, a massa para as Fundações, mesmo para a do pai da pátria, foi-se. É uma chatice mas talvez tenham de andar de "Renault Clio"

Este governo, por muito duro que seja, está a fazer o que há muito deveria ter sido feito. Há quem entenda isto, há quem não entenda e há quem, entendendo ou não, se esteja nas tintas, quer é que o governo caia, que reine a esquerda festiva mesmo que o povo não vote nela,  que volte um estilo de vida que não é comportável mas é muito mais confortável. Eu não estou aí, tenho um filho e quero que ele tenha um país.
«Exmo. Senhor Primeiro-Ministro,
Os signatários estão muito preocupados com as consequências da política seguida pelo Governo.»
Queridos Signatários,
Chegam muito atrasados...
Quanto à esperança, a que vocês dizem não ter é a que a mim me resta.


O embuste: *1

A cartinha, para quem quiser ler, está AQUI



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SOBRE A MANIPULAÇÃO SOCIAL

 No blog MALOMIL
João Tinoco

Domingo, 18 de Novembro de 2012
A manipulação da raiva. 

Vale a pena ir ler, devagar, na pausa para o café



SÃO MUITOS ANOS A VIRAR FRANGOS...

Hoje o jantar vai ser assim:
  1. Bifes ou peitos de frango
  2. Queijo creme  (baixo teor de gordura é melhor porque escorre menos)
  3. Salsa, cebolinho, manjericão
  4. Tiras de bacon
  • Bate-se no frango para ficar espalmadinho
  • Pica-se o 3
  • Mistura-se com o 2
  • Barra-se o 1 sem parcimónia
  • Enrola-se com o 4
Forno a 200º cerca de 25/30 min.
A meio tempo convém virar o frango...
Já está.

Come-se sem complexos de culpa

Mais fácil só torradas com manteiga.
(e a manteiga faz tão mal quanto o bacon e dá muito menos gozo)


Experimentem e depois digam quem é amiguinha.



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BBbbbrrrrrrrrrrrrrr

I MAKE MY STATEMENT 
(está um frio do caraças e vai piorar)





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AS BRONCAS DO TÓ-ZÉ

Eles nem sequer nunca estiveram no governo... Têm lá gente para fazer propostas...

Meia dúzia de voluntários?

Eles nem sequer têm pessoal no partido, é a senhora dos telefones que abre a porta e tira as fotocópias...

NÃO DANIFIQUES O PATRIMÓNIO PÚBLICO

HOJE HÁ MANIF.....




UM CRIME POR 500 EUROS

Há umas 3 semanas andou por aí uma notícia sobre uma cavalgadura psicopata que acorrentou um cãozito ao pára-choques do carro e o arrastou pela rua até o deixar abandonado num parque de estacionamento

Encontrado por uma enfermeira, Ana Beatriz Loureiro,  que saía de um supermercado quando foi abordada por duas estudantes que assistiram a cena. O cão foi levado para o Hospital Veterinário da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), onde tem vindo a ser tratado.


“Confirmei logo. Pessoas contaram o que viram, disseram que apitaram, avisaram o motorista, mas ele nada fez. Entrou em um parque e simplesmente abandonou o cão”, conta Ana Beatriz.
Para documentar o horror, a enfermeira fotografou o rasto de sangue nas ruas em que Sparky foi arrastado e os ferimentos do animal. Com a chegada da polícia e o consentimento das autoridades, Ana levou-o para um hospital veterinário e criou uma página no Facebook para recolher fundos para ajudar a pagar o internamento e tratamentos.

Entretanto a PSP já sabe quem é o condutor do carro
Durante o arrastamento do podre bicho duas estudantes da Universidade de Trás-os-Montes anotaram o número da matricula que entregaram à PSP.

Segundo o comissário Soares, do comando da PSP de Vila Real, esses dados foram passados ao veterinário municipal, tribunal e à Sociedade Protectora dos Animais.

“Depois de identificado o veículo, a investigação seguiu no sentido de identificar o condutor e de produzir prova para o incriminar”.

Nesta altura, o processo encontra-se com o veterinário municipal, que o encaminhará para a Direcção-Geral de Veterinária,  entidade que punirá o responsável.

 “De acordo com nossa Lei, um animal é uma coisa e, como tal, o máximo que pode acontecer ao condutor é uma multa”,
explicou o comissário, esclarecendo: 
 “Deverá rondar os 500 euros Segundo a legislação, a multa pode ir até aos 3640 euros mas, por norma, o Estado aplica o valor mínimo”

Moral da história:

Um animal é uma coisa, como uma pedra ou um fardo de palha
  (E depois somos supostos respeitar a lei...  Digo eu...
A lei não se dá ao respeito!)

Se uma cavalgadura destas é capaz,
  1. de abandonar um cão
  2. de o transportar fora do carro preso
  3. de o arrastar pela rua  com todas as consequencias, para o cão, de que tem forçosamente consciência
  4. se o faz à luz do dia, numa zona frequentada por pessoas que testemunham e não se importa com o facto

Pergunta:
Tendo em conta tudo isto, não é absolutamente claro que este personagem é um criminoso?
Não é  absolutamente claro que este tipo é socialmente perigoso e uma besta perturbada?

Solução: 
500 euros de multa
(a falta de selo de inspecção automóvel são 250 euros por cada vez que se é apanhado)

Se sobre os 500 euros acrescesse um valentissimo encherto de porrada ,ou mesmo uma voltinha preso ao lado de fora de um automóvel... Ah, então já acharia muito mais em conformidade com o comportamento deste tarado.

Dão-me licença que diga dois ou três palavrões?
Obrigada.





ACTUALIZAÇÂO

CONTRASTES


 QUE A VIDA TE TRAGA O DOBRO DO QUE TU DÁS


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SEM TIRAR NEM PÔR

 DA PRIMEIRA À ÚLTIMA PALAVRA






«Tenho grande admiração pela nossa polícia. Estiveram mais de uma hora a enfrentar pedradas e insultos, a terem de conter um grupo de manifestantes determinado em provocá-los até ao limite. E depois avançaram com contenção, depois de avisarem que o iriam fazer. São assim as forças da ordem de uma democracia. Só lamento que não tenham conseguido evitar os vandalismos e a destruição de propriedade pública e privada. A pequeníssima minoria que provocou os distúrbios tem também de ser contida pelos que se querem manifestar pacificamente, como é seu inalienável direito.»

José Manuel Fernandes - jornalista - 14 Nov. 12


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"PEDRAS DA GREVE GERAL"

Alguém, com graça
e com muita rapidez,
como é apanágio dos portugueses,
publicou esta imagem

É uma sugestão original a ter em conta...

Este Natal, ofereça "Pedras da Greve Geral". 
Atiradas por gente única. Temos dezenas. 
Escolha o seu favorito/a. 
Ofereça uma das poucas prendas possíveis, antes do fim do do mundo...

 

VÊ S'APRENDES Ó PROFESSOR

Este vídeo não é novo, é daquela época antes das últimas eleições (digo assim para não ferir susceptibilidades, sabem que eu não gosto...) , quando Portugal estava "reduzido a lixo" por aqueles tipos da Finança Internacional.
Sabe bem rever, faz bem relembrar porque anda por aí muito português que está esquecido de por onde passamos há bem pouco tempo, e pode ser que seja instrutivo para quem anda a fazer fitas que não têm ponta por onde se lhes pegue... Nunca é tarde.



Esta coisa dos filmes lembra-me os intervalos e estes lembram-me os anúncios;
Recordam-se deste?























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A PERMANENCIA DA CONSCIÊNCIA

Não vou tecer qualquer comentário sobre esta questão; é um tema sobre o qual sou capaz de conversar, trocar ideias, opiniões, mas escrever sobre este assunto não é coisa que se possa fazer de ânimo leve nem em linhas mais ou menos contadas.
Trouxe aqui esta informação , se assim se pode chamar, por ser uma questão que nos toca a todos - ou deveria - nenhum de nós sabe se um dia terá de enfrentar uma situação destas, enquanto doente ou enquanto observador.
Sabemos muito pouco sobre a consciência, os seus limites, o seu "prolongamento", e menos ainda sobre a sua sobrevivência, ou não.
O que aqui deixo é "um grão de areia" mas, a quem interesse, é uma ponta da linha para puxar neste emaranhadíssimo novelo.


«Doente em estado vegetativo há 12 anos 
consegue comunicar com os médicos» 

«Um homem que se acreditava estar em estado vegetativo há mais de uma década conseguiu comunicar-se através de um exame de ressonância magnética - algo inédito e que pode obrigar a reescrever os manuais de medicina»
«Esta é a primeira vez que um doente com lesões cerebrais graves e incapaz, até aqui, de qualquer comunicação, pode transmitir uma informação sobre o seu próprio estado aos médicos. 
Depois de sofrer um acidente de carro, há 12 anos, Scott Routley ficou num estado que foi considerado vegetativo, sem mostrar qualquer sinal de consciência ou capacidade de comunicar.
O canadiano, 39 anos, foi agora submetido a uma série de perguntas enquanto a sua actividade cerebral era avaliada através de uma ressonância magnética. E conseguiu passar aos médicos a informação de que não tem dores.
"Scott conseguiu mostrar que tem uma mente consciente e pensante. Examinámo-lo várias vezes e o seu padrão de actividade cerebral mostra que está claramente a escolher responder às nossas perguntas. Acreditamos que ele sabe quem é e onde está",
explica o neuro-cientista britânico Adrian Owen, líder da equipa do Instituto da Mente e do Cérebro, da Universidade de Western Ontario.
"Poder questionar um paciente sobre algo importante para eles tem sido o nosso objectivo há muitos anos. No futuro poderemos perguntar o que podemos fazer para melhorar a sua qualidade de vida. Podem ser coisas simples, como o entretenimento ou as vezes ao dia que são lavados e alimentados",
acrescentou, exultante, em declarações à BBC.
O neurologista que tem acompanhado Routley, Bryan Young, admite que os resultados da ressonância magnética transformam todas as conclusões que têm sido aceites ao logo dos anos sobre este tipo de doentes.
"Ele tinha o quadro clínico de um doente vegetativo típico",  relembra.»
In "Visão" on line - 13 Nov.2012
Nota: Este texto foi corrigido de Acordês para Português

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Link ao artigo completo na BBC News/Health
Transmissões televisivas BBC:
  • Fergus Walsh presents The Mind Reader: Unlocking My Voice - a Panorama Special BBC One, Tuesday, 13 November, at 22:35 GMT
  • BBC World News on Saturday, 17 November, at 09:10 GMT , and 
  • Sunday, 18 November, at 02:10 & 15:10 GMT
Após estas datas ficará disponível on line durante alguns dias no BBC Panorama

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Na página da BBC/Health de Fergus Walsh, o correspondente médico da BBC, encontra-se um artigo deste autor, que passou mais de um ano seguindo doentes com danos cerebrais em Inglaterra e no Canadá, escrito para a apresentação do programa a apresentar pelo programa Panorama/BBC, no qual se propõe abordar questões como as seguintes:
«O que significa o estado vegetativo?
Acordar de um coma, abrir os olhos e, ainda assim, não apresentar tomada de conhecimento aparente?
Qual  o impacto nas famílias destes doentes, não sabendo se os seus entes queridos os reconhecem e se as palavras que dizem são compreendidas ou caiem no vazio?»
«What does it mean to be vegetative? 
To wake from a coma, open your eyes and yet have no apparent awareness?
What is the impact on the families of such patients, not knowing if their loved ones recognise them and whether the words they speak are understood or fall into a void?»

No pequeno, mas interessantíssimo vídeo que publico abaixo, Fergus Walsh fala com o Professor Adrian Owen, o neurocientista britânico que chefia a equipa do Instituto da Mente e do Cérebro, da Universidade de Western Ontario, que tem vindo a seguir Scott Routley, o doente referido no artigo da BBC e publicado pela Visão. Aqui explica, e mostra, a diferença entre um cérebro saudável, um em estado vegetativo e um em que, apesar do indivíduo ser mantido fisiologicamente vivo em suporte artificial,  apresenta morte cerebral

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E por fim, assim à laia de motivação para aprofundar o conhecimento sobre esta matéria e sobre o trabalho do  Professor Adrian Owen, que ele tem vindo a diversificar e a aplicar em vários campos das patologias cerebrais cognitivas, como, por exemplo, a doença de Alzheimer.



SOL NA EIRA E CHUVA NO NABAL

O jornalista Paulo Gaião escreveu, ainda no dia 25 de Outubro, um artigo no "Expresso" denominado:

 «O filme de Marcelo vai ser um fiasco na Alemanha» ..........................está AQUI
(obviamente... mas pelo menos parece que está a ser um êxito de bilheteira cá no nosso burgo).

Não acertou no conteúdo do filme, julgou que seguiria uma linha mais histórica; só fez um bingo ao dizer que iria lembrar os alemães o quanto já os apoiamos, mas convenhamos que adivinhar tal conteúdo não era nada fácil, há ideias que só passam mesmo pela cabeça do Marcelo.
Pois mas agora não vou falar mais do filme, já tomei dois Alka-Seltzer e não quero abusar.

Estou a referir o artigo do Paulo Gaião porque a dada altura, já quase no fim, ele diz algo que estou cansada de pensar e até de dizer em conversa e que me parece fundamental ter em mente quando se aborda o incontornável tema da carga fiscal:
«Hoje, queremos fugir ao programa da troika. Fixámo-nos na questão do aumento brutal dos impostos mas muitos dos que hoje protestam seriam dos primeiros a vir para a rua se o governo  cortasse a fundo na despesa pública e atirasse 150 mil funcionários (públicos) para o desemprego.»
Ah pois é!
Ninguém contesta que a contribuição em impostos - do IRS ao IVA passando por todos os outros, individuais e colectivos - é uma carga avassaladora; nem mesmo o ministro das Finanças tentou sequer dourar a pílula quando anunciou "um brutal aumento de impostos". Mas...
Quando se fala da taxa de desemprego - que ao pé da espanhola é uma menina - não é sequer contestável que o governo tem, na medida do quase impossível, tentado conte-la e se tem recusado a libertar o Estado dos cerca de 150 mil funcionários públicos excedentes.
Excedentes esses que todos nós estamos a pagar, públicos e privados, indivíduos e empresas.
Quem berra nas ruas não berra por este despedimento a fim de não sobrecarregar tanto a carga fiscal. Berra por Sol na eira e chuva no nabal. Pois, não dá...

Não sei se o coronel Otelo teve isto em mente quando se dispôs a fazer ameaças no fim de semana passado como se a resolução do problema da carga fiscal estivesse ali à mão de semear. Também não sei se ele teve em mente que aquilo que disse, sendo ele um militar, constitui um crime. Sei que sonha com uma revolução para depor um governo inequivocamente eleito. Sei que sonha em montar, outra vez, o cavalo do poder e ser o Grande Libertador da Pátria, o Che Guevara nacional mas ele ainda não disse como é que resolvia o problema; havia de ser bonito de se ver. Megalomanias...
O coronel Otelo anda a pedir chuva, anda... no nabal.



BOM POVO ALEMÃO, TENHAM PENA DE NÓS!

Anda por aí um grande sururu por causa de um vídeo feito pelo Marcelo Rebelo de Sousa e pelo Rodrigo Moita de Deus que o Marcelo foi apresentar na sua intervenção semanal na TVI. segundo Marcelo afirmou « "as autoridades" (?) alemãs teriam impedido que o vídeo fosse apresentado em Berlim este fim de semana por razões políticas» (ver artigo no final deste post)
Eu não sabia de nada porque, sendo rapariga de mucosas delicadas, raramente me dá para ouvir o Marcelo, só quando ele me apanha desprevenida.
Esta manhã quando abri o Facebook levei um autêntico banho de emersão no tal vídeo; Isso e fotografias em homenagem  à Ângela Merkel.
Quando fui ver o meu correio electrónico lá estava... Houve uma boa alma que me enviou o tal vídeo não fosse a coisa escarpar-me e eu ficar desprovida da importantíssima informação. Claro que nesta altura já me tinha dado ao trabalho de ver, e de ouvir, sobretudo ouvir, a peça.
Dispunha-me a seguir adiante e a dar ao facto a importância que me merecia.
Depois vi um comentário da minha queridíssima prima Paula, rapariga arreigada e de pouco calar, que tinha recebido a tal peça pela mesma boa alma que me presenteara.




 E a Paula diz assim:

«Podíamos ter feito algo tão ou mais informativo e talvez menos "intrusivo". O vídeo feito pela Câmara de Cascais estava bem feito, apenas falava de nós e não por "comparação" com ninguém. Valemos por nós .... no vídeo até parece que os alemães "superiores" somos nós. Pessoalmente não gostei! Somos capazes de fazer muito melhor!
 Beijos a todos »
 Paula G.
...e pensei: Espera aí, afinal não sou a única delinquente da família. E resolvi responder à Paula, e a quem mais pudesse estar interessado na minha opinião.
Escrevi-lhe mais ou menos assim:

Pois é Paula, estou contigo.
O Marcelo é, sempre foi, um construtor de "factos políticos" já não me lembro quem assim o apelidou mas acertou na mouche.  Inteligente, culto e advogado, pior: Prof. de Direito, com uma ascendência política do pioriu em termos dialecticos, é um gajo perigoso. Sempre foi ( caso alguém de memória mais leve já se tenha esquecido da confusão construída em torno das "Opções Inadiáveis".)
 O Marcelo não é um malandro no sentido corrente do termo, o Marcelo é um Senhor Malandro, homem de ocultas intenções, sempre.
Este vídeo foi, supostamente, feito com com o objectivo de:  «mostrar aos alemães como se vive e trabalha em Portugal, o impacto das medidas da Troika no país e para melhorar a imagem de Portugal junto da população alemã». Pois. 
Santa paciência, não se engole. Este vídeo foi feito com objectivos completamente diferentes daqueles que oficialmente propõe e publicado mesmo a tempo de dar raia em cima da visita da Chanceler alemã a Portugal. Coincidências...
Depois de o ver com toda a atenção mais de uma vez não posso deixar de pensar que se trata de uma mensagem descaradamente demagógica embora inteligentemente construída.
Então mas não é verdade? É, à primeira vista é verdade.
Então mas diz alguma mentira? Não, à primeira vista não diz.
Pois! Se quisermos fazer todos de conta que a meias verdades e as omissões conscientes são Verdades. Mas não são.
Aquilo que é omitido e o que é dito como se fosse assim, só assim, serve plenamente os objectivos com que o vídeo foi feito, sobretudo escrito, e nós, todos nós, os que queremos puxar a brasa a determinadas sardinhas - como as sardinhas do Marcelo - e os outros, os que não estão nem aí, sabemos bem, intrinsecamente bem, que a verdade, toda a verdade e nada mais do que a verdade, não é esta. Não sendo uma mentira está longe de corresponder à realidade. Nós, portugueses, sabemos, o Marcelo também sabe mas isso não tem qualquer importância. A realidade, que é outra, é deglutida e pintada com as cores dos autores da pintura; como dizia o outro das botas: «Em política, o que parece, é»

Em política, o que parece, não é, mas parece mesmo, digo eu.

 Abstenho-me de qualquer outro comentário, não vale a pela entrar por aí.
  • Não vale a pena comentar a afirmação de que de 1974  para agora passamos de uma taxa de analfabetismo de 33% para uma média igual à da U.E.
  • Não vale a pena comentar a afirmação de que erradicamos os bairros da lata.
  • Não vale a pena comentar a afirmação de que por vezes gastamos dinheiro em coisas desnecessárias.
  • Não vale a pena comentar a afirmação de que temos um dos melhores parques automóveis da Europa do qual 41,3% é alemão... (contando com os Opel Corsa, claro)
  • Muito menos vale a pena comentar a afirmação de que instalamos uma das maiores redes de abastecimento de carros eléctricos da Europa (g´anda negociata hein!), ainda que praticamente não existam tais automóveis em Portugal; e por quê?
  • Não vale a pena comentar a afirmação de que ainda estamos à espera de que a Alemanha nos venda os carros eléctricos. (Os malandros não os querem vender...)
  • Não vale a pena comentar a afirmação de que gastámos mil milhões de euros em dois submarinos, alemães, de última geração.(Foi para lhes fazer um jeito, claro está)
  • Não vale a pena comentar que que no último ano e meio cortamos assombrosamente na despesa de Estado com repercussões em salários pensões e serviços - está visto e sabido que a culpa, sim, a grande culpa é da Troika e, como é evidente, dos alemães, não nossa.
  • Talvez valesse a pena comentar que foi, de facto, o maior corte de Despesa do Estado desde 1974 mas seria necessário explicar por que foi realizado só agora... Pois, não vale a pena... Não dá jeito nenhum. Até por que depois talvez se começasse a explicar também o que levou a tão brutal aumento de impostos... Não tem cabimento, não vale mesmo a pena...
  • Sobretudo não vale a pena comentar como é que nós trabalhando mais anos do que os alemães e mais horas, ganhando nós muito menos do que os alemães e pagando comparativamente mais impostos, mesmo assim conseguimos produzir muito menos do que os alemães e ter uma produção e uma economia incomparavelmente inferiores às dos alemães. Sobretudo isto não vale a pena comentar
  • O que vale a pena é mostrar como somos bonzinhos, bem comportados e solidários com os nossos comparsas europeus, isso sim.
E o Marcelo, não sabe? Sabe... O Marcelo sabe muito...

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«Embaixada da Alemanha nega que tenha impedido divulgação de vídeo de Marcelo»

Embaixada alemã nega censura a vídeo de Marcelo 
Expresso - 12 Nov. 12


A embaixada da Alemanha em Portugal garante que jamais tentou impedir a transmissão do vídeo sobre Portugal, promovido por Marcelo Rebelo de Sousa.

Ler mais AQUI


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