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SÃO ESTRELAS DE PAZ, SENHOR, SÃO ESTRELAS

Desde a madrugada de ontem para hoje (29p/30/07)  vi assustadoras imagens dos bombardeamentos israelitas sobre Gaza tendo por objectivo confesso atingir o quartel-general do Hamas e, mais especificamente o seu líder.


O que eu não vi foram imagens do que se passou ontem em Tel Aviv e hoje em Jerusalém (devem ter transmitido quando eu estava no duche...)

Israel foi saudado com uma chuva de estrelas...
Misseis não seriam... Na faixa de Gaza só residem vítimas e pacifistas







A FEROCIDADE INEVITÁVEL

Pela Europa grita-se pelos massacrados palestinianos...

Pela Europa há memória curta e uma segurança apertada conseguida pelos muitíssimo contestados serviços de informação e à custa de muitos milhões de euros.
Os mísseis que repousam expectantes na Palestina não estão, pelo menos prioritariamente, apontados à Europa.

Netanyahu, o feroz Netanyahu, disse ontem, dia 27/07:
“O secretário-geral das Nações Unidas admitiu, antes deste incidente, que duas escolas da ONU, em Gaza, foram usadas para guardar projéteis… Mas é importante perceber que há civis que morreram, não porque Israel os tomou como alvo mas porque o Hamas está a usar civis como escudos humanos. Nós usamos mísseis para proteger o nosso povo, eles usam o povo deles para proteger os mísseis"
Disse também, não sei quando mas há uns bons pares de anos:
"Se os árabes depusessem hoje as armas ... não haveria mais violência!!
Se os judeus depusessem as armas ... não haveria mais Israel"

Tem o sabor de um chavão, cheira a polítiquice, mas uma coisa é verdade: se os israelitas não fossem um povo de militares não existiriam.
... E o problema da Europa seria gravemente acrescido; só a realidade da ameaça radical islâmica tem segurado Bashar al-Assad na cadeira do poder na Síria.

“Nós apontamos para os alvos, mas o Deus deles altera a trajectória de nossos foguetes em pleno ar”, disse o militante do Hamas, referindo-se ao facto dos disparos não atingirem os alvos.
Jornalista Barbara Ordman, correspondente do 
Jewish Telegraph na Cisjordânia.

Pode ser "politicamente incorrecto" colocarmo-nos a favor de Israel mas o pacifismo é um luxo, um verdadeiro luxo ao qual só se podem render aqueles que não vêm a sua existência ameaçada, dia após dia, ano após ano, década após década.
Como os que durante dois mil anos se despediam dizendo "Até para o ano... em Jerusalém"
A história do povo judeu é uma história de sobrevivência. Tornaram-se ferozes... como todo o animal acossado. 
Nós, na Europa, saímos à rua sem que nos atravesse a mente que nesse dia podemos ser um número numa notícia sobre um atentado terrorista.
Não é Israel que o mundo teme, o mundo teme o terrorismo islâmico, os radicais que vão tomando conta da Europa e impondo as suas regras à sombra da "vitima discriminada", gritando por uma liberdade cultural e religiosa que não concedem a ninguém. Mesmo o direito à vida, só concedido aos "fieis".

Paris libertou-se do jugo nazi mas há bem mais se seis anos - aqueles que durou a II Guerra - que não consegue penetrar os bairros islâmicos onde a lei francesa não vigora, uma outra cultura se impõe clamando a morte aos infiéis, apesar de infiel ser o solo onde vivem. A direita francesa ascende...Se ao menos fosse só em Paris...
 
Já me habituei às infindáveis, e chocantes, campanhas que a comunicação social se lambe por difundir, acrescentando assim umas infalíveis farpas à luta contra o "imperialismo americano". Não me esqueci das visitas de Arafat a Portugal, entrando`sempre no palácio de Belém de pistola à cintura como cão por vinha vindimada.
Claro que lamento a violência, o sofrimento, a perda, só uma besta ou um sociopata não lamentará, porém não me posso permitir centrar o fulcro da análise desta guerrilha infindável nas imagens que me apelam às emoções, não é aí que reside o maior dos dramas.
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Deixo dois textos e um 
link a um artigo que contém uma análise, quanto a mim, extremamente bem feita e bem expressa, vale o curto tempo de a ler

O primeiro texto, publicado num blog em Israel, o Why Not a Fish por uma israelita de pseudónimo Imshin, dá-nos a perspectiva de uma israelita que apoiou a causa palestiniana defendendo a criação do Estado Palestino.

O segundo, mais radical mas contendo algumas indiscutíveis verdades, foi publicado em Espanha, em 2008 ,da autoria do escritor espanhol não-judeu, Sebastian Vilar Rodriguez
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Orgulho e Preconceitopor Imshin, em Israel
Vi hoje, num canal de satélite de Israel, Casamento Fictício (נישואים פיקטיביים), um filme israelita feito nos anos 80. Somos uma “sociedade racista”, e por isso mesmo vemos regularmente nos nossos canais de televisão filmes israelitas que contam as histórias do sofrimento palestiniano, especialmente em canais subsidiados pelo estado. O filme transportou-me a uma época em que, pelo menos para mim, nós estávamos do lado errado; quando os palestinianos eram parte integrante das nossas vidas quotidianas e nós os tratávamos mal.A situação, tal como é descrita no filme, e os sentimentos de culpa de muitos judeus israelitas, incluindo eu própria, levou-nos às ruas em massa, exigindo mudança. A pressão pública, aliada à segunda intifada (a primeira intifada, na minha opinião, ocorreu entre 1936 e 1939, contra o Mandato Britânico, o actual conflito, esse, não é intifada, é guerra) resultou nos Acordos de Paz de Oslo, e na cedência de uma larga porção dos territórios a uma administração sob Arafat, no caminho para a independência e a criação do estado palestiniano (”sociedade racista”, lembram-se?).Ao ver o filme pude recordar os sentimentos e identificar-me com a mensagem. Pude também perceber a diferença na actual situação dos palestinianos. Eles tiveram uma maravilhosa oportunidade para construir uma vida melhor e pura e simplesmente desperdiçaram-na. Pegaram na nossa boa vontade a atiraram-na às nossas caras, “seus idiotas”.Hoje eles já não fazem parte das nossas vidas da forma como antes o fizeram. Terroristas sanguinários, de um tipo nunca antes visto, filhos bastardos dos mesmos Acordos de Oslo que supostamente deveriam ter resolvido o problema, forçam-nos a ignorar a maioria dos palestinianos. Outros ocupam agora os empregos que em tempos lhes pertenceram. Não podem já meter-se nos seus Peugeot 404 (o último carro construído para durar uma vida inteira) e ir de Han Younis a Rishon Letzion. Na vida real, os filhos dos trabalhadores de Gaza do filme Casamento Fictício provavelmente nunca viram os novos arranha-céus de Tel Aviv.Mesmo a prosperidade que os palestinianos viveram durante os anos de Oslo, quando israelitas afluíam em peso à Cisjordânia para comprar tudo, desde mobílias a tratamentos dentários, há muito que se perdeu e ficou esquecida. Desapareceu do dia para a noite, quando decidiram renegar as promessas de abandonar o caminho da violência, atacando Israel no Verão de 2000 na esperança de extorquir assim dividendos mais proveitosos.Mas eles, estes filhos de Oslo e do terrorismo, possuem algo que os seus pais nunca tiveram. Eles já não são invisíveis. Podem ser vistos como “o inimigo”, mas isso mesmo é um sinal de respeito, não é? E pelo que lhes falta, por razões óbvias, ódio é bem melhor do que escárnio, ou pior, do que indiferença.E pensado nisto, sou capaz de perceber porque razão os palestinianos preferem a Direita à Esquerda israelita, não importa o que possam dizer frente às câmaras ou aos pálidos europeus idiotas de sandálias Birkenstock que frequentam Jenin e Ramallah. Porque a Direita israelita os encara como adversários, enquanto a Esquerda os vê como miskenim (pobres coitados).A Esquerda Israelita é motivada por um sentimento de culpa e por pena, e não há nada mais degradante do que ser alvo de pena. Eu também preferiria ser odiada ou temida.Traduzido e adaptado de um post homónimo de Imshin 
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TODA A VIDA EUROPEIA MORREU EM AUSCHWITZ
Sebastian Vilar Rodriguez
Desci uma rua em Barcelona, e descobri repentinamente uma verdade terrível. A Europa morreu em Auschwitz.
Matámos seis milhões de Judeus e substituímo-los por 20 milhões de muçulmanos.
Em Auschwitz queimámos uma cultura, pensamento, criatividade, e talento. Destruímos o povo escolhido, verdadeiramente escolhido, porque era um povo grande e maravilhoso que mudara o mundo.
A contribuição deste povo sente-se em todas as áreas da vida: ciência, arte, comercio internacional, e acima de tudo, como a consciência do mundo.
Este é o povo que queimámos.
E debaixo de uma pretensa tolerância, e porque queríamos provar a nós mesmos que estávamos curados da doença do racismo, abrimos as nossas portas a 20 milhões de muçulmanos que nos trouxeram estupidez e ignorância, extremismo religioso e falta de tolerância, crime e
pobreza, devido ao pouco desejo de trabalhar e de sustentar as suas famílias com orgulho.
Eles fizeram explodir os nossos comboios, transformaram as nossas lindas cidades espanholas num terceiro mundo, afogando-as em sujeira e crime.
Fechados nos seus apartamentos eles recebem, gratuitamente, do governo, eles planeiam o assassinato e a destruição dos seus ingénuos hospedeiros.
E assim, na nossa miséria, trocamos a cultura por ódio fanático, a habilidade criativa, por habilidade destrutiva, a inteligência por subdesenvolvimento e superstição.
Trocamos a procura de paz dos judeus da Europa e o seu talento, para um futuro melhor para os seus filhos, a sua determinação, o seu apego à vida porque a vida é santa, por aqueles que prosseguem na morte, um povo consumido pelo desejo de morte para eles e para os outros, para
os nossos filhos e para os deles.
Que terrível erro cometido pela miserável Europa. 
O total da população islâmica (ou muçulmana) é de, aproximadamente, 1 200 000 000, isto é um bilhão e duzentos milhões, ou seja 20% da população mundial. 
Eles receberam os seguintes Prémios Nobel: 
Literatura
1988 Najib Mahfooz 
Paz
1978 Mohamed Anwar El-Sadat
1990 Elias James Corey
1994 Yaser Arafat
1999 Ahmed Zewai 
Economia
(nenhum)
Física
(nenhum) 
Medicina
1960 Peter Brian Medawar
1998 Ferid Mourad 
TOTAL: 7 (sete) 
O total da população de Judeus é, aproximadamente, 14 000 000, isto é, catorze milhões ou seja cerca de 0,02% da população mundial. 
Estes receberam os seguintes Prémios Nobel: 
Literatura
1910 - Paul Heyse
1927 - Henri Bergson
1958 - Boris Pasternak
1966 - Shmuel Yosef Agnon
1966 - Nelly Sachs
1976 - Saul Bellow
1978 - Isaac Bashevis Singer
1981 - Elias Canetti
1987 - Joseph Brodsky
1991 - Nadine Gordimer World 
Paz
1911 - Alfred Fried
1911 - Tobias Michael Carel Asser
1968 - Rene Cassin
1973 - Henry Kissinger
1978 - Menachem Begin
1986 - Elie Wiesel
1994 - Shimon Peres
1994 - Yitzhak Rabin 
Física
1905 - Adolph Von Baeyer
1906 - Henri Moissan
1907 - Albert Abraham Michelson
1908 - Gabriel Lippmann
1910 - Otto Wallach
1915 - Richard Willstaetter
1918 - Fritz Haber
1921 - Albert Einstein
1922 - Niels Bohr
1925 - James Franck
1925 - Gustav Hertz
1943 - Gustav Stern
1943 - George Charles de Hevesy
1944 - Isidor Issac Rabi
1952 - Felix Bloch
1954 - Max Born
1958 - Igor Tamm
1959 - Emilio Segre
1960 - Donald A. Glaser
1961 - Robert Hofstadter
1961 - Melvin Calvin
1962 - Lev Davidovich Landau
1962 - Max Ferdinand Perutz
1965 - Richard Phillips Feynman
1965 - Julian Schwinger
1969 - Murray Gell-Mann
1971 - Dennis Gabor
1972 - William Howard Stein
1973 - Brian David Josephson
1975 - Benjamin Mottleson
1976 - Burton Richter
1977 - Ilya Prigogine
1978 - Arno Allan Penzias
1978 - Peter L Kapitza
1979 - Stephen Weinberg
1979 - Sheldon Glashow
1979 - Herbert Charles Brown
1980 - Paul Berg
1980 - Walter Gilbert
1981 - Roald Hoffmann
1982 - Aaron Klug
1985 - Albert A. Hauptman
1985 - Jerome Karle
1986 - Dudley R. Herschbach
1988 - Robert Huber
1988 - Leon Lederman
1988 - Melvin Schwartz
1988 - Jack Steinberger
1989 - Sidney Altman
1990 - Jerome Friedman
1992 - Rudolph Marcus
1995 - Martin Perl
2000 - Alan J. Heeger 
Economia
1970 - Paul Anthony Samuelson
1971 - Simon Kuznets
1972 - Kenneth Joseph Arrow
1975 - Leonid Kantorovich
1976 - Milton Friedman
1978 - Herbert A. Simon
1980 - Lawrence Robert Klein
1985 - Franco Modigliani
1987 - Robert M. Solow
1990 - Harry Markowitz
1990 - Merton Miller
1992 - Gary Becker
1993 - Robert Fogel 
Medicina
1908 - Elie Metchnikoff
1908 - Paul Erlich
1914 - Robert Barany
1922 - Otto Meyerhof
1930 - Karl Landsteiner
1931 - Otto Warburg
1936 - Otto Loewi
1944 - Joseph Erlanger
1944 - Herbert Spencer Gasser
1945 - Ernst Boris Chain
1946 - Hermann Joseph Muller
1950 - Tadeus Reichstein
1952 - Selman Abraham Waksman
1953 - Hans Krebs
1953 - Fritz Albert Lipmann
1958 - Joshua Lederberg
1959 - Arthur Kornberg
1964 - Konrad Bloch
1965 - Francois Jacob
1965 - Andre Lwoff
1967 - George Wald
1968 - Marshall W. Nirenberg
1969 - Salvador Luria
1970 - Julius Axelrod
1970 - Sir Bernard Katz
1972 - Gerald Maurice Edelman
1975 - Howard Martin Temin
1976 - Baruch S. Blumberg
1977 - Roselyn Sussman Yalow
1978 - Daniel Nathans
1980 - Baruj Benacerraf
1984 - Cesar Milstein
1985 - Michael Stuart Brown
1985 - Joseph L. Goldstein
1986 - Stanley Cohen [& Rita Levi-Montalcini]
1988 - Gertrude Elion
1989 - Harold Varmus
1991 - Erwin Neher
1991 - Bert Sakmann
1993 - Richard J. Roberts
1993 - Phillip Sharp
1994 - Alfred Gilman
1995 - Edward B. Lewis
1996- Lu RoseIacovino 
TOTAL: 128 (cento e vinte e oito) 
Os judeus não estão a promover lavagens cerebrais a crianças em campos de treino militar, ensinando-os a fazerem-se explodir e causar um máximo de mortes a judeus e a outros não muçulmanos.
Os judeus não tomam aviões, nem matam atletas nos Jogos Olímpicos, nem se fazem explodir em restaurantes alemães.
Não há um único judeu que tenha destruído uma igreja.
NÃO há um único judeu que proteste matando pessoas.
Os judeus não traficam escravos, não têm líderes a clamar pela Jihad Islâmica e morte a todos os infiéis.
Talvez os muçulmanos do mundo devessem considerar investir mais numa educação modelo e menos em queixarem-se dos judeus por todos os seus problemas.
Os muçulmanos deviam perguntar o que poderiam fazer pela humanidade antes de pedir que a humanidade os respeite.

Independentemente dos seus sentimentos sobre a crise entre Israel e os seus vizinhos palestinianos e árabes, mesmo que creiamos que há mais culpas na parte de Israel, as duas frases que se seguem realmente dizem tudo:
"Se os árabes depusessem hoje as suas armas não haveria mais violência.
Se os judeus depusessem hoje as suas armas não haveria mais Israel."
(Benjamin Netanyahu). 
Por uma questão histórica, quando o Comandante Supremo das Forças Aliadas, General Dwight Eisenhower, encontrou todas as vítimas mortas nos campos de concentração nazista, mandou que as pessoas ao visitarem esses campos de morte, tirassem todas as fotografias possíveis, e para os alemães das aldeias próximas serem levados através dos campos e que enterrassem os mortos. Ele fez isto porque disse de viva voz o seguinte:
"Gravem isto tudo hoje.
Obtenham os filmes, arranjem as testemunhas, porque poderá haver algum malandro lá em baixo, na estrada da história, que se levante e diga que isto nunca aconteceu." 
Recentemente, no Reino Unido, debateu-se a intenção de remover o holocausto do curriculum das suas escolas, porque era uma ofensa para a população muçulmana, a qual diz que isto nunca aconteceu.
Até agora ainda não foi retirado do curriculum.
Contudo, é uma demonstração do grande receio que está a preocupar o mundo e a facilidade com que as nações o estão a aceitar.
Já passaram mais de sessenta anos depois da Segunda Guerra Mundial na Europa ter terminado.
O conteúdo deste mail está a ser enviado como uma cadeia em memória dos 6 milhões de judeus, dos 20 milhões de russos, dos 10 milhões de
cristãos e dos 1 900 padres católicos que foram assassinados, violados, queimados, que morreram de fome, foram espancados, e humilhados enquanto o povo alemão olhava para o outro lado.
Agora, mais do que nunca, com o Irão entre outros, reclamando que o Holocausto é um mito, é imperativo assegurar-se de que o mundo nunca esquecerá isso.
É intento deste mail que chegue a 400 milhões de pessoas.
Que seja um elo na cadeia-memorial e ajude a distribui-lo pelo mundo.
Depois do ataque ao World Trade Center, quantos anos passarão antes que se diga:
"NUNCA ACONTECEU" , porque isso pode ofender alguns muçulmanos nos Estados Unidos ???..
 

ERRÁMOS? ENTÃO ERAM ESPIÕES!

O avião que fazia o voo de Amsterdão para Kuala Lumpur 17 Julho 2014.
298 vítimas mortais...

Diz o operacional:
« This turn out to be a passanger one... There is a whole lot of bodies and children...»
Reposta do oficial:
«Well then it was bringing spies»




Sobre este video, «conversa entre serviços secretos militares russos e rebeldes» dos 19 segundos em diante.




Afirmam os especialistas que foi usado um erá sido usado um míssil soviético Buk , alcance de 25 km de altitude e 42km de distância. O voo MH17 seguia a 10km de altitude.
Durante a última semana ouviram-se vários relatos da utilização deste tipo de mísseis pelos separatistas pró-russos naquela região


Só tenho uma pergunta, retórica, é certo:
Onde foram os ditos "rebeldes" buscar o míssil?

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O QUE PENSAS DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS?

Uma campanha a favor dos Bombeiros Voluntários Portugueses

Na sequela do que havia feito pelos bombeiros voluntários de Carregal do Sal, o Banco Big lança agora uma campanha a nível nacional.
Por cada euro doado, o Banco Big irá doar o mesmo valor, até um máximo de 500 mil euros, duplicando assim o valor de cada donativo.



Meios de doação:

O café que não se tomou
O maço de cigarros que não se comprou
O filme que não se alugou
A cerveja que não se bebeu
O parquímetro que não se pagou

As oportunidades são inúmeras, todos os dias, uma vez só não basta.

A maior parte dos bombeiros portugueses são voluntários e utilizam vestuário desadequado ao combate de fogos que não os protege devidamente.
Estas corporações estão dependentes de donativos para poderem adquirir equipamentos anti-fogo.

Eles protegem-nos e defendem-nos
Temos obrigação de fazer o mesmo por eles

http://www.coragem.pt/


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Deutschland über alles? Os índios dizem que sim


Actualmente está "in" dizer mal dos alemães... Não comento, a caravana passa.

A selecção alemã ganhou o campeonato do mundo. Não é de estranhar, creio que, goste-se ou não deles,  será indiscutível a superioridade física e táctica daquela rapaziada em campo.

E fora do campo, como foi?
Eu não sabia desta, soube hoje e fiquei pasmada, desta vez pela positiva.

Há 6 meses os alemães chegaram a  Santa Cruz Cabrália, no sul da Bahia, onde vivem os índios da tribo Pataxó e...

- Compraram o terreno.
- Construíram um hotel.
- Construíram um centro de saúde.
Construíram um campo de futebol.
Construíram uma estrada para interligar as várias construções ao centro de treino.

- Não levaram funcionários alemães, contrataram pessoas da cidade.

- Doaram recursos financeiros destinados à aquisição de ambulâncias para a comunidade indígena Tapaxó 
- Durante os próximos 3 anos promoverão doações para a Escola da Vila de Santo André

- A equipa doou 100 mil euros para a aquisição de um meio de transporte das crianças para a futura escola
Doaram 10 mil euros para a aquisição de um carro que transporte pessoas que necessitem deslocar-se à cidade por razões de saúde

A selecção alemã chegou e:
- Quando não estavam a treinar, estavam socializando com as pessoas na cidade e na praia.
- Participaram nas festas com a população.
- Interagiram com os índios, ouviram-nos falar dos seus problemas
- Vestiram a camisa do clube de futebol local (Bahia).


Clicar p/ aumentar
Quanto à vitória sobre a selecção brasileira:
- Durante o intervalo do jogo combinaram diminuir o ritmo para não humilhar a selecção anfitriã.
- Disseram que seus ídolos são os jogadores brasileiros do passado.
- Pediram desculpa após a goleada.
- Colocaram nas redes sociais mensagens de incentivo ao povo brasileiro e agradecem a hospitalidade.

Vão deixar tudo o que construíram à população da cidade.












Pronto, vamos lá dizer mal dos alemães.


MAIS TEMPO?!?!?!

Bem sei que poderia encher o blog com protestos e não serviria de coisa alguma mas eu tenho este feitiozinho que me leva a não calar - não adianto mas desabafo. Não preciso de ouvidos atentos, nem de leitores cooperantes, para dar livre curso às palavras. Sou assim, desde pequena que falo sozinha e escrevo para mim; maluqueiras...

Hoje tenho o meu rosnar virado para a bancada parlamentar do CDS

Em Maio de 2013, ou seja, há sensivelmente 14 meses, deram entrada no parlamento dois projectos, um do PS e outro do PSD, sobre a criminalização dos maus tratos a animais, abandono incluído. TEMOS ESTADO À ESPERA...

Actualmente a lei considera os animais como "coisas", os maus tratos só são actos ilícitos quando considerados como danos "provocados em coisa alheia" e só penalizáveis se lesarem o direito de propriedade do dono do animal. Se o "animal" for o dono (vulgo a besta do dono) dispõe da sua "coisa" com bem lhe apetecer.

Venha quem vier não me parece que este tipo de legislação seja de alguma forma sustentável num país que se pretende civilizado, para não falar sequer dos humanos que lá vivem - e legislam.

Encurtando razões, os tais projectos-lei seriam votados na especialidade ontem, quarta-feira, e a votação final global teria lugar hoje, quinta-feira.

Pois era... mas não foi...

Por quê? Porque não conseguiram coordenar ambos os projectos, do PS e do PSD? Não, pasme-se, não foi por isso...

O texto comum do PSD e do PS – apresentado comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais foi adiado para a próxima semana a pedido do CDS por necessitar de mais tempo para analisar o texto de substituição que coordena os dois projectos iniciais PS/PSD.
MAIS TEMPO??? Depois de 14 meses, mais tempo?
«Ah mas é que... agora é só um projecto...» 
Estamos a brincar, não estamos? Ou estamos com uma birra porque "o projecto não é nosso e sabe-se lá se tem pretensões inconvenientes"?
Para a próxima semana... 
Pois, para a próxima semana também não.  Se quisermos ser muito optimistas passará para a última sessão plenária antes das férias, a 25 de Julho. Pessoalmente até sou uma optimista mas não sou completamente parva...

Prevejo uma discussão lá mais para Setembro, depois das férias e dos abandonos que a cada ano impunemente se repetem, para recomeçar a legislar com calma e descontracção. E, depois, com calma, será enviado ao Presidente da República para promulgação, descontraidamente...

GALERA...


Amanhã, no mesmo horário do jogo de hoje entre o Brasil e a Alemanha, o Canal de História irá passar um documentário sobre a Segunda Guerra Mundial.
Galera, lá a Alemanha perde!
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FANTÁSTICA SEQUÊNCIA!

An amazing sequence of photos of 
Mairie de Paris 6-Bar winner Pius Schwizer (SUI) 
and Chika's Way clearing the final fence set at over 2m

Photos: Stefano Grasso/Global Champions Tour











TÓ-ZÉ É FIXE, mas um cadexinho ilusório

Vi as cinco propostas que o Tó-Zé apresentou ontem na Assembleia ao governo para recuperar a economia. Espantoso! Pessoalmente até estou de acordo com as medidas em si, são obviamente desejáveis. A saber:

  1. Aumento do salário mínimo 
  2. Acabar com a CES repondo as reformas dos idosos 
  3. Pagar todas as dívidas do Estado (esta é a minha favorita)
  4. Reduzir o IVA para os 13% (da restauração, mas as notícias não referem esta especificidade)
  5. Apostar no investimento público
Citando: «São estas as cinco medidas através das quais o PS acredita ser possível combater o desemprego e acabar com o "retrato negro do País".» 
In "Económico" - 3 Jul. 2014 - Video aqui

C'um caraças! Então não é que o rapaz sabe o que é bom que se faça?
Os outros, os que não percebem que fazer isto é bom para o país, são todos parvos.

Claro que há que ter em conta a pequena diferença entre "Fazer isto" e "Ter meios para fazer isto"...

Se o Tó-Zé, pegar num bloco de apontamentos, numa caneta e considerar:
  1. A Despesa do Estado 
  2. A Receita do Estado (mesmo antes do IVA a 13%, o fim da CES, o aumento do S.M.N. e a liquidação de todas as dívidas)
  3. Um O.G.E. viável, (que, além do mais,consiga consagrar)
  4. Uma verba destinada ao investimento público
... e depois disto conseguir demonstrar que é realizavel sem que o país volte a mergulhar nas profundezas da insolvência, vulgo "Crise económica - Ó-Troika-empresta-aí-que-eu-estou-sem-cheta";

... eu juro que retiro tudo o que disse sobre o Tó-Zé e passo a considera-lo um génio mágico, por agora acho que o chavalo é um pândego!

Citando: «São estas as cinco medidas através das quais o PS acredita ser possível combater o desemprego e acabar com o "retrato negro do País".» 
In "Económico" - 2 Jul. 2014

Mas estes putos não se enxergam?

O GENE POLITICAMENTE INCORRECTO

Ainda a propósito do artigo da Maria João Avillez...

Li muitíssimos elogios ao que Maria João Avillez escreveu ontem no "Observador", muitos deles no rodapé de comentários on-line; ficam AQUI para quem tiver curiosidade

Também li críticas de quem não gostou, coisa legitima. Porém... Na sua maior parte (mas MAIOR mesmo) as críticas não se ficam pela discordância, não chega.. .Buscam o insulto, amaldiçoam. Era de esperar, isto de se ser politicamente incorrecto tem o seu preço.
Quem contraria a (suposta) esquerda é fascista, egoísta, desumano; quem contraria a (suposta) direita é fixe, socialmente integrado, humanamente superior.

Apoiar o governo é um delito! Quem o faz sujeita-se... Aahhh os democratas!

Isto excita o meu gene revolucionário (sim, pasmem, também tenho) e reforça a minha capacidade de ser politicamente incorrecta, torna-se mesmo uma necessidade.

Não é, para mim, uma questão de esquerda ou direita, há muito tempo que perdi a noção do significado dessa classificação, não lhe encontro o sentido no mundo de hoje, chega a ser infantil pretender dividir o mundo político assim.
No mundo de hoje a maior parte das ditaduras são "de esquerda"; os países com maior estabilidade e superior qualidade de vida são monarquias; a direita não grassa, à parte uns grupelhos de skin-heads desajustados ou de uns KKK reencarnados.
Divida-se entre ser realista ou idealista - e o idealismo é bonito, inteligente mas também jovem e utópico. Divida-se entre ser socialmente eficaz ou a degradação a curto prazo. Divida-se entre a aceitação da opinião alheia, o respeito, e a imposição da opinião própria "porque é a melhor para todos". Divida-se até, no limite, entre democratas e autocratas mas esquerda e direita é ridículo: Putin é de esquerda? E Chavez (o próprio ou o reencarnado)? E a dinastia Castro? E Bashar al-Assad, é de direita? Sejamos lógicos e coerentes...

Assim, com o meu gene revolucionário em curso, trago mais um artigo muitíssimo incorrecto, para congratular ou insultar, publicado no "Público" em Dezembro de 2013.

Apesar de, desde há dezenas de anos, ser inabalavelmente amiga do autor deste artigo, temos grandes divergências ideológicas e políticas que, no entanto, nunca criaram qualquer mal-estar ou incapacidade de diálogo; temos também muitas convergências no que toca à apreciação dos factos, das conjunturas, das jogatanas politiqueiras.
Tem, este artigo, alguns meses mas vem hoje tão ou mais a propósito do que então: hoje, depois da oposição sistemática do Tribunal Constitucional - que se preocupa muito com o povo mas inviabiliza sempre que pode todos os cortes na Despesa orçamental. Hoje, depois de a Troika ter saído e de (afinal...) não ter havido segundo resgate e termos conseguido a tal saída limpa que ninguém acreditava ser possível.
Aqui vai.


«Senhor Primeiríssimo Primeiro Ministro»

João de Castro de Mendia
24 Dez. 2013

Todos sabíamos que a situação em Portugal estava como estava, só que estava como estava porque era exactamente assim que “eles” queriam que estivesse, para fazerem as enormidades que todos temos que pagar. Cada dossier que se abre revela-nos responsabilidades de dimensões bíblicas cuja gravidade deixou de parecer a que era porque não é excepção. Vulgarizou-se.

Sr. Primeiro Primeiro Ministro, desde 1974 que o Senhor é o primeiríssimo primeiro ministro que se nos apresenta a falar uma língua que se entende, a fazer coisas com sentido, a pedir genuinamente às pessoas que se deixem de pieguices porque é finalmente isso mesmo que entendemos. Pode não se concordar ou achar pouco o que faz, mas percebe-se o que diz, o que quer, o que não quer. As medidas que toma são do puro senso comum de alguém que tem um projecto. O seu olhar não é um esgar vítreo, vago, perverso e socialisticamente calculista. É diferente. É muito Melhor.

É sabido que os entes abençoados que escolheu para mandar nas finanças, na saúde, na educação, na justiça, na agricultura, e noutros, herdaram ministérios em tal estado calamitoso que, fazendo o que fazem, é de os elevar à condição de heróis por se terem entregado ao “serviço” e não fugido em direcção a chorudas remunerações. Obrigado Sr. Primeiro-Primeiro Ministro. Obrigado, mesmo, a todo o seu Ministério.
Ao Pinto de Sousa deixaram-no ir longe de mais. Pelo que, regredir, vai ser ciclópico.
A máquina do Estado e do partido soareiro passaram a ser afanosamente orientados para o embuste desenvolvendo um polvo de que todos dependemos, sem defesa, e sob uma censura científica como não há memória.
Com a “falperra” institucionalizada, tudo passou a ser legítimo. A mentira um direito adquirido que passou a ser tão “legal” como a verdade. Pior era difícil.
Quase todos os Portugueses lhe pedem que continue a ter a mesma coragem com que começou. A tratar este socialismo serôdio e criminoso, finalmente, como ele merece. Porque, a última coisa que esta gente quer é um Portugal próspero, organizado e sem aquilo de que se alimenta: a pobreza.
Os da constituição e do aparelhismo do Estado aí estão, alucinados e com uma pressa desbragada de o derrubar, ignorando que perderam as eleições exactamente por nos termos fartado de que o nosso País tenha sido organizado pelo “bando” de abutres, senis e insaciáveis, de sempre.
Senhor Primeiro Primeiro Ministro, Dr. Pedro Passos Coelho, como sabe infinitamente melhor do que eu, a agenda destes terroristas, em desespero, consiste em recuperar o poder à custa seja do que for. Dizia-me alguém, que pouco haverá a fazer contra a falta de vergonha; mas há: coragem. E o Senhor tem-na de sobra.»

            

PEDRO NO SAPATO DOS DERROTISTAS

Nem sempre vou por ela
Não vou contra ela
Acho-a inteligente, observadora, assertiva e honesta

O artigo de hoje é daqueles em que encontramos (pelo menos algumas) verdades reflectidas ou que não perdoamos - pode mesmo despertar odiozinhos de estimação.
Parece-me um excelente sumário da história recente de Portugal na sua vertente governativa

Vale a pena ler, para gostar ou odiar, para aclamar a coragem que vai sendo preciso ter para apoiar a governação de Pedro Passos Coelho - atitude tida como a mais "politicamente incorrecta" dos dias que vão correndo, pior ainda do que todas as impossíveis reivindicações supostamente laborais que tão bem servem interesses partidários, para destabilizar politicamente e exacerbar até à raiva as dificuldades sentidas.
Uns vêem o seu umbigo, outros mais além. O todo ou a parte, no fundo é a questão.

«Já se pode dizer bem de Passos Coelho?»

Maria João Avillez - 2/7/2014
«Faz hoje um ano o Governo foi enterrado. Tal como a Torre de Pisa, todos os mundos – o político e os outros – se inclinavam só para um lado: naquele belo dia de verão, o Executivo tinha acabado, a maioria tinha-se desfeito.
Gaspar saíra na véspera, deixando carta e menos de 24 horas depois, Portas, sem aviso prévio e irrevogavelmente, imitou-lhe o gesto. Deixando comunicado.
Havia meses que – relembremo-lo – Gaspar acordara com Passos Coelho o nome da sua sucessora e organizadamente foi isso que ocorreu: o Governo aprovara, o PM propôs o nome de Maria Luís, o Presidente da República aceitou-o, Vitor Gaspar saíra a 1 de Julho, a posse seria a 2. 
O Presidente, apanhado no princípio da tarde desse 2 de Julho em cerimónias oficiais que o impediam de atender o telemóvel, voltou nesse dia a ser apanhado – mas pela surpresa. Não gostou, nem esqueceu: os estados de alma de Paulo Portas mergulharam Cavaco Silva num cenário de (quase) irracionalidade política, deixando-o a vogar numa “impossível” situação de incerteza, o que em política é dizer o pior. 
Não fora Passos Coelho e teria desabado a tempestade perfeita. Não desabou, apesar da desconfiança e dos presságios, das apostas e dos vaticínios de fim de ciclo. O primeiro-ministro não deixou. Sem perder a cabeça ou a bússola, sem lhe ocorrer aquele tique nosso conhecido do “abalar”, sem cair na aflição ou no desnorte, tomou em mãos a ocorrência e ao fazê-lo impediu – entre outras coisas – um segundo resgate. Com as fatais – inimagináveis? – consequências que daí adviriam. 
Passos mostrou estofo e sentido da política. E sentido de Estado, claro está. Não é qualquer um que, naquele incêndio, domestica os acontecimentos e os “ocupa” politicamente, elegendo um desfecho a seu favor. De caminho – e eis o que também não é de somenos – mostrou quem mandava na coligação e quem era o chefe da maioria. Já fizera o mesmo aquando da 7ª avaliação da troika, mas fizera-o longe de nós, nos bastidores do país. O dia 2 de Julho ditou-lhe o palco e colocou-o sob os holofotes das instituições. Ao final do dia, as oposições à esquerda e os opositores dentro do PSD ainda esperavam em surdina que ele fosse a Belém com uma corda ao pescoço invocar “falta de condições”, mas o primeiro-ministro nunca – que me lembre – se afogou no mar das oposições nem se impressionou por aí além com barões fora de jogo.
Depois, claro, choveram “ah” e “oh” de espanto face ao “patriotismo” de Passos Coelho. Como se ele tivesse nascido para a política nesse 2 de Julho ou a sua liderança na acção e actuação do Governo (pesem embora erros e excessos que tantas vezes critiquei) não relevassem justamente dessa mesma endurance e resiliência. 
(Agora, há dias, em tom menor, é certo, também houve umas golfadazinhas de admiração por Pedro Passos Coelho ter vetado a entrega de mais ajudas financeiras ao BES. Voltei a espantar-me: piores cegos são os que nunca querem ver? Mesmo a um palmo de distância?) 
Cai mal dizer “bem” de Passos Coelho: os bem pensantes enervam-se e o ar do tempo desaconselha a bondade. A má fé vigente tomará estas minhas pobres palavras como um despropósito que destoa do coro dos dias e da pretensão intelectual com que o primeiro-ministro é habitualmente radiografado. Paciência. Já se eu gesticulasse a favor de António Costa – pessoa que me é muito simpática, de resto – seria bem vinda e o mundo seria perfeito. 
Mas se há algo que tenha aprendido é que esta coisa dos “dois pesos e duas medidas” é uma regra sem excepção: à esquerda tudo é permitido, desde o ter licença de existir, direito de cidadania, poder de ditar das regras, distribuir voz. A direita tem sempre de (lhe?) pedir licença.
E pensar que já passaram 40 anos disto.

PS: Sobre o segundo resgate a que aludi acima, ocorreu-me agora de repente relembrar alguns passos de uma saga que nunca existiu mas que durante meses e meses nos foi sempre vendida como uma certeza irrefutável: o “segundo resgate” foi anunciado em todas as televisões sem excepção; previsto por todos os jornais – num deles com data, fonte e primeira página; brandido nas rádios; assustadoramente desejado por jornalistas e comentadores; usado pelas oposições como um trunfo contra o Governo; falado nas elites e nos meios bem informados (?) como um mero fait divers.
Até hoje, não houve segundo resgate (e ao primeiro dispensou-se a última fatia). Mas também não houve mais nada: ninguém se importou com o que disse, avisou, ameaçou, prometeu, garantiu, jurou. Ninguém veio dizer “enganei-me”. Ao menos, “precipitei-me”. Não sei se o ressentimento, a fragmentação, a imbecilidade toldam os espíritos ou induzem a cegueira. Talvez induzam. E, por outro lado, ninguém tirou consequência alguma – consequência política seria talvez pedir muito… – sobre o facto de não ter havido a tão anunciada segunda provação. O que lá vai, lá vai. Gente pouco séria.»