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OS BONS PRINCÍPOS DO FIM

Como se vence a guerra contra o inexistente Estado Islâmico (ISIS -  Islamic State of Iraq and Syria)  ?

Enquanto continuam as prolongadas batalhas no terreno e vão caindo, uma após outra, as cidades ocupadas onde a desenfreada vontade dos cabecilhas da ISIS  é a lei, chegou-se por fim a Mosul e a Raqqa, "capitais" do horror. Não é o fim à vista, longe disso; é um enorme progresso, são significativos golpes de derrota territorial, económica, desprestigiante e incapacitante sobre a "cabeça do polvo", mas não representam a guerra próxima do seu término. É uma etapa, importante, mas não mais.
Como baratas tontas os guerrilheiros da ISIS fogem para outras paragens; reorganizam-se na Líbia, na Nigéria e países vizinhos, ganham força nas Filipinas e regressam aos seus países de origem na Europa e não só. Apelam ao "matem e esfolem" por todos os meios ao alcance de qualquer um.

Como se vence isto?
No terreno, sim, tem estado a ser feito, eficazmente. Com informação partilhada e comunicação. Sim, tem estado a ser feito. Com vigilância - física e cibernética - e policiamento; mal de nós se não estivesse a ser feito, felizmente não sonhamos com os planos e as tentativas fracassadas que nos passam ao lado.
Cortando os meios de financiamento. Pois... mais complicado, quando os interesses divergem e valore$ altos se levantam; Lá chegaremos.

Vencer é uma guerra difícil, longa e perseverante.
E mais? Como não nos deixamos vencer?
Como permanecemos fieis ao que acreditamos, à forma como desejamos viver, aos nossos princípios de vida?

Não, Srª May, não vale a pena fazer cara de má, em véspera de eleições, e com ar convicto proferir que "Enough is enough". Não se vence o terrorismo por decreto. infelizmente. Nem com qualquer "Travel ban" careca de falhas para terrorista morrer de riso.
Se um tarado souber mexer em explosivos e os tiver à mão vai matar indiscriminadamente. Se atirar um qualquer veículo para cima de pessoas ninguém o consegue impedir. Se pegar na faca de trinchar e resolver cortar gargantas vai conseguir fazê-lo.
Matar, espalhar medo, dividir, criar clivagens, ódios, radicalizar. Mudar a forma de vida no mundo ocidental, violar a liberdade de movimentos quotidiana, minar a democracia nos seus pilares. É esta guerrilha aterrorizante e ameaçadora que cada um de nós, uns mais do que outros mas todos nós, temos de enfrentar.

Estamos à beira de ser reféns do terrorismo, vencidos pelo medo e pela necessidade de auto-protecção.

Estaremos?

Serão hoje já poucos os que se lembram, e não muitos os que sabem,  como se
comportou o povo britânico durante as Guerras Mundiais, em particular durante a Segunda Grande Guerra. É verdade que não foram apenas os britânicos mas são estes que, muito justamente, se buscam para exemplo.

W W II, 24th Feb.1944, London, , After bombed out during the night raid on London, these cheerful Londoners give the 'V' sign as they sit on a pile of salvaged bedding
Sob os bombardeamentos alemães os britânicos não perderam a fleuma, nunca deixaram de fazer as suas vidas "normais" dentro da medida que lhes era possível, nunca deixaram de ir trabalhar, nem de ir ao "pub", nem mesmo ao teatro. Isto foi assim por toda a Grã-Bretanha, muito especialmente em Londres. Aquele ar de bull-dog do Sr.Churchill, de quem fila e não larga, terá certamente contribuído uma vez aliado ao característico e inimitável "sentido de dever" britânico.

Ontem sucumbi ao concerto de homenagem às vítimas do atentado de Manchester. Rendi-me totalmente à espantosa coragem das mais de 50.000 pessoas que encheram o estádio. E não eram umas 50.000 pessoas quaisquer. Não eram 50.000 lisboetas que, até hoje, têm estado livres de viver o horror de um atentado terrorista bem sucedido. Eram 50.000 pessoas que há apenas duas semanas mal medidas viram o inferno em seu redor. E creio que posso afirmar com alguma segurança que uns bons 75% destas pessoas eram jovens e crianças. A juventude é incauta mas os seus pais, para quem são a essência da vida, não serão. Não há maior temor do que o que sentimos pela vida e segurança dos nossos filhos.
Estavam lá, 50.000 pessoas a cantar e a chorar, negando a vitória a uns quantos seguidores de uma Sharia feita sob medida que tem por finalidade doentia aterrorizar o mundo para o dominar e transformar.
Estavam lá, 50.000 pessoas, ateias, cristãs, muçulmanas, judias, pretas, brancas e às riscas, que cantaram, choraram, se abraçaram e dançaram com a polícia.

Que grande lição!!!
Se a soubermos compreender, interiorizar e, sobretudo, viver, poderemos afirmar alto e bom som:
"Conhecemos os vossos objectivos e conhecemos o caminho para vos derrotar; não colaboramos convosco"

Uma última palavra.
Sei que não é fácil, sei que exige muita coragem e determinação.
(Claro que tenho medo que o meu filho vá a um concerto num recinto cheio de gente. Mas vai) 
Não sou ingénua nem me vejo a engrossar as fileiras dos filósofos do "Peace and Love".
A Paz é um bem inestimável a preservar com o maior empenho mas não a qualquer preço. E, para mal dos nossos pecados, o Amor não vence tudo, nem perto. No entanto também não tenho qualquer dúvida de que a cedência ao medo, ao ódio e à vingança nos afundará neste abismo que quotidianamente nos espreita.

Poética mas corajosamente: "Don't look back in anger"


MR TRUMP, O FEUDALISMO JÁ NÃO É O QUE ERA




United States Climate Alliance

The United States Climate Alliance comprises a group of states in the United States committed to upholding the 2015 Paris Agreement on climate change within their borders. It was formed on June 1, 2017, by three state governors  WashingtonNew York, and  California —after U.S. President Donald Trump announced United States withdrawal from the Paris Agreement. 

In addition, by the evening of June 1, 2017, the state governors of seven other U.S. states had agreed to maintain their states' support for the Paris Agreement. Nearly 70 percent of Americans, including a majority of people in all 50 states, support the Paris Agreement on climate change.

On June 2, 2017, the announced Governor of Connecticut  announced 

that the state would join the United States Climate Alliance

Update68 “Climate Mayors” representing 38 million Americans have also committed to upholding the goals of the Paris Agreement.  These include the non-CA/NY mayors of Boston, Houston, Chicago, Seattle, Atlanta, and many other large cities.  One notable city joining the pact is Pittsburgh – in Mr. Trump’s speech, he noted that he was elected to represent “the citizens of Pittsburgh, not Paris.”  Pittsburgh, however, apparently wishes to remain in the Agreement. Also, the governors of Massachusetts, Oregon, Colorado, Hawaii, Connecticut, Minnesota, Virginia and Rhode Island have all proclaimed continued support for the Agreement.


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RELAÇIONADO:


Michael Bloomberg Offers $15 Million to Make Up for Washington’s Share of the Paris Accord Costs

http://fortune.com/2017/06/02/bloomberg-trump-paris-agreement-funding-un/

Bloomberg founder and CEO Michael Bloomberg has offered to make up the $15 million in funding that the United Nations stands to lose from U.S. President Donald Trump's decision to pull out of the Paris Climate Agreement.


Under the historic agreement, the U.S. would have been expected to contribute that amount to the operating budget of the United Nations Framework Convention on Climate Change, the accord’s coordinating agency.

AQUELE GAJO... COVFEFE!!!


Aquele gajo que Putin tem no bolso das calças acabou de anunciar que os EUA vão fazer companhia à Síria e à Nicarágua na lista dos países que recusaram o Acordo de Paris. Não se pode dizer  que fiquem mal na fotografia...

Não fica pedra sobre pedra... Que tristeza.

Tenho evitado falar do gajo por duas razões: primeiro porque bater sempre na mesma tecla não faz música e além disso a porcaria, a irresponsabilidade, a arrogância é tanta que se torna difícil abordar o personagem, e a cáfila que o rodeia, a menos que se bata sempre na mesma tecla. Não há pachorra, nem estômago.

Pode ser que um dia lhe aconteça alguma coisa que o leve a entender que "o dinheiro" não é, de forma alguma, o melhor fundamento das melhores decisões.
 Talvez fosse suposto dizer agora "longe vá o agoiro". Pois mas não digo. Este gajo tem o condão de despertar nas pessoas o pior que dorme dentro delas.
E se ele fosse covfefe, não era fixe?









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Statement by EU Climate Action and Energy Commissioner Miguel Arias Cañete on the US announcement to withdraw from the Paris Agreement -  01/06/2017

 "Today is a sad day for the global community, as a key partner turns its back on the fight against climate change. The EU deeply regrets the unilateral decision by the Trump administration to withdraw the US from the Paris Agreement. 

 The Paris Agreement will endure. The world can continue to count on Europe for global leadership in the fight against climate change. Europe will lead through ambitious climate policies and through continued support to the poor and vulnerable.

 The EU will strengthen its existing partnerships and seek new alliances from the world's largest economies to the most vulnerable island states. This partnership will of course include the many US businesses, citizens and communities that have voiced their support for Paris and are taking ambitious climate action. Together, we will stand by Paris, we will implement Paris. 

 We will do this because it is in our common interest. We see the Paris Agreement and the low-carbon transition for what it is, the irreversible growth engine of our economies and the key to protecting our planet. 

 Today's announcement has galvanised us rather than weakened us, and this vacuum will be filled by new broad committed leadership. Europe and its strong partners all around the world are ready to lead the way. We will work together to face one of the most compelling challenges of our time. We will do it, together. 

We are on the right side of history."


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OS DESALMADOS

Cresci a ouvir falar de "ataques terroristas" nos noticiários, não são nada de novo, sabemos. O IRA, a ETA, o Baader-Meinhof (RAF), o Setembro Negro ("dissidente" da OLP), as Brigate Rosse, o Sendero Luminoso  e muitos outros de menor dimensão e projecção temporal. A lista é extensa e lamentável, sabemos.

Apesar de todos os horrores ocorridos durante as vidas daqueles que hoje habitam a Terra há anos maduros, como o massacre dos atletas israelitas durante os Jogos Olímpicos de Munique em 1972, que todos nós, maduros, guardamos na memória, foram actos terroristas, criminosos,  mas não acarretavam a carga de ódio contra a humanidade que hoje presenciamos. Nem mesmo os selvagens ataques da Al Quaida conseguiriam rivalizar com o grau de desumanidade que a ISIS está tornando corriqueiro. Corriqueiro!?!? Como é possível adjectivar assim acções terroristas? Pois, mas é verdade, estamos aprendendo a conviver com isto, a vencer o medo, a não ceder à enorme tentação de perder os freios humanos e civilizacionais. É fundamental que aprendamos depressa e bem, que não cedamos por mais feridos e irados.
Não é preciso ser-se muito esperto nem particularmente culto para entender os objectivos destes ataques extremistas de "nova vaga". Não podemos deixar-nos vencer nos nossos princípios, no que acreditamos ser a diferença entre o certo e o errado, bem e mal,  na nossa humanidade. Ainda que nos tenham por parvos, antes isso.

O atentado ocorrido ontem em Manchester ultrapassou todos os limites. Não é uma questão de número de vítimas nem de horror dizimado. 
Um atentado que tem por alvo uma casa cheia de adolescentes e crianças... 

Claro que o objectivo é óbvio: atacamo-vos onde mais vos dói -  matamos as vossas crianças, os vossos filhos; serão obrigados a viver aterrorizados, não conseguirão "seguir em frente".

Já todos vimos as "crianças da ISIS", em treinos militares, a presenciarem , e agirem, em execuções bárbaras, a serem transformadas em bombas humanas.
Se agem assim com os seus próprios filhos como não o farão com os nossos?



É preciso não ter consciência alguma, não ter a menor capacidade de sentir empatia, ser-se totalmente estranho a qualquer tipo de amor, é preciso não ter alma.

 

DIAMONDS ARE FOREVER

ROGER MOORE 

14 de Outubro de 1927 - 23 de Maio de 2017

Roger Moore, mais propriamente a figura de "O Santo", foi o  meu primeiro amor,
Um amor a preto e branco, à antiga, sem efeitos especiais, inocente e cheio de aventuras heroicas.
Que me perdoem os activistas das legiões maltrapilhas da nossa época, Sir Roger Moore tinha uma "pinta" fora de série, uma raça em vias de extinção; Um sentido de humor finíssimo, um cavalheirismo ausente de snobeira, a sincera e vivida devoção pelas crianças esquecidas pela sorte no nosso mundo egoísta.
Vou ter saudades
" No-one delivered the aplomb like Roger Moore. He was the secret agent with the twinkle of humour in his eye, and who put wit into his elegant, educated tones, which deepened and decelerated into a sensual purr as his tenure went on..../... The Connery Bond was feared and admired, and the same went for the Brosnan Bond or the Craig Bond. But the Roger Moore Bond was loved. And Sir Roger Moore was loved too. It is desperately sad to see him go."
 - In "The Guardian" 23/05/17
Ivanhoé (1958 -1959)
O Santo (1962 -1969)





Os Persuasores
James Bond (1973 - 1985)




1991 - 2017 - Embaixador UNICEF




"It's easy to sit in relative luxury and peace and pontificate on the subject of the Third World debts.
Working with UNICEF made me grow up and recognize how fortunate I am."


Roger Moore

AMAZING!!!

Tenho estado muito caladinha, há coisas que não merecem comentário, outras que são incomentáveis e outras ainda que são tão óbvias que nem dá gozo.

Então mas o homem não tem qualidades?
Ó se tem... É espantoso! Um cadexinho ridículo, vagamente megalómano mas espantoso. Fico entre "Nobody does it better" e "Simply the best"

Tenho é pena dos desgraçados dos enfermeiros que o forem buscar...

MA'AM JUDGE, TIRO-LHE O MEU CHAPÉU

Chama-se Ann M. Donnelly e é juiza federal do Tribunal Distrital de Nova Iorque, cargo que ocupou após ter sido, durante vários anos, juíza da Procuradoria Geral do mesmo distrito, etc, etc, etc.


Ontem, sábado, ouviu um apelo de emergência emitido pelo American Civil Liberties Union (ACLU) para se fazer face ao último devaneio de Trump, a Ordem Executiva que proíbe a entrada nos EUA de cidadãos de 7 países maioritariamente muçulmanos e suspende a concessão de asilos políticos.
Em pouco tempo Ann Donnelly conseguiu a suspensão da Ordem Executiva, advogando que esta viola uma lei de 1965 que baniu a discriminação com base na nacionalidade. E não só mas essa é uma guerra para os próximos dias, de momento alguém deu um abençoado murro na mesa.

De acordo com a legislação em vigor encontra-se suspensa a possibilidade de banir indivíduos portadores de documentos que lhes concedam o estatuto de refugiados, portadores de vistos válidos e os provenientes de países afectados com autorização de entrada tendo estes o direito a serem ouvidos em tribunal competente.
Ontem, durante a conversa telefónica entre Trump e Merkel, a chanceler lembrou o presidente que os EUA, enquanto siggnatários da Convenção de Genebra, se encontram impedidos pelo direito internacional de fechar as portas a refugiados de países em guerra, conflito, e outras situações que ameacem a sua segurança.

Esta suspensão tem, por agora, uma validade de apenas 7 dias e é uma corrida judicial contra o tempo mas a verdade é que a lei ainda vai sendo lei e já outros juízes, federais e estaduais, se uniram a este combate nacional assim como várias organizações de defesa dos direitos civis e constitucionais.





Esta tarde, enquanto muitos aeroportos internacionais se encheram de manifestações de protesto e várias cidades, como Boston e Washington, viram novos desfiles de manifestantes nas ruas, Steve Bannon, um conselheiro senior de Trump, comunicou que os portadores de "carta verde" não serão abrangidos pela Ordem Executiva.

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THEY MADE AMERICA GREAT


" Send these, the homeless, tempest-tossed to me,
I lift my lamp beside the golden door! "
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Não tenho palavras para descrever o que sinto, e o que temo, perante o total abandalhamento dos valores de uma nação vergando-os à irresponsável e inconsequente vontade de um louco egocêntrico e megalómano.
Para além do óbvio, que atinge o coração da América e a coloca em risco acrescido, levantam-se gravíssimas questões na política internacional que não podem, de forma alguma, ser descuradas e menos ainda ignoradas


A inclusão do Irão na lista dos sete, primeiros, países aos quais as portas foram fechadas dá que pensar... Terroristas iranianos??? Refugiados políticos perceber-se-ia, um ou outro, mas terroristas?
O acordo nuclear com o Irão, passará a ser totalmente controlado pelos outros signatários, incluindo a Rússia... Nem vou escrever o que estou a pensar. Pois claro.
Iran says it will ban all US citizens from entering the country in response to President Donald Trump's executive order limiting immigration from seven Muslim-majority countries, according to an Iranian Foreign Ministry statement. "Despite the claims of combating terrorism and keeping American people safe, it will be recorded in history as a big gift to extremists and their supporters." CNN
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As tropas norte-americanas que se encontram em solo iraquiano, em redor de Mossul e não só, encontram-se numa situação delicadíssima, totalmente dependentes da vontade do governo do Iraque e sujeitas a ficarem sem protecção ou apelo de um momento para o outro.

"Iraqis emphasized that the draft ban, as well as comments the president made to the CIA on Saturday suggesting that the U.S should seize Iraq’s oil for reimbursement money, could not have come at a worse time as Iraqi and coalition forces attempt to liberate Mosul in an increasingly bloody battle. Prime Minister Haider al-Abadi was forced to vehemently reassure the public this week that the oil is “the property of the Iraqis.” Aside from perpetrating distrust and division, some claim that the president’s remarks could even endanger U.S troops on the groundFOXNews 
“Iraqis are the largest victims of terrorism and now we are paying double the price,” one high-ranking general in the Iraqi Army, who requested anonymity as he is not authorized to speak to the media, told Fox News. “This has caused massive disappointment in the hearts of every Iraqi who is fighting radicalism.” FOX News
"We invaded Iraq and displaced people. We have since relied on Iraqis as partners to fight against ISIS. If we don’t want to deploy thousands of troops to fight these terrorist groups, then we rely on partners in Iraq and elsewhere. This policy sends a very negative message to countries where we will need indigenous support from translators and peacekeepers."- Clinton Watts - Foreign Policy Research Institute’s Program on the Middle East

Líbia:  20 de Janeiro, esse dia que ocorreu há apenas uma semana e que mais parece ser há um ano, foi assim:
US bombs ISIS camps in Libya"US B-2 bombers struck and destroyed two ISIS camps in Libya overnight, with initial estimates that over 80 militants were killed, US officials told CNN Thursday.
"The strikes were on external actors who were actively "plotting attacks in Europe," Secretary of Defense Ash Carter told reporters.
The mission was approved several days ago by President Barack Obama and is expected to be the last short-notice military operation ordered by him, according to sources."
A re-ocupaçao da Síria por tropas fieis ao governo e por tropas iranianas que combatem a ISIS (ao contrário dos russos que estão por lá a tratar dos seus próprios interesses raramente coincidentes) e a perda da "capital" ISIS em Mossul leva a uma deslocação de jihadistas e à ocupação da Líbia, instável, dividida e frágil.
Se a presença de tropas norte-americanas for banida da Líbia será muitíssimo grave, para todos.
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Curiosamente países como a Arábia Saudita - pátria da única emigrante (que entrou com um visto de noiva de um americano) envolvida num ataque terrorista nos EUA (S.Bernardino Dez.2015), para já não falar em Bin Laden - o Paquistão, a Turquia ou mesmo o Qatar, o Dubai e outros Emiratos não se encontram banidos por Trump

Na verdade a "total and complete shutdown of muslims" não é nem completa nem total...





Trump mantém interesses comerciais e propriedades em muitos e diferentes países como a Turquia, Arábia Saudita (8 propriedades), o Dubai, o Quatar e outros  Emiratos Árabes Unidos (13propriedades)


On Aug. 21, the same day Trump created four of the Jiddah companies, he told a rally crowd in Alabama: “Saudi Arabia, I get along with all of them. They buy apartments from me. They spend $40 million, $50 million. Am I supposed to dislike them? I like them very much.”
 http://nomadicpolitics.blogspot.com/2016/08/donalds-middle-east-duplicity-shocking.html

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Trump disse que havia de publicar as suas declarações fiscais.
Depois de eleito e empossado disse que não mostrava e acabou a conversa, sem mais.
Por que não? Ora... E ainda não veio nada a público sobre Putin, as sanções e o que mais daí virá
Donald Trump’s business empire owes hundreds of millions of dollars to a giant German bank cast into crisis by settlement negotiations with the Justice Department, a relationship some lawyers say sheds light on the massive financial entanglements he could face as president. https://www.washingtonpost.com











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Pope Francis: You can’t defend Christianity by being ‘against refugees and other religions’ @Catholic Herald - 28 /01 /17
 
“You cannot be a Christian without living like a Christian. You cannot be a Christian without practicing the Beatitudes. You cannot be a Christian without doing what Jesus teaches us in Matthew 25.” This is a reference to Christ’s injunction to help the needy by such works of mercy as feeding the hungry, clothing the naked and welcoming the stranger. 
“It’s hypocrisy to call yourself a Christian and chase away a refugee or someone seeking help, someone who is hungry or thirsty, toss out someone who is in need of my help,” “If I say I am Christian, but do these things, I’m a hypocrite.”

HOJE É O PRIMEIRO DIA...

Por acaso  o dia não correu nada mal...

Ainda estava tudo muito no princípio quando recolhi as fotos para o vídeo mas já dá para animar

video

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Outra parte que também não correu nada mal foi a primeira petição pública a dar entrada no site da Casa Branca , já com mais assinaturas do que as necessárias.

Reza assim:

WE THE PEOPLE ASK THE FEDERAL GOVERNMENT TO TELL US WHAT THE FEDERAL GOVERNMENT IS DOING ABOUT AN ISSUE:
Immediately release Donald Trump's full tax returns, with all information needed to verify emoluments clause compliance.

Created by A.D. on January 20, 2017

 “The unprecedented economic conflicts of this administration need to be visible to the American people, including any pertinent documentation which can reveal the foreign influences and financial interests which may put Donald Trump in conflict with the emoluments clause of the Constitution.”

O LAMENTÁVEL

Eu nem queria dizer fosse o que fosse mas assiste-me este feitio... Já não vou para nova, isto já não muda, se não desabafo durmo mal.


La-men-tá-vel.
Aquele gajo não aprendeu NA-DA. Continua o mesmo ricaço da construção civil, o mesmo trolha em vestes caras que se revelou um banha-da-cobra  durante a campanha. Continua em campanha, continua a ser um candidato à conquista de corações partidos.

Nem os briefings (que ele acha desnecessários e aborrecidos), nem os banhos de Washington D.C. , nem mesmo a majestosa cerimónia de investidura o fizeram ter a noção do que é ser Presidente dos Estados Unidos da América, o líder do mundo. Nada.

Lamentável discurso bairrista, pequenino no conteúdo. Vai construir pontes e estradas. Vai fazer comércio sozinho. Vai governar orgulhosamente só a menos que os restantes façam como ele quer. Podia ter sido o discurso de um ditadorzeco recém-chegado ao poder na Guatemala ou na Nicarágua a vender-se como salvador do povo. O Salvador do povo e da pátria. Para este obtuso patriotismo é uma espécie de "os outros que se lixem, primeiro estou eu". Será que alguém conseguirá fazê-lo entender que Não Funciona Assim? Ou mesmo que Assim Não Funciona?
"Ó pá, vai pagar os teus impostos", gritaria um índio no meio da populaça antes de levar um murro.

Que falta de categoria!
Ele, que herda um país recuperado e com pernas para correr continua a referir-se a um stato quo alheio à realidade, aos factos, e é ele que vai devolver, ou oferecer, o poder ao povo. Ele, só ele, o bem-amado. O "outro" que se aguente e bata palmas no fim. Sad, como diria no Twitter.
Para Hillary, nem uma palavra, a sua opositora que ganhou o voto popular com uma diferença de 3 milhões de votos, a maior da história. Trolhas endinheirados é o que dá.
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Depois foi assinar as suas primeiras directivas. Um momento histórico que eu fotografei com o meu telemóvel e posso provar que não foi objecto de modificação digital.

I rest my case, a imagem diz tudo.

LET'S GO HIGH


A partir de amanhã o mundo vai mudar
Uma parte importante dele,
talvez a mais importante,
será escrita a 140 caractéres,
com mais muros e menos solidariedade humana,
faz a apologia da amoralidade,
desrespeita os mais fracos e inabilitados,
desconhece a ética,
compromete o futuro da Terra,
sobrepõe-se ao todo como se fosse parte independente.

E nós, os outros, os que rejeitamos esta concepção do mundo,
não podemos fazer nada.

Não podemos fazer nada? Não me parece concebível.

YES WE CAN
WHEN THEY GO LOW WE GO HIGH
LET'S GO HIGH
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44 ways to judge the Obama era (@CNN)


POBRE PAI FUNDADOR...

Trump anunciou hoje que o concerto "Make America Great Again! Welcome Celebration" terá lugar na noite de 19 de Janeiro nos degraus do Lincoln Memorial
A reacção de Lincoln não se fez esperar...


Só por curiosidade
Só por coincidência

The_Obama_Inaugural_Celebration_at_the_Lincoln_Memorial - fotos

THE NAME IS STEELE, CHRIS STEELE


Há segredos impossíveis, este é um deles

Quem é o Ex-agente do MI6 responsável pelo dossier entregue a Obama e a Trump que agitou as águas políticas e mediáticas pelo mundo provocando um tsunami ?

Christopher Steele, reformado dos serviços secretos britânicos, rapaz ainda nos seus cinquenta e picos, de bom porte, cabeça inquieta e olhar intenso, quando deixou o MI6 abriu, juntamente com outro ex-colega do meio,  a sua empresa de Inteligência, investigação e análise, a Orbis, sediada em Londres e estrategicamente colocada nas imediações de Buckingham Palace e a 10 minutos da sui generis MayFair.

De Christopher Steele diz John Sipher, um oficial sénior da CIA:
He's a squared-away guy, who was posted to Russia in the 1990's and helped manage its efforts against Moscow before retiring in 2014.
Those who know Steele or his work say that the widowed father of three children enjoyed a reputation as a meticulous professional among current and former members of the intelligence community.
The idea his work is fake or a cowboy operation is false – completely untrue. Chris is an experienced and highly regarded professional. He’s not the sort of person who will simply pass on gossip.«Steele is a very straight guy and if he puts something in a report, he believes there’s sufficient credibility in it for it to be worth considering.
Nigel West, historiador dos serviços secretos e de espionagem, amigo de Steele, refere-se a ele da seguinte forma:
Nobody is saying he believes in any of this. What he was hired to do was write a series of reports based on info he could glean from his contacts. His contacts are very good but they're more in the business community than the intel community. He's highly professional, very effective, he's an impressive individual, knows a lot of the people about whom he speaks.
Após a divulgação, pelo Wall Street Journal  seguida de muitos outros, da identidade do ex-oficial do MI6, Christopher Steele deixou a sua casa por temer pela sua segurança e pela dos filhos, particularmente no que toca à reacção do Kremlin - inimizade antiga, pelo menos desde a época do assassinato de Alexander Litvinenko, ex-agente russo cuja investigação esteve a cargo de Steele. O porta-voz de Putin disse hoje que o Kremlin não o conhece; mau sinal...
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- Steele was head of MI6’s Russia desk.
- He has a network of sources in Russia.
- Steele has been trusted by the FBI and others with sensitive work.
- He has friends in high places.

TODAS SÃO POUCAS

Ontem, como não poderia deixar de ser, Stephen  Colbert (CBS - Late Show) pegou na última escandaleira que veio a público sobre as tropelias de Mr. Trump que fazem, ou não, parte das "informações pessoais", neste caso em vídeo, que os russos deterão, ou não, sobre o iminente  presidente dos EUA.
Tudo isto "alegadamente"... A coisa é tão inverosímil que é bem provável que seja verdade, há coisas que ninguém inventa por irem além do credível.
A história circula por aí animadamente e, sumarizada ontem no Observador, a meio de um artigo mais sério, dizia assim:
O BuzzFedd publicou, entretanto, o alegado relatório que foi entregue aos líderes governamentais dos EUA, onde se pode ler que, numa visita a Moscovo, Donald Trump reservou a suite presidencial do Ritz Carlton Hotel, onde sabia que Barack Obama tinha estado com a mulher, Michelle, e contratou várias prostitutas a quem pediu para urinarem na cama onde o presidente norte-americano tinha dormido.
Como referiu  Stephen  Colber:
«I don’t think this matters if this is true or not, because the fact is, it’s out there, and that means, Mr. Trump, you’re in trouble.»
Muitas piádas à parte, subtis e utilizando uma cuidada linguagem de duplos sentidos, Stephen  Colber   diz uma verdade dura como punhos:  

«I only feel for Donald Trump a little bit here because he brought this on himself, and I have a sugestion, Mr Trump, of how to get rid of it, just do the thing you have never done which is: say anything Putin wound't like. Allright? That would prove that they're not runnig you. 'Cause you never said anything Putin doesn't love. Criticize the invasion of Ukraine, criticize taking away the Crimea, criticize him killing journalists, raise sanctions on Russia. Anything, say anything negative about him. I dare you because I bet you won't.»


Para quem tiver interesse e paciência deixo o link ao relatório completo "Company Intelligence Report" que foi presente a Obama e Trump (as 35 páginas) de Junho a Dezembro de 2016.
Com dois cafés, uma bola de Berlim e uma água das pedras para a digestão é uma companhia bastante instrutiva.

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O CAVALO DE TROIA

Esta história pode começar com "Era uma vez" como muitas das que começam em tempos remotos. Não serão assim tão remotos mas um tempo em que se manifestava oposição ao poder em Moscovo requer algum esforço de memória, já lá vai...

Em Dezembro de 2011 houve uma eleição legislativa na Rússia. Seguiu-se uma onda de protestos, de "rumores" de fraude eleitoral, que se prolongou por 2012, quando Putin venceu as presidenciais em Março. E os protestos continuaram... Crescentes. Provavelmente muitos terão ainda presentes as imagens dos cordões humanos que tinham por objectivo circundar o Kremlin (26/27 Fev. 2012); atingiram mais de 16km mas foram sempre dispersados antes de fecharem o círculo porque, segundo Putin: «A minoria não tem o direito de impor à maioria a sua opinião. .../... Considerado que são instrumentos inaceitáveis numa sociedade democrática» (Putin - Fev. 2012)

KGB de gema - não existem ex-KGB em termos mentais, entenda-se - Putin não estava disposto a tolerar protestos absurdos. Votadas as presidenciais deitou as mãos à obra e presenteou o povo com vários pacotes legislativos para acabar com veleidades libertárias.

«In the end, no such concessions proved necessary. After withstanding the initial protests and gradually regaining the initiative, Putin easily won reelection in the first round in the March 2012 presidential elections and set about implementing major changes in Russia’s political-legal system to ensure that he would never again be confronted by a challenge of similar scope. An array of repressive measures, including severe restrictions on pro-democracy and human rights NGOs and election monitors, a huge increase in fines imposed against those who take part in “illegal” gatherings, the banning of public assemblies in certain areas that were sites of protests in late 2011, the exclusion of foreign broadcast media, restrictions on Internet access, and a sweeping expansion of the definition of “treason” were all adopted with the support or at least acquiescence of a substantial majority of the population in 2012. » Kramer - 09/2013

Director, Cold War Studies Program, and Senior Fellow, Davis Center for Russian and Eurasian Studies
Harvard University

O nervoso de Putin não era injustificado, à época, se bem se lembram, andava pelo mundo uma febre de libertação dos opressores de longa data que enervava qualquer ditador digno desse epíteto; 
  • A "Primavera Árabe" havia tomado conta do Egipto pondo fim aos 30 anos de "reinado" de Mubarak. 
  • Na Líbia, após seis meses de protestos e luta armada Khadafi viu chegar o fim dos seus dias tragicamente.
  • Na Síria Bashar al-Assad perde o controlo da contenção das violentas manifestações e face à intensidade crescente e perda do domínio de várias cidades mobiliza as suas forças armadas e dá início aos bombardeamentos, e ataques com mísseis, a todas as cidades sob controle rebelde.
  • E o Irão... que há que manter forte, fechado e "operativo". Um Irão teocrático e nuclear é um espinho profundo no coração do Ocidente. A Rússia defendeu os direitos do Irão no Conselho de Segurança com unhas e dentes, e vetos.
Putin pode ser muitas coisas, algumas delas inomináveis, mas não é parvo. 

Reposta a "ordem em casa" durante 2013 reforçou as críticas e vitimização relativas à NATO. Uma vez mais com razão, em 2014 caía o seu fiel vassalo na Ucrânia...
«A política externa da NATO em relação à Rússia não se enquadra na lógica do desenvolvimento contemporâneo e continua a basear-se em estereótipos obsoletos.»
Referindo-se ao alargamento da NATO: «Não me deteria neste tema se esses jogos não se realizassem junto das fronteiras russas, se não pusessem em causa a nossa segurança e não influísse negativamente no mundo». V. Putin
 Mas onde há crise semeiam-se as oportunidades.

Perante a imparável migração de refugiados de guerra e da subjugação ao "estado islâmico" em direcção a uma Europa atacada por terrorismo, crises económicas e desemprego regional, o nacionalismo egocêntrico ressuscita e o terreno torna-se propício à disseminação de propaganda e medo. O medo desperta o instinto de sobrevivência, a irracionalidade e a agressividade. É uma excelente estratégia.

Para Putin é uma festa! O impensável desenrola-se no teatro da tal realidade que ultrapassa a ficção: a extrema-direita, a direita radical, vê-se apoiada, e financiada, pelo homem que tem como sonho o ressurgimento da URSS, a Nova Rússia, como Putin gosta de referir, provocando, na medida que lhe for permitido, a degradação do ocidente, a queda das velhas democracias, o abandono dos seus valores e princípios.
A primeira brecha está feita, amanhem-se com o Brexit como puderem. Outras estão sendo estrategicamente preparadas, isto dos emigrantes muçulmanos dá um jeitaço.

Espantosamente a extrema-direita vai nisto, na sua ância de conquista de poder, de nacionalismo retrógado e ilusório num mundo que se tornou, a todos os níveis, inter-dependente, para o melhor e para o pior. Se fosse a extrema-esquerda, os comunistas, os marxistas-leninistas que estoicamente ainda resistem, poderia compreender, mas a direita? A extrema-direita? A sede de poder não só corrompe como cega, estupidifica.

E a América? A América, por todas as razões que possamos considerar, vê-se a braços com Trump.
Há coisas que, face à ausência de provas, manda o bom senso que não se declamem publicamente. Em conversas privadas, algumas mesmo muito privadas, tenho versejado sobre o mote: "o Putin tem o Trump no bolso". Como tem e por que tem é outra questão mas que tem... Ah pois que tem.

Trump diz mal, ataca, julga tudo quanto é bicho que mexe, até o Papa Francisco foi metido na molhada. Tudo e todos, e também a NATO, claro, pedra basilar do da força militar do ocidente... Todos menos Putin... Que por acaso não é inglês, nem francês, nem europeísta, nem pró-americano. É Russo, presidente, ditador e se pudesse comia os EUA, Estado a Estado, dólar a dólar, logo ao pequeno-almoço para começar bem o dia. E é o favorito de Trump? Putin pode atacar informaticamente  Instituições que são pilares dos EUA e Trump desvaloriza, mostra-se alheio e duvidoso. E também simpatiza com Farage, o seu europeu de estimação que tão bem cumpriu o seu papel de embrulho.  Ora...
Trump é o Cavalo de Troia ideal: sem consciência e com um enorme ego no estômago onde pode transportar lisonjas e ambições, as suas, mundanas e primárias, e as do seu "role-model", inconfessáveis.

Manda o bom senso que não se declamem publicamente as evidências na ausência de provas; Mas face à gravidade das coisas, e na ausência de provas, manda o bom senso que se proclamem as evidências. O fumo denunciará o fogo.

Ontem à noite a CNN teve um exclusivo em "Breaking News" que fez cair o queixo a muito boa gente. As grandes cadeias de TV retraíram-se, ninguém sabia exactamente o que dizer e só hoje, quando Trump optou por falar, e por se recusar a ouvir as perguntas da CNN, se sentiram à vontade para abordar o delicado assunto.
A notícia está por todo o lado, não se justifica que me alongue sobre ela; sumariamente:

  • Os Russos "obtiveram" informações sobre a vida pessoal de Trump e as suas finanças, por meios informáticos e outros.
  • Existiram repetidos contactos entre membros da campanha presidencial de Trump e membros de ligação ao Kremlin.
  • Existem alegações de que o Kremlin terá financiado a campanha de Trump através de alguns dos seus associados.
Se perante isto os apoiantes de Trump continuarem a achar que "não tem importância" desisto de compreender. Mais, demito-me!


 A primeira abordagem, de ontem à noite em exclusivo, é um documento imperdível, são 11 minutos de incredulidade e constatação. De salientar o cuidado posto na sua transmissão, salvaguardando reiteradamente que se trata de um relatório de um ex-agente do MI6, conhecido e creditado pelos serviços secretos americanos e cujo conteúdo, não comprovado, se encontra sob investigação.


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CNN - 10 Jan.17
Intel chiefs presented Trump 

with claims of Russian efforts to compromise him



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BBC News - 11 Jan.17

Trump 'compromising' claims: How and why did we get here?


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OBSERVADOR11 Jan.17

PROF., ASSALTA-ME A DÚVIDA

Mas sua excelência está a falar de quê? De quanto? De quando? De como?

Nem Guterres nem Centeno... Estou totalmente rendida,  não creio que seja possível alguém baralhar tanto e voltar a dar melhor. E em 49 segundos!!!
Quem é bom, é bom, tanto fala do que sabe como do que não percebe patavina, com o mesmo à vontade e convicção.

'Bóra-lá-atão a diminuir a taxa de inflação ao juro e depois espera-se para ver
(ou seja, deixa-se apurar tapado e em lume brando).




BEM VISTAS AS COISAS

Os gerigonços andam contentes, está tudo a correr muito bem, muita paz social, muita descontracção entre os portugueses, muitos sorrisos na bancada do executivo. O presidente da república está na maior, tem índices de popularidade só comparáveis aos de Tony Carreira em época de "Festa Continente na Avenida da Liberdade" - finalmente sente-se mais amado do que Passos Coelho, esse  fedelho embirrento que chegou onde ele nunca conseguiu como líder do PSD. Com o Costa a coisa corre melhor, aquela pinta de matarruano* baixote e pegajoso destaca, ainda mais, em Marcelo o arzinho blasé e professoral que não se importa de descer até à maralha. E a maralha gosta, sente-se libertada dos grilhões da crise. Ainda bem, haja alguém.
Pela parte que me toca devo ter um sério problema de percepção, vejo a crise por todo o lado e a agravar-se; não me interessa nada a conversa, os discursos, os debates, no que toca à famigerada crise interessam-me os números, sem malabarismos nem maquilhagem, e esses não me sossegam... Mas os geringonços andam contentes...


Bem vistas as coisas até poderia haver um aumento (quase triplicado) da dívida pública se fosse justificado por um investimento público da mesma ordem ou mesmo um quanto menor... Mas não é... O investimento público caiu 24,8% em 2016, depois de ter apresentado um crescimento de 15% em 2015. Pois, por aqui não foi. 

Bem vistas as coisas até poderia haver um aumento da dívida pública se fosse justificado pelo "alivio fiscal e contributivo sobre os consumidores, as empresas e os trabalhadores", que se encontra inscrito no programa desta coisa que está a fazer de governo. Mas também não é por aí... A colecta fiscal em 2016 saldou-se por uma adição de 516 milhões de euros

Os gerigonços andam contentes mas, bem vistas as coisas, não percebo como.
Aguardo sem grande entusiasmo as cenas dos episódios de 2017, algo me diz que a trama se adensa e que a palavra de ordem será desaceleração, que em termos económicos poderemos aplicar por cá ao consumo, ao investimento, às exportações, à criação de emprego e ao PIB. 
E não, não sou eu que encarno a profecia da desgraça, basta revisitar o OE 2017 e olhar para os números, mesmo sem máquina de calcular, basta ler.


Nota - MATARRUANO:
[Informal, Depreciativo]  Pessoa rude ou pouco sofisticada. = LABREGOPACÓVIOSALOIOSIMPLÓRIOTOLEIRÃO

GEORGE MICHAEL, PARA LÁ DA MÚSICA

Ontem ao fim da tarde a BBC foi a primeira estação a notíciar a morte de George Michael. No final da notícia publicou um pedido:

What are your memories of George Michael? Did you meet him? You can share your experience by emailing haveyoursay@bbc.co.uk. 
Please include a contact number if you are willing to speak to a BBC journalist. You can also contact us in the following ways:
  • WhatsApp: +44 7525 900971
  • Text an SMS or MMS to 61124 (UK) or +44 7624 800 100 (international)
Tanto quanto sei os resultados ainda não se encontram publicados mas outros meios de comunicação social seguiram o exemplo.
Muitos testemunhos ligados ao mundo do espetáculo referiram a generosidade e solidarierade como características marcantes de George Michael.
Abaixo deixo alguns poucos exemplos que vieram a público.

No programa 'Deal or no deal' uma mulher desabafou dizendo que precisava de £15.000 para um tratamento de fertilização in vitro, valor que considerava absurdo e que nunca conseguiria pagar. George Michael  fez essa doação no dia seguinte e pediu que se mantivesse anónima. 
Certa vez encontrava-se num café onde uma senhora conversava com a empregada de balcão; a senhora chorava por se encontrar numa situação desesperada com uma dívida de £25 000.   George Michael passou um cheque que entregou à empregada e pediu-lhe que esperasse que ele saísse para dar o cheque à senhora. 
Uma colaboradora voluntária num centro de ajuda a pessoas sem abrigo contou que George Michael trabalhava com voluntário nesse centro anonimamente e pediu que não revelassem a sua identidade. 
Esther Rantzen, fundadora do ChildLine, organização de beneficência para as crianças mais vulneráveis do Reino Unido, disse à "Associated Press" que Michael doou milhões de dólares para a fundação durante anos.
E as histórias sucedem-se, não só revelando doações mas muitas delas expondo actos de grandeza de coração, de ternura, de empatia.
Que encontre Paz.