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O NUCLEO E O IRÃO

Não que seja possível passar-me ao lado mas optei por não me referir aqui à saga que tem envolvido as negociações e sequente acordo que envolve a União Europeia, os E.U.A. , a China, a Rússia, a Alemanha, o Reino Unido, a França e a União Europeia  (5+1) , por um lado e o Irão pelo outro. Bem vistas as coisas envolve a todos nós.
A questão é muitíssimo complicada, o comum dos mortais, nos quais me incluo, não sabe da missa a metade e perante tão consciente ignorância optei por estar calada.

Porém...

Se deve de haver um limite às opiniões que podemos, ou devemos, emitir acerca daquilo de que pouco sabemos, deveremos também limitar o nosso silêncio - pelo menos o mental - sobre aquilo que nos é dado a observar, no presente e na evolução histórica e socio-política que se reflecte hoje no comum habitat da humanidade.

O Irão é o que é, uma teocracia islâmica fechada, poderosa e influente sob um diáfano controlo ocidental mantido à custa de sanções económicas que a têm vindo a atrasar mas não a travar. O Irão é um espinho doloroso que pode provocar uma infecção capaz de alastrar e criar chagas generalizadas.

Então pode o ocidente, mais a Rússia e a China (aqueles que eu denomino 4+2 ) negociar e estabelecer acordos com o Irão?
Pode, está demonstrado que pode.
Como disse Barack Obama e muito bem: "É com os nossos inimigos que precisamos negociar".
As negociações prolongaram-se durante anos, estas últimas durante vinte meses mas foram possíveis. O acordo foi alcançado apesar do natural descrédito que o acompanhou, apesar - e este é um enorme apesar - da oposição sistemática dos líders religiosos iranianos.

O acordo está em cima da mesa.
Quem o leu?
Não me refiro a nós, comuns mortais, que podemos emitir opiniões sem que isso acarrete consequencias ao mundo. Refiro-me a todos aqueles que trazem um voto no bolso, que têm um microfone na frente, que decidem e influenciam. Quem o leu?

Encontram-no AQUI, todas as 159 páginas e, francamente, não é tanto quanto parece. Num final de manhã ou de tarde numa esplanada amena é companhia bem interessante.

Li inúmeros artigos sobre esta questão, ouvi opiniões de todos os quadrantes. Alguns que apenas repetem as grandes tiradas de Monsieur de La Palice e dos seus primos da direita, da esquerda e do principado do Eu-É-Que-Tou-A-Ver-Tudo; outros especialistas sensatos, outros vassalos fieis.

Tantos canteiros saltados o que colhi é resumidamente o seguinte:

O incumprimento do acordo por parte do Irão acarreta o regresso imediato e automático à imposição das sanções económicas - leia-se proíbição de exportação do petróleo - e denúncia do acordo

Em aspecto algum este acordo condiciona qualquer acção ou impõe qualquer compromisso de não inerferência na política externa do Irão, concretamente no Médio-Oriente.

O controlo sobre os meios atómicos bélicos iranianos pode ser feito de duas formas: 
- Pelos especialistas inspectores designados no acordo a qualquer momento e em qualquer lugar do território iraniano.
- Por uma acção bélica que destrua as instalações nucleares vísiveis no território iraniano

Por quê optar por uma solução bélica desde já? Não estará esta sempre disponível? Que interesses se dissimulam sob a capa da desconfiança e da propaganda do medo?


Conciso, generalista e informativo li, por exemplo o artigo da BBC dos seus especialistas em Médio Oriente

O que mais me impressionou, pela clareza dos argumentos, pelo tom humano, pela verdadeira preocupação que nos deverá tocar a todos, polítiquices, por uma vez, postas à parte, foi o de Farred Zakaria, residente da CNN e "opinion writer" do Washington Post. Não será o mais impressionante dos comentadores, é um homem que se aproxima das pessoas comuns, das que têm filhos e netos que só têm este nosso mundo para e onde viver. Politiquices à parte.

Deixo-vos este artigo/carta em vídeo CNN e no link para o texto do Washington Post.


URGENTE!!! REFERENDO AO ACORDO ORTOGRÁFICO

O referendo, segundo a Constituição (artigo 115.º - 2), pode resultar de iniciativa de cidadãos dirigida à Assembleia da República sendo para tal necessárias 75.000 assinaturas.


Quem é contra o "Acordo Ortográfico" mas ainda não assinou esta iniciativa terá tantas "culpas no cartório" quantas as que carregam aqueles que o promulgaram.

A implementação do "Acordo" foi, a meu ver, abusiva, prepotente, mas o facto é que foi implantado. Ponto. 
Aqueles que não aceitam esta situação têm obrigação, cívica e moral, de se manifestarem utilizando para tal os meios legais à sua disposição. Não utilizar as regras ortográficas estipuladas no "Acordo" pode ser muito positivo mas não resolve nada. As crianças continuam ser ser ensinadas a ler e a escrever ao abrigo daquela aberração, todos continuaremos a ler, das legendas aos clássicos da literatura portuguesa, nesse "acordês" absurdo  e grave. Dentro de poucos anos todos os portugueses terão esquecido as raízes etimológicas da sua língua. 

Se é uma questão de "deixar para depois" ou de "haverá quem assine"  saiba-se que o prazo de entrega das 75 mil assinaturas necessárias  para que seja debatida a realização de um referendo durante a próxima legislatura da Assembleia da República termina em Novembro.
Neste momento, e apesar do escandaloso número de pessoas que se manifestam contra, apenas 10 mil portugueses assinaram. Que povo estranho e atarefado o nosso...

Ainda há tempo? E  por que não já? O que mais é necessário para tomar uma atitude que terá repercussões no futuro da nossa língua, na educação dos nossos filhos e, a meu ver, até na nossa dignidade enquanto portugueses.

Por tudo isto, pela vossa rica saúde. mexam-se,

Não custa nada.
Deixo o LINK - https://referendoao90.files.wordpress.com/2015/07/folha-de-assinaturas-vertical.pdf
para a impressão de uma página de recolha de assinaturas (obviamente não é necessário que seja integralmente preenchida)
Contém a morada de envio e, em alternativa, o e-mail de envio, bastando para tal fazer um "scanning" da folha assinada.
Contém também a lista dos mandatários da iniciativa e a legislação aplicável.

RTP Notícias

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O ESPANTOSO CÉREBRO MÁSCULO

Este pessoal  dos cartazes e das publicidades anda um bocado alucinado

Estou a referir-me à nova acção publicitária da BIC, as esferográficas e isqueiros que há tantos anos passam pelas nossas mãos.

Que raio lhes deu agora? O que andam eles a fumar?

Para homenagear as mulheres (!!!) lançaram a delícia que abaixo publico:

"Think like a man"

Notável! Quase me atreveria a jurar que esta brilhante ideia surgiu de um cérebro masculino, ou  de vários...

Não resisti à facilidade com que, numa troca brejeira, se teria evitado os habituais e ridículos pedidos de desculpa por tamanha parvoeira



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SILLY SEASON 2015

Uma vez mais tenho estado mergulhada num silêncio blogueiro. Pois.
Não é que não haja assunto por onde pegar e largar, rir e chorar, elogiar e insultar, dar graças e lamentar. Há, de sobra e, creio, que é na sobra que está o busilis... A fartura é tanta que acabo por deixar cair, como se me passasse pela cabeça pegar com as mãos na areia de uma praia: o mais sensato é deixar cair e pensar noutra coisa menos inútil.


Aqueles que por aqui passam com alguma regularidade por certo já se terão apercebido de que não serei a pessoa mais "certinha", mais "ajuízadinha" do mundo mas há um mínimo que é muitíssimo conveniente preservar;
Alguma sensatez, alguma noção do que é de facto importante, a capacidade de distinguir o que é prioritário do que é apenas contextual e passageiro, a capacidade de se ser consequente não comprometendo o amanhã em nome de um qualquer impulso ou interesse nos jogos imediatistas (pessoais, "lobbistas", políticos, etc.).

Não serei a pessoa mais "certinha", nem a mais esperta, nem a mais sábia mas fico estupefacta ao observar como, em nome do que "dá jeito", pior, do que "dá jeito agora", se comprometem as situações mais sérias, mesmo que por vezes seja evidente que se poderá estar face a um "ponto de não-retorno".

Não sou pessimista, muito pelo contrário, acho que o bom-senso acaba por prevalecer, que os tiranos acabam por cair, que as conveniencias pessoais, políticas e outras acabam por ser reduzidas à sua insignificância. Serei talvez aquilo que os "profetas da desgraça" chamam uma ingénua. Como queiram, estou-me nas tintas para os "profetas da desgraça".

De que falo? Isso é relativamente irrelevante. Claro que tenho em mente estes, aqueles e outros assuntos, pessoais, sociais e mundiais, a questão não é essa.
A questão é a forma inconsequente e insensata como vejo a vida, o mundo, rolar à minha volta. Perdoem-me a imodéstia mas é assim que vejo, por cá, por lá, por além, à minha volta, à volta do mundo.

É muita areia para a minha pequena camionete, vou antes fazer um bacalhau assado ou dar banho ao cão.