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IDE-VOS CATAR, IDE.


Manifestantes pedem demissão do Governo em frente ao Parlamento« Centenas de manifestantes, na maioria trabalhadores da função pública, exigiram, esta segunda-feira, a demissão do Governo em frente ao Parlamento, num protesto convocado por vários sindicatos afectos à CGTP.

Os manifestantes concentraram-se no Largo Camões às 15 horas e desfilaram até à Assembleia da República, onde decorre, durante a tarde, a votação das propostas de requalificação na Função Pública e o aumento do horário de trabalho para 40 horas semanais, que a Assembleia da República aprovou na especialidade.»   -   In A Bola - 29/07/13 
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«A proposta do Governo sobre o aumento do horário de trabalho no Estado de 35 para 40 horas semanais foi hoje aprovada na especialidade e será objecto, esta tarde, da votação final global.
No âmbito da proposta de Lei n.º 153/XII/2.ª (GOV), o período normal de trabalho diário dos trabalhadores do Estado passa de sete para oito horas por dia. No total, os funcionários terão um aumento do horário de trabalho de 35 para 40 horas semanais já este ano.
Esta proposta, aprovada na generalidade a 11 de Julho e hoje votada na especialidade na comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública, contou com os votos favoráveis dos deputados da maioria PSD/CDS-PP. Votaram contra os deputados dos grupos parlamentares do PS, do PCP e do BE.
Estas alterações, bem como o aumento dos descontos para a ADSE e as rescisões no Estado, serão integradas na nova Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas que o executivo começou a discutir com as estruturas sindicais da função pública no mês de Julho e que tenciona implementar em Janeiro de 2014. As propostas de lei sobre o sistema de requalificação dos funcionários públicos e de aumento do horário de trabalho para as 40 horas semanais foram consideradas inconstitucionais pelos sindicatos da função pública.»  - In Sol - 29/07/13
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 Sistema de requalificação de funcionários públicos,
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«Ao abrigo da nova lei, o Governo impõe um novo regime de mobilidade especial que prevê um período máximo de 12 meses. Terminado este período, os trabalhadores poderão optar por ficar em lista de espera para uma eventual colocação, mas sem receberem qualquer rendimento, ou optar pela cessação do contrato de trabalho sendo que, neste caso, terão direito à atribuição do subsídio de desemprego.
Quanto à remuneração durante este processo, estabelece a proposta do executivo que o trabalhador receba o equivalente a dois terços, 66,7% nos primeiros seis meses e a metade enquanto permanecer nessa situação, incidindo sobre a remuneração base mensal referente à categoria, escalão, índice ou posição e nível remuneratórios, detidos à data da colocação em situação de requalificação.»
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«Estas alterações, bem como o aumento dos descontos para a ADSE e as rescisões no Estado, serão integradas na nova Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas que o executivo começou a discutir com as estruturas sindicais da função pública no início de Julho que tenciona implementar em Janeiro de 2014.» In Sol - 29/07/13
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 Os funcionários públicos menos qualificados que aderirem ao programa de rescisões por acordo – que estará aberto entre Setembro e Novembro – e os seus familiares poderão continuar a beneficiar da ADSE- In Jornal de Negócios - 29/07/13
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Não me vou alongar em comentários às propostas de lei discutidas hoje, na especialidade no Parlamento; acho que não vou sequer comentar, apenas perguntar:

1º - Por que é que os senhores funcionários públicos só devem trabalhar 35horas semanais, em vez das 40horas que são exigidas aos comuns mortais assalariados do sector privado, aquele que sustenta esta estranha nação?

2º - De um modo geral as pessoas estão de acordo em que não há que aumentar mais a receita mas que é fundamental diminuir a despesa do Estado; Há mais de dois anos que é falado  o excesso de cerca de 100 mil funcionários públicos, que até agora se tem evitado dispensar. Quando se apresenta um projecto-lei que visa  a diminuição da despesa do Estado racionalizando o número excessivo de funcionários a oposição (obviamente) vota contra? Então como se faz?
E o projecto-lei de mobilidade laboral? Acaso, no mercado de trabalho privado, cada um não tem de ir trabalhar onde lhe oferecem emprego? Tem o Estado a obrigação de garantir aos seus funcionários emprego na localidade da preferência do trabalhador e não onde ele pode ser necessário?


Ide-vos catar, ide, que o vosso catar tem graça e
o Estado já está cheio de piolhos e pulgas
para as próximas décadas

O DIA FORA DO TEMPO

Há muitos, muitos anos, na base de grande peninsula da América Central, existiu uma civilização notável sob muitos aspectos, os Maias, que se regiam por um calendário lunar: as 13 luas de ciclos de 28 dias, prefazendo um total de 364 dias, e mais um - o Dia Fora do Tempo - que completava o ciclo de um ano de 365 dias.
O ano terminava a 24 de Julho e a 26 de Julho recomeçava com o nascimento astronômico de Sirius, que se eleva no horizonte juntamente com o Sol. Entre estes o dia 25 era o dia consagrado à análise do ano findo, à meditação, à dádiva de graças, a libertar o que já não é necessário e a agradecer tudo o que foi recebido 


Também no antigo Egipto o dia 26 de Julho marcava o início de um novo ano.
A ligação dos egípcios à estrela Sírius é bem conhecida, quer do ponto de vista astronómico como no seu panteão de divindades.

 O Faraó era representado nos céus pela constelação de Órion


Durante sete dias, entre 23 e 27 de Julho a divindade principal homenageada era Ísis, a principal deusa do panteão egípcio, que se espelhava na esposa e irmã do Faraó cuja representação nos céus é a estrela Sírius.
Sendo a estrela fixa mais brilhante do céu, Sírios é, há muito tempo, vista como elo de ligação, o acesso a um estado de consciência mais elevado que auxiliaria a aceleração da evolução do  planeta e da humanidade cuja energia fundamental está associada ao Princípio Feminino do Divino, à energia da deusa Ísis.




Assim seja.

QUAL SERÁ A TUA IDADE?

Há pouco mais de um par de meses deixei aqui um texto , do escritor colombiano Santiago Gamboa, sobre as mulheres com mais de quarenta e poucos anos que achei pleno de  simplicidade realista e bem observada. Escrevi uma pequena introdução tocando o elevado preço do envelhecimento; dizia eu:  

Um homem nunca entenderá como é duro para uma mulher envelhecer; é o elevadíssimo preço que se paga por uma vida mais longa, mas o que obtemos por esse elevadíssimo preço é de facto qualidade. Poucas mulheres honestamente trocariam o que a maturidade lhes vendeu pelo aspecto que tinham aos vinte ou aos trinta anos.

Esta tarde recebi um SMS telefónico enviado por um longínquo amigo de há muitos anos, mais de vinte, quase trinta, com uma citação de Confúcio, só e apenas, sem mais.
Não estranhei, vindo de quem vem... Aliado à vertiginosa aproximação do meu aniversário natalício.

Disse assim Confúcio:
«Qual seria a tua idade se não soubesses quantos anos tens?»
Deixou-me a pensar... Mas foi mais do que isso.
Todos, ou quase, conhecemos aquela sensação de satisfação ao encontrar escrito,  por alguém com mais facilidade em se expressar do que nós, uma coisa que pensamos ou sentimos mas que não conseguimos verbalizar numas poucas palavras claras e coerentes.

Foi isso. Mas foi mais do que isso.

Para facilitar, de uma forma mais consciente ou menos consciente, tendo a atribuir às pessoas a idade que elas aparentam. Há que ter em conta que isto só pode ser aplicado a pessoas que já tenham idade para "serem responsáveis pela cara que têm". Teenagers, juniores ou seniores, não entram nesta dúbia classificação. Além de mais, o que torna mais dúbio este esboço de método, é que o que "está dentro" difícilmente se acorda com o que "está à vista", há que ter o olhar mais profundo. Os facilitismos são escorregadios.

A beleza e a inteligência desta pergunta de Confúcio é que engloba o ser e o parecer que cada um de nós contém e os faz emergir ao ponto de vista próprio. É uma fórmula simples para compreendermos a nossa verdadeira idade, se utilizada  honesta e conscientemente.

Costumo dizer que não acredito que tenho a idade que tenho; acho mesmo que provavelmente não tenho... Pois, mas como explicar(-me) isto? Ao que parece Confúcio explica... (Sim, está bem, talvez Freud também explique mas é uma complicação)
Não se trata de uma resistência frustrada ao envelhecimento, é que quando olho para a maior parte das pessoas que nasceram pelos mesmos anos que eu não me revejo, não me reconheço nelas. Por quê?

À excepção de umas boas dezenas de colegas com quem cresci, desde a idade em que entrámos para a escola até ao final do liceu, em ambiente de desusada liberdade de expressão e estimulado livre-pensamento,  dentro de regras disciplinares não opressivas mas claramente presentes e não passíveis de grande elasticidade, são raros, e muitíssimo bem vindos, aqueles com quem me consigo identificar geracionalmente - mais novos ou mais velhos.

Quer isto dizer que aqueles em quem nos reconhecemos, em termos geracionais, são aqueles com quem criamos laços de tenra idade? Não creio. Tenho amigos da minha idade muito mais "velhos" do que eu, os quais, obviamente, não cresceram comigo.

Quer isto dizer que aquilo que marca a forma como iremos amadurecer e envelhecer se delinía no tipo de educação que recebemos e no meio em que crescemos? Vou mais por aí.

Se assim é parece-me que estamos a criar gerações de velhos precoces: o nível de responsabilidade, falta de tempo lúdico, distantes relações afectivas que vimos impondo às actuais tenras gerações contém uma carga de tal forma pesada que dificilmente tenderá a gerar jovens, seja lá de que idade for.

«A vida é para levar a sério»... Hum... Será que o sábio Confúcio concordaria com isto?


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TROCADILHO SIMPÁTICO

A CAPA DO JORNAL INGLÊS DE HOJE 
 


Uma das coisas que mais gosto nos ingleses é que, na sua maioria, não sofrem de complexos de classe; percebem perfeitamente que um rei nãda tem de comum com um "patrão", um rei existe para servir o seu povo acima de quaisquer interesses político-partidarios.

DESCONFIO QUE O CAMILO ANDA A LER-ME...

Já algumas vezes aqui publiquei palavras do contestadíssimo e insultadíssimo Camilo Lourenço, com quem muitas vezes concordo, outras, não tantas, discordo e de economia, evidentemente, não discuto, pela mesmíssima razão pela qual os sapateiros não devem tocar rabecão.

Passou-me agora sob os olhos o artigo do Camilo que saiu ontem no "Jornal de Negócios" e estou cá desconfiada de que ele anda a ler-me... Até já chama TóZé àquele Zézinho que sucedeu a José... (Aah o meu José, ai se eu te pegasse...)

Ora vejam lá:

As voltas do Vira...
«Afinal o Tó Zé não vai ficar na História. Acobardou-se perante a ameaça da bolorenta dupla Soares-Alegre. Mas não está sozinho. A acompanhá-lo tem o Aníbal, o político que mais eleições ganhou em Portugal, mas não é Político. Como se viu nesta crise. Com eles está também o "irrevogável" Paulo, o Político que se afogou na sua própria vaidade. Neste vale de lágrimas, safa-se Passos Coelho que, apesar de alguns erros, ainda consegue por o país acima do partido de que é originário. Com tanta incompetência que por aí vai alguém se admira de não sermos um país desenvolvido?»
Subscrevo estas palavras que bem poderiam ser minhas, de uma ponta à outra passando pelo meio.

(Se ao menos o Camilo não fosse do Benfica, isso é que era!)


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SÓ AO ESTALO!

Imagine-se uma casa num sítio onde não passam carros, nem aviões, por onde passa uma pessoa ou outra de vez em quando.
Um sítio onde uma criança pode andar sem vigilância permanente e acurada; onde os cães andam à vontade, dentro e fora, fora e dentro sem pedir licença.

Uma casa com uma TV tão pequena que nem dá vontade de olhar
Uma casa onde há tempo e disposição para ler, preguiçar, respirar; onde há flores e árvores à volta...

Só por um bocadinho, uns dias, uma quebra no tempo e na correria, no "tenho de...".

Depois regressa-se.
O trabalho ali a olhar-nos como se não pudesse passar sem nós.

Inocentemente liga-se a TV, o computador, vai-se tomar um café e somos surpreendidos por um jornal, um noticiário no rádio do carro...

 Está tudo doido! Tomam a jogatana política por realidade social, a nuvem por Juno.
Não é possível chegar a um acordo de salvação nacional. Não é possível? Mas andamos a brincar às casinhas e aos parlamentos, ou quê? Como não é possível? Aqueles meninos não deixam?
Deixem-se de merdelices. Nem que digam agora que sim e depois façam que não - não faz mal, não seria a primeira vez, nem a segunda, nem sequer a última.
Entendam-se!

Quero ir-me embora outra vez, agarrar-me ao livro que ficou a um pouco mais de meio e fazer de conta que a realidade é a que me apetece. Ou só eu é que não posso?


O PREÇO DE UMA BIRRA

«A Bolsa nacional perdeu 2,4 mil milhões de euros na sessão mais "negra" desde Abril de 2010. Mesmo que se evitem eleições, a confiança sofreu golpe.»

 Desde que o presidente do CDS/PP, Paulo Portas, anunciou o pedido de demissão do Governo, terça-feira à tarde, os juros a 10 anos acumularam uma subida de 107,1 pontos base. Durante a sessão desta quarta-feira, a “yield” chegou a avançar 138,6 pontos base para 8,106%.
 «Os juros da dívida pública portuguesa estão a renovar máximos de Novembro após duas sessões consecutiva em que acumulou uma subida de mais de 100 pontos base.»

 «As fortes perdas das acções da banca esta quarta-feira demonstram a percepção do impacto negativo que a indefinição política terá no sector financeiro»

«Como já é patente pela reacção inicial dos mercados existe risco evidente que os ganhos de credibilidade financeira de Portugal sejam postos em causa pela instabilidade política", afirma na mesma nota.
"A acontecer tal seria especialmente grave para os portugueses, nomeadamente porque se anunciavam já sinais de alguma recuperação económica", acrescentou o presidente da Comissão Europeia.»
 «A agência de “rating” Moodys diz que as demissões ministeriais criam incerteza política e incerteza em torno da política orçamental em Portugal daqui para a frente»

 Música para o Paulo :
 

O INCANSÁVEL HUMOR LUSO

In Imprensa Falsa
Qualquer semelhança com a coincidência é pura realidade
Terça-feira, 02 de Julho de 2013

Portugueses até vão para a rua mas depois lembram-se de Seguro e voltam para dentro


Não é verdade que os portugueses sejam um povo calmo e sereno. Na verdade, os portugueses até estão sempre prontos para uma boa revolução, só que depois pensam melhor.

Nos últimos tempos, a maioria dos portugueses tem andado numa azáfama, para cima e para baixo. Vêem qualquer coisa, uma notícia, um discurso, passam-se completamente da cabeça e metem-se a caminho da rua para se manifestarem, mas entretanto lembram-se de Tozé Seguro, começam a imaginá-lo em São Bento, e voltam logo para dentro.

«Então, querido, não te ias revoltar?», perguntava Simplícia, esta terça-feira ao início da noite. «Ia, sim, Simplícia, mas quando ia partir a 

primeira montra lembrei-me do Seguro», explicou Simplício. 

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AS FACES DE TÓ-ZÉ
FUTURO PRIMEIRO MINISTRO
@RealGana
 
    
 

     Agora a sério...

A malta vai mesmo votar neste gajo, sabem...

DESABAFOS


O PORTAS PIM, O PORTAS PUM!

Está visto, o Paulinho queria o Ministério das Finanças para o CDS/PP
Mas a vida não é assim, a vida é madrasta e não nos dá sempre o que a gente quer... Paulinho não está habituado, não tem madrasta, é muito filho da sua mãe... Aah, pois que é!

Diz-se assim na "Negócios on line":

«A gota de água foi a escolha de Maria Luís Albuquerque para substituir Vítor Gaspar, que apresentou ontem a sua demissão. Paulo Portas queria um novo responsável nessa pasta capaz de operar uma verdadeira mudança de política e não uma solução de continuidade, como considera ser a que corresponde à promoção da ainda secretária de Estado do Tesouro que tem tomada de posse marcada em Belém para as 17h00.»
É óbvio que Vítor Gaspar indicou a secretária de Estado do Tesouro, Maria Luís Albuquerque:

«O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, havia já acertado a data de saída do ministro das Finanças, Vítor Gaspar, há semanas, bem como decidido o nome da secretária de Estado do Tesouro, Maria Luís Albuquerque, para herdar a pasta»  in Diário de Notícias - 2 Julho

É óbvio que Paulinho se passou dos carretos.
É óbvio que Passos Coelho não cedeu e, a meu ver, muitíssimo bem.

É óbvio que Paulinho, a bem da nação, está pronto a negociar com o PS a sua participação numa maioria parlamentar.

O resto, como sempre, que se lixe.
Podemos lixar-nos todos, menos ele.
Mas cuidado Paulinho, a vida é madrasta, mesmo para aqueles que são muito filhos da sua mãezinha...

Tenho de parar de escrever imediatamente ou acabaria dizendo os quês e os comos  ditados na linguagem que me está assoberbando a cabeça e não me ficaria bem; não quero envergonhar os meus pais que, com tanto esforço,  me incutiram  princípios de boa educação.
Paro  aqui, de resto a Imprensa - estrangeira - já diz tudo.


ACTUALIZAÇÃO - 19H 50 .

OU SERÁ QUE A COISA AINDA É MAIS PORCA??? 
«O gabinete de Pedro Passos Coelho afirmou à TSF que o comunicado divulgado por Paulo Portas esta tarde não reflecte o envolvimento que o ministro dos Negócios Estrangeiros teve no processo de escolha da equipa do ministério das Finanças.»   A notícia no "Negócios on line"
Repescando palavras aqui escritas a 19 de Junho último:
Ontem (18 Junho) o camarada Paulo Portas fez uma impecavelmente bem discursada prática deste tipo de actuação. De dar vómitos, naúseas, tremuras e tonturas.
Como é que um tipo que tem os pés no governo e que, ciclicamente, vem dar o seu pézinho de dança no baile do «Eu não concordo mas tenho de deixar passar a bem da estabilidade governativa», não tem a menor sombra de vergonha ao proclamar uma série de medidas que, sabe ele muitíssimo bem, não foram, nem serão tão depressa implementadas, pela simples razão de que não há meios para o fazer?
Como?
O Paulinho é malandreco, ansioso, mas não é parvo. Traquinas mas nada parvo mesmo.
Mas, até hoje, aquela cabecinha tão capaz, não conseguiu ser número um em parte alguma à excepção do seu CDS/PP...
O tal CDS que era do borra-botas do Freitas quando o Paulinho militava na JSD, onde, claro, também nunca foi número um.
.../...
 Não tem tido quem lhe faça sombra no CDS, é um facto, mas não chega. Não chegou para  ter sido mais do que o número dois, ou três,  com o PS, não chegou para deixar de ser apenas o número dois (mais outra vez) com o PSD, e menos ainda chega para ser o número um sózinho.
O Paulinho não se conforma...   Faz mil tropelias, puxa tapetes devagarinho só para fazer tremer sem cair, apresenta-se como o homem que compreende e está do lado do povo, muito mais do que quem lhe faz sombra.
 I rest my case

 VIVA EU! HÁ MAIS ALGUMA COISA? - Maio 29, 2011

 PAULO, O VORAZ - Junho 03, 2011




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A ESQUERDA FESTEJA A VITÓRIA DA DIREITA !!!

A ala direita do governo está em festa
Paulo Portas, persistente e tenaz, passados os santos populares, festeja toda a corte celestial; as suas preces foram ouvidas.

Gaspar fartou-se (como eu o compreendo...)

A esquerda festeja esta vitória da direita...
Ele há coisas...

Compreende-se. Quanto mais falhas houver a apontar ao cumprimento exigido a Portugal maior é a festança. Pois, mais quando o mar bate na rocha que se amola é o mexilhão
Não faz mal, até faz bem - quem viveu 1975 sabe muito bem o que é a "política de terra queimada - estamos em pleno PREC


Deitai os foguetes, mas não se esqueçam de quem vai apanhar as canas



VIVÁ GREVE!

Não tinha ainda passado por aqui para abordar a última greve geral, de há três dias, porque andei com a cabeça virada para coisas mais sérias e muitíssimo ocupada mas agora resolvi dedicar uns minutos à dita greve porque gostei.

É verdade, gostei mesmo, cada vez que há uma greve geral eu gosto mais. Só não escrevo uma carta para a Intersindical porque era tempo perdido, sei que não me ligariam nenhuma: o rancor que lhes corre nas veias é exponencialmente superior a qualquer incitação motivadora que lhes possa dirigir.

Reconheço que é um método que sai caro, muito caro, a este nosso sacrificado país mas parece-me que a colheita vale o esforço da sementeira.

Gostei de ver os piquetes de greve aos portões da Carris (quem controla os transportes dirige as idas para os locais de trabalho) não deixando trabalhadores entrar para fazerem o seu serviço, não deixando autocarros sair para transportarem as pessoas que os aguardavam às dezenas nas paragens.
Também gostei de ver a polícia transportando os arreigados "piqueteiros" - quatro polícias pegando em cada "piqueteiro" e resolve-se sem violência e sem a tão desejada vitimização.

Gostei imenso daquele grupelho de "democratas", com direitos mais importantes do que os direitos dos "outros", que se dedicaram a cortar uma das vias de acesso à ponte 25 de Abril. Isto sim, é respeito pelos direitos dos cidadãos e pela democracia!

E que agradável que foi ouvir as entrevistas ao pessoal que andava, ou se deitava, pelas lusas praias a dizer que estava em greve e aproveitava o dia de calor abrasador para um descanso  feito de Sol e mar como se manda nos canhanhos. Também havia a versão «Não pude ir trabalhar, não tinha transportes... Olhe vim para a praia». Ahh a greve é uma festa!
Assim sim, «o povo é sereno, é só fumassa», como dizia o Almirante Pinheiro de Azevedo... Que também disse, quando cercado na Assembleia: «Eu quero que os trabalhadores vão barda-merda»...

Já menos agradável, mas positivamente significativo para a sub-reptícia questão que aqui abordo, foi o que me disse um incansável funcionário das Finanças do bairro fiscal que me toca, que me respondeu assim na véspera da greve: «Não sei quando lhe posso resolver isso, experimente passar por cá na segunda-feira; Amanhã há greve, quer a gente queira, quer não queira, a última vez puseram-nos cá uma bomba que não feriu ninguém por milagre, estavam os funcionários a entrar para trabalhar... E na sexta-feira, já se sabe, é uma barafunda para já não falar dos que vão estar doentes...»

As pessoas estão com falta de dinheiro, cheias de preocupações, muitas delas por sentirem perigar os seus postos de trabalho; querem que as coisas corram bem nas suas empresas empregadoras porque, caso contrário, correrá mal para todos...
E depois vêm uns tipos que, para fazer vingar as suas politiquices de "bota-abaixo", dê por onde der, custe a quem custar, fazem greves exigindo o impossível, destabilizando, chateando, baseados em razões estafadas e sofismadas.
A bem de quê?

Venha mais uma, com muitos piquetes e cortes de estradas, ameaças e imposições. Talvez , mais depressa do que pensam provem do vosso xarope amargo e revoltado.


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