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Se eu fosse Kadhafi estava na maior

Primeiro foi aquela barracada da libertação de um terrorista que matou 270 pessoas que seguiam pacificamente a bordo de um avião. Já foi há uns dias, já não é notícia, já foi.
Tenho andado a remoe-la, a rosnar para dentro de vez em quando. Bem sei que "não é nada comigo": eu nem sou escocesa e já tenho assunto que exceda o "quanto baste" para rosnar cá com o nosso governozinho... Era só o que faltava agora andar a rosnar ao governo dos escoceses, eles que se amanhem - whisky e Sean Connery aparte, até passo muito bem sem eles.
Mais importante do que não ser escocesa é que não conhecia nenhum dos 270 passageiros assassinados pelo doentinho libertado por "razões humanitárias". Por razões humanitárias? Mas haverá algum virus que ataque o cérebro dos governantes e os leve a pensar que tudo o que lhes ocorre dizer passa a ser credível? Julgarão que os outros, todos os outros, são parvos ou estão-se mesmo "nas tintas" para a credibilidade? ( E para a vergonha, e para a honra e para os seus próprios filhos que têm pais assim).

Claro que os coitados dos Scots foram traídos... A "barracada" passou a ser publicamente escandalosa. Haviam condições acordadas sobre a libertação de al-Megrahi que não foram respeitadas; era suposto a definhada figura chegar a Tripoli sob a maior discrição, nada de festas, de entradas triunfais, de recepção pelo Kadhafi himself.

Bem vistas as coisas esta foi a única parte que achei bem feita. Se eu fosse lider de um país conhecido pela excelência das suas formações de combatentes terroristas e conseguisse a libertação de um tipo, condenado a prisão perpétua, após oito anitos de cativeiro, obviamente faria uma festa de arromba, deitava os foguetes e apanhava as canas enquanto me riria desalmadamente de um Ocidente em crise económica e energética vendido na sua honra pelo preço dos seus mortos, despojado do respeito pelos seus vivos.
Oito anos pela vida de 270 pessoas e vai lá morrer a casa descansado, recebendo o calor dos teus e as honras que por lá te são devidas - por razões humanitárias... Está bem, mas humanitárias por que lado da humanidade? Pelo lado dos que matam, pelo lado dos que morrem ou pelo lado dos que perderam os que amavam?

Tenho de repensar se quero continuar a beber whisky, desconfio que aquilo faz mal, acho que me vou passar para o bourbon ou para o Tennessee whiskey.




Ainda não refeita desta imoralidade absoluta, qual é o meu espanto quando hoje ao abrir a Euronews dou com a notícia da visita de Berlusconi à Líbia e o vejo nos braços de Kadhafi a celebrarem o primeiro aninho do Tratado de Amizade entre Roma e Tripoli.

Se acerca de Kadhafi não se me levantam quaisquer dúvidas, verdade seja dita, vindo de Berlusconi nada me surpreende. Mas... Pelo menos este não vem com a música celestial das razões humanitárias, a coisa é clara: toma lá 1200 Km de auto-estrada para ires sonhando e planeando a "União Árabe" que nem Lawrence, que nem Príncipe Feisal, tu o "Rei dos reis de África"(1*), e, para além do mais leva lá, com a dita, os emigrantes líbios e, sobretudo, somalis que tentam entrar ilegalmente em Itália às centenas. O que depois acontecerá com esses insatisfeitos furagidos do "Reino da Felicidade" (2*), Berlusconi não tem nada com isso, ele nem é líbio... Se se encontram "desaparecidos" 90 desses imigrantes (3*) - que não se podem considerar refugiados - isso é um assunto que não interessa nada agora.

(1*)
euronews – Coronel Kadhafi, actualmente, intitula-se Rei dos reis de África, e o decano dos líderes árabes. Escreveu o “Livro Verde” que trata da questão da democracia, da sociedade e da economia. Esteve na origem de importantes projectos… que lhe resta fazer, Coronel Kadhafi, tem outras aspirações?

Kadhafi
– Na verdade, tenho esperança que a Unidade Árabe possa ver a luz do dia, de um modo ou de outro, pois os árabes conheceram a divisão num mundo de alianças e de grandes entidades.
Estão reduzidos a bocados de papel, tal como uma pluma levada pelo vento. Talvez os árabes já estejam prontos para fazer a Unidade Árabe. Digo mais: espero ver nascer uma união árabo-africana.

(2*)
euronews – Coronel Kadhafi, quando me passeava pelas ruas de Tripoli, pude ler um slogan em destaque que dizia: “aqui onde passeia, reina a felicidade”. Pensa, verdadeiramente, que, 40 anos depois da revolução, o povo líbio é feliz?

Kadhafi – Em primeiro lugar, não vi esses slogans e não sou responsável. Ao contrário de vocês, não posso andar livremente na rua para poder ler esses slogans. E mesmo se passar na rua, é no meio de uma comitiva, e não tomarei conhecimento do slogan. Mas se é assim, as pessoas que o fizeram estão animadas pela boa vontade. Pensam bem do poder e eu alegro-me com isso.

(3*)
euronews – .../... Há um acordo segundo o qual os imigrantes clandestinos devem ser repatriados para a Líbia. E ontem, a Líbia recebeu 90 imigrantes que tinham chegado ao largo de Itália. Que vai fazer desses imigrantes, vão ter direito de asilo ou que se vai passar, exactamente, com eles?

Kadhafi – Não é, absolutamente, uma questão de asilo. O asilo abrange um número limitado de pessoas por razões políticas ou seguir a uma guerra ou a catástrofes naturais. Mas estamos a enfrentar vagas de imigração sucessivas em direcção à Europa por causa da pobreza que reina em África- Os africanos pensam que as suas riquezas foram pilhadas e por isso correm atrás das riquezas. Quando trabalham na Europa, pensam ter o direito porque é a Europa que goza as riquezas de África.

Alex - Sim Côrôné, mas parece-me que não respondeu, que vai fazer desses imigrantes, o que se vai passar, exactamente, com eles? Cadê os somalis Côrôné?


Há pouco, mesmo antes de começar a escrever aqui, abri a página do DN - Globo para ir buscar as respostas do Côrôné; por acaso olhei para a direita, onde se encontram as "Notícias relacionadas", e encontro a seguinte delícia publicitada pela agência Lusa:

«O Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, desloca-se terça-feira a Tripoli para assistir às comemorações do 40.º aniversário da revolução que levou ao poder o actual líder líbio, Muhamar Kadhafi.»

«Também por convite das autoridades líbias, a Força Aérea Portuguesa participará no desfile aéreo,.../...»

«O líder líbio celebra terça-feira 40 anos no poder, um aniversário coroado por recentes vitórias diplomáticas no Ocidente e pela forte influência que o regime de Tripoli exerce no continente africano.

Para a ocasião, as principais ruas da capital líbia vão estar decoradas com milhares de lâmpadas coloridas e os muros da cidade vão exibir centenas de fotografias e frases de saudação ao líder.

As comemorações acontecem dias depois da libertação de Abdelbaset Ali Mohamed Al-Megrahi, o líbio condenado pelo atentado de Lockerbie (Escócia) em 1988, que matou 270 pessoas.»


Ora bem, está visto que o mundo é redondo; É muito redondo e é um mundo onde tudo se compra e tudo se vende desde que hajam camelos e interesses que se sobreponham a tudo o que seria ético e natural. Mas neste ponto a coisa já me diz respeito porque esse Luís Amado não é escocês, nem italiano, nem líbio. Não é sequer um português que possa agir individualmente sem ter de prestar contas seja a quem for; é um Ministro de Estado e Ministro dos Negócios Estrangeiros

(Que bem apelidado este ministério, não dos Assuntos Estrangeiros, das Relações Exteriores ou coisa assim - Negócios - está muito bem escolhido.)

Fará em Dezembro próximo dois anitos que o nosso Governo recebeu o Côrôné, com o seu numeroso séquito, os seus homens armados, e o hospedou gentilmente no Forte de S. Julião - residência oficial do Ministro da Defesa, coisa apropriada - onde Kadhafi montou a tenda e assou carneiros.

(Mas que "panca" esta rapaziada do governo cá do burgo tem por este tipo... Diz-me com quem andas...)

Agora vai o Ministro à festa, vão os aviões da Força Aérea Portuguesa e a malta paga. Espero que esse tal Luís Amado tenha oportunidade de se cruzar com Al-Megrahi durante as festividades, assim ao menos a merda, perdão, o circulo é completo.

Quando nosso José levou o Amado, Luis
à tenda do Côrôné

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UM TIMING PERFEITO...

O ÚLTIMO DE UMA DINASTIA POLÍTICA


TED KENNEDY
O HUMANISTA
1932 - 2009





O MEU LINK PREFERIDO AQUI





Sen. Edward Kennedy wrote this children's book about his dog.


POLITICAL TIME LINE


(EXTRACTO - completo in http://kennedy.senate.gov/senator/timeline.cfm)


2009 - Senator Kennedy championed the health and employment provisions of the American Recovery and Reinvestment Act, which included incentives for the adoption of health information technology, provisions to expand access to unemployment insurance and to help those who lose their jobs to keep their health insurance, and investments to improve the quality of health. Senator Kennedy was also a leader in passing the Lilly Ledbetter Fair Pay Act to restore workers’ ability to fight pay discrimination, the first major legislation signed by President Obama. In addition, Senator Kennedy and Senator Hatch, led the enactment of the Serve America Act, which expands service opportunities for Americans of every age. Senator Kennedy has long been a leader in seeking to strengthen federal hate crime law. In 2009, the Senate passed the Matthew Shepard Hate Crimes Prevention Act as part of the National Defense Authorization Act, and is working to see that this long-overdue legislation is finally enacted into law.

Senator Kennedy’s Health Committee was also the first committee in Congress to pass comprehensive health reform legislation called for by President Obama — the Affordable Health Choices Act that will reduce health costs, protect individuals’ choice in doctors and plans, and assure quality and affordable health care for all Americans.

2007 - .../...
Senator Kennedy’s College Cost Reduction and Access Act authorized the largest increase in student aid since the GI bill in 1944 and established a loan forgiveness program to allow more college graduates to go into public service. The Senator held the first Congressional hearing on Iraqi refugees, and was the lead sponsor on legislation granting special immigrant visas to Iraqis who worked with U.S. forces. Following an immigration raid on a factory in Massachusetts, Senator Kennedy worked with the Department of Homeland Security to develop guidelines on humanitarian screening for workers arrested in such raids.

2001 - Senator Kennedy’s College Cost Reduction and Access Act authorized the largest increase in student aid since the GI bill in 1944 and established a loan forgiveness program to allow more college graduates to go into public service. The Senator held the first Congressional hearing on Iraqi refugees, and was the lead sponsor on legislation granting special immigrant visas to Iraqis who worked with U.S. forces. Following an immigration raid on a factory in Massachusetts, Senator Kennedy worked with the Department of Homeland Security to develop guidelines on humanitarian screening for workers arrested in such raids.

1997 -With Senator Hatch, Senator Kennedy led the successful effort to enact the major Children’s Health Insurance Program, which has brought quality health care to millions of children in low and moderate income families. It is the most significant health care legislation in many years.

1989 -
Senator Kennedy won pa
ssage of the National Military Child Care Act, which established the Defense Department’s child care system that is still viewed as one of the best in the country today.

1983 - Senator Kennedy becomes a member of the Senate Armed Services Committee. He strongly supports nuclear arms control and opposes the Star Wars Program to expand the nuclear arms race into space.

1975 -
Senator Kennedy was an original cosponsor of the Education for All Handicapped Children Act,
which later became the Individuals with Disabilities Education Act and requires a free and appropriate public education for children with disabilities in every state.

1973 - Senator Kennedy continues to improve legal services and emergency health services for the poor, and improve educational opportunities for persons with disabilities. After the revelation of several life-threatening research projects with human subjects, many of whom were Americans who were minorities, institutionalized or incarcerated, Senator Kennedy’s Health Subcommittee held 11 days of hearings into the ethical implications of human experimentation. These hearings resulted in strengthened regulation of human experimentation and the establishment of the National Commission for the Protection of Human Subjects in Biomedical and Behavioral Research. In addition, Senator Kennedy and Senator Hugh Scott sponsor legislation f
or public financing of Senate and House elections. The bill is approved by the Senate but not the House.

1967 - "Senator Kennedy was a strong supporter of the school reforms in the Elementary and Secondary Education Act, the first comprehensive federal aid for public schools. He also made his first speech that openly questioned the Vietnam War.

1962 -
Edward M. Kennedy is elected to the United States Senate.





August 26, 2009

FOR IMMEDIATE RELEASE

Senator Kennedy has authored more than 2,500 bills throughout his career in the United States Senate. Of those bills, several hundred have become Public Law. Attached is a sample of some of those laws, which have made a significant difference in the quality of life for the American people. Download the PDF document of his accomplishments here.


O ÚLTIMO ANIVERSÁRIO

THE WHITE HOUSE BLOG

MONDAY, MARCH 9TH, 2009

A Salute to Senator Kennedy






«President Barack Obama led a Kennedy Center crowd in a performance of "Happy Birthday," capping a star-studded musical birthday tribute to ailing Sen. Edward M. Kennedy.

The Massachusetts Democrat was honored at the Kennedy Center at an event Sunday night hosted by comedian Bill Cosby. Actresses Lauren Bacall and Bernadette Peters, singer James Taylor and conductor John Williams were among those who performed.

Toward the end of the gala, Cosby introduced Obama to loud applause from the performers and the audience. The president strode to the center of the stage and then conducted the performers in the birthday tune. Kennedy stood and delivered a thumbs-up from his balcony, where he was accompanied by first lady Michelle Obama.

The president later met Kennedy in his box as the performers sang "The Best Is Yet to Come."

Caroline Kennedy presented her uncle with her family's Profile in Courage Award, paying tribute to his efforts to reform the U.S. health care system. When reform becomes a reality, Caroline Kennedy said: "We will all have you to thank. ... We love you, Uncle Teddy.»




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HAJA DEUS, PINHEIRO...

Nestas coisas do que se diz ou escreve, das opiniões que se manifestam, não sou grande apologista das "reprises" - o que está dito, está dito, adiante - mas hoje ao deparar com uma entrevista do João de Deus Pinheiro veio-me logo à cabeça uma conversa que já tenho tido quando me vêem com a história das fidelidades partidárias e que também por aqui, pelo Real Gana, manifestei sob o título "O Apagão Partidário", de que deixo uns pequenos parágrafos só para situar as ideias:

(No PSD) Ficaram por lá os que estavam à espreita, os que sabem esperar, os que se estão nas tintas para o país mas sabem que um partido dá sempre jeito para o tráfico de influências, para os seus lobizecos das negociatas.
E mais uns quantos idiotas que desde jovenzinhos sonham com a política como estrelato e protagonismo.
E mais uns quantos bem intencionados que acreditam que existe mesmo oposição, que esta é possível à revelia das reuniõezinhas privadas, pluri-partidárias, a cheirar a charuto, a whisky e a esturro.
.../...
O PS "já era", como partido, não como Força Política, pela mesma razão que não existe o PSD: não existe seriedade, honestidade político-partidária, não existe "amor à camisola" na classe política - nas bases sim, ainda, um pouco, mas as bases não mandam nada.
.../...
Quando chega a hora de tocar para o jogo não há partidos nem fidelidades, não há compromissos programáticos nem com o povo. (O Povo? Raio, como é que o povo aparece aqui, a propósito de quê? O país? Ora, o país está de rastos, isto não tem safa, não sejam anjinhos. Cada um que trate é da sua vidinha o melhor que puder... .../...).


Voltando à carga...
Pois afirma o Senhor, perdão, Professor João de Deus Pinheiro numa entrevista que a " I" publica hoje em parte e amanhã na totalidade (pela "parte" q
ue me tocou francamente dispenso o todo):

« João de Deus Pinheiro regressa à política nacional, como cabeça-de-lista do PSD por Braga. À falta de uma maioria absoluta para os sociais-democratas e mesmo que o CDS seja um aliado mais "natural" o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros de Cavaco Silva apoia claramente uma coligação com o Partido Socialista: "A única maioria viável é uma maioria do Bloco Central".


I -Se o PSD não conseguir uma maioria absoluta prefere um governo minoritário ou de coligação?


JDP - Qualquer dos dois pode funcionar bem. Tem de se fazer uma coligação um bocadinho como fazem os holandeses. Os holandeses demoram normalmente um mês a fazer um governo de coligação. Porque negoceiam as medidas mais contenciosas entre os partidos de coligação para antes de irem para o governo terem uma solução sobre esses contenciosos. Em Portugal temos pouco essa tradição. A tradição é mais de negociação sobre um ou dois temas e depois de distribuição das pastas. Mas se houvesse a possibilidade, com a mediação do Presidente da República, ou de alguém por ele nomeado, de os principais partidos, neste caso o Partido Socialista e o PSD, se sentarem à mesa e se entenderem sobre algumas questões cruciais para o futuro de Portugal, seria muito benéfico para o país. É quase um governo de salvação nacional que nós precisamos neste momento.»

Nada disto me faria qualquer espécie se não viesse de quem vem; que alguém defenda um governo de coligação "Bloco Central" não é coisa para grandes reparos - "chacun s'amuse à ça façon" - mas o João de Deus Pinheiro? O mais "tio" de todos os pretendentes a "tios"... Um "mêmo à séria", de Cascais e tudo... Sim, o Prof. chega mesmo para ser "tio" do Pedro Santana Lopes...
O João das calças encarnadas sabe muitíssimo bem que isto por cá não é a Holanda, mesmo que não soubesse os anitos que passou em Bruxelas ter-lhe-iam ensinado.

O Prof. terá equacionado que mais vale um lugarzinho num governo partilhado do que dois lugarzinhos a voar; isto das legislativas não está fácil, a "Campanha" não se apresenta promissora e a vontade popular é um quanto imprevisível, pelo menos a esta distância. Isto não está fácil e os campos de golf andam caríssimos...

(Nesta altura talvez comecem a desconfiar de que eu não gramo o Tio João... Não desconfiem... Tenho várias e válidas razões.)

A vida é dura e muito tem de fazer um homem para montar o camelo do poder.
Falta de conhecimento meu, invejas quiça... Para dar a mão à palmatória aqui vos deixo um singelo vídeo no qual se pode testemunhar a grande humildade deste homem que tão animado nos conta
<como achou tanta graça a perguntar a Henry Kissinger "e quem é você?" que (humildemente) nem se apercebeu que Kissinger, dentro do Palácio das Necessidades quando João era ministro dos Negócios Estrangeiros, não sabia, de facto quem ele era; Ele, o homem que foi o escolhido pela "mulher, de longe, mais gira do I.S.T., e não só, de toda a universidade portuguesa"; Ele, o único português a ter tido a honra de lhe ser atribuído o grau de "Doctor of Science", a título excepcional; Ele, o homem que deixou de fazer a barba – de manhã – durante a época do 25 de Abril, não por razões revolucionárias mas porque "feitas as contas percebeu que poupava 10 minutos por dia, o que ao fim de 11 meses são 3 300 minutos, o que dava para passar mais 10 dias de férias..." Notável! ( E eu que levo 20 minutos no duche...)
E ainda, por último, a foto do seu "swing" perfeito, pouco habitual porque o seu "swing" é feio – diz ele, custa-me a crer – ao contrário do "swing" da sua mulher o do seu filho B'rnáárdo...


Então alguma vez eu iria dizer algo menos simpáctico acerca de tal figura? Essa agora, ele fala por si... a vida plena de feitos e honras deste português aberto ao seu país e cheio de vontade de colaborar com os socialistas, a bem da Nação.


PINHEIRO, João de Deus.
Nasceu em Lisboa (S. Sebastião da Pedreira) em 11 de Julho de 1945.
Professor universitário e político. Licenciado em Engenharia Química Industrial pelo Instituto Superior Técnico (1970), obteve o seu doutoramento em Engenharia Química na Universidade de Birmingham, Inglaterra, em 1976.
Iniciou a sua carreira académica na Universidade de Lourenço Marques, em 1970, transitando para a Universidade do Minho, em 1975, onde foi de Assistente a Professor Catedrático. Exerceu aí também as funções de Vice-Reitor e Reitor.
Eleito Deputado em 1985,1987 e 1991, foi Secretário de Estado da Educação e Administração Escolar no VIII Governo Constitucional, Ministro da Educação no IX Governo Constitucional, Ministro da Educação e Cultura no X Governo Constitucional e Ministro dos Negócios Estrangeiros nos XI e XII Governos Constitucionais. Entre 1993 e 1999, exerceu funções de Comissário Europeu.
É desde o ano 2000, Reitor da Universidade Moderna,
Administrador da Galpenergia,
Presidente do Conselho de Administração da Lusotur-Golfes,
membro do Conselho Superior da Fundação Ilídio Pinho,
do Conselho Consultivo do Banco Privado Português,
Presidente da Assembleia Geral da World Monument Fund e do Conselho Fiscal da SAPAS.
Publicou mais de seis dezenas de trabalhos em revistas e livros nacionais e estrangeiros, versando sobretudo temas no âmbito da Engenharia Térmica e produziu mais de 300 conferências e publicações no âmbito da sua actividade pública. Mais recentemente estreou-se na ficção com a publicação do romance “Eu abaixo assinado” (Editorial Notícias, 2000).
- Hobbies: escrita, pintura, golfe e bridge


FRASES ANTIGAS, Saudades loucas...

"Quando essas críticas vêm do PS, significa que já não têm esperança de voltar a ser Governo e que estão a reboque do PCP e do Bloco de Esquerda. Isto já é uma boa novidade", acrescentou o cabeça de lista da coligação PSD/CDS-PP."

Deus Pinheiro afirmou que PSD e CDS-PP "têm estado consonantes nas suas mensagens". "Até agora não senti qualquer divergência, sinto até uma grande convergência. Cada vez mais a coligação faz sentido em nome de Portugal", disse o cabeça de lista da coligação, acrescentando que se tem sentido "muito confortável" como 'número um' da lista "Força Portugal".

Eleições europeias 13 Junho 2004 - in Público

deus... deus?


ESTOU LOUCA COM JOSÉ

"O primeiro-ministro acredita que a economia vai começar a inverter a actual tendência de queda já em 2010.
«a economia está num momento de inversão»
Isto «manter-se-á até fim da crise, que se inverterá já em 2010»."
in Público

Ou seja:

  • Se José ganhar a legislativas, foi o seu governo, ou talvez melhor dizendo, executivo, que conseguiu inverter o declínio económico.
  • Se José perder as legislativas, quem vier depois nada mais fará do que colher os louros da sua certeirissima política.

Só uma pergunta, já algum de vós, lá por casa, lá pelo trabalho, se deu conta da inversão da economia?
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«Estou sinceramente convencido que o país cometerá um erro terrível e que as gerações futuras se arrependerão se não avançarmos com o TGV»

Pois sim!
Será que José ainda se lembra, se é que alguma vez soube, quantos quilómetros vão do Minho ao Algarve? De Lisboa a Badajoz? Etc, etc.?


Será que José julga que um TGV pode andar em "pára/arranca" ?

Que José queira ligar a "libertação TGV" a uma "oferta sua" - «TGV JOSÉ» - ao bom povo português, como Salazar ligou o seu nome à primeira ponte lisboeta sobre o Tejo, bem o entendo. O que eu já não entendo tão bem é como é que José pensa que consegue vender o TGV ao bom povo com tão baixa argumentação e tão elevados custos.

E, ainda que o TGV fosse de facto um bem necessário, o que não acredito de forma alguma, será que seria imprescindível que nos atirássemos à façanha do TGV AGORA?
Os TGV's estão em saldo? Vão acabar? "It's now or never"?

Arre José, ainda que fosse um investimento formidável, O PAÍS ESTÁ DE TANGA. Uma gargantilha de diamantes, um Rembrandt, 999Ha no Ribatejo tamb
ém são excelentes investimentos e eu bem sei porque não os faço... Além de não precisar, sim, posso viver sem qualquer deles, não me parece que fosse uma ideia limpinha adquiri-los e deixar para outrem pagar.



«quando vivia na Covilhã, demorávamos 5 horas a chegar a Lisboa. Queríamos uma auto-estrada que nos permitisse chegar mais rapidamente a Lisboa e agora existe. Não foi um investimento bem feito?»

Primeira pergunta: Quais são as semelhanças entre uma auto-estrada e um TGV?

Segunda pergunta: Quais são as diferenças entre uma auto-estrada e um TGV?

Pois é José, nesta, como em muitas outras questões da vida, o mais importante não reside nas semelhanças mas nas diferenças, percebeu? (Duvido...) Além disso, e lá pela Covilhã que me perdoem, mas se não tivessem construído a auto-estrada talvez José se tivesse ficado por lá...

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«Parte-se-me o coração». Foi assim que José Sócrates demonstrou esta quarta-feira a sua solidariedade para com os clientes do BPP que têm o seu dinheiro em risco, por terem sido «enganados» pelo banco.
in Público

Sobre esta afirmação de José não posso expressar o que me ocorre dizer... Abstenho-me, "noblesse oblige".
(Deixem-me lá manter o blog dentro dos mínimos de higiene linguística aconselháveis)


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Questionado se achava que é um bom primeiro-ministro, Sócrates admitiu-o:
«Es
tou muito satisfeito comigo. É preciso auto-confiança para andar na vida pública»

Como diria a menina Arlete, rapariga prá-frentex e desinibida: «É precisa muita auto-confiança para se assumir que se anda na vida pública».

De resto, ainda bem que José está muito satisfeito consigo próprio, haja alguém...
Ao que se diz por aí, nem a sua mãezinha anda muito contente; que diabo, era escusado Portugal inteiro saber...



Atenção, a foto ao lado é da menina Arlete, não da mãezinha de José.




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T'Á BONITO...

«Se a empresa que fabrica bandeiras monárquicas estivesse cotada na Bolsa, eu já estava a comprar acções.»

Citado de: Blog "Corta-Fitas", postado por Duarte Galvão
http://corta-fitas.blogs.sapo.pt/3147962.html


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Não pensei voltar a este assunto de bandeiras, pelo menos tão depressa. Confesso que tenho estado numa serena expectativa relativa à próxima, prometida e devida, brincadeira da rapaziada.
Mas a rapaziada agora já é outra, e como outra e apoiante se assume.

A forma como a comunicação social aborda a notícia subiu um meio tom e tem um ar vagamente mais sério.

E esta do "Jantar de desagravo" com a colaboração de, e cito, "republicanos com bom feitio", com oferta de uma bandeira portuguesa da monarquia aos homenageados...
Que haverá a esperar daqui? Que coelhinho sairá desta cartola?

A minha serena expectativa foi um bocadinho abanada com estas notícias, em especial aquela sobre o jantarito; confesso, tenho as orelhas em pé.

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Público
- última hora

Acção levada a cabo esta madrugada

Bandeiras monárquicas em Cascais servem para mostrar alternativas políticas, explicam autores (.../...)
do blogue Conjurados XXI
(http://conjurados
xxi.blogspot.com/)















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«Grande Jantar da Liberdade

3ª feira – 25 de Agosto pelas 20.30 em Lisboa*


Para monárquicos e republicanos com bom feitio

A ala monárquica do blogue Corta-fitas em parceria com a Plataforma do Centenário da República tem o prazer de anunciar abertas as inscrições para o Grande Jantar da Liberdade, de desagravo em honra dos quatro bravos do 31 da Armada que decorrerá na próxima 3º feira dia 25 de Agosto pelas 20.30 em Lisboa. O evento será ocasião de presentear os homenageados com uma bandeira portuguesa da monarquia.»

Mais informações AQUI

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Quanto a reacções da Câmara de Cascais, António Capucho expressou a sua opinião dizendo que não lhe parecia que tais acções prestassem um bom serviço à causa monárquica.

Vêm-me à ideia aquela frase batida:
"Falem bem de mim ou falem mal mas falem"
Pois não sei, querido António...

Já o "31 da Armada" se exprime assim sobre a Câmara de Cascais:

«Consta que as bandeiras colocadas pelos Conjurados XXI foram retiradas logo pela manhã.

E não me parece que a Câmara de Cascais tenha chamado a polícia.

Provavelmente estão focados no governo da cidade.»

Quo Vadis?

DOIS ANIVERSÁRIOS

Dia 20 de Agosto é marcado por dois aniversários que não me passam ao lado.

Foi a um 20 de Agosto, o de 1977, que a Humanidade lançou para o Espaço Profundo a Voyager 2, uma "garrafa lançada ao oceano cosmico", como lhe chamou Carl Sagan.



«CAPE CANAVERAL, Fla., Aug. 19--The Voyager spacecraft scheduled for launching tomorrow to scout Jupiter, Saturn, and possibly Uranus will be carrying a message from Earth on the off chance that extraterrestrial beings will come upon the craft centuries from now, somewhere on its endless journey beyond the solar system.

The message is in the form of a recoding, called "Sounds of Earth." It is a 12 inch copper phonograph record inserted in an aluminum protective jacket that is attached to the outside of the 1,820 pound spacecraft.

Dr. Carl Sagan, the Cornell University astronomer who conceived the idea, calls the recorded message a "bottle cast into the cosmic ocean."
in New York Times, August 20, 1977


Inscribed on the record are nearly two hours of greetings in dozens of human languages, samples of music of various cultures and times, natural sounds such as the wind and surf and animals and birds.
(.../...)

Voyager2, equipped with television cameras and scientific instruments, is to fly by Jupiter in 1979, Saturn in 1981 and, if all continues to go well, Uranus in 1986.


An identical spacecraft, Voyager 1, scheduled for launching Sept. 1
, is to explore Jupiter and Saturn. The missions call for the most far-ranging reconnaissance of the outer solar system thus far.
(.../...)

The messages on the record were designed to enable possible extraterrestrial civilizations that might intercept the spacecraft millions of years hence to put together some picture of 20th century Earth and its inhabitants. The record runs about two hours.

The record contains, in scientific language, information on how it is to be played, using the cartridge and needle provided. The first eight minutes consist of a wavy, electronic hum, which is the transmission of 115 photographs and diagrams in electronic form depicting the mathematics, chemistry, geology and biology of the Earth and a description of the solar system.
(.../...)

The musical selections represent many cultures and many times, including Eastern and Western classical music, ethnic music, and jazz and rock-and-roll. There is Bach's Brandenburg Concerto No. 2, Beethoven's Fifth Symphony, "Johnny B. Goode" by Chuck Berry, A Navajo Night Chant, Peruvian Woman's Wedding Song and Australian Horn and Totem Song.

"Because space is very empty, there is essential no chance that Voyager will enter the planetary system of another star," Dr. Sagan said. "The spacecraft will be encountered and the record played only if there are advanced space-faring civilizations in interstellar space.»

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Um outro aniversário que tem lugar a 20 de Agosto é o do meu Amigo Francisco G.B.

É um homem que percustou o espaço inter-estelar colocando o seu computador ao serviço da busca de sinais especificos, através de um programa internacional concebido para tal.

É um homem com a paixão do Conhecimento, que busca a Luz, a Ciência e Deus com abertura e sede. É um Professor, é um Amigo.


«The school systems, it seems to me, have an attitude of discouregment of asking fundamental questions» - sic Carl Sagan


O meu Amigo Francisco sempre teve em mim exactamente o efeito contrário.
Obrigada Francisco e
PARABÉNS

Neste 20 de Agosto procurei uma "prenda" para te deixar aqui; creio que a encontrei, feita à medida, para ti e para a Voyager, que andará algures no universo, onde sempre nos encontraremos...

God, the Universe, & Everything Else -10 minutos de conversa entre 3 "monstros" do fim do séc.XX: Stephen Hawking, Carl Sagan, Arthur C. Clarke (1988)




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ESCANDALEIRAS de QUIOSQUE

A ESCOLHA DA SEMANA

Lembro-me de, há umas dezenas de anos, muita gente comprar os livrinhos da "Colecção Vampiro" quando ia para a praia ou para a esplanada; depois veio a moda de levar o "Expresso", o que, diga-se de passagem, não era nada prático e exigia grandes doses de calma e paciência, particularmente em dias ventosos.

Há umas dezenas de anos chamava-se coscuvilhice à coscuvilhice e as coscuvilheiras eram apelidadas de "porteiras"; depois vieram as "revistas cor-de-rosa" e a coscuvilhice passou a ser característica de "tios e tias" e das (e dos) pindéricas com vocação de ascendente a "tia".

Sintomaticamente vejo cada vez mais "Caras" e menos "Expresso".

A "Vampiro", que, com um bocadinho de imaginação, nos podia levar a sonhar com o crime perfeito - Primeiro-Ministro assassinado devido a disparo proveniente de helicóptero-brinquedo telecomandado - desapareceu dos quiosques, só a encontro na Feira da Ladra e em alfarrabistas pulguentos.

Pois bem, acabei de encontrar uma página no reino do WWW que, bem exploradinha pode unir estas três vertentes da literatura de quiosque nacional; se quisermos imprimir o seu diversificado conteúdo bem o podemos levar para a praia ou para a esplanada e lê-lo como quem lê as "Crónicas cor-de-rosa do país da fantasia". Estas "escandaleiras de quiosque", e só de quiosque porque fora desse âmbito tudo se tolera, têm crime e coscuvilhice para vários gostos. São 15 histórias que se passaram (ah, pois foi...) no nosso Portugal de clima ameno e que estão reunidas sob o título «Escândalos que marcaram a democracia» (ainda outras 15 na edição impressa)


Está AQUI, na página da " I Informação",
a minha escolha desta semana.

HAJA BOM SENSO

Mas as Forças da segurança não têm mais o que fazer?
Ontem acabei a minha rábula dizendo:
Será que amanhã a PSP vai emitir um comunicado sobre o assunto?
O ridículo chegará até aí?

Estava a puxar pela braza à sardinhita, confesso, não me passsou pela cabeça que uns rapazolas, que fossem devolver uma bandeira que haviam substituído cinco dias antes, tivessem direito a Comunicado de Imprensa emitido pelo Comando Metropolitano de Lisboa da PSP.

Lá que os detivessem, pois tinha de ser, é uma questão de lei; "o outro" rosnou as queixinhas à polícia - que bem podia ter aguardado os desenvolvimentos e teria feito melhor figura - mas emitir um Comunicado? Haja Deus...


Só mais uma achega... Que os detivessem, pois tinha de ser... Mas foi muito feia a forma como o conseguiram... Muito feia, muito indigna, muito "xico-esperto":

"Olhe DªAdélia, se vierem cá aqueles tipos da bandeira você manda-os esperar, não aceita a bandeira e chama logo a polícia, ouviu?"

Tudo bem, os actos ficam com quem os pratica...


Agora, que o Rodrigo Moita de Deus foi constituído arguido, já tem estatuto para poder frequentar o estrelato dos polítiqueiros nacionais.
Pensem bem, os autores da queixa, o que foram arranjar...
Que se ponha a pau o pessoal do Freeport, do BPN, do BPP, e mais os outros P's todos e os seus filhos (pois, os filhos dos P's).
Ah pois, se começam a constituir arguidos os rapazes que trocam bandeiras (e até as devolvem de livre vontade) e que fazem mais umas quantas brincadeiras, acabam por ficar sem ser elegíveis para os lugarzinhos apetecíveis. Cuidado Boys...


Por último, caso vos interesse saber (algumas) voltas que deu a bandeira retirada da CML satisfaçam a vossa curiosidadezinha AQUI.
Adianto-vos que foi desfralda "aos pés" de D. Carlos, a escassos metros dos GNR que vigiavam o mui nobre Palácio da Ajuda

.

A MINHA NOVELA DA NOITE

Há uma data de anos vi a "Gabriela, vi a "Guerra dos Sexos", que tinham imensa graça, embora "graças" bem diferentes. Gostei e chegou; actualmente sou mentalmente alérgica a novelas, fazem-me brotoeja, não só pelas temáticas desenvolvidas, que tanto quanto me apercebo são repetitivas e pobres, como pelo carácter viciante e alienante que encerram; "Está na hora da minha novela" é uma frase que me arrepia.
Por outro lado sou viciada em Sentido de Humor; não em comédias, não vou por aí, o que me conquista é a utilização do humor nas circunstâncias quotidianas, algumas "sem graça nenhuma" mas que nos permite fazer uma rotação do ponto de vista habitual, conservador, comum; é a abordagem de situações mais ou menos complicadas, por vezes até constrangedoras, pelo lado sorridente, criativo e mais resistente à frustração da vida. O Sentido de Humor é uma dignificante porta de saída, e às vezes de entrada. Além disso é tipo panaceia: faz bem ao fígado, ao sistema digestivo, ao sistema cardio-vascular para já não falar das maravilhas que opera em estados depressivos, desenvolvimento da criatividade e auto-estima.

Como havia prometido, tenho vindo a seguir todas as noites a recém estreada "novela" do "31 da Armada" assim como as reacções e sequelas que tem provocado. É uma "voltinha ao quarteirão" rápida mas muito divertida e algo esclarecedora.

Por exemplo, foi publicada hoje pelo "31 da Armada" uma belíssima fotografia, que integra as "fotos em destaque" no "Sapo", com a seguinte mensagem do "31":

«NÃO FOMOS NÓS»


Eu bem os entendo... Se me levassem para a esquadra por eu ir entregar uma algo a seu dono também acautelaria se o prazo dos iogurtes que tenho no frigorifico não está vencido.
Pois não tem nada uma coisa com a outra mas mais vale prevenir não vá o diabo tecê-las, quando a "autoridade" se chateia alguém acaba por pagá-las...

«Henrique Burnay e outro membro não identificado foi obrigado a deslocar-se à esquadra da PSP na Avenida Gomes Freire, em Lisboa, depois de ter devolvido a bandeira da autarquia. Burnay contou ao PÚBLICO que se deslocou à sede da CML, por volta das 17h30, na companhia de outros dois membros da ala monárquica do blogue (Rodrigo Moita de Deus e Nuno Miguel Guedes) para devolver a bandeira da autarquia “lavada e engomada”. Depois de informarem uma funcionária que não tinham nenhuma reunião agendada, esta mandou-os aguardar. Passado algum tempo apareceram os agentes da PSP que ficaram com a bandeira da autarquia e pediram a Henrique Burnay que os acompanhasse à esquadra.»
in "Público"


E tanto se chateiam e desabafam os rancores que, segundo o jornal "Público" numa notícia da qual o "31" faz eco, e que eu aqui repercuto porque acho deliciosa - pela bronca e pelo ridículo - o actual presidente em funções, da C.M.L (Costa foi a banhos), o vice-presidente Manuel Salgado, acusou PSP de "não ter guardado de modo eficaz a sede do município na madrugada em que elementos do blogue 31 da Armada trocaram a bandeira municipal pela bandeira da monarquia".

Em primeiro lugar a bandeira que foi colocada na sede na CML não é a "bandeira da monarquia", aliás ignoro tal bandeira.
A bandeira azul e branca, colocada na CML, é a última bandeira de Portugal anterior ao regime republicano, vigente entre os reinados de Dª Maria II e D. Manuel II.
É muito diferente chamar "bandeira da monarquia", à bandeira azul e branca, de chamar "bandeira da república" à actual bandeira portuguesa verde e vermelha - pela mesmíssima razão pela qual nos referimos ao Prof. Cavaco Silva como o Presidente da República Portuguesa e aos Senhores D. Carlos e D. Manuel II como os Reis de Portugal, não da monarquia portuguesa. Poderemos chamar-lhe a bandeira do Reino Português, da monarquia é um disparate. Adiante

Em segundo lugar, e bem mais relevante, (eu não digo nada porque já) disse o presidente do Sindicato Nacional da Polícia, Armando Ferreira ao "Público":

«O senhor vice-presidente da Câmara de Lisboa foi lesto em acusar a PSP, atendendo a que existe uma esquadra próxima dos Paços do Concelho. O que o senhor [Manuel] Salgado se esqueceu é que a vigilância dos edifícios municipais é da competência da Polícia Municipal, que, por sua vez, depende directamente da câmara municipal.»

Ooops!

Levanta-se-me uma alembradura...
Também terá sido este brilhante rapaz vice-presidente, presidente-em-funções-por-uns-dias-deixa-cá-aproveitar, que terá tido a mediática ideia de apresentar queixa da brincadeira da rapaziada à P.S.P.?
Ora, seria capaz de jurar... Não há nada como mostrar serviço.


Cenas dos próximos episódios


«Bandeira lavada e engomada entregue. STOP
Câmara chama autoridades que apreendem a bandeira. STOP
A bandeira do Reino permanece apreendida. STOP
Os membros do 31 da Armada estão bem. STOP
Estado de Direito recomenda-se. STOP»
(enviado pelos detidos para publicação no "31 da Armada"


Será que amanhã a PSP vai emitir um comunicado sobre o assunto?
O ridículo chegará até aí?


____________Cenas a não perder,
num blog perto de si


JORNALISMOS:

OS GOZADOS E OS GOZÕES

Por razões diversas ultimamente pouco tenho "blogado" mas nestes últimos dias tenho tido uma espécie de febre bloguista, presumo que efeito do valente aumento das temperaturas; sim, no plural, a que se faz sentir em Portugal continental e a da blogoesfera nacional.

Ainda que bufando por todos os poros e bebendo mais água do que o habitual, coisa que deve fazer-se sim mas com moderação, de preferência sob a forma sólida para ir derretendo devagarinho e diluindo-se, a verdade é que estou bem disposta, disposta mesmo a assumir uma atitude de aparente ignorância das vicissitudes mais obscuras da vida, pública e privada.
Como me parece sensato não me mexer muito, não vá dar-me alguma coisinha provocada por desidratação ou até, quiçá, morrer afogada em copos de H2O, tenho surfado animadamente ( pela net, entenda-se) e feito os meus passeiozinhos blogueiros mais compriditos. E bem que me tenho divertido...


Há pouco dediquei uns quantos minutos a uma voltinha pela Imprensa cá do burgo e encontrei coisas espantosas... Não resisto a partilhar duas delas;
Aqui ficam:



1 - Nunca fui fan do Michael Jackson embora reconheça que, dentro do género, o rapaz tinha talento. Terá feito alguns disparates, particularmente no que toca à forma como cuidou, ou não cuidou, da sua saúde. Claro que isso era lá com ele mas morreu prematuramente deixando uma imensa quantidade de fans a chorar baba e ranho.

Pois bem, animem-se, nem tudo está perdido, pelo menos se considerarmos a notícia hoje publicada no "Diário Digital" que, a ser verdade, é de facto estrondosa.
Parece que a situação clínica de Michael Jackson não terá tido o seu ponto final e ainda tem arranjo. (Não estou a brincar, não brinco com a morte seja de quem for)

Lá, no "Diário Digital", diz que Michael Jackson vai ser concertado no dia 26 de Setembro em Viena...

A sério...
Se quiserem mais pormenores, ainda curtos, cliquem aí abaixo:


Michael Jackson: Concerto em Viena a 26 de Setembro


Não bastava já o elevadíssimo nível das provas de Português dos alunos pré-universitários do nosso esquartejado país, agora também temos de encarar com alarvidades linguísticas na Imprensa?
Pela paciência da Santa...



2 - E "Saving the best for last"...
Como é que esta me foi escapar? Tenho de estar mais atenta, isto de ir de férias tem destes contras...
Então não é que me passou totalmente desapercebida a revista "Plenitude" de Julho... Estou certa de que a "Plenitude" nº 73 se irá converter num incontornável ícone desta primeira década do novo século. Vou ter de contactar o editor para ver se ainda arranjo uma ou adoeço de desgosto.


A "Plenitude" de Julho tem uma capa de sonho... Sim, uma foto de José... Aah, mas não uma foto qualquer, é a imagem de José em toda a sua plenitude - bem, quase toda, apesar de tudo José está vestido: de fatinho, gravatinha, colarinho branco abotoadinho e tudo.
Não sei o que virá lá dentro - não da roupa de José, nem tão pouco de José propriamente dito roupinhas à parte, dentro da revista claro está - sei que contém uma entrevista na qual, como habitualmente, José se expõe humildemente de alma e coração.

«Quero uma coligação com o País», diz José...

Ó bom povo, será que passa pela cabeça de José que lhe vai falhar a Maioria Absoluta? E eu aqui toda bem disposta... Até estou a sentir um nó na garganta... ' Tadinho de José, como ele deve estar sofrendo, como deverá sentir-se incompreendido e injustiçado, corroído pelo temor de não mais poder oferecer-nos a sua liderança déspota, digo, individual e livre de acordos inibidores, ele que é um Homem-de-Estado único e não há quem lhe chegue aos calcanhares.

Bem, talvez não seja isso... mas então por que raio é que José havia de querer coligar-se com os portugueses? Hum... não me ocorre...


Seja como for, diga José o que disser, não creio que possa suplantar a fotografia da capa. A doce expressão de José desperta-me sentimentos de uma ternura exacerbada, quase maternais, mas não tanto, ou talvez mais... Aqueles olhinhos de ratinho esperto, o arzinho maroto, matreiro, as covinhas laterais no queixinho contraído contendo um sorriso mais largo do que o que a sua modéstia e temperamento envergonhado lhe permitem mostrar; e aquele dedinho pousado ao de leve sobre a linha do lábio dá-me vontade de lhe fazer um "Bi-lú-Bi-lú-Biluzinho"".
Será que me conseguem compreender? Estou certa de que sim
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Acho que vou mandar fazer um "photowall" e substituir a foto dele que tenho sobre a mesa-de-cabeceira, para dar um beijinho antes de dormir

(Só uma dúvida... Vocês também acham que os editores da revista "Plenitude" são uns gozões malvados ou sou só eu?)

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