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VERDES E ROÍDOS

Se há coisa que me chateia à face da Terra é a dor-de-cotovelo: só vem de quem é pequeno mas se julga maior, de quem é complexado, de quem não compreende a verdadeira natureza do poder, de quem é rasca, pindérico de alma. A dor-de cotovelo é um drama nacional que grassa e cresce como erva daninha.


Quando a Manuela Ferreira Leite foi candidata a primeiro-ministro nas legislativas que lhe assistiram, passo a expressão, o Pedro Passos Coelho fartou-se de lhe morder a nuca. Não achei nada bonito, na altura achei até muito feio, para usar uma expressão que não me leve a alongar sobre o assunto.
Continuo a não achar bonito mas hoje pergunto-me quais as razões que o levaram a proceder assim e fico-me com a interrogação.

Ferreira Leite não aguenta ver "um puto" que conseguiu fazer o que ela ficou longe de conseguir: vencer Sócrates nas eleições, chefiar um governo. Não aguenta e rosna, com garras e dentes. Não é o sofrimento popular que a tira do sério e a leva a dizer coisas, de compostura duvidosa, que ficam mal a quem se pretende liderático. Manuela quer arrasar e, quando arrasa, não vê nada senão o seu alvo, arrasa indiscriminadamente, o povo que saiba que VAI MORRRRER! De fome, de frio, de calor, de estafa, de deseperança mas VAI MORRRRER!


Do Cavaco nada, ou quase nada, me surpreenderá. O Cavaco vem de origens humildes, tudo bem.
Tudo bem? Não, não para ele. O Cavaco quer estar acima, precisa sentir-se acima; precisa provar que venceu, que se licenciou com a mais alta classificação do seu ano, que se doutorou na Universidade de York. Pois, não chega. Há coisas que não vão lá com cursos nem com dinheiro, nem tão pouco com as hierarquias sociais; uma das coisas que exigem é humildade, e essa, Cavaco renega-a por necessidade interior, é um falso manso, um sonso. Cavaco não é honesto, é honestozinho, bom pai de família, trabalhador. Honesto vem do carácter, honestozinho vem de uma educação judaico-cristã-pequeno-burguesa.
Cavaco pouco diz, espera que haja quem diga. Calou-se com Sócrates durante anos e agora salta-lhe a tampa de Pai-de-família-que-exige-respeito e dá-lhe para falar. Fora de tom, fora de horas, fora de propósito. E farta-se de dizer disparates por mais que o faça com um ar compostinho e bem intencionado. Cavaco não grama quem não o olha de baixo para cima, dá-lhe conta das boas intenções. Enfim, cada um tem os seus dramas pessoais...

O PS é um reino de oportunistas bajuladores que mantêm a face perante o líder, é o líder quem distribui as cartas e talvez ainda calhe bom jogo. É, mais do que qualquer dos outros, o partido dos "Jobs for the boys" - quando não há jobs em distribuição gera-se alguma acalmia, o líder sobressai, à excepção de quem quer a cadeira do líder, claro.


O PSD é um reino de invejosos. Dos que lá estão há muito tempo restam aqueles que tiveram estômago para lá se aguentarem; gente à séria, da velha guarda, deixou as hostes partidárias há muito, muitos deles quando Cavaco ascendeu, e Cavaco bem fez por isso. Compreende-se...

No PSD há uma nova geração, com bons e maus mas apenas tolerados, obrigatoriamente, pelos restos dos "barões do PPD".
Esta nova geração não é obediente e discreta como, por exemplo, António Capucho foi no seu tempo. Esta nova geração, bem ou mal,  quebra as amarras aos seus mentores, uma chatice! E não olha de baixo para cima por dá cá aquela palha, a antiguidade não é um posto. Nem Ângelo Correia, tipo de mente aberta, nem Marcelo Rebelo de Sousa, que não conhece lealdades, levam isto com bom modo, fartam-se de espernear cada um para seu lado e estão muito bem acompanhados. Cavaco lambe-se quando ninguém está a olhar.
Lamentável.


E o CDS/PP? Lembra-me uma musiqueta de Verão que andou aí na berra:
«Follow the lider, lider, lider, follow the lider, Let's Go»
Seguir o líder sim, é bonito, mas discretamente. Se o líder mandar discordar, pontualmente, discorda-se. Paulo Portas é um tipo invulgarmente inteligente ao que acrescenta uma educação muito acima da pimpineira nacional. É um bom maestro, mantém tudo bem orquestrado e os instrumentos prontos a entrar na altura certa. Não sei bem o que nele é mais relevante, se a inteligência, se a ambição, mas suspeito que seja a segunda e isso leva-o a resvalar... O chico-esperto que há nele leva-o a esquecer que nem todos os outros são parvos. Mais... há sempre alguém que chega para nos pôr no lugar.
O Paulo Portas é tema que tem pano para mangas... Por agora não me chega a linha para tanto.


Como é bom de se ver, hoje deu-me para deixar a oposição em paz, à excepção daquelas míseras quatro linhas dedicadas ao PS, só por amabilidade.

É que enquanto que as verborreias e desacatos vindos da oposição, por mais convictos ou demagógicos que sejam, fazem parte de um jogo político tão velho quanto o desejo pelo poder e as tácticas da sua conquista, as críticas expostas por membros dos partidos governamentais são, salvo raríssimas excepções, expressões de inveja mal disfarçada e traiçoeirismos de quem não conseguiu lá chegar mas almeja sordidamente apenas o insucesso alheio, doa a quem doer, prejudique-se o que se prejudicar, mesmo que seja o país.

Então não se pode discordar?
Pode e, em muitas circunstâncias, deve-se; mas utilizem-se os canais próprios em sede própria; diga-se o que houver a dizer, exponham-se razões, apresentem-se alternativas e soluções - viáveis.
Quando se opta por fazer o Carnaval nos meios de comunicação social, quando se persegue um protagonismo crítico sem qualquer espírito construtivo, sem qualquer outro conteúdo que não seja a crítica, o descrédito e a auto-promoção, não se vai a parte alguma. Mas é pena - bem podiam ir àquela parte...

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Na sequência deste estado de espírito...
Entre Manuela e Aníbal troca-se "uma carapuça" que serve a muito boa gente.

Vale a pena dar uma leitura a um artigo publicado no "Expresso" com o sugestivo título:
«Manuela Ferreira Leite não se importou em 2002 que estivéssemos todos mortos em 2012» 

A Cavaco dedica-lhe o mimo de lembrar de um artigo seu, que deu que falar na época de António Guterres: "O Monstro" - sobre a despesa do Estado sob Guterres:
« "Muitas pessoas pensam que os serviços fornecidos pelo Estado não custam nada porque sofrem de ilusão fiscal e não se apercebem de que as despesas têm sempre de ser financiadas com impostos, presentes ou futuros".   »
De Ferreira Leite  Ferreira Leite cita a sua frase lapidar, no mais próprio sentido do termo, quando a bela dama disse  que é uma ilusão pensarmos que consolidamos as nossas contas nos prazos definidos pela  troika. (e ela reza todos os dias para que tal não aconteça)
« "Estamos a tentar passar um atestado de estupidez aos credores"»
O artigo, de Paulo Gaião (22 Out.), termina assim:
«As reformas estruturais que Ferreira Leite podia ter iniciado em quase três anos de ministério das Finanças nem esboçadas foram.   
Na altura, não lhe interessou que pudéssemos estar todos mortos em 2012...    »
Artigo completo AQUI


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MOMENTO

Uma foto descarregada do telemóvel de um novaiorquino para o facebook (TRETA!)


«This is an amazing shot of New York today with the Frankenstorm bearing down.»

ESTA É UMA DAS FOTOS FALSAS DIVULGADAS NA NET 

AQUI, Ó:  
http://www.meteorologynews.com/2012/10/29/fake-hurricane-sandy-photos-already-spreading-across-web/


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MUDANÇA DE HORA, A VINGANÇA!

Não não, não vou mudar o despertador, 
vou deixá-lo tocar, rir-me nas trombas dele e dormir mais uma hora 




IRREFUTÁVEL

O cão ladra
O meu filho grita com o cão:
- CALA-TE.
O cão ladra mais alto, está a refilar com o meu filho.
O meu filho sente-se gozado e grita mais alto:

- ESTÁS A OUVIR? CALA-TE

Eu digo, à beira da desistência:
- Não sei qual de vocês é mais cansativo...
E o meu filho, coisinha mai-linda-de-sua-mãe, responde:
- Não sabes? Mas eu posso dar-te essa informação, de borla!
O mais cansativo é o cão, cansa-te a ti, a mim e ao outro cão. Eu só te canso a ti.

POIS!

(Esta foto foi há pouco, quando acabei com a discussão e mandei tudo para a cama, os 3.)


ROMNEY, O ESTRATEGA.

Talvez Mitt Romney pense que ao acabar a guerra no Iraque o pais desapareceu do mapa; ou talvez o considere deslocado mais para oriente. Seja lá por que for Mitt Romney fez desaparecer o Iraque do sítio onde é suposto estar; só assim se compreende que tenha resolvido que o Irão faz fronteira com a Síria e, por isso, esta é muito importante para o Irão pois é a sua passagem de serventia, o seu caminho aberto, para o mar. Daqui atrevo-me a inferir que, segundo Mitt Romney, o Irão não tem costa maríítima...


Não, não estou a inventar! Durante o terceiro debate entre Romney e Obama, ontem à noite, o inimitável Romney saiu-se com esta:
«A Síria constitui uma oportunidade para nós porque tem um papel determinante no Médio Oriente, especialmente nesta conjuntura. A Síria é o único aliado do Irão no mundo árabe, por ser a única saída para o mar. É a via para armar o Hezbollah no Líbano, que ameaça os nossos aliados israelitas. Por isso, remover Al Assad do poder é uma prioridade para nós.»In Euronews, 24 Out. 12

Não há dúvida que este rapaz é de "Olhão"... ou talvez melhor dizendo, de "BigEye", sim senhor. De uma cajadada matou vários coelhos. Não só acabou com o incómodo Iraque como afirmou aquilo que me parece uma refinada argolada de política internacional:

Ao dizer:
«A Síria constitui uma oportunidade para nós porque tem um papel determinante no Médio Oriente...»  
e acrescentando ainda (como se fizesse falta),
«É a via para armar o Hezbollah no Líbano, que ameaça os nossos aliados israelitas. Por isso, remover Al Assad do poder é uma prioridade para nós.»,
Romney disse aquilo que pensa mas não terá pensado bem o que disse... Embora não ignorando por completo a selvática situação que grassa na Síria há já quase dois anos, da qual disse "É um desastre humanitário", sobre Assad nem uma palavra, o que Romney transmitiu foi que o sacrilégio que se vem passando na Síria é (desculpem) cagativo, o que interessa é que constitui uma oportunidade. ( no vídeo aos 2m20s+ -)
Há coisas que se podem pensar, isso vai da alma de cada um mas, em política, não se podem dizer, muito menos alguém com pretensões a presidente dos E.U.A.

Já agora, e por curiosidade, o que Obama disse sobre a Síria começou assim:
«What we see taking place in Syria is heartbraking and that's why we are gonna do everything we can to help the opposition»
e depois segui explicando que quando se refere a ajudar a oposição tem de saber exactamente quem está a ajudar, por armas nas mãos dos rebeldes não é coisa que possa fazer sem certezas - e não só ( no vídeo aos 1m50s+ -)
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Romney representa de facto uma certa face da América, uma espécie de mistura de Archie Bunker e de Alf, a coisa do outro mundo, mas com menos graça; qualquer um deles seria capaz de confessar não perceber por que não se abrem as janelas dos aviões... If you see what I mean.

E mais não digo, muito menos comento






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CHINESICES

O comércio chinês na Europa é de nos deixar com os olhos em bico.
Se não nos cuidamos acabaremos todos a comer com pauzinhos; tenho cá para mim que o chinês não guerreia, infiltra-se e ocupa, devagarinho, sem grande estrilho.
São muitos e variados os estratagemas utilizados nestas conquistas silenciosas - comerciais, económicas e o que mais conseguirem - e lhes permitirmos.

Agora acabei de me aperceber de mais uma "inocente" estratégia que, alíás, já me vinha fazendo confusão há muito tempo:
Estou fartinha de me deparar com produtos descaradamente "Made in China" marcados com o logótipo "C E" europeu. Não estão só nas lojas chinesas, estão por todo o lado, nos super-mercados abundam.
Recebi um e-mail que , finalmente, me explicou este mistério.

Existem dois símbolos "C E" que aparecem nas embalagens comercializadas

O original,  marcação imposta pela Comunidade Europeia: "C E" - que significa a sua conformidade com a legislação comunitária;

o estranhamente semelhante "CE",  que significa China Export (Exportação Chinesa)

Ele há coincidências do caraças, não é?

Como distingui-los?
Não é difícil, basta só um pouquinho de atenção para que a nossa "Esperteza Saloia" bata aos pontos a "Esperteza Chinesa", olhem só:

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ME CHINESE VERY CLEVER! 


ACIMA DAS NUVENS BRILHA O SOL

Neste nosso cantinho à mar plantado, terra de fado e de destino marcado, a sacro-santa comunicação social faz eco da desgraça que vai lavrando e germinando no coração dos portugueses. Só reflete a desgraça, a dificuldade, o peso da vida. Na nossa comunicação social não há dias de Sol, só manhãs de nevoeiro em que vários candidatos permanentes a D. Sebastião se fazem anunciar  dizendo saber caminho, que mantêm secreto, e Velhos do Restelo que anunciam a nossa morte iminente.

Muito de vez em quando lá consegue aflorar à superficie uma ou outra notícia ensolarada que tenta iluminar o rasto obscuro dos profetas das desgraça; e, quase sempre é deglutida pelas sombras sabiamente projectadas por essas almas que insistem em que acreditemos que somos todos defuntos sem esperança ou salvação.

Antes que a notícia desapareça por entre as trevas reforçadas a cada dia por aqueles que nos dizem já num purgatório inevitável deixo-a aqui gravada antes de os próximos notíciarios a fazerem desaparecer para os confins da memória.

« Onze países da União Europeia 
fecharam 2011 com défice acima de Portugal »
22 Outubro 2012 | 10:20 - Negócios on line

« Portugal tinha, no final de 2011, a terceira dívida pública mais elevada entre todos os países da União Europeia. Quando ao défice Portugal surge melhor, já que são onze os países que surgem com um desequilíbrio orçamental superior a 4,4% do PIB. »

«Portugal fechou 2011 com um défice orçamental de 4,4% do PIB, o que representa uma redução face aos 9,8% verificados em 2010, de acordo com os dados hoje publicados pelo Eurostat, que mostram que Portugal é o 12º País da região com o desequilíbrio orçamental mais elevado.

Quanto à dívida pública, Portugal surge bem pior no “ranking” europeu, já que apresenta o terceiro valor mais elevado entre os 27 países da União Europeia. A dívida pública portuguesa fechou 2011 nos 184,7 mil milhões de euros, o que representa 108,1% do PIB. Só a Grécia (170,6%) e a Itália (120,7%) surgem pior que Portugal, sendo que a Irlanda surge logo depois de Portugal, com uma dívida pública de 106,4% do PIB.»

E mais: 

 Visão - 22 out (Lusa) --

O saldo conjunto das balanças corrente e de capital foi positivo nos primeiros oito meses do ano, tendo Portugal registado um excedente de 751 milhões de euros face ao exterior, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).

Este dado é uma novidade relativamente às últimas décadas, em que o saldo com o exterior era sistematicamente negativo. Nos primeiros oito meses do ano passado, registou-se um défice de 7321 milhões de euros (para o ano inteiro, o saldo foi de -8976 milhões). Em 2009, o défice tinha atingido os 17 mil milhões de euros.

A balança corrente inclui exportações e importações de bens e serviços e o saldo de rendimentos e transferências. Para o mês de julho, pela primeira vez desde que há memória (os dados do BdP começam em 1996), esta balança teve um saldo positivo, embora de forma quase residual (4 milhões de euros). Em agosto, contudo, o saldo voltou a ser negativo, um défice de 220 milhões.»

Dá para entender?
Será preciso fazer um desenho?


Não pretendo acreditar, menos ainda "fazer acreditar", que estamos à beira de viver dias ensolarados,  pretendo apenas fazer eco do que é sistematicamente abafado:
a situação de sacrifício e dificuldades acrescidas que vivemos em Portugal não é uma terra queimada e salgada de onde a vida não tem chance de resurgir, é uma terra fertil que todos precisamos arar, plantar e regar, não pisar e revolver como se nada estivesse germinando.



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MOSTRA-ME A TUA PÁGINA E DIR-TE-EI QUEM ÉS

Tenho-me confrontado variadíssimas vezes com perguntas e opiniões de amigos sobre a minha resistência, mais do que resistência, rejeição, à publicação de dados pessoais, inclusive fotografias, nas redes sociais - concretamente no Facebook.
Face ao à-vontade com que vejo gente normal e ajuizada publicar fotos suas, dos seus filhos, das suas casas, vezes chego a perguntar-me se serei paranoica...
Não sou uma pessoa desconfiada, nem sequer particularmente cuidadosa com o que digo, mas há alguns aspectos em que vida me ensinou a não ser tão confiante quanto a minha personalidade aberta e comunicativa me levaria a ser; e estranho a facilidade com que as pessoas acreditam na segurança e na confidêncialidade.

Há tempos fui a um jantar de antigos colegas de liceu; tiraram-se inúmeras fotografias que vieram a ser partilhadas nas respectivas páginas do Facebook. Compreende-se perfeitamente: foi a partilha de momentos agradáveis passados entre ex-colegas que, na sua maior parte, cresceram juntos - amigos de calções. Inevitavelmente lá apareci numas quantas... Ninguém morre por isso, pensei. A questão não é essa, a questão é que de alguma forma estava a prevaricar relativamente a uma decisão que tomei. Acabei apenas por retirar as "etiquetas" com o meu nome que identificavam as fotos numa atitude talvez lida como antipática, presumida ou paranoica. Espero que não mas paciência.

"Toda a gente põe fotos no facebook, qual é o mal?"
Mal? Nenhum.
Infelizmente não vivemos num mundo de gente normal em que o "mal" é coisa do "além".
A ideia de que «Informação é poder» é distorcida e retorcida das formas mais maliciosas e inimagináveis para o comum dos mortais que vivem o seu dia a dia corriqueiramente.
Se há situação que faço o possível por evitar é dizer "nunca me passou pela cabeça que...". Não é uma atitude doentia de desconfiança permanente, é apenas tentar não ser inconsequente, ter uma noção racional - não medrosa ou doentia - das repercussões que actos inocentes, mas descuidados, poderão ter.

 Frequentemente fico de pasmada com algumas fotos que vejo no Facebook, em especial quando se trata de crianças e adolescentes. E, conjuntamente com estas fotos, a quantidade de informação disponibilizada.

Há cerca de um ano resolvi fazer uma pequena experiência com um caso concreto que me é afectivamente próximo mas com o qual não interfiro minimamente.
Peguei num papel e numa caneta e comecei a anotar toda a informação que encontrei na página de uma adolescente muito giraça, naquela idade em que nos dá para estar em comunicação diária ( se não horária) com amigos e colegas com quem vivemos o nosso dia a dia.

Nada na página daquela rapariguinha leva a pensar que busque sarilhos nem sequer que se esteja "nas tintas" para a discrição.
Publicava as fotografias de que mais gostava - claro, qual é a miúda que não gosta de se ver, e que a vejam, bonita? - em algumas só, noutras com amigos, algumas em fato de banho - as férias e os dias de sol são irresistíveis - algumas em casa outras na escola ou nos locais onde se encontra com os amigos.
As fotos de casa davam uma ideia aproximada do nível social dos seus habitantes, como é evidente. As da casa, do telemóvel em cima da mesa, as bijutarias, roupas, relógios, férias, óculos de sol, locais frequentados, aspecto dos amigos, etc. Enfim, um bloco informativo ali mesmo para quem o quisesse ler...

Em poucos minutos eu sabia o nome completo da menina, a zona onde vivia, o seu nível sócio-económico, quando nasceu, onde estudava, onde costumava ir e mais ou menos a que horas, o nome dos melhores amigos, dos irmãos e dos pais, onde estudam os irmãos, quem eram amigos dos pais, onde passou férias - inclusivamente a rua e o prédio do apartamento de férias, de que tipo de roupas, músicas e locais gostava, os animais de estimação, o e-mail...
E mais umas série de coisas interessantes, mais do que as suficientes para iniciar uma conversa de rua ou de café que facilmente levaria a um relacionamento simpático, colhidas de trocas de comentários sobre os mais diversos assuntos entre esta menina e os seus amigos.
Em poucos minutos sabia eu e mais os perto de 800 amigos ( !!!!) que tinham acesso à sua página "reservada" ; 800 mais os amigos dos amigos que passassem lá por casa à hora em que os amigos visionavam a página desta rapariguinha.

Assustador? Não? Eu acho que sim.

Já tinha abordado AQUI no Blog esta questão da insegurança na Internet, não falando do Facebook  (e outras redes como o Twitter, o Hi-five, etc.) mas sobre a passagem de informações em chats, mesmo nos ditos "privados", e na altura publiquei uma história real bem elucidativa.

Sobre este assunto, a título de diversão e de chamada de atenção vale a pena ver este imaginativo vídeo






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ZORRINHO ZURROU, ASSIS BRONCOU

O grupo parlamentar do PS resolveu trocar os seus carros e fazer um leasing que vale 3700 euros/mês, não sei se com ou sem entrada inicial, nem por quantos meses...
Pronto, está bem, se o gastam é porque o têm - leia-se, é porque "a gente" o dá - e se não o gastassem nos automóveis iriam gastá-lo noutra coisa qualquer que lhes desse gozo, na conta bancária não ficaria por certo.

A questão já nem é essa... Eu fico parva é com a arrogância com que comentam o assunto quando confrontados.
(Bem sei que já não deveria enparvecer por tão pouco, afinal o nosso José que foi estudar para a França já deveria ter servido para não me perturbar com arrogâncias de socialistas de trazer por casa; Perdão, de trazer por casa não, de badalar na rua pois, ao que se vê, lá por casa não lhes toca muito ao socialismo...)

Também fico parva com a falta de oportunidade, de destreza política, de inteligência emocional e analítica destes parlamentares; numa altura destas exporem-se desta maneira é falta de golpe de vista, e de decoro mas esse nem vale a pena mencionar.

Vem então o bom do  Zorrinho e faz uma triste figura, daquelas que está mesmo a dizer: "mais valia estares calado". Zorrinho aproveitou a oportunidade para, a este propósito, se afirmar um democrata - g'anda golpe de rins, sim senhor.
É dinheiro dos contribuintes? Claro que é. Mas quem quer uma democracia sem custos, o que verdadeiramente deseja é uma não democracia. Sem democracia os custos são ainda mais elevados mas ninguém sabe. Eu sou democrata e quero que tudo se saiba.”
E mais, quem não percebe esta "necessidade" é porque não percebe nada sobre as actividades dos deputados:
Só quem não sabe o que é a actividade da Assembleia da República é pode imaginar que um grupo parlamentar pode não ter carros para os deputados que são solicitados para participar diariamente em actividades da sociedade civil em todo o País”
 No final da sua mensagem no Facebook acrescenta que até deixou «de poder usar em serviço um BMW série 5 para usar um Audi 5 » porque era significativamente mais barato. Aliás está clarissimo que fizeram um bom negócio - segundo Zorrinho esta aquisição poupa 100 mil euros por ano em relação à solução anterior. Imaginem...
 Ora bolas, isto é mesmo ter boa vontade....

Ó Zorrinho... vai-te encher de moscas, sim?



Ah mas a coisa não fica por aqui, a coisa tem muito mais graça.

Face às entrevistas que advieram  deste "caso" o Batatinha, também conhecido por Francisco Assis saiu-se com uma das melhores entre as várias muitíssimo boas que já lhe têm saído daquela boquinha linda.

Disse assim o Batatinha:
«Qualquer dia querem que o presidente do Grupo Parlamentar do PS ande de Clio quando se desloca em funções oficiais»,  citado por um deputado socialista.
Vai daí a assessoria de Francisco Assis desmentiu que o ex-líder parlamentar do PS tenha dito tal frase... Nã, nã, nã, o que ele disse terá sido
«Se fossem Clios era a mesma coisa»
E agora pergunto eu que me baralho muito com estar coisas: Sendo a mesma coisa se fossem Clios, por que raio não são? Parece-me evidente que valia a pena...
Não entendo.

«São ridículas as explicações se este ou aquele carro é ou não um pouco mais barato, se tem ou não uma cilindrada mais baixa. Quando se tomam decisões, assumem-se depois as decisões» F. Assis.
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Intercalado...

Se são ridículas ou não parece-me uma questão subjectiva mas admitindo que até são... Serão por acaso menos ridículas do que fazer um "caso" político em torno do deputado do CDS-PP que ficou sentado quando a sua bancada aplaudiu o governo?
Pior. Não será bastante mais ridículo que se faça um caso de o PR ter içado a bandeira ao contrário no 5 de Outubro? Que tipos com alguma representatividade partidária como o Manuel Alegre viessem falar de preságio? 
Por que não apregoar que, dadas as comemorações que ocorriam que era o regime republicano que estava a dar mostras da sua condição?
Seria ridículo? Seria. Mas neste nosso cantinho onde a ridicularia é palavra quotidiana e e os verdadeiros problemas são rechassados em nome da demagogia e do "venha a mim" seria perfeitamente aceitável.
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Bem, mas continuando, a chalaça dos carrinhos começou a subir de nível e de graça:

Aproveitando a oportunidade a Renault Portugal  lançou uma petição na sua página do Facebook. 
Objectivo: pôr Assis a andar de Clio.

«Renault lança petição para pôr Assis a andar de Clio»

«Marca francesa aproveita frase de deputado do PS para promover IV geração do automóvel, que chega agora ao mercado»
In "Agência Financeira" 2012-10-12 15:54

« Na petição «Francisco Assis de Clio» lê-se:
«Qualquer dia querem que o presidente do Grupo Parlamentar do PS ande de Clio, quando se desloca em funções oficiais».
A frase supostamente é de Francisco Assis.
Se quer ver o deputado a andar no novo Clio, escreva o comentário Eu quero ver o Francisco Assis a andar de Renault Clio! e partilhe esta petição com os seus amigos».
Às 16:00 mais de 3500 pessoas tinham partilhado a imagem e o comentário.»

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Também no Facebook e numa página pessoal na net apareceu um jogo para se "apanhar moedas" para comprar um carrinho ao Zorrinho. O jogo é giro, mostra-nos que carro conseguimos com as moedas que conseguimos. Link

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Já no jornal on line "Imprensa Falsa" a notícia é a seguinte:

«Nem de Clio nem de Audi, 
portugueses acham que o PS devia andar em carrinhas celulares»

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 O sentido de humor dos portugueses é um espanto, deputados ou não.


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ESTE PASSOU-SE OU JÁ NASCEU ASSIM?

Todas as manhãs, de segunda a sexta-feira, programo a TV para se ligar 15 minutos antes do toque do despertador para amenizar o traumatismo de despertar; Escolho sempre o Euronews porque, entre outras razões tem uma sequência de programação sempre igual que me dá uma boa noção dos minutos que vão passando quando entro em guerra comigo mesma naquela enganadora farsa de "só mais 5 minutos" e me viro para o outro lado enterrando-me o mais possível lençois abaixo.
Ante-ontem não foi diferente, lá me dispunha eu a sucumbir à mandria matinal quando ouvi qualquer coisa que pensei não estar a perceber bem... Muito a custo abri um olho e vi o Hugo Chavez botando faladura, envergando fatinho e gravata como se fosse um senhor.

«Como não apoiar o governo de Bashar al Assad se é um governo legitimo?»
Afinal não era eu que tinha percebido mal, era mesmo o Chavez que expunha a sua loucura ao olhos do mundo com a maior descontracção  durante a primeira conferência de imprensa após a sua reeleição. Falava como se o que dizia fosse a coisa mais óbvia e natural do mundo: reiterava o seu apoio ao facínora da Síria como se falasse de um qualquer líder democrático pronto a defender o seu povo.
«A quem apoiar? Os terroristas?»
 QUÊ? , pensei eu já completamente desperta com os dois olhos bem abertos. O povo sírio é que é terrorista?
«Os que se intitularam Conselho de Transição e que andam a matar gente por todo o lado?»
 Ahh, os revoltosos é que andan a "matar gente",,,
Ok, ficamos esclarecidos: se de hoje para amanhã os  venezuelanos se opusessem a Chavez como os sírios se opõem a al Assad, levavam com uns balásios e uns mísseis em cima para ver se percebiam o que é um governo legítimo. Toma lá que é democrático!
«A revolta na Síria é uma crise que foi planeada como a queda de Muammar Kadhafi (coitadinho, foi uma vítima), na Líbia e os Estados Unidos são um dos principais responsáveis.»
Claro, what else?

Todos sabemos que os EUA são capazes de fomentar e apoiar revoltas noutros países, os EUA e não só; Daí a vitimar Muammar Kadhafi e Hugo Chavez, ignorando totalmente a matança prolongada dos seus próprios povos, a que todos fomos, e somos, presentes, vão anos luz.
Nem os chineses, na sua cínica sabedoria, nem os russos, no seu descomunal descaramento, tiveram túbaros para tanto.
Os russos até podem enviar armamento e kits de mísseis para o governo Sírio a bordo de um inocente avião comercial mas pelo menos fazem-no pela calada, têm alguma noção das conveniências. (Dos chineses não sei, ou estão quietos ou, se não estão, pelo menos ainda não foram apanhados...).
Resta a Turquia que "é mesmo ali ao lado", e já vê dos seus a sofrerem "danos colaterais"; além disso quer ver boa cara ás chefias europeias.
Só me faltava esta, apoiar a Turquia...


Mas o Chavez... Ah pois, o Chavez não olha a "conveniências", diz o que lhe apetece,  defende os seus "amigos". E que amigos o Chavez tem...

Ó Hugo, porque no te callas?




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NÃO É DOIDO, É ÓBVIO

Ainda há poucos dias deixei aqui um pequeno excerto de um artigo do economista Camilo Lourenço, hoje volto à carga. Não é meu hábito: as pessoas lêem jornais, ouvem rádio... Além disso não me tomo por arauto de ninguém.

Em fins de Agosto, falando de Camilo Lourenço, disse AQUI  que « muitas vezes concordo e outras quantas nem por isso  -  não das suas análises económicas, não tenho conhecimentos para tanto, mas das suas abordagens politico-sociais  -  e vejo escarrapachado exactamente aquilo que penso.»
Pois é, aconteceu outra vez, este tipo enche-me as medidas, logo a mim que não sou grande apreciadora de economistas.

Não vou sequer comentar o que ele escreveu desta feita, é perfeitamente desnecessário; ponho apenas algumas frases a negro para "juntar a minha à sua voz" .


Indignação com os impostos? Boa...! 
08 Outubro 2012
Camilo Lourenço

«Na conferência de imprensa em que apresentou as linhas básicas do Orçamento para 2013, Vítor Gaspar falou três vezes em "enorme aumento de impostos". Quem tivesse caído de pára-quedas em Portugal, e não conhecesse o ministro, ficaria a pensar que está doido. Afinal nenhum ministro gosta de ir ao bolso aos cidadãos com a violência com que Gaspar se prepara para fazer. E, quando o faz, disfarça isso muito bem no discurso. Ora Vítor Gaspar não só não fez... como fez questão de chamar a atenção para o assunto.

Como na referida conferência de imprensa não pude interrogar o ministro sobre o assunto, o que vou dizer a seguir é da minha exclusiva responsabilidade: Gaspar planeou tudo o que disse ao milímetro. Ele queria mesmo dizer aquilo. Porquê? Porque queria mandar uma mensagem clara para dentro e fora da coligação: ou cortamos despesa... ou aumentamos impostos. Porque os compromissos que assinámos com quem nos empresta dinheiro são para cumprir. Sobretudo agora, em que nos deram mais tempo sem dar mais dinheiro. Ou seja, se não convencermos quem o tem para nos emprestar, ficamos rotos. Mesmo antes de Setembro de 2013...

A reacção habitual, de dentro e fora da coligação, é dizer: então vamos ao corte de despesa. "Easier said than done": todos os esforços para fazer cortes profundos na despesa, nomeadamente na despesa corrente, caem em saco roto. Dentro e fora da coligação. Veja-se a indignação do Presidente da República e de António José Seguro (fora as outras luminárias, inclusive no PSD e CDS...) com o corte de subsídios no universo do Estado, a que o Tribunal Constitucional deu o devido seguimento... 

Moral da história: nenhum liberal, como Gaspar, tem prazer em aumentar impostos. Mas qualquer liberal sabe que não pode deixar o défice disparar. Nem que para isso tenha de ir buscar mais receita. Não gostam? Então mexam a sério na despesa. Acabou-se o tempo do "empurra com a barriga".»


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INESQUECÍVEL

É uma "prenda" para o meu amigo que faz anos hoje,
é um recorte da vida deste nosso mundo, pleno do que dá sentido à nossa passagem por este estranho planeta.

O mundo está louco
A vida endurece-nos
A injustiça revolta-nos

Mas...

Uma das melhores capacidades que os seres humanos têm é a de sonhar;
Os melhores momentos que a vida nos oferece advêm, sem dúvida, das experiências emotivas a que nos expõe
Sem isso perderÍamos o sal e o mel da vida.

Um grande beijo de parabéns
Um ano repleto de emoções felizes e de sonhos persistentes.

Aqui vai a minha prenda, não é propriamente novidade mas é um hino aos sonhos, à dignidade e à simplicidade da vida - e pleno de emoções:

BOND, JAMES BOND...

SHAKEN, NOT STIREED


James Bond completou hoje meio século. E que meio século...

Cresci com ele. Tive aventuras, missões perigosissimas, vitórias impossiveis.
Aprendi que não há momentos finais, há situações que exigem determinação.
Tive a minha paixoneta por Roger Moore, depois percebi que Sean Connery afinal não era um senhor mais velho, como o meu pai, era um giraço intemporal. Perdi-me no encanto de Pierce Brosnan quando já tinha idade para não me perder em encantos, mas aquele era seguro, de celuloide, e irresistível.

Não tenho tendências coleccionistas mas tenho a colecção de "Cosmos" de Carl Sagan, tenho a saga do "Senhor dos Aneis" e... os James Bond, todos, e venham mais.

Não quero saber se é fantasista, ilógico, comercialão, e tudo o mais que lhe queiram chamar. Eu gosto, muito. É "entertainement" despretencioso e com o melhor que um filme de aventuras nos pode dar; as excitantes inovações do inesquecível "Q", as Bond Girls, os carros, os cenários que nos transportam do fundo do mar a naves espaciais, de mundos de gelo às crateras mais profundas da Terra, o inesperado, o irónico, o irreverente, e as cenas de tiros, explosões e bofetada que nunca estravasam aquela violência gratuita que vende mas maltrata. Às vezes até fala de coisas a sério, com graça, com um very british humor insubstituível.

Quem não gosta só pode ser por preconceito, digo eu

Venham mais 50..


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5 DE OUTUBRO


DEMOCRACIA 

MAS DEMOCRACIA NÃO É APENAS TOLERÂNCIA E CONVIVÊNCIA 
É TAMBÉM DIREITO DE OPÇÃO

A MIM AINDA NINGUÉM ME PERGUNTOU O QUE QUERO... 


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HOJE HÁ MANIF


SEM COMENTÁRIOS


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O QUE FAZ FALTA É ANIMAR A MALTA

1º - Faz-se uma greve que atinja essencialmente o estrato social que se deseja       
      destabilizar

«Milhares de pessoas foram surpreendidas, na manhã desta segunda-feira, pela greve parcial dos maquinistas da CP, que está a condicionar fortemente as ligações suburbanas da capital.

Expressões de desânimo, revolta e incompreensão são visíveis na estação de Sete Rios, esta segunda-feira de manhã. "Senhores passageiros o comboio foi suprimido", anuncia, continuamente, a operadora de serviço através do sistema sonoro de informação. De pouco vale o posterior "pedimos desculpa pelos incómodos causados".

Os passageiros dizem que não sabiam da greve e, quando são informados de que a mesma se vai prolongar durante toda a semana, a revolta sobe de tom. "Já paguei o meu passe e agora não tenho comboio, vou chegar atrasado e vou ter problemas no meu trabalho", desabafa ao JN Carlos Gomes, que aguarda há mais de uma hora por comboio para chegar a Póvoa de Santa Iria, onde trabalha. Este utente saiu de casa as 6.20 horas, devia estar no emprego as 8.00 horas, mas são 8.30 horas e no painel de informação lê que o próximo comboio chegará as 9.04 horas.
No entanto, à hora prevista, voltou a ouvir-se na estação: "Senhores passageiros o comboio foi suprimido". "Não está certo, não está certo", repete Carlos Gomes, desanimado. Esta é uma frase repetida, vezes sem conta por vários passageiros. As pessoas afectadas criticam duramente esta greve e dizem que, a prolongar-se mesmo durante toda a semana, "vai ser caótico".» Cont. JN 1Out. 12

2º - Agitam-se as massas provocando situações de caos e de confronto
       Os "piquetes de greve" dão muito nas vistas, devem ser utilizados agitadores          misturados com as massas populares.
«Várias pessoas na estação da CP no Cacém, concelho de Sintra, impediram durante cerca de uma hora a circulação de comboios.
Segundo testemunhas ouvidas pelo NGL, o incidente aconteceu perto das 9h30, quando algumas pessoas impediram o fecho da porta do comboio que se prepara para partir. O facto das portas não fecharem impedia que a composição saísse da estação.
Aos poucos vários populares juntaram-se ao “protesto” e entre gritos de indignação pela situação do país, os ânimos começaram aquecer entre os que defendiam que o comboio não devia partir e quem pretendia seguir viagem.
Ao local acabaram por chegar agentes da PSP que tiveram de entrar numa estação cheia de pessoas. Os agentes, com muitos empurrões, acabaram por retirar alguns populares da estação, enquanto outros eram empurrados para dentro do comboio.

Fonte oficial da CP afirmou, ao Jornal Económico, referindo a este incidente que, “há clientes que estão a puxar as sirenes de alarme” e por isso os comboios não podem andar”. A CP garantia que está a tentar resolver o problema, mas sempre que avança, “há mais alguém que acciona outra sirene”. “É uma brincadeira chata, às vezes acontece, mas num dia de greve e com o comboio cheio é pior”, concluiu.» in "Notícias Grande Lisboa", 1 Out.12

Desta situação tive o privilégio de uma "reportagem em directo": a minha empregada, que vive no Cacém, ligou-me pelas 10h, da estação, dizendo que não via meio de vir trabalhar; algumas pessoas ocupavam as zonas junto às portas do comboio não as deixando fechar e impedindo a entrada. O barulho era infernal, ouviam-se berros de "Estamos em luta, daqui ninguém sai» Um mimo democrático! «Populares impedem circulação de comboio»? Populares uma gaita!


3º - Na véspera da "insurreição popular" eleva-se a temperatura da insatisfação             social atingindo um maior número de pessoas da área onde ocorrerá a    
      manifestação
«Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa voltam a estar em greve na próxima quinta-feira, dia 4 de Outubro
Não sei porquê mas a verdade é que não se encontram pormenores desta greve, nem mesmo no site da "Metro de Lisboa". Será que o efeito-surpresa é mais giro?


4º - Se houver um feriado que possibilite um fim-de-semana prolongado 
       há que evitar que o povo se disperse indo ver a família ou a fazer
       "escapadinhas"; as camionetas de transporte para a manif encontram-se
       asseguradas, como sempre.

 «Os maquinistas estão a fazer greve desde as 00:00 de hoje (1 Out.) às primeiras duas horas do turno, situação que se manterá nos próximos quatro dias. A paralisação é um protesto contra a "espoliação dos salários", disse à Lusa o presidente do Sindicato Nacional dos Maquinistas (SMAQ).

No dia 5 de Outubro, em que se comemora a Implantação da República, a greve será total contra as alterações introduzidas pela revisão ao Código do Trabalho, que contemplam uma redução de 50% no valor pago por trabalho em dia feriado.» - in Jornal de Negócios, 1 Out.12
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 ENTRETANTO NAS REDES SOCIAIS (leia-se facebook), 
MEIO PRIVILEGIADO DE CONVOCATÓRIA 
(os trabalhadores curtem bué o facebook)


que se chama: 
INVASÃO DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

Encontrei isto, e muito mais...
COMO FAZER UM COQUETEL MOLOTOV :
 
Uma garrafa e um pano encha a garrafa com (.../... blá, blá, blá.../...) 
 na hora do uso basta acender o pano e arremessar a garrafa na direção da assembleia a republica...
  • José Carlos Vaz fantástico!!!! isto sim são ideias produtivas!

    Nelson Costa hhá ai um video qe explic como se faazem zarabatanas com alcançe atde 100 metros

    • Nelson Costa para alem disso ha que bloquear acessos , de forma a impedir que mais forças policiais cercem o povo.. Yesterday at 3:55pm · Like · 1
      Nelson Costa éhpa uns dardos de anestesia geral é que davam cá um jeitão...!Se alguem tiver umas coisinhas dessas que se usam nos hosptais é mais seguro !NAO SE PERDEM IRMAOS , e silenciosamente e estrategicamente bloqueando TODAs as ruas , o povo ocupa a AR


    João Fraga já agora, será que alguém consegue contactar camionistas dispostos a bloquear estradas e acessos a s. bento? não precisa de ser camionistas, mas juntar pessoal e meios (em princípio viaturas, mas pode-se tentar imaginar mais coisas) suficientes para bloquear os acessos para os carros da polícia não poderem passar, e a gente chegar lá primeiro que eles. tem de ser feito com alguma antecedência, para qd lá estivermos eles serem muito poucos e não conseguirem impedir a ocupação. é mais uma ideia.
Jacinto Bento - se nao ouvesse classes sociais nao havia policias

 Uma vez que já haviam passado várias horas desde que estas demonstrações de educação cívica haviam sido publicada, e como a página estava a demorar a "carregar" resolvi escrever o seguinte para ver como viria a resposta:

  • Alex Onde foram os outros posts e comentários que enchiam esta página e que até ensinavam a fazer cocktails Molotov?  2 hours ago ·  Like
  •  Martins Receita do Mestre da Culinaria: compra gasolina, mete numa garrafa ____________________________________________________________________ e cabumm la vai alho.  about an hour ago · Like

 Isto sim, é partilha cultural plena de generosidade !!!
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Quem tenha pensado aproveitar o feriado para descansar ou divertir-se colando-o ao fim-de-semana pois que não fique triste, dia 13 já há mais festa, continua o baile:

Manifestação - Contra as politicas de austeridade, devolvam-nos a Dignidade
Sábado13 de Outubro, 2012 at 4:00pm


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    Por mim estou esclarecida 
    Comentários não tenho, já disse o que tinha a dizer não há muitos dias quando comentei a manifestação "Que se lixe a Toika" (15 de Set.) e o que se passou depois em S. Bento.
    Enquanto não houver carga da polícia sobre as pessoas haverá uns tipos que não têm sossego; e há uma data de idiotas que estão mortinhos por lhes fazer o gosto ao dedo. É lamentável.

    Por muito que veja com apreensão este descambar de apelos à violência disfarçados de insurreição social não é isso que me preocupa.

    O que me preocupa a sério é ver as tentativas para deitar a perder todos os esforços e sacrifícios até aqui realizados, todas as pequenas conquistas que nos têm vindo a reposicionar nos Mercados, na Europa, na mira de provocar uma ruptura social e política que venha a permitir a ascensão da sombra política que tem vindo a orquestrar a "insatisfação popular".



    Deixo as avisadas palavras, curtas mas claríssimas, do analista económico Camilo Lourenço no "Negócios on line" de hoje, 1 Out.


    «O estranho caso de um país suicida»
     .../...

    «Se invertermos esse processo agora, a doença vai-se agravar. E, por isso, precisaremos de um segundo programa de ajustamento, muito mais duro que o actual. É bom não esquecer isso quando as manifestações viraram moda e quando o líder da CGTP diz coisas como "se o Governo não ouve o povo a bem, ouve a mal".

    Com os olhos do mundo postos em Portugal, as próximas três semanas são cruciais. Se aceitarmos que as medidas duríssimas do Orçamento de 2013 têm mesmo de ser aplicadas, daremos um importante passo em frente. Se o consenso social se quebrar, ficaremos iguais à Grécia, confirmando uma estranha tendência para o suicídio. No caso de isso acontecer, por favor não insultem os alemães...»

    I rest my case 


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