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HOJE O GOOGLE VAI DE ELÉCTRICO


Hoje o Google acordou assim, homenageando os 110 anos dos "Amarelos" de Lisboa. Muito simpático...

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«A Carris inaugurou há 110 anos a rede de eléctricos de Lisboa, um transporte emblemático da capital que viu a sua importância decrescer ao longo do tempo, mas ainda serve 20 milhões de pessoas por ano.

Foi a 31 de Agosto de 1901 que o primeiro eléctrico de Lisboa começou a circular, na então chamada Linha Marginal Ocidental, que ligava o Cais do Sodré e Algés (concelho de Oeiras), o trajecto mais antigo que ainda é percorrido.

Hoje, esta mesma Linha 15, que liga a Praça da Figueira e Algés, é a mais emblemática da rede de eléctricos de Lisboa

Também emblemática é a Linha 28, considerada um ex-líbris da cidade, inaugurada em 1914 e que liga o Martim Moniz e Campo de Ourique, percurso habitual entre turistas que visitam a capital.

A expansão da rede continuou nos anos 1920 e em 1958 foi inaugurada a última extensão, entre o Alto de S. João e a Rua Madre de Deus através da Av. Afonso III.

Nesse mesmo ano, a rede de eléctricos totalizava uma extensão de 145 quilómetros, divididos por 39 carreiras.

Hoje em dia, a frota de rede de eléctricos da Carris é constituída por 65 carros eléctricos, três ascensores (com seis veículos) e o Elevador de Santa Justa (com duas cabines).» In "Sol"- 31/08/11

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LA MONARQUIA ACTUAL, VISTA POR UM COMUNISTA DE GEMA


Creio que será patente a quem siga este blog, a quem se dê ao trabalho de ler uns quantos posts diferentes e espaçados no tempo, que não me atraiem as posições políticas radicais, sejam estas radicalmente de esquerda ou radicalmente de direita - sejam lá a "Esquerda" ou a "Direita" o que forem; trata-se de uma classificação essencialmente económicista a que sou francamente avessa e que, no âmbito dos Direitos, Liberdades e Garantias do Cidadão, parecem-me carecer, hoje mais do que nunca, de sentido porque as suas radicalizações políticas se tocam de perto, ou mesmo se confundem, na desumanização do Estado Social.


Posto isto ( e nesta altura já haverá por aí uns quantos a desistirem de ler o restante que abaixo segue) acabei de ficar positivamente impressionada com umas declarações claras, inteligentes e concisas, feitas por Santiago Carrillo.

Sim, esse mesmo Santiago Carrillo que foi líder do Partido Comunista de Espanha; Esse mesmo Santiago Carrillo, hoje com uns sábios 96 anos, que combateu na Guerra Cívil Espalhola, após a qual se exilou em vários países, passou pela URSS, obteve o apoio político e para guerrilha de Stalin, e nunca mais deixou de se opôr, sistemáticamente.
Quando regressou a Espanha, em 76 a seguir à morte de Franco, foi inicialmente preso; as conversações que manteve com o então primeir-ministro Adolfo Suarez valeram-lhe a liberdade e o respeito do Governo. Declarou então a aceitação do regime monárquico e o respeito pela bandeira espanhola acima de toda e qualquer outra, declarações estas que antecederam mesmo as do Partido Socialista Espanhol. Um ano depois, conjuntamente com os secretários-gerais comunitas Marchais e Berlinguer, foi dos primeiros a apresentar o movimento euro-comunista, nada do agrado dos comunistas radicais (leia-se pró-soviéticos).
Em 1985, após diversos e frequentes confrontos com o novo (1982) segretário-geral do PCE, foi expulso do partido e formou o "Partido de los Trabajadores de España-Unidad Comunista". Face aos desaires eleitorais este novo partido acabaria por se fundir com o PSOE mas Carrillo não aceito pessoalmente essa integração salvaguardando a sua posição de comunista de longa data.

É pois este mesmo homem que faz as declarações que abaixo deixo em 6 inteligentes minutos de vídeo.

Como comentário posso apenas dizer o seguinte: embora não concorde com a totalidade das suas declarações, dificilmente assim seria, parece-me uma excelênte lição, paricularmente àqueles que frequentemente afirmam: "Monarquia? Isso é voltar ao antigamente, é voltar para trás", ou ainda, pior a meu ver, para aqueles que identificam republica com democracia e monarquia com um regime de direita.

Claro que poderão sempre argumentar que do alto dos seus 96 anos este Senhor "está gágá"... Oiçam a entrevista toda, verão que de "gágá" não tem nada

Pois é meus amigos, "o rabo pouco tem a a ver com as calças", sobretudo se falamos de qualidade, se bem me faço entender.

Começa bem, começa assim:

«Neste momento eu creio que a monarquia actual é um regime que assegura em Espanha as liberdades que poderia assegurar uma república democrática... perfeita»






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MANIF OR NOT MANIF, THAT'S THE QUESTION?

NOTÍCIA:

«Os organizadores do protesto “Geração à Rasca” agendaram uma nova manifestação, para 15 de Outubro,em Lisboa. Os organizadores dizem que a iniciativa visa manifestar a oposição às medidas de austeridade e que têm sido anunciadas pelo Governo. Em causa está, nomeadamente, o aumento do IVA no gás e na electricidade e o “programa ambicioso de cortes”, disse à Renascença João Labrincha, da organização da manifestação. Intitulada “15 de Outubro a Democracia sai à rua”, a acção prevista para a capital portuguesa pretende enquadrar-se na onda de manifestações que têm ocorrido por toda a Europa.» In página 1 - 23/08/11
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DIÁLOGO PRIVADO NO FACEBOOK:


Eduardo:
Apartidários, não sindicalistas e não violentos, apelam a nova manifestação da "Geração à Rasca" para 15 de Outubro. Estamos nessa????
(segue a notícia do "Económico" on line):
Uma das principais vozes do movimento 15M garante que Outono é estação de protesto. | Notícias sobre economia actualizadas ao minuto, informação de mercados, empresas e política, vídeos diários, opiniões de analistas e especialistas

Responde Alex (euzinha mesmo):

Estamos a brincar? :

«Os organizadores dizem que a iniciativa visa manifestar a oposição às medidas de austeridade que têm sido anunciadas pelo Governo.»

Como é que querem resolver a alhada financeira em que ficámos metidos sem medidas de austeridade a sério? Dói? Claro que dói mas temos de voltar a ter um país.
Enquanto o governo não se espalhar ao comprido - coisa pela qual alguns esperam ansiosamente e o país qu
e se lixe - comigo não contem.


Retoma Eduardo:

Percebo o que queres dizer e concordo na generalidade com o que dizes. Também tenho dúvidas sobre se devo participar. Mas e se a questão for colocada, como uma manif contra o estado deste Mundo/país, dominado/subjugado a uns quantos/poucos Senhores, que não deixam a esmagadora maioria respirar. E claro que apartidária e não violenta... Que fazer ????


Volta Alex:

Meu querido, ou trabalhamos e produzimos riqueza para pagar a dívida que o nosso país tem ou logo vês o que é a maioria ficar sem respirar, à séria.
O país está subjugado? Não permitissem a subjugação; eu não contribuí nem me calei. Agora pago, como toda a gente e tenho obrigação de o fazer. Manif? Ainda ninguém me pisou os calos; foram-me ao bolso, pois, mas não estes. Estes? Logo se vê... Não tenho pressa em arrasar com eles, não lhes queria estar na pele.



E diz Eduardo:

Percebo, mas preocupa-me, que mesmo para um fim à priori correcto - assumir e pagar dívidas, tanta gente tenha de sofrer tanto, neste país e em tantos outros. E será que há solução?? Não será que os dequilíbrios vêm de mais longe, como disse há dias o Presidente do ISEG, João Duque, numa entrevista, que a UE deveria exigir aos "outros", uma competição, com base em padrões semelhantes de produção. Impondo medidas compensatórias, em caso de evidente desnível, como é actualmente o caso. Pois e outro Senhor disse, que nos termos actuais a Europa irá empobrecer, tornando-se em campo de férias para os ricos asiáticos.?


E Alex diz:

Du-du... Cabeça nas nuvens é bom, desde que tenhamos os pés no chão." E claro que apartidária e não violenta"... Atenção à manipulação Du-du...
Apartidária... sim, mas contra-partidária absolutamente, aliás, sejamos honestos, como foi a 1ª manif. "Geração à rasca". E não violenta... Eu também não sou violenta, enquanto não me chateiam. Como slogan emparelhador das massas fica sempre bem.

O que está em causa não é nada disto, o que está em causa é uma política de destabilização social que persegue determinado fim (e, uma vez mais, sejamos honestos) como foi feito na manif anterior. Posto isto ou estás de acordo com a necessidade dessa destabilização e vais lá, ou pretendes estabilidade neste momento, e não vais. Simples, não?



Eduardo a terminar:

Não me julgues de esquerda, mas a verdade é que os trabalhadores por conta de outrem, estão a ser progressivamente asfixiados, um pouco por todo o mundo, mas mais evidentemente nos países ocidentais. Claro, trata-se da lei da oferta e da procura, aplicada aos recursos humanos... Ah, sim, mas eu sou um privilegiado. Bjs.


Alex a terminar:

Não te julgo de esquerda nem de direita, essa classificação perdeu de todo o sentido; as pessoas privilegiam a democracia ou algum tipo de autocracia.
Os trabalhadores estão asfixiados... Estão, como já estiveram antes. Se queres ver asfixia a sério passa pelos jardins asiáticos de onde "virão charters de ricos asiáticos fazer férias na pobre Europa". Convenhamos... Vá lá... Juizinho.


Não pretendo dizer que está tudo bem, sei que estamos a passar um mau bocado, temos de o passar e, tenho esperança, que tenhamos iniciado um caminho de recuperação.
Se for para ir para a rua berrar isto... ok, eu vou.



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NÃO HÁ MAL QUE SEMPRE DURE...


«People celebrate the capture in Tripoli of Moammar Gadhafi's son.

Early Monday, Aug. 22, 2011. Libyan rebels raced into Tripoli in a lightning advance Sunday that met little resistance as Moammar Gadhafi's defenders melted away and his 40-year rule appeared to rapidly crumble.

The euphoric fighters celebrated with residents of the capital in the city's main square, the symbolic heart of the regime.»
In "Yahoo News" - 22/08/11 - FOTOS ASSOCIATED PRESS







“Gostava que o coronel Khadafi enfrentasse a justiça pelos seus crimes. Cometeu vários crimes contra o seu próprio povo, mas a Líbia é um país soberano e este é um assunto para as novas autoridades, que têm que decidir o que será mais correcto. Mas primeiro têm que o encontrar. Não sabemos onde está Khadafi , se está na Líbia, e ainda vai demorar algum tempo”

“O Conselho de Transição Nacional anda a planear este momento há meses, com a nossa ajuda. Ao nível diplomático, já temos uma forte missão em Benghazi e iremos estabelecer uma presença diplomática em Trípoli logo que seja seguro”

- David Cameron, Primeiro-ministro britânico.22/08/11




E AGORA, LÍBIA?


FOI VOCÊ QUE PEDIU UM TGV?

Recebi hoje um e-mail de uma amiga contando uma história que ainda não consegui perceber bem se me dá vontade de rir se de chorar; mais coisa menos coisa diz assim:

«TGV - TRANSPORTE GERALMENTE VAZIO»

«Falta de passageiros leva Espanha a suspender algumas ligações na alta velocidade
Ligações que terminam a 1 de Julho tinham nove passageiros por dia dos 2.190 'viajantes potenciais' em ambos os sentidos...»

Como nestas coisas de "notícias por e-mail" já me vi escaldada várias vezes, ainda que "a fonte", ou seja, a minha amiga, de parva ou distraída não tenha nada, lá fui eu à procura da notícia original porque essa dos "nove passageiros dia" parecia-me um tanto estranha.

E não é que encontrei! Verdade, verdadinha, el AVE (TGV) de nuestros hermanos (cá para mim confesso que são mais primos, afastados...) tem mesmo sido um sucesso de bilheteiras - coisa boa porque nunca há fila para comprar bilhete




REVISTA 80 DIAS.ES
27/6/2011 17:21 - Actualizada el 29/6/2011 09:25

«MADRID.- Una mala estrategia obliga a Renfe a suspender el servicio de trenes AVE que unen Toledo con Albacete desde el 1 de julio. Enrique Urquijo, director general del área de viajeros, ha reconocido en Toledo que la ruta, que también pasa por Cuenca, es “un desastre”, según la agencia Efe. Y es que esta conexión de las capitales manchegas sólo cuenta con nueve viajeros diarios de los más de 2.000 que podría tener.

Como consecuencia Renfe aumentará a trece las frecuencias de trenes Avant entre Toledo y Madrid. La idea es que, a través de billetes combinados, los viajeros de Toledo hagan escala en Madrid para tomar en la capital española un AVE u otro tren con destino a Cuenca y Albacete, o viceversa. El enlace de alta velocidad Toledo-Cuenca-Albacete echó a andar en diciembre de 2010, cuando se puso en marcha la línea de AVE entre Madrid y Valencia.»
E agora a parte que eu gosto mais:
«Urquijo ha asegurado que con los trasbordos el viaje ser realizará en un “tiempo similar” y que resultan incluso más económicos. Así, el recorrido de AVE entre Toledo y Abacete se completa en 1 horas y 5 minutos a 70 euros. Mientras que si el mismo recorrido se hace con trasbordos, el tiempo pasa a 2 horas y 28 minutos con un coste de 60 euros (si desde Madrid se toma un AVE); 2horas y 31 minutos por 52 euros (si el tren es un Alvia); y 3 horas y 33 minutos por 37 euros (si el tren es un Altaria.»
E também gosto desta:
«El directivo de Renfe también ha asegurado que el servicio tenía unas pérdidas diarias de 18.000 euros.
Para que una ruta de AVE sea rentable, desde Renfe han asegurado en repetidas ocasiones que la ocupación debe situarse por encima del 70%, mientras que la de Toledo-Cuenca-Albacete se ha situado en el 4,7%»


Será que o bom povo português ainda quer brincar aos comboios?

Pela parte que me toca sempre achei que o TGV faz uma falta como a fome num país do tamanho do nosso e sobretudo neste momento alto da nossa vida nacional.

Vamos lá a ver se há juízinho...


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GASTRONOMIAS E TOURADAS

A TRADIÇÃO JÁ NÃO É O QUE ERA...

Há uns 15 dias fui jantar com uns amigos a uma tasca com pretensões a restaurante na Calçada de S. Vicente, ali mesmo abaixo do Mosteiro.

Por lá fazem um arroz de pato só justificável pela defesa da saúde do hipertenso: eu nunca tinha visto arroz de pato com lasquinhas de cenoura (!!!) a fazer de chouriço pelo meio do arroz, o pato a saber a pato cozido, sem ter sido bem escorrido e passado por um forno demasiado forte e demasiado rápido, para tostar a superfície e pode seguir para a mesa dos doentinhos, quase sem sal como recomendam os entendidos, em doentes, claro. O meu caçula cheirou o bicho e ripostou que não queria comer aquilo... Maus hábitos...

A dose de sardinha assada não chegava à meia-dúzia de peixitos - cinco chega muito bem, a sardinha é saudável mas com moderação...
O conviva que se sentou à minha esquerda pediu filetes de sardinha fritos. Aquilo sim era bem servido: já não sei se trazia três se quatro, mas como os filetes eram feitos com sardinhas escaladas (abertas ao meio), a travessita vinha bem composta.

O comparsa à minha direita pediu uma espécie de entrecosto - aquilo a que se chama "piano" - e como é um tanto "esquesitinho com a comida" queixou-se de que aquilo estava salgado (devia estar destinado à mesa dos hipotensos...) e que estava muito seco... Bem, pelo menos devia estar bem servido porque pelo menos os ossos, não reparei se mais cobertos se mais roíditos, ficaram no prato.

Pedimos um jarro de tinto e lá veio o raquítico com cerca de um palmo de altura, medindo pela minha mão de rapariga maneirinha, incluindo base e bucal; o precioso líquido era um 'cadexinho acre para o meu gosto bem treinado mas talvez fosse só carregado no Touriga...

É um gosto ver a nossa divinal gastronomia assim cuidada, ainda para mais num local artilhado à clientela turística que anda por ali incauta a calcuriar "do Castelo até à Graça" durante os meses estivais.

Mas nem tudo foi mau... O dono da casa, talvez farto de estar sempre calado olhando os seus clientes a conversar, era uma simpatia, cheio de vontade de comunicar com os seus semelhantes, era só uma questão de lhe dar o mote.

Na televisão discretamente ligada com o som sensatamente baixo apareceram as primeiras imagens de uma ligação directa à praça de touros do Redondo para transmissão da tourada. De imediato a imagem deu um pulo e apareceu o resumo da volta a Portugal em bicicleta. Ah não, aquilo acompanhado pelo arroz de pato que teimava em não desaparecer do meu prato ainda que regado por conversa animada, era demais para uma mulher só. Lá manifestei ao proprietário que aquilo dos jovens a pedalarem em calções não estava em consonância com o ambiente e que a tourada seria bem mais a propósito. O cavalheiro assentiu ainda que manifestando a sua discordância relativamente a tal espectáculo. Compreendi, dei-lhe razão, em grande parte, e a outra, a parte restante, é aquela que, apesar de muito, me leva a gostar imenso de toureio a cavalo.

Lá conseguimos ir dando umas olhadelas às lides, mantendo a conversa animada e acabamos de jantar com uns pasodobles taurinos em música de fundo.

Posto isto resolvemos que os whiskys pós-prandiais seriam servidos em minha casa.

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Chegados ao meu doce lar, distribuídos os copos, apontamos o canal televisivo à vila de Redondo dispostos a ver o resto da tourada entre conversa e o tilintar do gelo; apercebemo-nos então que se disputava o troféu "Melhor Lide a Cavalo" dessa noite.

Foi quando que "a besta" se revelou: o tal Tito Semedo permitiu que o seu nobre cavalo fosse colhido - até aqui são coisas que acontecem, ossos do ofício - E o que fez "a besta"? Desmontou? Foi ver se o seu companheiro de lide, do qual tanto depende a sua vida - profissional e literalmente - estava ferido, magoado? Foi trocar de cavalo imediatamente? Não, nada disso. "A besta" continuou a tourear, entre umas poucas palmas, presumo que sobretudo de alívio, e prolongados assobios até cravar o ferro que tinha na mão, , só então lá se dispôs a trocar de montada.
O nobre animal que "a besta" montava ficou visivelmente magoado na mão esquerda e saiu da praça a coxear.

(No final da corrida, quando da atribuição do troféu, "a besta" fez um favor a si próprio, ficou-se pela entrada da arena junto às tábuas não acompanhando os outros cavaleiros ao centro.)

Face à minha revolta, e a generosíssimos insultos, a minha amiga que estava essa noite em minha casa perguntou-me se eu tinha visto o que o cavaleiro João Salgueiro tinha feito há tempos após um touro, daqueles a sério com 602 Kg, ter colhido o seu cavalo. Eu não tinha visto, não sabia de nada; a minha amiga enviou-me depois as imagens.

João Salgueiro pode não ter tido a atitude mais sensata, de facto, mas foi sem dúvida a mais humana, a mais compreensível, a de um verdadeiro Cavaleiro que ama os seus cavalos e está pronto a defende-los como estes nobres animais defendem quem os monta.
Grande João Salgueiro!

A diferença entre um Homem e uma Besta não são os cornos nem as patas.
Ficam dois curtos vídeos que ilustram bem quem é quem.









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