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ALGUNS SÃO BONS DEPOIS DE MORTOS

Morreu o Emídio Rangel, paz à sua alma.
Desde a sua morte tenho lido sobre o grande jornalista que foi... Talvez tenha sido, não segui o seu trabalho mas, na hora da verdade, não é por aí que avalio um ser humano, Napoleão foi um grande militar...
Li também que foi um homem de grande estatura...
Foi um homem que soube aproveitar oportunidades, sem dúvida. Também soube desfazê-las; não que isso tivesse grande importância, foi exímio em agarrar outras de imediato.
Parece que exercia um certo fascínio junto das mulheres, olhos claros e ar de macho; muito macho - quem bate naquilo que é seu ninguém tem nada com isso - e há mulheres muito difíceis de aturar...

Que fale dele quem o conheceu (e que ainda esteja vivo para poder falar)
Eu não o conheci, estive uma vez durante cerca de hora e meia no mesmo restaurante que ele; eu almoçava com a minha mãe e ele, na mesa ao lado, com a sua mulher, Margarida. Não consegui descobrir-lhe o charme, muito pelo contrário. Nunca percebi o que levaria aquela mulher independente e capaz a permanecer ali sentada a ouvir tanto desaforo ordinário. De facto algum encanto ele deveria ter.
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Repouse em Paz


22/08/2014 In "Sol"

"Hesitei muito antes de fazer esta crónica, porque Emídio Rangel não me era uma personagem simpática. Essa 'antipatia' não resultou de nenhum preconceito ou parti-pris, pois de início tinha boa impressão dele. Mas a vida afastou-nos irremediavelmente.
Decidi, no entanto, escrever após a sua morte, porque nos cruzámos em momentos decisivos da comunicação social em Portugal e acompanhei factos cujo conhecimento público terá algum interesse.

Uma das primeiras vezes que me falaram de Rangel foi em 1988, quando a TSF estava para ser lançada. Teresa de Sousa, minha jornalista no Expresso, descreveu-me com entusiasmo esse projecto (em que viria a colaborar), porque tinha em grande conta o seu impulsionador: Emídio Rangel.
De facto, a TSF revolucionaria a informação radiofónica em Portugal, confirmando a previsão de Teresa de Sousa e a capacidade de Rangel para lançar projectos. 
Julgo que a segunda pessoa que me falou de Rangel foi Margarida Marante. Ela trabalhava na altura num escritório de advogados nas Amoreiras, e a sede da TSF era na mesma torre. Referiu-se a Rangel com grande admiração, realçando o seu trabalho na rádio de uma forma tão entusiástica que me pareceu haver ali algum fascínio. Que, de facto, haveria de confirmar-se anos depois.
Mas eu nunca tinha estado com Rangel pessoalmente. Um acontecimento fortuito propiciou, entretanto, esse encontro. Um dia, num jantar do Prémio Pessoa, no Hotel de Seteais, Francisco Pinto Balsemão veio falar-me, preocupado, de uma notícia difamatória que iria sair a seu respeito no extinto semanário Tal & Qual. Como ele estava hospedado no hotel em regime de 'clausura', pediu-me para tentar evitar a publicação. 
Não conhecendo ninguém no Tal & Qual, lembrei-me de telefonar a Emídio Rangel, que sabia ser amigo de pessoas de lá. Liguei-lhe, convidei-o para almoçar no Pabe, contei-lhe o que se passava, ele concordou que a notícia envolvendo Balsemão era da esfera pessoal e não tinha interesse público, dispondo-se a interceder. E, de facto, a notícia não saiu. 
Contei depois a Balsemão o sucedido, realçando que ele ficara a dever um favor a Rangel. E daí a umas semanas Balsemão convidou-o, efectivamente, para uma conversa que teve lugar no seu gabinete do Expresso, na Duque de Palmela, em que também participei. Balsemão fez-lhe várias perguntas sobre a TSF - e não sei se terá nascido aí o seu interesse pela estação. Balsemão falava, há muito, da importância de ter uma rádio no seu grupo. E o certo é que, não muito tempo mais tarde, formalizaria a intenção de adquirir a TSF. O negócio, porém, gorar-se-ia, visto que - segundo me explicou - a estação estava afogada em dívidas e era economicamente inviável. 
Em 1992, nas vésperas do nascimento da SIC, Balsemão convidou-me para um almoço no English Bar, no Estoril, cujo tema não antecipou. Depois de estarmos sentados à mesa, disse-me que já tinha um director de programas para o futuro canal de TV - a Maria Elisa - e perguntou-me se eu tinha alguma ideia sobre quem poderia ser o director de informação. Respondi espontaneamente: “O José Eduardo Moniz”. E adiantei: “Contrata um bom nome e rouba o director ao seu principal adversário, a RTP”. Mas Balsemão levantou objecções. Disse que Moniz não encaixava no tipo de informação que estava a pensar para a SIC (mais próxima do modelo brasileiro) e a conversa ficou por aí. Combinámos novo almoço no mesmo local para a semana seguinte, em que ambos traríamos propostas. Não sei exactamente a data deste almoço, só posso adiantar que se tratava de uma quarta-feira, pois era esse o dia da semana em que Balsemão ficava em casa a trabalhar, na Quinta da Marinha, pelo que lhe dava jeito almoçar na zona de Cascais.
Encontrámo-nos, de facto, uma semana depois, e mal nos sentámos à mesa Balsemão perguntou-me: “Então, já tem um nome?”. “Já - respondi -, o Joaquim Vieira”. Este era na altura meu director-adjunto no Expresso, o que levou Balsemão a retorquir, com um sorriso maroto: “Ora, isso é porque você se quer ver livre dele no Expresso!”. Expliquei que não, que era um excelente jornalista, já com experiência na TV, que podia fazer um bom tandem com Maria Elisa. 
Balsemão torceu o nariz, fez uma pausa e perguntou: “O que acha do Emídio Rangel?”. Levantei os olhos para ele e respondi de imediato: “Não pense em mais ninguém. É a pessoa ideal. Um bulldozer, com experiência em lançar projectos novos, como se viu na TSF”. O nome de Rangel ficou, assim, logo ali firme. Pouco depois seria convidado, aceitaria, a seguir entraria em choque com Maria Elisa, esta seria sacrificada - e Rangel tornar-se-ia o senhor todo-poderoso da estação. 
Como se sabe, o arranque da SIC foi arrasador, ganhando sucessivamente terreno à RTP até a ultrapassar, poucos anos mais tarde. Rangel vencia Eduardo Moniz, o nome que eu tinha proposto a Balsemão! 
A partir daí, a minha relação com Emídio Rangel começou a degradar-se. O crítico de TV do Expresso, Jorge Leitão Ramos, fazia críticas a programas da SIC que irritavam Rangel - que se ia queixar a Balsemão. Este transmitia-me as queixas - que eu justificava, naturalmente, com a liberdade do crítico para criticar. 
Cada vez mais irritado, Rangel decidiu 'responder' com uma crónica inserida no programa A Noite da Má-Língua, cujo genérico incluía o Expresso a ser atirado para uma sanita. Era uma vingançazinha infantil. 
Margarida Marante fez então, generosamente, várias tentativas para nos aproximar. Houve um almoço a três na Doca de Alcântara, onde Rangel reiterou as suas queixas. Entretanto, Marante tinha-se separado de Henrique Granadeiro para viver com Rangel, e eu ia tomando conhecimento de factos envolvendo os três. Soube que um dia Granadeiro procurou Rangel na SIC para lhe dizer, cara a cara, que se algo de mal acontecesse a Margarida teria de se haver com ele. Foi Marante quem me contou este episódio. 
A história das relações entre o Expresso e a SIC, no tempo em que eu e Emídio Rangel estivemos à frente das respectivas direcções, nunca deixou de ser atritiva. No entanto, foi com surpresa que, numas férias de Verão, recebi a notícia de que Balsemão tinha entrado em colisão com ele e queria despedi-lo. Balsemão considerava-o muito gastador e as relações pessoais entre ambos também se tinham degradado. Ainda assim, Rangel saiu da SIC com uma indemnização milionária de 200 mil contos (1 milhão de euros)
Mas não ficou desempregado. José Sócrates, então ministro de Guterres, com quem Rangel tinha uma relação próxima - até porque Marante e a namorada de Sócrates, Fernanda Câncio, eram amigas -, ofereceu-lhe o lugar de director-geral da RTP, onde Rangel intentou grandes mudanças (que não teriam, porém, sequência, pois o Governo caiu logo a seguir). 
A partir daí, a deselegância de Emídio Rangel manifestou-se em várias ocasiões. Uma vez em que fui entrevistado no programa Grande Entrevista de Judite Sousa, Rangel escreveu um lamentável artigo no Correio da Manhã onde, entre outras coisas, dizia que eu usava “um casaco cor de m…”. E após a ruptura do casamento com Margarida Marante, vim a saber por ela de agressões físicas. Depois foi o cancro de Rangel e os tristíssimos episódios do consumo de drogas que Margarida Marante trouxe a público - percebendo-se que a relação entre os dois fora brutalmente destrutiva para ambos. Após a morte de Margarida, Rangel chegou a dizer que não lamentava o seu desaparecimento, pelo mal que ela lhe fizera. 
Depois de José Sócrates chegar a primeiro-ministro, Emídio Rangel foi convidado para um programa de debate na RTP, onde se assumiu como seu indefectível. Atacou os adversários de Sócrates e defendeu-o com unhas e dentes. Algumas intervenções suas eram penosas de ver pela indigência dos argumentos. Mas é provável que estivesse diminuído pela doença que o atingira (e que parecia, na altura, ter ultrapassado). Não podia ser o mesmo homem que fundara a TSF e a SIC. Recentemente, o mal voltou - e desta vez foi fatal. Apesar da inimizade que me votava, desejo sinceramente que repouse em paz. Que encontre a paz que lhe faltou em vida"
jas@sol.pt

O CZAR DAS NOVAS RÚSSIAS

Não consigo deixar de estabelecer um paralelismo chocante entre as acções do kaiser Guilherme II de Julho de 1914 e o Putin de Julho de 2014. Um outro mundo, outro contexto, outra ordem internacional, a mesma loucura que (conhece mas) não reconhece limites.

Guilherme II não sossegou enquanto o Império Austro-Húngaro não declarou guerra à Sérvia, mesmo após a Sérvia ter aceitado as rocambolescas condições do ultimato. (Consola-me saber que após a declaração de guerra Guilherme II também não voltou a ter sossego)

Ontem, apesar de veículos militares russos, artilharia e tanques inclusive, terem entrado continuamente em território ucraniano -  alguns dos quais capturados ontem mesmo juntamente com documentos militares e civis russos*(ver link/video1) -  foi acordado que após a inspecção dos camiões a carga de "ajuda humanitária" seria passada para camiões mais pequenos e, acompanhada pela Cruz Vermelha em grupos de 30, passaria a fronteira rumo às cidades mais martirizadas do sudeste da Ucrânia.

Hoje deu-lhes na "veneta" e resolveram passar a fronteira; apenas 30, dos 270, camiões haviam sido inspeccionados e não houve qualquer escolta da Cruz Vermelha porque "não puderam ser garantidas condições de segurança pelas facções combatentes". Ou seja: concretizaram uma invasão do território ucraniano com todo o descaramento. Disseram estar cansados de tanta demora...


Mais...
O ministro dos Negócios Estrangeiros russo avisou hoje o governo da Ucrânia que não admite qualquer tipo de interferência com o "comboio humanitário" que "tanto tempo levou a preparar com toda a transparência e em cooperação com o lado ucraniano e com a Cruz Vermelha internacional" (REUTERS 22/08)*Video2

*2http://www.reuters.com/video/2014/08/22/tensions-rise-as-russian-convoy-crosses?videoId=340741539

Que dizer??? É absolutamente ES-PAN-TÔ-SO!

O que quer Putin?

Desde que invadiu e anexou a Crimeia a popularidade de Putin tem vindo a subir.
As formatadas cabeças russas ainda não perceberam o que lhes vai cair em cima durante os próximos anos; ficarem sem McDonalds será a mais ingénua das suas festas...
 Foram ultrapassados durante a Guerra Fria que, obviamente, nunca deixou de existir, e voltam a sentir-se fortes, estão a dobrar o ocidente - que os teme, que não se atreve a enfrenta-los - e voltam a sentir o apetite por uma "Nova Rússia", mas não a assim referida Crimeia, uma "Nova Rússia" renascida das cinzas da sua saudosa URSS.
Dizem os entendidos que Putin foi atrás dos altamente plausíveis depósitos de gás e petróleo no Mar Negro adjacente ao sudeste da Ucrânia, e, já agora, a estratégica posição geográfica da península da Crimeia...
 Ter petróleo no jardim ou uma piscina que vá desaguar no Mediterrâneo não são coisinhas que se desdenhem mas, na minha humilde opinião, não é isto que desperta a adrenalina a um Putin-todo-poderoso que aparece para os jogos do xadrez mundial e, nos intervalos, troca as peças e movendo-as a seu bel-prazer.

Putin acredita que o Ocidente não se atreverá a ataca-lo para além das sanções económicas, as consequências apresentam-se demasiado aterradoras; e quando tiver conseguido os seus objectivos poderá colmatar com vantagem os efeitos das sanções.

A história do mundo já não é o que era no tempo de Ivan o Terrível, nem sequer no tempo de Stalin. O mundo perdeu a sua tolerância para com a tirania, de há umas décadas para cá têm uma marcada tendência para acabar, e mal.

O FALSO MANSO

Os 280 camiões (280!!!!) russos partiram em direcção à Ucrânia com ajuda humanitária, bens de primeira necessidade.
De primeira necessidade para quem? Para a população do sudeste da Ucrânia os para os "combatentes pró-russos" que estão encostados às cordas? Ou para ambos, tapando o Sol com uma peneira?

Quando os gregos fizeram penetrar o seu gigantesco cavalo de madeira em Tróia só conseguiram fazer-lo porque os troianos acreditaram, quiseram acreditar, que se tratava de um presente de paz oferecido pelos gregos vencidos.


Putin terá considerado a desesperada situação das populações do sudeste da Ucrânia - situação que ele próprio criou - como a oportunidade de ouro para vestir a armadura de generoso herói salvador; e, já agora, com a armadura vestida há que aproveitar para lhe dar uso... Que ironia! Que cinismo! Que gajo esperto!

Mas...
Os "troianos" de hoje não acreditam em "prendas de paz", muito menos vindas de Putin, que diz o que for preciso para manter a face e faz o que lhe apetece com a mesma cara de pau.

Como é que eu sei que nos camiões não há apenas bens desesperadamente necessários às populações que têm estado debaixo de fogo? Pois, não sei. Não sei eu nem os ucranianos.
A Europa e a NATO, saberão o que está a ser transportado? Talvez... Seja como for não acreditam em Putin, já não se fazem "troianos" como antigamente...

The New York Times  - Andrew Roth

- Putin disse que tinha acordado com a Cruz Vermelha Internacional a entrada dos camiões na Ucrânia.
- A Cruz Vermelha Internacional disse não ter conhecimento de coisa alguma, nem da carga, nem do destino, nada.

- Quando os camiões iniciaram a viagem dizia-se serem 280
- Em declarações posteriores o ministro dos negócios estrangeiros russo disse serem 260 camiões dos quais 200 transportavam bens de primeira necessidade.
(60 camiões de apoio logístico???)
- Alguns dos condutores que falaram com a imprensa referiram 270 camiões...

O The Guardian refere que os mais de 280 (?) homens que conduzem os camiões vestem calções caqui, bonés e t-shirts iguais e têm, sem dúvida, uma aparência e comportamento militar embora não se assemelhem aos altamente treinados homens, fardados e sem identificação militar, que em Março fizeram a invasão e anexação da Crimeia

- O governo ucraniano, e o presidente do Conselho da Europa, pediram a Putin a listagem completa dos bens transportados
- A listagem nunca foi entregue, apenas uma lista "por alto": comida, água, sacos cama, geradores eléctricos, cuidados médicos primários

- Quando o governo ucraniano disse que os camiões não passariam a fronteira sem ser vistoriados por especialistas tudo seguiu em frente;
- Mas quando o secretário-geral da NATO, Anders Rasmussen, com aquela sua cara de poucos amigos, deu uma entrevista oficial coincidente com a aproximação do "comboio de ajuda" à fronteira, de repente os camiões mudaram de rumo, dirigindo-se mais para sul e por fim pararam.
A tão necessária ajuda humanitária encontra-se parada ao longo da estrada.

Porquê?

Entretanto...


The Guardian -  Shaun Walker
Ao cair da noite de quinta-feira, 14 Agosto, um jornalista do The Guardian viu, e fotografou, 23 veículos militares armados, acompanhados por veículos de reabastecimento de combustível e outros veículos de apoio logístico atravessarem a fronteira ucraniana em direcção a Donetsk



Além destes, vários veículos de transporte militar, carregados com artilharia e tanques, percorreram durante o dia a estrada M4 por onde viajaram os camiões. Os habitantes locais dizem que isto vem acontecendo desde há meses.

 The Financial Times - Courtney Weaver,
The Gardian - 14/08/2014

O mundo pode estar expectante perante esta invasão que não-é-mas-é-mas-não-deixa-de-ser... A sorte protege os audazes, diz-se, também se diz que todos os diabos têm sorte. Israel e os palestinianos e o Hamas e as conversações e o cessar-fogo; O Iraque e os guerrilheiros ISIS e a Síria e um genocídio iminente; O Ébola. E toda a demais loucura que grassa por um planeta que, por vezes, me parece ser outro, não aquele onde vivo.
Se Putin invadir, de novo, a Ucrânia não passa de um promenor...
Eu, continuo a ter presente como se despoletou a II Guerra.
Felizmente inventaram as sanções económicas, até ver.


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LAUREN

Não seria a mais bonita, a mais sexy, a mais elegante
Era, sem dúvida uma das melhores
Era, provavelmente, a que tinha mais "pinta".
Para mim era a que tinha mais categoria, daquela que não se estuda nem se aprende
... e a cabeça no lugar certo.

16 Set.1924 - 12 Ago. 2014

RIP Lauren




GOOOODBYE DEAR ROBIN


Robin Williams dead at 63


"Oscar winner and comedian Robin Williams died this morning at 63. 
While his publicist wouldn’t confirm that his death was a suicide, a rep did issue this statement. “Robin Williams passed away this morning. He has been battling severe depression of late. This is a tragic and sudden loss. 
The family respectfully asks for their privacy as they grieve during this very difficult time."







Link: CNN on Robin Williams


HUMOR LUSO

Palavras para quê?
O sentido de humor português é um espanto


EU NÃO QUERIA PENSAR ISTO

Tenho ando a evitar questionar-me sobre quem presentemente controla a ONU...

Ainda a madrugada passada estava a ouvir um porta-voz das Nações Unidas e me fiquei a perguntar quem o teria mandatado para dizer o que disse

Alguns de entre vós poderão pensar neste momento que eu julgo que descobri a pólvora;
Outros pensarão que estou a reagir a alguma coisa que ouvi e não gostei...
Nada disso.

Se quero evitar pensar sobre o comportamento dúbio da ONU é porque, ainda que considerando todos os inevitáveis jogos de interesses e de bastidores, não quero deixar de considerar que as Nações Unidas são capazes de se sobrepor a polítiquices quando estão em causa factos que condicionam o agravamento ou desagravamento de situações limite.
Mais. Ninguém como a ONU tem tanta obrigação de avaliar factos e provas sem se deixar levar por chantagens emocionais e tácticas, por impactos mediáticos estudados e pré-concebidos.  
Por outro lado não posso deixar de considerar, no mínimo, estranho que seja emitido um comunicado oficial pela ONU e passado dois ou três dias apareça um porta-voz numa grande cadeia internacional de notícias a dizer exactamente o contrário. Quem o mandatou?

A questão:  
O Hamas usa, ou não, a população palestiniana como escudo humano
e, mais concretamente, foi, ou não, guardado armamento e laça-rockets nas escolas protegidas pela ONU que servem de abrigo à população palestiniana.

Pode, quem assim o entender, tentar tapar o Sol com uma peneira e bradar aos céus que se trata de desculpas e mentiras de Israel para dizimar o povo palestiniano. Pode, quem assim o entender.

Foi ontem publicado o conteúdo de um "Manual de Guerrilha Urbana" apreendido ao Hamas (Brigadas Al-Qassam) no qual são expostas as vantagens, militares e mediáticas do uso de "escudos humanos".
Está bem, para quem quiser vamos longe e poderemos supor que foram agentes da Inteligência da Mossad que fabricaram o manual para comprometer o Hamas.

A verdade é que a própria ONU reconheceu que havia armamento ofensivo em escolas sob a sua protecção.
E mesmo que não reconhecesse...

Há dias deixei aqui um vídeo, que reponho abaixo, de uma transmissão em directo na France24 que, se não fosse dramático seria hilariante de caricato.

Com mais pormenor podemos ver como se instala um lança-rockets numa zona densamente habitada e depois se dispara... mas usando um controlo-remoto, não vão os israelitas ripostar. A parte chata... Um jornalista da cadeia televisiva indiana NDTV estava no seu quarto de hotel que tinha uma janela com vista privilegiada 






E hoje aconteceu mais uma coisa estranha...

Elie Wieselon, prémio Nobel da Paz que, quando laureado, foi apelidado pela Academia como "o mensageiro para a humanidade".
Durante a II Guerra foi separado da mãe e das irmãs e,  juntamente com o pai, foi deportado para o campo de Buna-Auschwitz; após mais de oito meses de trabalhos forçados em três campos de concentração o pai adoeceu, foi espancado e morreu. Ele encontrava-se em Buchenwald quando o campo foi libertado pelos americanos.
Na passada sexta-feira Elie Wieselon publicou uma declaração condenando o Hamas pela utilização de crianças como escudos humanos, intitulada "Os judeus rejeitaram o sacrifício de crianças há 3500 anos. Agora é a vez do Hamas".
Esta declaração ocupou uma página inteira nos jornais americanos The Washington Post, The New York Times, The Wall Street Journal, The Chicago Tribune, The Los Angeles Times, The Miami Herald.

No país da Magna Carta o London Times recusou-se a publicar a declaração porque, e cito: " causará preocupação entre um número significativo de leitores do Times"
“the opinion being expressed is too strong and too forcefully made and will cause concern amongst a significant number of Times readers”)

Confesso que poderia esperar, ou não me surpreender, uma atitude destas de diversos grandes jornais internacionais europeus, mas o Times...

De facto algumas opiniões são inconvenientes;
sim, mas para quem?

Li e reli o texto com muitíssima atenção. Francamente não vejo o que possa causar tanta preocupação aos leitores do Times. Ainda que estejam árabes entre eles, mesmo que estejam palestinianos entre eles; a menos que "um número significativo" de entre eles sejam do Hamas...
Ou o Times teme retaliação? Hum... not very british...
Ou... quem teme o Times ofender?

Como dizia Hamlet, "algo está podre no reino da Dinamarca"...

Jews rejected child sacrifice 3,500 years ago. 

Now it's Hamas turn. 

"More than three thousand years ago, Abraham had two children. One son had been sent into the wilderness and was in danger of dying. God saved him with water from a spring.
The other son was bound, his throat about to be cut by his own father. But God stayed the knife. 
Both sons – Ishmael and Isaac – received promises that they would father great nations. 
With these narratives, monotheism and western civilization begin. And the Canaanite practices of child sacrifice to Moloch are forever left behind by the descendants of Abraham. 
Except they are not. 
In my own lifetime, I have seen Jewish children thrown into the fire. And now I have seen Muslim children used as human shields, in both cases, by worshippers of death cults indistinguishable from that of the Molochites. 
What we are suffering through today is not a battle of Jew versus Arab or Israeli versus Palestinian. Rather, it is a battle between those who celebrate life and those who champion death. It is a battle of civilization versus barbarism. 
Do the two cultures that brought us the Psalms of David and the rich libraries of the Ottoman Empire not share a love of life, of transmitting wisdom and opportunity to their children? And is any of this discernible in the dark future offered by Hamas to Arab children, to be suicide bombers or human shields for rockets? 
Palestinian parents want a hopeful future for their children, just like Israeli parents do. And both should be joining together in peace.
But before sleepless mothers in both Gaza City and Tel Aviv can rest, before diplomats can begin in earnest the crucial business of rebuilding dialogue… the Hamas death cult must be confronted for what it is. 
Moderate men and women of faith, whether that faith is in God or man, must shift their criticism from the Israeli soldiers – whose terrible choice is to fire and risk harming human shields, or hold their fire and risk the death of their loved ones – to the terrorists who have taken away all choice from the Palestinian children of Gaza. 
I call upon the Palestinian people to find true Muslims to represent them, Muslims who would never voluntarily place a child in danger. I call upon President Obama and the leaders of the world to condemn Hamas’ use of children as human shields.
And I enjoin the American public to stand firmly with the people of Israel who are in yet another struggle for survival, and with the suffering people of Gaza who reject terror and embrace peace. 
Let us return child sacrifice to the darkest corner of history, and work towards a brighter future with those who choose life, Arabs and Jews alike, all of us Abraham’s children."

EBOLA VENCIDO?

Noticiado hoje pela CNN:

Um medicamento experimental, um serum denominado ZMapp, foi enviado na quinta-feira da passada semana para a Libéria e administrado ao Dr. Kent Brantly e a Nancy Writebol, os dois missionários americanos que contraíram o vírus Ebola.

Aparentemente o medicamento funcionou, as condições físicas de ambos melhoraram.
O Dr. Kent Brantly, quando da sua chegada ao Emory University Hospital em Atlanta , saiu da ambulância que o transportara desde o avião pelo seu pé como se pôde ver em muitos noticiários.
Nancy Writebol é aguardada amanhã, terça-feira.


Este serum é a combinação de anti-corpos mono-clonados gerados por três ratos expostos ao Ebola e actua evitando que o vírus penetre e infecte novas células (células ainda não infectadas).

Foi acordado que a primeira a ser injectada seria Nancy porque Kent, sendo mais jovem, teria melhores condições para suportar a presença do vírus; porém a situação de Kent de repente piorou de forma assustadora, passou a ter sérias dificuldades respiratórias e foi imediatamente decidido que seria ele o primeiro a ser tratado.
Apenas uma hora após a administração do medicamento a sua condição melhorou drasticamente, a sua respiração tornou-se mais fácil e o rash cutâneo no seu corpo e cara desapareceram. Um dos seus médicos descreveu esta transformação como "milagrosa".
Na manhã seguinte Kent conseguiu tomar um duche sem ajuda e embarcou no avião-ambulância que o levou para os EUA.

A reacção de Nancy não foi tão marcante mas três dias depois recebeu uma segunda dose do serum que originou uma melhoria significativa do seu estado clínico.

O ZMapp foi criado por um laboratório de bio-tecnologia sediado em San Diego, a Mapp Biopharmaceutical Inc.
Ainda não se encontra aprovado para uso humano nem passou ainda pelo processo de testes clínicos necessário. Obviamente que ambos os missionários foram informados dos potenciais riscos envolvidos e deram o seu consentimento para a administração do fármaco.

De acordo  com a documentação da Mapp Biopharmaceutical Inc., 
  • Quatro macacos infectados com Ebola receberam este serum que foi administrado 24 horas após a infecção e todos sobreviveram; 
  • Outros quatro macacos também infectados foram tratados 48 horas após a infecção e destes sobreviveram dois. 
  • Um macaco que foi infectado e não tratado morreu cinco dias após a infecção.
Nancy terá recebido a primeira dose do tratamento nove dias após ter apresentado sintomas de doença.
Estima-se que Nancy e Kent terão contraído o vírus 10 e 7 dias, respectivamente, antes de terem sido injectados.

Desde há anos que se vem tentando, sem êxito encontrar uma vacina; é possível que este serum de anti-corpos venha lançar uma nova luz nesta busca.


Nancy Writebol trabalhou durante 14 anos com orfãos e crianças vulneráveis em África, foi também missionária no Equador. 
Desde Agosto de 2013 que se encontra na Libéria com um grupo de missionários que trabalham com a "Samaritan's Purse".



Dr. Kent Brantly, de 33 anos, foi para a Libéria há cerca de um ano, com a mulher e duas crianças, para servir durante dois anos como médico-missionário residente no âmbito da  Samaritan's Purse.
Inicialmente trabalhava como clínico-geral mas quando se deram os primeiros casos de Ebola tomou a seu cargo a direcção clínica do Centro de Gestão de Ebola da Samaritan's Purse.
Enquanto médico-missionário já trabalhou no Uganda, Honduras, Nicarágua, Tanzânia e Haiti.

DESTA VEZ NEM DIGO COISA ALGUMA

Desta vez nem falo, nem escrevo, não digo coisa alguma, reduzo-me à minha insignificância e deixo falar quem sabe muito mais do que eu. Na integra.

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Sócrates, o activo tóxico do PS. E do país.

José Manuel Fernandes - 2/8/2014 - observador.pt

Há um fantasma que regressa ciclicamente à política portuguesa para a assombrar: José Sócrates. Mas esta semana ficámos com a sensação de que a sua amizade e o seu patrocínio começam a ser tóxicos


Podia ser coincidência, não deve ser coincidência. No mesmo dia as nossas duas revistas de informação, a Visão e a Sábado, tocavam na corda sensível dos “negócios” que, de uma forma ou outra, parecem borboletar sem descanso em torno do ex-primeiro-ministro José Sócrates.
Na Visão lemos a entrevista a António José Seguro onde ele, sem citar nomes, diz que “há, em Portugal, um partido invisível, que tem secções sobretudo nos partidos de Governo, que capturou partes do Estado, que tem um aparelho legislativo paralelo através dos grandes escritórios de advogados e influencia ou comanda os destinos do País”. Depois acrescenta que “o que existe no PS mais associado a essas coisas é apoiante de Costa”.
Já a Sábado enche a capa com um novo caso que envolveria o “animal feroz”, um caso que estaria a ser investigado na sequência de uma certidão extraída do processo Monte Branco. Desta vez em causa estaria o apartamento em que residiu quando esteve em Paris e operações imobiliárias realizadas por um seu primo e por um empresário seu amigo. O apartamento de Paris valeria três milhões de euros e, no quadro de um processo judicial que envolve o Correio da Manhã, o ex-primeiro-ministro tem-se recusado revelar o contrato de arrendamento.
Esta investigação da Sábado permitiu-nos reviver um momento retintamente socrático. Primeiro, menos de uma hora depois de conhecida a capa da Sábado, já a Procuradoria Geral da República estava a emitir um desmentido – não me recordo de alguma vez ter sido tão rápida a desmentir uma notícia cujos detalhes nem sequer eram conhecidos. Depois, assistimos a uma prestação tipicamente socratina na RTP1, onde teve direito a vitimizar-se no Telejornal, um programa onde ficámos sem saber se foi a convite da estação ou a pedido (Sócrates disse, e cito: “decidi vir aqui esta noite…”). Por fim, vimos a Sábado emitir um desmentido onde explicava que a nota da PGR afinal não desmentia nada: nela negava-se a existência uma investigação no quadro do processo Monte Branco, a revista falava de uma investigação num processo paralelo.
Tudo isto sucede na mesma semana que começou com um comentário muito curioso do mesmo José Sócrates na RTP: “Não vi até hoje nenhuma explicação que me convencesse que era necessário deter Ricardo Salgado”. Um Ricardo Salgado a quem, recorde-se, Sócrates pedira, via o primo José Maria Ricciardi, que não se esquecesse do “amigo” que estava em Paris, conforme soubemos por via das escutas a Ricciardi no âmbito do processo Monte Branco.
Este regresso alvoraçado de José Sócrates ao primeiro plano das notícias trouxe-nos também de volta o mundo das suas “narrativas”. A sua actual narrativa é que é um homem modesto, que nunca teve contas bancárias a não ser na Caixa-Geral de Depósitos e, por isso, nunca se poderia envolver num processo como o Monte Branco, um esquema de transferências de milhões.
E, de facto, consultando as declarações de rendimentos que depositou no Tribunal Constitucional desde 1987, nunca se conheceram a José Sócrates quaisquer poupanças – pelo menos ele nunca as declarou. Estaríamos pois perante uma situação de chapa-ganha-chapa-gasta que, porém, não o impediu de adquirir um apartamento de luxo em Lisboa em 1996 (Vale e Azevedo era vizinho), por um valor declarado (para efeitos de siza) de 235 mil euros. A mãe compraria um outro apartamento no mesmo prédio, apartamento que depois venderia a um empresário amigo de José Sócrates, o mesmo que estará agora a ser investigado por causa do apartamento de Paris. Paris onde, recorde-se, José Sócrates só conseguiu viver porque pediu um empréstimo à Caixa-Geral de Depósitos.
A queda de um homem tão poderoso como Ricardo Salgado naturalmente que faz aumentar a expectativa sobre os próximos passos da Justiça, e a nossa curiosidade só pode aumentar quando vimos Eurico Brilhante Dias, habitual porta-voz de António José Seguro, a desabafar assim no seu facebook: “Quem sabe sabe e o Ricardo sabe. E se ele conta o que sabe? E o que saberá?”
Durante muito tempo, demasiado tempo, sempre que surgia um novo caso envolvendo José Sócrates – e eles foram tantos, mas tantos mesmo –, grande parte do país levantava-se contra os “assaltos de carácter”, os socialistas uniam-se e cerravam fileiras, e procurava-se intimidar as vozes discordantes até se conseguir que o silêncio caísse sobre tudo o que pudesse perturbar a glória do líder. E garanto-vos que sei do que falo quando me refiro a tentativas de intimidação. Julgava que esse tempo tinha passado de vez até assistir à sequência notícia da Sábado-comunicado da PGR-intervenção na RTP. Mas mesmo assim a principal razão porque sinto que esse tempo não voltou é porque estes acontecimentos também deixaram mais claro até que ponto o “animal feroz” se tornou num activo tóxico para o próprio Partido Socialista e para os que, nele, lutam pela liderança.
Defendo há muito tempo, e fi-lo muitas vezes quase completamente sozinho, que os métodos de Sócrates, o estilo de Sócrates, o autoritarismo de Sócrates, a obsessão pelo poder de Sócrates, eram imensamente nefastos para o debate democrático, para o funcionamento das instituições, para o país e para a sua economia. Hoje sabemos que o pináculo do poder de Sócrates coincidiu com o pináculo do poder de Ricardo Salgado, e isso não aconteceu por acaso: creio sinceramente que acreditaram que podiam tomar conta do país numa espécie de duopólio que beneficiava ambos.
O balanço dessa era só muito parcialmente está feito, há muito ainda que não sabemos, circulam ainda muitas “narrativas” que mascaram a realidade, mas estamos também num tempo de revelações. Um tempo por isso muito interessante. 
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SÃO CENOURAS, SENHORES, SÃO CENOURAS

Sinceramente não estava nada a pensar em voltar a este tema, pelo menos já assim de seguida, o que está dito está escrito e bater muito na mesma tecla não é fazer música.
Mas é irresistível...
De repente "caiu-me ao colo" um vídeo que demonstra mais do que certamente pretenderia o repórter que por lá aparece e, provavelmente, mais do que canal France24 gostaria de ter posto no ar. Esta coisa das emissões em directo tem as suas surpresas e esta foi das melhores, digo eu. Desta vez, pelo menos em Gaza ninguém se magoou, em Israel provavelmente o "Iron Dome " terá cumprido a sua função. Quanto ao repórter lá se afugentou rapidamente talvez em busca do WC mais próximo.

A história é simples, diria até que corriqueira nos dias que vão correndo, a surpresa está apenas em que esta se passou (inconvenientemente?) em directo na TV francesa internacional.
O repórter reportava à noite frente à escola sob a alçada da ONU, que tanto escândalo deu por ter sido bombardeada; sem surpresa, só não viu quem não quis, as inúmeras revoltadas reportagens do bombardeamento de uma escola.
Porque alberga armamento e terroristas, diz Israel.
Mentirosos, atacam crianças e população civil para os dizimar, responde o Hamas na voz da população que sacrifica.

Vai daí, dizia eu, o repórter reportava à noite frente à escola sob a alçada da ONU, uma escola em terrenos agrícolas (farm zone) onde não podem agora ser cultivados vegetais nem frutas, fazendo perigar os bens alimentares dos palestinianos, dizia ele, o reporter, chocado pelo o bombardeamento daqueles que ontem se refugiaram nestes abrigos de emergência das Nações Unidas quando, mesmo atrás dele é disparado um rocket...
Como comentou um amigo meu no Facebook: «...é disparado um rocket, seguramente por uma criancinha aborrecida com a vida... »



Os terrenos agrícolas de Gaza, em particular os das escolas, são aliás férteis na produção de rockets; há poucos dias (22/07) o exército israelita encontrou três "hortas" de lançamento de rockets de médio alcance. Alguns já haviam sido disparados outros estavam prontos a usar.
(São cenouras, senhores, são cenouras)



Mas não só de agricultura vive o homem, dentro das cidades também há vida.
12 exemplos de lançamento de rockets bem do centro de zonas cívis.
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