O que está em causa não é a "crise da habitação",
existe, não é nova e não acarreta um estado de disrupção social, é um fenómeno cíclico urbano que atinge as maiores cidades, as que são circundadas por satélites urbanos de grande densidade populacional. E... Evocar a nova lei do arrendamento como causa da "crise da habitação" é de fazer cair o queixo: uma lei que ainda nem está em vigor não pode ser causa de crise alguma. «Ah mas os efeitos que terá...» Os efeitos que terá prevêem-se positivos - não é retirando garantias aos arrendadores que se consegue mais arrendamento; os arrendatários têm direitos, claro que sim, e também obrigações que têm de ser cumpridas - há que esperar para ver e, depois de visto, alterar ou não.
Curiosamente... só se "luta contra a crise da habitação" em Estados democráticos, dentro da União Europeia e que contribuem para o apoio à Ucrânia, nos outros parece estar tudo bem, não há manifs nem crises.
O que está em causa não é o aumento do custo de vida,
existe mas não é, de todo, o mais - nem um dos mais - gravosos no percurso de vida da população adulta; basta olhar para os índices de inflação em Portugal ao longo da história da nossa fustigada democracia para ter a noção da manipulação exacerbada desta narrativa. A economia está estável, surpreendentemente, se considerarmos a inevitável crise petrolífera internacional. Ah mas em Portugal os salários são baixos e os preços elevados... É verdade, tão verdade quanto o Produto Interno Bruto é baixo e os bens essenciais importados - como os petrolíferos, que condicionam toda a economia - são adquiridos por preços que não são cotados (nem podem ser) tendo em conta a tabela salarial do Estado comprador. Apesar de tudo os impostos têm vindo lenta mas progressivamente a baixar
O que está em causa é muito mais subtil, consequente e maquiavelicamente orquestrado
Zelensky explica. Musk omite
Seria de bom tom que a comunicação social também explicasse, pusesse o preto no branco, em vez de semear sensacionalismo e revolta exacerbando audiências. Informação é isso, o resto é conversa ilusória. Ilusória sim, porque nem tudo o que se vê é o que lá está, no que toca a "noticias" raramente é.
Se os media não tiverem isto presente serão os primeiros a sentir os efeitos da sua cumplicidade, a primeira mordaça será para eles



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